Constantim: “Nossa Senhora é Luz porque trouxe Jesus ao mundo” – Padre Manuel Marques

Constantim: “Nossa Senhora é Luz porque trouxe Jesus ao mundo” – Padre Manuel Marques

No Domingo, dia 28 de abril, a ermida de Nossa Senhora da Luz, em Constantim, voltou a ser o local de encontro de milhares de portugueses e espanhóis, que celebraram juntos a missa campal e depois visitaram a feira franca instalada na fronteira luso-espanhola.

A celebração religiosa iniciou-se às 14h00, de Domingo, com a procissão das imagens de Nossa Senhora da Luz e de São Marcos, seguida da missa campal, presidida pelo padre Manuel Marques e concelebrada pelo pároco de Moveros (Espanha), o padre Pablo Cisneros.

Dirigindo-se aos milhares de portugueses e espanhóis presentes no recinto da capela da Luz, o padre Manuel Marques alertou para a importância de concretizar a fé em obras.

“Cada um de nós tem a responsabilidade de fazer o bem e assim contribuir para uma sociedade mais justa. E se fizermos bem as pequenas coisas do dia-a-dia, como saúdar as outras pessoas, já estamos a construir uma sociedade melhor”, disse.

Inspirado pelo Evangelho do V Domingo da Páscoa, segundo o qual Jesus se define como a videira e os discípulos são os ramos, o sacerdote português explicou que para dar frutos (de bondade, generosidade, honestidade, justiça, alegria, paz, paciência, etc.) é imprescindível permanecer em Deus.

“Para permanecer em Deus há que dedicar tempo à oração, ao silêncio, à escuta, à leitura e meditação da Palavra de Deus. Pois é esta Palavra, são estes ensinamentos que vão formar a nossa consciência, para depois agirmos com retidão”, explicou.

O padre Manuel Marques sublinhou ainda a importância fundamental da participação na vida sacramental, com destaque para a Eucaristia e a Reconciliação.

“Viver a fé em comunidade é uma graça! E esta vida comunitária não exige que pensemos todos da mesma maneira. Pelo contrário, a Igreja deve valorizar a riqueza que é a diferença de carismas e a diversidade de pessoas.”, destacou.

No decorrer da homília, o sacerdote português alertou para o engano do individualismo e da autosuficiência na vivência da fé e indicou que o caminho da felicidade é o serviço aos outros.

“Nós somos uns para os outros! Esta é a razão da nossa vida! Ninguém vive para si próprio. Vivemos sim para nos ajudarmos uns aos outros.”, disse.

No final da sua intervenção, o pároco de Constantim, deu o exemplo de Nossa Senhora, que não viveu para si, mas abriu-se à vontade de Deus e aceitou ser mãe de Jesus, a “Luz” que veio iluminar o mundo.

“Peçamos, insistentemente, a intercessão de Nossa Senhora da Luz, para que as nossa famílias cristãs, infelizmente tantas vezes divididas e de costas voltadas, aprendam a arte do encontro, do diálogo e da construção da paz”, concluiu.

A missa campal em honra de Nossa Senhora da Luz terminou com a procissão, acompanhada pela música da Banda Filarmónica Mirandesa.

Durante a tarde de Domingo, os milhares de portugueses e espanhóis que vieram até ermida da Luz aproveitaram para realizar algumas compras na feira internacional, onde os produtos mais procurados este ano foram as cebolas para plantar na horta, utensílios agrícolas e o bacalhau.

Ao final da tarde realizou-se a procissão de regresso à igreja matriz de Constantim, com imagem de Nossa Senhora da Luz.

O serão na aldeia encerrou com o concerto do grupo Midnes e o arraial de fogo de artifício.

HA

Agricultura: Colheita de cereja com redução de 40%

Agricultura: Colheita de cereja com redução de 40%

A Cooperativa agrícola de Alfândega da Fé avançou com uma previsão de redução de cerca de 40% na colheita de cereja, devido ao frio e à chuva nos primeiros meses do ano.

“Prevemos uma quebra de produção de cereja neste território da Terra Quente Transmontana, que poderá variar entre os 30 a 40% da produção. Estas quebras estão a ser verificadas nas variedades temporãs e que começam a ser colhidas em meados de maio”, indicou o presidente desta estrutura agrícola, Luís Jerónimo.

De acordo com o dirigente agrícola, as quebras foram verificadas durante a floração das árvores em que o “vingamento” ficou condicionado devido ao frio e às chuvas registadas no primeiro trimestre deste ano.

