IRS: Atualização do agregado familiar tem de ser feita até hoje

IRS: Atualização do agregado familiar tem de ser feita até hoje

O prazo para os contribuintes informarem a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) sobre a composição do agregado familiar em 31 de dezembro de 2021, termina a 15 de fevereiro, sendo esta a informação que vai ser considerada na declaração do IRS.

A comunicação do agregado familiar é sobretudo relevante para as situações em que durante o ano anterior houve alterações da sua composição devido, por exemplo, a nascimento, divórcio, alteração de acordo parental, óbito de um dos elementos do casal ou mudança de residência permanente, pois só desta forma a AT terá em consideração estas mudanças.

A atualização do agregado familiar pode ser feita através do Portal das Finanças, sendo este o momento para indicar também as situações em que os filhos ultrapassam a idade a partir da qual deixam de ser considerados dependentes para efeitos do IRS.

A informação disponível no Portal das Finanças indica que a comunicação do agregado familiar deve também ser cumprida pelos pais com dependentes em guarda conjunta e um Acordo de Regulação das Responsabilidades Parentais que determine o regime de residência alternada, bem como a percentagem de partilha das despesas por cada um dos responsáveis quando não seja igualitária.

Este passo deve der observado por ambos os pais e a informação relativamente ao dependente ser coincidente. Caso contrário, o fisco divide as despesas ao meio.

“Caso esta comunicação não seja feita no prazo, ou tendo sido, a mesma não for coerente com a comunicação efetuada pelo outro agregado familiar relativamente ao mesmo dependente em guarda conjunta, considera-se que este dependente não tem residência alternada e a percentagem de partilha de despesas dos respetivos responsáveis parentais é dividida em partes iguais”, refere a mesma informação.

Sem a atualização dos dados, a AT terá em conta, para efeitos da declaração anual do IRS, as informações pessoais e familiares que constam da declaração do IRS entregue no ano passado.

A validação do agregado familiar permite ainda aos contribuintes beneficiar do IRS automático (caso preencham o perfil de rendimentos requerido para tal) e permite à AT efetuar os cálculos necessários para que as pessoas dispensadas da entrega da declaração do IRS possam obter e beneficiar de isenção de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde, da tarifa social de eletricidade ou de apoios sociais, por exemplo.

Este passo é ainda relevante para efeitos de matrícula nas escolas do ensino público, devendo a atualização ser referente à composição do agregado familiar no último dia do ano anterior.

A comunicação do agregado familiar é apenas um dos primeiros passos para a preparação da entrega da declaração anual do IRS, cujo prazo decorre entre 01 de abril e 30 de junho independentemente da tipologia de rendimentos.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Município assume despesas com alimentação dos alunos do pré-escolar e 1.º ciclo

Mogadouro: Município assume despesas com alimentação dos alunos do pré-escolar e 1.º ciclo

O município de Mogadouro anunciou que passa a assumir integralmente as despesas das famílias com os almoços dos alunos do Jardim de Infância e do 1.º ciclo do Ensino Básico.

De acordo com o município mogadourense presidido pelo social-democrata António Pimentel, a medida foi proposta pela vereadora da Educação, Márcia Barros e aprovada por “unanimidade” em reunião do executivo municipal.

O autarca de Mogadouro, António Pimentel, em nota divulgada, apresenta esta iniciativa “como a primeira de um conjunto de medidas que serão implementadas a curto prazo, com o objetivo múltiplo de aliviar a carga financeira das famílias mogadourenses, de incentivar à fixação da população e de racionalizar a utilização dos recursos públicos”.

Fonte: Lusa

Solidariedade: Conta solidária para ajudar família da Especiosa

Solidariedade: Conta solidária para ajudar família da Especiosa

A unidade Pastoral de Santa Maria Maior, em Miranda do Douro, e a junta de Freguesia de Genísio/ Especiosa estão promover uma campanha de angariação de fundos, para ajudar a construir uma nova habitação à família da aldeia da Especiosa, que viu a sua casa destruída num incêndio.

