Igreja: Caminhada “Peregrinos por um dia” recomeça no dia 28 de maio

No âmbito da iniciativa “Peregrinos por um dia”, que junta mensalmente portugueses e espanhóis em peregrinações nos dois lados da fronteira, a paróquia de Miranda do Douro informa que estão abertas as inscrições para a caminhada entre Villalcampo e o Castro de Alcañices, agendada para o sábado, dia 28 de maio.

Recorde-se que estas peregrinações aos santuários Marianos existentes na raia portuguesa e espanhola, começaram em 2014, graças à investigação e à publicação do livro “Rotas Ilustradas das Sete Virgens Irmãs”, dedicado aos santuários que existem nos dois lados da fronteira.

A primeira peregrinação mensal realizou-se a 13 de novembro, entre as localidades espanholas de Videmala e Carbajales de Alba, onde se encontra a imagem da Virgen de Árboles.

O padre espanhol, Javier Campos explicou que o que motiva espanhóis e portugueses a participar, é o grande desejo de encontro e de convívio entre as pessoas.

Nestes encontros há um magnífico ambiente de convivência entre espanhóis e portugueses, o que promove a construção de muito boas amizades”, disse.

Sobre a visita aos santuários Marianos, o sacerdote espanhol disse que os peregrinos acabam por descobrir lugares impressionantes, que evocam a transcendência e revelam muitas afinidades entre a prática religiosa nas dioceses de Zamora e de Bragança – Miranda.

Por sua vez, o pároco de Miranda do Douro, Manuel Marques, destacou o ambiente fraterno que se cria entre os peregrinos, portugueses e espanhóis.

É uma verdadeira festa de amizade, de partilha, de companhia e atenção ao outro!”, realçou.

A próxima peregrinação está agendada para o dia 28 de maio, entre Villalcampo e o Castro de Alcañices e o percurso tem uma distância de 17 km.

Quem pretenda participar nas peregrinações “Peregrinos por um dia” deve contatar a paróquia de Miranda do Douro, na pessoa do padre Manuel Marques, através dos seguintes contatos: 912 100 523 | mjlm1952@hotmail.com.

Ou em alternativa, a Delegação para a Religiosidade Popular da Diocese de Zamora, na pessoa do Padre Javier Fresno Campos, através dos contatos 034 606876098 | jfresno2000@yahoo.es

A participação nas peregrinações é gratuita, sendo que o transporte é assegurado pelo município de Miranda do Douro e o almoço tem um custo de 12€.

A iniciativa “Peregrinos por um dia” é organizada pela delegação de religiosidade popular da diocese de Zamora e as paróquias de Miranda do Douro e de Quintanilha.

HA

Miranda do Douro: Encontro nacional das Jornadas Médico-jurídicas

Miranda do Douro: Encontro nacional das Jornadas Médico-jurídicas

Esta sexta-feira, dia 21 de Maio de 2022, vão decorrer em Miranda do Douro, as Jornadas Médico-Jurídicas, organizadas pela Secção de Estudos Médico-Legais (SEML) da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), uma iniciativa que tem como objetivo proporcionar formação a médicos e a juristas e que conta com o apoio da Câmara Municipal de Miranda do Douro.

O evento vai realizar-se no mini auditório do pavilhão multiusos, em Miranda do Douro e vai ser coordenado pelo Dr. Francisco Lucas, filho da terra, médico ortopedista nos Hospitais da Universidade de Coimbra e perito em avaliação do dano corporal no Instituto Nacional de Medicina Legal.

De acordo com a organização, este encontro tem como objectivo proporcionar formação a médicos e a juristas, no âmbito da avaliação do dano corporal e sinistralidade, bem como estabelecer pontes e fomentar uma maior compreensão entre as duas classes profissionais.

Segundo a comissão organizadora das jornadas médico jurídicas, são esperados cerca de 100 participantes em Miranda do Douro, que terão a oportunidade de conhecer e promover um dos locais mais belos de Portugal.

