Duas Igrejas: Caminhada interpretativa ao abrigo rupestre da Solhapa
Na manhã de sábado, dia 21 de março, realiza-se em Duas Igrejas, uma Caminhada Interpretativa ao Abrigo da Solhapa, uma gruta outrora utilizada por pastores para guardar os rebanhos, onde existem gravuras rupestres de há 12 mil anos, referentes ao período Neolítico ou Idade da Pedra.
A caminhada é organizada pelo município de Miranda do Douro, em parceria com a Junta de Freguesia de Duas Igrejas e decorre no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), onde está inserida a zona do Abrigo da Solhapa.
“Situado a cerca de três quilómetros da localidade de Duas Igrejas e nas proximidades de um povoado da época proto-histórica, o “Abrigo rupestre da Solhapa” está implantado no meio de escarpas de granito, sobranceiras ao rio Douro e a um vale, propícios à atividade agrícola e ao pastoreio e no interior da qual foram identificadas várias gravuras rupestres”, informa o Património Cultural.
Segundo os arqueólogos, este abrigo ou gruta foi utilizada desde tempos imemoriais por pastores que aí guardavam os seus rebanhos, durante os meses escaldantes de verão.
Na década de 1950, as gravuras rupestres aí existentes chamaram a atenção do padre António Maria Mourinho (1917-1995), personalidade a quem se deve boa parte das diligências para preservar a língua, a cultura e o património histórico-cultural da Terra de Miranda.
Segundo os arqueólogos, no interior do Abrigo da Solhapa, quer nas paredes, quer no próprio pavimento, existe uma diversidade iconográfica, que remonta a finais dos períodos Neolítico ou Idade da Pedra, ou seja há cerca de 12 mil anos.
No final da caminhada interpretativa, a Junta de Freguesia de Duas Igrejas oferece aos participantes um lanche convívio.
As inscrições decorrem até 19 de março e são feitas através do email: cultura@cm-mdouro.pt
Miranda do Douro: Conversa sobre a gestão da água perante as alterações climáticas
O Arquivo Municipal de Miranda do Douro recebe esta sexta-feira, dia 20 de março, às 21h00, a visita do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, para uma conversa dedicada ao tema da “Gestão da Água em Cenário de Alterações Climáticas: Secas e Cheias”.
A sessão é de entrada livre e faz parte da iniciativa “Cumbersas Ne L Arquibo”, um espaço de encontro e reflexão dedicado a temas atuais e relevantes para a comunidade. Nesta sessão, vão abordar-se os desafios que as alterações climáticas colocam à gestão dos recursos hídricos.
Em comunicado, o município de Miranda do Douro, indica que “nos últimos anos, os efeitos das alterações climáticas têm-se tornado cada vez mais evidentes também na nossa região. Durante o verão, registam-se frequentemente períodos prolongados de seca associados a temperaturas elevadas, que colocam pressão sobre os recursos de água, a agricultura e os ecossistemas”, pode ler-se.
Por outro lado, episódios recentes de tempestades intensas trouxeram também situações de cheias e algumas derrocadas, evidenciando a crescente ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos.
Perante esta realidade, a autarquia de Miranda do Douro diz ser fundamental promover momentos de partilha de conhecimento e debate público que permitam compreender melhor estes fenómenos e refletir sobre formas de adaptação e de gestão sustentável da água.
A iniciativa “Cumbersas Ne L Arquibo” é um espaço de diálogo entre especialistas e a comunidade, de modo a aproximar o conhecimento técnico das preocupações do território e das populações.
Dia do Pai: Bispos alertam para «influências perigosas»
Na mensagem para o Dia do Pai, a Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF) alertou para as “influências perigosas” da atualidade sobre as crianças, apelando aos pais para que tenham uma presença equilibrada na educação dos filhos.
“Na atualidade, as influências perigosas que chegam às crianças exigem dos pais uma atenção redobrada. Não é bom uma exagerada proteção cega, incapaz de corrigir um filho”, adverte a mensagem do organismo da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para o Dia do Pai.
O documento, intitulado ‘O bom pai ama e acompanha’ e divulgado para a celebração dde hoje, aponta a figura de São José como o modelo para a missão paternal de proteger e guiar.
