Sociedade: Alunos com cursos técnicos superiores concluem os estudos

Sociedade: Alunos com cursos técnicos superiores concluem os estudos

A maioria dos alunos diplomados em cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) concluem os estudos e são cada vez menos aqueles que prosseguem para uma licenciatura.

Segundo o relatório mais recente da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEC), só 48% dos quase seis mil diplomados em 2023/2024 estavam inscritos numa licenciatura no ano letivo seguinte.

Os restantes 52% não foram encontrados no ensino superior, o que significa que, depois de concluírem o curso, não continuaram a estudar.

Oito anos antes, em 2017, o cenário era diferente: das turmas de 2016/2017, seis em cada 10 diplomados frequentavam uma licenciatura no ano seguinte.

A percentagem tem diminuído progressivamente desde então, atingindo um mínimo de 45% em 2022/2023, valor que aumentou ligeiramente nos anos seguintes.

Há, no entanto, áreas que contrariam a tendência, com Educação a liderar a lista de áreas com percentagem mais alta de diplomados que prosseguiram os estudos após concluir o CTeSP.

Desde 2016/2017, a média de diplomados de cursos de Educação inscritos em licenciaturas no ano seguinte rondou os 85%, seguindo-se Agricultura, Silvicultura, Pescas e Ciências Veterinárias (71%) e Ciências Sociais, Jornalismo e Informação (64%).

As realidades também são díspares consoante a região do país. Se em distritos como Castelo Branco, Beja, Bragança e Viseu, pelo menos 70% dos diplomados prosseguiu os estudos, nas regiões autónomas da Madeira e Açores percursos semelhantes representam uma minoria e só 13% e 8%, respetivamente, iniciou uma licenciatura após concluir o CTeSP.

Nas licenciaturas, a maioria dos diplomados também não continua a estudar depois do curso, mas essa percentagem tem-se mantido estável, com algumas oscilações, ao longo dos últimos oito anos.

No ano letivo 2023/2024, 42% dos licenciados continuavam inscritos no ensino superior, a esmagadora maioria a frequentar mestrados. Em 2017/2018, a percentagem rondava os 37%.

Também aqui, a Educação domina como área com maior percentagem de diplomados que prosseguem os estudos (77%), uma vez que o mestrado corresponde ao requisito para obter habilitação profissional para a docência.

Além da Educação, o relatório aponta outras três áreas em que mais de metade dos licenciados continua a estudar após o curso: Ciências Naturais, Matemática e Estatísticas (70%), Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção (56%) e Ciências Sociais, Jornalismo e Informação (52%).

O relatório refere ainda que, “quanto mais elevadas são as classificações finais obtidas pelos diplomados em licenciatura, maior a probabilidade de prosseguirem estudos no ano letivo seguinte”, uma tendência que não se verifica nos CTeSP.  

Fonte: Lusa

Tecnologia: Ecranização das relações dificulta empatia

Tecnologia: Ecranização das relações dificulta empatia

O psiquiatra Vítor Cotovio alertou para a mediação das relações através de écrans, que coloca em causa o desenvolvimento da empatia.

“A ecranização das relações dificulta aquilo que é capacidade de empatizar”, afirmou o também psicoterapeuta, que participa no XV Congresso de Psiquiatria São João de Deus, que decorre entre 15 e 17 de abril no Centro Ismaili, em Lisboa.

Organizada pelo Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus e o Instituto São João de Deus, a iniciativa reúne cerca de 250 participantes e centra-se no tema “Saúde Mental e Pós-Modernidade: O Analógico e o Digital”.

A propósito do encontro, o diretor clínico da Casa de Saúde do Telhal aponta que se vive um tempo de 5V’s – “muito volume, muita velocidade, muita voracidade, muita volatilidade e muita vacuidade” – advertindo que o último deles pode ser o “vazio existencial”.

“Nós precisamos daquilo que é o real, porque se não temos o real e se é o écran a mediar as relações, a minha capacidade de empatizar fica alterada”, reforçou.