Programa das jornadas Médico-Jurídicas Mirandesas:

8h30 Abertura de l Secretariado | Abertura do Secretariado
9h00 Biem-benidos | Bem-vindos
Dr. Francisco Lucas (Especialista em Ortopedia no CHUC)
Mesa Dr. José António de Sousa Lameira (Juiz Conselheiro, Vice-Presidente do Conselho Superior de
Magistratura)
Dr. João de Matos-Cruz Praia (Juiz Presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Bragança)
Dr. António Versos (Presidente da Ordem dos Advogados de Bragança)
Dr. Francisco Lucas (Especialista em Ortopedia no CHUC)
9h20 Abaliaçion de l Danho – La perspetiba médica | Avaliação de Dano – A perspectiva
médica
Dr.ª Susana Pinto (Especialista em Ortopedia da ULSNE)
9h40 Abaliaçon de l dahno emergente de l acidente de trabalho i doença profissional –
aspetos processuales i substantivos | Avaliação do dano emergente de acidente de
trabalho e doença profissional – aspetos processuais e substantivos
Dr.ª Clementina Ferreira (Juíza titular do Juízo de Trabalho de Bragança)
10h10 Al que se releva? | O que se releva?
Dr. Carlos Guiné (Procurador Geral Adjunto Jubilado)
10h30 Abaliaçion de l danho – estado de la arte
Avaliação do dano – estado da arte
Prof. Dr. Duarte Nuno Vieira (Professor Catedrático da Faculdade de Medicina de Coimbra,
Presidente do Conselho Consultivo do Tribunal Penal Internacional)
11h00 Interbalo | Intervalo
11h15 Sesson de abertura | Sessão de abertura
Mesa Dr. Domingos Morais (Juiz Conselheiro no Supremo Tribunal de Justiça)
Dr.ª Patrícia Fernandes (Juíza titular do Juízo de Competência Genérica de Miranda do Douro)
Dr. Carlos Cerca (Especialista em Ortopedia no CHTMAD)
Dr. António Andrade (Especialista em Ortopedia no ULSNE)
11h30 Casos clínicos


13h00 Almuorço cumbíbio | Almoço convívio

Público-alvo:

  • Médicos e juristas com particular interesse em avaliação do dano corporal e
    sinistralidade

Local do evento: Mini-auditório do Pavilhão Multiusos de Miranda do Douro

Programa social (participantes e acompanhantes)

16h00 – Passeio de barco

Programa social para acompanhantes, durante os trabalhos (10h00-12h00)

Visita a Museu e Catedral de Miranda do Douro

Local do almoço: Hotel Parador Santa Catarina

Preço da inscrição (inclui almoço): 50€

Preço do almoço para acompanhantes: 25€

Preço do jantar (opcional para participantes e acompanhantes): 20€

Casos Clínicos: Os participantes que pretendam apresentar casos clínicos, devem enviar o
título e resumo até ao dia 10 de Maio. Serão selecionados 10 casos, com dois suplentes, para
apresentações com duração até cinco minutos. Deverão ser enviados para spot@spot.pt

Inscrições:

Inscrições:
https://docs.google.com/forms/d/1Orj2LF4fxja_aD3FKQHuewszg14PfKJeSld2DGYP_ZY/viewform
?edit_requested=true

HA

Palaçoulo: Colocação da primeira pedra da Igreja do Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja

A colocação e bênção da primeira pedra da Igreja do Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, Diocese de Bragança – Miranda vai decorrer no dia 24 deste mês de maio.

O evento vai decorrer às 14h30, do dia 24 de maio, terça-feira, junto ao estaleiro da obra do mosteiro em curso e a cerimónia vai ser presidida pelo Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro.

A iniciativa vai contar também com a presença dos bispos da Província Eclesiástica de Braga.

As obras de construção do mosteiro de Santa Maria, Mãe da Igreja, em Palaçoulo, recomeçaram a 3 de janeiro e vão prolongar-se por vinte meses, até setembro de 2023, data em que o mosteiro estará concluído.

Recorde-se que numa primeira fase, foi construída a hospedaria, onde atualmente vivem as Monjas Trapistas. Quando o mosteiro estiver construído, as Monjas passarão a viver no mosteiro e a hospedaria destinar-se-á aos hóspedes e visitantes.

Fonte: Ecclesia

Vimioso: Longa-metragem “Alma Viva” retrata o ambiente familiar e transmontano

A realizadora luso-francesa Cristèle Alves Meira regressa ao festival de cinema de Cannes, em França, com a longa-metragem “Alma Viva”, um microcosmo sobre laços familiares, emigração, misticismo e a cultura transmontana.

