Política: Conselho de Ministros no arranque da criação de Universidade de Bragança

Política: Conselho de Ministros no arranque da criação de Universidade de Bragança

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, anunciou durante o Conselho de Ministros, em Bragança, o arranque do processo para a transformação da Universidade Politécnica de Bragança na Universidade de Bragança e do Norte Interior.

“Hoje, o Conselho de Ministros decidiu, depois de uma análise técnica, iniciar os trâmites que vão converter, transformar a Universidade Politécnica de Bragança na Universidade de Bragança e do Norte Interior. Um passo que é natural, em resultado do trabalho que foi feito nas últimas décadas (…) e é também uma expectativa que temos de que esta nova universidade tenha ainda uma maior capacidade de transformação, de desenvolvimento deste território e do nosso país”, afirmou o ministro Fernando Alexandre, após o Conselho de Ministros.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou, a 30 de agosto, durante a 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, a criação da universidade de Bragança.

No final do Conselho de Ministros, que aconteceu na Universidade Politécnica de Bragança, Luís Montenegro realçou que esta decisão é resultado de uma “deliberação muito ponderada” e de um “reflexo muito elevado”, que assenta na estratégia que o Governo tem para o país na área da Educação.

“Um passo que estamos a dar, rumo a um futuro, não só de Bragança, mas de toda a região e Portugal também”, afirmou, acrescentando que a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior é “o reconhecimento do trabalho”, “não é por capricho”, mas “por razões objetivas e técnicas”, pela “capacidade científica”, “formação de um corpo docente adequado”, mas também pelo “caminho percorrido em termos de internacionalização” e “atração de talento”, que disse refletir-se “na fixação de pessoas no território”.

“Esta visão, que é uma visão aberta, sem medo, de ambição e de ousadia, é aquela que se coaduna com o que nós perspetivamos com aquela que será a vida de Portugal e da União Europeia”, vincou Luís Montenegro.

Para o primeiro-ministro, as instituições de ensino superior são o “grande motor económico das regiões”, principalmente das que têm baixa densidade populacional, contribuindo para a “criação de emprego e de bases sólidas para bons salários”.

O reitor da ainda Universidade Politécnica de Bragança, Orlando Rodrigues, salientou que a decisão do Governo é “um ato de coragem”, porque “fazer justiça nem sempre é fácil”. “Hoje o Governo tomou essa responsabilidade”, afirmou.

De acordo com Orlando Rodrigues, “hoje o Governo dá uma resposta concreta a esta persistência” da instituição se tornar universidade, um projeto que garantiu que vai transformar um território de baixa densidade num território de alta intensidade científica, com “uma missão exigente”.

“Vamos construir uma universidade muito honrada, pelo conhecimento que produz e pelas oportunidades que cria”, rematou.

A Universidade Politécnica de Bragança, que acolheu o Conselho de Ministros descentralizado, é composta por seis escolas, em Bragança, Mirandela e Chaves. Acolhe cerca de 10 mil estudantes, dos quais 30% são estrangeiros.

Fonte: Lusa | Fotos: LM

Sendim: Vindimas são uma jornada de trabalho e de convívio

Sendim: Vindimas são uma jornada de trabalho e de convívio

Na vila de Sendim, no concelho de Miranda do Douro, estão a decorrer as vindimas, um trabalho que tradicionalmente é realizado com a ajuda da familia, vizinhos e amigos, como é o caso de Joaquim Soares, que a 6 de setembro, juntou 12 pessoas, para colher as uvas em três vinhas e de seguida iniciar a produção de vinho caseiro.

Iniciou-se no cultivo da vinha e produção de vinho caseiro, em 2010, ao adquirir duas vinhas velhas e ao plantar uma nova, com as castas tinta antiga e tinta roriz. Este ano, Joaquim Soares previu colher cerca de 1500 quilos de uvas, que se destinam a produção caseira de vinho.

“Hoje mesmo, após a conclusão da vindima, em casa, vamos esmagar as uvas para iniciar o processo de fermentação e produção do vinho. Depois, diariamente, há que voltar a pisar e mexer no vinho para ajudar na fermentação alcoólica. A qualidade das uvas tem influência na qualidade e características do vinho. Anualmente, produzo 700 e 800 litros de vinho, para consumo em caso e para dar a familiares e amigos”, explicou.

