Dia da Mãe: «Exemplo materno» é o «antídoto para solidão e violência»

Dia da Mãe: «Exemplo materno» é o «antídoto para solidão e violência»

A Igreja Católica, em Portugal, afirma que a paz e a reconciliação no mundo deve inspirar-se no papel central das mães, pois o seu exemplo de serviço e dedicação é “o antídoto” para a solidão, a exclusão e a violência”.

“Cada vez temos mais consciência de que o exemplo e o abraço de uma mãe são o único antídoto para o mundo de hoje de solidão e de violência. Uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral”, lê-se na mensagem da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para o Dia da Mãe 2026, enviada hoje à Agência ECCLESIA.

A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida da CEP indica que nos tempos sombrios de guerras atuais, e são as mães que “mais odeiam a guerra, que mata os seus filhos”, é preciso aprender com as mães que “o heroísmo pode ser mostrado em doação, a força na compaixão e a sabedoria na serenidade”.

Na sua mensagem, a Igreja Católica em Portugal incentiva que, neste Dia da Mãe 2026, as mães sejam cantadas e acarinhadas com “belas palavras e gestos de ternura”, e salienta que “têm de ser muito mais escutadas e muito mais reconhecidas” no seu papel central na sociedade, porque “só assim” se construirá “um mundo de paz e de reconciliação”.

Ser mãe é ser, acima de tudo, afinadora de corações! Como precisamos, hoje, deste urgente trabalho de afinação dos corações pela paz, pela reconciliação e pela fraternidade.”

A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida salienta que ser mãe “é muito mais do que dar à luz”, é amar de forma infinita para além da razão e da compreensão, “é abdicar de tantos sonhos, é ensinar a voar e ficar a assistir, de sorriso rasgado e coração cheio, às conquistas dos filhos”, é correr e socorrer quando caem, “é dar beijos nas feridas, é suavizar todos os hematomas que se vão somando ao logo da vida”.

Com o título ‘Afinadora de Corações’, a mensagem para o Dia da Mãe 2026 começa por afirmar que a melodia da maternidade “é todo um alfabeto musical”, é uma história de amor em “tom maior, de coragem, de responsabilidade e de perseverança”.

Neste tempo de incerteza e de tantas guerras violentas, o organismo da CEP confia as mães a Maria, “que é a mãe de todas as mães”, a “mãe da esperança” que conhece e compreende “melhor do que ninguém, os sofrimentos das mães, ensina, mães e filhos, a viver em paz”.

Os bispos católicos de Portugal recordam e rezam pelas mães que “perderam filhos e estão de luto, mas também pelas mães que lutam pela saúde da sua família”, as mães cuidadoras de idosos e de pessoas com deficiência, na mensagem publicada no sítio online da Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida.

Ser mãe é ser feliz somente por ser mãe. Ser mãe é ser amor e amor que ninguém esquece, mas que sempre se agradece. Que a celebração de mais um Dia da Mãe junte, em coro, as nossas vozes para manifestarmos todo o amor e gratidão para com as nossas mães!”

Em Portugal, o Dia da Mãe celebra-se atualmente no primeiro Domingo de maio.

Fonte: Ecclesia

1.º de maio: Juventude Operária Católica alerta para a precariedade laboral

1.º de maio: Juventude Operária Católica alerta para a precariedade laboral

A Juventude Operária Católica (JOC), em Portugal, alerta para a “precariedade laboral” que ”marca a vida de muitos jovens” e anunciou que vai refletir sobre os seus direitos e futuro, a 1 de maio, Dia do Trabalhador, em Coimbra.

“É uma realidade pela qual a maioria dos jovens passa, a maior parte dos trabalhadores passa pelo problema da precariedade laboral, mas os jovens em particular sofrem muito mais com esse problema”, disse o presidente da JOC Portugal, em entrevista à Agência ECCLESIA.

Segundo Pedro Esteves, da Diocese de Aveiro, a precariedade laboral foi uma realidade trazida pelos grupos da Juventude Operária Católica para “ser trabalhada” pelo movimento da Igreja Católica em Portugal, no início deste ano pastoral 2025/2026, em novembro.

