Ambiente: Movimento cívico apela à revogação de leis que “entregam território a interesses energéticos”

Ambiente: Movimento cívico apela à revogação de leis que “entregam território a interesses energéticos”

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) apelou do Presidente da República, à Provedoria de Justiça e à Assembleia da República que promovam a revogação de duas leis que considera serem abusivas porque “entregam o território aos interesses energéticos”.

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) afirma que a primeira lei, de 2022, permite autorizar, em apenas 10 dias, a instalação de parques eólicos e centrais fotovoltaicas, mesmo quando estejam em causa valores ambientais, históricos, culturais e paisagísticos.

“Basta que as entidades públicas não respondam nesse prazo irrealista”, vincou este movimento cívico.

Por outro lado, o MCTM acrescenta que a segunda lei, de 2024, prorrogou esse regime até ao final de 2026.

“Estas leis, que constituem um privilégio dado pelo Estado a um lóbi empresarial, são inaceitáveis num Estado de Direito, lesam o interesse público, o bom senso democrático e a própria Constituição”, sublinhou o MCTM, na mesma nota.

Em causa está o artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 30-A/2022, de 18 de abril, e do Decreto-Lei n.º 116/2024, de 30 de dezembro.

O movimento considera “inadmissível que terrenos onde os proprietários estão sujeitos a fortes restrições impostas pelo Estado possam agora ser ocupados com projetos energéticos capazes de destruir o equilíbrio ecológico, a paisagem e a agricultura da Terra de Miranda”.

Esta posição do MCTM surge na sequência da apresentação de hibridização da central hidrelétrica de Picote e parque eólico, realizada a 07 de maio na aldeia raiana de São Martinho de Angueira pela Engie, que o movimento critica.

Quanto à potência deste parque eólico, perspetiva-se que possa ter uma capacidade de aproximadamente 157,5 MegaWatts, estando previstos 105 hectares de área não vedada, onde se inserirão os aerogeradores, valas de cabos e acessos.

Outros dos projetos em causa passa pela hibridização em três centrais elétricas transmontanas através de projetos fotovoltaicos com capacidade de cerca de 354 Megawatts-pico (MWp).

“Não há boa-fé possível neste processo. Não há boa-fé quando se negoceia com proprietários sem informação sobre os impactos dos projetos. Não há boa-fé do Estado, que aprovou leis para favorecer interesses económicos, nem das autarquias que, pelo silêncio ou omissão, deixaram as populações desprotegidas. O engano agrava-se quando estas empresas utilizam abusivamente instalações das Juntas de Freguesia para apresentar negócios privados, confundindo os cidadãos”, considera.

Para o movimento, as juntas existem para defender as populações, não para legitimar operações empresariais.

Afirmando que não estão contra a transição energética, o movimento salienta que está é “contra uma transição capturada por grandes interesses económicos, imposta às populações por silêncio administrativo, com lucros privados e custos públicos”.

 “A energia limpa não pode justificar negócios sujos nem o atropelo da democracia local, da transparência e da dignidade das comunidades. Estamos contra a desigualdade flagrante entre a cumplicidade do Estado com as empresas energéticas e o desprezo com as populações que deve representar. A Terra de Miranda não é terra vazia nem sacrificável. É terra habitada, trabalhada, herdada e defendida por quem nela vive”, destacou este movimento cívico.

Fonte: Lusa | Imagem: MCTM

Ambiente: Cancelada a limpeza das margens do rio Sabor

Ambiente: Cancelada a limpeza das margens do rio Sabor

Foi cancelada a atividade de limpeza das margens do rio Sabor, entre Santulhão e Izeda, devido à situação de alerta decretada pelo Governo, que vigora de 3 de julho a 6 de julho, face ao aumento da temperatura e ao significativo agravamento do risco de incêndios rurais.

O ministério da Administração Interna justifica que a situação de alerta decorre da necessidade de adotar medidas preventivas e especiais de reação ao risco de incêndio, previsto pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em grande parte do território continental.

A declaração implica, simultaneamente, a proibição de “acesso, circulação e permanência” no interior de certos espaços e caminhos florestais, bem como da realização de queimadas e queimas, incluindo as que foram autorizadas, e de trabalho em espaços florestais com maquinaria (exceto para combate de incêndios) e nos restantes espaços rurais “com recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal”.

