Malhadas: Lobo mata seis ovelhas e quatro cordeiros

Malhadas: Lobo mata seis ovelhas e quatro cordeiros

Na madrugada de 21 de junho, um ataque de lobo, em Malhadas, no concelho de Miranda do Douro, matou quatro cordeiros, seis ovelhas e feriu outros quatro animais, uma realidade que está a causar prejuízos económicos aos criadores e está a condicionar cada vez mais a vida dos pastores, exigindo uma permanente vigilância aos seus rebanhos.

Na aldeia de Malhadas, Pedro Alves é criador de um rebanho de 300 ovelhas da raça churra galega mirandesa. O jovem agricultor informou que o ataque de lobo à sua exploração pecuária ocorreu na madrugada do passado Domingo, dia 21 de junho.

“Às 5h30 da manhã de Domingo fui tirar 14 ovelhas paridas do estábulo, para o pastoreio numa cerca de quatro hectares. Mas às 9h30 quando regressei deparei-me com 6 ovelhas e quatro cordeiros mortos e outras quatro ovelhas feridas”, indicou.

Segundo o criador de Malhadas, a propriedade está vedada com uma rede de dois metros de altura e arame farpado na parte superior, mas o lobo terá entrado pela parte inferior, após ter escavado o solo.

“A rede da vedação está enterrada no solo, mas o lobo mesmo assim conseguiu entrar. Após o ataque e para voltar a sair da cerca o lobo acabou por trepar a rede pois aí havia vestígios do pêlo do animal”, indicou.

Perante o ataque de lobo, Pedro Alves, ligou de imediato para o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), o que obrigou a vinda à exploração pecuária, de dois funcionários para registar a ocorrência.

Outro procedimento necessário para ser indemizado pela perda dos animais é a comunicação do prejuízo na plataforma digital do Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP).

“Com a ajuda da Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM) registámos de imediato a perda das seis ovelhas e dos quatro cordeiros para ser indemnizado pelo Ministério da Agricultura. De acordo com informações recolhidas junto de outros pastores que já foram indemnizados por ataques de lobos, o preço por animal morto é de 188 euros. E a indemnização demora cerca de quatro meses a ser paga”, disse.

Os sucessivos ataques de lobos a rebanhos no planalto mirandês está a alterar o modo de vida dos pastores, obrigando-os a uma permanente vigilância.

“A pecuária em si já é uma atividade que exige uma grande dedicação e agora com o perigo dos ataques de lobos a vida de pastor torna-se ainda mais condicionada e exige uma permanente vigilância”, lamentou.

Segundo o ICNF, O lobo-ibérico possui em Portugal o estatuto de em “perigo”, que lhe confere o Estatuto de Espécie Protegida. “A nível da União Europeia (UE), é considerado uma espécie prioritária de interesse comunitário pela Diretiva Habitats”, vincou este organismo público.

PREJUÍZOS ATRIBUÍDOS AO LOBO

Os prejuízos sobre efetivos pecuários atribuídos ao lobo são indemnizados pelo Estado Português desde a entrada em vigor da Lei n.º 90/88, de 13 de agosto - Lei de Proteção ao Lobo-ibérico.

Nesta revisão das normas aplicáveis alterou-se a abordagem que se faz ao direito à indemnização. Este modelo pretende potenciar a corresponsabilização dos proprietários de gado pela proteção do mesmo, sem pôr em causa a obrigação do Estado, de indemnizar, como compensação do risco que aqueles proprietários correm pela atividade que exercem, em áreas de presença de lobo. Institui-se um mecanismo de pagamento de indemnização que supõe o pagamento de um número limitado de prejuízos em cada ano civil, bem como uma redução do valor a pagar relativamente ao dano efetivo, à medida que aumenta o número de ocorrências.

É fixada a lista de animais passíveis de indemnização e clarificados os conceitos relativos aos requisitos de proteção a observar para que possa ser reconhecido o direito à indemnização, a título de exemplo a tipologia do cão de proteção de gado.

