Igreja: Escuteiros celebram 100 anos em Portugal

Igreja: Escuteiros celebram 100 anos em Portugal

Iniciativas nacionais e locais vão marcar ano do centenário do CNE sempre com o objetivo de marcar a educação das crianças com métodos «não formais»

O Corpo Nacional de Escutas (CNE) iniciou a celebração dos 100 anos da sua presença em Portugal, apostados em promover o desenvolvimento integral dos jovens e das crianças, integrados no seu tempo e com os desafios atuais.

“O objetivo do escutismo é contribuir para que os nossos jovens sejam, cada vez mais, cidadãos ativos nas suas comunidades, agentes de transformação na sua sociedade, através da comunidade onde conseguem tocar e influenciar. Não num futuro longínquo, não quando forem adultos, mas no já e no agora. É uma atitude construtiva, de crescimento para que o jovem e a criança possam, cada vez mais, ser responsáveis por tudo o que os rodeia”, indicou à agência ECCLESIA o chefe nacional do CNE Ivo Faria.

O responsável fala do exemplo das novas tecnologias que procuram que sejam utilizadas pelas novas gerações como forma de os ajudar a estar no mundo e de forma consciente, tal como realizado há 120 anos atrás, quando Baden Powell deu início ao escutismo, utilizando as tecnologias que estavam disponíveis.

“No ACANAC vamos, pela primeira vez, introduzir uma aplicação digital, para que os grupos possam interagir uns com os outros, com o programa, fazer as suas escolhas, possam dar-nos feedback sobre o que está a ser a sua avaliação na hora das atividades. Tudo através de uma aplicação que vai ajudar a reduzir o papel, por exemplo”, reconhece.

O CNE promoveu hoje a cerimónia do 99.º Aniversário, em Lisboa, iniciando as comemorações da sua presença em Portugal; o ano vai privilegiar o acampamento nacional (ACANAC), em agosto, também a iniciativa «A paz de Belém», no final do ano em Fátima, e um fim de semana em Braga, local onde o CNE começou.

Ivo Faria destaca, no entanto, que a celebração maior acontece quotidianamente entre os escuteiros nas atividades locais: “Isso é que conta a história dos 100 anos de atividade, o que acontece todos os dias a nível local”.

O responsável reconhece que a capacidade de “envolver as crianças e jovens nas atividades, escolhas e vivências diárias”, continua a ser “chave do sucesso”, bem como a o diálogo intergeracional que coloca em relação as crianças e os jovens com os adultos, apresentando-se como “irmãos mais velhos”.

“Ajudam, interferem o mínimo possível nas atividades, mas criam um ambiente seguro para que a criança e o jovem possa desenvolver as suas atividades. É nesta partilha de experiências, de caminhada que o adulto contribui de forma tão decisiva para o desenvolvimento da criança e do jovem”, reconhece.

Ivo Faria sublinha ainda que o método usado por Baden Powell, que fundou o escutismo há 120 anos, continua a fazer sentido, uma vez que têm conseguido adaptar-se às pessoas em cada contexto.

“O nosso agir pedagógico é da educação não formal. Acreditamos que os jovens e crianças são capazes de se desenvolver através de atividades em que são o principal agente do seu desenvolvimento. Não temos uma relação de professor aluno, uma relação informação baseada nos contactos e nas relações que se estabelecem entre as pessoas, mas uma pedagogia não formal feita através da experiência, da ação, da atividade em que os jovens se envolvem eles próprios”, explica.

Também a educação para o respeito pelo meio ambiente e para a ecologia está no centro das propostas do CNE, que privilegia “a vida ao ar livre, a vida na natureza, a descoberta no Deus criador, através ambiente que rodeia”.

“Hoje fala-se tanto em sustentabilidade e alterações climáticas e o escutismo é campo muito fértil para que todos estes conceitos e práticas sejam facilmente absorvidos pelos jovens e crianças”, afirma.

Os escuteiros católicos esperam que o centenário possa ajudar a uma maior divulgação da proposta de desenvolvimento das crianças e dos jovens, inclusiva, ajudando “a construir uma nova Igreja, onde o jovem é cada vez mais chamado a tomar parte na construção de um mundo mais fraterno e justo”.

Fonte: Ecclesia

Ambiente: Associação Quercus considera plano europeu para a energia pouco ambicioso

Ambiente: Associação Quercus considera plano europeu para a energia pouco ambicioso

A associação ambientalista Quercus lamentou que o plano energético apresentado recentemente pela Comissão Europeia tenha ainda por base as importações de combustíveis fósseis e considerou-o pouco ambicioso.

