Calor: Aviso laranja até 6.ª feira no distrito de Bragança

Calor: Aviso laranja até 6.ª feira no distrito de Bragança

Os distritos de Bragança, Castelo Branco e Guarda estão sob aviso laranja devido ao calor, até ao final do dia de sexta-feira, 15 de agosto, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso laranja, o segundo mais grave, deve-se à “persistência de valores muito elevados da temperatura máxima” para estes três distritos foi prolongado até sexta-feira, de acordo com o comunicado do instituto.

Já os distritos de Évora, Beja e Portalegre vão estar sob aviso laranja até às 18:00 de quinta-feira, passando a aviso amarelo até ao final do dia de quinta-feira.

Vila Real e Viseu estão sob aviso amarelo até às 06:00 de quinta-feira, quando passam a laranja até às 18:00 de quinta-feira.

Em Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Aveiro, Braga e Lisboa está em vigor um aviso amarelo até ao final do dia de quinta-feira, enquanto em Santarém, Leiria e Coimbra o aviso amarelo do IPMA vigora até às 18:00 de sexta-feira.

O Governo prolongou a situação de alerta até ao final de sexta-feira, 15 de agosto, devido ao risco agravado de incêndio rural.

A renovação da situação de alerta tem como base dois motivos principais: a continuação de temperaturas elevadas em todo o país para os próximos dias e a diminuição de ignições devido às proibições determinadas.

Entre as medidas em vigor estão a proibição de acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, de acordo com os Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como a realização de queimas e queimadas, ficando igualmente suspensas as autorizações emitidas para esse período.

A situação de alerta implica também a proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais e rurais com o recurso a maquinaria e o uso de fogo de artifício e outros artefactos pirotécnicos. Neste caso, também as autorizações já emitidas ficam suspensas.

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

Argozelo: Fotografias descrevem a atividade mineira de 1950 a 1970

Argozelo: Fotografias descrevem a atividade mineira de 1950 a 1970

O Centro Interpretativo das Minas de Argozelo inaugurou uma nova exposição de fotografia, que descreve a atividade mineira entre as décadas de 1950 a 1970, um espólio fotográfico cedido por Manuel Teixeira, filho de um antigo sócio-gerente da Sociedade de Minas de Miranda.

Na inauguração realizada no dia 9 de agosto, a vice-presidente do município de Vimioso, Carina Lopes, explicou que as fotografias, do espólio de Manuel Teixeira, descrevem a atividade mineira em Argozelo, nas décadas de 1950, 1960 e 1970.

“Esta coleção de fotografias pertence a Manuel Teixeira, filho de um antigo proprietário das minas de Argozelo, que generosamente cedeu os negativos para que fossem reveladas e ampliadas. Com este espólio, o Centro Interpretativo das Minas de Argozelo dispõe agora de imagens representativas das minas em funcionamento”, disse a autarca.

Por sua vez, o proprietário das fotografias, Manuel Teixeira, conta que na sua infância acompanhou várias vezes o pai, às minas de Argozelo.

“Nessas visitas acompanhei todo o trabalho desenvolvido na mina, desci às galerias e conheci de perto as duras condições de trabalho dos mineiros. A partir daí desenvolvi uma forte ligação com Argozelo. Recentemente, num visita à agora vila de Argozelo foi com agrado que constatei a existência do Centro Interpretativo das Minas de Argozelo. Mas faltavam registos fotográficos do trabalho nas minas, pelo que fiz chegar algumas imagens de modo a enriquecer o património histórico representativo da exploração mineira, em Argozelo”, contou.

De acordo com Carina Lopes, o Centro Interpretativo das Minas de Argozelo é, a par do castelo de Algoso, o local de interesse turístico mais visitado no concelho de Vimioso. Na sala de exposições do centro, em Argozelo, é possível conhecer a história da exploração mineira de estanho e volfrâmio, ao longo do século XX.

“Na vila de Argozelo, os turistas e visitantes que visitam o Centro Interpretativo das Minas de Argozelo têm também a oportunidade de percorrer a Rota dos Mineiros. Este percurso era utilizado pelos trabalhadores das minas e permite conhecer o espólio industrial da exploração mineira e ainda contemplar paisagens belíssimas”, indicou.

