Trabalho: Cerca de 40% dos portugueses sente-se “desajustado” profissionalmente

Trabalho: Cerca de 40% dos portugueses sente-se “desajustado” profissionalmente

Cerca de 14% dos trabalhadores em Portugal considera ter classificações académicas excessivas para o trabalho que desenvolve, revela a OCDE, que acrescenta que 41% se sente “desajustado” por não trabalhar na área para a qual estudou.

Pela primeira vez, Portugal participou no “Inquérito às Competências dos Adultos”, que mostra que 41% da população entre os 16 e os 65 anos se sente “desajustada” porque trabalha numa área diferente daquela para a qual mais estudou.

Também são muitos os que dizem ter excesso de qualificações para o trabalho que exercem (14%), segundo o estudo que inquiriu 3.160 adultos que representam os cerca de 6,6 milhões de adultos residentes no país.

Os trabalhadores com excesso de qualificações para o cargo acabam por auferir salários 17% mais baixos do que os seus pares, com um nível de escolaridade semelhante a trabalhar em empregos ajustados, refere o inquérito realizado entre 2022 e 2023 em 31 países.

Mas também existe o inverso: Cerca de 14% dos trabalhadores admitiu ter poucas classificações académicas para o trabalho que desenvolvem em Portugal, apontando como principais problemas a falta de conhecimentos nas áreas da informática ou software (35%), seguidas de competências organizacionais ou de gestão de projetos (32%).

Em Portugal, existem grandes diferenças de empregabilidade entre pessoas com o mesmo nível de escolaridade, alertam os investigadores, que descobriram que quem tem mais facilidade com questões matemáticas tem, em média, salários 9% mais elevados.

Conhecer as competências da população no que toca a literacia mas também se consegue fazer cálculos matemáticos necessários para o dia-a-dia ou resolver problemas é o principal foco do “Inquérito às Competências dos Adultos”. 

Numa escala de zero a 500, Portugal obteve uma média de 235 pontos na literacia, 238 pontos na numeracia e 233 pontos na resolução adaptativa de problemas, ficando sempre muito abaixo da média da OCDE e nos últimos lugares do ranking que compara os 31 países participantes.

Os portugueses revelaram-se apenas melhores do que os chilenos em literacia e numeracia. Já na resolução adaptativa de problemas mostraram ter mais aptidões do que os chilenos, os polacos, os lituanos e os italianos, segundo o estudo hoje divulgado.

Os investigadores sublinham que estas três habilidades são fundamentais para conseguir um emprego, melhores salários e manter uma aprendizagem continua.

Num universo que analisa adultos dos 16 aos 65 anos, notam-se diferenças entre os mais novos e os mais velhos, com as pessoas entre os 55 e os 65 anos a demonstrar mais dificuldades nos três domínios quando comparados com os jovens adultos.

Sem grandes surpresas, o estudo mostra que pessoas com mais escolaridade têm melhores desempenhos nas três competências, mas aponta para grandes disparidades de conhecimento entre países: “Na literacia, os adultos com ensino superior em Portugal, por exemplo, obtiveram resultados inferiores aos dos adultos com ensino secundário na Finlândia”, lê-se no estudo.

Em Portugal, os homens mostraram ser mais proficientes na numeracia e na resolução adaptativa de problemas, não havendo grandes diferenças de género em literacia.

As pessoas com mais competências mostraram-se mais confiantes e mais disponíveis para ajudar o próximo, assim como manifestaram ter níveis mais altos de saúde e satisfação com a vida.

Por outro lado, “muitos adultos com baixas competências sentem-se desligados dos processos políticos e não têm competências para lidar com informações digitais complexas, o que constitui uma preocupação crescente para as democracias”, alerta o relatório divulgado.

