Malhadas: Ministro da Agricultura visitou os concursos de ovinos mirandeses e cães de gado transmontanos

Malhadas: Ministro da Agricultura visitou os concursos de ovinos mirandeses e cães de gado transmontanos

O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, visitou o mercado de gado, em Malhadas, no sábado, dia 11 de abril, para acompanhar os concursos de ovinos mirandeses e cães de gado transmontanos, tendo o governante aproveitado a visita ao concelho de Miranda do Douro, para incentivar os jovens a dedicarem-se à agricultura e à pecuária.

Este ano, participaram no XXIX Concurso Nacional de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa, 10 criadores do concelho de Miranda do Douro, com 62 animais, nas seções de ovelhas, bazias, cordeiros e carneiros.

Por sua vez, o concurso de cães de gado transmontanos, contou com a participação de oito criadores, que trouxeram a concurso 23 animais, nas seções de jovens fêmeas e machos (entre os quatro e os 15 meses) e adultos fêmeas e machos ( com mais de 15 meses).

De visita ao mercado de gado, em Malhadas, o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, referiu-se à prioridade do governo em incentivar a renovação geracional do setor agropecuário, através da medida “Instalação de jovens Agricultores”.

“Um jovem agricultor, até aos 40 anos, que queira dedicar-se exclusivamente à agropecuária, num território como o concelho de Miranda do Douro, fazendo um investimento de 500 mil euros, recebe 300 mil euros a fundo perdido”, disse o governante.

O ministro da agricultura referiu-se também aos recentes apoios à instalação de novos produtores pecuários e à redução de carga combustível através do pastoreio, medidas que explicou, têm o objetivo de apoiar a pastorícia.

Nos concursos de ovinos mirandeses e cães de gado transmontanos, o ministro da Agricultura, participou, juntamente com o executivo municipal e os dirigentes da Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM), na entrega de prémios aos criadores.

A acompanhar o ministro da agricultura, em Malhadas, a presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril, realçou uma vez mais, a atratividade do planalto mirandês.

“As raças autóctones como são os ovinos de raça churra galega mirandesa e os cães de gado transmontanos são outros dois símbolos identitários da Terra de Miranda, que importa muito preservar e promover, pois são uma herança cultural que traz um significativo retorno económico e turístico para a região”, salientou a autarca de Miranda do Douro.

Sobre a dificuldade em atrair os jovens do concelho, para o setor agropecuário, Helena Barril, elogiou o trabalho desenvolvido pelo atual ministro da agricultura, proporcionando incentivos financeiros para a instalação de novos agricultores e criadores de animais.

Por sua vez, a presidente da Freguesia de Malhadas, Micaela Igreja, expressou contentamento pela grande afluência de público à localidade, para participar e/ou acompanhar os concursos de ovinos mirandeses e de cães de gado transmontanos.

“A aldeia de Malhadas é uma localidade predominantemente rural, onde a agricultura e a pecuária são duas atividades ancestrais. É em Malhadas que estão as sedes das associações de criadores de ovinos mirandeses e de bovinos de raça mirandesa. Todos os anos, estes concursos anuais das raças autóctones registam a afluência de muito público. De modo a tornar estes eventos ainda mais atrativos, este ano a freguesia convidou alguns produtores e artesãos locais para a realização de um mercado rural, que veio enriquecer ainda mais o evento”, justificou a jovem autarca de Malhadas.

Como acontece todos os anos, os concursos de ovinos mirandeses e cães de gado transmontanos culminaram com um almoço convívio, na Casa do Povo, em Malhadas.

Com os concursos das raças autóctones, o Município de Miranda do Douro pretende apoiar os criadores, promovendo simultaneamente o património cultural e económico do concelho.

