Vimioso: Início do projeto FERTiOLiVE

Vimioso: Início do projeto FERTiOLiVE

No passado dia 9 de janeiro, iniciou-se em Vimioso, o FERTiOLiVE – Sistema de Fertilização Inteligente Low-Cost para Olivais Tradicionais, um projeto cujo objetivo é o desenvolvimento de uma solução tecnológica para avaliar e melhorar a fertilidade dos solos nos olivais tradicionais.

O MORE Colab – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, com sede em Bragança, indica que o desenvolvimento desta nova tecnologia vai permitir recolher dados nos olivais, analisar o estado nutricional das oliveiras e gerar recomendações de fertilização.

“Em Portugal, 75% dos olivais são predominantemente explorações de pequena e média dimensão, frequentemente localizados em territórios de baixa densidade, com reduzido acesso à digitalização e carência de ferramentas eficazes de apoio à decisão, nomeadamente na gestão da fertilização”, indicam.

De acordo com a associação sem fins lucrativos, MORE CoLAB, nos olivais tradicionais, a fertilização é realizada sobretudo com base na experiência dos agricultores, por vezes, pouco ajustadas às reais necessidades nutricionais das plantas, conduzindo ao desperdício de recursos, perdas de produtividade e impactos ambientais indesejáveis.

Para promover uma gestão da fertilização mais eficiente, informada e sustentável, o projeto propõe a criação de um sistema inteligente e autónomo nos olivais, que integra, entre outras tecnologias, um sensor de solo de baixo custo e uma aplicação móvel intuitiva, acessível a utilizadores com reduzida literacia digital.

“Esta solução permite recolher dados edáficos em campo, inferir o estado nutricional das plantas e gerar recomendações de fertilização personalizadas, em tempo real e sem necessidade de conectividade, respondendo às lacunas tecnológicas existentes no mercado atual”, concluem.

O início operacional dos trabalhos decorreu em Vimioso e contou com a participação dos parceiros MORE CoLAB, Instituto Politécnico de Bragança, Natureza Prima e APPITAD para discussão do plano de atividades e primeiros passos de execução técnica do projeto.

O projeto decorre de 1 de janeiro de 2026 até 31 de dezembro de 2028, sendo cofinanciado pelo Programa Regional Norte 2030, com um investimento total de 1 175 483,25€ e um apoio financeiro de 956 990,12€.

HA

Santulhão: Festival do Entrudo de 14 a 17 de fevereiro

Santulhão: Festival do Entrudo de 14 a 17 de fevereiro

De 14 a 17 de fevereiro, a aldeia de Santulhão, no concelho de Vimioso, celebra o Festival do Entrudo, um evento cultural recheado de atividades, como o jantar do butelo seguido da expiação do Entrudo e na terça-feira de Carnaval, os destaques são o concurso de máscaras, no desfile e julgamento do Entrudo.

Nesta localidade do concelho de Vimioso, o Carnaval ou Entrudo é vivido com entusiasmo pela população residente e também pelos muitos (e)migrantes, que aproveitam o fim-de-semana de carnaval, para regressar à terra-natal e participar na folia.

Em Santulhão, o Entrudo transformou-se mesmo num festival, que atualmente decorre ao longo de quatro dias, com atividades como uma montaria ao javali, concertos, teatro, passeio pedestre, workshop de entrudos, concurso e exposição de máscaras.

No programa de atividades, destaque para o jantar convívio do butelo, agendado para 16 de fevereiro e que todos os anos reune centenas de pessoas, para degustar um dos enchidos típicos desta altura do ano.

Após o tradicional jantar do Butelo, na aldeia de Santulhão, segue-se o ritual da Expiação do Entrudo. De acordo com a organização, a figura do Entrudo é um boneco feito em estrutura de madeira, vestido com roupas velhas e enchido com palha. O Entrudo representa todos os males que aconteceram na aldeia e no mundo, ao longo do ano anterior.

A expiação consiste na exibição noturna do Entrudo pelas ruas da aldeia, acompanhados de música e do anúncio da prisão do malfeitor, que no dia seguinte vai ser julgado pela população.

Na terça-feira de Carnaval, 17 de fevereiro, realiza-se Desfile e Julgamento do Entrudo, numa tarde de animação que inclui os concursos de entrudos e de máscaras, com prémios para os melhores exemplares. No julgamento do Entrudo, perante as acusações do povo, o juiz vai ditar a sentença, que por norma, é a morte e queima do entrudo. O fogo e a queima significam a purificação.

Ao público que pretenda visitar Santulhão na terça-feira de caranaval, recomenda-se o uso de roupa adequada, pois nesta localidade é tradição dar as boas-vindas aos visitantes com cinza e farinha!

