Miranda do Douro: Exposição de pintura “8 realistas espanhóis”

Está em exibição na Casa de Cultura Mirandesa, em Miranda do Douro, a exposição de pintura “8 realistas Espanhóis”, que consiste num conjunto de trabalhos de oito conceituados artistas, que apresentam pinturas sob o princípio estético do realismo, isto é, pinturas que representam objetivamente a realidade.

Segundo o comunicado, os artistas Martín Burguillo, Paco Segovia, Daniel Parra, Elena Molinari, Limia, Enrique Reche, Cuasante e Juan Gil são uma referência no estilo do realismo e da figuração contemporânea em Espanha.

E os seus trabalhos fazem parte de coleções públicas e privadas, em instituições e museus de Arte Contemporânea, em Espanha e também no estrangeiro.

A atual exposição “8 realistas espanhóis” veio até Miranda do Douro através da Galeria de Arte Ángel Almeida-Espacio36 e vai estar na cidade até ao dia 2 de julho.

A Galeria de Arte Ángel Almeida-Espacio36 foi criada em 1996, em Zamora, com o intuito de apresentar à sociedade zamorana e também de Castela e Leão, a produção mais atual dos artistas realistas espanhóis na comunidade autónoma.

Ángel Almeida é galerista e no seu percurso de vida decidiu viver nas terras de fronteira entre Espanha e Portugal, países que diz “amar e admirar”.

HA

Cultura: Miranda do Douro vai assinalar o 477º aniversário da elevação da cidade a sede de Diocese

Cultura: Miranda do Douro vai assinalar o 477º aniversário da elevação da cidade a sede de Diocese

No próximo Domingo, dia 22 de maio, Miranda do Douro vai assinalar o 477º aniversário da elevação da cidade a sede da Diocese, com um programa cultural e religioso em que o destaque é a visita do núncio Apostólico, D. Ivo Scapolo, o embaixador da Santa Sé, em Portugal.

No programa da comemoração deste aniversário destaca-se também o desfile dos Estandartes, acompanhado pela Banda Sinfónica do Exército, até à Concatedral de Miranda do Douro, antes de iniciar a celebração da Eucaristia.

Recorde-se que a outora designada “Diocese de Miranda” pertenceu à Arquidiocese de Braga até 1545, exceto algumas áreas fronteiriças do norte que estiveram na dependência de Astorga até ao tratado de Alcanices de 1297.

Em 22 de Maio de 1545, pela Bula Pro excellenti Apostolicae Sedis, o Papa Paulo III, a pedido do Rei D. João III, criou a diocese de Miranda do Douro, constituída pelos arciprestados de Miranda do Douro, Bragança, Lampaças, Mirandela e Monforte.

Dois séculos mais tarde, a 5 de Março de 1770, o Papa Clemente XIV, desmembrou a Diocese em duas: a de Miranda, confinada ao arciprestado do mesmo nome e a de Bragança, formada pelos quatro restantes.

A divisão durou apenas dez anos, já que a 27 de Setembro de 1780, o Papa Pio VI, pela Bula Romanus Pontifex, reuniu as dioceses de Miranda e de Bragança numa só, com sede em Bragança.

A designação de Diocese de Bragança-Miranda foi concedida pela Santa Sé no dia 27 de Maio de 1996.

A Diocese tem 6.599 km2 de superfície, é a quarta diocese mais extenso do país e registou uma população de 136 252 habitantes no censos de 2011.

A comemoração dos 477 anos de elevação de Miranda do Douro a sede da diocese, é uma inciativa do Município de Mirada do Douro, através da Casa de la Música Mirandesa, em cooperação com as três Unidades Pastorais do concelho – Santa Maria Maior, Santíssima Trindade e Nossa Senhora da Visitação e com o apoio do Museu da Terra de Miranda.

HA

Sendim: Sendineses querem voltar a dançar no Grupo Etnográfico

Sendim: Sendineses querem voltar a dançar no Grupo Etnográfico

Com o objetivo de dar nova vida ao grupo Renascer Grupo Etnográfico de Sendim, realizou-se na tarde de Domingo, dia 15 de maio, uma reunião no pavilhão multiusos, para averiguar a disponibilidade e o interesse dos sendineses em participar e dinamizar este histórico grupo cultural.

