Miranda do Douro: Apresentação de livro e inauguração do espaço Cowork
Na tarde de sábado, 2 de maio, a associação Rural Move promove a apresentação do livro “Economia Criativa e Territórios Inteligentes” sobre o futuro dos territórios rurais e inaugura na cidade de Miranda do Douro, um novo espaço de cowork, para acolher profissionais e apoiar projetos que contribuam para o desenvolvimento local.
“Num contexto em que os territórios rurais enfrentam desafios estruturais como o despovoamento e o envelhecimento, mas também oportunidades emergentes ligadas ao trabalho remoto, à economia verde e à inovação social, a inauguração inauguração oficial da nova sede da Rural Move e do RIHU – Rural Impact Hub reforça a importância de investir em espaços e redes colaborativas que impulsionem o desenvolvimento local”, justifica a associação, em comunicado.
Em Miranda do Douro, a iniciativa começa às 15h00, na Biblioteca Municipal António Maria Mourinho, com a apresentação do livro “Economia Criativa e Territórios Inteligentes”, da autoria de António e Mercês Covas. A obra propõe uma reflexão sobre o papel da criatividade, da inovação social e da inteligência territorial na construção de modelos de desenvolvimento mais sustentáveis, inclusivos e resilientes.
Pelas 16h30, segue-se a inauguração do novo Cowork & Centro de Impacto Rural, um espaço concebido para acolher empreendedores, profissionais remotos e projetos de inovação social. Com capacidade para mais de 12 postos de trabalho, sala de reuniões e áreas de convívio, este novo polo pretende afirmar-se como infraestrutura-chave para acolher profissionais, apoiar projetos e a fixação de talento no interior. O programa encerra com um momento musical e de networking, promovendo a criação de ligações entre participantes, organizações e iniciativas locais.
A associação Rural Move foi fundada em 2020 e em vindo a afirmar-se como uma referência nacional na regeneração dos territórios rurais, promovendo a ligação entre quem quer viver no interior e as comunidades que os acolhem, através de uma abordagem que combina tecnologia, capacitação e proximidade humana.
Programa:
15h00 – Apresentação do livro (Biblioteca Municipal António Maria Mourinho)
16h30 – Inauguração do Cowork & Centro de Impacto Rural
No feriado de 1 de maio, a Freguesia de Vimioso associa-se à Liga Portuguesa Contra o Cancro na organização de uma caminhada solidária que visa sensibilizar a população para a atividade física e simultaneamente apoiar a luta contra o cancro.
Na vila de Vimioso, a caminhada solidária, com dificuldade intermédia e acessível para crianças, inicia-se às 8h30 da manhã, com a concentração dos participantes na sede da freguesia, junto ao parque municipal.
Segundo a freguesia de Vimioso, a inscrição tem um custo de 10€, cujo valor se destina à t-shirt, almoço e à angariação de receita para a Liga Portuguesa contra o Cancro.
Os benefícios das caminhadas 1. Diminui o risco de problemas cardiovasculares Além de prevenir a hipertensão arterial e os níveis de colesterol, caminhar pode reduzir em cerca de 30 por cento a possibilidade de AVC, revelam alguns estudos. Para isso, basta caminhar cerca de 150 minutos por semana.
2. Reduz o risco de diabetes Caminhar cerca de meia hora por dia, ajuda a diminuir o risco de diabetes tipo 2 e a controlar a doença. Segundo a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, “a atividade física estimula o pâncreas a produzir insulina e leva à utilização de glicose pelos músculos, impedindo a sua acumulação e aumento no sangue”.
4. Ajuda a controlar o peso O exercício físico é uma das melhores formas de manter o metabolismo ativo e assim evitar, por exemplo, ganhar peso. No caso da caminhada, 30 minutos, em ritmo acelerado, permite a perda de cerca de 150 kcal.
Fonte: Médis
Em Vimioso, a Caminhada Solidária é organizada pela freguesia local e conta com o apoio do município.
