Vimioso: Minas de Santo Adrião com estatuto de Zona Especial de Conservação

Vimioso: Minas de Santo Adrião com estatuto de Zona Especial de Conservação

O Governo deu por concluído o processo de designação da Zona Especial de Conservação (ZEC) Minas de Santo Adrião, no concelho de Vimioso, através de decreto–lei publicado em Diário da República.

Neste sentido, a Zona Especial de Conservação Minas de Santo Adrião passa a beneficiar de um regime jurídico de conservação de habitats conferindo-lhes uma proteção especial, especificamente direcionado à manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável dos tipos de habitat naturais ou seminaturais e das populações das espécies selvagens com presença significativa nesta zona.

“O decreto-lei conclui o processo de classificação da Zona Especial de Conservação (ZEC) Minas de Santo Adrião em 16 de março, que procedeu à sua delimitação territorial e geográfica, e define para a sua área os objetivos e as medidas de conservação e de gestão que visam a manutenção ou o restabelecimento dos tipos de habitat naturais ou seminaturais e das populações de espécies da flora e da fauna selvagens num estado de conservação favorável”, lê-se na publicação.

Segundo o DR, a ZEC Minas de Santo Adrião é objeto de um plano de gestão a aprovar por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente, do ordenamento do território, da agricultura e florestas.

O plano de gestão para a ZEC Minas de Santo Adrião apresenta um conjunto de medidas e ações de conservação complementares às previstas no presente decreto-lei, designadamente medidas de gestão ativa e de suporte, que visam contribuir para assegurar o estado de conservação favorável dos tipos de habitat e das espécies de fauna e flora a identificar na portaria referida no número anterior na região biogeográfica mediterrânica e que assentam numa abordagem integrada para dar resposta às suas exigências ecológicas.

O plano de gestão estabelece, ainda, as prioridades de conservação, determinando as espécies e os tipos de habitat em relação aos quais se impõem medidas mais urgentes.

Este nono regime de proteção da Minas de Santo Adrião entra em vigor no sábado e foi aprovado em Conselho de Ministros de 04 de dezembro de 2025.

Segundo informação do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), as Minas de Santo Adrião são um sítio classificado, onde se encontra a maior área de calcários do Norte de Portugal, apresentando assim algumas características particulares no que respeita à flora e à fauna.

As minas situadas no planalto mirandês, entre os concelhos de Vimioso e Miranda do Douro, albergam importantes colónias de quirópteros (morcegos), onde se destacam espécies como o morcego-de-ferradura-grande (‘Rhinolophus ferrumequinum’) e o morcego-de-peluche (‘Miniopterus schreibersii’). São ainda locais de criação de espécies classificadas “em perigo”,  como o morcego-rato-pequeno (‘Myotis blythii’), desempenhando um importante papel na conservação destas espécies.

Fonte: Lusa | Foto: Património Geológico no Planalto Mirandês

Presidenciais: 250 personalidades apoiam António José Seguro

Presidenciais: 250 personalidades apoiam António José Seguro

Na campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, agendadas para 8 de fevereiro, mais de duas centenas de personalidades da área política “não-socialista” lançaram uma carta aberta de apoio a António José Seguro, elogiando-o pela moderação.

Numa carta intitulada “Não-socialistas por Seguro”, 250 personalidades lembram que, apesar de também haver uma segunda volta, as eleições deste ano “não podiam ser mais diferentes” das de 1986, uma vez que não estão frente a frente um candidato de centro-esquerda e outro de centro-direita, mas sim um nome de centro-direita e outro das “direitas radicais”.

