Portugal: Tendência de crescimento do número de nascimentos

Portugal: Tendência de crescimento do número de nascimentos

De janeiro até ao final de setembro, nasceram em Portugal mais de 65.400 bebés, o que representa um aumento de 2.173 comparativamente ao período homólogo de 2024, mantendo-se assim a tendência de crescimento dos trimestres anteriores, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa).

“Até 30 de setembro, foram estudados 65.410 recém-nascidos no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), mais 2.173 do que em igual período do ano passado (63.237)”, revelam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa).

Os dados indicam que julho foi o mês que registou o maior número de bebés rastreados (8.118), seguido de setembro (7.886) e de janeiro (7.670).

Lisboa foi o distrito com mais “teste do pezinho” (19.891), seguido do Porto (11.650), Setúbal (5.229), Braga (4.880), Faro (3.310) e Aveiro (3.058).

O menor número de exames foi observado no distrito de Bragança (420), Portalegre (440), Guarda (489) e Vila Real (765) e Castelo Branco (805), segundo os dados do programa coordenado pelo Insa, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana.

Em 2024, foram analisados 84.631 bebés em Portugal, menos 1.133 bebés em relação ao ano anterior (85.764).

O Programa Nacional de Rastreio Neonatal realiza, desde 1979, testes de rastreio em todos os recém-nascidos de algumas doenças graves, o chamado “teste do pezinho”.

Estes testes permitem identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de tratamento precoce.

Em 2024, foram rastreados 84.631 recém-nascidos e identificados 118 doentes com uma média de idade de início de tratamento de 9,5 dias de vida, referem dados do programa.

Desde o início Programa Nacional de Rastreio Neonatal foram rastreados 4.309.181 recém-nascidos e identificados 2.796 casos positivos.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Sociedade: Francisco Pinto Balsemão (1937-2025)

Sociedade: Francisco Pinto Balsemão (1937-2025)

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou Francisco Pinto Balsemão como um “visionário, pioneiro” e “uma das personalidades mais marcantes dos últimos sessenta anos em Portugal”.

Francisco Pinto Balsemão nasceu a 1 de setembro de 1937, em Lisboa. Estudou Direito na Universidade de Lisboa e iniciou a sua atividade profissional como jornalista no Diário Popular, na década de 1960. Foi fundador do jornal Expresso em 1973, quando tinha 35 anos. 

Na política, fundou o PSD, com Francisco Sá Carneiro e Joaquim Magalhães Mota, tendo sido primeiro-ministro entre 1981 e 1983.

Como empresário, em 1992, fundou o primeiro canal de televisão privado em Portugal, a SIC.

Francisco Pinto Balsemão faleceu a 21 de outubro, aos 88 anos.

Pinto Balsemão era membro do Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República. 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirma que se perdeu uma das principais personalidades do país nos últimos 60 anos e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Governo pretende declarar um dia de luto nacional.

“Visionário, pioneiro, criativo, determinado, batalhador, democrata, social-democrata, europeísta e atlantista, esteve em quase todos os combates de meados dos anos sessenta até hoje. Portugal não o esquece. Portugal nunca o esquecerá”, lê-se numa nota do chefe de Estado publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

Fonte: Lusa e RTP | Imagem: Presidência da República

Vimioso: Inscrições abertas para a XXIV Feira de Artes, Ofícios e Sabores (FAOS)

Vimioso: Inscrições abertas para a XXIV Feira de Artes, Ofícios e Sabores (FAOS)

Em Vimioso, estão a decorrer até 22 de novembro, as inscrições para a XXIV Feira de Artes, Ofícios e Sabores (FAOS), um certame anual que tem como finalidade desenvolver a economia local e regional, através da promoção do artesanato, produtos, tradições e turismo.

A ”Feira de Artes, Ofícios e Sabores” é uma iniciativa do município de Vimioso e a XXIV edição está agendada para o fim-de-semana prolongado de 5, 6, 7 e 8 de dezembro, no pavilhão multiusos.

