Ambiente: Interesses económicos associados aos incêndios

Ambiente: Interesses económicos associados aos incêndios

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes, Noel Afonso, reconheceu em comissão de inquérito que há interesses económicos associados aos incêndios, mas disse desconhecer qualquer ato ilícito.

“Interesses económicos e comerciais existem, se tenho conhecimento de causa de atos ilícitos, não tenho”, afirmou Noel Afonso, questionado na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais.

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes disse que “na relação puramente comercial, os fornecedores de material fornecem material, os bombeiros compram”, mas reiterou desconhecer “atos ilícitos”.

De acordo com o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, em 2025, neste território arderam 20.938 hectares, dos quais 5.069 correspondem a área de povoamento.

Confrontado com a falta de meios ou a sua articulação no terreno, Noel Afonso reconheceu que, nos incêndios de Mirandela e Vila Flor, houve um atraso na chegada de meios, nomeadamente terrestres, devido aos restantes incêndios que assolavam o centro do país.

Ainda assim, realçou que, na sua área de intervenção, não houve reacendimentos devido ao reforço de máquinas de rasto em articulação com os municípios, que permitiram a movimentação de terra.

O comandante foi ainda questionado sobre a funcionalidade do SIRESP – Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal durante o combate aos incêndios.

“O SIRESP, em termos operacionais, em 2025, nas ocorrências que tivemos, não tivemos problemas de falhas de rede. Há zonas de sombra identificadas (…) mas temos a rede operacional de bombeiros e é essa que utilizamos quando não temos SIRESP”, esclareceu.

O incêndio de Freixo de Espada à Cinta foi ainda abordado na comissão de inquérito, relativamente ao seu combate.

Embora faça parte do distrito de Bragança, este concelho pertence à sub-região de Emergência e Proteção Civil do Douro e, por isso, a articulação de meios não é da responsabilidade do comandante da sub-região das Terras de Trás-os-Montes.

No entanto, o fogo acabou por se alastrar e chegar ao concelho vizinho de Mogadouro, obrigando à atuação da proteção civil das Terras de Trás-os-Montes.

Noel Afonso esclareceu que se tratou de um fogo de difícil combate, porque na fase inicial, no espaço de duas horas, arderam 9.000 hectares.

Fonte: Lusa | Imagem: EP

Mobilidade: Rede de transporte a pedido nas aldeias

Mobilidade: Rede de transporte a pedido nas aldeias

A partir de agosto, os nove municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes vão disponibilizar uma rede de transporte a pedido, para colmatar a falta de transportes públicos nas aldeias, avançou o presidente desta CIM-TTM, Pedro Lima.

O presidente da comunidade intermunicipal, Pedro Lima, explicou que o transporte terá uma vertente “permanente”, com as rotas associadas ao transporte escolar, e outra “de inovação com transporte a pedido”, através de uma articulação entre câmaras municipais e juntas de freguesia.

“Vai possibilitar uma resposta mais alargada, a nível territorial, e também a nível de maior flexibilidade a nível de horários deste transporte a pedido, que vai ser articulado com os autarcas e tendo por base as necessidades das populações”, sublinhou.

Segundo o autarca, nas aldeias onde já existem rotas de autocarro, mantêm-se, mas naquelas onde não existe sequer transporte público, que as ligue à sua sede de concelho, será feito consoante pedido da população.

“Uma aldeia que tenha a necessidade de um ou dois munícipes se deslocarem à sede de concelho, num dado dia, há uma articulação, ou seja, tentar agregar ali as pessoas, com o operador, e efetua-se esse transporte, que anteriormente não existia”, exemplificou.

Uma vez que uma parte significativa de idas à sede de concelho é feita por idosos que têm consultas no centro de saúde ou hospital, os municípios irão estabelecer um acordo com a Unidade Local de Saúde do Nordeste, para que “as consultas sejam feitas pelo menos no mesmo dia” para os utentes que são da mesma aldeia, para melhor aproveitamento do serviço de transporte.

