Agricultura: Previsões apontam quebras de 50% na amêndoa

Agricultura: Previsões apontam quebras de 50% na amêndoa

A Cooperativa dos Lavradores do Centro e Norte (CLCN), sedeada em Mogadouro, avançou uma previsão de quebra de cerca de 50% na produção de amêndoa, devido ao frio e chuva sentidos nos primeiros meses do ano.

“Este ano foi de muita precipitação e muita da flor da amendoeira apodreceu durante o período de floração, devido ao excesso de humidade, provocada pelas chuvas deste primeiros meses do ano, o que provocou quebras de mais de 50% da produção, em algumas áreas do Nordeste Transmontano”, disse o presidente da CLCN, Armando Pacheco.

De acordo com o dirigente agrícola, a geada também provocou acentuados danos nesta cultura durante este período do ano, acrescentando que a formação de geadas pode acontecer ainda no decurso deste mês de abril.

“Ainda não estamos livre da formação geadas, porque há previsões que isso aconteça nos próximos dias. Ainda estou recordado que, no ano passado, se formou uma forte geada, em abril, que eliminou toda a floração do amendoal na zona de maior altitude”, vincou Armando Pacheco.

Os produtores de amêndoa do Nordeste Transmontano estão, assim, expectantes em relação aos próximos tempos.

“Vamos ver o que vai acontecer este ano no setor da amêndoa, já que durante período a floração há muitos estragos visíveis”, lamentou o dirigente agrícola.

A CLCN, com sede em Mogadouro, tem atualmente associados cerca de 600 produtores de amêndoa e de outros frutos de casca rija e castanha que estão distribuídos um pouco por todo país, mas com incidência no distrito de Bragança e Guarda.

Armando Pacheco voltou a apelar aos produtores de amêndoa para fazerem seguros de colheita para minimizar as quebras de produção

“Face às alterações climáticas, mais uma vez apelamos aos produtores de fruto de casca rija para fazerem os seus seguros de colheita, que podem ajudar a minimizar possíveis impactos na colheita final, uma vez que as amendoeiras começam a ser umas das culturas predominantes do território nordestino, uma região onde se verificam temperaturas acima de média em tempo de floração”, disse o dirigente da CLCN.

Armando Pacheco disse ainda que a CLCN conseguiu seguros de colheitas para os seus associados ainda no decurso da floração do amendoal, o que “se tornou numa mais-valia”.

“Os seguros de colheita na nossa ou outras regiões garantem, sempre, o pagamento da perda da produção. Com temperaturas de risco e alterações climáticas que se fazem sentir em tempo de floração, em tempo de colheita poderemos ter sempre algum retorno financeiro”, reiterou.

Com as alterações climáticas vividas, Armando Pacheco indicou que os seguros de colheitas terão de ser extensivos a outras cultura agrícolas, para não se correrem os grandes riscos que os agricultores estão a correr nos últimos anos.

Esta cooperativa recolhe cerca de um milhão de quilos de amêndoa por ano, um valor que se mantém estável, graças ao aumentos de associados nesta organização da lavoura.

Fonte: Lusa

Economia: Portugal supera em 51% poupança de gás

Economia: Portugal supera em 51% poupança de gás

Entre agosto de 2022 e março deste ano, Portugal superou em 50,7% a meta europeia de redução de 15% de consumo de gás natural, informou a Agência para a Energia (Adene).

“No período de análise e vigência do Plano de Poupança de Energia, entre agosto de 2022 a março de 2024, Portugal registou uma redução de 22,6% de gás natural, o que corresponde a 150,7% de execução da meta de redução estabelecida pelo Regulamento do gás”, informou a Adene, em comunicado, realçando que “neste período, Portugal superou em 50,7% a meta de 15% estabelecida no Regulamento 2023/706, de 30 de março de 2023”.

