Meteorologia: Chuva forte e persistente na terça e quarta-feira 

Meteorologia: Chuva forte e persistente na terça e quarta-feira

O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afetado por chuva forte e persistente, na terça e na quarta-feira (10 e 11 de fevereiro), devido a uma massa de ar com características tropicais, segundo a meteorologista Ângela Lourenço.

“O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afetado por uma corrente perturbada de oeste, o que significa que vamos ter já a partir de hoje a influência de uma massa de ar com características tropicais, com elevado conteúdo em agua. É uma massa de ar muito húmido que vai trazer precipitação persistente, pelo menos na primeira parte da semana, pelo menos até dia 11 [quarta-feira]”, adiantou.

Segundo a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), na terça e na quarta-feira, Portugal continental vai assim ter alguns episódios de precipitação mais intensa e de forma mais contínua.

“Para dia 10 [terça-feira] já foram emitidos avisos de precipitação de nível laranja para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu. Espera-se que haja aqui um período mais crítico, em que os valores acumulados de precipitação sejam significativos e dai o nível laranja de precipitação”, indicou.

De acordo com Ângela Lourenço, na terça-feira, dai 10 de fevereiro, prevê-se que a chuva seja mais fraca no Baixo Alentejo e Algarve.

“Estes episódios com precipitação mais intensa, em particular o dia 11 [quarta-feira], poderão será acompanhados com vento. Não se espera que dia 10 [terça-feira] tenha um vento muito forte, mas em todo o caso estas situações trazem sempre rajadas mais fortes nas terras altas”, disse.

Ângela Lourenço adiantou que a partir de quinta-feira, 12 de fevereiro, está previsto um ligeiro desagravamento.

“Mas em todo o caso vai continuar sempre a ocorrer precipitação e o vento a soprar com alguma intensidade. No fim de semana é possível que haja aqui talvez o abrandamento da ocorrência da precipitação. O deslocamento do anticiclone mais para norte vai permitir que nós não sejamos tão afetados por estas ondulações frontais e massas de ar com elevados conteúdos em agua”, disse, sublinhando que ainda há um grau de confiança baixo para este cenário.

No que diz respeito às temperaturas, segundo Ângela Lourenço, vão estar acima do normal para a época do ano, para o mês de fevereiro.

“Exatamente por predominar esta massa de ar tropical, com características tropicais, as temperaturas têm tendência para subir. Estamos a falar de mínimas junto a Lisboa da ordem dos 14/15 e máximas de 17/18 graus. No interior, zonas mais frias, prevê-se para a Serra da Estrela mínimas entre 04 e 06 graus e máximas de 09/12”, referiu.

A partir de quinta-feira, 12 de fevereiro, segundo a meteorologista do IPMA, está prevista uma significativa descida das temperaturas.

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

 

Política: Seguro eleito Presidente da República com mais de três milhões dos votos

Política: Seguro eleito Presidente da República com mais de três milhões dos votos

Na segunda volta das eleições presidenciais, António José Seguro foi o candidato mais votado, tendo recebido 3.482.481 votos e no distrito de Bragança, o novo presidente da República obteve 60,85% dos votos, segundo os dados do Ministério da Administração Interna.

Na segunda volta das eleições presidenciais, António José Seguro, recebeu quase 3,5 milhões de votos, o que corresponde ao maior número de eleitores de sempre a escolher um candidato numa eleição presidencial em Portugal.

O candidato derrotado, André Ventura obteve 39,15%, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral.

No distrito de Bragança, António José Seguro obteve 36.199 votos (60,85%), enquanto André Ventura recebeu a confiança de 23.290 eleitores (39,15%).

Fonte: Lusa | Imagens: SIGMAI

Ser sal e luz!

V Domingo do Tempo Comum – Ano A

Ser sal e luz!

Is 58, 7-10 / Slm 111 (112), 4-5.6-7. 8a.9 / 1 Cor 2, 1-5 / Mt 5, 13-16

Em São Mateus, Jesus diz aos seus discípulos: «vós sois o sal da terra», «vós sois a luz do mundo». Temos, aqui, um presente do indicativo («sois») que, na verdade, vale como imperativo: somos sal e luz porque temos a obrigação de o ser. Vê-se também que os substantivos “sal” e “luz” estão precedidos dos artigos definidos “o” e “a”. Quer dizer que haverá sais e luzes que não importam, mas este sal e esta luz são importantes; ou então que, havendo outros sais e outras luzes que tenham interesse, este sal e esta luz devem estar em primeiro lugar.

