Uva: Música tradicional das “Alma de Esteva” anima Festa dos Pombais
O trio feminino “Alma de Esteva” vai animar a IV Festa dos Pombais, em Uva, com um concerto no final da tarde de sábado, 4 de julho, durante o qual o público tem a oportunidade de cantar e dançar músicas como “Trigueirinha”, “Senhora do Almortão” ou “Amora Madura”.
O grupo formado por Fátima Gigante, Joana Cardoso Pereira e Joana Lopes têm em comum o gosto pela música tradicional e à ligação ao planalto mirandês, onde vivem.
“Unidas pela vontade de preservar e reinventar o património musical oral, utilizamos a voz como principal veículo para revisitar melodias tradicionais e combiná-las com arranjos próprios, letras originais e sonoridades contemporâneas”, informam.
No repertório, as “Alma de Eeteva” incluem temas e sonoridades de norte a sul de Portugal e também influências da vizinha Espanha, com as sonoridades da guitarra espanhola, do adufe e do cajón.
A música “Trigueirinha”, que faz parte do cancioneiro popular português, é a mais conhecida do grupo, a que se juntam outras como “Senhora do Almortão”, “Amora Madura” e a mirandesa “Tirioni”.
A Festa dos Pombais, em Uva,realiza-se nos dias 3 e 4 de julho, num programa diversificado de atividades, que inclui um passeio interpretativo aos pombais tradicionais, uma oficina de plantas aromáticas, um mercado de artesanato e produtos locais, assim como música, dança, teatro, sabores e tradição.
Na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, a Festa dos Pambais é coorganizada pela Palombar, a freguesia local e o município de Vimioso.
Nesta IV edição, a programação inclui teatro, sons experimentais, serigrafia, plantas aromáticas, lobos, performances inspiradas na palavra escrita, património edificado, recolha musical, ecos da paisagem e do mundo natural.
“Nesta festa cabe tudo isto, num programa multifacetado, onde o todo é maior do que a soma das partes. Esta é uma festa que cria espaços de diversão e reflexão, que convida para uma imersão no território e na cultura local, proporcionando uma experiência única e uma vivência genuína. É para todas as gerações e a entrada é livre”, informa a Palombar.
A aldeia dos pombais
Uva possui um património edificado único no nordeste transmontano, onde exsitem mais de 40 pombais tradicionais. Trata-se de estruturas da arquitetura vernacular fortemente ligadas à comunidade, à cultura e à conservação da natureza, a maioria dos quais localizados no perímetro da aldeia.
A Festa dos Paombais foi concebida em 2022 e realiza-se anualmente no mês de julho, de modo a promover o território e mostrar o que a região tem de mais genuíno e inigualável.
“O nome da festa é inspirado nesses edificados icónicos da região, um legado único que queremos dar a conhecer, através deste evento que tem como foco a dinamização do mundo rural e a promoção do seu património arquitetónico, natural, cultural e social”, acrescenta a Palombar.
Através de campos de voluntariado, a Palombar já restaurou todos os pombais de Uva que se encontravam em ruína parcial, um feito que é considerado histórico.
Na manhã de Domingo, dia 5 de julho, a freguesia de Pinelo organiza o I Passeio Pedestre de Vale de Pena até Pinelo, uma caminhada de dificuldade média, com uma distância de 10 quilómetros, que visa proporcionar o convívio e a atividade física.
Segundo o programa, a atividade inicia-se às 8h00 de Domingo, com a concentração dos participantes em Vale de Pena.
A partida para o passeio está agendada para as 8h30. A meio do percurso (5 quilómetros) está prevista uma merenda. No final do passeio, os caminhantes têm direito a um almoço-convívio na sede da freguesia de Pinelo.
As inscrições para o passeio pedestre têm um custo de 10€, que inclui o almoço, seguro e brinde.