Segundo Sandra Nobre, o encontro “Preservar o Passado para seguir o Futuro”, realizado no pavilhão multiusos, em Sendim, permitiu trocar ideias e escutar várias opiniões da população sendinesa, sobre a possibilidade de reativar o rancho folclórico local e por conseguinte o Centro Cultural.

O Centro Cultural de Sendim é uma das mais antigas associações da vila, tendo sido constituída a 5 de dezembro de 1980.

Segundo Sandra Nobre, esta associação cultural e recreativa chegou a ter cerca de 200 associados e integrava grupos como o Renascer Grupo Etnográfico de Sendim e os Pauliteros locais. Posteriormente, o grupo de pauliteiros viriam a criar uma associação própria.

Com o passar dos anos e devido à dificuldade em fixar os jovens na vila, o Centro Cultural de Sendim e os seus grupos sofreram um acentuado declínio nas atividades.

Aqui chegados e para inverter esta tendência, um grupo de sendineses liderado por Sandra Nobre, pretende agora realizar eleições para os órgãos sociais desta associação local.

“Após as eleições, um dos grandes desafios é motivar os sendineses a participar no grupo Renascer Grupo Etnográfico de Sendim, de modo a estamros prontos para atuar e animar a festa da vila, no próximo dia 13 de julho e também na festa de Santa Bárbara, em agosto”, adiantou.

No encontro “Preservar o Passado para seguir o Futuro” , realizado no passado Domingo, dia 15 de agosto, participaram personalidade ilustres da vila de Sendim, como os professores José Mourinho, António Carção e José Campos e o investigador Mário Correia.

De acordo com o antigo presidente do Centro Cultural de Sendim, José Mourinho, esta coletividade dinamizou, ao longo dos anos, o rancho folclórico local e realizou também outras atividades, com destaque para as representações teatrais, no Natal e na Páscoa.

“Eu tinha a vantagem de ser professor e essa proximidade aos alunos permitia que os motivasse a participar nos grupos e atividades do Centro Cultural de Sendim”, lembrou.

Para reanimar esta histórica associação cultural e recreativa, José Mourinho recomendou que, em primeiro lugar, se deve realizar a eleição dos novos órgãos sociais.

“Após a eleição da nova direção e dado o interesse em reativar o rancho etnográfico, sugiro que o grupo seja misto, ou seja, que integre adultos, jovens e crianças. E posteriormente, quando houver uma maior adesão, então sim, podem formar-se grupos por faixas etárias”, sugeriu.

O professor António Carção mostrou-se otimista quanto à possibilidade de dar nova vida ao rancho etnográfico de Sendim e afirmou que “quando os pais virem as crianças e jovens a dançar, facilmente vão aderir ao desafio”, indicou.

“Quando os pais virem as crianças e os jovens a dançar, facilmente vão aderir ao desafio”, indicou.

Por sua vez, José Campos chamou a atenção para o número reduzido de crianças e jovens que vivem atualmente, em Sendim, e para enfrentar este problema sugeriu que haja uma maior cooperação entre as várias associações existentes na vila.

Na sua intervenção, o investigador Mário Correia, sugeriu que as atividades do Centro Cultural de Sendim não devem limitar-se apenas à reativação do rancho folclórico e etnográfico.

“Há outras atividades que podem gerar a participação da comunidade, como a tradição da Encomendação das Almas, as vindimas, a matança do porco, a corrida da rosca, etc”, apontou.

Paula André, vice-presidente da União de Freguesias de Sendim e Atenor, também ela uma entusiasta com a ideia de reanimar o grupo Renascer Grupo Etnográfico de Sendim, informou da disponibilidade e interesse da autarquia em sensibilizar a população para uma maior participação cívica e cultural.

HA

Espanha: Governo espanhol aprovou limite ao preço do gás para baixar fatura da eletricidade

Espanha: Governo espanhol aprovou limite ao preço do gás para baixar fatura da eletricidade

O Governo espanhol aprovou o mecanismo para limitar o preço do gás para a produção de eletricidade, que irá permitir reduzir a fatura da eletricidade aos consumidores domésticos e industriais.

