Portugal: Presidente da Conferência Episcopal apela ao voto nas eleições presidenciais

Portugal: Presidente da Conferência Episcopal apela ao voto nas eleições presidenciais

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Dom José Ornelas, apelou à participação nas eleições presidenciais, que vão decorrer no próximo Domingo, dia 18 de janeiro, destacando que o voto contribui para a qualidade da democracia em Portugal.

“A gente pode sempre lamentar que isto podia ser melhor ou podia ser pior, mas damos graças a Deus porque vivemos em democracia e podemos eleger um presidente e esperar que toda a gente tenha a serenidade, o gosto de participar na democracia deste país”, disse D. José Ornelas.

O bispo de Leiria-Fátima, lamenta os “níveis de abstenção”, referindo que significam que “alguma coisa não anda bem”.

“Posso não concordar com este ou com aquele, ou até com o processo, mas vou lá dizer que não concordo, porque, se não, não tenho autoridade para abrir a boca e para dizer que aqueles que são eleitos se responsabilizem por aqueles que os elegeram”, afirmou.

As eleições presidenciais 2026 vão decorrer no domingo, dia 18 de janeiro, após a possibilidade de voto antecipado e vão ser disputadas por 11 candidatos.

D. José Ornelas disse que foi definindo o seu voto “ao longo deste tempo”, e vai fazer as sua escolha para o presidente do país, rejeitando a possibilidade de “não participar”

“Eu não posso dizer que eu não vou, porque isso é não participar, é não dar o meu voto, é não estar lá onde se tomam as decisões, e isso eu não aceito”, sublinhou o presidente da CEP.

De acordo com a Comissão Nacional de Eleições, apesar do boletim de voto apresentar 14 candidatos, as candidaturas “definitivamente admitidas” às eleições presidenciais 2026, de acordo com a ordem do boletim, são: André Pestana da Silva, Eduardo Jorge Costa Pinto, Manuel João Gonçalves Rodrigues Vieira, Catarina Soares Martins, João Fernando Cotrim de Figueiredo, Humberto Raimundo Joaquim Correia, António José Martins Seguro, Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes, André Claro Amaral Ventura, António Filipe Gaião Rodrigues e Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo.

Fonte: Ecclesia | Imagem: CNE

Mogadouro: Município atribui meio milhão de euros às freguesias

Mogadouro: Município atribui meio milhão de euros às freguesias

O município de Mogadouro assinou contratos inter-administrativos de cooperação, no montante de cerca de meio milhão de euros/ano, com as 21 freguesias do concelho, para a realização de trabalhos de proximidade, como a manutenção e limpeza de espaços públicos.

De acordo com o comunicado do município de Mogadouro, o regime jurídico das autarquias locais prevê a cooperação entre municípios e freguesias para a prossecução eficaz de tarefas de proximidade, designadamente nas áreas de manutenção e
limpeza de espaços públicos.

“Tendo em consideração que os autarcas eleitos nas freguesias têm maior proximidade da população, dos espaços e dos problemas que os afetam, o Município de Mogadouro entende que a articulação com as Juntas contribui para uma gestão mais eficaz das tarefas de interesse público local”, pode ler-se.

O concelho de Mogadouro é composto por 56 localidades e segundo o município, os contratos de cooperação vêm também dar resposta à necessidade de otimizar a utilização dos recursos e melhorar a qualidade dos serviços prestados às populações.

Os Contratos Interadministrativos de Cooperação têm a duração de quatro anos e são
diretamente suportados pelo orçamento Municipal, sendo o valor afeto a esta despesa
457.161,00 euros por ano.

O valor a receber por cada Junta/União de Freguesias ou Plenário dos Cidadãos Eleitores é calculado com base em critérios como o número de eleitores, o número de localidades administradas por cada autarquia e a existência, ou não, de escolas primárias ou infantários em cada local.


O presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel, defende a celebração dos Contratos Interadministrativos de Cooperação como uma medida descentralizadora, que contribui para a consolidação da democracia participada e beneficia as populações, aproximando as decisões dos cidadãos, promovendo a coesão territorial e reforçando a solidariedade interinstitucional, a melhoria da qualidade dos serviços prestado e a racionalização dos recursos disponíveis.

A celebração dos contratos foi previamente aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal, bem como pelos órgãos executivos e deliberativos das diferentes autarquias do concelho de Mogadouro, durante o passado mês de dezembro.

