Duas Igrejas: Curso bíblico despertou o interesse da comunidade paroquial

Duas Igrejas: Curso bíblico despertou o interesse da comunidade paroquial

A comunidade paroquial de Duas Igrejas participou no curso bíblico, ministrado pelo frades capuchinhos, nos dias 6, 7, 8 e 9 de janeiro, uma atividade que faz parte da visita pastoral do bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida, com o propósito de animar as comunidades à leitura assídua da Bíblia.

Na paróquia de Duas Igrejas, pertencente à Unidade Pastoral da Santíssima Trindade, o curso bíblico foi ministrado por três frades capuchinhos. De acordo com o formador, Frei Hermano Filipe, a Sagrada Escritura, isto é, a Bíblia é a principal fonte da revelação de Deus. Sobre a pertinência da formação bíblica nas comunidades rurais, o religioso indicou que toda a formação cristã visa ajudar os crentes a uma maior comunhão com Deus.

“O curso bíblico visa ajudar as pessoas a aproximarem-se de Deus, através da leitura da Bíblia. O ato de ler a Bíblia é um modo de oração”, começou por dizer o frade capuchinho.

Sobre o programa do curso bíblico, Frei Hermano Filipe, revelou que esta formação é uma introdução à Bíblia e ao longo das quatro sessões é feito um percurso histórico desde o Antigo até ao Novo Testamento.

“A Bíblia é o livro do povo de Deus e é um livro que nos ajuda a conhecer o Filho de Deus, Jesus Cristo. Com o Concílio Vaticano II, a Igreja Católica concluiu que a Bíblia não é um património exclusivo dos padres e religioso(a)s, mas deve estar ao alcance e compreensão de todos os cristãos”, disse.

Nesta peregrinação pela diocese para ministrar os cursos biblicos, os frades da ordem dos Franciscanos Capuchinhos indicaram que já visitaram mais de 30 comunidades. Neste contato com as comunidades, os sacerdotes revelaram que, apesar de alguma resistência e desconfiança inicial, os paroquianos acabam por se interessar e “gostar muito” da formação bíblica.

“Inicialmente, as pessoas olham para o curso bíblico com desconfiança porque têm a ideia de já são católicos, já participam na missa ao Domingo e não precisam de nenhuma formação. No entanto, as pessoas que decidem participar no curso acabam por gostar muito da oportunidade de conhecer melhor a Bíblia e há quem peça mesmo para voltarmos”, disse.

Dado a extensa geografia da diocese de Bragança-Miranda e a dispersão das comunidades é impossível aos frades capuchinhos ministrar cursos bíblicos em todas as paróquias. Ainda assim, por indicação dos párocos das várias unidades pastorais, os sacerdotes procuram estar com as comunidades mais populosas, como foi o caso da Unidade Pastoral da Santíssima Trindade, que compreende as paróquias de Sendim, Palaçoulo e Duas Igrejas.

Após a conclusão do curso bíblico, os frades capuchinhos convidam as comunidades a alicerçarem as atividades paroquiais, na leitura assídua da Bíblia.

HA

Habitação: Redução do IVA na construção

Habitação: Redução do IVA na construção

A Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) congratulou-se com a aprovação das medidas fiscais e regulatórias sobre habitação, mas avisou que importa reduzir rapidamente o IVA da construção para 6%, de modo a não excluir projetos.

“É um passo que pode ser histórico para o país mas, para o ser, em relação à redução do IVA, é fundamental finalizar o diploma de modo a não excluir a generalidade dos projetos atualmente em desenvolvimento, o que iria gerar resultados manifestamente contrários aos objetivos de política pública prosseguidos pelo Governo e pela Assembleia da República”, salientou Manuel Maria Gonçalves, presidente executivo (CEO) da APPII, em comunicado.

A redução do IVA de 23% para 6% nas empreitadas de construção e reabilitação habitacional, destinadas a venda ou arrendamento, é uma medida há muito reivindicada pelos diversos agentes do setor.

