Miranda do Douro: De 13 a 15 de fevereiro há Festival de Sabores Mirandeses

Miranda do Douro: De 13 a 15 de fevereiro há Festival de Sabores Mirandeses

Miranda do Douro é o palco do XXVII Festival de Sabores Mirandeses, um certame anual de gastronomia e artesanato, agendado para o fim-de-semana de 13, 14 e 15 de fevereiro e cujos destaques são a animação das danças dos pauliteiros, as montarias ao javali e os concertos musicais dos Zingarus, Atoa e Cláudia Martins & Minhotos Marotos.

O município de Miranda do Douro, organizador do evento, indica que vão participar no certame, cerca de uma centena de produtores e artesãos, dando a conhecer os sabores e produtos tradicionais da Terra de Miranda.

“Descubra a qualidade inigualável da carne de Vitela Mirandesa, do Cordeiro de Raça Churra Galega Mirandesa, do fumeiro, delicie-se com a doçaria e aprecie o artesanato das gentes do planalto mirandês”, convida o município.

Como acontece todos os anos, o Festival de Sabores Mirandeses vai presentear os visitantes com as marcas identitárias de Miranda do Douro, como são a língua e cultura mirandesa, as raças autóctones, a música dos gaiteiros e danças dos pauliteiros.

Nos espetáculos musicais, os destaques são os concertos dos Zingarus (13 de fevereiro, Atoa (14 de fevereiro) e Cláudia Martins & Minhotos Marotos (15 de fevereiro).

Inserido no Festival de Sabores Mirandeses, realiza-se em simultâneo, o Encontro Cinegético do Concelho de Miranda do Douro, com duas montarias ao javali, em Palaçoulo, a 14 de fevereiro e em Aldeia Nova, no dia 15 de fevereiro.

“O Encontro Cinegético é uma atividade que atrai centenas de caçadores ao concelho de Miranda do Douro, durante o fim-de-semana o que permite promover os recursos cinegéticos da região e em simultâneo dar a conhecer o patrimônio natural e cultural da Terra de Miranda”, acrescente o município.

Na estadia em Miranda do Douro, habitualmente, os caçadores e as suas famílias, aproveitam para degustar a gastronomia local, com destaque para a posta à mirandesa, o cordeiro de raça churra mirandesa, o fumeiro, a bola doce mirandesa e outros produtos regionais.

Outros habituais visitantes do Festival de Sabores Mirandeses, são o público espanhol, que aproveita as regulares visitas à cidade de Miranda do Douro, para adquirir alguns dos produtos típicos desta região de Portugal..

HA

Solidariedade: Envio de ajuda humanitária para a região Centro

Solidariedade: Envio de ajuda humanitária para a região Centro

Os municípios de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso estão a mobilizar-se para enviar ajuda para a região Centro, angariando bens de primeira necessidade e materiais de construção.

O concelho de Miranda do Douro, através da autarquia e dos bombeiros, está a preparar o envio de materiais e produtos alimentares, para os concelhos afetados pelo mau tempo, em articulação com as autoridades locais.

“A 2 de fevereiro iniciámos a recolha de bens de primeira necessidade e donativos, bem como material de construção civil e coberturas, géneros que serão entregues nas corporações de bombeiros da região Centro, mediante as necessidades, já no próximo sábado” adiantou a presidente da câmara, Helena Barril.

Em Vimioso, a vice-presidente da Câmara Municipal, Cristina Miguel, explicou que em trânsito está um camião articulado carregado com 16 paletes de telha e roupa de cama, Noutra viatura seguem bens alimentares e produtos de higiene, principalmente para crianças, entre outros bens de primeira necessidade.

“Todo este material será entregue pelo município de Vimioso no Estádio Municipal de Leiria”, vincou a autarca que segue nesta caravana humanitária.

Por sua vez, no concelho de Mogadouro, o município, bombeiros e Agrupamentos de Escuteiros também se mobilizaram para perceber o que é mais necessário para auxiliar as populações mais afetadas dos concelhos da região Centro, com a entrega prevista de vários bens, desde o setor pecuário a bens de primeira necessidade.