O psiquiatra indicou o exemplo dos jogos de computador violentos, em que os utilizadores são indiferentes à dor do outro.

“Nós temos neurónios espelho que refletem precisamente aquilo que é a inquietação e o sofrimento do outro. Mas para ativar os neurónios espelho, eu preciso da relação real, de tempo e espaço para pensar, sentir e entender as emoções”, referiu.

Contudo, Vítor Cotovio lembra a importância das tecnologias digitais, nomeadamente no que respeita aos cuidados de saúde.

“Não se deve diabolizar as tecnologias ou as redes sociais, mas também não se deve endeusar”, frisou.

O diretor clínico do Instituto São João de Deus defende que é “muito importante que as ferramentas existam para servir as pessoas” e não para os seres humanos ficarem reféns delas.

“A inteligência artificial é fundamental, mas a inteligência artificial não tem emoções”, ao contrário da relação terapêutica, disse.

“Isso é algo que nós temos de salvaguardar sempre”, realçou Vítor Cotovio.

O programa do XV Congresso da Psiquiatria São João de Deus aborda temas como a inteligência artificial aplicada à psiquiatria, a ética digital, os novos padrões de sofrimento psíquico e a humanização da prática clínica em contextos cada vez mais mediados pela tecnologia.

O encontro reúne profissionais de diferentes áreas – médicos, psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, investigadores, gestores e decisores.

Fonte: Ecclesia

Cicloturismo: Passeio BTT para descobrir Espanha e Portugal

Cicloturismo: Passeio BTT para descobrir Espanha e Portugal

No fim-de-semana de 18 e 19 de abril, vai realizar-se um Passeio de Bicicleta Todo-o-Terreno (BTT), entre as localidades de Fermoselle e Fariza (sábado) e a cidade de Miranda do Douro e Paradela (Domingo), com a meta de dar a conhecer aos cicloturistas a natureza, a cultura e as comunidades locais, em Espanha e Portugal.

A partida para o passeio BTT inicia-se na manhã de sábado, dia 18 de abril, em Fermoselle (Espanha), num percurso de cerca de 20 quilómetros em direção a Fariza, para depois os ciclistas regressarem novamente a Fermoselle.

No serão de sábado, os participantes no passeio BTT têm a oportunidade de assisitir a um concerto ibérico na Concatedral de Miranda do Douro.

Na manhã do dia seguinte, Domingo, dia 19 de abril, a segunda etapa do passeio BBT (30 quilómetros) inicia-se às 10h00, junto ao estádio municipal de Santa Luzia em direção ao miradouro da Penha das Torres, em Paradela. Na localidade mais oriental de Portugal, os participantes na prova de BTT são presenteados com um almoço gratuito. Após o almoço, os ciclistas regressam novamente à cidade de Miranda do Douro.

Em Portugal, este evento desportivo transfronteiriço conta com a colaboração da Câmara Municipal de Miranda do Douro, da Associação de Cicloturismo “L’Crenque BTT” e da empresa “Douro Pula Canhada”.

Esta prova de cicloturismo insere-se no âmbito do projeto IBERLOBO, que é financiado pelo programa Interreg. Esta iniciativa transfronteiriça desenvolve-se nas regiões de Zamora (Espanha) e no nordeste de Portugal e pretende desenvolver uma rota cicloturística que permita aos visitantes descobrir a natureza, a cultura e as comunidades locais, de Espanha e Portugal.

HA

Ensino: Diretor da Escola Profissional de Agricultura (EPA) critica “municipalização” das escolas agrícolas 

Ensino: Diretor da Escola Profissional de Agricultura (EPA) critica “municipalização” das escolas agrícolas 

O diretor da Escola Profissional de Agricultura (EPA) de Carvalhais, em Mirandela, criticou o ministro da Educação por querer “municipalizar” as escolas agrícolas, receando pôr em causa o seu bom funcionamento na contratação de pessoal auxiliar.

