Mundial 2026: Papa diz que futebol mostra importância do coletivo

Mundial 2026: Papa diz que futebol mostra importância do coletivo

Na véspera do início do Mundial 2026, o Papa Leão XIV apresentou o futebol como uma lição que evidencia a importância do jogo em equipa, contra o egoísmo e o individualismo.

“O futebol também nos ajuda a recordar algo muito importante: a vida não é uma corrida para se viver de forma solitária, é algo que se joga em equipa e é preciso aprender a correr juntos”, disse Leão XIV, num encontro com organizações solidárias, em Barcelona.

“Alguém pode ser uma estrela, mas se nunca passa a bola e não deixa os outros entrar no jogo, provavelmente vai perder”, acrescentou.

A intervenção surgiu em resposta a uma carta do pequeno Renzo, de seis anos, e foi apresentada na igreja de Santo Agostinho, num bairro marcado pela pobreza.

“Quando estive em Trujillo (Peru), jogava futebol com os seminaristas. Defesa, se querem saber, não era grande goleador”, gracejou.

Leão XIV recordou que gosta mais de jogar ténis e que, quando era jovem, praticou “futebol americano, um pouco mais violento”.

“Quando estava em Roma, onde vivi a minha primeira experiência do Mundial, o de 1982, que foi aqui em Espanha, e depois no Peru, com os seminaristas, acompanhava muito as equipas locais, mas também jogava com os seminaristas”, relatou.

O campeonato de mundo de futebol masculino, o primeiro de sempre com 48 seleções, incluindo Portugal, vai decorrer entre quinta-feira e 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

“Um pouco de desporto faz bem a todos, é preciso procurar, digamos, manter-se e estar em boa saúde de corpo, mente e alma; isso, sim, tem feito parte da minha vida”, assinalou o Papa.

O encontro decorreu no interior da igreja de Santo Agostinho, onde várias entidades diocesanas prestam assistência a populações sem-abrigo e a famílias carenciadas.

No México, a Conferência Episcopal local assinalou que o Mundial de Futebol não deve ocultar a grave crise de segurança e a criminalidade que afetam o país.

“O desporto não deve ser uma distração para estas dores, mas uma oportunidade privilegiada para colocar as nossas diferenças ao serviço da justiça, da verdade e da paz”, exigem os bispos católicos.

O documento sublinhou que a convivência local vive ensombrada por rivalidades extremas, denunciando abertamente o drama dos “desaparecimentos”, da corrupção e das constantes injustiças sociais.

A reflexão dos bispos católico recuperou a recente intenção de oração do Papa para o mês de junho, que convida as comunidades católicas a rezar “pelos valores do desporto”.

Leão XIV afirmou, na proposta de oração, que é “uma alegria jogar em equipa”, porque “ninguém se salva sozinho”, desejando que o desporto seja “caminho de paz” e “escola de fraternidade”.

“Faz que aqueles que praticam, treinam ou apoiam descubram no desporto uma linguagem universal que aproxima culturas, une povos e semeia respeito, solidariedade e superação pessoal”, pediu o Papa.

Fonte: Ecclesia | Foto: FPF

Futebol: México e África do Sul dão início ao Mundial 2026

Futebol: México e África do Sul dão início ao Mundial 2026

Esta quinta-feira, dia 11 de junho, o coanfitrião México e a África do Sul jogam o ‘pontapé de saída’ da 23.ª edição do Campeonato do Mundo de futebol, num encontro da primeira jornada do Grupo A, que tem lugar na Cidade do México.

A partir das 13:00 locais (20:00, em Lisboa), inicia-se o maior Mundial de sempre, em três países (Estados Unidos, México e Canadá), durante 39 dias, com 48 seleções e um total de 104 jogos, mais 40 do que os realizados em 2022.

O jogo México vs África do Sul é antecedido da cerimónia de abertura, uma das três previstas, já que as outras vão anteceder, na sexta-feira, 12 de junho, os jogos do Canadá vs Bósnia-Herzegovina, do Grupo B: Estados Unidos vs Paraguai, do Grupo D.

A primeira fase, com as 48 seleções divididas por 12 grupos, tem um total de 72 jogos, com os dois primeiros classificados a qualificaram-se para a fase a eliminar, juntamente com os oito melhores terceiros.