Segundo, o Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal, as Minas de Argozelo foram objecto de concessão mineira em 1898, tendo iniciado a atividade mineira antes de 1913.

“No início da atividade da mina, começaram por explorar o minério que havia à superfície, fazendo alguns pequenos poços de pesquisa e algumas galerias na zona do Vale do Milho. Nessa altura, tanto os trabalhos como o tratamento do minério, era feitos à mão. A partir dos anos 80 e com a compra das minas de cobre, em Vila Viçosa, pela concessionária das Minas de Argozelo, estas nunca mais tiveram melhoramentos até à data do seu fecho a 30 de Junho de 1986”, indica-se.

HA | Foto: CIM-TTM

Vimioso: Unidade Industrial de Transformação da Carne Mirandesa celebrou 14 anos

Vimioso: Unidade Industrial de Transformação da Carne Mirandesa celebrou 14 anos

No dia 10 de agosto, a Unidade Industrial de Transformação da Carne Mirandesa celebrou 14 anos de atividade, na zona industrial de Vimioso, onde esta empresa é considerada um exemplo pioneiro no bom aproveitamento de um recurso existente na região, os bovinos de raça mirandesa e a sua carne, considerada de excelente qualidade.

Numa avaliação aos primeiros 14 anos de trabalho, o assesor do conselho de Administração da Cooperativa Agropecuária Mirandesa, o engenheiro Nuno Paulo, afirmou que a instalação da Unidade Industrial de Transformação da Carne Mirandesa foi e continua a ser um grande desafio.

“Instalar esta unidade industrial num concelho do interior do país, como é Vimioso, foi e continua a ser um grande desafio sobretudo pela distância geográfica aos grandes mercados. Não obstante esta dificuldade, com esta fábrica conseguiu-se aproveitar e valorizar integralmente as carcaças dos bovinos de raça mirandesa, no fabrico de uma gama diversificada de produtos”, disse.

Num mercado global, outro dos desafios da carne Mirandesa é a concorrência de outras marcas e a quebra de produção resultante do envelhecimento dos criadores e da dificuldade em incentivar os jovens a dedicarem-se à agropecuária.

“Os criadores de bovinos de raça mirandesa têm uma média de idade de 65 anos e vai-se verificando uma redução do número de animais e por conseguinte de carne para o mercado. Para fazer face à maior procura de carne mirandesa em determinados períodos do ano, como a primavera e o verão, fazemos uso dos produtos congelados fabricados na Unidade Industrial de Transformação da Carne Mirandesa”, disse.

Quem tem a oportunidade de provar e degustar a carne mirandesa apercebe-se facilmente da qualidade deste produto alimentar, sendo que os restaurantes são os principais clientes da Cooperativa Agropecuária Mirandesa.

“A Carne Mirandesa é uma marca com Denominação de Origem Protegida (DOP) e está presente no mercado nacional e internacional, sendo que a França e Andorra são alguns dos nossos principais mercados. Através do canal horeka comercializamos as chamadas partes nobres da vitela mirandesa como são a posta e a costeleta que se destinam maioritariamente para os restaurantes e hotéis. Para além da hotelaria e da restauração, também estamos presentes no mercado das grandes superfícies”, indicou.

Atualmente, na Unidade Industrial de Transformação da Carne Mirandesa fabrica-se uma gama variada de produtos. Na charcutaria, por exemplo, há carnes verdes, picados e os transformados. Entre os produtos transformados, destacam-se a Alheira Vitela, a Chouriça Tradicional Especial Assar, o Chouriço Mirandês, o Churrasquito Transmontano, o Paté de Fígado e Paté de Fígado c/ Tomilho, as hamburgeres e as almôndegas.

A fraude, isto é, o vender carne não certificada como sendo mirandesa é um problema apontado pela Cooperativa Agropecuária Mirandesa.

“Infelizmente, é recorrente o uso da denominação carne ou posta mirandesa e consequente venda ao público, quando afinal está as pessoas estão a adquirir e consumir outras marcas. Temos conhecimento desta irregularidade através da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que está constantemente a identificar pessoas que cometem essas transgressões. No setor do turismo, por exemplo, os turistas que visitam esta região vêm com a intenção de provar a qualidade da carne mirandesa e no final são enganados”, denunciou.