O sal é usado no tempero da comida. “Sal”, em sentido figurado, pode significar “graça”, “espírito”. Quer dizer que, sem sal nenhum, a comida perde graça.

Por sua vez, a luz tem como função iluminar. “Luz”, em sentido figurado, pode significar “verdade”, “guia”, “orientação”. Quer dizer que, se falta luz, não se percebe a realidade, não se vê o caminho. Portanto, Jesus, ao dizer que os seus discípulos têm de ser sal, está a exortar-nos a dar sabor, a comunicar encanto à vida das pessoas. E ao dizer que é preciso ser luz, está a mandar-nos contribuir para que as pessoas possam conduzir-se na vida.

Note-se que nós não seremos sal nem luz por nós mesmos. Sê-lo-emos pela riqueza do Evangelho que trazemos connosco. Este é que é o sal e a luz que nos permite ser sal e luz.

Assim, antes de salgarmos os outros, temos nós de ser salgados. Antes de iluminarmos os outros, devemos nós ser iluminados. Estaremos em condições de salgar e iluminar a vida das pessoas com o Evangelho, se primeiro tratarmos de ser nós mesmos salgados e iluminados por ele. É que há o perigo de o sal «perder força» e de a luz deixar de brilhar no «candelabro». Significa que o Evangelho, de que nos dizemos portadores, deixa de transparecer nos atos da nossa vida.

Efetivamente, lê-se em Isaías: «reparte o pão», «dá pousada», «leva roupa a», «não voltes as costas». E depois em São Mateus: «para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». Convém notar até que o Evangelho, ao transparecer na nossa vida, não terá impacto apenas nas outras pessoas. Acabará por nos regenerar a nós mesmos: «as tuas feridas não tardarão a sarar» (Isaías).

São Paulo (1.ª Coríntios) deixa claro que o sal e a luz, que de nós passam para outros, têm a sua origem em Deus e não em nós mesmos. Diz: «apresentei-me diante de vós cheio de fraqueza e de temor». Continua: «a minha palavra e a minha pregação não se basearam na linguagem convincente da sabedoria humana, mas na poderosa manifestação do Espírito Santo».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Fumeiro: Jovens investem na tradição

Fumeiro: Jovens investem na tradição

Os jovens, Hugo Santos e Catarina Adoniz decidiram produzir fumeiro à moda antiga e participar na 46ª Feira do Fumeiro de Vinhais, um certame que decorre nesta vila transmontana, de 5 a 8 de fevereiro. 

Hugo Santos tem apenas 22 anos, mas é caso para dizer que a idade é só um número, uma vez que nasceu e foi criado em matanças de porcos e confeção de fumeiro.

Uma tradição de família, que se tornou numa paixão, um sentimento que se mantém até aos dias de hoje, porque já diz o ditado “quando se nasce com a vontade, nunca se perde”.

“A minha mãe e o meu pai sempre mataram porcos e eu sempre gostei da matança, era um dia diferente, era um dia que se juntava muita gente. Então decidi começar nisto”, disse, à Lusa, o jovem agricultor do distrito de Bragança.

Mas foi para seguir as pisadas do avô que Hugo decidiu vender fumeiro na Feira do Fumeiro de Vinhais. Pela primeira vez, ocupa o lugar do avô, que já não tem idade para o fazer.

O certame é apenas o culminar do cuidado e engorda de seis porcos bísaros. Um trabalho que faz com a ajuda da mãe, já que nos tempos livres, além de trabalhar a terra e tratar dos animais, também toca concertina.

E foi com a mãe que aprendeu a fazer “bom fumeiro”. Além dos temperos, o jovem considera que o segredo está na maneira como é feito, com “carinho” e “vontade”. “Se fizermos isto sem vontade e às três pancadas, o fumeiro nunca vai sair bom”, afirmou.

Natural de Quirás de Lomba, onde ainda vive nos dias de hoje, Hugo Santos teme que a tradição da matança do porco e da produção de fumeiro se perca. Chegam os dedos de uma mão para contar os jovens que ainda vivem nesta aldeia e os idosos, “por muito que gostem de fazer isto, já não têm possibilidade”.

