Vimioso: “Investir no Futuro” para fixar a população

Vimioso: “Investir no Futuro” para fixar a população

Em Vimioso, a iniciativa “Investir no Futuro”, organizada a 22 de julho, pela Corane e pelo município de Vimioso, reuniu dezenas de pessoas interessadas em saber mais sobre o empreendedorismo e as medidas de apoio ao desenvolvimento de negócios e à criação de emprego, duas áreas consideradas fundamentais para a fixação de pessoas no concelho.

Luísa Pires, da CoraNE – Associação de Desenvolvimento dos Concelhos da Raia Nordestina, informou que a iniciativa “Investir no Futuro” foi promovida no âmbito do Contrato Local de Desemvolvimento Social (CLDS) 5G Vimis.

“O objetivo desta iniciativa foi reunir as pessoas do concelho de Vimioso, que estão em situação de desemprego e outros interessados, em saber mais sobre empreendedorismo e sobre os atuais apoios e medidas para a criação de emprego. Para acompanhar os interesados num desenvolvimento de uma ideia de negócio, estão abertas as candidaturas até 24 de julho, à Incubadora de Inovação Social Nordeste IN”, informou Luísa Pires.

Com idêntico propósito, o município de Vimioso informou que a 3INT – Incubadora para Inovação do Interior e Negócios Transfronteiriços também presta apoia no desenvolvimento de ideias de negócio e destacou a medida StartUp Voucher.

“Os jovens com idade entre os 18 e os 35 anos, que pretendam desenvolver um projeto empresarial, podem candidatar-se ao StartUp Voucher. Ao longo de 12 meses, para além de uma bolsa mensal no valor de 900€, os jovens são apoiados por mentores no desenvolvimento da ideia de negócio, com o apoio técnico da incubadora 3INT e ainda a prémios de avaliação intercalar e de concretização”, indicou o município de Vimioso.

Ao longo da sessão de informação, o público presente no auditório do pavilhão multiusos, em Vimioso teve a oportunidade de saber mais sobre assuntos como: empreendedorismo, medidas de apoio/incentivos, gestão do orçamento familiar, formação e qualificação e obtenção da Carta de Artesão/Artesã.

Para os empresários e as entidades de economia social, ao final da tarde realizou-se uma sessão de esclarecimento sobre as candidaturas ao “Apoio à Criação de Emprego e Microempreendedorismo”, que estão a decorrer até 30 de setembro. Este apoio pretende incentivar a criação de emprego, financiando novos postos de trabalho em micro e pequenas empresas em fase de expansão e em entidades da economia social (IPSS’s), desde que os contratos sejam sem termo e a tempo inteiro.

Em Vimioso, a iniciativa “Investir no Futuro” contou com a participação da Corane, através do projeto CLDS 5G Vimis e do Município de Vimioso, através da 3INT – Incubadora para Inovação do Interior e Negócios Transfronteiriços.

HA



Duas Igrejas: Ataque de lobos matou 46 ovelhas

Duas Igrejas: Ataque de lobos matou 46 ovelhas

Numa exploração agropecuária, em Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro, ocorreu um alegado ataque de lobos que matou 46 ovelhas e feriu outras 12, segundo o criador José Carvalho.

O ataque aconteceu na madrugada de 20 de julho, numa propriedade na aldeia de Duas Igrejas e o criador prevê um prejuízos superior a 15 mil euros, com os animais mortos e feridos.

«Durante um ano vou ter de repor o efetivo e isso custa muito dinheiro», disse.

Segundo os registos dos últimos três anos, no planalto mirandês, este é o ataque de lobos que provocou o maior prejuízo.

«Tinha 62 ovelhas na propriedade que fica próxima do Itinerário Complementar (IC-5) e quando cheguei a propriedade estavam, a maioria dos animais estavam mortos ou feridas» explicou.

Segundo o produtor, o ataque foi comunicado ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), para averiguações e uma eventual indemnização.

No final de outubro de 2025, os pastores do planalto mirandês queixam-se que os ataques de lobos ocorridos desde o início desse ano eram «uma calamidade.

Segundo o ICNF, o lobo-ibérico possui em Portugal o estatuto «em perigo», que lhe confere o Estatuto de Espécie Protegida.