Na Unidade Industrial de Transformação da Carne Mirandesa, em Vimioso, trabalham atualmente 27 pessoas nas áreas administrativa, comercial, logística e distribuição.

“Nos últimos anos, dada a dificuldade em contratar pessoas na região, a tendência tem sido o recrutamento de pessoas estrangeiras. Contudo, esta mão-de-obra é instável pois preferem ir para uma cidade. Para além disso, o trabalho na Unidade Industrial de Transformação da Carne Mirandesa é feito num ambiente fechado e ao frio, o que exige uma grande disponibilidade e resiliência”, disse.

Desde 1996, a Cooperativa Agro Pecuária Mirandesa, C.R.L é a entidade gestora da “Carne Mirandesa” e tem como missão apoiar os criadores desta raça autóctone na transformação, comercialização e escoamento dos produtos.

O solar dos bovinos de raça mirandesa compreende os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso, Macedo de Cavaleiros, Bragança e Vinhais.

HA



Picote: Frauga promove curso intensivo de língua mirandesa

Picote: Frauga promove curso intensivo de língua mirandesa

A Associação Frauga, sediada em Picote, no concelho de Miranda do Douro, pioneira nos cursos de ensino de língua mirandesa, ministra de 11 a 15 de agosto, um curso de verão que possibilita a aprendizagem deste idioma da Terra de Miranda.

“A Frauga foi a primeira associação a valorizar a língua mirandesa, com um conjunto de iniciativas, onde estes cursos verão começam a ser uma espécie de valorização deste idioma, que arrancaram há cerca de 30 anos tal como a mudança da toponímia da aldeia, com a colocação do nome das ruas em português e mirandês”, explicou à agência o linguista e vice-presidente da Frauga, António Bárbolo Alves.

Os cursos são procurados por pessoas que se deslocam ao Planalto Mirandês, no distrito de Bragança, para ter o primeiro contacto com a segunda língua oficial em Portugal, numa iniciativa que se prolonga até ao próximo fim de semana.

Segundo António Bárbolo Alves, a valorização da literatura oral é outra das componentes desta semana intensiva dedicada à língua mirandesa.

As declarações do linguista à agência Lusa foram todos proferidas em ‘lhéngua’ mirandesa como forma de expressar a vertente fonética da língua resiste, assente na tradição oral.

O curso terá seis módulos que vão das raízes e enquadramento do mirandês à literatura, passando pelo aprofundamento dos conhecimentos.

Os promotores desta iniciativa querem ainda apostar na presença de contadores de ‘lhonas’, o que em português quer dizer histórias e lendas da tradição da região de influência da língua mirandesa.

“Esta é uma oportunidade única, de ao longo de uma semana de nos juntarmos, tanto especialistas como falantes e quem quer aprender. E digo que há bastantes interessados vindos um pouco de todo o país e de Espanha”, vincou o vice-presidente da Frauga.

Em 11 de março, o Governo aprovou em Conselho de Ministros uma resolução que cria a estrutura de missão para a promoção e valorização da língua mirandesa.

Segundo o Governo, é assim reforçado “o compromisso com a preservação deste património linguístico nacional, assegurando o futuro do Mirandês e criando condições concretas para a dinamização da região”.

O mirandês passou a segunda língua oficial em Portugal há 27 anos, após a aprovação, na Assembleia da República, em 17 de setembro de 1998, da lei que reconhece esse estatuto ao idioma falado nos concelhos de Miranda do Douro e parte dos concelhos de Vimioso e Mogadouro, no distrito de Bragança.

O mais recente estudo feito pela Universidade de Vigo, com apoio e colaboração da Associação de Língua e Cultura Mirandesa, concluiu que haverá cerca de 3.000 falantes de mirandês na Terra de Miranda e que, se nada for feito, a língua caminhará para o seu declínio.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Município assinala Dia Mundial da Juventude

Mogadouro: Município assinala Dia Mundial da Juventude

O município de Mogadouro celebra no dia 12 de agosto, o Dia Internacional da Juventude, com a realização de várias atividades desportivas e de lazer, nos vários equipamentos da cidade.