Outra alteração significativa prende-se com a transferência do pagamento das indemnizações do ICNF, para o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, de forma a aumentar a eficácia administrativa, proporcionado ainda uma maior acessibilidade no acompanhamento do processo por parte dos interessados.

Espera-se com este conjunto de medidas potenciar a coexistência da atividade pecuária com a presença de lobo.

De forma a melhor esclarecer sobre a implementação destas medidas, é disponibilizado um folheto informativo destinado aos criadores de gado em área de lobo.

Fonte: ICNF

Sendo reconhecida a importância do lobo-ibérico no equilíbrio natural dos ecossistemas, na valorização e diferenciação do território, para além da aposta num melhor conhecimento da espécie junto da população, Portugal tem estado comprometido em conciliar a sua conservação com a presença e as atividades humanas.

Existem diversas medidas de proteção da espécie, entre as quais se destacam as indemnizações por danos causados pelo lobo-ibérico, e ainda vários projetos que apoiam os criadores de gado e incentivam medidas de proteção, como o uso de cães de gado de raças autóctones (projeto desenvolvido pelo ICNF, desde os anos de 1990, e pelo Grupo Lobo e Rewilding Portugal mais recentemente).

Em julho de 2025, foi apresentado o Programa Alcateia 2025-2035, de proteção do lobo-ibérico, que tem para este ano um orçamento de 3,3 milhões de euros e contempla a revisão das indemnizações por ataques de lobos a gado, aproximando-as dos valores de mercado.

HA | Fotos: PA

Malhadas: Concurso de bovinos mirandeses reuniu os criadores e selecionou os melhores animais

Malhadas: Concurso de bovinos mirandeses reuniu os criadores e selecionou os melhores animais

A 24 de junho, o mercado de gado, em Malhadas, voltou a ser o recinto do Concurso Concelhio de Bovinos de Raça Mirandesa, um certame que todos os anos reúne os criadores desta raça autóctone da Terra de Miranda e seleciona os melhores animais para participar no concurso nacional, agendado para o final de agosto.

O concurso é uma iniciativa do município de Miranda do Douro, e a presidente, Helena Barril, acompanhou mais uma vez de perto, o certame, dada a sua paixão pelo mundo rural, pela natureza e pelas raças autóctones da Terra de Miranda.

“Nas aldeias, sou uma apaixonada por esta simbiose que se criou entre o homem e os animais e que felizmente temos conseguido preservar ao longo dos anos. Por isso mesmo, o município de Miranda do Douro continua muito empenhado em organizar estes concursos e premiar os criadores de bovinos, de ovinos, cães de gado transmontanos e asininos. Este concurso é também um dia de encontro e de convívio entre os criadores de bovinos de raça mirandesa”, justificou.

A autarca mirandesa, Helena Barril, destacou ainda o importante papel da pecuária na fixação de pessoas nas aldeias, na criação de empregos e na limpeza da vegetação dos campos.

Por sua vez, Micaela Igreja, presidente da Freguesia de Malhadas, expressou a sua alegria pela afluência de público à aldeia, para participar e/ou acompanhar o concurso concelhio de bovinos de raça mirandesa.

“Todos os anos é com enorme alegria que a população de Malhadas acolhe a vinda de centenas de pessoas, criadores e público, para acompanhar o concurso de bovinos. Felicito de um modo particular os criadores do concelho de Miranda do Douro, que com o seu trabalho árduo e diário, continuam a preservar esta raça autóctone e tão identitária da Terra de Miranda”, disse a jovem autarca.

Este ano, participaram no Concurso Concelhio de Bovinos de Raça Mirandesa 36 animais, pertencentes a sete criadores das localidades de Malhadas (4), São Pedro da Silva (2) e Fonte Ladrão (1).

O criador de bovinos, Celso Martins, de São Pedro da Silva, foi um dos mais premiados no concurso deste ano. Na sua exploração pecuária, o jovem agricultor trata atualmente de meia centena bovinos de raça mirandesa.