A redução do consumo de gás natural resultou de regras europeias, adotadas no verão de 2022, na sequência do agravamento da crise energética devido à invasão russa da Ucrânia e das sanções aplicadas ao principal fornecedor de gás natural à Europa.

O Plano de Poupança de Energia estabeleceu uma meta de redução voluntária do consumo de gás natural de 15% entre agosto de 2022 e março de 2023, face ao consumo médio dos cinco anos anteriores.

“Segundo o Gabinete Europeu do Ambiente, Portugal encontra-se entre os países da UE com medidas de poupança de energia mais robustas, destacando-se por ser o único país que reporta regularmente e de uma forma transparente a informação sobre a implementação e progresso das medidas de poupança de energia”, destacou a Adene.

Em março, último mês de vigência do PPE, registou-se uma redução de 22,6% no consumo de gás natural no país, face à média do período de referência.

Segundo a Adene, a Comissão de Acompanhamento do PPE concluirá os seus trabalhos até 31 de julho de 2024.

Fonte: Lusa

Finanças: Redução adicional do IRS de 463 ME

Finanças: Redução adicional do IRS de 463 ME

A proposta de lei para redução das taxas do IRS vai trazer um alívio adicional de 348 milhões de euros este ano, a que se deverão somar 115 milhões de euros em 2025, via reembolso, num total de 463 milhões de euros.

O Governo aprovou um novo modelo de taxas do 1.º ao 8.º escalão de rendimentos, que variam entre 0,25 e 3 pontos percentuais face aos valores em vigor desde janeiro de 2024.

Esta proposta vai ser debatida pelo parlamento a 24 de abril de 2024, tendo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, salientado que a medida vai traduzir-se numa redução de IRS sobre salários e pensões de 348 milhões de euros este ano.

Apesar de a intenção do Governo ser refletir este novo esquema de taxas em novas tabelas de retenção na fonte, há sempre um efeito que apenas é sentido no ano seguinte, na liquidação do imposto após a entrega da declaração anual.

Esse efeito, que passa para 2025, ronda os 115 milhões de euros, precisou entretanto fonte governamental.

Nestas contas não está incluída a redução do IRS em vigor desde janeiro, após a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024), que o atual Governo estima em 1.191 milhões de euros em 2024, nem o impacto da mesma que será sentido nos reembolsos de 2025.

Este efeito desfasado decorre do facto de haver sempre trabalhadores e pensionistas que retêm imposto a mais durante o ano, tendo depois direito à devolução do IRS.

Fonte: Lusa

Dar a vida

IV Domingo Da Páscoa | Domingo do Bom Pastor | Último Dia da Semana de Oração pelas Vocações

Dar a vida

At 4, 8-12 / Slm 117 (118), 1.8-9.21-23.26.28cd-29 / 1 Jo 3, 1-2 / Jo 10, 11-18

Hoje a Igreja celebra o Domingo do Bom Pastor. Qual será a principal caraterística de um bom pastor? Será guiar as ovelhas aos melhores pastos e ribeiros, dando-lhes de comer e beber? Estar atento à sua saúde e levá-las ao veterinário? Garantir que o rebanho tem um lugar abrigado e asseado para passar as noites?

Tudo isto é adequado, mas um bom pastor é algo mais. Reparem como a resposta de Jesus no Evangelho de hoje nos leva bem mais longe: «o bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas». Mais do que oferecer condições e cuidados, Jesus coloca no centro a disponibilidade para oferecer a própria vida.

Jesus é o Bom Pastor e mostra-nos qual o caminho a seguir: vivermos ao seu estilo, como pastores que dão a vida e não ordens; mais disponíveis para pegar as ovelhas ao colo do que para as ameaçar com o cajado; pastores que entram pela porta, anunciando assim a sua chegada e disponibilidade, e não pela janela, como um ladrão que vem para saquear. E tudo isto conscientes de que há ovelhas que ainda estão fora do redil, situação que os preocupa e os leva a regressar aos caminhos.

