Política: CIM de Trás-os-Montes e Zamora criam plano estratégico para região transfronteiriça

Política: CIM de Trás-os-Montes e Zamora criam plano estratégico para região transfronteiriça

A Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes e a Diputación de Zamora apresentaram em Bragança, o projeto transfronteiriço ZAMTTM, que tem como objetivo criar grupos de trabalho para definir um plano estratégico comum, para o desenvolvimento duas regiões transfronteiriças.

O projeto ZAMTTM pretende criar novas formas de governação transfronteiriça, com base num plano estratégico, que permitirá encontrar soluções em diversas áreas, nomeadamente no combate aos incêndios, alterações climáticas, demografia e movimentos migratórios, para melhorar a aplicação dos fundos europeus.

“Em relação a Espanha, há diferenças a nível político e administrativo e por isso, por vezes, Portugal tem uma tarefa mais difícil por exemplo, na contratação pública. A criação de grupos de trabalho conjuntos com a vizinha Espanha visa trabalhar e superar essas diferenças políticas e administrativas de modo a agilizar e concretizar projetos de desenvolvimento comuns. Para que Trás-os-Montes se torne num centro e não numa periferia”, sublinhou, aos jornalistas, o presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes, Pedro Lima.

Segundo o autarca, esta é também uma forma de “alertar” os governos, português e espanhol, “que devia haver uma conformidade maior”, para os dois países conseguirem ser “mais iguais”, sendo países vizinhos.

Para o presidente da diputación de Zamora, Javier Faúndez, este é o “primeiro passo” para a criação de “estratégias corretas”, que vão permitir implementar projetos “singulares”, mas “iguais de um lado e do outro” da fronteira, com fundos europeus.

“Vamos criar este grupo de trabalho, onde podemos decidir em que queremos trabalhar, a que mecanismos europeus podemos recorrer, para conseguir recursos complementares aos que já temos, e depois, através de falar e definir, há que executar”, vincou, acrescentando que esta é também uma forma de eliminar ou aligeirar a burocracia que atrasa os projetos, dilatando-os no tempos, ou que até não os permite executar.

“Se não termos claras as estratégias, então não servem de nada. Precisamos de estruturas, de estratégias e depois falaremos de projetos. Isto não tem acontecido nos últimos anos”, acrescentou o presidente da Fundação Rei Afonso Henriques, em Espanha, José Luis Prada.

O projeto ZAMTTM envolve um investimento de cerca de 260 mil euros, dos quais 166 são destinados à CIM Terras de Trás-os-Montes e 96 mil a Zamora. Dos 260 mil euros, cerca de 200 mil serão financiados pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional).

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, abrange os concelhos de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Miranda do Douro, Mogadouro, Vila Flor, Vinhais e Vimioso, com 107 mil habitantes. Já a região de Zamora, com o dobro da área, tem 166 mil residentes.

Fonte: Lusa | Vídeo e Fotos: HA

Ensino: Exames Nacionais iniciam-se com a prova de Português

Ensino: Exames Nacionais iniciam-se com a prova de Português

Iniciam-se a 16 de junho, os exames nacionais do ensino secundário, com a prova de Português, que continua a ser feita em papel, mas será corrigida, pela primeira vez, em formato digital.

Mais de 81 mil estudantes realizaram esta terça-feira, 16 de junho, o exame nacional do 12.º ano de Português, o mais concorrido por ser o único obrigatório para concluir o ensino secundário.

Começa assim a 1.ª fase dos exames nacionais, que continuam a ter peso na conclusão do secundário e na nota de acesso ao ensino superior, sendo esperados mais de 73 mil rapazes e quase 93 mil raparigas ao longo dos próximos dez dias de provas.

Dos 166.339 inscritos, 93.596 (56%) disseram que o seu objetivo era candidatar-se ao ensino superior, segundo os dados do Ministério da Educação.

