Ambiente: Douro Internacional com centros interpretativos

Ambiente: Douro Internacional com centros interpretativos

O presidente da Comissão de Cogestão do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) anunciou que esta área protegida vai ser dotada de centros interpretativos, designados por Portas do Parque, a instalar nos quatro concelhos deste território fronteiriço.

“Vamos avançar, no imediato, com o projeto de instalação das Portas do Parque, onde será instalado um centro interpretativo em cada um dos concelhos desta área protegida e, para o efeito, os municípios já escolheram os espaços destinados a estes equipamentos”, explicou António Pimentel.

O também presidente da Câmara de Mogadouro indicou que, no seu concelho, a Porta do Parque ficará no sítio do Cardal do Douro, acrescentando ainda que o valor deste equipamento poderá rondar os 125 e os 150 mil euros e que aguarda por fundos para finalizar o processo.

A autarca de Miranda do Douro, Helena Barril, disse que no seu concelho vão ficar três entradas na área do PNDI, sendo que uma fica nas imediações da cidade, junto à fronteira com Espanha. Uma outra no cabeço da Senhora da Luz, junto à aldeia raiana de Constantim. Também a vila Sendim terá um destes equipamentos, destinado para quem se desloca de sul, via Itinerário Complementar 5 (IC-5) e a Estrada Nacional 221 (EN-221).

O município de Freixo de Espada à Cinta escolheu o miradouro do Pirocão, junto à EN-221, via que faz a ligação à vila.

Já no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, este equipamento ficará localizado no Posto de Turismo da Barca d’ Alva, que sofreu obras de melhoramento, de acordo com uma publicação na Internet feita por este município.

Estes espaços serão ponto de partida para os visitantes conhecerem o território, procurarem informação, solicitarem serviços e adquirirem produtos tradicionais.

O PNDI é a segunda maior área protegida do país, onde estão inseridas 35 aldeias dos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, e Figueira de Castelo Rodrigo, distrito da Guarda, numa extensão de 122 quilómetros, desde a barragem do Castro até à foz do rio Águeda.

Fonte: Lusa

Ferrovia: Ligação Lisboa-Madrid não compromete linha transmontana

Ferrovia: Ligação Lisboa-Madrid não compromete linha transmontana

O presidente da Associação Vale d’Ouro disse que a linha de alta velocidade Lisboa–Madrid, não compromete o corredor internacional Norte e insiste que a ligação por Trás-os-Montes é a melhor solução.

“Do ponto de vista estratégico, Portugal decidiu o Plano Ferroviário Nacional, em que há um corredor internacional a Norte e outro a Sul. Deu-se prioridade ao do Sul, agora empurrado pelas questões do aeroporto”, afirmou Luís Almeida, responsável pela associação que defende a reativação da linha do Douro até Espanha e ainda o novo corredor para a linha de Alta Velocidade de Trás-os-Montes, ligando o Porto a Espanha.

As declarações de Luís Almeida foram feitas a propósito do anúncio do Governo, de mandatar a Infraestruturas (IP) de Portugal para concluir os estudos para a construção da Terceira Travessia do Tejo e da ligação ferroviária de alta velocidade Lisboa-Madrid.

O responsável acrescentou que “ninguém disse que o corredor internacional Norte ia deixar de ser feito” e neste dossier salientou que é preciso escolher “se é a linha de Trás-os-Montes se é a linha Aveiro-Viseu-Salamanca”.

E, na sua opinião, estrategicamente a ligação Porto – Vila Real – Bragança – Zamora é a melhor solução.

“Porque é aquela que passa pelos territórios com mais dinamismo económico, com mais população e que serve efetivamente toda a região e área metropolitana do Porto e o Porto de Leixões”, sustentou.

E continuou: “Não vejo que a decisão de ontem (terça-feira) possa de alguma forma comprometer isto”.

