Miranda do Douro: Biblioteca Municipal disponibiliza serviço BiblioLED
A Biblioteca Municipal António Maria Mourinho, em Miranda do Douro, é uma das 481 bibliotecas municipais que aderiram à BiblioLED, um serviço online de empréstimo de livros digitais e audiolivros, gratuito e acessível, 24 horas por dia e sete dias por semana.
O acesso à BiblioLEDé gratuito e simples: basta estar inscrito numa biblioteca municipal aderente, criar conta em biblioled.gov.pt e começar a requisitar.
Cada utilizador pode requisitar até 2 eBooks e 1 audiobook, ao longo de 21 dias, sendo que a devolução é automática. Há também a opção de devolução antecipada, no caso do fim da leitura antes do prazo estipulado.
Com conteúdos maioritariamente em português e acessível em smartphone, tablet, computador ou e-reader, a BiblioLED está disponível durante 24 horas por dia e sete dias por semana.
No primeiro ano de funcionamento, a plataforma registou cerca de 129 mil empréstimos de livros digitais e audiolivros e já conta com mais de 30 mil utilizadores em Portugal.
O serviço BiblioLED contribui para modernizar o setor do livro em Portugal, democratizar o acesso à leitura, tornando-a mais próxima, digital e acessível a todos.
Entre os principais benefícios da leitura destacam-se a aquisição de novos conhecimentos, o desenvolvimento da concentração, da memória e da criatividade, assim como a diversificação do vocabulário e por conseguinte o aperfeiçoamento da comunicação oral e escrita.
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Malhadas: Concursos de ovinos mirandeses e cães de gado transmontanos a 11 de abril
O Mercado de Gado, em Malhadas, acolhe no sábado, dia 11 de abril, o XXIX Concurso Nacional de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa e o XI Concurso Concelhio de Cão de Gado Transmontano, um evento que tem por finalidade a preservação das raças autóctones e o apoio ao setor agropecuário.
Os dois concursos são uma inciativa conjunta entre o Município de Miranda do Douro, a Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa, a Associação de Criadores do Cão de Gado Transmontano e o Clube Português de Canicultura.
Em comunicado, o Município de Miranda do Douro indica que esta iniciativa tem como principal objetivo premiar os melhores exemplares das respetivas raças, divididos por secção e género, valorizando o trabalho dos criadores e incentivando o melhoramento animal. Paralelamente, o evento pretende promover e divulgar estas duas raças autóctones, símbolos identitários do planalto mirandês.
“Os ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa contribuem para a valorização do território e para a produção de carne de elevada qualidade, destacando-se o Cordeiro Mirandês DOP”, indica a autarquia.
Por sua vez, o Cão de Gado Transmontano, é descrito como uma raça possante, que desempenha um papel essencial na guarda de rebanhos, protegendo ovelhas e cabras e acompanhando, desde a antiguidade, os pastores da região.
O programa do XXIX Concurso Nacional de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa e o XI Concurso Concelhio de Cão de Gado Transmontano tem início às 9h00 de sábado, com a receção dos animais, seguindo-se a avaliação dos animais a concurso, às 10h00.
Às 12h00, há a entrega de prémios e pelas 13h00, realiza-se um almoço convívio entre participantes e visitantes.
Com estes concursos anuais, o Município de Miranda do Douro pretende preservar as raças autóctones e apoiar ao setor agropecuário, promovendo simultaneamente o património cultural e económico do concelho.
Sociedade: Linguagem «circular e altamente repetitiva» da Igreja impede «frescura» do Evangelho – Carlos Liz
Carlos Liz, especialista em Estudos de Mercado, criticou o que chama de “incompetência comunicacional da Igreja”, falando numa “linguagem circular” que contraria a mensagem de Jesus nos Evangelhos.
“Todo o Evangelho, penso eu, é emissor-recetor. O ter o respeito pelo recetor é uma coisa elementar. Falam, falam, falam, comentam entre eles, acrescentam umas coisinhas, parafraseiam-se, publicam e depois informam que publicaram. Isso não tem nada a ver com comunicação”, explica o especialista, referindo-se à hieraquia católica.
Carlos Liz lamenta o uso de linguagem “altamente repetitiva, altamente interconectada quase sempre da mesma maneira”.
