Miranda do Douro: Museu da Terra de Miranda recebe trajes tradicionais

Miranda do Douro: Museu da Terra de Miranda recebe trajes tradicionais

Em Miranda do Douro, o Museu da Terra de Miranda recebeu uma coleção proveniente do Museu Nacional do Traje, sediado em Lisboa, trata-se de um conjunto de trajes tradicionais mirandeses como capas de honra, trajes dos pauliteiros e indumentárias femininas.

A par dos trajes, o Museu da Terra de Miranda recebeu uma gaita-de-foles e outras peças de elevado valor histórico, etnográfico e cultural, profundamente ligadas à identidade da região do planalto mirandês.

“Estes novos elementos representam um reforço muito relevante das coleções do Museu da Terra de Miranda, permitindo preservar, estudar e dar a conhecer um património que testemunha a riqueza das tradições, dos saberes e da cultura mirandesa”, indica o museu.

De acordo com a direção da unidade museológica, a parceria entre o Museu Nacional do Traje e o Museu da Terra de Miranda “traduz o reconhecimento da importância do museu na salvaguarda e valorização do património cultural da região, reunindo as condições adequadas para assegurar a conservação, investigação e divulgação deste valioso acervo”.

Fonte: Lusa | Imagem: MTM




Leitura: Nova edição de “Os Maias” usa QR Codes para guiar leitores pelo universo de Eça de Queirós

Leitura: Nova edição de “Os Maias” usa QR Codes para guiar leitores pelo universo de Eça de Queirós

A 16 de julho, é apresentada uma nova edição da obra literária “Os Maias”, enriquecida com códigos QR, o que possibilita aos leitores conhecer a cidade de Lisboa, no tempo de Eça de Queirós (1845-1900), visitar o Ramalhete, ouvir a música das personagens e compreender referências históricas.

Com esta iniciativa, a editora Quetzal procura aproximar os leitores contemporâneos de um romance considerado central no cânone literário português e de leitura obrigatória nas escolas, mas cuja compreensão – sobretudo entre os jovens – pode ser dificultada pela abundância de referências que estão presas ao passado.

A nova edição do romance de Eça de Queirós foi apresentada hoje, em Lisboa, pelo diretor editorial da Quetzal, Francisco José Viegas, que definiu este projeto como uma forma de devolver aos leitores do século XXI o contexto histórico, político, cultural e social que os leitores de 1888 possuíam naturalmente.

“Hoje os nossos miúdos não conhecem essas referências e, desculpem, muitos professores também não”, afirmou.

Para tal, a edição mantém integralmente o texto original de Eça de Queirós, mas foi dotada de centenas de notas assinaladas por códigos QR que remetem para conteúdos explicativos acessíveis através do telemóvel.

Os códigos permitem esclarecer referências a geografia, toponímia, política, gastronomia, moda, figuras históricas, literatura, música, pintura, instituições e objetos do quotidiano oitocentista.

Deste modo, torna-se possível ouvir as músicas referidas na obra, como é o caso do “Hino da Carta”, descobrir quem foram personalidades como Guizot, e ver as pinturas referidas no texto, como os quadros pendurados nos salões da Casa do Ramalhete.

Os leitores podem também descobrir quem eram figuras como Gambetta, Klopstock ou o duque de Saldanha, onde ficavam locais como o Aterro, o Jockey Club ou o Hotel Bragança, perceber o significado de palavras como “dogcart”, “fumoir”, “bambinela”, “cretone”, “repes”, “talagarça” ou “rapé”, e contextualizar dezenas de outras referências espalhadas ao longo da narrativa.

Durante a apresentação, Francisco José Viegas defendeu que as dificuldades de leitura de “Os Maias” não resultam essencialmente da escrita de Eça, mas da perda de um conjunto de referências culturais que os leitores do século XIX dominavam de forma natural.

“É absurdo nós lermos um livro e não sabermos aquilo de que ele fala. O que queremos fazer é abrir estes livros para serem lidos na sua totalidade”, considerou o editor, que espera que esta edição “facilite a vida aos estudantes que leiam ‘Os Maias’ por obrigação e também aos professores que têm de dar ‘Os Maias’ por obrigação”.

O editor recordou que o romance começa precisamente com uma referência geográfica muito concreta – a Casa do Ramalhete, situada na Rua de São Francisco de Paula, no bairro das Janelas Verdes – e sustentou que compreender o espaço, os lugares e os contextos onde decorre a ação é fundamental para compreender a obra.

