Ensino: Proibir telemóveis nas escolas não é solução – especialistas

Ensino: Proibir telemóveis nas escolas não é solução – especialistas

A proibição dos telemóveis nas escolas sem ouvir os alunos é criticada por alguns especialistas, que defendem que os jovens podem ajudar a encontrar as melhores soluções para os manter ligados tanto à escola como à internet.

A propósito da Semana do Bem-Estar Digital, que decorre de 28 de abril a 4 de maio, o especialista em uso de tecnologias de informação por crianças e jovens e fundador do projeto MiudosSegurosNa.Net, Tito de Morais, considerou que o melhor é sempre ouvir os jovens primeiro, antes de qualquer decisão, até para os responsabilizar e levar a cumprir a decisão.

Também Cristiane Miranda, que tem mais de 20 anos de experiência nesta área e é mentora do projeto Teen On Top – Coaching para Jovens, defende: “achamos que [proibir] não é melhor solução”.

“Não é a melhor solução dizer que o Estado tem de vir regulamentar e proibir pura e simplesmente o uso do telemóvel nas escolas”, afirmou a especialista, acrescentando: “quando vamos às escolas e falamos com os alunos, eles têm muito para dizer e têm soluções”.

E explica: “Cada escola é soberana para decidir o que deve fazer, mas ouvindo todos os intervenientes, desde os professores, pessoal docente, pessoal não docente e os próprios alunos e ver quais são as melhores soluções”.

A especialista contou ainda uma das conversas com um dos jovens de uma escola que o projeto visitou. “Perguntámos se devia ser proibido e o jovem respondeu: ‘depende do tempo. Quando está sol, podemos estar lá fora, correr, jogar à bola e fazer outras coisas, mas quando chove temos de ficar dentro do pavilhão e não podemos falar, temos de ficar aqui sentados e ninguém nos deixa fazer nada e aí temos de usar os telemóveis’”.

nsiste que, quando os jovens são envolvidos na solução, “aceitam-na melhor e aderem para cumpri-la”.

Além disso, afirma, “se apenas proibirmos também não os ensinamos a usar bem estas tecnologias”.

Este tema vai ser alvo de discussão na conferência internacional que decorre nos dias 03 e 04 de maio na Fundação Cupertino de Miranda (Porto), no âmbito da Semana do Bem-Estar Digital (https://www.bemestardigital.pt).

O debate sobre o uso dos telemóveis nas escolas contará com a presença de representantes da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), da Confederação Nacional das Associações de Pais e da autora de Mónica Pereira, autora de uma petição que pede o fim dos telemóveis nos recreios do 5.º e do 6.º ano e que já foi assinada por mais de 22 mil pessoas.

Uma escola de Lourosa, em Santa Maria da Feira, foi a primeira do país a proibir o uso de telemóveis em todo o recinto, há sete anos. Desde então, a limitação já se estendeu a outras, como, por exemplo, a Escola Básica EB 2,3 General Serpa Pinto, em Cinfães, no distrito de Viseu, as escolas básicas do Alto de Algés e de Miraflores, ambas em Oeiras, os agrupamentos de escolas Gil Vicente (Lisboa) e Infanta D. Mafalda (Gondomar), além agrupamentos de escolas de Almeirim (Santarém).

A polémica levantada pelo tema levou o Ministério da Educação a pedir, no ano passado, um parecer ao Conselho de Escolas, que considerou que a solução para responder aos impactos negativos do uso dos telemóveis em contexto escolar não passa por proibir a sua utilização, mas defendeu que devem ser os próprios agrupamentos a decidir.

Apesar dos impactos negativos e das “questões complexas de disciplina, designadamente a captação indevida de imagens ou o cyberbullying” que se levantam com o uso generalizado dos telemóveis, sobretudo a partir do 2.º ciclo, os diretores sublinham que existem, por outro lado, aspetos positivos.

Em sala de aula, afirmam, os ‘smartphones’ podem constituir “recursos ao dispor de alunos e professores para favorecer as aprendizagens” e permitem “potenciar o desenvolvimento de competências essenciais de acordo com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória”.

Fonte: Lusa

Permanecer e pertencer

V Domingo da Páscoa

Permanecer e pertencer

At 9, 26-31 / Slm 21 (22), 26b-27.28.30-32 / 1 Jo 3, 18-24 / Jo 15, 1-8

Como pode um ramo manter-se vivo? Um ramo de uma árvore, ao ser cortado, decairá e morrerá. É a sua pertença ao corpo que lhe transmite vida e lhe permitirá dar muito fruto.

