Águas Vivas: Confecção dos roscos para a festa de Nossa Senhora das Candeias

Águas Vivas: Confecção dos roscos para a festa de Nossa Senhora das Candeias

A população da aldeia de Águas Vivas, no concelho de Miranda do Douro, inicia a 10 de fevereiro, a confeção dos roscos para ornamentar os ramos, uma tradição da festa em honra de Nossa Senhora das Candeias, que se celebra no sábado, dia 14 de fevereiro, com a missa solene seguida da procissão.

Em Águas Vivas, os preparativos para a festa começaram no passado dia 31 de janeiro, com a apanha das xaras (estevas), que são utilizadas para acender e aquecer os fornos da aldeia.

De 10 a 12 de fevereiro, a comunidade de Águas Vivas dedica-se à confecção dos roscos, os biscoitos tradicionais muito apreciados pelo público e que são um dos destaques desta festividade de inverno.

Depois das tarefas de amassar e cozer os roscos, na quinta-feira, dia 12 de fevereiro, realiza-se a montagem dos ramos (pequenos andores de madeira) ornamentados com os roscos, para o leilão que se realiza após a missa solene.

A festa propriamente dita começa na sexta-feira, 13 de fevereiro, com um arraial musical e o tradicional convívio dos “Perneiros”, os mordomos que vão transportar o andor de Nossa Senhora das Candeias.

No sábado, 14 de fevereiro, a festa em honra de Nossa Senhora das Candeias tem como principais momentos a celebração da missa solene, seguida da procissão e ao serão, o arraial, que este ano tem como destaque o concerto de “Cláudia Martins & Minhotos Marotos”.

Em Águas Vivas, a tradição da confecção dos roscos e a ornamentação dos ramos, na festa em honra de Nossa Senhora da Candeias está representada num monumento em granito, na principal rua da localidade.

Na Terra de Miranda, o ritual de oferenda dos roscos (tradicionalmente feitos com farinha, ovos, açúcar e aguardente ou aniz) existe em várias localidades e a sua origem está relacionada com o ciclo agrícola.

“Os roscos são ofertas a Deus, sendo mesmo benzidos pelos sacerdotes no decorrer da eucaristia. Os roscos são feitos com farinha de trigo e por isso simbolizam o pão, considerado um alimento essencial e garante da sobrevivência. As comunidades ao ornamentarem o andor com os roscos ou o pão, estão a agradecer a Deus pela colheita e a pedir a sua intercessão para o novo ano agrícola, que vai começar com a chegada da primavera”, explicou o etnógrafo, Mário Correia.

HA

Futebol: Jovens mirandeses são campeões distritais Sub-16 pelo Mãe d’Água

Futebol: Jovens mirandeses são campeões distritais Sub-16 pelo Mãe d’Água

A equipa sub-16 do Futebol Clube da Mãe d´Água, em Bragança, com os jovens mirandeses, Dinis Garcia e Rodrigo Ventura, sagraram-se campeões distritais, ao vencer no passado Domingo, dia 8 de fevereiro, a equipa de ADSP Vale do Conde por 0-1, concluindo assim a competição só com vitórias.

Segundo a Associação de Futebol de Bragança (AFB), os tricolores somaram 12 vitórias em outras tantas jornadas realizadas e destacaram-se ainda no capítulo dos golos com a melhor defesa, apenas um golo sofrido e o melhor ataque, com 81 golos marcados.

A equipa sub-16 do Futebol Clube da Mãe d´Água integra dois jovens naturais de Miranda do Douro, Dinis Garcia e Rodrigo Ventura.

Depois do campeonato, o FC Mãe d´Água pretende alcançar a dobradinha, com a conquista da Taça Distrital Sub-16. Nesta competição, a formação comandada pelo treinador, José Alves, integra o grupo A da fase de grupos e no próximo dia 16 de março defronta a ADSP Vale do Conde.

Fonte: AFB



Economia: Preços dos CTT aumentaram 6,20%

Economia: Preços dos CTT aumentaram 6,20%

Os preços dos CTT aumentaram em média 6,20% e a Associação Portuguesa de Imprensa defende a intervenção do Governo e da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) devido ao impacto económico no setor.