“A Igreja tem felizmente, ao longo da sua história, um número infinito de textos. O que eu observo há bastante tempo, e me irrita, são as interligações entre textos dentro de uma espécie de endogamia textual: aquilo é uma colagem – uma colagem esperta, bem entendido, minimamente aceitável, prática – mas as colagens são boas em artes plásticas, não são boas em evangelização, não é? Tenho frequentemente um sentimento ‘déjà vu’ – olha isto já deu, olha isto está a dar, olha outra vez…”, refere.
“As pessoas moram na linguagem do ser – para citar o filósofo Martin Heidegger – ou seja, nós moramos nas palavras que usamos. Morar sempre no mesmo sítio, quando em causa está a evangelização, não é bom”, acrescenta.
Carlos Liz desenvolveu um projeto sobre marketing vocacional junto da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), sobre quem afirma “muita admiração”.
“Há uma contradição profunda. As pessoas da Vida Consagrada, que são as pessoas que eu conheço melhor, religiosos e religiosas, e admiro-os muito porque eles para mim representam uma linha de proximidade a Deus, feita pela vida de Deus. Há um testemunho que sobressai de uma vida tão profunda mas feita de palavras tão superficiais. É uma contradição muito irritante.”
O percurso de Carlos Liz, que se iniciou nos estudos de marcado na década de 70, persegue o ‘porquê’, aplicado a comportamentos e escolhas do ser humano, tendo passado por diferentes áreas de negócio.
Carlos Liz considera a sua experiência como diretor de Marketing na TVI, em 1993, como “um total fracasso” e assume o desalento e desilusão sentidos na altura, no contacto com a hierarquia.
“Como é que estes homens dedicados a Deus são tão acomodados, tão postos na cadeira, dizem sempre as mesmas coisas? Aqui qualquer coisa não está a funcionar”, recorda.
Aos 70 anos, dedicado à investigação em Estudos Clássicos, e perseguindo a “curiosidade” com a palavra, Carlos Liz decidiu celebrar o sacramento do Crisma, descobrindo a importância do “Espírito santo na Santíssima Trindade” e na sua vida.
“Para mim o Espirito Santo é o ‘software’ do sistema da Santíssima Trindade: anda por onde quer, larga tudo, dorme na tenda, dorme no hotel, dorme em casa, dorme na rua, aparece quando ninguém lhe pergunta, não tem corpo, não tem a majestade do Deus. Acho interessantíssimo”, afirma.
Através da CIRP, Carlos Liz tem desenvolvido trabalho com algumas congregações religiosas, nomeadamente as Servas de Nossa Senhora de Fátima – “abrimos literalmente a porta do número 100, em Lisboa” – e com os padres Marianos da Imaculada Conceição, no Convento de Balsamão, na diocese de Bragança.
“A Igreja é muita coisa e eu não acredito que o Espírito Santo tenha folgas, não é? Portanto, há muito trabalho, certamente, mas é necessário dar visibilidade a esse trabalho, caso contrário não passam de histórias avulsas que não impactam no sistema.”
O especialista sublinha “o amor à Igreja” e a necessidade da sua existência, afirmando a “fisicalidade”, necessária ao homem, da “Igreja-templo, da Igreja-religiosos, da Igreja-sacramentos”
“Amar a Igreja significa compreender emocional e cognitivamente a sua importância única, respeitar a sua longevidade, o que é muito interessante e não pode ser engano”, precisa.
“A comunicação muda-se vivendo com os outros. É por isso que eu gosto muito da CIRP e dos missionários, porque esses saíram, foram, aprenderam, conviveram, criaram valor e, como tal, a linguagem deles é diferente. O sistema, tal como está montado, não deixa que a linguagem apareça com a devida frescura”, prossegue.
A conversa com Carlos Liz pode ser acompanhada esta noite no programa ECCLESIA, emitido na Antena 1, porco depois da meia-noite, e disponibilizado no podcast ‘Alarga a tua tenda’.
Os emigrantes portugueses que pretendem regressar a Portugal, podem apresentar candidaturas ao Programa Regressar, sendo que até momento, 70% das candidaturas foram aprovadas, segundo dados oficiais.
De acordo com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), desde o início deste programa, em 2019, foram submetidas 25.186 candidaturas, das quais cerca de 70% foram aprovadas.
Cerca de 75% das candidaturas submetidas dizem respeito a trabalho por conta de outrem e 25% a atividades por conta própria.
