Futsal: Miranda, Moncorvo, Vimioso e Ala vão disputar a final four da Taça Distrital
Nos dias 15 e 16 de março, o pavilhão municipal de Macedo de Cavaleiros volta a ser o palco da final four da Taça Distrital de Futsal, após o apuramento das quatro equipas finalistas: o atual detentor do troféu, o Clube Desportivo de Miranda do Douro, o Sporting de Moncorvo, o Águia de Vimioso e o ACDR Ala.
Segundo a Associação de Futebol de Bragança (AFB), as meias-finais da Taça Distrital vão jogar-se na sexta-feira, dia 15 de março. De acordo com o sorteio, no primeiro jogo das meias finais, agendado para as 19h30, vão defrontar-se o Sporting de Moncorvo e o ACDR Ala. O segundo jogo tem início às 21h30 e vai opor o Águia de Vimioso ao Clube Desportivo de Miranda do Douro.
A final da Taça Distrital de Futsal está agendada para as 21h30 do dia seguinte, sábado, 16 de março, na qual vão participar os vencedores das meias-finais.
Na época passada, o Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) conquistou a Taça Distrital de Futsal, ao vencer na final a equipa brigantina da Escola de Futsal Arnaldo Pereira, por 6-8, no prolongamento.
Bragança-Miranda: Formação intensiva para catequistas nos quatro arciprestados
Entre 20 de fevereiro e 11 de maio, o secretariado da catequese da Diocese de Bragança-Miranda promove uma formação intensiva para catequistas nos 4 arciprestados da diocese.
A formação tem como tema «A Alegria de Evangelizar» e vai ser ministrada nas modalidades digital e presencial.
“Tendo em conta a grande extensão geográfica da Diocese, e as faixas etárias dos catequistas, a formação será ministrada por arciprestados”, informam.
A iniciativa começa no dia 20 de fevereiro para o arciprestado de Bragança (concelhos de Bragança e Vinhais), prossegue a 27, e termina a 2 de março, com um encontro presencial, na Igreja dos Santos Mártires, em Bragança.
Nos dias 5 e 12 de março, a formação prossegue para o Arciprestado de Miranda (concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso), e finda no dia 16 do mesmo mês.
Em abril (9, 11 e 13) são abrangidas as catequistas do arciprestado de Mirandela (concelhos de Macedo de Cavaleiros e Mirandela).
«A Alegria de Evangelizar» chega ao arciprestado de Moncorvo (concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada-à-Cinta, Torre de Moncorvo e Vila Flor) a 30 de abril e prossegue a 7 de maio e termina a 11 de maio, também com um encontro presencial.
As exportações portuguesas de cortiça atingiram, no ano passado, 1.232 milhões de euros, aumentando cerca de 2% em relação a 2022, um “novo recorde do setor”, de acordo com a Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR).
A associação destacou ainda o saldo da balança comercial e o comportamento das vendas para os EUA, num comunicado.
“As exportações portuguesas de cortiça atingiram o valor histórico de 1.232 milhões de euros em 2023, um novo recorde do setor, correspondendo a um crescimento de cerca de 2% face a 2022”, adiantou.
Segundo a APCOR, “a balança comercial ultrapassou pelo 3.º ano consecutivo os 900 milhões de euros, tendo atingido os 938 milhões de euros”, devido “a uma taxa de cobertura das importações pelas exportações de 4,2 vezes”, que a associação diz ser “um desempenho sólido”, evidenciando “a importância e a competitividade do setor no mercado internacional e o grande valor acrescentado”.
A associação indicou ainda que “as exportações para os EUA cresceram para 214 milhões de euros, tendo ultrapassado pela primeira vez na história a barreira dos 200 milhões”.
Este mercado consolidou assim o segundo lugar “na hierarquia depois de França e à frente de Espanha, Itália e Alemanha”.
A APCOR revelou que “as rolhas de cortiça continuam a ser o principal produto exportado em valor tendo crescido 2,1% e tendo ultrapassado pela primeira vez os 900 milhões de euros”.
