Ambiente: Campanha “Juntos, Protegemos a Nossa Terra” alerta para as alterações climáticas 

Ambiente: Campanha “Juntos, Protegemos a Nossa Terra” alerta para as alterações climáticas 

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) está a promover a campanha “Juntos, Protegemos a Nossa Terra”, que visa alertar para os impactos das alterações climáticas e mobilizar a comunidade para a adoção de comportamentos mais sustentáveis e resilientes.

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) refere que, depois de várias semanas marcadas por temperaturas elevadas e numa altura em que se prevê mais uma onda de calor para o interior do país, está a promover a campanha de sensibilização “Juntos, Protegemos a Nossa Terra”, uma iniciativa que pretende alertar para os impactos das alterações climáticas e mobilizar a comunidade para a adoção de comportamentos mais sustentáveis e resilientes.

De acordo com Pedro Lima, presidente da CIM-TTM, “as alterações climáticas representam um dos maiores desafios estruturais ao desenvolvimento sustentável do nosso território, com impactos crescentes ao nível ambiental, social, económico e institucional”.

“Precisamos da ajuda e do empenho de toda a comunidade para minorar o seu impacto e proteger o nosso território. Com esta campanha queremos não apenas alertar, mas dotar a população de informação prática sobre como agir”, salientou.

Segundo a CIM-TTM, durante o mês de julho, a campanha é divulgada nas rádios locais, na imprensa regional, nas redes sociais, no espaço público, com uma mensagem: a ação climática depende do envolvimento de todos e cada gesto conta na construção de um território mais resiliente.

“A iniciativa aborda seis áreas fundamentais para o futuro das Terras de Trás-os-Montes: a proteção das pessoas e dos recursos, a gestão eficiente da água, a valorização da agricultura e da floresta, a eficiência energética, as oportunidades associadas à transição climática e a mobilidade sustentável”, explica a CIM.

Sob o mote “Juntos, Protegemos a Nossa Terra”, a campanha pretende reforçar a consciência de que a proteção do território é uma responsabilidade partilhada e que a resposta às alterações climáticas depende da ação conjunta.

A campanha integra um conjunto mais amplo de iniciativas desenvolvidas no âmbito do projeto ECO-SMART TTM, cujos resultados serão apresentados publicamente nas próximas semanas, num momento dedicado à ação climática e ao futuro sustentável das Terras de Trás-os-Montes.

Esta campanha surge no âmbito da candidatura “ECO-SMART TTM – Ação Climática Comum nas Terras de Trás-os-Montes”, financiada pelo Programa Regional Norte 2030, e dirige-se à população dos nove municípios que integram o território.

Fonte: Lusa | Imagem: CIM-TTM

Venezuela: Missão Católica Portuguesa participa em missões de resgate e entrega de bens

Venezuela: Missão Católica Portuguesa participa em missões de resgate e entrega de bens

A Missão Católica Portuguesa da Venezuela, em Caracas, está a participar nas operações após os sismos, implementou “algumas iniciativas de apoio”, como “rotas para salvar vidas e de resgate”, entrega de bens e ativou canais de comunicação.

“Tenho mantido contacto com várias pessoas da comunidade, incluindo elementos do consulado e os nossos fiéis. Infelizmente, muitos enfrentaram perdas familiares e outros viram os seus investimentos desaparecer”, disse hoje o responsável da Missão Católica à Agência ECCLESIA.

O padre Carlos de Abreu, que foi nomeado a 15 de outubro de 2021 e é o primeiro luso-venezuelano a assumir estas funções, explicou que tem partilhado as “tristezas” com as pessoas, o seu “papel, acima de tudo, é escutar e orar, embora sinta que é muito pouco face ao que seria necessário”.

A 24 de junho, ocorreram dois grandes sismos na Venezuela, que causaram até ao momento 1450 mortos e mais de 3 mil feridos e há mais de 50 mil pessoas desaparecidas.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo; dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas, e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

Nas horas seguintes aos sismos, a Arquidiocese de Caracas disponibilizou “centros de acolhimento”, e a Missão Católica Portuguesa deu “início às rotas para salvar vidas e de resgate”, ideia do padre Carlos de Abreu, sacerdote filho de madeirenses da freguesia do Campanário, na Madeira, que também é capelão do Centro Português na capital venezuelana.

