Miranda do Douro: Festival Geada promove a língua e a cultura mirandesas

Miranda do Douro: Festival Geada promove a língua e a cultura mirandesas

Nos dias 29 e 30 de dezembro, o festival de música Geada, que acontece em Miranda do Douro, vai destacar a língua e cultura mirandesa, por serem os maiores ativos deste território nordestino.

“Pretendemos valorizar a língua e cultura mirandesas, no seio deste festival de inverno, que queremos que seja uma referência cultural e musical no país por esta altura do ano”, disse o presidente da Associação Recreativa da Juventude Mirandesa (ARJM), Henrique Granjo, responsável da entidade promotora do evento.

Este festival de inverno é tido, pela organização, como “único”, dado o seu compromisso com as tradições do Planalto Mirandês, no distrito de Bragança e as novas apostas que surgem ano após ano, recebendo algumas centenas de jovens oriundos de todo o país e da vizinha Espanha

“Este é o único festival de inverno no país que tem língua minoritária, o mirandês, nas suas mais diversas atividades, sendo esta uma forma de os mais jovens terem contacto como o nosso idioma secular”, vincou Henrique Granjo.

Pelas ruas da cidade haverá textos e frases em mirandês para um melhor entendimento dos visitantes e para se verificarem diferenças com o português.

A grande novidade para este ano do festival Geada é a iniciativa realizar-se na sua maioria ao ar livre, tendo como cenário as adegas e estabelecimentos do centro histórico da cidade de Miranda do Douro.

 A “Buolta a las Adegas” ou a “Volta às Adegas”, em língua portuguesa, promete animar os visitantes pelas ruas da cidade quinhentista de Miranda do Douro, encerradas ao trânsito durante os dias do Festival Geada, para dar a conhecer toda animação típica deste burgo raiano.

“Os festivaleiros desde que entram no centro histórico da cidade vão conhecer o património desta histórica localidade, que já foi sede de diocese, e depois apreciar a gastronomia típica dos dias frios de inverno, que vai desde os enchidos à posta mirandesa, ao cordeiro churro mirandês ou à bola doce mirandesa. No campo das adegas que se localizam no casco histórico estão todas abertas para receber os visitantes”, indicou a organização do Geada.

Este festival, promete a organização, estará repleto de animação de rua e atividades culturais, com atuações de bandas como os Quinta do Bill, OMIRI, os mirandeses Pica & Trilha e Urze de Lume, para dar um toque ‘folk’ ao festival.

Ao longo dos dois dias, os participantes terão a possibilidade de conhecer algumas “das mais belas tradições” de inverno do Planalto Mirandês, da dança à volta da fogueira do galo às danças dos pauliteiros e ao som da gaita-de-foles.

Outras das propostas do festival Geada passam pela oportunidade de tocar instrumentos tradicionais, como gaita de foles, caixa e bombo.

O Geada, que vai cumprir a 13.ª edição, tem como lema, em mirandês, “Bamos derretir l caraimbelo!” (“Vamos derreter o gelo”, em português) e pretende ser uma referência dos festivais de inverno no Norte de Portugal.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Ritual do Velho de Vale de Porco resiste ao despovoamento

Mogadouro: Ritual do Velho de Vale de Porco resiste ao despovoamento

Em algumas aldeias do concelho de Mogadouro, os rituais profanos do solstício de inverno continuam a resistir ao despovoamento, tornando-se mesmo num cartaz turístico nos tempos de natal e ano novo.

A aldeia de Vale de Porco continua a apostar na tradição do Velho, como figura singular, que resiste à erosão dos tempos, tendo sido mesmo criada uma associação para a sua salvaguarda e divulgação.

Ana Maria Martins, uma das mentoras deste projeto de salvaguarda do Velho de Vale de Porco, disse que este ritual do Velho se estava a perder, sendo o objetivo desta coletividade revitalizar a tradição e todo o ritual.

“É necessário transmitir estas tradições aos mais jovens, porque achamos que ainda não é sentida como fazem os mais velhos da aldeia. A continuidade da tradição é um dos objetivos”, disse.

Em Vale de Porco, concelho de Mogadouro, a figura do Velho protagoniza todos os rituais da festa do Natal, associadas ao Solstício de Inverno, muito enraizadas na cultura e etnografia da região do Planalto Mirandês.

