Santulhão: Desfile e queima do Entrudo

Santulhão: Desfile e queima do Entrudo

O Festival do Entrudo, em Santulhão, culminou na terça-feira de carnaval, dia 17 de fevereiro, com o desfile, julgamento e a queima do Entrudo, atividades que registaram a participação de muitos figurantes e de público, numa tarde de tradição, convívio e diversão.

O casal Suzete Pires e Pedro Garcia, viajaram de Castelo Branco (Mogadouro) até Santulhão para conhecer o Festival do Entrudo. A viver e trabalhar em Lisboa, o casal opou por participar num carnaval mais tradicional, para recordar tempos da sua infância na aldeia.

“Antigamente, em Castelo Branco, queimava-se o Entrudo, à noite, o que tornava o ambiente bastante macabro e dava até medo. Com o passar dos anos, este carnaval ancestral foi-se perdendo e por essa razão decidimos vir a Santulhão conhecer o Festival do Entrudo”, disseram.

Entre o muito público que participou no desfile do Festival do Entrudo, em Santulhão, o presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, elogiou o trabalho realizado pela organização.

“Ao longo dos anos, a freguesia de Santulhão e o Grupo Recreativo e Associativo de Santulhão (GRAS) tem sabido tornar o Festival do Entrudo o mais original de todo o concelho de Vimioso. O público que visita Santulhão nesta altura do ano leva uma experiência memorável de tradição, convívio e diversão. Compete ao município de Vimioso apoiar e incentivar a preservação e divulgação deste evento ancestral que é o Festival do Entrudo, em Santulhão”, disse o presidente do município.

No final do evento, o presidente da Freguesia de Santulhão, Adrião Rodrigues, expressou enorme satisfação pela adesão de público ao evento. ao longo dos quatro dias de atividades.

“O Festival do Entrudo encerrou da melhor maneira nesta terça-feira de Carnaval, com a grande participação de figurantes e de público no desfile e julgamento do Entrudo. Ao longo dos quatro dias de atividades, destaco a afluência de caçadores para a montaria ao javali, o passeio pedestre e o tradicional jantar do butelo. De ano para ano, o Festival do Entrudo regista uma maior afluência de público, em especial com o regresso dos nossos (e)migrantes que vivem e trabalham noutras regiões do país e no estrangeiro”, disse o autarca local.

A designação de “entrudo”, vem do latim ‘introitus’ e significa dar entrada, começo, em relação a um novo tempo litúrgico, a Quaresma.

Questionado sobre se o Festival do Entrudo em Santulhão pode atingir a notoriedade de outros eventos, como o vizinho Entrudo Chocalheiro de Podence, Adrião Rodrigues respondeu que acima de tudo a pretensão local é conservar a originalidade desta tradição local.

“O nosso propósito para o Festival do Entrudo em Santulhão é manter a sua ancestral originalidade. Não nos preocupamos em contar o número de pessoas que nos visitam no decorrer do Festival do Entrudo. Acima de tudo, queremos preservar esta bonita tradição para a população e receber bem aqueles que nos visitam”, concluiu o autarca de Santulhão.

Anualmente, o Festival do Entrudo é uma iniciativa do Grupo Recreativo e Associativo de Santulhão (GRAS), que conta com os apoios do município de Vimioso, da Freguesia de Santulhão, da Reserva da Bioesfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, dos Café Caçador e Teixeira e do Ministério da Cultura.

HA

Igreja/Carnaval: Das máscara às cinzas

Igreja/Carnaval: Das máscaras às cinzas

O dia de carnaval que se celebra esta terça-feira, dia 17 de fevereiro, está relacionado com o início do tempo da Quaresma e o ritual da imposição das Cinzas, em datas determinadas pela Páscoa.

Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II contestaram fortemente o carnaval, mas no ano 590 a Igreja Católica aprova que se realizem festejos que consistiam em desfiles e espetáculos de caráter cómico.