“Isto vem sempre da base, daquilo que os grupos sentem que precisam. Esta realidade vinha já do ano pastoral anterior, a nossa campanha nacional também foi sobre a precariedade laboral, e a situação não melhorou, até está em vias de piorar”, desenvolveu o entrevistado.

A JOC Portugal pediu aos participantes do encontro nacional do Dia do Trabalhador 2026 que levem “uma história (de pessoa conhecida) ou uma notícia” que retrate uma situação de “precariedade laboral (ou várias situações)”, preocupados com a realidade em que vivem, como a “insegurança face ao futuro, escola que não garante emprego, precariedade no trabalho, injustiça, degradação da pessoa humana e do ambiente, exclusão, violência”.

Em Portugal, governo e representantes dos trabalhadores e das entidades patronais estão a debater o ‘Anteprojeto Trabalho XXI’, uma proposta de reforma da legislação laboral do executivo, que foi apresentada em julho de 2025.

O presidente da JOC Portugal observa que tem “algum tempo que este debate sobre o pacote laboral”, e neste movimento operário têm “vindo a trabalhar sobre isto”, e este 1.º de maio “também será um bom para trabalhar sobre esta problemática”.

“Há muitas linhas vermelhas, neste pacote laboral que não devem ser ultrapassadas, ou seja, há a problemática dos contratos a termo, ou seja, aumentar o limite dos contratos a termo, há toda a questão de poder-se despedir e depois contratar em outsourcing. Há várias problemáticas que no meu entender são linhas vermelhas”, identificou Pedro Esteves.

Segundo o responsável nacional da Juventude Operária Católica, a situação atual “está extremamente precária para os jovens trabalhadores” e o que se quer fazer é aumentar essa precarização”, que não é uma forma de evolução, mas “uma forma de regressão”.

“Ao longo dos anos fomos melhorando as condições laborais, não é agora piorando as condições laborais que estamos a evoluir, isso é regressão”, sublinhou, no Programa ECCLESIA, transmitido hoje na RTP2.

‘Precariedade laboral – Que direitos, que futuro?’, é o tema do encontro nacional da JOC, neste dia 1 de maio de 2026, uma atividade que consiste em duas partes, de reflexão/formação e de participação na manifestação pública, em Coimbra, com início na Sé; os participantes devem levar material para escrever, “roupa preta”, e almoço para partilhar.

“No formato do nosso tipo de reflexão, que é a revisão de vida, o ‘ver, julgar e agir’, onde vamos analisar algumas realidades sobre precariedade laboral à luz do Evangelho, descobrir algumas pistas de ação, e, depois, agir”, acrescentou Pedro Esteves.

A parte do agir vai também ser feita durante a manifestação pública do Dia do Trabalhar, onde vão estar “bem identificados”, para além da tarja da JOC com mais algum elemento identificativo a partir da reflexão sobre a precariedade laboral.

A Igreja Católica celebra a 1 de maio a festa litúrgica de São José Operário, como forma de associar-se à comemoração mundial do Dia do Trabalhador.
Esta celebração litúrgica foi instituída no ano de 1955, pelo Papa Pio XII, diante de milhares de trabalhadores italianos, a quem disse “longe de despertar discórdia, ódios e violência, o 1.º de maio é e será um recorrente convite à sociedade moderna a realizar aquilo que ainda falta à paz social”.

A JOC Portugal tem sede em Lisboa, e está presente em quatro dioceses portuguesas – Aveiro, Leiria-Fátima, Porto e Santarém – e está também a dinamizar uma campanha de consignação do IRS para “continuar o trabalho junto da juventude trabalhadora”.

Do seu programa de atividades 2025/2026, para além dos encontros dos grupos, a nível nacional destaca-se umaa formação sobre Doutrina Social da Igreja – ‘Como colocar os ensinamentos de Jesus em Prática?’, no dia 10 de junho, no CUMN, em Coimbra, e o acampamento, de 27 a 30 de agosto.