HA



Miranda do Douro: A pastorícia fixa populações e reduz o risco de incêndios florestais

Miranda do Douro: A pastorícia fixa populações e reduz o risco de incêndios florestais

A 10 de abril, a cidade de Miranda do Douro reuniu criadores pecuários, técnicos e várias entidades para debater o contributo da pastorícia, uma atividade agropecuária, que é considerada fundamental na gestão ambiental, na fixação e na subsistência das populações rurais.

O colóquio dedicado à pastorícia foi organizado pela Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM) e de acordo com a secretária-técnica, Andrea Cortinhas, a iniciativa surgiu a propósito do XXIX Concurso Nacional de Ovinos de Raça Churra Galega Mirandesa.

“2026 é o ano das pastagens e dos pastores e decidimos aproveitar a realização do concurso anual de Ovinos de Raça Churra Galega Mirandesa para debater e refletir sobre o estado do setor agropecuário em Miranda do Douro. Dado o envelhecimento da população e a dificuldade em rejuvenescer o setor, continuamos a enfrentar sérias dificuldades em conservar esta raça autóctone dos ovinos mirandeses”, disse a dirigente associativa.

O anfitrião do encontro, o vice-presidente do município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, felicitou a Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM) pela organização do colóquio dedicado à pastorícia.

“Perante o declínio do número de animais ruminantes e o abandono dos campos, este colóquio permitiu-nos debater o problema e definir estratégias para inverter esta realidade. Saúdo, por isso, o apoio financeiro significativo do governo à instalação de novos criadores pecuários”, disse o autarca mirandês.

O encontro em Miranda do Douro contou com a participação do secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, que na sua intervenção alertou para a redução em Portugal, do número de animais ruminantes e de pastores.

“Desde 1989 houve uma diminuição de 40% de animais ruminantes, em Portugal, e porconseguinte também houve uma redução no número de pastores”, indicou o governante.

Para contrariar esta tendência, o secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, referiu-se à recente medida de apoio à instalação de novos produtores pecuários, com a atribuição de 30 mil euros.

“O apoio assume a forma de subvenção não reembolsável atribuída por cinco anos. O montante do apoio corresponde a um prémio à instalação no valor global de 30 mil euros. Nos primeiros três anos, o apoio é de 8.400 euros, passando a 2.400 euros anuais nos restantes dois anos”, especificou.

Já o programa de apoio à redução de carga combustível através do pastoreio, conta com 15 milhões de euros por ano, com a atribuição de 150 euros por vaca em aleitamento e 30 euros por ovelha ou cabra.

Em Miranda do Douro, a diretora geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), Susana Pombo, enalteceu o trabalho dos pastores na gestão e conservação da natureza.

“A pastorícia tem uma importância fundamental já que apoia a fixação e a subsistência das populações, contribui para a fertilização dos solos e reduz o risco de incêndios”, salientou.

No colóquio realizado em Miranda do Douro, foram ainda identificados outros problemas na atividade agropecuária, como o envelhecimento da população rural, o abandono da atividade agrícola e o risco de erosão genética das raças autóctones.

“As raças autóctones de pequenos ruminantes são essenciais para a sustentabilidade ambiental e sócio-económica dos territórios rurais”, conclui-se.

HA





Sociedade: «A lei da nacionalidade não é racional» – D. José Ornelas

Sociedade: «A lei da nacionalidade não é racional» – D. José Ornelas

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Dom José Ornelas, denunciou que a lei da nacionalidade, proposta pelo Governo, “não é racional” criticando que não há “cidadãos com meios direitos”, pelo que espera que lei seja “bem analisada” pelo Tribunal Constitucional.

“Um cidadão que chegou de outras latitudes e de outras culturas, que é aceite no nosso sistema político e insere-se nele, tem também de ser tratado com equidade. Não há cidadãos a meio – a nossa Constituição não prevê cidadãos com metade dos direitos e outros que os perdem. Se alguém falha, naquilo que é próprio de um cidadão, deve sofrer, como qualquer outro cidadão – se tem penas para assumir, deve assumi-las, mas não perde a nacionalidade por isso. Não é racional”, sublinha D. José Ornelas em entrevista à Agência ECCLESIA.