Marcelino Martins esteve no Porto, numa reunião entre diretores de escolas e o ministro da Educação, Fernando Alexandre, onde disse ter ficado claro que o governante “quer com a máxima urgência que as escolas [agrícolas] sejam municipalizadas”.

O objetivo é que as 14 escolas profissionais de agricultura do país passem para a alçada da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), que detém agora pastas como a da Agricultura.

“É para descartar responsabilidades do Ministério da Educação relativamente às escolas agrícolas”, afirmou o diretor da EPA Carvalhais.

Fonte do Ministério da Educação referiu que “a rede de escolas profissionais está a ser analisada” pelos ministérios da Educação e da Agricultura.

Segundo o responsável por esta escola no distrito de Bragança, o ministro referiu que em causa está a falta de modernização destas infraestruturas, o reduzido número de alunos e a falta de oferta formativa na área, sendo necessário uma boa justificação para existirem, equacionando o encerramento de algumas.

Marcelino Martins não compreende os argumentos de Fernando Alexandre e garantiu que a EPA Carvalhais, com cerca de 190 alunos dos distritos de Bragança e de Vila Real, não se enquadra em nenhum dos parâmetros apontados, não estando em causa o seu encerramento.

“As escolas são fundamentais para o bom desenvolvimento e para mão de obra fundamental para a economia local. Nós estamos numa região tão dependente do setor primário e estamos a formar bons profissionais, não só para o mercado de trabalho, mas atenção que o senhor ministro também se esquece que muitos destes alunos ao terminarem, alguns vão para o mercado de trabalho, com emprego 100% garantido e outros vão para o ensino superior”, vincou.

No entanto, por se tratar de uma instituição aberta “365 dias por ano”, é preciso “um número elevado de assistentes operacionais”, que era colmatado com a contratação de tarefeiros, pelo Ministério da Educação, face ao número de pessoal não docente efetivo estar abaixo do rácio, “menos 12 nos assistentes operacionais e menos quatro nos assistentes técnicos”.

“De setembro a junho dão-nos tarefeiros. Dão-nos meios horários de funcionários, de quatro horas, e nós temos tido sempre à volta de 19 ou 20 e é isso que nos vai ajudando a organizar toda esta logística que é manter esta escola viva e ativa, e agora estamos com um receio muito grande do que aí vem porque não sabemos. Sinceramente, ao nível da CCDR e do município, não sei como é que se vai resolver esta situação”, disse.

Quanto à obtenção de financiamentos ou verbas do Governo, o diretor realçou que “pior não pode ser”, uma vez que “a única coisa que o Orçamento do Estado paga à escola são os vencimentos”, vivendo de receitas próprias, através da queijaria, dos lagares e das estufas que têm nas instalações.

Lamentou ainda que não tenha sido possível financiamento externo para melhorias da escola, criticando as declarações do ministro Fernando Alexandre relativas à falta de modernização.

“Disse que as escolas agrícolas eram umas escolas que não se tinham modernizado e eu continuo a perguntar como é que as escolas [agrícolas] se podiam modernizar ao longo deste tempo, porque nenhuma delas foi contemplada com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência. Apesar de terem feito várias candidaturas a Centros Tecnológicos Especializados, nenhuma das escolas agrícolas foi contemplada, apesar de bem perto de nós, com um número bem reduzido de alunos, privadas foram contempladas”, referiu.

A EPA Carvalhais, que está agora “numa terra de ninguém”, aguarda uma reunião “com a máxima urgência” com a vice-presidente da CCDR-Norte da área da Educação.

Numa nota enviada à Lusa, o PCP de Mirandela afirmou estar a acompanhar a situação, adiantando que vai “questionar o Governo através do seu grupo parlamentar, exigindo que se esclareça a articulação entre a tutela e a escola e ainda que se regularizem as carências há muito identificadas, nomeadamente quanto aos recursos humanos e investimentos na reabilitação de infraestruturas e aquisição de novos equipamentos”.

Para os comunistas, a transferência destas competências para a CCDR deixa “claro que este Governo se demitiu das suas responsabilidades, não garantindo o acompanhamento necessário destes estabelecimentos escolares”.