A declaração de situação de alerta aplica-se a todo o território continental.

O cancelamento da atividade deve-se ainda à necessidade de prévio licenciamento, por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

HA

Ambiente: Situação de alerta vigora até 6 de julho

Ambiente: Situação de alerta vigora até 6 de julho

A situação de alerta decretada pelo Governo vigora de 3 de julho a 6 de julho, devido ao aumento da temperatura e ao “significativo agravamento do risco de incêndios rurais”, justificou o Ministério da Administração Interna (MAI).

“A declaração decorre da elevação do estado de alerta especial do Sistema Integrado de Operações de Proteção de Socorro (SIOPS) e da necessidade de adotar medidas preventivas e especiais de reação ao risco de incêndio, previsto pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em grande parte do território continental”, explica, em comunicado, o ministério liderado por Luís Neves.

Segundo o MAI, a declaração de situação de alerta implica, a nível operacional, “a elevação do grau de prontidão e resposta operacional” da GNR e da PSP, “o aumento do grau de prontidão e mobilização de equipas de emergência, de saúde pública e apoio social” e “o aumento do nível de prontidão das equipas de resposta das entidades com especial dever de cooperação nas áreas das comunicações (operadoras de redes fixas e móveis) e energias (transporte e distribuição).

Além disso, ficam mobilizadas em permanência as “equipas de sapadores florestais afeta aos dispositivo de combate” e o “Corpo Nacional de Agentes Florestais e dos Vigilantes da Natureza que integram o dispositivo de prevenção e combate a incêndios, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (INCF)”.

A “realização pela GNR de ações de patrulhamento (vigilância) e fiscalização aérea de meios das Forças Armadas”, em especial nos “locais sinalizados com um risco de incêndio muito elevado e máximo”, e “a dispensa de serviço ou a justificação dos trabalhadores, do setor público ou privado, que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário”, exceto os que exercem funções militares, em forças de segurança, na Proteção Civil e algumas áreas da saúde, são as restantes medidas permitidas na situação de alerta.

A declaração implica, simultaneamente, a proibição de “acesso, circulação e permanência” no interior de certos espaços e caminhos florestais, bem como da realização de queimadas e queimas, incluindo as que foram autorizadas, e de trabalho em espaços florestais com maquinaria (exceto para combate de incêndios) e nos restantes espaços rurais “com recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal”.

De fora das restrições ficam os trabalhos associados à alimentação de animais e cultivo dos campos, desde que decorram em zonas de regadio ou sem florestas, sejam essenciais e inadiáveis, e não haja o risco de ignição; a “extração de cortiça por métodos manuais e a extração (cresta) de mel”, sem material incandescente; e os trabalhos de construção civil inadiáveis, com mitigação do risco de incêndio.

É também permitida realização, entre o pôr-do-sol e as 11:00, de “trabalhos de colheita de culturas agrícolas com a utilização de máquinas, nomeadamente ceifeiras debulhadoras”, e de “operações de exploração florestal de corte, rechega e transporte”, “desde que sejam adotadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural e comunicada a sua realização ao Serviço Municipal de Proteção Civil territorialmente competente”.

Já a utilização de fogo-de-artifício e o lançamento de balões com mecha acesa estão proibidos, mesmo que tenham sido autorizados.

A declaração de situação de alerta aplica-se a todo o território continental.

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

Uva: Música tradicional das “Alma de Esteva” anima Festa dos Pombais

Uva: Música tradicional das “Alma de Esteva” anima Festa dos Pombais

O trio feminino “Alma de Esteva” vai animar a IV Festa dos Pombais, em Uva, com um concerto no final da tarde de sábado, 4 de julho, durante o qual o público tem a oportunidade de cantar e dançar músicas como “Trigueirinha”, “Senhora do Almortão” ou “Amora Madura”.

O grupo formado por Fátima Gigante, Joana Cardoso Pereira e Joana Lopes têm em comum o gosto pela música tradicional e à ligação ao planalto mirandês, onde vivem.

“Unidas pela vontade de preservar e reinventar o património musical oral, utilizamos a voz como principal veículo para revisitar melodias tradicionais e combiná-las com arranjos próprios, letras originais e sonoridades contemporâneas”, informam.

No repertório, as “Alma de Eeteva” incluem temas e sonoridades de norte a sul de Portugal e também influências da vizinha Espanha, com as sonoridades da guitarra espanhola, do adufe e do cajón.

