Castro Vicente: IX Feira do Bísaro com grande afluência de público

Castro Vicente: IX Feira do Bísaro com grande afluência de público

Em Castro Vicente, a nona edição da Feira dos Produtos da Terra e do Fumeiro Tradicional Bísaro registou a afluência de muito público, vindo inclusive de Espanha e do Grande Porto, tendo os visitantes aproveitado a estadia nesta freguesia do concelho de Mogadouro para degustar a gastronomia local e comprar produtos como o fumeiro tradicional.

A presidente da freguesia de Castro Vicente, Carla Lousão, afirmou que a IX Feira dos Produtos da Terra e do Fumeiro Tradicional Bísaro, superou as expetativas da organização, dada da grande afluência de público, no fim-de-semana de 21 e 22 de fevereiro.

“O fim-de-semana de sol e o variado leque de atividades programadas permitiram atrair muito público, à feira do Bísaro, em Castro Vicente. No sábado, destaco, por exemplo, o passeio de todo-o-terreno, a matança do porco, as palestras e os concertos musicais que animaram o certame. No Domingo, a caminhada, os passeios de BTT e de carros clássicos, a visita interpretada ao Cabeço do Santo Cristo, assim como o Festival da Açorda de Txitos, ao almoço, e o Encontro de Cantares Tradicionais, no encerramento da feira, deram grande visibilidade a Castro Vicente”, disse a autarca local.

No final do certame, Carla Lousão, agradeceu a colaboração da população de Castro Vicente na organização e sublinhou que este trabalho aprofunda a identidade e o sentido de pertença a esta localidade, edificada nas encostas do rio Sabor.

“Para tornar a Freguesia de Castro Vicente ainda mais apelativa vão iniciar-se os trabalhos para melhorar a visitação ao Cabeço de Santo Cristo e aos miradouros sobre o rio Sabor. Outro projeto da freguesia é a requalificação do largo do pelourinho, onde tem lugar a Feira anual dos Produtos da Terra e do Fumeiro Tradicional Bísaro”, avançou a autarca.

Em representação do município de Mogadouro, Norberto Leite, felicitou a freguesia de Castro Vicente pela organização bem sucedida da IX Feira dos Produtos da Terra e do Fumeiro Tradicional Bísaro e destacou a singularidade de cada localidade do concelho de Mogadouro.

“O Município de Mogadouro está ao lado das freguesias na valorização e divulgação do património cultural, natural e dos produtos endógenos de cada localidade. Este evento, em Castro Vicente, é um ótimo exemplo de como é possível atrair visitantes às aldeias e assim promover turisticamente todo o concelho de Mogadouro. Para trazer gente a Castro Vicente, o município associou-se ao certame, com a organização da caminhada mensal, que contou com a participação de 160 pessoas”, indicou, Norberto Leite.

Entre os visitantes da IX Feira do Bísaro, em Castro Vicente, o espanhol, Óscar, veio na companhia do pai e do irmão, desde Medina del Campo, em Valladolid (Espanha), para participarem no passeio de carros clássicos.

“Ao volante de um citroene xantia 2.0, viajamos 250 quilómetros para participar no passeio de automóveis clássicos. Gosto muito de viajar até Portugal, em particular até Trás-os-Montes, onde existe uma grande afinidade cultural com a Comunidade Autónoma de Castela e Leão e em particular com a província de Zamora”, disse o visitante espanhol.

Em Castro Vicente, o trio de espanhóis aproveitou a feira para comprar pão, mel e azeite e incentivou as pessoas a dedicarem-se à agricultura e à pecuária para devolver vida às aldeias.

“Os produtos agrícolas e pecuários como o azeite, o queijo ou a carne continuam a ser a melhor aposta para fixar a população e atrair novos habitantes. Depois, se houver a possibilidade de atrair algum tipo de indústria para transformar esses produtos seria uma mais valia para estas pequenas localidades”, indicou o visitante espanhol.

Outro visitante, João Leite, veio de Paredes, integrado num grupo de caminhadas, para passar o fim-de-semana em Castro Vicente e participar na IX Feira dos Produtos da Terra e do Fumeiro Tradicional Bísaro.

“A convite da presidente da freguesia, Carla Lousão, viemos caminhar nesta bela região do rio Sabor. A par da beleza natural fiquei deliciado com a gastronomia transmontana e tive oportunidade de degustar a posta de vitela e a açorda de txitos”, disse.