A 16 de junho também é dia de exame nacional para os alunos do 11.º ano, já que às 14:00 começa a prova de Economia A, para a qual estão inscritos pouco mais de 17 mil estudantes.

Este ano, uma das grandes novidades será a forma de avaliar as provas. Ao contrário do que se chegou a prever com a transição digital total, os exames continuam a realizar-se em papel, mas as provas serão corrigidas em formato digital.

Os alunos vão continuar a escrever as respostas à mão, mas em vez das tradicionais folhas de exame as respostas serão dadas em folhas específicas que serão digitalizadas para que os professores corretores possam corrigir e avaliar na plataforma digital.

Fora deste novo modelo ficam apenas os exames de Geometria Descritiva A e de Desenho A, que não sofrem quaisquer alterações. 

A 1.ª fase dos exames nacionais decorre entre 16 e 26 de junho, começando depois a 2.ª fase, entre 16 e 22 de julho.

As notas da 1.ª fase serão conhecidas a 14 de julho e, uma semana depois, a 20 de julho, começam as candidaturas para os alunos que pretendam prosseguir os estudos.

Os resultados das candidaturas serão divulgados a 23 de agosto.

As instituições de ensino superior públicas disponibilizaram, para o próximo ano letivo, 78.283 vagas, mais 1.465 do que no corrente.

Para o Regime Geral de Acesso estão reservadas 56.790 vagas, a que se somam 21.493 através disponibilizados para os Regimes e Concursos Especiais.

Fonte: Lusa | Imagem: DGE

Ensino: «Nos exames nacionais, a nota é importante, mas não define o vosso valor nem determina toda a vossa vida» – D. Américo Aguiar

Ensino: «Nos exames nacionais, a nota é importante, mas não define o vosso valor nem determina toda a vossa vida» – D. Américo Aguiar

O cardeal, D. Américo Aguiar, enviou uma mensagem aos estudantes do ensino secundário que que iniciam a 16 de junho, a fase dos exames nacionais, dirigindo-lhes palavras de “proximidade, confiança e esperança”.

“Ao entrardes em cada sala de exame, levai convosco a serenidade de quem se preparou com dedicação e procurou dar o melhor de si. Fazei a vossa parte com responsabilidade e confiança, sem permitir que a ansiedade vos roube a paz. Uma nota é importante, mas não define o vosso valor nem determina toda a vossa vida”, escreveu o cardeal, indica a Diocese de Setúbal.

Os exames do ensino secundário iniciam-se hoje com mais de 81 mil alunos a realizarem a prova de português, que continuam a ter peso na conclusão do secundário e na nota de acesso ao ensino superior.

“Sei que estes dias são vividos com intensidade. Há expectativas, sonhos, dúvidas e até algum nervosismo. É natural. Os exames representam uma etapa importante do vosso percurso e, para muitos, constituem uma porta de acesso ao ensino superior e aos projetos que acalentais para o futuro”, salientou o bispo de Setúbal.

texto, escrito a partir de Fátima, onde o bispo se encontra, recordou que aquele é um lugar onde os peregrinos “encontram conforto, força e esperança”.

“Aqui, junto de Nossa Senhora de Fátima, quero lembrar-vos que nunca caminhamos sozinhos. Também vós podeis confiar-Lhe os vossos esforços, as vossas preocupações e os vossos sonhos”, expressou.

O cardeal evocou os três pastorinhos e salientou que, através deles, Nossa Senhora continua a recordar que “Deus olha para os jovens com confiança e os chama a ser protagonistas da história”.

“Francisco, Jacinta e Lúcia ensinaram-nos que a grandeza da vida não depende da idade, da condição social ou dos títulos alcançados, mas da disponibilidade do coração para acolher e responder ao bem”, desenvolveu.

No texto, em que faz referência a uma mensagem do Papa Leão XIV aos jovens, o bispo de Setúbal enfatiza que o estudo, empenho, sonhos e vontade de construir um futuro melhor por parte dos estudantes “são já um sinal de esperança” para as famílias de cada um, “para a sociedade e para a Igreja”.

