Ensino: Concurso extraordinário de professores para suprir três mil horários vazios nas escolas

Ensino: Concurso extraordinário de professores para suprir três mil horários vazios nas escolas

As escolas continuam com cerca de três mil horários de professores por preencher e o Governo vai abrir um concurso extraordinário, com quase 1.800 vagas, para zonas com mais dificuldade em atrair docentes.

A duas semanas do arranque do ano letivo, há ainda “cerca de três mil horários por preencher”, revelou hoje o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, no final de uma reunião com sindicatos para discutir o diploma que cria um regime excecional e temporário para contratar professores para as 10 regiões do país com mais alunos sem aulas.

Na próxima semana, arranca mais uma reserva de recrutamento que permite às escolas contratar mais docentes, mas a tutela decidiu lançar também este ano um concurso externo extraordinário para recrutar professores de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, à semelhança do que aconteceu no passado ano letivo.

As cerca de 1.800 vagas estão concentradas em 10 Quadros de Zona Pedagógica, sendo que a maioria – cerca de 1.100 – é para dar aulas em escolas em Lisboa, disse o ministro, acrescentando que 20% das vagas serão abertas na região de Setúbal e as restantes 10% para escolas do Alentejo e do Algarve.

O novo ano letivo 2025/2026 para a Educação Pré-Escolar e os Ensinos Básico e Secundário inicia-se entre 11 e 15 de setembro.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Argozelo: Simulacro de atropelamento elucidou a população

Argozelo: Simulacro de atropelamento elucidou a população

No dia 26 de agosto, a rua principal da vila de Argozelo foi o local escolhido para para realização de um simulacro de atropelamento, uma ação preventiva promovida pelo município de Vimioso, com o objetivo de informar e preparar a população para agir em caso de acidente.

O simulacro foi organizado no âmbito do Contrato Local de Desenvolvimento Social – 5ª Geração (CLDS 5G), um projeto da Câmara Municipal de Vimioso que contou com a colaboração da Guarda Nacional Republicana (GNR) e dos Bombeiros Voluntários de Vimioso.

Em Argozelo, o presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, indicou que este exercício de proteção civil faz parte de um conjunto de iniciativas que se propõem realizar doravante.

“A rua principal de Argozelo foi o local escolhido para a realização deste simulacro de atropelamento porque é uma via muito movimentada, estreita e onde ocorrem, infelizmente, acidentes com demasiada frequência. Por isso, os simulacros são muito importantes já que visam informar e preparar as populações para saber agir em caso da ocorrência de acidentes. Aprende-se sempre alguma coisa, como seja o cuidado em não mexer na vítima sem a chegada dos bombeiros”, disse o autarca vimiosense.

A técnica do CLDS 5G (um projeto que está a ser executado pela Corane – Associação de Desenvolvimento dos Concelhos da Raia Nordestina) Ana Cameirão explicou que esta atividade, em Argozelo, faz parte do programa de atividades relacionadas com o eixo do Desenvolvimento Social, Capacitação Comunitária e Intervenção em Contextos de Emergência Social e Cenários de Execução.

“Em Vimioso, o projeto Contrato Local de Desenvolvimento Social- 5G iniciou-se a 1 de abril de 2025, tem a duração de quatro anos e já estamos a desenvolver atividades nas várias aldeias do concelho com a população idosa, prestamos apoio na procura de trabalho às pessoas desempregadas, assim como aos migrantes, às famílias carenciadas e procuramos dar respostas a outros problemas sociais”, explicou.

Em representação dos Bombeiros Voluntários de Vimioso, Sara Garcia, enfatizou a importância que estas ações de sensibilização têm para as populações, em particular em localidades onde há predominância de pessoas idosas.

“Com o envelhecimento há perda de capacidades físicas e cognitivas e as pessoas têm maior dificuldade em agir em caso de acidente. Ligar para o 112 e alertar as entidades competentes, a GNR e os Bombeiros são passos importantes para dar resposta à emergência”, indicou.

Na simulação do atropelamento, a intervenção dos bombeiros permitiu socorrer a vítima que se encontrava imobilizada na via pública, sendo prontamente encaminhada para o hospital de Bragança.

O simulacro em Argozelo testou ainda a comunicação e a operacionalidade entre os bombeiros e demais agentes de Proteção Civil (GNR, autarquia, IPSS’s), constatando-se que todos atuaram de acordo com os procedimentos previstos para os contextos de acidente de viação.