Em comunicado, o município mogadourense informa que esta iniciativa é aberta e gratuita à participação de jovens, com idades entres os 12 e os 29 anos

O dia internacional da juventude vai decorrer nas piscinas municipais, parque de campismo, campos de ténis ou ginásio, equipamentos que estão situados junto ao complexo desportivo desta cidade.

O Dia Internacional da Juventude celebra-se anualmente a 12 de agosto, com o objetivo de reconhecer o papel fundamental dos jovens nas sociedades. Este dia afirma-se como uma oportunidade de chamar a atenção da comunidade internacional para as questões juvenis. 

O tema deste ano é «Iniciativas locais dos jovens para os ODS e além!». Pretende, com ele, destacar o papel transformador dos jovens na concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), traduzindo os compromissos globais em realidades concretas a nível local.

Este tema reconhece que os jovens não são apenas beneficiários do desenvolvimento, mas sim agentes ativos de mudança, inovação e liderança. Sublinham-se, assim, a importância da sua inclusão nos processos de governação local e o valor da sua criatividade, energia e conhecimento comunitário para enfrentar os desafios interligados e complexos do nosso tempo.

Este Dia foi proclamado na Resolução 54/120 adotada na Assembleia Geral da ONU de 17 de dezembro de 1999.

Fonte: Lusa e Eurocid

Segurança Social: Jorge Fidalgo nomeado diretor do Centro Distrital de Bragança

Segurança Social: Jorge Fidalgo nomeado diretor do Centro Distrital de Bragança

O ex-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Jorge Fidalgo, foi nomeado diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Bragança, em comissão de serviço de cinco anos, através de despacho publicado em Diário da República (DR).

“Designa-se o licenciado António Jorge Fidalgo Martins, em comissão de serviço, pelo período de cinco anos, para exercer o cargo de diretor de Segurança Social do Centro Distrital de Bragança do Instituto da Segurança Social, IP”, pode ler-se no DR.

O despacho que nomeia Jorge Fidalgo, que se encontrava em regime de substituição desde 2 de agosto de 2024, foi assinado pela secretária de Estado da Segurança Social, Susana Filipa de Moura Lima no dia 04 de agosto.

Segundo o despacho, o júri do procedimento concursal para o cargo de Diretor da Segurança Social do Distrito, realizado pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP), verificou, após publicação de dois avisos em março e em abril, que “não existia um número suficiente de candidatos com mérito para constituir a proposta de designação a apresentar”.

Neste caso, pode o membro do Governo competente “proceder ao recrutamento por escolha de entre indivíduos que reúnam o perfil definido pelo aviso de abertura, mediante avaliação, não vinculativa, de currículo e de adequação de competências ao cargo, realizada pela CReSAP”.

Antes de ser nomeado em regime de substituição, o social-democrata Jorge Fidalgo cumpria o seu terceiro e último mandato à frente da Câmara de Vimioso (2023 a 2024), sendo que nas últimas eleições autárquicas venceu com maioria absoluta (63,38%).

Jorge Fidalgo tem 53 anos, é Mestre em Educação, História da Educação e da Pedagogia pela Universidade do Minho. Tem licenciatura em História, variante História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (UP).

Exerceu ainda o cargo de presidente da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM).

Fidalgo foi ainda presidente da Comissão Política Distrital de Bragança do PSD.

Há um ano que Jorge Fidalgo ocupava o cargo na Segurança Social, em regime de substituição a Orlando Vaqueiro que sofreu um problema de saúde em 2024, tendo vindo   a falecer.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Uva: I Festa do Migrante juntou os residentes aos visitantes

Uva: I Festa do Migrante juntou os residentes aos visitantes

A população residente e os (e)migrantes da aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, celebraram no dia 9 de agosto, a I Festa do Migrante, uma iniciativa conjunta da paróquia e da freguesia, com o propósito de promover o encontro e o convívio entre quem vive na aldeia durante todo o ano e aqueles que a visitam nas férias do verão.

A presidente da União de Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva, Cristina Miguel, indicou que nos meses de verão, com a chegada dos migrantes e emigrantes, as populações das aldeias triplicam os seus habitantes.

“Se durante o ano, em Algoso, Vale de Algoso, Campo de Víboras, Uva, Mora e Vila Chã da Ribeira vivem cerca de 350 pessoas, no verão, com a chegada dos familiares migrantes e emigrantes, a população deve atingir um milhar de pessoas”, indicou a autarca.

