Calamidade: Governo pede aos emigrantes ajuda na reconstrução

Calamidade: Governo pede aos emigrantes ajuda na reconstrução

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, apelou aos emigrantes portugueses que trabalhem na construção civil, para regressarem a Portugal e ajudarem na reconstrução das habitações e infraestruturas danificadas pelas tempestades.

“O Governo português pede à nossa comunidade emigrante, àqueles que têm competências nas áreas da construção civil, sobretudo a esses, que a melhor ajuda é virem para Portugal ajudar nesta recuperação”, afirmou, durante uma visita a Londres.

Emídio Sousa salientou que o objetivo “não é para virem fazer gratuitamente esses trabalhos”, pois “nós temos o dinheiro”, numa referência aos 2,5 mil milhões de euros anunciados pelo Governo de apoio aos afetados, além dos pagamentos a cargo das seguradoras. 

O secretário de Estado sublinhou a escassez de mão-de-obra nacional para reparar infraestruturas públicas, fábricas e habitações, e admitiu que esta até pode ser uma “oportunidade de negócio” a aproveitar por empresas em países europeus com menor volume de trabalho nos primeiros meses do ano, citando países como França, Suíça, Luxemburgo, Alemanha ou Inglaterra. 

O governante vincou que os processos terão de ser transparentes e íntegros para as despesas serem reembolsadas pelo Estado, mas mostrou disponibilidade do Governo para “agilizar” alguma burocracia que surja de empresários que tenham atividade noutro país. 

“Portugal tem fundos disponíveis para pagar estes trabalhos. Naturalmente que há um processo burocrático de faturação, de impostos. Nós teremos as estruturas de missão do Governo português que estão disponíveis para agilizar procedimentos e apoiar em alguma dificuldade que exista”, vincou.

Emídio Sousa disse acreditar “muito na boa vontade dos portugueses”, mas pediu “prudência” no apoio a ações de recolhas de fundos por financiamento coletivo [crowdfunding] na Internet. 

Àqueles que queiram ajudar financeiramente, sugeriu que procurem instituições de âmbito social, como lares de idosos ou corporações de bombeiros que tenham sofrido estragos nas suas instalações, ou obtenham informação fiável junto de autarquias. 

“Que o direcionem concretamente para uma atividade de uma entidade idónea, porque às vezes esse ‘crowdfunding’ nas redes sociais, numa conta algures, pode não chegar ao destinatário que eles pretendem”, alertou.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 8 de fevereiro para 68 concelhos. Ontem, a 5 de fevereiro, o governo prolongou o estado de calamidade até 15 de fevereiro.

Fonte: Lusa | Imagem; Município de Leiria

 

País:Situação de calamidade até 15 de fevereiro

País: Situação de calamidade até 15 de fevereiro

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que a situação de calamidade vai ser prolongada até 15 de fevereiro, devido à continuação das condições atmosféricas adversas, com a persistência de chuva intensa, que tem provocado cheias em todo o país continental.

“Sabemos que ainda teremos uma situação difícil que vai prolongar as condições que justificaram precisamente esta situação de calamidade”, afirmou Luís Montenegro, numa declaração na residência oficial em São Bento, em Lisboa, após a reunião semanal do Conselho de Ministros e depois de se ter reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa.

Além de prolongar a situação de calamidade, o Governo decidiu decretar a situação de contingência “nas zonas com risco maior em termos de inundações”, que é o nível intermédio na Lei de Bases da Proteção Civil, inferior à calamidade e superior ao alerta.

“Garantimos assim, de facto, a continuação da mobilização de todos os meios da proteção civil, dos bombeiros, dos militares, das forças de seguranças, dos departamentos de saúde, de segurança social, de apoio psicológico, dos sapadores florestais, das autarquias locais. Só juntos, com todo o contributo, que tem sido absolutamente inexcedível de todas estas entidades, e também de muitas pessoas, de muitos voluntários, só com esse esforço conjunto é possível enfrentar uma adversidade como aquela que temos pela frente”, declarou o primeiro-ministro.

Devido à devastação provocada por uma tempestade a 28 de janeiro, o Governo começou por decretar situação de calamidade em Portugal continental, em 60 municípios, entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro. Posteriormente, o estado de calamidade foi estendido até ao dia 8 de fevereiro, para 68 concelhos, sendo agora prolongado até 15 de fevereiro.