A propósito, evocou uma entrevista do escritor Vladimir Nabokov à revista Paris Review, na qual o autor explicava que, ao ensinar “Ulisses”, de James Joyce, começava por pedir aos alunos que adquirissem um mapa de Dublin e um mapa dos transportes da cidade.

Para Francisco José Viegas, o mesmo princípio aplica-se à obra de Eça de Queirós, em que conhecer a geografia da Lisboa de “Os Maias” é uma das formas de entrar no romance.

Os conteúdos disponíveis através dos códigos QR funcionam como uma rede de notas explicativas digitais, remetendo para fontes abertas, incluindo páginas institucionais, arquivos, museus, enciclopédias, plataformas de consulta pública e, em muitos casos, a conteúdos multimédia.

Os leitores podem, por exemplo, escutar as obras musicais mencionadas no romance, como peças de Mendelssohn ou excertos de óperas como “La Traviata”, e visualizar pinturas referidas por Eça, incluindo obras de Velázquez e Rubens.

Segundo Francisco José Viegas, o projeto pretende igualmente recuperar dimensões da obra que frequentemente passam despercebidas aos estudantes, entre elas o humor, a ironia e a riqueza das personagens criadas por Eça de Queirós.

Na opinião do editor, e ex-secretário de Estado da Cultura do XIX Governo Constitucional, o ensino do romance privilegiou durante décadas aspetos relacionados com a estrutura narrativa e a cronologia da ação, quando uma parte importante do prazer da leitura reside nas personagens, nos diálogos e nas referências culturais que atravessam a narrativa.

A edição inclui ainda um ‘quiz’ com 100 perguntas sobre o romance, pensado para testar os conhecimentos dos leitores e promover uma abordagem mais lúdica da obra.

As questões abordam episódios, personagens, diálogos, refeições, locais e outros detalhes do universo de “Os Maias”.

A seleção dos conteúdos acessíveis através dos códigos QR foi realizada pelo historiador e escritor português André Canhoto Costa, autor igualmente publicado pela Quetzal.

De acordo com Francisco José Viegas, esta edição é a primeira de um projeto mais amplo destinado a contextualizar grandes clássicos da literatura portuguesa através de recursos digitais.

No início do próximo ano, deverão ser publicadas novas edições de “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, e de “Viagens na Minha Terra”, de Almeida Garrett, estando pensadas também obras de Júlio Dinis, como “As Pupilas do Senhor Reitor” ou “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, adiantou.

Publicado em 1888, o romance “Os Maias” é considerado um dos mais importantes da literatura portuguesa e está integrado nas leituras obrigatórias do ensino secundário.

Fonte: Lusa | Imagem: Bertrand

Ambiente: CIM das Terras de Trás-os-Montes apresentou Plano de Ação Climática

Ambiente: CIM das Terras de Trás-os-Montes apresentou Plano de Ação Climática

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) apresentou um plano estratégico de mitigação das alterações climáticas, cujo programa inclui ações de sensibilização nas escolas, junto dos empresários e agricultores.

“São os nossos comportamentos que têm de mudar para nos adaptarmos às alterações climáticas, conseguirmos continuar a viver, ou seja, termos um equilíbrio entre aquilo que são as alterações climáticas e aquilo que é o desenvolvimento económico, mas também a nossa cultura”, sublinhou o presidente da CIM-TTM, Pedro Lima.

O Plano de Ação Climática divide-se em duas partes, mitigação e adaptação. No que toca à mitigação, são apontadas medidas de diminuição de consumo de produtos derivados de petróleo, e no que toca à adaptação, o objetivo é atuar na gestão da água e na prevenção de incêndios.

Segundo o presidente desta comunidade intermunicipal, que abrange os municípios de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Miranda do Douro, Vinhais, Vimioso e Vila Flor, é preciso sensibilizar e mudar comportamentos, desde logo com várias ações de debate e consciencialização nas escolas, mas também junto dos empresários agrícolas.

“Pegando na temática dos incêndios, não podemos continuar a ter comportamentos negligentes, não podemos continuar a ter comportamentos como se as alterações climáticas não existissem e os incêndios eram a mesma coisa que há 15 ou 20 anos. Outro exemplo, temos que saber respeitar a água, temos de saber poupar água, temos de ter comportamentos muito diferenciados”, frisou o autarca.

