Bragança-Miranda: Programa «Retrouvaille» chega a Portugal para apoiar casais
Pela primeira vez, em Portugal, o programa «Retrouvaille» realiza de fim-de-semana de 6 a 8 de março, um encontro para casais em dificuldade, que terá lugar na Diocese de Bragança-Miranda.
«Retrouvaille» significa “reencontro” e é um serviço oferecido por casais católicos e sacerdotes a casais em dificuldade, que desejam melhorar a sua relação conjugal.
Com origem no Canadá e quase 50 anos de existência, trata-se de um programa católico de intervenção familiar que oferece ferramentas concretas para redescobrir o amor no casamento.
A iniciativa destina-se “a casais que sofrem com o enfraquecimento da relação, que se sentem frios, solitários ou distantes, sem esperança, com dificuldade em dialogar ou comunicar, em crise, feridos ou desanimados, a ponderar a separação, já separados ou divorciados, e também a todos os que desejam fortalecer a sua relação conjugal”, sublinha a organização.
O encontro termina no Domingo, dia 8 de março, com a celebração da eucaristia, presidida por Dom Nuno Almeida, Bispo de Bragança-Miranda.
Sociedade: Gulbenkian lança concurso para projetos de integração de imigrantes
A fundação Calouste Gulbenkian lançou um concurso nacional para projetos de integração de imigrantes em Portugal, com uma dotação de 2,5 milhões de euros.
No total, o programa Gulbenkian Integração prevê uma verba de 2,5 milhões de euros para cerca de 25 projetos da sociedade civil, explicou à Lusa o coordenador do projeto, Pedro Calado.
“A iniciativa Gulbenkian e integração tem como objetivo apoiar projetos da sociedade civil que promovam a integração das pessoas imigrantes, que promovam o acesso a serviços como aqueles que permitem a aprendizagem da língua portuguesa, o apoio à inserção profissional ou acesso a cuidados de saúde ou de educação”.
É também objetivo dos promotores aumentar a “participação cívica e oportunidades de envolvimento com a comunidade de acolhimento em Portugal”, procurando juntar imigrantes e portugueses.
“Nós vamos no fundo desafiar a sociedade civil organizada, as organizações sem fins lucrativos, idealmente em parceria com os municípios, com empresas ou universidades” para criar “consórcios locais que identifiquem precisamente as necessidades que estão por suprir nas comunidades na escala local”, explicou o dirigente da Fundação,
“Acreditamos que essa energia criará aqui parcerias e redes que permitam, na escala mais próxima destas pessoas, reforçar oportunidades para a sua plena integração no nosso país”, acrescentou.
Antigo alto comissário para as Migrações, Pedro Calado olha para o crescimento do discurso anti-imigrantes em Portugal com preocupação, reconhecendo que o aumento substancial de estrangeiros contribuiu para a xenofobia.
“É preciso criar mecanismos que acomodem este fluxo muito significativo num curto espaço de tempo”, que trouxe “muitas dificuldades no processo de integração”, pelo que é necessário atingir um “equilíbrio ao nível das comunidades locais”.
“Em 2024, mais de 1,5 milhões de estrangeiros escolheram Portugal para se instalar, representando cerca de 14,5% da população residente, quase o dobro do verificado em 2021”, e, por isso, a imigração é “um desafio relevante, tornando-se premente reforçar a intervenção no âmbito da sua integração, em particular no que se prende com o acesso a direitos fundamentais, à habitação e ao emprego condignos, à aprendizagem da língua portuguesa e a oportunidades de participação cívica”, refere a organização, na nota explicativa do projeto.
A “iniciativa propõe-se apoiar, entre 2026 e 2027, projetos promovidos por organizações da sociedade civil dedicados à integração de pessoas imigrantes em Portugal, assegurando o seu envolvimento e visando um impacto transformador nas suas trajetórias de vida”, segundo a Fundação Calouste Gulbenkian.
