Miranda do Douro: Patuscada do Caracol dá sabor à Festa em honra de São Judas Tadeu

Miranda do Douro: Patuscada do Caracol dá sabor à Festa em honra de São Judas Tadeu

O bairro da Terronha, em Miranda do Douro, celebra neste fim-de-semana de 26, 27 e 28 de junho, a festa em honra do apóstolo e mártir, São Judas Tadeu, com o programa da “Patuscada do Caracol” que inclui petiscos, arruadas, música e no Domingo, a festividade culmina com a celebração da missa campal.

A festividade que começou por ser uma celebração comunitária, entre vizinhos, no bairro da Terronha, tornou-se ao longo destas 16 edições, numa festa popular para toda a cidade de Miranda do Douro.

Este ano, a Festa em Honra de São Judas Tadeu começa ao final da tarde de sexta-feira, 26 de junho, com a arruada do grupo L’s Madrugadores. Segue-se o habitual jantar convívio no recinto da festa, no bairro da Terronha, onde são servidos petiscos como caracóis, bifanas e moelas. Para o serão está programada a atuação do grupo musical DM Produções e o DJ Jorge Barroso.

No sábado, dia 27 de junho, a festa recomeça ao final da tarde (17h30), com a arruada protagonizada pelo grupo etnográfico Terra de Miranda (Tradifols). Segue-se o jantar convívio, numa ementa que inclui sardinha assada, entremeada, caldo verde e chouriça assada. Às 22h00, há baile animado pelo grupo musical Triângulo.

No Domingo, dia 28 de junho, a festa em honra de São Judas Tadeu culmina com a celebração da Missa Campal, às 11h00, junto à imagem do Apóstolo, colocada no jardim do Arquivo Municipal.




A Festa em Honra de São Judas Tadeu é uma iniciativa da Comissão de Festas da Terronha, que conta com os apoios do município de Miranda do Douro e da freguesia.

São Judas Tadeu

São Judas Tadeu foi um dos doze Apóstolos de Jesus. 

Segundo o evangelista João, durante a Última Ceia, Judas Tadeu perguntou a Jesus: "Senhor, como Te vais manifestar a nós e não ao mundo?".

Ao que Jesus respondeu: "Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará e Nós viremos a ele faremos nele morada"(Jo 14, 22-23).

A resposta de Jesus significa que Deus deve ser acolhido com o coração.

O Senhor quer fazer parte da vida da humanidade, mas para que isso aconteça há acreditar n'Ele e abrir-Lhe o coração.

HA




Miranda do Douro: Anteestreia dos filmes “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos”

Miranda do Douro: Anteestreia dos filmes “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos”

Os filmes “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos” vão ser exibidos no serão de sábado, dia 27 de junho, no miniauditório, em Miranda do Douro, duas curtas-metragens da autoria de Gonçalo Mota, que descrevem a trajetória histórica e a notoriedade que estas duas expressões culturais – a língua mirandesa e as danças dos pauliteiros – dão à Terra de Miranda.

Realizado por Gonçalo Mota, antigo aluno de Antropologia, no polo da UTAD, em Miranda do Douro, as curtas-metragens documentais “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos” são falados em mirandês e em português.

«O filme “Lhêngua”, falado em mirandês e com a duração de 25 minutos mostra a ligação entre a cultura do povo de Miranda e a natureza. A curta-metragem parte da descoberta histórica da língua mirandesa, realizada por José Leite de Vasconcellos (século XIX), até aos dias de hoje, com o ensino do mirandês às crianças e jovens nas escolas”, informam.

Por sua vez, o filme “A Dansa dos Paulitos”, com a duração de 30 minutos, descreve a trajetória histórica desta dança tradicional da Terra de Miranda.

“Em 1898, os Pauliteiros de Constantim atuaram pela primeira vez fora da Terra de Miranda, a convite da Sociedade de Geografia de Lisboa. Desde então, a dança dos paulitos percorreu Portugal e o mundo, tornou-se património nacional, símbolo regional e atração turística”, informa o Museu da Terra de Miranda.