“Peço a Nossa Senhora de Fátima que vos acompanhe, vos proteja e vos ajude a viver estes exames com tranquilidade, clareza de pensamento e confiança. Que Ela vos ensine a olhar para o futuro sem medo, certos de que Deus caminha convosco e vos chama a realizar coisas belas e boas ao serviço dos outros”, desejou.

“Rezo por todos vós. A Igreja acredita em vós. Portugal precisa da vossa inteligência, da vossa criatividade, da vossa generosidade e da vossa esperança”, finalizou D. Américo Aguiar.

Fonte: Ecclesia

Picote: Arquitetura do “Moderno Escondido” é finalista regional das “Novas 7 Maravilhas de Portugal”

Picote: Arquitetura do “Moderno Escondido” é finalista regional das “Novas 7 Maravilhas de Portugal”

O conjunto patrimonial arquitetónico do “Moderno Escondido”, em Picote, foi uma candidaturas mais votadas na semifinal regional do concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, o que leva este complexo da Barragem de Picote, para a Final Regional Norte, agendada para 8 de agosto, em Amarante.

A semifinal realizou-se a 13 de junho, na vila raiana de Monção, no Alto Minho, estando a concurso 21 patrimónios da região Norte, distribuídos por sete categorias: Castelos; Grandes Obras; História; Religião; Século XX; Século XXI; e Turismo.

Na categoria Século XX, o “Moderno Escondido” edificado no Barrocal do Douro (Picote) foi a concurso com o Mercado do Bolhão, no Porto; e o Parque Termal das Pedras Salgadas, em Vila Pouca de Aguiar.

O Conjunto Classificado da Barragem de Picote constitui um marco da arquitetura e engenharia do século XX, em Portugal, sendo reconhecido não apenas pela sua função energética, mas também pelo seu valor estético, urbanístico e cultural.

O conjunto arquitetónico do Moderno Escondido, no Barrocal do Douro (Picote) resulta do trabalho dos arquitetos J. Archer, Nunes de Almeida e R. Ramos, formados na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.
A construção do Moderno Escondido iniciou-se no contexto do Primeiro Plano de Fomento (1953-1958), que definiu como prioridade o aumento da produção de energia hidroelétrica em Portugal.

Na década de 1950, a Terra de Miranda era uma das regiões mais isoladas e menos desenvolvidas do país. Foi necessário criar infraestruturas modernas de produção energética e condições atrativas para acolher uma nova comunidade, dando origem a um notável conjunto arquitetónico e urbanístico que permanece como um dos mais relevantes testemunhos do modernismo português.

No âmbito do concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, o processo de votação na candidatura do Moderno Escondido – Picote, decorreu através de chamada telefónica para o númer 761 207 015 (custo chamada 1€ + IVA) e também por via digital através da aplicação TVI Pass.

O presidente da freguesia de Picote, Jorge Lourenço expressou enorme alegria e gratidão pela seleção da candidatura de Picote para a final regional Norte, agendada para 8 de agosto, em Amarante.

“Este resultado representa um importante reconhecimento do valor patrimonial, arquitetónico, urbanístico e paisagístico de Picote e de um legado singular que marcou a história do século XX, em Portugal”, escreve em comunicado, o autarca picotês.

De acordo com Jorge Lourenço, a seleção da candidatura do conjunto patrimonial do “Moderno Escondido deve-se ao apoio das entidades que divulgaram a candidatura, “do público que votou e incentivou familiares, amigos e colegas a fazer o mesmo” e por isso, o autarca agradece o empenho de todos.

“A candidatura segue agora para uma nova etapa, a Final Regional Norte das Novas 7 Maravilhas de Portugal, que vai realizar-se a 8 de agosto, em Amarante. Estamos também a um passo da Final Nacional, agendada para setembro. Com a candidatura do Moderno Escondido temos a oportunidade de mostrar a todo o país, a riqueza e singularidade de um património que é motivo de orgulho para Picote, para Miranda do Douro e para toda a região da Terra de Miranda e do nordeste transmontano”, salienta o autarca de Picote.