“Esta manhã também se aprova, em Lisboa, em Conselho de Ministros uma norma idêntica à nossa”, disse a terceira vice-presidente do governo espanhol e ministra da Transição Ecológica, Teresa Ribera, ao anunciar a aprovação.

Para a responsável governamental, “pela primeira vez, não pagam sempre os mesmos. Pela primeira vez as medidas adotadas […] têm o objetivo fundamental de reduzir os lucros extraordinários das companhias de eletricidade” e “existem benefícios líquidos para todos os consumidores”.

O mecanismo que foi negociado com Bruxelas estabelece que para os próximos 12 meses o gás custará uma média de 48,8 euros/megawatt hora (MWh), quase metade do preço que esta matéria-prima custa atualmente, e beneficiará tanto os consumidores domésticos como industriais afetados pela subida dos preços da eletricidade no mercado grossista.

A medida, aprovada simultaneamente pelos governos espanhol e português, foi decidida mais de um mês depois de o Conselho Europeu ter reconhecido a dificuldade dos dois países em fazer face aos elevados preços da energia devido ao seu baixo nível de interconexão elétrica com o resto da região.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, já tinha confirmado que o preço máximo de referência do gás será inicialmente fixado em 40 euros/MWh “em comparação com a média de quase 80 euros que foi fixada no último trimestre”.

Assim que Madrid e Lisboa aprovem o mecanismo, este será enviado “imediatamente” à Comissão Europeia, que “deve adotar uma decisão do Colégio de Comissários para tornar efetiva a sua aplicação”, segundo Teresa Ribera.

Em 26 de abril último, Espanha e Portugal anunciaram que tinham chegado a um “acordo político” com a Comissão Europeia para limitar o preço do gás no mercado grossista da eletricidade nos dois países, uma matéria-prima utilizada pelas centrais de ciclo combinado para produzir eletricidade.

Esta medida permitirá dissociar temporariamente os preços do gás e eletricidade na Península Ibérica, que beneficiará assim de uma exceção, sendo que, na atual configuração do mercado europeu, o gás determina o preço global da eletricidade, uma vez que todos os produtores recebem o mesmo preço pelo mesmo produto — a eletricidade — quando este entra na rede.

O ministro português do Ambiente, Duarte Cordeiro, estimou que a fixação de um teto ao preço de gás para produção de eletricidade permita poupar até 18% face ao preço médio dos primeiros quatro meses do ano.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Município transfere cerca de meio milhão de euros para freguesias

Mogadouro: Município transfere cerca de meio milhão de euros para freguesias

O município de Mogadouro assinou 21 contratos de delegação de competências para as Uniões e Juntas de freguesias deste concelho, no valor de cerca de meio milhão de euros.

“Com este instrumento transferimos para as freguesias uma verba que lhes permite responder às necessidades básicas das suas pulações”, explicou o presidente da câmara de Mogadouro, António Pimentel.

Para o autarca de Mogadouro, é importante que na proximidade às populações haja um instrumento financeiro que lhes permita responder às necessidades do dia-a-dia de cada freguesia.

Das competências que o município delega nas Uniões e Juntas de Freguesia fazem parte assegurar a manutenção dos espaços verdes, limpezas de vias e pavimentos, limpeza de caminhos rurais, manutenção e reparação de mobiliário urbano, assegurar a realização de pequenas reparações nos estabelecimentos de educação pré-escolar e do primeiro ciclo, entre outras ações.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Homem sofreu “queimaduras graves” quando trabalhava numa linha elétrica em Tó

Um homem de 28 anos sofreu “queimaduras graves” quando procedia a trabalhos numa linha elétrica junto à localidade de Tó, no concelho de Mogadouro, informou o comandante dos bombeiros de Mogadouro.

“Quando chegámos ao local, a vítima estava junto ao solo junto do poste elétrico onde aconteceu o acidente. No local, já se encontrava uma equipa de técnicos da EDP a prestar apoio à vítima”, disse José Francisco Carrasco.

De acordo com a mesma fonte, a vítima estava a prestar serviço à EDP e realizava trabalhos numa linha elétrica, onde terá ocorrido uma anomalia, que lhe provocou queimaduras graves.