O apoio destina-se a organizações da sociedade civil, em parcerias com outras entidades, e o objetivo é envolver “diretamente perto de 25.000 participantes, entre beneficiários diretos e indiretos”.
As ideias a concurso devem ser submetidas até 10 de abril e o programa prevê apoios com uma duração entre 12 e 18 meses a projetos que “deverão centrar-se em respostas que promovam o acesso a direitos fundamentais, à aprendizagem linguística e cívica, à inserção laboral e habitacional, ao acesso a educação, a cuidados de saúde, e ao desenvolvimento de competências pessoais e sociais”, refere a instituição.
Energia: Aumento do preço do petróleo não é boa notícia – Governo
O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, admitiu que o aumento do preço do petróleo “não é uma boa notícia” e assegurou que o executivo irá, se for necessário, tomar as medidas adequadas para que a economia funcione.
“É claro que o aumento do preço do petróleo não é uma boa notícia”, disse Manuel Castro Almeida, acrescentando que “Portugal hoje já resiste muito melhor ao aumento do preço do petróleo do que no passado.
À margem de uma reunião em Faro do Conselho Regional da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento (CCDR) do Algarve, o responsável governamental recordou que 70% da eletricidade consumida em Portugal tem origem em fontes renováveis e, portanto, é “menos dependente do petróleo, o que é uma vantagem competitiva para Portugal”.
Para Manuel Castro Almeida, o executivo “estará sempre atento e a obrigação do Governo é estar atento para tomar, em cada momento, medidas adequadas para garantir que a economia funcione, que as pessoas tenham condições de vida e que as finanças públicas possam estar equilibradas”.
Os preços do petróleo Brent aumentaram, após o ataque dos EUA e de Israel ao Irão e as suas repercussões no Médio Oriente.
A suspensão do trânsito no estreito de Ormuz – que separa o Irão, a norte, dos Emirados e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância – terá um impacto nos preços do petróleo, que poderão superar os 100 dólares por barril, mas os efeitos dependem da duração do encerramento e se o conflito se alastra, consideram analistas.
“Nós temos reservas importantes que eu espero que durem para lá do tempo que é anunciado e o tempo que vai durar esta guerra. Neste momento, não há nada para recear a esse respeito”, disse o ministro da Economia e da Coesão Territorial.
Castro Almeida afastou a possibilidade, neste momento, de haver uma revisão do orçamento provocada pelo impacto do mau tempo na economia e as consequências de um eventual aumento dos combustíveis.
“Neste momento é muito cedo para tomar uma posição sobre isso. Se for necessário será feito, se não for necessário não será feito. Neste momento não há indicadores que permitam tomar uma decisão agora, mas ela mais tarde será reavaliada e mais tarde veremos se é ou não é necessário”, disse.
A Comissão Europeia também já tinha garantido hoje não ter “preocupações imediatas” quanto à segurança do abastecimento energético à União Europeia (UE), apesar do impacto do conflito no Médio Oriente no estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
No Domingo, dia 8 de março, realiza-se o XXII Trilhos de Mogadouro, uma prova desportiva, nas modalidades de trail longo, trail curto, corridas de jovens e caminhada, um evento que está inserido na programação da Feira dos Produtos da Terra e do Artesanato Amendoeiras em Flor, que decorre na cidade de Mogadouro.
O coordenador de desporto do Município de Mogadouro, Duarte Pimentel, indicou que a prova desportiva vai decorrer em várias modalidades: trail longo de 21 quilómetros; trail curto de 11 quilómetros; as corridas de jovens, para escalões dos 9 aos 17 anos; e a caminhada pedestre, num percurso de 11 quilómetros.
“O local de partida e chegada das provas é o Parque de Feiras e Exposições de Mogadouro, onde está instalada a XXXIX Feira de Produtos da Terra e Artesanato. Em todas provas, esperamos 500 participantes”, adiantou o técnico desportivo.