“A um pai não se pede que seja homem de poder ou de grande fortuna. Pede-se que tenha coração e maturidade, acompanhe os filhos com amor, esperança e paciência, considere um filho não como um problema económico, mas como o valor maior que vale a pena todos os sacrifícios”, sustenta o texto.
A CELF sublinha a importância de o pai assumir o papel de “referência” na família, vincando que essa autoridade não advém da capacidade financeira, mas do “critério e disciplina para ensinar a viver”.
“Conhecemos pais que foram pobres, mas assumiram com responsabilidade o cuidado educativo dos seus filhos; não podiam ter filhos ricos mas podiam ter filhos bem educados”, acrescenta a mensagem.
A reflexão episcopal evoca a profunda devoção do Papa Francisco ao esposo de Maria, recordando o hábito do falecido pontífice de colocar bilhetes com pedidos de ajuda e oração debaixo de uma imagem do São José a dormir que tinha na sua secretária.
“Os pais, a família, a comunidade da Igreja e também a sociedade, podem receber de São José o exemplo e o estímulo de uma vida dedicada aos outros”, indicam os responsáveis católicos, descrevendo o santo como um pai confiante que “não vivia centrado em si mesmo”.
Na reta final do documento, a comissão que acompanha a pastoral familiar em Portugal deixa uma bênção especial para as situações de maior fragilidade e exigência no seio das famílias.
“Deus abençoe todos os pais e fortaleça aqueles que vivem especiais preocupações com os seus filhos doentes ou com deficiência. Acompanhar com amor confiante revela o tesouro do coração de um pai”, conclui a mensagem.
O Dia do Pai assinala-se anualmente a 19 de março, data em que a Igreja Católica celebra a solenidade litúrgica de São José.
Política; Reforma do Estado deve abranger “organização administrativa e política” – Carlos Tavares
O ex-ministro da Economia e presidente da Associação Círculo de Estudos do Centralismo (ACEC), Carlos Tavares, defende que uma reforma do Estado deve abranger a organização administrativa e política do país, defendendo também incentivos fiscais e industriais.
“Quando nós falamos de reforma do Estado, normalmente tendemos a identificar com a reforma dada dos serviços públicos, com tornar as coisas mais simples, [mas] é muito mais do que isso. Isso implica a organização administrativa do país e também a organização política”, defendeu hoje o também académico num almoço-conferência prévio ao Conselho-Geral da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que decorre hoje no Palácio da Bolsa.
Para o também ex-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e do Banco Montepio, deve haver “uma nova forma de aplicar a lei eleitoral”, uma vez que “um voto no litoral, em Porto, Lisboa, onde for, não tem o mesmo valor político que tem um voto em Portalegre ou em Miranda de Douro”, no distrito de Bragança.
“Tudo isto faz parte do conceito de reforma do Estado”, defendeu, elencando ainda diferenças entre os conceitos de desconcentração e descentralização.
Quanto à descentralização, em causa está uma “descentralização do poder de decisão”, e na desconcentração em causa estão “serviços públicos que estão desconcentrados e localizados mais próximos”, o que “tem alguma vantagem” mas “não substituem nem possuem as virtudes que tem o processo de descentralização”.
Com este processo, Carlos Tavares quis também desmistificar a ideia da criação de mais ‘tachos’ na Administração Pública, esclarecendo que a ideia não é “acrescentar ao que existe”, mas sim substituir, e também a ideia de que o país é demasiado pequeno, dando o exemplo da Dinamarca, país mais reduzido que Portugal e que tem regiões.
O economista considerou ainda que “a recuperação da produtividade e o progresso das regiões do chamado interior, e o interior é, na prática, três quartos do território onde apenas está utilizado cerca de um quarto da atividade económica”, demonstra “um problema de afetação de recursos”.
“Nós não podemos ter três quartos do território mal aproveitados. Mas é que o progresso, em termos realistas, tem de ser feito pela via, mais uma vez, dos chamados setores transacionais, se quiserem, em termos mais simples, da base industrial”, vincou.
Segundo Carlos Tavares, “pela via dos serviços isso não é possível”, pois o interior “tem tão pouca população que não há dimensão populacional para justificar que os serviços sejam rentáveis e produtivos no interior”.
“Portanto, terá de ser a indústria, terão de ser as grandes empresas”, advogou, falando ainda em políticas fiscais de discriminação territorial positiva, e para Carlos Tavares “não é só o IRC, é também o IRS”, cuja taxa deve ser “muito mais baixa para as regiões do chamado interior”.