Na vila de Sendim, o trabalho da vindima é tradicionalmente feito em família e com a ajuda de vizinhos e amigos. Este ano, o vitivinicultor, Joaquim Soares, contou com a ajuda de 12 familiares e amigos, numa jornada de trabalho e de convívio. Na família de Joaquim Soares, o filho, José, também aprecia a vitivinicultura.

“A vinha e a produção de vinho fazem parte da identidade social, económica, cultural e paisagística de Sendim. Por isso, para mim, é importante preservar e dar continuidade a este legado”, disse o jovem sendinês.

No entanto, este ano, em Sendim, alguns vitivinicultores vão deixar as uvas nas vinhas, dado o encerramento da cooperativa agrícola Ribadouro, devido a dificuldades financeiras. É o caso, de Manuel Marcelino, reformado, que se dedica à agricultura e a vitivinicultura, para ocupar bem o tempo.

“Estou a tratar de duas vinhas, uma minha e outra do meu cunhado emigrante, num total de 0,5 hetare. Com o encerramento da cooperativa Ribadouro, não tenho onde entregar as uvas. Já ofereci a colheita deste ano, a dois ou três compradores, mas se não as quiserem vou deixar as uvas nas vinhas, pois não pretendo produzir vinho em casa, dado que não o bebo”, disse.

Sobre a alternativa de entregar a colheita de uvas na empresa Sogrape, em Bemposta, Manuel Marcelino, respondeu que isso implica a prévia inscrição e a assinatura de um contrato com a empresa.

A vitivinicultura é considerada uma importante atividade económica na região do planalto mirandês, razão pela qual os agricultores de Sendim gostariam de ver resolvida a situação financeira da cooperativa Ribadouro. A dívida total é superior a 700 mil euros: 500 mil ao grupo Crédito Agrícola, 200 mil ao Millenium BCP, sendo que o edifício está hipotecado.

HA

Picote: Moderno Escondido é finalista das “Novas 7 Maravilhas de Portugal”

Picote: Moderno Escondido é finalista das “Novas 7 Maravilhas de Portugal”

No sábado, dia 12 de setembro, realiza-se a final nacional do concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, com o património arquitetónico “Moderno Escondido”, edificado na freguesia de Picote, no concelho de Miranda do Douro, a ser um dos candidatos na categoria Século XX.

Para a freguesia de Picote, a passagem final é “um importante reconhecimento nacional do valor arquitetónico, urbanístico, paisagístico, histórico e cultural do conjunto da Barragem de Picote, uma das mais relevantes expressões da arquitetura moderna portuguesa e um património singular do século XX”.

Segundo a autarquia, o resultado alcançado é também uma conquista coletiva, possível graças à forte mobilização da população e de todos aqueles que, através do voto, da divulgação e da mobilização de familiares e amigos, contribuíram para levar o Moderno Escondido mais longe neste concurso.

“Projetado pelos arquitetos João Archer, Nunes de Almeida e Rogério Ramos, o conjunto classificado “Moderrno Escondido”, da Barragem de Picote distingue-se pela forma inovadora como articula arquitetura, engenharia, território e comunidade. A sua implantação no Barrocal do Douro e a relação harmoniosa com a paisagem reforçam a singularidade de um conjunto que constitui, simultaneamente, património construído, paisagístico e cultural”, informa a freguesia local.

A construção do Moderno Escondido iniciou-se no contexto do Primeiro Plano de Fomento (1953-1958), que definiu como prioridade o aumento da produção de energia hidroelétrica em Portugal.

Na década de 1950, a Terra de Miranda era uma das regiões mais isoladas e menos desenvolvidas do país. Foi necessário criar infraestruturas modernas de produção energética e condições atrativas para acolher uma nova comunidade, dando origem a um notável conjunto arquitetónico e urbanístico que permanece como um dos mais relevantes testemunhos do modernismo português.

Para o presidente da freguesia de Picote, Jorge Lourenço, a passagem do conjunto arquitetónico à final nacional do concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal” representa “uma oportunidade para promover turisticamente o Barrocal do Douro, Picote e Miranda do Douro no panorama nacional e internacional.

O concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal” está na fase decisiva e por isso, a Freguesia de Picote apela à participação e mobilização do público, para que a candidatura “Picote – Moderno Escondido” seja uma das Novas 7 Maravilhas de Portugal.

A votação no Moderno Escondido é feita através do telefone, ligando para o número 761 207 015 ou através da APP TVI Passe (se estiver no estrangeiro só pode votar pela APP). A votação termina no sábado, dia 12 de setembro.

O concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal®” é uma iniciativa de âmbito nacional, que ocorre 20 anos após o primeiro concurso das “7 Maravilhas de Portugal®”. Este novo concurso pretende dar aos portugueses a oportunidade de eleger, por voto popular, os exemplos mais notáveis do património construído em Portugal.

HA | Fotos: Flickr



Póvoa: “Aprendamos com Maria a estar sempre disponíveis para o serviço e a cuidar de quem mais precisa” – Dom Nuno Almeida

Póvoa: “Aprendamos com Maria a estar sempre disponíveis para o serviço e a cuidar de quem mais precisa” – Dom Nuno Almeida

No dia 8 de setembro, festa da Natividade da Virgem Santa Maria, o santuário do Naso, voltou a reunir milhares de pessoas na missa campal, presidida pelo bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida, que convidou os fiéis católicos a seguir o exemplo de Nossa Senhora e a dizer “sim” ao serviço e cuidado dos outros.

A missa campal foi concelebrada pelos sacerdotes, Manuel Marques, Basileu Pires e Javier Fresno. Na homília, Dom Nuno Almeida, explicou às milhares de pessoas presentes no Santuário do Naso, que a festa da Natividade da Virgem Santa Maria é a festa de aniversário do nascimento de Nossa Senhora.

«O Senhor Deus salvou-nos entrando na nossa história e vida, de maneira humilde e simples, através do consentimento e do seio de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Depois de questionar o anjo Gabriel, Maria, refletiu, ponderou no seu coração e respondeu afirmativamente ao convite de Deus: “Sim, faça-se em mim segundo a tua Palavra”», lembrou o bispo diocesano.

Dirigindo-se à multidão presente no santuário do Naso, Dom Nuno Almeida, lembrou que no dia-a-dia, cada pessoa é chamada a dizer “sim” e “não” a convites e propostas.

«Há que dizer “não” a tudo o que nos desumaniza, torna egocêntricos e impede de ver e servir as outras pessoas, como o excesso no uso dos telemóveis e tecnologias, que nos isolam e alienam da realidade à nossa volta”, alertou.

Por outro lado, o bispo de Bragança-Miranda animou os milhares de fiéis a dizer “sim” àos convites e propostas para servir, cuidar e amar, seguindo o exemplo de Maria.

“Aprendamos com Maria a estar sempre disponíveis para o serviço e a cuidar de quem mais precisa. Não basta a comunicação à distância, pela internet e as redes sociais. É preciso proximidade e fazer companhia uns aos outros. Aprendamos a dizer “sim” como Maria, que apressadamente correu para servir e ajudar a sua prima, Isabel”, encorajou, Dom Nuno Almeida.

O bispo de Bragança-Miranda concluiu a homília, propondo que cada pessoa se interrogue sobre o que lhe é prejudicial e precisa dizer “não” . E pelo contrário, o que lhe faz bem, aproxima das outras pessoas e deve dizer “sim”.

No Santuário do Naso, missa em honra de Nossa Senhora do Naso concluiu-se com a procissão. A festa prosseguiu com a feira franca, o convívio nos espaços de restauração e a animação musical.

HA

Bragança-Miranda: Encontro Nacional dos Missionários Digitais a 26 de setembro

Bragança-Miranda: Encontro Nacional dos Missionários Digitais a 26 de setembro

O bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida, convidou “todos os fiéis da diocese”, especialmente os jovens e quem utiliza os meios digitais para “comunicar valores, gerar encontro e testemunhar a fé”, para o Encontro Nacional dos Missionários Digitais, dia 26 de setembro, em Alfândega da Fé.

“Vivemos um tempo em que o continente digital se tornou uma das grandes fronteiras da missão. Milhões de pessoas habitam diariamente estes espaços, levando consigo as suas perguntas, inquietações, esperanças e buscas de sentido. A Igreja não pode permanecer ausente deste mundo”, escreve D. Nuno Almeida, no convite publicado na página da Diocese Bragança-Miranda na internet.

