Sociedade: PSP ministra sessões “Armas em Segurança”
A Policia de Segurança Pública (PSP) ministra a 5 e 11 de agosto, em Mogadouro e Vimioso, a Operação “Armas em Segurança”, uma ação para informar as populações sobre o licenciamento de armas de fogo.
A PSP está a realizar ações descentralizadas de licenciamento e esclarecimento sobre a Lei das Armas, em várias localidades do distrito de Bragança, numa iniciativa formativa e de proximidade.
A Lei estabelece o regime jurídico relativo ao fabrico, montagem, reparação, importação, exportação, transferência, armazenamento, circulação, comércio, aquisição, cedência, detenção, manifesto, guarda, segurança, entre outros.
Ficam excluídas do âmbito de aplicação da atual lei as atividades relativas a armas e munições destinadas às Forças Armadas, às forças e serviços de segurança, bem como a outros serviços públicos cuja lei expressamente as exclua, bem como aquelas que se destinem exclusivamente a fins militares.
XIX Domingo do Tempo Comum | 1.º Dia da Semana Nacional da Mobilidade Humana
A fé faz-nos ver mais longe!
Sab 18, 6-9 / Slm 32 (33), 1.12.18-20.22 / Hebr 11, 1-2.8-19 ou Hebr 11, 1-2. 8-12 / Lc 12, 32-48 ou Lc 12, 35-40
A fé, dom de Deus alimentado pela oração, é luz que ilumina os caminhos da nossa peregrinação rumo a uma pátria melhor. Como sucedeu com Abraão e tantos outros que testemunharam esta entrega ao Deus escondido, tesouro em que repousa o nosso coração.
Preparando o encontro com o Criador, é necessário arregaçar as mangas e labutar arduamente pelo bem dos irmãos, em atitude de «saída» como dizia o Papa Francisco. «Vendei o que possuís e dai-o em esmola».
É esta generosidade radical a garantia para conservarmos intacta e não desgastada a nossa bolsa repleta do tesouro imperecível de que não podemos ser despojados: as boas obras praticadas, registadas no «Livro da vida», que Deus recompensará com a superabundância do seu amor.
Deus das surpresas e dos impossíveis é o nosso modelo supremo.
Acreditar dá olhos que veem no escuro, faz olhar as pessoas e os acontecimentos com os olhos de Deus. É como subir ao monte e avistar horizontes mais vastos e belos. É o que sucede na oração de louvor, de ação de graças, de petição, de intercessão e de entrega à vontade, sempre amiga, do Pai celeste que nos cumula de ternura e de amor de predileção.
Uma fé assim, resistente às tempestades das dúvidas e da sensação/sentimento de aparente ausência do Senhor, constitui o tesouro que jamais devemos permitir que nos seja roubado ou que perca a energia divina que ilumina o caminhar para Deus, juntamente com aqueles a quem somos enviados em missão de evangelizar, devolvendo-lhes a esperança e a determinação de derrotarem o apego aos bens terrenos, caducos e ilusórios.
Uva: Festa do Migrante propicia o encontro e convívio
Neste mês de agosto e com o propósito dar as boas vindas aos (e)migrantes, a aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, celebra no sábado, dia 9 de agosto, a Festa do Migrante, um evento que começa com uma celebração religiosa, seguida de um almoço convívio e uma tarde recreativa.
A presidente da União de Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva, Cristina Miguel, indicou que no mês de agosto, a aldeia de Uva, à semelhança de tantas outras localidades, recebe a visita de um número significativo de migrantes e emigrantes, que trabalham noutras localidades do país e também no estrangeiro como França, Espanha e Suíça.
“Em Uva, esta festa dos migrantes começou com convívios espontâneos entre a população residente e os recém-chegados (e)migrantes. Depois a fábrica da Igreja da Paróquia de Santa Marinha, a comissão de festas e a freguesia local associaram-se a esta iniciativa”, informou a autarca.
No sábado, dia 9 de agosto, a Festa do Migrante, em Uva, começa às 9h30 da manhã, com uma procissão pelas ruas da aldeia em direção à igreja do Divino Santo Cristo, onde se celebra a missa ao ar livre.