O XXII TRILHOS DE MOGADOURO – AMENDOEIRAS EM FLOR é organizado pelo município de Mogadouro, em colaboração com a Associação de Atletismo de Bragança (AAB).
Questionado sobre a motivação e a grande afluência de público que participa regularmente nas caminhadas mensais, pelas várias freguesias do concelho, Duarte Pimentel, respondeu que tal se deve ao trabalho desenvolvido pelo município de Mogadouro.
“A grande adesão das pessoas às caminhadas mensais deve-se ao trabalho desenvolvido, ao longo dos anos, pelo gabinete de desporto do município de Mogadouro. É de salientar que o município dispõe de seis técnicos superiores de desporto e educação física, o que nos permite desenvolver várias atividades desportivas com a população, em todo o concelho de Mogadouro”, justificou.
Com o propósito de promover turisticamente o concelho, o município de Mogadouro aproveita a floração das amendoeiras, para organizar nos fins-de-semana de 7 e 8 de março e depois a 13, 14 e 15 de março, a XXXIX Feira Franca de Produtos da Terra e do Artesanato “Amendoeiras em Flor”.
O presidente do Município de Mogadouro, António Pimentel, referiu que este certame visa promover turisticamente o concelho (e a região) e simultaneamente dar a conhecer aos visitantes, as mais valias do concelho de Mogadouro.
“Nesta época do ano, as amendoeiras em flor continuam a ser um atrativo turístico de singular beleza no concelho de Mogadouro. Por isso, o município aproveita esta época do ano para presentear os turistas com um certame, onde podem adquirir alguns dos produtos da marca Origem Mogadouro, como são o azeite, os frutos secos, o vinho, o mel, os queijos, o pão, o fumeiro, a doçaria tradicional e o artesanato”, convidou o autarca mogadourense.
Questionado sobre a afluência de turistas a Mogadouro para ver as amendoeiras em flor, António Pimentel, referiu que as excursões turísticas do passado deram lugar à vinda de famílias e outros grupos, ao concelho.
“Com o passar dos anos e dada a maior facilidade de deslocações, o turismo nacional das excursões transformou-se num turismo mais familiar, ao longo de todo o ano”, respondeu.
Na perspectiva do autarca, a construção de um novo hotel na cidade de Mogadouro, poderá exponenciar o turismo no concelho, na época das amendoeiras em flor e noutras épocas do ano.
“A apresentação do projeto do novo hotel tem um prazo de seis meses e a execução da obra decorre ao longo de dois anos. Ou seja, o novo hotel deverá estar concluído em meados de 2028”, avançou o autarca mogadourense.
Nos dois fins-de-semana consecutivos de março, em que decorre a XXXIX Feira dos Produtos da Terra e do Artesanato Amendoeiras em Flor, a programação do evento inclui várias atividades como um trail e caminhada, passeio de carros antigos, concertos musicais, passeio motard e o Festival Cultural Douro Superior.
Na sexta-feira, 13 de março e no âmbito da feira, o município de Mogadouro comemora o primeiro aniversário de elevação a cidade. A efeméride é assinalada com um concerto musical, interpretado pela Banda Filarmónica da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro.
“Esta data de 13 de março acontece no decorrer da Feira das Amendoeiras em Flor e o município de Mogadouro pretende assinalar a relevância histórica da elevação de Mogadouro de vila e cidade. Este facto histórico aconteceu no passado dia 13 de março de 2025, quando a Assembleia da República aprovou, na generalidade e por unanimidade, a elevação de Mogadouro à categoria de cidade”, recordou António Pimentel.
No final do inverno e início de primavera, as amendoeiras em flor atraem milhares de turistas à região do rio Douro. Para acolher os turistas, os municípios durienses organizam eventos gastronómicos, culturais, desportivos e musicais.
Mogadouro: Construção do museu e inauguração do centro de arte
O Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos visitou a cidade de Mogadouro, no dia 27 de fevereiro, para o lançamento da construção do Museu do Território e a inauguração do Centro de Arte Manuel Barroco, dois projetos municipais que visam dinamizar a atividade cultural em Mogadouro.
