Argozelo: “Feira da Rosquilha” mostra o empreendedorismo da vila

Argozelo: “Feira da Rosquilha” mostra o empreendedorismo da vila

A Feira da Rosquilha, em Argozelo, voltou a receber a visita de milhares de pessoas, no fim-de-semana de 21 e 22 de março, um certame que teve como maior destaque o I Capítulo da Confraria da Rosquilha, uma cerimónia em que se elogiou o empreendedorismo dos argozelenses.

A Confraria da Rosquilha de Argozelo foi constituída a 19 de março de 2025, com os propósitos de preservar, promover e transmitir o saber fazer este doce tradicional de Páscoa.

A Grã-mestre da Confraria da Rosquilha de Argozelo, Ana Luísa Machado, informou que para salvaguardar esta iguaria, a Rosquilha de Argozelo, já foi registada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial e no sítio electrónico dos Produtos Tradicionais Portugueses.

“Para promover a rosquilha de Argozelo já participámos em eventos de âmbito local, regional, nacional como a Feira de Turismo de Lisboa e até internacional, com as participações nas Feiras de Valladolid e Madrid (Espanha)”, informou Ana Luísa Machado.

No Domingo, dia 22 de março, o I Capítulo da Confraria da Rosquilha da Rosquilha de Argozelo, realizou-se no auditório do Centro Interpretativo das Minas de Argozelo e recebeu a visita de 12 confrarias.

Do distrito de Bragança, participaram na cerimónia a Confraria do Azeite e do Folar (Izeda), Confraria do Butelo e das Casulas (Bragança), Confraria Ibérica da Castanha (Bragança), Confraria do Canhonho Mirandês (Miranda do Douro), Confraria do Javali (Macedo de Cavaleiros), Confraria do Fumeiro (Vinhais).

De outras regiões do país, vieram até Argozelo, a Confraria do Frango da Guia (Albufeira), Confraria da Cebola e do Presunto (Penafiel), Confraria dos Sabores da Abóbora (Vagos), Confraria da Regueifa e do Biscoito (Valongo) e a Confraria Ovelhã (Guarda).

“Foi com grande alegria que recebemos a visita de 40 confrades de várias associações, que se juntaram aos nossos conterrâneos, para participar no I Capítulo da Rosquilha de Argozelo”, agradeceu a Grâ-mestre.

No decorrer da cerimónia, para além da investidura de novos confrades, foram homenageadas oito mulheres de Argozelo, que confeccionam as rosquilhas, sendo-lhes atribuído o título de Confrades de Mérito.

“As Confrades de Mérito são as pessoas preservam a receita original da Rosquilha de Argozelo. Elas são as verdadeiras protagonistas do saber fazer as rosquilhas”, disse a grâ-mestre, Ana Luísa Machado.

O presidente da Freguesia de Argozelo, Francisco Lopes, congratulou-se com a notoriedade que a rosquilha tem alcançado, o que simultaneamente está a dar maior visibilidade a esta vila do concelho de Vimioso.

“A freguesia de Argozelo pretende apoiar todas as inciativas que projetem cada vez mais a localidade. Gostaria, por exemplo, que as rosquilhas chegassem às grandes superfícies comercais, de modo a que a produção artesanal deste produto crie novos postos de trabalho em Argozelo”, avançou o autarca argozelense.

Questionado sobre a importância da Feira da Rosquilha, em Argozelo, Francisco Lopes, indicou que o certame é uma mostra dos produtos, do artesanato e das tradições da região.

Para a população de Argozelo é uma alegria receber a visita de tantas pessoas ao longo do fim-de-semana. Esta feira é uma oportunidade de promover turisticamente a vila e simultaneamente proporcionar uma maior atividade ao comércio e às empresas locais”, indicou.

De visita à XIX Feira da Rosquilha, em Argozelo o presidente do município de Vimioso, António Santos, enalteceu o espírito empreendedor das gentes de Argozelo.