No Dia Nacional da Energia, assinalado a 29 de maio, a associação ambientalista portuguesa divulgou uma análise do REPowerEU, o plano energético apresentado em Bruxelas, pela Comissão Europeia, em resposta à disrupção no mercado energético causado pela invasão da Ucrânia por parte da Rússia.

O plano, diz a Quercus, é “uma estranha espada de dois gumes” e embora positivo é insuficiente, e alicerça-se ainda “nas importações de combustíveis fósseis de países terceiros, arriscando a exploração crescente de combustíveis fósseis, dentro e fora da Europa, e agravando a crise climática”.

A associação vê como positivo, no plano, os incentivos às energias renováveis e aos planos de poupança energética, “ainda que insuficientes”.

“Apesar do aumento das metas das energias renováveis de 40% para 45%, e da eficiência energética de 9% para 13%, até 2030, estes objetivos não têm a ambição suficiente para fazer cumprir o Acordo de Paris e deveriam ser ajustadas para 50%, no caso das renováveis e para 20% no caso da eficiência energética”, diz a Quercus em comunicado.

Faltam também no plano “medidas imperativas” para travar o financiamento dos combustíveis fósseis. E acrescenta a Quercus: travar o gás fóssil russo, mas permitir uma corrida à importação de gás natural de outros países vem em contracorrente com os objetivos de descarbonização da economia.

Muito positivo no plano REPowerEU é a obrigatoriedade da instalação de painéis solares na cobertura de novos edifícios públicos, comerciais e residenciais, dizem os ambientalistas, assinalando que não se podem esquecer os telhados dos edifícios já existentes.

No comunicado a Quercus fala do reconhecimento da importância do ecodesign e das etiquetas de eficiência energética, alerta para a necessidade de um fim real de subsídios públicos ao aquecimento fóssil, e diz que só referir a redução de subsídios aos combustíveis fósseis sem estabelecer metas e prazos não passa de “um simples desejo”.

“Os planos Fit for 55 e REPowerEU juntos podem ajudar-nos a prescindir dos combustíveis fósseis e enfrentar a emergência climática através de uma transição justa para as populações. Porém, tal só será viável se forem ousados na sua aplicação e não abrirem caminho a novas e igualmente nocivas utilizações dos combustíveis fósseis”, avisa a Quercus.

Fonte: Lusa

Miranda do Douro: Hardança levam música e companhia à população de Ifanes

Miranda do Douro: Hardança levam música e companhia à população de Ifanes

No próximo Domingo, dia 29 de maio, o grupo de música tradicional “Hardança”, vai à aldeia de Ifanes, animar musicalmente o serão no âmbito dos concertos de primavera, que o município de Miranda do Douro está a promover para levar a atividade cultural às várias aldeias do concelho.

Após os Concertos de Primavera realizados em Palaçoulo, Genísio, São Martinho, Malhadas, Vila Chã da Braciosa e Sendim, agora é a vez de Ifanes, receber um serão musical que vai realizar-se na igreja paroquial, este Domingo, às 21h30.

O concerto em Ifanes vai ser interpretado pelo grupo musical “Hardança”.

De acordo com Fabíola Mourinho, a compositora e vocalista do grupo, os “Hardança” eram um sonho antigo, que começou a realizar-se em 2019.

Com a pandemia, o recém-formado grupo teve que enfrentar as dificuldades da ausência de concertos e do contato com o público.

O reportório musical dos Hardança incluiu sobretudo temas originais, cantados em português e mirandês e outros temas provenientes do Cancioneiro Tradicional Mirandês.

“Os temas originais estão muito ligados às minhas vivências de infância e de juventude, às festividades locais e às raízes mirandesas”, indicou.

Uma das músicas mais conhecidas dos “Hardança” é o tema “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”, composto em fevereiro de 2020, para o Dia Internacional dos Museus.

“Foi um tema publicitado nas redes sociais e que alcançou uma grande notoriedade”, lembrou.

Do reportório musical dos “Hardança” destacam-se ainda os temas: “As froles de las arribas”, que ganhou o festival da Canção, em Miranda do Douro. E o tema de Natal, “Nasceu o Menino”.
Letra e Música: Fabíola Mourinho | Intérpretes: Bruno Berça; Fabíola Mourinho; Licínio Castro

O grupo “Hardança” é constituído por Fabíola Mourinho, guitarrista, compositora e intérprete; por Bruno Berça, na percussão (gaita-de-foles, caixa e bombo); e Licínio Castro, na viola.

