Igreja: Campos de férias são oportunidade para crescer em grupo
A Associação Férias com Deus, responsável pela organização de campos de férias afirma que este programa é uma oportunidade para as crianças e jovens crescerem em grupo e experimentarem atividades lúdicas, ligadas à Igreja católica.
“É uma ocasião para os miúdos perceberem que não é só uma atividade. Sem ter a pretensão de evangelizar, mas poder ser transformador, uma vez que dá a conhecer Jesus num outro contexto, com outra leveza, com outra sensibilidade”, traduz à Agência ECCLESIA Pedro Simão, responsável da associação Férias com Deus.
A associação nasceu para dar “suporte e enquadramento jurídico” aos campos de férias que se realizavam há vários anos, denominados por Campos dos Pulgas, dos Carraças e dos Carrações, conforme a faixa etária, entre os 10 e os 17 anos, acolhendo
O responsável reconhece a diversidade de campos de férias que existem na Igreja – “não inventamos nada, e eu cresci em campos de férias ligados a outros movimentos” – e aponta a necessidade de responder à “vida prática das famílias com crianças que têm três meses de férias”.
“Eu cresci com os Campos de Férias e pude testemunhar a força e o impacto que os Campos tiveram na minha vida e na vida de outros miúdos. Ser animador foi, depois, um passo muito natural de querer entregar um modelo experimentado, mas também de continuar a receber muito como animador”, revela Pedro Simão.
Manuel Cana Verde recorda a sua vida marcada pela participação nos campos de férias dos Carraças.
“Eu comecei a participar nos campos muito novo e era um miúdo muito tímido. Hoje, alguém que me conheça no Carraças tem alguma dificuldade a acreditar nisto, porque sou uma pessoa muito mais à vontade e menos tímida e não tenho dúvidas que o Carraças teve um papel essencial no meu desenvolvimento”, traduz.
A associação organiza cerca de 10 campos a cada verão, e a equipa compreende animadores, que já foram animados, e casais e famílias que fazem o acompanhamento da atividade que dura uma semana e acontecem “sempre” ao ar livre.
“Ser ao ar livre, permite contactar com a natureza, a parte da criação, é uma componente fundamental de um campo de férias para oferecer uma semana disruptiva da vida de todos os dias. Aquilo que se pretende é que haja um encontro com Jesus, na medida do que for a fase de vida de cada um, e na medida do que vier no coração de cada um, mas que se foque na procura de Jesus através do foco no essencial. E o essencial é também relacionado com a presença na natureza. E por isso também existe uma caminhada, a tentativa de ligar ao belo e à criação”, traduz Pedro Simão.
Manuel Cana Verde explica que a participação nos Campos de férias moldou a sua vida na fé, dando-lhe responsabilidade e ajudando outros a crescer; também Pedro Simão, que cresceu sendo animado em outras ofertas semelhantes, depois de casar e ter filhos, regressou aos campos de férias com a sua família para acompanhar e formar.
“Há uma dimensão familiar nos campos de férias que a participação de famílias aporta e que hoje faz muita falta às crianças”, indica Pedro Simão.
Os campos de férias surgem ainda como um “encontro intergeracional” que é também acompanhado por um sacerdote e, nos últimos anos, também por um seminarista.
Ao longo do ano, a Associação Férias com Deus promove encontros que convidam à “formação e ao sentido de pertença”, finaliza o responsável.
O programa ECCLESIA, com emissão na RTP Antena 1, ao sábado, está a forcar-se em projetos e férias missionárias, organizados por congregações religiosas, movimentos e grupos da Igreja católica.
Os campos de férias, organizados pela associação Férias com Deus, vão estar no centro do programa ECCLESIA com emissão este sábado, dia 8 de agosto, pelas 06h00.
Malhadas: Festas de Santa Bárbara com jogos tradicionais, sardinhada e Orquestra Panorama
De 8 a 19 de agosto, a aldeia de Malhadas, no concelho de Miranda do Douro, celebra as Festas em Honra de Santa Bárbara, num programa que começa com jogos tradicionais, inclui uma sardinhada, o festival de folclore e culmina com a missa e o concerto da orquestra Panorama.