“Enquanto setor que exporta mais de 90% da sua produção, a conjuntura internacional continua a ser um fator preponderante no nosso desempenho, não estando o setor imune ao ajustamento das cadeias de abastecimento e ao abrandamento significativo na procura. Este facto foi evidente ao longo do ano, marcado por um primeiro trimestre de forte crescimento e os restantes de equilíbrio com os períodos homólogos do ano anterior”, explicou João Rui Ferreira, secretário-geral da APCOR, citado na mesma nota.
A associação destacou “o facto de a cortiça ser um material único do ponto de vista das suas credenciais, técnicas e ambientais” e “ter uma clara preferência de profissionais e de consumidores”, entre outras vantagens.
“É por tudo isto que, apesar da atual conjuntura, encaramos o futuro com otimismo. Num setor estratégico para o país, nas diferentes dimensões da sustentabilidade: ambiental, económica e social e de forma a consolidar a liderança mundial, será necessário reforçar e ativar rapidamente os programas de promoção internacional, bem como dar continuidade ao desenvolvimento tecnológico do setor”, concluiu o secretário-geral.
Meteorologia: Temperaturas descem e regressa a chuva
As temperaturas vão descer na ordem dos 10 a 12 graus Celsius, esperando-se também o regresso da chuva e vento, segundo o IPMA.
“A aproximação de uma superfície frontal fria vai trazer novamente precipitação e intensificação do vento. Assim, no final do dia está prevista chuva fraca no Minho e Douro litoral. Na quinta-feira haverá períodos de chuva em todo o território, passando a regime de aguaceiros”, avançou Cristina Simões.
De acordo com a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), na quinta-feira, dia 22 de fevereiro, os aguaceiros poderão ser de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela e depois a cota desce gradualmente até aos 800 a 1.000 metros de altitude.
O IPMA emitiu mesmo aviso de queda de neve, entre as 21:00 de quinta-feira e as 19:00 de sexta-feira, nos distritos de Bragança, Viseu, Castelo Branco, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo e Braga.
“O vento será especialmente forte no litoral e nas terras altas com rajadas até 60 quilómetros por hora no litoral e 80 a 85 nas terras altas na quinta e sexta-feira. Quero chamar também a atenção para a agitação marítima, que será forte a partir de quinta-feira, tendo o IPMA já emitido avisos amarelo e laranja”, disse.
Segundo Cristina Simões, as temperaturas vão descer gradualmente até sexta-feira, dia 23 de fevereiro.
“As temperaturas deverão descer quase 10 graus. Há que considerar que as temperaturas têm estado muito acima da média para a época do ano. Ainda estamos em fevereiro. Mas vão descer para níveis mais habituais”, indicou.
A meteorologista do IPMA adiantou ainda que pelo menos até ao fim de semana vai manter-se a chuva no norte e centro do país e as temperaturas também vão continuar baixas.
“Nos próximos dias e porque as temperaturas descem e temos intensificação do vento, as pessoas vão sentir um maior desconforto térmico”, concluiu.
Legislativas 2024: Bispos católicos alertam para «crise de confiança» que se vive no país
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) alertou para o “momento difícil” e a “crise de confiança” que se vive no país, apelando ao “diálogo honesto” entre responsáveis partidários, tendo em vistas as legislativas do próximo dia 10 de março.
“Às difíceis condições de vida de tantos portugueses, em especial dos jovens, esta crise de confiança rouba a esperança a tantos que não conseguem encontrar trabalho e, quando o encontram, o seu rendimento é insuficiente para terem uma vida digna: ter habitação, acesso à educação ou dinheiro para pagar as despesas”, refere uma nota do Conselho Permanente da CEP, enviada à Agência ECCLESIA.
Os bispos portugueses falam de um “um momento difícil, mas desafiador”.
