Sociedade: Mais de um terço dos estrangeiros em Portugal são brasileiros

Sociedade: Mais de um terço dos estrangeiros em Portugal são brasileiros

Dos 1,6 milhões de estrangeiros residentes em Portugal, 574 mil são brasileiros, numa contagem do Instituto Nacional de Estatística (INE), que indica que há mais homens do que mulheres imigrantes.

Em 2025, de acordo com os dados do INE, a população residente de nacionalidade estrangeira em Portugal “foi estimada em 1.597.539 pessoas, dos quais 913.249 (57,2%) são homens e 684.290 (42,8%) são mulheres, representando 14,0% do total da população residente”.

No que diz respeito às nacionalidades, o INE estima que em 2025 residiam em Portugal, um total de “574.195 cidadãos de nacionalidade brasileira, o que corresponde a 35,9% da população estrangeira residente”, mas do que duplicando o número em relação a 2021 (106,5%), com um acréscimo de 296.086 pessoas.

“A nacionalidade angolana era, em 2025, a segunda principal nacionalidade estrangeira, abrangendo 103.140 pessoas (6,5% do total de estrangeiros), o que representa igualmente um acentuado aumento em comparação com 2021 (33.099)”.

Seguem-se os indianos (93.683 pessoas, com 37.914 em 2021), cabo-verdianos (76.099), nepalês (56.866), cidadãos do Bangladesh (56.724) e guineenses (53.555).

A seguir a estas nacionalidades, seguem-se os ucranianos (53.555), são-tomenses (47.731), paquistaneses (39.638), cidadãos do Reino Unido (38.640), italianos (32.784), franceses (26.549), chineses (23.439) e alemães (21.635), na lista publicada pelo INE.

Numa comparação entre os dados de 2021 e 2025, segundo o INE, os são-tomenses constituem o grupo de imigrantes que mais aumentou em termos percentuais (mais 263%), seguindo-se os cidadãos do Bangladesh (230%), do Paquistão (215%) e angolanos (212%), as únicas nacionalidades que triplicaram o seu volume.

Numa análise a partir das regiões-plano (NUT2), o Norte é a região “onde reside o maior número de pessoas (3.790.554), concentrando 33,2% do total da população, seguida pela Grande Lisboa (2.415.261) e pelo Centro (1.771.259), onde residem, respetivamente, 21,1% e 15,5% da população total”.

“Em 2025, a região Grande Lisboa, onde residiam 546.419 pessoas de nacionalidade estrangeira, concentrava 34,2% do total de estrangeiros em Portugal, seguindo-se a região Norte, com 311.095 residentes de nacionalidade estrangeira e representando 19,5% do total”, pode ler-se nas conclusões do INE.

Numa análise proporcional, os Açores são a região com menor número de população estrangeira (apenas 0,6% do total) enquanto “o Algarve, com 161.556 estrangeiros, destacou-se como a região com maior peso de população estrangeira no total de residentes na região, com 27,9%”, seguindo-se Lisboa (22,6%) e Península de Setúbal (18,3%).

A vinda de imigrantes para Portugal também contribuiu para um aumento da população ativa, compensando assim a redução da população jovem.

“Entre 2021 e 2025, a proporção de jovens (população dos 0 aos 14 anos de idade) diminuiu de 13% para 12,4% da população total” e a “percentagem de pessoas em idade ativa (população dos 15 aos 64 anos de idade) aumentou, de 63,7% para 64,3%, contributo dos fluxos migratórios recentes que tendem a concentrar-se nesta idade”, refere o INE.

Fonte: Lusa | Imagem: Flickr

Ensino: Medidas do governo contrataram 6.500 professores

Ensino: Medidas do governo contrataram 6.500 professores

As medidas do Governo para responder à falta de professores permitiram atrair para a escola pública 6.500 docentes, mais do que os cerca de 4 mil que se reformaram este ano, segundo o ministro da Educação, Fernando Alexandre.

O balanço foi feito durante a audição regimental do ministro da Educação, Ciência e Inovação, ouvido pela comissão parlamentar de Educação e Ciência.

Segundo a apresentação partilhada no início da audição, as medidas introduzidas em 2024, no âmbito do plano “+ Aulas + Sucesso” permitiram, no ano letivo 2025/2026, atrair 6.543 docentes.

“Eu não tenho os dados finais das apresentações, mas estão estimadas em cerca de 4 mil. Isto quer dizer que estamos a aumentar significativamente o número de professores na escola pública”, sublinhou Fernando Alexandre.