O anúncio foi feito em conferência de imprensa, na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, onde foi aprovada a construção de um novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, que se vai chamar Luís de Camões.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, adiantou que é compromisso do Governo iniciar os estudos de desenvolvimento da linha ferroviária de alta velocidade Lisboa-Madrid, com o objetivo de concluir os trabalhos do lado português ao mesmo tempo que Espanha, que aponta para 2034, “de forma a garantir uma execução coordenada e atempada do projeto, otimizando plenamente a disponibilidade de financiamento”, e lembrou que o primeiro troço preparado para a alta velocidade em Portugal, entre Évora e Caia, deverá estar concluído em meados de 2025.

“Agora, para não fomentarmos mais desequilíbrio quer económico quer social, acho legítimo que os territórios fora das áreas metropolitanas exijam, de alguma forma, mecanismos que garantam que o nível de investimento público é mais ou menos coincidente em todo o país”, frisou.

E isto, acrescentou, “não quer dizer que se vão fazer aeroportos ou linhas de comboio pelo interior adentro ou em todo o lado”.

“Quer dizer que tem que haver uma racionalidade de investimentos que garanta que os territórios tenham todos a mesma oportunidade de se desenvolver. No caso concreto de Trás-os-Montes esses investimentos são muito claros, é a linha de Trás-os-Montes com ligação em Zamora e é a linha do Douro, num plano mais local, e a sua reabertura a Salamanca”, defendeu.

A Vale d’Ouro, sediada no Pinhão, concelho de Alijó, distrito de Vila Real, participou na consulta pública para o Plano Ferroviário Nacional submetendo um estudo para uma nova linha de alta velocidade entre Porto–Vila Real–Bragança-Zamora uma proposta que prevê a ligação à linha de alta velocidade Madrid-Galiza a cerca de 40 quilómetros da fronteira.

No entanto, em dezembro, ficou a saber-se que esta linha transmontana não foi incluída na rede transeuropeia de transportes (TEN-T).

A associação anunciou ter pedido esclarecimentos ao novo Governo sobre a linha ferroviária de alta velocidade de Trás-os-Montes, depois de, numa resposta a questões levantadas pela Vale d’Ouro, a União Europeia ter classificado este projeto como sendo de “interesse comum” para Portugal e Espanha.

Fonte: Lusa

Atenor: XII Ronda das Adegas continua a destacar os encantos da ruralidade

Atenor: XII Ronda das Adegas continua a destacar os encantos da ruralidade

No fim-de-semana de 7, 8 e 9 de junho, as ruas da aldeia de Atenor voltam a ser o circuito da “Ronda das Adegas”, um evento cultural e gastronómico cujo nome se refere à antiga tradição na aldeia, de ir provar o vinho novo às adegas, ao mesmo tempo que se degustavam os petiscos.

O evento é organizado pela Associação Cultural e Recreativa de Atenor e de acordo com o presidente, Vitor Rodrigues, à semelhança das anteriores edições, o público vai ser presenteado com adegas, tasquinhas, artesãos ao vivo, jogos tradicionais, exposições, oficinas de artesanato, teatro, animação de rua e concertos musicais.

“A Ronda das Adegas conquistou notoriedade e continua a atrair visitantes a Atenor, graças à originalidade deste evento, que surgiu da antiga tradição de ir provar o vinho às adegas desta aldeia do planalto mirandês”, salientou.

E porque o ambiente é de festa, a música vai ser uma constante na XII Ronda das Adegas, com vários concertos, ao longo dos três dias.

Na animação das ruas de Atenor, o som mais ouvido volta a ser o da gaita-de-foles, da caixa e do bombo, que marcam o ritmo da dança dos pauliteiros de Miranda.

Para além da música, outra atração do evento é a gastronomia nas tasquinhas e restaurantes instalados em antigos palheiros, currais, alpendres e nas tradicionais adegas.

“Os espaços já estão todos requisitados, pelo que os visitantes poderão percorrer cerca de 20 adegas e tasquinhas, onde têm a possibilidade de provar o vinho e saborear petiscos como o cordeiro assado na brasa, o javali ou cordeiro estufado na fogaça, os enchidos, a feijoada, a posta mirandesa, o frango de churrasco e o caldo verde”, informou Vitor Rodrigues.