A música “Trigueirinha”, que faz parte do cancioneiro popular português, é a mais conhecida do grupo, a que se juntam outras como “Senhora do Almortão”, “Amora Madura” e a mirandesa “Tirioni”.

HA

Uva: Festa dos Pombais a 3 e 4 de julho

Uva: Festa dos Pombais a 3 e 4 de julho

A Festa dos Pombais, em Uva, realiza-se nos dias 3 e 4 de julho, num programa diversificado de atividades, que inclui um passeio interpretativo aos pombais tradicionais, uma oficina de plantas aromáticas, um mercado de artesanato e produtos locais, assim como música, dança, teatro, sabores e tradição.

Na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, a Festa dos Pambais é coorganizada pela Palombar, a freguesia local e o município de Vimioso.

Nesta IV edição, a programação inclui teatro, sons experimentais, serigrafia, plantas aromáticas, lobos, performances inspiradas na palavra escrita, património edificado, recolha musical, ecos da paisagem e do mundo natural.

“Nesta festa cabe tudo isto, num programa multifacetado, onde o todo é maior do que a soma das partes. Esta é uma festa que cria espaços de diversão e reflexão, que convida para uma imersão no território e na cultura local, proporcionando uma experiência única e uma vivência genuína. É para todas as gerações e a entrada é livre”, informa a Palombar.

A aldeia dos pombais

Uva possui um património edificado único no nordeste transmontano, onde exsitem mais de 40 pombais tradicionais. Trata-se de estruturas da arquitetura vernacular fortemente ligadas à comunidade, à cultura e à conservação da natureza, a maioria dos quais localizados no perímetro da aldeia.

A Festa dos Paombais foi concebida em 2022 e realiza-se anualmente no mês de julho, de modo a promover o território e mostrar o que a região tem de mais genuíno e inigualável.

“O nome da festa é inspirado nesses edificados icónicos da região, um legado único que queremos dar a conhecer, através deste evento que tem como foco a dinamização do mundo rural e a promoção do seu património arquitetónico, natural, cultural e social”, acrescenta a Palombar.

Através de campos de voluntariado, a Palombar já restaurou todos os pombais de Uva que se encontravam em ruína parcial, um feito que é considerado histórico.

Fonte: Palombar

Desporto: I Passeio pedestre Vale Pena – Pinelo

Desporto: I Passeio pedestre Vale Pena – Pinelo

Na manhã de Domingo, dia 5 de julho, a freguesia de Pinelo organiza o I Passeio Pedestre de Vale de Pena até Pinelo, uma caminhada de dificuldade média, com uma distância de 10 quilómetros, que visa proporcionar o convívio e a atividade física.

Segundo o programa, a atividade inicia-se às 8h00 de Domingo, com a concentração dos participantes em Vale de Pena.

A partida para o passeio está agendada para as 8h30. A meio do percurso (5 quilómetros) está prevista uma merenda. No final do passeio, os caminhantes têm direito a um almoço-convívio na sede da freguesia de Pinelo.

As inscrições para o passeio pedestre têm um custo de 10€, que inclui o almoço, seguro e brinde.


Segundo a Direção Geral de Saúde (DGS), os benefícios da atividade física são vários:

1- Fortalecer os músculos, os ossos e os tendões;

2- Melhorar a função respiratória;

3- Robustecer o sistema imunológico;

4- Proporcionar mais resistência;

5- Melhorar a circulação sanguínea;

6- Reduzir os riscos de ocorrência de doenças cardiovasculares;

7- Prevenir a ocorrência de enfarte;

8- Controlar a diabetes e os valores da tensão arterial;

9- Reduzir os sintomas de depressão, stress e ansiedade;

10- Melhorar a qualidade do sono.

HA



Santulhão: Limpeza das margens do rio Sabor

Santulhão: Limpeza das margens do rio Sabor

Na manhã de sábado, dia 4 de julho, um grupo de amigos de Santulhão, no concelho de Vimioso e de Izeda, no concelho de Bragança, vão limpar em conjunto as margens do rio Sabor, junto à ponte medieval, com os propósitos de proporcionar melhores condições para a época balnear e simultaneamente cuidar do ambiente.