No ano letivo que está prestes a terminar, chegaram à escola pública 5.535 novos professores e 1.008 regressaram ao sistema, pelo menos um ano após terem saído.

Por outro lado, 2.232 professores em condições de se reformarem aceitaram prolongar a carreira e foram contratados 227 docentes do ensino superior ou investigadores doutorados.

Outra das medidas para atrair e reter professores na escola pública foi a criação de um apoio à deslocação, para docentes colocados em escolas longe de casa, e que chegou, este ano, a 7.122 profissionais.

Durante a intervenção inicial, Fernando Alexandre fez ainda o ponto de situação do processo de recuperação do tempo de serviço congelado durante o período de intervenção da ‘troika’, que já beneficiou 89.922 professores.

Segundo o balanço feito pelo ministro, antes da recuperação integral do tempo de serviço, aprovada em 2024, apenas 32% dos professores estavam posicionados no 7.º escalão da carreira docente ou acima, percentagem que subiu para 63% após a segunda fase do processo, concluída em junho.

Fonte: Lusa | Foto: HA

 

Venezuela: «A esperança também chega através de si» – Cáritas

Venezuela: «A esperança também chega através de si» – Cáritas

A Cáritas Portuguesa lançou uma campanha nacional de recolha de fundos, para apoiar a população venezuelana, na sequência dos sismos de 24 de junho, que provocaram até ao momento cerca de 2 mil mortos, incluindo 68 cidadãos nacionais ou lusodescendentes.

“Num país já marcado por uma crise humanitária prolongada, este desastre agrava vulnerabilidades e aumenta o sofrimento da população”, adverte a organização humanitária, em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

A nota apela à solidariedade perante o rasto de destruição no país, referindo que as condições de segurança no terreno estão reunidas para que a ajuda seja canalizada “de forma eficaz e responsável”.

“Como em anteriores emergências, a Cáritas reforça que as doações financeiras são a forma mais eficaz de apoiar esta resposta, permitindo intervenções rápidas e adaptadas às realidades locais”, indica a instituição.

Os donativos podem ser feitos através dos seguintes meios de doação:

IBAN: PT50 0033 0000 01090040150 12

BIC/SWIFT: BCOMPTPL

Multibanco: Ent. 22 222 Ref. 222 222 222

Mbway: 910 66 11 33

Site: www.caritas.pt/donativos-online

“Estamos a responder à emergência, mas a situação acaba por colapsar ainda mais um país que já vinha com muitas sequelas”, alertou a diretora nacional da Cáritas Venezuela, em declarações enviadas aos jornalistas.

Janeth Márquez sustentou que a catástrofe natural veio agravar o impacto da crise prolongada que atinge a nação há mais de uma década, provocando a falência dos sistemas de saúde e da segurança alimentar perante “uma emergência sobre outra emergência”.

A responsável advertiu que os danos estruturais, com 855 edifícios destruídos em cinco estados diferentes, deixaram desprotegidas e sem acesso a bens essenciais não apenas as vítimas diretas, mas também as populações das áreas circundantes.

A Cáritas da Venezuela assumiu o enorme desafio logístico de canalizar o fluxo solidário com ordem e método, estruturando o planeamento no terreno para que a chegada de donativos “seja um serviço e não se converta num problema”.

A rede de ação social da Igreja Católica avisou que os recursos atualmente disponíveis cobrem apenas a fase inicial da resposta, exigindo a manutenção a longo prazo das contribuições materiais e económicas para evitar que a situação se torne insustentável.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal atualizou esta terça-feira o balanço de vítimas mortais com ligação a território nacional, contabilizando 68 óbitos, entre os quais dez crianças e 58 adultos, registando ainda 74 pessoas desaparecidas.

As autoridades venezuelanas fixaram entretanto os dados globais da catástrofe em 1943 vítimas mortais, 10 571 feridos e mais de 15 800 desalojados, confirmando a realização de 6461 resgates bem-sucedidos desde o dia 24 de junho.

Fonte: Ecclesia | Imagem: Caritas Venezuela

Miranda do Douro: Cruzeiros no rio Douro atraem centenas de turistas

Miranda do Douro: Cruzeiros no rio Douro atraem centenas de turistas

Nos meses de verão, a Estação Biológica Internacional (EBI) Douro Duero, instalada junto à barragem de Miranda do Douro, recebe a visita de centenas de turistas, espanhóis, portugueses e de outras nacionalidades, interessados em descobrir a beleza natural do rio Douro, através dos cruzeiros fluviais.

A presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril, afirmou que a Estação Biológica Internacional Duero-Douro (EBI) é um dos projetos transfronteiriços mais bem sucedidos e elogiou o trabalho realizado pela direção da EBI, desde a sua fundação em 1993.