Os Bombeiros aproveitaram a oportunidade para informar também a população de Argozelo sobre os cuidados a ter para prevenir e agir em caso de incêndios rurais.

“Na prevenção de incêndios, há que limpar os terrenos e a área circundante às habitações. Em qualquer altura do ano, só é permitido fazer queimas e queimadas após o registo prévio e obtida a devida autorização, através dos Bombeiros ou no site do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF)”, sublinhou.

Em períodos de temperaturas elevadas, os bombeiros lembraram que é proibido o uso de máquinas agrícolas e em caso de incêndio deve ligar-se para o 112 ou 117.

HA

Agricultura: Reforma agrária era velho mito da vida política – António Barreto

Agricultura: Reforma agrária era velho mito da vida política – António Barreto

A reforma agrária era um “velho mito da vida política portuguesa”, que ganhou forma em 1975, quando se registava tensão num Alentejo escasso em mão-de-obra, considerou o antigo político António Barreto.

“A reforma agrária era um velho mito da vida política portuguesa e da oposição e das esquerdas democráticas portuguesas”, contou à Lusa António Barreto, ministro da Agricultura do primeiro governo constitucional, liderado por Mário Soares, quando se assinalam 50 anos da reforma agrária.

Desde 25 de abril de 1974 e até ao final do mesmo ano, foi-se criando uma situação de “alguma pressão social” no Alentejo para a concretização da reforma agrária, impulsionada pelos partidos políticos, desde o PCP ao PS, mas também pelos sindicatos e pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), que atuou, de forma mais ativa, até à promulgação da Constituição, em 1976.

No Alentejo, o emprego e a produção estavam em queda. O setor agrícola, em Portugal, vivia com dificuldades.

A pressão que se fazia sentir resultou na ocupação da Herdade do Monte do Outeiro, na freguesia de Santa Vitória, em Beja, ainda em dezembro de 1974. Seguiram-se “meia dúzia de ocupações” no início do ano seguinte e antes da entrada em vigor da lei da reforma agrária.

Esta lei definiu “uma fasquia acima da qual as terras eram expropriadas, definiu as indemnizações e a reserva [os proprietários expropriados tinham direito de reserva de uma determinada área da propriedade]. Nenhuma destas cláusulas foi respeitada […]. Foi tudo expropriado: o gado, a maquinaria, o cereal, a cortiça, os armazéns e até mesmo a casa de habitação”, explicou o também sociólogo.

António Barreto lembrou que, à data, era passada a mensagem de que a terra ocupada estava ao abandono e que, fazendo jus ao ‘slogan’ da época, seria entregue “a quem a trabalha”.

Contudo, trabalhadores agrícolas, mobilizados pelos sindicatos e pelo PCP, ocuparam, sobretudo, “as boas terras, com lavoura moderna e tudo o que eram benfeitorias – regadios, vinhas, olivais e montados de sobreiro”.

A operação de ocupação “foi muito bem preparada”, com a criação pelo Governo de Centros da Reforma Agrária, encarregues de levar a cabo este processo.

A GNR estava desarmada e não intervinha, ao contrário do que acontecia, muitas vezes, com os militares.

Do lado dos proprietários houve uma “resistência moderada” e muitos retiraram-se para as cidades, juntamente com as suas famílias, com receio do processo em curso.

Contudo, algumas herdades, nomeadamente as que um ano antes tinham investido na melhoria das suas condições e das que ofereciam aos seus trabalhadores, conseguiram resistir às tentativas de ocupação, como foi o caso das quintas da Alorna e da Lagoalva, no Ribatejo.

A maioria dos trabalhadores agrícolas que procedeu às ocupações foi movida pelo desejo de manter o seu emprego, embora alguns tivessem a pretensão de tornar-se proprietários.

“Isso era uma minoria. O Alentejo estava proletarizado há muitos anos. A maioria [dos trabalhadores] era assalariada rural, que não tinha gosto ou competência técnica e económica para se transformar, de um dia para o outro, em proprietários […]. Queriam salário e emprego garantido durante o ano inteiro, o que no Alentejo era novidade”, disse.

E mesmo estes, à primeira oportunidade, mudavam para a indústria, para as fábricas, tendo em conta que o trabalho agrícola é “muitíssimo penoso e mal pago”.