Os 32 conjuntos apurados vão disputar os 16 avos de final, fase em estreia no Campeonato do Mundo, seguindo os ‘oitavos’, os ‘quartos’, as ‘meias’ e, após o jogo do ‘bronze’, a final, em 19 de junho, no Estádio MetLife, em East Rutherford.

Entre os 48 participantes no Mundial2026 está Portugal, presente pela nona vez e sétima consecutiva, repetindo 1966, 1986, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022.

A seleção portuguesa estreia-se na quarta-feira, dia 17 de junho, no jogo diante da República Democrática do Congo, no Estádio NRG, em Houston, a partir das 12:00 locais (18:00 em Lisboa), em encontro da primeira jornada do Grupo K.

Depois do embate com os africanos, Portugal, que tem como melhor registo na prova o terceiro lugar da estreia, em 1966, com nove golos do ‘rei’ Eusébio, defronta ainda o estreante Uzbequistão (23 de junho) e a Colômbia (28).

Fonte: Lusa

Ambiente: “Nordeste Vivo” contra instalação de parques eólicos e fotovoltaicos

Ambiente: “Nordeste Vivo” contra instalação de parques eólicos e fotovoltaicos

O Nordeste Transmontano tem um novo movimento cívico – Plataforma Nordeste Vivo – composto por 25 pessoas de vários setores de atividade, que prometem lutar contra a instalação de parques eólicos e fotovoltaicos neste território.

José Jambas, membro da Plataforma Nordeste Vivo – Movimento Cívico pelo Território do Nordeste Transmontano, disse que este é um movimento cívico apartidário composto por 25 pessoas de vários setores de atividade que vão desde o turismo, ao meio ambiente, hotelaria, associações de agricultores e pecuária ou técnicos superiores em várias outras áreas económicas.

“A Plataforma Nordeste Vivo avança como um movimento cívico, apartidário, composto por diversos representantes da sociedade civil, unidos por um objetivo comum: a defesa intransigente do território do Nordeste Transmontano e da qualidade de vida das populações locais”, vincou.

 Segundo José Jambas, este movimento pretende saber o ponto de situação em que se encontram os projetos de hibridização das barragens de Picote, Bemposta, Baixo Sabor e Foz Tua, no distrito de Bragança, para as quais foram anunciados, pela elétrica francesa Engie, parques eólicos e fotovoltaicos de dimensões consideráveis.

 “Todo este processo de implantação de parques eólicos e fotovoltaicos têm surgido de forma camuflada, onde nestes projetos não há um rigor ou aproximação às populações e têm surgido de surpresa e, quando nos apercebemos, já estão autorizados ou quase a ser construídos. Este movimento surge para que haja seriedade e transparência, para que as comunidades onde estes parques vão ser construídos tenham uma voz ativa no processo”, defendem os membros da Plataforma Nordeste Vivo.

 De acordo com José Jambas, “a Plataforma Nordeste Vivo é favorável à transição energética, mas contra a imposição da produção industrial”.

Para esta plataforma cívica, o Nordeste Transmontano “não é um espaço vazio disponível para ocupação industrial, sendo uma terra de pessoas, de memória, de tradição e de equilíbrio entre comunidade e natureza”.

“É um território onde a agricultura, a pecuária, a caça, a apicultura, o turismo e os modos de vida rurais continuam intimamente ligados à paisagem e à cultura local”, indica este movimento cívico.

Segundo José Jambas, esta região já contribui significativamente para a produção energética nacional, acolhendo inúmeras infraestruturas que há décadas impactam as populações e o território.

Por este motivo, a Plataforma Nordeste Vivo considera que “ocorrerão impactos profundos e irreversíveis provocados pela implantação destes megaprojetos de energia fotovoltaica e eólica e vários setores, impactos diretos na saúde e qualidade de vida das populações, perdas irreversíveis de produção agrícola e pecuária com a ocupação e destruição de solos férteis e áreas de pastorícia significativa nas áreas utilizadas para caça e perdas de conectividade entre as populações de espécies cinegéticas, entre outros”.