No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.

Sobre a origem da palavra carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne) ou de “carne levamen” (supressão da carne) remetem para o início do período da Quaresma.

A própria designação de entrudo, ainda muito utilizada, vem do latim ‘introitus’ e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a um novo tempo litúrgico.

Perante práticas pré-cristãs, a Igreja Católica viria a promover alterações que permitissem ligar o período carnavalesco com a Quaresma.

A Quaresma é uma prática penitencial preparatória da Páscoa, com jejum, começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, por meio do jejum e da abstinência.

A maior festa cristã, que evoca a Ressurreição de Jesus, é celebrada no Domingo após a primeira lua cheia que se segue ao equinócio da primavera, no hemisfério norte.

Os católicos de todo o mundo começam na quarta-feira, 18 de fevereiro, a viver o tempo da Quaresma, com a celebração das Cinzas, que são impostas sobre a sua cabeça durante a Missa.

A Quarta-feira de Cinzas é, juntamente com a Sexta-feira Santa, um dos únicos dias de jejum e abstinência obrigatórios.

O jejum é a forma de penitência que consiste na privação de alimentos; a abstinência, por sua vez, consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre.

A sua concretização na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne, particularmente nas sextas-feiras da Quaresma, mas pode ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, com um caráter penitencial.

Nos primeiros séculos, apenas cumpriam o rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que queriam receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa.

A partir do século XI, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma.

A Quaresma é um período de 40 dias (não se contabilizam os domingos), marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do ‘Glória’ e do ‘Aleluia’ na celebração da Missa.

Fonte: Ecclesia | Vídeo e foto: HA

Sendim: Venda da cooperativa Ribadouro sem propostas de compra

Sendim: Venda da cooperativa Ribadouro sem propostas de compra

A aquisição do imóvel e terreno da Adega Cooperativa Ribadouro (ACR), situados na vila de Sendim, no concelho de Miranda do Douro, ficou deserta, dada a ausência de qualquer proposta enviada por carta.

Segundo fonte oficial do Tribunal de Bragança, “a entrega de propostas, que terminou na sexta-feira, dia 13 de fevereiro ficou sem interessados, seguindo agora o processo para negociação particular”.

A proposta base tinha sido fixada em 595 mil euros.

Em causa está a tentativa de vender o imóvel para fazer face a uma dívida da Adega Cooperativa Ribadouro à Caixa de Crédito Agrícola, no montante de cerca de 500 mil euros.

O porta-voz da ACR disse que agora “é deixar o processo seguir os trâmites legais”.

Os viticultores do planalto mirandês já apelaram às entidades bancárias credoras que ajudem a manter viva a ACR, por considerarem ser um ativo importante para o território.

“Existe uma dívida de cerca de 500 mil euros à Caixa de Crédito Agrícola e uma outra dívida de 200 mil euros ao Millennium BCP. Em três anos da nossa direção, conseguimos liquidar, neste período, cerca de 600 mil euros. O que é importante agora é atrair investidores para tomarem posse da ACR e que mantenham o mesmo fim: a recolha de uvas e produção de vinho”, explicitou a 26 de janeiro, o membro da direção da adega André Xavier.

Segundo o dirigente desta cooperativa, “em concordância com a Caixa de Crédito Agrícola, ficou decidido que o ideal seria liquidar a dívida através de penhora e tentar arranjar um investidor que mantenha o ramo de negócio”.

“Um dos objetivos de futuro é que um possível investidor, que esteja ligado ao setor vitivinícola, pegue no imóvel e os seus equipamentos para continuar a laborar. O importante, agora, é que quem comprar o imóvel, em hasta pública, compre também o seu recheio para a direção pagar aos restantes credores. O que está penhorado é o imóvel e o terreno. A cooperativa está pronta para receber uvas”, vincava.