Em Malhadas, o período festivo incia-se no fim-de-semana de 8 e 9 de agosto, com a abertura do bar, jogos tradicionais e o torneio convívio de futsal.
No decorrer da semana, de 11 a 13 de agosto, a comissão de festas organiza o torneio de futebol inter-ruas e o bingo.
A 14 de agosto, os malhareses celebram a Festa da Mocidade, com a música do grupo Cubanitos e as performances dos Dj’s OnFire e Ayanna Ferraz.
No fim-de-semana de 15 e 16 de agosto, os pauliteiros e pauliteiras locais animam o peditório pelas ruas de Malhadas, há jogos tradicionais, uma sardinhada comunitária e o festival de folclore.
Nos dos 17 e 18 de agosto, a festa continua com um jantar comunitário e as atuações dos grupos NV3, Trinângulo, Quina Barreiros, e o DJ LDeeper.
Finalmente, a 19 de agosto, celebra-se a missa em honra de Santa Bárbara, às 14h30. Ao serão (22h00), a Orquestra Panorama regressa a Malhadas para encerrar as festividades, juntamente com o DJ LDeeper.
Em Malhadas, as festividades em honra de Santa Bárbara são organizadas pela comissão de festas, que conta com os apoios institucionais da freguesia, do município de Miranda do Douro e do patrocínio de empresas.
Em Portugal, há uma revolução energética em curso, pois o sol e o vento já asseguram vários dias consecutivos a produção de eletricidade 100% renovável. No entanto, o desafio ainda é enorme dado que 96% do parque automóvel ainda funciona a gasóleo e gasolina e 75% dos prédios em Portugal são ineficientes energeticamente.
Atualmente, o país já investe mais em energias renováveis do que em petróleo e em carvão, o que antecipa o fim dos combustíveis poluentes. No mundo e, em particular na Europa, está a repensar-se a produção e utilização de energia, de modo a evitar as alterações climáticas e a consequente perda da biodiversidade.
Para que esta mudança aconteça, é necessário criar condições para que a energia verde chegue a todos. No entanto, o desafio ainda é enorme, dado que em Portugal, há quase um carro por cada dois portugueses e 96% do parque automóvel ainda funciona a gasóleo e gasolina. Ao mesmo tempo, 75% dos prédios em Portugal são ineficientes e consomem 33% da energia do país.
Em 2030, Portugal quer atingir 85% de energia renovável e alcançar a neutralidade carbónica em 2050. Mas para que isso aconteça, o Estado precisa implementar políticas e recursos. E do lado dos cidadãos, é necessário tornar as habitações mais eficentes do ponto de vista energética e alterar o modo de deslocação. Atualmente, os transportes, a par dos edifícios, são as áreas mais críticas no consumo de energia e na emissão de gases com efeito de estufa, sendo por isso prioritários na transição energética.
Miranda do Douro: CDMD elege os novos órgãos sociais a 20 de agosto
A 20 de agosto, o Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) vai eleger os novos órgãos sociais: Mesa da Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscal, para o quadriénio 2026/2030.
Em comunicado, o CDMD convoca os associados para a Assembleia Geral Eleitoral, que tem lugar na sede do clube, no dia 20 de agosto, às 18h30, para o ato eleitoral, o apuramento dos resultados e a proclamação e publicação da lista vencedora.
“As propostas de candidaturas (listas completas para a Mesa da Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscal, incluindo suplentes) devem ser enviadas para o email: cdmirandadodouro@gmail.com, até 48 horas antes do ato eleitoral”, pode ler-se.
Segundo o CDMD, as propostas de candidaturas devem ser apresentadas por comissões de 20 sócios efetivos, no pleno gozo dos seus direitos.
No dia 20 de agosto, o acto eleitoral do CDMD decorre até às 20h00.
O Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) foi fundado em 2022, com os objetivos de proporcionar aos mirandeses uma educação cívica e desportiva e a possibilidade de competir e representar Miranda do Douro em diversas modalidades, como o futsal, atletismo e voleibol.