 O movimento considera que “o que está a ser imposto vai contra toda a estratégia de desenvolvimento do território que tem sido posta em prática no Nordeste Transmontano: a aposta no turismo ligado aos valores naturais e culturais, a promoção de raças autóctones, a agricultura que privilegia a qualidade à quantidade”.

 A Plataforma Nordeste Vivo nasce para ser a voz de um território “que não está à venda e exige transparência total nos processos de licenciamento e aprovação dos projetos, como Estudos de Impacto Ambiental rigorosos, independentes e publicamente acessíveis antes de qualquer aprovação”.

Fonte: Lusa I Imagem: PNV

Vimioso: Regresso da Feira do Livro dá aso ao prémio Literário Norberto Lopes

Vimioso: Regresso da Feira do Livro dá aso ao prémio Literário Norberto Lopes

O parque municipal de Vimioso, acolheu a 9 de junho, a Feira do Livro e e a mostra de trabalhos Espress’Arte, duas inciativas culturais e educativas, organizadas pelo município de Vimioso e pelo Agrupamento de Escolas (AEV), com a mesma finalidade de aproximar os jovens (e também os adultos) às artes como a literatura, tendo sido anunciada a criação do prémio literário Dr. Norberto Lopes.

A Feira do Livro foi organizada pelo município de Vimioso e de acordo com a vice-presidente, Cristina Miguel, há já alguns anos que não organizava este evento literário na vila de Vimioso.

“O município de Vimioso decidiu retomar a Feira do Livro aproveitando o encerramento dos 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões e da comemoração a 10 de junho, do Dia de Portugal. De Camões e das Comunidades Portuguesas”, justificou a autarca vimiosense.

No parque municipal de Vimioso, a Feira do Livro contou com a participação de três expositores de livros: um alfarrabista com livros gratuitos; a bibliografia do concelho de Vimioso; e a Editoral Novembro. O evento literário e artístico incluiu ainda outras atividades como a dança, música, declamação de poemas, contos orais e jogos lúdicos.

A Feira do Livro contou também com a visita dos escritores Manuela Bulcão, Raul Minh’Alma e Pedro Chagas Freitas, que proporcionaram momentos de proximidade e de conversa com os leitores vimiosenses, jovens e adultos.

“No próximo ano vai ser criado o Prémio Literário Dr. Norberto Lopes, na categoria infanto-juvenil e na categoria de adultos, para incentivar e premiar a produção literária aos residentes no concelho de Vimioso”, anunciou Cristina Miguel.

O jornalista e escritor, Norberto Lopes nasceu em Vimioso, a 30 de setembro de 1900. Trocou o direito pelo jornalismo, justificando que, “um jornalista está sempre à procura da verdade”.  

Em 1936, como chefe de redação do Diário de Lisboa, Norberto Lopes, tornou-se o primeiro reporter português a acompanhar a guerra civil na vizinha Espanha.

Referindo-se ao projeto educativo Express’Artes, o diretor do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV), Jorge Gonçalves, explicou que um dos objetivos deste agrupamento é a abertura à comunidade.

“Em colaboração com o município de Vimioso organizámos duas atividades paralelas, o projeto Espress’Arte e a Feira do Livro. O projeto educativo “Express’ARTE é uma iniciativa realizada no âmbito do Plano Nacional de Artes, cuja finalidade é promover o sucesso escolar e a inclusão através da educação pelas artes. Para isso, os nossos alunos elaboraram trabalhos inspirados no património arquitetónico da vila de Vimioso, em desenho, pintura, maquetes em cartão reciclado, música e canto, vídeo e outras expressões artísticas”, indicou.

No Agrupamento de Escolas de Vimioso, a ano letivo já terminou a 5 de junho para os alunos do 9.º, 11.º e 12.º anos. Encerra a 12 de junho, para os estudantes dos 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos. No final do mês, a 30 de junho, é a vez dos alunos do pré-escolar e 1.º, 2.º, 3.º e 4.º anos iniciarem a férias de verão.

HA

Função Pública: Concurso para 200 guardas prisionais

Função Pública: Concurso para 200 guardas prisionais

Abriu a 9 de junho, um concurso público para recrutar 200 guardas prisionais, cujas candidaturas decorrem ao longo de 10 dias úteis e pela primeira vez, permite candidatos com 18 anos, segundo o anúncio publicado em Diário da República.