Futsal: Mirandeses e Benfiquistas de Alfândega da Fé disputam o título de campeão distrital
As equipas do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) e a Casa Benfica de Alfândega da Fé são os finalistas do campeonato distrital de futsal e vão disputar o título em dois jogos, sendo que o primeiro confronto se realiza esta sexta-feira, dia 1 de maio, no multiusos, em Miranda do Douro.
Na fase regular, os mirandeses voltaram a destacar-se no primeiro lugar e nos 20 jogos realizados alcançaram 17 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota. Ao longo da fase regular, a equipa de Miranda do Douro marcou 127 golos e sofreu 59.
Já nas meias finais do playoff, a equipa de Miranda do Douro, liderada por Vitor Hugo, superou a Escola de Futsal Arnaldo Pereira com duas vitórias por 4-2 (casa) e 3-4 (fora).
O outro finalista do campeonato distrital de futsal, a Casa Benfica de Alfândega da Fé, na fase regular foi 2º classificado, com 16 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Nesta fase, os benfiquistas de Alfândega da Fé marcaram 112 golos e sofreram 50.
Nas meias finais do playoff, a Casa Benfica de Alfândega da Fé venceu, por duas vezes, o dérbi concelhio, diante do Alfandeguense, por 4-3 (17 de abril) e 3-5 (26 de abril).
A final do campeonato distrital de futsal disputa-se em dois jogos, sendo que o primeiro jogo está agendado para o dia 1 de maio, no multiusos de Miranda do Douro, às 21h30.
O segundo jogo da final, decorre em Alfândega da Fé, no dia 8 de maio, às 21h30.
No caso de ser necessário um terceiro jogo para apurar o campeão distrital, CD Miranda do Douro e Casa do Benfica de Alfândega da Fé, voltam a jogar no dia 10 de maio, novamente em Miranda do Douro.
Dia da Mãe: «Exemplo materno» é o «antídoto para solidão e violência»
A Igreja Católica, em Portugal, afirma que a paz e a reconciliação no mundo deve inspirar-se no papel central das mães, pois o seu exemplo de serviço e dedicação é “o antídoto” para a solidão, a exclusão e a violência”.
“Cada vez temos mais consciência de que o exemplo e o abraço de uma mãe são o único antídoto para o mundo de hoje de solidão e de violência. Uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral”, lê-se na mensagem da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para o Dia da Mãe 2026, enviada hoje à Agência ECCLESIA.
A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida da CEP indica que nos tempos sombrios de guerras atuais, e são as mães que “mais odeiam a guerra, que mata os seus filhos”, é preciso aprender com as mães que “o heroísmo pode ser mostrado em doação, a força na compaixão e a sabedoria na serenidade”.
Na sua mensagem, a Igreja Católica em Portugal incentiva que, neste Dia da Mãe 2026, as mães sejam cantadas e acarinhadas com “belas palavras e gestos de ternura”, e salienta que “têm de ser muito mais escutadas e muito mais reconhecidas” no seu papel central na sociedade, porque “só assim” se construirá “um mundo de paz e de reconciliação”.
“Ser mãe é ser, acima de tudo, afinadora de corações! Como precisamos, hoje, deste urgente trabalho de afinação dos corações pela paz, pela reconciliação e pela fraternidade.”
A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida salienta que ser mãe “é muito mais do que dar à luz”, é amar de forma infinita para além da razão e da compreensão, “é abdicar de tantos sonhos, é ensinar a voar e ficar a assistir, de sorriso rasgado e coração cheio, às conquistas dos filhos”, é correr e socorrer quando caem, “é dar beijos nas feridas, é suavizar todos os hematomas que se vão somando ao logo da vida”.
Com o título ‘Afinadora de Corações’, a mensagem para o Dia da Mãe 2026 começa por afirmar que a melodia da maternidade “é todo um alfabeto musical”, é uma história de amor em “tom maior, de coragem, de responsabilidade e de perseverança”.
Neste tempo de incerteza e de tantas guerras violentas, o organismo da CEP confia as mães a Maria, “que é a mãe de todas as mães”, a “mãe da esperança” que conhece e compreende “melhor do que ninguém, os sofrimentos das mães, ensina, mães e filhos, a viver em paz”.