A diretora do Museu da Terra de Miranda, Celina Pinto, indicou que estas produções cinematográficas documentais são financiadas pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) e geridas pelo Património Cultural, I.P..

“O Museu da Terra de Miranda pretende registar em vídeo algumas das marcas identitárias da região, como são a língua mirandesa, a dança dos pauliteiros, o ciclo da lã, a cutelaria e as festas de solstício de inverno”, justificou, Celina Pinto.

Segundo o Museu da Terra de Miranda. a anteestreia dos filmes “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos” tem como propósito apresentar à comunidade, que participou ativamente nas produções cinematográficas, o trabalho final.

Fonte: Museu da Terra de Miranda | HA



Bemposta: Segada tradicional a 27 de junho

Bemposta: Segada tradicional a 27 de junho

A aldeia de Bemposta, no concelho de Mogadouro, recria no sábado, dia 27 de junho, a segada tradicional, que noutros tempos era um dos trabalhos agrícolas caraterísticos do tempo de verão, no planalto mirandês.

Com a recriação, esta aldeia situada no planalto mirandês pretende demonstrar às gerações mais novas um dos mais trabalhosos dias da faina agrícola do tempo verão.

Segundo a organização, que cabe à Associação Maschocalheiro, será um dia dedicado às raízes, às tradições dos antepassados e à celebração da cultura rural que faz parte da identidade local.

Do programa faz parte um cortejo etnográfico até à seara para ceifar de forma manual, acompanhado de gaiteiros, seguindo-se um almoço com típicas sopas da segada, feitas à base de pão, azeite e grão de bico. Haverá ainda uma demonstração da trilha do cereal na eira e, para fechar o dia, todos os participantes podem reviver os jogos tradicionais do Nordeste Transmontano.

Programa:

08h00: Concentração no Pavilhão Multiusos de Bemposta;

8h30: Saída do cortejo até à Seara, acompanhado pelos Gaiteiros e pelo grupo de baile, Los Alfares de Pereruela;

12h30: Almoço, com as tradicionais e deliciosas Sopas da Segada:

14h30:
Representação do Trilho e da Malhadeira;

15h30: Jogos Tradicionais;

20h00:
Jantar;

21h00: Atuação do grupo musical L's Sorriagos

Fonte: Lusa e HA

Ambiente: Terras de Trás-os-Montes desenvolveram ferramenta “pioneira” para a prevenção de incêndios

Ambiente: Terras de Trás-os-Montes desenvolveram ferramenta “pioneira” para a prevenção de incêndios

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) desenvolveu uma ferramenta digital de apoio ao cadastro rústico, para a “prevenção e mitigação de incêndios rurais e proteção do território”, sendo considerada uma ferramenta pioneira de apoio à decisão técnica, na área da proteção civil.

A técnica da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), Paula Costa, explicou que esta ferramenta digital cruza cadastro da propriedade rústica com informação de risco de incêndio para apoiar a proteção do território.

“A principal inovação do sistema reside na capacidade de cruzar, numa única plataforma, informação do Balcão Único do Prédio (BUPi) relativa à titularidade da propriedade rústica com dados territoriais fundamentais para a prevenção de incêndios, como as faixas de gestão de combustível, as áreas Prioritárias de Intervenção, as freguesias prioritárias e as áreas ardidas”, disse a responsável por este projeto.

Segundo Paula Costa, o “Visualizador Web SIG Áreas Prioritárias de Intervenção (AIP): Apoio ao Cadastro Rústico na Mitigação de Fogos e Proteção do Território” foi desenvolvido por técnicos afetos à CIM-TTM e constitui uma ferramenta pioneira de apoio à decisão técnica em caso de incêndio, tendo começado a ser desenvolvido entre março e maio deste ano.

Este novo instrumento digital entrou em funcionamento recentemente, mas não a 100%, e contém informação supra municipal e também nacional, tornando-se numa ferramenta de “grande utilidade” para a gestão de faixas de combustível em perímetros urbanos.

“Na prática, a ferramenta permite aos técnicos municipais identificar de forma rápida quais os terrenos localizados em zonas críticas para a prevenção de incêndios, conhecer os respetivos proprietários e priorizar intervenções de limpeza e gestão de combustível onde estas são mais necessárias”, explicou Paula Costa.