Para a APPII, “é imperativo que estas decisões saiam do papel rapidamente. Só assim teremos um mercado mais competitivo, previsível e socialmente responsável, capaz de responder com escala às necessidades habitacionais do país”, indica o comunicado.

A associação salienta ainda que o “sucesso” do diploma relativo à reforma do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE), que reduz prazos, “dependerá sempre do texto final que após alterações” irá ser consagrado.

“Este pacote é um marco para o setor e para o país. Ao conjugar incentivos fiscais com uma simplificação efetiva dos procedimentos urbanísticos, criam-se condições reais para acelerar a produção de habitação, aumentar a oferta em arrendamento acessível e devolver confiança ao mercado. A APPII continuará a ser um parceiro ativo na implementação destas medidas, para que se traduzam em casas a preços compatíveis com o rendimento das famílias e num investimento sustentável nas nossas cidades”, considera, por seu turno, o presidente da APPII, Hugo Santos Ferreira, no mesmo comunicado.

O parlamento aprovou hoje na generalidade as propostas de lei do pacote de habitação do Governo com os votos favoráveis do PSD, CDS-PP e IL, e com a abstenção do Chega.

Em causa estão duas propostas com autorizações legislativas, uma com medidas de desagravamento fiscal para incentivar o arrendamento e a construção a preços moderados, e outra com alterações ao licenciamento, urbanização e reabilitação urbana.

A APPII é uma associação privada que representa as principais empresas de promoção e investimento imobiliário, nacionais e estrangeiras, que atuam em Portugal. Cerca de 50% dos seus 200 associados são empresas estrangeiras.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Mogadouro: Formação em rotulagem e legislação alimentar

Mogadouro: Formação em rotulagem e legislação alimentar

Na tarde de 13 de janeiro, os produtores agropecuários ligados ao projeto Origem Mogadouro vão receber formação em rotulagem e legislação alimentar.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com os docentes e investigadores do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que vão indicar os principais requisitos legais e responder a dúvidas relacionadas com a rotulagem de produtos alimentares.

“Esta ação insere-se na estratégia de capacitação e valorização dos produtores locais, promovendo a qualidade e a confiança nos produtos regionais”, indicam os mentores do projeto Origem: Mogadouro.

A formação agendada para o final da tarde de terça-feira, dia 13 de janeiro, vai decorrer no espaço Origem, instalado na Casa das Artes e Ofícios, em Mogadouro.

Do projeto “Origem Mogadouro” fazem parte produtos como o azeite, vinho, carne, fumeiro, cogumelos, frutos secos, queijo, mel, doçaria e artesanato.

É um projeto dinamizado pela Câmara Municipal de Mogadouro (CMM) e pela Associação Comercial, Industrial e Serviços de Mogadouro (ACISM).

Fonte: Lusa

Carção: Lobos mataram 14 ovelhas

Carção: Lobos mataram 14 ovelhas

Na tarde de 9 de janeiro, um ataque de lobos na aldeia de Carção, no concelho de Vimioso matou 14 ovelhas, na sua maioria cordeiros, denunciou o proprietário dos animais, Cândido Rodrigues.

O criador de ovinos, Cândido Rodrigues explicou que, ao meio da tarde de sexta-feira, dia 9 de janeiro, ao abrir a cerca da propriedade na freguesia de Carção, no concelho de Vimioso, se apercebeu do ataque onde participaram “pelo menos sete lobos”.

Ainda segundo o pastor – cujo rebanho não tinha ainda sido alvo de qualquer ataque – há 14 ovelhas mortas, a maioria cordeiros, e uma gravemente ferida.

Para os pastores do Planalto Mirandês, os ataques de lobos ocorridos são “uma calamidade“, pelo que pedem a atuação do Governo para ajudar a solucionar este problema que causa “avultados prejuízos”.

O ICNF informou que, desde 2024, tinham sido registados 32 ataques de lobos, na região do planalto mirandês.