“Para mim, é um gosto e satisfação participar nestes concursos, pois é uma oportunidade de mostrar os animais e ser reconhecido pelo trabalho que realizamos ao longo de cada ano. Outro propósito deste concurso é valorizar e promover a raça de bovinos mirandeses”, disse.

Já a criadora de bovinos mirandeses, Ana Gonçalves Fidalgo, de Malhadas, levou a concurso quatro animais, que disse serem um legado geracional, pois a tradição de criar esta raça tem passado na sua família, de geração em geração.

“O meu avô era criador de vacas mirandeses e como herança repartiu os animais pelos filhos, para que dessem continuidade a esta raça. As atuais quatro vacas que tenho são descendentes desses animais do meu avô. Na minha família não criamos animais em quantidade, mas sim num pequeno número, o que nos permite domesticar e tratar melhor os animais. A nossa finalidade é criar bovinos de raça mirandesa para procriação e não para abate”, disse.

Sobre o atual momento da raça, João Choupina, presidente da Associação de Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa (ACBRM), indicou que apesar dos problemas inerentes à atividade pecuária, os criadores têm conseguido manter o efetivo de animais no solar da raça, que compreende os concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso e Vinhais.

“Nos seis concelhos do solar da raça mirandesa temos conseguido manter o número de animais. A verdade é que a pecuária é uma atividade onerosa, com muitas despesas que se agravaram com o aumento dos preços dos combustíveis, da maquinaria agrícola, dos fertilizantes e das rações. Isso leva à desistência de alguns criadores e à redução do número de animais na sua exploração”, disse o dirigente associativo.

Questionado se a pecuária é uma atividade económica rentável, o também criador, João Choupina, indicou que atualmente a Cooperativa Agrocpecuária Mirandesa está a pagar 8€/quilo os vitelos, para abate e transformação em carne mirandesa.

“Tendo em conta, o trabalho e as despesas gostaríamos de ter uma maior margem de lucro. Mas na pecuária, amiúde, trabalha-se mais por paixão do que pelo lucro”, disse.

Da Cooperativa Agropecuária Mirandesa, o presidente, António Manuel Galego Luís, indicou que atualmente há mais de 300 criadores desta raça, o que assegura a existência de animais para abate e a transformação de carne mirandesa para comercialização.

“A carne mirandesa certificada com Denominação de Origem Protegida (DOP) é o expoente máximo da criação desta raça de bovinos. Com excecional tenrura e suculência, aromas e sabores, a carne mirandesa dá origem a uma grande variedade de produtos, entre os quais se destaca a famosa Posta Mirandesa”, disse.

O secretário técnico da Associação Nacional de Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa (ANCBRM), Valter Raposo, indicou que o concelho de Miranda do Douro continua a ser aquele que tem maior número de animais, nas 50 explorações pecuárias existentes no concelho..

“Desde 2022, no solar da raça registou-se uma ligeira diminuição do número total de bovinos de raça mirandesa, devido ao aumento dos custos de produção e à redução dos apoios do ministério da Agricultura. O concelho de Miranda do Douro continua a ser o que tem maior número de animais, onde existem mais de 1000 fêmeas de raça mirandesa”, precisou.

Sobre as doenças que atualmente afetam esta raça de bovinos, Walter Raposo indicou que o surto da doença hemorrágica está controlado, mas recentemente surgiu a doença de dermatose na região da Catalunha e em França, uma enfermidade que diz ser “contagiosa e de difícil controlo”.

No final do mês de agosto (fim-de-semana de 29 e 30 de agosto), realiza-se em Macedo de Cavaleiros, o Concurso Nacional de Bovinos de Raça Mirandesa. Este certame reúne os criadores dos concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso e Vinhais, que levam a concurso os animais premiados nos vários concelhos.