Ao transformar informação cadastral e geográfica dispersa numa ferramenta operacional de utilização diária, o sistema reforça a capacidade dos municípios para planear ações preventivas, melhorar a fiscalização e promover uma gestão mais ativa e eficaz do território.

“Esta nova ferramenta começa agora ser distribuída aos técnicos que trabalham no BUPi dos nove municípios desta CIM, em que podem ser visualizadas informações das propriedades de cada lugar, as que estão identificadas e aquelas que não estão identificadas. Isto vai permitir cruzar informação útil relativamente aos aspetos cadastrais dos prédios com a prevenção de incêndios e a zonas a limpar”, sublinhou Paula Costa.

Lembrando que esta solução abrange os nove municípios das Terras de Trás-os-Montes, a técnico frisou que é também um exemplo de utilização da tecnologia ao serviço da segurança das populações e da proteção dos recursos naturais.

Para Paula Costa, esta nova ferramenta permite também o desenvolvimento de “ações de fiscalização das limpezas das faixas urbanas de gestão de combustível que são de 100 metros, nestes casos”.

Segundo dados avançados pela CIM, este projeto está englobado numa iniciativa técnica supra municipal dotada de um montante que ronda um milhão de euros, que é gerido pelas nove autarquias.

A CIM-TTM é composta pelos municípios de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Miranda do Douro, Vinhais, Vimioso e Vila Flor, no distrito de Bragança.

Fonte: Lusa | Imagem: CIM-TTM

Pecuária: Governo reforça compensações após ataques de lobo

Pecuária: Governo reforça compensações após ataques de lobo

O Governo vai reforçar as compensações pagas aos criadores de gado, afetados por ataques de lobo, anunciou o ministro da Presidência, Leitão Amaro, explicando que o objetivo é reequilibrar a posição dos agricultores perante as medidas de proteção da espécie do lobo-ibérico.

A medida foi aprovada em Conselho de Ministros e altera o regime de proteção do lobo-ibérico, reforçando as compensações atribuídas aos produtores de gado afetados.

Em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro explicou que o objetivo é que os criadores de gado fiquem “numa posição mais equilibrada e harmoniosa face à proteção desta espécie”, mas não concretizou o reforço aprovado.

Em fevereiro, produtores de gado afetados por ataques do lobo-ibérico criaram um movimento nacional, alargado à Galiza, para acabar com a proteção da espécie face àquilo que descreviam na altura como “ação selvática e implacável” sobre os rebanhos.

Atualmente, os produtores de gado já têm direito a indemnização pelos prejuízos causados por ataques de lobo ibérico, paga até 50%, até ao 15.º ataque atribuído ao lobo, em cada ano civil.

Em 2026, o Programa Alcateia 2025-2035, lançado pelo Governo, tem um orçamento de 3,3 milhões de euros para proteger o lobo e indemnizar produtores. Identificou no país quatro núcleos populacionais: Peneda/Gerês, Alvão/Padrela, Bragança e Sul do Douro, num total de 58 alcateias (56 confirmadas, 2 prováveis) e cerca de 300 animais.

Entretanto, a ministra do Ambiente anunciou, em junho, que o Governo estaria a preparar um novo decreto-lei que vai reforçar ainda mais a proteção do lobo-ibérico, sem adiantar medidas, compromisso que motivou críticas dos produtores de gado.

Fonte: Lusa | Foto: ACOM

Malhadas: Lobo mata seis ovelhas e quatro cordeiros

Malhadas: Lobo mata seis ovelhas e quatro cordeiros

Na madrugada de 21 de junho, um ataque de lobo, em Malhadas, no concelho de Miranda do Douro, matou quatro cordeiros, seis ovelhas e feriu outros quatro animais, uma realidade que está a causar prejuízos económicos aos criadores e está a condicionar cada vez mais a vida dos pastores, exigindo uma permanente vigilância aos seus rebanhos.