“A minha primeira atividade profissional foi em Argozelo e por isso sou um profundo conhecedor do caráter dos argozelenses. Recordo que nas décadas de 1980 e 1990, com o encerramento das minas de extração de estanho e volfrâmio, a população de Argozelo enfrentou sérias dificuldades. Mas esta gente foi resiliente e empreendedora na procura de novas atividades profissionais. A constituição da Confraria da Rosquilha é um exemplo deste espírito empreendedor e audaz do povo de Argozelo, que com este produto quer afirmar-se na região, no país e no estrangeiro”, elogiou o autarca de Vimioso.

Outro visitante, o presidente da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), Pedro Lima, também elogiou a iniciativa da população de Argozelo, na valorização de um produto local, a rosquilha.

“Este doce tradicional, a rosquilha, que é feito com produtos da terra como a farinha proveniente dos campos de trigo e o azeite extraído dos olivais, é um símbolo identitário de Argozelo. Este produto gastronómico, transmitido de geração em geração, é também um produto turístico, distintivo da vila de Argozelo”, realçou o presidente da CIM-TTM.

Para o também autarca de Vila Flor, Pedro Lima, as feiras temáticas dedicadas a um produto âncora, como é o caso da rosquilha, em Argozelo, tornam-se interessantes e apelativas para o público.

“Em Trás-os-Montes, todos os municípios têm produtos muito parecidos como o azeite, o vinho, a batata, os legumes, a carne, os queijos, o mel, os frutos secos, entre outros produtos. Por isso, é necessário que cada concelho procure destacar-se num produto original, como está a fazer Argozelo, com a preservação e promoção da rosquilha. Turisticamente, torna-se interessante visitar esta localidade para conhecer o modo de confecção da rosquilha num forno a lenha e degustar este doce tradicional de Páscoa”, disse o autarca vilaflorense.

Na vila de Argozelo, a rosquilha é um doce tradicional, confeccionado com farinha, fermento, açúcar, ovos, manteiga, azeite e banha de porco. Há quem adicione ainda aguardente e sumo laranja. Juntam-se todos estes ingredientes, amassam-se bem, dá-se-lhes a forma circular para depois irem ao forno.

Em Argozelo, a rosquilha é tão apreciada pelo público, que antes mesmo do certame começar, multiplicam-se as encomendas deste doce tradicional de Páscoa.

HA

Miranda do Douro: Pimenta Machado indica que o país deve preparar-se para alterações climáticas

Miranda do Douro: Pimenta Machado indica que o país deve preparar-se para alterações climáticas

Numa visita a Miranda do Douro, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, indicou que o país deve tirar conclusões da recente tempestade e das cheias e preparar-se para as alterações climáticas, que provocam fenómenos climáticos extremos, com alternância de cheias e secas.

Na conversa que decorreu a 20 de março, no Arquivo Municipal, em Miranda do Douro, Pimenta Machado começou por elencar a estratégia PPR : Prevenção, Proteção e Recuperar, sempre numa lógica de respeitar a força da natureza, no período pós-cheias que a assolaram o país de Bragança ao Algarve, no final de janeiro e o  mês de fevereiro

“A parte mais importante deste PPR é a prevenção, que passa pelo ordenamento do território. Nós temos em Portugal mais de 100 mil pessoas que vivem eleito de cheias e aqui mais importe é não aumentar a exposição ao risco e as pessoas não construírem em leito de cheia”, disse o presidente da APA.

De acordo com Pimenta Machado, “a segunda prioridade passa por proteger de forma engenhosa e usar a natureza, porque se a natureza for contrariada todos perdem, já a natureza nunca perdoa”.

“Temos de aprender com a natureza para nos defendermos e apostar e em soluções de base natural como a criação de grandes bacias para guardar água em excesso, à semelhança do que foi feito em Setúbal há dois anos. O uso de barragens e diques são outras situações a considerar para evitar cheias e ajustar as cotas, como aconteceu com a barragem da Aguieira, onde houve um abaixamento, que até nem estava previsto”, vincou o responsável.

Pimenta Machado defende, igualmente, a utilização da tecnologia para dar informações às populações em tempo útil coordenados com a proteção civil e os municípios” o que correu bem, para a proteção de pessoas e bens”.

“ A tecnologia fez toda a diferença na gestão destas cheias de janeiro e fevereiro”, vincou.