Na madrugada do passado dia 15 de outubro, um curto-circuito deu origem a um incêndio que destruiu, por completo, a habitação onde morava uma família de três pessoas, os pais e o filho de 16 anos.

De acordo com os Bombeiros de Miranda do Douro, “a casa ficou competentemente destruída dado que o forro e o telhado eram construídos em madeira”, informou o comandante.

Segundo o padre Manuel Marques, pároco local, esta família não tinha o seguro da habitação ativo, dadas as poucas possibilidades económicas.

“Perante esta situação, impõe-se que todas as comunidades da unidade pastoral de Santa Maria Maior (e outras) ajudem esta família na construção de uma nova habitação”, apelou.

Com este propósito, a junta de freguesia e a paróquia decidiram abrir uma conta para receber donativos para apoiar esta família na construção de uma nova habitação. Caso pretenda ajudar o IBAN para fazer transferência é o seguinte: PT50003504710001464343085

De momento, a família ficou alojada na casa de umas pessoas amigas e solidárias.

HA

Saúde: Falta de suporte social e atividades de lazer são as causas da depressão

Saúde: Falta de suporte social e atividades de lazer são as causas da depressão

Investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluíram, num estudo que envolveu 643 pessoas com 60 ou mais anos, que as que vivem sozinhas não são necessariamente as que correm maior risco de desenvolver depressão.

Em comunicado, o instituto revela que a investigação, publicada na revista Health and Social Care in the Community, visava analisar a relação entre o isolamento social e a existência de depressão.

Para tal, os investigadores avaliaram 643 adultos, com 60 ou mais anos, residentes no Porto e participantes da coorte EPIPorto [estudo longitudinal do ISPUP que, desde 1999, segue uma amostra de residentes do concelho], que responderam a questões sobre o seu estado civil, situação habitacional, atividades de lazer, bem como a perceção de suporte social por parte da família e amigos.

O estudo, desenvolvido no âmbito do projeto HARMED, concluiu que aqueles que vivem sozinhos “não são necessariamente os que correm maior risco de desenvolver depressão”.

“Na realidade, a ocorrência de depressão é mais frequente nos adultos mais velhos que têm falta de suporte social e que não estão envolvidos em atividades de lazer, independentemente de viver sozinhos ou acompanhados”, salienta o instituto.

Dos participantes, 27,4% sofria de depressão, prevalência que foi mais acentuada nas mulheres que, quando analisadas isoladamente, apresentaram 30% de prevalência da doença.

A investigação concluiu que “a maior propensão para a depressão ocorre entre os adultos mais velhos que vivem sozinhos, mas que simultaneamente acumulam as desvantagens de possuir um baixo suporte social e pouco envolvimento em atividades de lazer”.

“O viver sozinho não deve ser encarado como o principal fator de isolamento associado à depressão”, salienta o ISPUP.

Citada no comunicado, a investigadora Ana Henriques, primeira autora do estudo, salienta que o isolamento social deve ser “abordado de uma forma multidimensional”.

“Há outras componentes que nos ajudam a ter uma visão mais completa do que é o isolamento social, nomeadamente o envolvimento em atividades de lazer e o suporte social recebido”, afirma.

Defendendo que o isolamento social poderá “dar-nos uma visão incompleta”, Ana Henriques afirma que é preciso ter em conta “todas as variáveis de suporte social” – como a prática de atividades – e como estas podem ser “cruciais” e “ajudar a prevenir o isolamento e a depressão”.

Paralelamente, os investigadores salientam que o estudo poderá ajudar os profissionais de saúde a identificarem precocemente as pessoas mais velhas em risco de depressão.

“Em vez de adotarem uma abordagem remediativa, os profissionais de saúde poderão atuar mais cedo, identificando os adultos com mais idade que não têm atividades de lazer ou boas redes sociais, contribuindo assim para prevenir o isolamento social e a depressão nesta população”, afirma a investigadora.