Fonte: Lusa

Finanças: Novo IRS aplicado a rendimentos de 2025

Finanças: Novo IRS aplicado a rendimentos de 2025

O Governo vai publicar novas tabelas de retenção na fonte, de forma a acomodar as alterações ao Imposto sobre o Rendimento Singular (IRS), inseridas no Orçamento do Estado para 2025, para serem aplicadas aos rendimentos auferidos a partir de janeiro.

As novas tabelas de retenção na fonte já estão a ser preparadas e serão aprovadas e divulgadas após a publicação da lei do Orçamento do Estado para 2025 (OE2025), disse fonte oficial do Ministério das Finanças.

“Na sequência das alterações ao Código do IRS previstas na Lei do Orçamento do Estado para 2025, está prevista a aprovação e divulgação, após a publicação desta lei, ou seja, durante as primeiras semanas de janeiro, de novas tabelas de retenção na fonte que estão já a ser preparadas e que se deverão aplicar aos rendimentos auferidos a partir de 01 de janeiro de 2025”, precisou o ministério liderado por Miranda Sarmento.

O IRS foi alvo de várias alterações que terão impacto no imposto que cada contribuinte terá a pagar sobre os rendimentos auferidos ao longo do próximo ano, havendo, por isso, necessidade de as repercutir na retenção na fonte que trabalhadores dependentes e pensionistas efetuam mensalmente.

Entre essas alterações estão a subida do mínimo de existência, garantindo a continuação de isenção de tributação das pessoas que recebem o salário mínimo nacional, ou a atualização dos limites dos escalões de rendimento coletável em 4,6%.

Por seu lado e após vários anos de congelamento, a dedução específica ser de novo atualizada, avançando em 2025 para os 4.462,15 euros, após um primeiro aumento em 2024.

O próximo ano trará também uma reformulação e alargamento do IRS Jovem, regime que passa a ser aplicado por 10 anos (contra os atuais cinco) a todos os jovens até aos 35 anos de idade (sendo relevante a idade que têm no final do ano a que os rendimentos dizem respeito), independentemente da sua situação académica.

O valor limite do rendimento que beneficia do mecanismo de isenção previsto no IRS Jovem também é reforçado face ao modelo atualmente em vigor.

Em 2025, e no âmbito de várias alterações ao IRS aprovadas no verão mas que têm impacto a partir do próximo ano, haverá ainda um primeiro reforço da dedução com a renda da casa.

Atualmente os inquilinos podem abater ao seu IRS 15% com a renda da casa até ao limite de 600 euros, mas este teto vai subir para os 800 euros, prevendo-se que 50% deste aumento ocorra em 2025, 25% em 2026 e 25% no ano seguinte.

Fonte: Lusa

Futsal: Projeto internacional apoia mulheres marginalizadas

Futsal: Projeto internacional apoia mulheres marginalizadas

A Associação de Futebol de Bragança (AFB) acolheu no dia 6 de dezembro, a apresentação do projeto internacional “WIF – Women In Futsal”, que tem como finalidade possibilitar às mulheres, que vivem situações de violência e marginalização, a prática do futsal numa iniciativa em que participam equipas de Portugal, Espanha e Itália.

A Associação de Futebol de Bragança (AFB) explica, em comunicado, que o projeto decorre ao longo de 12 meses, sendo que inicialmente os três países europeus (Portugal, Espanha e Itália) vão selecionar e treinar as suas jogadoras, para depois participarem numa competição internacional, a realizar em Roma.

“Estão previstas numerosas ações para promover o desporto e o exercício físico e também para combater o estigma que muitas vezes existe em torno das pessoas mais vulneráveis”, lê-se no comunicado.

Este novo projeto inspira-se na experiência da “Crazy for Football”, a primeira equipa nacional de futsal para pessoas com problemas de saúde mental, que em Itália é um grande símbolo da luta contra o estigma da doença mental e da promoção do desporto como instrumento de reabilitação psiquiátrica.