De acordo com o município vimiosense, o certame, a par da exposição de produtos locais e de artesanato, inclui o I Encontro Gastronómico Transfronteiriço: “Sabores da Raia| Alcanices – Vimioso”.

Outros atrativos da FAOS, em Vimioso, são a montaria ao javali, o passeio BTT, uma caminhada, o já tradicional concurso da doçaria da castanha, o festival de folclore, palestras e a animação musical.

“O evento é uma exposição das mais valias de um concelho predominantemente rural, onde sobressaem os usos e costumes tradicionais, as raças autóctones, a gastronomia e o turismo de natureza”, indica o município de Vimioso.

Os artesãos e produtores interessados em participar na XXIV Feira de Artes, Ofícios e Sabores de Vimioso (FAOS) devem consultar o regulamento e efetuar a inscrição através do formulário eletrónico ou através do preenchimento da ficha de inscrição e posterior envio para o email pvturismocmv@gmail.com; ou por correio, endereçado à Casa da Cultura, Largo Mendo Rufino. 5230-315 Vimioso.

Para esclarecimento de dúvidas ou obtenção de mais informações, os interessados podem contatar o Município de Vimoso: através dos seguintes números de telefone: 273 518 120 ou 961 346 651.

HA

Autárquicas: Maioria dos presidentes de Câmara foram eleitos para um primeiro mandato

Autárquicas: Maioria dos presidentes de Câmara foram eleitos para um primeiro mandato

Mais de 55% dos presidentes eleitos para as 308 Câmaras Municipais vão cumprir agora o seu primeiro mandato à frente dos municípios, demonstrando uma grande renovação do poder local resultante das autárquicas de 12 de outubro.

Segundo os resultados oficiais das últimas autárquicas, 171 dos presidentes de Câmara eleitos vão cumprir agora o seu primeiro mandato, outros 90 foram eleitos para um segundo mandato e 47 vão cumprir o terceiro e último mandato que é permitido pela lei que limita a três os mandatos consecutivos permitidos à frente da mesma câmara municipal.

Dos autarcas eleitos para um primeiro mandato, 78 são do PSD ou de coligações encabeçadas por sociais-democratas, 62 socialistas, 11 da CDU, outros 11 de movimentos independentes, três do Chega, outros três do CDS-PP, um do JPP e outro do Nós, Cidadãos! (NC).

Foram eleitos para um primeiro mandato os presidentes das Câmaras de Aveiro (PSD/CDS-PP/PPM), Braga (PSD/CDS-PP/PPM), Beja (PSD/CDS-PP), Porto (PSD/IL/CDS-PP), Santarém (PSD/CDS-PP) e Funchal (PSD/CDS-PP).

O PS elegeu autarcas novos em Coimbra (PS/L/PAN), Bragança, Évora, Faro e Vila Real.

O socialista João Azevedo e a agora independente Maria das Dores Meira também foram eleitos para um novo ciclo autárquico em Viseu e em Setúbal, respetivamente, embora já tenham sido presidentes de Câmara noutros mandatos: João Azevedo já foi o presidente pelo PS em Mangualde, entre 2009 e 2019, e Dores Meira em Setúbal, entre 2006 e 2021, mas pela CDU.

Dos 171 presidentes eleitos para um primeiro mandato, há 35 que, apesar de terem sido eleitos pela primeira vez, já eram presidentes das respetivas Câmaras por substituição, após renúncia ao mandato pelo presidente eleito em 2021.

Para um segundo mandato foram eleitos 90 presidentes de Câmaras, dos quais 42 do PS, 39 do PSD, seis de grupos de cidadãos independentes, dois do CDS-PP e um com o apoio do Nós, Cidadãos!

Estão no segundo mandato os presidentes das Câmaras de Lisboa (PSD/CDS-PP/IL), Portalegre (PSD/CDS-PP) e Ponta Delgada (PSD).

Também no segundo mandato estão os autarcas eleitos em Castelo Branco, Leiria e Viana do Castelo, todos do PS, além do autarca da Guarda, pela coligação NC/PPM.