O programa Regressar consiste num apoio financeiro a conceder pelo IEFP aos emigrantes ou familiares de emigrantes que iniciem atividade laboral em Portugal continental.
Também estão previstos apoios complementares para a comparticipação das despesas inerentes ao regresso destes portugueses e do seu agregado familiar.
Dos destinatários dos apoios, 55% são homens e 45% mulheres, com 42% a terem entre 35 a 44 anos.
Segundo o IEFP, 30% destes recetores possuem habilitações académicas ao nível superior (bacharelato, licenciatura, mestrado ou doutoramento).
Em relação aos países de emigração de onde são originadas mais candidaturas destaca-se a Suíça (25%), a França (23%), o Reino Unido (13%) e a Alemanha (5%).
Em outubro de 2025, aquando da entrega no parlamento da proposta do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), o Governo anunciou a criação do programa “Voltar”, que contempla medidas de incentivo aos portugueses trabalhadores, investidores ou reformados que pretendam regressar a Portugal.
O cabaz alimentar com 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo recorde de 257,95 euros, mais 2,95 euros, comparativamente com a semana anterior.
“O cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste custa esta semana 257,95 euros, o que representa um aumento nunca antes visto de 2,95 euros face à semana anterior”, anunciou, em comunicado.
Este é o valor mais alto desde 2022, quando a associação começou a fazer esta análise.
A cesta alimentar inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe.
Entre outros, são considerados produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.
Em 2025, comprar os mesmos produtos custava menos 19,79 euros.
Por sua vez, no início de 2022, os consumidores gastavam menos 70,25 euros.
Entre 1 e 8 de abril, destacam-se produtos como a massa esparguete, que aumentou 24% para 1,18 euros, a massa espiral, que encareceu 18% para 1,37 euros e o atum posta em óleo vegetal, que ficou mais caro 16% para 1,65 euros.
Já em comparação com o mesmo período do ano passado, a maior subida verificou-se no carapau (55%), seguido pela couve-coração (49%) e pelos brócolos (42%).
Vimioso: Multiusos acolhe o 31º Encontro de Futsal Petizes e Traquinas
No Domingo, dia 12 de abril, o pavilhão multiusos, em Vimioso, é o recinto de jogos do 31º Encontro de Futsal Petizes e Traquinas, um evento desportivo que reúne 300 crianças de vários clubes do distrito de Bragança e que tem como finalidade proporcionar um dia lúdico e desportivo aos mais pequenos.
O Encontro é organizado pela Associação de Futebol de Bragança (AFB), em parceria com o Águia Futebol Clube de Vimioso e conta com o apoio do Município.
Segundo a AFB, estão inscritas cerca de 300 crianças, em representação de 16 clubes. Cada clube apresenta equipas de petizes (crianças com idade inferior a 7 anos) e equipas de traquinas (com idades entre os 7 e os 9 anos).
No Domingo, 12 de abril, os jogos começam às 9h00 da manhã e decorrem até às 13h30.
Nos escalões de petizes e traquinas, os jogos têm uma duração de 15 minutos, são lúdicos e não há competição oficial.
Após o almoço, os jogos recomeçam às 14h30 e terminam ao final da tarde (19h00), com um lanche e a entrega de lembranças a todos os jovens jogadores.
A Associação de Futebol de Bragança (AFB) indica que nestas idades, pretende-se que as crianças aprendam a jogar em equipa, a respeitar as regras do jogo e a praticar o fair-play.
Como habitualmente acontece nestes encontros desportivos, as famílias acompanham os filhos nestas deslocações, pelo que são esperadas muitas pessoas na vila de Vimioso.
Campo de Víboras: Restauro do altar-mor na igreja de Nossa Senhora da Assunção
No dia 6 de abril, foi inaugurado o restauro do altar-mor na igreja de Nossa Senhora da Assunção, na aldeia de Campo de Víboras, uma obra considerada indispensável, que contou com a colaboração da comunidade local, da freguesia e do município de Vimioso.
O representante da aldeia de Campo de Víboras, na União de Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva, Nuno Santos, justificou a intervenção no altar-mor da igreja matriz, com a preocupante degradação da estrutura e o risco de colapso.