O Festival do Entrudo é uma iniciativa do Grupo Recreativo e Associativo de Santulhão (GRAS), que conta com os apoios do município de Vimioso, da Freguesia de Santulhão, da Reserva da Bioesfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, da Freguesia de Santulhão, dos Café Caçador e Teixeira e do Ministério da Cultura.

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Vimioso: Curso de Armadilhagem Fotográfica com 12 participantes

Vimioso: Curso de Armadilhagem Fotográfica com 12 participantes

De 2 a 5 de fevereiro, está a decorrer no PINTA – Parque Ibérico de Natureza e Aventura, em São Joanico (Vimioso), a sétima edição do curso “Uso e Potencialidades da em Estudos de Ecologia e Monitorização de Fauna Silvestre”, uma formação que todos os anos traz a Vimioso, profissionais ambientais, de outras regiões do país e do estrangeiro.

O coordenador científico do curso, João Santos, indicou que nesta sétima edição, participam 12 pessoas, 11 portugueses vindos de várias regiões de Portugal e 1 espanhol, proveniente de Zaragoza (Espanha).

“Na sua maioria, os formandos trabalham em organizações de consultoria ambiental. O objetivo do curso é dotar os formandos de conhecimentos técnicos e científicos sobre o uso da armadilhagem fotográfica, como ferramenta de estudo e monitorização de populações de fauna silvestre, em particular mamíferos e aves”, explicou João Santos.

A formação decorre ao longo de quatro dias, três em sala e uma jornada de campo, em que vão ser transmitidos conhecimentos sobre o modo de funcionamento das câmaras fotográficas, autorizações para a instalação, onde e como instalar, entre outros tópicos.

“A fotoarmadilhagem é uma ferramenta que permite estudar os padrões de atividade das espécies de animais existentes numa determinada área, assim como estimativas de densidade populacional e as interações entre diferentes espécies”, indicou o biólogo da Palombar.

Entre os formandos, Javier Ferreres, veio de Zaragoza (Espanha) até Vimioso, para participar no curso “Uso e Potencialidades da Armadilhagem Fotográfica em Estudos de Ecologia e Monitorização de Fauna Silvestre”.

Questionado sobre o que o motivou a viajar 600 quilómetros para participar nesta formação, o consultor ambiental espanhol respondeu com a necessidade de atualizar conhecimentos.

“Decidi participar no curso para atualizar os conhecimentos nesta área da monitorização da fauna silvestre. Ao participar neste curso em Vimioso, tenho a possibilidade de inteirar-me sobre as mais modernas ferramentas e softwares utilizados na gestão da fauna silvestre”, justificou.

A 5 de fevereiro, último dia do curso, os 12 formando vão realizar uma saída de campo, com visitas, durante a manhã, ao Centro de Interpretação dos Pombais Tradicionais (CIPT), na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso. À tarde, está programada uma incursão na Rede Natura 2000, entre os rios Sabor e Maçãs, com a visita a Campo de Alimentação para Aves Necrófagas (CAAN).

A Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural é uma organização não governamental de ambiente, criada em 2000, com a missão de conservar a biodiversidade, os ecossistemas naturais e o património rural material e imaterial.

O curso “Uso e Potencialidades da Armadilhagem Fotográfica em Estudos de Ecologia e Monitorização de Fauna Silvestre” é organizado pela Palombar, em parceria com o Instituto de Investigación en Recursos Cinegéticos – Universidad de Castilla-La Mancha (IREC, CSIC-UCLM-JCCM) e o Instituto Mixto de Investigación en Biodiversidad – Universidad de Oviedo (IMIB, UO-CSIC-PA), ambos em Espanha.

A formação tem o apoio da Câmara Municipal de Vimioso, do Vales de Vimioso e do PINTA – Parque Ibérico de Natureza e Aventura de Vimioso.

TETRAO by Spromise

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Cultura: Prioridade da Estrutura de Missão é o ensino do mirandês

Cultura: Prioridade da Estrutura de Missão é o ensino do mirandês

Na visita do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, a Miranda do Douro, o colégio de comissários da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM) iniciou funções a 2 de fevereiro, tendo como prioridade a formação de professores e a criação de materiais pedagógicos para o ensino do mirandês.

O secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, disse que a sede da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa, vai funcionar na antiga Casa do Magistrados, em Miranda do Douro, por um período de quatro anos, com hipótese de prorrogação do prazo.

“Demos instruções para que fique pronto o Auto de Cedência e Aceitação ao comissariado que entrou em funções. Isto não é detalhe logístico. É uma afirmação política inequívoca: o centro desta política pública está onde a língua está, no território”, vincou Alberto Santos, sublinhando a localização em Miranda do Douro.

O governante destacou ainda o impacto que esta Estruturada Missão pode ter no território, nas áreas da leitura, da musica, da educação e sobretudo, do ensino da língua.