Os bispos católicos de Portugal recordam e rezam pelas mães que “perderam filhos e estão de luto, mas também pelas mães que lutam pela saúde da sua família”, as mães cuidadoras de idosos e de pessoas com deficiência, na mensagem publicada no sítio online da Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida.
“Ser mãe é ser feliz somente por ser mãe. Ser mãe é ser amor e amor que ninguém esquece, mas que sempre se agradece. Que a celebração de mais um Dia da Mãe junte, em coro, as nossas vozes para manifestarmos todo o amor e gratidão para com as nossas mães!”
Em Portugal, o Dia da Mãe celebra-se atualmente no primeiro Domingo de maio.
1.º de maio: Juventude Operária Católica alerta para a precariedade laboral
A Juventude Operária Católica (JOC), em Portugal, alerta para a “precariedade laboral” que ”marca a vida de muitos jovens” e anunciou que vai refletir sobre os seus direitos e futuro, a 1 de maio, Dia do Trabalhador, em Coimbra.
“É uma realidade pela qual a maioria dos jovens passa, a maior parte dos trabalhadores passa pelo problema da precariedade laboral, mas os jovens em particular sofrem muito mais com esse problema”, disse o presidente da JOC Portugal, em entrevista à Agência ECCLESIA.
Segundo Pedro Esteves, da Diocese de Aveiro, a precariedade laboral foi uma realidade trazida pelos grupos da Juventude Operária Católica para “ser trabalhada” pelo movimento da Igreja Católica em Portugal, no início deste ano pastoral 2025/2026, em novembro.
“Isto vem sempre da base, daquilo que os grupos sentem que precisam. Esta realidade vinha já do ano pastoral anterior, a nossa campanha nacional também foi sobre a precariedade laboral, e a situação não melhorou, até está em vias de piorar”, desenvolveu o entrevistado.
A JOC Portugal pediu aos participantes do encontro nacional do Dia do Trabalhador 2026 que levem “uma história (de pessoa conhecida) ou uma notícia” que retrate uma situação de “precariedade laboral (ou várias situações)”, preocupados com a realidade em que vivem, como a “insegurança face ao futuro, escola que não garante emprego, precariedade no trabalho, injustiça, degradação da pessoa humana e do ambiente, exclusão, violência”.
Em Portugal, governo e representantes dos trabalhadores e das entidades patronais estão a debater o ‘Anteprojeto Trabalho XXI’, uma proposta de reforma da legislação laboral do executivo, que foi apresentada em julho de 2025.
O presidente da JOC Portugal observa que tem “algum tempo que este debate sobre o pacote laboral”, e neste movimento operário têm “vindo a trabalhar sobre isto”, e este 1.º de maio “também será um bom para trabalhar sobre esta problemática”.
“Há muitas linhas vermelhas, neste pacote laboral que não devem ser ultrapassadas, ou seja, há a problemática dos contratos a termo, ou seja, aumentar o limite dos contratos a termo, há toda a questão de poder-se despedir e depois contratar em outsourcing. Há várias problemáticas que no meu entender são linhas vermelhas”, identificou Pedro Esteves.
Segundo o responsável nacional da Juventude Operária Católica, a situação atual “está extremamente precária para os jovens trabalhadores” e o que se quer fazer é aumentar essa precarização”, que não é uma forma de evolução, mas “uma forma de regressão”.
“Ao longo dos anos fomos melhorando as condições laborais, não é agora piorando as condições laborais que estamos a evoluir, isso é regressão”, sublinhou, no Programa ECCLESIA, transmitido hoje na RTP2.
‘Precariedade laboral – Que direitos, que futuro?’, é o tema do encontro nacional da JOC, neste dia 1 de maio de 2026, uma atividade que consiste em duas partes, de reflexão/formação e de participação na manifestação pública, em Coimbra, com início na Sé; os participantes devem levar material para escrever, “roupa preta”, e almoço para partilhar.
“No formato do nosso tipo de reflexão, que é a revisão de vida, o ‘ver, julgar e agir’, onde vamos analisar algumas realidades sobre precariedade laboral à luz do Evangelho, descobrir algumas pistas de ação, e, depois, agir”, acrescentou Pedro Esteves.