Entre os signatários constam nomes como o do advogado Adolfo Mesquita Nunes, os antigos ministros António Capucho, Miguel Poiares Maduro e Arlindo Cunha, a antiga vereadora da Câmara de Lisboa Filipa Roseta, o historiador José Pacheco Pereira, a futebolista Francisca Nazareth, o humorista José Diogo Quintela, os escritores Miguel Esteves Cardoso, Henrique Raposo, Pedro Mexia, Afonso Reis Cabral, Rita Ferro e Francisco José Viegas

A carta, que continua a recolher apoios ‘online’ e já conta com mais de 750 assinaturas, rejeita a dicotomia defendida por André Ventura, que vê “este sufrágio como um confronto entre o bloco de esquerdas e o bloco de direitas, que qualificou como o campo ‘não-socialista’”.

“Pertencendo todos os signatários ao campo não-socialista, entendemos que André Ventura não nos representa. Rejeitamos tanto o estilo como a substância, a manifesta falta de sentido de Estado e o divisionismo que o candidato anuncia ao dizer desde já que não pretende ser o Presidente de todos os portugueses”, enfatizam.

Os signatários dizem ver em Ventura “propostas e posições inconstitucionais, discriminatórias ou atentatórias da dignidade humana” dando como exemplo a defesa de “confinamentos étnicos, sanções penais degradantes, a hipótese do regresso à pena de morte”, a “estigmatização de comunidades migrantes, um securitarismo de razia” e “alinhamento com autocratas e governos autoritários”.

“Por estas e outras razões, André Ventura não apresenta condições objectivas nem subjectivas para exercer o mais alto cargo do Estado”, argumentam.

Em contrapartida, acrescenta o grupo, António José Seguro, “desde sempre ligado ao espaço socialista, evitou na campanha o facciosismo ou a ofensa, e tem um percurso político de moderação, honestidade e dignidade”.

“Assim sendo, os signatários, ainda que não-socialistas, votam e apelam ao voto em António José Seguro. Temos decerto discordâncias ideológicas, mas sabemos que António José Seguro não atentará contra os valores democráticos e humanistas, nem contra os direitos, as liberdades e as garantias dos cidadãos”, frisam os autores da carta.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 8 de fevereiro, depois do candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.

Fonte: Lusa | Foto: AJS

Internacional: UE nas comemorações do Dia da República na Índia

Internacional: UE nas comemorações do Dia da República na Índia

Os líderes da União Europeia (UE) assistiram ao desfile militar do Dia da República na Índia, como convidados de honra do Governo de Nova Deli, com o qual devem concluir um tratado de livre comércio.

“Este evento marca a nossa vontade coletiva de construir uma Índia desenvolvida”, disse o primeiro-ministro Narendra Modi antes do início do desfile, que homenageia as unidades e o material utilizado durante o confronto militar que opôs o país ao Paquistão, em maio.

Na tribuna, o homem forte do país mais populoso do planeta — 1,5 mil milhões de habitantes — estava rodeado pelo presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A UE e a Índia discutem há mais de 20 anos um tratado de livre comércio, cuja conclusão foi acelerada pela guerra de direitos aduaneiros imposta pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Os dois lados confidenciaram que esperavam selar este documento, qualificado como “o acordo de todos os acordos”, durante a cimeira bilateral agendada para 27 de janeiro.

A Índia deverá tornar-se a quarta maior economia do mundo este ano. Em 2024, a UE e o país asiático trocaram 120 mil milhões de euros em mercadorias – um aumento de quase 90%, em dez anos – e 60 mil milhões de euros em serviços, de acordo com as estatísticas europeias.

Ambas estão em busca de novos mercados para contornarem as taxas de Washington e os controlos à exportação impostos pela China.

Bruxelas vê na Índia um mercado importante para o futuro, enquanto Nova Deli considera a Europa uma fonte fundamental de tecnologia e investimento de que necessita para acelerar a modernização e criação de milhões de empregos necessários à população.

O Dia da República marca o aniversário da adoção da atual Constituição da Índia em 1950, três anos após a independência do Império Britânico.