O concelho de Mogadouro está organizado em 21 freguesias, uniões de freguesias e plenários dos cidadãos eleitores. As freguesias são as seguintes: Azinhoso, Bemposta, Bruçó, Brunhoso, Castelo Branco, Castro Vicente, Meirinhos, Paradela, Penas Roias, Peredo de Bemposta, Saldanha, São Martinho do Peso, Tó, Travanca, Urrós, Vale da Madre, Vila de Ala, União de Freguesias de Brunhosinho, Castanheira e Sanhoane, União de Freguesias de Valverde, Vale de Porco e Vilar de Rei, União de Freguesias de Remondes e Soutelo e União de Freguesias de Vilarinhos dos Galegos e Ventozelo.

Fonte: MM

Miranda do Douro: Tribunal mantém valor patrimonial tributário da barragem de Picote

Miranda do Douro: Tribunal mantém valor patrimonial tributário da barragem de Picote

O município de Miranda do Douro congratulou-se com a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, que manteve o valor patrimonial, atribuído pela Autoridade Tributária (AT), relativamente à barragem de Picote, edificada no concelho de Miranda do Douro.

O vereador do município de Miranda do Douro, Vitor Bernardo, disse ser “uma grande vitória do município de Miranda do Douro, em relação ao processo de avaliação e inscrição das barragens nas matrizes, neste caso, a barragem de Picote”.

O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Mirandela julgou improcedente a impugnação judicial deduzida pela Movhera contra a avaliação da Autoridade Tributária (AT), que atribuiu à barragem do Picote, o Valor Patrimonial Tributário de 135.267.620 euros, segundo a sentença datada de 8 de janeiro de 2026.

Vitor Bernardo acrescentou que “a Movhera pretendia era um valor residual, de menos de um milhão de euros e o juiz do Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela decidiu que a Autoridade Tributária atuou em conformidade”.

Segundo a sentença, a empresa invocava ilegalidade da qualificação do Aproveitamento Hidroeléctrico de Picote como prédio para efeitos de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e Ilegalidade resultante da qualificação da impugnante como sujeito passivo de IMI.

“Sempre soubemos que o IMI era devido e sempre estivemos determinados na defesa do interesse dos Mirandeses em garantir a cobrança dessa receita. Esta decisão judicial soma-se a outras vitórias históricas obtidas pelo empenhamento do município de Miranda do Douro”, vincou.

Segundo o vereador, fez-se história quando, em janeiro de 2023 e março de 2024, se conseguiu que o então Secretário de Estado Nuno Félix ordenasse à AT a cobrança do IMI das barragens

“Esta decisão judicial mostra bem como foi importante podermos ter feito valer neste processo judicial os nossos argumentos jurídicos. Esta decisão judicial não só faz justiça aos mirandeses, como é um farol que ilumina o caminho de todos os outros municípios com barragens que estão a fazer frente à EDP e à Movhera, em luta pelos interesses das suas populações”, frisou.

O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Mirandela concluiu que o Aproveitamento Hidroelétrico “é um prédio para efeitos de fixação de Valor Patrimonial Tributário (VPT) e consequente liquidação de IMI”.

O TAF refere ainda que, apesar dos bens que constituem a barragem integrarem um “património de destino especial” e apesar da Impugnante não poder dispor deles plenamente, estando sujeita a algumas obrigações quanto à sua manutenção, conservação, não oneração, “ela é titular de um direito de propriedade temporário ou resolúvel até, pelo menos, àquela data”.

Este VPT resulta de uma segunda avaliação requerida pela empresa e que foi realizada em novembro de 2024, após não ter concordado com o resultado da primeira avaliação realizada um mês antes e na qual tinha sido apurado o mesmo valor.

A empresa elétrica e o município de Miranda do Douro já tinham impugnado judicialmente duas outras avaliações feitas pela AT àquela barragem, em 2023, nas quais tinha sido apurado um VPT no montante de 55.716.430 euros.

No entanto, este ato administrativo acabou por ser revogado porque as avaliações não contemplavam os centros eletroprodutores, comportas, turbinas e outros equipamentos fundamentais para a produção de energia elétrica.

Contactada pela agência Lusa, a concessionária Movhera disse que “não comenta publicamente decisões dos tribunais portugueses”.