“O restauro do altar-mor era uma obra muito necessária, há vários anos, dado a avançado estado de decomposição das madeiras, com o consequente risco de colapso. Outro perigo identificado foi a instalação elétrica colocada junto às madeiras, que com a humidade poderiam causar curtos-circuitos e o risco de incêndio”, justificou o autarca.
O restauro do altar-mor na igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Campo de Víboras foi realizado pela empresa Macriarte e acordo com a técnica superior de conservação e restauro, Cristina Cameirão, a estrutura foi totalmente desmontada para realizar uma operação profunda.
“Os trabalhos de restauro do altar-mor da igreja matriz de Campo de Víboras decorreram ao longo de três meses. Verificámos que existiam materiais contraplacados em avançado estado de deterioração, pelo que houve a necessidade de os substituir por madeiras, que depois foram submetidas a douramentos. Noutras zonas, procedemos à limpeza minuciosa e à pintura procurando os tons originais”, disse a técnica de restauro.
A obra de restauro do altar-mor da igreja matriz de Campo de Víboras foi uma iniciativa da comissão fabriqueira da paróquia, que contou com os apoios da freguesia, do município de Vimioso e da contribuição da comunidade de Campo de Víboras, através de um peditório realizado pela aldeia.
Na aldeia de Campo de Víboras, o edifício da igreja matriz apresenta uma fachada da cantaria sem reboco, com o portal em arco e a torre sineira.
As principais festas religiosas em Campo de Víboras são dedicadas ao apóstolo, São Tiago, no último Domingo de Agosto e ao Senhor dos Aflitos, a 3 de Maio.
São Joanico: A ajuda dos animais na limpeza e gestão florestal
De 7 a 11 de abril, a aldeia de São Joanico, no concelho de Vimioso, é o local da implementação do projeto ASINIFIRE, uma semana inteiramente dedicada ao uso de animais, como os burros de Miranda, na realização de limpeza e gestão da vegetação florestal.
Segundo o programa, entre 7 a 9 de abril, realiza-se uma ação de capacitação dirigida a profissionais de entidades convidadas, focada no uso da tração animal em contextos reais de gestão florestal sustentável.
No dia 10 de abril, está programado um dia aberto com demonstrações práticas de tração animal e gestão florestal, permitindo observar no terreno o trabalho com animais de tração.
A 11 de abril, terá lugar um seminário prático para observação de resultados, seguido de almoço-convívio com a comunidade local, aberto ao público mediante inscrição prévia por e-mail (jpmc@ipb.pt).
Estas atividades contam com a colaboração do Instituto Politécnico de Bragança, CIMO, Zasnet AECT, Município de Vimioso, ASZAL. Asociación Nacional de Criadores de Raza Asnal Zamorano-Leonesa, Buleza Leche de Burra, MORE Colab – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, AEPGA e Aptran – Associação Portuguesa de Tracção Animal, reforçando a importância das soluções baseadas na natureza para a prevenção de incêndios e a resiliência ecológica.
Cultura: Constituição da República Portuguesa traduzida para língua mirandesa
No 50º aniversário da Constituição da República Portuguesa (1976-2026), o documento foi traduzido para mirandês, num trabalho realizado pela Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa (ALCM).
“Mais do que um exercício jurídico ou académico, esta tradução assume-se como um gesto profundamente cultural. A Língua Mirandesa, expressão viva de uma comunidade, de uma história e de uma forma singular de ver o mundo, encontra nesta iniciativa uma nova afirmação da sua vitalidade e relevância no contexto nacional”, indica a ALCM.
A Constituição da República Portuguesa é a lei principal de Portugal, em que se baseiam todas as outras leis, que estabelece os fundamentos e objetivos do Estado, a forma e regime de governo, a estrutura e organização dos vários poderes e órgãos políticos. É também na Constituição que encontramos os direitos e deveres fundamentais dos cidadãos, a organização económica e política do país.
Na perspectiva dos tradutores, a versão em mirandês da Constituição da República Portuguesa contribui para aproximar os falantes da sua Lei fundamental, reforçando o sentimento de pertença e valorizando a diversidade linguística como riqueza coletiva.
O trabalho de tradução foi realizado ao longo de meio ano, por Alcides Meirinhos e Maria da Glória Lourenço, que asseguraram a sensibilidade cultural e o rigor jurídico do documento.