De acordo com o documento, as 200 vagas disponíveis dão acesso ao curso de formação inicial, para ingresso na categoria de guarda da carreira especial de guarda prisional e as candidaturas são feitas ‘online’.

Uma das novidades deste concurso é a mudança do limite das idades dos candidatos, uma vez que podem agora concorrer pessoas que tenham 18 anos completos à data do fim do concurso, alterando assim o limite mínimo que estava fixado nos 21 anos.

A idade máxima também aumentou, passando dos 28 para os 35 anos, e os candidatos têm de ter nacionalidade portuguesa, o 12.º ano de escolaridade como formação mínima e um registo criminal limpo.

Este concurso faz parte do Plano Plurianual de Recrutamento e Promoções do Corpo da Guarda Prisional, aprovado em maio e que inclui 400 novos recrutamentos e 380 promoções, até 2027.

Em comunicado enviado no dia 22 de maio, o Ministério da Justiça referiu que “a valorização da carreira dos guardas prisionais tem sido uma das prioridades deste Governo”, reconhecendo “a importância da missão destes trabalhadores para “garantir a segurança e tranquilidade da comunidade prisional, bem como salvaguardar os direitos e liberdades fundamentais” dos reclusos.

Fonte: Lusa | Imagem: Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais

Sociedade: Congresso de Espiritualidade em Cuidados Paliativos foi «enorme sucesso»

Sociedade: Congresso de Espiritualidade em Cuidados Paliativos foi «enorme sucesso»

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos destaca que o Congresso Internacional de Espiritualidade em Cuidados Paliativos, realizado em Bragança, “foi um enorme sucesso” e apelou à assinatura da petição pública que promovem pela urgência de “reforçar” este setor.

“Este primeiro Congresso Internacional de Espiritualidade da nossa associação foi um enorme sucesso. A espiritualidade é, de facto, a essência do ser humano, que é muito diferente de religiosidade, e transversal a todos, independentemente das nossas crenças e da fé que professemos. É muito importante porque é a essência do ser humano e de cada um de nós, tanto da pessoa que cuidamos, como da pessoa que cuida”, disse presidente da APCP, Catarina Pazes, esta terça-feira, dia 9 de junho, em entrevista à Agência ECCLESIA.

O I Congresso Internacional de Espiritualidade em Cuidados Paliativos, da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, realizou-se nos dias 5 e 6 de junho, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPB – Instituto Politécnico de Bragança.

Catarina Pazes realçou que foram dois dias de “trabalho bastante positivos”, e tiram deste encontro internacional “um resultado muito, muito bom”, e assinalou a oportunidade de aprofundar esta temática, “de refletir, de apresentar evidência científicas”, e também de mobilizar recursos, e que, entre os profissionais, podem aprender uns com os outros para levarem para os seus contextos da prática clínica “mais e melhor, em termos de abordagem”.

O grupo de espiritualidade da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, liderado pela professora Ana Querido, organizou este I Congresso Internacional de Espiritualidade, realizado em Bragança, com uma “adesão foi muito boa, mais de 200 inscritos”, e “um programa muito amplo, com peritos”, que levaram “partilhas muito, muito importantes e muito valorizadas pelos participantes”.

O bispo da Diocese de Bragança-Miranda, na comunicação ‘Espiritualidade e sentido da vida’, no segundo dia do congresso internacional, afirmou que “existe uma dimensão do humano que não se capta no microscópio”.

“Que não se mede com sondas nem com análises sanguíneas e nem se pode codificar em protocolos. Eis o invisível que sustenta o visível, eis o sentido que dá forma ao gesto, qual centelha de luz que habita o cuidado. Chamamos-lhe Espiritualidade”, referiu D. Nuno Almeida.

A presidente da APCP, a partir desta citação, explicou que esta é uma área clínica que “atende ao sofrimento”, que tem o propósito de aliviar e prevenir o sofrimento, e, “naturalmente, que tem que se ocupar e preocupar com as várias dimensões da pessoa”, para além de pensarem nas dimensões física, psicológica, e social.