Segundo alguns investigadores transmontanos, o mascarado de Vale de Porco é denominado de Velho/Belho Chocalheiro ou até mesmo de Diabo.

Um dos segredos mais bem guardados deste ritual é o nome de quem veste o traje do Velho e, pelo que disse à Lusa, prefere o anonimato, mas conta a história.

“Há um princípio em que o Velho não deve ser identificado, e sua identidade tem de ser secreta, e só conhecida pelos mordomos da festa. A máscara deve ser retirada sem público para a pessoa não ser reconhecida”, disse o protagonista da festa.

Segundo o personagem, esta identidade secreta poderá estar ligada “a certas patifarias” que o Velho faz ao longo do seu ritual.

“Mesmo aqueles que conheciam a identidade das pessoas que vestem o traje do Velhos não a podem divulgar. Era um segredo que se mantinha entre toda a rapaziada do grupo”, vincou.

Só os chamados “mancebos”, rapazes entre os 13 e os 17 ou 18 anos, é que podiam vestir o traje. “Era um ritual de passagem para a fase adulta”, disse.

No dia de natal, pelo frio da manhã, os chocalhos rompem o silêncio da aldeia e o Velho Chocalheiro, no seu fato inteiriço de serapilheira, coroado com uma careta de pau predominantemente vermelha, com pormenores em preto, encimada por chifres e de chocalhos à cinta, sai à rua para gáudio da poluição.

Moisés Falcão recorda o ano de 1947 quando vestiu a fato de serapilheira e colocou a máscara do Velho, “eram tempos diferentes, mas era uma festa em que a rapaziada participava, porque havia muita”.

“Era uma honra representar o Velho, mas era preciso pagar em vinho e outros géneros”,vincou.

Esta figura sai sempre acompanhada pelos mordomos e realiza assim o ritual do peditório.

O velho percorre a aldeia, metendo-se com a garotada que, por sua vez, o vai provocando e atingindo-o de várias formas.

No ano novo, o “Velho” volta a sair à rua. Este momento festivo liga-se à mitologia da expulsão do ano velho e preparação do novo ano.

Antigamente também saía à rua no dia de consoada, para pedir e recolher cepos para a Fogueira do Galo da praça central desta aldeia.

Os rituais são celebrados ainda hoje em várias localidades transmontanas com alguns misticismo. Inserem-se num conjunto de rituais do solstício de inverno que se estendem até ao carnaval.

Fonte: Lusa

Bragança-Miranda: “O Natal precisa de ser narrado às novas gerações”, afirma D. Nuno Almeida

Bragança-Miranda: “O Natal precisa de ser narrado às novas gerações”, afirma D. Nuno Almeida

O bispo de Bragança-Miranda afirmou na homilia da Missa do Dia de Natal que o nascimento de Jesus é a “irrupção da luz divina num mundo cheio de escuridão”, que “precisa de ser narrado às novas gerações”.

“O Natal precisa de ser narrado às novas gerações que não olham com o mesmo significado para o presépio. Muitas crianças já não sabem quem está no Presépio”, afirmou D. Nuno Almeida.

O bispo de Bragança-Miranda referiu-se à campanha “Luz da Paz de Belém”, em que os escuteiros partilham a pequena luz acesa na gruta da natividade, e à operação da Cáritas “Dez Milhões Estrelas – Um gesto pela paz”, em que cada português é desafiado a acender, em sua casa, a vela da paz, dois gestos que ajudam a compreender o Natal, a luz “fonte de vida” em contraposição “à escuridão da mentira, da ignorância, da hipocrisia, da desonestidade, da corrupção”.

“A luz faz-nos viver, indica-nos a estrada e o sentido da própria vida. Além disso, enquanto gera calor, a luz significa também amor. Onde há amor, levanta-se uma luz no mundo; onde há ódio, o mundo permanece na escuridão”.

“Há tantas coisas belas no Natal, desde que não escondam ou substituam o Natal de Jesus. Desde que não retirem do centro Jesus-Menino; pois a Palavra de Deus faz-nos compreender que o Natal é a festa do grande encontro de Deus com os homens através de um Menino”, sublinhou.

O bispo de Bragança-Miranda terminou a homilia da Missa do Dia de Natal com uma proposta de oração a rezar junto ao presépio.

