Igreja: «Aconselho-vos a utilizar bem as redes sociais e a inteligência artificial» – Leão XIV

Igreja: «Aconselho-vos a utilizar bem as redes sociais e a inteligência artificial» – Leão XIV

O Papa Leão XIV alertou os jovens para os perigos da alienação através das redes sociais e da inteligência artificial, numa mensagem de vídeo enviada aos jovens participantes do Festival Halleluya, no Brasil.

“Aconselho-vos a utilizar bem as redes sociais e a inteligência artificial, usando de forma moderada e disciplinada estes instrumentos, pois eles podem lançar-nos num mundo irreal”, advertiu Leão XIV.

A mensagem papal avisa que o universo efémero, a “mera aparência e o engano” correm o risco de ocupar o lugar dos valores verdadeiros e fundamentais.

O mensagem foi transmitida no âmbito da programação do evento promovido pela Comunidade Católica Shalom, que decorreu na cidade de Fortaleza (Brasil).

Leão XIV apontou o exemplo de São Carlo Acutis como referência prática para os jovens manterem a centralidade da fé, “inclusive no uso da tecnologia”.

O Papa recordou o entusiasmo testemunhado nas suas últimas viagens e no Jubileu dos Jovens para sublinhar o “vigor missionário indispensável” das novas gerações na transformação do mundo contemporâneo.

A intervenção desafiou os católicos a não perderem o ardor apostólico e a proclamarem “com coragem que uma vida sem Cristo é uma vida sem graça”.

O texto reconhece que o fervor sentido durante o festival religioso pode diminuir com o tempo, apontando a oração e a perseverança como ferramentas vitais para “manter acesa a chama da fé”.

O Papa socorreu-se do ensinamento de Bento XVI para garantir aos milhares de presentes que Deus “não tira nada, Ele dá tudo”.

A reflexão pontifícia utilizou uma metáfora desportiva para contrastar a tristeza natural da derrota nas competições com a certeza espiritual de que “com Cristo, vencemos sempre”.

A mensagem terminou com um apelo à ação do Espírito Santo, para que cada jovem se assuma como “uma pedra viva” na edificação de uma verdadeira cidade da paz.

Fonte: Ecclesia | Foto: Flickr

Mobilidade: Transporte público em Trás-os-Montes arranca a 3 de agosto

Mobilidade: Transporte público em Trás-os-Montes arranca a 3 de agosto

A 3 de agosto, entra em funcionamento o novo serviço de transporte público da Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes, com mais de 90 linhas, com vista a suprimir a falta de mobilidade nos municípios de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.

Em comunicado, a CIM-TTM explica que na primeira fase, que decorre até 13 de setembro, “as linhas intermunicipais funcionam diariamente, assegurando as ligações entre os diferentes concelhos das Terras de Trás-os-Montes”.

Já as “linhas municipais estão em funcionamento em todos os municípios, à exceção do concelho de Bragança, com periodicidade de duas vezes por semana, com duas viagens por dia”, havendo um reforço, de mais uma viagem, nos dias de feiras em cada sede de concelho.

Nesta primeira fase, acrescenta a CIM_TTM, o transporte é gratuito, com o intuito de incentivar ao seu uso, mas também uma adaptação ao serviço, podendo haver ainda ajustes de horários, durante este período, consoante as necessidades, de forma a “assegurar o normal funcionamento do serviço e garantir uma resposta cada vez mais adequada às necessidades de mobilidade identificadas”.

A partir de 14 de setembro, com o arranque do ano letivo, entram em vigor os horários escolares das linhas municipais e intermunicipais, bem como o serviço de transporte a pedido, uma modalidade que permite “reforçar a cobertura do transporte público em localidades com menor oferta, proporcionando uma resposta de mobilidade mais flexível”.

“A nova operação do Serviço Público de Transporte ‘Terras de Trás-os-Montes’ constitui um investimento estruturante para a mobilidade regional, reforçando a coesão territorial e promovendo um transporte público mais moderno, acessível e sustentável”, frisou a CIM Terras de Trás-os-Montes, composta pelos municípios de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais”, justifica a CIM-TTM.