“Nós precisamos de conhecer como ela é na sua essência, naquilo que a faz ser. E, de facto, saber quem é aquele a quem presto cuidado vai muito além daquilo que se pode medir e daquilo que se pode objetivar, porque acontece através de uma coisa que se chama relação; a importância que tem isto tudo no nosso trabalho é a diferença entre mais humanismo e menos humanismo, ou seja, um cuidado mais humanizado, individual e único”, desenvolveu.

Catarina Pazes comentou o tema do congresso internacional – ‘Finitude, sentido e cuidado’ -, concluindo que “fez todo o sentido” juntar essas três palavras “porque é o fio condutor para o cuidado” que prestam, sublinhou que a espiritualidade, “sendo algo essencial no ser humano”, está presente mesmo quando esta “não tem fé ou não acredita”, sendo possível trabalhar esse tema “mesmo que não haja fé e não haja religião”.

“A religião tem um papel importante na medida em que organiza para nós, enquanto humanos, esta relação com o espiritual, e estrutura. Esta estrutura e organização muitas vezes é o que ajuda no trazer mais à nossa vida essa relação com o espiritual; creio que há um lugar para sermos crentes entre quem é profissional, e entre quem está a viver uma situação difícil por causa de uma doença, o que não pode, nem a crença nem a não crença, impedir o cuidado espiritual”, acrescentou.

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos já começou a planear o II Congresso Internacional de Espiritualidade, que “será em 2028, e muito provavelmente no Baixo Alentejo, em Beja”.

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos está a promover a petição publica ‘Reforçar os Cuidados Paliativos em Portugal é Urgente’, no âmbito da defesa do acesso equitativo a cuidados paliativos de qualidade para todos os cidadãos, que tem mais de oito mil assinatura (8 092).
“A petição é dar voz a quem normalmente não tem voz, é associar-nos em comunidade, em sociedade, para uma causa que é tão transversal. Os cuidados paliativos são uma área dos cuidados de saúde, uma área especializada, que atendendo às pessoas que sofrem por causa de uma doença grave, são muito importantes”, explicou Catarina Pazes.

Segundo a presidente da APCP, a associação abriu esta petição porque, “apesar da reconhecida importância” dos Cuidados Paliativos, mesmo “por quem governa e por quem toma decisões”, o que acontece no dia-a-dia “é uma ausência de planeamento, de financiamento, uma ausência de medidas concretas que mudem a realidade de não acesso ou de escasso acesso a esta área”.

A petição alerta, em Portugal, que “mais de 150 mil pessoas vivem anualmente com sofrimento associado a doença grave, progressiva e incurável, destas, entre 70 a 85 mil morrem todos os anos com necessidade de cuidados paliativos”, e a APCP apela “a um compromisso urgente e concreto por parte do Governo”, com cinco pontos.

Um das medidas é a nomeação de “forma muito urgente, imediata”, da Comissão Nacional de Cuidados Políticos, que “é o interlocutor” entre equipas, entre a sociedade, entre aquilo que são os profissionais e as estruturas da comunidade, e da sociedade de cuidados políticos e o governo.

“Precisamos que haja uma monitorização do que está a acontecer, que se conheça a realidade, que se perceba os problemas que as equipas vão enfrentar, e que se coloque em marcha aquilo que é a estratégia para resolver esses problemas, com financiamento próprio, com indicadores, com avaliação daquilo que é feito e com uma justificação para aquilo que não foi feito. e estratégias para ultrapassar essas dificuldades”, desenvolveu Catarina Pazes, sobre algo que “tem falhado ao longo dos anos”, são feitos planos estratégicos, “mas não há um financiamento ajustado”.

A Rede Nacional de Cuidados Paliativos, segundo a especialista, “é uma rede absolutamente funcional, transversal a todo o sistema”, existem equipas de suporte intra-hospitalares, nos serviços de internamento, e na comunidade, “que se deslocam a casa dos doentes, aos lares de idosos, unidades de cuidados continuados, etc”, e as unidades de cuidados paliativos dentro da rede nacional de cuidados continuados.