“Dizem que o nosso concelho é envelhecido, mas é com eles que aprendemos muita coisa”, vincou.

No que depender de si, Hugo não deixará que este saber se perca. O seu objetivo é aumentar a produção de porcos, “mas nunca diminuir”.

Uma produção de apenas três animais, que desde o Verão tem vindo a crescer, graças ao amor que ganhou por um “porquinho”, que o impediu de o matar, deixando-o para criação.

Para a Feira do Fumeiro matou seis e, neste momento, está já a criar cinco porcos bísaros, para vender fumeiro ao longo de todo ano.

O agricultor admite que “requer muito trabalho e muito esforço” e é isso que afasta os jovens desta área.

Exceto Catarina Adoniz, que também quis seguir as pisadas da avó e da mãe. Com 29 anos, também decidiu fazer fumeiro para vender.

Em casa sempre foram criados porcos, dos quais faziam enchidos, mas sempre para consumo próprio.

No entanto, a jovem decidiu arriscar e participar, pela primeira vez, na Feira do Fumeiro. Apaixonou-se pela confeção manual e, por isso, as únicas máquinas que usa são os seus braços e os da mãe, que dão uma ajuda que admite ser preciosa. “É um bocado trabalhoso. São precisos vários braços”, afirmou.

Para si, um bom fumeiro está na forma de encher, no tempero, que fica na carne durante “três dias”, e ainda na secagem, o processo final, antes de poder ser consumido.

Catarina Adoniz trabalha numa empresa em Bragança, que nada tem a ver com a confeção tradicional de fumeiro. À Lusa, contou que decidiu avançar com a produção, porque cresceu a fazer fumeiro e gosta de criar animais, sendo assim uma forma de continuar a fazer algo que gosta.

Para já, a venda será apenas no certame, mas o sonho comanda a vida e a jovem está já encaminhada. “Ainda não tenho capacidade para produção no ano inteiro, mas é uma coisa que está na minha cabeça, vamos ver como é que corre. É uma possibilidade”, disse.

A Feira do Fumeiro decorre de 5 a 8 de fevereiro, na vila transmontana de Vinhais. Este ano, o certame conta com a participação de mais dois jovens produtores do concelho, Hugo Santos e Catarina Adoniz, num total de 70 expositores de enchidos.

Fonte: Lusa | Imagens: Município de Vinhais

Solidariedade: Cáritas distribuiu 35 toneladas de alimentos e produtos de higiene

Solidariedade: Cáritas distribuiu 35 toneladas de alimentos e produtos de higiene

A Cáritas Diocesana de Leiria distribuiu 35 toneladas de alimentos e produtos de higiene, apoiando diretamente 293 famílias, tendo angariado mais de um milhão de euros, para ajudar as vítimas da tempestade que atingiu a região centro de Portugal.

“Até às 16h00 de hoje (5/02/2026), o Fundo de Emergência Social Diocesano conseguiu angariar 1.084.313,18 €, refletindo uma mobilização solidária de grande dimensão por parte da sociedade portuguesa”, indica em comunicado a Cáritas Diocesana de Leiria.

A organização refere que, na resposta às vítimas da tempestade Kristin, que se abateu na região na madrugada do dia 28 de janeiro, distribuiu cabazes de alimentação e bens essenciais para a instalação de 293 famílias.

Para além de distribuir alimentos e produtos de higiene, as equipas técnicas da Cáritas visitaram as aldeias em redor da cidade para realizar um levantamento e “encontram-se a sistematizar toda a informação recolhida, de forma rigorosa, com o objetivo de, já amanhã, dar resposta a parte das necessidades identificadas junto das populações afetadas”.

“Foram realizadas visitas e acompanhamentos diretos a 196 famílias, nos diversos concelhos da Diocese de Leiria-Fátima”, acrescenta o comunicado.

Segundo a Caritas, a intervenção tem sido marcada por um cuidado permanente com as pessoas, garantindo acompanhamento próximo e avaliação contínua das situações. a 5 de fevereiro, estiveram no terreno 19 técnicos e voluntários, num trabalho de proximidade, escuta e apoio direto às famílias.