Segundo o programa, a atividade inicia-se com a concentração dos participantes na sede da freguesia de Santulhão, às 7h00, para depois seguirem viagem até à ponte medieval construída sobre o rio Sabor.

“Um grupo de amigos das duas localidades de Santulhão e Izeda decidiram juntar-se para limparem as margens do rio Sabor, de modo a proporcionar melhores condições para a época balnear. Como diz o lema: O rio é de todos e a sua limpeza também”, justifica a organização.

Para a realização do trabalho é necessário levar ferramentas e utensílios como luvas, sacos do lixo, foices, calagouços, etc.

No final da manhã de trabalho, está programado um almoço convívio no Centro de Promoção dos Produtos e Tradições de Santulhão, às 13h00.

No dia 4 de julho, a aldeia de Santulhão celebra os 738 anos da atribuição do foral - carta de cedência de terras - pelo rei de Portugal, D. Dinis (1261-1325). 

Este monarca ficou conhecido pelo cognome de “o Lavrador” pois interessou-se pela agricultura, facilitando a distribuição e a exploração das terras por toda a população.

Em Santulhão, a ponte medieval (século XIII) sobre o rio Sabor possibilitou durante vários séculos a ligação do concelho de Vimioso às terras de Bragança. Documentos existentes datam-na do século XIII. A ponte de ligação a Izeda é considerada uma das construções mais antigas e singulares da região. Documentos do século XIII já a referem, e a sua forma em “lombo de cavalo”, com cinco arcos, distingue-a das restantes pontes vizinhas, reforçando a ideia de que poderá ser também das mais antigas.

Ao longo da sua história, a ponte sofreu danos significativos. Em 1860, uma grande cheia destruiu parte da estrutura, que foi então reparada provisoriamente com madeira. Apenas por volta de 1938 se substituiu essa parte por alvenaria, conferindo à ponte o aspeto que apresenta aos dias de hoje.

Mais do que uma obra de engenharia, a Ponte Românica de Santulhão é um testemunho vivo da história local. Envolta por uma paisagem rural tranquila, a ponte integra-se harmoniosamente no vale do rio Sabor.

Rodeada por campos agrícolas, manchas de vegetação autóctone e margens onde a fauna e a flora prosperam. O som da água corrente, aliado ao cenário verdejante e à ausência de grandes intervenções urbanas, cria um ambiente de grande beleza natural, tornando o local não só um ponto de interesse histórico, mas também um espaço de contemplação e lazer.

Fonte: DYS | Foto: Flickr

HA

Alcanices: Festa da Virgem de la Salud de 1 a 3 de julho

Alcanices: Festa da Virgem de la Salud de 1 a 3 de julho

Nos dias 1, 2 e 3 de julho, a vila raiana de Alcanices (Espanha) celebra a festa em honra da Virgem de la Salud, com um programa religioso e cultural, que reúne espanhóis e portugueses, na fé e fraternidade entre os povos vizinhos.

Esta festividade é considerada de interesse turístico religioso, dado que une espanhóis e portugueses na devoção mariana, à Mãe do Filho de Deus, Jesus Cristo.

“Durante três dias, o santuário da Virgem de la Salud, em Alcanices, converte-se no coração da comarca de Aliste, com procissões, celebrações religiosas e atividades culturais organizadas pela confraria e pelo Ayuntaminento de Alcanices”, informam.

Na programação cultural, a festa em honra da Virgem de la Salud inclui música tradicional, gastronomia e o convívio entre espanhóis e portugueses.

“A romaria internacional da Virgem de la Salud é uma manifestação viva de devoção e da identidade cristã da população de Alcañices”, escreve o jornal Comarca de Aliste.

Nossa Senhora, com o título de Virgen de la Salud é a padroeira da região de Aliste, na diocese de Zamora.

A festividade tem um seu ponto alto no dia 2 de julho, numa celebração religiosa que conta com a participação de espanhóis e portugueses.

Nesta região fronteiriça, a devoção mariana está muito presente na vida de fé das comunidades espanholas e portuguesas.

Há inclusive o roteiro dos sete santuários dedicados a Nossa Senhora, em Espanha e Portugal. São sete invocações e peregrinações onde se vive a fraternidade e a convivência na sua forma mais pura em torno da devoção mariana, que aproxima os Alistanos e os trasmontanos.