Segundo a Direção Geral de Saúde (DGS), os benefícios da atividade física são vários:
1- Fortalecer os músculos, os ossos e os tendões;
2- Melhorar a função respiratória;
3- Robustecer o sistema imunológico;
4- Proporcionar mais resistência;
5- Melhorar a circulação sanguínea;
6- Reduzir os riscos de ocorrência de doenças cardiovasculares;
7- Prevenir a ocorrência de enfarte;
8- Controlar a diabetes e os valores da tensão arterial;
9- Reduzir os sintomas de depressão, stress e ansiedade;
Na manhã de sábado, dia 4 de julho, um grupo de amigos de Santulhão, no concelho de Vimioso e de Izeda, no concelho de Bragança, vão limpar em conjunto as margens do rio Sabor, junto à ponte medieval, com os propósitos de proporcionar melhores condições para a época balnear e simultaneamente cuidar do ambiente.
Segundo o programa, a atividade inicia-se com a concentração dos participantes na sede da freguesia de Santulhão, às 7h00, para depois seguirem viagem até à ponte medieval construída sobre o rio Sabor.
“Um grupo de amigos das duas localidades de Santulhão e Izeda decidiram juntar-se para limparem as margens do rio Sabor, de modo a proporcionar melhores condições para a época balnear. Como diz o lema: O rio é de todos e a sua limpeza também”, justifica a organização.
Para a realização do trabalho é necessário levar ferramentas e utensílios como luvas, sacos do lixo, foices, calagouços, etc.
No final da manhã de trabalho, está programado um almoço convívio no Centro de Promoção dos Produtos e Tradições de Santulhão, às 13h00.
No dia 4 de julho, a aldeia de Santulhão celebra os 738 anos da atribuição do foral - carta de cedência de terras - pelo rei de Portugal, D. Dinis (1261-1325).
Este monarca ficou conhecido pelo cognome de “o Lavrador” pois interessou-se pela agricultura, facilitando a distribuição e a exploração das terras por toda a população.
Em Santulhão, a ponte medieval (século XIII) sobre o rio Sabor possibilitou durante vários séculos a ligação do concelho de Vimioso às terras de Bragança. Documentos existentes datam-na do século XIII. A ponte de ligação a Izeda é considerada uma das construções mais antigas e singulares da região. Documentos do século XIII já a referem, e a sua forma em “lombo de cavalo”, com cinco arcos, distingue-a das restantes pontes vizinhas, reforçando a ideia de que poderá ser também das mais antigas.
Ao longo da sua história, a ponte sofreu danos significativos. Em 1860, uma grande cheia destruiu parte da estrutura, que foi então reparada provisoriamente com madeira. Apenas por volta de 1938 se substituiu essa parte por alvenaria, conferindo à ponte o aspeto que apresenta aos dias de hoje.
Mais do que uma obra de engenharia, a Ponte Românica de Santulhão é um testemunho vivo da história local. Envolta por uma paisagem rural tranquila, a ponte integra-se harmoniosamente no vale do rio Sabor.
Rodeada por campos agrícolas, manchas de vegetação autóctone e margens onde a fauna e a flora prosperam. O som da água corrente, aliado ao cenário verdejante e à ausência de grandes intervenções urbanas, cria um ambiente de grande beleza natural, tornando o local não só um ponto de interesse histórico, mas também um espaço de contemplação e lazer.
Alcanices: Festa da Virgem de la Salud de 1 a 3 de julho
Nos dias 1, 2 e 3 de julho, a vila raiana de Alcanices (Espanha) celebra a festa em honra da Virgem de la Salud, com um programa religioso e cultural, que reúne espanhóis e portugueses, na fé e fraternidade entre os povos vizinhos.
Esta festividade é considerada de interesse turístico religioso, dado que une espanhóis e portugueses na devoção mariana, à Mãe do Filho de Deus, Jesus Cristo.
“Durante três dias, o santuário da Virgem de la Salud, em Alcanices, converte-se no coração da comarca de Aliste, com procissões, celebrações religiosas e atividades culturais organizadas pela confraria e pelo Ayuntaminento de Alcanices”, informam.
Na programação cultural, a festa em honra da Virgem de la Salud inclui música tradicional, gastronomia e o convívio entre espanhóis e portugueses.
“A romaria internacional da Virgem de la Salud é uma manifestação viva de devoção e da identidade cristã da população de Alcañices”, escreve o jornal Comarca de Aliste.
Nossa Senhora, com o título de Virgen de la Salud é a padroeira da região de Aliste, na diocese de Zamora.
A festividade tem um seu ponto alto no dia 2 de julho, numa celebração religiosa que conta com a participação de espanhóis e portugueses.