“Nós estamos muito satisfeitos, por chegar a este ponto. (…) Foi uma luta de anos, estamos convencidos de que vai funcionar bem”, vincou o autarca.

O projeto de transporte vai custar cerca de cinco milhões de euros, durante quatro anos, aos nove municípios que compõem a CIM Terras de Trás-os-Montes, Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Miranda do Douro, Vinhais, Vimioso e Vila Flor.

De acordo com Pedro Lima, este serviço vai ter “um custo também bastante significativo para todos os concelhos envolvidos” e, por isso, esperam uma “majoração positiva” do Governo, para suportar este tipo de transporte.

“Nós sabemos muito bem que se não forem os autarcas, muitas vezes, a darem esse passo em frente, que ninguém o dará e depois quem é que sofre? É a população. (…) Nós vamos dar este passo, vamo-nos substituir ao Estado, que nos abandonou, que desistiu do território, que deixou pessoas isoladas em aldeias, que têm direito de viverem nessas aldeias e de se ligarem à sede de concelho e a todas as outras do seu país, como qualquer cidadão nacional”, contestou.

Ainda assim, o transporte será “praticamente gratuito” para os utilizadores, que terão acesso a um passe.

Fonte: Lusa | Imagem: CIM-TTM

Santulhão: Jogos tradicionais proporcionaram o convívio, a atividade física e a competição salutar

Santulhão: Jogos tradicionais proporcionaram o convívio, a atividade física e a competição salutar

Nos dias 30 e 31 de maio, realizaram-se em Santulhão, os jogos tradicionais do fito, da raiola e da corrida de sacos, atividades lúdicas que animaram a IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana e os vencedores vão agora representar o concelho de Vimioso, na final do Campeonato de Jogos Tradicionais, que este ano se realiza a 21 de junho, em Alfândega da Fé.

No concelho de Vimioso, o campeonato de jogos tradicionais iniciou-se a 16 e 17 de maio, na vila de Vimioso, aquando da festa de Santo Antão. Depois, na aldeia de Santulhão, dia 30 de maio, realizaram-se os jogos tradicionais do fito e da raiola. No Domingo, dia 31 de maio, coube às crianças participarem na corrida de sacos. Todos os participantes destacaram o caráter lúdico e social destes jogos, que simultaneamente, promovem o convívio, o exercício físico ao ar livre e uma competição salutar.

Os vencedores dos jogos tradicionais concelhios vão agora participar na final dos Jogos Tradicionais, organizados pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), um evento desportivo e cultural agendado para o dia 21 de junho, em Alfândega da Fé.

De modo individual ou em grupo, os participantes provenientes dos concelhos de Bragança, Alfândega da Fé, Mirandela, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso, Vinhais, Vila Flor e Macedo de Cavaleiros vão competir em jogos como o fito, a raiola, a malha, a relha, a tração à corda, a corrida de sacos ou os jogos do burro e da dança das cadeiras”, informa a CIM-TTM.

Em todas as modalidades é atribuído um troféu aos três primeiros classificados, assim como um certificado de participação a todos os jogadores.

A inclusão está também nos objetivos deste Campeonato de Jogos Tradicionais, que conta com a participação de “equipas oriundas de sete instituições de apoio a pessoas portadoras de deficiência ou incapacidade”.

Segundo a organização, este evento “celebra e preserva os jogos que marcaram gerações, promovendo atividades que incentivam a interação social, o exercício físico e o contato com a natureza”.

O projeto dos Jogos Tradicionais está integrado no programa Cultura para Todos e é financiado pelo Programa Operacional NORTE 2020.

HA

Santulhão: “Triturador de Pedra torna os solos mais fáceis de cultivar e mais férteis” – Ivo Rodrigues (Plamir)

Santulhão: “Triturador de Pedra torna os solos mais fáceis de cultivar e mais férteis” – Ivo Rodrigues (Plamir)

Na IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, foi apresentada aos olivicultores a máquina trituradora de pedra MC Cancela, uma inovação agrícola que tem por utilidade transformar as pedras em pó tornando assim os solos mais fáceis de cultivar e mais férteis para as culturas como o olival, amendoal ou soutos de castanheiros.