Segundo a direção, a cooperativa Ribadouro nunca parou de laborar e quem a adquirir poderá fazer aqui uma espécie de “centro ponto de recolha de uvas e depósito de vinho, como acontece numa adega vizinha”.

“Independente de nos custar muito entregar isto a outras pessoas ou entidades, já que se trata de património dos associados, a cooperativa tem condições estruturais para continuar a laborar. Contudo, na última reunião de associados que houve todos os sócios concordaram que esta era a melhor opção”, disse.

A adega vinícola de Sendim tem atualmente meio milhar de associados, tendo sido criada em 1956 para servir os vitivinicultores dos três concelhos do planalto mirandês: Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso.

Em setembro de 2013, a adega cooperativa de Sendim lançou no mercado, os primeiros 10 mil litros de um vinho biológico, produzido nesta sub da região vinícola de Trás-os-Montes.

Em 2012 anunciava igualmente a exportação de 210 mil garrafas de vinho ‘Pauliteiros’ para o Nepal, tornando-se a primeira produtora de vinhos a exportar para aquele país.

A Adega Cooperativa Ribadouro comercializou vinho para vários países como a França, Alemanha, Angola, Brasil e Bielorrússia.

Fonte: Lusa

Algoso: Venderam-se os roscos na Festa do Ramo de São João

Algoso: Venderam-se os roscos na Festa do Ramo de São João

No Domingo Gordo, dia 15 de fevereiro, celebrou-se em Algoso, a Festa do Ramo de São João, com a eucaristia dominical, seguida da arrematação do ramo e as corridas da rosca, numa tarde de convívio e confraternização entre a comunidade local e os (e)migrantes.

A vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Cristina Miguel, salientou que esta festividade está muito enraízada na população de Algoso e acontece todos os anos no chamado Domingo Gordo, que antecede o Carnaval e a entrada no período da Quaresma.

“Antigamente, a par dos ramos e dos roscos também era tradição leiloar os pés e as orelhas dos porcos. Os roscos eram feitos comunitariamente em vários fornos da aldeia, com ingredientes doados pela população de Algoso e a receita continuar a ser um segredo bem guardado. O dinheiro angariado com a venda dos roscos e o leilão dos ramos destina-se à festa de São João Batista, no dia 24 de junho”, informou a autarca.

Em Algoso, esta festa combina a devoção religiosa com a gastronomia, dado que neste dia é usual comer-se o butelo com cascas. Outro destaque culinário da festa, em Algoso, é a confeção comunitária dos roscos. A mordoma da Festa do Ramo de São João, Carina Fereira, indicou que participaram neste trabalho comunitário cerca de 30 pessoas, maioritariamente mulheres.

“Os roscos são doces tradicionais feitos pelas mulheres da aldeia, tendo como ingredientes farinha, ovos, açúcar, manteiga, azeite, sumo de laranja e aguardente. Este ano confeccionámos roscos com 120 dúzias de ovos. Tal como acontece todos os anos, dado o gosto das pessoas por este doce tradicional, vendemos os roscos e os ramos rapidamente!”, disse.

Outro destaque, na festa do Ramos de São João, são as corridas da rosca, uma tradição divertida e peculiar em Algoso, que acrescenta uma vertente competitiva à festa.

“As roscas são roscos maiores para oferecer aos vencedores das corridas, nas várias categorias dos meninos, meninas, solteiros, solteiras, casados, casadas e até dos coxos”, gracejaram.

Todos os anos, a Festa do Ramo de São João, reforça o espírito comunitário entre a população residente em Algoso e os (e)migrantes que vivem e trabalham noutras localidades do país e do estrangeiro.

Com idêntico propósito de reforçar o espírito comunitário, o presidente da freguesia de Algoso, Lucas Brinço, informou que vão recuperar a tradição “Andar a Caminhos”, no dia de Entrudo, 17 de fevereiro.

