Igreja: Representante da Santa Sé vem a Miranda do Douro e a Palaçoulo

Igreja: Representante da Santa Sé vem a Miranda do Douro e a Palaçoulo

No próximo Domingo, dia 9 de outubro, o representante da Santa Sé, em Portugal, D. Ivo Scapolo, Núncio Apostólico, vai presidir à eucaristia, na concatedral de Miranda do Douro e de seguida vai conhecer o mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo.

A celebração na concatedral de Miranda do Douro vai iniciar-se às 10h00 e vai contar com a participação de D. José Cordeiro, arcebispo metropolita de Braga, e D. António Montes Moreira, bispo emérito de Bragança-Miranda.

Após a missa em Miranda do Douro, o Núncio Apostólico vai visitar o Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo.

D. Ivo Scapolo nasceu em Pádua, a 24 de julho de 1953 e foi ordenado sacerdote a 4 de junho de 1978. Entrou no serviço diplomático da Santa Sé em 1984 e exerceu missão em vários países.

Em 2019, o Papa Francisco nomeou-o núncio apostólico em Portugal.

Esta visita à Diocese de Bragança-Miranda tem por propósito comemorar o XXI aniversário da Dedicação da Igreja Catedral.

Recorde-se que a Diocese de Bragança-Miranda está em sede vacante, ou seja, sem bispo, desde o dia 14 de fevereiro de 2022, data em que o colégio de consultores elegeu o monsenhor Adelino Paes, administrador diosesano, temporariamente.

HA

Economia: Preços do gás e da eletricidade para as famílias sobem a partir de 1 de outubro

Os aumentos de preços do gás natural e da eletricidade para os clientes domésticos, no mercado regulado e no liberalizado, entram em vigor a 1 de outubro, o que, em alguns casos, vai pesar quase mais 40 euros na fatura mensal.

Os anúncios dos aumentos foram sendo feitos um a um pelos comercializadores, durante o verão, mas a entrada em vigor dos novos preços acontece agora ao mesmo tempo para todos os clientes domésticos e também alguns pequenos negócios.

Quem for cliente da EDP Comercial vai passar a pagar pelo gás natural, em média, mais 30 euros mensais, acrescidos de cinco a sete euros de taxas e impostos, uma subida que a empresa justificou com a escalada de preços nos mercados internacionais, após um ano sem fazer atualizações de tarifário.

Os novos preços vão estar em vigor durante três meses, e não durante um ano, como habitual, estando sujeitos a revisões em alta ou em baixa, no final daquele período.

A empresa descartou, no entanto, “mais alterações até ao final do ano no preço da eletricidade”, a menos que haja “situações excecionais no decorrer dos próximos meses”.

Já no caso da Galp, a subida da fatura do gás natural rondará os oito euros, para o escalão mais representativo de clientes.

A empresa justificou a subida também com o “custo de aquisição em linha” com os preços no mercado internacional.

A Galp tinha atualizado o preço do gás natural em 1 de julho, com um aumento de cerca de 3,60 euros para o escalão mais representativo.

Por sua vez, os clientes da Goldenergy vão sofrer aumentos médios de 10 euros nas faturas de gás mensais, que abrangem tanto famílias, como pequenos negócios.

A energética justificou esta subida com os custos dos acessos regulados, a volatilidade do mercado e a escalada de preços do gás.

O novo tarifário será aplicado até ao final do ano, sendo revisto face às alterações do mercado.

Estes anúncios levaram o Governo a aprovar uma medida que permite o regresso ao mercado regulado de gás dos consumidores no mercado liberalizado, tal como já acontecia no caso da eletricidade.

O mercado regulado oferece tarifas mais baratas, no entanto, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou um novo aumento do preço da energia no mercado regulado de gás natural e no de eletricidade.

Assim, naquele mercado, entra hoje em vigor uma subida de 3,9% face ao mês anterior e, uma vez que foram sendo feitas atualizações ao longo do ano, o aumento é de 8,2% para o ano 2022-2023, face ao ano anterior (2021-2022).