Com o propósito de acolher quem chega, a União de Freguesias associou-se à iniciativa da paróquia de Uva e da comissão de festas para organizar a I Festa do Migrante.

“Dado o preocupante problema do envelhecimento e despovoamento do nosso concelho, a chegada dos (e)migrantes é um motivo de festa! No concelho de Vimioso, a aldeia de Uva é pioneira na capacidade de atrair jovens para os campos de trabalho voluntário da Palombar e que se integram muito bem na comunidade local. Queremos por isso, dar continuidade a este trabalho e mostrar aos jovens as vantagens de viver no mundo rural”, disse.

Outra responsável pela organização da I Festa do Migrante, Marisa Fernandes, natural de Uva, a viver e trabalhar em Mirandela, explicou que esta iniciativa surgiu da vontade mútua da comissão fabriqueira da paróquia de Santa Marinha, do pároco, padre Rufino Xavier e da freguesia de Uva.

“Dado que as festas em Uva acontecem em maio e julho, decidimos organizar uma festa no mês de agosto para promover o convívio entre a população residente e os (e)migrantes que visitam a aldeia nesta época do ano. A festa começa com uma celebração religiosa, na qual participam as imagens dos santos aos quais é prestada devoção local, como o Santo Cristo e a padroeira, Santa Marinha. A missa é também uma oportunidade de agradecer a Deus o regresso dos (e)migrantes à terra-natal, a Uva”, explicou.

De acordo com Marisa Fernandes, no próximo ano a população e os (e)migrantes pretendem dar continuidade à Festa do Migrante, introduzindo no programa a animação musical, ao serão.

Questionada sobre a original t-shirt “Uva um cacho de emoções”, Marisa Fernandes explicou que se trata de um produto de marketing, da autoria do arquiteto Miguel Lopes, também ele com família na aldeia de Uva.

«A imagem da t-shirt inclui o tradicional pombal, a pomba da paz e a uva, com o slogan “Uva um cacho de emoções”. Creio que esta imagem representa bem a aldeia de Uva e as suas gentes”, disse.

O emigrante, Ernesto Meirinhos, natural de Uva, contou que emigrou para França em 1967, à procura de melhores condições de vida. Hoje em dia, já está reformado, o que lhe permite passar temporadas em Portugal e em França, onde tem casa, os filhos e os netos.

Por sua vez, a prima, Maria Rosa Pais, ao viver permanentemente em Uva diz que é uma alegria receber a visita dos conterrâneos emigrantes, no mês de agosto.

“Vivi toda a minha vida em Uva, mas tenho dois filhos e netos em França. A sua vinda a Portugal é motivo de grande alegria para toda a família”, disse.

Já as jovens Sofia Fernandes, de 24 anos e Bárbara Lopes, são também elas (e)migrantes, em França e no Porto, respetivamente.

“No verão, gosto muito de visitar a aldeia dos meus pais, Uva, onde reencontro familiares e amigos. Atualmente, estou a estudar medicina pelo que estou apenas duas semanas de férias em Uva. Sobre a possibilidade de trabalhar futuramente em Portugal, é algo que gostaria de fazer, mas ainda é cedo para pensar a sério nessa possibilidade”, disse a jovem luso-francesa.

Por sua vez, a amiga, Bárbara Lopes, a viver no Porto, acompanha os pais nas visitas mensais à aldeia de Uva.

“O meu pai é natural de Uva e costumamos visitar a aldeia pelo menos uma vez por mês, assim como no Natal, na Páscoa e nas férias de verão. O que mais aprecio na aldeia é a proximidade e o convívio com amigos que vivem noutras localidades, como é o caso da Sofia, que vive em França. O verão é mesmo a melhor altura do ano para vir até Uva, pois há mais gente na aldeia!”, disse.

Questionada sobre a pertinência da I Festa do Migrante, a jovem portuense concordou e apoiou entusiasticamente esta iniciativa, que na sua opinião promove o encontro, o convívio e reforça as amizades entre a população e os visitantes.

“Sobre a possibilidade de trabalhar nesta região, é algo que considero pois a vida na cidade do Porto está cada vez mais acelerada e stressante. Sou psicóloga e acredito que posso trabalhar em várias áreas, desde que me sinta acolhida e valorizada”, disse.