Para valorizar os produtos locais, João Leite, recomendou a aposta no associativismo e no emparcelamento das terras, de modo a que os pequenos agricultores ganhem maior escala e criem produtos âncora.

“A exemplo do que acontece na minha região do Vale do Sousa, em que há um produto de excelência como é o vinho verde, a aposta em cooperativas é uma vantagem para valorizar, inovar e comercializar os produtos endógenos”, sugeriu.

Entre os expositores da IX Feira dos Produtos da Terra e Fumeiro Tradicional Bísaro, Célia Morais, da Quinta da Faia, comercializou vários produtos caraterísticos de Castro Vicente como as casulas, butelos, alheiras, linguíças, azeite, chícharos (feijão frade), figos secos e lenha.

“Esta feira é uma oportunidade para mostrar o que se produz nas aldeias da Freguesia de Castro Vicente. Durante o fim-de-semana, o certame recebeu a visita de muita gente que aproveitou para comprar sobretudo peças de fumeiro”, disse.

Por sua vez, o apicultor, David Batista, foi outro dos expositores na Feira do Bísaro, em Castro Vicente. O jovem apicultor, deu a degustar ao público o mel de castanheiro e de rosmaninho e expôs outros produtos da marca “Pardaloca”, como o pólen, licor de mel, sabonetes, bálsamos labiais e cera para calçado e madeira.

“Em Trás-os-Montes, dada a diversidade de flores, as abelhas produzem vários tipos de mel como o mel de castanheiro, que tem uma cor mais escura ou o mel de rosmaninho, mais dourado. Estas feiras, mais do que as vendas, permitem-nos dar a conhecer os nossos produtos e estabelecer contatos para futuras vendas”, destacou.

Entre a população de Castro Vicente, a jovem, Marlene Alexandra, da Associação Sociorecreativa foi uma das pessoas que ajudou na organização da IX Feira dos Produtos da Terra e do Fumeiro Tradicional Bísaro.

“Para quem vive em Castro Vicente é uma alegria enorme receber a visita de tanta gente do concelho de Mogadouro, de concelhos vizinhos e também de outras regiões do país e de Espanha. Cabe-nos, a nós, a população local, acolher bem quem nos visita para que apreciem a estadia e voltem a visitar-nos mais vezes ao longo do ano”, disse.

No concelho de Mogadouro, a freguesia de Castro Vicente, que compreende ainda as aldeias de Porrais e Vilar Seco, é a mais distante da sede de concelho e é a única freguesia situada do lado direito do rio Sabor.

No âmbito do património cultural e natural, Castro Vicente tem como principais locais de interesse a igreja matriz, o pelourinho como símbolo da anterior autonomia administrativa, o antigo castro e a capela no Cabeço do Santo Cristo com pinturas a fresco e os miradouros sobre o rio Sabor.

HA

Ucrânia: Papa exige que «armas se calem» no quarto aniversário da invasão russa

Ucrânia: Papa exige que «armas se calem» no quarto aniversário da invasão russa

O Papa Leão XIV exigiu que as “armas se calem” na Ucrânia, assinalando o quarto aniversário da invasão em larga escala da Rússia, com um apelo urgente ao diálogo e ao fim da destruição.

“Renovo com veemência o meu apelo:  que as armas se calem. Que cessem os bombardeamentos. Que se chegue sem demora a um cessar-fogo e se reforce o diálogo para abrir caminho à paz”, disse Leão XIV, após a recitação do ângelus.

Perante milhares de pessoas, reunidas na Praça de São Pedro, o pontífice recordou o início do conflito no leste europeu, a 24 de fevereiro de 2022.

“Caros irmãos e irmãs, já se passaram quatro anos desde o início da guerra contra a Ucrânia. O meu coração continua comovido com a dramática situação que está diante dos olhos de todos”, assinalou.

O impacto da violência nas populações civis mereceu um destaque particular na reflexão.

“Quantas vítimas, quantas vidas e famílias destruídas, quanta destruição, quanto sofrimento indescritível”, lamentou o Papa.

Desde a janela do apartamento pontifício, Leão XIV sublinhou as repercussões globais do conflito armado, ultrapassando as fronteiras territoriais.