A Juventude Operária Católica nasceu na Bélgica, em 1925, por iniciativa do padre Joseph Cardijn e de um grupo de jovens trabalhadores, e chegou a Portugal passados 10 anos, em 1935.

Fonte: Ecclesia | Imagens: JOC

Mogadouro: Município sai da Associação de Municípios da Terra Fria Transmontana

Mogadouro: Município sai da Associação de Municípios da Terra Fria Transmontana

O município de Mogadouro saiu da Associação de Município da Terra de Fria Transmontana, optando por pertencer apenas à Associação de Municípios do Douro Superior.

O presidente da câmara de Mogadouro, António Pimentel, justificou a decisão com a pertença a duas associações de municípios com propósitos e estatutos idênticos, optando por se manter apenas na Associação de Municípios do Douro Superior.

A decisão foi tomada em sede de executivo municipal e de assembleia municipal e aprovada por unanimidade nos dois órgãos autárquicos.

Segundo o autarca de Mogadouro, o município despendia cerca de 50 mil euros por ano, para fazer parte da Associação de Municípios da Terra Fria Transmontana, que engloba concelhos como Bragança, Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro.

Fonte: Lusa | Imagem: RTF

Agricultura: Trás-os-Montes na Ovibeja 2026

Agricultura: Trás-os-Montes na Ovibeja 2026

Trás-os-Montes é a região convidada na 42.ª edição da Ovibeja, uma das maiores Feiras de Agricultura, em Portugal, que decorre de 29 de abril até 3 de maio e onde agricultores, artesãos e associações de criadores de raças autóctones têm a oportunidade de promover a região transmontana.

Segundo a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), a participação dos nove municípios transmontanos neste certame, que decorre no Baixo Alentejo, é uma oportunidade de reforçar as pontes entre as duas regiões, que têm em comum a prevalência das atividades rurais.

“Promovida pela ACOS – Associação de Agricultores do Sul, a Ovibeja constitui uma montra privilegiada para a promoção da agricultura, dos produtos endógenos e das dinâmicas territoriais. Neste contexto, a participação do território é promovida e coordenada pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), enquadrando-se numa estratégia de valorização e projeção nacional da sub-região”, pode ler-se.

Ao longo dos cinco dias do evento, os produtores, artesãos e associações de criadores de raças autóctones transmontanas têm a oportunidade de mostrar o melhor da região, apresentando produtos, saberes e sabores associados à marca Terras de Trás-os-Montes, nas áreas do vinho, azeite, agroalimentar e artesanato.

A cultura transmontana também viajou até ao Alentejo, através da participação dos Caretos de Podence e dos Pauliteiros de Miranda, símbolos maiores da identidade e tradição transmontanas.

Segundo o comunicado da CIM-TTM, a participação na Ovibeja constitui uma oportunidade para reforçar a cooperação entre os territórios do interior, nomeadamente com o Baixo Alentejo, com o qual partilha desafios ao nível da coesão territorial, da valorização dos recursos endógenos e da dinamização económica.

“Com a participação na Ovibeja 2026, as Terras de Trás-os-Montes pretedem afirmar-se como um território de autenticidade, qualidade e elevado potencial, consolidando o seu posicionamento no panorama nacional”, concluem.

Fonte: CIM-TTM

Vimioso: Termas celebram o Dia da Mãe (3 de maio)

Vimioso: Termas celebram o Dia da Mãe (3 de maio)

Para celebrar o Dia da Mãe, que se assinala no Domingo, dia 3 de maio, as Termas de Vimioso convidam as mães a usufruir dos serviços termais, através da campanha “Massagem Vichy com aromas florais” e a oferta de piscina, sauna e banho turco.

Em comunicado, as Termas de Vimioso informa que a promoção é válida no fim-de-semana de 2 e 3 de maio, inclui a massagem de relaxamento Vichy com aromas florais e a oferta do circuito “Vales de Vimioso”, que consiste no acesso à piscina de água termal, sauna e banho turco, durante 60 minutos. Este serviço tem um custo de 22€.