Fonte: Lusa | Foto: Exército Português (EP)

Vimioso: Inscrições para o Rancho Folclórico que celebra 30 anos

Vimioso: Inscrições para o Rancho Folclórico que celebra 30 anos

Estão abertas as inscrições para o Rancho Folclórico de Vimioso, que está prestes a celebrar 30 anos, foi fundado a 25 de abril de 1996 e apesar do despovoamento e do êxodo dos jovens, esta associação cultural pretende manter-se ativa no trabalho de recolha, salvaguarda e divulgação dos cantares e danças tradicionais.

Na preparação do 30º aniversário do Rancho Folclórico de Vimioso, a presidente da Associação para o Desenvolvimento Cultural do Concelho de Vimioso (ADCCV), Elisabete Fidalgo, adiantou que em colaboração com o município, pretendem assinalar esta data, no próximo dia 25 de abril.

“Para celebrar o 30º aniversário do Rancho Folclórico de Vimioso, gostaríamos de organizar um evento comemorativo com a participação de outros ranchos e sessões de interação e dança com o público”, adiantou a dirigente associativa.

Questionada sobre o que foi mais gratificante ao longo destas três décadas na direção da Associação para o Desenvolvimento Cultural do Concelho de Vimioso (ADCCV), Elisabete Fidalgo, destacou as amizades e o espírito de missão das pessoas na salvaguarda e divulgação da cultura popular de Vimioso.

“Desde a fundação do Rancho Folclórico de Vimioso, em 1996, organizámos todos os anos, o Festival de Folclore de Vimioso, que conta com a participação de grupos de várias regiões do país e do estrangeiro, com os quais estabelecemos intercâmbios ou permutas”, disse.

No que respeita, às dificuldades, a dirigente associativa indicou que o maior problema continua a ser o despovoamento e o êxodo dos jovens, por causa da falta de ensino secundário no Agrupamento de Escolas de Vimioso.

“O despovoamento e o êxodo dos jovens são fatores que põem em risco a continuidade do Rancho Folclórico de Vimioso. Por outro lado, recordo que a Associação para o Desenvolvimento Cultural do Concelho de Vimioso (ADCCV) é uma entidade sem fins lucrativos, ou seja, as pessoas participam voluntariamente, porque gostam das danças, do canto, da música e pela afeição que têm pelo folclore e pelas tradições da nossa terra”, disse.

Segundo a ADCCV, atualmente, participam no Rancho Folclórico de Vimioso, 41 pessoas (adultos, jovens e crianças), maioritariamente do concelho de Vimioso e algumas do concelho vizinho de Miranda do Douro.

“Os ensaios do Rancho Folclórico de Vimioso realizam-se nos serões de sexta-feira, a partir das 21h00, no pavilhão multiusos. De momento, abrimos as inscrições para admissão de novos membros, na dança, no canto e nos instrumentos musicais”, informou.

De acordo com a presidente da Associação para o Desenvolvimento Cultural do Concelho de Vimioso (ADCCV), Elisabete Fidalgo, “o folclore está na moda” e há cada vez mais jovens a interessarem-se pela música e pela dança tradicional.

“Os jovens divertem-se muito ao dançar e cantar nos ranchos folclóricos. Esta participação também lhes permite conhecerem outras regiões, culturas e pessoas, no país e no estrangeiro, o que torna os jovens mais abertos, cultos e sociáveis”, destacou.

No repertório, o Rancho Folclórico de Vimioso já editou dois CD’s, com temas como “Ó Celeste vem comigo”, “Carrinho Transmontano”, “A Castanha do Ouriço”, “Os Pratos da Cantoneira”, “Loureiro” ou “Maganão”, recolhidos junto da população mais idosa do concelho de Vimioso.

“Neste momento, estamos a preparar um terceiro CD, desta vez com temas alusivos aos Cantares dos Reis e à tradição da Encomendação das Almas”, adiantou.

No Domingo, dia 8 de fevereiro, o Rancho Folclórico de Vimioso vai atuar na Feira do Fumeiro, em Vinhais.

HA

Empreendedorismo: Concurso “Promove o Futuro do Interior 2026”

Empreendedorismo: Concurso “Promove o Futuro do Interior 2026”

Até 12 de fevereiro, estão abertas as candidaturas ao programa “Promove. O Futuro do Interior 2026”, uma iniciativa anual da Fundação ”la Caixa”, destinada à dinamização das regiões do interior de Portugal, através do financiamento de projetos e ideias inovadoras.

