Mogadouro: Feira das Amendoeiras em Flor

Mogadouro: Feira das Amendoeiras em Flor

Com o propósito de promover turisticamente o concelho, o município de Mogadouro aproveita a floração das amendoeiras, para organizar nos fins-de-semana de 7 e 8 de março e depois a 13, 14 e 15 de março, a XXXIX Feira Franca de Produtos da Terra e do Artesanato “Amendoeiras em Flor”.

O presidente do Município de Mogadouro, António Pimentel, referiu que este certame visa promover turisticamente o concelho (e a região) e simultaneamente dar a conhecer aos visitantes, as mais valias do concelho de Mogadouro.

“Nesta época do ano, as amendoeiras em flor continuam a ser um atrativo turístico de singular beleza no concelho de Mogadouro. Por isso, o município aproveita esta época do ano para presentear os turistas com um certame, onde podem adquirir alguns dos produtos da marca Origem Mogadouro, como são o azeite, os frutos secos, o vinho, o mel, os queijos, o pão, o fumeiro, a doçaria tradicional e o artesanato”, convidou o autarca mogadourense.

Questionado sobre a afluência de turistas a Mogadouro para ver as amendoeiras em flor, António Pimentel, referiu que as excursões turísticas do passado deram lugar à vinda de famílias e outros grupos, ao concelho.

“Com o passar dos anos e dada a maior facilidade de deslocações, o turismo nacional das excursões transformou-se num turismo mais familiar, ao longo de todo o ano”, respondeu.

Na perspectiva do autarca, a construção de um novo hotel na cidade de Mogadouro, poderá exponenciar o turismo no concelho, na época das amendoeiras em flor e noutras épocas do ano.

“A apresentação do projeto do novo hotel tem um prazo de seis meses e a execução da obra decorre ao longo de dois anos. Ou seja, o novo hotel deverá estar concluído em meados de 2028”, avançou o autarca mogadourense.

Nos dois fins-de-semana consecutivos de março, em que decorre a XXXIX Feira dos Produtos da Terra e do Artesanato Amendoeiras em Flor, a programação do evento inclui várias atividades como um trail e caminhada, passeio de carros antigos, concertos musicais, passeio motard e o Festival Cultural Douro Superior.

Na sexta-feira, 13 de março e no âmbito da feira, o município de Mogadouro comemora o primeiro aniversário de elevação a cidade. A efeméride é assinalada com um concerto musical, interpretado pela Banda Filarmónica da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro.

“Esta data de 13 de março acontece no decorrer da Feira das Amendoeiras em Flor e o município de Mogadouro pretende assinalar a relevância histórica da elevação de Mogadouro de vila e cidade. Este facto histórico aconteceu no passado dia 13 de março de 2025, quando a Assembleia da República aprovou, na generalidade e por unanimidade, a elevação de Mogadouro à categoria de cidade”, recordou António Pimentel.

No final do inverno e início de primavera, as amendoeiras em flor atraem milhares de turistas à região do rio Douro. Para acolher os turistas, os municípios durienses organizam eventos gastronómicos, culturais, desportivos e musicais.

HA

Mogadouro: Construção do museu e inauguração do centro de arte

Mogadouro: Construção do museu e inauguração do centro de arte

O Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos visitou a cidade de Mogadouro, no dia 27 de fevereiro, para o lançamento da construção do Museu do Território e a inauguração do Centro de Arte Manuel Barroco, dois projetos municipais que visam dinamizar a atividade cultural em Mogadouro.

A cerimónia iniciou-se no salão nobre da Câmara Municipal de Mogadouro, onde o presidente do Município, António Pimentel agradeceu a visita do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, para o lançamento da primeira pedra de construção do Museu do Território e para a inauguração do Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco.

“Hoje afirmamos, com convicção, que Mogadouro acredita na cultura como eixo estruturante do desenvolvimento. Acreditamos que investir em arte, no património e em conhecimento é investir na coesão do território”, sublinhou António Pimentel.

Seguiu-se depois o lançamento da primeira pedra do Museu do Território, na zona histórica da cidade de Mogadouro. O futuro museu está a ser construído junto ao castelo templário do século XII, implica um investimento de dois milhões de euros e deve estar concluído no início de 2028.