“O que estamos a fazer neste momento é levar bens essenciais, água, roupa a todos os estabelecimentos e acampamentos improvisados das pessoas afetadas aqui em Caracas, já que para o acesso ao Estado de Vargas é solicitado uma espécie de cartão. Alegam que não há sistema, outros que a fila é muito longa, e nós, como voluntários já não podemos ir; se tivessem agido nas primeiras 24 horas, as coisas teriam tido outro tipo de resultados”, testemunhou um dos voluntários da Missão Católica Portuguesa.

Vamos continuar a apoiar, porque este é um trabalho diário e é constante. Não são apenas as primeiras 96 horas; é um trabalho que continua por dias, semanas, meses, até estabilizar este momento difícil que a nossa nação atravessa.”

O voluntário da Missão Católica Portuguesa da Venezuela explicou que esta “rota para salvar vidas e de resgate”, na primeira experiência, chegou “a Tanaguarena, um setor bastante afetado e com muito pouca capacidade de ajuda”, naquela altura, “nem uma única máquina estava no local”.

“Nesse resgate, o que conseguimos foi encontrar duas pessoas sem vida, foi feita a extração, e foram colocadas numa zona sem ser possível identificá-las, porque não havia os meios para o fazer, a identificação das residências, pelo menos, e do piso onde se encontravam. A devastação é impressionante, onde os edifícios estão colapsados o cheiro é extremamente forte”, desenvolveu à Agência ECCLESIA.

Neste sentido, lamentou ainda a “desorganização por parte do Estado” dos mantimentos, à roupa, até à acomodação das pessoas, “instaladas em praças, em locais abertos, mas à deriva”.

A Missão Católica Portuguesa na Venezuela na sua conta na rede social Instagram divulgou também um canal de apoio no Whatsapp, para “canalizar ajuda e conectar voluntários com os que mais precisam neste momento”, através do número +58 4123620487.

“Ajude-nos a coordenar, partilhando localizações exatas e necessidades específicas”, é o apelo da Missão Católica Portuguesa criada em 1955, e que tem a sua sede na Ermida de Nossa Senhora de Coromoto (padroeira da Venezuela) e Fátima, desde 1999, em San Bernardino, no centro de Caracas.

A Igreja Católica em Portugal, através da Cáritas, várias dioceses, a Fundação AIS, está a angariar donativos de emergência e dinamizar campanhas solidárias para apoiar a população e a Igreja na Venezuela.

Portugal enviou uma Força Conjunta Nacional de 64 operacionais – ANEPC, da GNR, do INEM e dos Bombeiros Sapadores de Lisboa – e de cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, destinada às populações afetadas pelos sismos, que já se encontra no país sul-americano.

Fonte: Ecclesia | Fotos: Forças Armadas Portuguesas

Vimioso: Novo concurso da ponte Vimioso – Carção lançado no 3º trimestre

Vimioso: Novo concurso da ponte Vimioso – Carção lançado no 3º trimestre

No sítio electrónico da Infraestruturas de Portugal (IP) consta a indicação de que o novo concurso para a construção da ponte Vimioso – Carção vai ser lançado no terceiro trimestre deste ano, ou seja, entre julho e setembro, com um valor base de 45 milhões de euros.

Questionado sobre o lançamento do novo concurso público para a adjudicação da construção da ponte Vimioso-Carção, o presidente do Município de Vimioso, António Santos, expressou alguma frustração pelos sucessivos adiamentos do governo.

“Reconheço que a catástrofe que assolou a região centro do país obrigou o governo a rever algumas prioridades. No entanto, a construção da nova ponte sobre o rio Maçãs também é uma obra muito necessária, para salvaguardar a segurança rodoviária. A par disso, relembro que este investimento vai beneficiar as populações dos concelhos de Vimioso, Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta. Por isso, continuo a insistir junto do Ministério das Infraestruturas e da Infraestruturas de Portugal (IP) para que deem prioridade a esta obra”, reivindicou o autarca vimiosense.


A construção da ponte sobre o rio Maçãs e respetivos acessos implica a execução de 51 expropriações de terrenos, nas freguesias de Vimioso e de Carção. A Infraestruturas de Portugal (IP) já está a executar as expropriações e na freguesia de Vimioso, o presidente, António Fernandes confirmou que os proprietários das parcelas de terrenos já foram contactados e indemnizados pelas expropriações.

“Sim, na freguesia de Vimioso, a Infraestuturas de Portugal (IP) já contatou os proprietários dos terrenos e já foi feito o pagamento pela expropriação, por sinal, um montante bem acima da valor comum dessas parcelas”, confirmou o autarca.

Segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), a construção da nova ponte e respetivo viaduto sobre o rio Maçãs vai reduzir em cinco quilómetros a ligação Vimioso-Carção, ou seja, dos atuais 11,7 quilómetros para apenas seis quilómetros.

A IP avança que a nova ponte tem 850 metros de extensão e o pilar mais alto mede 120 metros de altura.

Para além da ponte vai ser construída na margem de Carção, uma variante com 2,9 quilómetros extensão, com vários cruzamentos.

No primeiro concurso, o prazo de execução da obra “EN 218 – Ponte sobre o Rio Maçãs e Acessos” era de 900 dias, ou seja, cerca de dois anos e meio.

HA





Vimioso: Comboio turístico liga o centro da vila às piscinas municipais

Vimioso: Comboio turístico liga o centro da vila às piscinas municipais

Em Vimioso, o comboio turístico já está a realizar viagens diárias e gratuitas, entre o centro da vila e as piscinas municipais, uma iniciativa do município que tem como finalidade a promoção turística, as visitas ao património natural e cultural e o reforço da atividade económica.

Em Vimioso, as viagens do comboio turístico iniciaram-se na tarde de Domingo, dia 29 de maio, com uma viagem desde o centro da vila até às piscinas municipais. De acordo com o presidente do município de Vimioso, António Santos, este investimento faz parte da estratégia municipal de promoção turística da vila e valorização do património natural e cultural.

“A aposta no comboio turístico visa proporcionar aos residentes e aos visitantes uma experiência de passeio diferente e descontraída, aos locais de interesse turístico em Vimioso, como são a atalaia, o santuário de Nossa Senhora da Visitação, o Parque Ibérico de Natureza e Aventura (PINTA) e as piscinas municipais. Nestes meses de verão, há crianças e jovens que não dispõem de meio de transporte diário na deslocação para as piscinas municipais e o comboio turístico, com viagens diárias gratuitas, vem responder a esta necessidade”, justificou o autarca vimiosense.

Em Vimioso, o comboio turístico funciona diariamente, entre as 9h30 e as 20h00. O circuito do comboio turístico parte do Largo de São Sebastião (junto ao Agrupamento de Escolas de Vimioso), inclui paragem na interface rodoviário de Vimioso e termina nas piscinas muinicipais.

“Com esta oferta, o Município de Vimioso pretende promover uma mobilidade mais sustentável, contribuindo para a animação do espaço público e para o reforço da atividade económica local. O custo do investimento com o comboio turístico é de cerca de nove mil euros por mês”, indicou, António Santos.

A autarquia de Vimioso acredita que o comboio turístico pode ser um elemento turístico diferenciador, sobretudo nos meses de verão, durante os quais se regista maior afluência de visitantes, entre os quais os emigrantes.

HA



Meteorologia: Dias quentes e noites tropicais em Portugal

Meteorologia: Dias quentes e noites tropicais em Portugal

A partir de 29 de junho, os distritos do interior do país vão estar sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente e seco, que se vai estender a todo o território continental, avança o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja ficam sob aviso amarelo, com a temperatura máxima a oscilar, entre os 31 e os 37 graus.

A partir de 30 de junho, este aviso estende-se aos distritos de Bragança e Vila Real e no dia seguinte a todo o território continental.

“Prevê-se um longo período com tempo quente e seco, com a temperatura máxima a atingir valores entre os 40 e os 43 graus no vale do Tejo e Alentejo, no dia 2 de julho. No final da semana, o calor extremos poderá estender-se a outras regiões do país”, avisa o IPMA.

Quanto à temperatura mínima, também vai aumentar nos próximos dias “para valores superiores a 20 graus centígrados”, ficando grande parte do território “com condições de noites tropicais”.

Dada a previsão de temperaturas elevadas, o IPMA indica no boletim meteorológico que “é muito provável que o nível dos avisos seja agravado em vários distritos nas atualizações ao longo dos próximos dias”.

A subida da temperatura deve-se a um anticiclone “localizado a norte/noroeste do arquipélago dos Açores, estendendo-se em crista até ao Golfo da Biscaia” e que a partir de 29 de junho “irá deslocar-se para leste”.