Fonte: Lusa | Imagem: CIM-TTM

Portugal: 1.º semestre com mais 931 nascimentos

Portugal: 1.º semestre com mais 931 nascimentos

No primeiro semestre deste ano, foram rastreados 43.181 recém-nascidos, em Portugal, mais 931 do que em igual período do ano passado, revelam dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

No primeiro semestre de 2025, foram abrangidos pelo “teste do pezinho” 42.250 bebés, no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Os dados do INSA indicam que, nos seis primeiros meses de 2026, os distritos com mais nascimentos foram Lisboa (13.217), Porto (7.733), Setúbal (3.513) e Braga (3.243).

Ao contrário, os distritos com menos nascimentos foram Bragança (263) Portalegre (272), Guarda (358) e Vila Real (445), segundo as estatísticas do Programa Nacional de Rastreio Neonatal que cobre a quase totalidade dos nascimentos no país.

O mês com mais nascimentos no primeiro semestre deste ano foi janeiro (7.908) e o mês com menos bebés a nascerem em Portugal foi fevereiro (6.593).

Numa década, o número de nascimentos passou de 42.758 (em 2016), no primeiro semestre, para 43.181 (em 2026), no período homólogo, o que significa mais 423 nascimentos.

Os números agora divulgados reforçam a tendência de crescimento verificada em 2025, ano em que foram rastreados 87.708 bebés, o valor mais alto dos últimos 10 anos.

O “teste do pezinho” é feito através de análises de sangue, a partir do 3.º dia de vida e se possível até ao 6.º, através de uma ou duas picadas no calcanhar do bebé. Estes testes permitem identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de tratamento precoce.

Fonte: Lusa | Imagem: Flickr

Miranda do Douro: Spot Salon venceu o Torneio de Futebol da Terronha

Miranda do Douro: Spot Salon venceu o Torneio de Futebol da Terronha

No serão de sábado, dia 25 de julho, a equipa do Spot Salon, de Miranda do Douro conquistou a II edição do Torneio de Futebol de 5 da Terronha, ao vencer no jogo da final, a equipa Vimibombas, de Vimioso, por 7-4, num jogo emocionante e cheio de golos.

Em Miranda do Douro, o último dia do torneio de futebol iniciou-se com um jogo das camadas jovens, entre as equipas PinkPanter e Mirandês, que gerou muito entusiasmo nos jovens jogadores mirandeses e trouxe também os pais e familiares às bancadas do complexo desportivo da Terronha.

Antes do jogo da final, realizou-se o jogo para apurar os 3º e 4º lugares, tendo a equipa da Freguesia de Malhadas vencido a congénere da Freguesia de Miranda do Douro, por tangenciais 2-1.

No jogo da final, a equipa do Spot Salon (Miranda do Douro) venceu a equipa da Vimibombas (Vimioso), num jogo emocionante e com muitos golos (7-4).

No final do torneio, a organização entregou prémios a todas as equipas participantes, destacando-se os três primeiros classificados: 1º Spot Salon; 2º Vimibombas e 3º Freguiesia de Malhadas. Na cerimónia de entrega de prémios foram ainda distinguidos o melhor guarda-redes (Cristiano / Spot Salon) e o melhor marcador de golos na competição (Rodrigo Carvalho / Vimibombas).

Em nome da Comissão de Festas em honra de São Judas Tadeu, Danuel Flaire, agradeceu a participação das sete equipas no torneio e a grande afluência de público no decorrer dos jogos.

“Estamos muito gratos às equipas Caramonicos, Spot Salon, União de Freguesias de Ifanes e Paradela, Freguesia de Miranda, Freguesia de Malhadas, Vimibombas e Flaire Group pela participação no II Torneio de Futebol de 5 da Terronha. Ao longo de duas semanas, estas equipas e os seus jogadores proporcionaram serões de desportivismo e de convívio no bairro da Terronha. Agradecemos também a significativa afluência de público ao complexo desportivo, o que veio animar a competição”, disse o organizador.

Já a planear o torneio do próximo ano, Daniel Flaire, adiantou que dado o sucesso com a introdução de jogos para crianças e jovens, em 2027, a organização pensa organizar um minitorneio da Terronha para os mais novos.