O projeto internacional “WIF – Women In Futsal” tem como parceiros a Associação de Futebol de Bragança (Portugal), a Federacion Navarra de Fútbol (Espanha) e a ASD Crazy For Football (Itália).

Fonte: AFB

Miranda do Douro: Sarau solidário com teatro, dança e cânticos de Natal

Miranda do Douro: Sarau solidário com teatro, dança e cânticos de Natal

A Mirandanças – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Terra de Miranda, organiza no serão de sábado, dia 14 de dezembro, um sarau cultural, com o propósito de celebrar o Natal e promover a solidariedade.

O sarau inicia-se às 21h00, no miniauditório, em Miranda do Douro, com espetáculos de teatro, dança e cânticos de Natal.

Os interpretes do sarau cultural são os elementos dos vários grupos que constituem a associação, a saber: os pauliteiricos, as pauliteiras, os pauliteiros e o grupo das Danças Mistas.

“No sarau solidário vão ser representadas as peças de teatro “Cinderela” e “O rico e o pobre”. Depois, os vários grupos de pauliteiros e as danças mistas vão dançar. E na música, vão ser interpretados cânticos de Natal”, adiantou a presidente da associação, Isabel Raposo.

Dado o caráter solidário do evento, a Mirandanças convida o público a doar alimentos básicos (leite, arroz, massa, azeite, feijão, conservas, etc.). Estes bens alimentares serão depois entregues ao serviço municipal da loja solidária, que tem a missão de acompanhar e apoiar as famílias e pessoas mais vulneráveis do concelho de Miranda do Douro.

O sarau solidário é uma iniciativa anual da Mirandanças – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Terra de Miranda, que nesta edição conta com a colaboração do município de Miranda do Douro, da Inatel, da Freguesia de Miranda do Douro e da Cruz Vermelha.

HA

Mogadouro: Corrida São Silvestre com 300 participantes

Mogadouro: Corrida São Silvestre com 300 participantes

O município de Mogadouro organiza no próximo sábado, dia 14 de dezembro, a já tradicional Corrida São Silvestre, uma prova de atletismo noturna de dez quilómetros, que nesta quarta edição tem inscritos 300 participantes, entre eles 30 conceituados atletas, nacionais e internacionais.

Na vila de Mogadouro, a IV Corrida São Silvestre, inicia-se às 18h00 de sábado, na Praça Eng.º Duarte Pacheco, local de partida e chegada dos atletas e participantes na prova.

A par da corrida de dez quilómetros, a prova de atletismo contempla ainda a corrida de jovens, a caminhada noturna e uma vertente competitiva para atletas adaptados, promovendo assim a inclusão na prática desportiva.

Para o município de Mogadouro, a organização desta prova de atletismo tem por meta promover a prática desportiva e os estilos de vida saudáveis na população, assim como divulgar junto dos atletas e visitantes, o concelho e os seus recursos turísticos, culturais e naturais.

Outro motivo de interesse para participar na Corrida de São Silvestre, em Mogadouro, são os 6 mil euros de prémios monetários, que vão ser distribuídos aos atletas e participantes.

História

As corridas de São Silvestre realizam-se no mês de dezembro, de norte a sul do país, tendo a particularidade de serem disputadas à noite.

O nome “São Silvestre” dado à competição deve-se a que no último dia do ano, a 31 de dezembro, celebra-se a memória do Papa São Silvestre.

Ao longo dos anos, as corridas de São Silvestre registam a afluência de cada vez mais participantes, dado que o desporto permite fazer frente ao frio caraterístico da estação de inverno e é uma atividade que propicia o bem-estar físico e o convívio.

Em Portugal, a mais antiga Corrida de São Silvestre em realiza-se na Amadora, a 31 de dezembro. Na sua primeira edição, em 1975, a corrida de São Silvestre foi ganha por Carlos Lopes, que voltou a vencer em 1983 e 1986. Nas mulheres, Rita Borralho foi a vencedora da primeira edição feminina da prova, em 1980.