O responsável reconhece a “necessidade” de “regular a imigração”, considerando a lei “necessária”, “sobretudo para proteger os próprios imigrantes que chegam, para que não sejam vítimas de máfias” que existem e se “aproveitam”.

D. José Ornelas diz que o Estado tem de “disciplinar a política de abertura”, mas também “tem de incentivar um correto acolhimento a estes imigrantes e que esse processo aconteça num tempo aceitável”.

“Sabemos que houve transformação dos organismos que controlam tudo isto, o que leva o seu tempo, e alguma melhoria existe, mas há muito caminho a fazer para dar possibilidade a quem é acolhido, sentir-se um cidadão de pleno direito e não a meio termo”.

O responsável, sem questionar a constitucionalidade da lei – “o tribunal Constitucional irá dizer” – afirma faltar “racionalidade e um humanismo”, fatores sem os quais “qualquer sociedade perde a sua razão”: Se não tiver valores verdadeiramente a defender e se não tiver justiça a assegurar para todos”.

D. José Ornelas foi eleito presidente da CEP em 2020, e desde então aconteceu em Portugal uma reconfiguração política e parlamentar, que o responsável atribui a uma “desilusão com o ‘status quo’ que não resolve os problemas”.

“Há uma desilusão com a afirmação de políticas, que se esquecem de estar no meio das pessoas, com um centralismo que tantas vezes é feito com um desapreço pelo trabalho que se pede às autarquias mais próximas da população, e a quem não se dá os meios para isso”, critica.

O populismo apresenta um remédio que não tem a ver com a doença. O problema do populismo é que não procura uma solução justa; procura uma solução que dê votos, adaptada a solucionar uma realidade, mas não com o objetivo de encontrar uma justiça para todos”.

“O populismo e extremismo vão levar a uma conflitualidade cada vez maior, que está a acontecer. Os fenómenos das guerras que neste momento estão a pôr em cheque a existência de grandes blocos e de regiões inteiras como o Médio Oriente, como a Ucrânia, como a África”, acrescenta.

D. José Ornelas reconhece o uso do “voto de protesto” mas indica ser “sementeira de divisão, de ódio, de falta de fundamento da análise política, social e económica”, sem saída da crise, afirmando que o resultados das eleições presidenciais mostraram que “o extremismo é recuperável” se os portugueses entenderem haver “um modo de estar na política e de estar na vida social com credibilidade e com solidariedade”.

O bispo de Leiria – Fátima pede que se leia o Evangelho e que este seja entendido como “instrumento de análise da realidade, do relacionamento fraterno e dos valores” a defender.

“Quando uma pessoa lê o Evangelho para excluir, para (alimentar) um discurso de ódio, para um discurso de irrisão e achincalhamento de quem quer que seja, venha de onde venha, esteja onde estiver, isso não é Evangelho, não é um discurso de conciliação. Não pode ser. Não significa perguntar a Deus o que é que ele pensa, mas querer ensinar a Deus, pôr-nos nós em lugar de Deus para julgar e discriminar os outros”, critica.

O responsável sublinha ser dever da Igreja católica “denunciar” esse discurso que “é contrário ao Evangelho”.

“As grandes ditaduras foram construídas assim. Como é que um país que se diz formado e com valores, escolhe alguns líderes que tem – e esse poderia ser o nosso contexto – escolhe os líderes que se dizem cristãos e se regem assim. Não aguento essa contradição”, sublinha.

No final de dois mandatos à frente da CEP, D. José Ornelas, em entrevista à Agência ECCLESIA, analisa os principais temas que marcaram os anos de 2020 a 2026, no panorama nacional e mundial; a entrevista será emitida no programa 70X7, com emissão na RTP2, e publicada na íntegra no portal de informação.