Fonte: Lusa | Imagem: EU

Jesus atravessa fronteiras e culturas

III Domingo do Tempo Comum / Último Dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Jesus atravessa fronteiras e culturas

Is 8, 23b – 9, 3 / Slm 26 (27), 1.4. 13-14 / 1 Cor 1, 10-13.17 / Mt 4, 12-23 ou 4, 12-17

São Mateus diz: «Quando Jesus ouviu dizer que João Batista fora preso, retirou-se para a Galileia». Neste início da vida pública de Jesus, aparecem dois aspetos que a configuram. O primeiro é a oposição que Jesus enfrenta. Ele “retira-se” por ver que onde está não encontra corações abertos. O segundo aspeto é o horizonte universal da proclamação de Jesus: atravessa fronteiras e culturas.

Na verdade, Jesus retirou-se para a Galileia, que muitos chamavam “Galileia dos gentios”. Era uma região de população mista, incluindo judeus e não judeus. Foi nessa ida de Jesus para a “Galileia dos gentios” que São Mateus reconheceu o que Isaías já tinha anunciado: «o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz».

São Mateus diz: «Desde então, Jesus começou a pregar: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus”». Jesus usa o modo imperativo, introduz a pressão do tempo, dá a entender ao que vem. Está aqui a inauguração solene do ministério de Jesus.

No início da vida pública de Jesus, aparecem dois aspetos que a configuram. O primeiro é a oposição que Jesus enfrenta. Ele “retira-se” por ver que onde está não encontra corações abertos. O segundo aspeto é o horizonte universal da proclamação de Jesus: atravessa fronteiras e culturas.

Jesus chama os primeiros discípulos. Vai direto àquilo que eles estão a fazer ou a viver. Eram quatro pescadores: dois lançavam as redes ao mar e outros dois estavam a consertá-las. Uma vez chamados, deixam tudo e seguem Jesus. “Deixar” e “seguir” aparecem diretamente associados. Não há mais explicações; não são precisas. Seguem Jesus, porque Ele os chamou. É assim a dinâmica da vocação: o chamamento vindo de Jesus é tudo o que há como justificação. Tem toda a autoridade por si.

São Paulo (1.ª Carta aos Coríntios) avança com uma recomendação à Igreja nascente, a fim de que não se ponha em causa o que é conseguido na sequência do que Jesus começou. Primeiro, Jesus arrancou com o seu ministério; agora, os apóstolos dão-lhe seguimento. Mas é preciso que o que daí resulta se mantenha sólido e credível: «rogo-vos (…) que não haja divisões entre vós, permanecendo bem unidos, no mesmo pensar e no mesmo agir».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Miranda do Douro: Escolas encerraram por causa da neve

Miranda do Douro: Escolas encerraram por causa da neve

A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, informou que a partir das 13:00 de sexta-feira, dia 23 de janeiro, as escolas do concelho encerraram, devido à queda de neve e ao possível agravamento das condições meteorológicas.

“Os alunos já estão a almoçar para serem levados para as suas residências, em condições de segurança. No terreno, estão igualmente as equipas da proteção civil municipal”, indicou a autarca mirandesa.

Segundo Helena Barril, a zona do concelho mais afetada é a parte sul, que faz fronteira com o concelho de Mogadouro.

De momento, por causa de alguns acidentes, o Itinerário Complementar (IC5) está interditado ao trânsito, no troço entre os nós de Mogadouro e Sanhoane, estando a circulação de veículos a fazer-se pela Estrada Nacional (EN221).Os Bombeiros e a GNR e concessionária deslocaram-se ao local para prestar auxílio aos condutores.

O distrito de Bragança está sob aviso laranja devido à queda de neve, pelo que os concelhos, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães decidiram encerrar as escolas, devido à impossibilidade de garantir o transporte dos estudantes.

O IPMA prevê chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal continental. Os distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão sob aviso vermelho (o mais grave de uma escala de três) por causa da neve.