“Eu apelo a que continuemos a assinar esta petição, que nos ocupemos deste tema e o discutamos em casa e entre amigos, e nos vários contextos, e no nosso trabalho, etc. Porque a consciência que precisamos de um suporte e de uma resposta diferente quando estamos a passar por um momento difícil por causa de uma doença grave, que ameaça a vida, é importante na hora de exigir cuidados de saúde de qualidade; O apelo que deixo, é a sociedade estar mais consciente sobre isso e podermos ajudar uns aos outros a levar esta exigência a quem pode, de facto, mudar aquilo que está a acontecer.”

Fonte: Ecclesia

Dia de Portugal: Escolha dos Açores para as comemorações reconhece importância estratégica do arquipélago

Dia de Portugal: Escolha dos Açores para as comemorações reconhece importância estratégica do arquipélago

O presidente do Governo açoriano, José Manuel Bolieiro, considera que a escolha do arquipélago, para as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas representa o reconhecimento da sua “importância estratégica”, no contexto nacional e atlântico.

José Manuel Bolieiro recebeu o Presidente da República, António José Seguro, no Palácio dos Capitães Generais, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, numa audiência de apresentação de cumprimentos, que antecedeu o início do programa oficial das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Segundo uma nota de imprensa do executivo regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM, na audiência, José Manuel Bolieiro “saudou a escolha da região para acolher as comemorações de 2026, considerando que a decisão representa um reconhecimento da importância estratégica dos Açores no contexto nacional e atlântico”.

O líder do executivo também sublinhou que a região encara esta responsabilidade com “entusiasmo e sentido de missão”.

“Estamos de braços abertos para acolher uma celebração de sucesso”, afirmou, citado na nota.

Bolieiro destacou ainda a “posição geográfica singular” dos Açores e a sua “vocação de ligação entre continentes e culturas”.

“Os Açores são um território de paz, de cosmopolitismo e de ligação ao mundo”, referiu.

Na audiência também participou a representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Susana Goulart Costa.

De acordo com a nota, o Presidente da República, António José Seguro, assinou o Livro de Honra da Presidência do Governo dos Açores, “deixando registo da sua passagem pela região no âmbito das comemorações oficiais do 10 de Junho”.

Na ocasião, José Manuel Bolieiro ofereceu ao Presidente da República um livro, um quadro e um queijo de São Jorge, segundo fonte do Governo Regional.

Após a audiência, decorreu a cerimónia do hastear da Bandeira Nacional, no Pátio da Alfândega, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, que deu início às comemorações oficiais do Dia de Portugal na Região Autónoma dos Açores.

Esta quarta-feira, 10 de Junho, a cerimónia militar do Dia de Portugal terá lugar no Cerrado do Bailão, também em Angra do Heroísmo, com discursos do Presidente da República e do presidente das comemorações, Miguel Monjardino, especialista em relações internacionais.

António José Seguro escolheu o professor universitário açoriano Miguel Monjardino, nascido em Angra do Heroísmo, para presidir às comemorações do 10 de Junho deste ano, as primeiras do seu mandato presidencial.

A seguir à cerimónia militar do 10 de Junho, o programa do chefe de Estado inclui um almoço com a população, no Pavilhão Multiusos do Porto Judeu, e a cerimónia do arriar da bandeira nacional.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Miranda do Douro: Festa da Amizade volta a reunir idosos do concelho

Miranda do Douro: Festa da Amizade volta a reunir idosos do concelho

No feriado de 10 de junho, o Santuário de Nossa Senhora do Naso, na Póvoa, volta a acolher mais uma edição da Festa da Amizade – Encontro de Idosos Mirandeses, um encontro anual que reúne mais de um milhar de pessoas, vindas das várias localidades do concelho de Miranda do Douro.

A Festa da Amizade – Encontro de Idosos Mirandeses é organizada pelo município de de Miranda do Douro e tem como finalidade proporcionar às pessoas idosas um dia diferente, marcado pelo convívio.

“Este encontro é um importante momento de promoção do envelhecimento ativo e de combate ao isolamento social, fortalecendo os laços de amizade e proximidade entre a população sénior”, justifica o município.

No Santuário do Naso, aos participantes na Festa da Amizade é oferecido um programa diversificado, que se inicia com a celebração da eucaristia, às 11h00.

“Segue-se o almoço às 13h00 e durante a tarde há animação musical, baile, jogos tradicionais e diversas atividades de convívio, num ambiente de alegria e confraternização”, indica a organização.