Outro destaque na Ronda das Adegas é a montra de produtos regionais com os típicos enchidos, os queijos, as compotas, o pão caseiro, a doçaria regional, os licores, o mel e o vinho, entre outros produtos locais.

Nas oficinas artesanais, a XII Ronda das Adegas, vai contar com a participação de artesãos de tecelagem do linho, da lã e do burel, assim como da cestaria, escrinhos, cutelaria e a queijaria, atividades que costumam despertar o interesse do púbico.

Para além da música, da gastronomia e do artesanato, quem se deslocar a Atenor nos dias 7, 8 e 9 de junho poderá ainda participar em jogos tradicionais e visitar as exposições e o centro de valorização do burro de Miranda.

Segundo a organização, no ano passado, a Ronda das Adegas registou uma afluência de cerca de 4 mil pessoas, pelo que nesta edição, se a meteorologia ajudar, é esperada uma ainda maior afluência de público.

“Todos os anos, recebemos a visita de gente de todo o país e também do estrangeiro com a vinda de emigrantes portugueses, que reservam alguns dias de férias para participar neste evento anual”, disse.

Tal como nos anos anteriores o custo de entrada para os três dias do evento é de 2,5€. A aquisição da tradicional caneca, tem um custo adicional de 1,5€.

A “Ronda das Adegas” é um evento organizado pela Associação Cultural Desportiva de Atenor e que conta com os apoios do município de Miranda do Douro, da União de Freguesias de Sendim e Atenor e de várias empresas patrocinadoras.

Na localidade de Atenor, pertencente ao concelho de Miranda do Douro, há vários motivos de interesse turístico, entre os quais, o abrigo arqueológico das gravuras das Fragas da Lapa, assim como as ruínas do forno de telhas e os antigos moinhos de água. Na interior da aldeia, existem as pinturas ou frescos da Igreja matriz e o piso da capela de Santo Cristo.

Outra originalidade desta aldeia, é a fixação de jovens, que desenvolvem trabalhos na Associação para o Estudo de Proteção do Gado Asinino (AEPGA) e em empresas como a Tomelo, Eco Desenvolvimento, a Crivo Eco-construção e a Quitério Construções.

HA

Picote: FRAUGA expõe “Não te cales”

Picote: FRAUGA expõe “Não te cales”

A FRAUGA – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote tem em exposição uma mostra de cartazes da coleção Ephemera “Não te cales! Protesto e reivindicação”, que está em exibição de 11 de maio até 31 de agosto, no piso superior da associação, em Picote.

De acordo com o presidente desta associação, Jorge Lourenço, esta exposição alusiva ao Cinquentenário da revolução do 25 de abril de 1974, insere-se no evento cultural “XIX Encontros da Primavera”, que vai decorrer nos dias 7, 8 e 9 de junho e tem como tema “Artes, Democracia e Futuros”.

“A exposição destes cartazes foi a forma que escolhemos para comemorar os 50 anos do 25 de Abril, olhando para o futuro que toda esta energia torna mais alcançável.”, justificou o dirigente.

A exposição “Não te cales! Protesto e reivindicação nos cartazes do Arquivo Ephemera” visa salientar que uma das principais conquistas da revolução política do abril de 1974 é a liberdade de expressão pública de protestos e reivindicações.

“Com o 25 de abril começou a ser possível afirmar ideias e ideais, sem medo das proibições da censura, das cargas policiais ou das prisões políticas”, disse.

HA

Picote: Três artistas instalaram-se na localidade

Picote: Três artistas instalaram-se na localidade

Picote acolhe de 11 de maio até 9 de junho, o programa “Residência Artística”, com a estadia de três artistas, que vão desenvolver trabalhos sobre a o território e a cultural local, uma iniciativa que faz parte da XIX edição dos “Encontros da Primavera”.

A edição deste ano dos “Encontros da Primavera” está agendada para os dias 7, 8 e 9 de junho e até lá, as artistas Inês Tartaruga Água, Isabel Carvalho, e Sónia Mota Ribeiro vão trabalhar na aldeia de Picote.

Recorde-se que a “Residência Artística” é um programa que tem como objetivo criar uma plataforma de trabalho comum, entre artistas e investigadores.

