Igreja: Santuário de Nossa Senhora do Naso encheu-se de fiéis

As festas em honra de Nossa Senhora do Naso voltaram a realizar-se nos dias 6, 7 e 8 de setembro e mais uma vez o santuário mariano recebeu a visita de muitos fiéis vindos de todo o planalto mirandês e da vizinha Espanha.

Procissão em honra de Nossa Senhora do Naso, a 8 de setembro de 2021.

Adérito Leal Rodrigues, tem 87 anos e disse que vem à festa dedicada a Nossa Senhora do Naso desde criança. Nascido e criado na Especiosa, a aldeia vizinha do Santuário, assegura que festa sempre foi uma das mais concorridas em toda a província de Trás-os-Montes. Recordou os tempos em que o dia 6 era dedicado à compra e venda de burros. E no dia seguinte, a feira era dedicada à comercialização dos outros animais, como os bovinos, os ovinos , os caprinos, etc.. Chegados ao dia 8 de setembro, o dia grande da festa, sempre houve a tradição das famílias almoçarem no Santuário, seja em piquenique ou nos restaurantes improvisados no recinto. Sobre a festa religiosa, o senhor Adérito disse que tem muita devoção à Nossa Senhora do Naso e também a Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Especiosa e de Portugal.

O programa religioso das festas em honra de Nossa Senhora do Naso, iniciou-se no dia 5 de setembro, com a celebração das Lutuosas. De acordo com o padre Manuel Marques, esta celebração consiste no ofício rezado e cantado pelos irmãos associados do Santuário de Nossa Senhora do Naso, que faleceram no decorrer do último ano.

Segundo o pároco, antigamente, a lutuosa celebrava-se em três momentos: num primeiro momento a celebração destinava-se às pessoas que faleceram do norte do concelho de Miranda do Douro; num segundo momento, rezava-se pelas pessoas falecidas da parte sul do concelho; e num terceiro momento rezava-se a lutuosa geral, dedicada a todas os irmãos falecidos do concelho de Miranda do Douro.

Nos dias 6,7 e 8 de setembro, as festas deste ano prosseguiram com a celebração da Eucaristia, às 15h00.

A organização anual das festas em honra de Nossa Senhora do Naso é da responsabilidade da Confraria. De acordo com António José Fernandes Ribeiro, membro da Confraria de Nossa Senhora do Naso, há registos escritos que indicam que esta festa já se celebra desde 1843.

Para organizar esta festa, a confraria de Nossa Senhora do Naso é constituída por seis casais, naturais da aldeia da Póvoa, que trabalham ao longo do ano para preparar as festas, que se realizam em setembro. Segundo, António Ribeiro, a mordomia é renovada a cada três anos, com a entrada de novos casais. Para além dos mordomos também existem os irmãos da confraria, que contribuem com 1 euro por ano, para apoiar financeiramente a organização das festas de Nossa Senhora do Naso. De acordo com a confraria, houve anos em que estavam inscritos mais de 1000 irmãos. Antigamente, existia a tradição familiar de inscrever as crianças e os jovens como associados da confraria. No entanto, com o passar dos anos e por causa do despovoamento da região, o entusiasmo pela participação nas festas de Nossa Senhora do Naso foi esmorecendo um pouco. Ainda assim e pelo que se viu neste ano, nos dias 6, 7 e 8 de setembro, o belo Santuário de Nossa Senhora do Naso continua a atrair e a ser o destino de muita gente, vinda de todo o planalto mirandês e também da vizinha Espanha.

De acordo com António José Fernandes Ribeiro, membro da Confraria de Nossa Senhora do Naso, há registos escritos que indicam que esta festa já se celebra desde 1843.

HA

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