Só no concelho de Miranda do Douro, num mês, foram registados cinco ataques de lobos nas localidades de Malhadas, Fonte Ladrão, Genísio, Águas Vivas e Palancar que resultaram na morte de algumas dezenas de animais e ferimentos graves noutras dezenas.

Também no concelho de Mogadouro e Vimioso há relatos de lobos em 2024 e em 2025.

As proximidades dos ataques dos lobos às aldeias também estão a sobressaltar os produtores de ovinos e caprinos deste território transmontano, uma vez que os mesmo aconteceram muito próximo das aldeias.

Um grupo de pastores do Planalto Mirandês queixou-se que os ataques de lobos ocorridos desde o início do ano são “uma calamidade” e pedem a atuação do Governo para ajudar a solucionar este problema que causa “avultados prejuízos”.

Segundo o ICNF, o lobo ibérico possui em Portugal o estatuto de espécie em perigo, que lhe confere o Estatuto de Espécie Protegida.

Em julho, foi apresentado o Programa Alcateia 2025-2035, de proteção do lobo ibérico, que tem para este ano um orçamento de 3,3 milhões de euros e contempla a revisão das indemnizações por ataques de lobos a gado, aproximando-as dos valores de mercado.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Jesus inicia a missão

Batismo do Senhor (Festa)

Jesus inicia a missão

Is 42, 1-4.6-7 / Slm 28 (29), 1-2.3ac-4. 3b.9b-10 / At 10, 34-38 / Mt 3, 13-17

São Mateus diz: «Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Batista ao Jordão, para ser batizado por ele». Trata-se dum momento de viragem na vida de Jesus: termina a vida oculta e começa a vida pública.

Jesus está todo um homem! Recebeu a sua educação, estruturou-se como pessoa, descobriu a sua vocação. Chega da Galileia como fruto dum itinerário de crescimento, de que praticamente nada se diz no Evangelho (vida oculta). Mas sabe agora o que quer: maturou diante de Deus a opção do caminho da sua vida. Por isso se vai lançar na azáfama da pregação (vida pública).

A descrição do batismo de Jesus (São Mateus) coloca diante de nós a sua investidura divina. Do céu desce o Espírito e uma voz: «Este é o meu Filho muito amado». É uma realidade que já vinha anunciada em Isaías. «Eis o meu servo, (…) o meu eleito (…). Sobre ele fiz repousar o meu espírito». É uma realidade que será também posteriormente frisada pelos apóstolos e pela Igreja. Afirma Pedro nos Atos: «Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré».

Claro que esta investidura de Jesus comporta o atribuir de uma missão. É o «para» concretizado, que vem já anunciado em Isaías: para levar «a justiça às nações»; para abrir «os olhos aos cegos»; para libertar «os que habitam nas trevas». É a capacitação resultante da dita investidura e que aparece enunciada nos Atos: «passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio», visto que «Deus estava com Ele».

Precisamos de ver como é o “Jesus proclamador” (o Jesus da vida pública). Certamente é aquele para quem teremos de olhar. Se Deus diz, virado para nós: «este é o meu Filho muito amado», então vamos ter de fazer algo relativamente ao Filho que Ele nos apresenta. Desde logo, escutá-lo: o Filho ensinar-nos-á, desafiar-nos-á. Mas este proclamador para quem vamos olhar terá um estilo já anunciado por Isaías, um estilo que junta simplicidade e determinação. «Não gritará, nem levantará a voz». Mas também «não desfalecerá, nem desistirá».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Cultura: Banda desenhada “Astérix na Lusitânia” em mirandês

Cultura: Banda desenhada “Astérix na Lusitânia” em mirandês

O livro de banda desenhada “Astérix na Lusitânia”, dos autores franceses Fabcaro e Didier Conrad, vai ser publicado em língua mirandesa, em fevereiro de 2026, avançou a editora Asa.

De acordo com a editora, o livro terá por título “Asterix na Lhusitánia” e junta-se a outros volumes das aventuras dos dois gauleses já traduzidos para mirandês como “La Spadanha Branca” (2024), “Asterix an Eitália (2017) e “Asterix l Goulés” (2005).

