Ensino: Início dos exames nacionais do secundário

Ensino: Início dos exames nacionais do secundário

Os exames nacionais do ensino secundário começam a 14 de junho, com a prova de Português do 12.º ano, a disciplina com mais alunos inscritos e a de Mandarim para os estudantes do 11.º ano.

Este ano há mais de 156 mil alunos inscritos para os exames nacionais, um valor só ultrapassado nos últimos seis anos em 2019, quando se inscreveram quase 160 mil estudantes, segundo dados disponibilizados pelo ministério da Educação.

A primeira fase começa com as provas de Português, para a qual estão inscritos 44.421 alunos, durante a tarde é a vez dos alunos do 11.º ano realizarem a prova de Mandarim, uma das menos concorridas.

As outras quatro provas com mais inscritos são a de Biologia e Geografia, que se realiza em 18 de junho e para a qual são esperados cerca de 43 mil alunos do 12.º ano, seguindo-se a prova de Física e Química A em 21 de junho (cerca de 40 mil inscritos) e Matemática A em 26 de junho, com mais de 38 mil alunos inscritos.

A primeira fase das provas nacionais termina em 28 de junho, com as provas de Geometria Descritiva A e História B, ambas destinadas aos alunos do 11.º ano.

Dos mais de 156 mil alunos que se inscreveram para os exames nacionais este ano, pouco mais de metade pretendem concorrer ao ensino superior (57%).

Estes alunos têm de estar atentos ao calendário, uma vez que todas as notas serão afixadas em 15 de julho e, caso queiram tentar melhorar a nota, terão de se inscrever na segunda fase, tendo apenas dois dias para o fazer (15 e 16 de julho).

As candidaturas à primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior decorrem entre 22 de julho e 5 de agosto.

Os alunos que queiram concorrer ao ensino superior com provas realizadas na segunda fase, terão de o fazer entre os dias 26 de agosto a 4 de setembro, sendo que na segunda fase há sempre muito menos vagas disponíveis.

As regras de acesso ao ensino superior não são neste momento iguais para todos os alunos do secundário.

Para os alunos que estão no 12.º ano, continuam a aplicar-se as regras antigas, aplicadas nos últimos quatro anos na sequência da pandemia de covid-19.

Assim, os finalistas só fazem exames às provas que precisam para concorrer ao ensino superior.

Os alunos que agora estão no 11.º ano terão de realizar três exames para concluir o secundário: Português no 12.º ano, que passará a ser obrigatório para todos os alunos dos quatro cursos científico-humanísticos e mais dois exames à sua escolha.

Fonte: Lusa

Miranda do Douro: “Un serano mirandés” no final do ano letivo

Miranda do Douro: “Un serano mirandés” no final do ano letivo

Esta sexta-feira, dia 14 de junho, por ocasião do encerramento do ano letivo, vai ser apresentada no miniauditório, em Miranda do Douro, a atividade “Un serano mirandés”, com a representação de duas peças de teatro e uma curta-metragem, faladas na língua mirandesa.

De acordo com o diretor do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD), o professor António Santos, o “Serano an Mirandés” é uma atividade promovida pelo professor de Língua e Cultura Mirandesa, Duarte Martins e pretende proporcionar à comunidade escolar (alunos, professores, pais e funcionários) um serão de teatro e cinema, em língua mirandesa.

«O “Serano an Mirandés” consiste na representação de peças de teatro, previamente ensaiadas pelos alunos do AEMD, sob a orientação do professor Duarte Martins. Esta atividade é também um modo de mostrar a toda a comunidade o trabalho realizado nesta disciplina ao longo do ano letivo”, justificou.

Segundo o professor Duarte Martins, o teatro e a expressão dramática são boas estratégias para aprender a língua mirandesa.

“É no teatro que os alunos do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD) mais facilmente se expressam na língua mirandesa! Por isso, o teatro é um ótimo recurso pedagógico para a aprendizagem do mirandês, pois permite diversificar o vocabulário, desenvolver a expressividade, a entoação, etc.”, indicou.