HA



Vimioso: Chegas de touros e Toni Carreira trouxeram milhares de visitantes à vila

Vimioso: Chegas de touros e Toni Carreira trouxeram milhares de visitantes à vila

No Domingo, 10 de agosto, milhares de pessoas visitaram a vila de Vimioso, no feriado municipal para fazer compras na feira de São Lourenço, assistir ao concurso e às chegas de touros mirandeses e ao final da noite cantar e dançar no concerto musical de Toni Carreira.

Sobre o investimento realizado na programação do feriado municipal, o presidente do município de Vimioso, António Santos, explicou que a estratégia do atual executivo municipal é investir para inverter o êxodo demográfico no concelho, fixar a população e atrair empresas e novos residentes.

“Estou convencido de que o município de Vimioso tem que investir para dinamizar a economia local. No âmbito do mercado de trabalho, dou o exemplo da criação de um novo regulamento de Apoio à Criação de Emprego, que prevê a atribuição de 5 mil euros, por cada posto de trabalho criado. Adianto também que vai ser elaborado outro regulamento de apoio ao investimento, para apoiar os empresários na criação de novas empresas que por sua vez, criem novos postos de trabalho. Outro importante investimento é a nova ponte Vimioso-Carção cuja construção deve iniciar-se até ao final do ano e que acredito vai oferecer melhores condições para a vinda e a fixação de empresas e pessoas”, informou.

Referindo-se ao concurso concelhio de bovinos de raça mirandesa, o presidente do município de Vimioso, António Santos, referiu que as raças autóctones são um exemplo de um recurso da região que importa preservar, aproveitar e promover.

“Mais uma vez, o concurso de bovinos de raça mirandesa e as chegas de touros atraíram a vinda de milhares de pessoas a Vimioso. Este sucesso deve-se a várias condições que foram criadas ao longo dos anos, como a construção deste recinto para o gado e as bancadas para o público. Outros fatores para o sucesso são a data da realização do concurso, no mês de agosto, com a visita de milhares de emigrantes e a inserção do concurso no programa do Dia do Município, que conta ainda com a Feira de São Lourenço, o almoço convívio e o concerto à noite, este ano com Toni Carreira”, destacou.

No feriado municipal, entre o público que veio a Vimioso, o migrante, José Geraldes, da aldeia de Campo de Víboras, lembrou a secular importância da feira de São Lourenço e do concurso concelhio de bovinos mirandeses.

“Antigamente, no feriado municipal em Vimioso era tradição vir comprar calçado e a roupa nova para usar na festa da aldeia. No passado, os emigrantes passavam mais tempo e investiam mais nas aldeias e na economia local. Atualmente acabam preferir ir para a praia ou viajar. Na minha perspectiva, o concelho de Vimioso precisa de mais gente empreendedora e de novas empresas que criem postos de trabalho para a fixação e vinda de mais pessoas, à semelhança do que acontece em Palaçoulo, com as empresas de cutelaria e tanoaria”, sugeriu.

Do Porto, António Miguel, foi um visitante que acompanhou com muito interesse no recinto de gado, em Vimoso, o concurso de bovinos de raça mirandesa e as chegas de touros.

“Hoje é um dia em grande para Vimioso! Pessoalmente, gosto do concurso e das chegas de touros pois são marcas identitárias desta região de Trás-os-Montes. A minha esposa é de Vimioso e sendo eu natural do litoral gosto de descobrir e conhecer a cultura desta região. Este ano também fiquei surpreendido como é que uma vila tão pequenina como Vimioso conseguiu trazer um cantor internacional como o Toni Carreira para animar a festa”, disse.

Questionado sobre o que pode fazer “crescer” a vila de Vimioso, o visitante António Miguel indicou a instalação de indústrias, relacionadas com a agricultura, a pecuária, a floresta, o mel, entre outros produtos locais.

De Miranda do Douro, Pedro Magalhães, veio acompanhado do filho, Dinis, para visitar a feira de São Lourenço, reencontrar amigos e assistir às lutas de touros mirandeses.