O bispo de Bragança-Miranda acrescenta que são chamados a estar presentes “com autenticidade, proximidade e criatividade”, e levar “a luz do Evangelho” aos lugares onde as pessoas vivem, comunicam e constroem relações.

A Rede Nacional dos Missionários Digitais de Portugal vai promover o seu primeiro encontro, a partir das 13h00, do dia 26 de setembro, Parque de Eventos de Alfândega da Fé, na Diocese de Bragança-Miranda.

“Desejamos que seja uma verdadeira experiência de comunhão eclesial, de partilha de boas práticas e de renovado impulso missionário, capaz de reunir dioceses, movimentos, comunidades, jovens, comunicadores e criadores de conteúdos que procuram anunciar Cristo nos novos ambientes digitais”, explica D. Nuno Almeida, o bispo diocesano.

O responsável pela Diocese de Bragança-Miranda convida “todos os fiéis” desta Igreja local para o Encontro Nacional dos Missionários Digitais 2026, dirige “um convite especial aos jovens”, mas também a todos que, de diferentes formas, “utilizam os meios digitais para comunicar valores, gerar encontro e testemunhar a fé”.

A organização do Encontro Nacional dos Missionários Digitais informou que esta iniciativa “deverá reunir milhares de participantes num programa que inclui conferências, testemunhos, uma oração ecuménica pela paz no mundo digital e a assinatura da Carta Fundadora da Rede”, no plano musical, destaque para a “confirmação” do Padre Guilherme Peixoto (DJ).

D. Nuno Almeida assinala que este encontro nacional, realizado em Alfândega da Fé, vai marcar o nascimento da Rede Nacional dos Missionários Digitais de Portugal, um projeto que “pretende fortalecer a comunhão, a formação e a cooperação entre aqueles que se sentem chamados a evangelizar no ambiente digital”.

“A missão será tanto mais fecunda quanto mais for vivida em unidade, corresponsabilidade e espírito sinodal”, observa.

O bispo de Bragança-Miranda está “convicto” de que o Encontro Nacional dos Missionários Digitais 2026 “será muito mais do que um congresso ou um simples momento de reflexão”, e agradece ao padre Manuel Ribeiro e à equipa organizadora o “empenho, dedicação e entusiasmo” que colocaram ao serviço desta iniciativa.

Dom Nuno Almeida pede aos párocos, movimentos, associações e comunidades cristãs que divulguem esta iniciativa e “incentivem a participação dos seus membros”, no evento promovido pela Fundação Cónego Manuel Joaquim Ochôa, o Santuário do Imaculado Coração de Maria de Cerejais e o Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura e do Turismo da Diocese Bragança-Miranda.

A organização informa que os bilhetes para o 1.º Encontro Nacional dos Missionários Digitais já estão disponíveis e podem ser adquiridos por 15€, até 19 de setembro; e por 20€, entre os dias 20 e 26 do próximo mês.

Fonte: Ecclesia



Ensino: Alunos portugueses pioram resultados recuando ao início do século – PISA

Ensino: Alunos portugueses pioram resultados recuando ao início do século – PISA

Os alunos portugueses tiveram os piores desempenhos académicos de sempre, na prova de Leitura, do programa internacional PISA, agravando uma trajetória descendente, cujos resultados representam já mais de um ano de estudo perdido.

Esta é uma das conclusões da nova edição do PISA – Programme for Interacional Student Assessment, o maior estudo internacional de educação realizado pela OCDE, que envolveu mais de 760 mil alunos de 91 países e economias.

Os dados divulgados trazem más notícias para Portugal: Os jovens de 15 anos avaliados no ano passado voltaram a piorar a Matemática, Leitura e Ciências.

Os resultados dos 6.945 alunos de 225 escolas portuguesas “regressaram a valores próximos dos observados em 2006 nas três disciplinas, revertendo completamente os ganhos anteriores”, refere o estudo.

Mas olhando para as disciplinas individualmente, a situação é ainda mais preocupante.

Os alunos portugueses tiveram agora um desempenho a Leitura pior do que em 2000. Já a Matemática. os estudantes obtiveram um resultado próximo ao dos colegas que fizeram a prova em 2003.