Recorde-se que os colóquios ou o teatro popular mirandês são também uma das manifestações etnográficas da Terra de Miranda, através do qual se representam as vivências das pessoas, os usos, costumes, tradições e sobretudo a fala, em mirandês.

O “Serano an mirandés” inicia-se com a representação da peça “La princesa de ls çapatos ruotos”. A história é recriada pelos estudantes do 6º ano e procura transmitir a importância de lutar pela concretização dos sonhos.

A outra peça “La teima de l muorto”, com o nome original “A birra do morto”, é a adaptação de um texto do professor Vicente Sanches e é representada pelos estudantes dos 11º e 12º anos.

«“La teima de l muorto” é uma farsa trágico-cómica, que retrata o medo que temos da morte e ao mesmo tempo serve de motivação para aproveitar bem a vida. Outro aspeto interessante desta peça é o confronto entre as personagens que falam em português e as que falam em mirandês», destacou.

Para a representação desta peça, o Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro contou com a colaboração de uma funerária, que emprestou os objetos fúnebres para construir o cenário.

No decorrer do “Serano an Mirandés” vai ainda ser exibida a curta metragem “Capa de Honras”, do realizador Rui Falcão, também falada em mirandês.

“O Rui Falcão foi aluno do AEMD e frequentou a disciplina de Língua e Cultura Mirandesa. Recordo que, enquanto estudante, o Rui gostava de fazer banda desenhada, de desenhar a sequência das cenas e já sonhava ser cineasta! Um dos seus sonhos era fazer um filme em mirandês! Ora, aí está o filme “Capa de Honras”, que retrata alguns aspetos da atual realidade desta região, interpretado por atores e atrizes locais e falado em mirandês”, destacou o professor Duarte Martins.

No Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD), o evento “Un serano em mirandés” é o culminar do ano letivo, na disciplina de Língua e Cultura Mirandesa.

Recorde-se que o ano letivo terminou a 4 junho para os 9.º, 11.º e 12.º anos; finaliza a 14 junho para os 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos; e a 28 junho para o pré-escolar e 1.º, 2.º, 3.º e 4.º anos.

HA

Miranda do Douro: Abertas as inscrições para o curso presencial de Mirandês

Miranda do Douro: Abertas as inscrições para o curso presencial de Mirandês

Estão abertas as inscrições para o curso presencial de “Lhéngua Mirandesa – Falar i screbir”, uma formação básica para principiantes que vai decorrer no edifício da ex-UTAD, em Miranda do Douro, de 25 de junho até 25 de julho.

O curso vai ser ministrado pela Associação de Língua e Cultura Mirandesa (ALCM) e pelo professor Francisco Domingues e ao longo de 20 horas vão ser lecionadas as noções básicas da oralidade e da escrita, em língua mirandesa.

Francisco Domingues é professor e aprendeu a ler e a escrever em mirandês, com Amadeu Ferreira. Posteriormente lecionou aulas de Língua Mirandesa, em Lisboa.

Segundo o secretário da ALCM, Alcides Meirinhos, desde 2002, que não se realizam cursos presenciais de língua mirandesa, em Miranda do Douro.

“Os últimos cursos presenciais de mirandês na região, foram ministrados pelo saudoso Amadeu Ferreira, no âmbito dos Festivais Intercélticos, em Sendim. Por isso, faz todo o sentido proporcionar à população local a oportunidade de (re)aprender algumas noções básicas do mirandês”, justificou o dirigente associativo.

O curso presencial em “Lhéngua Mirandesa – Falar i screbir” vai decorrer no edifício da ex-UTAD, em Miranda do Douro, às terças e quintas-feiras, entre as 21h00 e as 23h00.

As inscrições para o curso (20 horas) são efetuadas através do email: lhengua@lhengua.org, sendo que a formação inicia com um número minímo de 10 formandos.

O curso é gratuito, sendo solicitado aos participantes a inscrição como sócio da ALCM, cuja quota anual é de 12€.