“Alma Viva”, produzido pela Midas Filmes em coprodução com França e Bélgica, é a primeira longa-metragem de Cristèle Alves Meira e estreia-se esta quarta-feira, dia 18 de maio, na Semana da Crítica, em paralelo ao festival de Cannes, onde a realizadora já apresentou anteriormente duas curtas-metragens.

O filme foi integralmente rodado em Junqueira, uma aldeia transmontana do concelho de Vimioso, onde a realizadora tem raízes maternas, e as filmagens, feitas no verão passado, contaram sobretudo com atores não profissionais da localidade.

“A aldeia tornou-se no ‘décor’ do cinema e isso permitiu-me muita liberdade, porque tínhamos tudo. É como se fosse um ‘décor’ de cinema falso, mas foi uma aventura muito familiar, muito intensa e reduzida no espaço”, recordou Cristèle Alves Meira.

O filme foi integralmente rodado em Junqueira, uma aldeia transmontana do concelho de Vimioso, onde a realizadora tem raízes maternas, e as filmagens, feitas no verão passado, contaram sobretudo com atores não profissionais da localidade.

“Alma Viva” centra-se em Salomé, uma menina, filha de emigrantes portugueses em França, que passa o verão numa aldeia com a avó, com quem tem uma forte ligação afetiva e espiritual.

Salomé irá testemunhar a morte da avó e suspeita que esta foi envenenada por bruxaria por outra mulher da aldeia. Enquanto a família organiza o funeral, Salomé acredita que está acompanhada pelo espírito da avó e tenta vingar a sua morte.

“A história foi completamente inspirada em histórias poderosas e misteriosas que ouvi ao pé da lareira. Essas histórias são quase como a memória arcaica de Portugal, a matriz da nossa cultura e eu queria voltar a essas tradições e contar essas histórias no cinema, para estar nessa transmissão de cultura”, explicou Cristèle Alves Meira.

Filha de um minhoto e de uma transmontana que emigraram para França, Cristèle Alves Meira mantém a ligação a Portugal e às origens dos pais e assume que este filme tem um pendor autobiográfico, mesmo sendo uma ficção.

O filme é também um retrato da emigração portuguesa, das famílias que se separam entre os que ficam e os que partem, e das complexas diferenças sociais e económicas que daí nascem.

A realizadora explica que também quis “compreender melhor a violência, a brutalidade” latente no relacionamento de algumas famílias.

“O ponto de partida do filme também foi uma situação de injustiça que senti quando a minha avó morreu. Os meus tios tiveram muitas crises à volta da questão das partilhas, a minha avó ficou dois anos sem sepultura e aquela coisa ficou gravada em mim”, recordou.

O filme “Alma Viva” – que chegou a intitular-se “Bruxa” – estava a ser preparado por Cristèle Alves Meira há vários anos; o argumento foi sendo aperfeiçoado enquanto fazia outros filmes, em particular três curtas: “Sol branco” (2015), “Campo de víboras” (2016) e “Invisível Herói” (2019).

Cristèle Alves Meira diz que estas três curtas são obras independentes, mas “abriram caminho” para a longa-metragem.

“Já estavam lá as minhas preocupações e reflexões, que eu estava a tentar desenvolver na ‘longa’. (…) Tivemos um ponto de partida e um ponto de chegada, que é o ‘Alma Viva'”, afirmou.

Cristèle Alves Meira volta à Semana da Crítica para apresentar este filme, uma das sete longas-metragens selecionadas para a competição oficial.

“Eles acreditaram em mim desde ‘Campo de Víboras’. É uma prova de amor, quase, mas dá-me muita coragem e força. É mesmo ‘super importante’, porque só são sete filmes e é uma seleção especial e sensível. Eles acompanham os filmes com carinho e são muito focados”, descreveu.

Além de “Alma Viva”, na Semana da Crítica estarão também a curta-metragem de animação “Ice Merchants”, do realizador português João Gonzalez, e, fora de competição, a longa-metragem “Tout le monde aime Jeanne”, de Céline Devaux, filmado em Portugal e coproduzido por O Som e a Fúria.

A 61.ª Semana da Crítica, organizada pelo sindicato dos críticos de cinema de França, decorrerá de 18 a 26 de maio.