Portugal participou pela primeira vez no PISA em 2000 e, nessa altura, os alunos portugueses surgiam entre os piores e muito abaixo da média da OCDE.

Até 2015, foram melhorando os seus resultados nas provas que se realizavam de três em três anos, ao ponto de o diretor do Departamento de Educação e Competências da OCDE, Andreas Schleicher, olhar para o país de “maus alunos” como uma das “maiores histórias de sucesso da Europa”.

No entanto, os alunos que realizaram a prova de Leitura no ano passado tiveram 462 pontos, ou seja, oito pontos abaixo da nota obtida em 2000, numa escala em que 500 pontos é a média de referência definida pela OCDE.

Já a Matemática, os conhecimentos recuaram a níveis de 2003, quando Portugal participou pela segunda vez no PISA e obteve 466 pontos. Os alunos que fizeram a prova no ano passado tiveram 460 em Matemática.

Ciências foi a disciplina com a descida menos acentuada, mantendo-se em linha com a média da OCDE, com 482 pontos.

Além desta descida generalizada, que acompanha uma tendência de muitos países da OCDE, existem outros números preocupantes no relatório, como o aumento de alunos portugueses com conhecimentos abaixo do nível mínimo de proficiência.

Numa escala de seis níveis, em que os dois primeiros representam conhecimentos muito básicos, notou-se um aumento brutal de alunos abaixo do 2.º nível, em especial a Matemática e Leitura (mais 11 pontos percentuais na última década).

O estudo mostra que 65% dos alunos portugueses atingiu pelo menos o nível 2 a Matemática, 72% a Leitura e 76% a Ciências, ou seja, neste último caso conseguem reconhecer a explicação correta para fenómenos familiares.

A Matemática, este nível significa que conseguem, por exemplo, comparar a distância total entre dois percursos alternativos ou converter preços para outra moeda, segundo uma explicação do Programme for Interacional Student Assessment (PISA).

Os alunos que atingem pelo menos o nível dois a Português são capazes de identificar a ideia principal num texto de extensão moderada, por exemplo.

Portugal continua estatisticamente perto da média da OCDE, mas perdeu conhecimento, havendo poucos alunos de excelência: Apenas 6% são top performers em Ciências (a média da OCDE é 7%), 6% a Matemática (8% na OCDE) e só 3% em Leitura (metade da OCDE, que é de 6%).

Os investigadores concluem que o sistema de educação português continua relativamente capaz de garantir um patamar mínimo a muitos alunos, mas parece ter dificuldades em produzir desempenhos de excelência.

Numa comparação entre os 90 países envolvidos, Portugal surge em 29.º lugar a Ciências, 26.º a Leitura e 30.º a Matemática no PISA 2025.

Face ao estudo anterior, de 2023, os alunos portugueses subiram uma posição em Ciências, mas caíram dois lugares em Leitura e um em Matemática, áreas em que perderam, respetivamente, 15 e 12 pontos.

Fonte: Lusa | Imagem: PISA

Política: Primeiro-ministro anuncia suplemento para pensionistas e alívio do IRS até sexto escalão

Política: Primeiro-ministro anuncia suplemento para pensionistas e alívio do IRS até sexto escalão

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou a atribuição de um suplemento extraordinário para os pensionistas que recebem até 1.611 euros e um alívio fiscal até ao sexto escalão do IRS.

O anúncio foi feito por Luís Montenegro, na abertura do debate, no Parlamento, da moção de censura do Chega ao Governo, dizendo que as duas medidas serão concretizadas no Conselho de Ministros da próxima semana.

“A primeira: atribuir um suplemento extraordinário aos pensionistas de forma progressiva até 1.611,13 euros, que representa um valor de cerca de 400 milhões de euros que será pago conjuntamente com a pensão de dezembro”, disse.

 A segunda, destinada a “apoiar a classe média, será “uma redução do IRS até ao 6.º escalão, num valor de 400 milhões de euros”.

“Esta descida abrange, na prática, todos os contribuintes de IRS, mesmo aqueles que estão acima no escalão de rendimentos, dada a progressividade do imposto. Este alívio fiscal será já sentido com uma redução das retenções da fonte em novembro, no salário e no subsídio de Natal”, afirmou.

 Segundo o primeiro-ministro, as duas medidas “vão abranger mais de dois milhões de pensionistas e mais de dois milhões de agregados familiares.”