HA

Política: Comemoração dos 40 anos de adesão à CEE

Política: Comemoração dos 40 anos de adesão à CEE

O Governo vai criar uma comissão para programar as comemorações dos 40 anos da assinatura do tratado de adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), anunciou o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

No dia em que se assinalam 39 anos da assinatura do tratado, em 12 de junho de 1985, pelos então primeiro-ministro e vice-primeiro-ministro Mário Soares e Rui Machete, Luís Montenegro fez este anúncio num encontro com a comunidade portuguesa em Zurique, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal na Suíça, numa deslocação conjunta com o Presidente da República.

“Estamos a entrar no ano que nos levará a evocar os 40 anos da adesão. Quero dizer-vos, em primeira mão, que iremos constituir uma comissão para programar estas comemorações e para fazer uma avaliação deste percurso e fazer uma campanha de envolvimento dos portugueses deste projeto”, disse.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, encerram hoje a dupla comemoração do 10 de Junho, que este ano teve como país estrangeiro escolhido a Suíça, onde reside a segunda maior comunidade emigrante portuguesa.

Depois de um dia passado em Genebra e de uma escala em Berna para um encontro com a presidente da Confederação Suíça, Viola Amhed, o final da tarde foi passado em Zurique.

À chegada, vindos de comboio de Berna, o Presidente da República e o primeiro-ministro optaram por ir a pé para o primeiro ponto de agenda, em passo muito acelerado durante cerca de 20 minutos.

A ideia, percebeu mais tarde a comunicação social, era ir a uma cervejaria local, o que acabou por não se concretizar para não atrasar o encontro com representantes da comunidade portuguesa.

Fonte: Lusa

Europeias: Mais de metade dos eleitores optou por votar em mobilidade

Europeias: Mais de metade dos eleitores optou por votar em mobilidade

Mais de metade dos eleitores que votaram nas eleições europeias optou fazê-lo fora da sua mesa de voto habitual, de acordo com dados provisórios avançados pelo Ministério da Administração Interna (MAI).

“Na eleição para o Parlamento Europeu do passado domingo registaram-se 3.948.530 votantes (36,6% dos recenseados), tendo 2.220.917 (56,2% dos votantes) optado pelo exercício do voto na modalidade em mobilidade e 1.727.613 optado por votar na sua mesa de recenseamento”, refere o MAI.

Os valores incluem os votos antecipados em mobilidade e todos os eleitores que não exerceram o seu direito na mesa onde se encontravam recenseados, adiantou a mesma fonte.

Os números avançados são ainda provisórios e estão a ser atualizados com base na votação no estrangeiro, faltando ainda alguns consulados por apurar.

Pela primeira vez e por a eleição europeia ser de círculo único, foi possível votar em qualquer mesa de voto no país ou no estrangeiro, bastando apresentar o documento de identificação civil. A operação exigiu a desmaterialização dos cadernos eleitorais.

O MAI não dispõe ainda dos dados da votação em mobilidade por distribuição geográfica e remeteu para o que está previsto na lei que criou este regime excecional, ou seja, será a Comissão Nacional de Eleições (CNE) a fazer o relatório sobre o voto em mobilidade, no prazo de três meses.

A mesma lei prevê que a secretaria-geral do MAI contratará uma auditoria para avaliar a robustez, segurança e fiabilidade do sistema de cadernos eleitorais desmaterializados e remeterá ao Governo, ao parlamento e à CNE os resultados, no prazo de seis meses após a eleição.

As eleições para o Parlamento Europeu realizaram-se no domingo, dia 10 de junho, para eleger 21 deputados portugueses.

Estavam recenseados 10,8 milhões de eleitores e a taxa de abstenção registada no domingo foi de 63%, ainda segundo os dados provisórios.

Fonte: Lusa

Sociedade: Estudos ibéricos sobre a longevidade das populações

Sociedade: Estudos ibéricos sobre a longevidade das populações

O Conselho Económico e Social (CES) vai realizar dois estudos ibéricos sobre como podem as sociedades responder à maior longevidade das populações, que em Portugal é superior aos 80, mas inclui vários anos sem vida saudável.

