Futsal: Casa do Benfica de Alfândega da Fé é o novo campeão distrital de futsal

Futsal: Casa do Benfica de Alfândega da Fé é o novo campeão distrital de futsal

A Casa do Benfica de Alfândega da Fé é o novo campeão distrital de futsal, ao vencer o Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD), por expressivos 6-1, no segundo jogo da final do playoff, disputado em Alfândega da Fé, a 8 de maio.

Recorde-se que no primeiro jogo, realizado em Miranda do Douro, a 1 de maio, os alfandeguenses também venceram os mirandeses por 3-5, o que facilitava o caminho para a conquista do primeiro título distrital na modalidade.

Perante a derrota, a equipa mirandesa tinha mesmo de ganhar este segundo jogo, em Alfândega da Fé, para adiar a decisão para um terceiro jogo.

Em Alfândega da Fé, os mirandeses até começaram melhor e aos 16 minutos, Léo fez o 0-1. No entanto, antes do intervalo, os alfandeguenses empataram por intermédio de Rui Tavares (1-1).

Na segunda metade do jogo, a Casa do Benfica de Alfàndega da Fé foi bem mais eficaz e dilatou a vantagem para o 6-1 final.

Com esta dupla vitória na final do playoff, a Casa do Benfica de Alfândega da Fé conquistou o seu primeiro título distrital de futsal. O Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD), após ter conquistado os últimos três campeonatos, não conseguiu revalidar o título de campeão.

Fonte e foto: AFB

Fátima: «Peregrinar é encontrar-me comigo e com Deus» – padre Cláudio Silva

Fátima: «Peregrinar é encontrar-me comigo e com Deus» – padre Cláudio Silva

O padre Cláudio Silva, da Diocese do Porto, está a acompanhar espiritualmente um grupo de 300 pessoas, na peregrinação até ao Santuário de Fátima, para as celebrações de 13 de maio e afirma que esta experiência é uma oportunidade de encontro de cada pessoas consigo mesma e com Deus.

“Acompanho este grupo, Travanca-Amarante, por uma questão afetiva e porque também, como me sinto peregrino, preciso de um grupo para participar e por isso juntámos os dois em um”, afirmou o sacerdote, em declarações à Agência ECCLESIA, esta quinta-feira, em Anadia, Aveiro.

Este é o quarto ano em que o pároco de Alpendorada realiza a experiência a pé até à Cova da Iria, com um conjunto de 300 peregrinos e 70 voluntários que se dividem equipas de apoio logístico, assistência médica, distribuição de alimentação e transporte de bagagens.

“É diferente de ir uma só pessoa, é diferente de ir um pequeno grupo, somos uma família. É o que sentimos, porque isto passa de ano para ano e ao longo do ano, mesmo não estando juntos, todos nos voltamos a ver, a rever e a sentir a experiência que foi feita na peregrinação”, assinalou o padre Cláudio Silva.

A nível espiritual, o sacerdote destaca que a estes peregrinos “não falta nada”, descrevendo que existem momentos de confissão, Eucaristia e Adoração.

Ao longo dos muitos quilómetros, o padre Cláudio conta que se aproxima de cada um, individualmente, para perceber os sentimentos, dúvidas, e muitos deles desabafam.

“Há revoltas, há sentimentos de tristeza, há gratidão e tudo isso preenche também o coração de um padre, porque, no fundo, sentimos que aquilo que é o próprio do padre aqui se realiza”, disse.

O pároco relata que, durante a peregrinação, às vezes, são os próprios peregrinos que dizem: ‘Precisava de falar consigo’.

Quando chegamos ao sítio onde vamos dormir, é este o tempo, há o caminho, mas também aqui, enquanto uns vão fazer tratamento aos pés, aos músculos, eu faço à alma e ao espírito, converso, vêm ter comigo e tentamos”.

Ao longo dos dias de caminhada até Fátima, o padre Cláudio Silva afirma que é possível que consiga “falar um a um com todos”.

“Peregrinar é encontrar-me comigo e com Deus”, referiu.

O Grupo de Peregrinos a Pé Travanca-Amarante partiu na terça-feira, 5 de maio, e conta chegar ao Santuário de Fátima na segunda-feira, no dia 11.

Sofia, de 42 anos, é um does elementos, cumprindo este ano a segunda peregrinação até à Cova da Iria.