Já sobre o IRC, apontou que os atuais benefícios para instalação de empresas no interior apenas “dão para fazer umas notícias a dizer que as empresas do interior só pagam 17% ou 15% […] desde que sejam pequeninas”.
“Não é dessas empresas que o interior precisa, embora todas sejam seguramente bem-vindas. Mas são precisas grandes empresas. Para isso, nós defendemos uma outra solução fiscal”, que é o fim de regimes fiscais casuísticos para empresas, mas sim “um regime contratual de investimento só exclusivo para o interior”.
Segundo Carlos Tavares, “atrás da indústria virão os serviços”.
“Não podemos é pensar que podemos fazer ao contrário, partir dos serviços para a indústria”, vincou.
Criminalidade: Furtos de combustível em motas e máquinas agrícolas
A Guarda Nacional Republicana (GNR) informou que os assaltos de combustível em motas e máquinas agrícolas aumentaram em 2025.
Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para os furtos de combustível numa altura em que têm vindo a assumir maior expressão devido ao aumento dos preços e de pressão sobre o rendimento das famílias.
A GNR referiu que no ano passado registou 1.700 furtos de combustíveis, menos 44 do que em 2024, uma descida “fortemente influenciada” pela redução dos furtos em postos de abastecimento, que passaram de 1.205 para 1.084 (menos 10,04%).
Esta força de segurança salientou que em sentido inverso se verificaram aumentos nos furtos de combustível em veículos motorizados, num total de 325, mais 46 do que em 2024, e em depósitos ou máquinas agrícolas e industriais, que totalizaram 290 no ano passado (mais 31).
A GNR indicou igualmente que deteve no ano passado 40 pessoas por este tipo de crime, mais dois do que em 2024, realçando que se registou um aumento nos casos associados a depósitos ou máquinas agrícolas/industriais (de 10 detidos para 19), um número igual nos furtos em veículos motorizados (11 em ambos os anos) e a diminuição nos furtos em postos de abastecimento (de 16 detidos para 10).
Os suspeitos por furto de combustível identificados pela GNR também aumentaram no ano passado, passando de 561 em 2024 para 599 em 2025 (+38).
Os dados da GNR mostram também que os furtos de combustível registaram, no ano passado, as descidas mais significativas nos distritos de Lisboa (-25%), seguido de Aveiro (-21%), Faro (-20%) e Setúbal (-15%), enquanto os aumentos mais relevantes foram em Castelo Branco (+33%), Viana do Castelo (+30%), Santarém (+14%) e Leiria (+14%).
A corporação assinala que há variações percentuais muito significativas, como é o caso do distrito de Bragança (+50%) e Guarda (+80%), o que exige “uma resposta diferenciada e ajustada às especificidades locais”.
De acordo com a GNR, o período da tarde é aquele que concentra o maior número de furtos de combustível e, em sentido inverso, a madrugada apresenta o menor número de registos.
No comunicado, a GNR recomenda a adoção de diversas medidas de segurança, nomeadamente o reforço de sistemas de videovigilância nas bombas de gasolina, estacionamento das motas em parques vigiados e iluminados e os proprietários de máquinas agrícolas e industriais devem evitar deixar os veículos ou a maquinaria em locais isolados ou sem iluminação durante períodos prolongados.
O PINTA – Parque Ibérico de Natureza e Aventura, em São Joanico (Vimioso), organiza no fim-de-semana de 21 e 22 de março, um programa de atividades, em que o maior destaque é a observação astronómica do céu, sob o título “Spreitar L Cielo”(em mirandês).
O programa do evento inclui várias atividades como visitas guiadas, oficinas de fotografia de natureza, introdução à astronomia e a observação noturna do céu.
A palestra “Introdução à Astronomia” está agendada para a tarde de sábado, dia 21 de março, das 17h00 às 19h00. A astronomia é considerada uma das ciências mais antigas da Humanidade e a observação dos astros tem servido, ao longo da história, para medir o tempo, marcar as estações do ano, permitir a navegação maritima ou impulsionar a inovação técnológica.
No PINTA, a “Observação do Céu Noturno” realiza-se no Observatório de Astronomia, na noite de sábado, entre as 21h00 às 23h00.