O nome “Hardança” é uma palavra mirandesa, que significa “herança”. Segundo Fabíola Mourinho, este nome foi escolhido para agradecer a herança cultural da Terra de Miranda.

«A “hardança” ou “herança” é o que nos define. Nós cantamos as memórias que nos nossos avós e os nossos pais nos transmitiram, explicou.

Sobre a participação dos “Hardança” no Concerto de Primavera, em Ifanes, no próximo Domingo, Fabíola Mourinho mostrou-se radiante com a oportunidade de participar nesta iniciativa do município de Miranda do Douro, que tem como propósito oferecer um serão musical às populações das aldeias do concelho.

“Esta iniciativa é excelente! Por vezes, as pessoas que vivem nas aldeias estão muito isoladas, têm dificuldade em deslocar-se a Miranda do Douro e vivem até esquecidas. Ao realizar estes serões musicais nas aldeias, estamos não só a proporcionar-lhes a oportunidade de usufruir da música, mas também de viver um momento de encontro e de partilha com outras pessoas”, afirmou.

HA

Miranda do Douro: Festival “Simbiose” põe em destaque as máscaras, os cantares e os pauliteiros

Miranda do Douro: Festival “Simbiose” põe em destaque as máscaras, os cantares e os pauliteiros

Nos dias 27 e 28 de maio, Miranda do Douro e Duas Igrejas vão acolher o Festival Simbiose, um evento que pretende realçar os elementos identitários que caracterizam o nordeste transmontano, como são as máscaras de inverno, os cantares tradicionais e a dança dos pauliteiros.

De acordo com Ana Carvalhosa, da cooperativa Circolando, o festival “Simbiose” visa criar uma programação, em rede, entre os municípios de Miranda do Douro, Macedo de Cavaleiros e Vinhais, que reflitam o património material e imaterial do nordeste transmontano.

Nesta região, destacam-se elementos identitários como são os pauliteiros, os gaiteiros, os bombos, os cantares e rituais ou as máscaras e os caretos.

“O grande desafio deste projeto foi criar um espetáculo que traduzisse a identidade deste território e que unissse estes três concelhos”, disse.

O festival é dinamizado pela cooperativa Circolando e a empresa Onde Amarela em colaboração com as associações locais. Em Miranda do Douro, o trabalho foi desenvolvido com o grupo de pauliteiros de Duas Igrejas e com o grupo de cantares de Duas Igrejas e envolve cerca de 60 pessoas.

A partir das tradicionais festas de inverno, dos rituais dos mascarados e da dança dos pauliteiros, a Circolando criou o espetáculo “Percurso Nordeste” que visa refletir sobre estas festividades e como podem ser no futuro.

O espetáculo é constituído por três partes e inclui momentos de teatro, dança, vídeo e música. Inicialmente, vai ser apresentada uma conferência ficção, com humor, sobre a origem das máscaras e o seu futuro. Esta conferência vai ter a participação do grupo de cantares de Duas Igrejas.

Após a conferência, segue-se um cortejo pelas ruas de Miranda do Douro até ao castelo.

Chegados ao interior do castelo de Miranda do Douro, aí vai realizar-se um ritual com a dança dos pauliteiros, protagonizado pelo grupo de pauliteiros de Duas Igrejas, que vão encerrrar a festa.

No dia seguinte, sábado, dia 28, este espetáculo “Nordeste” vai ser apresentado em Duas Igrejas, às 18h00, na antiga estação ferroviária e vai concluir-se junto à associação dos pauliteiros locais.

Após a estreia em Miranda do Douro, o espetáculo “Nordeste” vai ser apresentado em Macedo de Cavaleiros, nos dias 10 e 11 de junho. E Vinhais recebe o espetáculo a 11 e 12 de julho.

A 10 de setembro, o Festival Simbiose regressa a Miranda do Douro, desta vez com o projeto Folia, promovido pela empresa Onda Amarela e que vai apresentar um espetáculo de música, dança e vídeo.

O Festival Simbiose é apoiado pelo programa Norte 2020 e visa dinamizar a oferta cultural, envolvendo a participação das comunidades locais.