A parte do agir vai também ser feita durante a manifestação pública do Dia do Trabalhar, onde vão estar “bem identificados”, para além da tarja da JOC com mais algum elemento identificativo a partir da reflexão sobre a precariedade laboral.
A Igreja Católica celebra a 1 de maio a festa litúrgica de São José Operário, como forma de associar-se à comemoração mundial do Dia do Trabalhador. Esta celebração litúrgica foi instituída no ano de 1955, pelo Papa Pio XII, diante de milhares de trabalhadores italianos, a quem disse “longe de despertar discórdia, ódios e violência, o 1.º de maio é e será um recorrente convite à sociedade moderna a realizar aquilo que ainda falta à paz social”.
A JOC Portugal tem sede em Lisboa, e está presente em quatro dioceses portuguesas – Aveiro, Leiria-Fátima, Porto e Santarém – e está também a dinamizar uma campanha de consignação do IRS para “continuar o trabalho junto da juventude trabalhadora”.
Do seu programa de atividades 2025/2026, para além dos encontros dos grupos, a nível nacional destaca-se umaa formação sobre Doutrina Social da Igreja – ‘Como colocar os ensinamentos de Jesus em Prática?’, no dia 10 de junho, no CUMN, em Coimbra, e o acampamento, de 27 a 30 de agosto.
A Juventude Operária Católica nasceu na Bélgica, em 1925, por iniciativa do padre Joseph Cardijn e de um grupo de jovens trabalhadores, e chegou a Portugal passados 10 anos, em 1935.
Mogadouro: Município sai da Associação de Municípios da Terra Fria Transmontana
O município de Mogadouro saiu da Associação de Município da Terra de Fria Transmontana, optando por pertencer apenas à Associação de Municípios do Douro Superior.
O presidente da câmara de Mogadouro, António Pimentel, justificou a decisão com a pertença a duas associações de municípios com propósitos e estatutos idênticos, optando por se manter apenas na Associação de Municípios do Douro Superior.
A decisão foi tomada em sede de executivo municipal e de assembleia municipal e aprovada por unanimidade nos dois órgãos autárquicos.
Segundo o autarca de Mogadouro, o município despendia cerca de 50 mil euros por ano, para fazer parte da Associação de Municípios da Terra Fria Transmontana, que engloba concelhos como Bragança, Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro.
Trás-os-Montes é a região convidada na 42.ª edição da Ovibeja, uma das maiores Feiras de Agricultura, em Portugal, que decorre de 29 de abril até 3 de maio e onde agricultores, artesãos e associações de criadores de raças autóctones têm a oportunidade de promover a região transmontana.
Segundo a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), a participação dos nove municípios transmontanos neste certame, que decorre no Baixo Alentejo, é uma oportunidade de reforçar as pontes entre as duas regiões, que têm em comum a prevalência das atividades rurais.
“Promovida pela ACOS – Associação de Agricultores do Sul, a Ovibeja constitui uma montra privilegiada para a promoção da agricultura, dos produtos endógenos e das dinâmicas territoriais. Neste contexto, a participação do território é promovida e coordenada pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), enquadrando-se numa estratégia de valorização e projeção nacional da sub-região”, pode ler-se.
Ao longo dos cinco dias do evento, os produtores, artesãos e associações de criadores de raças autóctones transmontanas têm a oportunidade de mostrar o melhor da região, apresentando produtos, saberes e sabores associados à marca Terras de Trás-os-Montes, nas áreas do vinho, azeite, agroalimentar e artesanato.
A cultura transmontana também viajou até ao Alentejo, através da participação dos Caretos de Podence e dos Pauliteiros de Miranda, símbolos maiores da identidade e tradição transmontanas.
Segundo o comunicado da CIM-TTM, a participação na Ovibeja constitui uma oportunidade para reforçar a cooperação entre os territórios do interior, nomeadamente com o Baixo Alentejo, com o qual partilha desafios ao nível da coesão territorial, da valorização dos recursos endógenos e da dinamização económica.
“Com a participação na Ovibeja 2026, as Terras de Trás-os-Montes pretedem afirmar-se como um território de autenticidade, qualidade e elevado potencial, consolidando o seu posicionamento no panorama nacional”, concluem.