Com este novo trabalho, a Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa (ALCM) pretende reafirmar o compromisso na defesa, promoção e dignificação da Língua Mirandesa, acreditando que iniciativas como esta ajudam a perpetuar a sua transmissão às gerações futuras e a consolidar o seu lugar no panorama cultural português.
A língua mirandesa foi reconhecida oficialmente há 27 anos, através da lei 7/99, que fez desta língua a segunda oficial em Portugal. Aprovada em 17 de setembro de 1998, a lei entrou em vigor a 29 de janeiro de 1999.
Constituição da República Portuguesa
A palavra Constituição vem do latim Constitutio, que significa “ato de estabelecer, regulamentação ou ordem”. E, de facto, as primeiras Constituições surgiram como forma de limitar o poder do Estado, de o organizar politicamente e de garantir direitos aos cidadãos.
A Constituição da República Portuguesa é a lei principal de Portugal, em que se baseiam todas as outras leis, que estabelece os fundamentos e objetivos do Estado, a forma e regime de governo, a estrutura e organização dos vários poderes e órgãos políticos. É também na Constituição que encontramos os direitos e deveres fundamentais dos cidadãos, a organização económica e política do país.
A atual Constituição foi aprovada em 1976, dois anos depois da Revolução do 25 de Abril, consagrando a democracia, as eleições livres, diretas e universais e os direitos e liberdades das pessoas. A Constituição estabeleceu um sistema semipresidencialista, no qual tanto a Assembleia da República como o Presidente da República são eleitos por sufrágio universal.
O texto da Constituição já foi alterado sete vezes, mas a sua estrutura mantém-se no essencial.
O grupo empresarial franco português ADAO anunciou um investimento de cerca 10 milhões euros, na construção de dois hotéis, de quatro e cinco estrelas, no concelho de Mogadouro, onde prevê criar 50 postos de trabalho.
Os administradores do grupo ADAO, Investimentos, Cristina Bigand e Jaques Bigand, disseram que o primeiro objetivo dos investimentos passa por transformar o Solar dos Pimenteis, num hotel histórico de cinco estrelas dotado de 20 quartos, salas de congressos, restaurante e um SPA, entre outras comodidades, destinadas a clientes nacionais e internacionais.
“O nosso objetivo é que, durante a construção do hotel, seja mantida a traça original do Solar dos Pimenteis, que é um imóvel classificado, e pretendemos respeitar a sua história. Como estamos no início do projeto, vamos fazer investigação histórica para encontrar possíveis fotografias ou outros documentos que nos ajudem a preservar a identidade do Solar que se encontra bastante degradado”, explicou Cristina Bigand.
O Solar dos Pimenteis é um edifício classificado como Imóvel de Interesse Público, datado de meados do século XVIII e mandado construir pela família Távora.
Dentro do mesmo investimento, e ao lado do Solar dos Pimenteis, nascerá um hotel de quatro estrelas com 40 quartos que terá como atrativo principal um salão destinado à venda e provas de vinhos das Terras de Mogadouro.
“Escolhemos o concelho de Mogadouro para este nosso investimento de 10 milhões de euros, porque entendemos que temos investimentos na área da vitivinicultura, com um empresário local, Cristiano Pires, da marca Terras de Mogadouro e fazia todo o sentido um espaço de provas e venda de vinhos”, vincou a empresária que tem raízes em Bragança.
Já Jaques Bigand destacou as áreas naturais envolventes ao concelho de Mogadouro, como são os Lagos do Sabor ou Parque Natural do Douro Internacional e a componente cinegética e piscatória deste território do Douro Superior, que atrai muitos apreciadores destas atividades ao ar livre de vários países europeus, norte-americanos e sul-americanos.
“Estes dois hotéis têm uma vocação internacional para atrair um segmento de público médio alto”, vincou.
Já Cristina Bigand indicou ainda “que todo o processo de construção dos dois hotéis e áreas envolventes serão executados com recurso a empresas do concelho de Mogadouro, para contribuir para a dinamização da economia local”.
Os empresários já transmitiram as suas ideias de investimento ao presidente da Entidade Regional do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, e ao presidente da câmara de Mogadouro, António Pimentel, num encontro promovido pelo autarca mogadourense.
Segundo estes dois empresários, o início da construção destes dois hotéis deverá arrancar no segundo semestre de 2026, estando prevista a sua conclusão para 2029.