A Cáritas Diocesana de Leiria “alerta para a situação particularmente vulnerável de migrantes residentes no território da Diocese de Leiria-Fátima, muitos dos quais vivem em habitações arrendadas, algumas em condições precárias e, em certos casos, sem contrato formal ou recibos, o que agrava a sua fragilidade social e dificulta o acesso a mecanismos de apoio e proteção”.

“Esta realidade é ainda mais preocupante num contexto de escassez de habitação a custo justo e acessível, que deixa muitas famílias — migrantes e não migrantes — sem alternativas seguras e dignas em situações de emergência como a que se vive atualmente”, acrescenta o comunicado, sublinhando que “esta emergência evidencia também a urgência de respostas estruturais e duradouras no acesso à habitação, garantindo condições de vida dignas para todos”.

“A Cáritas Diocesana de Leiria continuará a acompanhar a evolução da situação e a prestar informação atualizada através dos seus canais oficiais”, conclui o mais recente comunicado.

Doze pessoas morreram, na sequência do mau tempo provocado pela tempestade Kristin e Leonardo, que provocou a destruição total ou parcial de casas, cortes de energia, água e comunicações, além de outros danos materiais, com centenas de feridos e desalojados, também por causa das cheias.

O Governo português prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, em 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio *as famílias e empresas no valor de 2,5 mil milhões de euros.

Fundo de Emergência Social (Donativos Monetários)

As contribuições financeiras são canalizadas através do Fundo de Emergência Social, criado especificamente para apoiar a reconstrução das habitações e das vidas afetadas.

Como doar:

Doar via PinPay (Online)


MB WAY:

Opção 1: 961 483 691
Opção 2: Menu Ser Solidário > Escolher Cáritas Diocesana de Leiria

IBAN (CGD): PT50 0035 0393 00142459930 30

NOTA: Descritivo “Tempestade Kristin” em todas as transferências.

Mais informações: www.leiria-fatima.pt/caritas-kristin/

Fonte: Ecclesia | Imagens: Cáritas Diocesana de Leiria

Calamidade: Governo pede aos emigrantes ajuda na reconstrução

Calamidade: Governo pede aos emigrantes ajuda na reconstrução

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, apelou aos emigrantes portugueses que trabalhem na construção civil, para regressarem a Portugal e ajudarem na reconstrução das habitações e infraestruturas danificadas pelas tempestades.

“O Governo português pede à nossa comunidade emigrante, àqueles que têm competências nas áreas da construção civil, sobretudo a esses, que a melhor ajuda é virem para Portugal ajudar nesta recuperação”, afirmou, durante uma visita a Londres.

Emídio Sousa salientou que o objetivo “não é para virem fazer gratuitamente esses trabalhos”, pois “nós temos o dinheiro”, numa referência aos 2,5 mil milhões de euros anunciados pelo Governo de apoio aos afetados, além dos pagamentos a cargo das seguradoras. 

O secretário de Estado sublinhou a escassez de mão-de-obra nacional para reparar infraestruturas públicas, fábricas e habitações, e admitiu que esta até pode ser uma “oportunidade de negócio” a aproveitar por empresas em países europeus com menor volume de trabalho nos primeiros meses do ano, citando países como França, Suíça, Luxemburgo, Alemanha ou Inglaterra. 

O governante vincou que os processos terão de ser transparentes e íntegros para as despesas serem reembolsadas pelo Estado, mas mostrou disponibilidade do Governo para “agilizar” alguma burocracia que surja de empresários que tenham atividade noutro país. 

“Portugal tem fundos disponíveis para pagar estes trabalhos. Naturalmente que há um processo burocrático de faturação, de impostos. Nós teremos as estruturas de missão do Governo português que estão disponíveis para agilizar procedimentos e apoiar em alguma dificuldade que exista”, vincou.

Emídio Sousa disse acreditar “muito na boa vontade dos portugueses”, mas pediu “prudência” no apoio a ações de recolhas de fundos por financiamento coletivo [crowdfunding] na Internet. 

Àqueles que queiram ajudar financeiramente, sugeriu que procurem instituições de âmbito social, como lares de idosos ou corporações de bombeiros que tenham sofrido estragos nas suas instalações, ou obtenham informação fiável junto de autarquias. 

