Avelanoso: Identificação de terrenos e proprietários para a instalação do Parque Eólico
No âmbito do projeto de instalação do Parque Eólico de Avelanoso, a empresa Gesto Energia iniciou a fase de identificação de prédios rústicos e dos respetivos proprietários, na União de Freguesias de Vale de Frades e Avelanoso, para proceder à negociação da contratação relativa à implementação do projeto de hibridização da barragem de Picote.

Em edital, a União de Freguesias de Vale de Frades e Avelanoso informa que no seguimento das sessões de apresentação do projeto de instalação de um parque eólico, para hibridização da barragem de Picote, a empresa Gesto Energia, iniciou a meados deste mês de junho, a fase de identificação dos terrenos e respetivos proprietários para proceder à negociação da contratação relativa à implementação do projeto.
O presidente da União de Freguesias de Vale de Frades e Avelanoso, Filipe Canedo, no comunicado, alerta a população para o imperativo da identificação dos representantes da empresa Gesto Energia.
“Atendendo à importância da correta identificação das pessoas que venham a contatar os proprietários, apela-se à população para que adote especiais cautelas perante eventuais contatos de terceiros não identificados ou não constantes na comunicação”, pode ler-se.
Recorde-se que no passado dia 9 de maio, a população da União de Freguesias de Vale de Frades e Avelanoso, participou na sessão de apresentação e auscultação do projeto eólico de Avelanoso, tendo os habitantes locais expressado interesse no retorno financeiro mas também receio e preocupação com os impactos para a saúde pública e o condicionamento de atividades como a agricultura, o turismo e a caça.
A apresentação do projeto do Parque Eólico de Avelanoso foi realizado pela empresa de consultoria Gesto Energia. Em Avelanoso, os representantes da empresa começaram por explicar à população que este projeto consiste na produção de energia renovável, neste caso através de parque eólico, para depois ligar à barragem de Picote.
“A combinação de fontes de energias renováveis como a hidráulica, eólica e a fotovoltaica, em instalações híbridas é uma ferramenta bem-sucedida para gerar e fornecer energia limpa e eficiente. Por isso, a Engie pretende hibridizar as barragens de Picote, Bemposta, Baixo Sabor e Foz Tua”, justifica a empresa Gesto Energia.
Segundo a Gesto Energia, a instalação de um parque eólico com 35 aerogeradoes compreende uma área de estudo de quase 6 mil hetares, que compreende a União de Freguesias de Vale de Frades e Avelanoso e a União de Freguesias de Caçarelhos e Angueira, no concelho de Vimioso; as freguesias de São Martinho de Angueira, a União de Freguesias de Constantim e Cicouro e União de Freguesias de Genísio e Especiosa (concelho de Miranda do Douro).
“A área necessária para a instalação de cada aerogerador é de três hectares. Um aerogerador converte a energia do vento em eletricidade. Cada aerogerador tem um torre de 120 metros de altura, uma pá de 80 metros de diâmetro e a fundação é a 20 metros de profundidade”, informam.
Na auscultação às populações, os representantes da empresa de consultoria informaram que a implantação precisa de terrenos e por isso, a Engie pretende adquirir propriedades numa das seguintes modalidades: aluguer de longa duração ou compra.
“Os contratos serão iguais para todos os proprietários. Em caso de aluguer ou rendas, os valores são atualizados anualmente mediante a taxa de inflação”, indicam.

Segundo a empresa Gesto Energia, a instalação de um parque éolico traz benefícios para os municípios com a receita proveniente do Fundo Ambiental, a melhoria e manutenção da área ambiental e os contrapartidas financeiras para os proprietários dos terrenos.
Entre as desvantagens, a população presente na sessão em Avelanoso chamou a atenção para o impacto visual dos aerogeradores na natureza, o ruído das hélices das torres eólicas e os danos provocados na flora e na fauna.
HA