Fonte: Ecclesia

Igreja: Leão XIV inicia viagem a África para denunciar exploração e promover a paz

Igreja: Leão XIV inicia viagem a África para denunciar exploração e promover a paz

O Papa Leão XIV inicia a 13 de abril, uma longa viagem apostólica de de onze dias, por vários países africanos, com a missão de denunciar a corrupção e promover a paz em territórios em conflito.

A terceira deslocação internacional do pontífice norte-americano abrange a Argélia, os Camarões, Angola e a Guiné Equatorial, países onde o Papa vai falar em inglês, francês, português e espanhol.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, sublinhou na apresentação da viagem aos jornalistas que este itinerário visa recolher as necessidades de um continente frequentemente esquecido pela comunidade internacional.

“É uma viagem pela riqueza deste grande continente, povoado por povos e mundos diferentes”, indicou o porta-voz do Vaticano.

A primeira etapa, na Argélia, onde os católicos são uma minoria de cerca de 0,1% da população, constitui uma visita inédita de um Papa e é marcada pela herança de Santo Agostinho; Leão XIV foi responsável mundial da Ordem dos Agostinianos, antes de ser cardeal.

A agenda prevê a abordagem de temas como a crise migratória no Mediterrâneo e o diálogo com o mundo islâmico, além de um alerta contra a exploração económica do território africano.

“Haverá também uma referência ao risco de exploração dos recursos por parte de outros, sejam pessoas ou organizações”, adiantou o Vaticano.

Nos Camarões, o pontífice vai visitar Bamenda, uma região anglófona fustigada por conflitos armados, onde se prevê um encontro com vítimas da guerra e líderes de diversas confissões religiosas.

O núncio apostólico em Iaundé, D. José Avelino Bettencourt, destacou o simbolismo da presença do Papa em contextos de elevada fragilidade social e militar.

“Ele vai visitar uma prisão também, ele vai visitar uma zona de guerra, ele vai visitar hospitais, vai visitar asilos de crianças órfãs. E ele dá-se completamente a 100% para servir e está disposto a sacrificar-se, mesmo com o pouco tempo livre que tem”, disse à Agência ECCLESIA.

Em Angola, a visita entre os dias 18 e 21 de abril passa por Luanda, pelo Santuário da Muxima e por Saurimo, colocando a reconciliação nacional no centro das celebrações.

O Missal oficial da viagem integra intenções de oração específicas para a realidade angolana, pedindo o fim da corrupção e o alívio da pobreza e do desemprego que afetam a juventude.

  1. José Manuel Imbamba, presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), afirmou que o país precisa de curar “fissuras” na consciência histórica e social.

“O continente africano está cheio de jovens vigorosos, jovens sonhadores, jovens corajosos a quem é preciso dar espaço, dar tempo para que continuem a concretizar os seus sonhos. E esta vinda do Santo Padre ao continente é um despertar, porque infelizmente o continente africano é tido só como um espaço, como um lugar para se extrair riqueza e matéria-prima”, indicou, em entrevista à Agência ECCLESIA e Renascença.

A viagem termina na Guiné Equatorial, onde o Papa vai reforçar o apoio da Igreja à construção de uma cultura de paz e ao desenvolvimento humano integral.

O périplo coincide com o primeiro aniversário da morte do Papa Francisco, que será evocado a 21 de abril.

Fonte e foto: Ecclesia

Internacional: “Libertámos a Hungria” – Peter Magyar

Internacional: “Libertámos a Hungria” – Peter Magyar

O candidato, Peter Magyar, venceu as eleições legislativas na Hungria e afirmou que o seu partido libertou o país, após colocar fim a 16 anos de poder do nacionalista Viktor Orbán.

“Libertámos a Hungria”, proclamou Magyar, líder do partido de oposição conservador, Tisza, após a vitória nas eleições parlamentares contra o primeiro-ministro Viktor Orbán, que estava no poder há 16 anos.