A atualização dos preços dos serviços postais dos CTT entrou em vigor a 3 de fevereiro, abrangendo quer o Serviço Postal Universal, quer os restantes serviços postais, incluindo serviços complementares e de correio publicitário.

Por exemplo, o serviço de correio normal nacional com peso até 20 gramas vai ter um aumento de quatro cêntimos, no âmbito do serviço universal postal.

A Associação Portuguesa de Imprensa considera que a atualização tarifária dos CTT “volta a penalizar a imprensa em papel, com aumentos superiores à inflação, contrariando compromissos públicos de defesa do jornal impresso”.

De acordo com a informação transmitida pelos CTT, “esta atualização decorre do Convénio de Preços para o triénio 2026-2028, celebrado entre a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), a Direção-Geral do Consumidor e os CTT, e assenta na necessidade de mitigar os efeitos da inflação e da queda continuada do tráfego postal”, refere a associação.

“No que respeita ao Correio Editorial, os CTT indicam aumentos de 5,5% para jornais e publicações periódicas de âmbito nacional e de 5,7% para envios internacionais, valores que, apesar de inferiores à média global do cabaz, representam um agravamento significativo dos custos de distribuição da imprensa em papel”, referiu a Associação Portuguesa de Impresa, na semana passada.

Para a associação, “esta atualização tarifária é particularmente preocupante no atual contexto do setor”.

Aliás, “nos últimos anos, os preços postais praticados pelos CTT têm registado aumentos sucessivos que, de forma consistente, superam a taxa de inflação registada em Portugal no mesmo período, agravando estruturalmente os encargos das empresas de comunicação social”.

“Sem prejuízo do reconhecimento da importância do programa promocional Pack Editorial e do apoio concedido no âmbito do Acordo Editorial”, a associação “entende que estas medidas não compensam o impacto acumulado das sucessivas atualizações dos preços postais”.

Perante isto, a Associação Portuguesa de Imprensa vai expor esta situação junto do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, bem como junto da Anacom, “defendendo a necessidade de uma abordagem regulatória e política que assegure condições efetivas para a sobrevivência e continuidade da imprensa em papel em Portugal”.

Fonte: Lusa

Banca: Santander Totta encerrou 50 balcões

Banca: Santander Totta encerrou 50 balcões

Em 2025, o Santander Totta encerrou 50 balcões, tendo no final do ano passado uma rede de 278 agências, segundo a informação divulgada pelo banco.

Segundo as contas de 2025, apresentadas em conferência de imprensa, em Lisboa, o banco tinha no final do ano passado 278 agências em Portugal, menos 50 do que as 328, de final de 2024.

Fonte oficial disse que o Santander Totta iniciou no ano passado “um processo de otimização da rede de balcões e da melhoria do serviço ao cliente” e que “Portugal continua a ter mais balcões por habitante do que a média europeia” e que em algumas zonas urbanas há vários muito próximos entre si.

O banco afirmou que o “objetivo não é reduzir, mas reforçar” e que a concentração de equipas em balcões de maior dimensão permite atender melhor os clientes. Acrescentou ainda que esta estratégia não visa cortar custos, mas tornar o Santander Totta mais moderno.

Quanto a trabalhadores, no final de 2025, o Santander Totta tinha 4.666 funcionários, mais 56 em termos líquidos do que no final rdo ano anterior.

Sobre as negociações salariais que decorrem – os sindicatos da UGT pedem aumentos de 4,1% e os bancos propõem 2% – o presidente executivo do Santander Totta disse apenas que a discussão continua e que alguns bancos vão já processar esse aumento em fevereiro.

Os sindicatos da UGT rejeitaram esta quarta-feira a proposta de aumentos salariais da banca de 2% e afirmaram que vão rejeitar todas as propostas que não reflitam a realidade económica do setor, bem como o justo valor do trabalho “de quem criou e continua a sustentar estas instituições”.

Os sindicatos dizem ser ainda mais incompreensível a intransigência da banca, quando as instituições continuam a apresentar milhões de euros de lucro.

“Publicamente, as administrações apregoam que os trabalhadores são fundamentais para os resultados excecionais alcançados. Na prática, o reconhecimento traduz-se numa proposta que é, sem rodeios, uma vergonha”, insistiram MAIS – Sindicato do Setor Financeiro, SBN – Sindicato dos Bancários do Norte e SBC – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias em comunicado.