Através da alegoria da videira, Jesus apresenta-nos no Evangelho de hoje uma imagem bela de quem Ele é, de quem o Pai é e de quem nós somos. E, se escutarmos com atenção, discreta mas inelutavelmente, também a presença do Espírito se intui. O Pai é o agricultor, aquele que prepara a terra, que lança a semente e, desde que é um pequeno rebento, protege, guarda e limpa a vide. Jesus é Ele mesmo a videira, que estende os seus braços pelo campo fora, buscando chegar mais longe, procurando alcançar tudo e todos, crescendo para lá do horizonte. E nós somos os ramos, prolongamento de Cristo, cuidados pelo Pai e que dão fruto porque permanecem ligados à vide.

A tentação maior dos nossos dias é a autossuficiência. Esta é a ilusão de que podemos fazer tudo sozinhos. Mas tal não é verdade. A única forma de dar fruto, como nos aponta Jesus, é permanecer na vide, é não nos separarmos da fonte da vida, é assegurar que a seiva, isto é, o Espírito que percorre o corpo de Cristo, continua a alcançar-nos e que, através de nós, chegará até outros.

Olhemos bem uma criança: ela será tão mais feliz quanto se sentir parte da família, amada, querida e cuidada. Se a deixamos por sua conta, garantindo somente que nada de material lhe fará falta, facilmente veremos que ela irá começar a definhar. É por permanecermos uns com os outros que vivemos verdadeiramente. É por pertencermos uns aos outros que nos salvamos.

O Pai envia o seu Filho e nós fazemos parte do seu corpo, a Igreja. É aqui, na relação comunitária, que os dons são partilhados, que a vida brota, que o fruto nasce. Rejeitemos qualquer individualismo, pois este é estéril e não dará fruto. Só estes «permanecer e pertencer» nos levam a uma relação contínua com o Pai, que nos limpa com o seu perdão, e nos permitem a oração no Espírito, que nos transmite vida. Só ao permanecer e pertencer nos deixamos fazer e nos tornamos corpo de Cristo, algo que se dá através dos sacramentos, principalmente da Eucaristia.

Permanecer e pertencer implica relação com o Pai, oração no Espírito e vida sacramental que nos torna membros do corpo de Cristo. É ao permanecer em Cristo que nos tornamos fecundos no mundo. É daqui que brota todo o fruto. E o fruto da videira é a uva, que, levada ao lagar das obras de misericórdia, nos dará a beber o vinho da ressurreição, da vida nova, o vinho que é a alegria da festa.

A alegoria da videira é símbolo da nossa fé. É uma imagem que nos mostra o essencial da nossa vida: permanecer em Jesus e dar fruto. Que assim sejam as nossas vidas.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Miranda do Douro: Filme “Revolução (Sem) Sangue” recorda os que morreram no 25 de abril

Miranda do Douro: Filme “Revolução (Sem) Sangue” recorda os que morreram no 25 de abril

Esta sexta-feira, dia 26 de abril, o município de Miranda do Douro exibe o filme “Revolução (Sem) Sangue”, uma obra cinematográfica baseada em factos reais, que conta a história de quatro jovens que morreram nos acontecimentos de 25 de Abril de 1974, no âmbito do ataque da PIDE a manifestantes.

A apresentação do filme integra o programa comemorativo do Cinquentenário do 25 de abril, em Miranda do Douro e vai ser exibido às 21h00, no miniauditório.

Segundo o realizador Rui Pedro Sousa, a história desta longa metragem decorre entre 23 e 30 de abril de 1974 e o ponto central é o tiroteio no dia da revolução.

Um golpe de Estado militar derrubou o Governo e a população foi incitada a permanecer em casa. No entanto, a ânsia pela liberdade levou quatro jovens, junto com a multidão, para as ruas.

As pessoas retratadas são Fernando Giesteira, João Arruda, Fernando Reis e José Barneto, que tinham entre 18 e 38 anos e que morreram alvejados pela PIDE/DGS, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, onde estava a sede da antiga polícia política do Estado Novo.

O filme é protagonizado pelos atores Rafael Paes, Lucas Dutra, Helena Caldeira, Diogo Fernandes e Manuel Nabais, contando ainda com a participação de outros intérpretes.

HA

Meteorologia: Fim-de-semana com chuva

Meteorologia: Fim-de-semana com chuva

De 26 a 28 de abril, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê períodos de chuva para todo o país, que poderão ser de neve acima dos 1.100 metros, devido à diminuição da temperatura.

