Política: Candidato franco-mirandês espera ganhar pelas suas ideias

Pascal Novais é filho de emigrantes portugueses, naturais de Miranda do Douro e, é candidato nas eleições legislativas em França, pelo círculo eleitoral de Pontault-Combault, uma cidade na região de Paris, que conta com 25% de habitantes com origens portuguesas.

“Os portugueses participam [nas eleições], é uma comunidade com uma atenção particular à política, são cidadãos e sabem que é importante votar. Espero que o facto de ser português ajude, mas, além disso, espero que sejam as minhas ideias que levem as pessoas a votar em mim se estiverem de acordo com o que defendo”, disse Pascal Novais.

Filho de portugueses, é o candidato da Nova União Popular Ecologista e Social (Nupes) na 9.ª circunscrição do departamento de Seine-et-Marne. Este engenheiro já nasceu em França e tem origens em Miranda do Douro, mantendo ainda hoje em Portugal um olival que pertencia aos avós.

Além das suas propostas a nível da ecologia e o aumento do poder de compra, Pascal Novais defende que os residentes estrangeiros em França possam votar nas eleições nacionais, algo que até agora não acontece.

“Uma coisa importante para mim é que mesmo os portugueses que não têm nacionalidade francesa pudessem votar nas eleições nacionais”, explicou o candidato a deputado.

Sem nacionalidade francesa, independentemente do tempo vivido em França, não é possível aos cidadãos estrangeiros terem uma palavra a dizer nem nas eleições legislativas, nem nas eleições presidenciais, com os europeus a poderem votar nas eleições municipais e nas eleições europeias.

Pascal Novais mantém uma forte ligação a Portugal, falando português e regressando todos os anos para passar férias. Este político de esquerda é atualmente conselheiro municipal em Pontault-Combault, uma cidade nos arredores de Paris que detém uma das maiores comunidades portuguesas em França.

Depois da vitória de Emmannuel Macron na segunda volta das eleições presidenciais em abril, sobre a candidata de extrema-direita Marine Le Pen, as legislativas vão definir a composição do próximo parlamento.

A primeira e segunda voltas das eleições legislativas estão marcadas, respetivamente, para 12 e 19 de junho.

Fonte: Lusa

OE/Crise: Assembleia da República com trabalhos agendados até 26 de novembro

OE/Crise: Assembleia da República com trabalhos agendados até 26 de novembro

A Assembleia da República marcou trabalhos até ao dia 26 de novembro, sendo a maioria agendamentos de partidos, anunciou a porta-voz da conferência de líderes, Maria da Luz Rosinha.

De acordo com a Constituição, as eleições legislativas antecipadas têm de se realizar nos 60 dias seguintes à dissolução do parlamento – que só poderá ser decretada, portanto, a partir de 01 de dezembro.

“Hoje foi uma conferência de líderes com uma particularidade, que foi o facto de termos ouvido o anúncio do senhor Presidente da República e por isso mesmo agendamos à partida, até dia 26, sendo que pelo meio, dia 17, faremos nova conferência de líderes para afinar aquilo que for necessário”, anunciou Maria da Luz Rosinha, em declarações aos jornalistas, no final da reunião.

Na sua maioria, adiantou, serão agendamentos potestativos de partidos, mais concretamente de dia 10 até 25 de novembro, sobre os mais variados temas.

Fonte: Lusa

Autárquicas: PSD passa a maioritário no distrito de Bragança

Autárquicas: PSD passa a maioritário no distrito de Bragança

Nas recentes eleições autárquicas, o PSD conquistou sete das 12 câmaras do distrito de Bragança, tornando-se assim maioritário na presidência das autarquias.

Nas eleições autárquicas, de 26 de setembro, o PSD, em coligação com o CDS-PP, ganhou três câmaras aos socialistas. A coligação de direita ganhou em Miranda do Douro, Mogadouro e Vila Flor.

Em Miranda do Douro, Helena Barril, em coligação com o CDS-PP, conquistou 54,15% dos votos, vencendo assim com maioria absoluta, o candidato do PS, Júlio Meirinhos, que ficou nos 41,22%.

Outra surpreendente conquista aconteceu em Mogadouro, com António Pimentel a obter 48%74 dos votos e a derrotar o presidente recandidato, Francisco Gonçalves, que registou 46,35%.

Em Vila Flor, Pedro Lima alcançou 53,77% dos votos e venceu o autarca recandidato Fernando Barros, que obteve 40,47% da votação.

O PSD continua também a liderar Vimioso, com a reeleição de Jorge Fidalgo. Numa análise à vitória no concelho vimiosense, o presidente reeleito, disse que o resultado alcançado (63,38%) “superou as expetativas e é um reconhecimento por parte da população do trabalho desenvolvido ao longo dos anos”.