“Conseguimos: o Tisza e a Hungria ganharam estas eleições. Não por pouco, mas por uma margem enorme, uma vitória verdadeiramente esmagadora”, declarou o candidato conservador, sob os aplausos de dezenas de milhares de apoiantes, em Budapeste.

“Juntos, deitámos abaixo o regime de Orbán. Libertámos a Hungria, reconquistámos a nossa pátria”, acrescentou.

As eleições na Hungria registaram uma participação recorde de 77,8%, segundo o Gabinete Nacional de Eleições, o nível mais elevado de afluência às urnas na Hungria, desde 1989.

Analistas consideram que a dimensão das concentrações evidencia uma forte mobilização entre os eleitores mais jovens e indica uma mudança clara no estado de espírito da população, com muitos húngaros a exigir uma maior aproximação a Bruxelas.Com este resultado eleitoral, os húngaros esperam novas políticas de governação, economia, migração e energia nos próximos anos.

Vários líderes europeus, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudaram o resultado, com von der Leyen a falar num “novo capítulo” para a Hungria, na UE. Analistas consideram que a mudança poderá redefinir a posição do país em relação à Rússia e à Ucrânia, bem como em matéria de independência judicial e utilização dos fundos europeus.

Fontes. Lusa e Euronews

A paz esteja convosco

II Domingo da Páscoa – Ano A / Domingo da Divina Misericórdia

A paz esteja convosco!

At 2, 42-47 / Slm 117 (118), 2-4.13-15. 22-24 / 1 Pe 1, 3-9 / Jo 20, 19-31

São João relata-nos duas aparições de Jesus ressuscitado aos seus discípulos. Na primeira, não estava Tomé; na segunda, estavam todos. Em ambas, Jesus mostrou-lhes as marcas da paixão. Na primeira vez, mostrou «as mãos e o lado». Na segunda, disse a Tomé: «põe aqui o teu dedo… aproxima a tua mão».

Dá que pensar o facto de Jesus ressuscitado não estar totalmente limpo das marcas da paixão. A ressurreição não as apaga; assume-as. Integra-as no novo contexto que ela própria é. Tem de se ler a paixão a partir da ressurreição.

Jesus ao aparecer diz: «A paz esteja convosco». A seguir é que mostra as marcas da paixão. Significa que essa paz é o objetivo das aparições: que os discípulos ganhem alento, apesar do que aconteceu nos dias anteriores.

Duas lições se extraem, então, daqui. Primeira: a ressurreição não finta a paixão; acede-se à alegria atravessando sofrimentos. Segunda (na sequência da primeira): é vendo as chagas no Senhor ressuscitado que conseguimos a verdadeira paz; porque é justamente assim que verificamos a vitória da ressurreição.

A nossa fé pode passar por provações. Mas o Senhor faz-nos renascer «para uma herança que não se corrompe» (1.ª Carta de Pedro). É o renascer que leva a constituir a comunidade cristã e permite que esta seja testemunho no mundo que a rodeia (Atos dos Apóstolos).

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Travanca: Caminhada mensal a 12 de abril

Travanca: Caminhada mensal a 12 de abril

No Domingo, dia 12 de abril, a aldeia de Travanca, no concelho de Mogadouro, é o local da Caminhada Mensal, do mês de abril, uma iniciativa do município mogadourense que tem como meta incutir hábitos de vida saudável na população e dar a conhecer a beleza natural das freguesias do concelho.

As Caminhadas Mensais são uma iniciativa do município mogadourense e segundo o coordenador de desporto, Duarte Pimentel, a grande adesão do público, deve-se ao trabalho desenvolvido ao longo de vários anos.

A grande adesão das pessoas às caminhadas mensais deve-se ao trabalho desenvolvido, ao longo dos anos, pelo gabinete de desporto do município de Mogadouro. É de salientar que o município dispõe de seis técnicos superiores de desporto e educação física, o que nos permite desenvolver várias atividades desportivas com a população, em todo o concelho de Mogadouro”, justificou.