Já no plano da recuperação pós-cheias, o dirigente da APA destacou que é necessário recompor as zonas atingidas pelo mau tempo, mas de forma adaptada a cada situação.

“Temos muitos diques danificados, em Coimbra, no rio Liz, no rio Tejo. Vamos recuperar, mas numa lógica dos sinais que vamos  recebendo da natureza. Recuperar zonas que foram destruídas, mas adaptando-as, como as zonas costeiras tornando o território mais resiliente e mais preparado para enfrentar as tempestades”, destacou Pimenta Machado.

O presidente da APA, Pimenta Machado, disse ainda que se não houvesse uma gestão articulada “a gestão das últimas cheias que assolaram o país, a situação poderia ter corrido muito mal”, disse.

Já no que respeita aos períodos de seca, o responsável pela APA é da opinião de que as alterações climáticas têm tido um” impacto brutal”.

“Antes destas intempéries tínhamos as barragens do Algarve vazias e agora estão a transbordar. Este mês de janeiro e fevereiro não foi um episódio de uma semana, foram várias semanas de chuva muito persistente. As nuvens levam a água para Espanha onde era despejada e depois volta a Portugal através dos rios, como é o caso do Douro, Tejo, Guadiana e Minho”, indicou Pimenta Machado.

Com os solos secos e após os incêndios, os esforços foram redobrados na gestão das cheias tornando o trabalho, ainda, mais complicado, porque os solos estavam vulneráveis, não havia vegetação , havia lenha  de lenha queimada que era arrastada  para os cursos de água.

Outras preocupações da APA, inerentes às alterações climáticas foi o degelo no vale do rio Mondego e Zêzere.

“O degelo é um problema, porque nevou muito, e a neve transforma-se em água e tivemos dificuldades com este impacto na modelação destes rios. No fundo esta foi a tempestade perfeita que tivemos, incêndios, degelos, cheias e a lua nova pelo maio o que afeta as marés”, frisou Pimenta Machado.

Fonte: Lusa | Foto: MMD

Quaresma: Via-Sacra representada por pessoas com deficiência quer mostrar capacidades e não limitações

Quaresma: Via-Sacra representada por pessoas com deficiência quer mostrar capacidades e não limitações

O Centro de Apoio e Reabilitação para Pessoas com Deficiência (CARPD), em Touguinha, Vila do Conde, organizou com os seus utentes, a encenação da Via-Sacra, apostando nas capacidades dos participantes e não nas suas limitações.

“Queremos mostrar o que fazemos no centro. Queremos que as pessoas não olhem para as deficiências e para as limitações, mas que valorizem as capacidades. Trata-se de um momento de apelo para cada um de nós: nós às vezes queixamos, e eles fazem coisas com tantos problemas físicos ou comportamentais, e eles conseguem fazer uma coisa brilhante. É um apelo para todos nós, para as nossas desculpas, para os nossos adiamentos”, explicou Sérgio Pinto, coordenador e diretor do CARPD da Touguinha, da Casa da Misericórdia de Vila do Conde.

São pessoas que podem demorar um bocadinho mais tempo a decorar, mas depois, quando decoram os posicionamentos, os movimentos, as falas, encaixam de forma impecável. E é engraçado, todos os anos, a peça fica mais complexa, é sempre diferente, e cada vez é mais fácil de ensaiar. Porque eles já sabem como é que é, às vezes entra um utente novo que ainda não sabe e os outros dizem ‘não, agora não é, agora tens que ouvir, agora vais para ali’”, acrescenta o responsável.

A encenação dos passos da Via-Sacra nasceu em 2005, “de uma forma simples”, nos jardins da instituição, com a participação de famílias e amigos que foram pedindo, a cada ano, a sua realização: “Três anos depois já era complicado continuar a fazer no jardim. Era tanta gente, já não se conseguia ver as cenas”.

Foram acolhidos durante um tempo no auditório municipal de Vila do Conde, passaram depois para o Teatro Municipal, com 544 lugares, e hoje a encenação da Via-Sacra tem de ser repetida, dada a procura e afluência de público.

