Ambiente: Promotores de parques eólicos e fotovoltaicos têm de envolver as populações e autarquias – Governo

Ambiente: Promotores de parques eólicos e fotovoltaicos têm de envolver as populações e autarquias – Governo

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou em Mogadouro que as empresas promotoras de parques eólicos e fotovoltaicos devem envolver as populações e os autarcas, para que os processos sejam públicos e transparentes.

“Como política geral, este Governo tem a orientação de que os promotores conversem com as populações e com os autarcas e arranjar uma forma de os envolver desde o início [destes processos]. Porque um projeto tem de ser benéfico para todas as partes e haver formas transparentes e só assim é que se consegues levar os projetos até ao fim”, disse Maria da Graça Carvalho, quando questionada sobre os projetos de hibridização de quatros centrais transmontanas através de parques eólicos e fotovoltaicos apresentados pela Engie.

A governante acrescentou ainda que “estes projetos têm impacto na natureza, na paisagem e no território, mas que também têm muitos benefícios para o país, Europa e para o mundo devido às alterações climáticas”, disse.

“Nós queremos muito fazer a transição energética, mas sempre em harmonia com as populações”, vincou Maria da Graça Carvalho.

Questionada, a ministra do Ambiente disse não ter conhecimento dos projetos da Engie, que estão em fase de auscultação pública no território do nordeste transmontano.

“Ainda tive conhecimento desses projetos porque saiu um artigo nos jornais. Nós não recebemos os promotores quando ainda estão em processos de autorizações para não dar nenhum sinal, nem a favor, nem contra” explicou Maria da Graça Carvalho.

“A nossa política é uma completa confiança nas nossas intuições de avaliação de impacto ambiental e não dar qualquer tipo de sinal, e não conheço projetos individuais”, sublinhou.

Também o presidente da Câmara de Mogadouro, António Pimentel disse que os municípios pouco têm a ver com estes projetos, visto que os licenciamentos são feitos pelas entidades competentes.

Contudo, o autarca mostrou-se “preocupando com a dimensão dos parques eólicos fotovoltaicos” que estão previstos para o território e sobre as respetivas compensações.

“Tudo terá de ser feito com conta peso e medida. Penso que já estão a criar algum exagero com a instalação de parque fotovoltaicos”, indicou.

As reações surgiram na sequência da sessão da apresentação do projeto de hibridização da central hidrelétrica de Picote, com a instalação de um parque eólico, realizada a 7 de maio na aldeia raiana de São Martinho de Angueira, pela Engie.

Quanto à potência deste parque eólico, neste momento perspetiva-se que possa ter uma capacidade de aproximadamente 157,5 MegaWatts.

Nesta fase de projeto estão previstos 105 hectares, de área não vedada, onde se inserirão os aerogeradores, valas de cabos e acessos.

Outros dos projetos passa pela hibridização em três centrais elétricas transmontanas através de projetos fotovoltaicos com capacidade de cerca de 354 Megawatts-pico (MWp).

As centrais em causa são Bemposta (Mogadouro), Baixo Sabor (Torre de Moncorvo) e Foz Tua (Carrazeda de Ansiães e Alijó).

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Miranda do Douro: Município desagradado com falta de informação sobre projeto da Engie

Miranda do Douro: Município desagradado com falta de informação sobre projeto da Engie

A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril expressou desagrado por não ter sido informado pela Engie, sobre o projeto de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote, acusando a empresa de “arrogância”.

“O ‘eu quero, posso e mando’ é uma atitude de uma instituição que acha que pode estar no terreno sem dar, sequer, informação, por exemplo, ao município. Nós na vida, ou nas instituições, não podemos estar com uma atitude destas, que pressupõem um pouco da arrogância com que abordam as temáticas e não é essa a nossa postura”, sublinhou a autarca, uma semana depois de ter arrancado a auscultação pública ao projeto que prevê a instalação de 35 aerogeradores no planalto mirandês.

Helena Barril disse que foi expressado publicamente este “desagrado” pelo motivo da falta de informação e contacto por parte da Engie com o município.

“Já manifestámos o nosso desagrado que vai no sentido de não termos sido abordados pela Engie. Se estão no terreno, ao menos que nos manifestassem a intenção de que vieram fazer uma auscultação pública [sobre o projeto]”, explicou a autarca mirandesa.