Fonte: Ecclesia

Meteorologia: Distrito de Bragança com nevoeiro persistente – IPMA

Meteorologia: Distrito de Bragança com nevoeiro persistente – IPMA

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um aviso laranja para os distritos de Bragança e Guarda devido ao nevoeiro persistente, com formação de gelo, que irá vigorar até quarta-feira, dia 27 de dezembro.

Os distritos de Bragança e Guarda encontram-se sob aviso laranja para nevoeiro persistente, um nível que irá manter-se até às 00:00 de dia 27 de dezembro, refere o IPMA em comunicado.

Em aviso amarelo vão estar, no mesmo período, Vila Real e Viseu, devido à previsão de nevoeiro persistente e tempo frio, com a continuação de valores baixos de temperatura, em especial nos locais onde o nevoeiro se mantiver.

Os avisos amarelos relativos ao tempo frio vigoram também em Bragança e Guarda até 27 de dezembro.

De acordo com o IPMA, o estado do tempo durante o período natalício vai ser influenciado por um anticiclone, localizado a nordeste dos Açores e que se estende para a parte norte da Península Ibérica.

As noites serão frias, com temperatura mínima acima de 5 graus Celsius (ºC) apenas na faixa costeira e condições para formação de gelo e geada, em especial no interior norte e centro onde a temperatura mínima deverá registar valores entre -4 e 0°C.

A temperatura máxima deverá registar, de um modo geral, valores entre 10ºC e 20°C, com os valores mais elevados no litoral das regiões Centro e Sul, em particular no Algarve, sendo inferior a 10°C no interior das regiões Norte e Centro.

Nos locais onde se verificar a persistência de nebulosidade ou nevoeiro deverão persistir valores de temperatura inferiores a 5°C.

O instituto alerta ainda para a necessidade de cuidados ao nível da segurança rodoviária, em particular durante a noite e manhã, que deverá ser afetada pela ocorrência de gelo na estrada e de nevoeiro.

Fonte: Lusa

O Senhor nasceu!

Natal do Senhor (Solenidade)

O Senhor nasceu!

Is 52, 7-10 / Slm 97 (98), 1-6 / Hebr 1, 1-6 / Jo 1, 1-18 ou 1, 1-5.9-14

O Senhor nasceu! O Senhor não só veio à nossa procura, mas nasceu para viver connosco. Temos de nos deixar surpreender e maravilhar por esta notícia. O Deus que criou todo o Universo, que dá vida, que é mais do que todas as coisas somadas, não quis ficar pelo conhecimento de quem é omnisciente. Ele decidiu viver como nós, sentir frio como nós, precisar de um colo como nós, conhecer o toque da roupa sobre o corpo como nós, deliciar-se com o barulho e a luz de uma fogueira como nós, escutar canções de embalar como nós. E mostrou-nos, com gestos e palavras, que este mundo é um lugar de bondade e que precisa de nós.

O Senhor conta com cada um de nós para espalhar a boa notícia, esta boa notícia de que não há tristeza que se viva só, que o amor é real e está ao alcance de todos e que esta vida, bem vivida, chama-se santidade. Esta felicidade misteriosa chamada santidade, tal como um recém-nascido, é frágil e bela, reúne a família e precisa de ser cuidada. Não é coisa de perfeitos, mas sim para quem quer viver a amar.

Conscientes dos nossos limites, escolhamos a santidade. E, frágeis e dependentes como um recém-nascido, olhemos o nosso Pai nos olhos e digamos, amorosamente: «Pai, aqui estou. Cuida de mim e dos meus irmãos dando-me força para vencer os meus egoísmos e ser luz».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Ser Natal para os outros!

IV Domingo do Advento

Ser Natal para os outros!

2 Sam 7, 1-5.8b-12.14a.16 / Slm 88 (89), 2-5.27.29 / Rom 16, 25-27 / Lc 1, 26-38

Na I leitura, o rei David partilha com o profeta Natã os seus planos de construção de um palácio para a Arca da Aliança. Este gesto de cuidado da parte de David encontra em Deus uma resposta curiosa: o Senhor surge-lhe em sonhos com a promessa de que lhe oferecerá uma casa, para ele e para todo o povo, num descendente da sua linhagem que terá a Deus como Pai e que será um Filho para Ele.

Devido à nossa parca imaginação, podemos ficar-nos pela dimensão terrena: o Senhor abençoa David e a sua casa dinástica. Mas o Senhor não está preocupado com a casa de David e com a perpetuação no tempo do seu domínio de Israel. O Senhor, com esta promessa, pretende cuidar da grande família humana, anunciando um Messias que virá para o povo.

