Sendim: Iniciaram-se as vindimas

No dia 16 de setembro, iniciaram-se as vindimas, em Sendim, com a apanha das uvas brancas, num ano em que apesar da seca, os agricultores das arribas do Douro, preveem, ainda assim, uma boa colheita.

Vitoriano Teresinho é um vitivinicultor da região sendinesa, tendo iniciado o trabalho das vindimas no fim-de-semana de 17 e 18 de setembro. Tal como a maioria dos agricultores da região e seguindo a recomendação da cooperativa agrícola Ribadouro, começou por apanhar as uvas brancas.

No fim-de-semana de 24 e 25 de setembro, vai iniciar a apanha das uvas pretas.

Este ano, o vitivinicultor prevê entregar na cooperativa entre 30 a 40 mil quilos de uvas.

“Comparativamente com o ano passado, há mais quantidade de uvas, mas os bagos desenvolveram-se menos, devido à seca e à falta de água”, explicou.

Segundo, Vitoriano Teresinho, os vinhos produzidos pela cooperativa Ribadouro são de qualidade, com destaque para o vinho “Ribeira do Corso”.

“Os vinhos produzidos pela Ribadouro são de qualidade, graças ao trabalho do enólogo que acompanha a maturação das uvas, a acidez, o peso e a cor”, explicou.

Sobre a rentabilidade da vitivinicultura na região, o agricultor sendinês respondeu que apesar das oscilações no preço das uvas, a atividade acaba por ser rentável. “Em Sendim, muitos agricultores educaram os filhos com o rendimento obtido no cultivo das vinhas e na produção de vinhos”, respondeu.

Quanto ao futuro da cooperativa agrícola Ribadouro, Vitoriano Teresinho expressou a vontade de que esta instituição seja defendida e modernizada, para que o vinho da região tenha ainda mais qualidade.

Recentemente, o presidente da cooperativa agrícola Ribadouro, C.R.L., Óscar Afonso, adiantou que, em colaboração com o enólogo da cooperativa, estão a procurar novos mercados para comercializar os vinhos produzidos em Sendim.

Nesta vila, do concelho de Miranda do Douro, a vitivinicultura é uma atividade familiar que passa de geração em geração. Assim acontece na família de Vitoriano Teresinho, já que o filho, Rúben, também desenvolveu o gosto pela vitivinicultura.

“A vinha e a produção de vinho fazem parte da identidade social, económica, cultural e paisagística de Sendim. Por isso, para mim, é importante preservar e dar continuidade a este legado”, concluiu.

HA

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