Em pleno verão, o Torneio de Futebol de 5 é organizado pela Comissão de Festas da Terronha e conta com os apoios institucionais do município de Miramda do Douro, da Freguesia de Miranda do Douro e a colaboração voluntária dos residentes no bairro da Terronha.

“Agradecemos a todos os voluntários que ajudaram na organização do torneio, quer no planeamento, na logística, no serviço de bar, na arbitragem dos jogos, na limpeza dos espaços, na preparação da merenda final, etc. Esta atitude demonstra que em Miranda do Douro continua a existir um forte espírito de comunidade e de entreajuda”, concluiu a organização.

HA

Miranda do Douro: Marcolino Fernandes conserva arte da cestaria

Miranda do Douro: Marcolino Fernandes conserva arte da cestaria

Aos 83 anos, Marcolino Fernandes, conserva a arte de fazer cestos de vime, na Terra de Miranda, um trabalho manual que aprendeu há mais de 50 anos e cujas cestas já estão espalhadas por vários pontos do país e do estrangeiro.

O cesteiro mirandês contou em língua mirandesa, que desde Bragança ao Pocinho, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, não há quem faça as cestas como ele, devido à técnica e aos materiais, em que utiliza vimes desfolhados, nó de vimeiro ou salgueiro, escova materiais que são colhidos nas margens do transfronteiriço rio Angueira, afluente do rio Sabor.

“Toda a matéria-prima é autóctone desta região, pois cresce nas margens do rio Angueira que nasce em Espanha e atravessa os concelhos de Miranda do Douro e Vimioso, sendo depois tratada e trabalhada ao meu jeito ”, explicou o octogenário artesão.

O cesteiro natural de São Martinho de Angueira, uma aldeia raiana do concelho de Miranda do Douro, contou que tem uma técnica única que aprendeu há mais de 50 anos na aldeia de Caçarelhos, no concelho de Vimioso e meteu-se a fazer as cestas mirandesas que levam mais de sete horas de trabalho para moldar os materiais.

Marcolino Fernandes vincou que só para descascar os vimes “são precisas mais de duas horas”.

“Fui fazendo, mas estraguei muita quantidade de vimes para aprender e construir as minhas cestas, às quais já perdi conta. Aprendi e nunca mais deixei de fazer cestas e cestos e outros objetos, como chapéus e peças musicais para entretenimento, como ruge-ruges”, explicou.

Marcolino Fernandes desabafou e disse que cada dia que não faz uma cesta já não é ele próprio, apesar das contingências físicas provocadas pela idade e das doenças que ultrapassou ao longo da sua vida.

“Este trabalho já me cansa muito as costas, os dedos das mãos com os quais é preciso fazer muita força para entrelaçar os ramos de vime que chegam aos dois metros de comprimento e são cruzados por inteiro sem deixar pontas soltas”, especificou.

Marcolino disse que antigamente havia cesteiros em quase todas as aldeias do Planalto Mirandês, porque as pessoas precisavam das cestas para a agricultura, para uso doméstico (costura), para a viticultura, decorativos, entre outras utilidades.

O cesteiro mirandês tem receio que esta arte tradicional desapareça, porque nas regiões do Planalto Mirandês e do Douro Superior já não há ninguém, ou praticamente ninguém, que trabalhe a arte da cestaria tradicional.

Marcolino Fernandes também foi ao longo de algumas décadas professor primário, mas afiançou que nem um dos seus alunos demonstrou interesse em aprender a arte de cesteiro e que os velhos artesãos escondiam os seus trabalhos antes de “serem copiados”.

“Uma vez passei ao lado de um cesteiro que trabalhava num cesto e depressa parou perante o meu olhar curioso. Mas, continuei a aprender a fazer o meu trabalho. Como na minha aldeia [São Martinho] havia muito vimes, continuei a treinar e os trabalhos foram saindo”, disse.

O veterano artesão sempre foi dizendo que agora os cestos servem para decorações e perdendo a sua utilidade de outros tempos, devido ao aparecimento de novos materiais.

O trabalho de cestaria de Marcolino Fernandes está patente no Museu da Terra de Miranda com 30 exemplares, o qual também esteve exposto no Museu Antropológico de Madrid, por empréstimo.