“Todos eles, autarcas e população, garantiram que também foram apanhados de surpresa perante este processo. Isto não é forma de nos relacionarmos entre intstituições”, vincou.

A autarca não contesta a “legitimidade do projeto” em curso, apenas defende que deveria haver que a empresa iria para o terreno e não pode haver uma atitude“ de eu quero, posso e mando”.

A autarca mirandesa relembrou, igualmente, o processo da cobrança dos impostos sobre a venda das [seis] bagagens que se arrasta há seis anos.

“Mesmo assim, temos estado junto da Engie e da Movhera, porque é assim que se funciona, independente, das litigâncias em curso”, destacou.

A primeira sessão da apresentação deste projeto de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote e parque eólico decorreu no dia 7 de maio na aldeia raiana de São Martinho de Angueira.

Quanto à potência deste parque eólico, neste momento perspetiva-se que possa ter uma capacidade de aproximadamente 157,5 MegaWatts.

Nesta fase de projeto estão previstos 105 hectares, de área não vedada, onde se inserirão os aerogeradores, valas de cabos e acessos.

Estes equipamentos de produção de energia eólica terão de ficar instalados num raio de 30 quilómetros dentro área da barragem de Picote, situada no sul do concelho de Miranda do Douro, por razões de operacionalidade e onde será, depois, ligada à Rede Elétrica Nacional, para a distribuição da energia produzida.

Quanto ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para dar início a este projeto transfronteiriço do Parque Eólico de Avelanoso, e consequente processo de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote, o processo poderá demorar cerca de dois anos, adiantaram os técnicos da empresa Gesto Energia, encarregues desta fase inicial deste projeto.

Foi ainda explicado durante esta sessão aberta ao público que em Portugal haverá três momentos para a consulta pública de todo este processo de hibridização e do EIA, respeitando o regime jurídico em vigor.

A empresa elétrica Engie também está a realizar uma auscultação pública para a instalação de projetos de hibridização em três centrais elétricas transmontanas através de projetos fotovoltaicos com capacidade de cerca de 354 Megawatts-pico (MWp), disse hoje fonte da empresa.

As centrais em causa são Bemposta (Mogadouro), Baixo Sabor (Torre de Moncorvo) e Foz Tua (Carrazeda de Ansiães e Alijó).

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr e GP

Comunhão com Deus

Solenidade da Ascenção do Senhor

Comunhão com Deus

 Actos 1,1-11; Salmo 46 (47); Ef 1,17-23; Mt 28,16-20

A Festa da Ascensão de Jesus, que hoje celebramos, sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto libertador de Deus para os homens e para o mundo.

O Evangelho apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do “Reino”.

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu.

Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens, continuar o projecto de Jesus.

A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa “esperança” de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside no seu “corpo” que é a Igreja; e é nela que Se torna, hoje, presente no meio dos homens.

Fonte: Dehonianos | Imagem: RMOP

Vimioso: Festa de Santo Antão com jogos tradicionais

Vimioso: Festa de Santo Antão com jogos tradicionais

A vila de Vimioso celebra a festa em honra de Santo Antão, no fim-de-semana de 16 e 17 de maio, com um programa religioso, musical e lúdico que inclui os torneios dos jogos tradicionais do fito e da raiola.

De acordo com a comissão de festas em honra de Santo Antão, o programa festivo inicia-se na tarde de sábado, dia 16 de maio, com as inscrições para o torneio de fito, que tem início às 15h00. Ao serão, há baile com a animação musical do grupo NV3.

No Domingo, dia 17 de maio, a festa recomeça com a celebração da missa solene em honra de Santo Antão, seguida da procissão e benção dos animais e das máquinas. Na tarde de Domingo, prossegue o campeonato concelhio dos jogos tradicionais, com as inscrições e o torneio da raiola, às 15h00.

Em Vimioso, os vencedores dos torneios de fito e da raiola vão competir na final do campeonato distrital de Jogos Tradicionais.

O Campeonato distrital de jogos tradicionais é uma iniciativa da Comunidade Intermunicipal – Terras de Trás-os-Montes (CIM-TT), que visa recuperar e valorizar jogos como o fito, a raiola, a relha, a corrida de sacos, a tração à corda, o jogo do burro e a dança das cadeiras, entre outros jogos, que noutros tempos eram motivo de lazer, convívio e festa.