Este plano teve por base um estudo prévio, que permitiu concluir que, apesar de a região não ser grande emissora de gás efeito de estufa, comparativamente a grandes centros urbanos, essa emissão está associada aos transportes e à agricultura, nomeadamente uso de maquinaria agrícola.

“O que tem maior peso nas emissões de gases de efeito estufa são os produtos derivados de petróleo, gasolina, gasóleo, ou seja, reduzir para termos outras alternativas”, esclareceu Ruben Duarte, da Biz Future, empresa responsável pelo plano, sublinhando que uma das soluções passa pela mobilidade elétrica, mas também pela mobilidade mais ativa, andar mais a pé.

No que diz respeito a estratégias agrícolas, além de ter de haver uma adaptação nas culturas plantadas, o plano recomenda a instalação de painéis fotovoltaicos em edifícios, mas também maquinaria com melhor classe energética.

Uma vez que a maioria dos agricultores da região tem uma idade superior a 50 anos, Ruben Duarte reconhece que será um “trabalho difícil” de mudança de mentalidades, mas que deve ser feito, bem como, investimento nos transportes públicos, para se tornarem mais eficientes, na região e em todo o país. “Sem investimento na questão dos transportes é impossível mudar o paradigma”, afirmou.

O Plano de Ação Climática foi apresentado na albufeira do Azibo, Macedo de Cavaleiros, conta com um financiamento de 370 mil euros, do programa NORTE 2030.

A vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte para a área do Ambiente, Gabriela Leite, revelou que a CCDR-N também já lançou, na semana passada, um Plano Regional de Ação Climática, que tem em conta os planos dos municípios.

Fonte: Lusa | Imagens: CIM-TTM

Venezuela: Cáritas distribui 13 mil toneladas de bens

Venezuela: Cáritas distribui 13 mil toneladas de bens

A Cáritas da Venezuela anunciou a entrega de mais de 13 mil toneladas de bens às vítimas dos sismos de 24 de junho, solicitando agora donativos monetários para a nova fase de recuperação.

A organização católica justificou a transição para esta etapa de reconstrução com a necessidade de garantir um acompanhamento sustentado à população, recordando que o compromisso autêntico “é aquele que permanece no tempo”.

A estrutura eclesial classificou a contribuição financeira como a ferramenta mais “eficiente e ágil” de resposta, assumindo que esta via permite adquirir com exatidão os materiais exigidos pela evolução da emergência.

Os responsáveis logísticos travaram o envio de vestuário comum para evitar a “saturação” dos armazéns paroquiais, elegendo como prioridades absolutas o fornecimento de água potável, alimentos, fraldas e roupa interior nova.

A instituição caritativa revelou que os materiais já canalizados beneficiaram cerca de 52 mil pessoas através da distribuição direta de “kits para salvar vidas”, compostos essencialmente por alimentação e artigos de higiene.

A Cáritas assegurou a manutenção de um “estrito registo documental” sobre todo o volume movimentado, encarando a prestação pública de contas como um dever moral associado à qualidade da intervenção no terreno.

O número de mortos provocados pelo duplo sismo que atingiu a Venezuela ultrapassou os 4700, segundo os mais recentes dados oficiais divulgados hoje pelas autoridades venezuelanas; entre as vítimas constam 117 portugueses e lusodescendentes.

Fonte: Ecclesia | Imagem: Caritas Internacional

Vimioso: XXII Congresso da Federação Distrital do PS

Vimioso: XXII Congresso da Federação Distrital do PS

No dia 12 de julho, o congresso do partido socialista reuniu em Vimioso, os dirigentes das 12 concelhias do distrito de Bragança, numa jornada de trabalho para eleger os novos órgãos federativos do partido e debater a estratégia política para o distrito de Bragança.

O congresso socialista teve lugar no pavilhão multiusos de Vimioso e o programa incluiu intervenções do presidente da Comissão Política Concelhia de Vimioso, João Padrão e do presidente da Federação cessante, Benjamim Rodrigues.

Seguiu-se depois a apresentação e debate de moções de orientação política e a apresentação das listas candidatas aos órgãos da Federação Distital.

Após a pausa para o almoço, os socialistas do distrito de Bragança recomeçaram os trabalhos com a apresentação e debate das moções de orientação política e propostas.

Na discussão do tema “Compromisso pelo futuro de Bragança”, Júlia Rodrigues, a nova presidente da Federação Distrital defendeu políticas públicas que criem oportunidades de trabalho nos concelhos do distrito; a conversão do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) em Universidade; e uma maior aposta das mulheres e dos jovens na política local.