Este ano a Via-Sacra, com 47 pessoas envolvidas, inspira-se no diálogo entre Jesus e a Samaritana, com textos originais escritos por Sérgio Pinto, que os começa a preparar no início de cada ano.

“Se Jesus viesse hoje, em 2026, o que nos poderia dizer a nós? Tentamos escrever o texto nesse sentido, sendo fiel à Via-Sacra, como é óbvio, sempre com textos bíblicos, mas não seguimos necessariamente as 14 estações. Podemos saltar algumas, mas sempre com a mensagem atual para os problemas da vida de hoje”, traduz.

“O «dá-me de beber» é uma interpelação: sai do teu sofá, sai das tuas desculpas, sai dos teus adiamentos e vai. Dá de beber também aos outros. Dá-me de beber. Não me bebas sozinha. Dá-te a mim de beber”, explica.

O guarda-roupa da Via-Sacra foi este ano confecionados no Centro com a ajuda dos utentes e da costureira.

A funcionar desde 1994, o CARPD, em Touguinha, Vila do Conde, nasceu para dar resposta às pessoas com deficiência, sentida na altura, e que hoje continua a existir, e apresenta resposta em Lar Residencial para 97 pessoas, acolhe 120 pessoas durante o dia no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão e apoia 20 pessoas no domicílio.

“Não queremos só pintar por pintar, mas que a pintura sirva mesmo para os capacitar, trabalhar a motricidade fina, e olhamos para eles como, precisamente, pessoas para valorizar, e por isso mesmo queremos que eles sejam pessoas de pleno direito, que não façamos só coisinhas”, retrata o responsável.

A instituição aposta no desporto – Boccia, futsal, basquetebol, técnicas de mesa, ciclismo, meditação – e, entre outras atividades, valoriza o teatro.

“Temos percorrido as escolas com peças de teatro. Todos os anos trabalhamos uma peça, e vamos pelas escolas. Este ano, já fizemos cerca de umas 50 atuações em vários sítios”, indica.

Sérgio Pinto regista que o CARPD existe para os utentes e que o envolvimento de todos e a escuta sobre o que as pessoas valorizam, resulta em maior empenho e motivação nas atividades.

“Não são eles que se adaptam ao centro; somos nós que procuramos ir atrás das potencialidades deles, dos seus gostos deles e isso exige de nós uma atenção permanente para cada um”, indicou.

Fonte: Ecclesia

Bragança-Miranda: D. Nuno Almeida defende «valor e inviolabilidade» da vida humana

Bragança-Miranda: D. Nuno Almeida defende «valor e inviolabilidade» da vida humana

Com o slogan ‘O povo pró-vida sai à rua’, a Caminhada pela Vida levou milhares de pessoas às ruas de 12 cidades portuguesas, tendo em Bragança, o bispo da diocese, Dom Nuno Almeida, defendido o valor inalienável da vida humana, desde a conceção até à morte natural.

“Precisamos de voltar sempre à beleza do que nos rodeia, para entendermos a Vida, para a defendermos com toda a alma, para nos empenharmos na construção do mundo que Deus nos entregou; tendo sempre presente que a defesa da Vida passa também, pela defesa da Família, procurando olhar a família com os olhos de Deus”, disse D. Nuno Almeida, na Catedral de Bragança.

O bispo diocesano sustentou que “são sempre necessários e bem-vindos mais corações, mais braços, mais irmãos e irmãs, mais jovens, mais homens e mulheres de boa vontade na defesa da vida humana”.

“Estamos perante a tarefa imensa e decisiva da transmissão, as novas gerações, do amor e da vida verdadeira, vida em plenitude, cujo valor e inviolabilidade não se questiona, nem se adjetiva, nem se circunscreve a um tempo determinado”, indicou, numa intervenção enviada à Agência ECCLESIA.

A iniciativa mobilizou a comunidade, incentivando a busca pelo sentido profundo da existência perante os desafios da atualidade.

É sempre ‘tempo oportuno’ para agradecermos a vida, defendermos a vida (desde a conceção até à partida deste mundo), aprendermos a cuidar da vida e a buscar e a buscar o sentido maior e inalienável da vida.”