Os benefícios de viver no interior de Portugal, como a qualidade de vida e a maior segurança, continuam a ser fatores insuficientes para fixar a população e atrair novos habitantes. Com este propósito, a Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT,) criaram o concurso Promove. O Futuro do Interior.

Trata-se de um programa que visa apoiar iniciativas inovadoras, em domínios estratégicos para o desenvolvimento das regiões do interior de Portugal, com dinâmicas fronteiriças e que sejam replicáveis para outras regiões com características semelhantes.

A edição 2026 apoia três tipos de iniciativas:

1- Projetos-piloto inovadores;
2- Projetos de Inovação & Desenvolvimento mobilizadores;
3- Ideias com potencial para se tornarem projetos-piloto inovadores.

Podem apresentar-se a concurso:

1- No concurso de projetos-pilotos inovadores: empresas privadas sob as formas jurídicas de sociedade anónima, sociedade por quotas ou sociedade limitada unipessoal, entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional ou outras entidades privadas sem fins lucrativos, individualmente ou em regime de consórcio. Em caso de consórcios, as candidaturas podem incluir entidades da administração central e local e do setor público empresarial, bem como grupos informais que atuam para o bem comum, mas não estão registados formalmente.

2- No concurso de projetos de I&D mobilizadores: as candidaturas devem ser lideradas por unidades de I&D que tenham tido a classificação de Muito Bom ou Excelente na mais recente avaliação por parte da FCT, podendo ter como parceiras quaisquer entidades não empresarias, sob qualquer forma jurídica e dimensão, do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, nomeadamente instituições do ensino superior, seus institutos e unidades de I&D, Laboratórios do Estado ou internacionais com sede em Portugal, instituições privadas sem fins lucrativos que tenham como objeto principal atividades de I&D, e ainda outras instituições públicas e privadas, sem fins lucrativos, que desenvolvam ou participem em atividades de investigação científica. Em caso de consórcios, as candidaturas podem também incluir entidades da administração central e local e do setor público empresarial e Empresas de qualquer natureza e sob qualquer forma jurídica.

3- No concurso de ideias com potencial para se tornarem projetos-pilotos inovadores: estudantes do ensino superior que, no momento da apresentação da candidatura, se encontrem inscritos nos ciclos de licenciatura, mestrado ou doutoramento em universidades e institutos politécnicos localizados nas áreas geográficas elegíveis ao concurso. Cada candidatura deve ter como mentor um(a) docente ou investigador(a) e cada equipa deve ser constituída por 2 a 5 elementos.

São apoiadas iniciativas nas áreas geográficas a seguir identificadas, totalmente classificadas como pertencendo ao interior ao abrigo da Portaria nº 208/2017, de 13 de julho, desde que se enquadrem num ou em vários dos domínios temáticos abrangidos pelo Concurso.

Áreas geográficas

O presente Programa está aberto a entidades que pretendam desenvolver projetos apoiados localizados nas áreas geográficas seguintes:

Sul: municípios das NUTS III Alto Alentejo, Alentejo Central e Baixo Alentejo, e ainda municípios de Alcoutim, Castro Marim e Monchique, bem como as freguesias de São Marques da Serra do município de Silves, Alte, Ameixial, Salir e Querença / Benfim / Tôr do município de Loulé, e Cachopo e Santa Catarina de Fonte do Bispo do município de Tavira, da NUTS III Algarve.

Norte: municípios das NUTS III Alto Tâmega, Terras de Trás-os-Montes e Douro.

Centro: municípios das NUTS III Beiras e Serra da Estrela, e Beira Baixa.

Fonte: la Caixa

Agricultura: Jovens agricultores alertam para definhar do setor

Agricultura: Jovens agricultores alertam para definhar do setor

A Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) pediu no parlamento, em Lisboa, a operacionalização do Estatuto do Jovem Empresário Rural (JER) e alertou para o definhar do setor agrícola.

“Precisamos de operacionalizar a figura do Jovem Empresário Rural, numa lógica de interação entre várias instituições”, afirmou o diretor-geral da AJAP, Firmino Cordeiro, numa audiência na comissão parlamentar na Comissão de Agricultura.

O Jovem Empresário Rural (JER) foi criado, por decreto-lei, em janeiro de 2019, para potenciar o empreendedorismo e fixar jovens em zonas rurais.