Na aldeia de Malhadas, Pedro Alves é criador de um rebanho de 300 ovelhas da raça churra galega mirandesa. O jovem agricultor informou que o ataque de lobo à sua exploração pecuária ocorreu na madrugada do passado Domingo, dia 21 de junho.

“Às 5h30 da manhã de Domingo fui tirar 14 ovelhas paridas do estábulo, para o pastoreio numa cerca de quatro hectares. Mas às 9h30 quando regressei deparei-me com 6 ovelhas e quatro cordeiros mortos e outras quatro ovelhas feridas”, indicou.

Segundo o criador de Malhadas, a propriedade está vedada com uma rede de dois metros de altura e arame farpado na parte superior, mas o lobo terá entrado pela parte inferior, após ter escavado o solo.

“A rede da vedação está enterrada no solo, mas o lobo mesmo assim conseguiu entrar. Após o ataque e para voltar a sair da cerca o lobo acabou por trepar a rede pois aí havia vestígios do pêlo do animal”, indicou.

Perante o ataque de lobo, Pedro Alves, ligou de imediato para o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), o que obrigou a vinda à exploração pecuária, de dois funcionários para registar a ocorrência.

Outro procedimento necessário para ser indemizado pela perda dos animais é a comunicação do prejuízo na plataforma digital do Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP).

“Com a ajuda da Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM) registámos de imediato a perda das seis ovelhas e dos quatro cordeiros para ser indemnizado pelo Ministério da Agricultura. De acordo com informações recolhidas junto de outros pastores que já foram indemnizados por ataques de lobos, o preço por animal morto é de 188 euros. E a indemnização demora cerca de quatro meses a ser paga”, disse.

Os sucessivos ataques de lobos a rebanhos no planalto mirandês está a alterar o modo de vida dos pastores, obrigando-os a uma permanente vigilância.

“A pecuária em si já é uma atividade que exige uma grande dedicação e agora com o perigo dos ataques de lobos a vida de pastor torna-se ainda mais condicionada e exige uma permanente vigilância”, lamentou.

Segundo o ICNF, O lobo-ibérico possui em Portugal o estatuto de em “perigo”, que lhe confere o Estatuto de Espécie Protegida. “A nível da União Europeia (UE), é considerado uma espécie prioritária de interesse comunitário pela Diretiva Habitats”, vincou este organismo público.

PREJUÍZOS ATRIBUÍDOS AO LOBO

Os prejuízos sobre efetivos pecuários atribuídos ao lobo são indemnizados pelo Estado Português desde a entrada em vigor da Lei n.º 90/88, de 13 de agosto - Lei de Proteção ao Lobo-ibérico.

Nesta revisão das normas aplicáveis alterou-se a abordagem que se faz ao direito à indemnização. Este modelo pretende potenciar a corresponsabilização dos proprietários de gado pela proteção do mesmo, sem pôr em causa a obrigação do Estado, de indemnizar, como compensação do risco que aqueles proprietários correm pela atividade que exercem, em áreas de presença de lobo. Institui-se um mecanismo de pagamento de indemnização que supõe o pagamento de um número limitado de prejuízos em cada ano civil, bem como uma redução do valor a pagar relativamente ao dano efetivo, à medida que aumenta o número de ocorrências.

É fixada a lista de animais passíveis de indemnização e clarificados os conceitos relativos aos requisitos de proteção a observar para que possa ser reconhecido o direito à indemnização, a título de exemplo a tipologia do cão de proteção de gado.

Outra alteração significativa prende-se com a transferência do pagamento das indemnizações do ICNF, para o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, de forma a aumentar a eficácia administrativa, proporcionado ainda uma maior acessibilidade no acompanhamento do processo por parte dos interessados.

Espera-se com este conjunto de medidas potenciar a coexistência da atividade pecuária com a presença de lobo.

De forma a melhor esclarecer sobre a implementação destas medidas, é disponibilizado um folheto informativo destinado aos criadores de gado em área de lobo.

Fonte: ICNF

Sendo reconhecida a importância do lobo-ibérico no equilíbrio natural dos ecossistemas, na valorização e diferenciação do território, para além da aposta num melhor conhecimento da espécie junto da população, Portugal tem estado comprometido em conciliar a sua conservação com a presença e as atividades humanas.