HA

Sendim: Início da construção do “Matadouro do Planalto”

Sendim: Início da construção do “Matadouro do Planalto”

No dia 6 de dezembro, a Câmara Municipal de Miranda do Douro anunciou a assinatura do contrato para a construção do Matadouro do Planalto, um investimento de quase 4,6 milhões de euros, que vai começar a ser construído neste mês de dezembro, na vila de Sendim e que deve estar concluído no final de 2026.

No site do município, o executivo liderado pela presidente, Helena Barril informa que a 6 de dezembro, foi assinado o contrato para a construção do Matadouro do Planalto. Este novo equipamento vai ser edificado em dois terrenos com uma superfície de 21 mil metros quadrados, nas proximidades da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), em Sendim.

“Após o cumprimento dos procedimentos legais, o município confirma que a construção desta importante infraestrutura terá início durante este mês de dezembro. O novo equipamento, que visa responder às necessidades e contribuir para o desenvolvimento do concelho, representa um investimento municipal no valor de 4.557.931,13 euros”, pode ler-se.

Aquando do lançamento do concurso público, a 27 de agosto, a autarca social-democrata afirmou que “a construção do Matadouro do Planalto, é o concretizar de um sonho que se arrasta há várias décadas”.

“Assumimos a construção de um novo matadouro no concelho de Miranda do Douro, como uma promessa eleitoral e vamos concretizá-la. Sentimos a necessidade de fechar a atual unidade de abate pois tem condições deficitárias”, justificou a autarca de Miranda do Douro.

Segundo Helena Barril, a construção de uma nova unidade de abate tem como outros objetivos a despoluição do rio Fresno e o serviço aos concelhos vizinhos.

“A construção de um novo matadouro no Planalto Mirandês visa dar resposta às necessidades do território, como são os concelhos vizinhos e até de localidades raianas do lado espanhol, dada a nossa proximidade geográfica”, acrescentou.

Segundo o regulamento do concurso público, o prazo de execução da empreitada do Matadouro do Planalto é de 730 dias (2 anos).

HA

Forças Armadas: Desafio e superação retêm mais jovens do que “bom salário com trabalho rotineiro”

Forças Armadas: Desafio e superação retêm mais jovens do que “bom salário com trabalho rotineiro”

O chefe da Marinha, almirante Gouveia e Melo, defendeu que o desafio e possibilidade de superação são fatores para reter jovens nas Forças Armadas que se sobrepõem diversas vezes a um “bom salário com um trabalho rotineiro”.

O chefe do Estado-Maior da Armada falava na conferência do Diário de Notícias (DN) “Novo Regime Jurídico da Cibersegurança em Portugal”, organizada pelo jornal, a Ordem dos Economistas e a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, que decorreu na Fundação Oriente, em Lisboa, numa mesa redonda sobre retenção de talento.

Gouveia e Melo defendeu que os jovens talentos se “inclinam mais para um desafio muito aliciante”, embora com salários inferiores, em vez de um “bom salário com um trabalho rotineiro” porque “faz parte da juventude a superação e a tentativa de superação”, indicando que esse é um “dilema que (as Forças Armadas) tentam colocar aos jovens”.

“Vais ganhar menos dinheiro aqui nas Forças Armadas, mas o que vais fazer é de tal forma diferenciador e único que, passados cinco ou seis anos, traz uma mais-valia agregada, muito superior ao que terias. E dessa forma conseguimos minimamente ser competitivos”, explicou.

O almirante lamentou ainda que em Portugal, apesar das “fábricas de talento” criadas para mitigar a dificuldade de reter profissionais, há um “nível de experiência média baixo” devido à “grande rotatividade de pessoal”.

Para dar resposta ao que disse serem as dificuldades do Estado de competir com as empresas privadas a nível salarial, as Forças Armadas procuram também “massificar de tal forma o conhecimento que têm” de forma a “terem de tirar todos da organização para conseguirem fazer um dano muito grande”.