A preocupação com os que estão longe da fé é provavelmente das mais incompreendidas nos dias de hoje. Fazemos ouvidos moucos ao pedido incessante de Jesus a deixar o conforto da casa e ir pelo mundo anunciar o Evangelho. Convencemo-nos – ou deixámo-nos convencer – de que a fé é algo pessoal, que pertence à esfera privada, que pode incomodar outros e que, por isso mesmo, só pode ser vivida discretamente. Perdemos, desta forma, uma dimensão essencial do Evangelho: a de que este é uma alegria para todos e de que, sem Cristo, sem os sacramentos, poderão continuar a existir muitas mulheres e homens de boa vontade, mas não santos. E o mundo, mais do que de boas pessoas, precisa de santos.

Neste último dia da semana de oração pelas vocações, Domingo do Bom Pastor, perguntemo-nos o que podemos fazer nas nossas comunidades. Talvez faça falta renovar a equipa de catequistas, de leitores ou o coro. Pode ser que haja necessidade de criar um grupo de leitura da Bíblia, de universitários ou de jovens profissionais. Ou de visitadores, que saiam à procura daqueles que estão mais sós ou dos que há muito que não vemos nas nossas Eucaristias.

Abandonemos o redil da nossa comodidade e regressemos com novos membros à nossa comunidade. Não deixemos que se apague o fogo da Páscoa em nós. Peçamos ao Bom Pastor que nos aponte o caminho e lancemo-nos nele com entusiasmo, disponíveis para oferecer a própria vida.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Miranda do Douro: Aula e concerto de cânticos gregos e turcos

Miranda do Douro: Aula e concerto de cânticos gregos e turcos

Na tarde desta sexta-feira, dia 19 de abril, os alunos da escola básica de Miranda do Douro (EB1) vão participar numa aula de iniciação ao canto grego e turco e no Domingo, dia 21 de abril, a Igreja paroquial da Quinta do Cordeiro, em Duas Igrejas, é o placo do concerto de Primavera “Músicas e Transes de Anatólia”.

O concerto é protagonizado pela artista, Julie Lobato, com a interpretação de temas gregos e turcos, que refletem a sua vivência nestes países.

Antes do concerto, na tarde sexta-feira, dia 19 de abril, a intérprete vai orientar uma aula de iniciação ao canto turco e grego, na Escola Básica de Miranda do Douro (EB1).

Segundo o município de Miranda do Douro, o ciclo de “Concertos de Primavera” tem como propósito descentralizar a atividade cultural e proporcionar eventos musicais, às populações das várias localidades do concelho de Miranda do Douro.

HA

Património: O turismo religioso «é para todos» – Miguel Neto

Património: O turismo religioso «é para todos» – Miguel Neto

O diretor da Pastoral do Turismo Portugal, da Igreja Católica, o padre Miguel Neto, afirmou por ocasião do Dia dos Monumentos e Sítios, celebrado a 18 de abril, que o turismo religioso “é para todos”, crentes ou não e anunciou umas jornadas dedicadas a este setor, em 2025.

“É difícil distinguir onde vai a nossa identidade e onde vai a nossa fé naquilo que são, por exemplo, as manifestações, as procissões, numa Semana Santa que acabamos de celebrar. É difícil”, disse o padre Miguel Neto, em entrevista à Agência ECCLESIA.

O diretor da Pastoral do Turismo Portugal (PTP), organismo da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), acrescenta que se não promoverem e continuarem a promover os fenómenos do turismo religioso vão “enclausurar, cada vez mais, a fé cristã”.

“Sabemos que o turismo religioso atrai pessoas que necessariamente não vão às celebrações. Por exemplo, as procissões do Enterro do Senhor têm muito mais gente do que as celebrações da Paixão do Senhor dentro da Igreja. Obviamente, sabemos disso… Mas, nós vamo-nos insurgir? Não!”, desenvolveu o sacerdote, identificando “um cristianismo cultural”.