“O ano passado e este ano é como promessa. Mas se não tivesse promessa, voltava novamente, porque é uma sensação única que uma pessoa repete sempre. Quem vem a primeira vez, quer vir sempre a segunda, pelo menos”, testemunhou.

Para a peregrina, tudo no caminho até Fátima é enriquecedor, contudo o “grupo é a melhor coisa”, realçando a união que se vive: “Nós fazemos amigos que levamos para a vida”.

“É bom, ajudamo-nos todos uns aos outros. Quando se precisa de um sorriso, dá-se um sorriso. Precisa de um abraço, dá-se um abraço. Ajudamos nos momentos difíceis, ajudamo-nos todos uns aos outros. Acabamos por ficar a ser uma família”, salienta.

Para Sofia, peregrinar “é um momento de fé”, enfatizando que se vivem muitos sentimentos ao longo do caminho.

“Se temos uma noção das coisas, a partir da peregrinação é totalmente diferente. Ficamos com muito mais fé”, afirmou.

A Peregrinação Internacional Aniversária de Maio assinala a primeira aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos, na Cova da Iria, e este ano é presidida por D. Rui Valério, patriarca de Lisboa.

O Santuário da Cova da Iria divulgou que estavam inscritos, até ao momento, 138 grupos de peregrinos, dos cinco continentes, num total de 6301 pessoas.

Fonte e fotos: Ecclesia

Olivicultura: Produção de azeite quintuplicou nos últimos 26 anos

Olivicultura: Produção de azeite quintuplicou nos últimos 26 anos

Em Portugal, a produção de azeite quintuplicou nos últimos 26 anos, sendo que o setor que na última campanha atingiu as 160 mil toneladas, ainda pode crescer em quantidade e valor, indicaram diversos especialistas, reunidos em Moura.

“Desde o início do século até aos dias de hoje [ou seja, a este ano], quintuplicámos a produção nacional, em média”, realçou o presidente do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL), Manuel Norte Santo.

Em declarações no Congresso Nacional do Azeite, que decorreu a 8 de maio, em Moura, no distrito de Beja, o responsável lembrou que, na campanha de 2025-2026 a produção de azeite em Portugal atingiu as 160 mil toneladas.

Segundo o mesmo responsável, esta quantidade representa, “tendo em conta o valor médio a que está a ser comercializado o azeite a granel, 700 milhões de euros” para o país.

Manuel Norte Santo precisou que “mais de 50%” do azeite produzido ainda é comercializado a granel, sobretudo para exportação, mas sustentou o CEPAAL está apostado em criar “uma valorização superior deste azeite”, através da criação “de uma marca ‘chapéu’ de azeite português”.

Desta forma, será possível que esta marca seja “mais valorizada e tenha mais projeção, para que estes 700 milhões se possam manter em Portugal e se comercialize mais com o carimbo de azeite português”, vincou.

“O que pretendemos é que estes mais de 50% não sejam vendidos a granel, mas sim que sejam embalados, que sejam vendidos, que estejam nas prateleiras com a marca de azeite nacional, ficando cá essa mais-valia, ao invés de ficar em Espanha ou Itália”, esclareceu.

O setor oleícola tem vivido “uma transformação muito grande a nível da produção, seja no olival como nos lagares, que são de última geração”, realçou, mas o país “muitas vezes ignora esta vantagem comercial, este valor económico que pode reter com a criação de marcas”.

E, em termos de área de plantação desta fileira, segundo o presidente do CEPAAL, também houve “um grande crescimento”. Portugal tem agora “3,5 mil hectares de olival, grande parte no Alentejo, especificamente no Baixo Alentejo”, graças ao perímetro de rega criado pelo projeto da albufeira do Alqueva.

“Há ainda um crescimento que pode acontecer, existe potencial para isso. A questão é também conseguirmos, em outras áreas do nosso território, fazer aquilo que está a ser feito no Baixo Alentejo”, disse.

Também à margem do congresso, integrado na Feira Nacional de Olivicultura – Olivomoura, Gonçalo Moreira, gestor de projetos da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, realçou que, apesar dos 10% de quebra de produção de azeite deste ano, face a 2025, estão sempre a entrar em produção “novos olivais e novas áreas produtivas”.

“Nós fomos o primeiro país do mundo a trocar olival moderno por olival ainda mais moderno. Nos últimos anos, temos vindo a assistir a uma reconversão de olival em vaso, que é um olival que teria até 800 árvores por hectare, por olivais em sebe, que têm mais e uma muito maior capacidade produtiva”, argumentou.