Pela raia nordestina é comum ver Marcolino Fernandes a trabalhar ao vivo em feiras de artesanato como Vimioso, Miranda do Douro e, do lado espanhol, em localidades castelhanas como Vitigudino, Alba de Torres, Rabanales e outras, devido à sua “técnica apurada” na arte da cestaria.

O resiliente artesão, por norma, apresenta-se como “o último cesteiro mirandês”.

“Las Cestas de Marcolino” são o mote de uma exposição etnográfica que está patente na Casa da Cultura Mirandesa, durante o verão, como forma de ajudar a perpetuar estas memórias ancestrais dos velhos e antigos cesteiros da Terra de Miranda.

“Para esta exposição comecei a fazer mais cestos de diversas formas para mostrar ao público que por aqui passa. É uma forma de divulgar e perpetuar esta arte ancestral”, vincou o cesteiro mirandês, como gosta de ser apelidado.

Para além de cesteiro e antigo professor do ensino primário, Marcolino Fernandes é também um falante e escritor de língua mirandesa, características que estão ligadas com a sua arte, devido às vivências de um passado comunitário neste território do Nordeste Transmontano.

Fonte: Lusa | Fotos: LT

Calor: Temperatura pode atingir 40 graus Celsius

Calor: Temperatura pode atingir 40 graus Celsius

Em Portugal continental, nesta semana vai ocorrer um aumento acentuado das temperaturas máximas, com a previsão de 39 e 40 graus Celsius, em alguns distritos, como o de Bragança.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos mais quentes serão Évora e Santarém com 40 graus, já Beja e Bragança atingem os 39 graus enquanto Castelo Branco e Braga chegam aos 38 graus Celsius.

No litoral, alguns dos concelhos dos distritos de Braga, Porto, Aveiro, Leiria, Lisboa, Setúbal e Faro registam temperaturas ligeiramente mais moderadas.

De 27 a 29 de julho, o distrito de Bragança está em alerta amarelo.

Recomendações perante o calor

Por causa da onda de calor, a Direção-Geral da Saúde (DGS) alertou para os riscos para a saúde, recomendando que se beba água, evite bebidas alcoólicas e opte por ambientes frescos ou climatizados.

No conjunto de recomendações, a DGS aconselha a que as pessoas se mantenham em ambientes frescos ou climatizados pelo menos por duas a três horas por dia, evitem a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11:00 e as 17:00, utilizem protetor solar com fator igual ou superior a 30, renovando a sua aplicação de duas em duas horas e após os banhos na praia ou piscina.

Recomenda ainda os cidadãos a usarem roupas de cor clara, leves e largas, cobrir a maior parte do corpo e nao esquecer do chapéu e óculos de sol, com proteção ultravioleta, e alerta para a necessidade de dar atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, tais como crianças, pessoas idosas, doentes crónicos, grávidas, trabalhadores com atividade no exterior e diz que as crianças com menos de seis meses de idade não devem estar sujeitas a exposição solar, direta ou indireta.

HA

Ensino: Inscrições para a época especial de exames de 27 a 31 de julho

Ensino: Inscrições para a época especial de exames de 27 a 31 de julho

De 27 a 31 de julho, os alunos do ensino secundário têm a possibilidade de se inscreverem numa época especial dos exames nacionais, que vai decorrer entre 3 e 8 de setembro, uma medida que visa compensar os atrasos na correção digital dos exames nacionais.

De acordo com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, os alunos que optem por repetir um exame em setembro, será considerada a melhor classificação obtida entre a 2.ª fase e a época extraordinária.

No ensino secundário, a época especial de exames surge devido aos constrangimentos provocados pela implementação da avaliação digital a cerca de 300 mil exames nacionais. Com a avaliação digital, ocorreram várias falhas técnicas, que atrasaram a correção e a divulgação das classificações.

HA

O reino dos céus é como uma rede…

XVII Domingo do Tempo Comum – Ano / A Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

O reino dos céus é como uma rede…

1 Rs 3, 5.7-12 / Slm 118 (119), 57.72. 76-77.127-128.129-130 / Rom 8, 28-30 / Mt 13, 44-52 ou Mt 13, 44-46

São Mateus apresenta-nos outras três parábolas do Reino: o tesouro (v. 44), a pérola (vv. 45-46), a rede (vv. 47-50). As duas primeiras sublinham a ideia de “tudo” na dinâmica do Reino. O empenho na busca do Reino, o esforço da construção do Reino tem de ser total, porque aquilo por que se luta é tudo. Vale a pena investir tudo quando se quer o Reino, porque o Reino é tudo: é um tesouro, uma pérola. «Foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo»; neste estava o tesouro. «Foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola»; era de grande valor.