“E só são possíveis graças ao desempenho económico do país e à boa gestão financeira e orçamental do Governo. Não estamos a falar de mais dívida, não estamos a falar de ilusões para o futuro”, disse.

Montenegro assegurou que tal não comprometerá as contas certas, dizendo que “governar com responsabilidade é saber distribuir os resultados sem destruir as condições que os tornaram possíveis”.

“Nós, no Governo, não aceitamos a falsa escolha entre contas certas e justiça social. Nós preferimos as contas justas, a condição para apoiar quem precisa, reduzir impostos e proteger o país nos momentos mais difíceis”, afirmou.

Fonte: Lusa | Foto: LM

Miranda do Douro: Concurso premeia criadores pelo cuidado e preservação do Burro de Miranda

Miranda do Douro: Concurso premeia criadores pelo cuidado e preservação do Burro de Miranda

O recinto do Santuário do Naso, em Miranda do Douro, foi o palco do 7º Concurso da raça Asinina de Miranda, que contou com a participação de uma centena de burros, de criadores de Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro, os quais foram premiados pelo trabalho no cuidado e preservação desta raça autóctone da Terra de Miranda.

O concurso realizou-se no Domingo, dia 6 de setembro, tendo participado meia centena de criadores dos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso, considerada a área geográfica do solar da raça asinina de Miranda.

No certame, o vice-presidente do Município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, lembrou que o burro de Miranda esteve quase em extinção e sublinhou a importância do concurso para incentivar a sua preservação e promoção, ao proporcionar o contato entre criadores e o público.

“Todos os anos, ao coorganizar o concurso da raça asinina de Miranda, o Município de Miranda do Douro pretende incentivar a preservação, promoção e valorização destes animais, que são outra marca distintiva e emblemática da Terra de Miranda. Felizmente, hoje, já há muitos exemplares da raça asinina de Miranda, pelo que a sua preservação está assegurada. Neste encontro anual, a par do contato entre os animais, os criadores e o público, destaco o convívio que se estabelece entre todos”, disse o autarca de Miranda do Douro.

De visita a Miranda do Douro, o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte), Paulo Ramalho, elogiou o trabalho do Município, da Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA) e dos criadores.

“O trabalho destas associaçóes é muito importante para a preservação e promoção das raças autóctones, como é o burro de Miranda. Esta raça é um valioso património genético, cultural e identitário desta região. O burro é um embaixador da Terra de Miranda! Por outro lado, o trabalho dos criadores/agricultores é de suma importância no cuidado dos campos, na prevenção de incêndios e no povoamento das nossas aldeias”, disse.

Por sua vez, o secretário técnico da raça asinina de Miranda, Miguel Nóvoa, informou que o concurso deste ano, também contou com a visita de outros criadores provenientes de regiões como Braga, Porto, Aveiro, Celorico da Beira, Guarda e Santarém.

“Neste momento, há 770 fêmeas reprodutoras em todo o país. A nossa missão é trabalhar com os criadores para que o planalto mirandês continue a ser a região por excelência desta raça autóctone, que é o burro de Miranda. Ao mesmo tempo, apreciamos e incentivamos a exportação do burro de Miranda para outras regiões do país e do estrangeiro”, disse Miguel Nóvoa.

A 6 de setembro, o concurso da raça asinina de Miranda iniciou-se com a avaliação morfológica dos animais e a sessão de esclarecimento aos criadores sobre medidas de apoio e pastoreio extensivo.

No dia seguinte, o concurso, incluiu um almoço convívio dos criadores da raça asinina de Miranda e a atuação das Pauliteiras de Miranda/Malhadas. À tarde, houve a entrega de prémios, com destaque para os prémios aos melhores burros de Miranda, melhor criador e melhor exploração, a nível concelhio e nacional.

O prémio de melhor criador foi atribuído a Alexandre Pires, um jovem, com formação em gerontologia social, que utiliza os burros em sessões lúdicas e terapêuticas, com pessoas.

“Este prémio é um reconhecimento do trabalho que estou a realizar para dar uma nova função ou utilidade aos burros de Miranda. Antigamente, os burros foram muito importantes para a agricultura, mas com o surgimento das máquinas estes animais ficaram desempregados. Atualmente, quero agradecer a estes animais o enorme esforço físico que realizaram no passado, dando-lhes uma atividade nobre, como é a relação com as pesssoas”, disse.