Entre os benefícios das caminhadas, os médicos destacam a melhoria da circulação sanguínea, o bem-estar físico e mental, a redução do sedentarismo, da sonolência e o fortalecimento muscular.

Segundo a organização, a caminhada na aldeia de Travanca, tem uma distância de 10 quilómetros e no final os participantes têm direito a um almoço convívio.

A aldeia de Travanca, dista cerca de 22 km da sua sede concelho, Mogadouro. A localidade tem como freguesias limítrofes Brunhosinho, Urrós, Sanhoane, Saldanha, Sendim e Atenor, e como localidade anexa, a pequena aldeia de Figueirinha.

Historicamente, a povoação terá sido iniciada pelos Mouros que, fugidos de Espanha, se fixaram nesta região, rodeada de fragas e ficaram “atravancados”, daí o nome da freguesia – Travanca.

HA

Teixeira: Concerto com a Ópera na Academia e na Cidade

Teixeira: Concerto com a Ópera na Academia e na Cidade

A igreja paroquial de Teixeira é o palco do concerto “Ópera na Academia e na Cidade”, um evento que tem a dupla finalidade promover o património existente no concelho de Miranda do Douro e proporcionar um espetáculo cultural, à comunidade local, no serão de sábado, 11 de abril.

De acordo com o município de Miranda do Douro, o espetáculo gratuito está agendado para as 21h00 e insere-se no ciclo de Concertos no Património organizados pela Associação de Municípios do Douro Superior.

Sobre o repertório do concerto, o município escreve que “o programa musical celebra a riqueza cultural e a memória de diferentes lugares através de uma viagem musical que une a tradição galega ao refinamento do século XVIII”, indica.

Os interpretes do concerto são o Quinteto da Ópera na Academia e na Cidade, que é formado por Rafael Montes, na direção musical; Sérgio Cunha, na guitarra; Fernando Vázquez Arias, na guitarra e cordas: e Luigi Boccherini, com guitarra em Ré maior.

A associação Ópera na Academia e na Cidade (OAC) foi fundada em 2018, tendo como missão proporcionar espetáculos de nível profissional a comunidades fora dos grandes centros urbanos.

O ciclo de concertos é organizado pela Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS), que é constituída pelos municípios de Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa.

HA

Ambiente: Sistema de depósito de embalagens com reembolso

Ambiente: Sistema de depósito de embalagens com reembolso

A 10 de abril, entra em funcionamento o sistema de depósito com reembolso (SDR), que permite receber dinheiro mediante a entrega de embalagens de bebidas de uso único (garrafas de plástico ou latas de metal e alumínio).

Considerado pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, como um dos maiores projetos ambientais de Portugal, o sistema abrange garrafas de plástico ou latas de bebidas de uso único, até três litros.

Para o cidadão consumidor, o Sistema de Depósito e Reembolso a implementar funciona de forma acessível, simples e intuitiva. No momento da compra de embalagens de bebidas de uso único até três litros, o cidadão consumidor paga um valor de depósito, que será reembolsado na íntegra no momento da sua devolução.

O consumidor devolve a embalagem nos pontos de recolha e recebe o valor de depósito (10 cêntimos) que pagou quando a adquiriu.

Após a devolução das embalagens de uso único nos pontos de recolha disponíveis em todo o território nacional, estas serão enviadas para os Centros de Contagem e Triagem. Posteriormente, as embalagens serão transformadas em matérias-primas secundárias (como plástico e ligas de alumínio ou aço reciclados), aptas para contacto alimentar, que serão utilizadas na produção de novas embalagens, novamente disponibilizadas para compra pelo cidadão consumidor.

A SDR Portugal assegura, assim, que o cidadão-consumidor recupera integralmente o valor pago no ato da compra e contribui, de forma ativa e responsável, para o esforço nacional de recolha e reciclagem.