“Que o direcionem concretamente para uma atividade de uma entidade idónea, porque às vezes esse ‘crowdfunding’ nas redes sociais, numa conta algures, pode não chegar ao destinatário que eles pretendem”, alertou.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 8 de fevereiro para 68 concelhos. Ontem, a 5 de fevereiro, o governo prolongou o estado de calamidade até 15 de fevereiro.

Fonte: Lusa | Imagem; Município de Leiria

 

País:Situação de calamidade até 15 de fevereiro

País: Situação de calamidade até 15 de fevereiro

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que a situação de calamidade vai ser prolongada até 15 de fevereiro, devido à continuação das condições atmosféricas adversas, com a persistência de chuva intensa, que tem provocado cheias em todo o país continental.

“Sabemos que ainda teremos uma situação difícil que vai prolongar as condições que justificaram precisamente esta situação de calamidade”, afirmou Luís Montenegro, numa declaração na residência oficial em São Bento, em Lisboa, após a reunião semanal do Conselho de Ministros e depois de se ter reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa.

Além de prolongar a situação de calamidade, o Governo decidiu decretar a situação de contingência “nas zonas com risco maior em termos de inundações”, que é o nível intermédio na Lei de Bases da Proteção Civil, inferior à calamidade e superior ao alerta.

“Garantimos assim, de facto, a continuação da mobilização de todos os meios da proteção civil, dos bombeiros, dos militares, das forças de seguranças, dos departamentos de saúde, de segurança social, de apoio psicológico, dos sapadores florestais, das autarquias locais. Só juntos, com todo o contributo, que tem sido absolutamente inexcedível de todas estas entidades, e também de muitas pessoas, de muitos voluntários, só com esse esforço conjunto é possível enfrentar uma adversidade como aquela que temos pela frente”, declarou o primeiro-ministro.

Devido à devastação provocada por uma tempestade a 28 de janeiro, o Governo começou por decretar situação de calamidade em Portugal continental, em 60 municípios, entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro. Posteriormente, o estado de calamidade foi estendido até ao dia 8 de fevereiro, para 68 concelhos, sendo agora prolongado até 15 de fevereiro.

Fonte: Lusa | Foto: Exército Português (EP)

Vimioso: Inscrições para o Rancho Folclórico que celebra 30 anos

Vimioso: Inscrições para o Rancho Folclórico que celebra 30 anos

Estão abertas as inscrições para o Rancho Folclórico de Vimioso, que está prestes a celebrar 30 anos, foi fundado a 25 de abril de 1996 e apesar do despovoamento e do êxodo dos jovens, esta associação cultural pretende manter-se ativa no trabalho de recolha, salvaguarda e divulgação dos cantares e danças tradicionais.

Na preparação do 30º aniversário do Rancho Folclórico de Vimioso, a presidente da Associação para o Desenvolvimento Cultural do Concelho de Vimioso (ADCCV), Elisabete Fidalgo, adiantou que em colaboração com o município, pretendem assinalar esta data, no próximo dia 25 de abril.

“Para celebrar o 30º aniversário do Rancho Folclórico de Vimioso, gostaríamos de organizar um evento comemorativo com a participação de outros ranchos e sessões de interação e dança com o público”, adiantou a dirigente associativa.

Questionada sobre o que foi mais gratificante ao longo destas três décadas na direção da Associação para o Desenvolvimento Cultural do Concelho de Vimioso (ADCCV), Elisabete Fidalgo, destacou as amizades e o espírito de missão das pessoas na salvaguarda e divulgação da cultura popular de Vimioso.

“Desde a fundação do Rancho Folclórico de Vimioso, em 1996, organizámos todos os anos, o Festival de Folclore de Vimioso, que conta com a participação de grupos de várias regiões do país e do estrangeiro, com os quais estabelecemos intercâmbios ou permutas”, disse.

No que respeita, às dificuldades, a dirigente associativa indicou que o maior problema continua a ser o despovoamento e o êxodo dos jovens, por causa da falta de ensino secundário no Agrupamento de Escolas de Vimioso.

“O despovoamento e o êxodo dos jovens são fatores que põem em risco a continuidade do Rancho Folclórico de Vimioso. Por outro lado, recordo que a Associação para o Desenvolvimento Cultural do Concelho de Vimioso (ADCCV) é uma entidade sem fins lucrativos, ou seja, as pessoas participam voluntariamente, porque gostam das danças, do canto, da música e pela afeição que têm pelo folclore e pelas tradições da nossa terra”, disse.