Apesar da insistência dos jornalistas no local à entrada e à saída do evento, Gouveia e Melo, um dos nomes mais apontados para se apresentar nas próximas eleições presidenciais, recusou-se a comentar essa possibilidade e a responder a qualquer pergunta por estar ainda em funções.

Entre os membros do painel estava Nuno Batista, da TAP, que sublinhou a aposta em programas de estágios para reter jovens na área da cibersegurança, mesmo correndo o risco de os “perder para mercados mais competitivos” posteriormente.

Marco Galinha, CEO da Bel, reiterou a ideia de Gouveia e Melo de que, para competir com grandes empresas de outros países, as chefias devem “explicar a missão” da empresa aos funcionários e garantir um sentimento de pertença e envolvimento dos trabalhadores. Uma tese partilhada por Fernando Neves de Almeida, chairman da Boden, que sublinhou a importância de uma liderança inspiradora para reter jovens.

No debate que se seguiu, desta vez sobre “Resposta a Incidentes e Gestão de Crises”, Carlos Cabreiro, diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária, defendeu que, embora esteja prevista uma despenalização da atividade “bug bounty” (um programa de recompensas para quem identifica e reporta vulnerabilidades de cibersegurança) no novo regime jurídico, isso “não evitará que aquela ação em concreto seja investigada”.

“A introdução de um regime desta natureza na lei exige, no mínimo, duas condicionantes. Por um lado, autorização prévia, esclarecida e expressa do titular do sistema, do titular dos dados. E teremos que caminhar, na minha perspetiva e na perspetiva da PJ, para a criação de um registo de caçadores de vulnerabilidades que possam estar a atuar neste âmbito”, explicou.

Esta manhã, na mesma conferência, o ministro da Presidência António Leitão Amaro destacou a importância do Estado português “permitir a mobilização o esforço privado seja através do tal mercado em cibersegurança, seja das práticas individuais de identificação de vulnerabilidades em forma benevolente e ética e não focada no ganho próprios

Fonte: Lusa

Desporto: Projeto de atividade física infantil reduz obesidade

Desporto: Projeto de atividade física infantil reduz obesidade

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, afirmou que o projeto federativo para estimular competências motoras no 1.º ciclo do ensino básico está a reduzir a obesidade e a melhorar o sono das crianças.

No âmbito de uma apresentação do projeto ‘Hora dos SuperQuinas’, decorrida no salão nobre da Câmara Municipal de Guimarães, o dirigente federativo realçou que a iniciativa lançada em 2 de outubro de 2023, em cerca de 300 escolas de 22 associações distritais e regionais de futebol, está a gerar benefícios “cientificamente comprovados”.

“Esse projeto permitiu-nos concluir cientificamente que a atividade física eleva a capacidade motora das crianças, diminui os índices de obesidade, permite que as crianças estejam aptas a dormir por mais tempo, indicadores que a Organização Mundial da Saúde preconiza relativamente às nossas crianças”, afirmou.

Fernando Gomes vincou que muitas crianças dos seis aos 10 anos não praticavam desporto nas horas extracurriculares, antes da concretização de um projeto que tem contribuído igualmente para melhorar as “capacidades de aprendizagem” dos participantes.

Depois do projeto-piloto que reuniu mais de 1.300 crianças de 44 escolas do 1.º ciclo, em 24 concelhos do país, entre janeiro e março de 2023, o projeto arrancou oficialmente em outubro de 2023, cresceu neste ano, passando a envolver 35.000 alunos de 600 escolas e vai expandir-se de novo em 2025, contemplando 70.000 crianças em 1.400 estabelecimentos.

Portugal apresenta índices de prática desportiva inferiores à média da União Europeia e por isso, o presidente da FPF considerou “imperativo e fundamental” todas as crianças portuguesas terem iniciação à atividade física, quer numa ótica de saúde, de prevenção, quer numa ótica de alargar a base de desportistas em Portugal.