Para celebrar o Dia da Mãe, que se assinala no Domingo, dia 3 de maio, as Termas de Vimioso convidam as mães a usufruir dos serviços termais, através da campanha “Massagem Vichy com aromas florais” e a oferta de piscina, sauna e banho turco.
Em comunicado, as Termas de Vimioso informa que a promoção é válida no fim-de-semana de 2 e 3 de maio, inclui a massagem de relaxamento Vichy com aromas florais e a oferta do circuito “Vales de Vimioso”, que consiste no acesso à piscina de água termal, sauna e banho turco, durante 60 minutos. Este serviço tem um custo de 22€.
“A massagem vichy é feita nas zonas cervical, dorsal e lombar, onde se exerce uma ação sedante e antiálgica, promovendo um relaxamento profundo e ajudando na libertação de tensões acumuladas e no alívio de contraturas. A promoção da circulação sanguínea e linfática é outra das grandes vantagens da massagem, que estende os seus benefícios ao cuidado da pele”, explicam.
O agendamento nas Termas de Vimioso é feito através do número de telefone 273 511 381 ou para o email termasdevimioso@cm-vimioso.pt
Segundo investigações hidrológicas, as águas das Termas Vimioso, têm efeitos terapêuticos nos sistemas músculo-esquelético, dermatológico, reumático, aparelho respiratório (ORL) e na saúde oral.
A estància termal, em Vimioso, está equipada com equipamentos modernos e disponibiliza: Jato Escocês; Vapor mãos e pés; Bertholaix; Vapor à coluna; Vichy; Banheira de Hidromassagem; Duche circular; Manilúvio e Pedilúvio; Nebulizante Quente; Irrigação Nasal; Duche Nasal Micronizado; Aerossol Termal; Aerrossol Sónico, Piscina Termal.
As Termas de Vimioso, edificadas sobre o vale do Rio Angueira, numa variante da EN 218, fazem parte do roteiro termal em Portugal.
Picote: Miradouro da Fraga do Puio com 9 mil visitantes
Desde o início do ano, o miradouro da Fraga do Puio, na aldeia de Picote, recebeu a visita de nove mil visitantes, um número que tem vindo a aumentar com a chegada da primavera/verão, tendo no mês de abril, sido registadas mais de 5 mil visitas.
De acordo com a freguesia de Picote, o número de visitas ao miradouro da Fraga do Puio é registado através de um sistema informático e a proveniência dos visitantes é conhecida na loja de produtos regionais da associação Frauga, instalada nas imediações do miradouro.
Em Picote, o miradouro da Fraga do Puio oferece aos visitantes uma vista privilegiada sobre o curso sinuoso do rio Douro, entre as margens escarpadas e agrestes das arribas, cobertas de zimbros e olivais.
No verão de 2017, um incêndio florestal, destruiu o miradouro mas a diligente iniciativa da freguesia local reabilitou o local e transformou-o numa plataforma segura, transparente e mobilada, o que propícia a contemplação e a observação do rio e da avifauna existente no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).
Na visita à aldeia de Picote, um dos atrativos turísticos é a toponímia em língua mirandesa, que aí foi colocada pela primeira vez no concelho de Miranda do Douro, em 1996. Para preservar e promover a língua, a freguesia e a associação local Frauga, têm realizado vários trabalhos, de estudo e publicação de livros, assim como a organização de eventos e congressos. Um destes eventos é a Festas das Línguas, que se realiza anualmente, no mês de setembro.
Em Picote, outro local de visita obrigatória é o Eco Museu Terra Mater, onde é possível visitar exposições e conhecer os recursos e as tradições desta aldeia edificada nas arribas do rio Douro, como são os moinhos de água, a barragem, os castros, os fornos, as forjas ou a fogueira de Natal.
A barragem de Picote, construída no rio Douro, entre 1953 e 1958, é outro local emblemático a visitar. Os grupos de pessoas que pretendam visitar o interior da barragem, devem ser solicitar autorização por email (contact@movhera.pt), à atual concessionária, a empresa Movhera. Junto à barragem está instalado outro miradouro, que também merece uma visita pela vista sobre o empreendimento hidroelétrico.