Espanha: Instituições católicas denunciam uso político de migrantes
A entrada massiva de cerca de 72 mil migrantes em Ceuta (Espanha), no espaço de 24 horas e a morte de dezenas de pessoas no mar, desencadearam críticas e apelos urgentes por parte das instituições católicas espanholas e europeias.
Ceuta é uma cidade espanhola, enclave em Marrocos, o que propícia as travessias de migrantes africanos que querem entrar em Espanha e, por essa via, na União Europeia.
“Passado o choque da chegada massiva de pessoas a Ceuta, continua a ser profundamente preocupante a situação derivada desta tragédia humanitária”, alertou hoje o diretor do Departamento de Migrações da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), Fernando Redondo Pavón.
Os dados oficiais apontam para pelo menos 75 vítimas mortais na tentativa de contornar a fronteira a nado, embora a estrutura episcopal estime que o número real se aproxime das duas centenas de vidas perdidas nas águas do estreito de Gibraltar.
Fernando Redondo Pavón apelou à intervenção “urgente” das autoridades perante a necessidade de acolher e proteger mais de mil menores não acompanhados, bem como centenas de cidadãos subsaarianos elegíveis para asilo internacional.
A Cáritas Espanhola juntou a sua voz aos apelos da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), para denunciar a instrumentalização das pessoas migrantes como ferramenta ao serviço de interesses políticos ou estratégicos neste enclave do norte de África.
“Nenhum ser humano deve ser utilizado como meio de pressão ou confrontação”, defendeu a organização católica, num comunicado centrado na defesa intransigente da dignidade da pessoa.
A instituição recordou as recentes palavras de Leão XIV em território espanhol, nas quais o Papa avisou que os migrantes “não são números nem dossiês, mas pessoas com uma dignidade que ninguém tem o direito de desprezar”.
A dimensão política do fluxo migratório mereceu também críticas da Cáritas Europa, que lamentou a ausência desta tragédia humana das primeiras páginas dos jornais em detrimento de narrativas focadas no medo de uma invasão.
“A resposta da União Europeia a esta crise diplomática e política desvia ainda mais o debate para uma abordagem cada vez mais restritiva em matéria de migração”, lamentou a instituição.
A organização europeia rejeitou a estratégia comunitária de externalização dos processos de asilo para nações exteriores ao bloco sob o conceito de país terceiro seguro, classificando esta política como uma perigosa ignorância das dinâmicas geopolíticas.
Face a este cenário de pressão extrema, as entidades eclesiásticas reconheceram a extraordinária capacidade de solidariedade demonstrada pelos 80 mil habitantes de Ceuta, que viram a sua vida quotidiana radicalmente alterada pela chegada abrupta de milhares de estrangeiros.
As organizações católicas exigem a criação de vias legais e seguras para a mobilidade humana, contrariando o ciclo de indiferença e sofrimento que marcou a travessia das cerca de 70 mil pessoas que entretanto já regressaram a território marroquino.
Vitivinicultura: Vindima antecipada e aumento na colheita de uvas
Este ano, na região do Douro está a verificar-se uma antecipação das vindimas em cerca de uma a duas semanas, num ano em que se prevê um aumento de 25% na colheita de uvas e produção de vinho, segundo associações do setor.
“A antecipação da vindima é um facto, é uma realidade que nós estamos a assistir, não só em relação ao ano passado, mas também uma antecipação em relação àquilo que é habitual”, afirmou Rui Soares, presidente da Associação de Viticultores Profissionais do Douro (Prodouro).
Na região, já há produtores a cortarem uvas para os vinhos espumantes e, até à próxima semana, prevê-se o arranque da vindima de uvas brancas de uma forma mais generalizada.
“O ano passado já tinha sido uma vindima precoce, este ano ainda é mais precoce que o ano passado, o que significa que realmente as uvas estão a ficar maduras mais cedo que o normal”, acrescentou Rui Soares.