“Devidos às condições climatéricas adversas, a flor acabou por ficar na própria árvore, não dando lugar ao fruto”, vincou.

Luís Jerónimo acrescentou ainda que, na produção de cereja de meia estação e de final de estação, também haverá quebras, mas ainda não podem ser quantificadas.

“Para já, é um pouco cedo para quantificar estas quebras na produção de cereja nas variedades mais tardias no território de Alfândega da Fé, para que possam ser quantificadas”, disse o dirigente.

As quebras podem chegar a várias toneladas de cereja, numa altura em que a produção deveria chegar às 30 toneladas.

Com estes condicionalismos, a previsão de colheita será de 15 a 20 toneladas na produção de cereja no espaço da cooperativa, indicou Luís Jerónimo.

O dirigente da Cooperativa de Alfândega da Fé aponta para impactos no rendimento da cooperativa, justificando que os gastos são os mesmos e a produção é bem menor.

“Os gastos são os mesmos ao nível de aplicação de produtos fitossanitários, que são mais caros, porque a nossa produção faz-se em modo biológico e não vamos ter o devido retorno financeiro para poder superar os custos de produção”, rematou.

A Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé tem uma área de produção de 30 hectares de cerejal, em modo biológico.

As alterações climáticas preocupam, também, os produtores de cereja da Terra Quente Transmontana, em particular no concelho de Alfândega da Fé, onde está concentrada a maior quantidade de pomares deste fruto, no distrito de Bragança.

Fonte: Lusa

Ensino: D. Nuno Almeida exortou os finalistas a exercer a liberdade com responsabilidade

Ensino: D. Nuno Almeida exortou os finalistas a exercer a liberdade com responsabilidade

O bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida presidiu à Missa de Bênção dos Finalistas, do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), desafiando os jovens a associar ao “exercício da liberdade um grande sentido de responsabilidade”.

“Queridos jovens, vós sois a geração que pode juntar ao exercício da liberdade um grande sentido de responsabilidade. Tendes as ferramentas científicas e tecnológicas mais avançadas, mas, é preciso evitar a armadilha das visões parciais”, afirmou D. Nuno Almeida na homilia.

O bispo convidou os estudantes a não esquecer de que todos precisam “de uma ‘ecologia integral’”, “de ouvir o sofrimento do planeta ao lado do sofrimento dos pobres”; “de colocar o drama da desertificação ao lado do drama dos refugiados, a questão da migração ao lado da diminuição da natalidade”; “de tratar a dimensão material da vida dentro de uma dimensão espiritual”.

“[Tudo isto] não para criar polarizações, mas para criar visões globais”, defendeu.

A reflexão do bispo partiu de uma frase da poetisa Sophia Mello Breyner Andresen que referiu que “gostaria de ver justiça social, a redução das diferenças entre ricos e pobres”, em resposta à pergunta “O que gostaria de ver realizado em Portugal neste novo século?”, numa entrevista.

“Remeto esta questão para vós. Caros finalistas, que mudanças, que transformações? E como é que podemos contribuir para isso?”, questionou.

“Celebrámos os 50 anos do 25 de abril. Seja qual for a leitura política ou histórica que façamos da Revolução dos Cravos, há um consenso alargado quanto a um dos seus mais belos frutos: a conquista da liberdade: de pensamento, de debate, de confronto, de opinião, de expressão, de religião”, assinalou D. Nuno Almeida.

Na celebração, em que estiveram presentes centenas de estudantes e respetivas famílias, o bispo de Bragança-Miranda sublinhou ainda as palavras do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, quando disse aos jovens para arriscarem e serem “protagonistas de uma ‘nova coreografia’ que coloca a pessoa humana no centro”.

O bispo congratulou ainda os jovens pela finalização desta etapa, ressaltando que “o diploma, conquistado e merecido, não pode ser visto apenas como uma licença para construir o bem-estar pessoal, mas como um mandato” para se dedicarem “a uma sociedade mais justa, mais fraterna, ou seja, mais desenvolvida, mais humana!”.

“Caros finalistas do IPB de vários lugares da lusofonia e do mundo, vós recolheis a chama das mãos dos mais velhos (vossos pais e família, professores e comunidade académica e social de Bragança) e vivereis na globalização, «na hora das mais gigantescas transformações» desta profunda mudança de época. Sede protagonistas de uma nova humanidade! Nunca esqueçais o encontro com Jesus Cristo, bênção e Luz que ilumina o vosso futuro!”, concluiu.