Segundo a ADCCV, atualmente, participam no Rancho Folclórico de Vimioso, 41 pessoas (adultos, jovens e crianças), maioritariamente do concelho de Vimioso e algumas do concelho vizinho de Miranda do Douro.

“Os ensaios do Rancho Folclórico de Vimioso realizam-se nos serões de sexta-feira, a partir das 21h00, no pavilhão multiusos. De momento, abrimos as inscrições para admissão de novos membros, na dança, no canto e nos instrumentos musicais”, informou.

De acordo com a presidente da Associação para o Desenvolvimento Cultural do Concelho de Vimioso (ADCCV), Elisabete Fidalgo, “o folclore está na moda” e há cada vez mais jovens a interessarem-se pela música e pela dança tradicional.

“Os jovens divertem-se muito ao dançar e cantar nos ranchos folclóricos. Esta participação também lhes permite conhecerem outras regiões, culturas e pessoas, no país e no estrangeiro, o que torna os jovens mais abertos, cultos e sociáveis”, destacou.

No repertório, o Rancho Folclórico de Vimioso já editou dois CD’s, com temas como “Ó Celeste vem comigo”, “Carrinho Transmontano”, “A Castanha do Ouriço”, “Os Pratos da Cantoneira”, “Loureiro” ou “Maganão”, recolhidos junto da população mais idosa do concelho de Vimioso.

“Neste momento, estamos a preparar um terceiro CD, desta vez com temas alusivos aos Cantares dos Reis e à tradição da Encomendação das Almas”, adiantou.

No Domingo, dia 8 de fevereiro, o Rancho Folclórico de Vimioso vai atuar na Feira do Fumeiro, em Vinhais.

HA

Empreendedorismo: Concurso “Promove o Futuro do Interior 2026”

Empreendedorismo: Concurso “Promove o Futuro do Interior 2026”

Até 12 de fevereiro, estão abertas as candidaturas ao programa “Promove. O Futuro do Interior 2026”, uma iniciativa anual da Fundação ”la Caixa”, destinada à dinamização das regiões do interior de Portugal, através do financiamento de projetos e ideias inovadoras.

Os benefícios de viver no interior de Portugal, como a qualidade de vida e a maior segurança, continuam a ser fatores insuficientes para fixar a população e atrair novos habitantes. Com este propósito, a Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT,) criaram o concurso Promove. O Futuro do Interior.

Trata-se de um programa que visa apoiar iniciativas inovadoras, em domínios estratégicos para o desenvolvimento das regiões do interior de Portugal, com dinâmicas fronteiriças e que sejam replicáveis para outras regiões com características semelhantes.

A edição 2026 apoia três tipos de iniciativas:

1- Projetos-piloto inovadores;
2- Projetos de Inovação & Desenvolvimento mobilizadores;
3- Ideias com potencial para se tornarem projetos-piloto inovadores.

Podem apresentar-se a concurso:

1- No concurso de projetos-pilotos inovadores: empresas privadas sob as formas jurídicas de sociedade anónima, sociedade por quotas ou sociedade limitada unipessoal, entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional ou outras entidades privadas sem fins lucrativos, individualmente ou em regime de consórcio. Em caso de consórcios, as candidaturas podem incluir entidades da administração central e local e do setor público empresarial, bem como grupos informais que atuam para o bem comum, mas não estão registados formalmente.

2- No concurso de projetos de I&D mobilizadores: as candidaturas devem ser lideradas por unidades de I&D que tenham tido a classificação de Muito Bom ou Excelente na mais recente avaliação por parte da FCT, podendo ter como parceiras quaisquer entidades não empresarias, sob qualquer forma jurídica e dimensão, do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, nomeadamente instituições do ensino superior, seus institutos e unidades de I&D, Laboratórios do Estado ou internacionais com sede em Portugal, instituições privadas sem fins lucrativos que tenham como objeto principal atividades de I&D, e ainda outras instituições públicas e privadas, sem fins lucrativos, que desenvolvam ou participem em atividades de investigação científica. Em caso de consórcios, as candidaturas podem também incluir entidades da administração central e local e do setor público empresarial e Empresas de qualquer natureza e sob qualquer forma jurídica.