O dirigente da Prodouro apontou para uma vindima cerca de uma semana mais cedo do que no passado, mas, se se comparar com a média da região, poder-se-á estar a falar de um avanço de quase duas semanas.
“Aquilo que nós vemos é que os bagos estão a evoluir, do ponto de vista da maturação, de uma forma mais precoce daquilo que foram as vindimas anteriores. Estamos perante uma antecipação que pode ser de 15 a oito dias face à data normal de vindima”, referiu também, o diretor-geral da Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), Luís Marcos.
Este responsável adiantou ainda que o que se prevê, com esta antecipação, “é que provavelmente a partir da próxima semana, talvez mais perto do final da semana, se possa iniciar uma vindima mais generalizada de uvas brancas, principalmente em zonas mais precoces da região em que a maturação está mais antecipada”.
O Douro não é uma região homogénea, pelo que há sub-regiões em que a maturação está mais avançada do que noutras.
Rui Soares disse que há um conjunto de fatores que explicam esta antecipação, num ano em que o ciclo começou também ele de forma precoce.
“Ou seja, o abrolhamento foi cedo e essa antecipação manteve-se ao longo do ciclo. A floração também foi mais cedo que o normal, o pintor aconteceu mais cedo que o normal, ou seja, todos os estados fenológicos da vinha mantiveram essa antecipação”, referiu.
Para isso contribuiu também, segundo explicou, o “tempo relativamente ameno”, apontando apenas para golpes de calor no início de julho, bem como as reservas hídricas que resultaram de um inverno generoso em termos de chuva.
“Portanto, a planta esteve sempre a trabalhar confortável. Temperaturas amenas, humidade no solo, a planta nunca parou, foi sempre trabalhando, foi sempre produzindo os seus assimilados e a antecipação da vindima é o resultado disso, deste conjunto de fatores”, realçou.
A colheita inicia-se pelos espumantes, em que se querem uvas menos maduras, e segue-se depois o corte das uvas brancas mais precoces, como viozinho ou moscatel galego, depois terá seguimento com os vinhos rosés e, por fim, os tintos.
Rui Soares referiu ainda que se perspetiva uma colheita de boa qualidade, salientando que as “uvas estão promissoras” nesta altura.
As previsões da ADVID, divulgadas em julho, apontam para um aumento de produção no Douro na ordem dos 25% comparativamente com a produção declarada em 2025, que foi de 178 mil pipas de vinho (550 litros cada).
Também o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) estima que a produção de vinho na campanha 2026/27 atinja um volume de 6,7 milhões de hectolitros a nível nacional, mais 12% do que no ano anterior, com os aumentos percentuais mais expressivos registados em quatro regiões: Douro (mais 25%), Alentejo (15%), Península de Setúbal (15%) e Trás-os-Montes (15%), que juntas representam um acréscimo aproximado de meio milhão de hectolitros face à campanha anterior.
Política: Assembleias municipais reforçam autonomia para decidir expropriações
A Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) congratulou-se com a entrada em vigor do diploma, que reforça a competência dos órgãos deliberativos dos municípios, para declarar a utilidade pública das expropriações promovidas pelas câmaras.
Para a ANAM, a alteração legislativa constitui “um marco relevante no processo de descentralização e representa um claro sinal de confiança do Estado nas autarquias locais” e, em particular, nas assembleias municipais enquanto órgãos deliberativos democraticamente eleitos.
“O Governo manifesta, com esta decisão, uma confiança inequívoca no poder local, designadamente nas assembleias municipais, reconhecendo a sua capacidade para decidir, com responsabilidade e conhecimento do território, sobre matérias de elevado interesse público”, afirmou o presidente da ANAM, Fernando Santos Pereira, citado numa nota.
No comunicado salienta-se que a alteração ao Código das Expropriações, publicada a 4 de agosto, em Diário da República, representa “um passo decisivo na descentralização, na confiança nos eleitos locais e na redução da burocracia”.