Na aldeia do Barrocal do Douro, pertencente à freguesia de Picote, os visitantes podem ainda ver os modernos edifícios, construídos aquando da edificação da barragem. Entre estes edifícios, destacam-se a capela, a pousada, as moradias ou casas dos engenheiros.
O empreendimento hidroelétrico de Picote foi o primeiro a ser construído no Douro Internacional, durante o processo de eletrificação do país. Entre 1953 e 1958, a construção da barragem implicou também a construção de uma nova localidade, o Barrocal do Douro, para albergar todos os trabalhadores, engenheiros e operários.
Entrevista: “A motivação dos alunos para a aprendizagem é fundamental e esse é o grande desafio dos professores.” – Jorge Gonçalves
O professor, Jorge Gonçalves, concluiu o primeiro ano como diretor do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) e numa avaliação ao trabalho realizado destacou a colaboração de professores, pais, do município e outras instituições na motivação dos alunos para as aprendizagens, num contexto difícil dada a quantidade de estímulos digitais que distraem e dispersam os jovens.
Terra de Miranda – Notícias: No dia 6 de janeiro de 2025, o professor, Jorge Gonçalves, foi eleito diretor do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV). Concluído o primeiro ano na direção deste agrupamento, que autoavaliação faz do primeiro ano de trabalho?
Jorge Gonçalves: O trabalho de um diretor é feito em colaboração com toda a comunidade, isto é, com os professores, assistentes, os pais dos alunos, o município de Vimioso, as associações, o centro de saúde, as IPSS’s, etc. Concluído o primeiro ano na direção do AEV, creio que conseguimos ter um desempenho muito positivo e para este sucesso destaco a relação de proximidade e a colaboração com todos os intervenientes no processo educativo dos alunos.
“Concluído o primeiro ano na direção do AEV, creio que conseguimos ter um desempenho muito positivo e para este sucesso destaco a relação de proximidade e a colaboração com todos os intervenientes no processo educativo dos alunos”.
T.M.N.: Como é o dia-a-dia do diretor do AEV e quais são as atividades que exigem maior atenção e ocupam mais tempo?
J.G.: O diretor de uma agrupamento de escolas tem que acompanhar a implementação do projeto pedagógico, apoiando os professores na sua missão de ensino aos alunos. Por outro lado, o diretor de uma escola é também responsável pela gestão administrativa, logística e financeira do AEV.
T.M.N.: Que projeto educativo propõe à comunidade escolar e que valores procura transmitir ao Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV)?
J.G.: O nosso projeto educativo tem como objetivos proporcionar aprendizagens de qualidade e o sucesso escolar dos alunos. Simultaneamente, trabalhamos para criar um bom ambiente social, envolvendo as famílias e a abertura da escola a toda a comunidade. Outro desígnio do AEV é promover os valores da inclusão e do humanismo nos alunos.
“Trabalhamos para criar um bom ambiente social, envolvendo as famílias e a abertura da escola a toda a comunidade.”
T.M.N.: Neste ano letivo de 2025/2026, quantos alunos estudam nos vários ciclos escolares, do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV)?
J.G.: Atualmente, estudam no Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) 200 alunos, que são lecionados por cerca de 40 professores. Nos vários ciclos de ensino, estão matriculados no pré-escolar cerca de 40 crianças; no primeiro ciclo 75 alunos; no segundo ciclo, 30 estudantes; no terceiro ciclo, 50 jovens; e ainda há 6 alunos, que estudam no ensino secundário, na modalidade de turmas partilhadas.
T.M.N.: Com o passar dos anos, tem-se verificado um decréscimo no número de alunos no AEV. Futuramente, está em causa a existência do terceiro ciclo no AEV?