HA



Cicloturismo: “Pedalando Entre Fronteiras” a 28 de junho

Cicloturismo: “Pedalando Entre Fronteiras” a 28 de junho

No Domingo, dia 28 de junho. a prova de cicloturismo “Pedalando Entre Fronteiras” regressa às aldeias de Rio de Onor (Bragança) e Rihonor de Castilla (Espanha), trata-se de um passeio de bicicleta na natureza que incentiva a mobilidade sustentável.

A iniciativa promovida pelo município de Bragança integra o projeto de cooperação transfronteiriço “IBERLOBO_ON_BIKE”, que tem vindo a promover a valorização dos territórios da raia nordestina, através de atividades ligadas ao turismo sustentável, ao património natural e à cooperação ibérica.

Com participação gratuita, o evento está concebido para famílias, amantes da bicicleta e entusiastas das atividades ao ar livre, proporcionando uma experiência única num dos mais emblemáticos territórios da raia luso-espanhola, entre Rio de Onor e Rihonor de Castela, que constituem um dos mais singulares exemplos de convivência transfronteiriça da Península Ibérica.

O projeto IBERLOBO_ON_BIKE procura reforçar essa ligação histórica, incentivando a descoberta de um espaço onde a natureza, o património e a identidade comum continuam a unir Portugal e Espanha.

Fonte: Lusa | Imagem: MB

Carrazeda de Ansiães: Festival dedicado aos vinhos e gastronomia do Douro

Carrazeda de Ansiães: Festival dedicado aos vinhos e gastronomia do Douro

No fim de semana de 27 e 28 de junho, Carrazeda de Ansiães promove a 1.ª edição do Festival de Vinhos e Sabores de Foz Tua, que pretende harmonizar os vinhos da região do Douro com a gastronomia.

O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, disse que este Festival nasce com o intuído de valorizar o vinho e toda a Região Demarcada do Douro (RDD) e de o harmonizar com a gastronomia local.

“Este é uma oportunidade de divulgarmos os produtos de excelência do concelho e de toda a região [do Douro] visto que uma das principais atividades locais é o cultivo de vinho do Porto e vinhos de mesa do Douro”, explicou o autarca de Carrazeda de Ansiães-

O concelho de Carrazeda de Ansiães integra a Região Demarcada do Douro e o vinho é um dos três produtos âncora do concelho, onde existem 2.800 hectares de vinhas, trabalhadas por 1.200 viticultores.

“As vinhas de Carrazeda de Ansiães são cultivadas nas encostas do Douro e do Tua e produzem vinho do Porto, mas também vinhos Denominação de Origem Controlada (DOC) com a qualidade reconhecida a esta região”, indicou João Gonçalves.

Para o autarca duriense, “o peso na identidade cultural do vinho e da gastronomia e a sua importância na paisagem e na economia revestem este Festival de particular relevância, contribuindo para a dignificação do setor vitivinícola e para a promoção de um certame dedicado ao vinho e à gastronomia”.

“Apresentamos um cartaz que, para além da exposição permanente de vinhos e produtos da terra, com provas de degustação incluídas, prevê animação constante e onde marcam presença 12 expositores do concelho como o melhor da gastronomia regional”, indicou.

Paralelamente, esta iniciativa do município de Carrazeda de Ansiães visa promover a harmonização dos vinhos com a gastronomia local, valorizando os produtos endógenos do território e a tradição culinária, proporcionando experiências autênticas de degustação e convívio.

“Trata-se de uma união [vinhos e gastronomia] capaz de dinamizar a economia local, através da promoção de produtores, restauração, turismo e demais agentes ligados ao setor, potenciando o impacto económico e a atração de visitantes”, indicou a organização.

Por fim, este evento procura consolidar-se como uma referência cultural e turística, reforçando a atratividade do território, a valorização do património duriense e o reconhecimento do concelho enquanto destino associando excelência vínica e gastronómica.