A primeira proposta de tradução das aventuras do pequeno gaulês para mirandês data de 2001, ano em que se assinalavam os 40 anos da publicação do herói criado por René Goscinny e Albert Uderzo.

O mirandês é uma língua oficial de Portugal que tem sido transmitida oralmente ao longo dos séculos, desconhecendo-se com exatidão o número de falantes deste idioma com o estatuto de ameaçada, que tem como berço a chamada Terra de Miranda.

Quando foi lançada a edição de “La Spadanha Branca” (“O Lírio Branco”), o tradutor Carlos Ferreira explicou que as traduções para mirandês são “feitas com pinças”: “Temos uma tradução dos textos muito apurada dentro do universo do Astérix que é muito gaulês, quer do ponto de vista histórico quer da atual sociedade francesa. É preciso muita imaginação e conhecimento para trazer todas as emoções para a língua e sociedade mirandesa”.

Carlos Ferreira, que defende a necessidade de o mirandês, como língua minoritária, ser reconhecido pela qualidade da sua escrita, disse ainda que “estas traduções não são livres”: “Tem de haver muito rigor”, afirmou então. “Cada regionalismo que colocamos no conto, temos de o explicar [aos autores]”.

A primeira proposta de tradução das aventuras do pequeno gaulês para mirandês data de 2001, ano em que se assinalavam os 40 anos da publicação do herói criado por René Goscinny e Albert Uderzo.

“Astérix na Lusitânia”, lançado a nível mundial no passado dia 23, é o 41.º álbum de uma das mais conhecidas e vendidas séries de banda desenhada, originalmente assinadas por René Goscinny e Albert Uderzo, e que atualmente tem continuidade com os autores Fabcaro, nome artístico de Fabrice Caro (argumento), e Didider Conrad (desenho).

Em entrevista, o argumentista disse que o livro é “uma homenagem à cultura lusitana, à saudade”.

“Nós fomos a Portugal, vimos concertos de fado e foi maravilhoso. Quando fazemos um álbum de viagem a um país que existe realmente, nós queremos que o país goste”, disse Fabcaro.

Durante uma das três visitas ao país, Fabcaro teve a ideia de levar os dois gauleses para Portugal pela primeira vez para dar a conhecer “um pouco da cultura lusitana” e da história de Portugal aos leitores, após visitarem mais de 15 países acompanhados do seu fiel companheiro de quatro patas, Ideiafix.

“Eu queria um álbum ao lado do mar, num país do Sul, com água, sol, luz bonita, fachadas coloridas. Um álbum que me desse vontade de ir de férias, então Portugal foi perfeito”, acrescentou.

Apesar de não terem muitos conhecimentos sobre Portugal na época romana, foi através da pesquisa – que incluiu conhecer “a história de Viriato” e a produção de garum (molho popular na Roma Antiga, feito a partir da fermentação de peixes e sal) – que surgiu a história para a nova aventura da dupla de gauleses mergulhada num sentimento de saudade, símbolo da identidade portuguesa.

O livro aborda ainda vários estereótipos, com referências a fado, bacalhau, calçada, azulejo e vinho, sempre com o humor característico das personagens, que o autor espera “não conter erros” e agradar a todos, mas principalmente aos leitores portugueses.

Neste novo álbum, que levou um ano e meio a ser produzido, Didier Conrad tentou novamente respeitar a “difícil” tarefa de manter o estilo de Uderzo, “que evoluiu muito através dos álbuns”, ao dar vida às novas personagens e às paisagens portuguesas.

“Uderzo sempre fez como ele queria, podia variar bastante de um álbum para outro. Então, eu tenho de escolher o que me parece o melhor e isso pode ser complicado”, afirmou Didier Conrad à Lusa.

“Astérix na Lusitânia”, que teve uma tiragem mundial de cinco milhões de exemplares, foi publicado em Portugal pela editora Asa numa primeira tiragem de 80 mil exemplares.