“Neste mês de agosto é com grande satisfação que recebemos a visita dos emigrantes, que com a sua estadia para rever a família e os amigos trazem vida às nossas aldeias. Esta vitalidade dos emigrantes está bem demonstrada aqui em Vimioso, neste feriado municipal”, disse.

O emigrante em França, Manuel Lopes, natural de Carção, indicou que durante o ano regressa duas vezes a Portugal e aprecia sobretudo a proximidade que se estabelece com a população local.

“Reservo cinco semanas para vir a Portugal: três semanas no mês de agosto e duas semanas em dezembro para a apanha da azeitona. As férias de verão são uma oportunidade para reencontrar e conviver com os amigos”, disse.

HA

Igreja: Peregrinação dos emigrantes ao Santuário de Fátima

Igreja: Peregrinação dos emigrantes ao Santuário de Fátima

No dia 13 de de agosto, o arcebipso espanhol, D. Joan-Enric Vives i Sicília, vai presidir à Peregrinação Internacional Aniversária ao Santuário de Fátima, uma celebração que conta com a participação dos emigrantes e a tradição da oferta de trigo por parte dos peregrinos.

O Santuário de Fátima prepara-se para “acolher milhares de peregrinos. nos dias 12 e 13 de agosto, entre os quais muitos migrantes, que vêm tomar parte das celebrações que fazem memória da quarta aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos”.

Estas celebrações integram a Peregrinação Nacional do Migrante e do Refugiado, organizada pela Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM).

Até 1 de agosto estavam inscritos, nos serviços do Santuário de Fátima, 32 grupos organizados, incluindo três provenientes do Vietname, com um total de 147 peregrinos.

Durante a tarde de 13 de agosto, vão ser assinalados os 70 anos da fundação do Museu do Santuário de Fátima, com uma visita guiada à exposição temporária e a exibição de um pequeno documentário.

“À noite, a queda do Muro de Berlim é evocada durante o Rosário e Procissão das Velas, como habitualmente, junto ao monumento que se encontra na entrada sul do Recinto de Oração, aí colocado a 13 de agosto de 1994”, acrescenta o Santuário de Fátima.

Fonte: Ecclesia | Foto: Santuário de Fátima


Voluntariado: “Parte à descoberta de ti em Deus” de 11 a 24 de agosto

Voluntariado: “Parte à descoberta de ti em Deus” de 11 a 24 de agosto

As Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, na diocese de Bragança-Miranda, organizam de 11 a 24 de agosto, a experiência vocacional e voluntariado “Parte à descoberta de Deus e de ti”, no Centro Dom Abílio Vaz das Neves, em Macedo de Cavaleiros.

“Será um tempo preenchido de oração, de serviço a crianças e jovens, e de conhecimento do carisma desta Congregação, cuja centralidade é a adoração e reparação a Jesus no Sacramento da Eucaristia”, explica a congregação religiosa, num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, pela Diocese de Bragança-Miranda.

A proposta de experiência vocacional/voluntariado das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, para jovens dos 16 aos 30 anos de idade, vai realizar em duas semanas do mês de agosto – dos dias 11 a 17 e de 18 a 24 -, no Centro Dom Abílio Vaz das Neves, em Macedo de Cavaleiros.

As Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado acrescentam que “proporcionam a jovens do género feminino” uma experiência de encontro com Deus e “ao fundo de si mesmas”, de serviço ao próximo e de paragem para refletir na missão que Deus colocou em si próprias”.

As inscrições, através de um formulário online, já estão a decorrer para esta iniciativa de participação gratuita, “com alojamento e alimentação incluídos”, intitulada ‘Parte à descoberta de ti em Deus’.

As Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado celebraram os 75 anos de aprovação canónica da congregação, a 15 de agosto de 2024, em Macedo de Cavaleiros; neste dia realizaram a sessão de abertura do Inquérito Diocesano da Causa de canonização da sua fundadora, a irmã Maria de São João Evangelista.

A congregação religiosa feminina portuguesa foi fundada em 1950 e Alzira da Conceição Sobrinho entrou como religiosa, assumindo o nome de irmã Maria de São João Evangelista; a fundadora nasceu a 4 de abril de 1888, na aldeia de Pereira (Mirandela), e faleceu aos 94 anos de idade, a 10 de junho de 1982, em Chacim (Macedo de Cavaleiros).

Fonte: Ecclesia