O município de Miranda do Douro afirmou que a entrada em funcionamento da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM) é um marco histórico, que acontece 27 anos após o seu reconhecimento.

A presidente da Câmara, Helena Barril, disse que “é preciso assinalar que é um dia histórico e feliz para a língua e cultura mirandesa, para o território da Terra de Miranda, com o início de funções da EMPLM”.

“Mais do que estarmos a carpir mágoas daquilo que aconteceu até aqui, ao longo deste processo, o importante é que temos um organismo de Estado, em Miranda do Douro, para a salvaguarda e divulgação da língua mirandesa”, vincou a autarca mirandesa.

O comissário Alfredo Cameirão disse que já há um plano de atividades a desenvolver no imediato, relacionadas com o futuro do ensino deste idioma ancestral.

“Vamos arrancar já com um plano de trabalho, arranjado com ideias nossas e do Conselho Consultivo. Aqui, destaco a formação de professores para lecionar em língua mirandesa e o próprio estatuto dos profissionais dos docentes de mirandês, para lhes conferir estabilidade” explicou.

O comissário, nomeado pelo Governo, acrescentou ainda que é importante dignificar o ensino da língua mirandesa nas escolas de Miranda do Douro, que “têm feito um trabalho formidável, mas há que reforçar a presença da ‘lhéngua’” no ensino.

“A criação de conteúdos educativos, manuais escolares, materiais audiovisuais, a criação de portais digitais, onde se possa encontrar informação sobre a língua mirandesa ou um centro de recursos para a segunda língua oficial em Portugal”, indicou Alfredo Cameirão.

Segundo o comissário, estas linhas orientadoras propostas pela EMPLM têm como objetivo chegar cada vez mais perto dos jovens mirandeses e divulgar a língua materna.

“O mirandês é uma língua da tradição oral, agora é da tradição global. Não queremos que para o mirandês haja entraves físicos ou mentais. O mirandês pode ajudar a região para que os seus habitantes sejam do mundo, sem perder as suas raízes”, vincou.

Para o comissário, esta estrutura assenta num conceito agregador já que o Conselho Consultivo é composto por representantes de diferentes intuições académicas e culturais que sempre demonstraram interesse na língua mirandesa.

Além do comissário e dos dois subcomissários, a EMPLM tem um Conselho Consultivo composto por representantes do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, da Direção-Geral da Educação, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, da Câmara Municipal de Miranda do Douro, da ALCM, das faculdades de Letras das universidades de Coimbra e do Porto, do Instituto Politécnico de Bragança, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro, entre outros organismo locais.

O mirandês foi reconhecido oficialmente há 27 anos, através da lei 7/99, que fez desta língua a segunda oficial no país. Aprovada em 17 de setembro de 1998, esta lei entrou em vigor em 29 de janeiro de 1999, com a publicação em Diário da República.

Um estudo efetuado pela Universidade de Vigo, em 2023, alertava para a possibilidade de extinção da língua mirandesa, em redor do ano 2050.

Fonte: Lusa | Fotos. MMD

Leiria: De ações de limpeza a distribuição de bens essenciais através da Cáritas

Leiria: De ações de limpeza a distribuição de bens essenciais através da Cáritas

Após a destruição provocada pela passagem da depressão Kristin, centenas de voluntários estão a participar em ações de limpeza e através da Cáritas Diocesana de Leiria, na distribuição de bens essenciais nesta região.

“Nós tínhamos uma Assembleia Geral hoje e amanhã e ela foi adiada para março para podermos de facto também estar mais disponíveis, para podermos ajudar, para podermos colaborar, para dar o apoio necessário à população, às famílias e às dezenas ou centenas de voluntários que estão no terreno também”, afirmou Ivo Faria, chefe nacional do Corpo Nacional de Escutas.

Em declarações à Agência ECCLESIA, em Leiria, o responsável explica que os escuteiros estão a dar apoio na distribuição de refeições, de água, além de estarem disponíveis para fazer trabalhos de reparações que estejam ao seu alcance.

“O escutismo trabalha para criar nos nossos jovens este sentido de estarem disponíveis, de estarem alerta para poderem servir as comunidades locais”, referiu.

Estes desastres têm, para Ivo Faria, “um sentido pedagógico que ajuda os jovens a ganharem consciência dos efeitos” das “alterações climáticas” e de como trabalhar para prevenir que situações como estas aconteçam, “com gestos quotidianos” que ajudem “a poupar um pouco a água e os recursos”.

Edgar Santos, do Departamento Regional de Proteção Civil e Segurança, do CNE de Leiria-Fátima, explica que não está a ser possível dar resposta a tanta ajuda: “Felizmente os escuteiros são assim, quando é preciso eles aparecem”.