A celebração contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Bragança, Paulo Xavier, de representantes do IPB, e de outras entidades do concelho.

Fonte: Ecclesia

Ensino: Proibir telemóveis nas escolas não é solução – especialistas

Ensino: Proibir telemóveis nas escolas não é solução – especialistas

A proibição dos telemóveis nas escolas sem ouvir os alunos é criticada por alguns especialistas, que defendem que os jovens podem ajudar a encontrar as melhores soluções para os manter ligados tanto à escola como à internet.

A propósito da Semana do Bem-Estar Digital, que decorre de 28 de abril a 4 de maio, o especialista em uso de tecnologias de informação por crianças e jovens e fundador do projeto MiudosSegurosNa.Net, Tito de Morais, considerou que o melhor é sempre ouvir os jovens primeiro, antes de qualquer decisão, até para os responsabilizar e levar a cumprir a decisão.

Também Cristiane Miranda, que tem mais de 20 anos de experiência nesta área e é mentora do projeto Teen On Top – Coaching para Jovens, defende: “achamos que [proibir] não é melhor solução”.

“Não é a melhor solução dizer que o Estado tem de vir regulamentar e proibir pura e simplesmente o uso do telemóvel nas escolas”, afirmou a especialista, acrescentando: “quando vamos às escolas e falamos com os alunos, eles têm muito para dizer e têm soluções”.

E explica: “Cada escola é soberana para decidir o que deve fazer, mas ouvindo todos os intervenientes, desde os professores, pessoal docente, pessoal não docente e os próprios alunos e ver quais são as melhores soluções”.

A especialista contou ainda uma das conversas com um dos jovens de uma escola que o projeto visitou. “Perguntámos se devia ser proibido e o jovem respondeu: ‘depende do tempo. Quando está sol, podemos estar lá fora, correr, jogar à bola e fazer outras coisas, mas quando chove temos de ficar dentro do pavilhão e não podemos falar, temos de ficar aqui sentados e ninguém nos deixa fazer nada e aí temos de usar os telemóveis’”.

nsiste que, quando os jovens são envolvidos na solução, “aceitam-na melhor e aderem para cumpri-la”.

Além disso, afirma, “se apenas proibirmos também não os ensinamos a usar bem estas tecnologias”.

Este tema vai ser alvo de discussão na conferência internacional que decorre nos dias 03 e 04 de maio na Fundação Cupertino de Miranda (Porto), no âmbito da Semana do Bem-Estar Digital (https://www.bemestardigital.pt).

O debate sobre o uso dos telemóveis nas escolas contará com a presença de representantes da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), da Confederação Nacional das Associações de Pais e da autora de Mónica Pereira, autora de uma petição que pede o fim dos telemóveis nos recreios do 5.º e do 6.º ano e que já foi assinada por mais de 22 mil pessoas.

Uma escola de Lourosa, em Santa Maria da Feira, foi a primeira do país a proibir o uso de telemóveis em todo o recinto, há sete anos. Desde então, a limitação já se estendeu a outras, como, por exemplo, a Escola Básica EB 2,3 General Serpa Pinto, em Cinfães, no distrito de Viseu, as escolas básicas do Alto de Algés e de Miraflores, ambas em Oeiras, os agrupamentos de escolas Gil Vicente (Lisboa) e Infanta D. Mafalda (Gondomar), além agrupamentos de escolas de Almeirim (Santarém).

A polémica levantada pelo tema levou o Ministério da Educação a pedir, no ano passado, um parecer ao Conselho de Escolas, que considerou que a solução para responder aos impactos negativos do uso dos telemóveis em contexto escolar não passa por proibir a sua utilização, mas defendeu que devem ser os próprios agrupamentos a decidir.

Apesar dos impactos negativos e das “questões complexas de disciplina, designadamente a captação indevida de imagens ou o cyberbullying” que se levantam com o uso generalizado dos telemóveis, sobretudo a partir do 2.º ciclo, os diretores sublinham que existem, por outro lado, aspetos positivos.

Em sala de aula, afirmam, os ‘smartphones’ podem constituir “recursos ao dispor de alunos e professores para favorecer as aprendizagens” e permitem “potenciar o desenvolvimento de competências essenciais de acordo com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória”.