“Na verdade, toda guerra é uma ferida infligida a toda a família humana. Ela deixa para trás morte, devastação e um rasto de dor que marca gerações”, sustentou.

A paz não pode ser adiada. É uma necessidade urgente que deve encontrar espaço nos corações e traduzir-se em decisões responsáveis.”

A intervenção culminou com um apelo à oração, “pelo povo ucraniano martirizado e por todos aqueles que sofrem por causa desta guerra e de todos os conflitos do mundo”.

“Que o dom tão esperado da paz possa brilhar nos nossos dias”, desejou o Papa.

A intervenção de Leão XIV surge num contexto de forte tensão no terreno, com o registo de novas ofensivas.

Várias explosões foram ouvidas durante a última madrugada na capital da Ucrânia, Kiev, onde as autoridades declararam o alerta devido ao risco de ataques inimigos com armas balísticas, dois dias antes de se assinalar oficialmente o quarto aniversário do início da invasão russa.

Fonte: Ecclesia | Foto: Embaixada da Ucrânia em Portugal

Política: José Luís Carneiro propõe contratos territoriais para potenciar interior 

Política: José Luís Carneiro propõe contratos territoriais para potenciar interior

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, propôs em Bragança, a criação de “contratos territoriais de desenvolvimento” para potenciar as regiões do Interior, que “carecem de uma atenção especial das políticas públicas”, segundo os agentes económicos.

“O mais importante é a necessidade de estabelecermos contratos territoriais de desenvolvimento que procurem valorizar o potencial endógeno, o potencial de cada território, ou seja, aquilo que cada território tem de mais positivo e que mais possa contribuir para a criação de emprego, para a fixação de jovens mais qualificados e para a atração de investimento direto do estrangeiro, para criar mais e melhores oportunidades”, afirmou.

No âmbito da sua recandidatura a secretário-geral do Partido Socialista, sob o lema “Contamos Todos”, José Luís Carneiro reuniu a 22 de fevereiro, no Instituto Politécnico de Bragança, com forças vivas da cidade, ligadas a vários setores, nomeadamente turismo, restauração, florestas, ensino, movimento social, desportivo e recreativo e autarcas.

Depois de ter ouvido várias preocupações locais, o socialista sublinhou que a principal mensagem transmitida foi que a região transmontana “carece de uma atenção especial das políticas públicas”.

Questionado sobre as declarações do novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, que considera inaceitável os baixos salários na PSP, José Luís Carneiro referiu apenas que “é muito importante valorizar as funções de soberania nos territórios do Interior” e que é necessário “investir nas infraestruturas e nos equipamentos de segurança”, acabando por não comentar o assunto em questão porque o novo governante “ainda não tomou posse”.

Na visita a Bragança, o secretário-geral do PS criticou o Governo pela alteração de institutos politécnicos para universidades.

“Foi com estupefação que os professores e investigadores desta região verificaram que, poucos dias antes de se discutir na Assembleia da República o novo regime jurídico das instituições do ensino superior, o Governo tenha avançado com decisões de passagem de alguns institutos politécnicos para universidades, sem sequer ouvir os outros responsáveis dos institutos politécnicos, o que cria novas desigualdades”, vincou.

Depois da reunião com os agentes económicos e forças vivas de Bragança, José Luís Carneiro reuniu com os militantes do partido, também no Instituto Politécnico de Bragança (IPB).

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

 

Mogadouro: Centro interpretativo do Douro Internacional

Mogadouro: Centro interpretativo do Douro Internacional

O município de Mogadouro vai investir cerca de 700 mil euros na reconversão da antiga Casa dos Magistrados, em centro interpretativo do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), anunciou o presidente da Câmara Municipal, António Pimentel.

Segundo o autarca mogadourense, no imóvel já funciona a sede do PNDI, pelo que faz sentido avançar com um centro de interpretação dedicado a esta área ambiental protegida.

A conversão do edifício vai realizar-se no âmbito de um “aviso público dotado de cinco milhões de euros para investimentos no PNDI, a dividir pelos quatro concelhos desta área protegida e pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), tendo este organismo abdicado de grande da verba que lhe foi atribuída, sendo [assim] canalizada para a criação deste centro interpretativo”, explicou o autarca mogadourense.