Existem diversas medidas de proteção da espécie, entre as quais se destacam as indemnizações por danos causados pelo lobo-ibérico, e ainda vários projetos que apoiam os criadores de gado e incentivam medidas de proteção, como o uso de cães de gado de raças autóctones (projeto desenvolvido pelo ICNF, desde os anos de 1990, e pelo Grupo Lobo e Rewilding Portugal mais recentemente).

Em julho de 2025, foi apresentado o Programa Alcateia 2025-2035, de proteção do lobo-ibérico, que tem para este ano um orçamento de 3,3 milhões de euros e contempla a revisão das indemnizações por ataques de lobos a gado, aproximando-as dos valores de mercado.

HA | Fotos: PA

Malhadas: Concurso de bovinos mirandeses reuniu os criadores e selecionou os melhores animais

Malhadas: Concurso de bovinos mirandeses reuniu os criadores e selecionou os melhores animais

A 24 de junho, o mercado de gado, em Malhadas, voltou a ser o recinto do Concurso Concelhio de Bovinos de Raça Mirandesa, um certame que todos os anos reúne os criadores desta raça autóctone da Terra de Miranda e seleciona os melhores animais para participar no concurso nacional, agendado para o final de agosto.

O concurso é uma iniciativa do município de Miranda do Douro, e a presidente, Helena Barril, acompanhou mais uma vez de perto, o certame, dada a sua paixão pelo mundo rural, pela natureza e pelas raças autóctones da Terra de Miranda.

“Nas aldeias, sou uma apaixonada por esta simbiose que se criou entre o homem e os animais e que felizmente temos conseguido preservar ao longo dos anos. Por isso mesmo, o município de Miranda do Douro continua muito empenhado em organizar estes concursos e premiar os criadores de bovinos, de ovinos, cães de gado transmontanos e asininos. Este concurso é também um dia de encontro e de convívio entre os criadores de bovinos de raça mirandesa”, justificou.

A autarca mirandesa, Helena Barril, destacou ainda o importante papel da pecuária na fixação de pessoas nas aldeias, na criação de empregos e na limpeza da vegetação dos campos.

Por sua vez, Micaela Igreja, presidente da Freguesia de Malhadas, expressou a sua alegria pela afluência de público à aldeia, para participar e/ou acompanhar o concurso concelhio de bovinos de raça mirandesa.

“Todos os anos é com enorme alegria que a população de Malhadas acolhe a vinda de centenas de pessoas, criadores e público, para acompanhar o concurso de bovinos. Felicito de um modo particular os criadores do concelho de Miranda do Douro, que com o seu trabalho árduo e diário, continuam a preservar esta raça autóctone e tão identitária da Terra de Miranda”, disse a jovem autarca.

Este ano, participaram no Concurso Concelhio de Bovinos de Raça Mirandesa 36 animais, pertencentes a sete criadores das localidades de Malhadas (4), São Pedro da Silva (2) e Fonte Ladrão (1).

O criador de bovinos, Celso Martins, de São Pedro da Silva, foi um dos mais premiados no concurso deste ano. Na sua exploração pecuária, o jovem agricultor trata atualmente de meia centena bovinos de raça mirandesa.

“Para mim, é um gosto e satisfação participar nestes concursos, pois é uma oportunidade de mostrar os animais e ser reconhecido pelo trabalho que realizamos ao longo de cada ano. Outro propósito deste concurso é valorizar e promover a raça de bovinos mirandeses”, disse.

Já a criadora de bovinos mirandeses, Ana Gonçalves Fidalgo, de Malhadas, levou a concurso quatro animais, que disse serem um legado geracional, pois a tradição de criar esta raça tem passado na sua família, de geração em geração.

“O meu avô era criador de vacas mirandeses e como herança repartiu os animais pelos filhos, para que dessem continuidade a esta raça. As atuais quatro vacas que tenho são descendentes desses animais do meu avô. Na minha família não criamos animais em quantidade, mas sim num pequeno número, o que nos permite domesticar e tratar melhor os animais. A nossa finalidade é criar bovinos de raça mirandesa para procriação e não para abate”, disse.