A presidente interina do CES, Sara Falcão Casaca, adiantou que um estudo incidirá sobre a economia do cuidado e o outro sobre as sociedades longevas de Portugal e Espanha.

“Estamos a olhar para a economia do cuidado numa perspetiva inovadora, a pensar nos desafios socioeconómicos das alterações demográficas, nas sociedades envelhecidas de hoje e tendo em conta que a longevidade se venha a prolongar”, afirmou.

Para a responsável deve-se “pensar de forma articulada e até de forma prospetiva sobre como é que estas sociedades se podem organizar para responder a estas necessidades do cuidado que vão estar cada vez mais presentes”.

A esperança média de vida à nascença tem vindo a aumentar em Portugal – em 1974 era de 68 anos e atualmente é de 81 anos.

Contudo, “a nossa esperança média de vida saudável, sem limitações, é de 58 anos não obstante a nossa esperança média de vida ser de 81”, constatou Sara Falcão Casaca.

No caso das mulheres, elas passam os últimos 23 anos sem vida saudável e nos homens este valor baixa para 19 anos, exemplificou.

Nesse sentido, o que se pretende com estes estudos é que sirvam para a criação de novas políticas públicas que respondam “a uma vida mais prolongada, mas também mais saudável”, resumiu.

No caso da economia do cuidado, o estudo visa também perceber que oportunidades laborais existem na organização social do cuidado.

“Conhecer o perfil mão-de-obra associada à prestação de cuidados formal e informal, já se sabe que há uma marca de género fortíssima, são áreas altamente feminizadas, importa conhecer melhor que carências existem do ponto de vista das qualificações, conhecer melhor o perfil sociodemográfico das pessoas que trabalham neste setor e que necessidades é que existem”, explicou.

No final, o objetivo do CES é produzir pareceres que possam informar os decisores políticos.

Os concursos para os estudos estão em fase de avaliação, esperando-se que em finais de 2025 estejam concluídos.

O CES tem como entidades parceiras do projeto ibérico a Fundação Geral da Universidade de Salamanca (Espanha), o Conselho Económico e Social de Espanha e o Politécnico de Bragança.

O Conselho Económico e Social é um órgão constitucional de consulta e concertação social.

Fonte: Lusa

Vimioso: Conselho Raiano “Gestão do território e ameaças ambientais”

Vimioso: Conselho Raiano “Gestão do território e ameaças ambientais”

No próximo sábado, dia 15 de junho, a Rionor – Rede Ibérica Ocidental para uma Nova Ordenação Raiana vai organizar em Vimioso, um novo Conselho Raiano, desta vez dedicado ao tema da “Gestão do território e ameaças ambientais”.

O encontro vai decorrer entre as 14h30 e as 21h00, no auditório do pavilhão multiusos, em Vimioso e vai contar com a participação de secretário de Estado da Administração Local, Hernâni Dias.

No Conselho Raiano vão participar ainda o presidente do Município de Vimioso, Jorge Fidalgo, o presidente da Rionor, Francisco Alves, o Alcaide de Alcañices, David Carrion, entre outras personalidades.

De acordo com um comunicado da RIONOR, este novo Conselho Raiano pretende discutir a gestão dos territórios transfronteiriços e as causas de calamidades comuns, como os incêndios. No encontro transfronteiriço, pretende-se também abordar a possibilidade de políticas comuns que possam combater ou mitigar os efeitos devastadores.

O programa do Conselho Raiano deste ano compreende duas Mesas Redondas:

MESA 1 – Rumo a um novo modelo de gestão integral do território transfronteiriço: a reinvenção da aldeia e as relações com o ambiente.

MESA 2 – Ferramentas para a ação pública avançar em direção a um novo paradigma de assentamento. Necessidades legislativas e recursos materiais ao serviço da gestão integral do território.

Para participar no Conselho Raiano é obrigatória a inscrição.