Na perspectiva do autarca mogadourense, a cidade de Mogadouro carecia de um museu para albergar todo o espólio arqueológico e histórico do concelho.

“O futuro museu vai ser construído num imóvel doado ao município por um particular, em 2002 e pretende revitalizar o centro histórico da cidade”, afirmou António Pimentel.

No mesmo dia, foi inaugurado no Largo Trindade Coelho, em Mogadouro, o Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco.

Este novo espaço cultural, alberga uma exposição permanente, do escultor, Manuel Barroco, que cedeu o seu espólio artístico ao concelho, de onde é natural.

Na inauguração, o secretário de Estado da Cultura, Alberto Campos destacou a cultura nos concelhos raianos como Mogadouro e referiu que “um território só ganha consistência quando conhece e divulga a sua história.”

“Os espaços culturais são lugares de pertença, onde as pessoas se reveem e portanto representam a identidade local”, acrescentou o governante.

No seu discurso, Alberto Santos sugeriu a inscrição do Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco, na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea, de modo a diversificar a programação, receber outras exposições e candidatar-se a financiamentos.

No final da cerimónia, o autarca de Mogadouro, António Pimentel, realçou que a construção do Museu do Território e a inauguração do Centro de Arte Manuel Barroco, resultam de iniciativas de cooperação público e privada, com a mesma missão de valorizar a memória e a cultura locais, para o desenvolvimento de Mogadouro.

HA e Lusa

Solidariedade: Cáritas Portuguesa celebra semana nacional com atenção à pobreza

Solidariedade: Cáritas Portuguesa celebra semana nacional com atenção à pobreza

De 1 a 8 de março, a Cáritas Portuguesa celebra a semana nacional com atenção às pessoas e famílias que vivem em situação de pobreza em Portugal e a organização católica pede um “novo impulso político e social para quebrar ciclos de exclusão”.

Num momento em que o país enfrenta “mais um desafio” resultante do impacto das recentes tempestades que atingiram o território português, a Cáritas Portuguesa recorda que a sua missão vai além d”as respostas de emergência”, o que reforça a importância de se assinalar a Semana Nacional Cáritas.

O destaque desta semana é o peditório nacional público que apela “à solidariedade dos portugueses, tanto na rua como em formato online, para reforçar a resposta da Cáritas junto das pessoas em situação de maior vulnerabilidade”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

No dia 04 de março, pelas 10h00, vai ser apresentada a 3ª edição do relatório anual «Pobreza e Exclusão Social», no espaço Atmosfera M, em Lisboa

O relatório parte da análise das “estatísticas oficiais e, apesar de apontar uma evolução favorável em alguns indicadores”, lembra que “em algumas dimensões de exclusão mais profunda, assistimos mesmo a um retrocesso nos últimos anos, por exemplo no número de pessoas em situação de sem-abrigo, que mais do que duplicou entre 2019 e 2024”, refere o comunicado.

A Semana Nacional Cáritas antecede o Dia Nacional Cáritas, assinalado no 3.º domingo da Quaresma (8 de março.)

Com o mote “O Amor que Transforma”, a semana pretende dar visibilidade à ação da Cáritas no combate à pobreza e à exclusão social.

Ao longo destes dias, decorrem em todo o país ações de sensibilização, momentos de reflexão sobre a ação social e iniciativas de animação pastoral, envolvendo Cáritas Diocesanas, grupos paroquiais, voluntários e comunidades locais.

“O compromisso solidário de todos permite-nos manter uma ação continuada junto das pessoas e famílias em maior vulnerabilidade”, sublinha Rita Valadas, presidente da Cáritas Portuguesa.

Mensalmente são acompanhadas mais de 25 mil pessoas através da rede nacional de Cáritas Diocesanas e grupos paroquiais: a ajuda concretiza-se no apoio social, respostas sociais, projetos de inserção social e empregabilidade e integração de migrantes e refugiados. Num contexto marcado pela emergência, o aumento do custo de vida, o desemprego, os baixos rendimentos e as despesas com habitação e saúde continuam a ser os principais fatores de fragilidade das famílias em Portugal, reforçando a importância da ação da Cáritas e do envolvimento da sociedade no apoio a quem mais precisa.