O Santander Totta divulgou que teve lucros de 963,8 milhões de euros em 2025, mais 0,5% do que em 2024.

Fonte: Lusa | Fotos: HA



Sociedade: Abono de família aumenta 2,2%

Sociedade: Abono de família aumenta 2,2%

O valor do abono de família para crianças e jovens é atualizado em 2,2%, com retroativos a janeiro, o que representa um aumento de 4,11 euros mensais para o escalão mais baixo de rendimentos.

De acordo com a portaria publicada em Diário da República, o valor das prestações familiares é aumentado em 2,2%, equivalente “à variação média dos últimos 12 meses do índice de preços no consumidor (IPC), sem habitação, por referência ao mês de dezembro de 2025”.

A atualização abrange não só o abono de família para crianças e jovens, mas também o abono de família pré-natal e o subsídio de funeral, sendo também atualizados os valores da bonificação por deficiência, do subsídio por assistência de terceira pessoa e as majorações em função de situações de monoparentalidade e os valores para as famílias mais numerosas.

No caso do abono de família, o valor pago às famílias no primeiro escalão de rendimentos, que são as famílias com os rendimentos mais baixos, aumenta 4,11 euros, passando de 186,87 euros para 190,98 euros mensais, no caso das crianças com idade igual ou inferior a três anos.

Para as crianças com mais de três anos, o montante pago às famílias do primeiro escalão aumenta 1,62 euros, subindo de 73,51 euros por mês para 75,13 euros.

O valor do abono de família pré-natal, também no caso do primeiro escalão de rendimentos, aumenta igualmente 4,11 euros, subindo de 186,87 euros para 190,98 euros mensais.

“O montante do subsídio de funeral (…) é de 268,57 euros e corresponde a 50 % do indexante dos apoios sociais (IAS)”, lê-se na portaria.

Relativamente às prestações por deficiência e dependência, o montante da bonificação por deficiência passa para 74,19 euros para crianças e jovens até aos 14 anos, para 108,06 euros para jovens com mais de 14 anos e para 144,63 euros no caso de jovens entre os 18 e os 24 anos.

O subsídio por assistência de terceira pessoa aumenta 2,78 euros para 128,24 euros mensais.

Estas atualizações entraram em vigor a 6 de fevereiro, mas têm retroativos a partir de janeiro de 2026.

Fonte: Lusa | Imagem: Segurança Social

Meteorologia: Chuva forte e persistente na terça e quarta-feira 

Meteorologia: Chuva forte e persistente na terça e quarta-feira

O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afetado por chuva forte e persistente, na terça e na quarta-feira (10 e 11 de fevereiro), devido a uma massa de ar com características tropicais, segundo a meteorologista Ângela Lourenço.

“O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afetado por uma corrente perturbada de oeste, o que significa que vamos ter já a partir de hoje a influência de uma massa de ar com características tropicais, com elevado conteúdo em agua. É uma massa de ar muito húmido que vai trazer precipitação persistente, pelo menos na primeira parte da semana, pelo menos até dia 11 [quarta-feira]”, adiantou.

Segundo a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), na terça e na quarta-feira, Portugal continental vai assim ter alguns episódios de precipitação mais intensa e de forma mais contínua.

“Para dia 10 [terça-feira] já foram emitidos avisos de precipitação de nível laranja para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu. Espera-se que haja aqui um período mais crítico, em que os valores acumulados de precipitação sejam significativos e dai o nível laranja de precipitação”, indicou.

De acordo com Ângela Lourenço, na terça-feira, dai 10 de fevereiro, prevê-se que a chuva seja mais fraca no Baixo Alentejo e Algarve.

“Estes episódios com precipitação mais intensa, em particular o dia 11 [quarta-feira], poderão será acompanhados com vento. Não se espera que dia 10 [terça-feira] tenha um vento muito forte, mas em todo o caso estas situações trazem sempre rajadas mais fortes nas terras altas”, disse.

Ângela Lourenço adiantou que a partir de quinta-feira, 12 de fevereiro, está previsto um ligeiro desagravamento.

“Mas em todo o caso vai continuar sempre a ocorrer precipitação e o vento a soprar com alguma intensidade. No fim de semana é possível que haja aqui talvez o abrandamento da ocorrência da precipitação. O deslocamento do anticiclone mais para norte vai permitir que nós não sejamos tão afetados por estas ondulações frontais e massas de ar com elevados conteúdos em agua”, disse, sublinhando que ainda há um grau de confiança baixo para este cenário.