“A massagem vichy é feita nas zonas cervical, dorsal e lombar, onde se exerce uma ação sedante e antiálgica, promovendo um relaxamento profundo e ajudando na libertação de tensões acumuladas e no alívio de contraturas. A promoção da circulação sanguínea e linfática é outra das grandes vantagens da massagem, que estende os seus benefícios ao cuidado da pele”, explicam.

O agendamento nas Termas de Vimioso é feito através do número de telefone 273 511 381 ou para o email termasdevimioso@cm-vimioso.pt

Segundo investigações hidrológicas, as águas das Termas Vimioso, têm efeitos terapêuticos nos sistemas músculo-esquelético, dermatológico, reumático, aparelho respiratório (ORL) e na saúde oral.

A estància termal, em Vimioso, está equipada com equipamentos modernos e disponibiliza: Jato Escocês; Vapor mãos e pés; Bertholaix; Vapor à coluna; Vichy; Banheira de Hidromassagem; Duche circular; Manilúvio e Pedilúvio; Nebulizante Quente; Irrigação Nasal; Duche Nasal Micronizado; Aerossol Termal; Aerrossol Sónico, Piscina Termal.

As Termas de Vimioso, edificadas sobre o vale do Rio Angueira, numa variante da EN 218, fazem parte do roteiro termal em Portugal.

HA

Picote: Miradouro da Fraga do Puio com 9 mil visitantes

Picote: Miradouro da Fraga do Puio com 9 mil visitantes

Desde o início do ano, o miradouro da Fraga do Puio, na aldeia de Picote, recebeu a visita de nove mil visitantes, um número que tem vindo a aumentar com a chegada da primavera/verão, tendo no mês de abril, sido registadas mais de 5 mil visitas.

De acordo com a freguesia de Picote, o número de visitas ao miradouro da Fraga do Puio é registado através de um sistema informático e a proveniência dos visitantes é conhecida na loja de produtos regionais da associação Frauga, instalada nas imediações do miradouro.

Em Picote, o miradouro da Fraga do Puio oferece aos visitantes uma vista privilegiada sobre o curso sinuoso do rio Douro, entre as margens escarpadas e agrestes das arribas, cobertas de zimbros e olivais.

No verão de 2017, um incêndio florestal, destruiu o miradouro mas a diligente iniciativa da freguesia local reabilitou o local e transformou-o numa plataforma segura, transparente e mobilada, o que propícia a contemplação e a observação do rio e da avifauna existente no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

Na visita à aldeia de Picote, um dos atrativos turísticos é a toponímia em língua mirandesa, que aí foi colocada pela primeira vez no concelho de Miranda do Douro, em 1996. Para preservar e promover a língua, a freguesia e a associação local Frauga, têm realizado vários trabalhos, de estudo e publicação de livros, assim como a organização de eventos e congressos. Um destes eventos é a Festas das Línguas, que se realiza anualmente, no mês de setembro.

Em Picote, outro local de visita obrigatória é o Eco Museu Terra Mater, onde é possível visitar exposições e conhecer os recursos e as tradições desta aldeia edificada nas arribas do rio Douro, como são os moinhos de água, a barragem, os castros, os fornos, as forjas ou a fogueira de Natal.

A barragem de Picote, construída no rio Douro, entre 1953 e 1958, é outro local emblemático a visitar. Os grupos de pessoas que pretendam visitar o interior da barragem, devem ser solicitar autorização por email (contact@movhera.pt), à atual concessionária, a empresa Movhera. Junto à barragem está instalado outro miradouro, que também merece uma visita pela vista sobre o empreendimento hidroelétrico.

Na aldeia do Barrocal do Douro, pertencente à freguesia de Picote, os visitantes podem ainda ver os modernos edifícios, construídos aquando da edificação da barragem. Entre estes edifícios, destacam-se a capela, a pousada, as moradias ou casas dos engenheiros.

O empreendimento hidroelétrico de Picote foi o primeiro a ser construído no Douro Internacional, durante o processo de eletrificação do país. Entre 1953 e 1958, a construção da barragem implicou também a construção de uma nova localidade, o Barrocal do Douro, para albergar todos os trabalhadores, engenheiros e operários.