Durante a tarde, a animação musical conta com a participação do Coro da Universidade Sénior, da Banda Filarmónica Mirandesa e do baile animado pelo grupo DM Music.

Programa 

11h00 – Missa

13h00 – Almoço

14h30 – Coro da Universidade Sénior – Associação Filarmónica Mirandesa

15h00 – Festa Convívio com DM Music

Fonte: MMD

Miranda do Douro: Semana Internacional de Arquivos de 8 a 12 de junho

Miranda do Douro: Semana Internacional de Arquivos de 8 a 12 de junho

No âmbito da Semana Internacional dos Arquivos, que decorre entre 8 e 12 de junho, o município de Miranda Douro promove no serão desta terça-feira, 9 de junho, à apresentação do trabalho de investigação desenvolvido no Arquivo Municipal de Miranda do Douro, pelos investigadores Anabela Leal de Barros e António Bárbolo Alves, sobre a série documental “Testamentos”.

Este ano, a Semana Internacional dos Arquivos tem como tema “Arquivos para a Justiça: direitos, memória e futuros”, um título que reflete o reconhecimento de que os arquivos são pilares fundamentais para a democracia, a defesa de direitos e a reparação histórica através da memória.

No site institucional, o Município de Miranda do Douro informa que decidiu associar-se à celebração do Dia Internacional dos Arquivos (9 de junho), mostrando, de forma prática, como os documentos do passado constroem os direitos e o futuro da nossa comunidade.

“É precisamente neste cruzamento entre justiça histórica e memória coletiva que se insere a documentação senhorial e social da nossa região”, pode ler-se.

Na cidade de Miranda do Douro, o Dia Internacional dos Arquivos é assinalado a 9 de junho, às 21h00, no Arquivo Municipal, com a apresentação do trabalho de investigação realizado pelos investigadores Anabela Leal de Barros e António Bárbolo Alves.

“O estudo incide sobre a série documental Testamentos – um acervo profundamente ligado ao tema deste ano, onde as vontades individuais se tornaram direitos salvaguardados e onde a memória da Terra de Miranda ficou perpetuada para o futuro”, informa o município.

Em todo o mundo, a Semana Internacional dos Arquivos proporciona a realização de atividades destinadas a difundir o papel crucial dos arquivos na sociedade e a incentivar a utilização do património documental neles conservado.

O Dia Internacional dos Arquivos, a 9 de junho, é celebrado desde 1948, fruto da inciativa do Conselho Internacional de Arquivos (CIA) — uma organização internacional não governamental integrada na UNESCO, que promove a gestão eficiente de documentos, bem como a preservação do património arquivístico da humanidade.

HA

Dia de Portugal: Igreja convida a «vencer o medo juntos» e à defesa da vida

Dia de Portugal: Igreja convida a «vencer o medo juntos» e à defesa da vida

O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, da Igreja Católica em Portugal, o bispo, D. Pedro Fernandes, publicou uma mensagem para a comemoração do 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, convidando o país a  “vencer o medo juntos” e à defesa da vida.

“O Portugal de sempre será o Portugal de amanhã se souber velar pela própria verdade, na defesa da vida toda e de todas as vidas. E que fique claro: a incontestável matriz cristã da identidade portuguesa impele-nos ao diálogo, que também é inter-religioso e intercultural; inspira-nos fraternidade e valorização da liberdade; convoca-nos à corresponsabilidade e à inclusão”, escreve D. Pedro Fernandes, na mensagem para o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 2026.

Entre “a gratidão e o compromisso”, o responsável católico elogia o “plural povo português, que se celebra a 10 de junho” e deseja que “seja permitido vencer o medo juntos, não divididos”, na procura de paz e no diálogo, “não nos discursos de ódio”, e “num sério ‘cumprimento’ de Portugal regido pela busca do “bem comum”.

A todos os nossos irmãos cristãos e a todos os outros nossos concidadãos, portugueses ou não, desejo, unido a Cristo, que Portugal se cumpra em nós e entre nós, como um lugar de paz e de justiça para todos.”