O diretor-geral da AJAP referiu que a instalação de jovens tem sido cada vez menor, uma vez que a atividade deixou de ser viável.

Neste sentido, considerou ser importante conjugar a agricultura com outras atividades, criando um ecossistema de inovação que combata o definhar do setor.

O secretário-geral da Inovterra, Bruno Cardoso, defendeu, por sua vez, que as aldeias já não conseguem viver apenas da agricultura e do turismo.

Devem assim poder emergir atividades complementares, através da operacionalização do Estatuto, que permitam aos jovens fixar-se nos territórios, contribuindo para o tecido empresarial e para o combate a desertificação.

“A atividade agrícola, sobretudo no Norte, é de pequena propriedade e os custos sentidos nos últimos anos fizeram com que a atividade deixasse de ser rentável e começasse a haver um abandono significativo deste território”, apontou.

Assim, insistiu ser preciso “um casamento de atividades” para que elas possam ser lucrativas.

A Inovterra, associação para o desenvolvimento local, disse ainda que muitos emigrantes querem regressar ao território rural português, mas precisam de uma “razão forte” para que tal aconteça.

Na mesma audiência conjunta, o presidente da Rural Move, João Almeida, apelou à criação de condições para que os jovens escolham o mundo rural.

Depois, conforme acrescentou, é preciso avançar com uma requalificação de competências e capacitação em áreas como liderança e empreendedorismo. Seguem-se então as ajudas para que estes jovens possam começar a sua atividade.

“Muitas vezes, as dificuldades não são no acesso ao funcionamento, mas a carga burocrática e a fragmentação institucional”, ilustrou, pedindo a criação de um Simplex Rural e o recurso à consultoria e mentoria.

“O mundo rural, os jovens e a comunidade não precisam de pena, mas de movimento e ação”, disse o presidente desta associação, que tem sede em Miranda do Douro, e que se destina a promover o investimento em territórios de baixa densidade.

Fonte: Lusa | Imagens: AJAP

Solidariedade: 1200 militares prestam ajuda às populações

Solidariedade: 1200 militares prestam ajuda às populações

Cerca de 1200 militares e 222 viaturas do Exército Português estão a realizar operações de apoio às populações na região Centro, seriamente afetadas pela devastação provocada pela tempestade atmosférica, ocorrida a 28 de janeiro.

O Exército Português refere em comunicado que estão mobilizados, em quatro distritos e 13 municípios, um total de 1.171 militares, 122 viaturas pesadas, 12 máquinas de engenharia, 15 geradores, 16 motosserras, 5 ‘Starlink’ (satélites para fornecer internet) e 1 módulo de comunicações.

Em Leiria, especifica o comunicado, o Exército “assegura intervenção e limpeza, engenharia, comunicações, energia e apoio logístico, com a finalidade de mitigar os impactos das cheias, remover escombros e obstáculos, restabelecer a mobilidade, reforçar comunicações e energia e garantir apoio logístico a infraestruturas e serviços essenciais”.

Para o concelho de Leiria, detalha-se, estão destacados três pelotões de desobstrução e limpeza, na Marinha Grande estão dois destacamentos de engenharia, um módulo de alojamento para 80 pessoas, equipa de comunicações e quatro patrulhas de vigilância e dissuasão e em Vieira de Leiria está empenhado um destacamento de engenharia.

O Exército destacou ainda militares para os municípios de Figueiró dos Vinhos, Pombal e Alvaiázere, com a mobilização de pelotões de remoção de escombros e limpeza, equipas de intervenção, desobstrução e limpeza e módulos de comunicação.

“O Exército Português continuará a acompanhar a evolução da situação, mantendo prontidão para reforçar o apoio sempre que solicitado pelas autoridades competentes”, lê-se no comunicado.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Fonte: Lusa | Fotos: Exército Português

Presidenciais: Risco da abstenção «é grande num mundo polarizado» – Núncio Apostólico

Presidenciais: Risco da abstenção «é grande num mundo polarizado» – Núncio Apostólico

O núncio apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso, alertou que face à crescente polarização da sociedade, o risco da abstenção nas eleições “é grande”, apelando por isso à responsabilidade e à participação do povo português na segunda volta das eleições presidenciais, agendadas para o próximo Domingo, 8 de fevereiro.