D. Nuno Almeida apresentou o exemplo pessoal de um familiar para ilustrar como a fragilidade física pode ser acompanhada por um espírito de louvor e partilha.

“Uma das pessoas que mais me ajudou a entender a vida como um dom foi o meu Bisavô, Tibério, que já muito idoso e frágil, conservava sempre um espírito de louvor agradecido a Deus e a todos”, relatou.

A mensagem do bispo diocesano incluiu um apelo direto aos profissionais de saúde, exortando, os a assumirem o papel de servidores e apóstolos da vida em todas as suas etapas.

“Que os médicos e enfermeiros sejam fiéis à vida defendendo, a antes e depois do nascimento, dando, lhe qualidade ao longo dos anos e acompanhando, a na proximidade da morte”, pediu.

O evento concluiu, se com uma oração dedicada à causa da vida, pedindo a graça do acolhimento e do testemunho corajoso do Evangelho da Vida na sociedade contemporânea.

A iniciativa decorreu em Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Coimbra, Faro, Guarda, Lamego, Lisboa, Porto, Setúbal, Viseu.

Fonte: Ecclesia

«Eu sou a ressurreição e a vida»

V Domingo da Quaresma – Ano A

«Eu sou a ressurreição e a vida»

Ez 37, 12-14 / Slm 129 (130), 1-2.3-4ab. 4c-6.7-8 / Rom 8, 8-11 / Jo 11, 1-45 ou Jo 11, 3-7.17.20-27.33b-45

As leituras de hoje apresentam-nos Deus como comunicador de vida. Veja-se o que Jesus diz de si: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em mim, ainda que tenha morrido, viverá» (São João).

Veja-se como Deus fala ao povo de Israel: «Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar»; «Infundirei em vós o meu espírito e revivereis» (Ezequiel).

Isto tem que ver com a conceção que São Paulo tem da fé cristã (Carta aos Romanos). Segundo ele, a ressurreição de Jesus é o motivo que funda a nossa fé; é a prova clara da omnipotência de Deus que nos pode conceder também a vida. Deus já manifestou aquilo de que é capaz, ao ressuscitar Jesus de entre os mortos e constituí-lo Senhor. Assim, a fé em Cristo, morto e ressuscitado, é a fé em Deus Todo-Poderoso, que, tendo ressuscitado Jesus de entre os mortos, ressuscitará também um dia aqueles que tiverem acreditado nele.

Dito pelo próprio São Paulo: «se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós».

Podemos pensar em como a vida de Deus se nos vai dando ao longo do nosso itinerário pessoal. Haverá ocasiões em que Deus se evidencia e ocasiões em que Deus se esconde. Mas não poderemos dizer que trabalha menos nestas do que naquelas. Deus pode ressurgir dos “túmulos” da vida por que passamos. Pode atuar no coração da nossa vida quando menos esperamos; e de uma forma que não estamos em condições de medir. Então, talvez vejamos dirigido a nós o que vem na Profecia de Ezequiel: «reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Mogadouro: 30º Encontro de Futsal de Petizes e Traquinas

Mogadouro: 30º Encontro de Futsal de Petizes e Traquinas

No próximo Domingo, dia 22 de março, o pavilhão da freguesia de Mogadouro, é o recinto do 30º Encontro de Futsal Petizes e Traquinas, um evento desportivo que tem como finalidade proporcionar a mais de 300 crianças, a prática desportiva do futsal.

O Encontro é organizado pela Associação de Futebol de Bragança (AFB), em parceria com o Clube Académico de Mogadouro e conta com o apoio do Município.

Segundo a AFB, estão inscritas cerca de 300 crianças, em representação de 16 clubes e cada um destes clubes, apresenta equipas de petizes e equipas de traquinas.

No Domingo, os jogos começam às 9h00 da manhã e decorrem até às 13h30. Após o almoço, os jogos recomeçam às 14h30 e terminam ao final da tarde (19h00), com um lanche e a entrega de lembranças aos jovens jogadores.

Nos escalões de petizes (crianças com idade inferior a 7 anos) e traquinas (com idades entre os 7 e os 9 anos), os jogos têm uma duração de 15 minutos, são lúdicos e não há competição oficial.