Por isso, Gonçalo Moreira disse acreditar que, “muito em breve”, com estas novas áreas em sebe, a curva da produção “voltará a crescer, como aconteceu nos primeiros 20 anos” deste século. E nem sequer serão necessários terrenos com regadio.

“Temos o potencial de podermos instalar novos olivais em sebe, mesmo que sejam em sequeiro. Há um grande interesse por parte dos produtores neste formato de olival, ou seja, mesmo não havendo água, nós podemos fazer a instalação de um olival em sequeiro, desde que o terreno assim o permita”, revelou.

Daí que o representante da Olivum partilhe perspetivas animadoras para os próximos anos: “O valor recorde de produção em Portugal foram as 206 mil toneladas de azeite e acreditamos que, dentro de três a cinco anos, consigamos atingir cerca de 300 mil”, colocando Portugal “no segundo lugar do ‘ranking’ europeu e no terceiro ou quarto mundial”.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Ambiente: GNR sinalizou mais de 8.500 terrenos por limpar

Ambiente: GNR sinalizou mais de 8.500 terrenos por limpar

Até 30 de abril, a Guarda Nacional Republicana (GNR) sinalizou 8.548 terrenos por falta de limpeza, uma ação obrigatória para prevenir fogos rurais, indica a força de segurança.

Segundo a GNR, até 30 de abril, no âmbito da operação Floresta Segura, realizaram-se “8.548 sinalizações de terrenos para serem limpos, sendo que, no período homólogo, em 2025, foram realizadas 10.417 sinalizações”.

Nas sinalizações por distrito, Leiria lidera com 1.908, seguido de Bragança com 1.213, Santarém com 667, Viseu com 526 e Coimbra com 501, enquanto Évora é o menos sinalizado, com 43 terrenos.

No entanto, apesar das sinalizações relacionadas com a gestão de combustíveis serem menores este ano, Ricardo Vaz Alves, da direção do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (Sepna), explicou que a GNR teve “um reforço” da sua atividade no âmbito da tempestade Kristin, nos distritos de Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Santarém, que resultaram “à volta de 3.100 monitorizações” de “carga combustível que não foi recolhida dos terrenos”.

“Se juntarmos uma com a outra [Floresta Segura e Kristin], vai dar a mesma coisa”, pois “na realidade, nós tivemos que mobilizar meios para aquele setor e daí também termos menos” na gestão de combustível, acrescentando que, “só no âmbito da Kristin, Leiria tem 2.100” sinalizações, o que representa “uma estabilização entre as 10 e 11 mil” sinalizações anuais.

Em termos operacionais, desde o início do ano, o porta-voz da GNR, Carlos Manuel Canatário, avançou que se registaram, até 30 de abril, “2.008 ocorrências de incêndio rural, em comparação com 764 ocorrências no período homólogo de 2025”, registando-se 8.976,4 hectares (ha) de área ardida, comparativamente aos 3.418,4 ha no período homólogo do ano transato.

E se, até 30 de abril de 2025, a GNR registou 33 autos de contraordenações a queimadas ilegais, 88 autos a queimadas, queimas e fogueiras diversas, com 14 pessoas detidas, no mesmo período deste ano “foram registados 56 autos de contraordenações a queimadas ilegais, bem como 102 autos de contraordenações a queimadas, queimas e fogueiras diversas (dados provisórios), tendo sido detidas 76 pessoas”.

A estes dados oficiais, relacionados com “mais ocorrências, muito mais detidos e muito mais área ardida”, o diretor do Sepna avançou que, à data de hoje, oito dias após o final de abril, a GNR já contabiliza “81 detidos” e remeteu os ficheiros de georreferenciação com as áreas por limpar para os municípios e as entidades gestoras de infraestruturas para a regularização da situação, apesar de os prazos para limpeza ainda decorrerem.

“As queimas e queimadas são a causa que contribui mais para as ocorrências, pois entre 67% a 70% das causas investigadas [de incêndios] são devido a queimas e queimadas, o que é muito significativo para a data em que estamos”, salientou Vaz Alves.

De acordo com Carlos Canatário, “a proteção de pessoas e bens, no âmbito dos incêndios rurais, continua a assumir-se como uma das prioridades estratégicas para a GNR, sustentada numa atuação preventiva e num reforço de patrulhamento nas áreas florestais”.