Como notou a ANAM, até agora, sempre que uma câmara municipal necessitava de promover uma expropriação para concretizar um projeto de interesse público – por exemplo, uma escola, um cemitério, uma estrada ou outro equipamento municipal – “tinha de aguardar pela declaração de utilidade pública emitida pelo Governo, um procedimento que frequentemente implicava atrasos de vários meses ou mesmo anos”.
O novo diploma, explicou, determina que a declaração de utilidade pública passa a ser deliberada pela assembleia municipal, a pedido da câmara, “permitindo uma resposta mais célere às necessidades das populações” e eliminando um procedimento administrativo “desajustado à realidade da administração local”.
“Durante décadas, as autarquias viram projetos essenciais para as suas populações sujeitos a demorados processos de validação pela Administração Central”, considerou Santos Pereira.
Na sua opinião, “não fazia sentido que municípios como Vila Flor, Odemira, Amares ou qualquer outro concelho do país tivessem de esperar meses ou anos para obter uma decisão que agora passa, justamente, a competir aos órgãos autárquicos democraticamente legitimados para a tomar”.
A associação destacou ainda que esta reivindicação reforça a intervenção das assembleias municipais “em matérias estruturantes para o desenvolvimento dos municípios” e que a medida foi anunciada pelo agora ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, numa conferência da ANAM, em Aveiro, saudando a concretização desse compromisso.
Segundo o decreto-lei 160/2026, o executivo foi autorizado pelo parlamento a alterar o Código das Expropriações, aprovado pela lei 168/1999, no sentido de permitir que “a declaração de utilidade pública das expropriações da iniciativa da administração local autárquica seja da competência das assembleias municipais” dos respetivos territórios.
De acordo com a alteração, “a competência para a declaração de utilidade pública das expropriações, incluindo com caráter de urgência, da iniciativa da administração local autárquica é da respetiva assembleia municipal, sob proposta fundamentada da câmara municipal”.
Nos casos em que “a expropriação se sobreponha aos limites geográficos de dois ou mais municípios, a declaração de utilidade pública exige a deliberação das respetivas assembleias municipais”, determina-se no diploma.
A declaração de utilidade pública da expropriação formaliza-se “à data em que for tomada a última deliberação” legalmente exigida, comunicada, “a título meramente informativo, ao membro do Governo responsável pela área da administração local, sem prejuízo dos poderes de tutela inspetiva conferidos por lei”.
Vimioso: Atividades para o eclipse do sol e distribuição de óculos
Para observar o eclipse solar, a 12 de agosto, o município de Vimioso preparou atividades científicas e lúdicas, na Atalaia e no Parque Ibérico de Natureza e Aventura (PINTA), que incluem a distribuição de óculos de proteção para a observação do fenómeno astronómico, que decorre entre as 18h33 e as 20h25.
A vice-presidente da câmara municipal de Vimioso, Cristina Miguel, avançou que o Parque Ibérico de Natureza e Aventura (PINTA) é um dos locais para a observação do eclipse solar, estando programada a distribuição de óculos de proteção e aulas práticas para a observação do eclipse.
Segundo a autarca vimiosense, o programa inclui uma atividade de preparação para a observação do eclipse e do céu noturno e oficinas de astronomia e natureza, tendo em vista uma melhor percepção e segurança durante a observação do fenómeno astronómico.
“As atividades começam na manhã do dia 12 de agosto, com uma sessão introdutória, dedicada à observação do eclipse, através de experiências interativas dentro do observatório de astronomia existente no PINTA”, vincou Cristina Miguel.
A vice-presidente do município de Vimioso acrescentou que está também prevista uma oficina de construção de protetores solares, como forma de introdução às medidas de segurança, para observar o eclipse total do sol.
“Os protetores solares para a observação indireta do eclipse serão feitos com materiais usados no dia a dia, sendo uma forma mais segura para as crianças. Ou seja, para além de ser feita a distribuição de óculos para a observação do fenómeno, temos aqui a construção de outros protetores para a visão solar”, indicou.
Em Vimioso, um dos locais privilegiados para a observação o eclipse solar é a atalaia, onde vai estar uma equipa de técnicos para ajudar as pessoas a respeitar normas de observação e prevenir possíveis lesões oculares.