O projeto “Novas 7 Maravilhas de Portugal®” é uma iniciativa de âmbito nacional, que ocorre 20 anos após o primeiro concurso das “7 Maravilhas de Portugal®” . Este novo concurso pretende dar aos portugueses a oportunidade de eleger, por voto popular, os exemplos mais notáveis do património construído em Portugal.

“Apelamos à participação do público, através do voto e da assistência aos programas televisivos, porque são os portugueses que têm o poder de escolher a valorizar aquilo que de melhor existe no nosso país”, apelou o presidente do concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, Luís Segadães.

O concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal” tem por finalidade valorizar o património construído e mobilizar os portugueses em torno da identidade cultural e histórica do país.

A Gala Final Nacional que vai eleger as “Novas 7 Maravilhas de Portugal” está agendada para 12 de setembro de 2026, num programa televisivo transmitido pela TVI, em horário nobre.

HA

Vimioso: Festa da Alegria reuniu 700 pessoas do concelho

Vimioso: Festa da Alegria reuniu 700 pessoas do concelho

No Domingo, dia 14 de junho, o pavilhão multiusos, em Vimioso, voltou a ser o local da Festa da Alegria, o encontro intergeracional que este ano reuniu 700 pessoas, vindas das 10 freguesias e das sete instituições de solidariedade social (IPSS’s) do concelho, para um dia de encontro e de convívio.

Em Vimioso, a Festa da Alegria iniciou-se com o acolhimento aos avós e netos, vindos das 10 freguesias e das sete Instituições de Solidariedade Social (IPSS’s) existentes no concelho: Santa Casa de Misericórdia de Algoso; Santa Casa da Misericórdia de Santulhão, Santa Casa da Misericórdia de Vimioso; Lar de São Pedro, em Avelanoso; Lar de Santa Eulália, em Pinelo; e o Lar de Nossa Senhora das Graças, em Carção; e Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora das Dores, em Argozelo.

No acolhimento, o presidente do município de Vimioso, António Santos, indicou que o encontro intergeracional reuniu 700 pessoas, de várias idades (jovens e adultos) do concelho.

“Para além do cuidado e carinho que devemos dar às pessoas idosas, a Festa da Alegria visa reunir as populações, jovens e adultos, das várias freguesias e instituições do concelho. Perante o desafio da baixa densidade populacional do nosso concelho estes encontros propiciam o convívio e a socialização, tão necessários sobretudo nas nossas aldeias, onde por vezes, se vive o isolamento e a solidão”, justificou o autarca vimiosense.

Entre os presidentes de freguesias, Manuel Emílio João, autarca de Vilar Seco, onde vivem permanentemente uma centena de pessoas, acompanhou 18 fregueses à Festa da Alegria, em Vimioso e sublinhou a urgência em agir contra a solidão das pessoas.

“Inicialmente, as pessoas idosas de Vilar Seco tinham alguma relutância em participar neste encontro anual, mas depois verificaram que é uma oportunidade de reencontrar pessoas amigas de outras localidades, o que as motiva a participar todos os anos. Nas nossas aldeias, as pessoas idosas vivem muito sozinhas pelo que iniciativas como esta Festa da Alegria são muito necessárias”, disse.

Numa análise à atual situação demográfica e socioeconómica de Vilar Seco, o autarca local, referiu que nesta aldeia existe uma serralharia, uma carpintaria e quatro explorações pecuárias, o que permite criar postos de trabalho e fixar pessoas.

“Atualmente, é graças às famílias dos jovens agricultores que em Vilar Seco há 12 crianças a viver na aldeia”, referiu.

No concelho de Vimiioso, a aldeia de Vilar Seco não dispõe de lar de idosos pelo que o município e a freguesia eleboraram um projeto para a futura construção de um centro comunitário, onde a população local possa conviver e usufruir de alguns serviços como o centro de dia, almoço e lavandaria.