Já no caso da eletricidade, os clientes no mercado regulado passam a pagar mais cinco euros por megawatt-hora (MWh), equivalente a uma subida média de 3% na fatura mensal.

Sem subidas mantêm-se os clientes da Endesa, que se comprometeu a manter os preços contratuais até dezembro e a cumprir os compromissos estabelecidos no mecanismo ibérico, depois de o presidente da empresa ter afirmado que a eletricidade iria subir 40% em agosto.

A Iberdrola também não anunciou aumentos.

Fonte: Lusa

Sociedade: Novo regime de entrada de imigrantes em Portugal entra em vigor em novembro

Sociedade: Novo regime de entrada de imigrantes em Portugal

O novo regime de entrada de imigrantes em Portugal entra em vigor no início de novembro, passando a existir um visto de seis meses para um estrangeiro procurar trabalho no país, segundo um decreto agora publicado.

As alterações ao regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de cidadãos estrangeiros do território nacional foram hoje publicadas em Diário da República e estabelecem “procedimentos que permitem atrair uma imigração regulada e integrada, para o desenvolvimento do país, mudar a forma como a administração pública se relaciona com os imigrantes e garantir condições de integração dos imigrantes”.

Entre as novas medidas consta a criação de um visto de duração limitada que permita a entrada legal de imigrantes em Portugal com o objetivo de procura de trabalho.

Este visto para procurar trabalho em Portugal é válido por 120 dias e poderá ser prorrogado por mais 60 dias, sendo concedido nos postos consulares portugueses, que comunica de imediato ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Também os cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão ter um regime de facilitação de emissão de vistos em Portugal no âmbito do acordo sobre a mobilidade entre Estados-membros da CPLP.

Segundo o decreto, os cidadãos da CPLP podem obter um visto para procura de trabalho ou visto de residência CPLP.

“Estes pedidos devem ser liminarmente deferidos, salvo se o requerente estiver identificado no Sistema de Informação Schengen como sendo objeto de indicação para efeitos de regresso ou de indicação para efeitos de recusa de entrada e de permanência. A autoridade consular comunica imediatamente ao SEF a concessão dos vistos referidos”, refere o decreto.

O novo regime acaba com o regime de quotas para a imigração, facilita a obtenção de visto de residência aos estudantes estrangeiros que frequentam o ensino superior em Portugal e permite atribuir um visto de residência ou estada temporária aos nómadas digitais.

O decreto regulamentar agora publicado destaca a implementação das medidas de “simplificação de procedimentos” e da “possibilidade de vistos de estada temporária ou de residência terem também como finalidade a prestação de trabalho remoto, bem como o acompanhamento, a partir do país de origem, do familiar habilitado com o respetivo visto, permitindo que a família possa entrar em território nacional, de forma regular, entre outras medidas de promoção do reagrupamento familiar, aumento do limite de validade de documentos”.

Outras das alterações são a “eliminação da existência de um contingente global de oportunidades de emprego a fixar pelo Conselho de Ministros, para efeitos de concessão de visto para obtenção de autorização de residência para exercício de atividade profissional subordinada” e “permissão do exercício de atividade profissional por titular de autorização de residência para investigação, estudo, estágio profissional ou voluntariado complementarmente à atividade que deu origem aos vistos”.

Os últimos dados do SEF indicavam que a população estrangeira residente em Portugal ultrapassa 800.000 pessoas, sendo maior a brasileira, estimada em mais de 250 mil pessoas.

Fonte: Lusa

Sociedade: GNR realiza a partir operação junto da população idosa

Sociedade: GNR realiza operação junto da população idosa

A Guarda Nacional Republicana realiza durante todo o mês de outubro a operação “Censos Sénior 2022”, que visa garantir junto da população mais idosa condições de segurança.

Em comunicado, a GNR refere que esta operação, que se realiza em todo o país, está inserida no policiamento comunitário, que pretende garantir um conjunto de ações de patrulhamento e de sensibilização à população mais idosa.