Jorge Fidalgo, referiu ainda que “ao contrário do que se poderia esperar, sobre um possível desgaste ao fim de 8 anos à frente da autarquia de Vimioso, continua a haver muita força e determinação para executar os projetos”, disse.

“A população do concelho de Vimioso deu-nos mais uma vez, uma prova de confiança, o que aumenta a nossa responsabilidade nos próximos quatro anos”, afirmou.

Em Bragança, Hernâni Dias foi também reeleito, fazendo o pleno em todos os órgãos autárquicos no concelho, onde o partido social-democrata é poder há 24 anos.

Os social-democratas mantiveram também o bastião do partido, em Carrazeda de Ansiães, onde João Gonçalves governará com maioria reforçada, ao obter quatro dos cinco mandatos para o executivo municipal.

A coligação PSD/CDS-PP manteve também Nuno Gonçalves à frente da Câmara de Torre de Moncorvo.

Ao fazer uma avaliação aos resultados do Partido Social-Democrata (PSD), no distrito de Bragança, o presidente da distrital do PSD, Jorge Fidalgo, dirigiu uma palavra de gratidão e ânimo aos candidatos que não alcançaram o resultado que os sociais-democratas desejavam.

Foram eles, Maria do Céu Quintas, em Freixo de Espada à Cinta, que perdeu a autarquia para Nuno Ferreira, do PS.

Em Vinhais, Carlos Almendra não conseguiu superar o socialista Luís Fernandes.

Em Mirandela, Duarte Trabanca, perdeu para Júlia Rodrigues.

Assim, como Nuno Morais também não logrou vencer em Macedo de Cavaleiros, o socialista Benjamim Rodrigues.

E em Alfândega da Fé, Vitor Bebiano, também não conseguiu superar Eduardo Tavares.

“Quero agradecer aos candidatos todo o trabalho que desenvolveram ao serviço do partido e dos seus concelhos. As propostas não foram vitoriosas, mas virão novas eleições nas quais esperamos merecer a confiança do eleitorado”, adiantou o presidente da distrital do PSD.

Quanto aos sete candidatos sociais-democratas que venceram as eleições nos seus concelhos, Jorge Fidalgo (que também venceu em Vimioso) felicitou os seus companheiros de partido, pelo trabalho realizado, quer como presidentes de câmara que se recandidataram, quer como novos candidatos vencedores pelas propostas que apresentaram.

“É com satisfação que vemos que o PSD volta a ser a força maioritária no número de câmaras municipais, no distrito de Bragança. Mas o nosso objetivo é ter sempre o maior número de autarquias possível. Este aumento de 5 para 7 autarquias deixa-nos satisfeitos.”

Nestas eleições no distrito de Bragança, o PSD conquistou 7 autarquias (Bragança, Carrazeda de Ansiães, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vimioso), o PS venceu 5 (Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vinhais) e os grupos de cidadãos foram a terceira força política, com o “Unidos por Carrazeda” a conquistar um mandato no executivo de Carrazeda de Ansiães.

O partido Chega ficou em quarto lugar na região, com quase 2%, o equivalente a 1.620 votos.

Resultados eleitorais no distrito de Bragança. (MAI)

https://www.autarquicas2021.mai.gov.pt/resultados/territorio-nacional?local=LOCAL-040000

Fonte: Lusa e HA

Autárquicas: «O grande inimigo da nossa democracia é as pessoas desinteressarem-se dela» – Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

Autárquicas: «O grande inimigo da nossa democracia é as pessoas desinteressarem-se dela» – Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) alerta que o “grande inimigo” da democracia é “as pessoas desinteressarem-se dela” e destaca o dever cívico de participar nas eleições autárquicas, no próximo dia 26 de setembro.

“A minha posição sempre foi a posição da Igreja em Portugal: de respeito, primeiro, de apreço por todos que querem, com bons sentimentos, dedicar-se à polis, à política, à cidade, ao país e ao serviço que têm”, disse D. José Ornelas, em declarações à Agência ECCLESIA.

No contexto das eleições autárquicas do próximo dia 26 de setembro, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa alertou que o “grande inimigo da democracia é as pessoas desinteressarem-se dela”, assinalando que, depois, “ninguém tem autoridade para criticar” se não participa na vida da cidade.

Os portugueses são chamados a participar nas eleições autárquicas 2021 que vão eleger os responsáveis por 308 municípios, e respetivos presidentes das assembleias municipais, e os presidentes das 3091 Juntas de Freguesia em Portugal.

“Dá-me muito gosto de ver, entre os candidatos, a participação de muitos cristãos, até pessoas bem conhecidas do nosso meio diocesano”, realçou o bispo de Setúbal.

Os portugueses são chamados a participar nas eleições autárquicas 2021 que vão eleger os responsáveis por 308 municípios, e respetivos presidentes das assembleias municipais, e os presidentes das 3091 Juntas de Freguesia em Portugal.