O alerta foi dado às 10:47 de sexta-feira, dia 13 de maio.

O homem foi assistido no local pelos bombeiros de Mogadouro e tripulação da ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

A vítima,com “queimaduras graves”, foi transportada por via aérea para o Hospital de São João, no Porto, pelo helicóptero do INEM, estacionado em Macedo de Cavaleiros.

De acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) nas operações de socorro estiveram envolvidos sete operacionais, que foram apoiados por três viaturas e pela equipa médica do helicóptero do INEM e pela SIV de Mogadouro.

Fonte: Lusa

Ensino: Freixo de Espada à Cinta vai implementar medidas de apoio à fixação de jovens

O município de Freixo de Espada à Cinta vai implementar medidas extraordinárias de fixação dos jovens e de captação de alunos de fora do concelho, que se inscrevam e frequentem o Ensino Secundário, divulgou a autarquia.

Em comunicado, a autarquia presidida pelo socialista Nuno Ferreira indica que serão atribuídos 250 euros, a todos os alunos que não residindo nem sendo oriundos daquele concelho, venham a frequentar o Ensino Secundário em Freixo de Espada à Cinta.

Por outro lado e de acordo com a mesma nota, às empresas do concelho de Freixo de Espada à Cinta serão atribuídos cinco mil euros se contratarem, por um período de, no mínimo de três anos, os alunos que frequentem e concluam o Ensino Secundário em Freixo de Espada à Cinta.

“Com estas medidas, o executivo autárquico prossegue a sua política de incentivo à fixação de jovens no concelho de Freixo de Espada à Cinta, rejuvenescendo-o e criando condições para que aí possam ficar a trabalhar, como mão-de-obra qualificada, nas empresas do concelho”, indicou o presidente da câmara, Nuno Ferreira.

Fonte: Lusa

V Domingo da Páscoa

Amar é servir

At 14, 21b-27 / Slm 144, 8-13ab / Ap 21, 1-5a / Jo 13, 31-33a.34-35

Quando Judas sai de cena, Jesus fala abertamente com os seus discípulos sobre a glória. Qual é a glória do Filho do homem onde o Pai é também glorificado? A glória do amor que se dá.

A crucifixão e ressurreição de Jesus são um só mistério. E assim como a sua ressurreição ainda hoje ecoa, também a sua crucifixão começa bem antes de ser pregado na cruz. Quando os poderes conspiram e Judas sai para o entregar, a crucifixão já começou. O que poderá existir de mais doloroso do que ser traído por alguém que amamos?

Aceitar a cruz é amar até ao fim. É essa a grande oferta do nosso Deus. Ele, ainda antes de ser efetivamente traído, já está a perdoar. E por isso nos oferece, no Evangelho de hoje, o mandamento novo, o mandamento maior: «amai-vos uns aos outros, como eu vos amei».

Quando, na primeira leitura, Paulo e Barnabé animam as várias comunidades a permanecerem firmes na fé durante a tribulação, é também a este amor uns pelos outros que eles se referem. E se na segunda leitura São João termina dando voz àquele que estava sentado no trono e dizia «Vou renovar todas as coisas», é ao amor que perdoa que se referia.

É o amor que faz novas todas as coisas. É pelo amor que fomos criados. E é no amor que somos. E é para amar que estamos aqui nesta terra. Tudo o mais são distrações.

Sejamos exigentes uns com os outros no amor. Amemos bem, propondo aos outros caminhos de conversão e santidade, mas sempre na caridade. E assim poderemos ver como o nosso Deus fará novas todas as coisas.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1697

Miranda do Douro: Peregrinos mirandeses chegaram a Fátima

Miranda do Douro: Peregrinos mirandeses chegaram a Fátima

No dia 4 de maio, o grupo de amigos Sérgio Diz, Dilar Neto, Luis Miguel Ventura e Nuno Martins iniciaram uma peregrinação, a pé, de Miranda do Douro até ao Santuário de Fátima, onde chegaram no dia 12 de maio, após percorrerem 400 quilómetros, numa aventura inesquecível de nove dias de caminhada, que exigiu um grande esforço e durante a qual os peregrinos aprofundaram a fé e a amizade entre eles.