A parábola da rede parece transmitir um ensinamento semelhante ao da parábola do trigo e do joio que vimos no Domingo passado. A rede lançada ao mar apanha toda a espécie de peixes: bons e maus. Tal como no meio do trigo pode haver joio, também no meio de peixes bons pode haver maus.

Far- -se-á a separação no momento de ver claro. «Escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora; [também] assim será no fim do mundo: os anjos sairão a separar…». É parecido com o que Jesus dizia na parábola do trigo e do joio: «Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros…».

Tem-se a esperança de, no ato de colher, juntar mesmo a totalidade do que é bom.

Procura-se que nada do que é bom se perca. Importa, assim, ter a graça que o rei Salomão pede ao Senhor: um «coração inteligente», um «coração sábio e esclarecido», para «saber distinguir o bem do mal» (1.º Livro dos Reis). O que é mau tem de ser rejeitado, mas também é preciso que no processo de destrinça não haja desperdícios desnecessários daquilo que é bom. Trata-se dum discernimento que tem de ser bem-sucedido, porque não é para benefício egoísta («longa vida», «riqueza», «morte dos inimigos»), mas para a realização da obra do Senhor.

No fim, o próprio que faz bom discernimento não fica a perder; só ganha. São Paulo diz: «Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que o amam» (Carta aos Romanos). Desde que o discernimento esteja centrado em Deus – na realização do seu Reino – há de haver benefício para quem o faz, maior até do que terá pensado.

Fonte: RMOP | Foto: Flickr

Bragança-Miranda: Dia Diocesano da Família a 26 de julho

Bragança-Miranda: Dia Diocesano da Família a 26 de julho

No Domingo, dia 26 de julho, o Secretariado da Pastoral Familiar da Diocese de Bragança-Miranda promove o Dia Diocesano da Família, em Macedo de Cavaleiros, com o tema; “Eu nunca te esquecerei/A família como lugar de memória, cuidado e esperança”, inspirada na mensagem do Papa Leão XIV.

Esta iniciativa pretende fortalecer «os laços de comunhão entre as famílias das diferentes Unidades Pastorais e comunidades, proporcionando um tempo de gratidão, celebração e partilha, afirmou Jorge Oliveira Novo, diretor do secretariado que dinamiza a atividade.

Dirigido a todas as famílias do nordeste transmontano, o programa inicia-se pelas 9h20, com o acolhimento dos participantes, seguindo-se a sessão de abertura presidida pelo bispo de Bragança-Miranda, D. Nuno Almeida.

Às 10h, o padre Fidel Ortega, dos Padres Marianos da Imaculada Conceição, apresenta a conferência subordinada ao tema “Eu nunca te esquecerei/A família como lugar de memória, cuidado e esperança”, inspirada na mensagem do Papa Leão XIV.

Segue-se o testemunho de dois casais, pelas 10h30, e um diálogo com o conferencista.

O encontro vai incluir também uma Eucaristia com a Celebração das Bodas Matrimoniais, às 11h30, presidida por D. Nuno Almeida, na qual serão homenageados e abençoados os casais que celebram 10, 25, 50, 60 ou mais anos de matrimónio, num “gesto de reconhecimento pela fidelidade e testemunho da vocação matrimonial”, assinala a diocese.

O Dia Diocesano chega ao fim com um almoço-convívio, como forma de reforçar o espírito fraterno que inspira esta iniciativa.

“O Secretariado da Pastoral Familiar convida todas as famílias da Diocese a participarem neste dia de festa e comunhão, apelando igualmente à divulgação da iniciativa nas paróquias, unidades pastorais, movimentos, grupos e comunidades”, lê-se na nota.

Para os interessados em saber mais informações, o Secretariado disponibiliza o endereço sdpastoralfamiliarbraganca@gmail.com e o número de telemóvel 960 031 793.