D. José Ornelas salienta que “é importante” que as pessoas se comprometam “cada vez mais”, o que não significa que exista “uma opção politica única” mas podem ser “várias as correntes de opinião”.

“É importante que participemos nesta busca do futuro e com sentido para a humanidade. A nossa fé há de ser um ingrediente que nos leva a boas escolhas”, acrescentou.

Para o responsável católico “é bom” ter diversidade de candidaturas para que “não se transforme numa luta fratricida” mas numa procura “saudável” por projetos que sirvam as pessoas e a cidade.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa assinala que a Igreja e a sociedade vivem agora um “tempo de grandes desafios”, neste período de recomeço e início de novos anos pastorais, letivos e profissionais, para “reativar” algo que teve deser “redimensionado” por causa do “perigo que a pandemia fez experimentar”.

“Não significa que está tudo bem, mas têm outras possibilidades. A palavra de ordem é ‘não deixar de fazer as coisas’ mas vamos fazê-las com o cuidado necessário para que dai venha bem e não venha mal”, desenvolveu.

Com as condições pandémicas a dar um maior campo de ação, D. José Ornelas sublinha que o tema “é importante para todo o país” e alerta que há um antes da pandemia que “é bom que não volte”.

“É bom que o cuidar de cada um de nós, da nossa família, das nossas comunidades, seja acompanhado do estarmos, antes de mais, lá presentes. Certamente que isto é um desafio para todos. Na minha própria família noto isso, a gente quer voltar mas não quer por ninguém em risco: É preciso quebrar o gelo que tantas vezes nos fomos confrontando ao longo deste tempo”, concluiu o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Ecclesia | HM/CB

Censos2021: CCDR-N defende que dados refletem políticas centralistas e exige mais autonomia

Censos2021: CCDR-N defende que dados refletem políticas centralistas e exige mais autonomia

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) voltou a exigir mais autonomia de gestão, defendendo que os dados preliminares dos Censos 2021, que revelam “uma crise demográfica”, refletem políticas centralistas.

“O facto é que as decisões são tomadas centralmente, são tomadas com morosidade, a partir de um contexto em que todo o país é visto como uma mesma realidade e, portanto, quando reivindicamos mais autonomia de decisão é única e exclusivamente para sermos capazes de tratar diferente o que é diferente. E mais uma vez estamos a ver as consequências de optar por esse tipo de políticas e de abordagens”, afirmou António Cunha, em declarações à Lusa.

Numa apresentação online de resultados provisórios dos Censos de 2021, o INE revelou que, na última década, Portugal registou um decréscimo populacional de 2,0% e acentuou o seu padrão de litoralização e de concentração populacional junto à capital.

No contexto nacional, o Alentejo destacou-se como a região sujeita ao decréscimo populacional mais expressivo, enquanto Algarve e Área Metropolitana de Lisboa foram as únicas zonas do país a registar um crescimento demográfico.

No olhar mais alargado, os dados preliminares dos Censos de 2021 mostram ainda que na Área Metropolitana do Porto (AMP), composta por 17 municípios, perdeu, na última década, 22.129 habitantes, sobretudo em Vale de Cambra, Arouca e Santo Tirso.

Numa malha mais apertada, o distrito do Porto apresenta, na última década, uma perda de 30.519 habitantes em 13 dos 18 municípios, sobretudo em Baião, Amarante e Marco de Canaveses, mas também no concelho do Porto, que tem menos 5.629 residentes.

Para o responsável pela CCDR-N, estes dados refletem uma evolução desequilibrada do país, onde, por lado, há duas regiões que demonstram capacidade de atração, e, por outro, todo um território a braços com uma crise demográfica.

“Isto acontece porque as políticas públicas não tem sido capazes de contrariar esta tendência”, afirmou.

Para António Cunha, a singularidade e especificidade da região Norte e a necessidade de políticas públicas adequadas a cada território ficam claras com os dados revelados hoje pelo INE e que, se por um lado, destacam o município de Braga como um exemplo positivo ao registar o maior crescimento da região, por outro, evidenciam uma tendência de perda de população “preocupante” nos concelhos de Tabuaço, Mesão Frio e Torre de Moncorvo que perdem em média cerca de 20% de residentes na última década.

“Face a uma região que é exportadora e que é industrial, isto não é um cenário positivo e importa invertê-lo”, defendeu.

Embora esperançoso, o presidente da CCDR-N considera que os sinais dados pelo Governo, nomeadamente no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não são positivos, caminhando no sentido de “assumida centralização”.

“Até agora, foi uma assumida centralização no seu planeamento, esperemos que haja uma prometida descentralização na sua gestão. Eu sou otimista e tenho sempre esperança até ao fim, mas, neste momento, nada indica que as coisas vão nesse sentido. As decisões continuam a ser tomadas num razoável grau de descontextualização das realidades locais e quando temos isso temos resultados como aqueles que estamos a ver”, afirmou.