Fonte: Lusa

Cinema: Filmes portugueses em 2026

Cinema: Filmes portugueses em 2026

Nos primeiros meses de 2026, cerca de uma dezena de filmes portugueses vão ser exibidos nas salas de cinema, entre os quais “Terra Vil”, de Luís Campos e o filme “Vitória”, de Mário Patrocínio, duas longas-metragens de ficção.

A1 de janeiro estreou o filme “Os enforcados”, do realizador brasileiro Fernando Coimbra, coproduzido por Portugal pela Fado Filmes.

“Os enforcados” é um ‘thriller’ sobre um casal – Regina e Valério – perante um dilema, depois da morte do pai dele, o maior líder do crime no Rio de Janeiro: não querem ser arrastados para o mundo do crime, assumindo os negócios do pai, mas têm dívidas e despesas que não conseguem pagar.

O filme, estreado em 2024 no festival de Toronto, é interpretado por Leandra Leal e Irandhir Santos, atores aos quais se juntou o português Pêpê Rapazote.

De acordo com informações disponibilizadas por produtoras e distribuidoras, a 12 de fevereiro estreia-se o documentário “La vie de Maria Manuela”, realizado por João Marques, registo de quatro anos de vida de uma jovem mulher, que se celebrizou nas redes sociais e num ‘reality show’ na televisão portuguesa, que está “em processo de afirmação pessoal e criativa”.

O filme propõe ainda uma reflexão sobre a “Geração Z”, “profundamente moldada pela presença das redes sociais e pelas novas formas de vida, identidade e exposição que emergem deste contexto”, refere a sinopse.

Ainda em fevereiro, no dia 19, chega aos cinemas “Primeira Pessoa do Plural”, de Sandro Aguilar, que já fez o circuito internacional de festivais.

O filme é protagonizado por Albano Jerónimo e Isabel Abreu, nos papéis de um casal à beira de celebrar 20 anos de casamento, e também por Eduardo Aguilar, que interpreta o filho adolescente.

É um núcleo familiar em mágoa e em desequilíbrio que tenta não ser engolido pela perda de uma filha, “o vórtice de uma tempestade”, como contou Sandro Aguilar, em janeiro passado, quando o filme esteve no Festival de Roterdão.

Em novembro, Albano Jerónimo e o diretor de fotografia Rui Xavier foram distinguidos na Mostra de Valência – Cinema do Mediterrâneo, em Espanha, por este filme.

A 26 de fevereiro está prevista uma dupla estreia: a ficção “Terra Vil”, de Luís Campos, e o documentário “Balane 3”, de Ico Costa.

“Terra Vil” é a primeira longa-metragem de Luís Campos, com Lúcia Moniz e Rúben Gomes no elenco, para contar uma história sobre ruralidade, subdesenvolvimento, figuras patriarcais e violência doméstica.

O filme aborda ainda o acidente de Entre-os-Rios, ocorrido em 2001, quando a ponte que ligava esta localidade a Castelo de Paiva caiu sobre o rio Douro, causando 59 mortos.

“Balane 3” fala sobre a vida dos habitantes de um bairro em Inhambane, no sul de Moçambique, onde Ico Costa tem filmado com regularidade.

Segundo a sinopse, “as personagens deste filme trabalham como pescadores, talhantes ou lavadores de carros, vão à escola, hospitais, cabeleireiros e mercados, bebem e dançam à noite, falam de política, doenças, amizades, amor e sexo. Falam bastante de sexo”.

Este filme tinha exibição prevista para o festival Indie Lisboa, mas foi retirado da programação depois de denúncias sobre casos de violência doméstica contra Ico Costa, que o cineasta sempre negou.

Em março, no dia 5, estreia-se “Maria Vitória”, de Mário Patrocínio, título que remete para uma jovem que está determinada a ser profissional de futebol, numa aldeia remota em Portugal.

Primeira longa-metragem de ficção de Mário Patrocínio, “Maria Vitória” é protagonizado por Mariana Cardoso, Miguel Borges e Miguel Nunes e já esteve em competição no Festival de Cinema de Tóquio.