No terceiro e último mandato consecutivo no mesmo município estão os presidentes de 47 Câmaras.

Destes, 19 são do PSD, 24 do PS, dois de grupos independentes, um do CDS-PP e outro da CDU.

Nas eleições autárquicas, realizadas em 12 de outubro, o PSD venceu em 136 câmaras municipais, contra as 128 ganhas pelo PS, invertendo os resultados de 2021, quando os socialistas conquistaram 149 destas autarquias e os sociais-democratas 114.

O PSD assegurou ainda a presidência dos cinco municípios mais populosos do país, incluindo Lisboa e o Porto.

Os resultados marcam uma inversão na liderança autárquica nacional, com o PSD a ultrapassar o PS no número de câmaras conquistadas, o que permitirá aos sociais-democratas presidir à Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

Fonte: Lusa | Foto: HA

Política: Procedimentos para instalação de órgãos autárquicos

Política: Procedimentos para instalação de órgãos autárquicos

A Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) promoveu a 20 de outubro, um ‘webinar’ para clarificar os procedimentos legais na instalação dos novos órgãos autárquicos eleitos em 12 de outubro, que espera ver alterados com a revisão da lei eleitoral autárquica.

“A maior parte das pessoas desconhecem em absoluto aquilo que são os seus direitos, os seus deveres e as funções que lhes são acometidas”, disse o presidente da ANAM, Albino Almeida (PS), a propósito de sessão de esclarecimento aos autarcas.

O webinar “Processo de Instalação dos Órgãos Autárquicos”, promovido através do Centro de Valorização dos Eleitos Locais (CVEL) da ANAM, pretendeu clarificar os procedimentos legais, prazos e formalidades que envolvem este processo.

A iniciativa, segundo o também presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia, pretendeu “contribuir para uma transição de mandatos transparente, eficiente e em conformidade com a lei” e contou com a participação do advogado Luís Filipe Mota Almeida, de Cláudia S. Costa (professora da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo do Instituto Politécnico de Bragança) e da especialista em Administração Pública Tânia Maia.

A sessão realizou-se numa altura em que, segundo Albino Almeida, um dos principais desafios que se colocam às assembleias municipais é precisamente a revisão da Lei Eleitoral Autárquica, na expectativa de “entrar em 2029 com um novo modelo de poder local”.

A ANAM defende que a eleição direta dos executivos camarários através das listas para as assembleias municipais, visando “a clareza e transparência do sistema”, disse Albino Almeida considerando que o modelo atual “é desvirtuado” já que, “vota-se, por exemplo, para vereadores que podem ficar sem pelouro os quatro anos que lá estão”.

Se um presidente precisar de substituir um vereador “tem de ir ao que está imediatamente na lista e não pode escolher em função da necessidade”, exemplificou o presidente da ANAM, relativamente a “um conjunto de matérias que importa clarificar”.

A lei, que “foi feita há 50 anos”, precisa de ser “reajustada à realidade”, defendeu o autarca, aludindo, por exemplo, ao aumento do número de grupos parlamentares, sobretudo nos concelhos de maior dimensão, onde “os tempos legais para intervenções no período de antes da ordem do dia e outros não se coadunam com dar a possibilidade de intervenção a cada partido”.

São situações que, após as eleições de 12 de outubro, em que em vários municípios os executivos contam com mais partidos representados, vão obrigar “a várias geometrias variáveis”.

O presidente da ANAM afirmou ainda existir, por parte do Governo e do Partido Socialista, “grande recetividade” à proposta da associação, que espera que o novo modelo para o poder local entre em vigor em 2029.

A ANAM congrega 213 das 308 assembleias municipais do país e elege os novos órgãos sociais em 22 de fevereiro de 2026.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Sinistralidade: Mortes nas estradas recuam 3% na Europa

Sinistralidade: Mortes nas estradas recuam 3% na Europa

Em 2024, houve menos mortes nas estradas da União Europeia (UE), tendo falecido 19.800 pessoas, com a Suécia a apresentar o menor número (20 mortes por milhão de habitantes) e a Roménia o mais preocupante (77 mortes por milhão de pessoas).