Para António Cunha, em causa está algo consolidado, que não tem relação direta com a crise pandémica ou problemas conjunturais, e cuja mudança tem sido travada pela “inércia de uma máquina pesada”.

“O dia-a-dia para quem está nas funções que eu, neste momento, exerço é de uma grande dificuldade e de uma grande falta de autonomia para resolver situações que nitidamente não percebemos porque é que não podem ser resolvidas”, afirmou, defende como essencial introduzir mudanças no próximo quadro comunitário Portugal 2030.

António Cunha teme, contudo, que tal não venha a acontecer.

“Temo, por alguns sinais que vamos tendo que isso não vá acontecer, pelo menos na medida e na dimensão que nos gostaríamos que acontecesse”, rematou.

Fonte: Lusa

Entrevista: «Desde que o homem queira tudo se faz» – Abílio Barril

Dia da Cidade, 10 de julho

Entrevista: «Desde que o homem queira tudo se faz» – Abílio Barril

Abílio Domingues Pires Barril é o atual presidente da freguesia de Miranda do Douro, cargo que lhe foi confiado em quatro mandatos. Ao celebrar o dia da Cidade, 10 de julho, disse que Miranda do Douro (e todo o concelho) tem um enorme potencial para crescer, mas é preciso força de vontade para o realizar.

Abílio Barril, presidente da freguesia de Miranda do Douro.

A política

Começou a participar na política local sem qualquer ambição pessoal. Foi encorajado pelas pessoas que veem nele uma pessoa íntegra, coerente e dedicada. Inspirou-se no exemplo de um amigo espanhol, ex-alcaide de Alcañices que afirmava: “Para mim, a política são as pessoas”. Passados 16 anos de dedicação à causa pública, o atual presidente da freguesia de Miranda do Douro, diz que a primeira condição para exercer um cargo político é a retidão. “Tem que ser-se honesto consigo próprio e com as outras pessoas”, diz.

Ao refletir sobre o que aprendeu na política ao longo dos anos disse que este trabalho não é de uma pessoa só. “É um trabalho de equipa”. Na freguesia de Miranda do Douro, por exemplo, a equipa é constituída pelo presidente, pelo vice-presidente, o secretário e o tesoureiro. “As decisões são tomadas em conjunto”, explicou.

“Para mim, a política são as pessoas”.

Terra de Miranda – Notícias: Miranda do Douro foi elevada a cidade no dia 10 de julho de 1545, pelo rei D. João III. Na sua perspetiva, que momentos foram mais marcantes nestes 476 anos da cidade?

Abílio Barril: Miranda do Douro foi o berço da diocese, aqui foi construída a Sé Catedral e outrora esta cidade foi um importante centro religioso, cultural e económico da região. Nas décadas 1950/ 60, a cidade cresceu muito com a construção das barragens de Picote e de Miranda e por cá passou muita gente boa e amiga. A passagem internacional para a vizinha Espanha permitiu desenvolver o comércio e o turismo. Mas depois, Miranda do Douro parou no tempo e não acompanhou o desenvolvimento de outras cidades.

T.M.N.: Porque razão a cidade não conseguiu desenvolver-se mais?

A.B.: Miranda do Douro foi sempre desprezada pelos sucessivos governos. E refiro, por exemplo, o desmantelamento da linha ferroviária do Sabor, que terminava em Duas Igrejas e que estranhamente nunca chegou à cidade. Agora volta a falar-se da possibilidade de trazer o comboio novamente para Trás-os-Montes.

“Nas décadas 1950/ 60, a cidade cresceu muito com a construção das barragens de Picote e de Miranda e por cá passou muita gente boa e amiga.”

T.M.N.: Em vez de investimento, houve desinvestimento?

A.B.: Sim, e o exemplo do comboio é bem elucidativo. Muitas vigas da linha ferroviária foram roubadas e as estações continuam ao abandono e a degradar-se como é o caso da estação de Duas Igrejas. E é com tristeza que não vejo nem os políticos nem os jovens a interessarem-se pela recuperação deste património edificado na nossa terra.

T.M.N.: O que podem fazer os políticos locais para mudar esta realidade?

A.B.: À autarquia compete chamar à atenção e pressionar o governo para a recuperação destes imóveis de interesse público e que são também locais de interesse histórico e turístico. Quando se reivindica, não perdemos nada! E a autarquia deve começar por aí, por reivindicar. Já o ditado ensina que “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Não podemos é ficar calados e mudos.

“À autarquia compete chamar à atenção e pressionar o governo para a recuperação destes imóveis de interesse público e que são também locais de interesse histórico e turístico.”

T.M.N.: Que outros desinvestimentos houve em Miranda do Douro?