Quanto ao programa festivo, na sexta-feira há um ‘showcooking’ com o Chef David Félix, animação musical com DJ Rebelo, Undercovers e DJ Xanow. Já no sábado está programado outro ‘showcooking’ desta vez com o Chef com estrela Michelin Óscar Geadas e António Gonçalves, atuações de Dj Cherby, Berg e DJ Piri del Mar.

A Região Demarcada do Doutro foi instituída em 10 de setembro de 1756, pelo Marquês de Pombal e classificada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como Património Mundial da Humanidade

Fonte: Lusa | Imagem: MCA

Bragança-Miranda: Sessão sobre o Acolhimento Familiar de Crianças e Jovens

Bragança-Miranda: Sessão sobre o Acolhimento Familiar de Crianças e Jovens

O Centro Social Nossa Senhora de Fátima, em Macedo de Cavaleiros (Diocese de Bragança-Miranda) organiza, esta quinta-feira, 25 de junho, pelas 18h30, uma sessão informativa sobre o acolhimento familiar de crianças e jovens.

A sessão realiza-se no Centro Dom Abílio Vaz das Neves e consiste na apresentação da medida de acolhimento familiar e abordagem sobre os passos do processo de candidatura.

O Centro Social Nossa Senhora de Fátima é uma instituição da congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, com sede em Macedo de Cavaleiros.

A sessão dedicada ao acolhimento familiar é gratuita e aberta a todos os cidadãos.

Fonte: Ecclesia

Fauna: Autorizada caça à rola-comum na época venatória 2026/27

Fauna: Autorizada caça à rola-comum na época venatória 2026/27

A caça à rola-comum (Streptopelia turtur) volta a ser autorizada durante a época venatória de 2026/27, na sequência de deliberação do Conselho Diretivo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

A decisão do surge após a confirmação científica de que a evolução populacional da espécie continua compatível com o exercício sustentável da atividade cinegética, dando continuidade ao modelo de gestão adaptativa implementado após quatro anos de moratória.

Recorde-se que a Portaria n.º 222-A/2025/1, que procedeu à segunda alteração da Portaria n.º 67/2024, veio estabelecer a possibilidade de exercício da caça à rola-comum nas épocas venatórias de 2025-2026 e 2026-2027, desde que a situação populacional da espécie o permitisse. Essa condição foi agora novamente validada para a presente época venatória.

Durante a 12.ª reunião da Task Force on the Recovery of Birds do Expert Group on the Birds and Habitats Directives, realizada em maio, o consórcio científico responsável pelo acompanhamento da recuperação da espécie apresentou os mais recentes dados populacionais e os resultados da época de caça de 2025.

As conclusões apontam para a continuação da recuperação da rola-comum no corredor migratório ocidental, onde Portugal se insere, bem como para a fiabilidade dos mecanismos de regulação, monitorização e controlo da caça implementados.

Com base nos dados do Sistema Pan-Europeu de Monitorização de Aves Comuns, os especialistas consideram possível aumentar a quota global de abate para 150 mil rolas em 2026, correspondente a 1,5% da população estimada para o corredor migratório ocidental, sem comprometer o processo de recuperação da espécie. Deste total, 15 mil exemplares correspondem à quota atribuída a Portugal.

Perante estes resultados, o ICNF concluiu que continuam reunidas as condições que garantem a compatibilidade entre a evolução populacional da espécie e a sua exploração cinegética, permitindo assim a renovação da autorização para a caça à rola-comum na época venatória de 2026-2027.

A deliberação agora publicada estabelece os períodos de caça, os limites de abate e os critérios de seleção dos locais onde a atividade poderá decorrer, que podem ser consultados em https://icnf.pt/caca/calendariovenatorio .

Adicionalmente, o ICNF informa que já se encontram abertas as candidaturas das zonas de caça interessadas em integrar o regime de caça à rola-comum na época venatória de 2026-2027. As candidaturas decorrem até 30 de junho e devem ser submetidas através da plataformaRegROLA, disponível no portal do ICNF.