Em Vimioso, a Festa em Honra de Santão Antão é uma iniciativa da comissão de festas, que conta com os apoios do município e da freguesia.

Santo Antão

Liturgicamente, a Igreja Católica celebra a festa de Santo Antão, no dia 17 de janeiro.

Santo Antão viveu entre os séculos III e IV e é considerado o pai dos monges.

Sendo filho de pais ricos, abandonou o conforto das riquezas e foi morar no deserto. Aí, dedicou-se à oração, ao trabalho e à leitura da Sagrada Escritura.

Santo Antão anunciou a todas as pessoas a importância da perseverança, como caminho para uma maior união a Deus e aos irmãos. Santo Antão foi um homem de Deus, que desde a juventude até a idade avançada, conservou o entusiasmo da fé.

Segundo o relato histórico, Santo Antão morreu perto do mar Vermelho, aos 105 anos de idade.

HA



Malhadas: Campeonato concelhio dos Jogos tradicionais a 17 de maio

Malhadas: Campeonato concelhio dos Jogos tradicionais a 17 de maio

As Olimpíadas Desportivas ou campeonato concelhio dos Jogos Tradicionais de Miranda do Douro decorrem no próximo Domingo, dia 17 de maio, a partir das 14h30, no recinto do Mercado de Gado, em Malhadas.

A iniciativa insere-se no Campeonato de Jogos Tradicionais das Terras de Trás-os-Montes e tem como principal propósito preservar e divulgar os jogos tradicionais como o fito, a raiola, a relha, o jogo da corda, a corrida de sacos, a sueca e o dominó, entre outros jogos, contribuindo assim para a preservação do património cultural e identitário da região.

“A par da componente desportiva, o evento é também um momento de convívio e confraternização entre as populações das várias freguesias, o que reforça os laços comunitários e o espírito de união”, informa o município de Miranda do Douro.

À semelhança do que acontece nos nove concelhos da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), as Olímpiadas Desportivas, visam selecionar os melhores praticantes de jogos tradicionais no concelho de Miranda do Douro, para posteriormente disputarem a final distrital.

Segundo a CIM-TTM, o Campeonato de Jogos Tradicionais visa celebrar e preservar os jogos que marcaram gerações, promovendo atividades que incentivam a interação social, o exercício físico e o contato com a natureza.

O projeto dos Jogos Tradicionais é deenvolvido no âmbito do programa “Cultura para Todos”, sendo financiado pelo Programa Operacional NORTE 2020.

Fonte: MMD

Agricultura: Mirtilos dão origem a corantes e ‘snacks’

Agricultura: Mirtilos dão origem a corantes e ‘snacks’

Na impossibilidade de serem vendidos em fresco, os mirtilos vão criar corantes e ‘snacks’ alimentares, novas utilidades que estão a ser desenvolvidas pelo MORE CoLAB – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, em Bragança.

O desafio partiu da empresa Green Factor, de Braga, que recolhe e vende mirtilos e pretende aproveitar uma grande percentagem do fruto que está a ser desperdiçado, porque já não corresponde aos padrões para ser vendido a fresco.

“Permite considerar os mirtilos de refugo não como uma perda, mas sim como uma matéria-prima com potencial para gerar inovação e novos produtos. O objetivo é conferir valor acrescentado a um recurso encaminhado para alimentação animal, contribuindo, assim, para a sustentabilidade da cadeia de valor do mirtilo”, disse Tadeu Alves, administrador da Green Factor, num comunicado enviado à Lusa.

Este trabalho de reaproveitamento do mirtilo está a ser desenvolvido pelo MORE CoLAB, em parceria com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e resulta na criação de dois produtos.

Face ao poder antioxidante do mirtilo, será extraída a cor azul, que pode ser usado na pastelaria como corante natural, para “dar cor a diferentes massas, receios ou coberturas”. “Tem desafios concretos. Esta cor azul do mirtilo tem de ser estabilizada antes de poder ser usada em processos industriais, porque senão vamos perder a cor durante os processos”, explicou o investigador Alexandre Gonçalves.