Fonte: Lusa

Permanecer e pertencer

V Domingo da Páscoa

Permanecer e pertencer

At 9, 26-31 / Slm 21 (22), 26b-27.28.30-32 / 1 Jo 3, 18-24 / Jo 15, 1-8

Como pode um ramo manter-se vivo? Um ramo de uma árvore, ao ser cortado, decairá e morrerá. É a sua pertença ao corpo que lhe transmite vida e lhe permitirá dar muito fruto.

Através da alegoria da videira, Jesus apresenta-nos no Evangelho de hoje uma imagem bela de quem Ele é, de quem o Pai é e de quem nós somos. E, se escutarmos com atenção, discreta mas inelutavelmente, também a presença do Espírito se intui. O Pai é o agricultor, aquele que prepara a terra, que lança a semente e, desde que é um pequeno rebento, protege, guarda e limpa a vide. Jesus é Ele mesmo a videira, que estende os seus braços pelo campo fora, buscando chegar mais longe, procurando alcançar tudo e todos, crescendo para lá do horizonte. E nós somos os ramos, prolongamento de Cristo, cuidados pelo Pai e que dão fruto porque permanecem ligados à vide.

A tentação maior dos nossos dias é a autossuficiência. Esta é a ilusão de que podemos fazer tudo sozinhos. Mas tal não é verdade. A única forma de dar fruto, como nos aponta Jesus, é permanecer na vide, é não nos separarmos da fonte da vida, é assegurar que a seiva, isto é, o Espírito que percorre o corpo de Cristo, continua a alcançar-nos e que, através de nós, chegará até outros.

Olhemos bem uma criança: ela será tão mais feliz quanto se sentir parte da família, amada, querida e cuidada. Se a deixamos por sua conta, garantindo somente que nada de material lhe fará falta, facilmente veremos que ela irá começar a definhar. É por permanecermos uns com os outros que vivemos verdadeiramente. É por pertencermos uns aos outros que nos salvamos.

O Pai envia o seu Filho e nós fazemos parte do seu corpo, a Igreja. É aqui, na relação comunitária, que os dons são partilhados, que a vida brota, que o fruto nasce. Rejeitemos qualquer individualismo, pois este é estéril e não dará fruto. Só estes «permanecer e pertencer» nos levam a uma relação contínua com o Pai, que nos limpa com o seu perdão, e nos permitem a oração no Espírito, que nos transmite vida. Só ao permanecer e pertencer nos deixamos fazer e nos tornamos corpo de Cristo, algo que se dá através dos sacramentos, principalmente da Eucaristia.

Permanecer e pertencer implica relação com o Pai, oração no Espírito e vida sacramental que nos torna membros do corpo de Cristo. É ao permanecer em Cristo que nos tornamos fecundos no mundo. É daqui que brota todo o fruto. E o fruto da videira é a uva, que, levada ao lagar das obras de misericórdia, nos dará a beber o vinho da ressurreição, da vida nova, o vinho que é a alegria da festa.

A alegoria da videira é símbolo da nossa fé. É uma imagem que nos mostra o essencial da nossa vida: permanecer em Jesus e dar fruto. Que assim sejam as nossas vidas.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Miranda do Douro: Filme “Revolução (Sem) Sangue” recorda os que morreram no 25 de abril

Miranda do Douro: Filme “Revolução (Sem) Sangue” recorda os que morreram no 25 de abril

Esta sexta-feira, dia 26 de abril, o município de Miranda do Douro exibe o filme “Revolução (Sem) Sangue”, uma obra cinematográfica baseada em factos reais, que conta a história de quatro jovens que morreram nos acontecimentos de 25 de Abril de 1974, no âmbito do ataque da PIDE a manifestantes.

A apresentação do filme integra o programa comemorativo do Cinquentenário do 25 de abril, em Miranda do Douro e vai ser exibido às 21h00, no miniauditório.

Segundo o realizador Rui Pedro Sousa, a história desta longa metragem decorre entre 23 e 30 de abril de 1974 e o ponto central é o tiroteio no dia da revolução.

Um golpe de Estado militar derrubou o Governo e a população foi incitada a permanecer em casa. No entanto, a ânsia pela liberdade levou quatro jovens, junto com a multidão, para as ruas.

As pessoas retratadas são Fernando Giesteira, João Arruda, Fernando Reis e José Barneto, que tinham entre 18 e 38 anos e que morreram alvejados pela PIDE/DGS, na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, onde estava a sede da antiga polícia política do Estado Novo.