“A Estação Biológica Internacional Duero-Douro (EBI) é um ótimo exemplo de como é possível aproveitar os recursos naturais existentes: o rio Douro, a avifauna, a flora e os produtos endógenos para atrair visitantes, portugueses, espanhóis e de outras nacionalidades, a Miranda do Douro e à região do planalto mirandês”, disse Helena Barril.

Sobre os cruzeiros fluviais, a autarca mirandesa destacou a singular beleza das arribas do rio Douro, onde é possível contemplar espécies como a águia real, a cegonha preta, o britango, lontras e peixes como os barbos e as bogas.

“Em parceria, com os hotéis e restaurantes da cidade de Miranda do Douro a Estação Biológica Internacional Douro – Duero contribui com um fluxo regular de visitantes à cidade, que é muito importante para a economia local, nomeadamente para os setores da restauração, comércio e hotelaria”, justificou a autarca mirandesa.

A Estação Biológica Internacional (EBI) Douro Duero está edificada na margem portuguesa do rio Douro, junto à barragem de Miranda. Em 2006 foi oficialmente ratificada pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros da Espanha e de Portugal.

O diretor EBI, David Velasco, referiu que a missão desta organização luso espanhola é a conservação dos espaços naturais transfronteiriços, através da investigação científica, da educação ambiental, do ecoturismo sustentável e da inovação tecnológica.

“A equipa técnica da EBI é formada por espanhóis e portugueses, principalmente cientistas, biólogos e mergulhadores especializados em ecossistemas aquáticos. Todos os trabalhos de investigação e conservação de habitats e espécies, são financiadas através do ecoturismo. fundamentalmente os cruzeiros ambientais”, explicou, David Velasco.

Segundo o diretor da EBI, o impacto económico deste projeto ambiental transfronteiriço para o território, supera cada ano, os 4 milhões de euros, que revertem para a restauração, o comércio e a hotelaria da cidade de Miranda do Douro e das localidades espanholas vizinhas.

“É nos meses de julho e agosto que se regista uma maior afluência de visitantes aos cruzeiros ambientais, embora seja nas estações da primavera e no outono que os passeios de barcos são mais agradáveis, pela temperatura mais amena. Nos meses de verão, dadas as elevadas temperaturas há menos probabilidade de avistar as espécies que habitam ou nidificam nas arribas do Douro, pois também os animais se resguardam nas horas de maior calor”, explicou.

Outras das tarefas da Estação Biológica Internacional (EBI) Douro Duero são o resgate de animais e a limpeza subaquática, com o trabalho de mergulhadores, que periodicamente retiram do fundo do rio Douro resíduos, como restos de veículos, pneus, latas, plásticos, etc.

Em Portugal, a Estação Biológica Internacional (EBI) Douro Duero recebeu a Medalha de Mérito, pelo inovador modelo de sustentabilidade e o Primeiro Prémio Nacional de Turismo de Natureza.

HA

Miranda do Douro: Piscinas municipais abrem das 10h00 às 20h00

Miranda do Douro: Piscinas municipais abrem das 10h00 às 20h00

A partir de 1 de julho, as piscinas municipais, em Miranda do Douro, estão abertas das 10h00 às 20h00, todos os dias da semana, o que vem reforçar a oferta de lazer, desporto e convívio, sendo também uma boa opção para enfrentar melhor o calor do verão.

No site institucional, o município de Miranda do Douro informa que a partir de 1 de julho, a entrada deixa de ser gratuita, aplicando-se as tarifas de acordo com a idade e o dia da visita.

Assim sendo, as crianças até aos seis anos (inclusive) não pagam; as crianças entre os 7 e os 14 anos, pagam 0,75€ nos dias de semana e 1€ aos fins-de-semana e feriados; a partir dos 15 anos, o preço dos bilhetes é de 1€ durante a semana e 1,50€ aos fins-de-semana e feriados.

Nos meses de verão, o município de Miranda do Douro convida a desfrutar deste espaço de lazer, apelando às pessoas para que cumpram as indicações do nadador salvador, de forma a garantir uma estadia segura e agradável.

Direção Geral de Saúde (DGS) recomenda medidas de proteção para o aumento da temperatura

Na sequência da previsão do aumento gradual de temperatura nos próximos dias, que podem atingir os 41 graus Celsius em algumas zonas do país, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda a adoção de medidas de proteção adicionais nos próximos dias.