A vertente fiscal das barragens começou a ser discutida na sequência da venda pela EDP de seis barragens em Trás-os-Montes (Miranda do Douro, Picote, Bemposta, Baixo Sabor, Feiticeiro e Tua), por 2,2 mil milhões de euros, a um consórcio liderado pela Engie, tendo o negócio ficado concluído no final de 2020.

Fonte: Lusa | Fotos. Flickr

Palaçoulo: Mosteiro com oito jovens portuguesas e uma caboverdiana

Palaçoulo: Mosteiro com oito jovens portuguesas e uma caboverdiana

O Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, é hoje a casa de 19 mulheres, as dez monjas fundadoras, as quais se juntaram oito jovens portuguesas e uma caboverdiana, que decidiram descobrir e aprofundar a vocação religiosa no mosteiro trapista, que simultaneamente continua a atrair a vinda e a estadia de pessoas, famílias e grupos para descansar e rezar.

Em 2019, um grupo de 10 monjas trapistas provenientes do Mosteiro de Nossa Senhora de São José, em Vittorchiano (Itália), vieram para Palaçoulo (Portugal), na diocese de Bragança-Miranda, para fundar um novo mosteiro trapista.

A 23 de outubro de 2024, o Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, foi finalmente inaugurado, num edifício com capacidade para acolher 40 monjas.

A madre superiora do Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, Giusy Maffini, indicou que atualmente, a comunidade é constituída pelas 10 monjas italianas, às quais já se juntaram outras oito jovens portuguesas e uma jovem caboverdiana.

“Já vivem conosco quatro noviças, duas postulantes e três pessoas que estão a fazer a experiência de vida trapista. A fundação deste mosteiro tem por objetivo despertar e formar vocações religiosas em Portugal. Durante os primeiros anos de vida monástica, as jovens dedicam a maior parte do seu tempo ao estudo, à reflexão, à formação e à orientação espiritual e vocacional com a ajuda da mestra de noviças. A descoberta e confirmação da vocação religiosa é um processo lento e gradual, em que a pessoa tem de perceber em que estado de vida está mais disponível e feliz”, disse a madre superiora.

A primeira etapa deste percurso no mosteiro trapista é o postulantado. Trata-se de um ano (ou mais anos) de preparação para a entrada no noviciado. O postulantado é um período de tempo sem compromisso, durante o qual as postulantes não usam hábito, mas partilham o mesmo modo de vida – oração e estudo – das monjas trapistas.

“A seguir ao postulantado seguem-se dois anos de noviciado, tempo durante o qual se começa a assumir um compromisso, com o uso do hábito, mas ainda sem votos. O compromisso mais sério surge ao fim de três anos, com os votos simples, que se renovam anualmente, durante cinco anos consecutivos. Ao final de nove anos, realiza-se a profissão solene, numa celebração em público, na igreja, com a monja trapista a fazer os votos perpétuos”, explicou a madre superiora.

Outra novidade no Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, é a provável atribuição, neste ano de 2026, do estatuto de “Priorado”. Isto significa uma maior independência e autonomia do mosteiro de Palaçoulo relativamente ao Mosteiro de Nossa Senhora de São José, em Vittorchiano (Itália).

“Após os cinco anos de estadia das monjas trapistas em Portugal vamos requerer este ano a nacionalidade portuguesa. Com a passagem do Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, ao estatuto de priorado simples, reconhece-se que este novo mosteiro já tem uma identidade própria, em Portugal. Por conseguinte, as monjas fundadoras vão mudar o seu voto de obediência e estabilidade da comunidade em Itália, para a comunidade onde vivem atualmente, em Palaçoulo. O estatuto de priorado exige também que a nova comunidade escolha a sua madre superiora”, explicou Giusy Maffini.

Por sua vez, o capelão do mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, o padre António Pires, referiu que a comunidade trapista está a “consolidar-se”.

“Desde a chegada em 2020, das dez monjas trapistas a Palaçoulo, já entraram para a comunidade do Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, nove jovens. No total, a comunidade é constituída por 19 pessoas”, destacou.

A vida das monjas trapistas pauta-se pela regra de São Bento “Ora et labora”, mediante a oração e o trabalho, que ajuda as religiosas a ter uma permanente consciência da presença de Deus. No dia-a-dia, no mosteiro, os toques do sino assinalam os atos comunitários, como são a oração e o trabalho.