O presidente da freguesia de Carção, Daniel Ramos, também destacou que a Festa da Alegria proporciona o reencontro e o convívio entre as pessoas das várias freguesias do concelho de Vimioso.

“A Festa da Alegria é um dia diferente em que as pessoas idosas do nosso concelho têm a oportunidade de sair da rotina e reecontrar pessoas amigas de outras localidades. O programa da Festa da Alegria também lhes oferece a possibilidade de participar na eucaristia e reviver tradições como a música tradicional e as danças dos pauliteiros e do rancho folclórico de Vimioso”, disse o autarca carçoneiro.

Da aldeia de Carção, este ano participaram na Festa da Alegria 40 pessoas, algumas que vivem no lar do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora das Graças.

“A existência do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora das Graças, em Carção, é uma mais valia para a aldeia, dado o acompanhamento próximo que presta aos nossos idosos. Para além disso, esta institutição social também cria postos de trabalho na aldeia o que é um importante contributo para o repovoamento”, indicou.

A diretora técnica da Santa Casa da Misericórdia de Santulhão, Jacinta Lopes, acompanhou 17 utentes à Festa da Alegria, em Vimioso e realçou os benefícios desta atividade para as pessoas idosas.

“A Festa da Alegria é uma oportunidade das pessoas idosas sairem da instituição, para reencontrarem e conviverem com outras pessoas do concelho de Vimioso. Todos os anos, esta festa é motivo de grande expetativa e alegria para os utentes. No lar em Santulhão, há inclusivé, pessoas que tomam a inciativa de cuidar mais da sua higiéne pessoal e vestirem-se melhor para participar na Festa da Alegria!”, disse a diretora técnica.

Em Vimioso, o programa da Festa da Alegria prosseguiu na manhã de Domingo, com a celebração da eucaristia dominical. Após a celebração religiosa, seguiu-se um almoço convívio no pavilhão multiusos. Durante a tarde, as centenas de pessoas das várias freguesias do concelho de Vimioso assistiram às danças dos pauliteiros mirandeses de Palaçoulo e à atuação do rancho folclórico de Vimioso.

Em Vimioso, a Festa da Alegria é uma iniciativa anual do município, que conta com as colaborações da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), da Unidade Pastoral de Nossa Senhora da Visitação, das IPSS’s e das Freguesias do concelho.

HA

Verão: Época balnear iniciou-se em 121 praias costeiras e fluviais do Norte

Verão: Época balnear iniciou-se em 121 praias costeiras e fluviais do Norte

Iniciou-se a 13 de junho, a época balnear em 121 praias da região Norte de Portugal e a bandeira azul está presente em 73 praias costeiras e outras dez praias fluviais.

Matosinhos e Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, ambas com 19 bandeiras azuis, são os concelhos que concentram em 2026 um maior número de galardões, de acordo com a Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE).

Segue-se Viana do Castelo, com 13 locais galardoados, mais duas do que em 2025, enquanto Póvoa de Varzim mantém oito e Vila do Conde cinco.

O Porto tem quatro praias galardoadas, Caminha tem três zonas costeiras e uma praia fluvial e Espinho tem três bandeiras azuis, segundo a informação disponibilizada pela ABAAE no ‘site’ da internet.

Na lista de praias fluviais com bandeira azul estão ainda dois locais em Braga (Adaúfe e Ponte do Bico), um em Fafe e um em Vila Verde (distrito de Braga), quatro em Macedo de Cavaleiros (distrito de Bragança) e um em Freixo de Espada à Cinta (Bragança).

Quanto às águas balneares identificadas a Norte, são 121 em 2026, de acordo com a portaria do Governo publicada no Diário da República de 30 de abril.

Este documento define todos os anos a duração da época balnear que, este ano, a Norte, é de 13 de junho a 13 de setembro.