Além do ISPUP, o estudo contou com a colaboração de investigadores do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, da Universidade Miguel Hernandéz de Elche (Espanha) e da Universidade de São Paulo (Brasil).

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e Portugal 2020, o projeto HARMED, desenvolvido pelo ISPUP e pelo Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, procurou medir o impacto da crise socioeconómica, da violência e das questões sociais nos idosos.

Fonte: Lusa

Covid-19: Intensidade da pandemia passa de moderada a reduzida em Portugal

Covid-19: Intensidade da pandemia passa de moderada a reduzida em Portugal

Em Portugal, a intensidade da pandemia de covid-19 passou de moderada a reduzida, o que se reflete na diminuição da pressão sobre os serviços de saúde e da mortalidade associada à doença, informaram das autoridades de saúde.

Segundo a análise de risco semanal da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a incidência de novas infeções por SARS-CoV-2, por 100 mil habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, está agora nos 98 casos, com tendência decrescente a nível nacional.

Já o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus apresenta um valor inferior a 1, indicando também uma tendência decrescente da incidência de infeções por SARS-CoV-2 a nível nacional – 0,89 – e em todas as regiões.

O grupo etário com incidência cumulativa a 14 dias mais elevada correspondeu às crianças dos 0 aos 9 anos – 157 casos por 100 mil habitantes -, que, no entanto, apresenta uma tendência estável a decrescente.

Já a faixa dos idosos com 80 ou mais anos apresentam incidência de novas infeções de 89 casos, o que “reflete um risco de infeção inferior ao risco da população em geral”, adianta o documento.

De acordo com o mais recente relatório, na quarta-feira, dia 29 de setembro, estavam internadas em UCI um total de 65 pessoas, 31 das quais nos hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo e 25 do Norte.

“O número de óbitos é inferior ao limiar de 20 óbitos, em 14 dias, por um milhão de habitantes, definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC)”, refere o documento, ao salientar que esta taxa revela um “impacte reduzido da pandemia em termos de mortalidade” por covid-19.

A proporção de testes positivos também baixou, sendo agora de 1,2%, quando na semana anterior estava nos 1,6%, encontrando-se abaixo do limiar definido de 4%.

Na última semana foram realizados mais de 387 mil testes de despiste do vírus, mais cerca de 37 mil do que nos sete dias anteriores, adiantam as “linhas vermelhas”, que avançam ainda que a proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 4,7%, menos de metade do limiar de 10%.

A variante Delta, originalmente associada à Índia, continua a ser a dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 100% dos casos avaliados entre 13 e 19 de setembro em Portugal. 

 Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.979 pessoas e foram contabilizados 1.069.975 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Fonte: Lusa

Pandemia: Portugal entra na última fase de levantamento de restrições

Pandemia: Portugal entra na última fase de levantamento de restrições

A 1 de outubro, Portugal continental vai avançar para o levantamento das restrições impostas para controlar a pandemia, um plano que dependeu do ritmo da vacinação, que está muito perto de atingir a meta dos 85%.

Este plano de desconfinamento era composto por três fases: a primeira entrou em vigor a 1 de agosto, com 57% da população com a vacinação completa contra a covid-19, e a segunda iniciou-se a 23 do mesmo mês, quando 70% dos portugueses já tinham recebido as duas doses da vacina.

Face à atual situação epidemiológica, o território continental entra a 1 de outubro em situação de alerta, um estado que vai vigorar até 31 de outubro. Este é o nível de resposta a situações de catástrofe mais baixo previsto na Lei de Base da Proteção Civil.

Restaurantes e lojas sem limitação do número de clientes

Os estabelecimentos comerciais, restaurantes, cafés e a generalidade do comércio deixam de estar sujeitos a um limite máximo de clientes ou de pessoas por grupo, sendo também levantadas as restrições aos seus horários de funcionamento.