Existem diversas medidas de proteção da espécie, entre as quais se destacam as indemnizações por danos causados pelo lobo-ibérico, e ainda vários projetos que apoiam os criadores de gado e incentivam medidas de proteção, como o uso de cães de gado de raças autóctones.

No início de dezembro de 2025, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, anunciou que o Governo iria duplicar o valor das indemnizações pagas no caso de ataque de lobos, com retroativos desde início do ano, no âmbito do Programa Alcateia.

Maria da Graça Carvalho acrescentou ainda que «uma vez que estes valores não eram atualizados desde 2017, a revisão agora efetuada traduz um aumento justo para os produtores de gado, porque passará a considerar a espécie pecuária atacada e o seu custo no mercado», disse.

Assim, para indemnizações por perda de caprinos há um aumento global de 227%; para os equídeos o aumento é de 160%, para os ovinos de 130%, e para os bovinos de 97%.

PREJUÍZOS ATRIBUÍDOS AO LOBO

Os prejuízos sobre efetivos pecuários atribuídos ao lobo são indemnizados pelo Estado Português desde a entrada em vigor da Lei n.º 90/88, de 13 de agosto - Lei de Proteção ao Lobo-ibérico.

Nesta revisão das normas aplicáveis alterou-se a abordagem que se faz ao direito à indemnização. Este modelo pretende potenciar a corresponsabilização dos proprietários de gado pela proteção do mesmo, sem pôr em causa a obrigação do Estado, de indemnizar, como compensação do risco que aqueles proprietários correm pela atividade que exercem, em áreas de presença de lobo. Institui-se um mecanismo de pagamento de indemnização que supõe o pagamento de um número limitado de prejuízos em cada ano civil, bem como uma redução do valor a pagar relativamente ao dano efetivo, à medida que aumenta o número de ocorrências.

É fixada a lista de animais passíveis de indemnização e clarificados os conceitos relativos aos requisitos de proteção a observar para que possa ser reconhecido o direito à indemnização, a título de exemplo a tipologia do cão de proteção de gado.

Outra alteração significativa prende-se com a transferência do pagamento das indemnizações do ICNF, para o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, de forma a aumentar a eficácia administrativa, proporcionado ainda uma maior acessibilidade no acompanhamento do processo por parte dos interessados.

Espera-se com este conjunto de medidas potenciar a coexistência da atividade pecuária com a presença de lobo.

De forma a melhor esclarecer sobre a implementação destas medidas, é disponibilizado um folheto informativo destinado aos criadores de gado em área de lobo.

Fonte: ICNF

Fonte: Lusa | Fotos: HA

Mogadouro: Nordeste Vivo critica prazo da consulta pública sobre a nova central fotovoltaica

Mogadouro: Nordeste Vivo critica prazo da consulta pública sobre a nova central fotovoltaica

A Plataforma Nordeste Vivo (PNV) considera “demasiado curto” o prazo da consulta pública sobre a nova Central Solar Fotovoltaica de Cereiro (Travanca), no concelho de Mogadouro, por ser um documento de “complexidade técnica e científica”.

Para a plataforma cívica, o prazo de 20 dias é demasiado curto para se analisar um documento desta complexidade técnica e científica para um território onde os fatores ambientais e agrícolas estão em causa e são as mais-valias das populações.

Por outro lado, a PNV estranha a sobreposição destes projetos fotovoltaicos com outros já em curso que estão em áreas em que a elétrica francesa Engie é promotora.

“Estanhamos o facto de estes projetos fotovoltaicos sugerirem sobreposição com outros já em fase de auscultação pública e com nomes e áreas diferentes”, disse José Jambas, membro da PNV.

A plataforma cívica considerou ainda que há falta de transferência nestes projetos de energias alternativas por parte dos seus promotores, por falta de contacto com as populações e autarquias envolvidas.

“Não houve uma auscultação prévia nem das autarquias, nem da população para se avançar para esta fase”, vincou.

A consulta pública da Central Solar Fotovoltaica de Cereiro, em Travanca, no concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, abriu hoje e termina a 11 de agosto, conforme documento publicado no portal participa.pt.