A Associação de Futebol de Bragança (AFB) indica que nestas idades, pretende-se que as crianças aprendam a jogar em equipa, a respeitar as regras do jogo e a praticar o fair-play.

Como habitualmente acontece nestes encontros desportivos, as famílias acompanham os filhos nestas deslocações, pelo que são esperadas muitas pessoas na cidade de Mogadouro.

HA

Sendim: Podcast “You Quiero Ser Pauliteiro”

Sendim: Podcast “You Quiero Ser Pauliteiro”

O Grupo de Pauliteiros de Miranda-Sendim lançou o ‘podcast´ “You Quiero Ser Pauliteiro”, para divulgar a história desta tradição que tem como protagonistas as várias gerações de sendineses e sendinesas, que voluntariamente se dedicam à preservação da música e danças tradicionais da Terra de Miranda.

De acordo com o presidente da Associação de Pauliteiros de Sendim, Telmo Ramos, o ‘podcast´ abre uma janela para o universo pauliteiro, revelando histórias, bastidores, memórias e testemunhos de quem vive esta tradição, como os pauliteiros, pauliteiras, músicos, mestres, jovens da Escola do Pauliteiro, investigadores e artesãos.

«O podcast “You quiero ser pauliteiro” pretende ser um espaço onde se fala de identidade, comunidade, música, trajes, disciplina, orgulho e de tudo aquilo que não cabe apenas nos paus, mas na alma de quem os levanta”, explicou o dirigente associativo.

A primeira temporada do podcast apresenta 25 episódios, que são lançados aos Domingos, às 16:00.

O grupo de Pauliteiros de Miranda – Sendim já existe desde 1956, no entanto a associação só foi constituída a 21 de junho de 2007. Dois anos depois, a 13 de julho de 2009, no feriado de elevação de Sendim a vila, foi inaugurada a Casa de l’Pauliteiro.

As Danças Rituais dos Pauliteiros nas Festas Tradicionais da Terra de Miranda já fazem parte do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

Fontes: Lusa e HA

Ambiente: Fogo controlado ajuda a travar incêndios e renova pastagens

Ambiente: Fogo controlado ajuda a travar incêndios e renova pastagens

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) está a realizar ações de fogo controlado para a prevenção de incêndios e a renovação de pastagens, tendo intervencionado cerca de 800 hectares na zona Norte, na campanha 2025/26.

“Isto é uma ação de fogo controlado com um duplo objetivo: criação de pasto para gado e também serve de mosaico para retirar carga à paisagem e servir de zona de oportunidade de combate se ocorrer um incêndio no verão”, afirmou o técnico do ICNF Artur Borges.

O responsável referiu-se à iniciativa, durante uma ação de fogo controlado na Serra do Marão, concelho de Amarante, destacou ainda o treino dos operacionais.

“O treino está sempre inerente às ações de fogo, porque o fogo controlado de inverno é o melhor treino para o verão, para o combate”, referiu.

As campanhas decorrem anualmente entre os meses de setembro/outubro e abril, mas as condições meteorológicas verificadas neste inverno, com muita chuva e vento, dificultaram a realização do fogo controlado.

Esta semana estavam reunidas condições pelo que decorreram ações um pouco por toda a região, desde Ponte de Lima, Melgaço, Montalegre, Bragança, Ribeira de Pena, Vinhais a Arouca ou Vale de Cambra

“Temos toda a gente no terreno estes dias a fazer o máximo, de manhã à noite”, afirmou Miguel Gonçalves, diretor regional adjunto do ICNF Norte.

O responsável disse que, até ao momento, foram executados mais de 800 hectares na região, cerca de 400 hectares nas serras do Marão e Montemuro, e referiu que as equipas envolvem também, entre outros, bombeiros, elementos dos gabinetes técnicos municipais das câmaras ou militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR .

Miguel Gonçalves realçou que estas ações são complementares com outras iniciativas que visam a prevenção e mitigação dos incêndios, adiantando que desde 2020, no Norte, foram instalados mais de 8.000 hectares de rede primária de faixas de gestão de combustível .