Na exploração em Águeda, Alexandre Pires, tem 12 burros de Miranda, que proporcionam sessões lúdicas e terapêuticas destinadas a crianças, jovens, adultos e idosos.

“O burro de Miranda é uma animal dócil e calmo, o que propicia uma interação afetuosa com as pessoas”, disse o jovem criador.

A 5 de setembro, realizou-se em Miranda do Douro, o 4º Encontro Ibérico de Raças Autóctones, integrado nas comemorações do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, proclamado pelas Nações Unidas para 2026. No encontro analisou-se o importante papel do pastoreio extensivo e das raças autóctones na gestão sustentável do território e na redução da carga combustível.

Na Terra de Miranda, ao longo do ano, o público pode conhecer de perto estes animais, no Centro de Valorização do Burro de Miranda, em Atenor e no Centro de Atividades Lúdico Pedagógicas, integrado no PINTA, em São Joanico (Vimioso).

“Às terças-feiras, quintas-feiras e sábados está aberto o Centro de Valorização do Burro de Miranda, em Atenor. E nas quartas-feiras, sexta-feiras e alguns sábados, está em funcionamento o Centro de Atividades Lúdico Pedagógicas, em São Joanico (Vimioso). No verão, estamos abertos todos os fins-de-semana para responder à maior afluência de público à região. Durante o ano, também estamos recetivos à marcação de visitas através do email da AEPGA”, informam.

HA

Miranda do Douro: Alunos do 1.º ano com manual de mirandês

Miranda do Douro: Alunos do 1.º ano com manual de mirandês

No ano letivo 2026/2027, os alunos do primeiro ano do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD), vão dispor, pela primeira vez, de um manual de aprendizagem da língua mirandesa, anunciou a Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM).

O comissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM), Alfredo Cameirão, disse que o lançamento deste manual é um momento histórico para o ensino da língua e cultura mirandesa, que é lecionada no Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro.

“Trata-se de um momento histórico para o ensino da língua mirandesa. O manual agora apresentado é o primeiro de uma coleção destinada a acompanhar progressivamente o ensino da língua ao longo dos diferentes anos de escolaridade. Até aqui todos os conteúdos de ensino eram elaborados pelos professores de mirandês”, sublinhou.

Segundo o responsável, os conteúdos deste primeiro manual de aprendizagem foram elaborados por professores de língua mirandesa e especialista da EMPLM e da Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa (ALCM).

“Será a primeira vez que os alunos e os professores de mirandês vão trabalhar com um manual de aprendizagem, do ponto de vista clássico e elaborado para o efeito, em formato tradicional em papel à semelhança de outras disciplinas. Agora, os professores do primeiro ano do ensino do mirandês têm ao dispor uma nova ferramenta didática”, vincou Alfredo Cameirão.

O diretor do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro, António Santos, adiantou que as escolas do concelho têm 33 alunos inscritos no primeiro ano do ensino básico a aprender língua mirandesa como disciplina de opção.

No primeiro ciclo, disse, há 165 alunos inscritos no mirandês. Na globalidade da escolaridade, mas, no total, são 565 alunos que estudam neste ano letivo a segunda língua oficial em Portugal neste agrupamento.

O primeiro manual de língua mirandesa será apresentado publicamente no dia 17 de setembro, em Miranda do Douro.

“Este manual é uma reivindicação antiga dos professores, dos alunos e encarregados de educação. Este instrumento de ensino é fundamental, porque até aqui o mirandês era lecionado sem manuais escolares, cabendo ao próprio professor fazer os seus instrumentos de trabalho”, disse o docente.

De acordo com o responsável escolar, o ensino do mirandês está “consolidado” nas escolas de Miranda do Douro como disciplina opcional, que começou a ser lecionada no ano letivo de 1986/87.

 O mirandês foi reconhecido oficialmente há 27 anos, através da lei 7/99, que fez desta língua a segunda oficial no país. Aprovada em 17 de setembro de 1998, esta lei entrou em vigor em 29 de janeiro de 1999, com a publicação em Diário da República.

Um estudo efetuado pela Universidade de Vigo, em 2023, alertou para a possibilidade de extinção da língua mirandesa, em redor do ano 2050.