“No tempo de debate e reflexão pré-eleitoral em que nos encontramos, exige-se um diálogo honesto e esclarecedor entre os partidos políticos, com a apresentação de programas exequíveis e conteúdos programáticos que não se escondam por detrás de manobras mediáticas e defraudem a esperança dos cidadãos”, apelam, numa nota intitulada ‘Eleições Legislativas 2024: Restituir a esperança aos cidadãos’.
“Só assim os cidadãos podem optar pela adesão a projetos concretos e não a votar pela raiva ou desilusão ou, pior ainda, a não votar”, acrescentam.
“Escolher quem nos representa no Parlamento é um dever de todos e ninguém deve excluir-se deste momento privilegiado para colaborar na construção do bem comum. A abstenção não pode ter a palavra maioritária nas eleições do próximo dia 10 de março”.
A CEP alude à sucessão de atos eleitorais, após a queda do Governo no final de 2023 e a dissolução do Parlamento em 2021.
“Os últimos meses foram abundantes em crises que adensaram a desconfiança dos portugueses em relação às instituições, em particular na esfera política e judicial”, lamentam os bispos católicos.
A nota recorda a passagem pelo Papa Francisco por Portugal, em agosto de 2023, quando “deixou indicações aos dirigentes políticos portugueses para que sejam agentes da ‘boa política’, geradora de esperança e construtora do bem comum”.
“A responsabilidade é de todos, dos políticos e de quem os elege, dos que definem projetos e de quem faz escolhas, daqueles que apresentam propostas e de quem se preocupa em delas ter conhecimento para votar conscientemente”, observa a CEP.
“Votar, de forma esclarecida e em consciência, é uma responsabilidade que decorre da vivência concreta da nossa fé no meio do mundo”.
Os membros do episcopado sugerem aos eleitores católicos a leitura do documento “Um olhar sobre Portugal e a Europa à luz da doutrina social da Igreja”, publicado a 2 de maio de 2019 pela Conferência Episcopal Portuguesa, que aponta “quatro princípios a presidir à decisão do voto: toda a vida humana tem igual valor; o bem tem de ser de todos e de cada um sem ser ditadura da maioria; a casa comum é para cuidar; nem Estado centralizador, nem Estado mínimo”.
“Enquanto cristãos, à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja, temos a responsabilidade acrescida de participar na vida política e na edificação da comunidade. Somos chamados também a trazer à nossa oração todos os homens e mulheres que servem a política”, apela a CEP.
Eleições: EDP terá de pagar todos os impostos resultantes da venda das barragens – BE
A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, defendeu em Miranda do Douro que a EDP terá de pagar todos os impostos resultantes das vendas das barragens transmontanas, no valor estimado de 400 milhões de euros.
“Há uma guerra e disputa permanente com a EDP para que pague ao território e às autarquias, ao povo da Terra de Miranda, os impostos devidos por em negócio milionário [vendas das barragens] que aconteceu há anos. Agora há uma disputa sobre o valor da avaliação [tributária] e estamos a falar de quase 400 milhões de euros se tudo for contabilizado”, disse Mariana Mortágua aos jornalistas, após uma reunião com associações do território, Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) e autarquia de Miranda do Douro.
A líder do BE recusou-se a aceitar “um regime de privilégio, em que grandes empresas com tanto poder possam não pagar os seus impostos e onde depois as pulações e o interior são deixados ao abandono, com os recursos a serem explorados e sem o devido retorno”.
Em 8 de janeiro, o MCTM exigiu aos líderes partidários que se comprometam com os cidadãos sobre o que pretendem fazer no domínio dos impostos sobre a venda das barragens cuja liquidação caducou no final de 2023.
À data, o MCTM, num comunicado enviado à Lusa, considerou que “uma rede de corrupção e tráfico de influências está instalada ao mais alto nível do Estado para evitar o pagamento do IMI pelas concessionárias das barragens e os impostos devidos pela sua transmissão (Imposto do Selo e IRC)”.
Já no mês de novembro o Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) alertava que o direito à liquidação de IMI sobre o negócio da venda das seis barragens transmontanas referente a 2019 iria caducar, perdendo-se 22 anos de receitas deste imposto.