As terras expropriadas, inseridas nas chamadas Zonas de Intervenção da Reforma Agrária (ZIRA), constituíram Unidades Coletivas de Produção (UCP), que juntavam várias herdades. A propriedade era do Estado.

Estas unidades de produção recorriam ao crédito agrícola de emergência para garantir o salário semanal dos que nelas trabalhavam.

“Fossem 10 ou 200 trabalhadores era indiferente. A agência bancária tinha instruções do Banco Central para proceder ao pagamento contra [a apresentação] de apenas um documento que atestava quem eram os trabalhadores”, disse António Barreto, recordando, que a banca tinha acabado de ser nacionalizada.

A ZIRA abrangeu os distritos de Setúbal, Beja, Évora, Portalegre, bem como partes dos distritos de Faro, Lisboa, Santarém e Castelo Branco.

Até janeiro de 1976 foram ocupados perto de 1.183.000 hectares de terras.

De acordo com o livro “Anatomia de uma Revolução”, de António Barreto, entre agosto e dezembro de 1975, foram legalmente expropriadas 865 herdades e 311 proprietários.

De janeiro a julho de 1976, foram expropriadas 1.261 herdades e 398 proprietários.

Só em 1977, uma lei preparada pelo então ministro da Agricultura António Barreto regulou o processo da reforma agrária, estruturando as condições para a restituição de propriedades aos antigos proprietários ou herdeiros e abrindo caminho para as indemnizações.

Muitos proprietários recuperaram as suas terras 20 ou 30 anos após a reforma agrária.

O Tribunal Europeu reconheceu razão à maior parte dos proprietários que pediu indemnizações, levando o Estado a assumir os valores em causa.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Proteção civil: Portugal investe apenas 0,3% na proteção contra incêndios

Proteção civil: Portugal investe apenas 0,3% na proteção contra incêndios

Portugal é o terceiro país da União Europeia (UE) que menos investe na proteção contra incêndios, o equivalente a 0,3% da despesa governamental, sendo que em 2024, o país contava com 12.800 bombeiros profissionais, entre 390 mil na UE.

Dados publicados pelo serviço estatístico da UE, o Eurostat, revelam que, em 2024, Portugal dispunha de 12.800 bombeiros, o equivalente a 0,25% do emprego total no país.

Ao todo, no espaço comunitário, os países da União Europeia em conjunto tinham no ano passado 390.600 bombeiros profissionais, representando 0,19% do emprego total da UE.

Nesse ano, em comparação com 2023, o número de bombeiros aumentou em 28.200.

Entre os 20 países da UE com dados disponíveis, a Croácia registou a maior proporção de bombeiros no total do emprego com 0,45%, seguindo-se a Grécia com 0,41%, à frente da República Checa com 0,34%.

As proporções mais baixas foram registadas nos Países Baixos (0,07%), Dinamarca (0,08%) e Suécia (0,10%).

Na UE, cerca de 75% de todos os bombeiros profissionais tinham entre 15 e 49 anos, sendo esta, de acordo com o Eurostat, “uma força de trabalho visivelmente mais jovem em comparação com o total do emprego na UE, onde apenas 64,8% dos trabalhadores pertencem a esse grupo etário”.

Dados também hoje publicados pelo gabinete estatístico da UE sobre o investimento dos países europeus em serviços de proteção contra incêndios em 2023 demonstram que Portugal foi o terceiro pior dos 27, ao alocar a esta matéria uma percentagem de 0,3% das despesas governamentais, a mesma que a Áustria.

Só ficaram atrás da Dinamarca (0,1%) e de Malta (0,2%).

Em contrapartida, em 2023, a Roménia teve a maior proporção de despesa em serviços de proteção contra incêndios, com 0,9% da despesa total do governo, seguida pela Estónia e pela Grécia, com 0,7% cada.

No seu conjunto, em 2023, os governos da UE gastaram 40,6 mil milhões de euros em serviços de proteção contra incêndios, refletindo um aumento de 8,5% na despesa pública com esta função em comparação com 2022 (quando se registaram 37,4 mil milhões de euros).

“O aumento da despesa com serviços de proteção contra incêndios, em valores absolutos, está em linha com os aumentos noutras funções, pelo que os serviços de proteção contra incêndios têm representado de forma consistente 0,5% da despesa total do governo desde 2017”, afirma ainda o Eurostat.