No encerramento dos trabalhos está previsto um Porto de Honra e de confraternização com a degustação de produtos raianos, uma oferta da Câmara Municipal de Vimioso.

Em 2023, a RIONOR organizou um Conselho Raiano dedicado ao tema do regresso da Ferrovia em Trás-os-Montes e a Ligação a Espanha.

Os Conselhos raianos são uma inciativa anual da associação Rionor – Rede Ibérica Ocidental para uma Nova Ordenação Raiana. Este ano, a iniciativa é coorganizada com o Centro de Ciência Viva de Bragança, do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e os Municípios de Bragança e de Vimioso.

HA

Tiro ao prato: Luís Gonçalves venceu a VIII Taça Interclubes

Tiro ao prato: Luís Gonçalves venceu a VIII Taça Interclubes

No dia 30 de maio, o atirador do Clube de Caça e Pesca de Mogadouro, Luís Gonçalves, natural de Vimioso, venceu a VIII Taça Interclubes RF Malta 2024, em Vieira do Minho, uma conquista que vai trazer esta competição para a vila de Mogadouro, no próximo ano de 2025.

Para a vitória na Taça Interclubes Fosso Universal, Luís Gonçalves foi o melhor entre 108 concorrentes, ao partir 25 pratos na primeira série, 24 pratos na segunda série e na final partiu 25+6.

Na modalidade do Fosso Universal, uma das disciplinas de tiro tuteladas pela Federação Portuguesa de Tiro com armas de Caça, os pratos são lançados a distâncias entre 60 e 75 metros por cinco máquinas, (numeradas de um a cinco, da esquerda para a direita) instaladas no interior de um fosso, cujo teto está ao mesmo nível das cinco posições de tiro.

Na competição em Vieira do Minho, participaram clubes de localidades da região norte, como Vieira do Minho, Póvoa do Lanhoso, Terras do Bouro, Alijó, Peso da Régua, Valpaços, Vale Tâmega, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Salto, Chaves e Mogadouro.

Com a conquista da Taça Interclubes RFMalta-2024, pelo atleta Luís Gonçalves, o Clube de Caça e Pesca de Mogadouro ganhou também a oportunidade de organizar a prova em 2025.

“A prova é agendada pela Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça, decorre ao longo de um dia e envolve a participação de 150 atletas. A organização da Taça Interclubes exige a instalação de cinco máquinas de lançamento de pratos no campo de tiro de Mogadouro ”, indicou o presidente do CCPM, Diogo Vilares.

Fundado a 21 de maio de 1981, o Clube de Caça e Pesca de Mogadouro tem atualmente cerca de uma centena de associados. Na modalidade de tiro aos pratos, o clube mogadourense conta com trinta e cinco atiradores federados, que competem nos campeonatos regional e nacional de Fosso Universal e Olímpico.

“Outra modalidade praticada no Clube de Caça e Pesca de Mogadouro é o tiro ao prato de fosso olímpico, na qual o atleta Sérgio Venâncio foi campeão nacional em 2023”, informou, Diogo Vilares.

HA

Cultura: Final do Campeonato de Jogos Tradicionais

Cultura: Final do Campeonato de Jogos Tradicionais

No Domingo, dia 16 de junho, Mirandela, acolhe a final do Campeonato de Jogos Tradicionais, uma iniciativa da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) que reúne os vencedores dos nove municípios participantes.

A final dos Jogos Tradicionais vai decorrer no Parque Dr. José Gama, conhecido como Zona Verde, onde são esperados mais de 400 participantes provenientes dos concelhos de Bragança, Alfândega da Fé, Mirandela, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso, Vinhais, Vila Flor e Macedo de Cavaleiros.

De modo individual ou em grupo, os participantes vão competir em jogos como o fito, a raiola, a malha, a relha, a tração à corda, a corrida de sacos ou os jogos do burro e da dança das cadeiras.

Em todas as modalidades é atribuído um troféu aos três primeiros classificados, assim como um certificado de participação a todos os jogadores.