A.B.: Também a construção do Itinerário Complementar (IC5) parou inexplicavelmente em Duas Igrejas e não chegou à cidade Miranda do Douro. A instalação do polo universitário da UTAD, que chegou a ter cerca de 500 estudantes, também trouxe muito dinamismo à cidade. Mas passados uns anos encerrou. Temos um centro de saúde, com instalações, valências e condições para funcionar como um hospital, mas na prática, encerra às 22h00. A partir dessa hora, as pessoas doentes são obrigadas a deslocar-se para Mogadouro (46 km) ou para Bragança (72 km). E para agravar ainda mais a situação, em Bragança há falta de médicos especialistas, o que nos obriga a ir para o Porto. Também nos transportes públicos, estamos muito mal servidos. E com a pandemia, as viagens de autocarro para Bragança e para o Porto chegaram mesmo a estar suprimidas.

“A instalação do polo universitário da UTAD, que chegou a ter cerca de 500 estudantes, também trouxe muito dinamismo à cidade. Mas passados uns anos encerrou.”

T.M.N.: Se todos estes investimentos tivessem permanecido em Miranda do Douro, a cidade seria outra?

A.B.: Não tenho dúvidas que, com o comboio, o IC5, o polo universitário e o hospital, a cidade de Miranda do Douro teria crescido muitíssimo mais e estaria ao nível de Bragança ou outras cidades de média dimensão.

T.M.N.: Acha possível que Miranda do Douro volte a ter novamente um polo universitário?

A.B.: Desde que o homem queira tudo se faz.

T.M.N.: O turismo, e em particular a visita regular dos vizinhos espanhóis, continua a ser a principal atividade económica da cidade?

A.B.: Sim, graças a Deus, vamos sabendo aproveitar e otimizar a passagem internacional com Espanha, o que nos traz muitos espanhóis ao comércio local e à restauração. Mas com a atual pandemia, até esta mais-valia de ser uma cidade fronteiriça está em risco.

“Sim, graças a Deus, vamos sabendo aproveitar e otimizar a passagem internacional com Espanha, o que nos traz muitos espanhóis ao comércio local e à restauração.”

T.M.N.: Como vê a atual luta e reivindicação do Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) por melhores condições de vida para esta terra e estas gentes?

A.B.: Acho que a reivindicação é mais do que justa. A EDP enriqueceu à custa destas barragens e das condições ímpares que esta região do Douro Internacional oferece para a produção de energia elétrica. Portanto, a região e a sua população tem o direito de usufruir da riqueza aqui produzida.

T.M.N.: Que futuro antevê para Miranda do Douro?

A.B.: No imediato, o mundo tem que vencer esta epidemia. Por isso, vamos esperar que isto passe depressa. Espero que Miranda do Douro se desenvolva, porque a cidade e o concelho têm muito potencial. Gostaria sobretudo de ver a gente nova a fixar-se e a trabalhar no concelho.

T.M.N.: Mas os jovens não querem ficar no interior dado que aqui há poucas oportunidades.

A.B.: Quando ouço dizer que Miranda do Douro é uma cidade do interior e que, por isso, tem dificuldade fixar os jovens, penso nas cidades da Guarda, da Covilhã e tantas outras cidades do interior. Estas cidades têm estabelecimentos de ensino superior, têm hospitais, tem boas vias de comunicação, têm indústrias e serviços, etc.. E nós, porque é que não temos direito a beneficiar das mesmas condições?

“A região e a sua população tem o direito de usufruir da riqueza produzida pelas barragens.”

T.M.N.: As próximas eleições autárquicas estão agendadas para o dia 26 de setembro. Fazendo uso da sua vasta experiência como autarca, que conselho daria aos jovens que decidem participar na vida política?

A.B.: Quem queira participar mais ativamente na vida política, aconselharia a fazê-lo pouco a pouco e a ir aprendendo. Ao exercer um cargo político, temos que aprender a estar com as pessoas e a escutá-las. Há vezes em que temos de as defender. Mas também não podemos dizer “ámen” a tudo. Primeiro há que esclarecer bem as coisas. E depois trabalhar e confiar que tudo se resolve.

T.M.N.: A vida de autarca tira muito tempo para a vida familiar?

A.B.: Se soubermos ser disciplinados, há tempo para tudo, para a família, para o trabalho e para estar com os amigos.

“Ao exercer um cargo político há que aprender a estar com as pessoas e a escutá-las.”


Perfil:

Abílio Domingues Pires Barril nasceu em Miranda do Douro, no dia 15 de março de 1942. O seu pai foi guarda-fiscal em vários postos, o que fez com que frequentasse a escola primária em várias aldeias do concelho. Concluiu a quarta-classe em Miranda do Douro e aos 11 anos foi para estudar para os seminários das Missões Católicas Ultramarinas, em Tomar e depois em Cernache do Bonjardim. Diz que o seminário foi uma autêntica escola. Na vida comunitária aprendeu a ser justo consigo mesmo e com os outros. Foi também no seminário que aprendeu a conhecer melhor a Cristo e a Igreja. E foi graças a essa educação, que ainda hoje guarda e pratica os bons princípios cristãos. “Foi no seminário que aprendi a dar a Deus o primeiro lugar na minha vida”, disse.