“Há, efetivamente, algumas pessoas que nós ainda não conseguimos responder. Vamos tentando, à medida do possível, mas são muitas pessoas a mandar mensagens que querem vir ajudar, muitos grupos a juntarem-se em várias regiões, desde o Porto até ao Algarve”, revela.

O entrevistado assinala que “mais uma vez os escuteiros provam o seu valor”, indicando que, “sempre que é preciso”, estes respondem.

Constança Gonçalves, do Agrupamento 774 Queijas, do núcleo da Barra, zona de Oeiras, Lisboa, é um desses casos.

“Nós, quinta-feira já começámos a ver se existiam grupos de voluntariado e de trabalho, mas só na sexta-feira, depois já de o estado de calamidade estar mais concreto, é que começámos a ver mobilização”, relata.

A escuteira dá conta que, depois, o CNE começou a lançar uma circular e a “publicar as informações sobre quem queria vir ajudar”: “Então nós, de uma hora para a outra, decidimos cancelar a nossa atividade de hoje e juntar-nos e virmos para cá”.

“Nós no escutismo e principalmente nós caminheiros, que é a quarta secção, somos muito chamados ao serviço. E foi bastante fácil para nós decidirmos vir para cá ajudar, precisamente por causa disso”, refere.

Porque o serviço não tem de ser algo planeado em que, ok, daqui a uma semana vamos a um lar de idosos fazer companhia. Se a região de Leiria e outras zonas do país precisam de nós de um dia para o outro, nós somos chamados a ajudar e por isso é que viemos”, acrescenta a jovem.

Esta manhã, uma ação de limpeza juntou cerca de 600 pessoas, segundo o vereador da Proteção Civil da Câmara de Leiria, Luís Lopes, junto ao Estádio Municipal de Leiria para limpar a cidade.

“Reparem que divulgámos isto ontem, é uma mobilização absolutamente extraordinária”, expressou.

José Costa, de Leiria, é um dos voluntários e recorda como encontrou a localidade: “Foi um caos, muita destruição por onde a gente anda”.

“Eu fui dar uma volta à cidade para ver como é que estava e estava mesmo destruição por toda a zona. Carros destruídos, casas destelhadas, pessoal na rua. Está mesmo complicado andar em Leiria”, descreve.

“Acho que com um pouquinho que cada um fizer, eu acho que ao fim se torna um dia melhor para todos”, declarou.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, a 28 de janeiro, deixou um rasto de destruição, causando mortes, vários feridos e desalojados.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima é um dos locais onde a ajuda acontece, sendo um dos pontos de entrega de bens essenciais aberto este fim de semana.

“Sábado e domingo vamos estar aqui, durante toda a próxima semana, isto é, vamos estar portas abertas. Enquanto a comunidade precisar nós estaremos aqui”, disse Nelson Costa.

“Neste momento, o Centro de Logística, a nível de recolhas de bens alimentares e produtos de higiene, centralizou-se tudo na Cáritas Diocesana de Leiria. E, neste momento, já no dia de hoje, já colocámos a nossa equipa técnica no terreno”, indicou o diretor de serviços da Cáritas Diocesana de Leiria.

Entre os muitos voluntários está a irmã Marta Couto, da associação dos Silenciosos Operários da Cruz, que conhecendo um pouco da realidade da diocese, percebeu desde cedo, até pela falta de comunicações, da grande necessidade de apoiar a população.

“Assim que tivemos a oportunidade, assim que pudemos, decidimos vir ao terreno tentar ajudar de alguma maneira”, conta.

A Cáritas Diocesana criou “Fundo de Emergência Social”, que permitirá acelerar e reforçar o apoio às famílias atingidas pela depressão Kristin.

“Neste momento estamos a angariar fundos para, posteriormente, criar uma equipa de trabalho, juntamente com os municípios que sofreram com esta tempestade, para depois o dinheiro que nos vai ser confiado ter o seu destino mais correto, como é óbvio, de apoio às famílias que sofreram com esta grande intempérie”, explicou Nelson Costa.

Num comunicado enviado esta tarde à Agência ECCLESIA, a instituição informa que, “não sendo possível, de momento, apurar um valor exato dos donativos devido às dificuldades de acesso às comunicações”, desde o lançamento deste mecanismo, “foram angariados cerca de 200 mil euros”.

“A Cáritas Diocesana de Leiria encontra‑se a envidar esforços no contacto com diversas entidades locais, nomeadamente Juntas de Freguesia, e já está presente em várias paróquias, levando alimentos e articulando diretamente com as comunidades para garantir que o apoio chega de forma eficaz a quem mais necessita”, pode ler-se.