A cerimónia iniciou-se no salão nobre da Câmara Municipal de Mogadouro, onde o presidente do Município, António Pimentel agradeceu a visita do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, para o lançamento da primeira pedra de construção do Museu do Território e para a inauguração do Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco.
“Hoje afirmamos, com convicção, que Mogadouro acredita na cultura como eixo estruturante do desenvolvimento. Acreditamos que investir em arte, no património e em conhecimento é investir na coesão do território”, sublinhou António Pimentel.
Seguiu-se depois o lançamento da primeira pedra do Museu do Território, na zona histórica da cidade de Mogadouro. O futuro museu está a ser construído junto ao castelo templário do século XII, implica um investimento de dois milhões de euros e deve estar concluído no início de 2028.
Na perspectiva do autarca mogadourense, a cidade de Mogadouro carecia de um museu para albergar todo o espólio arqueológico e histórico do concelho.
“O futuro museu vai ser construído num imóvel doado ao município por um particular, em 2002 e pretende revitalizar o centro histórico da cidade”, afirmou António Pimentel.
No mesmo dia, foi inaugurado no Largo Trindade Coelho, em Mogadouro, o Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco.
Este novo espaço cultural, alberga uma exposição permanente, do escultor, Manuel Barroco, que cedeu o seu espólio artístico ao concelho, de onde é natural.
Na inauguração, o secretário de Estado da Cultura, Alberto Campos destacou a cultura nos concelhos raianos como Mogadouro e referiu que “um território só ganha consistência quando conhece e divulga a sua história.”
“Os espaços culturais são lugares de pertença, onde as pessoas se reveem e portanto representam a identidade local”, acrescentou o governante.
No seu discurso, Alberto Santos sugeriu a inscrição do Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco, na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea, de modo a diversificar a programação, receber outras exposições e candidatar-se a financiamentos.
No final da cerimónia, o autarca de Mogadouro, António Pimentel, realçou que a construção do Museu do Território e a inauguração do Centro de Arte Manuel Barroco, resultam de iniciativas de cooperação público e privada, com a mesma missão de valorizar a memória e a cultura locais, para o desenvolvimento de Mogadouro.
Solidariedade: Cáritas Portuguesa celebra semana nacional com atenção à pobreza
De 1 a 8 de março, a Cáritas Portuguesa celebra a semana nacional com atenção às pessoas e famílias que vivem em situação de pobreza em Portugal e a organização católica pede um “novo impulso político e social para quebrar ciclos de exclusão”.
Num momento em que o país enfrenta “mais um desafio” resultante do impacto das recentes tempestades que atingiram o território português, a Cáritas Portuguesa recorda que a sua missão vai além d”as respostas de emergência”, o que reforça a importância de se assinalar a Semana Nacional Cáritas.
O destaque desta semana é o peditório nacional público que apela “à solidariedade dos portugueses, tanto na rua como em formato online, para reforçar a resposta da Cáritas junto das pessoas em situação de maior vulnerabilidade”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.
No dia 04 de março, pelas 10h00, vai ser apresentada a 3ª edição do relatório anual «Pobreza e Exclusão Social», no espaço Atmosfera M, em Lisboa
O relatório parte da análise das “estatísticas oficiais e, apesar de apontar uma evolução favorável em alguns indicadores”, lembra que “em algumas dimensões de exclusão mais profunda, assistimos mesmo a um retrocesso nos últimos anos, por exemplo no número de pessoas em situação de sem-abrigo, que mais do que duplicou entre 2019 e 2024”, refere o comunicado.
A Semana Nacional Cáritas antecede o Dia Nacional Cáritas, assinalado no 3.º domingo da Quaresma (8 de março.)
Com o mote “O Amor que Transforma”, a semana pretende dar visibilidade à ação da Cáritas no combate à pobreza e à exclusão social.