Fonte: Lusa

Cultura: Museu da Terra de Miranda edita 3.º volume do Cancioneiro Tradicional Mirandês

Cultura: Museu da Terra de Miranda edita 3.º volume do Cancioneiro Tradicional Mirandês

O Museu da Terra de Miranda apresenta, esta quarta-feira, dia 18 de maio, o terceiro volume do Cancioneiro Tradicional Mirandês, que resulta das recolhas efetuadas durante mais de 40 anos, no planalto mirandês, por António Maria Mourinho.

O etnomusicólogo Mário Correia, responsável pela compilação deste volume, disse que António Maria Mourinho (1917-1996) deixou um conjunto de cerca de 400 páginas A4, sendo este o material que estava a corrigir para um terceiro volume do Cancioneiro Tradicional Mirandês.

“Trata-se de um conjunto de páginas muito desordenado e desorganizado, e quando a diretora do Museu da Terra de Miranda me entregou este material agarrei-o com todo o entusiasmo. Porém, não foi uma tarefa fácil porque estava tudo baralhado e havia páginas não numeradas, temas cruzados e outras partes que nem faziam parte do cancioneiro”, explicou Mário Correia.

A edição do terceiro volume do Cancioneiro Tradicional Mirandês está incluída nas comemorações do 40.º aniversário deste museu, situado em Miranda do Douro, no distrito de Bragança.

Toda a organização deste volume do Cancioneiro Tradicional Mirandês demorou cerca de 10 meses.

O primeiro volume do Cancioneiro Tradicional Mirandês foi apresentado em 1984, enquanto o segundo tomo data de 1987.

“Depois de ser estruturado, procurei seguir a linha do padre Mourinho nos volumes anteriores do cancioneiro e foi possível completar, corrigir, suprir faltas e omissões para se chegar a este terceiro volume e penso que em nada desmerece dos anteriores”, concretizou o etnomusicólogo.

Mário Correia realçou que esta edição do cancioneiro inclui um forte contributo dos romances tracionais cantados na Terra de Miranda, canções e versos populares, contos de natureza religiosa, teatro popular mirandês ou as loas.

“Contudo, há [algo] que é absolutamente novo nesta edição do cancioneiro que [são] as trovas da Consoada e do Entrudo. Trovas estas que são de origem popular, muitas delas de autores desconhecidos. Todos os espécimes recolhidos e que figuram neste livro procurei incluir citações do padre Mourinho para contextualizar todo o trabalho”, vincou o investigador.

Este cancioneiro terá ainda um CD onde estarão gravados sete romances tradicionais que são cantados neste território transmontano e que foi possível recuperar nos arquivos de António Maria Mourinho.

Por seu lado, a diretora do Museu da Terra de Miranda, Celina Pinto, explicou que com o lançamento deste terceiro volume do Cancioneiro Tradicional Mirandês se pretende, antes de mais, homenagear o fundador deste museu, António Maria Mourinho.

“O lançamento deste terceiro volume é também concretizar um desejo que o próprio padre Mourinho deixou expresso por escrito num período antes de 1996. Este cancioneiro não é mais que a voz do povo”, explicou a responsável.

O padre António Maria Mourinho estudou num seminário em Bragança em 1941 e tornou-se reitor da freguesia mirandesa de Duas Igrejas, em Miranda do Douro, em 1942. Entre 1960 e 1970 estudou em Espanha, no Instituto de Alta Cultura, da Direção-Geral do Património Cultural e do Conselho Nacional de Investigações Científicas de Madrid.

Mourinho contribuiu para a criação do Museu da Terra de Miranda, onde foi diretor entre 1982 e 1991.

Foi nomeado Oficial da Ordem Militar de Cristo em 1943, venceu o Prémio Europeu de Arte Popular em 1982 e também recebeu a Medalha de Honra de Miranda do Douro (grau ouro) em 1991, entre outras distinções.

Fonte: Lusa

Cultura: Financiamento da programação de Teatros e Cineteatros

Cultura: Financiamento da programação de Teatros e Cineteatros

As regiões Centro e Norte reúnem mais de metade dos 39 projetos de programação de equipamentos culturais financiados no âmbito da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), anunciou hoje a Direção-Geral das Artes (DGArtes).