“Neste nosso mundo cada vez mais polarizado, o risco da abstenção é grande”, afirmou D. Andrés Carrascosa Coso, sublinhando que as eleições são “um momento de responsabilidade do povo”.

No início da missão diplomática em Portugal, o novo núncio apostólico disse que “quis chegar antes das eleições”, nomeadamente da segunda volta, “porque é sempre bom presenciar um processo de eleições”.

“É uma festa da democracia. Perceber isso e tocar com a mão, acho importante”, afirmou.

D. Andrés Carrascosa referiu-se à tempestade que permanece em Portugal, lembrou que, do avião, viu “tanta superfície sob água” e manifestou vontade de visitar os territórios atingidos.

“Já falei com o bispo de Leiria-Fátima, que no dia seguinte, na apresentação das cartas credenciais, eu quero chegar aos lugares mais atingidos por esta situação. para tornar presente o carinho e a oração do Papa”, afirmou.

O núncio apostólico em Portugal recordou a mensagem do Papa dirigida às vítimas da tempestade, que reafirmou no ângelus do último domingo, afirmando deseja visitar a Diocese de Leiria-Fátima e visitar o Santuário de Fátima

A entrevista ao novo núncio apostólico em Portugal, onde se refere a uma próxima visita do Papa, ao processo de nomeações de bispos, ao papel das conferências episcopais, à crise do multilateralismo e da União Europeia e ao seu percurso ao serviço da diplomacia da Santa Sé, vai ser emitida no programa 70×7 do próximo domingo, dia 8 de fevereiro.

D. Andrés Carrascosa Coso foi nomeado pelo Papa Leão XIV núncio apostólico em Portugal no dia 11 de dezembro de 2025, sucedendo a D. Ivo Scapolo, representente do Papa em Portugal desde 2019, cuja renúncia ao cargo foi aceite pelo Papa a 23 de maio

O novo núncio em Portugal nasceu em Cuenca (Espanha), a 16 de dezembro de 1955; foi ordenado sacerdote em Cuenca a 2 de julho de 1980.

D. Andrés Carrascosa Coso formou-se em Teologia Bíblica na Universidade Pontifícia Gregoriana em 1981, seguindo depois o percurso de serviço à diplomacia pontifícia, ao entrar na Academia Eclesiástica Pontifícia.

Ao serviço da Santa Sé passou pela Nunciatura Apostólica de Monróvia, que cobria a Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Gâmbia. Posteriormente foi secretário da Nunciatura Apostólica de Copenhaga, acreditado junto dos governos da Dinamarca, Suécia, Noruega, Islândia e Finlândia.

No pontificado de São João Paulo II trabalhou na Secretaria de Estado do Vaticano (Secção para as Relações com os Estados), antes de ser nomeado conselheiro da Missão da Santa Sé junto das Nações Unidas, em Genebra (Suíça), da Nunciatura Apostólica no Brasil e da Nunciatura Apostólica no Canadá.

D. Andrés Carrascosa Coso foi ordenado bispo na Basílica de São Pedro a 7 de outubro de 2004, pelo cardeal Angelo Sodano, então secretário de Estado do Vaticano.

Fonte: Ecclesia

Turismo: Edificação do Hotel Vila Galé Mirandum

Turismo: Edificação do Hotel Vila Galé Mirandum

O grupo Vila Galé prevê abrir 12 novos hotéis, seis em Portugal e seis no Brasil, num investimento estimado de 210 milhões de euros, sendo que uma das novas unidades hoteleiras, o Hotel Vila Galé Collection Mirandum, em Miranda do Douro, está prestes a iniciar as obras de edificação.

O presidente do grupo Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, informou que em Portugal, entre os seis novos hotéis, está o futuro Vila Galé Collection Mirandum, em Miranda do Douro, um empreendimento de 16 milhões de euros, que após a conclusão em 2028, terá capacidade para 100 quartos.

Sobre este novo hotel em Miranda dom Douro, o vereador do município, Vitor Bernardo, referiu que o processo de alvará de licenciamento para a edificação da obra, está em fase final de aprovação.

“Concluídos os trabalhos de terraplanagem, o início das obras de edificação do Hotel Vila Galé Collection Mirandum está para muito breve, dado que a 4 de fevereiro foi emitido pelo município de Miranda do Douro, o alvará de obras de edificação”, disse o autarca.

O município de Miranda do Douro informou ainda, que estão a realizar diligências junto das empresas Engidouro e a E-Redes para deslocalizar e soterrar as linhas elétricas de média tensão, existentes no lugar da construção do futuro hotel.

Com um prazo de construção de 18 meses, o vereador, Vitor Bernardo, sublinhou a significativa afluência de trabalhadores que o concelho de Miranda do Douro vai receber neste período de tempo, para a construção da nova unidade hoteleira.

“Durante aproximadamente dois anos, Miranda do Douro vai acolher muitos trabalhadores, desde engenheiros, arquitetos, operários de construção civil, empreiteiros, etc., o que só por si traz um significativo retorno económico e social para a cidade e o concelho de Miranda do Douro”, antevê, Vitor Bernardo.

Após a conclusão da obra, o Hotel Vila Galé Mirandum (4 estrelas), vai disponibilizar entre outras valências, 100 quartos, restaurante, ginásio, piscina interior e exterior, spa, solário, sala de massagens, parque aquático, parque infantil, campo de padel, recinto polidesportivo, sala de reuniões, centro de congressos e outros espaços de lazer.

O grupo Vila Galé Hotéis prevê que, numa primeira fase, sejam criados 40 novos postos de trabalho diretos na cidade de Miranda do Douro.

Aquando da apresentação do projeto, a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, mostrou-se convicta de que este novo empreendimento turístico vai ser uma alavanca estrutural para o desenvolvimento do concelho, pois os hotéis Vila Galé atraem um público de segmento médio/alto.

“Em Miranda do Douro, o Hotel Vila Galé Collection Mirandum não vai prejudicar os empresários já existentes do setor, pois a nova unidade hoteleira destina-se a outro segmento de público”, afirmou a autarca de Miranda do Douro.

No território nacional, o grupo hoteleiro vai inaugurar ainda os seguintes hotéis: Vila Galé Collection Paço Real de Caxias (Oeiras), com 120 quartos, num investimento de 16 milhões de euros e abertura prevista em 2027; o Vila Galé Collection Lisboa, no Palácio Almada Carvalhais (Largo do Conde Barão em Lisboa), com 110 quartos, 35 milhões de euros de investimento; o Vila Galé Collection Tejo, na Golegã, com 116 quartos e 15 milhões de investimento; e o Vila Galé Collection Penacova, para o primeiro trimestre desse ano, que terá 84 quartos e vai custar 14 milhões de euros.

“Vamos também reforçar a nossa presença nos Açores, desta vez na ilha Terceira”, anunciou ainda Jorge Rebelo de Almeida, referindo-se ao Vila Galé Collection Terceira, uma unidade de 106 quartos, 16 milhões de investimento, para a abrir em 2028.

No Brasil, o grupo Vila Galé está a concluir a construção de dois hotéis, o Vila Galé Collection São Luís, em São Luís do Maranhão e o Vila Galé Collection Maranhão, com 51 e 43 quartos, respetivamente.

Fonte: HA e Lusa

Miranda do Douro: Festival de Sabores Mirandeses de 13 a 15 de fevereiro

Miranda do Douro: Festival de Sabores Mirandeses de 13 a 15 de fevereiro

No fim-de-semana de 13, 14 e 15 de fevereiro, Miranda do Douro é o palco do XXVII Festival de Sabores Mirandeses, um certame anual de gastronomia e artesanato, que nesta edição tem como destaques as sessões de culinária dedicadas à tabafeia e ao caldo de cascas, as montarias ao javali e os concertos musicais dos Zingarus, Atoa e Cláudia Martins & Minhotos Marotos.

O município de Miranda do Douro, organizador do evento, indica que vão participar no certame, cerca de uma centena de produtores e artesãos, dando a conhecer os sabores e produtos tradicionais da Terra de Miranda.

“Descubra a qualidade inigualável da carne de Vitela Mirandesa, do Cordeiro de Raça Churra Galega Mirandesa, do fumeiro, delicie-se com a doçaria e aprecie o artesanato das gentes do planalto mirandês”, convida o município.

Para realçar o sabor da gastronomia mirandesa, no sábado, dia 14 de fevereiro, o Chef de Cozinha, Marco Gomes, vai apresentar o workshop “A Tabafeia: Sabor Tradicional da Terra de Miranda”. No dia seguinte, 15 de fevereiro, o Chef, João França, vai confeccionar um “Caldo de Cascas – Aroma Intenso da Terra de Miranda”.