“A 12 de agosto, após o eclipse, que decorre entre as 18h33 e as 20h25, está programada uma sessão dedicada à observação de estrelas no PINTA”, informou.
O eclipse do sol acontece quando a Terra, a lua e o sol estão alinhados, o que faz com que a lua oculte total ou parcialmente o disco solar por alguns momentos. Além da escuridão, durante o eclipse são esperadas sombras no formato do sol e vento”, informam.
Em Portugal, o último eclipse total aconteceu em 1912 e após o de 2026, só volta a acontecer daqui a mais de 100 anos. No próximo ano este fenómeno raro pode ser assistido no sul de Espanha e na Tunísia.
Em Vimoso, o programa de atividades de observação do eclipse solar é organizado pela AEPGA, em conjunto com o Município de Vimioso e organização Palombar.
Vimioso: Feira de São Lourenço, lutas de touros e Nininho Vaz Maia animam o feriado municipal
No próximo dia 10 de agosto, a vila de Vimioso celebra o feriado municipal ou Dia do Município, durante o qual se realiza a mais concorrida feira do ano, a feira de São Lourenço, assim como o concurso concelhio de bovinos de raça mirandesa e as lutas de touros e ao final do dia, o concerto musical de Nininho Vaz Maia.
Em Vimioso, o programa do feriado municipal inicia-se com a Feira de São Lourenço, nas ruas da vila, um certame que neste mês de agosto conta com a afluência dos emigrantes que estão a gozar o período de férias, em Portugal. Às 9h00, na igreja matriz, celebra-se a Missa dedicada a São Lourenço.
Outro destaque no Dia do Município é o concurso concelhio de bovinos de raça mirandesa, que tem início às 10h00 da manhã, no Mercado de Gado, um evento que tem por finalidade premiar o trabalho dos criadores do concelho, na preservação desta raça autóctone.
Este dia festivo, em Vimioso, é também uma oportunidade de convívio entre a população local, os visitantes e os emigrantes, que aproveitam este reencontro para partilhar refeições nos restaurantes locais, onde se destacam os pratos típicos da região, como são a posta à mirandesa, a caldeirada de cabrito, o cordeiro assado no forno.
Após o almoço, às 17h00, novamente no Mercado de Gado, há as tradicioanis lutas de touros mirandeses, um espetáculo de força e resistência que desperta o interesse do público.
Na vila de Vimioso, o feriado municipal termina com o concerto do artista Nininho Vaz Maia, no parque municipal, às 23h00, seguido da atuação do DJ Overrule.
Vimioso foi elevada a vila em 1516, pelo rei D. Manuel, com a atribuição de foral. Em 1534, o rei D. João III atribuiu o título de conde de Vimioso, a D. Francisco de Portugal, o que denota o prestígio alcançado pela vila.
Segundo o censos 2021, o concelho de Vimioso regista atualmente uma população de 4.149 pessoas, que residem nas 10 freguesias e aldeias.
De acordo com o site do município, a Câmara Municipal de Vimioso tem criado condições para o bem estar da população, em áreas como as infraestruturas básicas, os espaços culturais, de lazer e desportivos, de modo a propiciar a fixação e atração de novos habitantes.
Na vila de Vimioso, os locais de maior interesse são: Igreja matriz, pelourinho, atalaia, parque municipal, casa da cultura, piscinas municipais, pavilhão multiusos e a zona industrial, onde está edificada, por exemplo, a Unidade de Transformação da Carne Mirandesa, propriedade da Cooperativa Agropecuária Mirandesa.
Esta quarta-feira, dia 5 de agosto, arranca a 87.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, uma corrida na qual participam 17 equipas e 119 ciclistas, que começam com um prólogo em Lisboa e terminam a 16 de agosto, na Avenida dos Aliados, no Porto.