O porta-voz concluiu que, através do Sepna, a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funciona em permanência para a “denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas”.

Os prazos para os trabalhos de gestão de combustível na rede secundária, no âmbito das medidas de prevenção de incêndios rurais, foram estipulados até 31 de maio, em geral, e até 30 de junho nos concelhos abrangidos por declaração de calamidade, devido às tempestades de janeiro e fevereiro, mediante despacho dos secretários de Estado da Proteção Civil e das Florestas.

Fonte: Lusa

Jesus promete a vinda do Espírito Santo

VI Domingo da Páscoa – Ano A 1.º Dia da Semana da Vida

Jesus promete a vinda do Espírito Santo

At 8, 5-8.14-17 / Slm 65 (66), 1-3a. 4-5.6-7a.16.20 / 1 Pe 3, 15-18 / Jo 14, 15-21

A leitura do Evangelho de São João integra a parte chamada “Última Ceia e Discurso de Despedida” (13, 1 – 17, 26). Depois, já será a Paixão e a Ressurreição de Jesus. Daí que Jesus apareça a dizer: «guardareis os meus mandamentos» ou, então, «não vos deixarei órfãos».

Jesus promete a vinda do Espírito Santo (Paráclito): «Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito, para estar sempre convosco». “Paráclito” (do grego “paráklētos”) quer dizer defensor, advogado; ou então consolador, intercessor.

A designação «outro Paráclito» tem que ver com o facto de se tratar de alguém distinto de Jesus. É que Jesus também é chamado Paráclito (advogado) na 1.ª Carta de São João (1 Jo 2, 1). O «outro Paráclito» (o Espírito Santo) não vem para substituir Jesus, mas para continuar a missão d’Ele. É Jesus quem diz: «Ele é o Espírito da verdade».

Há, assim, uma continuidade de missão, que é continuidade da presença de Deus a nós. Jesus sugere que o próprio Espírito há de apontar para si. Sugere que o Espírito há de ajudar os discípulos a manter a intimidade com Ele mesmo: «reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em mim e Eu em vós».

Desta forma, a pregação dos apóstolos tem em vista que as pessoas sejam habitadas pelo Espírito Santo. Antes de mais, espera-se o acolhimento da palavra de Deus que foi pregada. Mas depois quer-se que as pessoas recebam também o Espírito Santo, que dará alento e iluminará no manejo dessa palavra acolhida (Atos dos Apóstolos). 

O Espírito ajudará os crentes a expor a outros a convicção da sua fé. «Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança» (1.ª Carta de Pedro). É uma tarefa que sempre se imporá aos crentes: não apenas porque os outros lhes lancem perguntas, mas sobretudo porque é próprio da fé querer explicar-se e tentar fazê-lo de modo eficaz.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Malhadas: Passeio pedestre até à festa de São João das Arribas

Malhadas: Passeio pedestre até à festa de São João das Arribas

No Domingo, dia 10 de maio, realiza-se o tradicional passeio pedestre desde Malhadas até à ermida de São João das Arribas, em Aldeia Nova, uma caminhada de cerca de 13 quilómetros, que tem como metas incentivar a atividade física na natureza, promover o convívio e participar na festividade religiosa e popular.

A caminhada é organizada pela Associação Cultural e Recreativa de Malhadas “Todas”, tem início às 8h00 da manhã de Domingo, junto à taberna Ogrimmar e aos caminhantes recomenda-se o uso de calçado e roupa confortável.

O passeio pedestre tem uma distância aproximada de 13 quilómetros e na chegada ao miradouro de São João das Arribas, os caminhantes têm direito a um almoço convívio. O miradouro de São João das Arribas, em Aldeia Nova, está inserido no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

Outro dos locais de interesse em Aldeia Nova é o Castro Romano, um povoado fortificado da Idade do Ferro. Segundo os arqueólogos, este castro terá sido utilizado durante a época dos romanos como local de passagem, pois aí foram descobertas várias lápides. O Castro está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

No âmbito religioso, os participantes no passeio pedestre têm a oportunidade de participar na missa campal, na ermida de São João das Arribas, às 13h00.

Na localidade de Aldeia Nova, a festa em honra de São João das Arribas decorre no fim-de-semana de 9 e 10 de maio. Esta festividade religiosa e popular tem como destaques as procissões para a ermida de São João das Arribas, a missa campal e os arraiais musicais.