“Em Algoso, este trabalho comunitário de arranjar os caminhos rurais na manhã do dia de Entrudo foi uma tradição que se perdeu há mais de 40 anos. Dado que é um trabalho que continua a ser necessário, como o cortar silvas, tapar buracos, concertar muros para facilitar o acesso às propriedades da população local decidimos recuperar esta antiga tradição”, informou.

No dia de Entrudo, no final da manhã de trabalho, os participantes na tradição “Andar a Caminhos” têm direito a um almoço-convívio.

HA

Miranda do Douro: Tabafeia e butelo com cascas destacaram-se no Festival de Sabores Mirandeses

Miranda do Douro: Tabafeia e butelo com cascas destacaram-se no Festival de Sabores Mirandeses

O Festival de Sabores Mirandeses voltou a atrair a vinda de milhares de pessoas à cidade de Miranda do Douro, no fim-de-semana de 13 a 15 de fevereiro, um certame onde o fumeiro foi um dos produtos mais procurados, com duas sessões de culinária dedicadas à tabafeia e ao butelo com cascas.

Na abertura do XXVII Festival de Sabores Mirandeses, o vice-presidente do Turismo Porto e Norte, José Cancela Moura, destacou a singularidade do concelho de Miranda do Dour e os produtos endógenos, o artesanato, as tradições e a gastronomia desta região.

“O Festival de Sabores Mirandeses é muito mais do que um evento gastronómico. Este certame é uma celebração da alma da Terra de Miranda, um território singular, onde encontramos gerações de homens e mulheres de caráter firme, resiliente e profundamente ligados à terra”, disse.

O responsável pelo turismo no norte do país, destacou a cultura tradicional da Terra de Miranda, onde sobressaem a língua mirandesa, a capa d’honras, as danças dos pauliteiros e as raças autóctones.

«Como escreveu Aquilino Ribeiro, em Miranda do Douro, “a tradição não é culto das cinzas, mas a preservação do fogo”. Aqui, as tradições não ficam presas ao passado, renovam-se e ganham uma nova vida a cada geração, transformando-se em valor cultural, social e económico”, acrescentou.

Referindo-se concretamente à afluência de turistas ao concelho de Miranda do Douro, Cancela Moura, indicou que em 2024, registaram-se 22 mil hóspedes.

“Este resultado é fruto de uma estratégia consistente e de um trabalho coletivo que envolve a autarquia, a comunidades intermunicipal, as associações do setor e sobretudo os agentes privados – empresários, produtores, artesãos e operadores turísticos – que com dedicação, coragem e visão constroem diariamente este território”, justificou.

A seu lado, a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, destacou a qualidade dos produtos locais e enfatizou que a gastronomia também é um importante legado cultural que traz retorno económico à região.

“Nesta época fria do ano, alguns dos produtos mais procurados são as peças de fumeiro. Entre estas, está a tabafeia (a alheira, em mirandês). No mesmo âmbito, verificámos que a tradição familiar de confeccionar as tabafeias ou alheiras desperta o interesse do público vindo de outras regiões e por isso organizámos duas sessões culinárias, no decorrer do Festival de Sabores Mirandeses. Para nós, é um motivo de grande satisfação que Miranda do Douro também seja reconhecida através da nossa gastronomia, com o fumeiro, à posta à mirandesa, o cordeiro mirandês e a bola-doce”, disse a autarca de Miranda do Douro.

De visita a Miranda do Douro, o Chefe Marco Gomes, presenteou o público com uma sessão de culinária dedicada à confecção da tabafeia. O conceituado cozinheiro afirmou que a gastronomia é uma riqueza de cada região, que importa preservar e valorizar.

“Miranda do Douro é uma das regiões de Portugal que se destaca pela existência de produtos de excelência e pratos gastronómicos sobejamente conhecidos, como são a carne mirandesa, o cordeiro mirandês e o fumeiro proveniente do porco bísaro. Estes produtos e os pratos gastronómicos que lhe estão associados motivam muitas pessoas a visitar esta região”, disse o cozinheiro.