Desde 1983, comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios no dia 18 de abril, este ano com o tema ‘Catástrofes e Conflitos à luz da Carta de Veneza’, pelos 60 anos deste documento; em Portugal muito património tem uma marca cristã católica.

“Esse património é a nossa cultura. Em primeiro lugar, temos que pensar nisso, e é um debate que está sendo feito em vários países. Em  Espanha é um debate que está a ser feito de uma forma muito sub-reptícia, mas muito forte, em que temos de valorizar aquilo que é o património, porque é o sinal visível, concreto, físico daquilo que é a nossa cultura”, indicou o diretor da Pastoral do Turismo Portugal.

O padre Miguel Neto lembrou que já não se vive “numa era de cristandade”, quando esse património foi feito, onde “todas as pessoas se concentravam ali, como sendo a casa comum” e, por isso, é preciso “usar o património para aquilo que foi criado, para o anúncio da fé, neste caso, o primeiro anúncio da fé”.

“Hoje em dia, grande parte das pessoas que visitam o património não tem uma literacia turística, nem uma literacia de história, de liturgia, para saber o que é um sacrário, o significado de uma cruz, para saber, inclusive, as imagens dos santos, que é algo que, mesmo dentro da própria Igreja, é muitas vezes difícil nós distinguirmos. É importante percebemos que, é através deste conhecimento, através desta visita, que se faz o primeiro anúncio de fé”, desenvolveu.

A Igreja Católica marcou presença na edição 2024 da BTL, a Bolsa de Turismo de Lisboa, realizada entre 28 de fevereiro e 3 de março, onde foi lançado o livro ‘Caminhos e Destinos da Pastoral do Turismo Laudato Si’; o sacerdote algarvio, que destacou objetivos da nova publicação, afirmou que também quer ajudar a perceber que “o turismo não é um fenómeno que prejudique a Igreja, e os turistas não prejudicam a Igreja”.

No Programa ECCLESIA, transmitido a 18 de abril, na RTP2, o padre Miguel Neto anunciou que nas próximas Jornadas da Pastoral do Turismo, em 2025, vão focar-se “mais” na questão da ‘Fratelli Tutti’ Encíclica do Papa Francisco, ‘sobre a fraternidade e a amizade social’, publicada 3 de outubro de 2020.

Fonte: Ecclesia

Incêndios: Limpeza dos terrenos rurais até 30 de abril

Incêndios: Limpeza dos terrenos rurais até 30 de abril

A ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, apelou a todos os portugueses proprietários de terrenos rurais para que procedam à sua limpeza até 30 de abril, destacando que este ato é fundamental para a prevenção dos incêndios florestais.

“Gostaria de pedir a todos os portugueses que procedessem à limpeza das matas e dos seus terrenos com ajuda das autarquias quando for necessário. É extraordinariamente importante a participação de todos os cidadãos neste ato, a limpeza das matas podem salvar vidas, podem salvar bens e é essencial que os portugueses participem”, disse aos jornalistas a ministra, no final da cerimónia comemorativa do 17.º aniversário da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Margarida Blasco aproveitou a cerimónia na ANEPC para fazer o apelo numa altura em que se aproxima a época considerada mais crítica em incêndios rurais.

A ministra frisou que a limpeza das matas e dos terrenos é fundamental na prevenção dos fogos rurais.

Os proprietários de terrenos rurais, sejam florestais ou agrícolas, têm até 30 de abril para proceder à sua limpeza, passando a GNR, a partir de 1 de maio, à fase de fiscalização e a multar os proprietários que não cumprirem, e as coimas podem atingir o valor de cinco mil euros para pessoas singulares ou 25 mil euros para pessoas coletivas.