Em comunicado, o executivo comunitário destaca que apesar de haver menos 600 mortes em acidentes rodoviários entre 2023 e 2024, “o ritmo global de melhoria continua a ser demasiado lento e a maioria dos Estados-membros não está no bom caminho para cumprir o objetivo da UE de reduzir para metade as mortes na estrada até 2030”.

Entre os países da UE, a Suécia tem o menor número de mortes nas estradas (20 por milhão de habitantes) e a Roménia tem as rodovias menos seguras (77 mortes por milhão), com Portugal no 22.º lugar com 56.

Segundo dados divulgados pela Comissão Europeia, a média da UE é, segundo dados preliminares de 2024, de 44 mortos em acidentes rodoviários por cada milhão de habitantes, face a 46 registados em 2023.

Na comparação com 2019, a redução da taxa de mortes na estrada recuou 13% na UE.

As estatísticas, refere o comunicado, mostram que “países como a Grécia, República Checa, Estónia, Polónia, Portugal, Roménia e Eslováquia mostram sinais positivos com a redução do número de mortes”.

Portugal registou uma redução anual de 1%, de 61 para 60 mortes por milhão de habitantes e de 13% face a 2019.

“O facto de quase 20 mil pessoas terem perdido a vida em acidentes rodoviários no ano passado é inaceitável”, referiu, o comissário europeu para os Transportes Sustentáveis e Turismo, Apostolos Tzitzikostas.

“Temos de acelerar os esforços para melhorar a segurança rodoviária, especialmente para os utentes vulneráveis da estrada e em zonas de alto risco, como as estradas rurais. Cada morte é uma morte a mais”, referiu ainda.

Fonte: Lusa | Imagem: Comarca de Aliste

Mogadouro: Showcookings gastronómicos destacaram a qualidade dos produtos locais

Mogadouro: Showcookings gastronómicos destacaram a qualidade dos produtos locais

Nos dias 18 e 19 de outubro, os chefes de cozinha, Óscar Geadas e Luís Martins, ofereceram dois showcookings na feira dos Gorazes, em Mogadouro, com os propósitos de destacar a qualidade de produtos locais como o azeite, os cogumelos e o fumeiro e simultaneamente promover turisticamente o concelho e a região de Trás-os-Montes.

Ao longo dos cinco dias da feira Gorazes, a organização presentou o público que várias atividades desde os concertos musicais, passeios de automóveis clássicos e os showcookings gastronómicos, protagonizados pelos chefes de cozinha, Óscar Geadas e Luís Martins.

Na tarde de sábado, 18 de outubro, no pavilhão Origem Mogadouro, o chefe Óscar Geadas, distinguido com uma estrela Michelin fez uso de produtos locais como o azeite, o fumeiro (butelo, chouriça e salpicão) e os cogumelos (repolgas) para confecionar “milhos de enchidos com repolga grelhada”.

Questionado sobre o papel dos produtos endógenos e da gastronomia na dinamização turística de Trás-os-Montes, o conceituado cozinheiro, afirmou que que a produção agrícola, a pecuária e a gastronomia são importantes atrações da região.

“Em Trás-os-Montes, quer nos concelhos da terra fria transmontana, quer nos concelhos da terra quente existem produtos de excelente qualidade como são o fumeiro, os frutos secos como a amêndoa, a castanha, as carnes das raças autóctones, os legumes, o mel, etc. etc. Portanto, há que deixar de ter medo para investir e acreditar mais na nossa região”, exortou Óscar Geadas.

No Domingo, dia 19 de outubro, foi a vez do chef, Luís Martins, presentear o público presente no pavilhão Origem Mogadouro, com um showcooking, em que utilizou produtos locais como o azeite, cogumelos, a manteiga de amêndoa e vinho local.