“Tenho um carinho muito especial por verificar que, independentemente do que fizemos nestes últimos anos para a evolução do futebol português, fizemos um esforço para o alargamento da base da ‘pirâmide’ desportiva, para termos mais talento”, acrescentou.

A cerimónia contou ainda com intervenções do presidente da Associação de Futebol de Braga, Manuel Machado, do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, e ainda de Pedro Ferreira, diretor adjunto da cooperativa municipal de Guimarães para a promoção do desporto e da atividade física, a Tempo Livre.

Com o ‘Hora dos SuperQuinas’, a FPF oferece a cada escola aderente dois ‘kits’ de material, com bolas, bolas de ténis, arcos, cordas, coletes e cones, além de um manual digital com as atividades propostas, também formações aos vários professores envolvidos num projeto que contempla a promoção geral da atividade física e não apenas do futebol.

Fonte: Lusa

Saúde: Medidas de proteção ao frio

Saúde: Medidas de proteção ao frio

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou medidas preventivas face às previsões de tempo frio e seco, em especial nas regiões do interior do país, até ao final da semana.

Tendo em conta as previsões meteorológicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a DGS refere que, para proteção dos efeitos negativos das baixas temperaturas na saúde, deve ser evitada a exposição prolongada ao frio e a mudanças bruscas de temperatura.

A direção-geral recomenda que se preste atenção aos grupos mais vulneráveis, como as crianças nos primeiros anos de vida, doentes crónicos, pessoas idosas ou em maior isolamento, trabalhadores que exerçam atividade no exterior e pessoas em situação de sem abrigo.

Aconselha ainda que se mantenha o corpo quente, utilizando várias camadas de roupa adaptada à temperatura ambiente, a proteger as extremidades do corpo e a ter atenção à hidratação, ingerindo sopas e bebidas quentes e evitando o consumo de álcool, que proporciona uma falsa sensação de calor.

Perante as previsões para os próximos dias, a DGS pede ainda cautela na prática de atividades no exterior, no sentido de se evitar esforços excessivos, mas também que se siga as recomendações do médico assistente, garantido a toma adequada da medicação para doenças crónicas.

Já nas habitações, o comunicado alerta para a necessidade de se verificar o estado de funcionamento dos equipamentos de aquecimento e para uma “especial atenção” aos aquecimentos com combustão (braseiras e lareiras), que podem causar intoxicação devido à acumulação de monóxido de carbono e levar à morte.

Além disso, deve ser evitado o uso de dispositivos de aquecimento durante o sono e nas deslocações em viaturas, deve ser adotada uma condução defensiva, uma vez que poderão existir locais na estrada com acumulação de gelo.

Fonte: Lusa

Vimioso: FAOS é uma montra de artesanato e produtos endógenos

Vimioso: FAOS é uma montra de artesanato e produtos endógenos

Em Vimioso, a XXIII Feira de Artes, Ofícios e Sabores (FAOS) contou com a participação de uma centena de artesãos e produtores, assim como um diversificado programa de atividades, que voltou a atrair a vinda muito público, o que favoreceu a venda de artesanato e produtos como o fumeiro, o vinho, os queijos ou a doçaria tradicional.

No Domingo, dia 8 de dezembro, o certame contou com a animação musical do artista Augusto Canário.

No decorrer do certame, o presidente do Município de Vimioso, António Santos, adiantou que um dos propósitos da organização foi reforçar o investimento nos espetáculos musicais, com o objetivo de chamar mais público a Vimioso.

“Para animar a 23ª Feira de Artes, Ofícios e Sabores (FAOS), o município de Vimioso trouxe três artistas nacionais, de modo a atrair a vinda de mais público ao certame e porconseguinte propiciar mais vendas aos artesãos e aos produtores que participaram na feira”, disse.

