Venezuela: Dioceses portuguesas mobilizam-se para ajudar vítimas dos sismos

O bispo de Aveiro, D. António Moiteiro anunciou a realização de um “ofertório extraordinário”, no fim-de-semana de 4 e 5 de julho, nas comunidades católicas da diocese, para a recolha de fundos destinados a ajudar as vítimas dos tremores de terra, na Venezuela.

“Contactei o bispo de La Guaira e descreveu a situação da sua diocese como uma zona muito danificada e sem meios para reconstruir as habitações dos mais pobres. O próprio seminário diocesano ficou destruído, estando inabitável para qualquer uso”, indica D. António Moiteiro, em nota divulgada online.

O responsável católico recordou que o terramoto “destruiu uma vasta zona do país, particularmente nas dioceses de Caracas, Guarenas e La Guaira, onde vive um grupo numeroso de portugueses ou luso venezuelanos e onde a perda de vidas é muito grande”.

O montante recolhido na diocese portuguesa vai ser entregue ao bispo de la Guaira, D. Pablo Modesto Perez, “a fim de mitigar os estragos do sismo e ajudar os que perderam os seus bens”.

Lembro que a nossa diocese de Aveiro tem uma dívida de gratidão para com os nossos irmãos venezuelanos, porque nas últimas décadas do século passado nos ajudaram na construção de várias Igrejas paroquias e de centros sociais paroquiais. Agora é a nossa vez de partilharmos e sermos generosos perante a catástrofe que os meios de comunicação social nos apresentam.”

Já na Diocese de Setúbal, o bispo local anunciou hoje o envio de uma ajuda financeira de 10 mil euros para as vítimas dos sismos.

“Trata-se de um contributo modesto perante a dimensão das necessidades existentes, mas significativo para as possibilidades da nossa Igreja diocesana”, sublinhou D. Américo Aguiar, em comunicado.

O cardeal indicou que o montante visa apoiar as operações de socorro, assistência e o futuro processo de reconstrução das comunidades afetadas.

“A dor torna-se ainda mais próxima ao sabermos que entre as vítimas se encontram cidadãos portugueses e numerosos lusodescendentes, ligados por laços de sangue, de história e de afeto ao nosso país”, escreve D. Américo Aguiar.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português atualizou hoje para 36 o número de óbitos de cidadãos nacionais ou lusodescendentes, mantendo-se 91 pessoas como desaparecidas ou incontactáveis.

O balanço oficial das autoridades locais regista agora 929 vítimas mortais e 3360 feridos, com a Organização das Nações Unidas a estimar que mais de 50 mil pessoas permaneçam desparecidas.

A 24 de junho, as regiões de Caracas e La Guaira concentram os danos mais severos, com dezenas de edifícios colapsados na sequência dos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Ritcher.

A Cáritas Portuguesa apelou à solidariedade com a população da Venezuela afetada pelos sismos, assumindo disponibilidade para enviar apoio de emergência através da rede internacional.

“Através da nossa rede internacional, em articulação com a Caritas Internationalis, estamos disponíveis para ajudar e levar apoio da Cáritas Portuguesa nesta situação de emergência a todos os que precisam de ajuda”, indica a organização católica, em nota publicada nas suas redes sociais.

A Caritas Portuguesa diz acompanhar com “cuidado e preocupação” a população da Venezuela.

“Tal como noutras emergências, lembramos que as doações financeiras são a melhor forma de demonstrar solidariedade, uma vez que reduzem os custos e os tempos de gestão e facilitam a resposta às necessidades específicas da população afetada em cada momento”, acrescenta a nota.

Donativos: www.caritas.pt

Multibanco

Ent. 22222

Referência. 222 222 222

Fonte: Ecclesia | Imagem: Caritas Internacional

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