“Com o aumento da urbanização e da poluição luminosa é cada vez mais difícil de observar o Céu. O PINTA é uma das exceções a esta regra, oferendo ótimas condições para a observação noturna do céu. Nesta atividade, os visitantes terão a oportunidade de observar e interpretar o céu na companhia de profissionais especializados, que atuarão como mediadores, procurando oferecer a todos uma experiência imersiva”, indica a organização.
Durante o fim-de-semana, os participantes no evento “Spreitar L Cielo” têm a oportunidade de visitar as exposições permanentes do PINTA, como o Centro Expositivo da Rede Natura 2000 e a Porta da Rota da Terra Fria Transmontana de Vimioso.
As inscrições para o “Spreitar L Cielo” são feitas através do site da AEPGA.
Em Vimioso, estão concluídas as obras na estrada municipal das Três Marras, que liga Vimioso a Alcañices (Espanha), tendo já sido substituída a conduta hidráulica sobre a ribeira de Santa Marinha, em Avelanoso, assim como a compactação e o asfaltamento, pelo que a abertura ao trânsito está agendada para 18 de março.
Desde 7 de outubro do ano passado, por motivo de substituição de uma passagem hidráulica na estrada municipal das Três Marras, que liga Vimioso a Alcanices (Espanha), o município de Vimioso viu-se obrigado a encerrar durante seis meses um troço desta estrada municipal, no cruzamento de Separicos, pelo que o trânsito efetuou-se pela antiga estrada de Avelanoso.
Concluídas as obras, o presidente do Município de Vimioso, António Santos, expressou muita satisfação com a reabertura desta importante estrada municpal de ligação a Alcañices (Espanha).
“Felizmente, as obras na estrada municipal das Três Marras ficaram concluídas antes do prazo de 31 de março. Após a chuva intensa nos meses de janeiro e fevereiro que dificultaram a realização dos trabalhos, nestas últimas semanas de março foi possível adiantar e concluir a obra. Esta estrada é fundamental, pelo contínuo fluxo de espanhóis e portugueses que atravessam diariamente a fronteira, para trabalhar, fazer compras ou em viagens de lazer”, disse o autarca vimiosense.
O município de Vimioso indicou que a obra de substituição da conduta hidráulica sobre a ribeira de Santa Marinha, em Avelanoso, e os trabalhos de compactação e asfaltamento da Estrada das Três Marras custaram cerca de 300 mil euros.
Outra obra importante para o concelho e Vimioso é o lançamento do novo concurso público para a adjudicação da nova ponte sobre o rio Maçãs. Questionado sobre o prazo para o lançamento do novo concurso público de adjudicação e construção da ponte Vimioso – Carção, o autarca vimiosense, António Santos, está a aguardar pela decisão do Ministério das Infraestruturas e da Habitação.
“No dia 25 de março, o ministro das Infraestruturase da Habitação, Miguel Pinto Luz, vem lançar a segunda fase da estrada Bragança-Vinhais. Nesse mesmo dia, o ministro vai informar-me sobre o processo de construção da ponte Vimioso-Carção, uma obra indispensável para a segurança rodoviária no concelho e no distrito de Bragança”, reivindicou o autarca vimiosense.
Recorde-se que o projeto “EN218 – Ponte sobre o rio Maçãs e Acessos” foi apresentado em Vimioso, no passado dia 23 de julho de 2025, tendo o presidente da Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz, indicado que a nova ponte terá 850 metros de extensão, o pilar mais alto terá 120 metros de altura e vai reduzir em cinco quilómetros a ligação Vimioso-Carção, ou seja, dos atuais 11,7 quilómetros para apenas seis quilómetros.
Vimioso: Associação Empresarial e de Serviços de Vimioso (AESV) elegeu os órgãos sociais
A Associação Empresarial e de Serviços de Vimioso (AESV) elegeu a 17 de março, os órgãos sociais, tendo sido eleita presidente da direção, Zulmira Maria, que indicou que a prioridade da nova associação é representar, apoiar e promover o comércio e as empresas do concelho de Vimioso.
A assembleia geral eleitoral da AESV teve lugar no auditório do pavilhão multiusos, em Vimioso, onde foram apresentadas duas listas candidatas, aos órgãos sociais da nova associação.
A votação decorreu entre as 21h00 e as 21h30 e resultado ditou que a lista A obteve 38 votos, a lista B recebeu 27 votos e houve ainda dois votos nulos. Após a votação seguiu-se a tomada de posse dos novos órgáos sociais da Associação Empresarial e de Serviços de Vimioso (AESV).