Fonte: Ecclesia

Miranda do Douro: “A Cor do Limão” nas bibliotecas

Miranda do Douro: “A Cor do Limão” nas bibliotecas

No dia 29 de janeiro, a Biblioteca António Maria Mourinho, em Miranda do Douro, acolheu o encontro mensal da Rede Intermunicipal de Bibliotecas, uma iniciativa da CIM-TTM, cujo objetivo é promover a cooperação, partilha de recursos e atividades, como a peça de teatro “A Cor do Limão”, que vai ser representada nas oito bibliotecas transmontanas.

De acordo com a Elisabete Preto, da Biblioteca Municipal António Maria Mourinho, em Miranda do Douro, o encontro de 29 de janeiro, teve como ordem de trabalhos aprovar o plano de atividades para o ano 2026.

“Neste novo ano, três das atividades programadas nas bibliotecas da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes são: no mês de maio, a representação da peça de teatro “A Cor do Limão”, realizada pela Companhia Andante. Em outubro, é a vez do contador de histórias e ilustrador, Pedro Seromenho, percorrer as oito bibliotecas dos municípios transmontanos. Foi ainda solicitado à Direção Geral do Livro, Arquivo e Bibliotecas (DGLAB) uma atividade de dinamização de jogos de tabuleiro, nas oito bibliotecas”, informou.

Outra das novidades do encontro dos bibliotecários, em Miranda do Douro, foi o agendamento de uma reunião de trabalho no mês de março, sobre a utilização do novo software de requisição e empréstimo de livros nas bibliotecas.

“De momento, apenas as bibliotecas de Bragança e Mirandela já utilizam o sitema de empréstimo digital. As restantes bibliotecas ainda não utilizam o software, por isso, até março vai decorrer a instalação do programa das bibliotecas, para depois aprendermos a usá-lo”, informou a bibliotecária, Elisabete Preto.

Questionada sobre as vantagens de trabalhar em rede com as bibliotecas de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor e Vimioso, a bibliotecária destacou a partilha de saberes e experiências como uma mais-valia.

“Este trabalho em rede entre as bibliotecas permite-nos partilhar conhecimentos, recursos e realizar atividades em conjunto. Nos encontros mensais entre os bibliotecários dos vários municípios é possível aprendermos uns com os outros, trocar ideias, esclarecer dúvidas e definir estratégias conjuntas para cativar público”, disse.

Sobre que estratégias é possível implementar para incutir o hábito da leitura nas pessoas, Elisabete Preto, respondeu que tudo começa na família, pelo exemplo dos pais e educadores.

“O gosto pela leitura começa em casa, pelo exemplo dos pais e educadores, que incentivam as crianças e jovens a descobrir os benefícios do acto de ler. Entre os benefícios destaco a aquisição de novos conhecimentos, o desenvolvimento da linguagem, da memória e da concentração”, disse.

No ambiente das bibliotecas, Elisabete Preto, acrescentou que cada vez mais se realizam atividades, como encontros com escritores, sessões de contos e peças de teatro para atrair a vinda de público.

«No âmbito do Festival dos Sabores Mirandeses, vamos receber a visita do escritor, Raúl Minh’Alma, no dia 14 de fevereiro, às 15h30, para a apresentação do livro “Fomos mais que um erro”. Para os mais jovens, a Biblioteca António Maria Mourinho, acolhe a contadora de histórias, Mariana Machado», indicou.

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), através da sua Rede Intermunicipal das Bibliotecas, pretende fomentar a formação, aprendizagem e valorização profissional, promovendo uma cultura de cooperação intermunicipal e trabalho em rede.

A Rede Intermunicipal das Bibliotecas das Terras de Trás-os-Montes é constituída por oito bibliotecas: biblioteca municipal de Alfândega da Fé, biblioteca municipal de Bragança, biblioteca municipal A.M. Pires Cabral (Macedo de Cavaleiros), biblioteca municipal Padre António Maria Mourinho (Miranda do Douro), biblioteca municipal Sarmento Pimentel (Mirandela), biblioteca municipal Trindade Coelho (Mogadouro), biblioteca municipal de Vila Flor e biblioteca municipal Norberto Lopes (Vimioso).

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Ifanes: Cantou-se e leiloou-se o ramo na Festa de São Sebastião

Ifanes: Cantou-se e leiloou-se o ramo na Festa de São Sebastião

Na aldeia de Ifanes, no concelho de Miranda do Douro, voltou a celebrar-se a festa em honra de São Sebastião, no sábado, dia 31 de janeiro, uma festividade que tem como caraterísticas distintivas, o canto e a benção do ramo na eucaristia, seguido da procissão e do leilão, no adro da igreja.

Este ano, os mordomos da festa em honra de São Sebastião, em Ifanes, foram os jovens Simão Cabreiro, Maria Inês Cabreiro, Gonçalo Marcos e Joel Antão. A escolha dos jovens para mordomos, tem como propósito assegurar a continuidade da festa e a preservação das tradições que lhe estão associadas.