D. Pedro Fernandes, bispo de Portalegre-Castelo Branco, assinala que as identidades nacionais têm algo de perene, “em que a continuidade se deve assegurar”, e de dinâmico, que “contraria compreensões imobilistas, rígidas”.

“Sabemos o quanto a identidade nacional e a cultura de um povo se vão construindo e entretecendo ao longo de séculos, acolhendo diferentes inspirações e conjugando diferentes origens, nem sempre lineares. Somos o que somos graças a um longo caminho, feito de memória e criatividade”, sustentou.

Para o presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, a memória é importante quanto ao legado recebido, enquanto a criatividade, “indissociável da memória, é igualmente decisiva”.

“As nossas trajetórias históricas foram um processo criativo, em que nos soubemos reinventar, recolhendo com gratidão o dom e reinvestindo-o em novos desafios. Entre a gratidão e a construção, eis onde nos podemos ir descobrindo e afirmando”, acrescentou.

No âmbito do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o responsável católico também refere-se ao contexto global contemporâneo que “é marcado pela incerteza e por uma mudança nem sempre reconfortante”:

“Espreita-nos o medo e a tentação de nos recurvarmos sobre nós, temorosos do que aí venha e do que os outros nos tragam”.

Segundo D. Pedro Fernandes, a história, “e também a fé cristã” que o anima, dizem que “é no diálogo e no acolhimento” que se encontra a estabilidade “e as condições para evoluir”, e destaca que o Papa Leão XIV na sua primeira encíclica ‘Magnifica Humanitas’ (Magnifica Humanidade), apresenta “duas imagens sugestivas”, da Torre da Babel, “feita de identidades fechadas e autoritárias”, e da reconstrução da Cidade Santa, que, “ao tempo de Neemias, se empreendeu num esforço comunitário de envolver todos”.

É este modelo de hospitalidade que também anunciamos aos nossos concidadãos que não são cristãos. Se vivemos em experiência de emigração, sabemos o quanto custa a discriminação e a violência do preconceito, mas também o quanto é reconfortante a porta aberta, a inclusão e a permissão para caminhar juntos, aprender e, de algum modo, nos tornarmos um, com os povos que nos acolhem. Essa experiência é inestimável para vencer as tentações populistas que nos dividem e impedem de caminhar como um povo.”

Na mensagem para o 10 de junho, D. Pedro Fernandes salienta que o poeta português “tocou algo de essencial” do que se é enquanto povo que “sabe estar e sabe partir, que sabe fazer do encontro de povos e culturas uma fonte para se assumir”, e citou também Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, e Fernando Pessoa.

O programa comemorativo do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 2026 começou no Luxemburgo, com a visita do presidente da República, e outros responsáveis políticos à comunidade lusa e lusodescendentes no grão-ducado, e vai continuar nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira; António José Seguro designou a Ilha Terceira como sede das comemorações.

O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana começa a sua mensagem com “uma especial saudação” a todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, como aos cidadãos e cidadãs que “bebem da fonte da identidade nacional e da cultura portuguesa”.

Numa partilha “quase pessoal”, D. Pedro Fernandes recorda que também experimentou”a crise do contacto com a diferença”, como tantos “compatriotas vivendo no estrangeiro, ou concidadãos de outras nacionalidades, vivendo em Portugal”, e epxlica que foi aprendendo “a fazer as sínteses”, alcançadas a partir da hospitalidade que “foi proporcionada por outros e a partir do próprio acolhimento à novidade deles”.

“Tal experiência propicia um grande enriquecimento: é precisamente diante da diferença dos outros que se torna mais clara a própria identidade e, ao mesmo tempo, é este contacto que nos permite a abertura e a permeabilidade que nos faz crescer e aprender, entre continuidade com o que somos e hospitalidade àquilo em que nos vamos tornando”, acrescentou o bispo de Portalegre-Castelo Branco, religioso dos Missionários do Espírito Santo (Espiritanos).

A Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), tem quatro obras/secretariados: a Pastoral dos Ciganos, a Pastoral do Mar, a Pastoral do Turismo e a Obra Portuguesa das Migrações (OCPM).

Fonte: Ecclesia | Fotos: Em 2026, a Ilha Terceira e o Luxemburgo acolhem as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. (Fotos: Flickr)