O aviso amarelo, o menos grave numa escala de três, incide entre as 21:00 de sexta-feira e as 12 horas de sábado, abrangendo os distritos de Braga, Bragança, Castelo Branco, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

O IPMA prevê queda de neve acima dos 1.100 metros, com acumulação que pode ser até cinco centímetros acima de 1.200 metros. Nos distritos de Castelo Branco e Guarda a previsão é de queda de neve acima de 1.200 metros, com acumulação que pode ser até 10 centímetros acima de 1.600 metros.

Os impactos prováveis, segundo o IPMA, prendem-se com perturbações causadas pela queda de neve e possível formação de gelo, levando por exemplo a corte ou condicionamento no trânsito em algumas estradas, danos em estruturas ou árvores, e abastecimentos locais prejudicados.

Segundo as previsões, na sexta-feira as temperaturas mínimas variam entre os seis e os 13 graus celsius, no continente, e as máximas entre os 12 e os 20 graus. As temperaturas mais baixas serão nas regiões norte e interior norte e centro.

No sábado, em termos gerais, haverá uma descida das temperaturas no continente, com Bragança e Guarda a registaram três graus de temperatura mínima.

Fonte: Lusa

Desporto: CD Miranda do Douro junta-se ao projeto “A Hora dos SuperQuinas”

Desporto: CD Miranda do Douro junta-se ao projeto “A Hora dos SuperQuinas”

O Clube Desportivo de Miranda do Douro, bicampeão distrital de futsal, juntou-se ao projeto da Federação Portuguesa de Futebol, a “Hora dos SuperQuinas” e visitou a 22 de abril, a Escola Básica de Miranda do Douro (EB1), uma das 21 escolas do distrito de Bragança que integra o projeto.

Foi uma tarde de muita diversão e atividade física para os mais novos, já que tiveram a oportunidade de praticar futsal, atletismo e giravólei.

O Clube Desportivo de Miranda do Douro (CFMD) fez-se representar por Guilherme Meirinhos guarda-redes do plantel sénior de futsal, Bina Rodrigues, treinadora da equipa de futsal feminino, Nickas, jogador da equipa sénior de futsal e responsável do giravólei, Alírio Sebastião e Rosária Sebastião, ambos da modalidade de atletismo.

A visita de clubes e seleções é uma das muitas atividades do projeto da FPF, que é desenvolvido e promovido nas Atividades de Enriquecimento Curricular do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

O objetivo do projeto “Hora dos SuperQuinas”é promover nas crianças, a aquisição de estilos de vida ativos e a melhoria da literacia motora, através da participação em atividades físicas e desportivas, que lhes proporcionem experiências e brincadeiras significativas, positivas, prazerosas e muito divertidas.

Fonte: AFB

Miranda do Douro: Mirandeses contam o antes e o depois do 25 de abril de 1974

Miranda do Douro: Mirandeses contam o antes e o depois do 25 de abril de 1974

A 24 de abril foi apresentado na Casa da Cultura Mirandesa, em Miranda do Douro, o livro “E depois do Adeus?”, uma coletânea de 10 testemunhos de mirandeses, que viveram o antes e o depois do 25 de abril de 1974 e descrevem o impacto que este acontecimento teve nas suas vidas.

O livro “E Depois do Adeus?” foi apresentado pelo autor, André Pereira e pela presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril.

A apresentação desta obra literária contou com o apoio do município de Miranda do Douro e de acordo com a presidente, Helena Barril, esta inciativa veio enriquecer o programa comemorativo do cinquentenário do 25 de abril.

“São dez testemunhos muito importantes que descrevem o ambiente político e social no concelho de Miranda do Douro e em Portugal, antes e depois do 25 de abril de 1974. Entre estes testemunhos, destaco o de Adília Pimentel, cujo marido, o Sr. José Maria Pimentel, já falecido, foi por diversas vezes, vítima de perseguição, prisão e tortura pelo regime do Estado Novo”, disse.

O autor do livro, André Pereira, explicou que o título foi inspirado na canção “Depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho e José Niza e a finalidade da obra foi investigar o que aconteceu “depois do adeus” à ditadura.

“Com estas 10 entrevistas/conversas procurei saber junto de pessoas em Miranda do Douro, o que aconteceu nas suas vidas, ao longo destes 50 anos após o fim da ditadura em Portugal”, disse.