“Toda a ajuda a enviar será coordenada com os autarcas das zonas afetadas, no sentido de se apurar os bens a distribuir”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Mogadouro, António Pimentel.

Dez pessoas morreram na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

 A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém são as regiões com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade em 69 concelhos, até ao próximo Domingo , dia 8 de fevereiro anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Fonte: Lusa | Imagens: MMD

Energia: Rede elétrica mais resiliente com enterramento de linhas

Energia: Rede elétrica mais resiliente com enterramento de linhas

 A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, propõe o enterramento de linhas elétricas para reforçar a resiliência da rede, numa altura em que cerca de 149 mil clientes permanecem sem eletricidade após a devastação provocada pela tempestade Kristin.

Maria da Graça Carvalho falava numa conferência de imprensa conjunta com o comissário europeu para a Energia e Habitação, Dan Jørgensen, após uma reunião bilateral e uma mesa-redonda com representantes do setor energético.

A governante afirmou que os fenómenos extremos associados às alterações climáticas exigem uma adaptação estrutural das infraestruturas energéticas, sublinhando que Portugal tem atualmente apenas cerca de 20% da rede elétrica enterrada.

“Temos de pensar a nossa rede de uma forma diferente”, afirmou a ministra, admitindo a necessidade de aumentar o enterramento de linhas, apesar dos custos acrescidos, num contexto em que tempestades desta dimensão eram raras no passado.

A ministra comparou a situação portuguesa com a de outros países europeus, como Espanha e Itália, onde a percentagem de redes subterrâneas atinge cerca de 45%, defendendo uma abordagem equilibrada entre custos para consumidores e contribuintes e ganhos de resiliência. O investimento necessário para esta estratégia não foi detalhado.

No entanto, adiantou que no plano europeu o reforço da resiliência das redes portuguesas foi discutido com a Comissão Europeia no âmbito do futuro pacote europeu para as redes elétricas (“grid package”), defendendo que as necessidades de países periféricos, como Portugal, devem ser consideradas no financiamento comunitário.

Segundo a governante, a tempestade Kristin provocou falhas generalizadas em toda a cadeia da rede elétrica, afetando alta, média e baixa tensão, tendo deixado, na primeira noite, cerca de 1,1 milhões de clientes sem eletricidade.

“A alta tensão está já resolvida, mas persistem problemas significativos na baixa tensão”, disse, adiantando que, no momento, faltava repor o fornecimento a cerca de 149 mil clientes, dos quais 122 mil eram residenciais.

De acordo com a ministra, cerca de 100 mil desses clientes concentram-se numa única região, Leiria, sendo estas “as situações mais difíceis” de resolver, após o cumprimento do compromisso da E-Redes de recuperar 80% da rede em cinco dias. Isto apesar de em algumas zonas a forte chuva e vento que se fez sentir hoje de madrugada ter complicado a reparação e, até mesmo, causado mais danos.

Maria da Graça Carvalho destacou ainda o esforço de mobilização de geradores, referindo que estão a ser distribuídos mais de 200 equipamentos, entre meios públicos e privados, para garantir o funcionamento de infraestruturas críticas, escolas, empresas e sistemas de abastecimento de água.

A ministra sublinhou que cerca de 90 a 95% das instalações de água já se encontram operacionais, graças ao recurso a geradores, reconhecendo o trabalho conjunto de entidades públicas, operadores privados e autoridades espanholas na gestão das barragens e na prevenção de cheias.

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade em 69 concelhos, até ao próximo Domingo, dia 8 de fevereiro e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Fonte: Lusa | Foto: MAE

Meteorologia: Chuva persistente

Meteorologia: Chuva persistente

Todos os distritos de Portugal continental estão quarta e quinta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, devido à passagem de uma nova depressão, segundo o IPMA.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou que as ondulações frontais associadas a uma nova depressão vão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.

“Para os dias seguintes prevê-se a passagem de novas superfícies frontais e a continuação deste padrão muito instável”, é referido na nota.

Esse sistema frontal começa pela região sul e irá estender-se gradualmente às restantes regiões do continente durante o dia de hoje, prevendo-se que o período com valores acumulados de precipitação mais elevados e vento mais intenso seja na noite de hoje para quinta-feira, passando gradualmente a regime de aguaceiros, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada.