A Proposta de Definição do Âmbito (PDA) deste projeto, consultada pela Lusa, resulta da “intenção de hibridização da central hidroelétrica de Bemposta”, também no concelho de Mogadouro, e respetiva ligação à rede elétrica nacional.

O projeto em causa destina-se à produção de cerca de 205 GWh/ano, recorrendo a uma fonte renovável e não poluente, o sol, pode ler-se no mesmo documento.

A área de Estudo da Central Solar Fotovoltaica de Cereiro localiza-se nos municípios de Miranda do Douro, abrangendo a União das Freguesias de Sendim e Atenor, e de Mogadouro, abrangendo as freguesias de Saldanha e Travanca.

A PDA constitui uma fase preliminar e obrigatória do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) para centros eletroprodutores de energia renovável e infraestruturas conexas, com a qual se pretende definir e propor a autoridade de AIA.

A Central Solar Fotovoltaica vai desenvolver-se numa área de estudo que se definiu para efeitos do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) de 532 hectares de terreno destes dois concelhos do planalto mirandês.

Segundo o documento, a central poderá ser equipada no total com 171.892 módulos fotovoltaicos, de 605 Wp (Watt/pico) de potência unitária.

O estudo estima que a fase de construção do projeto tenha uma duração de aproximadamente 18 meses. A fase de exploração (vida útil) desta central é estimada em 35 anos, no final dos quais se pode considerar uma segunda fase de exploração, com um total de vida útil de 50 anos.

A PDA refere ainda que a “energia produzida na central, estimada em cerca de 205 GWh/ano, será injetada na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP), através de uma nova Linha Elétrica aérea de Muito Alta Tensão (LMAT), com uma tensão de exploração de 220 kV”.

Assim, “a área de Estudo considerada na presente PDA integra a área de Estudo da Central Solar Fotovoltaica e área de Estudo de dois corredores alternativos de ligação elétrica RESP (Corredor A e Corredor B), as quais constituem as áreas que serão objeto de avaliação no âmbito do Estudo de Impacte Ambiental”.

No que toca à avaliação dos impactes na saúde humana, comporta um grau de incerteza devido aos inúmeros fatores que a influenciam e ao modo como estes podem interagir entre si.

O projeto contemplará uma análise de risco para a saúde, avaliação qualitativa que resultar da avaliação global dos efeitos que se farão sentir nos fatores ambientais, “qualidade do ar” e “ambiente sonoro”, como também dos efeitos dos campos eletromagnéticos da linha elétrica, que indiretamente poderá influenciar a ocorrência de patologias.

A entidade promotora deste projeto é a Solar de Travanca, Unipessoal Lda..

Fonte: Lusa | Imagens: NV e Flickr

Mogadouro: Aberta consulta pública para Central Solar Fotovoltaica de Cereiro (Travanca)

Mogadouro: Aberta consulta pública para Central Solar Fotovoltaica de Cereiro (Travanca)

A consulta pública da Central Solar Fotovoltaica de Cereiro, em Travanca, no concelho de Mogadouro, decorre de 22 de julho até 11 de agosto, conforme documento publicado no portal participa.pt.

A Proposta de Definição do Âmbito (PDA) deste projeto resulta da “intenção de hibridização da central hidroelétrica de Bemposta”, também no concelho de Mogadouro e respetiva ligação à rede elétrica nacional.

O projeto em causa destina-se à produção de cerca de 205 GWh/ano, com recurso a uma fonte renovável e não poluente, o sol, pode ler-se no mesmo documento.

A área de Estudo da Central Solar Fotovoltaica do Cereiro localiza-se nos de Mogadouro, abrangendo as freguesias de Saldanha e Travanca e no concelho de Miranda do Douro, abrangendo a União das Freguesias de Sendim e Atenor.

A PDA constitui uma fase preliminar e obrigatória do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) para centros eletroprodutores de energia renovável e infraestruturas conexas, com a qual se pretende definir e propor a autoridade de AIA.

A Central Solar Fotovoltaica vai desenvolver-se dentro de uma área de estudo que se definiu para efeitos do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) de 532 hectares de terreno destes dois concelhos do Planalto Mirandês.