A obra já foi colocada a concurso por cerca de 634 mil euros de valor base, mais IVA, em que as propostas vão ser abertas no dia 03 de março, e não será necessário o visto do Tribunal de Contas (TdC), devido ao montante envolvido.

“Estou convicto de haverá propostas e logo a seguir à abertura das mesmas será feito o relatório de análise para depois avançar com as obras”, indicou.

António Pimentel disse ainda que este centro interpretativo do PNDI será dotado de tecnologias modernas.

“Aqui estará uma exposição permanente do melhor que o PNDI comporta, em sintonia com o ICNF” e que alberga quatro concelhos, avançou.

Este projeto abrange igualmente a Porta de Entrada no PNDI que será construída a expensas da autarquia e que ficará situada junto à fronteira com Espanha, no Cardal do Douro.

O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) é a segunda maior área ambiental protegida do país e abrange os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, e Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda.

O PNDI tem 86.834,82 hectares, abrange uma superfície adjacente ao rio Douro, sendo a vegetação dominada pela azinheira (Quercus rotundifolia, localmente conhecida por carrasco), destacando-se ainda a presença de bosques de zimbro (Juniperus oxycedrus), sobreirais (Q. suber) e manchas de carvalho-negral (Q. pyrenaica). 

O Douro Internacional é uma área fundamental para a conservação da avifauna, uma das zonas mais importantes no contexto nacional e mesmo ibérico. 

O destaque vai para as aves rupícolas que nidificam em zonas rochosas, como o abutre-do-egipto (Neophron percnopterus) e a águia-de-bonelli (Aquila fasciata), que por aqui se refugiaram e reproduzem.  

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Tentações exigem decisões

I Domingo da Quaresma

Tentações exigem decisões

Gen 2, 7-9; 3, 1-7 / Slm 50 (51), 3-4. 5-6a.12-13.14.17 / Rom 5, 12-19 ou Rom 5, 12.17-19 / Mt 4, 1-11

A leitura do Génesis apresenta o pecado original praticado por Adão e Eva. É um pecado que é tido como origem da sequência histórica do pecado da humanidade. O pecado original – como, aliás, todo o pecado – significa, na base, a transgressão da estrutura da relação entre Deus e o ser humano. Efetivamente, Deus é criador; o ser humano é criatura. O ser humano não começou por si mesmo. Foi posto por Deus a existir. É-lhe, então, devedor.

O ato criador comporta o estabelecimento de regras. Se Deus criou o “o quê” das coisas, criou também o “como” das coisas. Ora, Deus proibiu que o ser humano comesse o fruto de duas árvores do jardim que Ele lhe deu a habitar: a árvore da vida e a árvore da ciência do bem e do mal. A proibição de comer da árvore da vida significa que não é dado à criatura ser senhor da vida.

A criatura recebe de Deus a vida para a administrar, sem nunca poder possuí-la como coisa inteiramente sua. Por sua vez, a proibição de comer da árvore da ciência do bem e do mal significa que o ser humano não tem um conhecimento absoluto da verdade e, por isso, deve ter cuidado ao julgar. Só Deus tem esse conhecimento absoluto, porque a verdade, no fundo, tem a dimensão do próprio Criador.

Daí que a criatura, ao querer «esclarecer a inteligência» – e é bom que o queira – não deva julgar que, algum dia, igualará a inteligência de Deus. O «meio do jardim» onde estão as tais duas árvores, ou seja, o mais central e mais profundo da existência humana, é terreno que só a inteligência de Deus abarca inteiramente. A inteligência humana pode aproximar-se daí. Mas terá de o fazer sempre com Deus; nunca sem Ele.

São Mateus diz que «Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, a fim de ser tentado». Significa que foi submetido à tentação por vontade do próprio Deus. Efetivamente, a tentação é momento de definição pessoal e, por conseguinte, também de estruturação da pessoa. A tentação do «pão» representa a da riqueza; a tentação do «pináculo» representa a da fama; a tentação dos «reinos» representa a do poder. Através destas tentações, Jesus teve de decidir se queria viver contando com Deus ou em concorrência com Ele. A forma como responde a Satanás mostra que escolheu a primeira possibilidade: «adorarás o Senhor teu Deus».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa | Imagem: Pastoral da Cultura

Miranda do Douro: Festival Douro Superior anima as ruas da cidade

Miranda do Douro: Festival Douro Superior anima as ruas da cidade

No Domingo, dia 22 de fevereiro, as ruas da cidade de Miranda do Douro são o palco do Festival “Douro Superior com Vida em Movimento”, um evento cultural no qual participam de grupos e associações culturais dos oito concelhos que integram a Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS).