Em 6 de dezembro, o município de Miranda do Douro anunciava que iria pedir à PGR uma “investigação rigorosa” ao “ilegal comportamento da Autoridade Tributária” na avaliação das barragens de Miranda e Picote.
Por outro lado, Mariana Mortágua pediu ainda proteção para a língua mirandesa, acrescentado que no espaço de 30 anos se não for protegida, “pode mesmo desaparecer“.
“Trata-se de um património nacional que tem de ser protegido”, vincou.
Mirandela: Feira da Alheira vai ter um dia dedicado à caça
A XXIV Feira da Alheira de Mirandela que decorre de 29 de fevereiro a 3 de março, vai ter um dia dedicado ao setor da caça, informou a presidente da câmara municipal, Júlia Rodrigues, na apresentação do evento.
Organizada pela autarquia com o apoio da Associação Comercial e Industrial local, que é a entidade gestora da Alheira de Mirandela, a feira, que está marcada entre 29 de fevereiro e 3 de março, começa um dia mais cedo do que o habitual, numa quinta-feira, e integra neste primeiro dia o 35º Encontro Venatório do Nordeste Transmontano e o Encontro Cinegético do Município de Mirandela, que prevê levar à região “500 entusiastas do mundo da caça”.
“Vamos incluir a cinegética, com atos venatórios. E vamos replicar o modelo do ano passado, ou seja, estender a feira por toda a cidade, do Parque do Império até ao Mercado Municipal. Julgamos que é um modelo que resultou e que vamos manter”, disse a autarca Júlia Rodrigues aos jornalistas.
São cerca de 90 expositores, distribuídos por uma área de 11.500 metros quadrados.
Atualmente no concelho de Mirandela contam-se 12 cozinhas regionais e sete indústrias, cinco delas com Indicação Geográfica Protegida (IGP).
Segundo os dados do município, o enchido gera, no concelho do distrito de Bragança com 21.384 habitantes, mais de 30 milhões de euros por anos. As empresas produtoras e os pontos de venda representam 750 postos de trabalho.
“Julgamos que a nível de postos de trabalho, diretos e indiretos, e de produtividade é o produto, sem dúvida, que mais certifica no território nacional e aquele que tem mais projeção além-fronteiras, dentro daquilo que são os produtos IGP”, afirmou a presidente de câmara.
Júlia Rodrigues destacou, por isso, que a alheira é “a imagem de marca de Mirandela”, a par dos seus ingredientes, como o azeite, o pão ou as carnes.
Por isso, frisou ainda a autarca, é necessário, mais do que a quantidade produzida, manter os parâmetros de qualidade na confeção.
“Para isso temos que ter o cumprimento do caderno de especificações da IGP da Alheira de Mirandela. E isso é que é importante nós afirmarmos”, considerou Júlia Rodrigues, acrescentando que a qualidade se tem afirmado ao longo dos anos.
A cerimónia de inauguração oficial da XXIV Feira da Alheira está marcada para as 18h00, do dia 29 de fevereiro.
Ao longo dos dias vão estar presentes quatro chefe de cozinha com ligações à região, no Espaço Saborear, que vão ensinar as melhores técnicas para degustar os produtos locais.
Do programa constam ainda exposições, um desfile equestre, um passeio de um trial motar, organizado pelo Moto Clube de Mirandela e animação musical, no Parque do Império.
Na sexta-feira à noite, dia 1 de março, atua Rebeca. Sábado é a vez de Jorge Guerreiro e a Banda 1º de Maio de Mirandela sobe ao palco domingo à tarde.
A Feira da Alheira representa um investimento que ronda os 200 mil euros.
Vimioso: Estudantes de medicina criaram proximidade com a população do concelho
Vimioso acolheu nos dias 16, 17 e 18 de fevereiro, uma dezena de estudantes de medicina, no âmbito do “Med On Tour”, uma iniciativa que possibilitou o contato dos futuros médicos com a população idosa do concelho e a sensibilização das crianças e jovens para estilos de vida saudáveis.