A exceção vai para as praias de Espinho (distrito de Aveiro), onde a época balnear começou a 01 de junho, terminando a 20 de setembro, e para Pedras Ruivas, no concelho de Caminha (Viana do Castelo), que começa a 27 de junho.

Em 2025, a época balnear arrancou a 14 de junho, em 127 praias do Norte, com a bandeira azul a estar presente em 84 praias: 75 em zonas costeiras e nove praias fluviais, com seis saídas do galardão a assinalar relativamente a 2024.

Portugal conta este ano com 438 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul, menos seis que em 2024, distribuídas por 100 concelhos, destacando-se o município da Sertã, que se candidatou pela primeira vez, anunciou a Associação Bandeira Azul a 30 de abril.

De acordo com o presidente da Associação Bandeira Azul da Europa este ano, em todo o país, vão ser hasteadas bandeiras azuis em 396 praias – 350 costeiras e 46 interiores.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Ambiente: Eólicas asseguram 25,4% do consumo energético em Portugal – estudo

Ambiente: Eólicas asseguram 25,4% do consumo energético em Portugal – estudo

Em 2025, a energia eólica assegurou 25,4% do consumo de eletricidade em Portugal continental, mas as metas definidas para 2030 exigem maior ambição e aceleração de novos projetos, segundo um estudo.

O relatório “Parques Eólicos em Portugal”, elaborado pelo INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial – em parceria com a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), divulgado hoje no Dia Mundial do Vento aponta para uma produção eólica de 13,5 terawatts-hora (TWh), face a um consumo total de eletricidade de 53,1 TWh em Portugal continental.

Tendo em conta que o Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC 2030) prevê uma capacidade geradora de 10,4 gigawatts (GW) de eólica em terra (‘onshore’) e a concretização de 2 GW de eólica no mar (‘offshore’) até 2030, o estudo considera que este conjunto de metas é “muito ambicioso e exigente”.

Nesse sentido, defende que a sua concretização depende de uma “estreita colaboração entre os agentes públicos e privados”, que permita acelerar o desenvolvimento de novos projetos.

A coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, Susana Serôdio, afirmou que “efetivamente nos últimos anos tem havido aqui uma estagnação da energia eólica” e que esta fonte “não tem acompanhado o que seria expectável face ao que está no PNEC2030”.

“O primeiro [fator], claramente, é a questão do licenciamento e a falta de visibilidade de prazos, dificuldades em algumas áreas de avaliação de impacto ambiental, mas também claramente questões das condições do mercado atual e também de rede”, disse.

De acordo com o mesmo estudo, após um período de crescimento, 2025 evidenciou uma “nova estagnação da capacidade adicional instalada em Portugal”.

Em 2025, encontravam-se mapeados 446,8 megawatts (MW) de potência em fase de construção, dos quais cerca de 80% correspondem a novos projetos, incluindo os parques de Tâmega Norte, com 194,4 MW, e Tâmega Sul, com 79,2 MW.

A maioria destes novos projetos está, contudo, associada a hibridizações, isto é, à combinação de um projeto eólico com outro projeto renovável já existente, como hídrico ou solar, aproveitando pontos de rede já disponíveis.

Os projetos de reequipamento (‘repowering’), que consistem na substituição ou modernização de equipamentos existentes por outros mais eficientes, representam 14% da potência em construção, enquanto os restantes 6% dizem respeito a sobreequipamento, ou seja, à instalação de uma potência de geração superior à capacidade de injeção.

Com 6 GW de capacidade instalada acumulada, Portugal mantém-se no ‘top 10’ europeu da capacidade eólica, num ranking liderado pela Alemanha, com 77,7 GW, e por Espanha, com 33,2 GW.

Em termos geográficos, Viseu mantém-se como o distrito com maior potência eólica instalada em território nacional, com 1.231,1 MW ligados à rede, seguido de Coimbra, com 745,7 MW, Vila Real, com 696,3 MW, e Guarda, com 653,2 MW.