“A Central Solar Fotovoltaica que se perspetiva poderá possuir uma potência instalada de 104 MWp (megawatts-pico), a ser desenhada no território tendo em conta a área necessária para instalação de todos os equipamentos e infraestruturas associadas (acessos, postos de transformação, edifício de controlo e subestação), assim como a acomodação de eventuais medidas/restrições que venham a ser propostas durante o procedimento de AIA, não sendo expectável que venha a ocupar totalidade da área de estudo”, refere.

Segundo o documento, a central poderá ser equipada no total com 171.892 módulos fotovoltaicos, de 605 Wp (Watt/pico) de potência unitária.

“Nesta tipologia de projeto, a fonte de matéria-prima para a produção de energia, ou seja, o recurso de base utilizado durante toda a fase de exploração, é o sol, fonte natural e inesgotável”, indica.

O estudo estima que a fase de construção do projeto tenha uma duração de aproximadamente 18 meses. A fase de exploração (vida útil) desta central é estimada em 35 anos, no final dos quais se pode considerar uma segunda fase de exploração, com um total de vida útil de 50 anos.

A PDA refere ainda que a “energia produzida na central, estimada em cerca de 205 GWh/ano, será injetada na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP), através de uma nova Linha Elétrica aérea de Muito Alta Tensão (LMAT), com uma tensão de exploração de 220 kV”.

“Esta linha assegurará a ligação entre a Subestação da Central Solar Fotovoltaica e a Subestação da Central Hidroelétrica de Bemposta, que estabelece, por sua vez, a ligação RESP, através de uma linha dedicada”, especifica o documento.

Assim, “a área de Estudo considerada na presente PDA integra a área de Estudo da Central Solar Fotovoltaica e área de Estudo de dois corredores alternativos de ligação elétrica RESP (Corredor A e Corredor B), as quais constituem as áreas que serão objeto de avaliação no âmbito do Estudo de Impacte Ambiental”,

No que toca à avaliação dos impactes na saúde humana, comporta um grau de incerteza devido aos inúmeros fatores que a influenciam e ao modo como estes podem interagir entre si.

“Ainda assim, considera-se que deve ser tida uma abordagem preventiva e avaliar, dentro do possível, os potenciais impactes que o projeto pode ter na saúde dos recetores mais próximos, caso se reuniam as condições ideais”, lê-se.

O projeto contemplará uma análise de risco para a saúde, avaliação qualitativa que resultar da avaliação global dos efeitos que se farão sentir nos fatores ambientais, “qualidade do ar” e “ambiente sonoro”, como também dos efeitos dos campos eletromagnéticos da linha elétrica, que indiretamente poderá influenciar a ocorrência de patologias.

A entidade promotora deste projeto é a Solar de Travanca, Unipessoal Lda..

Fonte: Lusa | Imagem: Flickr

Vimioso: Corrida e caminhada noturnas a 1 de agosto

Vimioso: Corrida e caminhada noturnas a 1 de agosto

Na noite de 1 de agosto, as ruas da vila de Vimioso são o percurso da corrida (trail) de 10 quilómetros e da caminhada de seis quilómetros, uma prova desportiva organizada pelo motoclube “Os Furões” e inserida no programa das festas de verão.

De acordo com o cartaz, a corrida (trail) noturna pelas ruas de Vimioso tem uma distância de 10 quilómetros e a caminhada é feita num circuito de seis quilómetros.

“As inscrições começam às 19h30, junto à Câmara Municipal de Vimioso, sendo que a participação na corrida tem um custo de 10€ e na caminhada 6€. O início das provas está marcado para as 20h30”, indica a organização.

A prova de atletismo e a caminhada noturnas são organizadas pelo motoclube “Os Furões”, com o apoio do Município de Vimioso e em colaboração com o Clube Desportivo de Miranda do Douro, a Federação Portuguesa de Atletismo, a Associação de Atletismo de Bragança e a Guarda Nacional Republicana (GNR).

HA



Segurança: Candidaturas à GNR até 14 de agosto

Segurança: Candidaturas à GNR até 14 de agosto

Estão a decorrer até 14 de agosto, as candidaturas para o concurso de ingresso na Guarda Nacional Republicana (GNR), para os jovens com idades entre os 18 e os 27 anos e habilitações literárias mínimas de 12º ano.