Sobre o atual momento da raça, João Choupina, presidente da Associação de Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa (ACBRM), indicou que apesar dos problemas inerentes à atividade pecuária, os criadores têm conseguido manter o efetivo de animais no solar da raça, que compreende os concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso e Vinhais.

“Nos seis concelhos do solar da raça mirandesa temos conseguido manter o número de animais. A verdade é que a pecuária é uma atividade onerosa, com muitas despesas que se agravaram com o aumento dos preços dos combustíveis, da maquinaria agrícola, dos fertilizantes e das rações. Isso leva à desistência de alguns criadores e à redução do número de animais na sua exploração”, disse o dirigente associativo.

Questionado se a pecuária é uma atividade económica rentável, o também criador, João Choupina, indicou que atualmente a Cooperativa Agrocpecuária Mirandesa está a pagar 8€/quilo os vitelos, para abate e transformação em carne mirandesa.

“Tendo em conta, o trabalho e as despesas gostaríamos de ter uma maior margem de lucro. Mas na pecuária, amiúde, trabalha-se mais por paixão do que pelo lucro”, disse.

Da Cooperativa Agropecuária Mirandesa, o presidente, António Manuel Galego Luís, indicou que atualmente há mais de 300 criadores desta raça, o que assegura a existência de animais para abate e a transformação de carne mirandesa para comercialização.

“A carne mirandesa certificada com Denominação de Origem Protegida (DOP) é o expoente máximo da criação desta raça de bovinos. Com excecional tenrura e suculência, aromas e sabores, a carne mirandesa dá origem a uma grande variedade de produtos, entre os quais se destaca a famosa Posta Mirandesa”, disse.

O secretário técnico da Associação Nacional de Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa (ANCBRM), Valter Raposo, indicou que o concelho de Miranda do Douro continua a ser aquele que tem maior número de animais, nas 50 explorações pecuárias existentes no concelho..

“Desde 2022, no solar da raça registou-se uma ligeira diminuição do número total de bovinos de raça mirandesa, devido ao aumento dos custos de produção e à redução dos apoios do ministério da Agricultura. O concelho de Miranda do Douro continua a ser o que tem maior número de animais, onde existem mais de 1000 fêmeas de raça mirandesa”, precisou.

Sobre as doenças que atualmente afetam esta raça de bovinos, Walter Raposo indicou que o surto da doença hemorrágica está controlado, mas recentemente surgiu a doença de dermatose na região da Catalunha e em França, uma enfermidade que diz ser “contagiosa e de difícil controlo”.

No final do mês de agosto (fim-de-semana de 29 e 30 de agosto), realiza-se em Macedo de Cavaleiros, o Concurso Nacional de Bovinos de Raça Mirandesa. Este certame reúne os criadores dos concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso e Vinhais, que levam a concurso os animais premiados nos vários concelhos.

HA



Cicloturismo: “Pedalando Entre Fronteiras” a 28 de junho

Cicloturismo: “Pedalando Entre Fronteiras” a 28 de junho

No Domingo, dia 28 de junho. a prova de cicloturismo “Pedalando Entre Fronteiras” regressa às aldeias de Rio de Onor (Bragança) e Rihonor de Castilla (Espanha), trata-se de um passeio de bicicleta na natureza que incentiva a mobilidade sustentável.

A iniciativa promovida pelo município de Bragança integra o projeto de cooperação transfronteiriço “IBERLOBO_ON_BIKE”, que tem vindo a promover a valorização dos territórios da raia nordestina, através de atividades ligadas ao turismo sustentável, ao património natural e à cooperação ibérica.

Com participação gratuita, o evento está concebido para famílias, amantes da bicicleta e entusiastas das atividades ao ar livre, proporcionando uma experiência única num dos mais emblemáticos territórios da raia luso-espanhola, entre Rio de Onor e Rihonor de Castela, que constituem um dos mais singulares exemplos de convivência transfronteiriça da Península Ibérica.

O projeto IBERLOBO_ON_BIKE procura reforçar essa ligação histórica, incentivando a descoberta de um espaço onde a natureza, o património e a identidade comum continuam a unir Portugal e Espanha.