De acordo com o município de Miranda do Douro, o objetivo deste festival é promover o intercâmbio cultural entre os municípios de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Carrazeda de Ansiães.

“Cada um dos oito municípios associados organiza um festival cultural, para dar a conhecer à população e aos turistas, a região do Douro Superior, um território com a sua cultura popular e tradições, expressas pelos grupos e associações culturais e recreativas. Com esta iniciativa conjunta pretende-se promover um intercâmbio cultural e a valorização turística da região”, informam.

Em Miranda do Douro, o IV Festival “Douro Superior com Vida e Movimento” inicia-se às 14h00, no largo do Arquivo, percorre algumas das principais ruas da cidade e finaliza às 18h00, no praça Dom João III.

Nesta quarta edição do festival participam o Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães, Rancho Folclórico de Riba Côa (Figueira de Castelo Rodrigo), Grupo de Gaiteiros de Bemposta (Mogadouro), Rancho Folclórico e Etnográfico do Centro Sociocultural da Coriscada (Meda), Grupo de Bombos de BombaII (Freixo de Espada à Cinta), “Zanquietos” – Grupos do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro e Tuna da Universidade Sénior de Miranda do Douro.

Em Miranda do Douro, o festival é organizado pela Associação de Municípios do Douro Superior em parceria com o Município de Miranda do Douro.

HA

Bragança-Miranda: Paróquias ajudam vítimas das tempestades

Bragança-Miranda: Paróquias ajudam vítimas das tempestades

O bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida, anunciou que no início da Quaresma vai realizar-se em todas as paróquias da diocese, uma recolha de fundos em favor das vítimas das tempestades que afetaram a região central de Portugal.

“No Primeiro Domingo da Quaresma (21 e 22 de fevereiro) o ofertório das Eucaristias reverte, solidariamente, para as vítimas das intempéries da Zona Centro”, escreve D. Nuno Almeida, na mensagem para a Quaresma e Páscoa 2026.

O bispo manifesta uma união particular a “todos os que sofreram e sofrem as consequências devastadoras das últimas intempéries”, lembrando as famílias que perderam bens e segurança nas últimas semanas.

“Sintonizamo-nos com os governantes, os profissionais de saúde e as forças de segurança dando as mãos pelo bem de todos”, refere.

D. Nuno Almeida informa ainda que a renúncia quaresmal de 2026 destina-se à substituição “urgente” das janelas do Carmelo da Sagrada Família, no Larinho, em Torre de Moncorvo.

O itinerário da Quaresma aparece-nos como um rumo de esperança, que nos leva sempre a passos e gestos concretos de caridade. É tempo de conversão pessoal, pastoral e missionária, através de uma redescoberta da relação com Deus (oração), com os outros (partilha) e connosco próprios.”

A mensagem para a Quaresma 2026, intitulada ‘Da esperança à caridade’, convida a comunidade diocesana a percorrer um itinerário de conversão que coloque no centro o cuidado com as pessoas em maior vulnerabilidade.

“Neste itinerário quaresmal e pascal, recordamos as crianças que vivem no abandono e na ausência de afetos; trazemos no coração os jovens que experimentam a incerteza relativa ao futuro”, escreve D. Nuno Almeida.

“Cuidamos a caridade pastoral que nos é devida aos doentes, aos enlutados, aos reclusos”, acrescenta.

O documento evoca as indicações deixadas pelo Papa para este tempo litúrgico.

“Leão XIV, na sua mensagem, ‘Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão’, convida-nos a escutar a Palavra de Deus com fidelidade e docilidade ao Espírito Santo”, refere a nota pastoral.

A Diocese de Bragança-Miranda propõe um itinerário específico para as paróquias, enquanto o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil sugere a prática da ‘Lectio Divina’ sobre os evangelhos dominicais para os grupos de jovens.

D. Nuno Almeida convoca ainda os fiéis para a Jornada Diocesana de Formação, no próximo sábado, sobre o tema ‘Unidades Pastorais com expressão ativa de Sinodalidade’.