De acordo com os resultados do primeiro concurso de apoio à programação dos teatros e cineteatros credenciados na RTCP, 39 projetos irão receber apoio financeiro num valor global de 5,1 milhões de euros, que a DGArtes, num comunicado agora divulgado, considera ser “um contributo decisivo para assegurar uma gestão regular e contínua da oferta cultural dos equipamentos promotores destes projetos”.

Em relação aos resultados provisórios do concurso, divulgados no mês passado, há mais um projeto apoiado. Na altura, a DGArtes explicou que tinham sido recebidas 61 candidaturas, das quais quatro foram excluídas, tendo sido decidida a atribuição de apoio financeiro a 38 equipamentos culturais.

Segundo os resultados finais, na região Centro há 17 projetos apoiados (com 2,1 milhões de euros), no Norte 11 (1,5 milhões de euros), na Área Metropolitana de Lisboa cinco (550 mil euros), no Algarve três (450 mil euros), no Alentejo dois (350 mil euros) e na Região Autónoma da Madeira um (150 mil euros). A Região Autónoma dos Açores, onde apenas o Coliseu Micaelense está credenciado na RTCP, ficou de fora dos apoios.

A DGArtes recorda que esta modalidade de apoio “tem ciclos de abertura bienais, pelo que está previsto um novo concurso já em 2023”.

O concurso de apoio financeiro aos equipamentos culturais credenciados da RTCP tem um montante anual de seis milhões de euros, entre 2022 e 2025, perfazendo um total de 24 milhões de euros.

Na candidatura, os espaços culturais deveriam apresentar as linhas orientadores de uma programação a quatro anos, “calendarizados entre 01 de janeiro de 2022 e 31 de dezembro de 2025”, por ciclos ou temporadas, abrangendo várias artes performativas e podendo ainda incluir, por exemplo, cinema, residências e ações de mediação e de formação.

“O objetivo principal é promover uma oferta cultural regular e contínua em todo o território”, explica a DGArtes.

A RTCP foi criada para combater as assimetrias regionais e para fomentar a “coesão territorial no acesso à cultura e às artes em Portugal”.

A rede assenta “na descentralização e na responsabilidade partilhada do Estado central com as autarquias e as entidades independentes”, lê-se na página da DGArtes.

Cerca de 80 equipamentos culturais aderiram já à RTCP, entre auditórios municipais, casas de cultura, teatros e cineteatros, centros culturais e centros de artes.

Segundo a DGArtes, este mês serão lançadas “ações de valorização e qualificação de recursos humanos” dos equipamentos culturais credenciados, com a duração de oito meses.

Serão apoiadas as entidades gestoras dos seguintes equipamentos:

ACERT, Tondela

Auditório de Espinho

Auditório Municipal Augusto Cabrita, Barreiro

Auditório Municipal Beatriz Costa, Mafra

Casa da Cultura de Ílhavo

Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão

Casa Municipal da Cultura, Seia

Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre

Centro das Artes e do Espetáculo de Sever do Vouga

Centro Cultural de Paredes de Coura

Centro Cultural Raiano, Idanha-a-Nova

Centro Cultural Vila Flor, Guimarães

Cineteatro António Lamoso, Santa Maria da Feira

Cineteatro Louletano, Loulé

Cineteatro João Verde, Monção

Cineteatro Paraíso, Tomar

Cineteatro São Pedro, Alcanena

Cineteatro São João, Palmela

Cineteatro de Estarreja

Fórum Municipal Luísa Todi, Setúbal

O Teatrão, Coimbra

Teatro-Cine de Torres Vedras

Teatro Aveirense, Aveiro

Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra

Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra

Teatro das Figuras, Faro

Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima

Teatro Garcia de Resende, Évora

Teatro José Lúcio da Silva, Leiria

Teatro Lethes, Faro

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal

Teatro Municipal da Guarda

Teatro Municipal de Ourém

Teatro Municipal de Vila Real

Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada

Teatro Viriato, Viseu

Theatro Circo, Braga

Theatro Gil Vicente, Barcelos

JRS/SS // TDI

Fonte: Lusa

Política: Presidente da República promulga revisão de preços nas empreitadas de obras públicas

Política: Presidente da República promulga revisão de preços nas empreitadas de obras públicas

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou a instituição de um regime excecional e temporário no âmbito do aumento dos preços com impacto em contratos públicos, especialmente nas empreitadas de obras públicas.