Devido a esta previsão meteorológica, o IPMA emitiu aviso amarelo de chuva por vezes forte para os distritos de Évora, Faro, Setúbal e Lisboa até às 15:00 de hoje e a partir desta hora até às 09:00 de quinta-feira.

Viseu, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo e Braga estão sob aviso amarelo por causa da chuva até às 21:00 de hoje e depois entre as 03:00 e as 09:00 de quinta-feira.

Já os distritos de Bragança, Porto, Guarda, Leiria, Beja, castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Portalegre vão estar sob aviso amarelo devido à chuva entre as 03:00 e as 09:00 de quinta-feira.

O IPMA colocou igualmente os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Faro, Vila Real, Setúbal Santarém, Viana do Castelo e Lisboa, Leiria, Beja, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga por causa do vento hoje e na quinta-feira, prevendo-se rajadas até 90 quilómetros por hora e até 100 nas serras.

Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob aviso laranja por causa da agitação marítima entre as 12:00 de quinta-feira e as 18:00 de sábado, prevendo-se ondas do quadrante oeste com 05 a 06 metros de altura significativa, podendo atingir 12 a 13 metros de altura máxima.

Devido ao estado do mar, as barras marítimas de Aveiro, Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa do Varzim, Vila do Conde, Ericeira, Nazaré, São Martinho do Porto, Albufeira e Alvor estão hoje encerradas a toda a navegação

As barras marítimas de Leixões, Viana do Castelo, Lisboa e Portimão estão condicionadas.

Os distritos da Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco vão estar sob aviso laranja entre as 12:00 e as 22:00 de sexta-feira devido à queda de neve acima de 800 metros.

Também por causa da neve, Bragança, Viseu e Aveiro vão estar sob aviso amarelo entre as 15:00:00 e as 22:00 de sexta-feira.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Fonte: Lusa

Vimioso: Início do projeto FERTiOLiVE

Vimioso: Início do projeto FERTiOLiVE

No passado dia 9 de janeiro, iniciou-se em Vimioso, o FERTiOLiVE – Sistema de Fertilização Inteligente Low-Cost para Olivais Tradicionais, um projeto cujo objetivo é o desenvolvimento de uma solução tecnológica para avaliar e melhorar a fertilidade dos solos nos olivais tradicionais.

O MORE Colab – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, com sede em Bragança, indica que o desenvolvimento desta nova tecnologia vai permitir recolher dados nos olivais, analisar o estado nutricional das oliveiras e gerar recomendações de fertilização.

“Em Portugal, 75% dos olivais são predominantemente explorações de pequena e média dimensão, frequentemente localizados em territórios de baixa densidade, com reduzido acesso à digitalização e carência de ferramentas eficazes de apoio à decisão, nomeadamente na gestão da fertilização”, indicam.

De acordo com a associação sem fins lucrativos, MORE CoLAB, nos olivais tradicionais, a fertilização é realizada sobretudo com base na experiência dos agricultores, por vezes, pouco ajustadas às reais necessidades nutricionais das plantas, conduzindo ao desperdício de recursos, perdas de produtividade e impactos ambientais indesejáveis.

Para promover uma gestão da fertilização mais eficiente, informada e sustentável, o projeto propõe a criação de um sistema inteligente e autónomo nos olivais, que integra, entre outras tecnologias, um sensor de solo de baixo custo e uma aplicação móvel intuitiva, acessível a utilizadores com reduzida literacia digital.

“Esta solução permite recolher dados edáficos em campo, inferir o estado nutricional das plantas e gerar recomendações de fertilização personalizadas, em tempo real e sem necessidade de conectividade, respondendo às lacunas tecnológicas existentes no mercado atual”, concluem.

O início operacional dos trabalhos decorreu em Vimioso e contou com a participação dos parceiros MORE CoLAB, Instituto Politécnico de Bragança, Natureza Prima e APPITAD para discussão do plano de atividades e primeiros passos de execução técnica do projeto.

O projeto decorre de 1 de janeiro de 2026 até 31 de dezembro de 2028, sendo cofinanciado pelo Programa Regional Norte 2030, com um investimento total de 1 175 483,25€ e um apoio financeiro de 956 990,12€.