De acordo com o aviso publicado em Diário da República, podem candidatar-se ao concurso para constituição de reserva de recrutamento ao Curso de Formação de Guardas da GNR, o (a)s cidadã(o)s de nacionalidade portuguesa, com idades entre os 18 e os 27 anos, com aptidão física e psíquica, habilitações mínimas o 12º ano, entre outros critérios de admissão.

O período de candidaturas iniciou-se a 29 de junho e termina a 14 de agosto. A submissão das candidaturas é feita exclusivamente por via eletrónica no site da GNR.

Posteriormente, os candidatos admitidos ao concurso serão notificados para a realização de métodos de seleção: provas de conhecimentos, provas físicas e avaliação psicológica.

HA



Vimioso: Vandalismo parte duas árvores no parque municipal

Vimioso: Vandalismo parte duas árvores no parque municipal

Na manhã desta quarta-feira, dia 22 de julho, no parque municipal de Vimioso foram encontradas duas árvores partidas, uma ocorrência cuja causa mais provável terá sido um ato de vandalismo, já reprovado pelo presidente do município de Vimioso, António Santos, que comunicou a ocorrência à GNR.

No Parque Municipal, localizado no centro da vila de Vimioso, existem dezenas de árvores, sendo que na manhã desta quarta-feira, 22 de julho, foram encontradas duas árvores partidas a meio do tronco, o que indicia atos de vandalismo.

Ao ter conhecimento da destruição, o presidente do Município de Vimioso, António Santos, ficou chocado com o acontecimento, dado que este espaço verde destina-se ao lazer, convívio e ao contacto com a natureza, sendo muito frequentado pelas famílias que levam os seus filhos para o recinto infantil.

“Vamos comunicar esta lamentável destruição à Guarda Nacional Republicana (GNR) para que sejam identificados os autores da destruição das árvores no Parque Municipal de Vimioso. Infelizmente há delinquência e vandalismo em todo o lado. As árvores são seres vivos e devem ser respeitadas. À semelhança do que acontece com os incendiários, também quem pratica estes atos de vandalismo devem ser responsabilizados e punidos”, disse o autarca vimiosense.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, o parque municipal foi construído na década de 1960, sendo hoje um espaço com infraestruturas cuidadas, excelentes condições de acessibilidade e um espaço agradável para atividades ao ar livre.

HA

Ambiente: Guia de campo dedicado aos cágados

Ambiente: Guia de campo dedicado aos cágados

A associação ambiental Palombar, com sede em Vimioso, elaborou o primeiro guia de campo dos cágados em Portugal, que alia conhecimento científico e estudo de nove espécies de répteis, algumas em vias de extinção.

O biólogo Pedro Alves disse que o “Guia de Campo dos Cágados de Portugal” é destinado ao público interessado em conhecer as nove espécies de anfíbios pertencentes ao grupo dos répteis, que habitam o território nacional, em rios, ribeiras, charcas, entre outros locais onde haja água, em permanência ou temporariamente.

“Em Portugal há nove espécies de cágados, sendo que sete são exóticas introduzidas pelo homem nos ecossistemas e duas nativas”, quantificou o biólogo.

Pedro Alves disse que, no caso das espécies exóticas ou inversoras, vão competir com as duas espécies autóctones existentes em território nacional, como cágado-de-carapaça-estriada (‘Emys orbicularis’) e o cágado-mediterrânico (‘Mauremys leprosa’), acrescentando que a existência de cágados é muito anterior à espécie humana.

“Estes cágados exóticos vão disputar territórios com as espécies para termorregulação, já que precisam de sol para se aquecer, e por alimento. Por serem espécies mais possantes têm a capacidade de expulsar os nossos dos seus territórios, o que a leva a sofrer com esta situação”, indicou.

O biólogo apelou para que as espécies invasoras não sejam ser retiradas dos seus ecossistemas e, caso aconteça, só pela via das autoridades competentes, como a GNR através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) ou do Instituto da Conservação DA Natureza e das Florestas (ICNF).

“Devemos, sim, alertar estas autoridades para proceder a recolhas destes animais quando identificados”, vincou o especialista.

Segundos os biólogos da Palombar, “este guia inédito é uma ferramenta multifacetada fundamental que irá não só guiar e informar, mas também inspirar todos os que estudam e admiram estes seres únicos com uma história milenar”.

“Este guia vai permitir a qualquer pessoa identificar as nove espécies de cágados existentes no ambiente aquático em Portugal e depois ajudar no seu controlo ou perceber se é um espécie nativa ou exótica invasora que tem de ser retirada”, especificou Pedro Alves.

Sendo estes animais anfíbios, precisam de água de caráter permanente ou temporário, sendo mais fácil encontrá-los nas zonas do centro e sul do país, como é o caso do cágado mediterrânico. Já o cágado-de-carapaça-estriada encontra-se mais a norte, nas regiões do Minho, Nordeste Transmontano ou no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

“Apesar de tudo, estão em vias de extinção, porque já se observam com alguma raridade”, explicaram os biólogos da Palombar.

Este guia de campo foi produzido no âmbito do projeto “Water Bridges – Conservação do cágado-de-carapaça-estriada”.

“A edição deste guia surge como resultado de um projeto de educação ambiental que nos aproximou de forma muito especial da comunidade sénior do Parque Natural do Douro Internacional, permitindo a sensibilização ativa e a devolução de indivíduos de espécies autóctones ao seu habitat natural”, indicou a Palombar,

 O guia inclui igualmente uma secção com a primeira chave dicotómica criada para a identificação dos cágados de Portugal, que ajuda a identificar de forma simples e prática, quer as espécies de cágados nativas do território nacional, quer as introduzidas.

 O Guia de Campo dos Cágados de Portugal foi elaborado pelos biólogos da Palombar Pedro Alves, Leonor de Carvalho e Sandra Fernandes, que já integraram ou integraram diversos projetos de conservação da fauna silvestre, incluindo de cágados nativos.

O trabalho de investigação e elaboração do guia foi implementado em 2025/2026 e financiado pelo programa Erasmus + da União Europeia (UE).

Fonte: Lusa | Imagens: Palombar

Igreja/Sociedade: «Férias não um luxo e o direito ao descanso é uma questão de justiça» – CJPB

Igreja/Sociedade: «Férias não são um luxo e o direito ao descanso é uma questão de justiça» – CJPAB

 A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga (CJPAB) defende que o tempo de férias não deve ser encarado como um luxo, nem uma simples interrupção do calendário laboral, mas como “uma necessidade humana, familiar, espiritual e social”.

“O direito ao descanso é uma questão de justiça. Não nasceu de forma espontânea nem foi uma concessão generosa dos poderes económicos ou políticos. Foi conquistado pela luta persistente dos trabalhadores, que reclamaram – e continuam a reclamar – horários mais humanos, descanso semanal, tempo livre e férias remuneradas”, lembrou.

Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, o organismo católico enfatiza que “estas conquistas sociais devem ser protegidas, valorizadas e tornadas efetivas para todos”.

“Num tempo marcado pela pressa, pela produtividade e pela pressão permanente”, a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga salienta que importa “afirmar com clareza: a pessoa é mais importante do que o trabalho”.

Com o título “Férias: descanso, justiça e recomposição da vida”, a mensagem evoca a primeira carta encíclica do Papa Leão XIV, “Magnifica Humanitas” (a magnífica humanidade), publicada a 15 de maio, na qual o pontífice escreve que “o trabalho não é um mero instrumento”, mas expressa e enriquece a dignidade” da vida de cada um.

“Mas precisamente por isso o trabalho não pode absorver toda a existência. Quando ocupa um lugar excessivo, ficam feridas a dignidade da pessoa, a vida familiar e a própria qualidade da sociedade”, destaca a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga.

A nota evoca também a Doutrina Social da Igreja e o Concílio Vaticano II, na Constituição Pastoral Gaudium et spes, que afirma que todos devem gozar de “suficiente descanso e tempo livre para atender à vida familiar, cultural, social e religiosa”, e ainda a encíclica Laborem exercens, de São João Paulo II.

“O descanso não é, portanto, uma realidade secundária: pertence à dignidade do trabalhador e à justiça das relações sociais”, pode ler-se.

A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga recorda que o descanso “não protege apenas o indivíduo; protege a família, a educação dos jovens e a vida comum”.

“A paragem – semanal e anual – recorda-nos que não somos máquinas de produzir, mas filhos e filhas de Deus, chamados à comunhão, à gratuidade e ao cuidado”, assinala a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga.

O texto faz referência a outras tradições religiosas que, numa sociedade plural e multicultural como a portuguesa, valorizam tempos e gestos que interrompem a lógica da pressa e da produção.

“O sabbath judaico, a oração quotidiana e semanal dos muçulmanos, a meditação budista e tantas outras práticas espirituais recordam que o ser humano precisa de silêncio, gratuidade, contemplação e abertura ao Mistério”, indica o organismo.

A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga reforça que “defender as férias, o descanso semanal e, para os cristãos, a vivência plena do domingo é defender a dignidade humana”, “é afirmar que a economia deve estar ao serviço da pessoa e não a pessoa ao serviço da economia”.

“É reconhecer que uma sociedade verdadeiramente justa precisa de trabalho digno, mas também de repouso, família, cultura, oração, cuidado e tempo para viver”, desenvolve.

No final da mensagem, o organismo católico deseja que “este tempo de férias seja, por isso, ocasião de descanso verdadeiro, gratidão, encontro e renovado compromisso”.

“Porque só uma vida recomposta, cuidada e livre pode regressar ao quotidiano com mais discernimento”, conclui.

Fonte: Ecclesia | Fotos: Flickr

Ensino: Digitalização dos exames permite transparência, mas é necessário aperfeiçoar processo – sindicato

Ensino: Digitalização dos exames permite transparência, mas é necessário aperfeiçoar processo – sindicato

O Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) defendeu a manutenção do modelo de classificação digital dos exames nacionais, por considerar que permite transparência, mas ressalvou ser necessário aperfeiçoar o processo, corrigindo as falhas ocorridas no final deste ano letivo.

“As falhas ocorridas não decorrem, por si só, da opção pelo formato digital, mas antes de aspetos relacionados com a sua implementação, organização e operacionalização. Esses problemas devem ser rigorosamente analisados, sendo indispensável apurar a sua origem, identificar as responsabilidades e retirar as devidas consequências”, defendeu o sindicato.

Em comunicado, o sindicato defendeu a manutenção do modelo de classificação digital dos exames nacionais por considerar que a evolução tecnológica, se for “devidamente planeada”, é um instrumento importante para melhorar os processos.

“O SPZN considera que a transparência introduzida pelo processo digital constitui uma mais-valia para o sistema educativo. A transparência não aumenta o número de falhas: aumenta a capacidade de as identificar”, pode ler-se.

Os sindicalistas consideraram que a digitalização deu visibilidade a situações que provavelmente já ocorriam, “mas raramente eram evidenciadas” e que esta é uma oportunidade “para corrigir procedimentos, reforçar mecanismos de controlo e aumentar a confiança de todos os intervenientes”.

“O objetivo não deve ser recuar na modernização do sistema, mas sim aperfeiçoá-lo”, acrescentou o SPZN.

O sindicato defendeu também que seja criado um “Regime de Remuneração da Função de Professor Classificador das Provas e Exames Nacionais”, por considerar que o reconhecimento deste trabalho “não pode limitar-se ao plano simbólico” e deve ter uma remuneração “adequada à exigência, responsabilidade e volume de trabalho”.

“Por último, o SPZN reafirma a preocupação que oportunamente transmitiu publicamente ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação relativamente à necessidade de ser preparado um plano de contingência para responder a um eventual aumento significativo do número de pedidos de reapreciação das provas e exames nacionais”, acrescentam no mesmo comunicado.

Pela primeira vez este ano, os cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas.

As pautas dos exames nacionais começaram a ser afixadas apenas na sexta-feira à noite, mas inicialmente sem todas as classificações, devido a falhas identificadas pelo Júri Nacional de Exames.

As classificações em falta chegaram às escolas durante o fim de semana, mas, na segunda-feira, milhares de alunos ainda viram corrigidas as notas inicialmente atribuídas a Física e Química e a Geografia, por erros na avaliação de itens da prova.

Apesar dos problemas reconhecidos pelo ministro Fernando Alexandre, o Governo manteve os calendários do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 06 de agosto, bem como os da segunda fase dos exames.

Fonte: Lusa | Foto: HA