Segundo o Partido Socialista (PS), o XXII Congresso Federativo foi um momento de participação, reflexão e compromisso com o futuro.

HA

Vimioso: “Em política é preciso coragem para responder às necessidades dos territórios de baixa densidade populacional” – Carlos Abreu Amorim

Vimioso: “Em política é preciso coragem para responder às necessidades dos territórios de baixa densidade populacional” – Carlos Abreu Amorim

No dia 11 de julho, o ministro do Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, esteve em Vimioso, no âmbito das Jornadas “Governar com Resultados” e afirmou que o governo liderado por Luís Montenegro está atento à realidade do distrito de Bragança e a necessidades como a construção da ponte Vimioso – Carção.

As Jornadas “O Estado da Nação” decorreram no auditório do pavilhão multiusos, em Vimioso, onde os militantes do PSD tiveram a oportunidade de dialogar com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, conhecer o trabalho desenvolvido pelo Governo e os desafios que Portugal enfrenta atualmente.

Como anfitrião, o presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, eleito pelo PSD, nas autárquicas de outubro de 2025, aproveitou a presença do ministro do governo para apresentar algumas reivindicações do concelho.

“Na sequência da destruição provocada pelo incêndios de agosto de 2024, na União de Freguesias de Caçarelhos e Angueira, ainda não foram pagas as indemnizações aos proprietários agrícolas e florestais”, reclamou.

Ainda no âmbito agrícola, o autarca vimiosense apontou os sucessivos obstáculos e constrangimentos burocráticos que impedem a construção das barragens da Alamela (Santulhão) e do Ramalhal (Angueira).

“A água é um bem precioso que importa preservar para o consumo humano e para fins agrícolas. No entanto, deparamo-nos com sucessivos obstáculos e constrangimentos burocráticos que impedem a concretização das barragens da Alamela, em Santulhão e do Ramalhal, em Angueira”, lamentou.




O autarca vimiosense referiu-se ainda à demora do governo em lançar um novo concurso público para a adjudicação da ponte Vimioso – Carção.

Em Vimioso, as Jornadas “O Estado da Nação” contaram com a participação do presidente da distrital do PSD Bragança, Hernâni Dias, que corroborou da opinião que a nova ponte sobre o rio Maçãs é uma necessidade para os concelhos de Vimioso, Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta.

Após escutar os militantes do PSD do distrito de Bragança, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, começou por dizer que ao longo destes 50 anos de democracia, Portugal ainda não conseguiu concretizar a coesão territorial.

“O país é desigual e outro problema é a baixa natalidade. Onde há menos população há menos investimento”, reconheceu o governante.

No entanto, o ministro do governo liderado por Luís Montenegro afirmou que em política também é preciso coragem, para atender às necessidades dos territórios que sofrem com a baixa densidade populacional, como é o caso de Vimioso.

As Jornadas “O Estado da Nação”, em Vimioso, contaram ainda com as intervenções de Francisco Pavão, representante do CDS-PP e do antigo autarca de Vimioso, Jorge Fidalgo.

A iniciativa “Governar com Resultados” consistiu num ciclo de jornadas que decorreram de 9 e 15 de julho, em vários distritos do país, promovendo o debate sobre a ação governativa e os principais temas da atualidade em Portugal.

HA



Sendim: “Quando Sendim cresce, cresce todo o concelho de Miranda do Douro” – Helena Barril

Sendim: “Quando Sendim cresce, cresce todo o concelho de Miranda do Douro” – Helena Barril

No dia 13 de julho, a vila de Sendim, no concelho de Miranda do Douro, celebrou o 36º aniversário de elevação à categoria de Vila, um feito histórico que continua a ser celebrado com brio por parte da população e elogiado pelos políticos que descrevem os sendinenes como “pessoas corajosas, audazes e empreendedoras”.

Nos discursos, o presidente da União de Freguesias de Sendim e Atenor, Luís Santiago, referiu-se ao aniversário de elevação de Sendim à categoria de Vila, como um acontecimento que merece ser recordado e celebrado.

“Celebrar este aniversário é recordar o caminho percorrido mas também reconhecer aqueles que diariamente , continuam a fazer de Sendim uma terra viva. São os nossos agricultores, empresários, comerciantes, associações, instituições, os jovens que escolhem ficar, os que regressam sempre que podem e todos os sendineses que, dentro ou fora da nossa terra, levam o nome de Sendim com orgulho”, disse o autarca sendinês.