Sobre os testemunhos dos mirandeses, André Pereira destacou que dada a localização geográfica de Miranda do Douro, distante de Lisboa, as vivências das pessoas são muito diferentes das que vivem no litoral do país.

“Entre estes testemunhos chamou-me muito à atenção que muitas pessoas desta região só souberam da revolução do 25 de abril passadas algumas semanas! E as mudanças políticas e sociais demoraram anos a concretizarem-se, ao contrário do que aconteceu nos grandes centros, como Lisboa”, destacou.

Margarida Vale, natural do Barrocal do Douro, foi uma das pessoas que deu o seu testemunho sobre o antes e o depois do 25 de abril. Antes da revolução, lembra-se da extrema pobreza em que viviam os operários que estavam a construir a barragem de Picote. Depois, diz que a vida melhorou “um bocadinho”.

Antes do 25 de abril de 1974, Abílio Barril, teve que combater na guerra colonial, em Angola, uma experiência terrível que o marcou para toda a vida. De regresso a Portugal, viveu com esperança as primeiras notícias radiofónicas que anunciavam a queda da ditadura e a abertura de um novo caminho para o país.

HA

Foto Livro: MMD

Vimioso: Município celebrou o Cinquentenário do 25 de abril

Vimioso: Município celebrou o Cinquentenário do 25 de abril

O Município de Vimioso assinalou o Cinquentenário do 25 de abril, com o hastear da Bandeira Nacional na Câmara Municipal, seguido da deposição de flores no memorial dos Antigos Combatentes e de uma assembleia municipal extraordinária comemorativa da transição para a democracia em Portugal.

O hastear da bandeira portuguesa na Câmara Municipal foi acompanhado pelo entoar do hino nacional.

Em Vimioso, o programa comemorativo dos 50 anos da revolução dos cravos iniciou-se às 9h30 com a cerimónia do hastear da bandeira portuguesa, ao som do hino nacional, entoado pela Banda Filarmónica da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vimioso (A.H.B.V.V.)

Seguiu-se a deposição de uma coroa de flores no memorial dos Antigos Combatentes, acto realizado pelos presidentes da Câmara Municipal de Vimioso, Jorge Fidalgo, e o presidente da Assembleia Municipal, Sérgio Pires.

A comemoração do Cinquentenário do 25 de abril, prosseguiu depois no auditório municipal, onde decorreu uma sessão solene, com discursos do presidente de assembleia municipal e de dois representantes dos partidos com assento na assembleia municipal.

Na sua intervenção, o presidente da Assembleia Municipal, Sérgio Pires, começou por dirigir-se às novas gerações e incentivou-os a guiarem-se pelos valores da liberdade, da tolerância e da responsabilidade.

“O poder local é uma das maiores conquistas do 25 de abril. Os municípios e as freguesias foram e são os motores do progresso e do desenvolvimento do país e em particular das regiões do interior”, disse.

No entanto, o presidente de Assembleia Municipal de Vimioso reconheceu que no interior persistem problemas, como o ininterrupto despovoamento, que “necessita de políticas centrais diferenciadoras para atrair investimento e fixar as pessoas”.

Por sua vez, o jovem deputado municipal, Jorge Padrão, em representação do partido Socialista (PS), discursou dizendo que “celebrar o 25 de abril é celebrar a liberdade”.

“Cabe-nos honrar a liberdade conquistada. Devemos pois aproveitar este legado para construir o presente e um futuro melhor para o nosso concelho”, disse.

Já Rita Brás, deputada social-democrata (PSD), sublinhou a liberdade que o 25 de abril trouxe às mulheres.

“Não basta festejar a liberdade do 25 de abril, é preciso cumpri-la todos os dias. Porque há problemas a resolver como as condições de trabalho precário dos jovens, o difícil acesso à habitação ou a deterioração da educação”, disse.

No final das intervenções, o presidente da freguesia de Vimioso, José Ventura, destacou a liberdade conquistada e a abertura à pluralidade, após o 25 de abril de 1974.

No âmbito da comemoração do Cinquentenário do 25 de abril, a Câmara Municipal de Vimioso tem em exposição a mostra temática “50 anos no caminho da liberdade”.

HA

25 de abril: Portugal comemora 50 anos da Revolução dos Cravos

25 de abril: Portugal comemora 50 anos da Revolução dos Cravos

Portugal celebra o 50.º aniversário do 25 de Abril, com um programa de comemorações alargado que inclui a tradicional sessão solene no parlamento e o desfile na avenida da Liberdade, em Lisboa e com iniciativas em todo o país.