Fonte: Lusa | Imagem: MB

Carrazeda de Ansiães: Festival dedicado aos vinhos e gastronomia do Douro

Carrazeda de Ansiães: Festival dedicado aos vinhos e gastronomia do Douro

No fim de semana de 27 e 28 de junho, Carrazeda de Ansiães promove a 1.ª edição do Festival de Vinhos e Sabores de Foz Tua, que pretende harmonizar os vinhos da região do Douro com a gastronomia.

O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, disse que este Festival nasce com o intuído de valorizar o vinho e toda a Região Demarcada do Douro (RDD) e de o harmonizar com a gastronomia local.

“Este é uma oportunidade de divulgarmos os produtos de excelência do concelho e de toda a região [do Douro] visto que uma das principais atividades locais é o cultivo de vinho do Porto e vinhos de mesa do Douro”, explicou o autarca de Carrazeda de Ansiães-

O concelho de Carrazeda de Ansiães integra a Região Demarcada do Douro e o vinho é um dos três produtos âncora do concelho, onde existem 2.800 hectares de vinhas, trabalhadas por 1.200 viticultores.

“As vinhas de Carrazeda de Ansiães são cultivadas nas encostas do Douro e do Tua e produzem vinho do Porto, mas também vinhos Denominação de Origem Controlada (DOC) com a qualidade reconhecida a esta região”, indicou João Gonçalves.

Para o autarca duriense, “o peso na identidade cultural do vinho e da gastronomia e a sua importância na paisagem e na economia revestem este Festival de particular relevância, contribuindo para a dignificação do setor vitivinícola e para a promoção de um certame dedicado ao vinho e à gastronomia”.

“Apresentamos um cartaz que, para além da exposição permanente de vinhos e produtos da terra, com provas de degustação incluídas, prevê animação constante e onde marcam presença 12 expositores do concelho como o melhor da gastronomia regional”, indicou.

Paralelamente, esta iniciativa do município de Carrazeda de Ansiães visa promover a harmonização dos vinhos com a gastronomia local, valorizando os produtos endógenos do território e a tradição culinária, proporcionando experiências autênticas de degustação e convívio.

“Trata-se de uma união [vinhos e gastronomia] capaz de dinamizar a economia local, através da promoção de produtores, restauração, turismo e demais agentes ligados ao setor, potenciando o impacto económico e a atração de visitantes”, indicou a organização.

Por fim, este evento procura consolidar-se como uma referência cultural e turística, reforçando a atratividade do território, a valorização do património duriense e o reconhecimento do concelho enquanto destino associando excelência vínica e gastronómica.

Quanto ao programa festivo, na sexta-feira há um ‘showcooking’ com o Chef David Félix, animação musical com DJ Rebelo, Undercovers e DJ Xanow. Já no sábado está programado outro ‘showcooking’ desta vez com o Chef com estrela Michelin Óscar Geadas e António Gonçalves, atuações de Dj Cherby, Berg e DJ Piri del Mar.

A Região Demarcada do Doutro foi instituída em 10 de setembro de 1756, pelo Marquês de Pombal e classificada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como Património Mundial da Humanidade

Fonte: Lusa | Imagem: MCA

Bragança-Miranda: Sessão sobre o Acolhimento Familiar de Crianças e Jovens

Bragança-Miranda: Sessão sobre o Acolhimento Familiar de Crianças e Jovens

O Centro Social Nossa Senhora de Fátima, em Macedo de Cavaleiros (Diocese de Bragança-Miranda) organiza, esta quinta-feira, 25 de junho, pelas 18h30, uma sessão informativa sobre o acolhimento familiar de crianças e jovens.

A sessão realiza-se no Centro Dom Abílio Vaz das Neves e consiste na apresentação da medida de acolhimento familiar e abordagem sobre os passos do processo de candidatura.

O Centro Social Nossa Senhora de Fátima é uma instituição da congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, com sede em Macedo de Cavaleiros.

A sessão dedicada ao acolhimento familiar é gratuita e aberta a todos os cidadãos.

Fonte: Ecclesia