Trabalhou na construção das barragens de Miranda do Douro e de Bemposta. E em 1964, foi chamado para cumprir o serviço militar obrigatório, na Escola Prática de Infantaria, em Mafra. Nesse ano, já decorria a guerra nas ex-colónias e Abílio Barril, como tantos outros jovens dessa época, preparava-se para partir para a guerra. Após cinco meses de recruta e a aquisição de várias especialidades, entre as quais a de atirador, integrou um batalhão de Artilharia, em Oeiras, para embarcar para a guerra, em Angola. Aí, combateu ao longo de dois anos.

Regressou a Portugal em agosto de 1967. Casou em 1968 e foi pai de duas filhas. Foi bombeiro voluntário ao longo de 37 anos. Trabalhou no posto zootécnico de Malhadas, como técnico auxiliar, até à idade da reforma. Ao desempenhar essa atividade ligada à pecuária, acompanhou de perto o desinvestimento na agricultura do planalto mirandês. Os campos propícios ao cultivo de cereais passaram a ser ocupados por floresta, ou então, foram simplesmente abandonados. Abílio Barril ainda se recorda-se da construção dos silos de cereais em Mogadouro e em Bragança. “Os silos foram um sinal evidente de que, outrora, o nordeste transmontano era uma potência na produção de cerais, como o trigo e o centeio.”

HA

Política: PJ fez buscas em várias Câmaras Municipais do Douro Superior

Política: PJ fez buscas em várias Câmaras Municipais do Douro Superior

A Polícia Judiciária (PJ) efetuou na terça-feira, dia 15 de junho, diligências no âmbito de investigações, nos municípios de Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e Miranda do Douro, informaram as autarquias.

Para além das autarquias também foram solicitados à Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS), vários documentos relacionados com uma investigação a uma sociedade de advogados.

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, disse que foram solicitados vários documentos que foram entregues aos inspetores.

“Foram solicitados documentos relacionados com processo em causa entre o período de 2011 até 2021”, indicou o também presidente da AMDS.

A PJ também passou pela Câmara de Miranda do Douro, no âmbito de uma outra investigação, relacionada com a sinalética e limpeza da Rota Pedestre do Douro Internacional, informou o presidente da Câmara, Artur Nunes.

“A autarquia colaborou com os inspetores tendo disponibilizado toda a documentação solicitada”, acrescentou o autarca.

Lusa | HA

Miranda do Douro: “Este é o tempo oportuno para elevar Miranda ao seu patamar” – Helena Barril

Miranda do Douro: “Este é o tempo oportuno para elevar Miranda” – Helena Barril

A candidata do PSD, Helena Barril, apresentou na tarde de Domingo, dia 30 de maio, a sua equipa e as razões da candidatura à Câmara Municipal de Miranda do Douro, afirmando que este é o momento para inverter a trajetória de perda demográfica e económica do concelho e elevar Miranda do Douro ao seu patamar de prestígio histórico e desenvolvimento social e económico.

Helena Barril com o presidente do grupo parlamentar do PSD, Adão e Silva

A apresentação pública da equipa de Helena Barril decorreu na Pousada Santa Catarina, em Miranda do Douro, e contou com o apoio do deputado e presidente do grupo parlamentar do PSD, Adão e Silva, que expressou assim a sua alegria pela presença em Miranda do Douro: “É uma honra estar aqui, na apresentação da Helena Barril à presidência da Câmara Municipal de Miranda do Douro. Ela é uma mulher desta terra, mãe, trabalhadora, perfeitamente integrada no concelho e que dedica a sua vida em favor das gentes de Miranda. O PSD orgulha-se muito de ter a Helena Barril como candidata, porque ela quer fazer mais e melhor por esta terra histórica.” Adão e Silva, referiu-se ainda à recente venda da concessão das barragens de Miranda do Douro e de Picote, e informou que o grupo parlamentar do PSD vai apresentar em breve, mais uma iniciativa para que o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) reverta a favor do concelho de Miranda do Douro.

Nesta sessão pública, foi também apresentado o professor universitário Óscar Afonso, atual presidente da Cooperativa Ribadouro, como o eleito de Helena Barril para ser candidato à presidência da Assembleia Municipal de Miranda do Douro. Na sua intervenção, Óscar Afonso começou por agradecer o convite e alertou para a trajetória de perda que o concelho de Miranda do Douro continua a viver e que urge reverter, nomeadamente em termos demográficos e económicos. “Há cinco anos aceitei o desafio de dirigir a cooperativa Ribadouro, em Sendim, porque acredito que só gerando desenvolvimento económico se fixam as pessoas”, disse. Na governação da Cooperativa Ribadouro, Óscar Afonso, para além de atender à situação económica e financeira, definiu como estratégia investir para melhorar a qualidade do vinho e por essa via vender o vinho mais caro e pagar as uvas aos associados a melhor preço. “Mais e melhor atividade económica é crucial para inverter o ciclo de perda.”, explicou.