Fonte: Ecclesia | Imagem: Caritas Portuguesa

Turismo: Participação da Igreja Católica na Feira de Lisboa

Turismo: Participação da Igreja Católica na Feira de Lisboa

A Pastoral do Turismo (PTP) e o Secretariado Nacional dos Bens Culturais (SNBCI), da Conferência Episcopal Portuguesa, avaliaram a passagem pela Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), que encerrou a 1 de março, destacando a relevância da participação da Igreja no evento.

“Há que estar no meio. E isso é muito importante. Porque eu acho que, quanto mais nós estamos em comunhão com a sociedade neste tipo de iniciativas, mais a Igreja é vista como uma presença que tem ali o seu enquadramento. E não como algo quase que é estanque, separado daquilo que é a sociedade”, defendeu Fátima Eusébio, diretora do SNBCI.

A PTP e o SNBCI estiveram presentes na 36ª edição da BTL, que decorreu entre 25 de fevereiro e 1 de março, na Feria Internacional de Lisboa, no Parque das Nações.

Fátima Eusébio faz uma “avaliação francamente positiva” da participação dos dois organismos da CEP na feira de turismo, recordando que a primeira vez que ali estiveram foi há três anos.

“Todo o património que está aqui é património da Igreja Católica representado e por isso consideramos que a presença do Secretariado também vem reforçar, precisamente, esta identidade específica deste património”, referiu.

Por sua vez, o diretor da Pastoral do Turismo – Portugal (PTP), Padre Miguel Neto, disse que a “presença do turismo religioso [na BTL] é sempre positiva” e que é um investimento que a Conferência Episcopal faz e recebe ecos.

“A igreja está presente onde estão as pessoas, onde estão os agentes desta atividade turística e também para fazer a ponte, que é a nossa função, entre agentes turísticos, operadores turísticos, hotelaria, funcionários, guias e a igreja”, indicou.

Ao longo da feira de turismo, foram apresentadas várias iniciativas no espaço do turismo religioso, entre as quais a APP SUMVIA, o sítio online “Festas, romarias e Tradições Religiosas em Portugal”, bem como a revista Invenire, do Secretariado dos Bens Culturais da Igreja.

“Este ano quisemos dar-lhe [revista] maior visibilidade”, mencionou Fátima Eusébio, que explica que a publicação aborda a componente da investigação, que “é fundamental para se comunicar informação de qualidade”.

“Nós vemos que os próprios municípios elaboram muitas vezes roteiros e é bom que os conteúdos sejam conteúdos de qualidade e qualificados. E por isso a revista tem esse contributo”, salienta.

Além disso, assinala a diretora do SNBCI, “abrange também toda uma série de boas práticas” que “são muito orientadas para a preservação” do património.

“Uma igreja que está aberta para o turismo é uma igreja que deve estar minimamente preservada, qualificada para que possa receber o turista com dignidade. E acho que isso é algo que nós próprios igreja também temos que trabalhar”, realçou.

Fonte: Ecclesia | Imagem: BTL

Finanças: Receita fiscal do Estado aumentou 2% em janeiro

Finanças: Receita fiscal do Estado aumentou 2% em janeiro

O Estado português arrecadou 4.311,8 milhões de euros em receita fiscal em janeiro, um aumento de 2%, de acordo com a síntese de execução orçamental.

“Em janeiro de 2026, a receita fiscal acumulada do subsetor Estado totalizou 4.311,8 milhões de euros”, um acréscimo de 83,8 milhões de euros (+2%) face ao período homólogo, lê-se na síntese publicada pela Entidade Orçamental.

Este crescimento reflete a execução do IVA, atenuado pela quebra do IRC.

Segundo a EO, nos impostos diretos “registou-se uma quebra de 101,9 milhões de euros (-5,2%), em termos homólogos, refletindo uma diminuição da receita líquida tanto do IRC como do IRS, de 83 milhões de euros (-47,1%) e de 10,6 milhões de euros (-0,6%), respetivamente”.

A quebra no IRS deve-se principalmente ao “aumento significativo dos reembolsos no valor de 79,2 milhões de euros, face ao período homólogo, o qual se explica pela transferência antecipada da consignação de receita de IRS a favor de instituições solidárias, religiosas, culturais ou com fins ambientais, cujo limite duplicou face ao ano anterior”, sendo que a transferência foi antecipada.