A lista vencedora apresentou como candidatos à presidência da Mesa da Assembleia Geral, Anaísa Catarina Granado Ferreira; a direção é presidida por Zulmira Maira Pereira Heleno; e o Conselho Fiscal, tem como presidente, Anabela Fernandes Afonso.
No final da assembleia geral eleitoral, a primeira presidente eleita da direção da Associação Empresarial e de Serviços de Vimioso (AESV), Zulmira Maria, afirmou que a prioridade é unir, dinamizar e valorizar o comércio local e as empresas do concelho de Vimioso.
“O comércio local e as empresas são um dos pilares fundamentais da economia e da identidade do concelho de Vimioso. Os comerciantes e empresários não são apenas agentes económicos, são parte ativa da vida social da comunidade, mantendo as ruas vivas, criando emprego e preservando tradições. O objetivo da Associação Empresarial e de Serviços de Vimioso (AESV) é representar, apoiar e promover os negócios locais”, disse a dirigente associativa.
Entre as ações que a direção da AESV pretende realizar destacam-se o fortalecimento da união entre os comerciantes e empresários do concelho, a valorização dos produtos e tradições locais, a criação de eventos comerciais, o marketing digital, criação de um gabinete de apoio ao comerciante e a formação em gestão financeira.
Após a eleição dos órgãos sociais da Associação Empresarial e de Serviços de Vimioso (AESV) segue-se agora a realização de uma Assembleia Geral com os associados, para discutir entre outros assuntos, os Estatutos da nova associação.
Miranda do Douro: Capas d’Honra juntaram mirandeses e espanhóis
A cerimónia de Engrandecimento da Capa d’Honras Mirandesa, celebrou-se no passado Domingo, dia 15 de março, na cidade de Miranda do Douro, num evento que contou com a participação de duas centenas de mirandeses e espanhóis, envergando as tradicionais capas da Terra de Miranda e das regiões espanholas de Aliste, Sayago e Béjar.
A cerimónia dedicada à Capa d’Honras Mirandesa iniciou-se na manhã de Domingo, 15 de março, com o desfile das tradicionais capas, pelas ruas do centro histórico da cidade de Miranda do Douro, até à concatedral.
O desfile foi animado pelas atuações dos pauliteiricos e danças mistas do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD), da Agrupación Folklórica Manteos y Monteras de Aliste, do Grupo de Gaiteiros Ronduero Folk de Zamora e a atuação de Luis António Pedraza.
Na concatedral de Miranda do Douro, às 11h00 celebrou-se a Eucaristia Dominical, durante a qual o pároco de Miranda do Douro, o padre Manuel Marques, deu as boas-vindas às autoridades locais e aos participantes na cerimónia de Engrandecimento da Capa d’Honras Mirandesa.
No final da celebração religiosa, seguiu-se a sessão solene da cerimónia, que se concluiu no adro da concatedral, com as atuações dos grupos etnográficos convidados e com uma fotografia de de grupo com odos os participantes envergando as capas.
Em Miranda do Douro, o XV Engradecimento da Capa d’Honras Mirandesa encerrou com um almoço convívio, entre mirandeses e espanhóis.
A Capa de Honras Mirandesa é uma das mais emblemáticas peças do vestuário tradicional da Terra de Miranda. Em 2023, a arte de confecção da Capa d’Honras Mirandesa foi inscrita no Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial.
Miranda do Douro: Comerciantes e empresários agradados com a I Feira de Stocks
Em Miranda do Douro, a I Feira de Stocks, que decorreu no fim-de-semana de 14 e 15 de março, contou com a participação de 80 lojas e empresas, que elogiaram a inciativa da ACIMD, na organização de um certame para atrair mais público à cidade de modo a escoar produtos e artigos e renovar os stocks das empresas.
Na abertura da I Feira de Stocks, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Miranda do Douro (ACIMD), Bruno Gomes, mostrou-se agradado com a adesão dos comerciantes e empresários ao certame.
“A grande participação dos comerciantes e empresários na I Feira de Stocks mostra o interesse e a necessidade em escoar os produtos e artigos que têm em stock. A venda, ainda que a preços mais reduzidos, permite aos empresários criar liquidez para renovar os stocks e as coleções das lojas”, justificou o dirigente associativo.