Os dados surgem quando Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais de grande dimensão desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Fonte: Lusa | Foto: Exército Português

Ambiente: Autarcas transmontanos querem converter zona florestal ardida em área agrícola

Ambiente: Autarcas transmontanos querem converter zona florestal ardida em área agrícola

Numa reunião em Vila Flor, os presidentes de seis câmaras transmontanas pediram ao secretário de Estado da Agricultura, que se transforme a zona florestal que ardeu com os incêndios em área agrícola, aproveitando assim o potencial agrícola da região.

As reivindicações foram feitas pelos autarcas de Vila Flor, Mirandela, Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Mogadouro, que estiveram presentes na reunião com João Moura.

O membro do Governo visitou em Vila Flor a área ardida, num total de 2337 hectares, dos quais 612 são terrenos cultivados, e o presidente daquela autarquia, Pedro Lima, aproveitou para esclarecer que é possível “transformar esta tragédia numa oportunidade”, convertendo assim os solos.

“Não fizemos isso antes porque havia espécies protegidas, que agora foram dizimadas pelo fogo, como sobreiros e azinheiras, mas como agora o panorama é muito diferente, poderá o Ministério da Agricultura aproveitar esta situação para termos mais área agrícola”, explicou.

O presidente da Câmara defende que esta estratégia pode servir de tampão em caso de incêndio, protegendo assim as populações. “Nota-se perfeitamente que onde há agricultura e agricultura tradicional, com o solo lavrado, há uma descontinuidade do incêndio. Se transformarmos alguns destes solos, pela proximidade às populações, em solos agrícolas, estamos a criar uma barreira e isso deixa as populações mais seguras”, vincou. 

Mas para isso, Pedro Lima considera que o Governo deve dar incentivos àqueles que têm esses terrenos perto da povoação. Solicitou assim que a estes proprietários as “agroambientais sejam majoradas”. “Em vez de estarmos a criar faixas de contenção, que são feitas através de recursos, humanos, maquinaria, e que requerem investimento, esse trabalho passar a ser feito por pessoas que têm uma atividade económica [agricultura]”, rematou. 

Já no que toca à prevenção, o autarca reclamou “mais autonomia” para a autarquia. À Lusa, explicou que é preciso “muita burocracia” para conseguir fazer a limpeza num terreno privado e, por vezes, nem é possível. “Nada resulta quando há faixas de mato e floresta contínuas e têm dono”, disse.

Por isso, quer que sejam feitas alterações. “As câmaras deviam ter mais autonomia e meios financeiros para poder intervir nas faixas de continuidade do incêndio”, frisou. 

Além destas reivindicações, o presidente da Câmara de Vila Flor disse estar preocupado com a criação de uma medida do reestabelecimento do potencial produtivo. Embora já esteja mencionada no decreto-lei com as várias ações de apoio para pessoas afetadas pelo incêndio, ainda não há um diploma referente a esta medida. 

Pedro Lima alertou o secretário de Estado João Moura de que o apoio ao reestabelecimento do potencial produtivo deve ser o “mais próximo possível de um fundo perdido”, dando assim um “sinal positivo”, àqueles que tiveram “perdas”, para que “encontrei forças para restabelecerem as produções que tinham”.

“O problema tem a ver com a carga emocional destas perdas, para uma empresa que já tem investimentos avultados”, lamentou, lembrando que os produtores, por exemplo de vinho, amêndoa e azeite, terão um prejuízo não só este ano, com a queima das plantações, mas nos próximos anos, uma vez que as árvores não começam a produzir no seu máximo potencial mal sejam plantadas. Por isso, considera que também não deviam ser penalizados no que toca aos subsídios. 

O município de Vila Flor já disponibilizou um balcão de apoio ao agricultor, para a realização das candidaturas ao apoio de 10 mil euros, atribuído pelo Governo. Os lesados serão ressarcidos no espaço de 10 dias. 

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Palaçoulo: Festas em Honra de Nossa Senhora do Rosário começam com feira, chegas de touros mirandeses e arraial

Palaçoulo: Festas em Honra de Nossa Senhora do Rosário começam com feira, chegas de touros mirandeses e arraial

A localidade de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro, inicia a 27 de agosto o período de Festas em honra de Nossa Senhora do Rosário, num programa que combina celebrações religiosas, atividades culturais, momentos de confraternização, concertos musicais, a feira anual e as chegas de touros mirandeses.