De acordo com experiências em outros países, a SDR Portugal, a entidade gestora do ‘Volta’, diz que o sistema vai permitir recolher muitas mais embalagens de bebidas de uso único, apontando para taxas de 90% em 2029.

A partir de 10 de abril, desde que tenham o símbolo ‘Volta’, estejam inteiras, sem líquidos, com tampa e com o código de barras, as embalagens são aceites em qualquer uma das 2.500 máquinas espalhadas pelo país (e 48 quiosques para maior quantidade), junto de supermercados por exemplo.

A SDR Portugal dá explicações detalhadas sobre o sistema na sua página oficial.

O sistema SDR já está implementado em vários países europeus, como a Alemanha, Áustria e Dinamarca e recolhe anualmente mais de 35 mil milhões de embalagens, envolvendo cerca de 357 milhões de habitantes.

Fonte: Lusa | Imagem: MA

Política: Clara de Sousa Alves candidata-se à liderança da JSD

Política: Clara de Sousa Alves candidata-se à liderança da JSD

A transmontana, Clara de Sousa Alves, professora universitária e advogada, vai ser candidata à liderança da JSD, numa eleição que será disputada nos dias 22, 23 e 24 de maio, em Viseu.

O Congresso da Juventude Social-Democrata que decide a sucessão do atual líder, João Pedro Louro, está marcado para 22, 23 e 24 de maio, em Viseu.

A candidata apresenta-se com o mote “Coragem para Fazer a Diferença” e em comunicado, defende que a estrutura jovem do PSD tem “de voltar a ter relevância e a representar os jovens”.

Num site lançado esta semana, https://www.claradesousaalves.com/, a candidata, de 29 anos, apresenta o seu percurso pessoal, académico e político.

“Sou de uma aldeia muito pequenina do concelho de Alfândega da Fé, no distrito de Bragança e juntei-me à JSD tinha 19 anos. Completamente sozinha, para ajudar a reativar a minha concelhia. Desde então, nunca mais saí do terreno”, refere.

A candidata destaca a sua formação em Direito, o exercício da advocacia e da docência e a passagem pela Assembleia da República na anterior legislatura.

“Fiz o melhor que pude e que soube para representar a minha geração e o meu distrito. Fundei também a Europa 21, uma associação de jovens que quer repensar a Europa no século XXI e que foi distinguida duas vezes consecutivas com o Prémio Europeu Carlos Magno para a juventude”, saliento.

A candidatura apresentará um conjunto de “10 princípios para liderar o futuro de Portugal”, como base aberta de trabalho e reflexão, convidando militantes e sociedade civil a participar na definição das prioridades que a JSD deve assumir.

O outro candidato é o atual secretário-geral da Juventude Social-Democrata (JSD), João Pedro Luís, que foi cabeça de lista do PSD pelo círculo eleitoral de Portalegre nas legislativas de 2022, ainda durante a direção de Rui Rio, e mandatário nacional da juventude do atual primeiro-ministro Luís Montenegro, quando este foi eleito presidente do PSD em 2022.

A JSD elege os seus líderes em congresso e as candidaturas podem ser apresentadas até à reunião magna.

O próximo líder irá substituir no cargo o deputado João Pedro Louro, que foi eleito líder da JSD em junho de 2024 com 81% dos votos.

João Pedro Louro foi candidato único à presidência da JSD e só cumpriu um mandato de dois anos, uma vez que não se podia recandidatar depois de atingir a idade-limite de 30 anos para militar nesta estrutura (tem 31).

Antes dele, presidiram à estrutura jovem do PSD Alexandre Poço, atual vice-presidente da bancada social-democrata e do partido e Margarida Balseiro Lopes, que ocupa o cargo ministra da Cultura, Juventude e Desporto no XXV Governo Constitucional.

Em 2020, as eleições na JSD, Alexandre Poço venceu a então deputada, Sofia Matos.

Fonte: Lusa