“Confeccionei uns cuscos com pombo bravo, acompanhados de cogumelos. Em Trás-os-Montes, a caça é um dos produtos que eu gosto de trabalhar. Estou convencido de que a gastronomia é uma atividade muito atrativa em cada região e Trás-os-Montes deve aproveitar o seu saber para dinamizar o turismo e fixar mais pessoas”, disse.

Recorde-se que Luís Martins mudou-se de Lisboa para o concelho de Mogadouro, onde abriu recentemente o restaurante “Baraço”, na aldeia de Azinhoso.

“No concelho de Mogadouro destaco a qualidade de produtos como os vinhos, o queijo, os frutos secos, os produtos hortícolas, as carnes do porco bísaro, da vitela mirandesa, do cordeiro mirandês, entre outros produtos” – elencou.

Questionado sobre a profissão de cozinheiro, Luís Martins, disse que é uma atividade que nunca vai passar de moda, dado que a alimentação é essencial no dia-a-dia.

“Para ser um bom cozinheiro é preciso aprender, estudar, viajar, experimentar e trabalhar muito. Depois há que valorizar aqueles que trabalham connosco, em termos de vencimento, dado que esta profissão é muito exigente e desgastante. Contudo, quem trabalha na cozinha por paixão e gosto, não se cansa!”, disse.

No final dos Gorazes – Feira de Atividades Económicas e Turísticas do Nordeste Transmontano, o presidente do município de Mogadouro, António Pimentel, agradeceu a todos os intervenientes.

“Dou os parabéns a todos os expositores (produtores, artesãos e comerciantes) que participaram no certame e também aos milhares de pessoas que visitaram a feira dos Gorazes, em Mogadouro. Esta felicitação estende-se também a todas as pessoas e grupos que animaram o certame ao longo dos cinco dias. À organização do certame, liderada pela Associação Comercial e Industrial e Serviços de Mogadouro (ACISM), ao município e aos mogadourenses os meus parabéns por fazerem deste evento um exemplo de sucesso na região”, concluiu o autarca de Mogadouro.

HA

Mogadouro: 1.ª Largada de Caça nos Gorazes

Mogadouro: 1.ª Largada de Caça nos Gorazes

No decorrer da feira dos Gorazes, em Mogadouro, realizou-se no dia 18 de outubro, uma largada de caça, na aldeia de Saldanha, que contou com a participação de 60 caçadores, vindos de várias regiões do país, uma iniciativa que teve por finalidade promover a atividade cinegética no concelho e dar visibilidade ao certame.

Os Gorazes – Feira de Atividades Económicas e Turísticas do Nordeste Transmontano decorreram de 15 a 19 de outubro, na cidade de Mogadouro e a programação incluiu diversas atividades com destaque para a I Largada de Caça dos Gorazes.

O presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Mogadouro (ACISM), João Neves, indicou que esta atividade cinegética foi desenvolvida em parceria com a Associação de Caçadores de Sanhoane e Saldanha e teve por objetivo dinamizar o setor da caça no concelho de Mogadouro.

“Todos os anos, no decorrer da feira dos Gorazes organizamos uma montaria ao javali. No entanto, este ano e por causa do clima extremamente seco optámos por realizar uma largada de caça, com perdizes, patos e faisões. A vinda de caçadores de outros concelhos e regiões do país traz um importante retorno turístico e económico para o concelho de Mogadouro”, justificou o dirigente associativo.

Também como caçador, João Neves, mostrou-se satisfeito com a participação na atividade e adiantou que as largadas de caça poderão ter continuidade na feira dos Gorazes, em Mogadouro.

“No exercício da caça há três regras a cumprir: a primeira é a segurança ao usar armas de fogo. Depois vem a necessidade de assegurar a sobrevivência das espécies, para que possa haver caça. E finalmente, outra componente importante nesta atividade é o convívio e a confraternização entre os caçadores.”, disse.

Na aldeia de Saldanha, a largada de caça foi organizada pela Associação de Caçadores de Sanhoane e Saldanha. O presidente da associação, Tiago Moura, explicou que foram definidas 30 portas (com dois caçadores), tendo sido lançadas 700 aves, entre perdizes, patos e faisões.