Segundo a GNR, os cerca de 400 militares vão priorizar e privilegiar um conjunto de ações e patrulhas junto da população idosa com maior vulnerabilidade e que vive sozinha ou isolada, contanto com a colaboração de parceiros nacionais e locais de âmbito social e de saúde.

A corporação indica também que esta operação tem como objetivo “reforçar os comportamentos de segurança que permitam reduzir o risco dos idosos se tornarem vítimas de crimes, nomeadamente em situações de violência, de burla e furto”.

Na operação “Censos Sénior” do ano passado, a GNR sinalizou 44.484 idosos que vivem sozinhos ou isolados, ou em situação de vulnerabilidade, em razão da sua condição física, psicológica que possa colocar em causa a sua segurança.

A GNR precisa que as situações de maior vulnerabilidade reportadas às entidades competentes, sobretudo de apoio social, no sentido de fazer o seu acompanhamento futuro.

Desde 2011, ano em que foi realizada a primeira edição da Operação “Censos Sénior”, que a GNR tem vindo a atualizar a sinalização geográfica desta população, proporcionando assim “um apoio mais próximo e dirigido, contribuindo, por um lado, para a criação de um clima de maior confiança e de empatia entre os idosos e os militares da GNR e, por outro, para o aumento do sentimento de segurança”.

Fonte: Lusa

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

A fé é um abraço!

Hab 1, 2-3; 2, 2-4 / Slm 94 (95), 1-2.6-9 / 2 Tim 1, 6-8.13-14 / Lc 17, 5-10

O Evangelho que hoje escutamos é inaugurado com um pedido por parte dos apóstolos: «aumenta a nossa fé». A este pedido de aumento quantitativo da fé, Jesus contrapõe: «se tivésseis fé como um grão de mostarda…».

Esta resposta é uma provocação de Jesus, uma provocação que recentra a conversa. É verdade que a vida crente move-se entre momentos de maior confiança na fé que professamos e ocasiões de fragilidade. Contudo, a fé não se mede, saboreia- -se. A fé não se compara, experimenta-se. A fé não absolutiza momentos, abraça-os.

A fé é uma confiança na presença atuante de Deus. A fé é um entregar-se nas mãos de Deus, de um Deus que pode fazer o impossível quando deitamos no seu regaço tanto aquilo que nos inquieta como aquilo que nos alegra.

Não se pode contabilizar a fé de alguém, nem sequer a própria. Tão simplesmente podemos confiar ou não, arriscar ou paralisar, seguir ou ficar parados no caminho.

O que pode conduzir-nos a uma fé destas? A alegria de termos sido encontrados por Deus, por um Deus peregrino que nos desafia a seguir caminho. E esse caminho, como o Evangelho de hoje aponta, é o serviço desinteressado, o colocar-se ao dispor de Deus e dos irmãos como quem é livre para o que lhe é pedido e não se compraz na enumeração dos feitos realizados por amor a Deus.

O nosso Deus só sabe contar até um. Desconhece outros números. Ele é o que sai em busca de uma ovelha, de um pecador arrependido, de um filho de cada vez. E por isso não precisamos de uma mão-cheia de sementes de fé, mas somente de ter fé do tamanho de um grão de mostarda, que, na sua pequenez, confiado à terra, nos surpreende com a grandeza da árvore que daí brota.

Cada um de nós, um servo inútil, precisa somente da grandeza de ser um filho amado. Cada um de nós, um servo inútil, precisa de se ocupar com uma só coisa: em tudo amar e servir sua Divina Majestade.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1840

Miranda do Douro: Padre Manuel Marques celebrou 70 ano de vida e 40 de sacerdócio

Miranda do Douro: Padre Manuel Marques celebrou 70 anos de vida e 40 de sacerdócio

No dia 29 de setembro, o padre Manuel Marques, pároco de Miranda do Douro, celebrou uma missa de ação de graças, na concatedal, para agradecer os 70 anos de vida e 40 de sacerdócio.