A rola-comum é uma espécie com elevado valor cinegético e de conservação, sendo este um dos primeiros exemplos de aplicação bem-sucedida da gestão adaptativa a um recurso cinegético, conciliando a recuperação populacional da espécie com a sua exploração sustentável.

Fonte: Agroportal | Foto: Flickr

Meteorologia: Distrito de Bragança sob aviso amarelo devido ao calor

Meteorologia: Distrito de Bragança sob aviso amarelo devido ao calor

Os distritos de Bragança, Guarda e Vila Real estão esta quarta-feira, dia 24 de junho, sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Nos três distritos do norte de Portugal, o IPMA informa que o aviso está em vigor pelo menos até às 18:00, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

O aviso amarelo é o menos grave de uma escala de três e é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O instituto explica que o calor se deve à influência de uma crista anticiclónica sobre a Península Ibérica e uma depressão a oeste do continente, que resulta na chegada de uma massa de ar quente vinda do norte de África.

No continente, as temperaturas máximas devem oscilar entre os 22ºC na faixa costeira ocidental e os 35ºC no interior.

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

Braga: Festa de São João é «de cariz popular» e uma «oportunidade pastoral» para a Igreja

Braga: Festa de São João é «de cariz popular» e uma «oportunidade pastoral» para a Igreja

O padre Sérgio Torres, da Arquidiocese de Braga, reconhece a celebração do São João como uma festa de “cariz popular”, “pontuada por momentos religiosos”, mas que hoje ajuda a unir comunidades e a aproximar pessoas.

“Acredito que estas coisas até nos façam muita falta neste tempo em que estamos a falar de tanta falta de alma, de tanta falta de espírito, porque é tudo tão mecânico, é tudo tão artificial, não é? Mais do que nunca fará falta para a nossa convivência social”, assinala à Agência ECCLESIA o Diretor do Secretariado Diocesano de Pastoral na Arquidiocese de Braga.

O responsável reconhece a organização, “em paróquias ou comunidades”, de “novenas de pregação e componentes mais religiosas”, mas fala de uma dimensão na festa social e popular que leva as pessoas a interagir e as coloca em relação.

“Nós conseguimos no adro da igreja, criar um ambiente também de festa que permite desenvolver sentido comunitário. São formas necessárias de irmos ao encontro das pessoas de hoje”, conta.

O responsável assinala a tradição que se foi instituindo de, a cada ano, a paróquia de São Vítor organizar a celebração de São João, no seu espaço comunitário, proporcionando espaço de conhecimento comunitário e de angariação de fundos.

“Estas festas podem ser motivos de evangelização e de purificação. São oportunidades para criarmos uma relação diferente, também nos darmos a conhecer, nos apresentarmos e mostrarmos às pessoas que esta forma de presença no mundo é também uma forma de hospitalidade e acolhimento. Às vezes pode ser visto só para isto, nem que seja para dizer, estamos aqui. A pastoral concretiza-se quando não perdemos uma única oportunidade”, sublinha.

A celebração do São João, na cidade de Braga, tem início dias antes da noite de 23 para 24 de junho, havendo lugar para “novenas”, construção de cascatas, e celebrações litúrgicas que celebram a vida do santo.

“A chamada Capela da Ponta, onde fica a imagem do São João Batista, tem sempre celebração; aproveitamos que o rio Oeste cruza a avenida da Liberdade e ai situa-se uma cascata que recorda o batismo de Jesus por São João Batista e naturalmente que as paróquias interagem com as celebrações religiosas”, traduz.

O padre Sérgio Torres dá conta de “meio milhão de pessoas” que chegam a Braga por ocasião do São João, à procura de uma “festa com muita diversão”.

“A festa é quase de oito dias porque Braga também tem muita vitalidade em termos de música, de festa popular, de arranjos folclóricos, de bandas de música; há um programa mais extenso que vai envolvendo tudo isto, e na própria Avenida de Liberdade, que é uma das avenidas principais da cidade de Braga, numa série de lojinhas vendem produtos e vão provocando grande movimentação”, conta.