Por outro lado, nos impostos indiretos verificou-se uma evolução positiva de 185,8 milhões de euros (+8,1%), face ao período homólogo, impulsionada pelo desempenho positivo da receita líquida do IVA (177,6 milhões de euros).

A EO deixa, ainda assim, a nota de que “se for considerado o efeito da prorrogação do pagamento de IVA (182,4 milhões de euros em janeiro de 2026, face a 153,5 milhões de euros em janeiro de 2025), a receita deste imposto aumentou em 206,5 milhões de euros”.

Fonte: Lusa | Imagem: AT

“Deixa e vai”

II Domingo da Quaresma – Ano A

“Deixa e vai”

Gen 12, 1-4a / Slm 32 (33), 4-5. 18-19.20 e 22 / 2 Tim 1, 8b-10 / Mt 17, 1-9

Abraão é considerado como modelo da fé. O texto do Génesis mostra-nos, de maneira gráfica, o exercício da fé. Deus diz a Abraão: «Deixa… e vai…». E «Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado». “Deixar” e “ir” são duas ações que devem ser executadas já; e têm de ser assumidas a peito. É dito a Abraão que deixe a terra, a família e a casa de seu pai; que deixe tudo a que esteja física e afetivamente ligado; que deixe a sua vida tal como está montada. E é-lhe dito que vá para a terra que lhe for indicada: uma terra que não sabe de antemão qual é.

Abraão responde a Deus com prontidão. Responde assente numa
única base: a promessa de Deus. Promessa que se realizará só no futuro. Aí, então, haverá clarificação: Abraão verá, com os seus olhos, o sítio para onde Deus o mandou ir. E haverá recompensa: «Farei de ti uma grande nação». Existe, então, uma sequência: primeiro, a palavra pronunciada por Deus (ordem e promessa); depois, a execução da parte de Abraão; por fim, a perceção do sentido daquilo que Deus mandou fazer.

A fé é, assim, um exercício exigente. Requer inteira confiança no Deus que nos interpela; confiança de quem se vê pequeno. Mas Deus quer que conheçamos a sua robustez. Quer que saibamos que, entregando-nos a Ele, estamos bem entregues.

Daí o episódio da transfiguração (São Mateus): é manifestado o esplendor de Jesus aos discípulos. Tanto que um deles diz: «Senhor, como é bom estarmos aqui!».

Mas Deus faz saber que esse momento não é a vida toda. Os discípulos têm de descer do monte. São atirados para as lutas que o caminho da fé contém. Ouvem Jesus aludir à sua Paixão: «até o Filho do homem ressuscitar dos mortos». São chamados ao caminho árduo da fé, ao mesmo tempo que ficam conhecedores daquele que os chama. É o que São Paulo dá a entender a Timóteo: «Sofre comigo pelo Evangelho, apoiado na força de Deus».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Carção: Comédia “Filhas da Mãe” assinala o Dia Mundial do Teatro

Carção: Comédia “Filhas da Mãe” assinala o Dia Mundial do Teatro

Para assinalar o Dia Mundial do Teatro (27 de março), a Casa do Povo de Carção é o palco da comédia “Filhas da Mãe”, que conta com participação especial do apresentador de televisão, Jorge Gabriel, num enredo de risadas e boa disposição.

O espetáculo agendado para as 21h30, desenvolve-se como um programa de televisão intitulado “A minha vida dava uma banda sonora”. Entretanto, a rotina é interrompida por um evento hilariante: o apresentador é raptado em direto.

Com um elenco carismático e uma narrativa cheia de ritmo e surpresas, “Filhas da Mãe”, promete uma noite de gargalhadas, ironia e crítica social, num espetáculo que reflete com humor o poder da televisão e das histórias que nela se contam.

A representação da comédia “Filhas da Mãe” em Carção, é uma iniciativa do município de Vimioso e da freguesia local.

O Dia Mundial do Teatro foi comemorado pela primeira vez em 1962, pelo Instituto Internacional do Teatro(ITI). A data continua a ser comemorada, anualmente, a 27 de março pela comunidade internacional do teatro.