Fonte: Lusa | Foto: José Pinto Oliveira

Mogadouro: Caminhadas Mensais 2026

Mogadouro: Caminhadas Mensais 2026

As Caminhadas Mensais, no concelho de Mogadouro, começam este Domingo, dia 25 de janeiro, na freguesia de Paradela, uma iniciativa organizada pelo município mogadourense, com as metas de incutir hábitos de vida saudável na população e simultaneamente dar a conhecer alguns dos lugares mais belos do concelho.

Entre os benefícios das caminhadas, os médicos destacam a melhoria da circulação sanguínea, o bem-estar físico e mental, a redução do sedentarismo e da sonolência e o fortalecimento muscular.

No final de cada caminhada, no concelho de Mogadouro, os participantes têm direito ao almoço convívio.

Para obter mais informações sobre as Caminhadas Mensais pode contatar o município de Mogadouro através do telemóvel 934 661 587 ou do email: desporto@mogadouro.pt

HA

Miranda do Douro: Cidade acolhe festival de cinema ambiental

Miranda do Douro: Cidade acolhe festival de cinema ambiental

Nos dias 23 e 24 de janeiro, a cidade de Miranda do Douro acolhe a 7.ª edição do Encontro de Cinema Ambiental e Rural, que coloca em debate a relação entre o ser humano e a natureza.

Segundo a entidade promotora, a Associartecine, a edição deste ano do encontro de cinema destaca a exibição de três obras: “EO”, um retrato sensível do mundo animal; “Sirat”, que conduz o público por diferentes territórios e realidades culturais; e “Agroecologia em Movimento”, dedicado às práticas sustentáveis e às respostas aos desafios atuais.

O encontro de Cinema Ambiental e Rural pretende ser um espaço de diálogo, resistência e transformação, incentivando a reflexão crítica e a construção de um futuro mais consciente e sustentável.

As sessões são gratuitas e vão decorrer no míniauditório de Miranda do Douro.

Fonte: Lusa

Turismo: Atividade turística cresceu acima de 5%

Turismo: Atividade turística cresceu acima de 5%

Em 2025, o setor do turismo voltou a crescer acima dos 5% em Portugal, indicou o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, para quem “esta atividade económica tem ainda um potencial de crescimento muito grande”.

“Se nós continuarmos neste ritmo, a crescer mais de 5% ao ano, é mais do que cresce o PIB [Produto Interno Bruto] anual e, portanto, significa que o turismo está a dar uma contribuição positiva para o crescimento do PIB”, disse Manuel Castro Almeida, em declarações a jornalistas em Madrid, na Feira Internacional de Turismo da capital espanhola (FITUR).

Segundo Castro Almeida, o crescimento do setor rondou os 5,4% em 2025, o que significa que “o turismo vale cada vez mais em Portugal e tem ainda um potencial de crescimento muito grande”.

“Há pessoas que acham que há turistas a mais. Eu acho que não há turistas a mais. Num ponto ou outro do país, em algumas semanas do ano, pode haver turismo a mais, mas daí até se dizer que há turismo a mais é um salto gigantesco. Nós precisamos de fazer crescer o nosso turismo com cada vez mais qualidade, para pagar melhores salários”, acrescentou, sublinhando a importância de diversificar destinos e produtos.

“O que nós precisamos em Portugal é de melhorar o nível de receitas do turismo, porque no fim de contas o que nós queremos é aumentar os rendimentos de quem trabalha”, disse Castro Almeida.

O ministro reconheceu que manter o ritmo de crescimento ou até aumentá-lo “depende muito do cenário internacional”, mas Governo, empresas e outras entidades devem continuar a fazer “a sua parte” e, além disso, “Portugal está a passar um bom momento, gera confiança, gera interesse nas pessoas por todo o lado”.

“Temos que saber aproveitar esta oportunidade”, disse o ministro.

“O mundo está incerto, há uma grande intranquilidade e incerteza sobre o futuro. No meio desta incerteza, nós temos que nos concentrar em fazer bem o nosso trabalho, é isso que nos resta. Aconteça o que acontecer, se nós fizermos bem o nosso trabalho, vamos cumprir a nossa obrigação e ficar à frente dos outros”, defendeu.