Cândida Camarinha veio de Vila Nova de Gaia passar o fim-de-semana a Miranda do Douro. Integrada num grupo de 14 amigos caminheiros, a visitante expressou satisfação pelo acolhimento e as condições encontradas na região.

“É a primeira vez que venho a Miranda do Douro e estou muito bem impressionada com a cidade e a beleza natural envolvente, o que torna esta região muito apetecível para a realização de atividades na natureza, como são as caminhadas. Por coincidência, esta nossa estadia em Miranda do Douro aconteceu no Festival de Sabores Mirandeses, onde tive oportunidade de provar alguns dos produtos locais, como o queijo, o fumeiro e os doces tradicionais”, disse.

De visita ao Festival de Sabores Mirandeses, o espanhol, Francisco Fernandez, veio de Salamanca, acompanhado da família para passear, almoçar na cidade e adquirir alguns produtos no certame.

“Percorremos 80 quilómetros para passar o dia nesta bonita cidade fronteiriça de Miranda do Douro. Aproveitamos o dia de sol, para passear, visitar o festival de Sabores Mirandeses, onde comprámos alguns produtos locais como o queijo e bola-doce mirandesa. Ao almoço vamos comer o delicioso bacalhau português”, disse.

O Festival de Sabores Mirandeses é um evento anual organizado pelo município de Miranda do Douro, com o objetivo de dinamizar a economia do concelho e da região. Para reforçar a identidade cultural da Terra de Miranda, o certame contou com participação das marcas identitárias da região, como são a língua e cultura mirandesa, as raças autóctones, a música dos gaiteiros e danças dos pauliteiros.

HA







Finanças: Prazos para entrega do IRS 2026

Finanças: Prazos para entrega do IRS 2026

Para efeitos da entrega do Imposto sobre o Rendimento Singular (IRS), termina esta segunda-feira, dia 16 de fevereiro, o prazo para os contribuintes comunicarem a duração ou a cessação de contratos de arrendamento de longa duração e decorre até 2 março, o registo e a validação das despesas no portal e-fatura.

Para a entrega da declaração de IRS relativo aos rendimentos obtidos em 2025, as datas a ter em atenção são as seguintes:

16 de fevereiro

Até esta segunda-feira, dia 16 de fevereiro, os contribuintes devem comunicar a duração ou a cessação de contratos de arrendamento de longa duração. Esta comunicação permite obter benefícios fiscais..

2 de março

Este ano, os contribuintes têm até ao dia 2 de março para confirmar qualquer alteração no agregado familiar que tenha ocorrido em 2025. Isto aplica-se a nascimentos, casamentos, óbitos, divórcios ou mudança de residência. Deve, ainda, comunicar a partilha de despesas de dependentes em guarda conjunta.

Até 2 de março, decorre o prazo para validação das despesas no portal e-Fatura. Pode fazer login com o seu número de contribuinte (NIF) e senha de acesso ou com a chave móvel digital. As faturas pendentes têm de ser validadas uma a uma. Deve repetir o processo para cada membro do agregado familiar, incluindo as crianças.

Esta é ainda uma data a ter em conta se tiver uma casa arrendada. Deve comunicar as rendas que recebeu dos inquilinos ao longo do ano 2025, usando a declaração Modelo 44.

Deve ainda comunicar as despesas de educação de estudantes que integrem o agregado familiar pela frequência em estabelecimentos de ensino situados num território do interior ou região autónoma.

Entre 16 e 31 de março

Entre 16 e 31 de março, deve consultar no e-Fatura os montantes apurados para dedução no IRS, nomeadamente das despesas realizadas em serviços de saúde e de educação, e das despesas com a habitação (rendas e juros) e com lares de idosos.

Caso verifique alguma omissão ou inexatidão, pode reclamar as despesas gerais e as faturas neste prazo.