J.G.: Apesar da baixa densidade populacional no concelho de Vimioso e consequentemente no número reduzido de alunos, não creio que o Agrupamento de Escolas de Vimioso deixe de lecionar até ao 9º ano. Aliás, embora a implementação do ensino secundário no AEV seja difícil de alcançar, neste momento há alunos a estudar em Vimioso, nos 10º, 11º e 12º anos, na modalidade de “Turmas de Responsabilidade Partilhada”. Esta alternativa é uma boa iniciativa pois permite aos alunos do concelho de Vimioso prosseguir o ensino secundário, com aulas teóricas em Vimioso e aulas práticas noutros estabelecimentos de ensino da região.
«Embora a implementação do ensino secundário no AEV seja difícil de alcançar, neste momento há alunos a estudar em Vimioso, nos 10º, 11º e 12º anos, na modalidade de “Turmas de Responsabilidade Partilhada”.»
T.M.N.: Portugal é hoje um país de acolhimento de imigrantes. Há alunos estrangeiros no AEV? Como tem sido o acolhimento e a integração destes alunos na comunidade escolar?
J.G.: No ano letivo 2025/2026, estudam no Agrupamento de Escolas de Vimioso 20 alunos estrangeiros, de vários países como o Brasil, São Tomé e Príncipe, Venezuela, Inglaterra e a China. A integração destes alunos tem corrido muito bem.
T.M.N.: As notas ou resultados escolares são um dos principais objetivos de alunos, pais e da própria escola. Atualmente, como se motivam os alunos a trabalhar pelo sucesso escolar?
J.G.: A motivação dos alunos para a aprendizagem é fundamental e esse é o grande desafio dos professores. Atualmente, as crianças e jovens estão rodeados de múltiplos e constantes estímulos que lhes chegam pelos écrans dos telemóveis, tablets, a televisão, etc.. Dada a quantidade e imediatez destes estímulos torna-se difícil despertar-lhes a atenção e o interesse para as aprendizagens dos conhecimentos escolares. Mas a missão dos professores é precisamente consciencializar os jovens sobre a importância do estudo para alcançar objetivos, a médio e longo prazo, como a entrada num curso superior ou profissional e o exercício da profissão desejada pelos jovens. Outra estratégia para motivar os alunos à aprendizagem são as aulas mais interativas e as atividades complementares do interesse dos alunos. Atualmente, no AEV existem os clubes desportivos, o clube multimedia, o clube de artes, o clube de ciência viva, o clube de oficina de leitura e escrita e o clube de xadrez, atividades complementares que vão ao encontro dos interesses das crianças e jovens.
“A missão dos professores é precisamente consciencializar os jovens sobre a importância do estudo para alcançar objetivos, a médio e longo prazo, como a entrada num curso superior ou profissional e o exercício da profissão desejada pelos jovens.”
T.M.N.: Ultrapassada a polémica que envolveu alguns alunos do AEV numa brincadeira de mau gosto de alegada sodomização, como é atualmente o ambiente escolar no Agrupamento/Escola?
J.G.: Ainda não trabalhava no Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) quando se falou desse caso. Após consulta de alguns documentos verifiquei que se tratou de uma brincadeira estúpida por parte de alguns alunos, mas nunca chegou à gravidade de uma sodomização. Nesse caso, a comunicação social empolou a situação, o que criou um clima de suspeição na opinião pública sobre o ambiente no AEV. Atualmente, esse problema está ultrapassado e a convivência na escola em Vimioso é muito saudável.
Formação académica e situação profissional
Jorge Gonçalves é licenciado em Português, Latim e Grego via ensino, pela Universidade de Aveiro. Posteriormente, também em Aveiro, concluiu outra licenciatura e o Mestrado em ensino de Português e Espanhol. Jorge Gonçalves, adquiriu também formação como Bibliotecário e realizou uma Pós-graduação em Gestão e Administração Escolar.
No ensino, Jorge Gonçalves trabalhou em Timor Leste, entre 2006 a 2028, no projeto de Reintrodução da Língua Portuguesa. Regressou depois a Portugal, para se dedicar à investigação científica, na Universidade de Aveiro.
A partir de 2011, lecionou nas escolas de Miranda do Douro, Mogadouro, Bragança e Freixo de Espada à Cinta. A 6 de janeiro de 2025, foi empossado pelo Conselho Geral para liderar o Agrupamento de Escolas de Vimioso, nos próximos 4 anos, até 2028.