Num ano marcado pela mudança na organização da prova, que passa da alçada da empresa portuguesa Podium Sports para a empresa espanhola Emesports, detida pelo antigo ciclista espanhol Ezequiel Mosquera, o pelotão iguala o número de corredores de 2024, mas fica aquém das edições de 2021, 2022 e 2023, quando superou os 120 elementos.
Ao contrário do ano passado, em que houve uma equipa, a norte-americana Skyline, a participar com seis corredores, a prova deste ano reúne 17 equipas que se apresentam com sete elementos, número máximo estipulado pelo regulamento da prova que, neste ano, inclui 44 ciclistas lusos.
O recorde de inscritos na Volta a Portugal data de 2000, quando 179 corredores partiram para a estrada, no município algarvio de Loulé.
A 87.ª edição da Volta começa esta quarta-feira, dia 5 de agosto, com um prólogo em Lisboa e termina a16 de agosto, na Avenida dos Aliados, no Porto.
No total, os ciclistas vão pedalar 1.430 quilómetros, com as novidades do regresso ao Algarve, um contrarrelógio individual e uma dupla subida à Senhora da Graça.
Prólogo 5 de agosto (quarta-feira) — Lisboa, 6 km
Lisboa volta acolher a largada da Volta a Portugal, como em 2022. É um contrarrelógio individual mais longo que o normal, ao longo do Rio Tejo.
1ª etapa 6 de agosto — Lourinhã - Sintra (Queluz), 153 km
A primeira etapa em linha vem com uma das grandes novidades desta edição, a Lourinhã. À primeira vista, é um final talhado para os sprinters, no entanto, o terreno ondulado, típico da região, pode desgastá-los ainda antes de chegarem à reta final.
Há uma subida de terceira categoria em Montelavar e outra em Sintra, a cerca de 13 quilómetros da meta, que pode proporcionar uma fuga para a vitória.
2ª etapa 7 de agosto — Sines - Albufeira, 177 km
Do Alentejo ao Algarve e com promessa de muito calor, esta, sim, é uma etapa claramente feita para a chegada ao sprint: longa e praticamente plana.
Exceção feita um prémio de montanha de terceira categoria a meio e a duas curtas subidas no quilómetro e meio final — estas últimas podem tramar os sprinters que privilegiam mais a velocidade pura.
3ª etapa 8 de agosto — Beja - Elvas, 180 km
Eis a etapa mais longa desta edição da Volta a Portugal.
As temperaturas altas podem mesmo ser o principal fator de desgaste desta etapa, que conta com uma subida de terceira categoria ao Castelo de Monsaraz. As metas móveis nos últimos 50 quilómetros e o perfil da aproximação à meta permitem antever um final emocionante.
4ª etapa 9 de agosto — Figueiró dos Vinhos - Covilhã (Torre), 148 km
A Serra da Estrela entra de rompante na Volta. Os primeiros 40 quilómetros dão uma falsa sensação de segurança, antes da longa subida do Alto do Braçal, que obrigará o pelotão a pedalar 13,9 quilómetros a 4,1% de inclinação — o primeiro quilómetro chega a ter um trecho de 8,4%.
Depois de uma meta móvel em plano, para recuperar o fôlego, seguem-se duas ascensões quase consecutivas de terceira categoria ao Alto da Portela de Gavião do Armadouro, numa sequência de altos e baixos que desgastará o pelotão.
Até que, depois de cerca de 20 quilómetros de relativa paz, começa a mítica subida à Torre, a única escalada de categoria especial da prova. São 21,8 quilómetros quase sempre a subir, a 6,3% de declive — mais de 10% do segundo ao oitavo quilómetro, chegando a atingir os 12,3%.
Quando o rei da Torre cruzar a meta, estará a 1.434 metros de altitude.
5ª etapa 10 de agosto — Anadia - Águeda, 17 km
Depois da etapa mais longa e da etapa mais alta, vem a etapa mais rápida da Volta.
O contrarrelógio individual, que desta vez não foi guardado para o último dia, poderá servir para os especialistas ganharem segundos preciosos, antes do dia de descanso e de a caravana seguir para o Norte do país, onde entrará no trecho decisivo.