HA

Cultura: Existência de equipamentos culturais não basta para garantir acesso à Cultura – estudo

Cultura: Existência de equipamentos culturais não basta para garantir acesso à Cultura – estudo

Em Portugal, a existência de equipamentos culturais num determinado território, não é garantia de acesso da sua população à cultura, de acordo com o estudo “Linhas Invisíveis”, que consiste numa análise das desigualdades no acesso à cultura.

“A grande mensagem que importa reter é que o acesso à cultura não depende apenas da presença de equipamentos e, portanto, da oferta disponível”, afirmou o professor e investigador Pedro Borrego, um dos coordenadores do estudo “Linhas Invisíveis: uma análise das desigualdades no acesso à Cultura em Portugal”.

O estudo concentrou-se sobretudo em quatro zonas – Terras de Trás-os-Montes, Alentejo Central, Algarve e Grande Lisboa – onde foi feita a recolha de dados qualitativos no terreno, através de entrevistas com, por exemplo, diretores de museus e representantes das políticas culturais nos municípios.

Além disso, foi feita uma análise de estatísticas e dados quantitativos, “de múltiplos indicadores sociodemográficos, de indicadores da área do setor cultural”, e também uma análise geoespacial, “para estudar a cobertura da oferta cultural e também a acessibilidade”

Pedro Borrego reconhece que, embora existam desigualdades no acesso à Cultura em Portugal, “tem havido um esforço continuado” para mitigá-las, “através de investimento público e de uma política de construção de redes culturais nacionais, que desde a década de 1980 tem expandido o número de equipamentos e a sua distribuição pelo território”.

O investigador refere-se à Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, à Rede Nacional de Arquivos de Portugal, à Rede Portuguesa de Museus, à Rede de Teatros e Cine-Teatros Portugueses e à Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

Embora se registe um aumento de oferta cultural, de eventos e de equipamentos e “apesar do investimento contínuo e da distribuição pelo território”, mantém-se “uma forte concentração em áreas urbanas, como a Grande Lisboa e a Área Metropolitana do Porto, e uma divisão entre litoral e interior, onde a concentração é menor”.

“Sabemos que há territórios que estão mais envelhecidos ou sofrem de algum isolamento geográfico, como é o caso de Terras de Trás-os-Montes, por exemplo, e há alguns territórios onde, mesmo tendo oferta, a capacidade institucional para operar é mais débil, digamos assim”, afirmou.

A isso junta-se “a questão dos públicos”, devido a flutuações demográficas causadas pela desertificação, o envelhecimento da população ou “alguma ocupação sazonal”, em territórios como o Algarve, algo que “dificulta a criação de dinâmicas culturais que sejam continuadas”.

O estudo demonstra que, além dos equipamentos existentes nos territórios, o acesso à cultura depende também de outros fatores, como “a mobilidade, a capacidade institucional, as redes de parcerias ou os recursos humanos – que estejam fixos no território e que permitam trabalhar nos equipamentos para dar resposta à procura”.

Pedro Borrego salienta que os museus, por exemplo, “têm um papel importante na maior facilidade de acesso à cultura, porque assumem funções muito alargadas”.

“São espaços de cultura, são espaços de educação, são espaços que promovem a inclusão social. No estudo verificámos muito isso, pelo papel que os museus têm na articulação, não só com as escolas, mas também com algumas entidades, como lares de terceira idade, ou com algumas organizações que prestam cuidados a populações específicas com algum compromisso cognitivo ou com algum compromisso de deficiência física”, referiu.

Além disso, acrescentou, os museus “promovem também, obviamente, o desenvolvimento local, porque sendo âncoras de acesso à cultura, promovem a dinamização da economia local”.

“Portanto, os museus contribuem muito para dinamizar as redes locais, as práticas comunitárias e as medidas de proximidade que se pretendem para podermos mitigar as desigualdades do acesso à cultura”, afirmou.

Para tentar que as desigualdades no acesso no acesso à Cultura sejam menores, os responsáveis pelo estudo fazem uma série de recomendações, nomeadamente “integrar a cultura em políticas públicas transversais” e “desenvolver uma política cultural que seja explicitamente inclusiva – acessibilidade física, social, linguística, económica, a diversidade cultural e a participação, tudo isso”.