O filme é protagonizado pelos atores Rafael Paes, Lucas Dutra, Helena Caldeira, Diogo Fernandes e Manuel Nabais, contando ainda com a participação de outros intérpretes.

HA

Meteorologia: Fim-de-semana com chuva

Meteorologia: Fim-de-semana com chuva

De 26 a 28 de abril, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê períodos de chuva para todo o país, que poderão ser de neve acima dos 1.100 metros, devido à diminuição da temperatura.

O aviso amarelo, o menos grave numa escala de três, incide entre as 21:00 de sexta-feira e as 12 horas de sábado, abrangendo os distritos de Braga, Bragança, Castelo Branco, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

O IPMA prevê queda de neve acima dos 1.100 metros, com acumulação que pode ser até cinco centímetros acima de 1.200 metros. Nos distritos de Castelo Branco e Guarda a previsão é de queda de neve acima de 1.200 metros, com acumulação que pode ser até 10 centímetros acima de 1.600 metros.

Os impactos prováveis, segundo o IPMA, prendem-se com perturbações causadas pela queda de neve e possível formação de gelo, levando por exemplo a corte ou condicionamento no trânsito em algumas estradas, danos em estruturas ou árvores, e abastecimentos locais prejudicados.

Segundo as previsões, na sexta-feira as temperaturas mínimas variam entre os seis e os 13 graus celsius, no continente, e as máximas entre os 12 e os 20 graus. As temperaturas mais baixas serão nas regiões norte e interior norte e centro.

No sábado, em termos gerais, haverá uma descida das temperaturas no continente, com Bragança e Guarda a registaram três graus de temperatura mínima.

Fonte: Lusa

Desporto: CD Miranda do Douro junta-se ao projeto “A Hora dos SuperQuinas”

Desporto: CD Miranda do Douro junta-se ao projeto “A Hora dos SuperQuinas”

O Clube Desportivo de Miranda do Douro, bicampeão distrital de futsal, juntou-se ao projeto da Federação Portuguesa de Futebol, a “Hora dos SuperQuinas” e visitou a 22 de abril, a Escola Básica de Miranda do Douro (EB1), uma das 21 escolas do distrito de Bragança que integra o projeto.

Foi uma tarde de muita diversão e atividade física para os mais novos, já que tiveram a oportunidade de praticar futsal, atletismo e giravólei.

O Clube Desportivo de Miranda do Douro (CFMD) fez-se representar por Guilherme Meirinhos guarda-redes do plantel sénior de futsal, Bina Rodrigues, treinadora da equipa de futsal feminino, Nickas, jogador da equipa sénior de futsal e responsável do giravólei, Alírio Sebastião e Rosária Sebastião, ambos da modalidade de atletismo.

A visita de clubes e seleções é uma das muitas atividades do projeto da FPF, que é desenvolvido e promovido nas Atividades de Enriquecimento Curricular do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

O objetivo do projeto “Hora dos SuperQuinas”é promover nas crianças, a aquisição de estilos de vida ativos e a melhoria da literacia motora, através da participação em atividades físicas e desportivas, que lhes proporcionem experiências e brincadeiras significativas, positivas, prazerosas e muito divertidas.

Fonte: AFB

Miranda do Douro: Mirandeses contam o antes e o depois do 25 de abril de 1974

Miranda do Douro: Mirandeses contam o antes e o depois do 25 de abril de 1974

A 24 de abril foi apresentado na Casa da Cultura Mirandesa, em Miranda do Douro, o livro “E depois do Adeus?”, uma coletânea de 10 testemunhos de mirandeses, que viveram o antes e o depois do 25 de abril de 1974 e descrevem o impacto que este acontecimento teve nas suas vidas.

O livro “E Depois do Adeus?” foi apresentado pelo autor, André Pereira e pela presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril.

A apresentação desta obra literária contou com o apoio do município de Miranda do Douro e de acordo com a presidente, Helena Barril, esta inciativa veio enriquecer o programa comemorativo do cinquentenário do 25 de abril.

“São dez testemunhos muito importantes que descrevem o ambiente político e social no concelho de Miranda do Douro e em Portugal, antes e depois do 25 de abril de 1974. Entre estes testemunhos, destaco o de Adília Pimentel, cujo marido, o Sr. José Maria Pimentel, já falecido, foi por diversas vezes, vítima de perseguição, prisão e tortura pelo regime do Estado Novo”, disse.

O autor do livro, André Pereira, explicou que o título foi inspirado na canção “Depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho e José Niza e a finalidade da obra foi investigar o que aconteceu “depois do adeus” à ditadura.