“No total participaram 60 caçadores, do concelho de Mogadouro e de outras regiões do país, que conseguiram abater 500 aves. Na zona de caça de Sanhoane e Saldanha, ao longo do ano realizamos várias atividades como as sementeiras e a construção de charcas de água, para alimentar e preservar as espécies”, indicou.

De Tomar, o caçador Alfredo Esteves, veio acompanhado de quatro amigos, para participarem na largada de caça, inserida no programa da feira dos Gorazes.

“Sou caçador há cerca de 25 anos e gosto muito desta atividade, na qual os caçadores têm o dever de respeitar as regras e sobrevivência das espécies cinegéticas. A largada de caça, em Saldanha, foi muito bem organizada, desde o acolhimento, a logística e o almoço final”, disse o caçador.

Entre os caçadores, estava também a jovem Carolina, residente em Mogadouro, que revelou que adquiriu o gosto pela caça no ambiente familiar.

“O meu pai é caçador e ao acompanhá-lo comecei a gostar desta atividade. Já tinha participado noutras largadas de caça e esta em Saldanha, esteve muito bem organizada. Pessoalmente, sou uma apreciadora da caça à perdiz, ao javali e aos corços”, disse.

O octagenário, José Luís Bernardo, residente na aldeia de Saldanha, contou que começou a caçar com 15 anos e elogiou a largada de caça na sua aldeia.

“A minha caça predileta eram as perdizes, mas com a minha idade de 84 anos, já não tenho preparação física que andar atrás das perdizes. Por isso, atualmente dedico-me à caça/espera dos javalis e à participação nas largadas de caça. A caça dá origem a pratos gastonómicos muito saborosos“, referiu.

No final da I Largada de Caça, as aves capturadas foram distribuídas pelos caçadores participantes. A iniciativa encerrou com um almoço convívio, no restaurante da comissão de festas em Honra de Nossa Senhora do Caminho, instalado no Parque de Feiras e Exposições, em Mogadouro.

HA









Ambiente: Campanha de sensibilização “Vamos lixar o lixo”

Ambiente: Campanha de sensibilização “Vamos lixar o lixo”

A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, presidiu à cerimónia de assinatura do contrato da maior campanha nacional de comunicação, sensibilização e informação na área dos resíduos, promovida e coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), uma iniciativa que visa resolver o problema da reciclagem dos resíduos.

A sessão contou com a presença das agências vencedoras do concurso público, responsáveis pela criação e implementação da nova campanha. O projeto foi adjudicado por cerca de 5,3 milhões de euros e pretende atingir cerca de 7,4 milhões de portugueses de todas as idades, classes sociais e origens.

Sob o mote “Vamos lixar o lixo”, a iniciativa pretende mobilizar milhões de cidadãos em todo o país e promover uma mudança efetiva nos comportamentos de consumo e gestão de resíduos. De acordo com a APA, o conceito foi desenvolvido “com o objetivo de sensibilizar os portugueses para a urgência de enfrentar o excesso de produção de resíduos e melhorar os processos de reciclagem”.

A campanha, de âmbito nacional, será divulgada em vários meios – televisão, rádio, imprensa, publicidade digital e exterior – com especial atenção aos canais regionais e locais, procurando alcançar diferentes públicos e realidades do território, incluindo ações nas escolas e presença ativa nas redes sociais.

Com esta ação, o Ministério do Ambiente e Energia e a APA pretendem reforçar o compromisso de Portugal com as metas europeias de sustentabilidade e gestão de resíduos definidas para 2030.

“Não queremos mais uma campanha que se limite a dizer às pessoas que têm de fazer diferente. É preciso explicar como fazer e o impacto que esse esforço individual poderá ter na causa da sustentabilidade ambiental, na promoção da economia circular e na valorização de muito daquilo que simplesmente deitamos fora”, afirmou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, durante a apresentação da iniciativa.