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

Miranda do Douro: Comandante Júlio Miguel integra missão de ajuda à Venezuela

Miranda do Douro: Comandante Júlio Miguel integra missão de ajuda à Venezuela

Natural de Miranda do Douro, Júlio Miguel, atual 2.º Comandante Sub -Regional de Emergência e Proteção Civil de Terras de Trás-os-Montes foi destacado para integrar a Força Operacional Nacional Portuguesa, na missão internacional de apoio e socorro à população da Venezuela, gravemente afetada pelos sismos ocorridos a 24 de junho.

Em comunicado, a corporação dos Bombeiros de Miranda do Douro destaca a dedicação, a competência e o espírito de missão que sempre distinguiram, Júlio Miguel, antigo 2.º Comandante dos Bombeiros de Miranda do Douro.

“Atualmente a desempenhar funções de 2.º Comandante Sub -Regional de Emergência e Proteção Civil de Terras de Trás-os-Montes, ao comandante Júlio Miguel, desejamos-lhe uma missão segura e bem-sucedida. Que Deus te proteja, bem como todos os operacionais que te acompanham, e vos conceda força e coragem para cumprir esta importante missão”, pode ler-se.

Na sequência dos graves sismos ocorridos a 24 de junho, na Venezuela, o Governo de Portugal acionou a Força Conjunta Nacional para apoiar a missão de busca, salvamento e Primeiros Socorros.

“A Cooperação Portuguesa resulta de um esforço de coordenação que envolveu especialmente o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde, reflectindo o compromisso de Portugal com a solidariedade internacional e com o apoio à Venezuela, país onde reside uma significativa comunidade de portugueses e lusodescendentes.”, informa o governo.

A 26 de junho partiram para a Venezuela, dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa, transportando um total de 64 pessoas, entre elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), dos Sapadores Bombeiros de Lisboa e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), reunindo capacidades especializadas em operações de busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência.

“Seguiram a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, destinada a apoiar as operações de socorro e assistência às populações afectadas”, indica o governo.

A 24 de junho, os dois grandes sismos registados na Venezuela causaram pelo menos 1430 mortos e 3328 feridos; segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

Em Portugal, a Cáritas e várias Dioceses uniram esforços para angariar donativos de emergência.

HA e Ecclesia | Foto: JM

Venezuela: Dioceses portuguesas mobilizam-se para ajudar vítimas dos sismos

Venezuela: Dioceses portuguesas mobilizam-se para ajudar vítimas dos sismos

O bispo de Aveiro, D. António Moiteiro anunciou a realização de um “ofertório extraordinário”, no fim-de-semana de 4 e 5 de julho, nas comunidades católicas da diocese, para a recolha de fundos destinados a ajudar as vítimas dos tremores de terra, na Venezuela.

“Contactei o bispo de La Guaira e descreveu a situação da sua diocese como uma zona muito danificada e sem meios para reconstruir as habitações dos mais pobres. O próprio seminário diocesano ficou destruído, estando inabitável para qualquer uso”, indica D. António Moiteiro, em nota divulgada online.

O responsável católico recordou que o terramoto “destruiu uma vasta zona do país, particularmente nas dioceses de Caracas, Guarenas e La Guaira, onde vive um grupo numeroso de portugueses ou luso venezuelanos e onde a perda de vidas é muito grande”.

O montante recolhido na diocese portuguesa vai ser entregue ao bispo de la Guaira, D. Pablo Modesto Perez, “a fim de mitigar os estragos do sismo e ajudar os que perderam os seus bens”.

Lembro que a nossa diocese de Aveiro tem uma dívida de gratidão para com os nossos irmãos venezuelanos, porque nas últimas décadas do século passado nos ajudaram na construção de várias Igrejas paroquias e de centros sociais paroquiais. Agora é a nossa vez de partilharmos e sermos generosos perante a catástrofe que os meios de comunicação social nos apresentam.”

Já na Diocese de Setúbal, o bispo local anunciou hoje o envio de uma ajuda financeira de 10 mil euros para as vítimas dos sismos.

“Trata-se de um contributo modesto perante a dimensão das necessidades existentes, mas significativo para as possibilidades da nossa Igreja diocesana”, sublinhou D. Américo Aguiar, em comunicado.

O cardeal indicou que o montante visa apoiar as operações de socorro, assistência e o futuro processo de reconstrução das comunidades afetadas.