Os estudantes do ICBAS realizaram palestras sobre temas de saúde no Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV).
Na sexta-feira, dia 16 de fevereiro, os alunos do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) do Porto, começaram a campanha “Med on Tour” com a realização, em várias localidades do concelho vimiosense, de rastreios gratuitos à diabetes, hipertensão arterial e obesidade.
À tarde, os futuros médicos,estiveram no Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV), onde realizaram palestras sobre temas como a alimentação e hidratação e a saúde mental.
No auditório do AEV, os futuros médicos desfizeram preconceitos e elucidaram sobre as causas mais frequentes que levam a doenças mentais, como, por exemplo, a depressão.
“As principais causas da depressão podem ser a perda de um ente querido, o bullying, a pressão escolar, a exclusão social, a discriminação, o consumo de álcool, drogas e alguns medicamentos”, indicaram.
De seguida, os jovens universitários apontaram estratégias para prevenir a depressão, para lidar com o stress e manter a autoestima.
Segundo os estudantes de medicina, cuidar da saúde mental é tão importante como cuidar da saúde física.
Na estadia em Vimioso, a equipa do “Med on Tour” foi constituída por uma dezena de alunos que estão a frequentar o 2º e 3º anos do curso de medicina, no ICBAS, no Porto.
A estudante do 3º ano de medicina, Matilde Rocha, que integrou a comissão organizadora desta iniciativa e foi a responsável pelo grupo que esteve em Vimioso, sublinhou a importância de conhecer outras realidades.
«Ao participarmos no “Med on Tour”, nós, os estudantes de medicina adquirimos uma perspectiva mais abrangente do estado de saúde da população portuguesa. Com esta vinda aos meios rurais apercebemo-nos do grande valor que as pessoas dão aos médicos. E o mais surpreendente é que às vezes, basta só uma conversa e uns pequenos conselhos para ter um estilo de vida mais saudável» disse.
Por sua vez, o jovem Gonçalo Gonçalves, com 20 anos, também ele a frequentar o 3º ano de medicina, no ICBAS, revelou que decidiu participar nesta iniciativa em Vimioso, por causa dos laços familiares.
“Os meus pais são naturais do concelho de Vimioso e quis conhecer mais de perto a realidade da saúde neste concelho. Ao frequentar o curso de medicina, apercebo-me da importância de estabelecer uma maior proximidade com as pessoas”, disse.
Questionado se após a conclusão do curso de medicina pondera a hipótese de trabalhar em concelhos como o de Vimioso, o jovem estudante de medicina respondeu afirmativamente.
“Sim, admito essa possibilidade. Tenho um contato regular com estes concelhos mais rurais, onde aprecio sobretudo a maior proximidade com as pessoas, a envolvência da natureza e o ritmo de vida mais tranquilo que aqui se vive”, disse.
Ao longo dos três dias, a equipa do ICBAS esteve nas 22 localidades do concelho de Vimioso, onde realizou rastreios ou testes de despistagem de risco cardiovascular, a doenças como a diabetes, a hipertensão e a obesidade.
No ano passado, mais de 100 estudantes de medicina participaram no “Med on Tour”, numa campanha que decorreu em 16 municípios portugueses.
Miranda do Douro: Montarias trouxeram centenas de caçadores ao Festival dos Sabores Mirandeses
Em Miranda do Douro, o XXV Festival de Sabores Mirandeses, que decorreu no fim-de-semana de 16, 17 e 18 de fevereiro, registou uma grande afluência de público, com destaque para as centenas de caçadores que participaram nas montarias ao javali, realizadas nos três dias do certame dedicado à gastronomia e artesanato.
Na montaria ao javali, em São Martinho de Angueira, participaram 276 caçadores, muitos deles vindos de outras regiões do país.
A cerimónia oficial de abertura do certame contou com a participação da presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril e das visitas do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), engenheiro Pimenta Machado e do vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Beraldino Pinto.
No seu discurso, Helena Barril, referiu-se à longevidade e sucesso do Festival do Sabores Mirandeses e agradeceu o trabalho e a assídua participação dos expositores do planalto mirandês, que continuam a oferecer produtos de elevada qualidade.
“Este evento pretende dar visibilidade ao que de melhor se produz no planalto mirandês, como são os enchidos caraterísticos desta altura do ano, a doçaria tradicional, o azeite, o vinho, os frutos secos, os licores, as compotas, a carne mirandesa, o cordeiro mirandês e também o artesanato, com os artigos em burel e a cutelaria”, destacou.
A autarca de Miranda do Douro, aproveitou a visita dos representantes da APA e da CCDR- Norte para reivindicar políticas diferenciadoras para os territórios do interior, de modo a promover a fixação de pessoas e a valorização dos recursos.
No mesmo sentido, o vice-presidente da CCDR – Norte, Beraldino Pinto, felicitou o município de Miranda do Douro pela organização do Festival dos Sabores Mirandeses, um certame que tem por finalidade a valorização dos produtos da terra.
“Para que o certame continue a evoluir é importante que a organização e os produtores invistam na inovação e diferenciação deste território e dos seus produtos. E Miranda do Douro tem sabido fazê-lo, ao promover e valorizar a sua riqueza cultural e natural”, disse.
O XXV Festival dos Sabores Mirandeses decorreu nos dias 16, 17 e 18 de fevereiro e teve como atrações os concertos musicais dos artistas, Ana Laíns e Domingues e a permanente animação proporcionada pelos grupos de folclore e pauliteiros de todo o concelho.
Este ano, o maior destaque do festival gastronómico e de artesanato foram as três montarias ao javali, que trouxeram muitos caçadores de outras regiões do país, ao concelho de Miranda do Douro.
Na montaria realizada em São Martinho de Angueira, no sábado, dia 17 de fevereiro, participaram 276 caçadores, vindos de regiões como Castelo, Branco, Coimbra e Fafe.
“O município de Miranda do Douro realizou um excelente trabalho de divulgação das montarias através dos sites de caça e nos grupos do whatsapp e facebook. Um mês antes da montaria, as inscrições estavam esgotadas e tivemos mesmo que recusar inscrições dada a grande procura”, indicou Vitor Pires, da organização do encontro cinegético.
Em São Martinho de Angueira, no final da montaria foram caçados 46 javalis, o que comprovou a existência de uma grande densidade destes animais no concelho de Miranda do Douro.
Segundo o vice-presidente do município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, muitos dos caçadores vieram acompanhados das famílias, tendo aproveitado a estadia para visitar a cidade de Miranda do Douro e em particular o XXV Festival dos Sabores Mirandeses.
No último dia do Festival dos Sabores Mirandeses, Domingo, dia 18 de fevereiro, o destaque foi a realização do 18º Passeio Bicicleta Todo-o-Terreno (BTT), uma prova desportiva que deu a conhecer e beleza natural do planalto mirandês.
Eleições: Aliança Democrática (AD) vai percorrer todos os distritos
A campanha da Aliança Democrática (AD) vai percorrer todos os distritos de Portugal Continental e apostar em iniciativas de contacto com a população, começando o período oficial de campanha no dia 25 de fevereiro em Mirandela (Bragança) e terminando em Lisboa.
Após o último frente a frente televisivo que vai opor o presidente do PSD, Luís Montenegro e o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, a campanha da AD (coligação que integra também o CDS-PP e PPM) para as legislativas antecipadas de 10 de março vai percorrer o país.
De acordo com o diretor de campanha da AD, Pedro Esteves, a aposta será em “mais rua e mais contacto com as pessoas” e a caravana passará habitualmente por dois distritos por dia, indo a todos pelo menos uma vez (e a muitos duas vezes nas três semanas que faltam para as eleições), reservando a reta final da campanha para Porto e Lisboa.
Além dos contatos de rua, o tipo de ações variará em função da especificidade local, passando por visitas a fábricas, mercados, herdades agrícolas, hospitais ou instituições, e o dia de campanha terminará com um comício ou jantar-comício.
Nestas iniciativas da noite – ou à tarde, aos fins de semana – discursarão, por regra, os líderes dos dois maiores partidos da coligação, Luís Montenegro e Nuno Melo, e o líder do CDS-PP só pontualmente terá iniciativas à margem da volta principal (como participações em debates ou conferências em representação da AD).
Já o PPM estará representado na campanha em permanência pelo vice-presidente Valdemar Almeida, enquanto o líder dos monárquicos, Gonçalo da Câmara Pereira, indicou que deverá passar a maioria do período de campanha no Corvo, enquanto não se resolver a questão do Governo nos Açores, não estando, por enquanto, prevista a sua presença na volta da AD.
“Entrará quando quiser, será sempre bem-vindo”, afirmou o diretor de campanha, lembrando que o líder do PSD terminou a campanha dos Açores no Corvo, ao lado de Gonçalo da Câmara Pereira.
Devido à presença recente de Montenegro nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira – no âmbito da iniciativa “Sentir Portugal”, que o levou aos 308 concelhos -, as ilhas não farão parte do roteiro da campanha para próximas três semanas.
Na próxima semana, a campanha da AD andará pelo distrito de Lisboa, na terça e quinta-feira (neste segundo dia com um comício em Cascais), no Porto e Setúbal na quarta, com uma passagem também por Faro na quinta-feira.
Depois do debate televisivo com todos os líderes parlamentares, no dia 23, a campanha arrancará no dia seguinte nos distritos da Guarda e Viseu, com passagens pela feira do fumeiro em Trancoso, e ações em Sernancelhe e Lamego.
O primeiro dia oficial de campanha, 25 de fevereiro, começará com contactos com a população em Mirandela (distrito de Bragança), terminando com uma arruada e comício em Vila Real, a meio da tarde.
A caravana seguirá depois para Beja e Faro no dia 26 – com uma passagem por Lisboa para o debate das rádios com todos os líderes -, seguindo para o interior no dia seguinte, com Elvas, Portalegre, Castelo Branco e Covilhã na agenda.
No dia 28, após uma passagem pela Bolsa de Turismo de Lisboa, a volta da AD segue para os distritos de Setúbal e Évora, subindo para Leiria e Santarém no dia seguinte.
A primeira ida a Aveiro, o distrito onde mora e iniciou a carreira política Luís Montenegro, acontecerá no dia 01 de março, depois de uma passagem de manhã pela Guarda.
Porto e Braga foram os distritos escolhidos para o último sábado de campanha, que seguirá no domingo para Coimbra e Viseu, começando a agenda de 03 de março com uma passagem pela Figueira da Foz, onde é presidente da Câmara o ex-líder do PSD Pedro Santana Lopes, que se desfiliou do partido mas foi o convidado-surpresa da última convenção da AD.
A direção de campanha não quis antecipar se haverá antigos presidentes dos dois principais partidos presentes, apenas assegurando que ao longo da campanha haverá várias figuras do PSD e do CDS-PP em ações de campanha.
A última semana de campanha começará a 4 de março com nova incursão a Trás-os-Montes (Chaves, Bragança e Macedo de Cavaleiros), concentrando-se, depois, no litoral e sempre a norte de Lisboa: Aveiro e Leiria a 05 de março, Viana do Castelo e Braga no dia 06, com os últimos dias dois reservados ao Porto – com a tradicional arruada em Santa Catarina – e Lisboa, não tendo sido ainda reveladas as ações na capital, onde a AD fará também a noite eleitoral no dia 10 de março.
Além do diretor de campanha Pedro Esteves – chefe de gabinete de Luís Montenegro e ex-assessor do eurodeputado Paulo Rangel -, a estrutura inclui como diretor-adjunto Pedro Morais Soares, secretário-geral do CDS-PP, e como diretor da volta o antigo deputado e ex-secretário de Estado das Comunidades do PSD José Cesário.