Entre as recomendações, a DGS salienta a necessidade de dar especial atenção a grupos mais vulneráveis ao calor, como crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida, trabalhadores com atividade no exterior, praticantes de atividade física e pessoas isoladas.

A DGS aconselha o aumento da ingestão de água ou de sumos de fruta natural sem açúcar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

A exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas, é desaconselhada, devendo ainda ser evitadas as atividades desportivas e de lazer no exterior que exijam grandes esforços físicos.

Para viajar devem ser escolhidas as horas de menor calor e os doentes crónicos ou sujeitos a medicação ou dietas específicas devem seguir as recomendações do médico assistente ou do SNS 24.

Para as crianças é recomendado que consumam frequentemente água ou sumos de fruta natural e que permanecem em ambiente fresco e arejado, enquanto as com menos de seis meses não devem estar sujeitas a exposição solar.

A DGS aconselha também a contactar e acompanhar os idosos e outras pessoas que vivam isoladas, devendo ser assegurada a sua correta hidratação e permanência em ambiente fresco e arejado.

Fonte: DGS

HA

Miranda do Douro: Grupo Vila Galé celebrou 40 anos

Miranda do Douro: Grupo Vila Galé celebrou 40 anos

O Grupo Vila Galé celebrou o 40º aniversário, com uma festa comemorativa a 27 de junho, num momento em que o grupo hoteleiro continua a sua expansão, com a construção de 14 novos hotéis, em Portugal e no Brasil, como é o caso do hotel “Mirandum”, na cidade histórica de Miranda do Douro.

Com um percurso iniciado em 1986, no Algarve, o grupo hoteleiro português conta, atualmente com 52 hotéis entre Portugal, Brasil, Cuba e Espanha.

O presidente e fundador, Jorge Rebelo de Almeida, afirmou que o êxito do grupo hoteleiro é o resultado de uma estratégia de “crescimento sustentado, baseada no reinvestimento prudente”.

“Criámos uma marca que fortalece Portugal. 40 anos de uma empresa merecem ser celebrados, sobretudo de uma empresa que humildemente procurou criar valores”, afirmou Jorge Rebelo de Almeida, na sua intervenção no aniversário da marca.

Jorge Rebelo de Almeida destacou, ainda, os valores fundamentais da Vila Galé: “transparência, rigor, isenção, trabalho, persistência, foco, meta e responsabilidade”, que continuam a nortear o grupo quatro décadas depois da sua fundação.

O fundador referiu, também, que este crescimento “nunca foi feito de um dia para o outro. Foi um percurso de 40 anos, sempre com uma lógica: investir em bons destinos, criar hotéis com identidade e reinvestir na qualidade.”

O grupo hoteleiro continua com uma forte estratégia de expansão e vai abrir 14 novos hotéis, em Portugal e no Brasil. As próximas aberturas com a chancela Collection são em Penacova, Miranda do Douro, Golegã, Lisboa, Caxias e ilha Terceira, Açores. Do outro lado do Atlântico, o plano contempla sete novos hotéis distribuídos por São Luís do Maranhão, Coruripe, Brumadinho, João Pessoa e Florianópolis. Em pipeline, encontram-se mais seis projetos.

“Na sua intervenção, o administrador Gonçalo Rebelo de Almeida recordou a missão da Vila Galé: “Decidimos fazer hotéis completos que proporcionem experiências gastronómicas, de entretenimento e lazer, de bem-estar e saúde, que não são apenas espaços para dormir, mas com uma componente cultural e patrimonial”.

“Queremos hotéis que sejam humanos, onde as nossas equipas façam efetivamente parte da nossa distinção. Um atendimento afável e simpático, uma ligação afetiva com os hóspedes, fazem parte das características do nosso ADN”, reforçou Gonçalo Rebelo de Almeida.

Perante os atuais desafios que o sector enfrenta, nomeadamente a escassez de recursos humanos, as alterações climáticas e o contexto geopolítico, o Grupo mantém a sua confiança na capacidade para continuar a crescer de forma responsável e sustentável. “A minha convicção é que, se nos mantivermos fiéis aos nossos princípios e à nossa linha estratégica, conseguiremos enfrentar todos estes desafios”, acrescentou.

O presidente do Grupo Vila Galé não esqueceu quem o acompanhou neste percurso e agradeceu aos mais de cinco mil colaboradores em Portugal, Brasil, Cuba e Espanha, bem como aos profissionais que passaram pela empresa ao longo destes 40 anos.

“As pessoas são e serão sempre fundamentais na vida das empresas e devem ser a nossa prioridade absoluta. As ideias e a vontade de criar e agir são tão ou mais importantes do que o capital”, afirmou.