Outro dos produtos consiste na criação de uma farinha de mirtilo, que pode ser usada para ‘snacks’, como barras energéticas.

“O que nós vamos fazer é um pó de mirtilo, como se fosse uma farinha, ou seja, temos de desidratar o mirtilo, fazer esta farinha e esse pó passá-lo por processo de extrusão para podermos fazer estes diferentes produtos alimentares”, esclareceu Alexandre Gonçalves.

Nos primeiros dois anos do projeto o laboratório criará os protótipos alimentares e fará testes com potenciais consumidores e, no terceiro ano, dedicar-se-á à produção em escala, para poder ser vendido no meio industrial.

“Começamos por fazer a caracterização de todo este mirtilo de refugo. Não é só uma questão de calibres diferentes, também temos mirtilos que não estão no ponto de maturação desejado, portanto, o teor de açúcar é bastante diferente, o nível de coloração é diferente. Ainda estamos a fazer a caracterização, e esperamos no mês de junho e julho começar a fazer os primeiros protótipos alimentares”, revelou o investigador do MORE CoLAB.

Os dois produtos vão ser comercializados pela Green Factor, mas, de acordo com Alexandre Gonçalves, “a ideia é que este conhecimento possa ser explorado pelo setor como um todo”.

“Sabemos que existem outras regiões do país muito fortes nestes pequenos frutos, que poderão depois, no futuro, tentar explorar estas estratégias de valorização dos subprodutos para a produção de ingredientes alimentares ou mesmo ‘snacks’ alimentares com valor mais acrescentado”, frisou.

O projeto InovBlueValue é cofinanciado pelo Norte 2030 e a sua conclusão está prevista para dezembro de 2028.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

IPB: Produto biológico com eficácia de 95% na cura do cancro do castanheiro

IPB: Produto biológico com eficácia de 95% na cura do cancro do castanheiro

Na última década, mais de 200 mil castanheiros do nordeste transmontano, foram curados do cancro, graças a um tratamento biológico, criado pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB), projeto que foi prolongado por mais cinco anos.

O IPB e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) assinaram a 14 de maio, o protocolo que prolonga por mais cinco anos, o projeto de combate ao cancro do castanheiro, que envolve mais de três mil produtores, segundo a investigadora responsável pelo programa, Eugénia Gouveia.

O cancro do castanheiro é uma das principais doenças fitossanitárias que afeta os soutos nos concelhos de Bragança e Vinhais, onde há a maior produção de castanha do país.

O IPB desenvolveu um tratamento biológico que tem vindo a ser aplicado desde 2015 e que trata o cancro provocado pela estirpe Cryphonectria parasítica, comum na região.

De acordo com a investigadora do IPB, “10% de castanheiros” têm a doença, mas o tratamento biológico tem uma “eficácia em termos globais que rondará os 95%” e, por isso, já foram tratados “mais de 200 mil castanheiros”.

“Este é um produto biológico que atua no fungo, que é patogénico, e dessa forma o castanheiro deixa de reconhecer o fungo como parasita e para o crescimento, e promove o desenvolvimento de tecidos novos e funcionais. É um sistema altamente eficaz, altamente específico, e não interfere nem com a saúde humana, nem com o ambiente”, explicou Eugénia Gouveia.

Uma das vantagens do tratamento, em relação aos pesticidas, é que uma aplicação é suficiente para a cura da árvore.

“Todo esse trabalho que está a ser feito pelo IPB, além de já estar a apoiar de uma forma muito concreta o controlo do cancro do castanheiro, está também a obter-se informação científica para que se possa reunir, de facto, tudo o que é necessário para se vir, um dia, a homologar o produto. Até lá, obviamente, o que nos interessa a todos, quer à DGAV quer ao IPB, é apoiar os agricultores no controlo deste flagelo que afeta os nossos castanheiros”, salientou Paula Cruz Garcia, subdiretora-geral da DGAV.

O tratamento é aplicado apenas nos soutos dos agricultores que fazem parte deste programa.

O produto ainda não está à venda no mercado, sendo que, para isso, precisa de homologação. O presidente do IPB revelou hoje que espera consegui-la nos próximos anos.

“Há perspetiva que, tratando-se de um produto biológico, possa haver um processo mais simplificado e nós estamos nesta fase a preparar o dossiê para pedir a homologação do produto como produto comercial, o que dará outra liberdade”, disse Orlando Rodrigues, presidente da instituição, acrescentando que espera que antes dos cinco anos do programa o produto já esteja homologado para entrar no mercado.

Em Portugal, cerca de 85% da produção de castanha é proveniente de Trás-os-Montes. Nos concelhos de Bragança e Vinhais chegam a ser colhidas 25 mil toneladas do fruto, por ano.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr e HA

Ambiente: Proteção Civil alerta para “potencial risco” de incêndio em algumas regiões do país

Ambiente: Proteção Civil alerta para “potencial risco” de incêndio em algumas regiões do país

O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, alertou para “o potencial risco de incêndio” em algumas regiões do país, como na zona de Pedrógão Grande, onde existe a possibilidade de se enfrentar novamente grandes fogos.

“Basta percorrer o IC8 [itinerário que liga Pombal a Vila Velha de Ródão e atravessa Pedrógão Grande] para percebermos que estamos novamente naquela zona toda com potencial muito grande de ter novamente grandes incêndios”, disse Mário Silvestre.

O comandante nacional de emergência e proteção civil explicou que as áreas que são percorridas por incêndios “tendencialmente regeneram ainda com mais intensidade”, o que faz com que o fogo seja “bastante superior da próxima vez que exista um incêndio”.

Segundo o responsável, o ciclo do fogo tem entre oito a 10 anos e “está perfeitamente estudado”.

“De oito em oito anos ou de 10 em 10 anos volta a repetir-se, porque a floresta e a natureza trata de se regenerar e de crescer novamente. Cresce ainda com mais intensidade em alguns sítios. Se não tivermos uma intervenção humana que faça a gestão desse território, o potencial de termos grandes incêndios aumenta significativamente, até porque as alterações climáticas e a tal severidade meteorológica é bastante visível”, frisou.

Questionado sobre o que falhou na prevenção desde 2017, respondeu: “Não cabe a mim julgar se a prevenção funcionou ou não. A mim cabe-me olhar para o território e tentar perceber e antecipar as zonas de maior potencial de incêndio e aquela zona [IC8], neste momento, é uma zona potencial de incêndio bastante significativa”.

Nesse sentido, indicou que a Proteção Civil para aquela zona vai ter “um cuidado bastante significativo” no reforço de meios devido ao risco existente.

O comandante nacional ressalvou que em todo o país “há imensas zonas com potencial de risco de incêndio”, mas as mais críticas são o pinhal interior (concelhos dos distritos de Leiria, Castelo Branco e Coimbra), que “é sempre extremamente complexa e com um risco muito significativo”, Algarve e Norte.

Salientando que Portugal “estará sempre sujeito a um risco muito elevado de incêndios rurais”, Mário Silvestre adiantou que este ano também existe a preocupação acrescida na região de Leiria afetada pela depressão Kristin e que deixou milhares de árvores caídas no chão.

“Estamos a criar um conjunto de planos para implementar nessa região mais afetada”, disse, indicando que a prioridade atual é desobstruir caminhos florestais para os carros dos bombeiros se movimentarem durante os incêndios.

“Olhamos para o território como um todo, estamos com uma particular atenção a esse território, exatamente por causa do impacto que tivemos pela Kristin e depois por todos os outros fenómenos. Na realidade, aumentou ainda mais o problema”, precisou.

Mário Silvestre manifestou-se preocupado, mas assegurou que a Proteção Civil está “a fazer tudo aquilo que está ao seu alcance” para garantir que o impacto dos incêndios seja mitigado, considerando que o comportamento humano nos espaços florestais é “um fator decisivo”, bem como a limpeza e a proteção dos aglomerados urbanos e das casas que ficam nesses espaços.

“O dispositivo de combate terá muito mais facilidade em desenvolver as suas ações de supressão se os aglomerados urbanos estiverem devidamente protegidos, se as pessoas forem no fundo mentoras da sua autoproteção, será tudo muito mais fácil para todos”, disse.

O comandante sublinhou que Portugal tem conseguido reduzir o número de ignições de incêndio nos últimos anos, sendo este trabalho visível.

“No entanto, nos períodos mais críticos, nos períodos de maior severidade, a redução não é tão significativa quanto isso. E isto alerta-nos para que, quando estamos em dias de calor, a utilização do fogo tem que ser reduzida, eliminada, não o podemos usar. E os comportamentos não podem gerar ignições”, concluiu.

Fonte: Lusa

Santulhão: Passeio pedestre dos Três Termos a 17 de maio

Santulhão: Passeio pedestre dos Três Termos a 17 de maio

As freguesias de Santulhão, Carção e Argozelo voltam a organizar o já tradicional Passeio dos Três Termos, uma atividade conjunta, agendada para a manhã de Domingo, dia 17 de maio, que tem por meta promover o convívio entre as populações, incutir o gosto pela atividade física e dar a conhecer a beleza natural destas três localidades do concelho de Vimioso.

Este ano, cabe à freguesia de Santulhão organizar o 9º Passseio dos Três Termos e segundo o programa, a concentração dos caminhantes está agendada para as 8h30, junto ao pavilhão do Centro de Promoção dos Produtos e Tradições, em Santulhão.

Às 9h00 inicia-se o passeio pedestre de 10 quilómetros, num percurso fácil, através do qual os caminhantes têm a oportunidade de contemplar culturas como os olivais, sendo que a variedade de azeitona “santulhana” é originária desta localidade do concelho de Vimioso.

No decorrer do passeio pedestre está programada uma pausa para uma merenda e no final, a freguesia de Santulhão presenteia os caminhantes com um almoço convívio.

As inscrições no 9º Passeio Pedestre dos Três Termos são feitas presencialmente nas Juntas de Freguesia de Santulhão, Carção e Argozelo ou através dos contatos Valério (932 615 436); Daniel Ramos (932 335 998); Francisco Lopes (965 339 883).

A organização do “Passeio dos 3 Termos” recomenda o uso de calçado e roupa confortável e informa que os participantes inscritos beneficiam de seguro e têm direito a um brinde.

Anualmente, o Passeio dos 3 Termos é uma iniciaitiva conjunta das freguesias de Santulhão, Carção e Argozelo, que conta com o apoio do município de Vimioso.

HA

Palaçoulo: XXII Passeio Pedestre “Xara em Flor”

Palaçoulo: XXII Passeio Pedestre “Xara em Flor”

Em Palaçoulo, a associação Caramonico organiza na manhã de Domingo, dia 17 de maio, o XXII Passeio Pedestre “Xara em Flor”, uma atividade que este ano inclui uma visita a dois locais de arte rupestre, acompanhados pela arqueóloga, Mónica Salgado.

Segundo o programa, o passeio pedestre inicia-se às 8h00, com o acolhimento e as inscrições, na sede da associação Caramonico, em Palaçoulo.

A partida para o passeio está agendada para as 9h00 e de acordo com a arqueóloga, Mónica Salgado, no decorrer da caminhada, os participantes têm a oportunidade de visitar o “Abrigo do Passadeiro” e o Abrigo de Barroco Pardo.

O “Abrigo do Passadeiro” localiza-se num vale, onde existe um pequeno abrigo numa rocha de xisto. No seu interior há umas incisões alongadas e finas, maioritariamente em sentido vertical, que terão sido feitas com um utensílio de pedra, provavelmente um buril. Segundo os arqueólogos, estas gravuras poderão significar um sistema de escrita, sistema de contagem ou simplesmente meio de afiação de utensílios metálicos.

“Neste local, foi registado há cerca de 4 anos, mais uma gravura, um cervídeo macho de estilo subnaturalista”, acrescentou a arqueóloga, Mónica Salgado.

Outro local a visitar é o abrigo de Barroco Pardo. Trata-se de uma gruta natural, de pouca profundidade, com vários painéis onde também são visíveis vários traços verticais e oblíquos e algumas covinhas. Também neste local, às gravuras são atribuídas funcionalidades como sistema de escrita, sistema de contagem ou simplesmente meio de afiação de utensílios metálicos.

Em Palaçoulo, o passeio pedestre “Xara em Flor” é uma atividade que se realiza todos os anos, na primavera, aquando da floração das estevas (xaras, em mirandês) e tem por meta proporcionar o contato com natureza, incentivar a atividade física e o convívio.

HA