O fim desta limitação de lotação aplica-se também aos eventos familiares, como casamentos e batizados.

Espetáculos com lotação a 100% e certificado para grandes eventos

Os espetáculos culturais deixam de ter limitação de lotação, mas será exigido o certificado digital para grandes eventos culturais, cabendo à Direção-Geral da Saúde (DGS) a definição do que são esses eventos.

Bares e discotecas reabrem

Os espaços de diversão noturna, encerrados desde março de 2020 devido à pandemia de covid-19, podem reabrir a partir de hoje.

Em 29 de julho, o Governo anunciou que os espaços de diversão noturna poderiam reabrir na sua plenitude em outubro, quando as autoridades previam que 85% da população estivesse com a vacinação completa contra a covid-19.

Máscara obrigatória em locais de risco e em grandes concentrações

De acordo com as medidas da terceira fase do desconfinamento, o uso de máscara é obrigatório nos transportes públicos, nas Lojas de Cidadão, nas escolas (exceto nos espaços de recreio ao ar livre), nas salas de espetáculos, cinemas, salas de congressos, recintos de eventos, estabelecimentos e serviços de saúde, estruturas residenciais e de acolhimento ou serviços de apoio domiciliário para populações vulneráveis, pessoas idosas ou com deficiência.

O uso obrigatório de máscara mantém-se também nos espaços comerciais com área superior a 400 metros quadrados, incluindo centros comerciais.

Na base desta decisão estão os locais de grande frequência de pessoas, como os transportes públicos, incluindo o aéreo, locais de risco, como os lares e hospitais, e locais com grandes aglomerações durante períodos mais longos, como as salas de espetáculos.

Certificado digital deixa de ser exigido em restaurantes e hotéis

Os clientes dos restaurantes e os hóspedes dos hotéis vão deixar de ter de apresentar o certificado de vacinação ou o teste negativo à covid-19.

Deixa também de ser necessário este documento ou o teste com resultado negativo para aulas de grupo em ginásios, bem como para aceder a estabelecimentos de jogos de fortuna ou azar, casinos, bingos, termas e spas.

Já o acesso aos bares e discotecas, que agora retomam a sua atividade, fica dependente da apresentação do certificado, mas apenas para clientes, já que os trabalhadores e fornecedores estão dispensados desta regra.

A apresentação do documento será também obrigatória para viagens por via marítima ou aérea e nas visitas a lares e estabelecimentos de saúde, uma vez que passam a ser retomadas as visitas hospitalares a doentes internados.

Termina a recomendação do teletrabalho e a testagem em grandes empresas

 O Governo decidiu também acabar com a recomendação de teletrabalho, sem prejuízo da manutenção das regras quanto ao desfasamento de horários.

No entanto, as pessoas imunossuprimidas ou com filhos ou dependentes a cargo com deficiência ou doenças crónicas têm direito a estar em teletrabalho, sempre que aplicável, sem que para isso seja necessário acordo com o empregador.

Em agosto já tinha sido dado um passo no sentido da redução do recurso ao teletrabalho, com o executivo a decidir que esta modalidade deixava de ser obrigatória nos concelhos de maior risco, passando apenas a ser recomendada em todo o território continental.

É eliminada a regra que imponha a testagem em empresas com mais de 150 trabalhadores no mesmo local de trabalho.

Fim da limitação de venda de álcool e de horários

A venda e consumo de álcool na via pública é outra das restrições que também termina, assim como os limites em matéria de horários que tinham sido impostos devido à pandemia.

Medidas para as estruturas residenciais

As visitas aos lares de idosos, às unidades de cuidados continuados e outras estruturas residenciais de crianças, de jovens, de pessoas com deficiência, de beneficiários de proteção internacional e de acolhimento de vítimas de violência doméstica implicam a apresentação do certificado digital.