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Santulhão: Festival do Entrudo de 14 a 17 de fevereiro

Santulhão: Festival do Entrudo de 14 a 17 de fevereiro

De 14 a 17 de fevereiro, a aldeia de Santulhão, no concelho de Vimioso, celebra o Festival do Entrudo, um evento cultural recheado de atividades, como o jantar do butelo seguido da expiação do Entrudo e na terça-feira de Carnaval, os destaques são o concurso de máscaras, no desfile e julgamento do Entrudo.

Nesta localidade do concelho de Vimioso, o Carnaval ou Entrudo é vivido com entusiasmo pela população residente e também pelos muitos (e)migrantes, que aproveitam o fim-de-semana de carnaval, para regressar à terra-natal e participar na folia.

Em Santulhão, o Entrudo transformou-se mesmo num festival, que atualmente decorre ao longo de quatro dias, com atividades como uma montaria ao javali, concertos, teatro, passeio pedestre, workshop de entrudos, concurso e exposição de máscaras.

No programa de atividades, destaque para o jantar convívio do butelo, agendado para 16 de fevereiro e que todos os anos reune centenas de pessoas, para degustar um dos enchidos típicos desta altura do ano.

Após o tradicional jantar do Butelo, na aldeia de Santulhão, segue-se o ritual da Expiação do Entrudo. De acordo com a organização, a figura do Entrudo é um boneco feito em estrutura de madeira, vestido com roupas velhas e enchido com palha. O Entrudo representa todos os males que aconteceram na aldeia e no mundo, ao longo do ano anterior.

A expiação consiste na exibição noturna do Entrudo pelas ruas da aldeia, acompanhados de música e do anúncio da prisão do malfeitor, que no dia seguinte vai ser julgado pela população.

Na terça-feira de Carnaval, 17 de fevereiro, realiza-se Desfile e Julgamento do Entrudo, numa tarde de animação que inclui os concursos de entrudos e de máscaras, com prémios para os melhores exemplares. No julgamento do Entrudo, perante as acusações do povo, o juiz vai ditar a sentença, que por norma, é a morte e queima do entrudo. O fogo e a queima significam a purificação.

Ao público que pretenda visitar Santulhão na terça-feira de caranaval, recomenda-se o uso de roupa adequada, pois nesta localidade é tradição dar as boas-vindas aos visitantes com cinza e farinha!

O Festival do Entrudo é uma iniciativa do Grupo Recreativo e Associativo de Santulhão (GRAS), que conta com os apoios do município de Vimioso, da Freguesia de Santulhão, da Reserva da Bioesfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, da Freguesia de Santulhão, dos Café Caçador e Teixeira e do Ministério da Cultura.

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Vimioso: Curso de Armadilhagem Fotográfica com 12 participantes

Vimioso: Curso de Armadilhagem Fotográfica com 12 participantes

De 2 a 5 de fevereiro, está a decorrer no PINTA – Parque Ibérico de Natureza e Aventura, em São Joanico (Vimioso), a sétima edição do curso “Uso e Potencialidades da em Estudos de Ecologia e Monitorização de Fauna Silvestre”, uma formação que todos os anos traz a Vimioso, profissionais ambientais, de outras regiões do país e do estrangeiro.

O coordenador científico do curso, João Santos, indicou que nesta sétima edição, participam 12 pessoas, 11 portugueses vindos de várias regiões de Portugal e 1 espanhol, proveniente de Zaragoza (Espanha).

“Na sua maioria, os formandos trabalham em organizações de consultoria ambiental. O objetivo do curso é dotar os formandos de conhecimentos técnicos e científicos sobre o uso da armadilhagem fotográfica, como ferramenta de estudo e monitorização de populações de fauna silvestre, em particular mamíferos e aves”, explicou João Santos.

A formação decorre ao longo de quatro dias, três em sala e uma jornada de campo, em que vão ser transmitidos conhecimentos sobre o modo de funcionamento das câmaras fotográficas, autorizações para a instalação, onde e como instalar, entre outros tópicos.