Para o sucesso da I Feira de Stocks, o também empresário, Bruno Gomes, destacou a atratividade turística da cidade de Miranda do Douro, que continua a ser visitada ao longo do ano pelos vizinhos espanhóis e por muitos turitas.
“Miranda do Douro é uma cidade muito apelativa pela história, pela cultura e também por ser uma localidade fronteiriça que o público gosta de visitar, para almoçar ou jantar e fazer compras nos muitos estabelecimentos comerciais. Gosto de dizer que Miranda do Douro é um shopping center ao ar livre!”, disse.
Na I Feira de Stocks, em Miranda do Douro, participaram 80 empresas, maioritariamente do concelho de Miranda do Douro e outras empresas dos concelhos vizinhos de Vimioso, Mogadouro e Bragança.
A loja de vestuário Limão Vermelho, em Miranda do Douro, foi uma das empresas que participou na I Feira de Stocks. A responsável, Eugénia Lopes, justificou a presença no certame, como mais um meio de promover o comércio local e atrair público à cidade. Questionada sobre que peças de vestuário apresentou no certame, a responsável pela loja, indicou que expôs sobretudo artigos de fim da estação outono e inverno.
“Aproveitámos a I Feira de Stocks para escoar as peças de vestuário de outono e inverno, oferecendo promoções atrativas. Por exemplo, há calças que habitualmente custam entre 50 a 70 euros e nesta feira estão à venda a apenas 15 euros.”, disse a empresária.
Com o mesmo propósito de comercializar a coleção do tempo frio de inverno, a loja Têxteis Isabel Fonseca,~´ também participou na I Feira de Stocks, em Miranda do Douro.
“Foi com agrado que participámos nesta I Feira de Stocks, organizada pela ACIMD. Neste certame, realizamos promoções com a redução significativa dos preços dos artigos como as colchas, jogos de toalhas, mantas, panos de cozinha e edredons”, disse Fátima Fonseca.
A loja Sapataria Paulo também marcou presença na I Feira de Stocks, com a exposição de artigos de inverno como botas, sapatos e casacos. A responsável, Clara Rodrigues, também elogiou a iniciativa da ACIMD, já que o certame é mais uma montra para o comércio local.
“Este conceito da Feira de Stocks é uma oportunidade para o comércio escoar os artigos que não foram vendidos durante as anteriores estações de outono e inverno. Para escoar os nossos artigos, a Sapataria Paulo, definiu preços mais baratos para o público”, indicou.
Paulo Cristal, da loja Outlet Multimarcas, indicou que na I Feira de Stocks, em Miranda do Douro, ofereceram promoções de peças de vestuário, com redução de preços até 90%.
“As Feiras de Stocks, como a própria designação indica, são certames para escoar os stocks de artigos e produtos. Para o conseguir há que oferecer ao público preços altamente atrativos. Sou da opinião, que as feiras de stocks são uma mais valia para o comércio local, desde que sejam bem organizadas e devidamente publicitadas”, disse o empresário.
Para além do vestuário, têxteis e calçado, entre os 80 expositores da I Feira de Stocks, participaram também artesãos, produtos locais, vinho, fumeiro, doçaria tradicional, entre outras empresas.
Em representação do Flaire Group – Peças Auto e Glassdrive, Daniel Flaire, justificou a participação na I Feira de Stocks, como uma oportunidade de divulgação dos serviços da empresa, sobretudo quando o comércio em Miranda do Douro já não é tão apetecível para os vizinhos espanhóis como foi no passado.
“A empresa Flaire Group presta vários serviços ao público, desde a montagem de vidros através da Glassdrive até à venda de peças automóvel, máquinas industriais e peças agrícolas. A participação na I Feira de Stocks é acima de tudo uma oportunidade de apresentação ao público e divulgação dos nossos serviços. Para colmatar a diminuição das vendas aos vizinhos espanhóis, acredito que as feiras de stocks podem ser uma estratégia comercial para atrair novos públicos e vender os produtos e artigos mais obsoletos, a preços mais baixos, de modo a renovar os stocks das empresas”, explicou o empresário.
Em Miranda do Douro, a I Feira de Stocks foi organizada pela Associação Comercial e Industrial de Miranda do Douro (ACIMD) e contou com o apoio do Município de Miranda do Douro.