O padre Manuel Marques, pároco de Miranda do Douro, nasceu no dia de São Miguel, Arcanjo, a 29 de setembro de 1952, em Vilarinhos das Azenhas, no concelho de Vila Flor.

Na homília da missa, celebrada na concatedral, o aniversariante começou por agradecer a presença da comunidade paroquial neste dia dos seus aniversários e agradeceu também a Deus, o dom da vida.

“Ao recordar o percurso da minha vida vejo que os desígnios de Deus são muitas vezes insondáveis. Deus está sempre presente na nossa vida, de um modo ou de outro, seja através dos Santos Anjos ou através de pessoas amigas. Saibamos abrir o coração a Deus”, disse.

Sobre a vocação, Manuel Marques afirmou que sempre teve a convicção que seria padre, embora “os testes psicotécnicos o quisessem encaminhar para a eletrotecnia”, gracejou.

Questionado se o trabalho de um padre mudou muito ao longo destes 40 anos em que exerce o ministério sacerdotal, Manuel Marques respondeu que o espírito de serviço e dedicação às pessoas deve ser sempre o mesmo.

Desafiado a dirigir um conselho aos jovens que pensam ou estão em formação para serem sacerdotes, o padre Manuel Marques animou-os sobretudo a serem corajosos.

“Que tenham coragem! No mundo em que vivemos, onde há tanta informação e por vezes nos sentimos confusos, indecisos e perdidos, é preciso sobretudo escutar o coração, onde Deus fala e depois agir com convicção”, concluiu.

Manuel Marques estudou nos seminários dos Carvalhos, em Fátima, no Cacém, em Bragança e na Universidade Católica, em Lisboa.

Foi ordenado sacerdote, no dia 12 de setembro de 1982. Como padre trabalhou no Seminário de São José, em Bragança, e simultaneamente assumiu as paróquias de Baçal, Sacoias e Vale de Lamas. Em 1983, veio trabalhar para a Miranda do Douro e foi pároco nas paróquias de Ifanes, Paradela, Constantim, Cicouro e São Martinho. Nesse tempo, as igrejas destas aldeias raianas enchiam-se de gente. Uma realidade que contrasta muito com a atualidade.

De 1989 a 1998, foi chamado para trabalhar na formação dos jovens, no Seminário, em Vinhais. Seguiu-se depois outra missão, como pároco em Lamas de Podence, (Macedo de Cavaleiros), onde esteve outros dez anos.

Em 2008, regressou à Terra de Miranda, para assumir as paróquias de Miranda do Douro, Ifanes, Paradela, Constantim, Cicouro, São Martinho, Especiosa, Genísio, Malhadas e Póvoa. Foi um regresso a casa!

HA

Ensino Superior: Mais de nove mil alunos colocados na 2.ª fase

Mais de nove mil estudantes conseguiram colocação na 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, segundo os resultados divulgados a 30 de setembro.

Depois de uma 1.ª fase em que conseguiram entrar no ensino superior quase 50 mil novos alunos, o Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) recebeu agora mais de 20.660 candidaturas, tendo ficado colocadas 9.478 estudantes, ou seja, 46% do total.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), 41% dos alunos ficaram colocados na primeira opção.

Dos quase 21 mil candidatos, a esmagadora maioria já tinha concorrido à 1.ª fase, mas houve 7.266 que não conseguiram colocação, 2.172 que entraram, mas não se matricularam e 6.347 que chegaram mesmo a inscrever-se, mas voltaram a tentar a sua sorte para entrar na primeira escolha.

Houve ainda 4.874 que concorreram ao CNAES pela primeira vez na 2.ª fase.

Por outro lado, e apesar de a maioria não ter conseguido lugar em nenhuma das suas opções (54% dos mais de 21 mil candidatos não ficaram colocados), sobraram ainda 3.983 das 13.461 vagas. Há 881 cursos em cerca de 1.100 que ficaram totalmente preenchidos.