Fonte: Lusa | Fotos: EPA

Defesa: Portugal tem 24.517 militares

Defesa: Portugal tem 24.517 militares

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, adiantou que Portugal tem atualmente 24.517 militares nas Forças Armadas, sublinhando que há um aumento de efetivos, apesar de o número ainda não corresponder ao objetivo legal de 32 mil.

Estes números foram adiantados por Nuno Melo durante a sua audição regimental na Assembleia da República, altura em que afirmou que o país tinha 29.479 militares, em 2015 e passou para 23.757, em 2023.

Agora, de acordo com Nuno Melo, o número ronda os 24.517, assinalando uma inversão da queda nos últimos anos.

O governante considerou que a tendência é “notável” mas deve ser encarada “sem euforias”, realçando que é necessário continuar a investir em medidas para que se mantenha.

Este número continua longe do objetivo legalmente estabelecido e da meta que Nuno Melo apontou há cerca de dois anos, de atingir os 32 mil efetivos, mas o ministro disse acreditar numa relação de causalidade entre estes números e as medidas tomadas pelo executivo PSD-CDS desde que tomou posse.

Dos três ramos das Forças Armadas, Nuno Melo salientou apenas uma queda nos efetivos da Marinha, que registou 6.702 efetivos em 2024 e 6.644, em 2025.

Tal deve-se ao facto dos outros dois ramos terem quartéis e bases espalhadas por todo o território nacional e a Marinha concentrar as principais oportunidades para a formação na Base Naval de Lisboa.

Durante esta audição, que durou cerca de três horas, Nuno Melo foi também questionado pelo deputado da IL, Miguel Rangel, sobre as parcelas dos 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas militares reportados à NATO por Portugal.

Nuno Melo adiantou que os valores foram reportados seguindo os critérios da Aliança Atlântica, num total de 6.118 milhões de euros.

Segundo o governante, estes valores dividem-se em 4.114 milhões de euros “relativos à execução direta pelo Ministério da Defesa Nacional”, 2.004 milhões de euros “relativos à execução direta de outras áreas governativas diretamente conectadas com a Defesa”, onde se destacam as associadas a pagamentos de pensões militares, “cerca de 60% dos Ministérios da Defesa Interna, dos Negócios Estrangeiros, das Infraestruturas e Habitação, entre outros”.

Interrogado pelo PSD sobre o papel das Forças Armadas no combate aos incêndios, Nuno Melo afirmou que existem militares neste momento em nove municípios do país (Sertã, Proença-a-Nova, Vila de Rei, Figueiró dos Vinhos, Oleiros, Leiria, Pombal, Batalha e Marinha Grande) a limpar terrenos e a recolher madeira de forma a minimizar os riscos dos fogos florestais após o temporal, que deixou pelo território “muito material inflamável”.

Fonte: Lusa | Fotos: Exército Português

Igreja: D. Virgílio Antunes é o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

Igreja: D. Virgílio Antunes é o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP)

Para o triénio 2026-2029, D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra, foi eleito o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), tendo como vice-presidente, D. José Cordeiro, arcebispo de Braga.

A eleição para o triénio 2026-2029 decorreu na 214ª Assembleia Plenária, em Fátima, onde também foi escolhido D. José Cordeiro, arcebispo de Braga, como vice-presidente.

D. Virgílio Antunes, com 64 anos de idade, foi vice-presidente da CEP nos dois últimos mandatos; foi ainda um dos representantes do episcopado português na XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, em 2023 e 2024, no Vaticano.

“É uma missão, é um cargo que se assume dentro da Igreja, dando continuidade àquilo que é a nossa vida de serviço à Igreja, em muitos e diferentes lugares, em muitas e diferentes circunstâncias, mas é sempre o mesmo espírito”, indicou, nas suas declarações iniciais, enviadas esta tarde aos jornalistas.