No estudo é também recomendado que seja “assegurada autonomia da gestão e da programação dos equipamentos, obviamente enquadrada dentro de uma orientação estratégica”, que haja um “reforço das redes de cooperação e articulação multinível”, promovendo “soluções partilhadas, como serviços educativos, uma bilhética integrada, uma programação que seja articulada, para que se possa, no fundo, responder a uma eventual fragmentação ou até uma necessidade de escala para que a oferta seja rentável ou eficaz”.

O investimento nos recursos humanos é também recomendado, sugerindo-se “a criação de condições para atrair e fixar técnicos qualificados nos territórios, àqueles equipamentos culturais”.

Por fim, os responsáveis pelo estudo recomendam o reforço de estratégias de mediação e de participação, “apoiando a cocriação com as comunidades, uma programação que seja descentralizada, até com a realização de atividades fora de portas”.

“Às vezes, em vez de pensar apenas na atração de público para o equipamento, fazer com que o equipamento, em certa medida, vá onde as pessoas estão, como as escolas, por exemplo. Isso é um aspeto importante”, garantiu Pedro Borrego.

O estudo “Linhas Invisíveis: uma análise das desigualdades no acesso à Cultura em Portugal” foi também coordenado por Ana Lúcia Romão, que, tal como Pedro Borrego, é investigadora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP-ULisboa).

Este projeto foi desenvolvido no âmbito do Science4Policy (S4P): Concurso de Estudos de Ciência para as Políticas Públicas, uma iniciativa promovida pelo PLANAPP – Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas em colaboração com a FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Ambiente: Engie apresenta projeto Parque Eólico de Avelanoso

Ambiente: Engie apresenta projeto Parque Eólico de Avelanoso

A empresa elétrica Engie iniciou a apresentação e auscultação pública do projeto do Parque Eólico de Avelanoso, que prevê instalar 35 aerogeradores e consequente processo de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote, com uma estimativa de produção de 157,5 Megawatts.

“O projeto está ainda numa fase muito inicial, a dar os primeiros passos no sentido de iniciar o licenciamento ambiental. As sessões de apresentação e esclarecimento à população têm como objetivo um envolvimento desde muito cedo das comunidades locais neste projeto, por forma a poder incorporar os seus contributos nesta fase de planeamento”, explicou a Engie.

Segundo a mesma fonte, nesta fase inicial do projeto, perspetiva-se a instalação de 35 aerogeradores, cuja localização será definida em sede de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA)

A primeira sessão da apresentação deste projeto de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote e parque eólico decorreu na aldeia raiana de São Martinho de Angueira, e que prevê uma ocupação de 105 hectares de terreno nos concelhos de Vimioso e Miranda Douro.

Apesar de questionada pela Lusa, empresa Engie optou por não revelar o valor global deste investimento, justificando que, “por estar ainda numa fase muito embrionária dos projetos, existindo muitas variáveis que poderão condicionar a evolução dos mesmos, seria prematuro e algo especulativo avançar com um montante “

Quanto à potência deste parque eólico, foi avançado que neste momento perspetiva-se que possa vir a ter uma capacidade de aproximadamente 157,5 MegaWatts.

“Este parque eólico será um projeto híbrido, fazendo uso de parte da infraestrutura de ligação à rede do aproveitamento hidroeléctrico de Picote, pelo que respeitará a capacidade de ligação à rede atribuída a este aproveitamento”, explicou a fonte da Engie.

Nesta fase de projeto estão previstos 105 hectares, de área não vedada, onde se inserirão os aerogeradores, valas de cabos e acessos.

“A área de estudo proposta para a realização do estudo de impacte ambiental é maior, no sentido de permitir estudar com rigor a área em apreço, e possibilitar a avaliação de opções e localizações alternativas, com vista a viabilizar a escolha da configuração que se traduza num menor impacte ambiental possível”, indicou a empresa elétrica.

Quanto ao tempo que durará a fase de licenciamento, avaliação de impacto ambiental e consulta pública, foi dito que o projeto está numa fase embrionária, na preparação do procedimento de avaliação de impacte ambiental – Proposta de Definição de Âmbito. Dependendo da evolução do processo, poderão passar três anos até serem obtidas todas as licenças necessárias.

Estes equipamentos de produção de energia eólica terão de ficar instalados num raio de 30 quilómetros dentro área da barragem de Picote, situada no sul do concelho de Miranda do Douro,  por razões de operacionalidade  e onde será, depois, será ligada à Rede Elétrica Nacional, para a distribuição da energia produzida.