A inclusão está também nos objetivos deste Campeonato de Jogos Tradicionais, que conta com a participação de “equipas oriundas de sete instituições de apoio a pessoas portadoras de deficiência ou incapacidade”.

Segundo a organização, este evento “celebra e preserva os jogos que marcaram gerações, promovendo atividades que incentivam a interação social, o exercício físico e o contato com a natureza”.

O projeto dos Jogos Tradicionais está integrado no programa Cultura para Todos e é financiado pelo Programa Operacional NORTE 2020. 

Fonte: Lusa

Trabalho: Situação de trabalhadores precários da Resíduos do Nordeste comunicada ao MP

Trabalho: Situação de trabalhadores precários da Resíduos do Nordeste comunicada ao MP

A Autoridade Para as Condições de Trabalho (ACT) encaminhou a situação de cerca de 50 trabalhadores precários da Resíduos do Nordeste para o Ministério Público, indicou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL).

Os funcionários em causa, fazem parte de um total de 250 que assegura a recolha e tratamento dos resíduos para a empresa intermunicipal em treze concelhos do Nordeste Transmontano, mas recrutados por várias empresas de trabalho temporário.

Em comunicado, o sindicato informou que “na sequência da denúncia apresentada pelo STAL à ACT, esta realizou, em dezembro, uma ação inspetiva ao Parque Ambiental do Nordeste Transmontano, mais concretamente ao pavilhão de separação de lixos, tendo notificado a Resíduos do Nordeste (RdN) para apresentar um conjunto de documentos, nomeadamente, registos dos trabalhadores e contratos de trabalho vigentes, incluindo contratos de utilização de trabalho temporário”.

O STAL citou um ofício da ACT recebido a 4 de junho onde é dito que a entidade analisou os “sucessivos contratos de utilização de trabalho temporário e verificou a existência de infrações, o que, à face da lei, obriga à conversão dos mesmos em contratos de trabalho sem termo, pelo que advertiu a RdN para proceder à regularização e reconstituição da carreira dos trabalhadores desde a data do início de funções na empresa”.

Lê-se no mesmo comunicado que os factos foram participados pela ACT a 31 de maio ao Ministério Público (MP), junto Juízo do Trabalho de Bragança, para a instauração de ações de reconhecimento da existência de contratos de trabalho sem termo.

“Nós pedimos a intervenção da ACT, que cumpriu o seu papel e a sua responsabilidade. De acordo com aquilo que nos informou, enviou o processo para o MP e vai para o Tribunal do Trabalho. E o sindicato vai constituir-se como assistente no processo”, acrescentou Joaquim Sousa, da direção nacional do STAL, enfatizando que este é um serviço “essencial para a comunidade” e que por isso os postos laborais devem ser efetivos.

Segundo o dirigente sindical, os vínculos precários mantêm-se há cerca de duas décadas, desde a criação da empresa. O sindicato disse ainda que “a administração da RdN, contrariando promessas de que os trabalhadores seriam integrados nos seus quadros, sempre adiou a decisão”.

“É uma vida de trabalho de quem presta um serviço essencial com um vínculo precário. (…) Os trabalhadores nunca têm nada garantido, como poder fazer um empréstimo bancário para comprar uma casa. (…) Portanto, esta é uma grande vitória para os trabalhadores, que já vem muito tarde mas, como diz o ditado, mais vale tarde do que nunca”, considerou Joaquim Sousa.

Fonte da administração da RdN remeteu esclarecimentos para depois de análise interna da situação.

Com sede em Mirandela, a RdN iniciou atividade em abril de 2003 e abrange os municípios de Alfândega da Fé, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vimioso e Vinhais, no distrito de Bragança e Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.

A informação é da página oficinal na internet da empresa, que dá ainda conta de que estes municípios representam 143.777 habitantes e uma produção de resíduos estimada em cerca de 50 000 toneladas/ano.

O prazo para o MP intentar as ações referidas junto do Tribunal de Trabalho é de 20 dias.

Fonte: Lusa