O trabalho desta universidade espanhola identificava apenas 3.500 conhecedores da língua e 1.500 falantes regulares, o que se tornou numa situação preocupante para o futuro da ‘lhéngua’.

Fonte: Lusa | Imagem: MMD

Economia: ASAE reforça efetivo com 21 novos inspetores

Economia: ASAE reforça efetivo com 21 novos inspetores

Nos primeiros oito meses do ano, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) instaurou 643 processos-crime e fiscalizou 30.700 operadores económicos, passando agora a contar com mais 21 inspetores e um efetivo de 235 elementos.

A integração dos novos inspetores, que concluíram o 10.º Curso de Acesso à Carreira de Inspeção, representa um reforço de cerca de 10% do efetivo da ASAE, disse o ministro da Economia e da Coesão Territorial durante a cerimónia de Compromisso de Honra dos 21 novos inspetores, que decorreu hoje na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa.

Manuel Castro Almeida referiu que este reforço insere-se no compromisso assumido pelo Governo de reforçar a atuação da entidade através de mais meios humanos e logísticos, capacitação tecnológica e intervenção ao nível das infraestruturas.

De acordo com o ministro, nos primeiros oito meses do ano, a ASAE fiscalizou 30.700 operadores económicos, dos quais 8.600 na internet, tendo ainda instaurado 643 processos-crime e 2.148 processos de contraordenação.

Questionado sobre se o atual efetivo da ASAE é suficiente face às necessidades de fiscalização, o ministro considerou que, com a entrada dos novos inspetores, o reforço de 10% é, para já, “razoável e adequado” ao trabalho da entidade.

“A ASAE tem que fazer a defesa dos consumidores, em primeiro lugar, e garantir a segurança, designadamente alimentar, das pessoas, e também garantir que há justiça” entre os operadores económicos, afirmou.

O governante salientou que é “muito injusto” que os operadores que não cumprem as regras possam atuar livremente no mercado em concorrência desleal com aqueles que as cumprem, defendendo o papel da ASAE na garantia de “condições de equilíbrio e de equidade na vida económica”.

Entre as operações realizadas, o responsável destacou a “Mesa Limpa”, dirigida ao setor da restauração e bebidas, no âmbito da qual foram fiscalizados cerca de 4.000 operadores económicos e suspensos 183 estabelecimentos.

A operação resultou ainda na instauração de 155 processos-crime e 1.041 processos de contraordenação, em nove detenções e na apreensão de mais de quatro toneladas de géneros alimentícios.

No setor vitivinícola, foram fiscalizados cerca de 500 operadores económicos, tendo sido apreendidos mais de 102 mil litros de vinhos e espumantes e instaurados 12 processos-crime e 14 processos de contraordenação.

Questionado sobre as principais áreas em que a ASAE deve atuar, o ministro sublinhou que, embora a entidade desenvolva uma atividade transversal a toda a economia, a segurança alimentar assume particular importância.

“As pessoas têm que ter confiança naquilo que comem e bebem”, afirmou.

O governante acrescentou que a atuação da ASAE deve adaptar-se a momentos de maior risco em determinados setores, dando como exemplos a fiscalização de eventuais abusos comerciais na sequência da situação ocorrida em Leiria após a tempestade Christine e, atualmente, a época das vindimas e das grandes movimentações de uvas e vinho.

“Há momentos mais críticos para determinadas atividades, mas globalmente o trabalho da ASAE está centrado na segurança alimentar”, afirmou.

O responsável defendeu que uma economia “mais dinâmica e mais aberta” exige instituições capazes de acompanhar a evolução dos mercados, proteger os consumidores e assegurar uma concorrência efetiva, considerando que a fiscalização económica não constitui um obstáculo à atividade, mas uma condição para o bom funcionamento.

No discurso dirigido aos novos inspetores, pediu firmeza na aplicação da lei, mas também equilíbrio, respeito, proporcionalidade e sentido de justiça, defendendo que os profissionais no terreno devem sinalizar situações em que a aplicação da legislação revele desajustamentos face à realidade.

“Não basta legislar. É preciso prevenir, informar, fiscalizar e, quando necessário, atuar”, afirmou.

Fonte: Lusa | Imagens: ASAE