“As grandes festas da aldeia de Uva são a celebração do Divino Santo Cristo, no mês de maio e a festa em honra da padroeira, Santa Marinha, a 18 de julho. Esta festa do Migrante visa celebrar a fé e também rezar pelos habitantes de Uva já falecidos”, informou.
Após a celebração religiosa, a comissão de festas e a freguesia de Uva organizam na Casa do Povo, um almoço convívio entre a população residente e os convidados (e)migrantes.
“Vamos presentear os (e)migrantes com uma ementa feita com a caça da região, nomeadamente um estufado de javali e vitela assada no forno”, indicou, Cristina Miguel.
Na aldeia de Uva, a festa do Migrante prossegue durante a tarde de sábado, com a animação musical dos gaiteiros e às 18h00 está programada a “Caminhada do pôr do sol”.
A Festa do Migrante é uma iniciativa conjunta da Comissão da Fábrica da Igreja da Paróquia de Santa Marinha de Uva e da Freguesia de Uva e que conta com a colaboração dacomissão de festas e da associação local Palombar.
Sociedade: Pensionistas recebem reforma de acordo com novas tabelas de IRS
A Segurança Social paga a 8 de agosto, as pensões por transferência bancária ou por vale de correio, já de acordo com as novas taxas de retenção na fonte do IRS.
Com o desagravamento fiscal, o montante líquido da pensão será superior ao dos primeiros sete meses do ano.
Há um alívio não porque exista um aumento da pensão bruta, mas porque a percentagem de IRS a descontar mensalmente diretamente na pensão bruta será menor.
Para refletir a descida das taxas do IRS do 1.º ao 8.º escalão aprovada em julho pelo parlamento, o Governo adaptou as tabelas de retenção na fonte, reduzindo as taxas que incidem mensalmente sobre os rendimentos pagos pela Segurança Social e pela Caixa Geral de Aposentações (CGA), que só entrega as pensões dia 19 de agosto.
Ao longo deste ano, há três tabelas mensais distintas: umas para o período de janeiro a julho, outras para os meses de agosto e setembro, outras para os meses de outubro, novembro e dezembro.
Em agosto e setembro, as taxas são especialmente mais baixas, para compensar o facto de a cobrança do IRS nos primeiros sete meses do ano ter sido efetuada com base na versão dos escalões do IRS anterior à descida aprovada em julho na Assembleia da República.
Nestes dois meses, alguns pensionistas terão uma retenção de 0%. Quem recebe uma pensão bruta até 1.116 euros – um pensionista solteiro ou um pensionista que é casado com alguém que também aufere rendimentos – não irá entregar qualquer quantia de IRS, porque a tabela prevê uma isenção (uma taxa de 0%). Com isso, a pensão a receber na conta bancária será igual ao valor bruto.
Só haverá IRS a entregar pelos pensionistas que recebem mais de 1.116 euros brutos e, nos valores imediatamente acima dessa banda de rendimentos, a taxa continua a ser próxima de 0% ou inferior a 1%, como mostram simulações realizadas pela consultora PwC para a Lusa.
As pensões entre 1.117 euros e 1.581 euros vão reter menos de 10 euros de IRS em cada um destes dois meses.
Em setembro, adicionalmente ao valor da pensão do mês, os pensionistas que recebem até 1.567,5 euros brutos receberão um suplemento extraordinário que varia entre 100 e 200 euros. Embora conte para o cálculo anual do IRS, pois é considerado rendimento categoria H, o suplemento estará isento de retenção na fonte, porque o Governo decidiu consagrar uma isenção expressamente no decreto-lei que criou este pagamento extraordinário.
Nos meses de outubro, novembro e dezembro, as taxas de retenção mensais serão mais altas do que as de agosto e setembro, mas mais baixas do que as que se aplicaram de janeiro a julho.
À semelhança do que acontece a 8 de agosto, com os reformados da Segurança Social, os pensionistas da CGA também vão receber as pensões de agosto de acordo com as novas tabelas, segundo confirmou oficial do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSS).