“A fotoarmadilhagem é uma ferramenta que permite estudar os padrões de atividade das espécies de animais existentes numa determinada área, assim como estimativas de densidade populacional e as interações entre diferentes espécies”, indicou o biólogo da Palombar.

Entre os formandos, Javier Ferreres, veio de Zaragoza (Espanha) até Vimioso, para participar no curso “Uso e Potencialidades da Armadilhagem Fotográfica em Estudos de Ecologia e Monitorização de Fauna Silvestre”.

Questionado sobre o que o motivou a viajar 600 quilómetros para participar nesta formação, o consultor ambiental espanhol respondeu com a necessidade de atualizar conhecimentos.

“Decidi participar no curso para atualizar os conhecimentos nesta área da monitorização da fauna silvestre. Ao participar neste curso em Vimioso, tenho a possibilidade de inteirar-me sobre as mais modernas ferramentas e softwares utilizados na gestão da fauna silvestre”, justificou.

A 5 de fevereiro, último dia do curso, os 12 formando vão realizar uma saída de campo, com visitas, durante a manhã, ao Centro de Interpretação dos Pombais Tradicionais (CIPT), na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso. À tarde, está programada uma incursão na Rede Natura 2000, entre os rios Sabor e Maçãs, com a visita a Campo de Alimentação para Aves Necrófagas (CAAN).

A Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural é uma organização não governamental de ambiente, criada em 2000, com a missão de conservar a biodiversidade, os ecossistemas naturais e o património rural material e imaterial.

O curso “Uso e Potencialidades da Armadilhagem Fotográfica em Estudos de Ecologia e Monitorização de Fauna Silvestre” é organizado pela Palombar, em parceria com o Instituto de Investigación en Recursos Cinegéticos – Universidad de Castilla-La Mancha (IREC, CSIC-UCLM-JCCM) e o Instituto Mixto de Investigación en Biodiversidad – Universidad de Oviedo (IMIB, UO-CSIC-PA), ambos em Espanha.

A formação tem o apoio da Câmara Municipal de Vimioso, do Vales de Vimioso e do PINTA – Parque Ibérico de Natureza e Aventura de Vimioso.

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Cultura: Prioridade da Estrutura de Missão é o ensino do mirandês

Cultura: Prioridade da Estrutura de Missão é o ensino do mirandês

Na visita do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, a Miranda do Douro, o colégio de comissários da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM) iniciou funções a 2 de fevereiro, tendo como prioridade a formação de professores e a criação de materiais pedagógicos para o ensino do mirandês.

O secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, disse que a sede da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa, vai funcionar na antiga Casa do Magistrados, em Miranda do Douro, por um período de quatro anos, com hipótese de prorrogação do prazo.

“Demos instruções para que fique pronto o Auto de Cedência e Aceitação ao comissariado que entrou em funções. Isto não é detalhe logístico. É uma afirmação política inequívoca: o centro desta política pública está onde a língua está, no território”, vincou Alberto Santos, sublinhando a localização em Miranda do Douro.

O governante destacou ainda o impacto que esta Estruturada Missão pode ter no território, nas áreas da leitura, da musica, da educação e sobretudo, do ensino da língua.

O município de Miranda do Douro afirmou que a entrada em funcionamento da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM) é um marco histórico, que acontece 27 anos após o seu reconhecimento.

A presidente da Câmara, Helena Barril, disse que “é preciso assinalar que é um dia histórico e feliz para a língua e cultura mirandesa, para o território da Terra de Miranda, com o início de funções da EMPLM”.

“Mais do que estarmos a carpir mágoas daquilo que aconteceu até aqui, ao longo deste processo, o importante é que temos um organismo de Estado, em Miranda do Douro, para a salvaguarda e divulgação da língua mirandesa”, vincou a autarca mirandesa.

O comissário Alfredo Cameirão disse que já há um plano de atividades a desenvolver no imediato, relacionadas com o futuro do ensino deste idioma ancestral.

“Vamos arrancar já com um plano de trabalho, arranjado com ideias nossas e do Conselho Consultivo. Aqui, destaco a formação de professores para lecionar em língua mirandesa e o próprio estatuto dos profissionais dos docentes de mirandês, para lhes conferir estabilidade” explicou.