Os resíduos são, segundo a ministra, “um dos maiores desafios” que Portugal enfrenta ao nível da sustentabilidade ambiental.

“Se somos exemplo pela positiva em muitos indicadores, neste caso concreto estamos claramente aquém da média dos países com os quais nos comparamos, e ainda mais distantes dos compromissos que assumimos na União Europeia”, disse Maria da Graça Carvalho.

“Enviamos para aterro ou coincineração, sem qualquer tratamento, perto de dois terços dos resíduos que produzimos, com a agravante de estarmos a produzir mais resíduos e de estarmos perto do limite da capacidade instalada em aterro”, sublinhou.

Com o objetivo de envolver todos os cidadãos, a nova campanha vai estar presente nos tradicionais meios de comunicação, televisão, rádio e jornais, mas também nas redes sociais e nas escolas.

A ação, após realização de concurso público, foi adjudicada por cerca de 5,3 milhões de euros.

Fontes: Lusa e Água & Ambiente

Olivicultura: Campanha olivícola prevê uma menor produção de azeite em Portugal

Olivicultura: Campanha olivícola prevê uma menor produção de azeite em Portugal

Na campanha olivícola deste ano, que se iniciou neste mês de outubro, a produção de azeite em Portugal deverá rondar as 160 mil a 170 mil toneladas, o que significa “uma ligeira quebra” face ao ano passado, segundo uma previsão da maior associação nacional do setor, a Olivum.

Em comunicado, a Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, com sede em Beja, indicou que a sua previsão, neste início da campanha oleícola 2025/2026, “apontam que a produção nacional de azeite deverá situar-se entre as 160 mil e 170 mil toneladas”.

Trata-se de um “valor próximo ao registado na campanha anterior”, disse a associação, que representa mais de 53 mil hectares de olival no país, 21 lagares e cerca de 70% da produção nacional de azeite.

Na campanha anterior, as estimativas da Olivum, em outubro, eram de que a produção nacional se situasse “entre 170 mil e 180 mil” toneladas de azeite. Em janeiro deste ano, a respetiva diretora executiva, Susana Sassetti, precisou à agência Lusa que o país iria produzir à volta de 170 mil toneladas.

No comunicado, a organização indicou ainda que os seus lagares associados esperam receber “cerca de 850 milhões de quilos de azeitona, que deverão originar aproximadamente 115 mil toneladas de azeite”, um volume que “indica valores na linha da última campanha, possivelmente com uma ligeira redução”.

“Face ao peso que os nossos associados têm no setor, prevemos para a presente campanha uma ligeira quebra na produção nacional”, destacou a diretora executiva da Olivum.

Segundo Susana Sassetti, ainda que este seja um “ano de safra e com novas plantações a entrarem em produção, os efeitos das condições climáticas adversas e fenómenos extremos poderão voltar a afetar os rendimentos, tal como aconteceu no ano passado”.

Mas a dirigente relatou que a campanha de apanha da azeitona “arrancou no início deste mês e já há lagares a começarem a transformação”, manifestou otimismo por parte da associação.

“Mantemos a certeza quanto à qualidade do azeite português e acreditamos que a produção continuará a crescer nos próximos anos, fruto da entrada em produção de novos olivais”, afirmou, sublinhando que “Portugal mantém, assim, a sua posição entre os maiores produtores mundiais”.

A Olivum disse ainda estar “fortemente empenhada em acompanhar e promover soluções que ajudem a mitigar os efeitos das alterações climáticas e fenómenos extremos” e apontou 2025, como um ano com “um significado especial”.

É este ano, lembrou a associação, que vai ser feito o lançamento da certificação no Programa de Sustentabilidade do Azeite, “que permitirá em breve a chegada ao mercado do primeiro azeite certificado com selo de sustentabilidade”, pode ler-se.

À Lusa, Susana Sassetti não quis ‘levantar o véu’ sobre a certificação deste primeiro azeite com ‘selo’ de sustentabilidade, mas revelou que, “provavelmente, será lançado em novembro”.

Fonte: Lusa | Fotos: HA e Flickr