No ano passado, em que o IRS também baixou a meio do ano, quer a Segurança Social quer a CGA não conseguiram processar imediatamente as pensões com as novas tabelas de retenção e tiveram de fazer o acerto mais tarde. Desta vez, o Governo fez saber que o processamento seguirá já as novas regras.
No site da Segurança Social, o instituto publicou uma nota a dar conta disso mesmo, dizendo que “a partir de agosto, as pensões já serão pagas com as novas taxas”.
“Em agosto e setembro a retenção na fonte será mais baixa, para corrigir os valores retidos a mais nos primeiros sete meses do ano. A partir de outubro entram em vigor as tabelas normais que permanecerão até ao final do ano”, explica a Segurança Social.
O instituto lembra que, a partir de setembro, os pensionistas podem pedir que a Segurança Social aplique uma “taxa de retenção na fonte superior à que corresponde ao seu escalão”.
Simulações da PwC mostram que as novas tabelas vão, em regra, reduzir os reembolsos ou aumentar o valor a entregar pelos contribuintes na hora do acerto do imposto em 2026, já considerando as três versões das retenções.
Ensino: Proibição de uso de telemóveis até ao 6.º ano
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma do Governo que proíbe o uso de telemóveis até ao sexto ano de escolaridade, considerando que poderá proporcionar uma experiência “de potencial interesse pedagógico”.
Numa nota divulgada na página oficial da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa salienta que este diploma mereceu o parecer favorável do Conselho das Escolas e considera que poderá “proporcionar uma experiência, passível de avaliação ulterior, de potencial interesse pedagógico”.
O Presidente da República ressalva, contudo, que a aplicação deste regime nas regiões autónomas deve “tomar em consideração a autonomia legislativa constitucionalmente consagrada”.
Marcelo Rebelo de Sousa refere ainda que a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) e o Conselho Nacional de Educação (CNE) emitiram reservas sobre o seu conteúdo.
Este diploma tinha sido aprovado em Conselho de Ministros em 3 de julho e visa regular “a utilização, no espaço escolar, de equipamentos ou aparelhos eletrónicos com acesso à internet, como smartphones, proibindo o seu uso pelos alunos do 1.º e do 2.º ciclos do Ensino Básico, a partir do próximo ano letivo”.
Segundo o comunicado do Governo divulgado na altura, “a adoção de medidas de proibição ou de restrição tem em conta os resultados do estudo do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas sobre as recomendações emitidas pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em setembro de 2024, relativas à utilização de smartphones nos recintos escolares”.
Nas conclusões desse estudo do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas, referia-se que mais de metade das escolas que proibiram o uso de ‘smartphones’ relataram uma diminuição do ‘bullying’ e da indisciplina do 2.º ciclo ao secundário e na esmagadora maioria os alunos passaram a socializar mais durante os intervalos, a realizar atividade física e a usar os espaços de jogos no recreio.
No ano passado, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação recomendou a proibição de ‘smartphones’ do 1.º ao 6.º ano de escolaridade, ou seja, até aos 12 anos e o uso limitado no 3.º ciclo.
Segundo o estudo, apenas 21,3% das escolas do 1.º ciclo não adotaram a recomendação e 59,1% das escolas de 2.º ciclo também não o fizeram.
No 3.º ciclo, 24,9% proibiram o uso desses equipamentos, medida adotada por apenas 7,6% das escolas secundárias.
Os maiores impactos na redução do bullying e indisciplina foram relatados pelas escolas que optaram pela proibição, sobretudo no 2.º ciclo (59% e 53,6%, respetivamente), no 3.º ciclo (57,8% e 57,4%) e no secundário (55,6% e 59,5%).
Em Conselho de Ministros, õ governo decidiu renovar a situação de alerta no país até ao próximo dia 13 de agosto, devido ao risco de incêndio florestal, indicou a ministra da Administração Interna.
Após a reunião do Conselho de Ministros, a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral disse que o Governo decidiu renovar a situação de alerta, tendo como base dois motivos principais: a continuação de temperaturas elevadas em todo o país para os próximos dias e a diminuição de ignições devido às proibições determinadas.