O comissário, nomeado pelo Governo, acrescentou ainda que é importante dignificar o ensino da língua mirandesa nas escolas de Miranda do Douro, que “têm feito um trabalho formidável, mas há que reforçar a presença da ‘lhéngua’” no ensino.

“A criação de conteúdos educativos, manuais escolares, materiais audiovisuais, a criação de portais digitais, onde se possa encontrar informação sobre a língua mirandesa ou um centro de recursos para a segunda língua oficial em Portugal”, indicou Alfredo Cameirão.

Segundo o comissário, estas linhas orientadoras propostas pela EMPLM têm como objetivo chegar cada vez mais perto dos jovens mirandeses e divulgar a língua materna.

“O mirandês é uma língua da tradição oral, agora é da tradição global. Não queremos que para o mirandês haja entraves físicos ou mentais. O mirandês pode ajudar a região para que os seus habitantes sejam do mundo, sem perder as suas raízes”, vincou.

Para o comissário, esta estrutura assenta num conceito agregador já que o Conselho Consultivo é composto por representantes de diferentes intuições académicas e culturais que sempre demonstraram interesse na língua mirandesa.

Além do comissário e dos dois subcomissários, a EMPLM tem um Conselho Consultivo composto por representantes do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, da Direção-Geral da Educação, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, da Câmara Municipal de Miranda do Douro, da ALCM, das faculdades de Letras das universidades de Coimbra e do Porto, do Instituto Politécnico de Bragança, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro, entre outros organismo locais.

O mirandês foi reconhecido oficialmente há 27 anos, através da lei 7/99, que fez desta língua a segunda oficial no país. Aprovada em 17 de setembro de 1998, esta lei entrou em vigor em 29 de janeiro de 1999, com a publicação em Diário da República.

Um estudo efetuado pela Universidade de Vigo, em 2023, alertava para a possibilidade de extinção da língua mirandesa, em redor do ano 2050.

Fonte: Lusa | Fotos. MMD

Leiria: De ações de limpeza a distribuição de bens essenciais através da Cáritas

Leiria: De ações de limpeza a distribuição de bens essenciais através da Cáritas

Após a destruição provocada pela passagem da depressão Kristin, centenas de voluntários estão a participar em ações de limpeza e através da Cáritas Diocesana de Leiria, na distribuição de bens essenciais nesta região.

“Nós tínhamos uma Assembleia Geral hoje e amanhã e ela foi adiada para março para podermos de facto também estar mais disponíveis, para podermos ajudar, para podermos colaborar, para dar o apoio necessário à população, às famílias e às dezenas ou centenas de voluntários que estão no terreno também”, afirmou Ivo Faria, chefe nacional do Corpo Nacional de Escutas.

Em declarações à Agência ECCLESIA, em Leiria, o responsável explica que os escuteiros estão a dar apoio na distribuição de refeições, de água, além de estarem disponíveis para fazer trabalhos de reparações que estejam ao seu alcance.

“O escutismo trabalha para criar nos nossos jovens este sentido de estarem disponíveis, de estarem alerta para poderem servir as comunidades locais”, referiu.

Estes desastres têm, para Ivo Faria, “um sentido pedagógico que ajuda os jovens a ganharem consciência dos efeitos” das “alterações climáticas” e de como trabalhar para prevenir que situações como estas aconteçam, “com gestos quotidianos” que ajudem “a poupar um pouco a água e os recursos”.

Edgar Santos, do Departamento Regional de Proteção Civil e Segurança, do CNE de Leiria-Fátima, explica que não está a ser possível dar resposta a tanta ajuda: “Felizmente os escuteiros são assim, quando é preciso eles aparecem”.

“Há, efetivamente, algumas pessoas que nós ainda não conseguimos responder. Vamos tentando, à medida do possível, mas são muitas pessoas a mandar mensagens que querem vir ajudar, muitos grupos a juntarem-se em várias regiões, desde o Porto até ao Algarve”, revela.

O entrevistado assinala que “mais uma vez os escuteiros provam o seu valor”, indicando que, “sempre que é preciso”, estes respondem.

Constança Gonçalves, do Agrupamento 774 Queijas, do núcleo da Barra, zona de Oeiras, Lisboa, é um desses casos.