Segundo o regime excecional das redes de faixas de gestão de combustível, os trabalhos para a implementação de faixas de gestão de combustível contra incêndios devem decorrer até 30 de abril numa faixa de 50 metros à volta de habitações e outras edificações e numa faixa de 100 metros à volta dos aglomerados populacionais, parques de campismo e zonas industriais, por exemplo.

Se os proprietários não cumprirem no prazo a limpeza dos terrenos, as câmaras municipais assegurarão, a partir de 1 de maio, a realização de todos os trabalhos de gestão de combustível, mas os donos terão de permitir o acesso aos seus terrenos e de pagar as despesas às autarquias.

Fonte: Lusa

Sociedade: Extinção do SEF causa “degradação da situação migratória” – Governo

Sociedade: Extinção do SEF causa “degradação da situação migratória” – Governo

O Governo denunciou a “degradação da situação migratória” em Portugal nos últimos meses, quer no acolhimento e regularização de estrangeiros, quer na operacionalidade do controlo e fiscalização, resultantes do desmantelamento do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Esta posição emitida em comunicado pelo gabinete do ministro da Presidência, que tutela as migrações, surge na sequência de uma concentração de manhã de cerca de 100 pessoas, sobretudo cidadãos do Bangladesh, Paquistão e Índia junto à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), em Lisboa, para reclamarem contra os atrasos na atribuição dos cartões de autorização de residência.

O ministro António Leitão Amaro afirma, citado no mesmo comunicado, que “esta evolução e avaliação” realizada nas duas semanas decorridas desde a tomada de posse deste Governo, “confirmam diagnósticos prévios quanto ao desacerto das opções políticas e institucionais anteriores e da sua execução, designadamente quanto ao processo de extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e da implementação da AIMA”.

O Governo adianta que, face ao desmembramento do SEF pelo anterior executivo socialista, “estão pendentes de decisão centenas de milhares de processos relativos a cidadãos migrantes e verificam-se dificuldades sérias no funcionamento do sistema de controlo, fiscalização, acolhimento e integração”.

O ministro refere ainda que está a acompanhar a situação, em contacto com várias autoridades.

A concentração em frente à sede da AIMA começou cerca das 10:30 e um representante destes cidadãos explicou aos jornalistas que o descontentamento tem sobretudo a ver com o tempo de espera, que nalguns casos ultrapassa os nove meses, para a obtenção da renovação da autorização de residência.

Fonte: Lusa

Desporto: Passeio reúne as populações de Santulhão, Carção e Argozelo

Desporto: Passeio reúne as populações de Santulhão, Carção e Argozelo

No próximo Domingo, dia 21 de abril, vai realizar-se o 7º Passeio Pedestre dos “3 Termos”, uma inciativa conjunta das freguesias de Carção, Santulhão e Argozelo e que tem como objetivos promover o convívio, a atividade física e dar a conhecer a beleza natural destas localidades.

Segundo o programa, o passeio pedestre inicia-se com às 8h30 da manhã, com a concentração dos participantes, no Largo das Festas de Carção.

A caminhada de 10 quilómetros inicia-se às 9h00, estando previsto um reforço alimentar ao longo do percurso. No decorrer da caminhada, a organização disponibiliza um carro de apoio.

No final da caminhada, os participantes são recompensados com um almoço convívio.

As inscrições podem ser feitas presencialmente nas Juntas de Freguesia de Carção, Santulhão e Argozelo ou através dos contatos 932 335 998 (Daniel Ramos), 965 114 076 (Jorge Gonçalves) e 968 317 997 (Rute).

A organização do “Passeio dos 3 Termos” informa que os participantes inscritos beneficiam de seguro e vão ser presenteados com um brinde.

Esta atividade é uma iniciaitiva conjunta das freguesias de Santulhão, Carção e Argozelo e que conta com o apoio do município de Vimioso.