Ao longo destes dias, decorrem em todo o país ações de sensibilização, momentos de reflexão sobre a ação social e iniciativas de animação pastoral, envolvendo Cáritas Diocesanas, grupos paroquiais, voluntários e comunidades locais.
“O compromisso solidário de todos permite-nos manter uma ação continuada junto das pessoas e famílias em maior vulnerabilidade”, sublinha Rita Valadas, presidente da Cáritas Portuguesa.
Mensalmente são acompanhadas mais de 25 mil pessoas através da rede nacional de Cáritas Diocesanas e grupos paroquiais: a ajuda concretiza-se no apoio social, respostas sociais, projetos de inserção social e empregabilidade e integração de migrantes e refugiados. Num contexto marcado pela emergência, o aumento do custo de vida, o desemprego, os baixos rendimentos e as despesas com habitação e saúde continuam a ser os principais fatores de fragilidade das famílias em Portugal, reforçando a importância da ação da Cáritas e do envolvimento da sociedade no apoio a quem mais precisa.
Turismo: Participação da Igreja Católica na Feira de Lisboa
A Pastoral do Turismo (PTP) e o Secretariado Nacional dos Bens Culturais (SNBCI), da Conferência Episcopal Portuguesa, avaliaram a passagem pela Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), que encerrou a 1 de março, destacando a relevância da participação da Igreja no evento.
“Há que estar no meio. E isso é muito importante. Porque eu acho que, quanto mais nós estamos em comunhão com a sociedade neste tipo de iniciativas, mais a Igreja é vista como uma presença que tem ali o seu enquadramento. E não como algo quase que é estanque, separado daquilo que é a sociedade”, defendeu Fátima Eusébio, diretora do SNBCI.
A PTP e o SNBCI estiveram presentes na 36ª edição da BTL, que decorreu entre 25 de fevereiro e 1 de março, na Feria Internacional de Lisboa, no Parque das Nações.
Fátima Eusébio faz uma “avaliação francamente positiva” da participação dos dois organismos da CEP na feira de turismo, recordando que a primeira vez que ali estiveram foi há três anos.
“Todo o património que está aqui é património da Igreja Católica representado e por isso consideramos que a presença do Secretariado também vem reforçar, precisamente, esta identidade específica deste património”, referiu.
Por sua vez, o diretor da Pastoral do Turismo – Portugal (PTP), Padre Miguel Neto, disse que a “presença do turismo religioso [na BTL] é sempre positiva” e que é um investimento que a Conferência Episcopal faz e recebe ecos.
“A igreja está presente onde estão as pessoas, onde estão os agentes desta atividade turística e também para fazer a ponte, que é a nossa função, entre agentes turísticos, operadores turísticos, hotelaria, funcionários, guias e a igreja”, indicou.
Ao longo da feira de turismo, foram apresentadas várias iniciativas no espaço do turismo religioso, entre as quais a APP SUMVIA, o sítio online “Festas, romarias e Tradições Religiosas em Portugal”, bem como a revista Invenire, do Secretariado dos Bens Culturais da Igreja.
“Este ano quisemos dar-lhe [revista] maior visibilidade”, mencionou Fátima Eusébio, que explica que a publicação aborda a componente da investigação, que “é fundamental para se comunicar informação de qualidade”.
“Nós vemos que os próprios municípios elaboram muitas vezes roteiros e é bom que os conteúdos sejam conteúdos de qualidade e qualificados. E por isso a revista tem esse contributo”, salienta.
Além disso, assinala a diretora do SNBCI, “abrange também toda uma série de boas práticas” que “são muito orientadas para a preservação” do património.
“Uma igreja que está aberta para o turismo é uma igreja que deve estar minimamente preservada, qualificada para que possa receber o turista com dignidade. E acho que isso é algo que nós próprios igreja também temos que trabalhar”, realçou.