6ª etapa 12 de agosto — Santa Maria da Feira - Peso da Régua, 129 km
O pelotão regressa do descanso com uma etapa imprópria para quem enjoa facilmente em veículos em movimento.
A Volta a Portugal homenageia a Estrada Nacional 222, que serpenteia Rio Douro acima e é considerada uma das mais belas do mundo, com uma etapa que, com o seu percurso acidentado — uma subida de terceira categoria e outra de segunda, esta a 4,5% de inclinação ao longo de 7,8 quilómetros —, não dará descanso aos ciclistas.
Exigente para os protagonistas e bela de se ver para quem acompanhar pela televisão, com a paisagem do Douro Vinhateiro como pano de fundo.
7ª etapa 13 de agosto — Vieira do Minho - Termas do Gerês, 147 km
A tranquilidade dos primeiros 50 quilómetros ë enganadora e termina de forma abrupta, quando o pelotão entra no Parque Nacional da Peneda-Gerês. É uma introdução violenta à primeira área protegida criada em Portugal, com um prémio de montanha de primeira categoria: são 12 quilómetros a 5,8% de inclinação, sempre acima dos 7,5% entre o quinto quilómetro e o 13º.
O pelotão visita Espanha durante cerca de dez quilómetros, certamente uma das mais breves invasões de território vizinho da história, e após uma descida até Britelo, entra outra das grandes novidades desta edição, um dos troços mais exigentes do traçado: a subida ao Germil, em Ponte da Barca.
É uma subida de primeira categoria, com 11,9 quilómetros a 6% de declive (chega a atingir os 14%) e metade do percurso em paralelos.
A etapa termina com uma subida de terceira categoria, com meta no alto, na Vila do Gerês.
8ª etapa 14 de agosto — Melgaço - Fafe, 166 km
A oitava etapa é, na maioria da sua extensão, o descanso merecido depois da intensidade do Gerês. Ainda assim, tem duas subidas de terceira categoria, para dar um abanão ao pelotão.
A segunda pode condicionar a chegada ao sprint, pela proximidade à meta. Fafe pode ser palco de um final de etapa entusiasmante. 9ª etapa 15 de agosto — Paredes - Mondim de Basto (Senhora da Graça), 141 km
A "etapa rainha" traz uma novidade: uma dupla subida à Senhora da Graça, a segunda em terra batida.
Vamos por partes. Os primeiros 60 quilómetros servirão para aquecer as pernas para o que segue. E o que se segue começa com uma subida de terceira categoria ao Alto de Lameira. O pelotão desce, então, até Bormela, antes de começar a trepar até à Senhora da Graça por Carvalhais, numa escalada de 9,5 quilómetros a 6,8% de declive — que nos primeiros três quilómetros supera os 15% e, no último, será percorrido em terra batida, a 7,9%.
Seguem-se uma descida e cerca de 20 quilómetros para recuperar o fôlego (com um prémio de montanha de terceira categoria pelo meio, no Arco de Baúlhe), até que a caravana enfrenta a segunda subida mais dura da prova: são 8,7 quilómetros até à meta na Senhora da Graça, a 7,2% de inclinação, que nunca desarmam e ultrapassam os 10% em vários trechos.
Pode ser o coroar do novo campeão da Volta a Portugal.
10ª etapa 16 de agosto (domingo) — Maia - Porto, 124 km
Se da Senhora da Graça não sair o novo campeão, do coração do Norte sairá de certeza.
São praticamente 100 quilómetros de acalmia, até à entrada na antiga, mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto.
A partir daí, são ruas estreitas, um vaivém entre Porto e Vila Nova de Gaia, pontes e mudanças de ritmo, que poderá fraturar o pelotão e frustrar uma eventual chegada ao sprint.
A Volta a Portugal 2026 termina na icónica Avenida dos Aliados, da Praça da Liberdade até à Câmara. A torre do relógio, com cerca de 70 metros de altura, será um farol para os ciclistas, a luz ao fundo do túnel de 11 dias sempre a pedalar.