Coube às mães dos jovens mordomos, Gina Marcos e Marisa Ortega, confecionar ao longo do ano, os saborosos roscos, para angariar dinheiro para a festa e para ornamentar os cinco ramos de oferenda a São Sebastião.

“Em Ifanes, os roscos são feitos com farinha, ovos, essência de aniz e açúcar. A receita é um segredo. Alguns destes ingredientes, como os ovos e o açúcar, são doados pela comunidade de Ifanes, sendo que este ano utilizámos 150 dúzias de ovos”, indicaram.

Feitos os roscos, segue-se a minuciosa tarefa de ornamentar os cinco ramos (pequenas estruturas de madeira), com os roscos e pães. Em Ifanes, cada ramo é encimado por três roscos em forma de pomba e três maçãs.

Outra tradição associada à festa de São Sebastião, em Ifanes, é o jantar das “claras”. A designação advém das claras dos ovos que não são utilizadas na confeção dos roscos e são reaproveitadas para fazer outros doces.

“Com as claras dos ovos, a comunidade de Ifanes decidiu fazer outros doces que são servidos num jantar comunitário, a que se deu o nome de jantar das claras”, explicaram.

Este ano, a missa solene em honra de São Sebastião, celebrou-se ao início da tarde de sábado, dia 31 de janeiro, na igreja matriz. A celebração religiosa começou com a tradição do canto do ramo, entoado pelas mordomas da festa.

“Queremos pedir licença,
para cantar nesta igreja.
Ao mártir, São Sebastião,
Rogai a Deus que assim seja...”

Na homilia da missa, o pároco de Ifanes, padre Manuel Marques, destacou as virtudes da Fé e da Esperança de São Sebastião, que deu a vida em defesa da adesão a Cristo, Filho de Deus.

“O mártir, São Sebastião, sofreu o martírio por causa da prática da caridade. Nas Bem-aventuranças, Jesus chama de bem-aventurados aqueles que sofrem perseguição por amor do Evangelho. Alegrai-vos e exultai porque é grande a vossa recompensa nos céus”, disse o pároco.

A eucaristia conclui-se com a procissão da imagem de São Sebastião, pelas ruas de Ifanes e com o acender da fogueira.

No adro da igreja, realizou-se o tradicional leilão dos ramos, cuja venda destinou-se a angariar dinheiro para pagar as despesas da festa.

Um dos participantes no leilão, o presidente da União de Freguesias de Ifanes e Paradela, Nélio Seixas, afirmou que na aldeia de Ifanes, a festa em honra de São Sebastião e as tradições que lhe estão associados são um legado cultural que importa preservar.

“Em Ifanes, a festa em honra do mártir, São Sebastião, é a festividade em que há uma maior participação da comunidade local, nas diferentes tarefas como a confeção dos roscos, na ornamentação dos ramos, no leilão, no preparar a fogueira, na missa e procissão. Esta festividade que terá alguns séculos é a mais distintiva de Ifanes”, disse o jovem autarca.

A festa em honra de São Sebastião, na aldeia de Ifanes, prosseguiu durante a tarde de sábado, com as danças das Pauliteiras. Ao serão, a festividade encerrou com as atuações dos grupos musicais NV3 e Zíngarus.

Em várias localidades da Terra de Miranda, o ritual de confeção e oferenda dos ramos, ornamentados com roscos (tradicionalmente feitos com farinha, ovos, açúcar e aguardente ou aniz) está relacionado com o ciclo agrícola. Segundo o etnógrafo, Mário Correia, os roscos são ofertas a Deus, sendo mesmo benzidos pelos sacerdotes no decorrer da eucaristia. 

"Os roscos são feitos com farinha de trigo e por isso simbolizam o pão, considerado um alimento essencial e garante da sobrevivência. As comunidades ao ornamentarem o andor com os roscos ou o pão, estão a agradecer a Deus pela colheita e a pedir a sua intercessão para o novo ano agrícola, que vai começar com a chegada da primavera”, explicou o etnógrafo.

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Política: Francisco Parreira integra órgãos sociais da Anafre

Política: Francisco Parreira integra órgãos sociais da Anafre

Nos dias 30 e 31 de janeiro, realizou-se em Portimão, o XX Congresso da Associação Nacional de Freguesias (Anafre), tendo sido eleitos os órgãos sociais para o quadriénio 2026/2030, numa lista que conta com Francisco Parreira, presidente da Freguesia de Miranda do Douro, como vogal no conselho fiscal da Anafre.

O presidente da União de Freguesias de Évora, o social-democrata Francisco Brito, foi eleito presidente da Associação Nacional de Freguesias (Anafre).

Francisco Brito encabeçou uma lista única apresentada a sufrágio, que resultou de um acordo entre PSD, PS e PCP.