HA

Miranda do Douro: Mirandeses vão caminhar e correr contra o cancro

Miranda do Douro: Mirandeses vão caminhar e correr contra o cancro

A iniciativa “Corrida para a Vida” vai realizar-se ao final da tarde desta quinta-feira, dia 26 de maio, em Miranda do Douro e tem por objetivos promover um estilo de vida saudável e angariar donativos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Sob o lema “Contra o cancro, à partida vale tudo”, a atividade promovida pelo município de Miranda do Douro está aberta a toda a população e vai contar com a participação dos grupos do Centro de Marcha e Corrida.

Dado que esta prova desportiva tem por objetivo responder ao desafio lançado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Norte (LPCC), a organização pede aos participantes na caminhada/corrida que contribuam com um donativo monetário.

O local de concentração e partida da caminhada/corrida é o Estádio Municipal em Santa Luzia, às 18h00.
“Vale caminhar, vale correr, vale dançar, numa prova de solidariedade, onde todos contamos!”, pode ler-se.
As inscrições podem ser feitas no edifício Ex – UTAD, na seção de Ação Social/Saúde ou no próprio dia, no Estádio Municipal.

O Centro de Marcha e Corrida de Miranda do Douro faz parte de uma rede de centros espalhados pelo país, geridos por técnicos que ajudam as pessoas planear o treino.

Em Miranda do Douro, o Centro de Marcha e Corrida funciona semanalmente, à 3ª e 5ª feiras, em dois horários: das 17h30 às 18h30; e das 18h30 às 19h30.

HA

Vimioso: Detido grupo por venda de droga a estudantes

Vimioso: Detido grupo por venda de droga a estudantes

Um grupo de seis jovens foi detido pela GNR por alegadamente pertencer a uma rede que vendia droga a estudantes de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Vimioso, divulgou a GNR.

O grupo de seis homens e uma mulher, que têm idades entre 17 e os 20 anos, estava a ser investigado há meio ano por suspeitas de tráfico de droga, junto da comunidade estudantil, em vários concelhos do distrito de Bragança, informou o Comando Distrital de Bragança da GNR, em comunicado.

Com a detenção dos suspeitos, a GNR acredita ter desmantelado uma rede de tráfico de droga que operava junto aos estabelecimentos de ensino de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Vimioso, “bem como em espaços de diversão noturna procurados maioritariamente por jovens estudantes”.

O grupo foi detido durante a execução, na terça-feira, dia 24 de maio, de oito mandados de buscas a habitações e viaturas, que resultaram também na apreensão de vário material relacionado com o crime de tráfico de estupefacientes.

Os militares da GNR apreenderam “65 gramas de canábis, três doses de haxixe, cinco pastilhas de MDMA, diverso material usado no corte, pesagem e acondicionamento de produto estupefaciente e 286 euros em numerário”.

Foram ainda apreendidos uma pistola de ar comprimido, um bastão de madeira, dois portáteis, entre outro material.

De acordo com a GNR, alguns dos detidos têm “antecedentes criminais por ilícitos da mesma natureza” e todos irão ser presentes ao tribunal de Macedo de Cavaleiros para aplicação de medidas de coação.

A ação policial contou com o reforço de diversas valências dos comandos territoriais de Bragança, Vila Real, Porto e Braga, e da Unidade de Intervenção da GNR, com o apoio PSP.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Feira do Livro incentiva à leitura

Mogadouro: Feira do Livro incentiva à leitura

De 28 de maio até 5 de junho, Mogadouro vai promover a 33ª edição da Feira do Livro, um evento que vai decorrer na Casa da Cultura e cujos destaques são a apresentação de livros, sessões de contos, jogos e momentos musicais.

Do programa deste ano, o município mogadourense, enquanto promotor, destaca no dia da abertura de evento, a 28 de maio, a apresentação dos livros “O sítio onde nasci” e “Curiosidades”, de António Moraes Machado.

A par da literatura, o evento vai oferecer ainda exposições, ateliers e um webinar cujo tema é: “Como posso contar histórias sem ser contador(a)?”

A Feira do Livro de Mogadouro tem como propósito incentivar à leitura, promover a reflexão, valorizar os escritores e aproximá-los dos leitores.

HA

Miranda do Douro: Impostos devidos pela venda de barragens em risco de caducidade

Miranda do Douro: Impostos devidos pela venda de barragens em risco de caducidade

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) alertou as instituições do Estado, para o perigo de caducidade dos impostos devidos pela transação das seis barragens transmontanas, situadas na bacia hidrográfica do rio Douro.