Nesta região fronteiriça, a devoção mariana está muito presente na vida de fé das comunidades espanholas e portuguesas.
Há inclusive o roteiro dos sete santuários dedicados a Nossa Senhora, em Espanha e Portugal. São sete invocações e peregrinações onde se vive a fraternidade e a convivência na sua forma mais pura em torno da devoção mariana, que aproxima os Alistanos e os trasmontanos.
Fonte: Comarca de Aliste
O Tratado de Alcanices
Foi a 12 de Setembro de 1297 na vila de Alcanices, localizada na província de Zamora a uns dois quilómetros da fronteira portuguesa de Trás-os-Montes, que foi assinado dos mais importantes tratados entre Portugal e Espanha e cujos traços essenciais se mantêm até aos nossos dias.
Tratou-se de um acordo de definição de fronteiras que pretendia resolver vários focos de conflito entre Portugal e Castela, evitando que pequenas disputas territoriais pudessem arrastar os dois países para uma guerra de dimensões superiores. O tratado foi assinado entre o rei de Portugal D. Dinis e o rei de Castela Fernando IV e seguiu-se a um período de tensão entre as duas coroas, no decorrer do qual várias incursões militares de ambos os lados e diversos pontos de discórdia haviam elevado o risco de um confronto geral. Tratou-se, portanto, de um acordo de cedência mútua de posições fronteiriças e de reconhecimento de uma linha de separação dos territórios dos dois países.
Miranda do Douro: Dia da Cidade com concertos, exposições e homenagens
No dia 10 de julho, feriado municipal em Miranda do Douro, celebram-se 481 anos de elevação a cidade, num programa comemorativo que decorre de 4 a 11 de julho, com concertos musicais, exposições, apresentação de livros e a sessão solene na Câmara Municipal, com a homenagem às instituições e personalidades do concelho de Miranda do Douro.
A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, explicou que a Semana da Cultura Mirandesa tem a finalidade criar uma programação de celebração do Dia da Cidade, feriado municipal, que se assinala anualmente, a 10 de julho.
«A programação da Semana da Cultura Mirandesa contempla claro está, referências à cultura mirandesa, como o “Desfile dos Pendões”, a exposição de pintura alusiva à fauna do planalto mirandês, os concertos da Banda Filarmónica Mirandesa e do grupo Trasga e a homenagem às instituições e personalidades do concelho”, informou a autarca de Miranda do Douro.
Miranda do Douro
Em 1545, o rei de Portugal, D. João III solicitou a criação de uma diocese no nordeste do país e escolheu a então vila de Miranda do Douro, para ser a sede do novo bispado.
O Papa, Paulo III, acedeu ao pedido do rei português e foi assim, que por carta régia de 10 de Julho de 1545, o rei D. João III fez simultaneamente de Miranda do Douro uma cidade.
Anualmente, a cidade de Miranda do Douro comemora esta efeméride com um programa de atividades culturais, que se estendem ao longo de vários dias e incluem a apresentação de livros, concertos musicais, homenagens e outras iniciativas culturais.
Este ano, o programa da Semana da Cultura Mirandesa oferece à população e aos visitantes uma variedade de atividades culturais.
Assim, no sábado, dia 4 de julho, realiza-se o tradicional desfile dos pendões. À tarde, as ruas da cidade de Miranda do Douro são animadas com as danças dos pauliteiros. E à noite, há um concerto na praça Dom João II: “Camerata & Violinos”
No serão de Domingo, 5 de julho, a Banda Filarmónica Mirandesa presenteia a população com um concerto, na praça Dom João III.
Na tarde de seis de julho, é inaugurada a exposição de pintura “Fauna do Planalto Mirandês”, na Biblioteca Municipal António Maria Mourinho.
A 7 de julho, o escritor, Henrique Manuel Pereira, apresenta na Casa da Cultura Mirandesa, o livro “As Orações de Junqueiro”, às 18h00.
No dia seguinte, 8 de julho, a biblioteca municipal é o palco do recital poético “”Flamenco com Lorca”. Ao serão, o grupo musical Trasga apresenta o seu segundo álbum, na praça Dom João III.