Paulo, na II leitura, fala do «mistério que estava encoberto desde os tempos eternos mas agora foi manifestado e dado a conhecer a todos os povos». Este mistério é a presença de Deus entre nós, primeiro através do Filho, hoje através do Espírito Santo, cuja marca está em toda a criação, desde o início dos tempos, e que habita cada um de nós pelo batismo. Este sempre foi o grande plano de Deus, mas ao qual por vezes continuamos surdos.

Esta noite, recordamos como Deus nasceu entre palhas e não num palácio, com os seus pais por perto e não rodeado de uma multidão de servos, com animais e não um sistema central de aquecimento, a providenciar calor. Libertemo-nos das preocupações do mundo. Não procuremos construir palácios. Vivamos, sim, de forma que cada um de nós seja casa para Deus e para todos os irmãos. É isto o Natal.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Sendim: Fogueira do Galo vai animar a Consoada

Sendim: Fogueira do Galo vai animar a Consoada

No dia 24 de dezembro, a vila de Sendim vai celebrar o dia de consoada com a Fogueira do Galo, uma festividade em que os destaques são o acender da fogueira ao final da tarde, a Missa do Galo, o leilão do Ramo de Natal e a ceia pela noite dentro à volta da fogueira, animada pela música dos gaiteiros e as danças dos pauliteiros.

Este ano, a Fogueira do Galo, em Sendim, voltou a ser organizada pela mordomia indicada pelo pároco local, uma equipa que é tradicionalmente constituída por três rapazes solteiros e três casados.

Um dos mordomos é o jovem Carlos Rodrigues, que adiantou que a responsabilidade da mordomia da Fogueira do Galo, em Sendim, é criar um ambiente festivo nesta época natalícia. Outra responsabilidade dos mordomos é a recolha da lenha para fazer a fogueira de Natal, junto à igreja matriz.

“A lenha são sobretudo as grandes raízes, que vão sendo recolhidas ao longo do ano, por indicação dos proprietários que limpam os seus terrenos. No dia 24 de dezembro, ao final da tarde, a fogueira vai ser acesa. Antigamente, a fogueira costumava ficar acesa até ao dia de Reis, mas atualmente não é possível mantê-la tanto tempo” – indicou.

No Domingo, dia 24 de dezembro, o dia de Consoada, em Sendim, começa às 15h00, com a arruada de Gaiteiros pelas ruas da vila. Ao final da tarde (18h00) acende-se a Fogueira do Galo. E à noite, antes da Missa do Galo, agendada para as 23h30, as crianças vão ser presenteadas com algumas surpresas.

Após a celebração religiosa vai leiloar-se o Ramo de Natal dedicado ao Menino Jesus. Trata-se de uma antiga tradição, na vila de sendim, onde na véspera de Natal são confeccionados pães e doces típicos, para enfeitar um grande ramo. No passado dia 21 de dezembro, Maria Rosa Mourinho, juntamente com outras sete senhoras de Sendim, arregaçaram as mangas e confeccionaram centenas de económicos, rosquilhas, cavacas e bolinhos de pão-de-ló.

«Na tarde de sábado, dia 23 de dezembro, vamos enfeitar o ramo de Natal, que é constituído por cinco “galheiros”, onde são pendurados as centenas de doces e os 80 pães. No Domingo, dia 24 de dezembro, no final da Missa do Galo, os pães e os doces vão ser leiloados”, explicou.

A noite de Consoada continua noite dentro à volta da Fogueira, com a Queimada do Pau Velho e a Ceia de Natal.

O secretário dos Pauliteiros de Sendim, Telmo Ramos, explicou que a “Queimada do Pau Velho” é uma tradição dos pauliteiros locais que visa assinalar o fim do ano das atuações e ensaios e preparar o novo ano.

“Tradicionalmente, as várias gerações de pauliteiros sendinseses juntam-se à volta da Fogueira de Natal para confraternizar e dançar. Nestes convívios surgiu a ideia de lançar para a fogueira os paus que já estão gastos ou partidos de tanto dançar. E depois são apresentados paus novos, que simbolizam também a passagem de testemunho dos pauliteiros mais velhos para os mais jovens”, explicou.

Segue-se depois a Ceia de Natal, que segundo o mordomo Carlos Rodrigues, consiste num tempo de convívio e confraternização entre a população de Sendim, à volta da fogueira.