Cerca de 1.300 delegados participaram no XX Congresso da Anafre, com o lema “+Freguesias – Agir e Pensar Portugal”.

Composição dos órgãos sociais da Anafre


Conselho Diretivo:

Presidente: Francisco Branco de Brito – União de Freguesias de Évora, distrito de Évora

Ricardo Marques – Junta de Freguesia de Benfica (Lisboa)

Jorge Amador – Junta de Freguesia Serra D’El Rei (Lisboa)

Luís Miguel Correia – União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades (Coimbra)

Paulo António de Carvalho – Junta de Freguesia de Matosinhos (Porto)

José Manuel Ferreira – Junta de Freguesia de Maceira de Rates, concelho de Barcelos (Braga)

Luís Marques Mendes – Junta de Freguesia da Estrela (Lisboa)

Nelson Ramos – Junta de Freguesia da Amora (Setúbal)

Ana Rita Leal – Junta de Freguesia Carvalhal Bem Feito, Caldas da Rainha (Leiria)

Ana Isabel Merêces – União de Freguesias Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso, concelho do Crato (Portalegre)

Raquel Freitas – União de Freguesias S. Pedro de Fins, Maia (Porto)

João Carlos Simões – União de Freguesias Alcoutim e Pereiro (Faro)

Rui Mendes – Junta de Freguesia de Silgueiros (Viseu)

Vítor Besugo – Junta de Freguesia de Beringel (Beja)

André da Rocha, Junta de Freguesia Santa Maria de Lamas, Santa Maria de Lamas (Aveiro)

Márcia Lima – Junta de Freguesia Repeses e São Salvador (Viseu)

Pedro Araújo – Junta de Freguesia Imaculado Coração de Maria, Funchal (Madeira)

Pedro Matias – União de Freguesias Charneca de Caparica e Sobreda, Almada (Setúbal)

Francisco Kreye – Junta de Freguesia Cascais e Estoril (Lisboa)

Hélder Afonso – União de Freguesias Mouçós e Lamares (Vila Real)

Palmira da Costa - União de Freguesias Nogueira, Fraião e Lamaçães (Braga)


Mesa do Congresso:

Maria da Graça Silva, Junta de Freguesia de Fajã de Cima, Ponta Delgada (Açores)

Jorge Pestana - Junta de Freguesia São Pedro, Funchal (Madeira)

Carlos Gonçalves - União de Freguesias Alverca do Ribatejo e Sobralinho, Vila Franca de Xira (Lisboa)

Carlos Oliveira - Junta de Freguesia Polvoreira, Guimarães (Braga)

Carlos Coelho - União de Freguesias Freixeda do Torrão, Quintã de Pêro Martins e Penha de Águia, Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda)

Nuno Gonçalves - União de Freguesias Almacave e Sé, Lamego (Viseu)

Carmina Parreira - Junta de Freguesia Ventosa do Bairro, Mealhada (Aveiro)


Conselho Fiscal:

Presidente:
Filipe Dourado – Junta de Freguesia de Arrentela, concelho do Seixal (Setúbal)

Vice-presidente:
Carla Longo – Junta de Freguesia de Pombal (Leiria)

Vogais:

João Carneiro – Junta de Freguesia de Rebordões, Santo Tirso (Porto)

Francisco Parreira - Junta de Freguesia de Miranda do Douro (Bragança)

Maria da Luz Nunes – Junta de Freguesia de Portimão (Faro)

Fonte: Lusa

Sociedade: Idosos em solidão recorrem mais ao serviço de saúde

Sociedade: Idosos em solidão recorrem mais ao serviço de saúde

Um estudo da Universidade do Porto (UP) inquiriu mais de 300 idosos na região do Baixo Alentejo, tendo concluído que as pessoas que vivem em maior solidão, são quem utiliza com mais frequência os serviços de saúde.

“Quanto maior o nível de solidão, maior é a utilização de recursos de saúde”, é a conclusão resultante de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Segundo a investigação, “os idosos que vivem em solidão severa, registam um maior número de consultas, mais episódios de ida às urgências e um consumo mais elevado de medicamentos”.

O estudo, intitulado “A solidão como determinante da utilização dos serviços de saúde em idosos” e publicado na revista European Geriatric Medicine, envolveu a realização de um inquérito a mais de 300 pessoas idosas residentes no Baixo Alentejo (correspondente ao distrito de Beja).

Trata-se de “uma região predominantemente rural, envelhecida e socialmente vulnerável”, explicou a FMUP, referindo que os resultados mostram que “mais de metade dos participantes referiram solidão leve e cerca de 15% apresentaram níveis de solidão severa”.