Sérgio Diz, Dilar Neto, Luís Ventura e Nuno Martins percorreram 400 quilómetros, a pé, entre Miranda do Douro e Fátima.

Há um ano atrás, o desejo de ir em peregrinação, a pé, a Fátima, juntou-os. Começaram então a preparação física para empreender tamanha aventura. Durante a semana, caminhavam individualmente. E ao fim-de-semana, em equipa, percorriam longas distâncias. À medida que o mês de maio de 2022 se aproximava, definiram também o plano logístico para iniciar a caminhada de 400 quilómetros, que separa Miranda do Douro do Santuário de Fátima.

Sérgio Diz informou que o plano era chegar a Fátima em 9 dias e para tal teriam que percorrer, diariamente, cerca de 40 quilómetros. Assim sendo, no dia 4 de maio, os quatro amigos iniciaram a primeira etapa desta longa peregrinação, partindo de Miranda do Douro com destino a Mogadouro. No dia seguinte, chegaram a Moncorvo. Depois a Foz Côa. E assim sucessivamente.

À medida que se iam aproximando das localidades de chegada, estabeleciam contatos para alugar o alojamento e encontrar locais para as refeições.

O calor, o cansaço e a falta de equipas de assistência ao longo do percurso foram os maiores obstáculos.

O calor, o cansaço e a falta de equipas de assistência ao longo do percurso foram os maiores obstáculos. Apesar destas contrariedades, Dilar Neto, disse que a amizade e o companheirismo entre os quatro peregrinos foram a fonte do alento e da força de vontade para seguir em frente e não desistir.

“Ao longo da peregrinação, ralhámos uns com os outros, brincámos e sobretudo apoiámo-nos sempre. Foi extraordinária a união que conseguimos construir entre nós”, destacou.

Os peregrinos mirandeses realçaram também a importância da oração enquanto caminhavam.

“Rezávamos o terço quatro vezes ao longo do dia: ao iniciar a caminhada, logo pela manhã. Antes do almoço. Depois do almoço. E ao final da caminhada diária”, indicou Sérgio Diz.

“Rezávamos o terço quatro vezes ao longo do dia: logo pela manhã, ao iniciar a caminhada. Antes do almoço. Depois do almoço. E ao final da caminhada diária” – Sérgio Diz.

Para Luís Miguel Ventura, o mais saboroso desta longa peregrinação foram os momentos de reflexão. E o mais custoso foi a longa distância, o cansaço acumulado e a falta de equipas de apoio ao longo do caminho.

Questionado sobre a importância de caminhar em grupo, Luís Ventura, disse que os companheiros foram fundamentais.

“Somos quatro amigos que nos conhecemos há bastante tempo e isso tornou tudo mais fácil” – Luís Ventura.

Para que esta grande aventura fosse bem sucedida, Nuno Martins, destacou a qualidade do trabalho logístico realizado pelos companheiros Sérgio Diz e Luís Ventura.

“Foi tudo planeado e já sabíamos de antemão, o percurso que teríamos que percorrer diariamente, as pausas a cada 10 quilómetros, a localidade onde iríamos dormir, tomar o pequeno-almoço, almoçar, etc. Definir previamente estes detalhes foi muito importante”, sublinhou.

Nuno Martins reconheceu que percorrer diariamente 45 quilómetros, ao longo de nove horas seguidas por dia, exigiu um enorme esforço e houve momentos de grande sofrimento.

“Ao 4ºe 5º dias, o cansaço era tanto que parecia que nunca mais chegávamos!”, disse.

No decorrer da peregrinação, a visita da esposa e dos dois filhos foi um grande alento para Nuno Martins, o que lhe deu força para continuar.

Os peregrinos mirandeses chegaram ao Santuário de Fátima na noite do dia 12 de maio. À chegada, Nuno Martins descreveu a peregrinação como uma experiência fantástica, que aprofundou a amizade com os seus amigos e deu-lhe a oportunidade de cumprir uma antiga promessa a Nossa Senhora.

“Fui adiando o cumprimento da promessa até que ao dia em que vi estes dois amigos a treinar para vir a pé a Fátima e disse-lhes: «Se calhar vou convosco!» Comecei a treinar com eles e vim mesmo a Fátima!”, expressou com grande alegria.