“Mais de um terço do tempo de que a Autoridade Tributaria (AT) dispõe para concluir os procedimentos inspetivos e exigir o pagamento dos impostos devidos já passou, pelo que existem riscos cada vez mais sérios de caducar o direito à liquidação dos impostos”, indicou o MCTM, num comunicado.

O MCTM incita os municípios transmontanos abrangidos pelas albufeiras das seis barragens concessionadas a exigirem à AT a liquidação e a cobrança do Imposto do Selo, IMI e do IMT.

“Passaram 17 meses sobre o negócio da venda das barragens sem que qualquer dos impostos devidos pela transação tenha sido pago”, alerta MCTM.

Na mesma nota, o MCTM e solicita igualmente “uma ação rápida para que os direitos das populações e dos órgãos que as representam sejam devidamente salvaguardados”.

Segundo aquele Movimento, “foi divulgado publicamente, sem qualquer desmentido, que os serviços competentes da AT não só não exigiram o pagamento de nenhum desses impostos, como suspenderam os procedimentos de inspeção que são necessários a essa exigência”.

Assim, o MCTM alerta todas as instituições do Estado Português para esse perigo de caducidade e solicita uma ação rápida para que os direitos das populações e dos órgãos que as representam sejam devidamente salvaguardados.

Aquele Movimento solicita também que “o rigor com que o Estado trata a generalidade dos contribuintes seja aplicado às entidades intervenientes no negócio, independentemente da sua dimensão e do seu poder de influência”.

Este Movimento releva as iniciativas já adotadas pelos municípios de Miranda do Douro e de Mogadouro, no distrito de Bragança, bem como da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes, de exigirem a liquidação dos impostos devidos.

Agora, o MCTM aconselha os oitos municípios restantes como Alijó, Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Murça, Torre de Moncorvo e Vila Flor – a exigirem à AT a liquidação e a cobrança do Imposto do Selo, IMI e do IMT.

O movimento está seguro de que todos estes impostos são devidos e de que “deve haver uma articulação entre o credor tributário e sujeito ativo destes impostos, que são os municípios e a administração tributária, no sentido que se faça a justiça que é devida”.

“Apelamos também aos restantes municípios onde se localizam as barragens envolvidas no negócio para que se juntem a estas iniciativas”, pede.

Segundo o MCTM são os credores e os sujeitos ativos destes impostos, pelo que devem exigir à AT que cumpra a sua missão de garantir a efetividade dos seus direitos tributários.

“Os direitos destes municípios são direitos dos seus cidadãos e têm que ser respeitados”, vinca o MCTM.

O MTCM recomenda ainda às autarquias “que se constituam assistentes no processo que está em curso, no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), por alegado crime de fraude fiscal, e assim colaborem com a Justiça na descoberta da verdade”.

Em 13 de novembro de 2020, foi anunciado que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tinha aprovado a venda de barragens da EDP (Miranda, Bemposta, Picote, Baixo Sabor e Foz-Tua) à Engie.

A EDP concluiu, em 17 de dezembro de 2020, a venda por 2,2 mil milhões de euros de seis barragens na bacia hidrográfica do Douro a um consórcio de investidores formados pela Engie, Crédit Agricole Assurances e Mirova.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Município quer ouvir a opinião da população para o futuro museu

Mogadouro: Município quer ouvir a opinião da população para o futuro museu

O município de Mogadouro e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) estão a ouvir a opinião da população mogadourense para a elaboração do projeto do futuro Museu de Mogadouro.

“Com este tipo de inquérito esperamos obter uma opinião honesta sobre a identidade do território. Por isso, a mobilização da comunidade é tão importante neste processo do futuro Museu de Mogadouro”, explicou a museóloga Emília Nogueiro.

A especialista em museologia e docente no IPB disse ainda que não se pode avançar para o desenvolvimento do território, sem auscultar quem lá está, principalmente, em território de baixa densidade, onde se observa uma demanda da população.

“É preciso a opinião de que está no terreno para a ajudar a elaborar este processo de musealização. Um museu não é só um espaço de exposição do conhecimento académico. Hoje, um museu é agente de transformação onde está e as pessoas que estão neste local têm de ser as primeiras contactadas”, explicou a especialista do IPB. 

Domingos Marcos, o precursor da atual Sala Museu de Arqueologia de Mogadouro, já aposentado, é da opinião de que “o futuro museu deverá exprimir aquilo que a população tem na alma”.

“É a população quem sabe o que deverá figurar no Museu de Mogadouro”, vincou.