A situação de alerta foi declarada pelo Governo, pela primeira vez este ano, no dia 2 de agosto.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) estendeu até segunda-feira, dia 11 de agosto, o aviso vermelho, o mais elevado, nos distritos de Vila Real e Bragança por causa do calor.
Segundo o IPMA, estes dois distritos estarão sob aviso vermelho entre as 09:00 de sábado e as 00:00 de segunda-feira.
Já o aviso laranja, o segundo mais grave, foi estendido até segunda-feira nos distritos de Viseu, Guarda e Castelo Branco (em vigor), e a partir de domingo juntam-se a estes distritos Portalegre, Évora e Beja, por causa da persistência de valores muito elevados da temperatura máxima.
O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, foi também estendido até segunda-feira no litoral Norte e Centro e nos distritos de Santarém, Lisboa, Setúbal e Faro, o que significa que a partir de domingo não há nenhum distrito do país sem avisos por causa do calor.
O Governo renovou na quinta-feira a situação de alerta no país até quarta-feira, dia 13 de agosto, devido ao risco de incêndio florestal.
A renovação da situação de alerta tem como base dois motivos principais: a continuação de temperaturas elevadas em todo o país para os próximos dias e a diminuição de ignições devido às proibições determinadas.
Entre as medidas em vigor está a proibição de acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, de acordo com os planos municipais de defesa da floresta contra incêndios, bem como a realização de queimas e queimadas, ficando igualmente suspensas as autorizações emitidas para esse período.
A situação de alerta implica também a proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais e rurais com o recurso a maquinaria e o uso de fogo de artifício e outros artefactos pirotécnicos. Neste caso, também as autorizações já emitidas ficam suspensas.
Mogadouro: Torneio de Futsal Interfreguesias no fim-de-semana de 9 e 10 de agosto
No fim-de-semana de 9 e 10 de agosto, o município de Mogadouro organiza o XVII Torneio de Futsal Interfreguesias 2025, uma competição desportiva de verão, que tem como objetivos proporcionar o convívio entre as freguesias do concelho e convidar os emigrantes para o jogo.
O coordenador do gabinete de desporto do município de Mogadouro, Duarte Pimentel, informou que nesta 17ª edição do torneio de futsal inscreveram-se seis equipas das freguesias de São Martinho do Peso, Brunhoso, Penas Roias, Vilarinho dos Galegos, Ventozelo e Mogadouro, num total de 100 jogadores/atletas.
“Este torneio desportivo tem como finalidade promover o convívio entre as diferentes freguesias do concelho de Mogadouro e convidar os recém-chegados emigrantes e lusodescendentes a participar no jogo/ convívio”, disse.
O torneio inicia-se no sábado, dia 9 de agosto, com os jogos da fase de grupos, nos campos de São Martinho do Peso, Variz e Vilarinho dos Galegos.
“Cada grupo é constituído por três equipas e qualificam-se para as meias finais, os dois primeiros classificados de cada grupo. As meias finais e a final estão agendadas para a tarde de Domingo, a partir das 17h00, no estádio municipal de Mogadouro”, indicou.
Em Mogadouro, o Torneio de Futsal Interfreguesias visa aprofundar o gosto pelo desporto e em particular pelo futsal, assim como fomentar o convívio entre as várias gerações de participantes.
“No final do torneio, o município vai presentear as equipas com a oferta de um cabaz com produtos Origem Mogadouro e um lanche convívio”, indica o município mogadourense.
Vimioso: Jogo de futebol e noite de fados emocionaram os emigrantes
Em Vimioso, os recém-chegados emigrantes foram presenteados no dia 6 de agosto, com um jogo de futebol convívio entre casados e solteiros e uma noite de fados, na escadaria da igreja matriz, iniciativas que emocionaram e alegraram os vimiosenses emigrados.
O presidente do município de Vimioso, António Santos, sublinhou que esta tradição anual de acolher os emigrantes é um modo de homenagear os milhões de portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro, mas continuam a regressar às suas aldeias, vilas e cidades.