A FITUR, considerada uma das maiores feiras de turismo do mundo, decorre até 25 de janeiro, com mais de 10 mil empresas e 161 países representados. A organização espera que a feira volte a receber os cerca de 255 mil visitantes de 2025.

Portugal levou à FITUR 2026 perto de 120 empresas, as sete agências regionais de turismo, câmaras municipais e comunidades intermunicipais que ocupam um espaço de exposição e trabalho de quase 1.300 metros quadrados.

Os Reis de Espanha inauguraram oficialmente a FITUR 2026 e um dos ‘stands’ que escolheram para parar e cumprimentar as autoridades foi o de Portugal, naquilo que o ministro da Economia e da Coesão Territorial considerou “uma distinção muito grande para o turismo português” e “um sinal de uma especial relação de proximidade” entre os dois países.

Castro Almeida realçou que o Turismo de Portugal leva a promoção do país às maiores feiras do setor em todo mundo, cumprindo “um objetivo importante”, mas “depois há o trabalho das empresas” e “é preciso reconhecer que estão a fazer a sua parte”.

“Cada vez o turismo é mais qualificado, tem melhores instalações, melhores equipamentos e melhores recursos humanos”, sublinhou.

Entre as personalidades que os reis Felipe VI e Letizia saudaram hoje no ‘stand’ de Portugal – assim como dezenas de pessoas logo a seguir – estava o futebolista Luís Figo, que, explicou Castro ALmeida, “ajuda a valorizar a marca Portugal” e é ele próprio “um património português e uma marca portuguesa”.

Portugal está a promover na FITUR 2026 – entre diversos destinos e produtos – o futebol e o Mundial2030, que passará por Espanha, Portugal e Marrocos e, a par de eventos como a Fórmula 1 ou o motociclismo, ajudam a “valorizar o nome do país pelo mundo”, acrescentou o ministro da Economia.

Fonte: Lusa | Foto: HA e CIM-TTM

Serviços: Balcões do IMT nas lojas de cidadão

Serviços: Balcões do IMT nas lojas de cidadão

O Governo avançou com várias medidas para a mobilidade, que incluem a transferência de todos os balcões do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) para as lojas de cidadão, bem como a criação da carreira de inspetor e a atribuição de prémios de produtividade.

Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o Governo decidiu reclassificar o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), como Instituto Público, Tipo B, “reconhecendo assim a dimensão e complexidades das suas responsabilidades”.

Será também criada a carreira de inspetor e atribuídos prémios de produtividade, sendo que as “audições obrigatórias aos sindicatos estão agendadas para as próximas semanas”, segundo adiantou o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.

O Governo decidiu ainda transferir todos os balcões do IMT para as lojas de cidadão, tendo também em vista “facilitar a instalação de centros de inspeção em territórios de baixa densidade, atribuindo aos municípios a iniciativa para abertura de concurso pelo IMT”.

Ainda dentro do IMT, o Governo tem em vista disponibilizar uma plataforma única, para eliminar dezenas de ferramentas dispersas, com o objetivo de privilegiar os canais digitais.

O pacote contempla, por outro lado, a transferência de todas as inspeções do IMT para os Centros de Inspeção, tendo em vista reduzir o tempo de reposta aos cidadãos e empresas através da rede dos centros de inspeção.

O executivo decidiu ainda atribuir ao IMT a fiscalização de modos de transporte como metropolitanos, comboios ligeiros turísticos, redes ferroviárias isoladas, metropolitanos ligeiros e elevadores e funiculares.

“Este Conselho de Ministros aprovou a conclusão de toda a definição do IMT enquanto entidade licenciadora e fiscalizadora destes modos de transporte”, salientou Pinto Luz.