No âmbito religioso, o programa festivo iniciou-se a 18 de agosto, com a oração da novena, na igreja matriz de Palaçoulo, dedicada a Nossa Senhora do Rosário.

Esta quarta-feira, dia 27 de agosto, realiza-se na aldeia de Palaçoulo, a feira anual, que conta com a participação de 10 artesãos e produtores locais, a exposição de tratores e máquinas agrícolas e a animação dos gaiteiros locais. Ao meio-dia, a comissão de festas serve ao almoço uma churrascada. Durante a tarde, a festa em Palaçoulo, prossegue com as chegas de touros mirandeses. Para o jantar, os mordomos da festa vão confecionar bifanas, E ao serão está programado o arraial com o concerto do grupo Triângulo e as atuações dos DJ’s Lectrum e Danion.

O presidente da Freguesia de Palaçoulo, Gualdino Raimundo, sublinhou que a feira no mês de agosto é um momento especial pois inicia as festividades em honra de Nossa Senhora do Rosário.

“Neste mês de agosto, a feira anual em Palaçoulo, conta com a participação de um maior número de feirantes e inclui outras atividades e motivos de interesse como são as chegas de touros mirandeses. Recentemente, recuperamos esta antiga tradição que era caraterística das feiras, em Palaçoulo, outrora uma localidade onde se criavam e vendiam bovinos de raça mirandesa”, disse o autarca.

Segundo o programa, organizado pela Comissão de Festas em honra de Nossa Senhora do Rosário, nos dias seguintes estão previstas atividades recreativas como insufláveis para as crianças, pinturas faciais, o jogo do prego, jantares convívio e um jogo de futebol solteiros vs casados.

Na programação musical vão atuar, em Palaçoulo, os grupos NV3 (30 de agosto), Siga a Farra (31 de agosto), Curtisom (1 de setembro) e Midnes e Magma (2 de setembro).

As Festas em honra de Nossa Senhora do Rosário culminam a 2 de setembro, com a celebração religiosa (missa e procissão). Neste dia está ainda programado um concerto da Banda Filarmónica Mirandesa, com a entrega da festa à nova mordomia.

Em Palaçoulo, estas festividades contam com os apoios da freguesia local, do município de Miranda do Douro, da associação Caramonico, da empresa Tipalto e do Crédito Agrícola.

HA



Música: Calema querem inspirar jovens enquanto embaixadores da CPLP

Música: Calema querem inspirar jovens enquanto embaixadores da CPLP

Os músicos Calema afirmaram ser um orgulho receber a designação de embaixadores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), frisando que querem ser um exemplo para os jovens, mostrando-lhes que com dedicação e trabalho é possível realizarem os seus sonhos.

O secretariado executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a missão permanente de São Tomé e Príncipe junto da CPLP organizaram hoje a cerimónia de entrega do diploma de “embaixadores de Boa Vontade”, na área de cultura e música, aos músicos Calema, na sede da organização, em Lisboa.

Os dois irmãos, que contam já com duas décadas de carreira, frisou que, ao crescerem em São Tomé e Príncipe, não tinham nenhum exemplo e que o sonho da música parecia longínquo e difícil.

“Nós, quando estávamos a começar, não tínhamos nenhum exemplo porque tudo parecia muito difícil. (…) Eu acho que, de uma certa forma, podes mostrar-lhes [aos jovens] que é possível, que há um processo e que se trabalhares, se acreditares, o teu sonho pode-se tornar realidade, mas depende muito de ti. É essa luz que a gente quer”, declarou Fradique Mendes Ferreira.

Já António Mendes Ferreira frisou que a designação de embaixadores da CPLP é um orgulho. “Nós sempre fizemos música com o intuito de alegrar as pessoas, de comunicar com elas, conectar com elas, e fazer parte desta família que é a CPLP é incrível. Nós crescemos dentro da comunidade e da sua cultura”, referiu António. 

Os Calema referiram ainda que não têm, até ao momento, ações delineadas, mas que vão reunir-se com “os responsáveis, analisar e ver” sobre a forma de colaborarem dentro da comunidade para “inspirar pessoas e quebrar barreiras”. 

Para a ministra de Estado, dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de São Tomé e Príncipe, Ilza Amado Vaz, este grupo cultural conseguiu mover a música desde esta nação africana e transmitiu uma mensagem de esperança e de um sonho realizado pelo mundo.

“Os Calema representam aquilo que pode ser a esperança de uma juventude. E é também a representação do nosso país”, concluiu.