31 de março

Até 31 de março, comunique a entidade à qual pretende consignar o IRS ou IVA, ou ambos. É possível doar 1% do imposto que teria de entregar ao Estado a entidades de natureza e interesse cultural, juvenil ou desportivo.

Entre 1 de abril e 30 de junho

A entrega da declaração de IRS referente aos rendimentos de 2025 começa a 1 de abril e termina a 30 de junho, e deve ser feita obrigatoriamente pela internet.

A DECO PROteste conta ainda com um simulador que permite preparar a entrega da declaração de forma otimizada, sugerindo a opção mais vantajosa para a declaração dos rendimentos entre as várias opções, permitindo ao contribuinte obter um maior reembolso, se for caso disso, ou pagar menos imposto.

Alguns contribuintes podem submeter o IRS automático. É o caso dos contribuintes com rendimentos de trabalho dependente ou os pensionistas.

Depois de entregar a declaração de IRS, pode consultar o estado da declaração no portal das Finanças. É importante que faça esta consulta porque podem existir erros para corrigir, o que pode atrasar um eventual reembolso. Se a declaração for considerada “Certa” e tiver direito a reembolso, a Autoridade Tributária tem até 31 de agosto para devolver o IRS.

Fonte: DECO PROteste






Mogadouro: Campanha de esterilização de animais de companhia

Mogadouro: Campanha de esterilização de animais de companhia

O município de Mogadouro está a promover uma campanha para apoiar os munícipes a esterilizarem os seus animais de companhia, com o objetivo de promover o bem-estar animal e a saúde pública.

“Esta iniciativa reforça o compromisso do município de Mogadouro, com a defesa do meio ambiente, a promoção da saúde pública e o bem-estar animal no concelho”, indica esta autarquia do distrito de Bragança.

Segundo a mesma entidade, a campanha visa sensibilizar a população para a importância da esterilização, contribuindo para a redução do abandono de ninhadas indesejadas e do número de animais errantes.

Para se candidatarem a este apoio, os munícipes com residência no concelho de Mogadouro detentores de animais de companhia devem consultar as normas vigentes e formulário de candidatura disponíveis na página oficial deste município na internet.

Fonte: Lusa

Meteorologia: Chuva até 19 de fevereiro

Meteorologia: Chuva até 19 de fevereiro

A chuva vai continuar a cair nas regiões norte e centro de Portugal, até quinta, dia 19 de fevereiro e no fim-de-semana está previsto o regresso do sol, avança o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Esta segunda-feira, dia 16 de fevereiro, no distrito de Bragança, há previsão de precipitação ao longo do dia e as temperaturas vão oscilar entre os 8 graus celsius de temperatura mínima e os 12º de temperatura máxima.

Na terça, quarta e quinta-feiras está prevista a diminuição da pluviosidade, ainda que com céu nublado e possibilidade de abertas ao longo dos dias.

De sexta-feira a Domingo, o IPMA prevê o regresso do sol, com temperaturas a variar entre os -1 (mínima) e os 17 graus célsius (máxima).

Fonte: IPMA

Jesus vai mais além

VI Domingo do Tempo Comum – Ano A

Jesus vai mais além

Sir 15, 16-21 / Slm 118 (119), 1-2.4-5. 17-18.33-34 / 1 Cor 2, 6-10 / Mt 5, 17-37 ou 5, 20-22a.27-28.33-34a.37

São Mateus trata da relação de Jesus (a nova Lei) com o Antigo Testamento (a antiga Lei): primeiro, faz uma exposição geral; depois, aplica a matérias específicas.

Com efeito, Jesus afirma que Ele – e, portanto, o Novo Testamento – não está em contradição com o Antigo Testamento. Quer dizer que o Antigo Testamento não é banido, mas assumido. É assumido com os olhos do Novo Testamento. É, portanto, interpretado numa perspetiva mais ampla, mais exigente, mais profunda.