“Nós, quinta-feira já começámos a ver se existiam grupos de voluntariado e de trabalho, mas só na sexta-feira, depois já de o estado de calamidade estar mais concreto, é que começámos a ver mobilização”, relata.

A escuteira dá conta que, depois, o CNE começou a lançar uma circular e a “publicar as informações sobre quem queria vir ajudar”: “Então nós, de uma hora para a outra, decidimos cancelar a nossa atividade de hoje e juntar-nos e virmos para cá”.

“Nós no escutismo e principalmente nós caminheiros, que é a quarta secção, somos muito chamados ao serviço. E foi bastante fácil para nós decidirmos vir para cá ajudar, precisamente por causa disso”, refere.

Porque o serviço não tem de ser algo planeado em que, ok, daqui a uma semana vamos a um lar de idosos fazer companhia. Se a região de Leiria e outras zonas do país precisam de nós de um dia para o outro, nós somos chamados a ajudar e por isso é que viemos”, acrescenta a jovem.

Esta manhã, uma ação de limpeza juntou cerca de 600 pessoas, segundo o vereador da Proteção Civil da Câmara de Leiria, Luís Lopes, junto ao Estádio Municipal de Leiria para limpar a cidade.

“Reparem que divulgámos isto ontem, é uma mobilização absolutamente extraordinária”, expressou.

José Costa, de Leiria, é um dos voluntários e recorda como encontrou a localidade: “Foi um caos, muita destruição por onde a gente anda”.

“Eu fui dar uma volta à cidade para ver como é que estava e estava mesmo destruição por toda a zona. Carros destruídos, casas destelhadas, pessoal na rua. Está mesmo complicado andar em Leiria”, descreve.

“Acho que com um pouquinho que cada um fizer, eu acho que ao fim se torna um dia melhor para todos”, declarou.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, a 28 de janeiro, deixou um rasto de destruição, causando mortes, vários feridos e desalojados.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima é um dos locais onde a ajuda acontece, sendo um dos pontos de entrega de bens essenciais aberto este fim de semana.

“Sábado e domingo vamos estar aqui, durante toda a próxima semana, isto é, vamos estar portas abertas. Enquanto a comunidade precisar nós estaremos aqui”, disse Nelson Costa.

“Neste momento, o Centro de Logística, a nível de recolhas de bens alimentares e produtos de higiene, centralizou-se tudo na Cáritas Diocesana de Leiria. E, neste momento, já no dia de hoje, já colocámos a nossa equipa técnica no terreno”, indicou o diretor de serviços da Cáritas Diocesana de Leiria.

Entre os muitos voluntários está a irmã Marta Couto, da associação dos Silenciosos Operários da Cruz, que conhecendo um pouco da realidade da diocese, percebeu desde cedo, até pela falta de comunicações, da grande necessidade de apoiar a população.

“Assim que tivemos a oportunidade, assim que pudemos, decidimos vir ao terreno tentar ajudar de alguma maneira”, conta.

A Cáritas Diocesana criou “Fundo de Emergência Social”, que permitirá acelerar e reforçar o apoio às famílias atingidas pela depressão Kristin.

“Neste momento estamos a angariar fundos para, posteriormente, criar uma equipa de trabalho, juntamente com os municípios que sofreram com esta tempestade, para depois o dinheiro que nos vai ser confiado ter o seu destino mais correto, como é óbvio, de apoio às famílias que sofreram com esta grande intempérie”, explicou Nelson Costa.

Num comunicado enviado esta tarde à Agência ECCLESIA, a instituição informa que, “não sendo possível, de momento, apurar um valor exato dos donativos devido às dificuldades de acesso às comunicações”, desde o lançamento deste mecanismo, “foram angariados cerca de 200 mil euros”.

“A Cáritas Diocesana de Leiria encontra‑se a envidar esforços no contacto com diversas entidades locais, nomeadamente Juntas de Freguesia, e já está presente em várias paróquias, levando alimentos e articulando diretamente com as comunidades para garantir que o apoio chega de forma eficaz a quem mais necessita”, pode ler-se.