Em relação ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para dar início a este projeto transfronteiriço do Parque Eólico de Avelanoso e consequente processo de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote, o processo poderá demorar cerca de dois anos, adiantaram os técnicos da empresa Gesto, encarregues desta fase inicial deste projeto.

Foi ainda explicado durante esta sessão aberta ao público que em Portugal haverá três momentos para a consulta pública de todo este processo de hibridização e do EIA, respeitando o regime jurídico em vigor.

A ocupação dos terrenos para a instalação de aerogeradores e outros equipamentos, a empresa Engie informou ter criado condições, que são iguais para todos os proprietários de terrenos e que vão desde o aluguer de longa duração, aquisição dos terrenos ou outros acordos.

Fonte: Lusa | Fotos: Engie e Flickr

Igreja: Apelos à paz marcam primeiro ano do pontificado de Leão XIV

Igreja: Apelos à paz marcam primeiro ano do pontificado de Leão XIV

O Papa Leão XIV assinala esta sexta-feira, 8 de maio, o seu primeiro ano de pontificado, marcado por apelos sistemáticos à paz mundial, pela promoção da sinodalidade e pela procura de unidade na Igreja Católica.

“A paz esteja com todos vós”, disse o novo pontífice, desde a varanda central da Basílica de São Pedro, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’, logo no seu primeiro ato público como Papa.

Desde então, o pontífice multiplicou os apelos ao diálogo perante os conflitos na Ucrânia, na Terra Santa e no Irão, rejeitando sempre o uso da força militar.

“Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo!”, disse, na última mensagem de Páscoa, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’, desde a varanda da Basílica de São Pedro

A recusa de soluções armadas e as críticas às políticas internacionais geraram uma tensão mediática com o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, que acusou o pontífice de ser “fraco” e “demasiado liberal”.

Leão XIV respondeu a estas declarações, sublinhando que a sua missão não é política, mas espiritual, e centrada na proclamação do Evangelho.

A nível interno, a liderança do Vaticano evidenciou uma aposta num modelo de governo colegial, cruzando a firmeza doutrinária com a inclusão pastoral.

O pontífice inaugurou a tradição de convocar os cardeais para encontros ordinários regulares destinados a estabelecer prioridades para a Igreja Católica.

“O mundo em que vivemos, e que somos chamados a amar e servir mesmo nas suas contradições, exige da Igreja o reforço das sinergias em todos os âmbitos da sua missão”, afirmou , no primeiro consistório extraordinário, em janeiro; o próximo vai acontecer em junho.

Com 15 cardeais a completar 80 anos até final de 2027, Leão XIV vai ter oportunidade de anunciar as suas primeiras escolhas para o colégio cardinalício, que com Francisco se alargou a vários países onde a Igreja Católica é minoritária, nos cinco continentes.

No Jubileu das Equipas Sinodais, em 2025, com o Papa defendeu a transformação das diferenças em força para “ampliar o espaço eclesial para que se torne colegial e acolhedor”, superando “polarizações prejudiciais”.

As várias celebrações do Ano Santo serviram de palco para a defesa dos mais frágeis e para desafios diretos à sociedade contemporânea, numa sucessão de encontros com milhares de pessoas de todo o mundo.

Num contexto de tensões internas face a diferentes sensibilidades eclesiais, a unidade assumiu-se como uma das grandes metas do pontificado.

“Gostaria que fosse este o nosso primeiro grande desejo: uma Igreja unida, sinal de unidade e comunhão, que se torne fermento para um mundo reconciliado”, apelou Leão XIV, no início do seu ministério.

O antigo responsável mundial da Ordem de Santo Agostinho tem procurado também combater o vazio de sentido e a dependência de aprovação virtual nas sociedades modernas: “A nossa alegria e grandeza não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus”.

Eleito a 8 de maio de 2025, o cardeal Robert Francis Prevost tornou-se no primeiro pontífice norte-americano e agostiniano da história.

Fonte: Ecclesia | Fotos: Flickr

Miranda do Douro: “Os ecrãs prejudicam as crianças” – pediatra, Hugo Rodrigues

Miranda do Douro: “Os ecrãs prejudicam as crianças” – pediatra, Hugo Rodrigues

As crianças e os ecrãs” foi o tema da palestra orientada pelo pediatra, Hugo Rodrigues, a 6 de maio, em Miranda do Douro, onde o médico esclareceu os pais e encarregados de educação, sobre os malefícios do uso excessivo de equipamentos como a televisão, tablets, consolas e telemóveis, pois prejudicam o desenvolvimento psicomotor, incentivam o sedentarismo e a diminuição da socialização na infância.