“Os nossos conterrâneos e famílias que foram à procura de melhores condições de vida noutros países, felizmente continuam ligados afetivamente às suas comunidades de origem. Dado que não é fácil recomeçar a vida num país que não é o nosso, noutra língua e cultura, o município de Vimioso organiza nas festas de verão um espetáculo de boas-vindas, para homenagear a coragem e o esforço dos nossos emigrantes. Este ano, o espetáculo foi uma noite de fados para evocar a saudade que se sente quando se é emigrante”, disse o autarca de Vimioso.
Sobre o regresso definitivo destes emigrantes à terra natal, o presidente do município, congratulou-se com o gradual e crescente retorno de pessoas e famílias, que atingindo a idade da reforma ou mesmo os jovens que numa atitude empreendedora decidem abrir novos negócios e assim fixar-se nas aldeias e vilas do concelho de Vimioso.
“Todos aqueles que tiveram de sair do país e desejam agora regressar o município de Vimioso, presta apoio nos processos de pensões, equivalências escolares para os jovens, inserção no mercado de trabalho e empreendedorismo. Para os emigrantes foi criado o programa Regressar, que inclui um regime fiscal mais favorável, um apoio financeiro e uma linha de crédito para a criação de novos negócios”, informou.
Pedro Fernandes, natural de Pinelo, é emigrante há 12 anos no continente africano, com passagens pelo Uganda, Tanzânia, Zâmbia, Malawi e atualmente trabalha na Guiné Conacri. Questionado sobre que significado tem esta iniciativa de boas vindas, o jovem emigrante agradeceu ao município de Vimioso.
“Como emigrante penso que iniciativas como esta noite de fados, aqui em Vimioso, sensibilizam muito as pessoas e as famílias que regressam a Portugal para gozar um período de descanso. É muito bom sentirmo-nos acolhidos, acarinhados e valorizados”, disse.
De Vimioso, Orlando Almeida, natural de Vimioso, emigrou para Paris (França) juntamente com a esposa e os dois filhos, onde vivem há 37 anos. Esta família de emigrantes regressa a Portugal duas vezes ao ano, no Natal e nas férias do mês de agosto. A um e meio de atingir a idade da reforma, Orlando Almeida, disse que o regresso definitivo a Portugal para já não é possível, dado que a prioridade é ajudar os filhos no crescimento e educação dos netos.
“Juntamente com a minha esposa queremos acompanhar e ajudar os filhos no crescimento dos netos. Ainda assim, com a reforma e o maior tempo disponível, as estadias em Portugal poderão ser mais prolongadas, de dois a três meses”, respondeu.
Também de Vimioso, Maria Isabel Galego Coelho emigrou há 35 anos para França. Casou com Jorge Coelho, também ele natural de Vimioso, com quem tiveram dois filhos. Neste regresso a Vimioso, disse sentir uma grande emoção e alegria com o espetáculo dedicado aos emigrantes.
“A distância geográfica aprofunda a saudade da nossa terra natal, dos nossos familiares e amigos. Para nós, esta estadia em Vimioso durante o mês de agosto é o merecido descanso depois de um ano de trabalho e é fonte de grande alegria”, disse.
A lusodescendente, Susana Cantarinha, natural de Gouveia, conheceu em Versailles (França) o vimiosense, Filipe Madureira, com quem casou e são pais de duas filhas. Sobre as férias em Portugal, a jovem emigrante disse apreciar sobretudo os reencontros familiares e o convívio festivo com os amigos.
“Este mês de agosto é totalmente dedicado ao descanso, ao lazer e ao convívio com a família e os amigos”, disse.
O Observatório da Emigração indica que Portugal é país europeu que, proporcionalmente, tem maior número de emigrantes e o oitavo em todo o mundo.
Nos últimos 20 anos, emigraram mais de 1,5 milhões de cidadãos.
Atualmente, existem cerca de 2,1 milhões de portugueses na diáspora.
Em 2022, os dados apontam para que 60 mil portugueses tenham deixado o país e a maioria escolheu a Suíça como destino (perto de 10 mil pessoas); seguiu-se Espanha (8.272), Reino Unido (7.941), França (7.663) e a Alemanha (5.935).
Elétricos: Rede pública com mais de 813 mil de carregamentos
Em julho, a rede pública atingiu um recorde de 813 mil carregamentos de veículos elétricos, um aumento de 46% relativamente ao ano passado, de acordo com a Mobi.e, empresa responsável por este mercado.