Entre outras medidas, devem ser realizados rastreios de despiste da covid-19 regulares a utentes, assim como aos profissionais, que estão obrigados a usar máscara cirúrgica.

Levantadas as restrições à lotação de recintos desportivos

Os recintos desportivos vão deixar de ter restrições de lotação, de acordo com a atualização da norma da DGS, que mantém a obrigatoriedade de certificado de vacinação contra a covid-19 e do uso de máscara.

A ocupação dos lugares sentados pode ser em conformidade com a capacidade total licenciada do recinto, lê-se na orientação sobre eventos desportivos em ambiente fechado e aberto.

Fonte: Lusa

Saúde: Vacina contra a gripe começa a ser administradas a grupos de risco

Saúde: Vacina contra a gripe começa a ser administrada a grupos de risco

Iniciou-se hoje a vacinação contra a gripe em Portugal, havendo 2,24 milhões de vacinas para serem distribuídas gratuitamente aos grupos de risco, pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Hoje inicia-se a primeira fase da vacinação gratuita destinada aos grupos de risco, nos quais se incluem: as pessoas residentes, utentes e profissionais de instituições de solidariedade social: os doentes e os profissionais da rede de cuidados continuados integrados; os profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e também as mulheres grávidas.

Na segunda fase de vacinação, serão integrados os outros grupos-alvo abrangidos pela vacinação gratuita, destacando-se pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e pessoas portadoras de doenças ou outras condições previstas, na norma da vacinação contra a gripe 2021/22.

Para esta época gripal (2021/2022), haverá 2,24 milhões de doses de vacinas, mais 146.000 doses face à época gripal 2020/2021, o que representa um aumento de 7%, de acordo com a DGS.

À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, as vacinas disponíveis em Portugal serão tetravalentes, incluindo quatro tipos de vírus da gripe: Dois do tipo A e dois do tipo B.

As autoridades de saúde decidiram antecipar o início da campanha de vacinação, que começa habitualmente em outubro, devido à situação pandémica.

“Em 2021, em contexto de pandemia covid-19, mantêm-se medidas excecionais e específicas no âmbito da vacinação gratuita contra a gripe, nomeadamente o início mais precoce, a vacinação faseada e a gratuitidade para os profissionais que trabalham em contextos com maior risco de ocorrência de surtos e/ou de maior suscetibilidade e vulnerabilidade”, refere a DGS em comunicado.

Em comunicado, a ‘task force’ que coordena a vacinação contra a covid-19 informou que os centros onde são administradas as vacinas anticovid, iriam, “em breve”, ser empenhados na vacinação da gripe.

A Direção-Geral da Saúde apela à adesão das pessoas que têm critério para a vacinação contra a gripe, num processo que será feito de forma organizada, decorrendo nos próximos meses.

A DGS recorda que habitualmente a gripe é curada espontaneamente, mas podem ocorrer complicações, particularmente em pessoas com doenças crónicas ou com 65 ou mais anos.

A vacina contra a gripe é fortemente recomendada para grupos prioritários da população e é uma medida de prevenção primária com impacte na ocorrência e gravidade da doença.

Em Portugal, a vacina é gratuita para cidadãos a partir dos 65 anos, para residentes e internados em instituições, mas também para um grupo de pessoas com doenças específicas, profissionais de saúde do SNS e para os bombeiros.

Fonte: Lusa

Pandemia: Restaurantes e lojas deixam de ter limitações no número de clientes

Pandemia: Restaurantes e lojas deixam de ter limitações no número de clientes

Os estabelecimentos comerciais, restaurantes, cafés e afins vão deixar de ter limite máximo de clientes ou pessoas por grupo a partir de 1 de outubro, segundo as medidas aprovadas pelo Conselho de Ministros.

Estas regras, anunciadas pelo primeiro-ministro, António Costa, têm aplicação prática a partir de 1 de outubro, dia em que se inicia a terceira e última fase do plano de desconfinamento.