HA


Mogadouro: Julgamento de ex-autarcas

Mogadouro: Julgamento de ex-autarcas

Um antigo vigilante do parque de campismo de Mogadouro reconheceu em tribunal, que haveria uma ligação entre duas empresas com quem os antigos presidente, vice-presidente e vereadora do município de Mogadouro terão violado regras de contratação pública.

Os quatro ex-vigilantes do parque de campismo de Mogadouro testemunharam no julgamento, que decorre no Tribunal de Bragança e que que senta no banco dos réus oito arguidos, entre eles Francisco Guimarães, ex-presidente da Câmara de Mogadouro, Evaristo Neves, ex-vice-presidente, e Joana Silva, ex-vereadora, entre 2013 e 2021.

As testemunhas explicaram o trabalho que desempenhavam no parque de campismo, tendo uma delas reconhecido que, após uma visita à sede da empresa para a qual trabalhava, Ronsegur, terá visto uma publicidade da sociedade Suavinha, admitindo que haveria uma ligação entre as duas firmas. Os restantes negaram saber de qualquer envolvimento entre ambas.

De acordo com o Ministério Público, terão sido feitos contratos por ajuste direto e por consulta prévia, celebrados entre 2014 e 2018, para serviços de segurança privada, de cerca de 200 mil euros, do Parque de Campismo da Quinta da Aguieira, do Complexo Desportivo do Mogadouro e do Parque Juncal, com duas empresas “que nunca foram detentoras de alvará ou de autorização legal para o exercício da atividade de segurança privada”, em benefício de uma terceira.

As quatro testemunhas disseram em tribunal que consideravam que a empresa para a qual trabalhavam teria o alvará adequado.

A acusação sustenta que o procedimento administrativo adotado pelos três autarcas, “que se consubstanciou no fracionamento anual dos contratos públicos e na celebração de contratos públicos simulados com a Suavinha e com a Strategystape, teve como única e exclusiva intenção concretizada de beneficiar a Ronsegur e o seu corpo social e contornar as regras” da contratação pública.

O Ministério Público acusa Francisco Guimarães de três crimes de prevaricação e de três crimes de falsificação de documento. Já Evaristo Neves e Joana Silva estão acusados de um e de dois crimes de prevaricação, respetivamente.

Nenhum dos arguidos falou em tribunal.

Quanto aos três sócios gerentes da Ronsegur, Strategystape e Suavinha, assim como as próprias sociedades, estão acusados de diversos crimes de falsificação de documento.

A acusação defende ainda que o ex-vice-presidente Evaristo Neves seria o responsável pela tutela da contratação pública. Hoje, em tribunal, a advogada de defesa do arguido questionou os antigos vigilantes sobre o envolvimento de Evaristo Neves no parque de campismo, mas todos negaram ter visto o ex-autarca nas instalações.

A Lusa tentou obter declarações da advogada e de Evaristo Neves, que se recusaram a fazê-lo.

A próxima sessão de julgamento está marcada para 17 de março.

Além da condenação pelos crimes, MP pede ainda que os ex-autarcas sejam condenados à pena acessória de proibição do exercício de qualquer cargo político por um período de dois a 10 anos e que sejam devolvidos aos Estado quase 93 mil euros, considerando esse o valor da “vantagem patrimonial” obtida pelas sociedades, através dos “contratos fraudulentos” firmados com a Câmara de Mogadouro.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Política: Hernâni Dias recandidata-se a presidente da Distrital do PSD

Política: Hernâni Dias recandidata-se a presidente da Distrital do PSD

O deputado na Assembleia da República, Hernâni Dias anunciou que vai recandidatar-se a presidente da Distrital do PSD de Bragança, no acto eleitoral agendado para 28 de fevereiro, com o intuito de dar “continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos três anos à frente da estrutura distrital”.

Em comunicado, o deputado do PSD na Assembleia da República e antigo secretário de Estado e presidente da câmara de Bragança, disse que, “após um ciclo marcado pela estabilidade, pela coesão da equipa e pelo reforço da implantação política do PSD no distrito”, entende “estarem reunidas as condições para dar seguimento ao projeto político que tem vindo a ser construído”.