O programa da Comissão Comemorativa do Cinquentenário do 25 de Abril começa com uma cerimónia militar no Terreiro do Paço, em Lisboa, com a presença do Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa segue depois para a Assembleia da República, a partir das 11:30, para assistir e encerrar a tradicional sessão solene comemorativa da Revolução dos Cravos.

Para assinalar no parlamento a passagem de meio século sobre o golpe de estado que pôs fim à ditadura de Oliveira Salazar e Marcello Caetano, o PS, Chega, Iniciativa Liberal, BE, PCP e Livre escolheram os seus líderes para discursar.

O PSD, partido presidido pelo atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, que assiste mas não discursa na sessão, tomou uma opção diferente e vai colocar na tribuna de oradores a jovem deputada Ana Gabriela Cabilhas, de 27 anos.

No caso do CDS-PP, força política liderada pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, foi designado o presidente do grupo parlamentar, Paulo Núncio.

Como é habitual, as intervenções vão seguir a ordem crescente de representação parlamentar cabendo o primeiro discurso à deputada do PAN, Inês de Sousa Real, seguindo-se Paulo Núncio (CDS), Rui Tavares (Livre), Paulo Raimundo (PCP, Mariana Mortágua (Bloco de Esquerda), Rui Rocha (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Pedro Nuno Santos (PS) e Ana Gabriela Cabilhas e terminando com o presidente do parlamento, José Pedro Aguiar-Branco, e de Marcelo Rebelo de Sousa.

No final da sessão solene, o Presidente da República desloca-se ao Salão Nobre do parlamento para uma visita à exposição, intitulada, “A Nós a Liberdade”, organizada com a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e que foi oficialmente inaugurada na terça-feira.

À tarde, o parlamento abre portas ao público para um programa gratuito que inclui exposições, teatro e música.

O primeiro-ministro assinala também o aniversário do 25 de Abril num almoço com 50 jovens de diversas áreas, da cultura ao desporto ou ao voluntariado, na residência oficial de S. Bento, que estará aberto ao público a partir das 15:30 com um programa cultural que incluiu uma atuação musical de António Zambujo.

O Presidente da República vai abrir Palácio de Belém ao público e estará, a partir das 18:00, numa cerimónia com os seus homólogos dos países de língua e expressão portuguesa no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, que além da revolução em si celebrará a independência daqueles países. Nesta sessão estará também o primeiro-ministro.

À tarde decorrerá o habitual desfile na avenida da Liberdade, que juntará líderes políticos e este ano contará com a presença, simbólica, do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.

O Terreiro do Paço vai ser um ponto central das comemorações oficiais, acolhendo a partir das 09:40 uma recriação histórica da “Operação fim de regime”, iniciada no dia anterior na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém.

Uma réplica da coluna comandada pelo capitão Salgueiro Maia, que há 50 anos saiu de Santarém rumo a Lisboa, chega ao Terreiro do Paço a tempo de desfilar perante Marcelo Rebelo de Sousa e restantes entidades.

As antigas viaturas do Exército irão permanecer no Terreiro do Paço até às 12:00, proporcionando a interação dos cidadãos com os militares de Abril presentes.

Fonte: Lusa

Miranda do Douro: Apresentação da equipa de Sapadores Florestais

Miranda do Douro: Apresentação da equipa de Sapadores Florestais

A Freguesia de Miranda do Douro apresentou publicamente, a 24 de abril, a equipa de Sapadores Florestais, constituída por cinco elementos, que têm a missão de limpeza e gestão da vegetação na área da freguesia, assim como a vigilância e o combate a incêndios no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

Sobre a criação da equipa dos Sapadores Florestais, a presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril, destacou o “caráter inovador” deste projeto, no âmbito de uma freguesia.

“Este projeto inovador permitiu criar cinco novos postos de trabalho, o que contribui para a fixação dos jovens no concelho de Miranda do Douro”, destacou.

A iniciativa partiu do presidente da freguesia de Miranda do Douro, Francisco Parreira, segundo o qual a nova equipa de sapadores florestais realizou uma formação de cerca dois meses, em Macedo de Cavaleiros, ministrada conjuntamente pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

“Recentemente e em articulação com a proteção civil do município de Miranda do Douro, os sapadores florestais desempenharam um importante trabalho na remoção de árvores e no desimpedimento de estradas, por causa do vento forte”, indicou o autarca.

Segundo Francisco Parreira, entre maio e outubro, a equipa de Sapadores Florestais vai dedicar uma especial atenção à vigilância florestal, nas Arribas do rio Douro, que pela dificuldade de acesso são uma zona crítica em caso de incêndios.