“Que cada um de nós se disponha, em atitude de peregrino, à conversão pessoal, pastoral e missionária a partir do centro da nossa vida: Jesus Cristo”, conclui o bispo diocesano.

A renúncia quaresmal é um gesto associado às práticas tradicionais da esmola e do jejum, no qual os fiéis abdicam da compra de bens ou serviços habituais, reservando esse dinheiro para finalidades solidárias específicas, indicadas pelo bispo da diocese, durante o tempo de preparação para a Páscoa, que se inicia hoje com a celebração das Cinzas.

Fonte: Ecclesia | Imagem: DBM

Saúde: 2% do imposto do tabaco para a prevenção e controlo do tabagismo

Saúde: 2% do imposto do tabaco para a prevenção e controlo do tabagismo

O governo anunciou que dois por cento da receita do imposto sobre o tabaco vão ser destinados a políticas de prevenção e controlo do tabagismo, o que deve representar este ano cerca de 33,5 milhões de euros para esse objetivo.

A medida consta de um despacho conjunto dos ministérios das Finanças e da Saúde e que fixa a percentagem da receita do imposto sobre o tabaco a consignar à execução de políticas ativas de prevenção e controlo do tabagismo, definindo ainda as entidades e os programas do setor da saúde aos quais os fundos podem ser alocados.

Prevista no Orçamento do Estado para 2026, a medida justifica-se, segundo o despacho, tendo em conta que o tabagismo “continua a ser uma das principais causas evitáveis de morbilidade e mortalidade em Portugal” e que a redução da sua prevalência constitui uma prioridade de saúde pública.

O montante de receita a arrecadar este ano será transferido para a Administração Central do Sistema de Saúde, que vai assegurar a afetação dos fundos a várias finalidades, entre as quais ao Programa Nacional de Prevenção e Controlo do Tabagismo, sob coordenação da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O despacho determina que a receita será também destinada aos vários programas nacionais para as doenças respiratórias, para as doenças oncológicas, para as doenças cérebro-cardiovasculares e de promoção da saúde oral e de saúde escolar, assim como à implementação de projetos-piloto de rastreio e diagnóstico precoce do cancro do pulmão a desenvolver nas Unidades Locais de Saúde (ULS) do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Entre outras medidas, está ainda previsto que o montante a arrecadar este ano seja destinado à implementação e expansão de programas de rastreio de base populacional e de consultas e programas de cessação tabágica a desenvolver nos cuidados de saúde primários e cuidados hospitalares das ULS, incluindo o financiamento de terapêuticas farmacológicas de apoio pelo SNS.

Um outro despacho do Ministério da Saúde determina que a maior fatia da receita a arrecadar – 35% – será destinada à implementação e expansão de programas de rastreio de base populacional, seguindo-se o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, com 22,5%. Às restantes finalidades foram destinadas percentagens que variam entre os 10% e os 1%.

Na prática, a medida permite financiar diretamente três áreas de intervenção prioritárias, a prevenção do consumo, o reforço do apoio a quem pretende deixar de fumar e o diagnóstico precoce das doenças associadas ao consumo de tabaco.

Fonte: Lusa | Imagens: Flickr e DGE

Sociedade: Contribuições de estrangeiros para a Segurança Social aumentaram

Sociedade: Contribuições de estrangeiros para a Segurança Social aumentaram

O número de pessoas estrangeiras, com contribuições pagas à Segurança Social quintuplicou, entre dezembro de 2015 e dezembro de 2025 e o montante dessas contribuições subiu oito vezes nesse período, segundo dados da Segurança Social.

Os dados relativos à situação contributiva dos trabalhadores estrangeiros e apoios sociais, estão disponíveis no ‘site’ da Segurança Social.

Estes dados são divulgados mensalmente, sendo que além dos dados mensais serão disponibilizados dados anuais.

Em dezembro de 2025, havia cerca de 840 mil pessoas de nacionalidade estrangeira com contribuições pagas à Segurança Social, mais 3.375 pessoas face a igual período de 2024 e um número 5,4 vezes superior aos cerca de 156 mil registados em dezembro de 2015, de acordo com os dados disponibilizados.