No que diz respeito às temperaturas, segundo Ângela Lourenço, vão estar acima do normal para a época do ano, para o mês de fevereiro.

“Exatamente por predominar esta massa de ar tropical, com características tropicais, as temperaturas têm tendência para subir. Estamos a falar de mínimas junto a Lisboa da ordem dos 14/15 e máximas de 17/18 graus. No interior, zonas mais frias, prevê-se para a Serra da Estrela mínimas entre 04 e 06 graus e máximas de 09/12”, referiu.

A partir de quinta-feira, 12 de fevereiro, segundo a meteorologista do IPMA, está prevista uma significativa descida das temperaturas.

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

 

Política: Seguro eleito Presidente da República com mais de três milhões dos votos

Política: Seguro eleito Presidente da República com mais de três milhões dos votos

Na segunda volta das eleições presidenciais, António José Seguro foi o candidato mais votado, tendo recebido 3.482.481 votos e no distrito de Bragança, o novo presidente da República obteve 60,85% dos votos, segundo os dados do Ministério da Administração Interna.

Na segunda volta das eleições presidenciais, António José Seguro, recebeu quase 3,5 milhões de votos, o que corresponde ao maior número de eleitores de sempre a escolher um candidato numa eleição presidencial em Portugal.

O candidato derrotado, André Ventura obteve 39,15%, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral.

No distrito de Bragança, António José Seguro obteve 36.199 votos (60,85%), enquanto André Ventura recebeu a confiança de 23.290 eleitores (39,15%).

Fonte: Lusa | Imagens: SIGMAI

Ser sal e luz!

V Domingo do Tempo Comum – Ano A

Ser sal e luz!

Is 58, 7-10 / Slm 111 (112), 4-5.6-7. 8a.9 / 1 Cor 2, 1-5 / Mt 5, 13-16

Em São Mateus, Jesus diz aos seus discípulos: «vós sois o sal da terra», «vós sois a luz do mundo». Temos, aqui, um presente do indicativo («sois») que, na verdade, vale como imperativo: somos sal e luz porque temos a obrigação de o ser. Vê-se também que os substantivos “sal” e “luz” estão precedidos dos artigos definidos “o” e “a”. Quer dizer que haverá sais e luzes que não importam, mas este sal e esta luz são importantes; ou então que, havendo outros sais e outras luzes que tenham interesse, este sal e esta luz devem estar em primeiro lugar.

O sal é usado no tempero da comida. “Sal”, em sentido figurado, pode significar “graça”, “espírito”. Quer dizer que, sem sal nenhum, a comida perde graça.

Por sua vez, a luz tem como função iluminar. “Luz”, em sentido figurado, pode significar “verdade”, “guia”, “orientação”. Quer dizer que, se falta luz, não se percebe a realidade, não se vê o caminho. Portanto, Jesus, ao dizer que os seus discípulos têm de ser sal, está a exortar-nos a dar sabor, a comunicar encanto à vida das pessoas. E ao dizer que é preciso ser luz, está a mandar-nos contribuir para que as pessoas possam conduzir-se na vida.

Note-se que nós não seremos sal nem luz por nós mesmos. Sê-lo-emos pela riqueza do Evangelho que trazemos connosco. Este é que é o sal e a luz que nos permite ser sal e luz.

Assim, antes de salgarmos os outros, temos nós de ser salgados. Antes de iluminarmos os outros, devemos nós ser iluminados. Estaremos em condições de salgar e iluminar a vida das pessoas com o Evangelho, se primeiro tratarmos de ser nós mesmos salgados e iluminados por ele. É que há o perigo de o sal «perder força» e de a luz deixar de brilhar no «candelabro». Significa que o Evangelho, de que nos dizemos portadores, deixa de transparecer nos atos da nossa vida.

Efetivamente, lê-se em Isaías: «reparte o pão», «dá pousada», «leva roupa a», «não voltes as costas». E depois em São Mateus: «para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». Convém notar até que o Evangelho, ao transparecer na nossa vida, não terá impacto apenas nas outras pessoas. Acabará por nos regenerar a nós mesmos: «as tuas feridas não tardarão a sarar» (Isaías).