A antropóloga e artista, Sónia Mota Ribeiro, é uma das convidadas do programa deste ano e justificou a sua presença em Picote, pelo seu interesse em relacionar a antropologia com a arte e o ambiente.

“Sou transmontana, natural de Murça e por isso tenho uma ligação emocional com a região de Trás-os-Montes. Nesta minha primeira vinda a Picote fiquei muito impressionada com a paisagem e as pessoas. Percebi que há uma tensão resultante da construção humana da barragem no Barrocal do Douro e a natureza. São como que duas forças imponentes a trabalhar em conjunto”, disse.

Por sua vez, Isabel Carvalho, formada em Artes Plásticas, nas especialidades de Pintura e Literatura, revelou que tem interesse em relacionar a arte com a ecologia.

“Nesta altura do ano, o que mais me inspira em Picote, são as cores da natureza. Aí estão presentes as cores primárias, como o amarelo, o azul e o vermelho das papoilas. Nunca tinha visto um campo tão coberto do azul da lavanda (alfazema), como aqui em Picote”, disse.

A terceira artista convidada é Inês Tartaruga Água, que se especializou em Pintura e Escultura. Nesta sua primeira visita a Picote, a jovem artista ficou maravilhada com a paisagem e a flora silvestre da região.

“É incrível a variedade da biodiversidade existente em Picote. No primeiro dia da estadia vi uma cobra, o que para quem vive na cidade não é nada normal!”, disse.

Ao longo de um mês, as três artistas vão desenvolver trabalhos, que depois vão ser apresentados nos dias 7, 8 e 9 de junho no Museu Terra Mater, em Picote.

Para a realização deste evento cultural na localidade, Jorge Lourenço, destacou o contributo da curadora, Patrícia Geraldes, natural de Picote, que com esta iniciativa artística traz à região pessoas que aportam outro olhar sobre a cultura local.

“Nesta edição, convidámos estas artistas para estabelecerem relações com a natureza e a comunidade de Picote. Ao longo de um mês, as artistas convidadas vão conhecer a realidade deste território, os seus saberes ancestrais e vão desenvolver trabalhos artísticos”, explcou Patrícia Geraldes.

Segundo a curadora, na primeira semana, as artistas já visitaram os locais mais emblemáticos de Picote, como os frescos na capela de Santo Cristo e no ermitério, o rio Douro e a barragem, os pastores e as anciãs da aldeia.

“Com esta visita quisemos dar o máximo de informação às artistas, para prosseguirem a sua investigação sobre a localidade e o terriório de Picote”, disse.

Um exemplo de como o olhar artístico acrescenta valor ao território, é a imagem do calendário de 2024 da freguesia de Picote, que representa uma das pinturas existente na central elétrica da barragem, da autoria de Pedro Calapez.

Para além da “Residência Artística”, o programa da XIX edição dos “Encontros da Primavera” inclui nos dias 7, 8 e 9 de junho, atividades como uma prova comentada de vinhos, cinema ao ar livre, uma conferência caminhada, sessão de leituras, uma conferência sobre a relação entre a democracia e a arte e a apresentação do albúm musical “Amélias”, da compositora e cantora Amélia Muge.

O presidente da FRAUGA – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote, Jorge Lourenço, afirmou que esta associação tem como missão desenvolver iniciativas de preservação e promoção da cultura e língua mirandesas.

“Entre estas iniciativas destacam-se o acompanhamento de visitas ao Eco Museu Terra Mater, a publicação de livros e a organização da Festa das Línguas, que se realiza no mês de setembro. No próximo dia 5 de junho, vamos apresentar as constituições sinodais do Bispado de Miranda”, informou.

Os “Encontros da Primavera” são uma iniciativa da FRAUGA – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote, que conta com os apoios da freguesia de Picote, do município de Miranda do Douro, do Centro de Recursos de Investigação em Antropologia (CRIA), da empresa concessionária da barragem de Picote, a Movhera e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

HA

Vimioso: PINTA acolhe seminário “Nordeste Naturalmente”

Vimioso: PINTA acolhe seminário “Nordeste Naturalmente”

A Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA) promove no dia 27 de maio, em Vimioso, o seminário “NORDESTE NA TUARALMENTE” para dar a conhecer e promover as potencialidades turísticas do território transmontano.