“Compreendendo as razões críticas da necessidade destas medidas excecionais e transitórias na contratação pública, a vigorar apenas até à superação da situação internacional e nacional vivida, o Presidente da República sublinha a necessidade, por maioria de razão, de um escrutínio reforçado das decisões que sejam tomadas ao abrigo do presente diploma, sendo nessa convicção que promulgou o decreto do Governo que estabelece um regime excecional e temporário no âmbito do aumento dos preços com impacto em contratos públicos”, lê-se numa nota publicada no ‘site’ da Presidência.

O Conselho de Ministros aprovou a redação final do decreto-lei na passada quinta-feira, dia 12 de maio.

“O diploma surge como resposta ao aumento excecional dos custos com matérias-primas, materiais, mão-de-obra e equipamentos de apoio, com impacto em contratos públicos, especialmente nos contratos de empreitadas de obras públicas que venham a ser celebrados ou já em execução”, pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros.

De acordo com o documento, “o Governo cria, assim, uma resposta que procura mitigar estes efeitos, conciliando a celeridade procedimental exigida com a defesa dos interesses do Estado e a rigorosa transparência nos gastos públicos”.

O diploma tinha sido aprovado na generalidade no Conselho de Ministros de há duas semanas e a medida foi anunciada pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que precisou que o regime terá uma vigência até ao final do ano.

“Vivemos hoje uma situação excecional, no que diz respeito à pressão inflacionista, temos assistido a um aumento muito acentuado do preço das matérias-primas, temos mesmo algumas que no prazo de um ano quase duplicaram o valor”, referiu o ministro no final da reunião do Conselho de Ministros.

Perante a “grande pressão e constrangimento” que esta situação está a causar nas empreitadas públicas, houve “necessidade de criar um regime excecional que nos permita fazer a revisão de preços a estes contratos, para garantir que não temos nenhuma interrupção nem colapso no processo de investimento que está neste momento em curso em Portugal”, afirmou o governante.

Após a aprovação na generalidade, o decreto-lei foi sujeito a consulta das regiões autónomas, da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e do setor da construção.

Pedro Nuno Santos disse ainda que, apesar de este regime excecional ser dirigido às empreitadas públicas, poderá, de forma facultativa, ser aplicado a obras particulares.

Salientando que o objetivo deste regime excecional e temporário são as empreitadas de obras públicas e os contratos públicos de aquisição de bens e serviços, que são onde se verifica uma “maior rigidez em termos de preço”, Pedro Nuno Santos esclareceu que o alargamento facultativo a obras particulares é no sentido de que este regime terá “um método de revisão de preços que pode ser adotado nas relação entre particulares”, ou seja, poderá ser usado como “guião para uma possível relação de preços entre dois particulares”.

Sem entrar em valores ou pormenores, o ministro explicou na altura que o método visará situações em que um “determinado material, que atinge um peso numa obra superior a x% e cujo preço sobe mais do que y%, pode dar lugar a que o empreiteiro possa apresentar ao dono de obra, por exemplo a IP, uma revisão de preço”.

Nesta situação, “a IP analisa a proposta, pode aceitá-la, rejeitá-la ou apresentar uma contraproposta”, sendo que se, “entretanto, as duas partes chegarem a acordo, haverá uma revisão do preço”, o que “permitirá ao empreiteiro receber mais para fazer face ao custo adicional que tem”.

Salientando que o Código dos Contratos Públicos já contempla a revisão do preço, o ministro referiu que o que este regime faz é adaptá-la à situação excecional atual.

“Todos os mecanismos de prova de alteração no preço são os que já estão hoje previstos na lei, sobre esse aspeto este diploma nada muda”, disse, precisando que o que agora é criado “é um conjunto de regras que permitam de forma mais rápida e ajustada à realidade alterar os preços dos contratos”, porque a alternativa seria o bloqueio dos investimentos em curso, o que “seria um preço insuportável porque precisamos que o investimento aconteça e porque temos prazos a cumprir em termos de fundos europeus”.

Fonte: Lusa

Meteorologia: Temperaturas acima dos 35 graus e risco de incêndio sexta e sábado

Meteorologia: Temperaturas acima dos 35 graus e risco de incêndio sexta e sábado

As temperaturas máximas vão ultrapassar os 35 graus Celsius em algumas regiões do continente, na sexta-feira e no sábado, prevendo-se um aumento do risco de incêndio e algumas poeiras vindas do Norte de África, segundo o IPMA.