A demonstração do triturador de pedra realizou-se no dia 30 de maio, na zona envolvente ao Centro de Promoção de Produtos e Tradições, em Santulhão e contou com a presença de Ivo Rodrigues, representante da empresa Plamir (Mogadouro).

“Trata-se de uma máquina que é acoplada ao trator e que tem uma largura de 2,20 metros e uma potência mínima de 110 cavalos. É uma máquina da marca TMC Cancela, comercializada pela empresa Plamir, de Mogadouro, que tem como utilidade a trituração de pedras existentes nos terrenos de cultivo. ”, indicou.

De acordo com o representante da empresa Plamir, a trituração das pedras em pó acaba por enriquecer os solos, com nutrientes que podem ser absorvidos pelas plantas, o que dispensa a ulilização de fertilizantes e químicos.

“A máquina trituradora de pedras é utilizada em vários tipos de culturas desde o olival, como acontece aqui em Santulhão, mas também em soutos de castanheiros, amendoais, hortícolas, etc.. Com a trituração das pedras, os solos ficam mais fáceis de trabalhar e mais férteis”, explicou.

A máquina TMC Cancela tem um valor entre os 20 mil e os 60 mil euros, consoante a medida para acoplar no trator.

HA



Santulhão: “Duas colheres de azeite por dia fazem bem à saúde” – Helena Chéu

Santulhão: “Duas colheres de azeite por dia fazem bem à saúde” – Helena Chéu

No decorrer da IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, que decorreu em Santulhão, nos dias 30 e 31 de maio, realizou-se uma palestra sobre os benefícios do azeite para a saúde, tendo a investigadora, Helena Chéu, indicado que duas colheres de sopa de azeite por dia contribuem para a saúde e previnem doenças cardiovasculares, a diabetes e tumores.

A palestra “Azeite Virgem como alimento funcional, contributos para a saúde” foi ministrada pela professora do PIAGET Viseu, Helena Chéu, que começou por sublinhar que o azeite possui ações antiinflamatórias e antioxidantes que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares.

“É muito importante falar do azeite como alimento nuticional e funcional. O azeite é um super alimento pelas caraterísticas naturais que apresenta, como são os ácidos gordos, vitamina E, vitamina A, clorofila, magnésio, etc., que são importantíssimos para a nossa saúde”, disse.

De acordo com a investigadora, o consumo diário de azeite (duas colheres de sopa ou 30 gramas), aliado a uma alimentação saudável e à atividade física são fatores decisivos para a manutenção da saúde e a prevenção de doenças, como a diabetes, tumores, etc.

“O azeite virgem extra é o mais indicado para o consumo humano e quanto mais amargo é o azeite, mais rico é em vitaminas e polifenóis. É no verão, com a preparação das saladas que há um maior consumo de azeite”, indicou.

Em Santulhão, a palestra inserida na IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana terminou com a referência ao valor patrimonial, cultural e económico do azeite, em regiões como Trás-os-Montes.

HA

Política: Luís Montenegro reeleito presidente do PSD com 94,8% dos votos

Política: Luís Montenegro reeleito presidente do PSD com 94,8% dos votos

A 30 de maio, Luís Montenegro foi reeleito presidente do PSD, com 94,8% dos votos em eleições diretas no partido, às quais concorreu sem oposição interna, para um mandato de dois anos.

De acordo com os dados divulgados pelo Conselho Nacional de Jurisdição do PSD, num total de 56.868 militantes inscritos, votaram 15.261.

Luís Montenegro obteve 14.467 votos e registaram-se ainda 525 votos em branco e 269 nulos.

As “diretas” para o cargo de presidente da Comissão Política Nacional do PSD decorreram a 30 de maio, em simultâneo com a eleição dos delegados ao 43.º Congresso Nacional, agendado para os dias 20 e 21 de junho em Anadia, no distrito de Aveiro.

Fonte: Lusa | Imagem: PSD

Informação: Concurso público para assegurar distribuição de jornais no interior

Informação: Concurso público para assegurar distribuição de jornais no interior

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes, Pedro Lima, afirmou que a abertura do concurso público, pelo Governo, para assegurar a distribuição de jornais vai assegurar a continuidade do serviço nos territórios do interior.

“A indicação que eu recebi sempre da tutela garante que ficar sem distribuição não vai acontecer e continuo a acreditar que não vai acontecer”, vincou Pedro Lima, acrescentando que esta medida do Governo é “a confirmação de que a tutela não iria deixar cair” a distribuição naquela sub-região.

Em dezembro do ano passado, a administração da Vasp informou que estava a avaliar a necessidade de fazer ajustamentos na distribuição diária de jornais nos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança, visto que “atravessa, neste momento, uma situação financeira particularmente exigente, resultante da continuada quebra das vendas de imprensa e do aumento significativo dos custos operacionais”.

“Os hábitos de leitura aqui na nossa sub-região são um pouco diferentes dos hábitos que, talvez, sejam mais generalizados a nível nacional, a utilização das redes sociais, dos conteúdos digitais. Aqui ainda temos um pouco aquele apego ao papel, ao jornal físico, talvez pelo envelhecimento da população (…) portanto, estou em crer que vamos continuar a ter uma tutela com esta sensibilidade como esta revelou ter”, afirmou o presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes.

Fonte do Governo adiantou que o Governo vai lançar esta terça-feira, dia 2 de junho, um concurso público internacional de três milhões de euros, para assegurar a distribuição diária de jornais em papel, nos territórios de baixa densidade, nos próximos três anos.

Este concurso público já está a ser anunciado, pelo Governo, desde 2024, quando a Vasp também anunciou que iria deixar de fazer a distribuição em vários concelhos do país, nomeadamente em Vimioso, um dos municípios que faz parte da CIM-TTM.

De acordo com o Governo, a preparação do concurso foi “especialmente complexa” devido à existência de um único incumbente no mercado e a “problemas sérios” na informação partilhada por esse operador, situação que este “veio a reconhecer”.

Fonte: Lusa | Imagem: vercapas

Igreja/Saúde: Bragança acolhe Congresso Internacional de Espiritualidade em Cuidados Paliativos

Igreja/Saúde: Bragança acolhe Congresso Internacional de Espiritualidade em Cuidados Paliativos

Nos dias 5 e 6 de junho, realiza-se na cidade de Bragança, o I Congresso Internacional de Espiritualidade em Cuidados Paliativos, que tem lugar no Auditório Alcínio Miguel, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança (IPB).

A conferência de abertura, em formato online, tem como orador Enric Benito que falará sobre “Acompanhamento espiritual em clínica”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

“A espiritualidade como resposta ao sofrimento humano”; “O cuidado espiritual”; “Especificidades do acompanhamento espiritual”; “Espiritualidade e religião” e “A espiritualidade no diálogo interreligioso” são temas de alguns painéis desta iniciativa.

Ao longo dos dois dias do congresso, especialistas nacionais e internacionais irão pronunciar-se sobre a “espiritualidade enquanto resposta ao sofrimento humano, sobre o cuidado e acompanhamento espiritual, sobre estratégias práticas para a avaliação e resposta às necessidades espirituais. Serão igualmente abordadas as intervenções psicoespirituais, o processo de luto, a promoção do legado e o papel dos cuidados paliativos enquanto espaço de elaboração de uma ars moriendi”.

O congresso promove ainda o diálogo entre diferentes tradições religiosas, destacando a importância da compaixão na arte de cuidar e do autocuidado dos profissionais de saúde.

A conferência de encerramento tem como orador Miguel Ruitort, que aborda o tema “Espiritualidade e a arte de cuidar: compaixão”.

Na página on-line do congresso encontram-se informações detalhadas do programa  e o local para as inscrições.

Fonte: Ecclesia

Santulhão: I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos animou os criadores e agradou aos visitantes

Santulhão: I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos animou os criadores e agradou aos visitantes

No âmbito da Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, realizou-se em Santulhão, no dia 30 de maio, o I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos, um certame que reuniu e premiou os criadores e deu a conhecer ao público raças autóctones como a ovelha churra mirandesa, a cabra serrana e a cabra preta de Montesinho.

O I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos foi organizado pela Freguesia de Santulhão e de acordo com o presidente, Adrião Rodrigues, nesta localidade do concelho de Vimioso existem várias raças autóctones de ovinos e caprinos, o que justificou a organização do certame.

“Em Santulháo, há criadores de raças ovelha churra mirandesa, ovelha churra bragançana branca e preta, ovelha terrincha, cabra serrana e cabra preta de Montesinho. Acredito que é muito importante acarinhar e apoiar os produtores agropecuários, pois a agricultura e a pecuária são as atividades que mais favorecem a fixação e o repovoamento das nossas aldeias. Atualmente, em Santulhão há oito produtores agrocpecuários e um total mil animais: ovelhas, cabras e vacas”, indicou o autarca de Santulhão.

Nas próximas edições do concurso, o autarca de Santulhão disse que gostaria de contar com a participação de mais criadores de ovinos e caprinos e expressou o desejo de que as associações destas raças autóctones também tenham sede ou filiais no concelho de Vimioso, para que haja um maior acompanhamento aos produtores pecuários.

“Considero que esta proximidade entre os produtores pecuários e as associações das raças é muito importante, quer para o desenvolvimento genético dos animais, quer na informação e candidaturas dos criadores a apoios nacionais e europeus para desenvolvimento e modernização das suas explorações agropecuárias”, indicou Adrião Rodrigues.

O presidente do Município de Vimioso, António Santos, felicitou a iniciativa da freguesia de Santulhão pela novidade de acrescentar à Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, o I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos.

“As feiras nas várias localidades do concelho de Vimioso têm conseguido cumprir vários propósidos, como são a promoção e comercialização dos produtos locais e regionais, a divulgação das tradições locais e a socialização entre as populações e os visitantes. Este ano, em Santulhão, a Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana organizou esta novidade do I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos, que no meu entender é um certame que que valoriza o trabalho dos criadores e desperta o interesse do público, adultos, jovens e crianças”, disse o autarca vimiosense.

Sobre os incentivos que o Município de Vimioso disponibiliza para fomentar a pecuária e a pastorícia, o autarca vimiosense, lenbrou que o apoio de 5 mil euros pela criação de cada novo posto de trabalho também se destina à agropecuária, desde que seja a principal atividade profissional e económica.

“A este avultado apoio financeiro, a Câmara Municipal de Vimioso também apoia os criadores de bovinos, ovinos e caprinos com a gratuidade dos custos anuais da sanidade animal. Neste I Concurso de Ovinos e Caprinos, em Santulhão, o Município de Vimioso premiou todos os criadores com prémios financeiros de participação no certame e classificações”, indicou.

De visita a Santulhão, o deputado eleito pelo distrito de Bragança, Nuno Gonçalves, também felicitou a Freguesia de Santulhão e o Município de Vimiooso pela novidade do I Concurso de Ovinos e Caprinos, na Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana.

“O atual governo liderado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro e os partidos que o suportam estão a trabalhar pelo desenvolvimento dos concelhos do interior e o apoio à dinamização de atividades como a agricultura e a pecuária. A Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, aqui em Santulhão, é um exemplo da estratégia de valorização dos produtos locais, como o azeite e à criação de animais, neste caso os ovinos e caprinos, que tanto contribuem para a limpeza florestal e oferecem produtos de elevada qualidade, como são a carne e o queijo”, disse o deputado.

Sobre os recentes apoios do ministério da Agricultura à pastorícia, Nuno Gonçalves, sublinhou que esta atividade é estratégica para o país, pois fixa a população, preserva a paisagem e previne incêndios florestais.

“Num momento em que enfrentamos desafios como o despovoamento, as alterações climáticas e a gestão do território apoiar os criadores e os pastores é uma prioridade nacional.”, afirmou.

Relativamente ao I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos, o deputado na Assembleia da República, Nuno Gonçalves, sublinhou que o certame serve para valorizar a atividade agropecuária, a identidade local e o turismo.

Do lado dos criadores, o antigo presidente da Câmara Municipal de Vimioso, José Rodrigues, natural de Santulhão, também marcou presença no I Concurso de Ovinos e Caprinos, com a exposição de ovelhas de raça churra galega Mirandesa.

“É sempre oportuno e interessante dar a conhecer os produtos endógenos e as raças autóctones da nossa região. Para além disso, estes concursos são oportunidades de encontro, de convívio e partilha de saberes e problemas entre os criadores de ovinos e caprinos. Os pastores e os pequenos ruminantes são os jardineiros da natureza e merecem bem ser distinguidos, valorizados e premiados pelo seu árduo trabalho. No meu caso, como criador de ovelhas de raça churra galega mirandesa, a mais-valia destes animais é a qualidade da carne, um produto de excelência com a Denominação de Origem Protegida (DOP)”, disse José Rodrigues.

O antigo autarca vimiosense elogiou a iniciativa do atual executivo da Câmara Municipal de Vimioso, ao apoiar a organização do I Concurso de Ovinos e Caprinos.

“É importante que a Câmara Municipal de Vimioso crie incentivos à pecuária e à pastorícia, pois são atividades que fixam as populações nas aldeias. No mesmo sentido, também é importante organizar workshops e colóquios para informar, esclarecer e apoiar os agricultores e criadores de animais a modernizarem a sua atividade. Para isso, nesta nossa região é fundamental juntar os agricultores, sobretudo os jovens, para realizar o emparcelamento e a fusão de propriedades. Acredito que a agricultura e a pecuária podem ser atividades rentáveis e saídas profissionais para os nossos filhos e netos, nesta nossa região onde há muita qualidade de vida”, indicou.

Anabela Colejo, natural e residente em Santulhão, é pastora e criadora de cabras. Atualmente, na sua exploração pecuária tem cerca de 150 cabras da raça Preta de Montesinho.

“Ser pastora e criadoras de cabras exige a plena dedicação ao longo dos 365 dias do ano, pelo que não há férias”, disse.

Questionada sobre o I Concurso de Raças Autóctones do Planalto de Ovinos e Caprinos, Anabela Colejo, expressou alegria pelo reconhecimento e valorização de uma profissão, pastora e criadora de cabras, que amíúde é um trabalho pouco valorizado e até esquecido.

A seu lado, Filipe Calado, um antigo emigrante em França, regressou há um ano a Santulhão, para se dedicar à pastorícia, mais concretamente à criação de cabras serranas.

«Estou a iniciar a atividade pecuária e neste momento tenho 35 cabras serranas na exploração que tem o sugestivo nome de “Anna O rio”. A criação de cabras, a par do inestimável serviço ambiental que desempenham na limpeza da vegetação existente nos montes, também é um recurso económico, com a venda da carne dos cabritos, um produto de Denominação de Origem Protegida (DOP). Futuramente, estou a considerar também o fabrico de queijo e requeijão proveniente do leite das cabras”, indicou o pastor de Santulhão.

Sobre o concurso de ovinos e caprinos, Filipe Calado, elogiou a iniciativa do município de Vimioso e da freguesia de Santulhão.

“Para nós, criadores de caprinos e ovinos, este concurso é um reconhecimento pelo nosso trabalho e um incentivo que nos dá ânimo e força para continuar a preservar estas raças autóctones. Neste I Concurso participei com a exposição de três cabras fêmeas e um macho”, disse.

Mercedes Lopes, também de Santulhão, criadora de quase 200 ovelhas da raça churra bragança, disse apreciar muito a atividade da pastorícia e expressou agrado pela organização de um concurso pecuário na sua terra.

“Gosto muito de serr pastora. No verão, o trabalho começa de madrugada, às 5h00 para aproveitar a frescura da manhã até às 9h00. Depois nas horas de maior calor, regressamos a casa para o rebanho estar protegido do sol. Ao final da tarde, com o declinar do sol e do calor, volto a sair com o rebanho de ovelhas até à hora de jantar. Este concurso de ovelhas e cabras dá às pessoas a possibilidade de verem mais de perto os animais e entre nós os criadores, por vezes, fazemos compra, venda ou troca de animais”, disse.

Em Santulhão, o concurso das raças autóctones decorreu no exterior do Centro de Promoção dos Produtos e Tradições de Santulhão, onde no fim-de-semana de 30 e 31 de maio, se realizou IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana.

O I Concurso de Ovinos e Caprinos do Planalto contou com a participação de 38 produtores agropecuários e cerca de 200 animais das raças ovelha churra mirandesa, ovelha churra bragançana branca e preta, ovelha terrincha, cabra serrana e cabra preta de Montesinho.

HA

Fonte de Aldeia: Festa da Santíssima Trindade reuniu as comunidades paroquiais

Fonte de Aldeia: Festa da Santíssima Trindade reuniu as comunidades paroquiais

No Domingo, dia 31 de maio, a capela da Santíssima Trindade, em Fonte de Aldeia, voltou a reunir centenas de fiéis das comunidades paroquiais da unidade pastoral, para em conjunto celebrarem a eucaristia em honra da Santíssima Trindade.

Na homília da eucaristia, o padre António Pires, pároco na Unidade Pastoral da Santíssima Trindade exortou os fiéis à alegria de celebrar o amor trinitário de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, sublinhando que “Deus é comunidade e relação”.

“Deus Pai é o Criador. Deus Filho, Jesus Cristo é o Amado, que desceu à terra para nos amar e salvar. O Espírito Santo é o vínculo de Amor que nos liga eternamente a Deus”, explicou o sacerdote.

O padre António Pires prosseguiu afirmando que com o envio do Filho, Jesus, Deus quis aproximar-se da humanidade para revelar o seu amor misericordioso.

“Jesus não veio para apontar e criticar os nossos erros, pecados e fracassos. Jesus veio para amar-nos e mostrar que também somos filhos amados por Deus Pai. Ele, como Pai, nunca desiste de nós e convida-nos incessantemente para a vida plena, que é a amizade e comunhão com Ele. Por isso, queiramos também cada um de nós, quer individualmente e também comunidade, procurar e conhecer, cada vez mais e melhor a Deus, ao longo da nossa vida!”, exortou.

No Domingo, dia 31 de maio, a Festa em Honra da Santíssima Trindade, em Fonte de Aldeia, iniciou-se com a alvorada e o peditório pelas ruas da localidade, ao som da música da Banda Filarmónica Mirandesa.

Às 13h30 iniciou-se a procissão da igreja matriz em direção à capela da Santíssima Trindade, onde às 14h30, se celebrou a missa campal, que todos os anos reúne as várias comunidades paroquiais de Fonte de Aldeia, Sendim, Picote, Barrocal do Douro, Vila Chã de Braciosa, Freixiosa, Duas Igrejas, Palaçoulo, Águas Vivas, Atenor e Teixeira.

A festa dedicada à Santíssima Trindade, em Fonte de Aldeia, tem ainda uma peculiar tradição que são as rondas à volta da capela, protagonizadas pelos grupos das várias localidades.

No final da tarde de Domingo, às 18h00, realizou-se a procissão de regresso à igreja matriz de Fonte de Aldeia. Ao serão, a festa em honra da Santíssima Trindade terminou com um arraial, este ano animado pela Banda Triângulo.

HA