Fonte: Comarca de Aliste

O Tratado de Alcanices 

Foi a 12 de Setembro de 1297 na vila de Alcanices, localizada na província de Zamora a uns dois quilómetros da fronteira portuguesa de Trás-os-Montes, que foi assinado dos mais importantes tratados entre Portugal e Espanha e cujos traços essenciais se mantêm até aos nossos dias.

Tratou-se de um acordo de definição de fronteiras que pretendia resolver vários focos de conflito entre Portugal e Castela, evitando que pequenas disputas territoriais pudessem arrastar os dois países para uma guerra de dimensões superiores. O tratado foi assinado entre o rei de Portugal D. Dinis e o rei de Castela Fernando IV e seguiu-se a um período de tensão entre as duas coroas, no decorrer do qual várias incursões militares de ambos os lados e diversos pontos de discórdia haviam elevado o risco de um confronto geral. Tratou-se, portanto, de um acordo de cedência mútua de posições fronteiriças e de reconhecimento de uma linha de separação dos territórios dos dois países.

Fonte: RTP Ensina

HA

Miranda do Douro: Dia da Cidade com concertos, exposições e homenagens

Miranda do Douro: Dia da Cidade com concertos, exposições e homenagens

No dia 10 de julho, feriado municipal em Miranda do Douro, celebram-se 481 anos de elevação a cidade, num programa comemorativo que decorre de 4 a 11 de julho, com concertos musicais, exposições, apresentação de livros e a sessão solene na Câmara Municipal, com a homenagem às instituições e personalidades do concelho de Miranda do Douro.

A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, explicou que a Semana da Cultura Mirandesa tem a finalidade criar uma programação de celebração do Dia da Cidade, feriado municipal, que se assinala anualmente, a 10 de julho.

«A programação da Semana da Cultura Mirandesa contempla claro está, referências à cultura mirandesa, como o “Desfile dos Pendões”, a exposição de pintura alusiva à fauna do planalto mirandês, os concertos da Banda Filarmónica Mirandesa e do grupo Trasga e a homenagem às instituições e personalidades do concelho”, informou a autarca de Miranda do Douro.

Miranda do Douro

Em 1545, o rei de Portugal, D. João III solicitou a criação de uma diocese no nordeste do país e escolheu a então vila de Miranda do Douro, para ser a sede do novo bispado.

O Papa, Paulo III, acedeu ao pedido do rei português e foi assim, que por carta régia de 10 de Julho de 1545, o rei D. João III fez simultaneamente de Miranda do Douro uma cidade.

Anualmente, a cidade de Miranda do Douro comemora esta efeméride com um programa de atividades culturais, que se estendem ao longo de vários dias e incluem a apresentação de livros, concertos musicais, homenagens e outras iniciativas culturais.

Este ano, o programa da Semana da Cultura Mirandesa oferece à população e aos visitantes uma variedade de atividades culturais.

Assim, no sábado, dia 4 de julho, realiza-se o tradicional desfile dos pendões. À tarde, as ruas da cidade de Miranda do Douro são animadas com as danças dos pauliteiros. E à noite, há um concerto na praça Dom João II: “Camerata & Violinos”

No serão de Domingo, 5 de julho, a Banda Filarmónica Mirandesa presenteia a população com um concerto, na praça Dom João III.

Na tarde de seis de julho, é inaugurada a exposição de pintura “Fauna do Planalto Mirandês”, na Biblioteca Municipal António Maria Mourinho.

A 7 de julho, o escritor, Henrique Manuel Pereira, apresenta na Casa da Cultura Mirandesa, o livro “As Orações de Junqueiro”, às 18h00.

No dia seguinte, 8 de julho, a biblioteca municipal é o palco do recital poético “”Flamenco com Lorca”. Ao serão, o grupo musical Trasga apresenta o seu segundo álbum, na praça Dom João III.

O dia 9 de julho é dedicado aos Antigos Combatentes do Ultramar, com a cerimónia de deposição de uma coroa de flores no monumento instalado na avendida Aranda del Duero, seguido da missa solene na concatedral de Miranda do Douro. À noite, há o concerto musical da Orquestra Ligeira do Exército.