“Com estas 10 entrevistas/conversas procurei saber junto de pessoas em Miranda do Douro, o que aconteceu nas suas vidas, ao longo destes 50 anos após o fim da ditadura em Portugal”, disse.

Sobre os testemunhos dos mirandeses, André Pereira destacou que dada a localização geográfica de Miranda do Douro, distante de Lisboa, as vivências das pessoas são muito diferentes das que vivem no litoral do país.

“Entre estes testemunhos chamou-me muito à atenção que muitas pessoas desta região só souberam da revolução do 25 de abril passadas algumas semanas! E as mudanças políticas e sociais demoraram anos a concretizarem-se, ao contrário do que aconteceu nos grandes centros, como Lisboa”, destacou.

Margarida Vale, natural do Barrocal do Douro, foi uma das pessoas que deu o seu testemunho sobre o antes e o depois do 25 de abril. Antes da revolução, lembra-se da extrema pobreza em que viviam os operários que estavam a construir a barragem de Picote. Depois, diz que a vida melhorou “um bocadinho”.

Antes do 25 de abril de 1974, Abílio Barril, teve que combater na guerra colonial, em Angola, uma experiência terrível que o marcou para toda a vida. De regresso a Portugal, viveu com esperança as primeiras notícias radiofónicas que anunciavam a queda da ditadura e a abertura de um novo caminho para o país.

HA

Foto Livro: MMD

Vimioso: Município celebrou o Cinquentenário do 25 de abril

Vimioso: Município celebrou o Cinquentenário do 25 de abril

O Município de Vimioso assinalou o Cinquentenário do 25 de abril, com o hastear da Bandeira Nacional na Câmara Municipal, seguido da deposição de flores no memorial dos Antigos Combatentes e de uma assembleia municipal extraordinária comemorativa da transição para a democracia em Portugal.

O hastear da bandeira portuguesa na Câmara Municipal foi acompanhado pelo entoar do hino nacional.

Em Vimioso, o programa comemorativo dos 50 anos da revolução dos cravos iniciou-se às 9h30 com a cerimónia do hastear da bandeira portuguesa, ao som do hino nacional, entoado pela Banda Filarmónica da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vimioso (A.H.B.V.V.)

Seguiu-se a deposição de uma coroa de flores no memorial dos Antigos Combatentes, acto realizado pelos presidentes da Câmara Municipal de Vimioso, Jorge Fidalgo, e o presidente da Assembleia Municipal, Sérgio Pires.

A comemoração do Cinquentenário do 25 de abril, prosseguiu depois no auditório municipal, onde decorreu uma sessão solene, com discursos do presidente de assembleia municipal e de dois representantes dos partidos com assento na assembleia municipal.

Na sua intervenção, o presidente da Assembleia Municipal, Sérgio Pires, começou por dirigir-se às novas gerações e incentivou-os a guiarem-se pelos valores da liberdade, da tolerância e da responsabilidade.

“O poder local é uma das maiores conquistas do 25 de abril. Os municípios e as freguesias foram e são os motores do progresso e do desenvolvimento do país e em particular das regiões do interior”, disse.

No entanto, o presidente de Assembleia Municipal de Vimioso reconheceu que no interior persistem problemas, como o ininterrupto despovoamento, que “necessita de políticas centrais diferenciadoras para atrair investimento e fixar as pessoas”.

Por sua vez, o jovem deputado municipal, Jorge Padrão, em representação do partido Socialista (PS), discursou dizendo que “celebrar o 25 de abril é celebrar a liberdade”.

“Cabe-nos honrar a liberdade conquistada. Devemos pois aproveitar este legado para construir o presente e um futuro melhor para o nosso concelho”, disse.

Já Rita Brás, deputada social-democrata (PSD), sublinhou a liberdade que o 25 de abril trouxe às mulheres.

“Não basta festejar a liberdade do 25 de abril, é preciso cumpri-la todos os dias. Porque há problemas a resolver como as condições de trabalho precário dos jovens, o difícil acesso à habitação ou a deterioração da educação”, disse.

No final das intervenções, o presidente da freguesia de Vimioso, José Ventura, destacou a liberdade conquistada e a abertura à pluralidade, após o 25 de abril de 1974.

No âmbito da comemoração do Cinquentenário do 25 de abril, a Câmara Municipal de Vimioso tem em exposição a mostra temática “50 anos no caminho da liberdade”.

HA