HA

Entrevista: “O sucesso desportivo do CDMD é o resultado do trabalho de todos” – Vitor Hugo

Entrevista: “O sucesso desportivo do CDMD é o resultado do trabalho de todos” – Vitor Hugo

Desde jovem conciliou os estudos com o desporto e ao fazê-lo ganhou disciplina e aprendeu a usar a ciência na atividade desportiva. Tem como referência o atual selecionar nacional de futsal, Jorge Braz, que o convidou para jogar na primeira divisão de futsal e com quem aprendeu os fundamentos desta modalidade. Em duas épocas, como treinador e jogador, Vitor Hugo Luís, conduziu o Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) à conquista de dois campeonatos distritais, duas Taças e uma supertaça.

Terra de Miranda – Notícias: Qual foi o seu percurso académico e profissional no desporto?

Vitor Hugo: Na minha juventude fiz toda a formação desportiva no Grupo Desportivo Mirandês, com uma experiência de um ano no Leixões. Concluído o ensino secundário, fui estudar para a UTAD, em Vila Real e para fugir às praxes académicas dedidi ir treinar na equipa universitária de futsal. Nesse tempo, a equipa era treinada pelo professor Jorge Braz, hoje selecionador nacional, que gostou do meu desempenho e quis que eu ficasse na equipa universitária.

T.M.N.: A descoberta do futsal deveu-se ao Jorge Braz?

V.H.: Sim, a ele e ao Jorge Palas que já tinham um conhecimento profundo sobre a modalidade e sabiam ensinar. Com eles adquiri muitos conceitos e ensinamentos que ainda hoje guardo e procuro transmitir.

T.M.N.: Que grandes diferenças há entre o futebol de 11 e o futsal?

V.H.: Desde logo, a grande diferença é o recinto de jogo, já que o futebol é praticado outdoor e o futsal é uma modalidade indoor. Outras diferenças são as dimensões do campo e o número de jogadores no futsal é apenas de 5. A intensidade de jogo no futsal também é maior, o que obriga a substituições constantes.

T.M.N.: Quais os melhores momentos da sua carreira desportiva?

V.H.: Destaco a participação nos campeonatos nacionais da 1ª e 2ª Divisão de Futsal, na equipa de da UTAD. Após a conclusão do ensino universitário, fui trabalhar para Macedo de Cavaleiros, onde joguei no Grupo Desportivo Macedense, então na 2ª Divisão. Em 2008, vim trabalhar para Miranda do Douro e voltei ao futebol de 11, numa época em que ganhámos a Taça Distrital. Seguiram-se dez temporadas na equipa de futsal do Clube Atlético de Mogadouro, onde disputei os campeonatos da 1ª, 2ª e 3ª divisões e distrital. Em 2021, tive a primeira experiência como treinador, ao formar uma equipa de futsal no Grupo Desportivo Mirandês. E na época seguinte, em 2022/2023, dediquei-me por inteiro à função de treinador e jogador no recém formado Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD).

T.M.N.: Ao longo deste percurso, quem são as suas referências no futsal?

V.H.: Como já referi, os treinadores Jorge Braz e o Pedro Palas foram muito importantes no meu crescimento nesta modalidade. O atual selecionador nacional de futsal, Pedro Braz, é uma inspiração pela capacidade de liderança, consistência, pelo grande conhecimento e planeamento do jogo.

T.M.N.: Construiu a equipa de futsal do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) e nas duas épocas em competição, conquistou 5 títulos: dois campeonatos distritais, duas Taças distritais e uma Supertaça. Qual a razão deste sucesso?

V.H.: Compromisso, trabalho, consistência, disciplina, organização e planeamento. Destaco, por isso, o trabalho inexcedível da direção que procura proporcionar todas as condições aos atletas. Destaco também os atletas que estão super comprometidos com o clube e abdicam muitas vezes da sua vida pessoal. E destaco, a capacidade de trabalho e planeamento da equipa técnica. Portanto, o sucesso alcançado é resultado do trabalho de todos.