Também para atrair público ao certame, o autarca de Vimioso destacou atividades como as montarias ao javali, o raid todo-o-terreno, o concurso da doçaria da castanha, o passeio pedestre, a prova de Bicicleta Todo-o-terreno (BTT) e o XI Festival de Folclore da Castanha.

Marcos Ávila veio de Madrid até Vimioso, para participar no passeio todo-o-terreno “No trilho dos Furões”, uma atividade que juntou mais de 200 participantes. O motociclista espanhol indicou que está é já a terceira vez que participa na prova e este ano veio veio acompanhado de amigos, provenientes da cidade de Granada, em Espanha.

«Gostamos de participar nesta prova de todo-o-terreno organizada pelo motoclube “Os Furões”, dado que se realiza num espaço rural muito bonito e com excelentes condições para a prática da modalidade. Outro atrativo da prova é o excelente ambiente de convívio entre todos os participantes, portugueses e espanhóis”, disse.


Na estadia em Vimioso, os visitantes espanhóis aproveitaram para visitar a XXIII Feira de Artes, Ofícios e Sabores, onde adquiriram produtos como o pão, azeite, queijo e peças de artesanato.

Por sua vez, o casal, Amadeu Salgueiro e a esposa, viajaram de Alfândega da Fé até Vimioso, para visitar, pela primeira vez, o certame. Sobre o evento, os alfandeguenses elogiaram as excelentes condições do pavilhão multiusos de Vimioso e destacaram a qualidade de produtos como o fumeiro, os queijos e o vinho.

Marisa Fernandes, natural de Uva, aproveitou o fim-de-semana para visitar a feira e nesta edição comprou artigos em burel.

Do lado dos artesãos, Hulema Pires, que trabalha há quarenta anos na arte da cestaria, revelou que aprendeu a fazer cestas com as vizinhas numa aldeia do concelho de Vinhais, para ocupar as horas de maior calor no decorrer do verão.

“Com materiais como o vime, o piorno e a liança faço vários tipos de cestas para apanhar os cogumelos, para a fruta, o pão e até para a costura”, indicou.

A artesã contou que ao longo dos anos, percorreu o país para dar a conhecer os seus trabalhos em cestaria. Sobre a participação na Feira de Artes, Ofícios e Sabores (FAOS), em Vimioso, Hulema Pires, disse que o público nos dias de hoje não dá a merecida atenção e valor ao artesanato da região.

“Tenho muita pena se a arte da cestaria desaparecer. Penso que seria importante transmitir aos mais novos todo o processo de confecção de uma cesta, que começa com a colheita dos vimes junto aos ribeiros, o descascar, lavar, secar e finalmente o entrelaçar. Apelo aos municípios e às escolas para que preservem estes antigos ofícios e produtos”, disse.

No certame em Vimioso, participaram também vários produtores, como a Cozinha Regional Cimo da Quinta, de Miranda do Douro, dando a conhecer o fumeiro e a doçaria tradicional da região.

De acordo com o proprietário, Rui Pires, na feira em Vimioso, os produtos mais procurados foram o fumeiro como as alheiras, o butelo e a chouriça de carne. Na doçaria, a bola-doce mirandesa, os roscos, os económicos, os bolos de amêndoa e bolos de noz também mereceram a preferência do público.

“Desde 2014, participamos na Feira de Artes, Ofícios e Sabores (FAOS), em Vimioso. Este ano, as vendas correram bem, mas como sugestão, diria à organização que na próxima edição, as inscrições para as várias atividades, como o raid todo-o-terreno e as montarias, fossem feitas junto à feira, para que os participantes tivessem curiosidade em visitar os artesãos e produtores”, disse.



Anualmente, a Feira de Artes, Ofícios e Sabores (FAOS) é um evento organizado pelo município de Vimioso e tem como finalidade promover o artesanato e os produtos endógenos e assim dinamizar a economia local.

HA