A maioria das vagas não ocupadas são de cursos em institutos politécnicos, como Bragança, Guarda, ou Castelo Branco, que têm também 40 das 53 licenciaturas que não foram opção para nenhum estudante na 2.ª fase.

Ainda assim, e à semelhança dos resultados da 1.ª fase, o MCTES volta a destacar o aumento de 6% do número de colocados em instituições com menor densidade demográfica. Nesta 2.ª fase, entraram 3.721 novos alunos nas universidades e politécnicos do interior, mais 225 do que no ano passado.

Houve também certas áreas em que a procura foi maior do que no ano passado, como os cursos em competências digitais, ciências de dados e sistemas avançados de informação, de ciências e tecnologias do espaço e engenharia aeroespacial, em que o número de colocados aumentou cerca de 4%.

Os cursos com maior concentração de melhores alunos, também cresceram cerca de 7% face ao ano passado, e outra das áreas que recebe agora mais novos alunos do que na 2.ª fase do concurso anterior é Educação Básica, com 161 colocados, mais 15% do que em 2021.

No conjunto da 1.ª e 2.ª fases do CNAES deste ano, já ingressaram no ensino superior público 51.173 novos estudantes, segundo contas avançadas pelo Ministério da Educação.

Os resultados foram publicados hoje na página da Direção-Geral do Ensino Superior (http://www.dges.gov.pt) e os alunos que conseguiram entrar têm até segunda-feira para realizar a matrícula.

Há ainda uma 3.ª fase, que decorre entre 07 e 11 de outubro também no ‘site’ da DGES, cabendo a cada instituição de decidir, para cada um dos seus cursos, sobre a abertura de novas vagas.

As vagas que serão divulgadas no dia 7 de outubro, podem ser em número igual ou inferior às vagas que sobraram da 2.ª fase acrescidas das vagas que acabaram por não ser ocupadas pelos estudantes colocados, mas que não realizaram a matrícula e inscrição. 

Fonte: Lusa

Agricultura: Plano estratégico nacional da PAC apresentado a 11 de outubro

Agricultura: Plano estratégico nacional da PAC apresentado a 11 de outubro

A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, anunciou que o plano estratégico português da Política Agrícola Comum (PAC), o chamado PEPAC, é apresentado em 11 de outubro com a presença do Comissário Europeu da Agricultura.

O anúncio foi feito durante a participação da ministra, por videoconferência, na Jornada dos Cereais do Norte, que decorreu em Bragança, organizada pela Associação Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC).

A iniciativa teve como propósito incentivar os agricultores da região a retomarem a produção de cereal, o que, segundo as intervenções na sessão, só será viável com ajudas financeiras da União Europeia e do Governo, adequadas à realidade da agricultura de minifúndio em regiões como Bragança, que há 30 anos era a maior produtora portuguesa de centeio.

A ministra Maria do Céu Antunes remeteu para 11 de outubro mais pormenores, a data em que o Governo irá apresentar publicamente o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) e, segundo disse, “iniciar um conjunto de reuniões em todo o território para apresentar o plano e ouvir as organizações e agricultores”.

A governante referiu que “o PEPAC permite o aumento das áreas de produção, cria uma maior justiça na distribuição dos apoios ao rendimento” e que “prevê um aumento de 30% dos apoios ao rendimento dos agricultores para Trás-os-Montes”.

A jornada que decorreu durante todo o dia no politécnico de Bragança, começou com a unanimidade das intervenções a pedir medidas específicas adequadas à região para incentivar os agricultores a retomarem a produção de cereal.

Antes da intervenção da ministra, dados do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) apresentados na sessão, davam conta de para o período de 2023/2027 está prevista uma ajuda ligada ao rendimento, de 104 euros por hectare, aos produtores de cereais, com a obrigatoriedade de se juntarem numa organização de produtores reconhecida para a comercialização.