Na XV Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, realizada em 18 de julho, em Bissau, os músicos foram nomeados “embaixadores de Boa Vontade da CPLP” para um mandato de quatro anos, suscetível de renovação por iguais períodos.

A IX Reunião Ordinária do Conselho de Ministros, em julho de 2004, instituiu a figura de “embaixador de Boa Vontade da CPLP”, “com vista a promover amplamente os objetivos e difundir as atividades da CPLP”, de acordo com um comunicado da organização.

A CPLP é constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Fonte: Lusa | Foto: Calema

Agricultura: Portugal foi o terceiro maior produtor de tomate da UE em 2024

Agricultura: Portugal foi o terceiro maior produtor de tomate da UE

Em 2024, Portugal foi o terceiro país com mais produção de tomate na União Europeia (UE), atrás de Itália e Espanha, indicou o gabinete estatístico comunitário, o Eurostat.

Dados hoje publicados pelo Eurostat sobre as colheitas de 2024 revelam que Portugal foi o terceiro maior produtor de tomate (1,7 milhões de toneladas), atrás de Itália (seis milhões de toneladas) e Espanha (4,5 milhões de toneladas).

Ao todo, no ano passado, a UE colheu 62,2 milhões de toneladas de vegetais frescos (incluindo melões), o que representa um aumento de 6% em relação às 58,8 milhões de toneladas colhidas em 2023.

De acordo com o gabinete estatístico, Espanha (14,8 milhões de toneladas), Itália (13,9 milhões de toneladas) e França (5,8 milhões de toneladas) foram os principais produtores de vegetais frescos da UE, representando, em conjunto, 55% da colheita total.

Por tipos de vegetais, ainda no ano passado, a produção colhida da UE aumentou em comparação com 2023: a produção de tomate foi 5% superior com 16,8 milhões de toneladas, a produção de cenoura foi 6% superior com 4,7 milhões de toneladas e a produção de cebola foi 11% superior, com 7,0 milhões de toneladas.

Entre os países da UE, Itália foi o maior produtor de tomate em 2024, representando 36% da colheita total de tomate da UE, seguida por Espanha (27%) e Portugal (10%).

Por seu lado, a produção da UE de frutas, bagas e frutos secos (excluindo citrinos, uvas e morangos) foi de 24,3 milhões de toneladas em 2024.

Este valor foi 2% inferior à quantidade colhida em 2023.

Os principais países produtores de frutas, bagas e nozes da UE em 2024 foram Itália (5,4 milhões de toneladas), Espanha (4,3 milhões de toneladas) e Polónia (4,1 milhões de toneladas), que representaram, em conjunto, 57% da produção da UE.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Ensino: Há mais de 1,6 milhões de alunos no ensino obrigatório e pré-escolar

Ensino: Há mais de 1,6 milhões de alunos no ensino obrigatório e pré-escolar

O número de alunos no ensino obrigatório e pré-escolar voltou a aumentar, sendo atualmente de mais de 1,6 milhões de crianças e jovens a estudar, no entanto também se verificam mais chumbos e abandonos da escola no 2.º ciclo.

Os dados constam do relatório “Educação em Números 2025”, publicado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), que apresenta informações sobre alunos, professores, pessoal não docente e recursos tecnológicos entre 2013/2014 a 2023/2024, que mostram que se mantém a tendência iniciada no ano letivo de 2021/2022 de aumento de alunos.

O relatório confirma o fim de um “inverno demográfico” em que, ano após ano, havia menos crianças nas escolas. Em setembro de 2023, as escolas do continente receberam mais 10.132 crianças e jovens do que no ano anterior, em especial nas turmas de pré-escolar e de 1.º e 3.º ciclos.

Mas também há mais alunos do ensino básico a chumbar ou a abandonar a escola: Entre as turmas do 5.º e 6.º anos, chumbaram ou desistiram mais de 7.600 crianças, o que corresponde a 3,9% do total de alunos que estudavam em escolas do continente, enquanto no ano anterior tinham sido 3,7%.

Já no ensino secundário, diminuíram os chumbos e as desistências, passando de 9,8% para 9,6% a nível nacional, segundo as tabelas do relatório da DGEEC, que mostram ainda que as taxas de retenção e desistência no ensino secundário são mais baixas nos colégios (15,2%) do que nas escolas públicas (18,3%),

Desde o início do século, o número de jovens que concluiu o ensino secundário, quase duplicou, passando de 65.395 no ano letivo de 2000/2001 para 111.637 em 2023.