“No dia de manhã de São João, há o Cortejo das Ervas, que encena alguns momentos bíblicos, mas depois a grande festa mais religiosa, para além da celebração que é feita nessa capela, São João Batista, no Parque da Ponte, acontece no complexo do Estádio 1º de Maio, e há ainda uma procissão relativa ao São João, essa sim atravessa mesmo o centro da cidade”, apresenta.

João Baptista é o único santo, com a Virgem Maria, de quem a Liturgia católica celebra o nascimento, sendo apresentado como o “precursor” de Cristo.

A celebração de São João Batista leva todos os anos milhares de pessoas às ruas de várias localidades portuguesas, em particular em Braga e no Porto, onde se interligam a dimensão popular dos festejos  – festa de solstício com manifestações próprias da religiosidade natural -e a mensagem cristã transmitida pelo santo.

Fonte e foto: Ecclesia

Algoso: Festa em honra de São João Batista

Algoso: Festa em honra de São João Batista

A aldeia histórica de Algoso celebra a festa em honra de São João Batista, num programa que começa a 23 de junho com uma sardinhada comunitária e no dia seguinte, 24 de Junho, celebra-se a missa solene e a recria-se a segada, a tradicional ceifa ou colheita dos cereais, um trabalho agrícola caraterístico do verão.

Em Algoso, a festa dedicada a São João Batista inicia-se ao final da tarde desta terça-feira, dia 23 de junho, com uma sardinhada convívio. Ao serão há arraial com o grupo musical L’s Sorriagos.

No dia seguinte, 24 de junho, a festa prossegue com o peditório pelas ruas da aldeia de Algoso, animado pelos gaiteiros de AlgUva. Às14h00, inicia-se a procissão da capela de São João Batista para a igreja matriz, onde se celebra a missa solene. No final da celebração religiosa, realiza-se a procissão de regresso à capela de São João Batista.

A festa em Algoso continua durante a tarde e termina com a recriação da segada, o trabalho agrícola da ceifa ou colheita dos cereais (trigo e centeio), com o desfile dos segadores e a merenda.

São João Batista

No dia 24 de junho, várias localidades do norte de Portugal celebram com muita devoção a solenidade do Nascimento de São João Batista.

João era primo de Jesus, concebido tardiamente, por Zacarias e Isabel, ambos descendentes de famílias sacerdotais: o seu nascimento aconteceu cerca de seis meses antes do Natal de Cristo, segundo o episódio evangélico da Visitação de Maria a Isabel.

João foi quem anunciou Jesus aos primeiros discípulos, indicando-O como a Luz do mundo!

São João Batista morreu como profeta e mártir. Considerado um homem "justo e santo" (At 3,14) foi condenado à morte por Herodes, pela sua liberdade de expressão e fidelidade à verdade.

HA

Barrocal do Douro: Corrida de Carrinhos de Rolamentos a 4 e 5 de julho

Barrocal do Douro: Corrida de Carrinhos de Rolamentos a 4 e 5 de julho

No fim-de-semana de 4 e 5 de julho e pelo segundo ano consecutivo, a estrada do Barrocal do Douro até à barragem de Picote, recebe a 13ª Corrida de Carrinhos de Rolamentos do Campeonato de Portugal, uma prova que tem como atrativos a descida de 2,6 quilómetros e as sucessivas curvas, que oferecem emoção e adrenalina aos pilotos e ao público.

O presidente da Freguesia de Picote, Jorge Lourenço, justificou a aposta nesta modalidade desportiva, devido à história e afeição da população do Barrocal do Douro (e de outras localidades do concelho de Miranda do Douro) pelos carrinhos de rolamentos

“Antigamente, as corridas de carrinhos de rolamentos eram uma brincadeira muito comum no Barrocal do Douro, dadas as condições propícias da estrada até à barragem de Picote. Os quase três quilómetros de descida e as sucessivas curvas tornam esta corrida muito apetecível para os aficionados desta modalidade. Dada a existência destas condições ímpares decidimos trazer uma prova do Campeonato de Portugal de Carrinhos de Rolamentos para o Barrocal do Douro”, justificou o autarca picotês.