Atualmente, 83,4% da população portuguesa já tem a vacinação completa contra a covid-19.

De acordo com as previsões das ‘task-force’ prevê-se que a taxa de 85% seja atingida na próxima semana.

“Passamos a uma fase onde vai desaparecendo a generalidade das restrições impostas pela lei, entramos assim numa nova etapa que assenta essencialmente na responsabilidade de cada um de nós”, precisou o primeiro-ministro.

Porém, António Costa, alertou que não se pode esquecer “que a pandemia ainda não acabou e, mesmo a partir do momento em que se alcança 85% da população vacinada, o risco permanece”.

A partir de 1 de outubro, no país vai passar do estado de contingência para situação de alerta.

Fonte: Lusa

Vimioso: “Foi graças ao espaço coworking que pudemos trabalhar em Vimioso”

Vimioso: “Foi graças ao espaço coworking que pudemos trabalhar em Vimioso”

Vimioso foi um dos municípios a abrir um espaço coworking, no âmbito da iniciativa “Teletrabalho no Interior. Vida local, trabalho global”. João Costa é natural de Lisboa e foi uma das primeiras pessoas a beneficiar da existência deste inovador espaço de trabalho, durante os meses de verão, período em que os filhos estão a gozar as férias escolares.

A abertura destes espaços cowoking pretende dinamizar as regiões do interior do país, atraindo e fixando pessoas (e empresas) e diminuindo a necessidade de deslocações e a consequente pegada carbónica.

João Costa é informático e desde o início da pandemia, em março de 2020, que trabalha na modalidade de teletrabalho, dado que as suas funções permitem-lhe trabalhar à distância.

Quando terminou o ano letivo da sua filha de oito anos, juntamente com a esposa e o filho mais novo, tinham a intenção de vir passar uma temporada a Trás-os-Montes, onde têm família e desfrutam habitualmente um período de férias. Mas tinham um problema: precisavam de instalações e de acesso à internet para trabalhar à distância. Na aldeia de Campo de Víboras, há uma rede wi-fi disponibilizada pela junta de Freguesia, mas o sinal é fraco e não tem velocidade suficiente para trabalharem com eficácia. Foi então, que o João descobriu o espaço coworking de Vimioso ao ler uma notícia sobre o protocolo assinado pelo governo, com 51 municípios para a criação de espaços coworking em todo o país. E após uma pesquisa verificou que Vimioso também iria ter um espaço destes.

Com esta informação, João Costa contatou a Câmara Municipal de Vimioso e apurou que o futuro espaço coworking já era utilizado como uma incubadora de empresas – 3 INT Incubadora para Inovação do Interior e Negócios Transfronteiriços (3INT)  – e iriam apetrechá-lo com ligação à internet para que funcionasse também como um espaço de teletrabalho. De seguida, e juntamente com a esposa, o João realizou as inscrições, foram conhecer o espaço e começaram a trabalhar nessas instalações no final do mês de julho.

Desde então, já la trabalham há mais de um mês e segundo o João Costa, aa experiência profissional no espaço coworking está a ser bastante positiva. O acesso à internet é bom e as salas de trabalho estão instaladas numa antiga residência de estudantes, construída na década de 1940.

Na opinião de João Costa, o espaço coworking de Vimioso reúne as infraestruturas necessárias para o teletrabalho: “a ligação à internet é boa e o espaço é confortável para trabalhar”.

Embora, o João conheça Vimioso há cerca de 20 anos, foi esta experiência de teletrabalho que lhe permitiu uma estadia mais prolongada na região. Sobre esta permanência, diz que está a gostar de trabalhar em Vimioso, onde o ritmo de vida é bem diferente do de Lisboa. Contudo, adianta que nesta altura da vida, dificilmente viria viver para o interior do país. “Mais tarde, talvez. Neste momento faz-me falta o mar, a efervescência da cidade e a disponibilidade das coisas e dos serviços”.

Não obstante estas dificuldades, João Costa reconhece as mais valias de viver em territórios como o de Vimioso, em que há uma maior proximidade à natureza e por conseguinte há mais espaço e liberdade para as crianças brincarem e crescerem. “Para os meus filhos este tempo está a ser extraordinário”, disse. Enquanto os pais estão a trabalhar no espaço coworking, em Vimioso, os filhos de dois e oito anos, ficam com os avós, na aldeia de Campo de Víboras. “Na companhia dos primos andam de bicicleta, brincam na piscina e estão a gostar muito. E nós ficamos muito felizes ao vê-los assim”, disse.

“Na companhia dos primos andam de bicicleta, brincam na piscina e estão a gostar muito. E nós ficamos muito felizes ao vê-los assim”, disse.

Para a felicidade desta jovem família, muito contribuiu o espaço coworking de Vimioso. Afinal, foi a existência deste espaço que possibilitou a vinda e estadia do João e da sua família, em Vimioso, nestes meses de verão. Por essa razão e antes do regresso a Lisboa, o João Costa pretende agradecer ao município de Vimioso: “Fomos recebidos da melhor maneira. E antes de regressarmos a Lisboa, vamos agradecer às pessoas que nos acolheram, apresentaram e disponibilizaram este espaço coworking para trabalharmos à distância”.

HA

Emigração: “Ser emigrante é uma vida de sacrifício” – Francisco Anes

Emigração: “Ser emigrante é uma vida de sacrifício” – Francisco Anes

Neste mês de agosto, as aldeias portuguesas voltaram a encher-se de emigrantes. Se a vinda a Portugal é sempre motivo de alegria, a visita deste ano tem ainda mais sabor, dado o prolongado impedimento provocado pela pandemia. No estrangeiro, os emigrantes são considerados pessoas corajosas, autónomas e resilientes, que saem de Portugal à procura de melhores condições de vida. Francisco Anes foi um desses emigrantes. Viveu e trabalhou na Suíça ao longo de 37 anos e em 2017 decidiu regressar a Portugal. (Por Hugo Anes)

Francisco Anes e a esposa, Maria, regressaram a Portugal em 2017. (HA)

Nasceu na aldeia de Algoso, no concelho de Vimioso. Dos tempos da infância e adolescência na aldeia, recorda com saudade a união que existia entre as pessoas, no desempenho, comunitário, dos trabalhos agrícolas. “Havia menos dinheiro, mas isso não impedia que as pessoas fossem felizes”, recordou.

Em janeiro de 1981, com 24 anos, Francisco casou-se com Maria Otília Torrão Anes. E a 15 de Abril desse mesmo ano, o jovem casal emigrou para a Suíça, à procura de trabalho e de melhores condições de vida. Começaram a trabalhar sazonalmente. Nove meses de trabalho na Suíça. E regressavam a Portugal durante três meses.

Nos anos seguintes nasceram os filhos: o Nélson, em1982; no ano seguinte nasceu o Luís e a Marina nasceu em 1985. Inicialmente, os filhos ficaram em Portugal com a avó materna. E quando o jovem casal obteve a autorização anual de residência na Suíça, vieram buscá-los.

Nesses primeiros anos de adaptação à Suíça, a aprendizagem da língua foi o maior desafio, No primeiro ano, Francisco comunicava em francês. E no ano seguinte começou a aprender o alemão.

“A vida de emigrante – diz – é uma vida de sacrifício”. Na Suíça, Francisco começou por trabalhar na hotelaria. Nessa atividade, iniciou-se na cozinha, depois passou para o serviço de balcão e quando já dominava a língua, para poder comunicar com os clientes, trabalhou no serviço de mesa. A dada altura e com o propósito de levar os filhos para a Suíça, solicitou um aumento ao patrão. O aumento salarial não foi aceite e Francisco Anes teve que mudar de trabalho. Começou então a trabalhar numa fábrica de componentes sanitários, onde trabalhou ao longo de 28 anos.