O novo presidente da CEP assumiu a intenção de dar continuidade ao trabalho dos últimos anos, que considerou “muito meritório”, aludindo a áreas como “evangelização” ou “os abusos sexuais na Igreja e a proteção de menores”.

“Na Igreja não há dossiês fechados, nem que se possam fechar, e alguns deles têm a premência da continuidade, do aprofundamento”, acrescentou.

O bispo de Coimbra assumiu a necessidade de estar atentos às “questões fraturantes” na sociedade e às consequências da guerra.

“Não pode haver uma Conferência Episcopal, em Portugal ou no mundo, que esteja alheia às questões fundamentais que se passam dentro da própria Igreja e dentro da sociedade”, indicou.

O responsável católico elogiou a liderança de Leão XIV e a sua “voz carregada da energia que vem do Evangelho e não é outro objetivo nem é outra agenda, senão procurar que o Evangelho esteja presente e que seja o Evangelho”.

A nível interno, o presidente da CEP assinalou a chegada de novos bispos, com uma “nova energia”.

“Gostaria de deixar uma palavra de saudação aos meus irmãos e irmãs católicos, de uma forma muito geral a toda a sociedade portuguesa, dizendo que a Conferência Episcopal vai continuar determinada a levar por diante os seus objetivos, de uma forma atenta, de uma forma livre e, naturalmente, aberta à colaboração de todos”, apontou.

Os mandatos de presidente e vice-presidente da CEP não podem ser exercidos consecutivamente além de dois triénios, de acordo com os estatutos do organismo.

A Conferência Episcopal Portuguesa, formalmente reconhecida a seguir ao Concílio Vaticano II, em 1967, é o conjunto dos bispos das dioceses portugueses que, no exercício de funções, partilham preocupações e experiências, acertando critérios de ação.

O presidente, vice-presidente e secretário somam-se a quatro bispos eleitos pela Assembleia Plenária para constituir o Conselho Permanente, órgão delegado da Assembleia que se reúne ordinariamente todos os meses.

A Conferência Episcopal Portuguesa, formalmente reconhecida a seguir ao Concílio Vaticano II, em 1967, é o conjunto dos bispos das dioceses portugueses que, no exercício de funções, partilham preocupações e experiências, acertando critérios de ação.

O presidente, vice-presidente e secretário somam-se a quatro bispos eleitos pela Assembleia Plenária para constituir o Conselho Permanente, órgão delegado da Assembleia que se reúne ordinariamente todos os meses.

Para o mandato de 2026-2029, são vogais do Conselho Permanente o patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, por inerência do cargo; D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real; D. António Moiteiro, bispo de Aveiro; D. Armando Esteves Domingues, bispo de Angra; e D. José Traquina, bispo de Santarém.

A CEP tem ainda como órgãos as Comissões Episcopais para sectores específicos da atividade pastoral; o Secretariado-Geral, com funções práticas de expediente, administração e coordenação pastoral; e Secretariados Nacionais, de índole técnica e executiva.

Em novembro de 2025, a Assembleia Plenária aprovou a reorganização das comissões episcopais, que se traduz na autonomização da Pastoral Social em relação à Mobilidade Humana e das Comunicações Sociais relativamente à Cultura e Bens Culturais.

Desde o triénio 2011/2014, a dinamização dos diferentes setores da pastoral da Igreja Católica estava agrupada em sete comissões episcopais: Educação Cristã e Doutrina da Fé; Pastoral Social e Mobilidade Humana; Laicado e Família; Vocações e Ministérios; Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais; Liturgia e Espiritualidade; e Missão e Nova Evangelização.

O organismo tem delegados episcopais, que asseguram a sua representação permanente junto do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), da Comissão dos Episcopados da União Europeia (COMECE) e dos Institutos de Vida Consagrada.