Fonte: Lusa | Imagem: IMT

Miranda do Douro: Helena Barril louva criação de estrutura de missão para língua mirandesa

Miranda do Douro: Helena Barril louva criação de estrutura de missão para língua mirandesa

A presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril, louvou a aprovação pelo Governo, da criação da Estrutura de Missão para a Promoção e Valorização da Língua Mirandesa, um organismo há muito aguardado para a defesa e divulgação da língua e cultura mirandesas.

A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, expressou enorme satisfação pela conclusão do processo de criação da Estrutura de Missão para a Promoção e Valorização da Língua Mirandesa.

“Houve um atraso porque foi decidido incluir mais três entidades em todo este processo de criação desta estrutura de missão, após o seu anúncio em março de 2025. Foram assim incluídas a Frauga – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote, a Academia de Letras de Trás-os-Montes e a Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro [UTAD]”, explicou a autarca social-democrata do distrito de Bragança.

Helena Barril disse que se está cada vez mais perto do início de funções da Estrutura de Missão para a Promoção e Valorização da Língua Mirandesa e da dinamização daquela, a segunda língua oficial em Portugal, em todo o território nacional.

“Com esta resolução do Conselho de Ministros está tudo preparado, para que este organismo de promoção e salvaguarda da língua mirandesa inicie a sua missão na tentativa de salvaguardar este idioma, com muito trabalho que há pela frente”, vincou.

A autarca salientou ainda que a Câmara Municipal não se vai alhear de continuar a divulgar e a apoiar a língua mirandesa dentro e fora de portas, já que se trata de um idioma com características raianas e Espanha está perto.

“Agora trilhamos um novo caminho na divulgação do mirandês que nos vai conduzir a patamares supra nacionais”, destacou a autarca de Miranda do Douro.

Dirigida por um comissário e dois subcomissários, a designar, esta estrutura deverá contar ainda com um Conselho Consultivo composto por representantes do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, da Direção-Geral da Educação, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, da Câmara Municipal de Miranda do Douro, da Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa, das faculdades de Letras das universidades de Coimbra e do Porto, do Instituto Politécnico de Bragança e do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro.

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) avançou que vê nesta decisão do Governo uma medida para a salvaguarda do mirandesa, acrescentando que se trata de uma medida positiva.

O MCTM sublinhou ainda que aguarda o conhecimento dos atos aprovados para depois se pronunciar de forma mais fundamentada e detalhada.

A Associação de Língua e Cultura Mirandesa (ALCM), por seu lado, não quis pronunciar-se sobre este novo organismo.

Após o Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, anunciou a criação de Estrutura de Missão para a Promoção e Valorização da Língua Mirandesa.

“Na cultura anunciamos a criação de uma Estrutura de Missão para a Promoção e Valorização da Língua Mirandesa, procurando proteger o património e a diversidade cultural em Portugal”, disse o governante aos jornalistas.

Em 11 março de 2025, o Governo aprovou uma primeira  resolução para a criação da Estrutura de Missão para a Promoção e Valorização da Língua Mirandesa.

A resolução foi publicada em 18 de março de 2025, prevendo que esta estrutura tivesse sede em Miranda do Douro, com o objetivo de aplicar o Plano Estratégico para a Promoção da Língua Mirandesa, apoiar o ensino, difusão e produção cultural em mirandês, dispondo de uma dotação anual de 500 mil euros.

O mirandês foi reconhecido oficialmente há 27 anos, através da lei 7/99, que fez desta língua a segunda oficial no país. Aprovada em 17 de setembro de 1998, esta lei entrou em vigor em 29 de janeiro de 1999, com a publicação em Diário da República.

Um estudo efetuado pela Universidade de Vigo, em 2023, alertou para a possibilidade de extinção da língua mirandesa, em redor do ano 2050.

O trabalho desta universidade espanhola identificava apenas 3500 conhecedores da língua e 1500 falantes regulares, o que se tornou numa situação preocupante para o futuro da “lhéngua” (língua).

Fonte: Lusa | Foto: HA