No final do ano passado, os estrangeiros representavam quase um quinto (17,6%) do número total de pessoas com contribuições pagas à Segurança Social, enquanto 10 anos antes o peso era de 4,5%.

Do total dos 840 mil pessoas estrangeiras com contribuições pagas à Segurança Social, cerca de seis em cada dez (62,1%) são homens, enquanto as mulheres representam 37,9%.

A maior fatia diz respeito a cidadãos brasileiros (cerca de 309 mil), seguidos pelos indianos (58 mil) e pelos angolanos (54 mil).

Por setores de atividade, apesar de, em termos absolutos, o maior número ser relativo ao setor do alojamento e restauração (129 mil), seguido pelas atividades administrativas e dos setores de apoio (122 mil) e da construção (117 mil), é no setor da agricultura, floresta e pesca, que existe o maior peso de trabalhadores com nacionalidade estrangeira (41% são estrangeiros).

Quanto ao valor dessas contribuições, aumentou 8,5 vezes nos últimos 10 anos, tendo passado de 491 milhões de euros em 2015 para 4.162 milhões de euros no ano passado.

Também o peso relativo do valor das contribuições de estrangeiros no total das contribuições pagas à Segurança Social aumentou substancialmente, passando de 3,5% em 14%, no período em análise.

No que toca ao número de beneficiários de nacionalidade estrangeira com prestações pagas pela Segurança Social, mais do que triplicou em 10 anos, de cerca de 61 mil em dezembro de 2015 para 213 mil em dezembro do ano passado, segundo os dados disponíveis.

Em causa estão todas as prestações pagas pela Segurança Social, quer sejam financiados por impostos, quer sejam financiadas por contribuições e quotizações.

No final do ano passado, as pessoas de nacionalidade estrangeira representavam cerca de 12,2% do total de beneficiários com prestações pagas pela Segurança Social, enquanto 10 anos antes o peso eram cerca de 4%.

À semelhança do que sucede com as contribuições, também nas prestações pagas pela Segurança Social a cidadãos estrangeiros a faixa etária com maior representatividade é a dos 30 aos 39 anos.

Os cidadãos com nacionalidade brasileira lideram (com 98 mil beneficiários), seguidos pelos angolanos (15 mil) e pelos cabo-verdianos (12 mil).

No que concerne ao valor das prestações pagas a pessoas de nacionalidade estrangeira, este subiu de 137 milhões de euros em 2015 para 827 milhões de euros em 2025, ou seja, sextuplicou em 10 anos.

Deste modo, o peso relativo ao valor das prestações pagas a pessoas estrangeiras no total das contribuições para a Segurança Social passou de 3,5% em dezembro de 2015 para 11,4% em dezembro de 2025.

“A diferença entre as contribuições pagas e as prestações recebidas pelas pessoas de nacionalidade estrangeira é uma diferença positiva”, realçou a secretária de Estado da Segurança Social, Filipa Lima.

Questionada sobre o facto de a disponibilização de dados poder ser vista como discriminatória, a secretária de Estado admite que “há sempre riscos”, mas considera que “todos os dados que sejam disponibilizados de forma isenta e imparcial […] contribuem para elevar a literacia”.

Referindo-se como “defensora acérrima da disponibilização de dados que são de interesse comum”, a governante justificou ainda a decisão com os vastos pedidos de informação que chegam ao ministério, bem como uma tentativa de veicular a informação de forma transparente.

Fonte: Lusa

Castro Vicente: Feira do Bísaro no fim-de-semana de 21 e 22 de fevereiro

Castro Vicente: Feira do Bísaro no fim-de-semana de 21 e 22 de fevereiro

No fim-de-semana de 21 e 22 de fevereiro, realiza-se na aldeia de Castro Vicente, no concelho de Mogadouro, a IX Feira do Bísaro, um certame que tem o objetivo de valorizar os produtos da terra, o fumeiro e a gastronomia tradicional e cujos maiores destaques são no sábado, a matança tradicional do porco e no Domingo, a açorda de” txitxos”.

Sobre a IX edição da Feira do Bísaro, a presidente da Freguesia de Castro Vicente, Carla Lousão, explicou que o nome da feira “bísaro” remete para a existência na freguesia, da maior exploração pecuária de porco bísaro no distrito de Bragança. No certame deste ano, vão participar 20 produtores e artesãos, que vão expor produtos como o fumeiro tradicional, queijo, pão, vinho, doçaria tradicional, mel e máquinas agrícolas.