A mais esperada intervenção, a de Helena Barril, a candidata à presidência da Câmara Municipal de Miranda do Douro, começou por agradecer o apoio o PSD nacional, e também do CDS local à sua candidatura. “Somos uma candidatura assente num único pressuposto: acreditar em Miranda do Douro e nos mirandeses.”. Da sua equipa fazem parte Nuno Rodrigues e Vítor Bernardo, que lideram a candidatura “Tempo de Acreditar”.

A candidata social –democrata sublinhou que o foco da sua equipa é trabalhar pelo bem comum do concelho de Miranda do Douro. Para tal, Helena Barril vai focar a sua atenção na retoma económica e no apoio aos setores mais fragilizados com a pandemia. Aludiu, por isso, às recentes reuniões com a Santa Casa da Misericórdia, as Associações Humanitárias dos Bombeiros e a Associação Comercial onde teve conhecimento da situação em que vivem as instituições e empresas. Também aos funcionários da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, dirigiu uma palavra de ânimo e de “liberdade”.

No que diz respeito ao governo do concelho de Miranda do Douro, Helena Barril, mostrou-se muito assertiva ao afirmar que a gestão dos dinheiros públicos deve ser realizada com rigorosa “seriedade, total transparência e em prol de todos”.

Entre as medidas que quer implementar no governo da autarquia local, Helena Barril, deu como exemplo, a receita do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) que planeia canalizar para o apoio ao comércio tradicional.  “Os munícipes ao apresentarem o comprovativo de pagamento do IMI, vão receber um vale ou cheque com determinado valor (voucher), que pode ser usado para comprar qualquer produto ou serviço, no comércio local de Miranda do Douro”, avançou.

À medida que a pandemia for sendo mitigada, Helena Barril espera que aconteça a revitalização económica do concelho. Para impulsionar este desenvolvimento, a sua candidatura pretende criar um programa de incentivo à criação de emprego, segundo o qual as empresas vão poder beneficiar do apoio da autarquia com os custos e os encargos da Segurança Social, durante um determinado período de tempo, por cada emprego criado.

Helena Barril adiantou também que a sua candidatura vai apoiar a modernização das cooperativas do concelho, de modo a torná-las mais dinâmicas e competitivas, realizando, em simultâneo, certames como os festivais do vinho e do azeite, para promoção destes produtos a nível nacional e transfronteiriço.

O centro histórico e a área envolvente do comércio tradicional também vão ser objeto de atenção, com uma candidatura à medida do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), “Bairros Digitais”, que consiste na dinamização de diferentes áreas comerciais localizadas em centros urbanos, zonas suburbanas ou rurais do país.

A candidatura social-democrata “Tempo de Acreditar” quer ainda investir no empreendedorismo. Em articulação com a Associação Comercial e Industrial de Miranda do Douro, pretende apoiar os novos agricultores, empresários e comerciantes que queiram desenvolver novos projetos no concelho.

No âmbito cultural, Helena Barril pretende valorizar o património da Terra de Miranda ao desenvolver novos serviços turísticos e ao valorizar os recursos e produtos da região. Merecerão por isso atenção a língua mirandesa, a gastronomia, os trajes típicos, a música tradicional com os gaiteiros, tamborileiros e pauliteiros; o artesanato e a natureza. Helena Barril mencionou a sua intenção de criar roteiros turísticos para visitar os miradouros, em parceria com os restaurantes locais. E na definição deste programa cultural, a candidata espera contar com a participação das associações culturais do concelho, os artesãos, os criadores de raças autóctones, as juntas de freguesia e outras entidades.

Outra das prioridades de Helena Barril é a requalificação do património edificado da cidadela através de isenções do IMI, da redução das taxas de urbanismo e outros mecanismos, de modo a facilitar a recuperação dos imóveis.

A candidata à presidência da Câmara Municipal de Miranda do Douro, afirmou que se a autarquia for bem gerida tem capacidade para implementar “estas e muitas mais medidas”.

Para concluir, Helena Barril, afirmou que o nome “Miranda” só por si vale imenso, mas há que o elevar a um patamar condizente com a sua história. E a sua candidatura acredita que este é o tempo oportuno para o fazer.

A apresentação pública de Helena Barril aos eleitores foi transmitida através da página de facebook da sua candidatura “Tempo de Acreditar” e contou também a participação de Pedro Velho, o presidente da juventude social-democrata (JSD) de Miranda do Douro.

Helena Barril apresentou a sua candidatura pública à presidência da Câmara Municipal de Miranda do Douro.