“Temos cerca de três dias sem chuva, a humidade relativa anda a rondar os 40%, 30%, com algum vento, mas é um vento seco e, portanto, temos reunidas as condições de ignição e de condução de fogo dentro de segurança”, explicou.

Há sempre um risco associado, pelo que a ação foi acompanhada por elementos da Corpo Nacional de Agentes Florestais (CNAF) do ICNF e sapadores florestais dos baldios.

“Os meios são dimensionados de acordo com a dimensão da parcela e com a meteorologia que vai estar no dia da queima”, explicou Artur Borges.

Este é o chamado fogo bom. “O fogo que nós fazemos é um fogo que é feito em condições benéficas para o território”, salientou, acrescentando que cria “uma zona tampão” que pode proporcionar uma oportunidade efetiva de combate a um incêndio.

O planeamento das áreas a intervir nas zonas de montanha também é feito com o envolvimento dos pastores.

“É um território que tem ainda gado e, portanto, nós queremos fixar as pessoas no território”, referiu Artur Borges.

E, para o produtor de vacas maronesas, José Teixeira, a renovação das pastagens representa “a diferença entre estar aberto ou estar fechado”.

A sua exploração está localizada em Canadelo, Amarante, distrito do Porto, e, segundo explicou, as suas 20 vacas adultas andam pela serra à procura de alimento e, por isso considerou “essencial que as pastagens sejam renovadas e que haja queimadas todos os anos”.

“Elas [vacas] são autónomas, a comer, a beber, e eu não tenho despesa com elas. Só assim é que se pode ser produtivo no final do ano, porque de outra forma, se estivesse aqui a alimentá-las diariamente, era impossível”, referiu.

Artur Borges salientou o “trabalho de proximidade” com os pastores “para ver o que é que eles precisam, onde é que eles precisam e conjugar isso com a estratégia de defesa do território e de gestão do mesmo”.

O fecho da época de queima, entre o final de março e meados de abril está dependente do ano hidrológico, mas também está relacionado com fatores relacionados com a reprodução das espécies e os valores ambientais a preservar.

No Marão, inserido na Rede Natura 2000, estas são preocupações que têm que ser tidas em conta.

Os trabalhos de gestão de combustível decorrem até 31 de maio de 2026.

Fonte: Lusa | Imagem: ICNF

Saúde: Programa de saúde oral cria cheque-prótese

Saúde: Programa de saúde oral cria cheque-prótese

Os utentes vulneráveis do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que necessitam de reabilitação oral vão poder aceder ao cheque-prótese, previsto no Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral 2030, que entra em vigor a 1 de janeiro de 2027.

A portaria que estabelece o novo modelo de funcionamento do programa é publicada em Diário da República e entra em vigor a 21 de março de 2026, mas a sua implementação ocorrer a 1 de janeiro de 2027, data prevista para a entrada em funcionamento da nova versão do Sistema de Informação de Saúde Oral (SISO).

O Novo Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral 2030 (PNPSO 2030) introduz alterações ao modelo de funcionamento da saúde oral no Serviço Nacional de Saúde, reforçando a capacidade de planeamento, coordenação e execução do programa, segundo a portaria, a que a agência Lusa teve acesso

Uma das principais novidades é a criação do cheque-prótese, destinado à reabilitação oral de grupos vulneráveis, alargando a resposta do programa a necessidades clínicas mais complexas.

Os critérios para identificar os utentes em situação de vulnerabilidade serão definidos posteriormente, através de portaria do membro do Governo responsável pela área da saúde

A portaria, assinada pela secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, prevê ainda a integração efetiva da área nas Unidades Locais de Saúde (ULS), promovendo a articulação entre cuidados de saúde primários, hospitalares e de saúde pública.

O modelo de organização e funcionamento dos cuidados de saúde oral nas ULS deve assentar em princípios de autonomia científica, técnica e funcional, bem como na colaboração entre diferentes profissionais, num modelo integrado por níveis de cuidados, de acordo com as orientações definidas pela Direção Executiva do SNS.

Os profissionais de saúde oral — incluindo médicos especialistas em estomatologia, médicos dentistas e higienistas orais — passam a atuar de forma articulada no âmbito do programa, assegurando a continuidade e qualidade dos cuidados prestados, bem como a equidade no acesso.

