Agricultura: 2026 com boas previsões agrícolas
Em 2026, as perspectivas para os mercados agrícolas da União Europeia (UE) mantêm-se otimistas, apesar do aumento dos preços por causa do conflito no Médio Oriente, avançou a Comissão Europeia, em Bruxelas.

As perspectivas a curto prazo para os mercados agrícolas da União Europeia (UE), divulgadas pela Comissão Europeia, indicam que os desafios climáticos, as doenças animais e as persistentes tensões comerciais são fatores que fazem aumentar os custos dos fatores de produção, pressionando as margens dos produtores.
Ainda assim, destaca o executivo comunitário, “prevê-se que a produção da UE aumente no que respeita às oleaginosas, aos produtos lácteos, à carne de suíno e às aves de capoeira”.
Já a produção de cereais deverá contrair-se, mas ficando próxima da média dos últimos cinco anos, enquanto se espera que a produção nos setores dos ruminantes, do açúcar e do azeite diminua.
Em 2026, Bruxelas refere também que as perspectivas macroeconómicas e do mercado da energia continuam muito incertas, prevendo-se que, este ano, o crescimento do PIB real seja de apenas 1,1%, que a inflação suba para 3,1% impulsionada pelos custos da energia, e que os preços dos alimentos aumentem no seguimento do acréscimo dos custos dos fatores de produção.
Em linha com as previsões económicas da primavera da Comissão Europeia, estas perspetivas a curto prazo pressupõem uma normalização progressiva dos mercados da energia, apoiada por uma reabertura gradual do estreito de Ormuz, encerrado na sequência da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e pela restauração de rotas marítimas fulcrais.
A disponibilidade de acesso a fertilizantes agrícolas deverá descer a níveis de 2022, quando a Rússia lançou uma guerra contra a Ucrânia, perturbando fortemente este setor.
No que respeita à meteorologia, as previsões indicam condições de cultivo geralmente favoráveis para 2026, na UE.
A Comissão antecipa que “o rendimento das culturas de inverno fique acima da média histórica, enquanto as culturas de primavera e de verão poderão sofrer com o calor e a escassez de água, particularmente nas regiões propensas à seca”.
A nível global, espera-se que um forte fenómeno ‘El Niño’ atinja o seu pico no outono, com impactos agrícolas mistos e perturbações nos mercados de abastecimento.
Fonte: Lusa | Foto: Flickr