Já Antero Neto, um investigador da cultura do concelho de Mogadouro, disse que é importante auscultar a população para se perceber as linhas da orientação temática do futuro museu.

“Há muito trabalho pela frente, porque desde logo muito do espólio do concelho de Mogadouro está disperso por outros museus. É muito importante perceber o que as pessoas pensam para a preservação da memória coletiva de um povo”, enfatizou.

Para o presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel, neste processo há um tempo para estudar e outro para executar as metas já definidas.

“Já me daria por satisfeito se a obra estivesse concluída no final do atual mandato. A parte da museologia leva sempre mais tempo, porque há muitas entidades e outros agentes envolvidos que se pronunciam sobre este tema e por isso há atrasos. Por isso, é importante estabelecer prazos, para que a futura estrutura museológica possa concretizar-se”, indicou o autarca.

O autarca mogadourense lembrou que o imóvel onde vai ser instalado o futuro museu – localizado na zona histórica da vila, junto ao castelo templário, à igreja matriz e à capela da misericórdia – foi doado por um particular, em 2002, ao município.

Fonte: Lusa

Miranda do Douro: 477 anos de diocese trazem cimeira internacional de música sacra

Miranda do Douro: 477 anos de diocese trazem cimeira internacional de música sacra

No Domingo, dia 22 de maio, a cidade de Miranda do Douro assinalou os 477 anos de elevação a sede de diocese, uma celebração que contou com a presença do administrador diocesano, Monsenhor Adelino Paes, e durante a qual foi apresentada a cimeira internacional de música sacra, que se vai realizar no próximo mês de novembro.

A procissão de estandartes na comemoração dos 477 anos de elevação de Miranda do Douro a sede de diocese. (HA)

O 477º aniversário da elevação de Miranda do Douro a sede de diocese começou, na manhã de Domingo, com o repique dos sinos de todas as igrejas da cidade. Seguiu-se depois o toque de alvorada com trompetes nos torreões da concatedral e uma arruada pelas ruas da cidade.

Ao início da tarde (14h30) houve uma concentração de estandartes junto à sede de freguesia de Miranda do Douro, para depois iniciar a procisssão, ao som da Banda Filarmónica dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro, até à concatedral.

Às 16h00, iniciou-se a celebração da Eucaristia, presidida pelo administrador diocesano, monsenhor Adelino Paes. Na homília, o sacerdote, natural de Picote, elogiou a tenacidade e resiliência do povo mirandês e felicitou o município por assinalar a data histórica, do 477º aniversário de elevação de Miranda a sede de diocese.

Recorde-se que a 22 de Maio de 1545, o Papa Paulo III, a pedido do Rei D. João III, criou a diocese de Miranda do Douro, constituída pelos arciprestados de Miranda do Douro, Bragança, Lampaças, Mirandela e Monforte.

Após a celebração da Eucaristia, houve um concerto de música sacra no antigo paço episcopal de Miranda do Douro, interpretado pelo Serviço de Música Sacra de São Roque, Lisboa.

A comemoração dos 477 anos de elevação de Miranda do Douro a sede da diocese encerrou com a apresentação da “Cimeira Internacional de Música Sacra – Perspectivas para o Século XXI”.

Referindo-se ao evento, agendado para os dias 11, 12 e 13 de novembro de 2022, a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, mostrou-se esperançada que “a cimeira dedicada à música sacra venha trazer dignidade à cidade e a toda a diocese”.

Por sua vez, o administrador diocesano de Bragança-Miranda, monsenhor Adelino Paes, expressou o seu entusiasmo com a realização da cimeira dedicada à música sacra e revelou que a diocese é parceira na realização deste evento em Miranda do Douro.

“A música sacra tem um valor extraordinário dado que eleva-nos para Deus”, disse.

O organista titular da Concatedral, Rui Valdemar, informou que a Cimeira Internacional de Música Sacra – Perpetivas para o Século XXI vai contar com a participação de oradores, conferencistas e participantes provenientes de Espanha, França, Itália, Alemanha e Inglaterra.

“Miranda do Douro tem investido muito na cultura e na música tradicional . E agora junta-se-lhe também a música sacra”, concluiu.

A comemoração do 477º aniversário da elevação de Miranda a sede de diocese foi uma inciativa do Município de Miranda do Douro, através da Casa de la Música Mirandesa, em cooperação com as três Unidades Pastorais do concelho – Santa Maria Maior, Santíssima Trindade e Nossa Senhora da Visitação e com o apoio do Museu da Terra de Miranda.

HA