São Paulo (1.ª Coríntios) deixa claro que o sal e a luz, que de nós passam para outros, têm a sua origem em Deus e não em nós mesmos. Diz: «apresentei-me diante de vós cheio de fraqueza e de temor». Continua: «a minha palavra e a minha pregação não se basearam na linguagem convincente da sabedoria humana, mas na poderosa manifestação do Espírito Santo».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Fumeiro: Jovens investem na tradição

Fumeiro: Jovens investem na tradição

Os jovens, Hugo Santos e Catarina Adoniz decidiram produzir fumeiro à moda antiga e participar na 46ª Feira do Fumeiro de Vinhais, um certame que decorre nesta vila transmontana, de 5 a 8 de fevereiro. 

Hugo Santos tem apenas 22 anos, mas é caso para dizer que a idade é só um número, uma vez que nasceu e foi criado em matanças de porcos e confeção de fumeiro.

Uma tradição de família, que se tornou numa paixão, um sentimento que se mantém até aos dias de hoje, porque já diz o ditado “quando se nasce com a vontade, nunca se perde”.

“A minha mãe e o meu pai sempre mataram porcos e eu sempre gostei da matança, era um dia diferente, era um dia que se juntava muita gente. Então decidi começar nisto”, disse, à Lusa, o jovem agricultor do distrito de Bragança.

Mas foi para seguir as pisadas do avô que Hugo decidiu vender fumeiro na Feira do Fumeiro de Vinhais. Pela primeira vez, ocupa o lugar do avô, que já não tem idade para o fazer.

O certame é apenas o culminar do cuidado e engorda de seis porcos bísaros. Um trabalho que faz com a ajuda da mãe, já que nos tempos livres, além de trabalhar a terra e tratar dos animais, também toca concertina.

E foi com a mãe que aprendeu a fazer “bom fumeiro”. Além dos temperos, o jovem considera que o segredo está na maneira como é feito, com “carinho” e “vontade”. “Se fizermos isto sem vontade e às três pancadas, o fumeiro nunca vai sair bom”, afirmou.

Natural de Quirás de Lomba, onde ainda vive nos dias de hoje, Hugo Santos teme que a tradição da matança do porco e da produção de fumeiro se perca. Chegam os dedos de uma mão para contar os jovens que ainda vivem nesta aldeia e os idosos, “por muito que gostem de fazer isto, já não têm possibilidade”.

“Dizem que o nosso concelho é envelhecido, mas é com eles que aprendemos muita coisa”, vincou.

No que depender de si, Hugo não deixará que este saber se perca. O seu objetivo é aumentar a produção de porcos, “mas nunca diminuir”.

Uma produção de apenas três animais, que desde o Verão tem vindo a crescer, graças ao amor que ganhou por um “porquinho”, que o impediu de o matar, deixando-o para criação.

Para a Feira do Fumeiro matou seis e, neste momento, está já a criar cinco porcos bísaros, para vender fumeiro ao longo de todo ano.

O agricultor admite que “requer muito trabalho e muito esforço” e é isso que afasta os jovens desta área.

Exceto Catarina Adoniz, que também quis seguir as pisadas da avó e da mãe. Com 29 anos, também decidiu fazer fumeiro para vender.

Em casa sempre foram criados porcos, dos quais faziam enchidos, mas sempre para consumo próprio.

No entanto, a jovem decidiu arriscar e participar, pela primeira vez, na Feira do Fumeiro. Apaixonou-se pela confeção manual e, por isso, as únicas máquinas que usa são os seus braços e os da mãe, que dão uma ajuda que admite ser preciosa. “É um bocado trabalhoso. São precisos vários braços”, afirmou.

Para si, um bom fumeiro está na forma de encher, no tempero, que fica na carne durante “três dias”, e ainda na secagem, o processo final, antes de poder ser consumido.

Catarina Adoniz trabalha numa empresa em Bragança, que nada tem a ver com a confeção tradicional de fumeiro. À Lusa, contou que decidiu avançar com a produção, porque cresceu a fazer fumeiro e gosta de criar animais, sendo assim uma forma de continuar a fazer algo que gosta.