3- No concurso de ideias com potencial para se tornarem projetos-pilotos inovadores: estudantes do ensino superior que, no momento da apresentação da candidatura, se encontrem inscritos nos ciclos de licenciatura, mestrado ou doutoramento em universidades e institutos politécnicos localizados nas áreas geográficas elegíveis ao concurso. Cada candidatura deve ter como mentor um(a) docente ou investigador(a) e cada equipa deve ser constituída por 2 a 5 elementos.

São apoiadas iniciativas nas áreas geográficas a seguir identificadas, totalmente classificadas como pertencendo ao interior ao abrigo da Portaria nº 208/2017, de 13 de julho, desde que se enquadrem num ou em vários dos domínios temáticos abrangidos pelo Concurso.

Áreas geográficas

O presente Programa está aberto a entidades que pretendam desenvolver projetos apoiados localizados nas áreas geográficas seguintes:

Sul: municípios das NUTS III Alto Alentejo, Alentejo Central e Baixo Alentejo, e ainda municípios de Alcoutim, Castro Marim e Monchique, bem como as freguesias de São Marques da Serra do município de Silves, Alte, Ameixial, Salir e Querença / Benfim / Tôr do município de Loulé, e Cachopo e Santa Catarina de Fonte do Bispo do município de Tavira, da NUTS III Algarve.

Norte: municípios das NUTS III Alto Tâmega, Terras de Trás-os-Montes e Douro.

Centro: municípios das NUTS III Beiras e Serra da Estrela, e Beira Baixa.

Fonte: la Caixa

Agricultura: Jovens agricultores alertam para definhar do setor

Agricultura: Jovens agricultores alertam para definhar do setor

A Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) pediu no parlamento, em Lisboa, a operacionalização do Estatuto do Jovem Empresário Rural (JER) e alertou para o definhar do setor agrícola.

“Precisamos de operacionalizar a figura do Jovem Empresário Rural, numa lógica de interação entre várias instituições”, afirmou o diretor-geral da AJAP, Firmino Cordeiro, numa audiência na comissão parlamentar na Comissão de Agricultura.

O Jovem Empresário Rural (JER) foi criado, por decreto-lei, em janeiro de 2019, para potenciar o empreendedorismo e fixar jovens em zonas rurais.

O diretor-geral da AJAP referiu que a instalação de jovens tem sido cada vez menor, uma vez que a atividade deixou de ser viável.

Neste sentido, considerou ser importante conjugar a agricultura com outras atividades, criando um ecossistema de inovação que combata o definhar do setor.

O secretário-geral da Inovterra, Bruno Cardoso, defendeu, por sua vez, que as aldeias já não conseguem viver apenas da agricultura e do turismo.

Devem assim poder emergir atividades complementares, através da operacionalização do Estatuto, que permitam aos jovens fixar-se nos territórios, contribuindo para o tecido empresarial e para o combate a desertificação.

“A atividade agrícola, sobretudo no Norte, é de pequena propriedade e os custos sentidos nos últimos anos fizeram com que a atividade deixasse de ser rentável e começasse a haver um abandono significativo deste território”, apontou.

Assim, insistiu ser preciso “um casamento de atividades” para que elas possam ser lucrativas.

A Inovterra, associação para o desenvolvimento local, disse ainda que muitos emigrantes querem regressar ao território rural português, mas precisam de uma “razão forte” para que tal aconteça.

Na mesma audiência conjunta, o presidente da Rural Move, João Almeida, apelou à criação de condições para que os jovens escolham o mundo rural.

Depois, conforme acrescentou, é preciso avançar com uma requalificação de competências e capacitação em áreas como liderança e empreendedorismo. Seguem-se então as ajudas para que estes jovens possam começar a sua atividade.

“Muitas vezes, as dificuldades não são no acesso ao funcionamento, mas a carga burocrática e a fragmentação institucional”, ilustrou, pedindo a criação de um Simplex Rural e o recurso à consultoria e mentoria.

“O mundo rural, os jovens e a comunidade não precisam de pena, mas de movimento e ação”, disse o presidente desta associação, que tem sede em Miranda do Douro, e que se destina a promover o investimento em territórios de baixa densidade.

Fonte: Lusa | Imagens: AJAP