De acordo com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) é uma área de grande valor ambiental, pelo que o trabalho dos Sapadores Florestais é considerado de grande importância.

“Os sapadores florestais desempenham uma dupla valência: fazem a prevenção de incêndios através da limpeza de mato nas zonas mais críticas. E no verão, esta equipa também participa no combate aos incêndios, através de uma primeira intervenção e apoio aos bombeiros”, informa o ICNF.

Sobre o trabalho já realizado, um dos sapadores florestais da freguesia de Miranda do Douro, Caio João, indicou que ao longo dos primeiros cinco meses de atividade, a equipa tem-se dedicado à limpeza de vegetação e de caminhos na cidade e nas aldeias de Aldeia Nova, Palancar, Pena Branca e Vale de Águia, numa área total de 3748 hectares.

Para a realização do trabalho, a freguesia de Miranda do Douro investiu cerca de 60 mil euros na aquisição de uma viatura todo o terreno e respetivo material sapador.

Em termos contratuais, os sapadores florestais estabeleceram um vínculo de trabalho equiparado a assistente operacional na função pública, a termo certo, com a duração de um ano e possibilidade de renovação até 3 anos. De acordo com a freguesia de Miranda do Douro, o propósito é manter estes profissionais e futuramente assinar contratos por tempo indeterminado.

HA

Miranda do Douro: Freguesia inaugurou o Espaço Cidadão

Miranda do Douro: Freguesia inaugurou o Espaço Cidadão

Na manhã do dia 24 de abril, a Junta de Freguesia de Miranda do Douro inaugurou o Espaço Cidadão, um novo serviço público que tem por missão facilitar o acesso dos mirandeses a vários serviços, como a renovação do Cartão do Cidadão, o pedido de registo criminal ou a revalidação da Carta de Condução.

A presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril e o presidente da freguesia, Francisco Parreira, inauguraram o Espaço Cidadão.

O novo espaço foi inaugurado, conjuntamente, pela presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril e pelo Presidente da Freguesia, Francisco Parreira, que sublinharam a importância da proximidade deste novo serviço aos cidadãos.

“Felicito a freguesia de Miranda do Douro por esta pertinente iniciativa, dado que este serviço centralizado ainda não existia na cidade e no concelho. Estou certa de que este novo serviço será muito útil, em particular para as pessoas idosas, pois são aquelas que mais procuram o atendimento presencial na junta de freguesia, para resolver os seus problemas e tirarem as suas dúvidas ”, disse Helena Barril.

Por sua vez, o presidente da Freguesia de Miranda do Douro, Francisco Parreira, explicou que a introdução do Espaço Cidadão, faz parte da política de disponibilizar vários serviços à população de uma freguesia, que compreende a cidade e as localidades de Aldeia Nova, Palancar, Pena Branca e Vale de Águia.

“Dado que alguns destes serviços ainda não existiam em Miranda do Douro e as pessoas viam-se obrigadas a deslocarem-se a Bragança, acredito que o Espaço Cidadão vai facilitar muito a vida das pessoas, em particular as de mais idade”, disse.

O octagenário, Joaquim Almeida, expressou satisfação pela oferta deste novo serviço na freguesia. Questionado sobre que serviços poderá solicitar no Espaço Cidadão, Joaquim Almeida indicou, por exemplo, a revalidação da Carta de Condução, que de outro modo teria que deslocar-se a Bragança, à delegação do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

Entre outros serviços, o Espaço Cidadão vai disponibilizar a renovação do Cartão do Cidadão, Chave Móvel Digital, Obtenção de Caderneta Predial, Requerimento de Pensão de Sobrevivência, Instalação/Acesso à atividade de feirante e/ou vendedor ambulante, Certidão de registo criminal, revalidação da Carta de Condução, Segurança Social Direta, Marcação de consultas médias e Pré-agendamento de atendimento dos cidadãos que pretendam entrar, permanecer ou sair do território nacional.

O autarca, Francisco Parreira, acrescentou que o Espaço Cidadão visa servir não só a população da freguesia de Miranda do Douro, mas também todo o concelho.

O novo Espaço Cidadão, instalado na sede da Junta de Freguesia de Miranda do Douro, funciona de segunda e sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 13h30 às 17h00.

A inauguração do Espaço do Cidadão antecedeu as comemorações do 50º Aniversário do 25 de abril, que decorrem de 24 a 27 de abril, em Miranda do Douro.

HA