Para já, a venda será apenas no certame, mas o sonho comanda a vida e a jovem está já encaminhada. “Ainda não tenho capacidade para produção no ano inteiro, mas é uma coisa que está na minha cabeça, vamos ver como é que corre. É uma possibilidade”, disse.

A Feira do Fumeiro decorre de 5 a 8 de fevereiro, na vila transmontana de Vinhais. Este ano, o certame conta com a participação de mais dois jovens produtores do concelho, Hugo Santos e Catarina Adoniz, num total de 70 expositores de enchidos.

Fonte: Lusa | Imagens: Município de Vinhais

Solidariedade: Cáritas distribuiu 35 toneladas de alimentos e produtos de higiene

Solidariedade: Cáritas distribuiu 35 toneladas de alimentos e produtos de higiene

A Cáritas Diocesana de Leiria distribuiu 35 toneladas de alimentos e produtos de higiene, apoiando diretamente 293 famílias, tendo angariado mais de um milhão de euros, para ajudar as vítimas da tempestade que atingiu a região centro de Portugal.

“Até às 16h00 de hoje (5/02/2026), o Fundo de Emergência Social Diocesano conseguiu angariar 1.084.313,18 €, refletindo uma mobilização solidária de grande dimensão por parte da sociedade portuguesa”, indica em comunicado a Cáritas Diocesana de Leiria.

A organização refere que, na resposta às vítimas da tempestade Kristin, que se abateu na região na madrugada do dia 28 de janeiro, distribuiu cabazes de alimentação e bens essenciais para a instalação de 293 famílias.

Para além de distribuir alimentos e produtos de higiene, as equipas técnicas da Cáritas visitaram as aldeias em redor da cidade para realizar um levantamento e “encontram-se a sistematizar toda a informação recolhida, de forma rigorosa, com o objetivo de, já amanhã, dar resposta a parte das necessidades identificadas junto das populações afetadas”.

“Foram realizadas visitas e acompanhamentos diretos a 196 famílias, nos diversos concelhos da Diocese de Leiria-Fátima”, acrescenta o comunicado.

Segundo a Caritas, a intervenção tem sido marcada por um cuidado permanente com as pessoas, garantindo acompanhamento próximo e avaliação contínua das situações. a 5 de fevereiro, estiveram no terreno 19 técnicos e voluntários, num trabalho de proximidade, escuta e apoio direto às famílias.

A Cáritas Diocesana de Leiria “alerta para a situação particularmente vulnerável de migrantes residentes no território da Diocese de Leiria-Fátima, muitos dos quais vivem em habitações arrendadas, algumas em condições precárias e, em certos casos, sem contrato formal ou recibos, o que agrava a sua fragilidade social e dificulta o acesso a mecanismos de apoio e proteção”.

“Esta realidade é ainda mais preocupante num contexto de escassez de habitação a custo justo e acessível, que deixa muitas famílias — migrantes e não migrantes — sem alternativas seguras e dignas em situações de emergência como a que se vive atualmente”, acrescenta o comunicado, sublinhando que “esta emergência evidencia também a urgência de respostas estruturais e duradouras no acesso à habitação, garantindo condições de vida dignas para todos”.

“A Cáritas Diocesana de Leiria continuará a acompanhar a evolução da situação e a prestar informação atualizada através dos seus canais oficiais”, conclui o mais recente comunicado.

Doze pessoas morreram, na sequência do mau tempo provocado pela tempestade Kristin e Leonardo, que provocou a destruição total ou parcial de casas, cortes de energia, água e comunicações, além de outros danos materiais, com centenas de feridos e desalojados, também por causa das cheias.

O Governo português prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, em 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio *as famílias e empresas no valor de 2,5 mil milhões de euros.

Fundo de Emergência Social (Donativos Monetários)

As contribuições financeiras são canalizadas através do Fundo de Emergência Social, criado especificamente para apoiar a reconstrução das habitações e das vidas afetadas.

Como doar:

Doar via PinPay (Online)


MB WAY:

Opção 1: 961 483 691
Opção 2: Menu Ser Solidário > Escolher Cáritas Diocesana de Leiria

IBAN (CGD): PT50 0035 0393 00142459930 30

NOTA: Descritivo “Tempestade Kristin” em todas as transferências.

Mais informações: www.leiria-fatima.pt/caritas-kristin/

Fonte: Ecclesia | Imagens: Cáritas Diocesana de Leiria