Por sua vez, o presidente da Assembleia Municipal de Miranda do Douro, Pedro Velho, justificou a sua presença no 36º aniversário da vila de Sendim, com o imperativo de conhecer a atual realidade das freguesias e estar próximo das pessoas.

“Os concelhos do interior de Portugal vivem tempos exigentes. Perdemos população. Perdemos serviços. Perdemos oportunidades. Mas não podemos perder a vontade de fazer diferente. Porque ninguém virá construir o futuro por nós. Ou o fazemos juntos ou arriscamo-nos a que outros o decidam por nós”, começou por dizer, Pedro Velho.

O jovem presidente da Assembleia Municipal de Miranda do Douro elogiou a determinação e a audácia da população de Sendim, que descreveu como empreendedora.

“Faz mais falta Sendim. Mais coragem para fazer. Mais vontade de resolver do que discutir. Mais disponibilidade para construir do que para criticar. Mais confiança nas nossas capacidades. E menos medo da mudança. (…) as terras não avançam com comentários. Avançam com trabalho”, disse.

A cerimónia encerrou com a intervenção da presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, que também enalteceu o caráter dos sendineses e sendinesas.

“Sendim é feito de pessoas boas, trabalhadoras, dignas e lutadoras. Homens e mulheres que ao longo de gerações souberam preservar a memória e construir novas oportunidades”, disse Helena Barril.

A autarca realçou que a elevação de Sendim a vila, em 13 de julho de 1990, engrandeceu todo o concelho de Miranda do Douro.

“Quando Sendim cresce, cresce todo o concelho de Miranda do Douro”, afirmou.

Referindo-se ao trabalho que o Município e a União de Freguesias de Sendim e Atenor estão a realizar, Helena Barril, indicou a construção do matadouro do Planalto, cuja conclusão está prevista para 2027; e a Casa da Cultura Mirandesa, que vai designar-se Casa Amadeu Ferreira, um espaço de promoção da cultura, com destaque para a língua mirandesa.

No final, a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro expressou o apreço pela hospitalidade do povo de Sendim, que segundo Helena Barril, “sabe acolher quem aqui chega para viver e trabalhar”.

“As comunidades de imigrantes encontram nesta vila uma população generosa, solidária e disponível para integrar. Esta capacidade de acolhimento honra Sendim e todo o concelho de Miranda do Douro”, concluiu.

A comemoração do 36º aniversário da vila de Sendim foi animada pelas atuações do Rancho Folclórico e Etnográfico de Sendim, dos trabalhos da Oficina do Idoso, a música tradicional dos “Rebenta a Gaita” e encerrou com um jantar convívio para toda a população.

HA

Ambiente: Apoio para comunidades de energia renovável

Ambiente: Apoio para comunidades de energia renovável

A Fundação Gulbenkian vai apoiar a criação de 10 comunidades de cidadãos organizadas para produzir, partilhar, consumir e armazenar energia solar, projetos financiados até 30 mil euros, que dão prioridade a famílias carenciadas e às zonas menos povoadas.

Segundo o diretor do Programa Equidade e Sustentabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian, Luís Jerónimo, o concurso lançado vai privilegiar candidaturas provenientes de territórios de baixa densidade ou que apresentem maior vulnerabilidade energética, beneficiando famílias com encargos com a energia muito significativos.

A iniciativa destina-se a associações de desenvolvimento local, cooperativas e outras entidades da sociedade civil envolvidas com a comunidade local, pretendendo demonstrar que a transição energética pode ser feita a partir das comunidades, fomentando uma maior participação dos cidadãos nos seus bairros, freguesias e municípios.

Esta solução, apesar de ter enorme potencial, tem pouca expressão em Portugal, que conta com menos de uma dezena destas comunidades licenciadas, sendo o principal entrave a falta de capacidade financeira das associações locais e dos cidadãos para investir.

A Fundação Calouste Gulbenkian pretende apoiar a projetos comunitários de energia renovável, que promovam uma participação ativa dos cidadãos na transição energética.

Perante a ausência de mecanismos públicos de financiamento especificamente destinados ao desenvolvimento das comunidades de energia renovável de iniciativa cidadã, a Fundação estabeleceu uma parceria com a Coopérnico – Cooperativa de Desenvolvimento Sustentável.