“A dor torna-se ainda mais próxima ao sabermos que entre as vítimas se encontram cidadãos portugueses e numerosos lusodescendentes, ligados por laços de sangue, de história e de afeto ao nosso país”, escreve D. Américo Aguiar.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português atualizou hoje para 36 o número de óbitos de cidadãos nacionais ou lusodescendentes, mantendo-se 91 pessoas como desaparecidas ou incontactáveis.

O balanço oficial das autoridades locais regista agora 929 vítimas mortais e 3360 feridos, com a Organização das Nações Unidas a estimar que mais de 50 mil pessoas permaneçam desparecidas.

A 24 de junho, as regiões de Caracas e La Guaira concentram os danos mais severos, com dezenas de edifícios colapsados na sequência dos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Ritcher.

A Cáritas Portuguesa apelou à solidariedade com a população da Venezuela afetada pelos sismos, assumindo disponibilidade para enviar apoio de emergência através da rede internacional.

“Através da nossa rede internacional, em articulação com a Caritas Internationalis, estamos disponíveis para ajudar e levar apoio da Cáritas Portuguesa nesta situação de emergência a todos os que precisam de ajuda”, indica a organização católica, em nota publicada nas suas redes sociais.

A Caritas Portuguesa diz acompanhar com “cuidado e preocupação” a população da Venezuela.

“Tal como noutras emergências, lembramos que as doações financeiras são a melhor forma de demonstrar solidariedade, uma vez que reduzem os custos e os tempos de gestão e facilitam a resposta às necessidades específicas da população afetada em cada momento”, acrescenta a nota.

Donativos: www.caritas.pt

Multibanco

Ent. 22222

Referência. 222 222 222

Fonte: Ecclesia | Imagem: Caritas Internacional

A vida ou tem horizonte ou fica encolhida

XIII Domingo do Tempo Comum – Ano A

A vida ou tem horizonte ou fica encolhida

2 Rs 4, 8-11.14-16a / Slm 88 (89), 2-3.16-17.18-19 / Rom 6, 3-4.8-11 / Mt 10, 37-42

Deus concebeu para nós uma vida maior do que aquela que conseguiríamos seguindo o nosso próprio querer. Com Deus, vivemos mais. Mas é um viver que implica um morrer: «morremos com Cristo», acreditando que «também com Ele viveremos». Tem de haver uma morte: consideramo-nos «mortos para o pecado», com Cristo que «morreu para o pecado».

Acedemos à vida nova: consideramo-nos «vivos para Deus, em Cristo Jesus», já que «a sua vida é uma vida para Deus». Trata-se dum dinamismo que – diga-se – é componente normal da vida cristã. Tem que ver com o batismo que inaugura a vida cristã. Efetivamente, no batismo há um morrer e um renascer: somos sepultados com Cristo, «para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos… também nós vivamos uma vida nova» (Carta aos Romanos).

Na vida cristã é precisamente da vida que se trata. É que viver tem de ser mais do que existir. Tem de ser um viver que valha a pena. A vida ou se a aproveita ou se a desperdiça; ou tem norte ou anda desfocada; ou tem horizonte ou fica encolhida; ou é de coração cheio ou tem sabor medíocre.

Disto trata o nosso relacionamento com Jesus. É com isto que tem que ver o ser discípulo de Jesus Cristo. Daí que Ele nos fale de perder a vida ou ganhá-la; e nos fale, consequentemente, daquilo que é preciso para a ganhar.

Antes de mais, temos de nos desprender de nós mesmos. Guardar-se para si próprio leva a viver menos: «quem encontrar a sua vida há de perdê-la». Em contrapartida, largar-se para Deus leva a viver mais: «quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la».

Depois, o amor a Deus tem de ser mais forte do que os outros amores: «quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim».

Por fim, deve-se estar disposto a suportar o que o amor a Deus venha a implicar: «quem não toma a sua cruz para me seguir, não é digno de mim». É uma entrega que resulta em ganho vindo de Deus. O amor que se centra em Deus e que em nome d’Ele se difunde «não perderá a sua recompensa» (São Mateus). O profeta Eliseu ficou a pensar da senhora que o acolheu: «que podemos fazer por esta senhora?» (2.º Livro dos Reis).

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Miranda do Douro: Patuscada do Caracol dá sabor à Festa em honra de São Judas Tadeu

Miranda do Douro: Patuscada do Caracol dá sabor à Festa em honra de São Judas Tadeu

O bairro da Terronha, em Miranda do Douro, celebra neste fim-de-semana de 26, 27 e 28 de junho, a festa em honra do apóstolo e mártir, São Judas Tadeu, com o programa da “Patuscada do Caracol” que inclui petiscos, arruadas, música e no Domingo, a festividade culmina com a celebração da missa campal.