“C’est pas la vie en rose” é o título do filme de Leonor Bettencourt Loureiro, com estreia marcada para 12 de março, e que, entre a ficção satírica e o documentário, fala sobre Lisboa gentrificada, tomada pelo turismo e pela especulação imobiliária.

O documentário “Bulakna”, de Leonor Noivo, que coloca em foco a migração de mulheres filipinas para trabalharem como empregadas domésticas no Ocidente, estreia-se a 19 de março.

Esta produção retrata duas mulheres filipinas, uma mais jovem que quer sair do país para trabalhar como empregada doméstica, apesar da relutância de colegas e amigos, e uma outra, mais velha, que deixou o trabalho na rádio no país natal para ter esta ocupação, na casa de uma família abastada em Lisboa.

Em abril assinalam-se, pelo menos, as estreias de “O Barqueiro”, de Simão Cayatte (dia 09 de abril), e “Projeto Global”, de Ivo M. Ferreira.

Para 2026, está prevista a estreia de outros filmes de produção nacional, ainda sem data anunciada, nomeadamente “Pai Nosso – Os últimos dias de Salazar”, de José Filipe Costa, “18 buracos para o paraíso”, de João Nuno Pinto, ou “Playback”, de Sérgio Graciano.

Este ano, estrearam-se mais de 50 filmes portugueses ou com coprodução portuguesa nas salas de cinema, dos quais “O pátio da saudade”, de Leonel Vieira, foi o mais visto com 69.562 espectadores, segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).

Ainda que provisórios, os dados indicam que o segundo filme português mais visto foi “Lavagante”, de Mário Barroso, com 21.619 entradas, e o terceiro foi “O lugar dos sonhos”, de Diogo Morgado, com 17.931 bilhetes emitidos.

Com dados do ICA contabilizados até novembro, o cinema português somou este ano 218.572 espectadores, o que representa uma quota de apenas 2,3% do total de entradas em 2025.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Mascarinha e Mascarão animam o inverno em Vilarinho dos Galegos

Mogadouro: Mascarinha e Mascarão animam o inverno em Vilarinho dos Galegos

As máscaras solsticiais de Inverno, a Mascarinha e o Mascarão animam no sábado, 10 de janeiro, as ruas de Vilarinho dos Galegos, no concelho de Mogadouro, para cumprirem mais um ritual de inverno.

Segundo os promotores da iniciativa, esta celebração está integrada nas Festas de Inverno da Terra Fria Transmontana, sendo uma das expressões mais singulares do património cultural deste território raiano, carregadas de significado antropológico e misticismo.

De acordo com Antero Neto, investigador da cultura popular do concelho de Mogadouro, estas duas figuras estiveram esquecidas durante algumas décadas até que voltaram a sair às ruas para cumprirem a tradição, após algum estudo das suas características e rituais.

No concelho de Mogadouro as figuras mais emblemáticas destes rituais são os Chocalheiro de Bemposta, Velhos de Bruçó, o Farandulo de Tó, o Chocalheiro de Vale de Porco ou o Careto de Valverde.

Fonte: Lusa | Foto: MM

Miranda do Douro: “Bamos a Cantar L’s Reis” a 10 de janeiro

Miranda do Douro: “Bamos a Cantar L’s Reis” a 10 de janeiro

No serão de sábado, 10 de janeiro, a cidade de Miranda do Douro é o palco do espetáculo “Bamos Cantar Ls Reis”, uma tradição que vai realizar-se na tenda “Tierra Natal”, instalada no Largo do Castelo, com diversão, animação musical e uma ceia.

A Câmara Municipal de Miranda do Douro revela que a finalidade desta inciativa é manter viva a tradição dos Cantares dos Reis e reforçar a participação da comunidade.

“Os Cantares de Reis são um importante património imaterial, na sua forma mais autêntica e genuína, com letras, músicas, trajes e outros adornos que importa preservar e transmitir às novas gerações”, pode ler-se no regulamento.