Hernâni Dias acrescentou ainda que a sua recandidatura “assenta na vontade de consolidar esse percurso, reforçar a unidade interna e continuar a afirmar o PSD como a principal força política, no distrito de Bragança”.

As eleições para a distrital do PSD Bragança realizam-se no sábado, dia 28 de fevereiro e até ao momento é conhecida apenas a candidatura de Hernâni Dias.

Caso seja eleito, o antigo autarca de Bragança vai cumprir um terceiro mandato como presidente da Distrital do PSD de Bragança.

Fonte: Lusa | Foto: HD

Miranda do Douro: Autarcas reclamam os 335,2 milhões de euros de impostos da venda de barragens

Miranda do Douro: Autarcas reclamam os 335,2 milhões de euros de impostos da venda de barragens

Os dez municípios onde estão edificadas as seis barragens transmontanas, concessionadas à Movhera, anunciaram que vão pedir uma nova audiência à Autoridade Tributária (AT), para reivindicar o pagamento dos 335,2 milhões resultantes dos impostos devidos pela venda da concessão.

A presidente da Câmara de Miranda do Douro e porta-voz dos dez municípios, Helena Barril criticou a inação da AT para os cobrar os 335 milhões de euros devidos em impostos.

“Exigimos que os 335,2 milhões de euros devidos cheguem ao território. Vamos dar continuidade a este trabalho conjunto, articulado entre os dez municípios, para mostrar a união que temos mantido desde o primeiro momento relativo à concessão das barragens e respetivos impostos inerentes”, vincou a autarca mirandesa.

Em causa estão impostos como IMI, IMT ou o Imposto do Selo.

A posição foi assumida numa reunião que decorreu no Salão Nobre da Câmara de Miranda do Douro, para fazer um ponto de situação sobre este assunto que já se arrasta há mais de cincos anos.

Para além de autarcas de Miranda do Douro, marcaram também presença os municípios de Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Mirandela, Alfândega da Fé e Alijó.

A transação não foi sujeita a Imposto do Selo e Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), o que levou o Ministério Público a abrir um inquérito para averiguar as suspeitas iniciais de fraude fiscal.

O então secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Nuno Félix (PS), assinou, em 3 de fevereiro de 2023, um despacho que avança com diretrizes para a AT fazer uma avaliação e atualização das matrizes das barragens e avançar com a cobrança do IMI deste tipo de bens, tendo por base o parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR), aprovado por unanimidade em 2006, determinando que “a avaliação, a inscrição e a atualização matriciais das construções respeitantes aos aproveitamentos hidroelétricos […] seja efetuada com base na natureza jurídico-patrimonial resultante do entendimento” que consta daquele parecer.

No final de outubro de 2025, o Ministério Público arquivou as suspeitas criminais, mas concluiu que o Estado tinha a receber 335,2 milhões de euros em impostos e mandou a AT “proceder à cobrança dos impostos em falta e que não foram pagos”.

A EDP fez saber em novembro de 2025 que cumpriu as regras fiscais na venda das barragens do Douro em 2020 e promete “defender os seus interesses” depois de saber que o Ministério Público reclama 335,2 milhões de euros em impostos em falta.

 Os autarcas presentes nesta reunião concordaram em dizer que “não estão contra ninguém, apenas a lutar pelo que é devido às populações,  e que a lei seja cumprida”.

“Apesar de ser um imbróglio que afetou os territórios do Douro Internacional, Baixo Sabor e Foz/Tua, é um problema à escala nacional. É preciso que a lei seja respeitada, tal como os três despachos do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do anterior Governo”, vincou Helena Barril.

Os autarcas ainda não calcularam o que cada um dos 10 municípios em causa poderá receber.

Esta é também uma luta do Movimento Cultural da Terra de Miranda, que desde 2020 se tem debatido pelo pagamento dos impostos em dívida sobre a venda das barragens.

A vertente fiscal das barragens começou a ser discutida na sequência da venda pela EDP de seis barragens em Trás-os-Montes (Miranda do Douro, Picote, Bemposta, Baixo Sabor, Feiticeiro e Tua), por 2,2 mil milhões de euros, a um consórcio liderado pela Engie, tendo o negócio ficado concluído no final de 2020.

Fonte: Lusa | Fotos: Lara Torrado (MMD)