HA

Entrevista: “A motivação dos alunos para a aprendizagem é fundamental e esse é o grande desafio dos professores.” – Jorge Gonçalves

Entrevista: “A motivação dos alunos para a aprendizagem é fundamental e esse é o grande desafio dos professores.” – Jorge Gonçalves

O professor, Jorge Gonçalves, concluiu o primeiro ano como diretor do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) e numa avaliação ao trabalho realizado destacou a colaboração de professores, pais, do município e outras instituições na motivação dos alunos para as aprendizagens, num contexto difícil dada a quantidade de estímulos digitais que distraem e dispersam os jovens.

Terra de Miranda – Notícias: No dia 6 de janeiro de 2025, o professor, Jorge Gonçalves, foi eleito diretor do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV). Concluído o primeiro ano na direção deste agrupamento, que autoavaliação faz do primeiro ano de trabalho?

Jorge Gonçalves: O trabalho de um diretor é feito em colaboração com toda a comunidade, isto é, com os professores, assistentes, os pais dos alunos, o município de Vimioso, as associações, o centro de saúde, as IPSS’s, etc. Concluído o primeiro ano na direção do AEV, creio que conseguimos ter um desempenho muito positivo e para este sucesso destaco a relação de proximidade e a colaboração com todos os intervenientes no processo educativo dos alunos.

“Concluído o primeiro ano na direção do AEV, creio que conseguimos ter um desempenho muito positivo e para este sucesso destaco a relação de proximidade e a colaboração com todos os intervenientes no processo educativo dos alunos”.

T.M.N.: Como é o dia-a-dia do diretor do AEV e quais são as atividades que exigem maior atenção e ocupam mais tempo?

J.G.: O diretor de uma agrupamento de escolas tem que acompanhar a implementação do projeto pedagógico, apoiando os professores na sua missão de ensino aos alunos. Por outro lado, o diretor de uma escola é também responsável pela gestão administrativa, logística e financeira do AEV.

T.M.N.: Que projeto educativo propõe à comunidade escolar e que valores procura transmitir ao Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV)?

J.G.: O nosso projeto educativo tem como objetivos proporcionar aprendizagens de qualidade e o sucesso escolar dos alunos. Simultaneamente, trabalhamos para criar um bom ambiente social, envolvendo as famílias e a abertura da escola a toda a comunidade. Outro desígnio do AEV é promover os valores da inclusão e do humanismo nos alunos.

“Trabalhamos para criar um bom ambiente social, envolvendo as famílias e a abertura da escola a toda a comunidade.”

T.M.N.: Neste ano letivo de 2025/2026, quantos alunos estudam nos vários ciclos escolares, do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV)?

J.G.: Atualmente, estudam no Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) 200 alunos, que são lecionados por cerca de 40 professores. Nos vários ciclos de ensino, estão matriculados no pré-escolar cerca de 40 crianças; no primeiro ciclo 75 alunos; no segundo ciclo, 30 estudantes; no terceiro ciclo, 50 jovens; e ainda há 6 alunos, que estudam no ensino secundário, na modalidade de turmas partilhadas.

T.M.N.: Com o passar dos anos, tem-se verificado um decréscimo no número de alunos no AEV. Futuramente, está em causa a existência do terceiro ciclo no AEV?

J.G.: Apesar da baixa densidade populacional no concelho de Vimioso e consequentemente no número reduzido de alunos, não creio que o Agrupamento de Escolas de Vimioso deixe de lecionar até ao 9º ano. Aliás, embora a implementação do ensino secundário no AEV seja difícil de alcançar, neste momento há alunos a estudar em Vimioso, nos 10º, 11º e 12º anos, na modalidade de “Turmas de Responsabilidade Partilhada”. Esta alternativa é uma boa iniciativa pois permite aos alunos do concelho de Vimioso prosseguir o ensino secundário, com aulas teóricas em Vimioso e aulas práticas noutros estabelecimentos de ensino da região.

«Embora a implementação do ensino secundário no AEV seja difícil de alcançar, neste momento há alunos a estudar em Vimioso, nos 10º, 11º e 12º anos, na modalidade de “Turmas de Responsabilidade Partilhada”.»

T.M.N.: Portugal é hoje um país de acolhimento de imigrantes. Há alunos estrangeiros no AEV? Como tem sido o acolhimento e a integração destes alunos na comunidade escolar?

J.G.: No ano letivo 2025/2026, estudam no Agrupamento de Escolas de Vimioso 20 alunos estrangeiros, de vários países como o Brasil, São Tomé e Príncipe, Venezuela, Inglaterra e a China. A integração destes alunos tem corrido muito bem.

T.M.N.: As notas ou resultados escolares são um dos principais objetivos de alunos, pais e da própria escola. Atualmente, como se motivam os alunos a trabalhar pelo sucesso escolar?

J.G.: A motivação dos alunos para a aprendizagem é fundamental e esse é o grande desafio dos professores. Atualmente, as crianças e jovens estão rodeados de múltiplos e constantes estímulos que lhes chegam pelos écrans dos telemóveis, tablets, a televisão, etc.. Dada a quantidade e imediatez destes estímulos torna-se difícil despertar-lhes a atenção e o interesse para as aprendizagens dos conhecimentos escolares. Mas a missão dos professores é precisamente consciencializar os jovens sobre a importância do estudo para alcançar objetivos, a médio e longo prazo, como a entrada num curso superior ou profissional e o exercício da profissão desejada pelos jovens. Outra estratégia para motivar os alunos à aprendizagem são as aulas mais interativas e as atividades complementares do interesse dos alunos. Atualmente, no AEV existem os clubes desportivos, o clube multimedia, o clube de artes, o clube de ciência viva, o clube de oficina de leitura e escrita e o clube de xadrez, atividades complementares que vão ao encontro dos interesses das crianças e jovens.

“A missão dos professores é precisamente consciencializar os jovens sobre a importância do estudo para alcançar objetivos, a médio e longo prazo, como a entrada num curso superior ou profissional e o exercício da profissão desejada pelos jovens.”

T.M.N.: Ultrapassada a polémica que envolveu alguns alunos do AEV numa brincadeira de mau gosto de alegada sodomização, como é atualmente o ambiente escolar no Agrupamento/Escola?

J.G.: Ainda não trabalhava no Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) quando se falou desse caso. Após consulta de alguns documentos verifiquei que se tratou de uma brincadeira estúpida por parte de alguns alunos, mas nunca chegou à gravidade de uma sodomização. Nesse caso, a comunicação social empolou a situação, o que criou um clima de suspeição na opinião pública sobre o ambiente no AEV. Atualmente, esse problema está ultrapassado e a convivência na escola em Vimioso é muito saudável.

Formação académica e situação profissional 

Jorge Gonçalves é licenciado em Português, Latim e Grego via ensino, pela Universidade de Aveiro. Posteriormente, também em Aveiro, concluiu outra licenciatura e o Mestrado em ensino de Português e Espanhol. Jorge Gonçalves, adquiriu também formação como Bibliotecário e realizou uma Pós-graduação em Gestão e Administração Escolar.

No ensino, Jorge Gonçalves trabalhou em Timor Leste, entre 2006 a 2028, no projeto de Reintrodução da Língua Portuguesa. Regressou depois a Portugal, para se dedicar à investigação científica, na Universidade de Aveiro.

A partir de 2011, lecionou nas escolas de Miranda do Douro, Mogadouro, Bragança e Freixo de Espada à Cinta. A 6 de janeiro de 2025, foi empossado pelo Conselho Geral para liderar o Agrupamento de Escolas de Vimioso, nos próximos 4 anos, até 2028.

HA

Miranda do Douro: Bienal dedicada ao Teatro Popular Mirandês

Miranda do Douro: Bienal dedicada ao Teatro Popular Mirandês

A primeira Bienal do Teatro Popular Mirandês está agendada para os dias 22 e 23 de maio, com a representação do auto “A confissão do marujo”, pela associação Tradifols, Artes e Ritmos, um evento cultural cuja finalidade é reanimar esta manifestação coletiva de arte popular.

António García, regrador e estudioso do Teatro Popular Mirandês (TPM), explicou que a Bienal surge para preservar e valorizar uma das mais genuínas manifestações culturais da Terra de Miranda, enraizada nos costumes tradicionais e na memória coletiva do povo, que ao longo dos séculos soube preservar a sua identidade e assim resistiu ao tempo. 

De acordo com o investigador, o Teatro Popular Mirandês nasceu em contextos rurais e comunitários frequentemente associado a festividades religiosas, romarias e momentos de convívio.

“O Teatro Popular Mirandês ultrapassa a dimensão do simples entretenimento, afirmando-se como um espaço de expressão cultural, transmissão de saberes e resistência identitária”, vincou.

A Tradifolis em parceria com outras organizações como o Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra (GEFAC) vão representar peças emblemáticas do património cultural mirandês, durante a bienal.

“É neste contexto que emerge a Bienal do Teatro Popular Mirandês, não apenas como um evento, mas como um encontro, celebração e criação, que vai reunir grupos de teatro, artistas, investigadores e a comunidade. Este projeto assume-se como um motor de desenvolvimento cultural, social e económico da região”, explicou Antonio Garcia.

A Bienal vai abrir com o auto “A Confissão do Marujo” que foi recolhida na aldeia da Póvoa, no concelho de Miranda do Douro e que contar com a estreia do auto “A tia Lucrécia” representado pelo GEFAC.

O linguista e académico, António Bárbolo Alves, que faz parte deste projeto, disse que a questão da origem do Teatro Popular Mirandês não pode ser explicada por uma única fonte, devendo ser vista como um verdadeiro fenómeno de sincretismo cultural.

“O que hoje chamamos por Teatro Popular Mirandês — um conceito, convenhamos, bastante complexo — é o resultado de várias correntes que se fundiram na circunstância do isolamento geográfico do planalto mirandês”, explicou.

O também escritor e investigador da cultura mirandesa disse que é preciso olhar para os textos para se perceber a influência direta da chamada escola vicentina e de autores peninsulares dos séculos XVI e XVII.

António Bárbolo Alves fala também de nomes que marcaram este universo, como Baltasar Dias e Afonso Álvares, com os seus autos religiosos e moralizadores que deram a estrutura a estas peças, António Pires Gonge ou António Cândido de Vasconcelos, e os autores castelhanos, cujos textos circulavam livremente por feiras e romarias, aproveitando essa fronteira que sempre foi porosa.

Segundo o linguista, a esta base erudita juntam-se os próprios autores mirandeses, que souberam adaptar os temas à sua realidade.

“E aqui entra a peça fundamental deste puzzle: o papel dos regradores locais. Eram eles os verdadeiros guardiões da memória. Eram encenadores, eram copistas, mas não se limitavam a reproduzir. Eles transformaram os textos. Ajustavam as palavras, mudavam as falas e adaptavam tudo à vida concreta da aldeia”, disse António Bárbolo Alves.

“Para um linguista, o que mais me fascina é mesmo a língua. É curioso porque o Teatro Popular Mirandês não usa o mirandês na sua totalidade. O que temos é uma matriz onde o português e o castelhano se cruzam, mas estão completamente impregnados pela oralidade local”, enfatizou António Bárbolo Alves.

O Teatro Popular Mirandês é “um registo precioso que nos mostra como a população se apropriava de textos que vinham de fora para os naturalizar, tornando-os parte do seu património”, disse.

Fonte: Lusa

Ciclismo: VII Volta ao Nordeste em Bicicleta termina em Vimioso

Ciclismo: VII Volta ao Nordeste em Bicicleta termina em Vimioso

De 30 de abril a 3 de maio, vai para a estrada a 7ª Volta ao Nordeste em Bicicleta DAITSU, uma competição para ciclistas amadores, organizada pela Associação de Ciclismo de Bragança (ACB) e a terceira e última etapa de 83 quilómetros, arranca em Miranda do Douro e termina em Vimioso.

No primeiro dia da prova, a 30 de abril, os ciclistas realizam um contrarrelógio noturno, de cinco quilómetros, na cidade de Macedo de Cavaleiros.

No dia seguinte, feriado de 1 de maio, o pelotão parte para a 1ª etapa da 7ª Volta ao Nordeste em Bicicleta DAITSU, entre as localidades de Vinhais e Izeda, numa distância 120 quilómetros.

A segunda etapa, agendada para sábado, 2 de maio, parte de Mirandela em direção a Vila Flor, num trajeto de 82 quilómetros.

Finalmente, no Domingo, 3 de maio, a terceira e última etapa da Volta ao Nordeste em Bicicleta DAITSU, o pelotão de ciclistas arrancam em Miranda do Douro em direção a Vimioso, numa distância de 83 quilómetros.

A organização da VII Volta ao Nordeste em Bicicleta DAITSU conta com a colaboração dos municípios de Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Bragança, Mirandela, Vila Flor, Alfândega da Fé, Miranda do Douro e Vimioso.

A Associação de Ciclismo e Cicloturismo de Bragança, é uma associação sem fins lucrativos, que tem o objetivo de promover e regulamentar todas as vertentes do ciclismo no distrito de Bragança.

Desde a data da sua fundação,  a Associação de Ciclismo e Cicloturismo de Bragança tem sido um elemento dinamizador junto de clubes e atletas, na divulgação e promoção das modalidades, nomeadamente BTT, Ciclismo de estrada, Escolas e Cicloturismo. 

A ACB realiza anualmente o calendário desportivo do distrito de Bragança, o licenciamento dos eventos junto da Federação Portuguesa de Ciclismo, entre outros.

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Médio Oriente: Bispos da UE exigem que Europa assuma «responsabilidade histórica» pela paz

Médio Oriente: Bispos da UE exigem que Europa assuma «responsabilidade histórica» pela paz

A Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) instou os Estados-membros a assumirem a sua responsabilidade histórica na promoção da estabilidade no Médio Oriente.

“A União Europeia, nascida como um projeto de paz, tem a responsabilidade particular de agir como uma força credível em prol da paz e como promotora ativa da estabilidade e do diálogo em toda a região do Médio Oriente”, refere o comunicado final da Assembleia Plenária de primeira que reuniu os bispos delegados da COMECE na capital do Chipre.

O texto aponta às crises internacionais em curso, com destaque para a Terra Santa, o Líbano, o Irão, a Ucrânia e o Sudão.

“Estamos profundamente entristecidos por estas tragédias que resultam na perda de inúmeras vidas humanas, na destruição generalizada e em crises humanitárias que afetam tantas famílias”, indicam os bispos católicos.

A declaração episcopal manifesta solidariedade para com o Papa Leão XIV, reforçando o pedido pontifício pelo fim imediato dos conflitos armados e pela prioridade do diálogo internacional.

«Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!»”.

O episcopado da União Europeia sublinha a necessidade de proteger o direito internacional e de garantir o respeito pelas vozes das diversas comunidades religiosas nas iniciativas de consolidação da paz.

“Neste espírito, exortamos a UE e os seus Estados-Membros a continuarem a agir de forma unida e com determinação: intensificando o seu empenho diplomático, político e humanitário para proteger a dignidade humana, defender o direito internacional e apoiar iniciativas inclusivas de consolidação da paz”, apontam os bispos.

O documento assinala as consequências diretas da instabilidade global nas sociedades europeias, instando os governos a adotarem medidas solidárias para garantir a coesão social face ao aumento do custo de vida.

“A União é chamada a exercer solidariedade para com os Estados-Membros afetados pela instabilidade regional e a responder adequadamente às repercussões destes conflitos nas sociedades europeias”, pode ler-se.

O encontro decorreu em Nicósia entre os dias 22 e 24 de abril, inserindo-se no contexto da presidência cipriota do Conselho da União Europeia.

D. Nuno Brás, vice-presidente da COMECE, é o delegado da Conferência Episcopal Portuguesa no organismo.

Fonte: Ecclesia | Foto: Flickr