Fonte: Ecclesia

Ambiente: Alerta para proliferação de megaprojetos eólicos e fotovoltaicos

Ambiente: Alerta para proliferação de megaprojetos eólicos e fotovoltaicos

A Plataforma Nordeste Vivo (PNV) alertou o Governo para “a massiva e desordenada proliferação de megaprojetos” fotovoltaicos e eólicos no planalto mirandês e Douro Superior, no distrito de Bragança, que considera serem uma ameaça à soberania ambiental e alimentar.

Numa carta enviada ao ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, esta plataforma cívica e apartidária antecipa ainda “o seu impacto direto e irreversível na destruição de solo agrícola, no avanço da desertificação e na perda da soberania alimentar”.

A plataforma critica também a forma como, “fazendo ouvidos moucos” às reivindicações, a ministra do Ambiente “quer alienar terrenos de valor agrícola e silvo-pastoril aos interesses de empresas multinacionais estrangeiras do setor da energia renovável, sem sequer auscultar as populações”.

Por isso, pedem ao ministro da Agricultura que “assuma um papel ativo e vinculativo na defesa do território” e interceda junto do Ministério do Ambiente e Energia para que “seja decretada uma suspensão temporária imediata na aprovação e construção de novas centrais fotovoltaicas e eólicas na região” até que seja realizado um estudo “transparente” sobre o impacto ambiental, económico, social, cumulativo e regional.

Solicitam ainda que “se impeça a desafetação de solos integrados na Reserva Agrícola Nacional (RAN) ou classificados nos PDM [Planos Diretores Municipaos] locais como espaços agrícolas, agropastoris e florestais para fins energéticos” e “nos projetos já aprovados, se exija a aplicação estrita e fiscalizada de sistemas agrovoltaicos”

O movimento diz não contestar a premência da transição energética, mas alerta que “a velocidade e a escala com que estes projetos têm avançado por todo o país e no Nordeste Transmontano transformaram uma intenção ecológica numa grave ameaça ao ordenamento do território”.

A exposição surge na sequência das crescentes preocupações das populações, agricultores, e demais agentes locais do território de Trás-os-Montes e do Douro Superior e especificamente os concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro, Vimioso, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo.

Para a plataforma, a realidade geográfica e administrativa destes concelhos demonstra que o território está a converter-se num gigantesco “mar de espelhos”, ignorando os apelos internacionais de preservação da terra.

Em causa projetos que “ocupam, no seu conjunto, aproximadamente 1.300 hectares de terreno que irá ser vedado e artificializado” , com mais de 90% da área afetada a ser constituída por solos de aptidão agropecuária, nomeadamente culturas temporárias de sequeiro (trigo, cevada, centeio, entre outras) e zonas de pastagem.

Seundo o movimento, a pressão dos promotores estende-se pelos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Mogadouro, Miranda do Douro e Vimioso, territórios atravessados por linhas de alta e de muito alta tensão que “retalham a paisagem para escoar energia produzida nas barragens do Douro, sem que essa energia se traduza em benefícios diretos para a região”.

“A implantação dos inúmeros megaprojetos fotovoltaicos e eólicos previstos, bem como de novas linhas de alta e muito alta tensão, agravará ainda mais a fragmentação nos concelhos referidos, reduzindo áreas de aptidão agrícola e aumentando a pressão sobre o território”, adiantam.

Segundo os ativistas da plataforma cívica, as avaliações de impacto ambiental são feitas de forma individualizada, sem transparência e sem o devido conhecimento das comunidades locais.

Quanto à ameaça à soberania alimentar, a plataforma explica como terras que outrora serviram de apoio ao sistema agrícola, incluindo pastagens permanentes, estão a ser destruídas, com os solos a serem drenados e impermeabilizado, uma transformação que dizem inviabilizar a manutenção do sistema agropecuário, acelerar a desertificação e agravar o abandono territorial.

Outra das consequências passa pelo abandono de culturas tradicionais, como as associadas às raças autóctones, que deixam de ser viáveis por dependere, do uso do solo tal como é conhecido.

“Ou seja, a continuidade deste sistema silvo-pastoril tradicional, profundamente enraizado no Nordeste Transmontano, torna-se inviável com a ocupação deste território por megaprojetos energéticos”, alerta a PNV.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr