Santulhão: IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana a 30 e 31 de maio

Santulhão: IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana a 30 e 31 de maio

No fim-de-semana de 30 e 31 de maio, Santulhão, é o palco da IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, um certame cujo maior destaque é o azeite proveniente desta variedade de azeitona e que nesta quarta edição tem como novidade, a realização simultânea do I Concurso de ovinos e caprinos do planalto, um evento que visa reunir e premiar os criadores de pequenos ruminantes.

O presidente da Freguesia de Santulhão, Adrião Rodrigues, indicou que a Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana é a principal atividade organizada nesta localidade do concelho de Vimioso, onde existe uma vasta área de de olivais, cuja variedade predominante é a oliveira e azeitona santulhana.

“A par da olivicultura e da extração de azeite, em Santulhão, também se produz vinho, cereais, mirtilos, cerejas, amoras, nozes, kiwis, batatas, entre outras frutas e legumes. Acredito que com a futura construção da barragem da Alamela para regadio, cujo projeto está em estudo prévio, a agricultura e a pecuária em Santulhão poderão desenvolver-se ainda mais, na produção em quantidade e qualidade de produtos”, indicou o autarca.

A feira, que decorre no Centro de Promoção dos Produtos e Tradições de Santulhão, conta com 35 expositores, sendo que 10 são produtores de azeite.

“As 10 marcas de azeite que vão participar na IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, são provenientes do solar da oliveira santulhana, que geograficamente está inserido no distrito de Bragança”, disse.

A par do azeite, no certame em Santulhão, o público tem a oportunidade de adquirir outros produtos locais e regionais, como queijo, vinhos, cogumelos, licores, doçaria tradicional, mel, frutos secos, frutas e legumes e artesanato.

A IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana inicia-se no sábado, dia 30 de maio, com I concurso de ovinos e caprinos do planalto.

“Com este I Concurso das Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos pretende-se renuir os criadores do concelho de Vimioso, para em conjunto com as associações destas raças, iniciar o processo de melhoria genética destes animais. Em suma, o concurso é um incentivo para que os criadores selecionem e sejam premiados pelos seus melhores animais”, justificou, o também engenheiro agrónomo, Adrião Rodrigues.

Outro motivo de interesse, da IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, são os três momentos dedicados a informar e esclarecer o público sobre temas como os benefícios do azeite para a saúde; os apoios financeiros para a pecuária e a agricultura; e na tarde de Domingo, está programada uma mesa redonda sobre a sustentabilidade dos olivais.

“A partilha de conhecimento é importante para motivar as pessoas a dedicarem-se à agricultura e à pecuária. Por esta razão, convidámos especialistas em áreas como a saúde e a engenharia agrícola, para informarem o público sobre os benefícios do azeite e as potencialidades da agricultura e da pecuária na nossa região. Para sublinhar o caráter agrícola e pecuário do certame, no exterior do Centro de Promoção dos Produtos e Tradições de Santulhão vão ser expostas maquinaria e alfaias agrícolas, assim como equipamentos, ferramentas e produtos como adubos, rações, etc.”, acrescentou.

Ao longo do fim-de-semana, a animação da IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana é protagonizada pelos Gaiteiros de Santulhão, o grupo de concertinas de Vale de Pereiro, o grupo musical Ls Sorriagos, os gaiteiros Os três Rapazes, a atuação do Rancho Folclórico de Vimioso e as danças dos Pauliteiros de Miranda (São Martinho).

“Como já é tradição, no decorrer da Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana vão realizar-se os jogos tradicionais do fito, raiola, corrida de sacos e tração à corda, atividades abertas à participação de todos: homens, mulheres, jovens e crianças, o que torna estas atividades em oportunidades de convívio e saudável competição”, concluiu o autarca.

Em Santulhão, a IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana é organizada pela Freguesia, conta com o apoio do Município de Vimioso e a colaboração das associações de raças autóctones.

HA



Economia: Insolvência do matadouro do Cachão preocupa trabalhadores

Economia: Insolvência do matadouro do Cachão preocupa trabalhadores

O sindicato (SINTAB) acusou os municípios de Mirandela e de Vila Flor de não serem transparentes, ao não reunirem com os trabalhadores do matadouro do Cachão, para discutir o plano de recuperação da empresa, que entrou em insolvência.

“Os trabalhadores não podem continuar a ser tratados como figurantes num processo que decide o futuro das suas vidas. Aquilo que nos parece é que há demasiada encenação pública neste processo e transparência a menos”, afirmou o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), Eduardo Andrade.

Segundo Eduardo Andrade, o sindicato solicitou “há um mês” uma reunião com os municípios de Mirandela e Vila Flor, que são os acionistas maioritários do matadouro, mas até agora sem respostas.

“Quiseram os trabalhadores saber quais eram os trâmites desta proposta de recuperação da empresa. (…) Os trabalhadores têm o direito de saber qual é a perspetiva que se aponta, que possa ser aceitável para o futuro da unidade”, afirmou.

O presidente da Câmara de Mirandela, Vítor Correia, referiu que o município está receptivo para colaborar com os sindicatos e para os colocar ao corrente da situação. “Se o sindicato já fez o pedido, provavelmente está a aguardar oportunidade de agendamento para se poder realizar a reunião”, referiu.

Em abril, o matadouro industrial do Cachão, em Frechas, no concelho de Mirandela, entrou em processo de insolvência, solicitado por um dos credores, a Ares Lusitani, depois de uma dívida que terá chegado a perto de um milhão de euros.

O administrador do matadouro do Cachão, Michel Monteiro, disse, na altura à Lusa, que os municípios de Mirandela e Vila Flor iriam apresentar um “plano de recuperação” para esta unidade de abate, que está no Complexo Agroindustrial do Cachão, com o intuito de impedir o seu encerramento.

No entanto, o SINTAB coloca em causa a existência deste plano, devido à alegada falta de resposta das câmaras municipais para com os trabalhadores.

“Quem ao fim de um mês nada esclarece, ou não tem plano nenhum, ou tem um plano que quer esconder. É isto que os trabalhadores acabam por pensar. Aquilo que está em causa não é apenas um silêncio político, é um silêncio cúmplice perante a angústia dos trabalhadores neste momento”, vincou o sindicato, em declarações à Lusa.

O presidente da Câmara de Vila Flor, Pedro Lima, revelou que já foi elaborado e entregue, ao administrador de insolvência, o plano de recuperação do matadouro.

No entanto, de acordo com o dirigente sindical, os trabalhadores colocam em cima da mesa a possibilidade de o matadouro vir mesmo a fechar, devido a “interesses” “relativos ao desmantelamento de tudo aquilo que é atividade económica daquele complexo”, porque “há quem ache [que] o complexo é apetecível do ponto de vista turístico”.

“O que acontece, neste momento, é um silêncio claro por parte das câmaras municipais e é um silêncio que continua a alimentar a desconfiança e o receio deste desmantelamento encapotado”, criticou.

O sindicato considera ainda que o Governo deve tomar medidas, face à importância que o matadouro tem para o nordeste transmontano.

“O poder central não pode lavar as mãos e fingir que o problema é só das câmaras. (…) Defender o matadouro do Cachão é defender a produção nacional, defender a soberania alimentar e defender a coesão territorial”, vincou, salientando que “o Estado tem a obrigação de proteger as infraestruturas fundamentais à sobrevivência económica do interior do país”.

Apesar do processo de insolvência estar a decorrer, o matadouro industrial do Cachão mantém-se aberto e emprega 23 trabalhadores, “na maioria com idades entre os 63 e 66 anos”. 

No nordeste transmontano, há mais três matadouros, em Miranda do Douro, Vinhais e Bragança, estando ainda a ser construído outro em Mogadouro.

Ainda assim, “nenhum deles terá capacidade para fazer o abate de vitelos, como este faz, quase na totalidade, a este preço e com uma eficácia tão grande” e o seu encerramento pode obrigar os produtores a fazerem o abate em Penafiel, no distrito do Porto, a mais de 100 quilómetros, segundo o SINTAB.

Fonte: Lusa

Fruticultura: Cereja de Alfândega da Fé com Identificação Geográfica Protegida (IGP)

Fruticultura: Cereja de Alfândega da Fé com Identificação Geográfica Protegida (IGP)

A cereja de Alfândega da Fé é um produto com Identificação Geográfica Protegida (IGP), o que comprova a qualidade do fruto, que contribui para a valorização e o desenvolvimento agrícola e económico deste concelho transmontano.

De acordo com um aviso publicado hoje em Diário da República, foi proferida decisão nacional favorável ao registo da denominação ‘Cereja de Alfândega da Fé’ como IGP, apresentado pela “Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé”, no distrito de Bragança.

A IGP obriga o produto a ter determinadas características e condições de produção para ser comercializada com a qualificação.

O processo de obtenção da certificação já começou há mais de 10 anos.

Em 2015, o então presidente da cooperativa e atual presidente do município de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, disse à Lusa que esta classificação seria uma “mais-valia” para o produto.

“A decisão nacional confere proteção a nível nacional à cereja de Alfândega da Fé como IGP, com efeitos a partir de 03 de dezembro de 2025, data de apresentação do pedido de registo à Comissão Europeia”, lê-se no aviso.

A cereja tornou-se o símbolo do concelho de Alfândega da Fé, onde são colhidas anualmente cerca de 200 toneladas do fruto.

A promoção é feita através da Feira da Cereja, que este ano decorre no fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho, o maior certame de Alfândega da Fé.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr e MAF

Vaticano: Papa Leão XIV publica primeira encíclica «Magnifica humanitas»

Vaticano: Papa Leão XIV publica primeira encíclica «Magnifica humanitas»

O Papa Leão XIV vai publicar, no dia 25 de maio, a primeira carta encíclica do pontificado, com o título ‘Magnifica humanitas’ (Humanidade Magnífica), sobre “a proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial”.

Segundo um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, o documento foi assinado a 15 de maio, data do 135º aniversário da encíclica social ‘Rerum Novarum’, do Papa Leão XIII, que inspirou o atual sucessor de Pedro à escolha do seu nome papal.

A apresentação da encíclica vai decorrer no dia 25 de maio, pelas 11h30, no Salão Novo do Sínodo, na presença do Papa.

Entre os oradores que vão marcar presença neste momento estão o cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé e o cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Também Anna Rowlands, teóloga e professora da Durham University, no Reino Unido, Christopher Olah, cofundador da Anthropic (EUA) e responsável pela investigação sobre a interpretabilidade da inteligência artificial; e Leocadie Lushombo, docente de teologia política e pensamento social católico na Jesuit School of Theology de Santa Clara, Califórnia, vão participar.

A conclusão da sessão vai ser conduzida pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, a que se seguirá o discurso e bênção do Papa Leão XIV.

Em outubro de 2025, o Papa publicou a primeira exortação apostólica, com o nome “Dilexit Te” (Eu amei-te em português), na qual assumiu o legado pastoral e social de Francisco, numa reflexão sobre a relação da Igreja com os pobres.

A Santa Sé informou que Leão XIV aprovou a criação de uma comissão sobre a inteligência artificial, formada por representantes de vários dicastérios e Academias Pontifícias.

Na sua origem estão o desenvolvimento, nas últimas décadas, do fenómeno da IA e as recentes acelerações na sua utilização generalizada, bem como os seus efeitos potenciais sobre o ser humano e sobre a humanidade no seu conjunto.

A comissão nasce também da preocupação da Igreja com a dignidade de cada ser humano, sobretudo no que diz respeito ao seu desenvolvimento integral.

Fonte: Ecclesia

Miranda do Douro: Município assume despesas da esterilização animal

Miranda do Douro: Município assume despesas da esterilização animal

No corrente ano de 2026, o município de Miranda do Douro volta a promover uma campanha de esterilização de animais de companhia, através do reembolso das despesas aos munícipes, com os objetivos de promover o bem-estar animal e a saúde pública.

No sítio eletrónico, o município de Miranda do Douro apela à esterilização dos animais de companhia, considerando a importância deste procedimento sanitário para a diminuição da natalidade de cães e gatos e para evitar o abandono de animais.

Para efetuar a esterilização dos animais, o municipio de Miranda do Douro estabeleceu um protocolo com as clínicas “VETPLAN Veterinária, Lda.”, em Miranda do Douro e em Sendim, assim como com o Consultório Veterinário de Mogadouro.

O programa de Apoio à Esterilização de Animais de Companhia consiste num apoio financeiro às pessoas residentes no concelho de Miranda do Douro, com o município a assumir os custos da intervenção veterinária, através de reembolso.

“O apoio financeiro é aplicável à realização de esterilizações a animais que sejam propriedade de famílias/indivíduos residentes no concelho de Miranda do Douro. Por cada agregado familiar, há a possibilidade de esterilização gratuita até 2 animais, com o reembolso do valor gasto”, informa o município.

A candidatura ao Programa de Apoio de Esterilização de Animais de Companhia do Município de Miranda do Douro pode ser efetuada durante o ano de 2026, até a verba esgotar ou até 31 de dezembro de 2026.

O município de Miranda do Douro informa que o programa de Apoio à Esterilização de Animais de Companhia beneficia de um apoio financeiro total de 10 mil€.

O regulamento do programa e o formulário de candidatura podem ser consultados no site da autarquia.

HA

Malhadas: Alunos de engenharia zootécnica visitaram o Centro de Raças Autóctones

Malhadas: Alunos de engenharia zootécnica visitaram o Centro de Raças Autóctones

No dia 18 de maio, um grupo de alunos do curso de engenharia zootécnica, do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), visitou o Centro de Valorização e Melhoramento das Raças Autóctones e o posto zootécnico, em Malhadas, onde conheceram as novas tecnologias reprodutivas e realizaram diagnósticos de gestação em ovinos, para proceder à inseminação artificial.

A secretária-técnica da Associação de Ovinos Mirandeses (ACOM), Andrea Cortinhas, afirmou que é com alegria que o posto zootécnico de Malhadas recebe a visita de jovens estudantes de engenharia zootécnica.

“É muito importante que haja uma permanente interação entre as instituições, neste caso a Associação de Ovinos Mirandeses (ACOM) e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), para formar bem os nossos jovens estudantes. Na minha perspectiva, estas visitas de estudo mostram-lhes a realidade do contexto de trabalho, quer no Centro de Valorização e Melhoramento das Raças Autóctones, direcionado para a produção animal; quer no campo, na avaliação do rebanho, para realizar os relatórios de gestação animal”, disse a engenheira zootécnica.

O responsável técnico pelo Centro de Valorização e Melhoramento das Raças Autóctones, em Malhadas, o também engenheiro zootécnico, Óscar Mateus, informou que a visita de estudo dos alunos do 3º ano do curso de engenharia zootécnica, do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), consiste em proporcionar aos jovens aulas práticas. Desta vez, a visita de estudo teve por objetivo ensinar os alunos a realizarem o diagnóstico de gestação, a avaliação dos ovinos para a sincronização de cios, para depois proceder à inseminação artificial.

“A vinda dos alunos até ao posto zootécnico de Malhadas está relacionada com os estudos em pequenos ruminantes e a reprodução e lactação. Durante a jornada em Malhadas realizámos uma visita ao Centro de Valorização e Melhoramento das Raças Autóctones, onde os alunos conheceram as novas tecnologias reprodutivas, as formas de colheita e conservação de sémen, a prática de inseminação artificial e sincronização da atividade reprodutiva nos rebanhos”, descreveu o docente do IPB.

Semanalmente, o jovem engenheiro zootécnico, Óscar Mateus, regressa a Malhadas, para realizar o treino de ovinos machos para proceder à recolha de sémen, que vai ser utilizado na inseminação artificial ou na conservação no Banco Português de Germoplasma.

O grupo de alunos de engenharia zootécnica que visitaram o Centro de Valorização e Melhoramento das Raças Autóctones, são provenientes de várias regiões do país, desde Vila Flor, Santo Tirso, Porto, Baião, Leiria, Madeira entre outras localidades.

A jovem, Marisa Henriques, natural da Madeira, é estudante do 3º ano de engenharia zootécnica. Inicialmente, a jovem madeirense pretendia enveredar pelo curso de medicina veterinária, mas ingressou no curso técnico superior profissional (CTESP) em Cuidados Veterinários, para depois seguir a licenciatura em engenharia zootécnica.

“Estou a gostar muito do curso, porque os professores motivam-nos constantemente à aprendizagem e há muitas aulas práticas, comoa visita ao Centro de Valorização e Melhoramento das Raças Autóctones e ao Posto Zootécnico, em Malhadas. Nesta visita gostei muito das instalações e condições oferecidas ao bem estar animal. No futuro, gostaria de trabalhar na área dos animais ruminantes, embora na minha terra, na ilha da Madeira, o número de animais seja bem mais reduzido do que no continente”, disse a jovem estudante.

O colega de curso, Francisco Morgado, natural de Leiria, justificou a frequência da licenciatura em engenharia zootécnica, com a afeição pelos animais.

“Desde miúdo sonhava ser veterinário. Após a conclusão da licenciatura em enfermagem veterinária decidi acrescentar-lhe o curso de engenharia zootécnica. Aos jovens que pretendam estudar no IPB, posso dizer-lhes que os cursos têm uma componente prática muito apelativa, pois nesta região de Trás-os-Montes existem várias raças autóctones, as quais é possível estudar em proximidade”, disse.

Após a conclusão da licenciatura, o jovem estudante do IPB pretende realizar um estágio profissional, que lhe dê a oportunidade de entrar no mercado de trabalho, em Portugal ou no estrangeiro.

Entre as saídas profissionais, o curso de engenharia zootécnica habilita os alunos a exercerem a profissão em áreas como a nutrição animal, a reprodução, a produção animal, a secretaria técnica de raças autóctones, entre outras áreas profissionais.

HA

Meteorologia: Temperaturas máximas sobem acima de 30 graus

Meteorologia: Temperaturas máximas sobem acima de 30 graus

A partir de quarta-feira, dia 20 de maio, as temperaturas máximas vão subir até nove graus Celsius, ultrapassando os 30 graus em algumas regiões do país, estando ainda previstas poeiras do Norte de África, indicou a meteorologista, Maria João Frada.

Segundo a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), para terça-feira, 19 de maio, ainda se prevê nebulosidade nas regiões do Norte e Centro e há a possibilidade de períodos de chuva fraca ou chuvisco, temporariamente moderado no Minho e mais prováveis no litoral.

De acordo com Maria João Frada, a 19 de maio já se aguarda uma pequena subida da máxima nas regiões do Norte e Centro e a 20 de maio essa subida será acentuada.

“No dia 20 [quarta-feira] começamos a ter a influência de um anticiclone que ficará localizado sobre França e estende a sua influência em direção ao arquipélago da Madeira, juntamente com um vale invertido que se estende desde o norte de África à Península Ibérica, que começa a transportar massas de ar tropicais que nesta altura do ano fazem com que as temperaturas subam significativamente”, explicou.

Assim, segundo o IPMA, na quarta-feira, 20 de maio, as temperaturas vão registar subidas da ordem dos 6 a 9 graus Celsius, com exceção de alguns locais da faixa costeira a norte do Cabo Raso, onde serão menos significativas.

“Vamos chegar aos dias 20 e 21 de maio, com temperaturas na generalidade do território a variar entre os 26 e os 30 graus, com valores mais elevados no Vale do Tejo e no interior do Alentejo, onde podem chegar aos 32 e 34/35 graus. Na faixa costeira ocidental, principalmente a norte do Cabo Raso, vão variar entre os 20 e os 25 graus”, disse.

Na quinta-feira, 21 de maio, as temperaturas máximas voltam a subir 2 a 3 graus, em alguns locais do continente.

“Teremos então na quarta e quinta-feira dias de céu pouco nublado ou limpo. No entanto, é previsível e provável que possam vir, principalmente na quarta-feira, algumas poeiras do Norte de África, que poderão ficar até pelo menos dia 22 [sexta-feira]”, adiantou.

De acordo com a meteorologista do IPMA, a partir de quinta-feira, 21 de maio, a previsão é um pouco instável.

“Os modelos ao longo do tempo não têm dado uma situação estável ou de confiança, podendo no sábado haver uma descida das máximas no litoral e na região sul, mas ainda a confirmar”, disse.

Maria João Frada referiu ainda que os valores da temperatura a registar nos dias 20 e 21 de maio, começam a contribuir para onda de calor.

“No entanto, se houver uma descida de temperatura no dia 23 [no sábado] deve quebrar e não haver onde de calor, mas o cenário em algumas estações do IPMA é para um período prolongado especialmente no interior”, disse.

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

Sociedade: Portugal com população prisional mais envelhecida da Europa – relatório

Sociedade: Portugal com população prisional mais envelhecida da Europa – relatório

Portugal e Itália são os países europeus com a população prisional mais envelhecida, com uma média de idades de 42 anos, acima dos 37,5 anos da média europeia, segundo dados revelados pelo Conselho da Europa.

No relatório anual de análise à população prisional relativo a 2024 – mas com alguns dados que já abrangem o primeiro mês de 2025 -, o Conselho da Europa revela que a 31 de janeiro de 2025 as prisões portuguesas tinham 524 reclusos, com 65 anos ou mais, uma percentagem de 4,2% do total de presos, acima da média europeia de 3,6% para esta faixa etária.

A grande maioria dos 12.340 reclusos adultos tinha entre 26 e 49 anos (8.448 reclusos) e 2.584 tinham entre 50 e 64 anos. Entre os 18 e os 25 anos havia 779 reclusos e 20 menores de idade a cumprir pena no sistema prisional.

Mais de 90% dos reclusos eram homens, mas Portugal tinha nessa data 904 mulheres presas, que representam 7,3% do total da população prisional, percentagem acima da média de 5,8% na Europa.

Ainda segundo o relatório, as prisões portuguesas tinham 18 crianças até aos cinco anos, a viver com as mães, nos estabelecimentos em 2024.

Tráfico de droga, furto e roubo são os crimes com mais expressão entre os condenados a penas de prisão em Portugal, mas havia também 877 condenados por homicídio, 196 por violação e 226 por outros crimes sexuais.

Dos 12.360 reclusos, 10.209 eram cidadãos nacionais e 2.151 estrangeiros, dos quais 255 eram cidadãos de Estados-membros da União Europeia, 1.299 estavam a cumprir uma condenação e 852 estavam apenas detidos.

Sobre as 65 mortes ocorridas no sistema prisional em 2024, nove foram por suicídio, das quais quatro eram mulheres. Dessas nove mortes, oito foram de reclusos que ainda não estavam formalmente condenados.

Houve ainda outras 56 mortes nas quais se incluem mortes por doença, segundo os dados do relatório.

Fonte: Lusa | Foto: Estabelecimento Prisional de Izeda

Saúde: 66% dos portugueses sobrevivem ao cancro

Saúde: 66% dos portugueses sobrevivem ao cancro

Em Portugal, a sobrevivência ao cancro atingiu os 66%, cinco anos após o diagnóstico, para os doentes diagnosticados em 2019, indica um relatório divulgado pelo Registo Oncológico Nacional (RON), que alerta para diferenças relevantes entre sexos.

Para a elaboração deste relatório foram analisados 54.147 tumores malignos.

Na prática, cerca de dois em cada três doentes estavam vivos cinco anos após o diagnóstico.

Os resultados revelam diferenças entre sexos: 72% das mulheres sobrevivem pelo menos cinco anos após o diagnóstico, enquanto nos homens esse valor é de 62%.

A coordenadora do RON, Maria José Bento, que é epidemiologista no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, disse que esta diferença tem muito a ver com o tipo de tumor, mas também tem influência os hábitos de cada sexo.

“Os homens têm muito mais cancro do pulmão, cancro da laringe, cancro da cavidade oral que são tumores que não são de bom prognóstico, o que acaba por também se refletir nas sobrevivências piores. Por outro lado, se calhar também temos um problema de deteção mais precoce. Habitualmente as mulheres são mais atentas aos sintomas, recorrem mais atentamente ao médico do que os homens”, apontou a diretora do Serviço de Epidemiologia do IPO do Porto.

Nos homens, as melhores sobrevivências foram as do cancro do testículo, tiroide e próstata.

Já com uma sobrevivência aos cinco anos inferior a 20%, surgem os cancros do cérebro e sistema nervoso central, esófago, pâncreas, mesotelioma e primário de origem desconhecida.

Nas mulheres, os tumores com melhor prognóstico foram as doenças mieloproliferativas crónicas, da glândula tiroideia, Doença de Hodgkin e mama.

Por outro lado, os menos favoráveis e com sobrevivências inferiores a 20% aos cinco anos foram os cancros do cérebro e sistema nervoso central, fígado, pâncreas, mesotelioma e primário de origem desconhecida.

É ainda referido que a análise por localização do cancro confirma que as mulheres apresentam melhores resultados na maioria das neoplasias de maior incidência, incluindo tiroide, pulmão e melanoma.

São também destacadas as desigualdades regionais, com o Norte e o Centro a apresentarem os melhores resultados e a Região Autónoma da Madeira a registar a sobrevivência mais baixa.

Sobre esta matéria, ressalvando que este relatório não permite tirar conclusões sobre o acesso a tratamento, Maria José Bento insistiu que “as diferenças nas sobrevivências podem ter várias explicações”, mas “quando vemos que há regiões nas quais alguns tumores têm melhores sobrevivências do que outros, sabemos que um dos fatores principais é a precocidade no diagnóstico e a precocidade no tratamento”.

“A população deve estar atenta aos sintomas, recorrer ao médico, não desvalorizar os sintomas. Por outro lado, o tratamento tem que ser feito de modo precoce (…). Sabemos que para alguns tumores, por exemplo o tumor do pâncreas, o tipo de tumor é tão grave que tem uma taxa de fatalidade maior. As pessoas, quando são diagnosticadas, já estão numa fase avançada da doença. Há outros tumores em que o diagnóstico precoce faz toda a diferença”, sublinhou dando o exemplo do cancro da mama.

“Temos rastreio para o cancro da mama, que já funciona há alguns anos e praticamente o país está todo coberto. Aí temos taxas de sobrevivência muito boas, comparadas quase aos países nórdicos. Os rastreios acrescentam anos de vida. Os serviços de saúde também têm que dar uma resposta atempada ao tratamento destas pessoas. É pouco compatível haver até um diagnóstico e depois a pessoa estar meses à espera para ser tratada”, vincou.

Considerando que, em Portugal, “há lugar a crescimento” na área dos rastreios com reflexo na sobrevivência, à Lusa, Maria José Bento insistiu na importância da adesão da população.

“A população tem que participar. São serviços que estão cada vez mais alargados como o rastreio do cancro do colo e do reto. A nossa sobrevivência para este tipo de tumor anda à volta dos 67% aos cinco anos, isto é, 67% das pessoas vivem cinco ou mais anos, mas aqui penso que ainda há lugar a crescimento”, disse.

Entre os tumores com melhor prognóstico estão os da tiroide, testículo, próstata, sarcoma de Kaposi, mama feminina e doenças mieloproliferativas crónicas, com taxas de sobrevivência superiores a 90%.

Já tumores como os do cérebro e sistema nervoso central, mesotelioma, esófago, pâncreas e os tumores primários de origem desconhecida mantêm sobrevivências inferiores a 20% aos cinco anos.

Em tumores comuns – como os do estômago, pâncreas e melanoma – a mortalidade é inferior entre as mulheres.

Esta tendência também se verifica nos tumores ligados a comportamentos de risco, como os do pulmão, laringe e cavidade oral, onde os homens continuam a registar os piores resultados.

“Devemos também apelar a que evitem os fatores de risco porque melhor do que tratar é evitar que os cancros surjam. Vale a pena continuar a dizer para as pessoas não fumarem e para terem dietas saudáveis”, concluiu a especialista.

O relatório “Sobrevivência Global – Doentes diagnosticados em 2019 em Portugal” é o segundo deste género a ser publicado em Portugal.

Os dados apresentados referem-se a todos os tumores primários malignos invasivos diagnosticados em pessoas com 15 ou mais anos de idade, residentes em Portugal à data do diagnóstico.

Foram considerados tumores diagnosticados no ano de 2019, excluindo os cancros da pele não melanoma, bem como metástases ou recidivas.

Lê-se ainda na nota prévia do relatório que “os resultados mostram uma tendência de declínio da sobrevivência à medida que a idade aumenta, verificando-se a pior sobrevivência no grupo etário acima dos 75 anos, com 56,8% o que evidencia o impacto que a idade tem no prognóstico do cancro”.

Salvaguardando que os diagnósticos analisados são anteriores à pandemia de covid-19, a equipa do RON lembra que grande parte do acompanhamento decorreu durante esse período, pelo que o impacto nos resultados deverá ser analisado posteriormente.

“Em conclusão, confirma-se a consolidação de tendências de sobrevivência observadas no ano anterior e a persistência de desigualdades por sexo, idade e região de residência”, lê-se no resumo do relatório, razão pela qual a equipa do RON reforça “a necessidade de promover maior equidade no acesso ao diagnóstico e tratamento oncológico”.

Fonte: Lusa | Imagem: IPO Porto

Santulhão: Passeio pedestre dos Três Termos proporcionou bem estar físico e o convívio

Santulhão: Passeio pedestre dos Três Termos proporcionou bem estar físico e convívio

No Domingo dia 17 de maio, cerca de 250 pessoas participaram no Passeio Pedestre dos Três Termos, uma atividade realizada pelas freguesias de Santulhão, Carção, Argozelo, que todos os anos tem como meta incentivar a atividade física, proporcionar o convívio entre as populações e dar a conhecer a beleza natural destas três localidades do concelho de Vimioso.

O anfitrião do 9º Passeio Pedestre dos Três Termos, o presidente da freguesia de Santulhão, Adrião Rodrigues, realçou que esta atividade tem a mais-valia de proporcionar o encontro e o convívio entre as populações das três localidades vizinhas de Santulhão, Carção e Argozelo.

“Antigamente, quando as feiras mensais nestas localidades tinham outra importância eram a ocasião e o motivo de encontro entre as populações. Com o passar dos anos, as feiras mensais foram perdendo dimensão pelo que é importante criar alternativas que proporcionem o encontro e o convívio entre as pessoas das várias localidades, O passeio pedestre dos Três Termos é uma boa estratégia de socialização e que simultaneamente promove a atividade física na natureza”, justificou o autarca de Santulhão.

Em Santulhão, este passeio passeio pedestre antecede a Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, agendada para o fim-de-semana de 30 e 31 de maio, pelo que foi um convite aos caminhantes para visitar o certame.

Todos os anos, o passeio é organizado pelas três freguesias de Santulhão e conta com o apoio do município de Vimioso. O presidente do município, António Santos, foi um dos participantes e elogiou a continuidade desta atividade.

“Este é já o 9º Passeio Pedestre dos 3 Termos, que se bem me recordo iniciou-se quando eu era presidente da Freguesia de Carção e acolhi a ideia com entusiasmo, pois acredito que é a união que faz a força. A grande adesão das populações de Santulhão, Carção e Argozelo mostra o bem que esta atividade faz à saúde física e também à saúde mental, pois promove o convívio e a socialização entre nós”, disse o autarca vimiosense.

Por sua vez, o técnico de desporto do município de Vimioso, Henrique Gonçalves, explicou que este ano, o percurso do passeio levou os caminhantes a conhecer a zona sudoeste da freguesia de Santulhão.

“Este ano desenhámos um passeio em direção às freguesias vizinhas de Matela, Avinhó, Talhas e Izeda, onde os caminhantes tiveram a oportunidade de avistar os olivais centenários que existem nos montes e ladeiras próximos do rio Sabor”, explicou.

Na freguesia de Santulhão, o professor de educação física acrescentou que há aulas semanais de ginástica, para incutir hábitos de vida saudável na população.

“Em Santulhão, ao longo do ano há aulas de ginástica de manutenção, duas vezes por semana, às terças-feiras e sextas-feiras, a partir das 18h00. As aulas de ginástica são muito participadas, com cerca de 50 pessoas, o que revela o interesse das pessoas pelo cuidado da saúde física”, disse.

Teresa de Jesus Dias, residente em Santulhão, com 77 anos, aventurou-se na caminhada de 10 quilómetros, do Passeio dos Três Termos.

“Sou consciente dos benefícios que a atividade física dá, mesmo na minha idade. Por isso, semanalmente participo na ginástica de manutenção em Santulhão. Também decidi participar no passeio pois é uma oportunidade para reencontar pessoas amigas de outras localidades”, justificou.

O presidente da Freguesia de Carção, Daniel Ramos, destacou o ambiente de convívio e confraternização que o Passeio Pedestre dos Três Termos proporciona às centenas de partcipantes provenientes das várias localidades do concelho de Vimioso.

“No próximo ano, o X Passeio Pedestre dos Très Termos vai realizar-se em Carção. Todos os anos, esta atividade gera um ambiente de confraternização e de amizade entre as populações. Incutir hábitos de atividade física é uma prioridade na freguesia de Carção, onde oferecemos aulas de ginástica, sessões de fisioterapia de grupo e aulas de zumba”, indicou o autarca.

Entre os caminhantes, Sofia Afonso, de Carção, é uma assídua participante no Passeio Pedestre dos Três Termos. Após 47 anos de trabalho em Paris (França), esta antiga emigrante regressou definitivamente à sua terra natal, onde diz apreciar o dia-a-dia no meio rural, o ar puro e a tranquilidade.

“Fui emigrante em França e já regressei a Portugal há 12 anos. Desde então, participo todos os anos no Passeio Pedestre dos Três Termos, quer em Santulhão, Carção e Argozelo. Esta atividade é ótima, pois é um convite a caminhar na natureza e simultaneamente proporciona o convívio e a amizade com as pessoas das localidades vizinhas”, disse.

O presidente da Freguesia de Argozelo, Francisco Lopes, também acompanhou cerca de 70 fregueses argozelenses no Passeio Pedestre dos Três Termos, em Santulhão. O autarca elogiou o trabalho conjunto entre as três freguesias.

“Felicito as freguesias de Santulhão, Argozelo e Carção pela nona organização conjunta deste passeio pedestre, que tem os benefícios de dar mais saúde às populações e mais convívio e confraternização entre todas as pessoas. Desejo que esta iniciativa se mantenha por muitos anos”, destacou o autarca argozelense.

De Argozelo, Dulce Peças, veio no grupo de 70 pessoas para participar no Passeio Pedestre dos Três Termos, em Santulhão. Questionada sobre o que a motivou a participar, a caminhante argozelense justificou o cuidado da saúde física.

Todos os anos, o Passeio dos Três Termos é uma iniciativa conjunta das freguesias de Santulhão, Carção e Argozelo, que conta com o apoio do município de Vimioso.

HA