Presidentes da CEP no século XXI

1999–2005: D. José Policarpo (patriarca de Lisboa)

2005–2011: D. Jorge Ortiga (arcebispo de Braga)

2011–2013: D. José Policarpo (regressou ao cargo após a resignação de D. Jorge Ortiga)

2013–2020: D. Manuel Clemente (patriarca de Lisboa; inicialmente como presidente interino, em 2013; reeleito para dois mandatos completos)

2020–2026: D. José Ornelas (bispo de Setúbal, mais tarde bispo de Leiria-Fátima)

Fonte: Ecclesia

Vimioso: Centro de Saúde já dispõe de sete médicos

Vimioso: Centro de Saúde já dispõe de sete médicos

Após o município de Vimioso estabelecer um novo incentivo financeiro aos médicos, o Centro de Saúde da vila recebeu a chegada de quatro novos profissionais que asseguram as consultas abertas, em regime de prestação de serviços, permitindo assim que a equipa médica possa dar resposta às solicitações da população do concelho.

Atualmente, a equipa do Centro de Saúde de Vimioso é constituída por 3 médicos de família, responsáveis pelo atendimento a cerca de 3 mil utentes do concelho de Vimioso.

À equipa médica juntaram-se recentemente outros quatro médicos, que asseguram as consultas abertas, em regime de prestação de serviços, informou fonte do Centro de Saúde de Vimioso.

As consultas abertas, ao invés das consultas programadas, são consultas médicas e de enfermagem destinadas a dar resposta a situações de doença aguda, que necessitam de observação no próprio dia.

A vinda de quatro profissionais de saúde, para assegurar as consultas abertas, ocorreu após o município de Vimioso alterar o Regulamento de Atribuição de Incentivos e Manutenção de Médicos no Concelho, com a introdução de um apoio pecuniário de 10€/hora.

Segundo o regulamento municipal, em Vimioso, as medidas vigentes de apoio aos médicos contemplam a disponibilização de habitação permanente ou subsídio para arrendamento ou ainda a aquisição ou construção de habitação no concelho; o pagamento de despesas mensais de eletricidade, água e internet; o pagamento de equipamento, mobiliário e eletrodomésticos; a disponibilização de uma viatura municipal para deslocações profissionais médicas às freguesias do concelho; entre outros incentivos.

Com a contratação de quatro novos profissionais, em regime de prestação de serviços, trabalham atualmente no Centro de Saúde de Vimioso 7 médicos, 9 enfermeiros e 6 secretários clínicos.

O município de Vimioso sustenta que o acesso à saúde constitui um direito universal, consagrado na Constituição e determinante na qualidade de vida dos munícipes.

HA



Bragança-Miranda: Retiro «O processo de luto à luz da Fé»

Bragança-Miranda: Retiro «O processo de luto à luz da Fé»

O Santuário do Imaculado Coração de Maria, em conjunto com a Paróquia de São Pedro de Alfândega da Fé (Diocese de Bragança-Miranda), promove no dia 18 de abril, um retiro espiritual subordinado ao tema “O processo de luto à luz da Fé”.

O retiro decorre no Santuário do Imaculado Coração de Maria, nos Cerejais, concelho de Alfândega da Fé e é orientado pelo padre Manuel Ribeiro.

“O luto é um caminho exigente, marcado por perguntas, silêncio e saudade. Este retiro espiritual pretende oferecer um tempo de escuta, reflexão e oração, ajudando cada participante a compreender o seu processo de dor e a reencontrar esperança à luz da fé”, pode ler-se.   

A participação no retiro é gratuita, sendo, no entanto, necessária inscrição prévia.

Fonte: Ecclesia

Ensino: Descentralização com escolas e municípios

Ensino: Descentralização com escolas e municípios

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, considerou que a descentralização na área da educação está “a correr muito bem”, embora admita que há aspetos a melhorar na relação entre os municípios e as escolas.

“A descentralização é um processo relativamente recente, que está a correr muito bem. No país como um todo, nós apresentámos recentemente um estudo que mostra que, quer do lado das escolas, quer do lado das autarquias, a avaliação é muito positiva”, destacou o ministro.