“A Feira do Bísaro já se realiza há alguns anos e em cada nova edição pretende-se renovar o certame, sempre com os mesmo objetivos: o de promover os produtos da terra e o fumeiro tradicional e simultaneamente preservar as receitas e a gastronomia local”, indicou a autarca.

Exemplo disso é a matança tradicional do porco em comunidade, agendada para a manhã de sábado, dia 21 de fevereiro.

“Com este produto típico, o porco bísaro, ao almoço vão ser servidos rojões, com batatas e feijões. No dia seguinte, Domingo, 22 de fevereiro, vão ser preparadas a açorda de txitxos, o lombo de porco salteado na panela e para os vegetarianos alguns legumes da região”, informou.

Para o primeiro dia do certame, em Castro Vicente, estão programadas atividades como: o passeio de todo-o-terreno (8h00), a abertura oficial da feira (10h00), teatro de rua (14h30 âs 18h00), oficinas de cerâmica para crianças e famílias (15h00-18h00), as conversas do Bísaro, dedicadas à confecção do fumeiro tradicional (16h30) e a degustação comentada de fumeiro tradicional com vinhos, pelo Chefe, Luís Martins.

Na animação musical, a organização preparou atuações itinerantes, um arraial e espetáculo de fogo.

No Domingo, dia 22 de fevereiro, a Feira do Bísaro, em Castro Vicente prossegue com a matutina Caminhada interpretada “Dos Porrais à selvagem ribeira do Azibo”.

“Este passeio tem uma distância de 8,5 quilómetros e os caminheiros vão certamente maravilhar-se com a beleza das paisagens sobre o rio Sabor e a ribeira selvagem do Azibo. Dada a proximidade da primavera, os caminhantes vão ter a oportunidade de ver as amendoeiras já em flor, assim como os olivais e as aves rupícolas”, disse.

O programa da Feira do Bísaro oferece em simultâneo, outras atividades como o passeio de bicicleta todo-o-terreno (BTT) de 25 quilómetros; o passeio de automóveis clássicos; e a visita interpretada à paisagem e património do Cabeço do Santo Cristo.

“O cabeço ou monte é sobranceiro à aldeia de Castro Vicente e foi ali que teve origem esta localidade, onde existe o castro ou antigo povoado fortificado, assim como um mural de pinturas a fresco e os miradouros sobre o rio Sabor”, indicou.

No almoço de Domingo, os visitantes da Feira do Bísaro têm a possibilidade de degustar o prato gastronómico tradicional da “Açorda de Txitxos”.

Na tarde de Domingo, realiza-se o IV Encontro de Cantares Tradicionais, no qual vão cantar e dançar o Grupo de Cantares das Terras de Castro Vicente, o Rancho Folclórico de Vimioso, o Grupo de Cavaquinhos da Universidade Sénior de Mogadouro e o Grupo de Cantares de Alfândega da Fé.

A IX Feira dos Produtos da Terra Bísaro é um evento organizado pela freguesia de Castro Vicente e segundo a presidente, Carla Lousão, tem muito para oferecer aos visitantes.

“Castro Vicente tem para oferecer ao público visitante, Desde logo, o bom acolhimento, uma excelente gastronomia e paisagens incríveis! Na gastronomia, a par da restauração na feira, existe também o restaurante Apolinário que é uma referência na região a atrai clientes durante todo o ano”, destacou.

Na freguesia de Castro Vicente, que compreende ainda as aldeias de Porrais e Vilar Seco vivem atualmente cerca de 240 pessoas.

“Castro Vicente é freguesia mais distante da sede de concelho, Mogadouro e é a única freguesia situada do lado direito do rio Sabor. Esta geografia dá-nos proximidade com os concelhos de Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros, o que faz com que o nosso código postal seja o de Alfândega da Fé, o indicativo de telefone é de Macedo de Cavaleiros e os médicos de famílias são repartidos entre os três municípios”, indicou.

No âmbito patrimonial, em Castro Vicente destaca-se a Igreja Matriz; o pelourinho como símbolo da anterior autonomia administrativa; o cruzeiro; o edifício da Misericórdia; os fontanários e a praia fluvial.

HA