“Tendo o Nordeste Transmontano, atributos que fazem com que 60% da sua área tenha sido classificada como Rede Natura 2000, e atendendo ao que já foi implementado para melhorar as condições de visitação e promover o património natural e cultural, interessa refletir sobre os resultados alcançados e definir eixos prioritários de atuação para o futuro a médio prazo”, indica a AEPGA.

Segundo esta associação, os últimos anos têm sido caracterizados por um aumento da procura turística no Nordeste Transmontano. É neste território que a AEPGA realiza maioritariamente o seu trabalho, onde impulsiona novos projetos que tragam outros conceitos, como turismo regenerativo, de experiências e visitas ao território para conhecer a paisagem.

“Importa que os investimentos em projetos agrícolas, instalações fabris, e demais infraestruturas respeitem as boas práticas em matéria de ordenamento do território, salvaguardando os valores culturais ou naturais que conferem significado à paisagem nordestina”, defende a AEPGA.

O seminário “Nordeste Naturalmente” vai decorrer no PINTA – Parque Ibérico de Natureza e Aventura de Vimioso, no dia 27 de Maio de 2024, a partir das 9h30.

Consultar o programa e os oradores do seminário.

Fonte: Lusa e HA

Espanha: Inflação subiu para os 3,3%

Espanha: Inflação subiu para os 3,3%

Em Espanha, os preços subiram 3,3% em abril, mais uma décima do que no mês passado, divulgou o Instituto Nacional de estatística espanhol (INE).

Este aumento numa décima da inflação (subida dos preços comparando com o mesmo mês do ano anterior) deveu-se ao aumento do gás, que em abril de 2023 tinha baixado, e a uma menor descida da eletricidade do que há um ano.

A inflação em Espanha subiu em março pelo terceiro mês consecutivo, depois de três meses de descida.

Já a inflação subjacente (que exclui a energia e os alimentos frescos, não elaborados) foi 2,9% em abril, menos quatro décimas, e tem vindo a moderar-se há nove meses consecutivos.

Espanha mantém pelo menos até meados do ano, sem IVA os alimentos considerados básicos, assim como outras medidas de resposta à inflação.

Já na área da energia, o IVA (imposto sobre o consumo) da eletricidade subiu de 5% para os 10% em janeiro.

Espanha adotou pacotes para responder à subida dos preços depois de no primeiro semestre de 2022 ter tido dos valores mais elevados da União Europeia e de em julho daquele ano ter registado a inflação mais alta no país desde 1984 (10,77%).

Ao longo de 2022, o país aprovou vários pacotes de medidas para responder à inflação superiores a 3% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de 45.000 milhões de euros, entre ajudas diretas a consumidores e empresas e benefícios fiscais.

Para tentar responder à escalada dos preços dos alimentos, entrou em vigor em janeiro de 2023 um novo conjunto de medidas que incluem a suspensão do IVA de alguns alimentos e produtos considerados básicos.

Espanha fechou 2022 com a inflação mais baixa da União Europeia (5,7%) e no ano passado a taxa continuou a baixar, apesar de algumas oscilações durante o ano, chegando a dezembro nos 3,1%.

Fonte: Lusa

Transportes: Portugal e Espanha avançam com alta velocidade entre os dois países

Transportes: Portugal e Espanha avançam com alta velocidade entre os dois países

Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e de Espanha realçaram as “excelentes relações” bilaterais e consideraram prioritário avançar com as ligações de comboio de alta velocidade entre os dois países.

“Para Espanha é prioritário melhorar as infraestruturas que nos comunicam com Portugal e temos um especial interesse nas linhas de alta velocidade, tanto a conexão entre Madrid e Lisboa como com Vigo”, afirmou o ministro espanhol, José Manuel Albares, que destacou ainda a importância de serem concretizadas duas pontes rodoviárias internacionais já anunciadas sobre os rios Sever e Guadiana.