O dia 9 de julho é dedicado aos Antigos Combatentes do Ultramar, com a cerimónia de deposição de uma coroa de flores no monumento instalado na avendida Aranda del Duero, seguido da missa solene na concatedral de Miranda do Douro. À noite, há o concerto musical da Orquestra Ligeira do Exército.
A 10 de julho, feriado municipal em Miranda do Douro, a comemoração do Dia da Cidade inicia-se às 10h00 da manhã, com o hastear da bandeira nacional e a entoação do hino, acompanhados pela Banda Filarmónica Mirandesa. Segue-se a cerimónia no salão nobre da Câmara Municipal, com a homenagem a instituições e personalidades do concelho de Miranda do Douro. Ao serão, a alcãçova do Castelo é o palco do concerto de ópera “Visitação à Ópera Barbeiro de Sevilha”, interpretado pelo grupo Ópera na Aacademia e na Cidade.
Em Miranda do Douro, a Semana da Culura Mirandesa encerra a 11 de julho, com contos para bébes, na biblioteca municipal, a comemoração do dia de São Bento (padroeiro da diocese) e o programa televisivo Casa d’Amália, na praça Dom João III.
No comunicado, o Município de Miranda do Douro convida toda a população e os visitantes a participar na semana da Cultura Mirandesa.
Sociedade: Mais de um terço dos estrangeiros em Portugal são brasileiros
Dos 1,6 milhões de estrangeiros residentes em Portugal, 574 mil são brasileiros, numa contagem do Instituto Nacional de Estatística (INE), que indica que há mais homens do que mulheres imigrantes.
Em 2025, de acordo com os dados do INE, a população residente de nacionalidade estrangeira em Portugal “foi estimada em 1.597.539 pessoas, dos quais 913.249 (57,2%) são homens e 684.290 (42,8%) são mulheres, representando 14,0% do total da população residente”.
No que diz respeito às nacionalidades, o INE estima que em 2025 residiam em Portugal, um total de “574.195 cidadãos de nacionalidade brasileira, o que corresponde a 35,9% da população estrangeira residente”, mas do que duplicando o número em relação a 2021 (106,5%), com um acréscimo de 296.086 pessoas.
“A nacionalidade angolana era, em 2025, a segunda principal nacionalidade estrangeira, abrangendo 103.140 pessoas (6,5% do total de estrangeiros), o que representa igualmente um acentuado aumento em comparação com 2021 (33.099)”.
Seguem-se os indianos (93.683 pessoas, com 37.914 em 2021), cabo-verdianos (76.099), nepalês (56.866), cidadãos do Bangladesh (56.724) e guineenses (53.555).
A seguir a estas nacionalidades, seguem-se os ucranianos (53.555), são-tomenses (47.731), paquistaneses (39.638), cidadãos do Reino Unido (38.640), italianos (32.784), franceses (26.549), chineses (23.439) e alemães (21.635), na lista publicada pelo INE.
Numa comparação entre os dados de 2021 e 2025, segundo o INE, os são-tomenses constituem o grupo de imigrantes que mais aumentou em termos percentuais (mais 263%), seguindo-se os cidadãos do Bangladesh (230%), do Paquistão (215%) e angolanos (212%), as únicas nacionalidades que triplicaram o seu volume.
Numa análise a partir das regiões-plano (NUT2), oNorte é a região “onde reside o maior número de pessoas (3.790.554), concentrando 33,2% do total da população, seguida pela Grande Lisboa (2.415.261) e pelo Centro (1.771.259), onde residem, respetivamente, 21,1% e 15,5% da população total”.
“Em 2025, a região Grande Lisboa, onde residiam 546.419 pessoas de nacionalidade estrangeira, concentrava 34,2% do total de estrangeiros em Portugal, seguindo-se a região Norte, com 311.095 residentes de nacionalidade estrangeira e representando 19,5% do total”, pode ler-se nas conclusões do INE.
Numa análise proporcional, os Açores são a região com menor número de população estrangeira (apenas 0,6% do total) enquanto “o Algarve, com 161.556 estrangeiros, destacou-se como a região com maior peso de população estrangeira no total de residentes na região, com 27,9%”, seguindo-se Lisboa (22,6%) e Península de Setúbal (18,3%).