Outro benefício do mosteiro trapista para a diocese é a vinda regular e a estadia de pessoas, famílias e grupos, com o intuito de descansar, rezar, realizar retiros de silêncio ou estudar.

“É impressionante a quantidade de pessoas, famílias e grupos que vêm conhecer o novo mosteiro trapista, em Palaçoulo, para rezar, descansar e procurar no silêncio uma maior intimidade com Deus. Tem vindo muita gente do Patriarcado de Lisboa, de outras dioceses de Portugal e de outros países, como de Itália e da vizinha Espanha. Neste fim-de-semana, por exemplo, esteve hospedado um grupo de Madrid (Espanha), que na sua estadia presenteou as monjas com um concerto de Reis”, disse o capelão do mosteiro.

Ao longo do ano, a comunidade trapista de Palaçoulo, realiza encontros vocacionais, destinados às jovens interessadas em conhecer o estilo de vida monástico. Para obter informações sobre estes encontros, pode consultar o site do mosteiro, escrever um e-mail (chamamento@trapistaspalacoulo.pt) ou ligar para o número: 910 909 588.

As monjas trapistas do Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, criaram uma loja online para vender as suas peças de artesanato e os produtos. Em www.trapistaspalacoulo.pt é possível encomendar livros, terços, lembranças, cabazes, porta-chaves, compotas, mel, doces, salgados e licores.

HA | Fotos: Monjas Trapistas

Duas Igrejas: Curso bíblico despertou o interesse da comunidade paroquial

Duas Igrejas: Curso bíblico despertou o interesse da comunidade paroquial

A comunidade paroquial de Duas Igrejas participou no curso bíblico, ministrado pelo frades capuchinhos, nos dias 6, 7, 8 e 9 de janeiro, uma atividade que faz parte da visita pastoral do bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida, com o propósito de animar as comunidades à leitura assídua da Bíblia.

Na paróquia de Duas Igrejas, pertencente à Unidade Pastoral da Santíssima Trindade, o curso bíblico foi ministrado por três frades capuchinhos. De acordo com o formador, Frei Hermano Filipe, a Sagrada Escritura, isto é, a Bíblia é a principal fonte da revelação de Deus. Sobre a pertinência da formação bíblica nas comunidades rurais, o religioso indicou que toda a formação cristã visa ajudar os crentes a uma maior comunhão com Deus.

“O curso bíblico visa ajudar as pessoas a aproximarem-se de Deus, através da leitura da Bíblia. O ato de ler a Bíblia é um modo de oração”, começou por dizer o frade capuchinho.

Sobre o programa do curso bíblico, Frei Hermano Filipe, revelou que esta formação é uma introdução à Bíblia e ao longo das quatro sessões é feito um percurso histórico desde o Antigo até ao Novo Testamento.

“A Bíblia é o livro do povo de Deus e é um livro que nos ajuda a conhecer o Filho de Deus, Jesus Cristo. Com o Concílio Vaticano II, a Igreja Católica concluiu que a Bíblia não é um património exclusivo dos padres e religioso(a)s, mas deve estar ao alcance e compreensão de todos os cristãos”, disse.

Nesta peregrinação pela diocese para ministrar os cursos biblicos, os frades da ordem dos Franciscanos Capuchinhos indicaram que já visitaram mais de 30 comunidades. Neste contato com as comunidades, os sacerdotes revelaram que, apesar de alguma resistência e desconfiança inicial, os paroquianos acabam por se interessar e “gostar muito” da formação bíblica.

“Inicialmente, as pessoas olham para o curso bíblico com desconfiança porque têm a ideia de já são católicos, já participam na missa ao Domingo e não precisam de nenhuma formação. No entanto, as pessoas que decidem participar no curso acabam por gostar muito da oportunidade de conhecer melhor a Bíblia e há quem peça mesmo para voltarmos”, disse.

Dado a extensa geografia da diocese de Bragança-Miranda e a dispersão das comunidades é impossível aos frades capuchinhos ministrar cursos bíblicos em todas as paróquias. Ainda assim, por indicação dos párocos das várias unidades pastorais, os sacerdotes procuram estar com as comunidades mais populosas, como foi o caso da Unidade Pastoral da Santíssima Trindade, que compreende as paróquias de Sendim, Palaçoulo e Duas Igrejas.

Após a conclusão do curso bíblico, os frades capuchinhos convidam as comunidades a alicerçarem as atividades paroquiais, na leitura assídua da Bíblia.

HA

Habitação: Redução do IVA na construção

Habitação: Redução do IVA na construção

A Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) congratulou-se com a aprovação das medidas fiscais e regulatórias sobre habitação, mas avisou que importa reduzir rapidamente o IVA da construção para 6%, de modo a não excluir projetos.

“É um passo que pode ser histórico para o país mas, para o ser, em relação à redução do IVA, é fundamental finalizar o diploma de modo a não excluir a generalidade dos projetos atualmente em desenvolvimento, o que iria gerar resultados manifestamente contrários aos objetivos de política pública prosseguidos pelo Governo e pela Assembleia da República”, salientou Manuel Maria Gonçalves, presidente executivo (CEO) da APPII, em comunicado.

A redução do IVA de 23% para 6% nas empreitadas de construção e reabilitação habitacional, destinadas a venda ou arrendamento, é uma medida há muito reivindicada pelos diversos agentes do setor.

Para a APPII, “é imperativo que estas decisões saiam do papel rapidamente. Só assim teremos um mercado mais competitivo, previsível e socialmente responsável, capaz de responder com escala às necessidades habitacionais do país”, indica o comunicado.

A associação salienta ainda que o “sucesso” do diploma relativo à reforma do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE), que reduz prazos, “dependerá sempre do texto final que após alterações” irá ser consagrado.

“Este pacote é um marco para o setor e para o país. Ao conjugar incentivos fiscais com uma simplificação efetiva dos procedimentos urbanísticos, criam-se condições reais para acelerar a produção de habitação, aumentar a oferta em arrendamento acessível e devolver confiança ao mercado. A APPII continuará a ser um parceiro ativo na implementação destas medidas, para que se traduzam em casas a preços compatíveis com o rendimento das famílias e num investimento sustentável nas nossas cidades”, considera, por seu turno, o presidente da APPII, Hugo Santos Ferreira, no mesmo comunicado.

O parlamento aprovou hoje na generalidade as propostas de lei do pacote de habitação do Governo com os votos favoráveis do PSD, CDS-PP e IL, e com a abstenção do Chega.

Em causa estão duas propostas com autorizações legislativas, uma com medidas de desagravamento fiscal para incentivar o arrendamento e a construção a preços moderados, e outra com alterações ao licenciamento, urbanização e reabilitação urbana.

A APPII é uma associação privada que representa as principais empresas de promoção e investimento imobiliário, nacionais e estrangeiras, que atuam em Portugal. Cerca de 50% dos seus 200 associados são empresas estrangeiras.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Mogadouro: Formação em rotulagem e legislação alimentar

Mogadouro: Formação em rotulagem e legislação alimentar

Na tarde de 13 de janeiro, os produtores agropecuários ligados ao projeto Origem Mogadouro vão receber formação em rotulagem e legislação alimentar.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com os docentes e investigadores do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que vão indicar os principais requisitos legais e responder a dúvidas relacionadas com a rotulagem de produtos alimentares.

“Esta ação insere-se na estratégia de capacitação e valorização dos produtores locais, promovendo a qualidade e a confiança nos produtos regionais”, indicam os mentores do projeto Origem: Mogadouro.

A formação agendada para o final da tarde de terça-feira, dia 13 de janeiro, vai decorrer no espaço Origem, instalado na Casa das Artes e Ofícios, em Mogadouro.

Do projeto “Origem Mogadouro” fazem parte produtos como o azeite, vinho, carne, fumeiro, cogumelos, frutos secos, queijo, mel, doçaria e artesanato.

É um projeto dinamizado pela Câmara Municipal de Mogadouro (CMM) e pela Associação Comercial, Industrial e Serviços de Mogadouro (ACISM).

Fonte: Lusa

Carção: Lobos mataram 14 ovelhas

Carção: Lobos mataram 14 ovelhas

Na tarde de 9 de janeiro, um ataque de lobos na aldeia de Carção, no concelho de Vimioso matou 14 ovelhas, na sua maioria cordeiros, denunciou o proprietário dos animais, Cândido Rodrigues.

O criador de ovinos, Cândido Rodrigues explicou que, ao meio da tarde de sexta-feira, dia 9 de janeiro, ao abrir a cerca da propriedade na freguesia de Carção, no concelho de Vimioso, se apercebeu do ataque onde participaram “pelo menos sete lobos”.

Ainda segundo o pastor – cujo rebanho não tinha ainda sido alvo de qualquer ataque – há 14 ovelhas mortas, a maioria cordeiros, e uma gravemente ferida.

Para os pastores do Planalto Mirandês, os ataques de lobos ocorridos são “uma calamidade“, pelo que pedem a atuação do Governo para ajudar a solucionar este problema que causa “avultados prejuízos”.

O ICNF informou que, desde 2024, tinham sido registados 32 ataques de lobos, na região do planalto mirandês.

Só no concelho de Miranda do Douro, num mês, foram registados cinco ataques de lobos nas localidades de Malhadas, Fonte Ladrão, Genísio, Águas Vivas e Palancar que resultaram na morte de algumas dezenas de animais e ferimentos graves noutras dezenas.

Também no concelho de Mogadouro e Vimioso há relatos de lobos em 2024 e em 2025.

As proximidades dos ataques dos lobos às aldeias também estão a sobressaltar os produtores de ovinos e caprinos deste território transmontano, uma vez que os mesmo aconteceram muito próximo das aldeias.

Um grupo de pastores do Planalto Mirandês queixou-se que os ataques de lobos ocorridos desde o início do ano são “uma calamidade” e pedem a atuação do Governo para ajudar a solucionar este problema que causa “avultados prejuízos”.

Segundo o ICNF, o lobo ibérico possui em Portugal o estatuto de espécie em perigo, que lhe confere o Estatuto de Espécie Protegida.

Em julho, foi apresentado o Programa Alcateia 2025-2035, de proteção do lobo ibérico, que tem para este ano um orçamento de 3,3 milhões de euros e contempla a revisão das indemnizações por ataques de lobos a gado, aproximando-as dos valores de mercado.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Jesus inicia a missão

Batismo do Senhor (Festa)

Jesus inicia a missão

Is 42, 1-4.6-7 / Slm 28 (29), 1-2.3ac-4. 3b.9b-10 / At 10, 34-38 / Mt 3, 13-17

São Mateus diz: «Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Batista ao Jordão, para ser batizado por ele». Trata-se dum momento de viragem na vida de Jesus: termina a vida oculta e começa a vida pública.

Jesus está todo um homem! Recebeu a sua educação, estruturou-se como pessoa, descobriu a sua vocação. Chega da Galileia como fruto dum itinerário de crescimento, de que praticamente nada se diz no Evangelho (vida oculta). Mas sabe agora o que quer: maturou diante de Deus a opção do caminho da sua vida. Por isso se vai lançar na azáfama da pregação (vida pública).

A descrição do batismo de Jesus (São Mateus) coloca diante de nós a sua investidura divina. Do céu desce o Espírito e uma voz: «Este é o meu Filho muito amado». É uma realidade que já vinha anunciada em Isaías. «Eis o meu servo, (…) o meu eleito (…). Sobre ele fiz repousar o meu espírito». É uma realidade que será também posteriormente frisada pelos apóstolos e pela Igreja. Afirma Pedro nos Atos: «Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré».

Claro que esta investidura de Jesus comporta o atribuir de uma missão. É o «para» concretizado, que vem já anunciado em Isaías: para levar «a justiça às nações»; para abrir «os olhos aos cegos»; para libertar «os que habitam nas trevas». É a capacitação resultante da dita investidura e que aparece enunciada nos Atos: «passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio», visto que «Deus estava com Ele».

Precisamos de ver como é o “Jesus proclamador” (o Jesus da vida pública). Certamente é aquele para quem teremos de olhar. Se Deus diz, virado para nós: «este é o meu Filho muito amado», então vamos ter de fazer algo relativamente ao Filho que Ele nos apresenta. Desde logo, escutá-lo: o Filho ensinar-nos-á, desafiar-nos-á. Mas este proclamador para quem vamos olhar terá um estilo já anunciado por Isaías, um estilo que junta simplicidade e determinação. «Não gritará, nem levantará a voz». Mas também «não desfalecerá, nem desistirá».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Cultura: Banda desenhada “Astérix na Lusitânia” em mirandês

Cultura: Banda desenhada “Astérix na Lusitânia” em mirandês

O livro de banda desenhada “Astérix na Lusitânia”, dos autores franceses Fabcaro e Didier Conrad, vai ser publicado em língua mirandesa, em fevereiro de 2026, avançou a editora Asa.