“A Ceia de Natal visa promover o convívio entre a população local e as muitas pessoas que sendo naturais de Sendim vivem noutras localidades e regressam nesta altura do ano para celebrara o Natal. No decorrer da noite, a mordomia vai oferecer uma ceia ao povo e este ano vamos oferecer caldo verde e bifanas”, disse.

A Ceia vai ser animada com a música dos Gaiteiros e as danças dos Pauliteiros de Sendim.

A Fogueira de Natal é uma iniciativa da mordomia, que conta com o apoio da União de Freguesias de Sendim e Atenor, da Casa de L’ Pauliteiro, do Município de Miranda do Douro e da cooperativa Ribadouro.

Para o presidente da União de Freguesias de Sendim e Atenor, Luís Santiago, o Dia de Consoada é uma festa que entusiasma toda a população.

“A Fogueira do Galo tem a particularidade de mobilizar os jovens sendineses para a recolha da lenha. Este ano, graças à iniciativa do Centro Cultural e ao trabalho de várias senhoras de Sendim também se recuperou a antiga tradição do Ramo de Natal, para oferecer ao Menino Jesus, no final da Missa do Galo”, disse.

O autarca de Sendim adiantou também que este ano, o Cantar do Reis, vai realizar-se no pavilhão multiusos de Sendim, no próximo dia 7 de janeiro.

“Em Sendim, anualmente cabe à comissão de festas de Santa Bárbara oferecer os Reis à população. Este ano, em conjunto com o município de Miranda do Douro, foi escolhida a vila de Sendim, para acolher o festival do Cantar dos Reis e vamos assim receber a visita de grupos de todo o concelho”, indicou.

HA

Miranda do Douro: Rui Drumond vai cantar neste Natal

Miranda do Douro: Rui Drumond vai cantar neste Natal

Este ano, o concerto de Natal, em Miranda do Douro, vai ser interpretado pelo cantor, Rui Drumond, vencedor do programa “The Voice Portugal” e no espetáculo musical agendado para o serão de sábado, dia 23 de dezembro, na concatedral, o músico português vai interpretar temas clássicos de Natal como “White Christmas”, “Adeste Fideles”, entre outros.

Rui Drumond é considerado um artista multifacetado e talentoso, conhecido do público português pela vitória na segunda edição do programa televisivo “The Voice Portugal” e pela participação em dois Festivais da Canção.

No Concerto de Natal, em Miranda do Douro, Rui Drumond vai interpretar temas clássicos de Natal, como “White Christmas”, “Adeste Fideles”, “Vai chegar o grande dia”, “Have yourself a merry little Christmas” entre outros, todos com versões diferentes. Para além destes temas, o músico português vai presentear o público, em Miranda do Douro, com dois temas originais: “O teu melhor” e o “Guardo-te aqui”.

Segundo o município de Miranda do Douro, promotor do evento, a entrada para o concerto de Natal é gratuita.

HA

Bragança-Miranda: Celebrações do Natal mostram a «sede da fraternidade»

Bragança-Miranda: Celebrações do Natal mostram a «sede da fraternidade»

O bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida alerta na mensagem de Natal para o “ambiente consumista” e afirma que a “diversidade de atitudes e de celebrações” indiciam que no “coração de todos prevalece sobretudo a sede de fraternidade”.

A mensagem de natal do Bispo de Bragança-Miranda.

“A diversidade de atitudes e de celebrações natalícias indiciam que no coração de todos cresce a sede de fraternidade. Apercebemo-nos hoje de que os ‘bens relacionais’ são cada vez mais preciosos, porque à medida que se dá o aquecimento global do planeta, parecem tornar-se cada vez mais frias e fugazes as relações humanas”, assinala D. Nuno Almeida, na mensagem de Natal.

No documento, o bispo de Bragança-Miranda considera que “um ambiente consumista” ‘apoderou-se’ do Natal “e de tudo o que o rodeia”, aprecia a poesia, a amizade que suscita, os presentes, a abundância das mesas, as luzes, as estrelas, os cânticos.

“O nosso mundo aposta no Natal tendo em vista o maior lucro do ano, mas não se lembra de Jesus”, acrescenta o responsável católico, na mensagem intitulada ‘Presépios vivos de alegria e de esperança’.