Jesus clarifica: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar». E adverte: «Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus».

A seguir, Jesus aplica isto a matérias específicas. Começa sempre com a fórmula: «Foi dito aos antigos… Eu, porém, digo-vos…». Ou seja: primeiro, refere um mandamento ou um procedimento do Antigo Testamento; depois, transporta a matéria para uma perspetiva mais ampla. Assim, Jesus refere o mandamento «não matarás» (Ex 20, 13). Mas não se limita ao homicídio. Fala também da ira, do menosprezo e da maledicência. Jesus refere o mandamento «não cometerás adultério» (Ex 20, 14). Mas fala também do adultério cometido já no coração. Jesus alude ao direito de o marido repudiar a sua mulher (Deut 24, 1). Mas pede aqui cautela, numa linha de maior reciprocidade na responsabilidade. Jesus alude à obrigação de não faltar ao cumprimento dos juramentos (Lev 19, 12; Num 30, 3). Mas exorta a que não se jure de modo algum, tendo em mente a honestidade que não precisa de jurar.

Este ampliar da reflexão, que Jesus nos pede, deve-se ao facto de Ele focar não tanto o cumprimento exterior do que está mandado, mas a atitude interior que lhe deve estar subjacente. Jesus centra-se, antes de mais, não no objeto da Lei, mas no sujeito chamado a cumprir a Lei. Expande uma observação que vem já no Livro do Ben-Sirá: «se quiseres, guardarás os mandamentos: ser fiel depende da tua vontade». No fundo, é procurar ver o cumprimento da Lei com a dimensão que Deus lhe dá. Como diz São Paulo: «nós falamos (…) de uma sabedoria que não é deste mundo, (…), falamos da sabedoria de Deus» (1.ª Coríntios).

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Miranda do Douro: Fim-de-semana gastronómico “Butelo com cascas”

Miranda do Douro: Fim-de-semana gastronómico “Butelo com cascas”

Neste fim-de-semana de 13 a 15 de fevereiro, os restaurantes e casas de turismo rural do concelho de Miranda do Douro apresentam ao público o cozido de “Butelo com cascas”, uma iniciativa gastronómica e turística que decorre, em simultâneo, com o Festival de Sabores Mirandeses.

O Fim-de-semana Gastronómico é uma iniciativa conjunta do Turismo Porto e Norte de Portugal e do Município de Miranda do Douro e tem como objetivo convidar o público a descobrir a região da Terra de Miranda, através da gastronomia.

Durante o inverno e por ocasião do fabrico do fumeiro, o butelo cozido com as cascas, é um prato muito apreciado na região do nordeste transmontano. O butelo é um enchido feito com pequenos ossos de carne do espinhaço e costela de porco. O butelo é cozido com feijão seco com casca, sendo que antes o feijão é demolhado durante várias horas.

No concelho de Miranda do Douro, aderiram à iniciativa “Este fim-de-semana é para sair da casca”, 13 restaurantes e casas de turismo rural.

A iniciativa pretende valorizar a gastronomia, dinamizar os restaurantes e empreendimentos turísticos, aproximando os visitantes da autenticidade de cada território.

“Cada prato conta uma história de tradição: produtos locais e receitas identitárias que preservam o sabor da região Norte. E, ao lado, numa perfeita simbiose, o vinho assume o seu lugar natural, revelando paisagens e castas que aprofundam a experiência gastronómica e tornam a refeição memorável”, pode ler-se.

No fim-de-semana de 13, 14 e 15 de fevereiro, a cidade de Miranda do Douro é também o palco do XXVII Festival de Sabores Mirandeses. Trata-se de um certame anual de gastronomia e artesanato, que nesta edição tem como destaques as sessões de culinária dedicadas à tabafeia e ao caldo de cascas, as montarias ao javali e os concertos musicais dos Zingarus, Atoa e Cláudia Martins & Minhotos Marotos.

HA