No final de uma reunião, no âmbito da iniciativa “Construir Educação, Aproximar Territórios”, que decorreu em Coimbra, Fernando Alexandre apontou que, apesar da transferência de competências estar a correr bem, “ainda há vários aspetos que é preciso melhorar”, na relação entre os municípios e as escolas.

“Alguns têm a ver com a própria cultura, porque é um novo papel das autarquias no sistema educativo, em que as escolas estavam habituadas, basicamente, a relacionar-se com o Mistério da Educação, não tinham interferência das autarquias. Vemos que essa é uma dimensão institucional, mas também cultural”, concretizou.

O ministro da Educação aludiu ainda a outros aspetos específicos, como é o caso do pessoal não docente que dá apoio a crianças com necessidades específicas.

“São questões que afetam muitas escolas em todo o território nacional e que nós aqui também ouvimos essas preocupações das escolas, que é, no fundo, a garantia de recursos para que as escolas possam cumprir a sua missão nessas dimensões”, indicou.

Já sobre as preocupações dos municípios em relação à necessidade de obras no parque escolar, Fernando Alexandre lembrou que estão identificas mais de 500 escolas, em todo o país, a necessitar de intervenção.

“Obviamente que não se vai resolver de uma vez um problema que se acumulou ao longo das últimas décadas. Por isso, nós temos um plano, que prioriza as intervenções mais urgentes”, afirmou.

Aos municípios que partilharam a pressão que sentem para realizar obras em escolas, o governante assegurou ter sido muito claro, transmitindo que “não há recursos para resolver o problema das 500 escolas no país todo de uma vez”.

“E também não há capacidade de construção para isso. Não basta ter recursos, o que já é um desafio, pois é preciso também ter capacidade de construção para realizar esses projetos”, referiu.

No que toca a falta de pessoal não docente, identificada no “Diagnóstico e Avaliação do Processo de Descentralização na área da Educação”, realizado por uma equipa de investigadores da Universidade do Minho, o governante assumiu que está a ser avaliada.

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação promove, até 15 de abril, a iniciativa “Construir Educação, Aproximar Territórios”, que prevê um conjunto de cinco reuniões com os diretores de todas as Escolas do país e com as autarquias, nas áreas de intervenção das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Estes encontros de trabalho contam também com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, da secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa Oliveira, e dos vice-presidentes das CCDR para a Educação.

Participam representantes da Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e da Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC).

A iniciativa visa “reforçar a articulação e a proximidade entre os serviços do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, as escolas e as autarquias, no quadro da reforma em curso na área da educação.

Fonte: Lusa | Fotos: HA

Ensino: Provas-ensaio dos 4.º, 6.º e 9.º anos prepararam avaliações digitais

Ensino: Provas-ensaio dos 4.º, 6.º e 9.º anos prepararam avaliações digitais

A 14 de abril iniciam-se as provas-ensaio do 4.º, 6.º e 9.º anos, para que os alunos testem o formato digital em que vão realizar as avaliações externas, que começam no final de maio.

Inicialmente previstas para começar em 23 de fevereiro, as provas-ensaio foram adiadas devido às tempestades que atingiram várias zonas do país no início daquele mês.

O novo calendário das provas-ensaio inicia-se a 14 de abril, com a prova de Inglês para os alunos do 6.º ano, que dois dias depois fazem o teste de Inglês (dia 16) e a 20 de abril a prova de Matemática.

Os alunos do 4.º ano realizam a prova de Português a 15 de abril, seguindo-se a de Matemática (17 de abril).

Já os alunos do 9.º ano vão realizar o teste para o exame nacional de Português a 21 de abril e o teste para Matemática, em 23 de abril.

Estas provas em formato digital servem para garantir que as escolas estão preparadas para a época de avaliação externa, que começa no final de maio e para que os alunos saibam utilizar a plataforma nas provas oficiais.

Este ano, as provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) dos 4.º e 6.º anos realizam-se entre 27 de maio e 9 de junho. Já as provas finais do 9.º ano estão marcadas para 17 de junho (Português) e 22 de junho (Matemática). 

Fonte: Lusa | Foto: HA