Segundo D. Nuno Almeida, a luz e o calor do Presépio “aquecem o coração, afastam os medos e iluminam fraternalmente os rostos”, apesar da guerra “que parece imparável” em Gaza, em Israel, na Ucrânia, no Sudão do Sul e em tantos outros lugares.

“O Natal somente nos autoriza um olhar de irmão e irmã, pois foi para realizar o sonho da fraternidade universal que Jesus nasceu em Belém”, salienta, salientando que o ‘Príncipe de Paz’ continua a irmanar “íntima e solidariamente com todos os que passam tribulação”.

“Não deixemos, por nada, que nos roubem a alegria e a esperança do verdadeiro Natal! Com criatividade, tornemo-nos casa e caminho para que estes bens alcancem a todos”, acrescenta.

O bispo de Bragança-Miranda lembra que, desde há 800 anos, são construídos presépios “lindos, originais e há até presépios ao vivo”, por isso, se for acolhida a mensagem do “verdadeiro Natal” compreende-se que “o mais importante é que haja presépios vivos”: “o meu, o teu, o nosso coração! É aí que Jesus quer renascer!”.

“Presépios vivos são também as famílias e as comunidades da nossa Diocese ‘unidas e reunidas no amor verdadeiro para oferecer a todos a alegria e a esperança do Evangelho’”, realçou D. Nuno Almeida aos seus diocesanos, na sua primeira Mensagem de Natal.

D. Nuno Almeida tomou posse como bispo de Bragança-Miranda no último dia 25 de junho.

Fonte: Ecclesia

Criminalidade: GNR desmantelou rede organizada de furtos 

Criminalidade: GNR desmantelou rede organizada de furtos

O comandante dos destacamentos da GNR de Moncorvo e  Mirandela, capitão Hugo Torrado, acredita que esta força policial deu um “duro golpe” numa rede de crime organizado que se dedicava à prática de furtos no distrito de Bragança.

“Acreditamos[GNR] ter dado um duro golpe naquela que era a atividade desta rede organizada que se dedicava ao furto em estabelecimentos comerciais, igrejas ou coletividades no mundo rural. Com esta ação, achamos que devolvemos o sentimento de segurança a lugares onde a população é reduzida e na sua maior parte idosa”, informou o oficial da GNR.

No âmbito de uma investigação, que durava há cerca de três meses, por dezenas de crimes de furto ocorridos no distrito de Bragança, os militares da Guarda desenvolveram diversas diligências policiais que permitiram identificar um grupo de suspeitos, residentes no distrito de Vila Real, que, aproveitando o período da noite, arrombavam a portas de igrejas e estabelecimentos de restauração e bebidas, furtando dinheiro, tabaco e outros produtos ou objetos.

No seguimento da operação “Raia Verde”, os militares da Guarda deram cumprimento a cinco mandados de detenção, 14 mandados de busca, cinco domiciliárias e nove em viaturas, que culminaram na detenção de nove homens.

“Estes mandatos foram dirigidos a suspeitos que nos últimos três meses praticaram duas dezenas de furtos. Estes crimes eram efetuados durante a noite, que é sempre um momento mais camuflado, para arrombar portas e assim proceder aos furtos dos bens, principalmente, dinheiro nas igrejas e tabaco e bebidas nos cafés ou associações”, explicou o capitão Hugo Torrado.

Para a GNR, para além do valor de todos os objetos apreendidos que foram furtados, há a salientar “ os valores dos danos que foram causados por estes 17 crimes”.

Da longa lista de objetos furtados constam: 483 isqueiros, 448 maços de tabaco, 249 cartuchos, 200 euros em notas, seis telemóveis, três viaturas, duas pulseiras em ouro, Uma moto roçadora, um computador, objetos em outros e centenas de moedas de diferentes valores.

Os nove detidos foram constituídos arguidos e serão presentes hoje ao iniício da tarde no Tribunal Judicial de Mogadouro, para aplicação de medidas de coação.

Esta operação contou com o reforço Grupo de Intervenção de Ordem Pública (GIOP), das equipas de Intervenção Rápida de Bragança, Vila Real e Viseu, das equipas cinotécnicas de Bragança e Braga, dos Núcleos de Investigação Criminal (NIC) de Mirandela, Miranda do Douro, Bragança e Chaves, das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPCPC) de Mirandela e Bragança bem como dos Postos Territoriais de Mirandela e Valpaços.

Fonte: Lusa