A vinda de imigrantes para Portugal também contribuiu para um aumento da população ativa, compensando assim a redução da população jovem.
“Entre 2021 e 2025, a proporção de jovens (população dos 0 aos 14 anos de idade) diminuiu de 13% para 12,4% da população total” e a “percentagem de pessoas em idade ativa (população dos 15 aos 64 anos de idade) aumentou, de 63,7% para 64,3%, contributo dos fluxos migratórios recentes que tendem a concentrar-se nesta idade”, refere o INE.
Ensino: Medidas do governo contrataram 6.500 professores
As medidas do Governo para responder à falta de professores permitiram atrair para a escola pública 6.500 docentes, mais do que os cerca de 4 mil que se reformaram este ano, segundo o ministro da Educação, Fernando Alexandre.
O balanço foi feito durante a audição regimental do ministro da Educação, Ciência e Inovação, ouvido pela comissão parlamentar de Educação e Ciência.
Segundo a apresentação partilhada no início da audição, as medidas introduzidas em 2024, no âmbito do plano “+ Aulas + Sucesso” permitiram, no ano letivo 2025/2026, atrair 6.543 docentes.
“Eu não tenho os dados finais das apresentações, mas estão estimadas em cerca de 4 mil. Isto quer dizer que estamos a aumentar significativamente o número de professores na escola pública”, sublinhou Fernando Alexandre.
No ano letivo que está prestes a terminar, chegaram à escola pública 5.535 novos professores e 1.008 regressaram ao sistema, pelo menos um ano após terem saído.
Por outro lado, 2.232 professores em condições de se reformarem aceitaram prolongar a carreira e foram contratados 227 docentes do ensino superior ou investigadores doutorados.
Outra das medidas para atrair e reter professores na escola pública foi a criação de um apoio à deslocação, para docentes colocados em escolas longe de casa, e que chegou, este ano, a 7.122 profissionais.
Durante a intervenção inicial, Fernando Alexandre fez ainda o ponto de situação do processo de recuperação do tempo de serviço congelado durante o período de intervenção da ‘troika’, que já beneficiou 89.922 professores.
Segundo o balanço feito pelo ministro, antes da recuperação integral do tempo de serviço, aprovada em 2024, apenas 32% dos professores estavam posicionados no 7.º escalão da carreira docente ou acima, percentagem que subiu para 63% após a segunda fase do processo, concluída em junho.
Venezuela: «A esperança também chega através de si» – Cáritas
A Cáritas Portuguesa lançou uma campanha nacional de recolha de fundos, para apoiar a população venezuelana, na sequência dos sismos de 24 de junho, que provocaram até ao momento cerca de 2 mil mortos, incluindo 68 cidadãos nacionais ou lusodescendentes.
“Num país já marcado por uma crise humanitária prolongada, este desastre agrava vulnerabilidades e aumenta o sofrimento da população”, adverte a organização humanitária, em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.
A nota apela à solidariedade perante o rasto de destruição no país, referindo que as condições de segurança no terreno estão reunidas para que a ajuda seja canalizada “de forma eficaz e responsável”.
“Como em anteriores emergências, a Cáritas reforça que as doações financeiras são a forma mais eficaz de apoiar esta resposta, permitindo intervenções rápidas e adaptadas às realidades locais”, indica a instituição.
Os donativos podem ser feitos através dos seguintes meios de doação:
“Estamos a responder à emergência, mas a situação acaba por colapsar ainda mais um país que já vinha com muitas sequelas”, alertou a diretora nacional da Cáritas Venezuela, em declarações enviadas aos jornalistas.
Janeth Márquez sustentou que a catástrofe natural veio agravar o impacto da crise prolongada que atinge a nação há mais de uma década, provocando a falência dos sistemas de saúde e da segurança alimentar perante “uma emergência sobre outra emergência”.
A responsável advertiu que os danos estruturais, com 855 edifícios destruídos em cinco estados diferentes, deixaram desprotegidas e sem acesso a bens essenciais não apenas as vítimas diretas, mas também as populações das áreas circundantes.
A Cáritas da Venezuela assumiu o enorme desafio logístico de canalizar o fluxo solidário com ordem e método, estruturando o planeamento no terreno para que a chegada de donativos “seja um serviço e não se converta num problema”.