Como acontece todos os anos, o Festival de Sabores Mirandeses vai presentear os visitantes com outras marcas identitárias da região, como são a língua e cultura mirandesa, as raças autóctones, a música dos gaiteiros e danças dos pauliteiros.

Nos espetáculos musicais, os destaques são os concertos dos Zingarus (13 de fevereiro, Atoa (14 de fevereiro) e Cláudia Martins & Minhotos Marotos (15 de fevereiro).

Inserido no Festival de Sabores Mirandeses, realiza-se em simultâneo, o Encontro Cinegético do Concelho de Miranda do Douro, com duas montarias ao javali, em Palaçoulo, a 14 de fevereiro e em Aldeia Nova, no dia 15 de fevereiro.

“O Encontro Cinegético é uma atividade que atrai centenas de caçadores ao concelho de Miranda do Douro, durante o fim-de-semana o que permite promover os recursos cinegéticos da região e em simultâneo dar a conhecer o patrimônio natural e cultural da Terra de Miranda”, acrescente o município.

Na estadia em Miranda do Douro, habitualmente, os caçadores e as suas famílias, aproveitam para degustar a gastronomia local, com destaque para a posta à mirandesa, o cordeiro de raça churra mirandesa, o fumeiro, a bola doce mirandesa e outros produtos regionais.

Outros habituais visitantes do Festival de Sabores Mirandeses, são o público espanhol, que aproveita as regulares visitas à cidade de Miranda do Douro, para adquirir alguns dos produtos típicos desta região de Portugal. A pensar nos vizinhos espanhóis, nesta XXVII edição, o evento conta com a participação dos grupos de folclore espanhóis “Yerbatos” de Bimenes (Astúrias) e do grupo de dança e percussão “Juana l de Castilha”, de Tordesilhas (Valladolid).

Na programação do XXVII Festival de Sabores Mirandeses, destaca-se também a apresentação, na Biblioteca Municipal António Maria Mourinho, do livro “Economia Criativa e Territórios Inteligentes”, no dia 13 de fevereiro. No dia seguinte, 14 de fevereiro, é a vez da apresentação das obras “Fomos mais do que um erro”; e da tradução para mirandês de “Tintin, Ls Xarutos de L Farao”. Também a 14 de fevereiro, a colecionadora de histórias, Mariana Machado, vai apresentar na biblioteca municipal, três sessões de histórias para crianças, às 11h00, às 14h00 e às 16h00.

HA

Solidariedade: Envio de ajuda humanitária para a região Centro

Solidariedade: Envio de ajuda humanitária para a região Centro

Os municípios de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso estão a mobilizar-se para enviar ajuda para a região Centro, angariando bens de primeira necessidade e materiais de construção.

O concelho de Miranda do Douro, através da autarquia e dos bombeiros, está a preparar o envio de materiais e produtos alimentares, para os concelhos afetados pelo mau tempo, em articulação com as autoridades locais.

“A 2 de fevereiro iniciámos a recolha de bens de primeira necessidade e donativos, bem como material de construção civil e coberturas, géneros que serão entregues nas corporações de bombeiros da região Centro, mediante as necessidades, já no próximo sábado” adiantou a presidente da câmara, Helena Barril.

Em Vimioso, a vice-presidente da Câmara Municipal, Cristina Miguel, explicou que em trânsito está um camião articulado carregado com 16 paletes de telha e roupa de cama, Noutra viatura seguem bens alimentares e produtos de higiene, principalmente para crianças, entre outros bens de primeira necessidade.

“Todo este material será entregue pelo município de Vimioso no Estádio Municipal de Leiria”, vincou a autarca que segue nesta caravana humanitária.

Por sua vez, no concelho de Mogadouro, o município, bombeiros e Agrupamentos de Escuteiros também se mobilizaram para perceber o que é mais necessário para auxiliar as populações mais afetadas dos concelhos da região Centro, com a entrega prevista de vários bens, desde o setor pecuário a bens de primeira necessidade.

“Toda a ajuda a enviar será coordenada com os autarcas das zonas afetadas, no sentido de se apurar os bens a distribuir”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Mogadouro, António Pimentel.

Dez pessoas morreram na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

 A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém são as regiões com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade em 69 concelhos, até ao próximo Domingo , dia 8 de fevereiro anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Fonte: Lusa | Imagens: MMD