Évora continua a ser o único distrito de Portugal continental sem qualquer aerogerador instalado.

As regiões autónomas concentram um total de 106,4 MW operacionais, repartidos entre 63,8 MW na Madeira e 42,6 MW nos Açores.

Questionada sobre o crescimento futuro em terra, Susana Serôdio defendeu que “o futuro passa pelo reequipamento”, mas ressalvou que “existe, efetivamente, ainda margem para crescer em terra”.

A responsável acrescentou que a hibridização com solar está a ganhar relevância, devido à queda dos preços nas horas de maior produção fotovoltaica.

“À hora de produção solar, efetivamente, os preços são muito baixos e a rentabilidade dos projetos começa a ser muito pequena. E, se hibridizarem com o eólico, geram aqui outro potencial ao projeto”, afirmou.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Ensino: Novo regime de bolsas penaliza instituições do interior – Politécnicos 

Ensino: Novo regime de bolsas penaliza instituições do interior – Politécnicos

Os presidentes dos institutos politécnicos manifestaram-se contra a proposta do Governo, para o novo regulamento das bolsas e apelaram à tutela para que repense as regras, alertando que as instituições do interior são as mais prejudicadas.

A posição foi enviada esta semana ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) e o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) justificou o parecer negativo.

“Quando temos uma proposta de alteração legislativa que, em grande medida, acaba com o único fator de diferenciação positiva que havia para estudar no interior e, paralelamente, estes territórios são aqueles onde o valor da bolsa reduz, está tudo dito”, lamentou Luís Loures.

O novo modelo de ação social, que entrará em vigor já a partir do ano letivo 2026/2027, prevê que o cálculo do valor da bolsa passará a considerar o custo médio de estudar no ensino superior e o rendimento que as famílias podem disponibilizar ao estudante.

Depois de apresentar o modelo de ação social em maio, o MECI solicitou aos representantes da comunidade académica contributos em relação à proposta para o regulamento de atribuição de bolsas de estudo.

Da parte do CCISP, os presidentes dos politécnicos reconhecem o mérito dos objetivos relacionados com o reforço da justiça social e a progressividade dos apoios, mas identificam “fragilidades muito significativas” que prejudicam, em particular, as instituições localizadas no interior do país.

Desde logo, o conselho critica a revogação do programa +Superior, que visava apoiar a frequência do ensino superior em regiões do país com menor procura e menor pressão demográfica por estudantes carenciados de outras regiões.

Ao contrário do entendimento do Governo, os presidentes dos politécnicos consideram tratar-se de um programa relevante que falhava, no entanto, os objetivos por estar mal desenhado.

“Estávamos à espera que a tutela reformulasse o incentivo, não que o eliminasse”, afirmou Luís Loures, referindo, como exemplo de um dos defeitos do programa, que os alunos não sabiam, no momento da candidatura, se teriam ou não acesso à bolsa de mobilidade.

No parecer enviado à tutela, o CCISP comparou o valor das bolsas à luz das regras atuais e do novo modelo de ação social, e concluiu que os cenários de redução verificam-se sobretudo em zonas como Portalegre, Beja, Tomar, Castelo Branco e Bragança.

“Reduz porque se introduz este efeito subjacente de custo de vida real”, explicou o presidente do CCISP, argumentando que a ação social deve subsidiar não o custo de vida global, mas apenas “os custos efetivos de estudar”.

Entendem, por isso, que o único custo que deveria ser considerado de forma diferenciada, tendo em conta os diferentes contextos geográficos, é o custo de alojamento que, à luz do regime atual, já é apoiado através do complemento de alojamento.

Outra das alterações criticadas pelo CCISP diz respeito ao estatuto de estudante deslocado, que passa a ser exclusivo aos estudantes que residem a, pelo menos, 50 quilómetros, em linha reta, da universidade.