Sobre a vida de emigrante, diz que, por vezes, se sentiu “desenraizado”, pois vivia num país que não era o seu e quando regressava a Portugal, tratavam-no por “suíço”. Ou seja, não era de lado nenhum.

Quando emigrou em 1981, tinha 24 anos. Estes primeiros anos passados em Portugal deram-lhe uma forte ligação a às origens e vem daí o grande desejo de um dia regressar. Mas com os filhos já não é assim. Embora tivessem nascido em Portugal, foi na Suíça que cresceram, que frequentaram a escola, que fizeram amigos, que começaram a trabalhar e casaram. “Eles gostam de passar férias em Portugal. Mas não pensam em mudar-se para cá.”- diz Francisco.

Ao avaliar os quase quarenta anos vividos no estrangeiro, Francisco Anes disse que, embora a Suíça seja um país frio e húmido, profissionalmente é um país “bom” para trabalhar. “É uma nação muito organizada e onde há muita indústria”. E até a decisão de não pertencer à União Europeia, parece beneficiar a economia local, pois o mercado interno dá preferência aos seus produtos suíços.

Portugal é hoje o país da União Europeia com mais emigrantes em proporção à sua população residente. O número de emigrantes portugueses supera os dois milhões de pessoas, o que significa que mais de 20% dos portugueses vive fora de Portugal.

O regresso a Portugal

Em fevereiro de 2017, Francisco e e Maria concretizaram o tão desejado sonho de regressar a Portugal. Após 37 anos de trabalho na Suíça e com os filhos bem encaminhados na vida, Francisco Anes solicitou a pré-reforma e regressou a Portugal, na companhia da esposa.

Já lá vão quatro anos desde que regressaram a Algoso e Francisco e Maria já se sentem parte da comunidade local. No seu dia-a-dia dedicam-se aos trabalhos de quem vive no campo: a agricultura, a olivicultura, o amendoal, a vinha, a produção de cereais, a criação de galinhas, o cultivo da horta, a confeção de compotas, etc.. são algumas das muitas ocupações que realizam ao longo do ano. “Há sempre que fazer”, dizem.

Suíça versus Portugal

À pergunta sobre as diferenças que existem entre viver na Suíça e em Portugal, Francisco respondeu que a maior diferença será a salarial. “Os salários na Suíça são mais elevados”, diz. E Maria, a esposa, mencionou também a assistência na saúde, que no pais helvético é melhor. “Aqui no nordeste transmontano há falta de médicos especialistas e de equipamentos de saúde”, constataram. E para se precaverem em caso de necessidade, Francisco e Maria, subscreveram um seguro de saúde familiar. Este seguro de saúde permite-lhes receber assistência no hospital privado Terra Quente, em Mirandela, sempre que o necessitam.

Nesta sua readaptação a Portugal e ao interior do país, Francisco identificou outro dos problemas da região: a dificuldade em comercializar ou escoar os produtos locais, como são o azeite, a fruta, a amêndoa, etc.. “Neste momento tenho muitos tomates e não sei o que fazer com tanta quantidade. E o mesmo acontece com a fruta, com o azeite e com a amêndoa. Se houvesse fábricas transformadoras destes produtos, a região ganharia muito com isso”, sugeriu.

Mas enquanto não há fábricas transformadoras, o excedente de produtos é partilhado com os familiares, os amigos e conhecidos. E este mês de agosto é o tempo propício para essa partilha com os compatriotas emigrantes que trazem movimento e animação à aldeia, embora sejam necessárias as devidas precauções por causa da pandemia.

A França continua a ser o país onde vivem mais emigrantes portugueses, em 2011, eram 592 mil 281 portugueses.

A Suíça surge em segundo lugar, em 2013, viviam na Suíça 211 mil 451 portugueses.