O evento “Bamos Cantar L’s Reis” tem lugar na noite de sábado, 10 de janeiro, a partir das 21 horas, na Tenda da “Tierra Natal”, instalada no Largo do Castelo, em Miranda do Douro.

À semelhança do que acontece todos os anos, são convidados a participar no espetáculo “Bamos a Cantar Ls Reis” os grupos culturais do concelho, que vão interpretar dois temas (ou 15 minutos de atuação) alusivos à visita dos Reis Magos ao Nascimento do Deus Menino.

Segundo o município de Miranda do Douro, os grupos participantes no “Bamos a Cantar L’s Reis” deste ano são:

  • L’s Madrugadores
  • Grupo de Cantar dos Reis de Duas Igrejas
  • Grupo de Cantar dos Reis do Planalto Mirandês – Associação Mirandanças e Grupo Folclórico de Vimioso
  • Tuna da Universidade Sénior
  • Grupo de Cantar dos Reis de Palaçoulo
  • Grupo Etnográfico Terra de Miranda
  • Banda Filarmónica Mirandesa

De acordo com o regulamento, todos os grupos participantes recebem um prémio pela participação no “Bamos a Cantar L’s Reis”.

Em Miranda do Douro, o Cantar dos Reis encerra com uma ceia convívio.

HA

Saúde: INEM alerta para os perigos das lareiras

Saúde: INEM alerta para os perigos das lareiras

Durante o inverno, sucedem-se casos de acidentes relacionados com a utilização de lareiras e braseiras, sobretudo por causa na inalação de monóxido de carbono, um gás proveniente da queima da lenha, que não tem cheiro, sabor ou cor e que pode ser mortal, pelo que se recomenda o arejamento frequente dos espaços.

Em Portugal, nas zonas rurais, o aquecimento das casas com recurso à queima de lenha é o método mais frequente. Entre 2005 e 2011, verificaram-se em Portugal pelo menos 111 óbitos provocados pela inalação de monóxido de carbono.

Quando inalado, o monóxido de carbono causa sintomas como dor de cabeça, mal-estar, náusea e sonolência. A sonolência leva as pessoas a adormecerem o que as impede de reagir ou identificar o perigo que correm, acabando por falecer por envenenamento com este gás.

Perante suspeita de intoxicação, deve-se abandonar o local e arejá-lo. Contacte o Centro de Informação Anti Venenos (CIAV) através do número – 800 250 250. Em casos graves, contacte o 112.

A par do risco da inalação de monóxido de carbono, a proximidade às lareiras e braseiras também pode provocar queimaduras, por veses graves, sobretudo em grupos de maior risco, como crianças, doentes e idosos.

Como evitar os acidentes com lareiras?

- Não mantenha lareiras ou outras fontes de calor por combustão acesas sem vigilância de adultos responsáveis;

- Eduque as crianças da família para que estas não se aproximem das fontes de calor;

- Não se aproxime demasiado da lareira, principalmente, se sabe que é diabético;

- Alerte outras pessoas da família para o facto de poderem não sentir as queimaduras nas extremidades, devido à diabetes;

- Não mantenha a lareira acesa em salas fechadas;

- Mantenha sempre uma ventilação suficiente, que garanta a renovação do ar ambiente;

- Verifique os sistemas de exaustão de gases – a chaminé e todas as condutas de gases devem estar devidamente desobstruídas;

- Se a utilização da lareira provoca fumo visível na sala, deve ser sujeita a manutenção ou não deve ser utilizada;

- Se está em ambiente aquecido por lareira e começar a sentir sonolência, dor de cabeça ou mal-estar, apague as chamas e abra portas e janelas para renovar o ar;

- Nunca se deixe adormecer numa divisão com a lareira acesa. Mesmo sem haver chamas visíveis, as brasas produzem monóxido de carbono e podem causar acidentes em divisões fechadas;

- Mantenha presentes os contatos de emergência: o número de telefone dos bombeiros locais e o número nacional de emergência 112.

Fontes. INEM e HL