De acordo com regime jurídico em vigor, a atribuição do estatuto de deslocado “depende da inexistência, permanente ou sazonal, de transportes públicos entre a localidade da sua residência e a localidade onde frequenta o curso em que está inscrito ou da incompatibilidade de horários”.

“O que interessa é se o aluno consegue ou não deslocar-se da sua área de residência para a universidade e voltar a casa, não é se está a mais ou menos de 50 quilómetros, porque temos situações de alunos que vivem a 45 quilómetros, mas por rede viária estão a 70 ou 80 quilómetros da universidade, e outros que vivem a 55 em linha reta e por estrada só estão a 58”, justificou.

Perante as críticas apontadas, o CCISP apela ao Governo para que reveja a proposta e defende que não há condições para que as novas regras entrem em vigor já no próximo ano letivo, uma vez que os estudantes estão a pouco mais de um mês de realizar a candidatura ao ensino superior.

“Espero que o senhor ministro, depois do parecer que foi enviado, nos convoque para podermos debater e chegar a uma solução que seja de consenso”, concluiu.

Fonte: Lusa | Imagens: IPB

 

São precisos trabalhadores para a seara que é grande

XI Domingo do Tempo Comum – Ano A

São precisos trabalhadores para a seara que é grande

Ex 19, 2-6a / Slm 99 (100), 2.3.5 / Rom 5, 6-11 / Mt 9, 36 – 10, 8

«Recebestes de graça, dai de graça»: lê-se no Evangelho de São Mateus. É-nos feito um pedido no presente (dar de graça), com base em algo que aconteceu no passado (recebemos de graça).

O sentido da pertinência do pedido requer, então, viva consciência do benefício recebido no passado. Deus diz: «Vistes o que Eu fiz ao Egito, como vos transportei sobre asas de águia e vos trouxe até mim» (Êxodo). É um benefício que legitima a expectativa que Deus tem a respeito daqueles a quem ele foi concedido. Por isso, Deus exprime-a: «Se ouvirdes a minha voz, se guardardes a minha aliança…».

Deus espera que o povo, que foi libertado, o escute e lhe seja fiel. Atribui ao povo um estatuto diferenciador: «sereis minha propriedade especial entre todos os povos». Mas é um estatuto que comporta uma responsabilidade: ser perante os outros aquilo que Deus quer que se seja.

Na verdade, Deus espera poder contar connosco na sequência do que já investiu em nós: «Cristo morreu por nós»; «fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho» (Carta aos Romanos). E conta connosco em virtude do que sente pelas pessoas que tem à sua frente. «Jesus, ao ver as multidões, encheu- -se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas» (São Mateus)

São precisos trabalhadores para a seara que é grande. São precisos mãos e pés, inteligência e coração, ganas e músculos, para o muito que há para fazer. Tem de se enfrentar o que apoquenta e desgasta as pessoas: «proclamai que está perto o reino dos Céus». Tem de se acompanhá-las oferecendo cuidado e orientação: ser «pastor». É uma palavra que adquire especial significado no contexto atual de confusão de valores e escassez de razões de viver. Ser pastor implica abrir perspetivas, apontar caminhos, dar alento. Jesus iniciou isso. Depois, vieram os doze apóstolos. Agora, é a nossa vez.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Vimioso: Piscinas municipais abrem a 13 de junho

Vimioso: Piscinas municipais abrem a 13 de junho

Em Vimioso, as piscinas municipais abrem ao público, este sábado, dia 13 de junho, com entrada gratuita durante o fim-de-semana, das 14 às 19h00, informa o município através das redes sociais.

Com o final do ano letivo e a previsão da subida de temperatura no fim-de-semana de 13 e 14 de junho, o município de Vimioso decidiu antecipar a abertura das piscinas municipais.

As atividades aquáticas são uma das principais ocupações dos tempos livres das crianças e jovens do concelho e integram o programa das Férias Desportivas, promovidas pelo município.

Na vila de Vimioso, as piscinas municipais mantêm-se abertas ao público nos meses de junho, julho, agosto e setembro.

HA