As 10 melhores candidaturas a Comunidade de Energia Renovável (CER) vão receber um apoio financeiro até 30 mil euros por projeto, além de formação e capacitação.

Fonte: Lusa | Imagem: Flickr

Bragança-Miranda: Bispo alerta para «crise de confiança nas instituições»

Bragança-Miranda: Bispo alerta para «crise de confiança nas instituições»

A 11 de julho, o bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida presidiu à solenidade de São Bento, padroeiro da diocese de Bragança-Miranda, exortando os cristãos a assumirem um compromisso ativo na política e na sociedade para combater a corrupção.

“Vivemos uma crise de confiança nas instituições, uma crescente polarização social e política, guerras às portas e dentro da Europa, incerteza económica, envelhecimento demográfico e uma cultura onde a velocidade, o consumo e o imediatismo parecem ocupar o lugar da reflexão e da esperança”, alertou D. Nuno Almeida, na Missa a que presidiu na Catedral de Bragança.

A homilia centrou-se no legado do fundador do monaquismo ocidental, traçando um paralelismo histórico entre as ruínas do Império Romano enfrentadas no século VI e o atual clima global.

“Enquanto muitos lamentavam o fim de uma civilização, São Bento lançou os alicerces de uma nova”, sublinhou o bispo transmontano.

A reflexão elencou três interpelações contemporâneas herdadas da tradição beneditina, exigindo às comunidades católicas “intimidade e familiaridade com a Palavra de Deus”, a vivência prática como “discípulos missionários” e uma presença pública afirmativa.

“Neste tempo difícil, é importante que os cristãos, iluminados pela luz do evangelho, se comprometam na sociedade, na política, nas instituições”, defendeu D. Nuno Almeida, apelando a que levem “o sal do evangelho contra a corrupção e ajudando a construir um mundo novo, mais solidário”.

A intervenção apontou ainda o dedo aos desvios da fé, pedindo que a luz de Cristo cure as pessoas “da superstição, hoje tão difusa e que leva à ilusão da procura de resolver os problemas de forma mágica, sem esforço, sem mudança de vida e sem conversão verdadeira ao Evangelho”.

“Que S. Bento nos ensine a não dispor de nós mesmos e a não termos uma agenda para defender, mas a entregarmos todas as manhãs ao Senhor o nosso tempo e capacidades, procurando ir ao encontro dos irmãos”, concluiu D. Nuno Almeida.

A Unidade Pastoral de São Bento assinalou também a data litúrgica com a realização do I Encontro das suas nove Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), no Santuário de Santo Amaro, em Alimonde.

Fonte: Ecclesia | Fotos: DBM

Mogadouro: Construção de creche para 25 crianças

Mogadouro: Construção de creche para 25 crianças

O município de Mogadouro vai construir uma creche, com capacidade para 25 crianças, sendo que as obras devem iniciar-se neste mês de julho, informou a autarquia.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel, o investimento nesta nova creche é de 450 mil euros, após a revisão do projeto inicial.

“Dentro da urgência possível, o município decidiu avançar com a construção de uma nova creche municipal em Mogadouro. Foi elaborado um projeto para implementar junto à Escola Básica do 1.º Ciclo e avançou-se com o concurso público, com o valor de 360 mil euros, que ficou deserto, devido à subida dos custos dos materiais de construção e mão de obra”, explicou o autarca social-democrata do distrito de Bragança.

Após este vazio concursal, o equipamento foi de novo colocado a concurso por 450 mil euros, devendo as obras terem o seu início ainda durante o mês de julho, havendo um prazo de conclusão previsto de meio ano.

“Espero que o prazo de meio ano seja cumprido e que não atinja sequer o meio ano previsto, dada a necessidade de lugares em creche no concelho de Mogadouro”, disse António Pimentel.

De acordo com o autarca de Mogadouro, “há muitos pais que têm dificuldades em deixar os seus filhos para poderem ir trabalhar por falta de lugares em creches, mesmo depois do apoio dado pelo município para a ampliação do equipamento da Santa Casa da Misericórdia e apoiar em 400 euros as amas sociais”, disse.

A nova creche municipal de Mogadouro vai ser construída num terreno anexo à Escola do 1.º Ciclo, sendo aproveitadas duas salas deste equipamento educativo, servindo de ampliação, sempre em linha com as obrigatoriedades que este tipo de equipamento exige.

Fonte: Lusa | Imagem: Flickr