A rede de ação social da Igreja Católica avisou que os recursos atualmente disponíveis cobrem apenas a fase inicial da resposta, exigindo a manutenção a longo prazo das contribuições materiais e económicas para evitar que a situação se torne insustentável.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal atualizou esta terça-feira o balanço de vítimas mortais com ligação a território nacional, contabilizando 68 óbitos, entre os quais dez crianças e 58 adultos, registando ainda 74 pessoas desaparecidas.
As autoridades venezuelanas fixaram entretanto os dados globais da catástrofe em 1943 vítimas mortais, 10 571 feridos e mais de 15 800 desalojados, confirmando a realização de 6461 resgates bem-sucedidos desde o dia 24 de junho.
Miranda do Douro: Cruzeiros no rio Douro atraem centenas de turistas
Nos meses de verão, a Estação Biológica Internacional (EBI) Douro Duero, instalada junto à barragem de Miranda do Douro, recebe a visita de centenas de turistas, espanhóis, portugueses e de outras nacionalidades, interessados em descobrir a beleza natural do rio Douro, através dos cruzeiros fluviais.
A presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril, afirmou que a Estação Biológica Internacional Duero-Douro (EBI) é um dos projetos transfronteiriços mais bem sucedidos e elogiou o trabalho realizado pela direção da EBI, desde a sua fundação em 1993.
“A Estação Biológica Internacional Duero-Douro (EBI) é um ótimo exemplo de como é possível aproveitar os recursos naturais existentes: o rio Douro, a avifauna, a flora e os produtos endógenos para atrair visitantes, portugueses, espanhóis e de outras nacionalidades, a Miranda do Douro e à região do planalto mirandês”, disse Helena Barril.
Sobre os cruzeiros fluviais, a autarca mirandesa destacou a singular beleza das arribas do rio Douro, onde é possível contemplar espécies como a águia real, a cegonha preta, o britango, lontras e peixes como os barbos e as bogas.
“Em parceria, com os hotéis e restaurantes da cidade de Miranda do Douro a Estação Biológica Internacional Douro – Duero contribui com um fluxo regular de visitantes à cidade, que é muito importante para a economia local, nomeadamente para os setores da restauração, comércio e hotelaria”, justificou a autarca mirandesa.
A Estação Biológica Internacional (EBI) Douro Duero está edificada na margem portuguesa do rio Douro, junto à barragem de Miranda. Em 2006 foi oficialmente ratificada pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros da Espanha e de Portugal.
O diretor EBI, David Velasco, referiu que a missão desta organização luso espanhola é a conservação dos espaços naturais transfronteiriços, através da investigação científica, da educação ambiental, do ecoturismo sustentável e da inovação tecnológica.
“A equipa técnica da EBI é formada por espanhóis e portugueses, principalmente cientistas, biólogos e mergulhadores especializados em ecossistemas aquáticos. Todos os trabalhos de investigação e conservação de habitats e espécies, são financiadas através do ecoturismo. fundamentalmente os cruzeiros ambientais”, explicou, David Velasco.
Segundo o diretor da EBI, o impacto económico deste projeto ambiental transfronteiriço para o território, supera cada ano, os 4 milhões de euros, que revertem para a restauração, o comércio e a hotelaria da cidade de Miranda do Douro e das localidades espanholas vizinhas.
“É nos meses de julho e agosto que se regista uma maior afluência de visitantes aos cruzeiros ambientais, embora seja nas estações da primavera e no outono que os passeios de barcos são mais agradáveis, pela temperatura mais amena. Nos meses de verão, dadas as elevadas temperaturas há menos probabilidade de avistar as espécies que habitam ou nidificam nas arribas do Douro, pois também os animais se resguardam nas horas de maior calor”, explicou.
Outras das tarefas da Estação Biológica Internacional (EBI) Douro Duero são o resgate de animais e a limpeza subaquática, com o trabalho de mergulhadores, que periodicamente retiram do fundo do rio Douro resíduos, como restos de veículos, pneus, latas, plásticos, etc.
Em Portugal, a Estação Biológica Internacional (EBI) Douro Duero recebeu a Medalha de Mérito, pelo inovador modelo de sustentabilidade e o Primeiro Prémio Nacional de Turismo de Natureza.