Também o ministro português, Paulo Rangel, disse que Portugal e Espanha começaram já a trabalhar na próxima cimeira ibérica, em 23 de outubro, que terá na agenda “claramente as conexões” na área da energia e da ferrovia e algumas rodoviárias.

Albares e Rangel reuniram-se em Madrid e, segundo o ministro português, houve consenso entre as duas partes em relação às ligações de comboio de alta velocidade e ao “mesmo grau de prioridade” que deve ter a linha entre Madrid e Lisboa e aquela que está prevista para unir Lisboa, Porto e Vigo (norte de Espanha).

“Nós queremos duas ligações a Espanha, pelo menos, e portanto para nós, ambas têm importância”, disse Paulo Rangel, que sublinhou que Portugal tem também “que acautelar” a ligação em alta velocidade das duas maiores cidades do país (Lisboa e Porto).

“Temos de ter os dois planos ao mesmo tempo”, afirmou.

Nem Rangel nem Albares se comprometeram com um calendário para a concretização das ligações de comboio de alta velocidade entre os Portugal e Espanha.

Os dois ministros realçaram as “excelentes relações” bilaterais de Portugal e Espanha, permitidas e consolidadas por 50 anos de democracia.

Num momento que Espanha tem um governo de esquerda e Portugal um executivo de direita, Rangel lembrou que diferentes cores e partidos nunca perturbaram as relações ibéricas nos últimos 40 anos e disse que assim continuará a ser.

“Espanha é uma prioridade para Portugal, não para um partido ou um governo. É uma prioridade do Estado português”, afirmou.

Rangel e Albares sublinharam que Portugal têm excelentes relações bilaterais, mas também no âmbito multilateral, com destaque para as posições comuns e conjuntas na União Europeia.

Esta foi a primeira viagem ao estrangeiro de Paulo Rangel para uma reunião bilateral formal com um homólogo.

Também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, fez a primeira viagem oficial a Espanha, para um encontro, no mês passado, com o presidente do Governo, Pedro Sánchez.

Fonte: Lusa

Santulhão: II Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana a 1 e 2 de junho

Santulhão: II Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana a 1 e 2 de junho

Após o sucesso da primeira edição, a freguesia de Santulhão volta a organizar no fim-de-semana de 1 e 2 de junho, a II Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, um evento cujos destaques são os 30 expositores de produtos locais e regionais, o passeio de bicicleta todo-o-terreno (BTT) e a qualificação concelhia para os jogos tradicionais.

De acordo com o presidente da freguesia de Santulhão, Jorge Gonçalves, a Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, à semelhança de outros certames que se organizam ao longo do ano no concelho de Vimioso, visa promover os produtos locais e regionais, dando destaque nesta localidade, ao azeite proveniente da oliveira santulhana.

“A olivicultura tem um papel importante neste território, onde a variedade da oliveira santulhana é predominante nos concelhos de Vimioso, Bragança e Macedo de Cavaleiros. Embora estes olivais sejam pouco competitivos no panorama nacional, a azeitona santulhana e o seu azeite destacam-se pela qualidade”, indicou.

Segundo dados do lagar de Santulhão, nesta unidade produzem-se anualmente cerca de 800 mil quilos de azeite, que dão origem às as marcas “Terras do Sabor” e “Quinta de Arufe”.

Para além do azeite, na II Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, que vai decorrer no Centro de Promoção dos Produtos Locais e Tradições, em Santulhão, vão participar 30 expositores, com produtos locais e regionais, como o mel, a doçaria tradicional, o pão, os legumes, os frutos secos, o fumeiro, os queijos, o vinho, os licores e o artesanato.

De modo a destacar o azeite, Jorge Gonçalves adiantou que vão realizar-se três iniciativas: um workshop de prova de azeites; uma palestra sobre as pragas do olival; e um showcooking em que o produto base é o azeite, dinamizado pelos chefes de cozinha Manuel e António Boia.

“Paralelamente, vamos promover um debate/conversa, coorganizado com a Confraria do Azeite e do Folar, sobre a importância e o futuro destes produtos”, adiantou.