De acordo com a editora, o livro terá por título “Asterix na Lhusitánia” e junta-se a outros volumes das aventuras dos dois gauleses já traduzidos para mirandês como “La Spadanha Branca” (2024), “Asterix an Eitália (2017) e “Asterix l Goulés” (2005).

A primeira proposta de tradução das aventuras do pequeno gaulês para mirandês data de 2001, ano em que se assinalavam os 40 anos da publicação do herói criado por René Goscinny e Albert Uderzo.

O mirandês é uma língua oficial de Portugal que tem sido transmitida oralmente ao longo dos séculos, desconhecendo-se com exatidão o número de falantes deste idioma com o estatuto de ameaçada, que tem como berço a chamada Terra de Miranda.

Quando foi lançada a edição de “La Spadanha Branca” (“O Lírio Branco”), o tradutor Carlos Ferreira explicou que as traduções para mirandês são “feitas com pinças”: “Temos uma tradução dos textos muito apurada dentro do universo do Astérix que é muito gaulês, quer do ponto de vista histórico quer da atual sociedade francesa. É preciso muita imaginação e conhecimento para trazer todas as emoções para a língua e sociedade mirandesa”.

Carlos Ferreira, que defende a necessidade de o mirandês, como língua minoritária, ser reconhecido pela qualidade da sua escrita, disse ainda que “estas traduções não são livres”: “Tem de haver muito rigor”, afirmou então. “Cada regionalismo que colocamos no conto, temos de o explicar [aos autores]”.

A primeira proposta de tradução das aventuras do pequeno gaulês para mirandês data de 2001, ano em que se assinalavam os 40 anos da publicação do herói criado por René Goscinny e Albert Uderzo.

“Astérix na Lusitânia”, lançado a nível mundial no passado dia 23, é o 41.º álbum de uma das mais conhecidas e vendidas séries de banda desenhada, originalmente assinadas por René Goscinny e Albert Uderzo, e que atualmente tem continuidade com os autores Fabcaro, nome artístico de Fabrice Caro (argumento), e Didider Conrad (desenho).

Em entrevista, o argumentista disse que o livro é “uma homenagem à cultura lusitana, à saudade”.

“Nós fomos a Portugal, vimos concertos de fado e foi maravilhoso. Quando fazemos um álbum de viagem a um país que existe realmente, nós queremos que o país goste”, disse Fabcaro.

Durante uma das três visitas ao país, Fabcaro teve a ideia de levar os dois gauleses para Portugal pela primeira vez para dar a conhecer “um pouco da cultura lusitana” e da história de Portugal aos leitores, após visitarem mais de 15 países acompanhados do seu fiel companheiro de quatro patas, Ideiafix.

“Eu queria um álbum ao lado do mar, num país do Sul, com água, sol, luz bonita, fachadas coloridas. Um álbum que me desse vontade de ir de férias, então Portugal foi perfeito”, acrescentou.

Apesar de não terem muitos conhecimentos sobre Portugal na época romana, foi através da pesquisa – que incluiu conhecer “a história de Viriato” e a produção de garum (molho popular na Roma Antiga, feito a partir da fermentação de peixes e sal) – que surgiu a história para a nova aventura da dupla de gauleses mergulhada num sentimento de saudade, símbolo da identidade portuguesa.

O livro aborda ainda vários estereótipos, com referências a fado, bacalhau, calçada, azulejo e vinho, sempre com o humor característico das personagens, que o autor espera “não conter erros” e agradar a todos, mas principalmente aos leitores portugueses.

Neste novo álbum, que levou um ano e meio a ser produzido, Didier Conrad tentou novamente respeitar a “difícil” tarefa de manter o estilo de Uderzo, “que evoluiu muito através dos álbuns”, ao dar vida às novas personagens e às paisagens portuguesas.

“Uderzo sempre fez como ele queria, podia variar bastante de um álbum para outro. Então, eu tenho de escolher o que me parece o melhor e isso pode ser complicado”, afirmou Didier Conrad à Lusa.

“Astérix na Lusitânia”, que teve uma tiragem mundial de cinco milhões de exemplares, foi publicado em Portugal pela editora Asa numa primeira tiragem de 80 mil exemplares.

Fonte: Lusa