Fonte: Ecclesia

Miranda do Douro: “A Cor do Limão” nas bibliotecas

Miranda do Douro: “A Cor do Limão” nas bibliotecas

No dia 29 de janeiro, a Biblioteca António Maria Mourinho, em Miranda do Douro, acolheu o encontro mensal da Rede Intermunicipal de Bibliotecas, uma iniciativa da CIM-TTM, cujo objetivo é promover a cooperação, partilha de recursos e atividades, como a peça de teatro “A Cor do Limão”, que vai ser representada nas oito bibliotecas transmontanas.

De acordo com a Elisabete Preto, da Biblioteca Municipal António Maria Mourinho, em Miranda do Douro, o encontro de 29 de janeiro, teve como ordem de trabalhos aprovar o plano de atividades para o ano 2026.

“Neste novo ano, três das atividades programadas nas bibliotecas da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes são: no mês de maio, a representação da peça de teatro “A Cor do Limão”, realizada pela Companhia Andante. Em outubro, é a vez do contador de histórias e ilustrador, Pedro Seromenho, percorrer as oito bibliotecas dos municípios transmontanos. Foi ainda solicitado à Direção Geral do Livro, Arquivo e Bibliotecas (DGLAB) uma atividade de dinamização de jogos de tabuleiro, nas oito bibliotecas”, informou.

Outra das novidades do encontro dos bibliotecários, em Miranda do Douro, foi o agendamento de uma reunião de trabalho no mês de março, sobre a utilização do novo software de requisição e empréstimo de livros nas bibliotecas.

“De momento, apenas as bibliotecas de Bragança e Mirandela já utilizam o sitema de empréstimo digital. As restantes bibliotecas ainda não utilizam o software, por isso, até março vai decorrer a instalação do programa das bibliotecas, para depois aprendermos a usá-lo”, informou a bibliotecária, Elisabete Preto.

Questionada sobre as vantagens de trabalhar em rede com as bibliotecas de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor e Vimioso, a bibliotecária destacou a partilha de saberes e experiências como uma mais-valia.

“Este trabalho em rede entre as bibliotecas permite-nos partilhar conhecimentos, recursos e realizar atividades em conjunto. Nos encontros mensais entre os bibliotecários dos vários municípios é possível aprendermos uns com os outros, trocar ideias, esclarecer dúvidas e definir estratégias conjuntas para cativar público”, disse.

Sobre que estratégias é possível implementar para incutir o hábito da leitura nas pessoas, Elisabete Preto, respondeu que tudo começa na família, pelo exemplo dos pais e educadores.

“O gosto pela leitura começa em casa, pelo exemplo dos pais e educadores, que incentivam as crianças e jovens a descobrir os benefícios do acto de ler. Entre os benefícios destaco a aquisição de novos conhecimentos, o desenvolvimento da linguagem, da memória e da concentração”, disse.

No ambiente das bibliotecas, Elisabete Preto, acrescentou que cada vez mais se realizam atividades, como encontros com escritores, sessões de contos e peças de teatro para atrair a vinda de público.

«No âmbito do Festival dos Sabores Mirandeses, vamos receber a visita do escritor, Raúl Minh’Alma, no dia 14 de fevereiro, às 15h30, para a apresentação do livro “Fomos mais que um erro”. Para os mais jovens, a Biblioteca António Maria Mourinho, acolhe a contadora de histórias, Mariana Machado», indicou.

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), através da sua Rede Intermunicipal das Bibliotecas, pretende fomentar a formação, aprendizagem e valorização profissional, promovendo uma cultura de cooperação intermunicipal e trabalho em rede.

A Rede Intermunicipal das Bibliotecas das Terras de Trás-os-Montes é constituída por oito bibliotecas: biblioteca municipal de Alfândega da Fé, biblioteca municipal de Bragança, biblioteca municipal A.M. Pires Cabral (Macedo de Cavaleiros), biblioteca municipal Padre António Maria Mourinho (Miranda do Douro), biblioteca municipal Sarmento Pimentel (Mirandela), biblioteca municipal Trindade Coelho (Mogadouro), biblioteca municipal de Vila Flor e biblioteca municipal Norberto Lopes (Vimioso).

HA