“A partir de quinta-feira já temos previsão de céu geralmente pouco nublado e uma tendência de subida gradual da temperatura, prevendo-se máximas elevadas na sexta-feira e no sábado”, disse a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Paula Leitão.

De acordo com Paula Leitão, sexta-feira será o dia com a subida mais acentuada, podendo as temperaturas ultrapassar os 30 graus e os 35 nas regiões do Alentejo.

“Devido a esta situação, vamos ter um aumento do risco de incêndio. Vamos ter igualmente na quinta e sexta-feira alguma poeira atmosférica vinda do Norte de África, mas nada de muito gravoso”, adiantou.

Segundo a meteorologista, esta situação deve-se a uma massa de ar quente vinda do Norte de África, que vai provocar um aumento das temperaturas.

“A confirmar-se esta previsão, as temperaturas vão estar bastante acima dos valores normais para a época. Neste momento já estão ligeiramente acima dos valores normais. Hoje temos 24 graus em Lisboa e para sexta e sábado 30. No interior temos em Évora e Beja hoje 30 graus e sexta e sábado pode ultrapassar os 35 graus”, disse.

Paula Leitão refere também que as temperaturas mínimas também vão estar elevadas, podendo chegar em alguns distritos aos 20 graus.

“Depois a partir de domingo, a tendência será para descida da temperatura e até de condições de trovoada e aguaceiros nas regiões do interior”, disse.

Fonte: Lusa

Ensino: Falta de professores nas escolas junta especialistas e decisores políticos

Ensino: Falta de professores nas escolas junta especialistas e decisores políticos

O envelhecimento do corpo docente e a falta de professores nas escolas são dos maiores problemas da área do ensino o que leva investigadores e decisores políticos a reunir-se, em Lisboa, no seminário “Faltam professores! E agora?”.

Cerca de 110 mil alunos do ensino obrigatório não terão professor a pelo menos uma disciplina dentro de um ano, segundo uma estimativa de Luísa Loura, diretora da base de estatísticas da Pordata e ex-diretora da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC).

Em declarações, a especialista acrescentou que daqui a três anos o problema poderá atingir 250 mil alunos, sendo que “a falta de professores se vai sentir quase exclusivamente do 7.º ao 12.º ano”.

Luísa Loura é uma das oradoras convidadas do seminário promovido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que há uma década vem alertando precisamente para o envelhecimento do corpo docente e consequente aposentação.

Atualmente, a maioria dos professores do ensino básico e secundário tem pelo menos 50 anos e estima-se que, até 2030, metade dos docentes poderá reformar-se.

Mas o problema já se sente em algumas escolas, onde milhares de alunos têm, pelo menos, um professor em falta, sendo a Área Metropolitana de Lisboa (AML) a zona mais afetada.

Entre os docentes do 3.º ciclo e secundário da AML havia, em 2020, quase 40% com mais de 55 anos, sendo esta a maior percentagem do país, afirmou Luísa Louro.

Por outro lado, as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira serão as únicas do país onde o problema da falta de professores não se deverá fazer sentir nos anos mais próximos, já que a maioria dos professores do 3.º ciclo e secundário tem menos de 50 anos, acrescentou.

Ao envelhecimento da classe docente e às reformas de professores soma-se a baixa procura por mestrados que dão acesso à carreira docente.

“O número de novos professores saídos das universidades tem vindo a cair a pique desde 2009”, sublinhou a especialista em estatística, acrescentando que os que vão concluir os mestrados para dar aulas nos próximos anos poderão não ser suficientes para suprir as necessidades das escolas.

Investigadores da Nova School of Business and Economics (Nova SBE) estudaram a relação entre as necessidades das escolas e os novos professores e concluíram que os novos diplomados estão muito abaixo da procura.

A Português, por exemplo, será preciso contratar 928 professores entre 2022/23 e 2025/26, ou seja, cerca de 232 professores por ano, segundo o estudo da Nova SBE.

Mas a média anual de novos diplomados nos últimos quatro anos está pouco acima de 50, ou seja, representam “apenas 22% em termos da cobertura das necessidades”, sublinhou Luísa Louro.

No caso de Física e Química, os novos professores vão representar apenas 6% das necessidades. A Biologia e Geologia a percentagem é de apenas 14%, segundo Luís Louro, que diz que os valores são “também muito baixos a Matemática (17%), a Filosofia (18%), a Inglês (19%), a Português (22%) e a História e Geografia (34%)”.

A 27 de abril, o novo ministro da Educação, João Costa, reuniu-se pela primeira vez com vários sindicatos e um dos temas em cima da mesa foi precisamente como colmatar a falta de professores no imediato e a longo prazo.

Para já, o ministério autorizou as escolas das zonas com maior carência de professores a possibilidade de completar os horários disponíveis com, por exemplo, atividades de apoio aos alunos ou aulas de compensação.

Também os cerca de cinco mil docentes impedidos de se candidatarem aos horários existentes puderam voltar a fazê-lo e, segundo João Costa, a medida permitiu em apenas uma semana que 6.600 alunos tivessem os professores em falta.

Também hoje, o Ministério da Educação volta a receber os sindicatos para debater medidas sobre a mobilidade por doença e a renovação de contratos.

Mas o dia de João Costa começa no seminário do CNE, que contar também com a participação da presidente do CNE, Maria Emília Brederode Santos, Luís Catela Nunes, da Nova SBE, e Isabel Flores, do Instituto para as Políticas Públicas e Sociais, do ISCTE, entre outros especialistas.

Fonte: Lusa

Alcañices: Inaugurada a exposição “Saulus – A Igreja em Aliste e Alba”

Alcañices: Inaugurada a exposição “Saulus – A Igreja em Aliste e Alba”

A 17 de maio foi inaugurada na Igreja de Nossa Senhora da Saúde, em Alcañices (Espanha), a exposição “Saulus – A Igreja em Aliste e Alba”, uma mostra de objetos litúrgicos, pinturas, esculturas, fotografias, documentários e outros materiais que dão a conhecer a vivência religiosa do vizinho povo espanhol.

A inauguração da exposição, que dá a conhecer 172 peças, dispostas em seis painéis, contou com a presença do Bispo de Zamora, Dom Fernando Valera Sanchez, assim como de várias autoridades civis e militares.

Segundo o bispo espanhol, “esta exposição é uma mostra da beleza existente nos arciprestados de Alba e Aliste”.

Apesar dos concelhos zamoranos de Aliste e Alba serem considerados duas das zonas rurais mais desfavorecidas da província de Zamora, do ponto de vista socioeconómico, nesta região existe um valioso património antropológico, religioso e cultural. Por esta razão, a igreja local preparou a exposição “Saulus – A Igreja em Aliste e Alba”, com o objetivo de mostrar a riqueza cultural aqui existente.

“Para que os seus habitantes e fiéis se sintam identificados com as suas características distintivas e o público visitante conheça a história de Aliste e Alba através da obras artísticas que conserva”, pode ler-se num comunicado.

Além disso, a exposição inclui obras da diocese portuguesa, vizinha, de Bragança-Miranda, com a qual existe uma estreita relação.

Sobre a participação portuguesa na exposição, o presidente da Comissão de Arte Sacra de Bragança – Miranda, o padre José Manuel Pereira Ribeiro Gomes, sublinhou a proximidade cultural entre portugueses e espanhóis.

“Sempre houve esta relação entre os dois povos e na produção artística não há fronteiras. Isso está bem evidente nas peças portuguesas que foram feitas por artistas espanhóis e vice-versa. Este intercâmbio sempre existiu”, realçou.

O padre José Ribeiro adiantou que no futuro há a possibilidade de organizar uma exposição similar, em Bragança e/ou Miranda.

Por sua vez, o comissário da exposição “Saulus – A Igreja em Aliste e Alba”, o padre espanhol, Jose Angel Rivera de Las Heras, reiterou que entre Portugal e Espanha sempre houve cooperação cultural e artística.

“A arte e a cultura são dois meios para promover a proximidade e a amizade entre os povos vizinhos. Graças a Deus, cada vez mais há este fluxo de portugueses que nos visitam em Alcañices. Assim, como há cada vez mais espanhóis que visitam Miranda do Douro, Vimioso e Bragança”, indicou.




Quem pretenda visitar em Alcañices, a exposição “Saulus – A Igreja em Aliste e Alba”, a organização informa que a coleção vai estar presente na Igreja de Nossa Senhora da Saúde, até outubro de 2022.

HA