T.M.N.: Um aspeto surpreendente do sucesso da equipa de futsal do CDMD é ser constituída maioritariamente por jogadores naturais do concelho de Miranda do Douro. Como se fazem bons jogadores de futsal?

V.H.: Quando iniciámos a formação desta equipa de futsal em Miranda do Douro eu já sabia que estes jogadores tinham qualidade. Muitos deles já tinham jogado noutros clubes como o Mogadouro e o Vimioso. Para além da aprendizagem técnica e tática do jogo, como as movimentações próprias do futsal, estes jogadores assimilaram muito bem o ideal de conquistar títulos para a sua cidade. E conseguir vencer pela nossa terra é uma alegria enorme!

T.M.N.: Com a conquista do segundo campeonato consecutivo, a equipa de Miranda do Douro tem a possibilidade de disputar novamente o playoff de acesso à III Divisão Nacional de Futsal. Este ano, a equipa está mais preparada para esta prova?

V.H.: Sim, a equipa do CDMD está mais experiente e a competição permitiu desenvolver a qualidade do nosso jogo, quer individual quer coletivamente. Sobre o playoff de acesso à III Divisão de Futsal é importante referir que vão competir as quatro equipas que foram campeãs nas associações de futebol de Bragança, Vila Real, Viana do Castelo e Braga. Por isso, o nível de competição dos seis jogos vai ser muito exigente e cada detalhe pode definir a vitória ou a derrota. Daí que é uma competição que exige uma concentração máxima. Sublinho ainda que é muito importante começar bem nos três primeiros jogos, pois disso depende a subida ao campeonato da III Divisão de Futsal.

T.M.N.: Quando vão iniciar o playoff?

V.H.: O playoff começa no dia 25 de maio. Até ao momento, já conhecemos o primeiro adversário, o GDR Gondarém, campeão de futsal na Associação de Futebol de Viana do Castelo. Em Vila Real, ainda estão a jogar as meias-finais. E no campeonato de futsal da A.F. Braga, a equipa do Piratas de Creixomil (Guimarães) leva dois pontos de vantagem sobre o Lordelo.

T.M.N.: Os jogos do playoff implicam outra logística?

V.H.: Sim, os jogos realizam-se aos sábados e as viagens de ida e volta são mais longas, o que exige outro planeamento, logística e custos acrescidos.

T.M.N.: Como é ser jogador e treinador?

V.H.: É muito difícil jogar e orientar a equipa ao mesmo tempo. Só com a ajuda da restante equipa técnica é possível fazer um bom trabalho.

T.M.N.: Como é o Vitor Hugo como treinador?

V.H.: Ao longo do meu percurso desportivo sempre gostei de treinar, quer as camadas jovens, quer os seniores. Neste trabalho, sou muito analítico e dou particular atenção aos detalhes, como a assiduidade nos treinos, os minutos jogados por cada atleta, o que podemos melhorar no nosso jogo, os pontos fortes dos adversários e as suas fraquezas, etc. Esta análise dá muito trabalho, mas depois faz a diferença no resultado final dos jogos.

T.M.N.: E a comprová-lo estão as conquistas dos dois Campeonatos distritais, duas Taças e uma Supertaça. O vosso sucesso tem inspirado os jovens a praticar futsal, em Miranda do Douro?

V.H.: Sim, o futsal tem vindo a ganhar praticantes e adeptos. Este ano conseguimos formar, pela primeira vez, uma equipa de juniores que disputou o campeonato interdistrital. E ficámos muito felizes por dar esta oportunidade desportiva aos jovens mirandeses. Nas camadas jovens, o CDMD tem ainda uma equipa constituída só por meninas que gostam muito desta modalidade.

Perfil

Vitor Hugo Luís nasceu e estudou em Miranda do Douro até à conclusão do ensino secundário. Prosseguiu os estudos na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, onde concluiu uma licenciatura e um mestrado em  Educação Física e Desporto.

HA

Fotos: CDMD