A 10 de julho, feriado municipal em Miranda do Douro, a comemoração do Dia da Cidade inicia-se às 10h00 da manhã, com o hastear da bandeira nacional e a entoação do hino, acompanhados pela Banda Filarmónica Mirandesa. Segue-se a cerimónia no salão nobre da Câmara Municipal, com a homenagem a instituições e personalidades do concelho de Miranda do Douro. Ao serão, a alcãçova do Castelo é o palco do concerto de ópera “Visitação à Ópera Barbeiro de Sevilha”, interpretado pelo grupo Ópera na Aacademia e na Cidade.

Em Miranda do Douro, a Semana da Culura Mirandesa encerra a 11 de julho, com contos para bébes, na biblioteca municipal, a comemoração do dia de São Bento (padroeiro da diocese) e o programa televisivo Casa d’Amália, na praça Dom João III.

No comunicado, o Município de Miranda do Douro convida toda a população e os visitantes a participar na semana da Cultura Mirandesa.

HA

Sociedade: Mais de um terço dos estrangeiros em Portugal são brasileiros

Sociedade: Mais de um terço dos estrangeiros em Portugal são brasileiros

Dos 1,6 milhões de estrangeiros residentes em Portugal, 574 mil são brasileiros, numa contagem do Instituto Nacional de Estatística (INE), que indica que há mais homens do que mulheres imigrantes.

Em 2025, de acordo com os dados do INE, a população residente de nacionalidade estrangeira em Portugal “foi estimada em 1.597.539 pessoas, dos quais 913.249 (57,2%) são homens e 684.290 (42,8%) são mulheres, representando 14,0% do total da população residente”.

No que diz respeito às nacionalidades, o INE estima que em 2025 residiam em Portugal, um total de “574.195 cidadãos de nacionalidade brasileira, o que corresponde a 35,9% da população estrangeira residente”, mas do que duplicando o número em relação a 2021 (106,5%), com um acréscimo de 296.086 pessoas.

“A nacionalidade angolana era, em 2025, a segunda principal nacionalidade estrangeira, abrangendo 103.140 pessoas (6,5% do total de estrangeiros), o que representa igualmente um acentuado aumento em comparação com 2021 (33.099)”.

Seguem-se os indianos (93.683 pessoas, com 37.914 em 2021), cabo-verdianos (76.099), nepalês (56.866), cidadãos do Bangladesh (56.724) e guineenses (53.555).

A seguir a estas nacionalidades, seguem-se os ucranianos (53.555), são-tomenses (47.731), paquistaneses (39.638), cidadãos do Reino Unido (38.640), italianos (32.784), franceses (26.549), chineses (23.439) e alemães (21.635), na lista publicada pelo INE.

Numa comparação entre os dados de 2021 e 2025, segundo o INE, os são-tomenses constituem o grupo de imigrantes que mais aumentou em termos percentuais (mais 263%), seguindo-se os cidadãos do Bangladesh (230%), do Paquistão (215%) e angolanos (212%), as únicas nacionalidades que triplicaram o seu volume.

Numa análise a partir das regiões-plano (NUT2), o Norte é a região “onde reside o maior número de pessoas (3.790.554), concentrando 33,2% do total da população, seguida pela Grande Lisboa (2.415.261) e pelo Centro (1.771.259), onde residem, respetivamente, 21,1% e 15,5% da população total”.

“Em 2025, a região Grande Lisboa, onde residiam 546.419 pessoas de nacionalidade estrangeira, concentrava 34,2% do total de estrangeiros em Portugal, seguindo-se a região Norte, com 311.095 residentes de nacionalidade estrangeira e representando 19,5% do total”, pode ler-se nas conclusões do INE.

Numa análise proporcional, os Açores são a região com menor número de população estrangeira (apenas 0,6% do total) enquanto “o Algarve, com 161.556 estrangeiros, destacou-se como a região com maior peso de população estrangeira no total de residentes na região, com 27,9%”, seguindo-se Lisboa (22,6%) e Península de Setúbal (18,3%).

A vinda de imigrantes para Portugal também contribuiu para um aumento da população ativa, compensando assim a redução da população jovem.

“Entre 2021 e 2025, a proporção de jovens (população dos 0 aos 14 anos de idade) diminuiu de 13% para 12,4% da população total” e a “percentagem de pessoas em idade ativa (população dos 15 aos 64 anos de idade) aumentou, de 63,7% para 64,3%, contributo dos fluxos migratórios recentes que tendem a concentrar-se nesta idade”, refere o INE.

Fonte: Lusa | Imagem: Flickr