“Foi tudo planeado e já sabíamos de antemão, o percurso que teríamos que percorrer diariamente, as pausas a cada 10 quilómetros, a localidade onde iríamos dormir, tomar o pequeno almoço, almoçar, etc. Definir previamente estes detalhes foi muito importante” – Nuno Martins.

No Santuário de Fátima, os peregrinos não conseguiram esconder a profunda emoção. Questionados sobre o que os motivou a percorrer, a pé, uma distância tão longa, Sérgio, Dilar, Luís e Nuno deram a mesma resposta: a Fé.

“A fé move montanhas!”, concluiu a Dilar.

“A fé move montanhas!” – Dilar Neto.

HA

Política: CIM tramontana exige receitas fiscais resultantes da venda de Barragens

Política: CIM tramontana exige receitas fiscais resultantes da venda de Barragens

O Conselho Intermunicipal da CIM – Terras de Trás-os-Montes mostrou-se preocupado com a falta de desenvolvimentos, no processo relativo à cobrança de receitas fiscais devidas ao território, no processo de venda das Barragens da EDP.

Em comunicado, este órgão intermunicipal “teme que expire o prazo legal de quatro anos de que a Autoridade Tributária (AT) dispõe para liquidar todos os impostos devidos, inerentes à vendas barragens, sem que esta liquidação seja efetuada”.

“O que é facto é que já passou cerca metade do tempo, ou seja, cerca de um ano e meio, e até à data não são conhecidos quaisquer avanços. A juntar a isto, a Autoridade Tributária decidiu, recentemente, suspender o procedimento de liquidação dos impostos devidos”, indica o Conselho Intermunicipal na mesma nota.

Os municípios de Miranda do Douro e Mogadouro foram os primeiros a reivindicar a cobrança de impostos relacionados com a venda de barragens do grupo EDP ao consórcio francês integrado pela Engie, designadamente do Imposto Municipal de Imóveis (IMI), do Imposto Municipal sobre Transmissões (IMT) e Imposto de Selo, bem como uma percentagem do imposto sobre o valor acrescentado (IVA) relativo à venda da energia produzida nas barragens.

“O que está em causa é a defesa dos interesses do território e das suas populações, dado que a afetação das receitas fiscais em causa a este território teria um efeito estruturante no desenvolvimento e coesão territorial e consequentemente na qualidade de vida e bem-estar dos seus habitantes”, vinca a CIM Terras de Trás-os-Montes.

Neste sentido, o Conselho Intermunicipal da CIM das Terras de Trás-os-Montes deliberou, por unanimidade, reivindicar, junto do Governo e AT a transferência para os municípios da receita de 7,5% do IVA que incide sobre a venda da energia elétrica das barragens e da receita correspondente ao IMI sobre as construções edificadas nas barragens.

Além disso, a CIM das Terras de Trás-os-Montes pretende também que o Governo regulamente o Fundo criado pelo artigo 134.º da Lei do OE 2021.

É igualmente reclamando por este órgão que a AT “avalie e inscreva nas matrizes prediais as construções edificadas das barragens, procedendo à liquidação do IMI, com efeitos retroativos aos períodos de imposto que a lei permite e efetue a liquidação do Imposto do Selo devido pela transação do direito à exploração das barragens, bem como do IMT”.

O Conselho Intermunicipal da CIM entende que “este processo não pode arrastar-se no tempo, pois tal poderá acarretar prejuízos irreparáveis para o território e suas gentes”.

A EDP vendeu seis barragens em Portugal a um consórcio de investidores formado pela Engie, Crédit Agricole Assurances e Mirova, por 2,2 mil milhões de euros.

As centrais hídricas, localizadas na bacia hidrográfica do rio Douro, totalizam 1.689 megawatts (MW) de capacidade instalada.

Em causa estão três centrais de fio de água, em Miranda, Bemposta e Picote, com 1,2 gigawatts (GW) de capacidade instalada, e três centrais de albufeira com bombagem em Foz Tua, Baixo Sabor e Feiticeiro, com 0,5 GW de capacidade.

Fonte: Lusa