A festividade que começou por ser uma celebração comunitária, entre vizinhos, no bairro da Terronha, tornou-se ao longo destas 16 edições, numa festa popular para toda a cidade de Miranda do Douro.

Este ano, a Festa em Honra de São Judas Tadeu começa ao final da tarde de sexta-feira, 26 de junho, com a arruada do grupo L’s Madrugadores. Segue-se o habitual jantar convívio no recinto da festa, no bairro da Terronha, onde são servidos petiscos como caracóis, bifanas e moelas. Para o serão está programada a atuação do grupo musical DM Produções e o DJ Jorge Barroso.

No sábado, dia 27 de junho, a festa recomeça ao final da tarde (17h30), com a arruada protagonizada pelo grupo etnográfico Terra de Miranda (Tradifols). Segue-se o jantar convívio, numa ementa que inclui sardinha assada, entremeada, caldo verde e chouriça assada. Às 22h00, há baile animado pelo grupo musical Triângulo.

No Domingo, dia 28 de junho, a festa em honra de São Judas Tadeu culmina com a celebração da Missa Campal, às 11h00, junto à imagem do Apóstolo, colocada no jardim do Arquivo Municipal.




A Festa em Honra de São Judas Tadeu é uma iniciativa da Comissão de Festas da Terronha, que conta com os apoios do município de Miranda do Douro e da freguesia.

São Judas Tadeu

São Judas Tadeu foi um dos doze Apóstolos de Jesus. 

Segundo o evangelista João, durante a Última Ceia, Judas Tadeu perguntou a Jesus: "Senhor, como Te vais manifestar a nós e não ao mundo?".

Ao que Jesus respondeu: "Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará e Nós viremos a ele faremos nele morada"(Jo 14, 22-23).

A resposta de Jesus significa que Deus deve ser acolhido com o coração.

O Senhor quer fazer parte da vida da humanidade, mas para que isso aconteça há acreditar n'Ele e abrir-Lhe o coração.

HA




Miranda do Douro: Anteestreia dos filmes “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos”

Miranda do Douro: Anteestreia dos filmes “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos”

Os filmes “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos” vão ser exibidos no serão de sábado, dia 27 de junho, no miniauditório, em Miranda do Douro, duas curtas-metragens da autoria de Gonçalo Mota, que descrevem a trajetória histórica e a notoriedade que estas duas expressões culturais – a língua mirandesa e as danças dos pauliteiros – dão à Terra de Miranda.

Realizado por Gonçalo Mota, antigo aluno de Antropologia, no polo da UTAD, em Miranda do Douro, as curtas-metragens documentais “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos” são falados em mirandês e em português.

«O filme “Lhêngua”, falado em mirandês e com a duração de 25 minutos mostra a ligação entre a cultura do povo de Miranda e a natureza. A curta-metragem parte da descoberta histórica da língua mirandesa, realizada por José Leite de Vasconcellos (século XIX), até aos dias de hoje, com o ensino do mirandês às crianças e jovens nas escolas”, informam.

Por sua vez, o filme “A Dansa dos Paulitos”, com a duração de 30 minutos, descreve a trajetória histórica desta dança tradicional da Terra de Miranda.

“Em 1898, os Pauliteiros de Constantim atuaram pela primeira vez fora da Terra de Miranda, a convite da Sociedade de Geografia de Lisboa. Desde então, a dança dos paulitos percorreu Portugal e o mundo, tornou-se património nacional, símbolo regional e atração turística”, informa o Museu da Terra de Miranda.

A diretora do Museu da Terra de Miranda, Celina Pinto, indicou que estas produções cinematográficas documentais são financiadas pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) e geridas pelo Património Cultural, I.P..

“O Museu da Terra de Miranda pretende registar em vídeo algumas das marcas identitárias da região, como são a língua mirandesa, a dança dos pauliteiros, o ciclo da lã, a cutelaria e as festas de solstício de inverno”, justificou, Celina Pinto.

Segundo o Museu da Terra de Miranda. a anteestreia dos filmes “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos” tem como propósito apresentar à comunidade, que participou ativamente nas produções cinematográficas, o trabalho final.

Fonte: Museu da Terra de Miranda | HA