A taxa de pré-escolarização também cresceu de forma significativa desde o início do século, sendo atualmente de 94,5%. Mas continua a ser difícil para muitas famílias encontrar uma vaga, especialmente para as que vivem em Setúbal (83,5% de taxa de pré-escolarização) ou na zona de Lisboa (89%). Parece também ser mais difícil arranjar vaga para uma criança de três anos, já que são as menos presentes nestas escolas (apenas 83,8%).

Quase metade das famílias acaba por optar pelo ensino privado para colocar as suas crianças. Mas a verdade é que a maioria das famílias coloca os seus filhos no ensino público até terminar a escolaridade obrigatória: Apenas dois em cada 10 alunos (21%) frequentam uma escola privada, uma média que esconde a realidade do pré-escolar, onde 46% das crianças estão no privado.

Em setembro de 2023, o relatório da DGEEC mostra que havia 1.613.945 alunos desde o pré-escolar ao secundário e que o aumento de alunos foi mais sentido nas escolas públicas.

As cerca de oito mil escolas públicas e privadas têm quase 150 mil professores, sendo que metade ensinam no 3.º ciclo e no secundário, e mais de 155 mil funcionários.

Fonte: Lusa | Foto: MMD

Miranda do Douro: Mário Correia apresentou “Terra de Miranda Jornada em Portugal 1918”

Miranda do Douro: Mário Correia apresentou “Terra de Miranda Jornada em Portugal 1918”

O livro “Terra de Miranda Jornada em Portugal 1918”, da autoria do etnógrafo, Mário Correia, foi apresentado em Miranda do Douro, no dia 22 de agosto e a obra descreve a realidade da região, no início do século XX, pelo olhar do escritor Antero de Figueiredo.

Na apresentação do livro, na Casa da Cultura Mirandesa, a presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril, felicitou o etnógrafo, Mário Correia, pelo trabalho de estudo, pesquisa e divulgação do património cultural da Terra de Miranda.

“Mário Correia, sendo natural do litoral, fez desta nossa região a sua casa há mais de 25 anos. Este novo trabalho dedicado às viagens de Antero de Figueiredo à Terra de Miranda, transporta-nos para os inícios dos século XX. Naqueles tempos, ainda existia a linha ferroviária e o comboio, o que significa que também houve retrocessos na região, pois este meio de transporte aproximava-nos de outras regiões e pessoas”, destacou a autarca de Miranda do Douro.

Por sua vez, o autor, Mário Correia explicou que a obra “Terra de Miranda – Jornadas em Portugal 1918” é uma descrição da região no início do século XX.

“O escritor Antero de Figueiredo viajou por várias regiões de Portugal e fez das ‘Jornadas em Portugal’ uma descrição eloquente do país. Recordo que no ano 1918 estávamos nos anos subsequentes à implantação da República, em Portugal, que havia sido instaurada a 5 de outubro de 1910. Com este novo regime político começam a valorizar-se mais as tradições populares”, disse.

Segundo o etnógrafo, as viagens de Antero de Figueiredo pelas regiões de Portugal, entre as quais, a Terra de Miranda, põe a descoberto as ricas tradições e caraterísticas do nosso país.

“As descrições paisagísticas são muito expressivas. No concelho de Miranda do Douro, o seu primeiro encontro permite-lhe ouvir falar mirandês, que afirma ser uma língua primitiva. Na sua passagem por Genísio, inteirou-se sobre os populares toques de sinos para afugentar as trovoadas. E em Duas Igrejas assistiu à representação do teatro popular mirandês Auto da Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, escreve no livro de comentários.

De acordo com Mário Correia, o pensamento de Antero de Figueiredo valorizou e influenciou a preservação das tradições populares.

Mário Correia é investigador de cultural tradicional, tendo criado em 2001, na vila de Sendim, o Centro de Música Tradicional “Sons da Terra”, cuja missão é recolha, estudo e investigação etnográfica, antropológica e musical.

Mário Correia é também escritor e autor de livros como “Memórias da Raia”, “Tamborileiros & Fraiteiros da Terra de Miranda”; “Pairavam abutres nas Arribas”; “Adriano Correia de Oliveira – Um Trovador da Liberdade”, entre outras obras.

HA