Um dos agricultores presentes na sessão, Amadeu Fernandes, deixou claro, antes da intervenção da ministra, que só “uma ajuda muito forte” superior ao subsídio de 100 euros justificará a retoma da produção nesta região.

Segundo avançou, para preparar o terreno e para a aquisição das sementes tem que investir, pelo menos “600 euros por hectare”.

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa, esteve presente na sessão de encerramento da jornada e criticou o PEPAC, afirmando que “é pena que não tenha sido construído com a intervenção das organizações” e considerando que “o que está aprovado é medíocre”.

O dirigente lançou o desafio para que os agricultores da região transmontana “exijam medidas específicas que se adequem a esta estratégia de criar valor ao pão e cereais produzidos em Trás-os-Montes”.

“Para isso, vocês têm que se unir, têm que encontrar soluções dentro de vocês próprios para criar dimensão, unam-se nas vossas organizações de produtores, que vos podem ajudar a criar dimensão”, exortou.

O presidente da CAP apelou também para que “envolvam as academias”, defendendo que “hoje é fundamental a partilha de conhecimento”.

“E se houver coisas que não estão a ser estudadas, peçam-lhes para as estudar”, acrescentou.

A primeira Jornada de Cereais do Norte foi promovida pela ANPOC e, como explicou o presidente José Palhas, Bragança foi o local escolhido porque “era grande produtora de cereais, especialmente centeio e trigo barbela, produtos que hoje em dia têm imensa procura por estes produtos”.

No Norte de Portugal, além do milho produzido no Minho para a produção animal, Trás-os-Montes, e concretamente Bragança, é a região com mais tradição na cultura de cereais e, tanto do presidente da ANPOC como outros intervenientes na sessão, acreditam que pode voltar a ser “interessante a produção de cereal” nesta zona, com ajudas específicas para a região.

Fonte: Lusa

Agricultura: Distrito de Bragança quer ajudas específicas para voltar a produzir cereal

O distrito de Bragança já foi o maior produtor de centeio do país e há agricultores e empresários interessados em voltar a cultivar cereais, desde que haja ajudas específicas para esta região.

Este foi o assunto da primeira Jornada de Cereais do Norte que decorreu a 28 de setembro, em Bragança, promovida pela Associação Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC).

A cidade foi escolhida para a realização desta iniciativa, como explicou o presidente José Palha, porque “era grande produtora de cereais, especialmente centeio e trigo barbela, produtos que, hoje em dia, têm imensa procura”.

No Norte de Portugal, além do milho produzido no Minho para a produção animal, Trás-os-Montes, e concretamente Bragança, é a região com mais tradição na cultura de cereais e, tanto do presidente da ANCOP como outros intervenientes na sessão, acreditam que pode voltar a ser “interessante a produção de cereal” nesta zona.

Alertam, contudo, que só com ajudas da União Europeia e do Governo direcionadas para as características da região é que será possível convencer os agricultores a voltarem a fazer cereal.

“Os apoios não podem ser transversais à agricultura em Portugal, quem faz cereais no Alentejo gasta muito menos recursos do que quem faz cereais em Trás-os-Montes, nomeadamente em Bragança, e por isso tem que haver uma discriminação positiva em termos de maior apoio financeiro aos agricultores desta zona”, defendeu o empresário Luís Afonso.

O empresário, que é proprietário da maior e mais antiga moagem do território, fez o retrato do setor na região e lembrou que há 30 anos Bragança era o quarto maior produtor de trigo e Portugal e o primeiro de centeio.

O fim das ajudas levou ao abandono do setor e a produção de cereais sofreu uma redução de 90% no distrito de Bragança, com “muitos terrenos” agora ocupados por outras culturas como o castanheiro, que se tornou numa das produções mais rentáveis.

Ainda há terra disponível, garante o empresário, corroborado pelo agricultor Amadeu Fernandes, que deixou de produzir cereal porque “os preços não eram convidativos” e o pouco que produz é complementar à atividade de produtor de gado.