A nível nacional, esta competição é organizada pela associação Trilhos do Zêzere e a prova no Barrocal do Douro é a 13ª do calendário anual. Este ano já se realizaram corridas na Sertã, Penela, Castanheira de Pêra, Braga, Pombal, Meda, Valpaços, Proença-a-Nova, Santa Comba de Rossas, Barcelos, Amadora e Guarda.

“Este ano, a corrida vai ter uma distância ainda maior, com 2,6 quilómetros de descida, desde a partida localizada junto ao atual Centro de Acolhimento Juvenil do Barrocal do Douro até à meta instalada junto à central hidroelétrica da barragem de Picote”, informou Jorge Lourenço.

De acordo com o programa, no dia 4 de julho realizam-se os treinos e a corrida de apuramento para a seleção da grelha, em cada categoria.

No Domingo, dia 5 de julho, os treinos antecedem a corrida, cuja partida está marcada para as 15h00.

No ano passado, o representante da organização “Trilhos do Zêzere”, Luís Dias, destacou as excelentes condições do Barrocal do Douro para as corridas de carrinhos de rolamentos.

“No Barrocal do Douro existe uma pista longa de 2,6 quilómetros, com curvas que exigem a habilidade e a perícia técnica dos pilotos. Esta prova proporciona momentos de diversão, emoção e adrenalina aos participantes e ao público”, disse.

Tal como em 2025, na corrida deste ano, no Barrocal do Douro, a organização espera a participação de meia centena de pilotos, que vão competir nas várias categorias de: Tradicionais, Classe A, Alterados, Trikes e Ladies.

“A corrida é também aberta à participação do público, com o objetivo de recordar memórias e brincadeiras de outros tempos e captar novos praticantes para o campeonato nacional de Corridas de Rolamentos”, informa a organização.

Para participar, o público pode construir carrinhos de rolamentos com materiais como a madeira, ferro e outros metais, borracha e corda.

“O mais comum é construir o carrinho com uma tábua de madeira, com os quatro rolamentos, um corda e umas borrachas para ajudar a travar. Nas corridas, os pilotos são obrigados a utilizar equipamentos de proteção como o capacete, as luvas, fato e botas, para minimizar algum risco”, explica a organização.

O público que pretenda participar na Corrida de Carrinhos de Rolamentos e Trikes (CNCR), no Barrocal do Douro, pode inscrever-se através do site www.CNCR.PT. Para saber mais sobre a prova pode contatar o número 919 675 275.

Segundo o regulamento, a inscrição tem um custo de 15€ (com direito a dorsal, seguro e logística), se for efetuada oito dias antes da prova. Já as inscrições fora do período obrigatório ou no próprio dia, tem um custo de 18€.

No Barrocal do Douro, a Corrida de Carrinhos de Rolamentos conta com os apoios da Junta de Freguesia de Picote e da Câmara Municipal de Miranda do Douro.

O autarca de Picote acrescentou que outro objetivo desta prova desportiva é a promoção do património natural e cultural da freguesia, onde se destacam os miradouros da Fraga do Puio e da Barragem de Picote, o Ecomuseu Terra Mater e o complexo arquitectónico do Moderno Escondido, no Barrocal do Douro”.

“No fim-de-semana de 4 e 5 de junho, esperamos que este evento desportivo atraia publico ao Barrocal do Douro e a Picote e no decorrer da estadia, os visitantes aproveitem para usufruir dos vários locais de interesse natural, paisagístico e cultural que existem na freguesia. Um dos locais de interesse turístico é o o complexo arquitetónico do Moderno Escondido, que foi selecionado para a final regional do concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, recomendou o autarca de Picote.

HA