Assim, “julho de 2025 ficou marcado por um novo marco histórico na mobilidade elétrica em Portugal”, tendo a rede pública de carregamento registado “o melhor desempenho de sempre”, ou seja, mais de 813 mil carregamentos realizados, um crescimento de 46% face a julho de 2024.
A empresa contabilizou “cerca de 132 mil utilizadores distintos, também com uma subida de 46% em relação ao mesmo mês do ano anterior”.
Além disso, destacou, a “energia consumida acompanhou esta tendência de crescimento, atingindo os 18,7 GWh [gigawatts hora], mais 61% face a julho do ano passado”.
Já no acumulado do ano, houve “mais de 4,7 milhões de carregamentos desde janeiro, um crescimento de 48% comparado com o mesmo período de 2024”, bem como 106.477 MWh de energia consumida, uma subida de 62%, e mais de 288.920 utilizadores únicos, um crescimento de 52%.
Segundo a Mobi.e, no final de julho, estavam disponíveis 6.706 postos, num total de 12.433 pontos de carregamento.
Destes postos, “mais de 2.620 eram de carregamento rápido ou ultrarrápido, o que representa cerca de 39,1% da rede”, rematou.
A rede Mobi.e inclui atualmente 36 Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME) e 110 Operadores de Pontos de Carregamento (OPC).
Incêndios: 1/4 dos fogos teve como origem fogo posto
No corrente ano, um quarto dos incêndios rurais investigados tiveram como origem o fogo posto e a área ardida até julho regista o terceiro valor mais elevado desde 2015, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
O relatório provisório do ICNF, referente a 31 de julho e hoje divulgado, dá conta que os incêndios investigados até àquela data tiveram como causas mais frequentes as queimas e queimadas (32%), seguido do “incendiarismo – imputáveis” (25%) e reacendimentos (8%).
O ICNF refere que, dos 4.758 incêndios rurais verificados até ao final de julho, foram investigados 2.895, dos quais 61% têm o processo de averiguação de causas concluído.
De acordo com o relatório provisório, entre 01 de janeiro e 31 de julho deflagraram 4.758 incêndios rurais que resultaram em 33.224 hectares (ha) de área ardida, entre povoamentos (15.545 ha), matos (13.704 ha) e agricultura (3.975 ha).
Em relação ao mesmo período do ano passado, as chamas consumiram cerca de sete vezes mais e os fogos aumentaram 85%.
“O ano de 2025 apresenta, até ao dia 31 de julho, o segundo valor mais reduzido em número de incêndios e o terceiro valor mais elevado de área ardida, desde 2015”, lê-se no documento.
O ICNF destaca que foi em julho que se registaram 50% dos fogos deste ano, num total de 2.367, e 77% da área ardida, 25.602 hectares.
O mesmo documento indica também que, até ao final de julho, ocorreram 40 “grandes incêndios” que resultaram em 27.150 hectares de área ardida. O maior fogo foi o que começou a 26 de julho no concelho de Ponte da Barca (Viana do Castelo) e que consumiu, segundo o ICNF, 5.707 hectares de floresta, seguindo-se os incêndios que começaram a 28 de julho nos concelhos de Arouca (Aveiro), com 4.755 hectares, e de Penamacor (Castelo Branco), com 2.904 hectares.
O relatório indica ainda que o Porto (1.014) foi o distrito, até 31 de julho, com maior número de incêndios, seguido de Braga (445) e Viana do Castelo (394), ressalvando o ICNF que são maioritariamente fogos de reduzida dimensão e não ultrapassam um hectare de área ardida.
Por sua vez, o distrito mais afetado pela área ardida é Viana do Castelo, com 7.293 hectares, cerca de 22% da área total, surgindo depois Aveiro, com 5.790 hectares (17% do total), e de Castelo Branco, com 3193 hectares (10% do total).
Este relatório do ICNF, hoje divulgado, não integra os incêndios registados desde os primeiros dias de agosto.
Portugal continental está, desde 3 de agosto , em situação de alerta devido ao elevado risco de incêndio.