Para voltar a cultivar, “só com uma ajuda muito forte”, que defende que terá de ser muito superior ao subsídio de 100 euros por hectare de que ouviu falar.

Segundo disse, só para preparar o terreno e para semente tem que investir, pelo menos, “600 euros por hectare”.

“Tem que haver mais ajuda”, vincou.

O que levou à redução das áreas de produção de cereal nesta região foi o fim dos apoios financeiros, segundo o empresário Luís Afonso, o aumento dos custos de produção e a falta de rendimento.

Concretizou com o preço do quilo do cereal que há 30 anos era pago ao produtor a 50 escudos e na última campanha tinha o mesmo valor em euros, 25 cêntimos.

“Uma saca de adubo custava 10 euros, hoje custa 25 euros”, exemplificou.

Para este empresário, se “a União Europeia quer mobilizar os agricultores, tem que pagar, e se o dinheiro for satisfatório ou atraente os agricultores voltam a pegar nessa produção, o que era ótimo porque foi sempre uma cultura tradicional desta região”.

“E isso é importante porque há limpeza de terra, combate-se os fogos, há grão dos cereais no chão que permite aumento da fauna cinegética (perdiz, lebre, coelho), e isso é extremamente importante para a geração de riqueza no território”, acrescentou.

O propósito da ANCOP com esta jornada é “incentivar os produtores a voltarem a produzir porque existe procura”, nomeadamente devido aos condicionalismos resultantes da guerra na Ucrânia, um dos maiores produtores mundiais de cereais.

O presidente José Palha reconhece que não será possível recuperar os níveis de produção de há 30 anos sem alcançar a autossuficiência em Portugal, que importa 95% do cereal que consume, mas acredita que “um produto de nicho com valorização pode ser interessante para esta agricultura e mais uma alternativa para os agricultores desta região”.

Os intervenientes nesta jornada aguardam que ao longo do dia sejam apresentadas medidas de apoio concretas, nomeadamente pela ministra da Agricultura, que irá encerrar a sessão por videoconferência.

Fonte: Lusa

Vimioso: Cursos socioeducativos promovem a aprendizagem e o convívio social

Continuam a decorrer na casa da cultura de Vimioso e nas juntas de freguesia, as inscrições para os cursos socioeducativos, que este ano vão realizar-se também nas várias localidades do concelho, de modo a proporcionar oportunidades de aprendizagem e convívio a toda a população.

De acordo com a professora Elisabete Fidalgo, da Associação para o Desenvolvimento Cultural do Concelho de Vimioso (ADCCV), os cursos socieducativos destinam-se a todas as pessoas, crianças, jovens e adultos.

A oferta socioeducativa oferece a dança tradicionais e o folclore, a dança dos pauliteiros, o ballet para crianças, a zumba, o step dance. Na música há aulas de viola, gaita-de-foles e acordeão. Para a atividade física destacam-se a ginástica de manutenção, o karaté, o Tai-chi (técnicas de relaxamento) e o pilates. E nas atividades manuais, os cursos socioeducativos oferecem aulas de bordados, costura, artes decorativas (pinturas, aplicações em estanho e reciclagem) e as técnicas de escrinho.

“Nas danças tradicionais e folclore, o objetivo é motivar as pessoas, e em particular os jovens, a participar no rancho folclórico de Vimioso, que tem 27 anos de existência”, disse.

Os cursos socioeducativos (50 horas) vão iniciar-se no mês de outubro e decorrem semanalmente até maio de 2023. No final dos cursos e mediante a realização de uma gala, os formandos vão ter a oportunidade de dar a conhecer os talentos desenvolvidos na dança, na música e nas artes.

Segundo a vereadora do município de Vimioso, Carina Lopes, os encargos dos cursos socioeducativos são suportados conjuntamente pelo município de Vimioso a as freguesias.

“Os cursos socioeducativos visam agir contra o isolamento das pessoas, promovem a atividade física e a aprendizagem e são oportunidades de encontro e de convívio social nas várias localidades”, justificou.

HA