Tal como na primeira edição, o programa da II Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, inclui várias atividades como o passeio BTT, exposições, workshop de fotografia de Natureza, a caminhada interpretativa com os burros de Miranda, um passeio pedestre, jogos tradicionais e a animação muscial com os gaiteiros, as danças dos pauliteiros, grupo de concertinas e o XXII Festival de Música Tradicional e Celta.

O passeio BTT está agendado para Domingo, dia 2 de junho. A prova vai ter dois percursos: o longo de 35 quilómetros; e o curto de 24 quilómetros. Segundo a organização, a inscrição custa 10€ e inclui seguro, reforço e almoço, brinde, banho e lavagem da bicicleta.

“O passeio de biclicleta todo-o-terreno (BTT) é uma atividade saudável, através da qual pretendemos dar a conhecer a beleza ambiental de Santulhão, sendo que neste ano o percurso vai passar também pela localidade vizinha de Matela”, indicou.

Sobre a exposição, o autarca de Santulhão informou que o tema são as máscaras tradicionais, dada a importância que a população local dá ao Entrudo ou Carnaval.

“O curso de iniciação à fotografia de natureza é orientado pelo João Ferreira, da Palombar. No dia 1 de junho, vai ser ministrado um módulo inicial de fotografia. E no dia seguinte, o módulo é mais avançado, pois incide sobre a foto-armadilhagem”, explicou.

Outro destaque, na II Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana é a realização dos Jogos Tradicionais concelhios (petanca, malha, relha, tração à corda, raiola e corrida de sacos), que servem de qualificação para o 3º Campeonato de Jogos Tradicionais de Trás-os-Montes.

“No sábado à noite, realiza-se o XXII Festival de Música Tradicional e Celta, com três concertos”, anunciou Jorge Gonçalves.

A II Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana é coorganizada pela Freguesia de Santulhão e o Grupo Recreativo e Associativo de Santulhão (GRAS), sendo que o certame conta com o apoio do município de Vimioso e a colaboração das associações AEPGA, da Palombar e Associação de Ciclismo de Bragança e da Freguesia de Matela.

HA

Economia: Aumentam as exportações de vinhos portugueses

Economia: Aumentam as exportações de vinhos portugueses

No primeiro trimestre deste ano, as exportações de vinhos portugueses cresceram 0,01%, o que representa 212 milhões de euros, indicou a associação ViniPortugal.

“No primeiro trimestre de 2024, as exportações de vinhos portugueses alcançaram em valor 212 milhões de euros, 74 milhões de litros em volume, com um preço médio de 2,85 euros por litro”, indicou, em comunicado, a ViniPortugal.

Em comparação com o mesmo período de 2023, verificou-se um crescimento de 0,01% em valor e um crescimento do preço médio em 2,20%. Já em volume registou-se um decréscimo de 2,14%.

França (24,8 milhões de euros), Estados Unidos (23,7 milhões de euros) e o Brasil (18,3 milhões de euros) são os principais mercados de exportação.

No que diz respeito ao preço médio, entre janeiro e março, os Países Baixos são o mercado com uma melhor ‘performance’, apresentando um aumento de 32,93%.

A associação destacou ainda o mercado da China, que representou, no período em análise, dois milhões de euros, um acréscimo homólogo de 12,13% relativamente ao primeiro trimestre de 2023, recuperando após vários anos de quebras.

“É inegável o papel que as exportações de vinho português têm tido no aumento da visibilidade e reputação de Portugal enquanto produtor de referência. Nos últimos anos, as exportações de vinhos portugueses têm demonstrado uma resiliência constante, impulsionada pela qualidade dos produtos, pela eficiência das estratégias de ‘marketing’ e pela expansão dos canais de distribuição”, apontou, citado na mesma nota, o presidente da ViniPortugal, Frederico Falcão.

A ViniPortugal é a Associação Interprofissional do Vinho, que tem por objetivo promover a imagem de Portugal enquanto produtor de vinhos.

Fonte: Lusa

Foto: Ribadouro