Finanças: Receita fiscal do Estado aumentou 2% em janeiro
O Estado português arrecadou 4.311,8 milhões de euros em receita fiscal em janeiro, um aumento de 2%, de acordo com a síntese de execução orçamental.
“Em janeiro de 2026, a receita fiscal acumulada do subsetor Estado totalizou 4.311,8 milhões de euros”, um acréscimo de 83,8 milhões de euros (+2%) face ao período homólogo, lê-se na síntese publicada pela Entidade Orçamental.
Este crescimento reflete a execução do IVA, atenuado pela quebra do IRC.
Segundo a EO, nos impostos diretos “registou-se uma quebra de 101,9 milhões de euros (-5,2%), em termos homólogos, refletindo uma diminuição da receita líquida tanto do IRC como do IRS, de 83 milhões de euros (-47,1%) e de 10,6 milhões de euros (-0,6%), respetivamente”.
A quebra no IRS deve-se principalmente ao “aumento significativo dos reembolsos no valor de 79,2 milhões de euros, face ao período homólogo, o qual se explica pela transferência antecipada da consignação de receita de IRS a favor de instituições solidárias, religiosas, culturais ou com fins ambientais, cujo limite duplicou face ao ano anterior”, sendo que a transferência foi antecipada.
Por outro lado, nos impostos indiretos verificou-se uma evolução positiva de 185,8 milhões de euros (+8,1%), face ao período homólogo, impulsionada pelo desempenho positivo da receita líquida do IVA (177,6 milhões de euros).
A EO deixa, ainda assim, a nota de que “se for considerado o efeito da prorrogação do pagamento de IVA (182,4 milhões de euros em janeiro de 2026, face a 153,5 milhões de euros em janeiro de 2025), a receita deste imposto aumentou em 206,5 milhões de euros”.
Gen 12, 1-4a / Slm 32 (33), 4-5. 18-19.20 e 22 / 2 Tim 1, 8b-10 / Mt 17, 1-9
Abraão é considerado como modelo da fé. O texto do Génesis mostra-nos, de maneira gráfica, o exercício da fé. Deus diz a Abraão: «Deixa… e vai…». E «Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado». “Deixar” e “ir” são duas ações que devem ser executadas já; e têm de ser assumidas a peito. É dito a Abraão que deixe a terra, a família e a casa de seu pai; que deixe tudo a que esteja física e afetivamente ligado; que deixe a sua vida tal como está montada. E é-lhe dito que vá para a terra que lhe for indicada: uma terra que não sabe de antemão qual é.
Abraão responde a Deus com prontidão. Responde assente numa única base: a promessa de Deus. Promessa que se realizará só no futuro. Aí, então, haverá clarificação: Abraão verá, com os seus olhos, o sítio para onde Deus o mandou ir. E haverá recompensa: «Farei de ti uma grande nação». Existe, então, uma sequência: primeiro, a palavra pronunciada por Deus (ordem e promessa); depois, a execução da parte de Abraão; por fim, a perceção do sentido daquilo que Deus mandou fazer.
A fé é, assim, um exercício exigente. Requer inteira confiança no Deus que nos interpela; confiança de quem se vê pequeno. Mas Deus quer que conheçamos a sua robustez. Quer que saibamos que, entregando-nos a Ele, estamos bem entregues.
Daí o episódio da transfiguração (São Mateus): é manifestado o esplendor de Jesus aos discípulos. Tanto que um deles diz: «Senhor, como é bom estarmos aqui!».
Mas Deus faz saber que esse momento não é a vida toda. Os discípulos têm de descer do monte. São atirados para as lutas que o caminho da fé contém. Ouvem Jesus aludir à sua Paixão: «até o Filho do homem ressuscitar dos mortos». São chamados ao caminho árduo da fé, ao mesmo tempo que ficam conhecedores daquele que os chama. É o que São Paulo dá a entender a Timóteo: «Sofre comigo pelo Evangelho, apoiado na força de Deus».