“A solidão severa associou-se a uma média de quase sete medicamentos por dia, cerca de seis consultas anuais nos cuidados de saúde primários e duas visitas ao serviço de urgência, números substancialmente superiores aos observados nos participantes sem solidão”, adiantou Paulo Santos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e um dos autores do estudo.

A solidão, pode ler-se, “surge como um determinante clínico que aumenta a procura de cuidados médicos, não por agravamento da doença, mas frequentemente como forma de substituir a ausência de relações sociais, com potenciais impactos humanos e económicos relevantes”.

Segundo os investigadores, “a falta de identificação da solidão como qualquer outro fator de risco contribui para a medicalização do sofrimento social e para respostas de saúde menos ajustadas às necessidades reais das pessoas idosas”.

Por isso, são necessárias “mudanças estruturais na forma como a solidão é reconhecida e tratada” e é preciso reforçar o “investimento em transportes, espaços públicos, programas comunitários e estratégias de envelhecimento ativo”.

“A solidão é prevenível, identificável e dispõe de tratamento adequado”, lembram os autores do trabalho, que contou com a colaboração das médicas e investigadores Ângela Mira e Cristina Galvão, da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), que abrange 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja.

Integrar o rastreio sistemático da solidão nos cuidados de saúde e implementar modelos de prescrição social, como atividades comunitárias, programas intergeracionais ou grupos de vizinhança, são duas das medidas que os investigadores apontam no estudo como “uma resposta eficaz e alinhada com a evidência internacional”.

“A solidão afeta negativamente a saúde dos idosos e acarreta uma maior pressão sobre o sistema de saúde. A solução não pode passar pela prescrição de mais comprimidos, mas sim por reforçar este sentido de comunidade”, defendeu Paulo Santos.

Fonte: Lusa | Foto: SCMM

Solidariedade: Fundo de Emergência Social para apoiar vítimas da tempestade

Solidariedade: Fundo de Emergência Social para apoiar vítimas da tempestade

A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima criou o Fundo de Emergência Social de Apoio às Vítimas da Tempestade Kristin, para “reforçar” a sua capacidade de resposta imediata e continua a recolher bens essenciais e materiais de emergência.

“A criação do Fundo de Emergência Social permitirá acelerar e reforçar o apoio às famílias atingidas. A solidariedade que já começamos a testemunhar é um sinal de esperança”, explica a presidente da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, num comunicado enviado, esta sexta-feira, à Agência ECCLESIA.

Ana Mota apela a todos para que “continuem a estar ao lado das famílias afetadas pela tempestade Kristin”, salientando que juntos conseguirão “reconstruir, apoiar e restaurar a dignidade de cada pessoa atingida”.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, no dia 28 de janeiro, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima explica que para reforçar a sua “capacidade de resposta imediata” criou o Fundo de Emergência Social de Apoio às Vítimas da Tempestade KRISTIN, e todos os donativos recolhidos por MB WAY, transferência bancária, com a descrição ‘Tempestade KRISTIN’ (IBAN) e donativos online “revertem integralmente para este fundo”.

A organização da Igreja Católica na Diocese de Leiria-Fátima está a acompanhar “de forma permanente” os impactos provocados pela tempestade Kristin, que “afetou de forma severa várias localidades” deste território diocesano, e adianta que, hoje, participou na reunião de briefing da Proteção Civil, “reforçando a articulação com as autoridades e garantindo uma resposta coordenada, rápida e ajustada às necessidades identificadas no terreno”.

“Neste momento difícil para tantas famílias da nossa Diocese, a Cáritas Diocesana de Leiria está totalmente empenhada em assegurar uma resposta rápida, humana e coordenada. A participação na reunião de briefing da Proteção Civil reforça o nosso compromisso de trabalharmos em conjunto para apoiar quem mais precisa”, sublinha Ana Mota.

A Cáritas Diocesana “em estreita colaboração” com o Município de Leiria, e “intensificando contactos” com os restantes municípios desta diocese, têm identificadas “várias famílias com habitações danificadas, perda de bens essenciais e necessidade urgente de apoio social e logístico”.

Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.

A Cáritas está a recolher bens essenciais, materiais de emergência e donativos financeiros, e continua a apelar à doação de bens alimentares não perecíveis, de produtos de higiene pessoal e produtos de limpeza, que podem ser entregues no Centro Logístico dos Pousos e na sede da Cáritas Diocesana de Leiria‑Fátima (horário da sede 09h00-18h00).

Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, que também teve danos devido à tempestade nas suas infraestruturas sociais, situadas na Praia do Pedrógão, “agradece profundamente cada gesto de solidariedade”.

O Governo português decretou a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela ‘Kristin’, 60 municípios abrangidos, “entre as zero horas de dia 28 até 1 de fevereiro às 23h59”, após reunião do Conselho de Ministros, esta quinta-feira na residência oficial do primeiro-ministro.

Fonte: Ecclesia