HA

Miranda do Douro: Helena Barril apresenta-se aos eleitores

Miranda do Douro: Helena Barril apresenta-se aos eleitores

Neste domingo, dia 30 de maio, Helena Barril vai dar a conhecer a motivação, princípios e valores que norteiam a sua candidatura à Câmara Municipal de Miranda do Douro.

De acordo com o comunicado da concelhia social-democrata, a apresentação da candidatura vai decorrer a partir das 16h00, no restaurante Miradouro.

Devido à pandemia, o número de pessoas presentes será limitado. Para suprir esta limitação presencial, o PSD de Miranda do Douro informa que a apresentação pública de Helena Barril aos eleitores será transmitida através da página de facebook da sua candidatura. “Para que seja do conhecimento de todos os munícipes, amigos e simpatizantes”, pode ler-se.

Segundo Nuno Rodrigues, presidente da concelhia do PSD de Miranda do Douro, no decorrer da apresentação, Helena Barril vai dar a conhecer a “motivação, princípios e valores” da candidatura social-democrata, que vai contar com a presença do deputado e presidente do grupo parlamentar do PSD, Adão Silva.

HA

Política: Movimento Terra de Miranda exige sede da concessionária das barragens no território

Política: Movimento Terra de Miranda exige sede da concessionária das barragens no território

O Movimento Cultural Terra de Miranda (MCTM) reivindicou que a sede social da empresa que comprou as seis barragens transmontanas, por 2,2 mil milhões de euros na bacia hidrográfica do Douro, deve ficar no território onde estão instaladas.

“Foi anunciado, quer pelo ministro do Ambiente, quer pela própria empresa concessionária das seis barragens que a sede operacional da empresa ficaria na Terra de Miranda. Eu não sei o que é uma sede operacional. A sede administrativa é o referencial para o pagamento de impostos”, disse Aníbal Fernandes, um dos membros do MCTM.

Em comunicado, o MCTM refere que “a Movhera 1 – Hidroelétricos do Norte é a empresa detida pelo consórcio francês, liderado pela Engie, que comprou as seis barragens no rio Douro à EDP, por 2,2 mil milhões de euros e tem a sede no Porto e não em Trás-os-Montes”.

Para o MCTM, tal sugere que a Movhera 1 “só pretende tirar proveito da riqueza gerada na Terra de Miranda pelos nossos recursos naturais e não está interessada em comprometer-se com o desenvolvimento da região”, o que “é incompreensível”.

O Movimento insta o Governo a que obrigue a Movhera 1 a cumprir a condição da qual o próprio Governo fez depender a sua autorização de venda das barragens, que é a instalação da sua sede na Terra de Miranda.

Aníbal Fernandes disse que se está a utilizar “a semântica para tirar o mais possível da Terra de Miranda, destas três barragens que são muito rentáveis [Miranda do Douro, Picote e Bemposta].

“Querem levar todos os dividendos e apenas deixar os impactos ambientais negativos resultantes da construção deste três empreendimentos hidrelétricos”, criticou.

Para o MCTM, a Terra de Miranda vai continuar a ser espoliada, não só da imensa riqueza produzida pelos seus recursos, como também de milhões de euros em receitas fiscais, incluindo as provenientes dos impostos municipais.

“É inaceitável, já que essas receitas resultam da riqueza gerada com a exploração dos aproveitamentos hidroelétricos do Douro”, frisou.

Para o MCTM, o negócio devia ter-se traduzido em 110 milhões de euros em impostos, a entregar às regiões abrangidas pelas barragens na bacia hidrográfica do Douro.

“O Governo deve 110 milhões de euros à Terra de Miranda (Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso) provenientes do imposto de selo gerado pela transação”, justificou Animal Fernandes.

Em 13 de novembro de 2020, foi anunciado que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tinha aprovado a venda de barragens da EDP (Miranda, Bemposta, Picote, Baixo Sabor e Foz-Tua) à Engie.

A EDP concluiu, em 17 de dezembro, a venda por 2,2 mil milhões de euros de seis barragens na bacia hidrográfica do Douro a um consórcio de investidores formados pela Engie, Crédit Agricole Assurances e Mirova.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse a 23 de março ter solicitado à Parpública a análise das condições contratuais, nomeadamente as de natureza financeira, sobre a venda de barragens pela EDP ao consórcio liderado pela Engie.

A Parpública não se pronunciou sobre a operação de venda das barragens na bacia do Douro pela EDP à Engie, segundo mostra a documentação enviada pelo Ministério das Finanças ao parlamento em resposta a um requerimento do BE.

Num parecer de 30 de julho de 2020, a APA considerou não estarem reunidas as condições para a realização da venda de cinco barragens na bacia do Douro, pela EDP, ao consórcio liderado pela Engie, propondo que fosse solicitado parecer jurídico.

A 23 de março, o Grupo Parlamentar do PS disse que ia chamar ao parlamento a diretora-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) a propósito da venda das seis barragens.

Lusa | HA