A sessão de esclarecimento decorreu no miniauditório, em Miranda do Douro e contou com a presença de muitos pais e encarregados de educação, para escutar o médico pediatra, Hugo Rodrigues.

O convidado começou por interpelar o público com a questão: “O desenvolvimento das crianças depende mais da genética ou do ambiente familiar, social, escolar e cultural em que vivem?”. As respostas foram unânimes em considerar que o ambiente tem mais influência no desenvolvimento das crianças e Hugo Rodrigues reforçou que o entorno familiar, social e escolar é 80% mais importante, ao passo que a genética influencia apenas 20% o desenvolvimento infantil.

Por esta razão, o também professor universitário, Hugo Rodrigues, alertou os adultos para o modo como utilizam os ecrãs (televisão, tablets, consolas, telemóveis) no seu dia-a-dia, dado que os filhos imitam os pais.

“É hipócrita dizer que são as crianças quem mais utiliza os ecrãs. Segundo estudos, em Portugal, os adultos utilizam o telemóvel sete horas por dia e passam 2h30, nas redes sociais. Por isso, se querem que os vossos filhos regulem o uso dos ecrãs, comecem por dar o exemplo”, aconselhou o pediatra.

Na sua exposição, o médico pediatra na Unidade Local de Saúde do Alto Minho, em Viana do Castelo, alertou para os malefícios da utilização dos ecrâs pelas crianças, indicando que desde logo, perjudicam o desenvolvimento psicomotor, incentivam o sedentarismo e a diminuição da socialização.

“As crianças precisam da atividade física para serem saudáveis, mas também para poderem desenvolver as suas competências motoras e se descobrirem a si próprias e ao mundo que as rodeia. Atualmente, as crianças brincam apenas dentro de casa e os jogos de ecrãs prejudicam o desenvolvimento da visão, a reatividade emocional e aumentam a agressividade”, alertou.

Na aprendizagem escolar, outros malefícios dos ecrãs são a fragmentação da atenção e a desconcentração.

“As crianças crescem saudáveis através das relações e dos exemplos na família e na escola. Para que isso aconteça é obrigatório brincar sem ecrãs, deitar cedo sem ecrãs e conviver com a família sem ecrãs”, aconselhou o pediatra.

Em Miranda do Douro, a sessão “As Crianças e os ecrãs” terminou com o esclarecimento de dúvidas aos pais, tendo o médico Hugo Rodrigues aconselhado os pais a saberem dizer “Não” aos filhos.

«O “não” ensina a definir prioridades e é uma porta de segurança para os vossos filhos. Há que pensar no que faz bem às crianças e os ecrâs são perjudiciais ao seu crescimento e à sua felicidade”, concluiu.

Em Miranda do Douro, a palestra “As Crianças e os ecrãs” foi uma atividade inserida no Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar (PIICIE).

A presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril, agradeceu o contributo do médico pediatra, Hugo Rodrigues, salientando a pertinência deste tema para a saúde e a felicidade das crianças e jovens.

“Dada a atualidade do problema que é o uso excessivo dos ecrâs, por parte de adultos, jovens e crianças, é um privilégio poder refletir com a ajuda do conceituado pediatra Hugo Rodrigues, sobre os nossos comportamentos e o exemplo que estamos a dar às crianças e jovens. Conscientes do problema, compete-nos agora a nós adultos, regular o uso destes dispositivos para inspirar os mais novos”, agradeceu a autarca de Miranda do Douro.

Perfil

Hugo Rodrigues é médico pediatra na Unidade Local de Saúde do Alto Minho. É também professor universitário na Escola de Medicina da Universidade do Minho, na Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo e formador pelo European Ressuscitation Council, na área de Emergências Pediátricas.

Autor de vários cinco livros sobre o desenvolvimento infantil, sendo os mais recentes “O Livro do seu Bebé” e “Porque é que o meu filho se comporta assim?”.

Hugo Rodrigues é também uma presença habitual na televisão e nas redes sociais, onde ajuda milhares de pais e cuidadores.
Mais importante do que tudo, Hugo Rodrigues é um pai super orgulhoso de dois filhos, que o têm ajudado na formação enquanto Homem e Pediatra!

HA