O diploma formaliza ainda a Rede Nacional de Saúde Oral, que integra o SNS, o setor social e os prestadores privados aderentes, reforçando a capacidade de resposta do sistema.

Os cuidados prestados por entidades dos setores social e privado deverão ser realizados em gabinetes devidamente habilitados, por profissionais legalmente qualificados, respeitando o âmbito das suas competências.

A portaria estabelece também a reorganização e simplificação dos cheques de saúde oral, com maior adequação às necessidades clínicas e possibilidade de emissão adicional de cheques em função da necessidade.

Em 2025, foram emitidos mais de 713 mil cheques de saúde oral, representando um aumento de cerca de 10% face ao ano anterior.

O Ministério da Saúde estima que o novo programa permita aumentar a população elegível de cerca de 850 mil para cerca de 1,6 milhões de utentes, possibilitando duplicar o número de intervenções e de cuidados prestados.

O diploma aposta ainda na digitalização integral do programa, com emissão automática de cheques, integração na App SNS 24 e criação do Boletim de Saúde Oral com os registos clínicos de saúde oral.

O novo programa reforça ainda a prevenção e a intervenção comunitária, designadamente em contexto escolar.

O documento técnico da Direção-Geral da Saúde (DGS), com as orientações estratégicas e operacionais, será publicado posteriormente.

Em paralelo, será atualizada a página da saúde oral no Portal do SNS, com um novo ‘dashboard’ interativo, que permitirá aos cidadãos localizar os gabinetes de saúde oral e os prestadores aderentes ao programa.

O SISO está em desenvolvimento no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência e permitirá suportar a emissão automática de cheques atendendo as novas regras agora estabelecidas, a monitorização da prestação de cuidados e a integração dos dados clínicos.

O Governo sublinha que esta reforma estrutural concretiza uma das prioridades do Programa do Governo, traduzindo-se numa decisão efetiva de reorganização e expansão da resposta em saúde oral, com impacto direto no acesso, na prevenção e na qualidade dos cuidados.

Fonte: Lusa | Imagem: SNS

Duas Igrejas: Caminhada interpretativa ao abrigo rupestre da Solhapa

Duas Igrejas: Caminhada interpretativa ao abrigo rupestre da Solhapa

Na manhã de sábado, dia 21 de março, realiza-se em Duas Igrejas, uma Caminhada Interpretativa ao Abrigo da Solhapa, uma gruta outrora utilizada por pastores para guardar os rebanhos, onde existem gravuras rupestres de há 12 mil anos, referentes ao período Neolítico ou Idade da Pedra.

A caminhada é organizada pelo município de Miranda do Douro, em parceria com a Junta de Freguesia de Duas Igrejas e decorre no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), onde está inserida a zona do Abrigo da Solhapa.

“Situado a cerca de três quilómetros da localidade de Duas Igrejas e nas proximidades de um povoado da época proto-histórica, o “Abrigo rupestre da Solhapa” está implantado no meio de escarpas de granito, sobranceiras ao rio Douro e a um vale, propícios à atividade agrícola e ao pastoreio e no interior da qual foram identificadas várias gravuras rupestres”, informa o Património Cultural.

Segundo os arqueólogos, este abrigo ou gruta foi utilizada desde tempos imemoriais por pastores que aí guardavam os seus rebanhos, durante os meses escaldantes de verão.

Na década de 1950, as gravuras rupestres aí existentes chamaram a atenção do padre António Maria Mourinho (1917-1995), personalidade a quem se deve boa parte das diligências para preservar a língua, a cultura e o património histórico-cultural da Terra de Miranda.

Segundo os arqueólogos, no interior do Abrigo da Solhapa, quer nas paredes, quer no próprio pavimento, existe uma diversidade iconográfica, que remonta a finais dos períodos Neolítico ou Idade da Pedra, ou seja há cerca de 12 mil anos.

No final da caminhada interpretativa, a Junta de Freguesia de Duas Igrejas oferece aos participantes um lanche convívio.

As inscrições decorrem até 19 de março e são feitas através do email: cultura@cm-mdouro.pt

Fontes: MMD e Património Cultural