A celebração contou com actuações da Farra Fanfarra na recepção de convidados, seguindo-se a Orquestra Metropolitana de Lisboa, roda de samba, Cuca Roseta, Friends Jazz Combo, Herman José e Marinna Faya e Banda, que animaram os convidados.

No âmbito das comemorações dos 40 anos, foi lançado um livro de imagens que retrata a história do grupo, bem como uma brochura com sugestões de “40 músicas, 40 filmes, 40 livros”, a que se junta o filme institucional realizado por Leonel Vieira.

Em Miranda do Douro, está a decorrer a construção do Hotel Vila Galé Mirandum.

Fonte: Construir | Imagens: VIla Galé e HA

Apicultura: Federação Internacional das Associações de Apicultores reúne-se em Bragança

Apicultura: Federação Internacional das Associações de Apicultores reúne-se em Bragança

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) acolhe, entre os dias 11 e 13 de julho, a reunião anual da Federação Internacional das Associações de Apicultores (APIMONDIA), trazendo à cidade representantes da principal organização mundial do setor apícola.

“A escolha do Instituto Politécnico de Bragança [IPB] como instituição anfitriã, reflete o reconhecimento do trabalho que tem vindo a desenvolver nas áreas da investigação, inovação e valorização da apicultura, bem como da sua participação ativa em redes e projetos internacionais que têm contribuído para afirmar Portugal no panorama apícola mundial”, justifica o IPB.

A visita reúne os membros da presidência, das comissões científicas e das comissões regionais da APIMONDIA, provenientes de vários países da Europa, bem como dos Estados Unidos da América, Argentina, Tailândia, Ilhas Fiji e outros países.

Segundo a organização, o momento central do programa ocorre a 13 de julho, com uma reunião técnica entre a APIMONDIA, a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) e as associações portuguesas de apicultores, durante a qual serão debatidos alguns dos principais desafios que atualmente se colocam ao setor, nomeadamente o mercado mundial do mel, a sanidade apícola e o trabalho desenvolvido pela organização no âmbito da Honey Platform da União Europeia.

Fonte: Lusa | Imagem: APIMONDIA

Ambiente: Campanha “Juntos, Protegemos a Nossa Terra” alerta para as alterações climáticas 

Ambiente: Campanha “Juntos, Protegemos a Nossa Terra” alerta para as alterações climáticas 

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) está a promover a campanha “Juntos, Protegemos a Nossa Terra”, que visa alertar para os impactos das alterações climáticas e mobilizar a comunidade para a adoção de comportamentos mais sustentáveis e resilientes.

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) refere que, depois de várias semanas marcadas por temperaturas elevadas e numa altura em que se prevê mais uma onda de calor para o interior do país, está a promover a campanha de sensibilização “Juntos, Protegemos a Nossa Terra”, uma iniciativa que pretende alertar para os impactos das alterações climáticas e mobilizar a comunidade para a adoção de comportamentos mais sustentáveis e resilientes.

De acordo com Pedro Lima, presidente da CIM-TTM, “as alterações climáticas representam um dos maiores desafios estruturais ao desenvolvimento sustentável do nosso território, com impactos crescentes ao nível ambiental, social, económico e institucional”.

“Precisamos da ajuda e do empenho de toda a comunidade para minorar o seu impacto e proteger o nosso território. Com esta campanha queremos não apenas alertar, mas dotar a população de informação prática sobre como agir”, salientou.

Segundo a CIM-TTM, durante o mês de julho, a campanha é divulgada nas rádios locais, na imprensa regional, nas redes sociais, no espaço público, com uma mensagem: a ação climática depende do envolvimento de todos e cada gesto conta na construção de um território mais resiliente.

“A iniciativa aborda seis áreas fundamentais para o futuro das Terras de Trás-os-Montes: a proteção das pessoas e dos recursos, a gestão eficiente da água, a valorização da agricultura e da floresta, a eficiência energética, as oportunidades associadas à transição climática e a mobilidade sustentável”, explica a CIM.

Sob o mote “Juntos, Protegemos a Nossa Terra”, a campanha pretende reforçar a consciência de que a proteção do território é uma responsabilidade partilhada e que a resposta às alterações climáticas depende da ação conjunta.

A campanha integra um conjunto mais amplo de iniciativas desenvolvidas no âmbito do projeto ECO-SMART TTM, cujos resultados serão apresentados publicamente nas próximas semanas, num momento dedicado à ação climática e ao futuro sustentável das Terras de Trás-os-Montes.

Esta campanha surge no âmbito da candidatura “ECO-SMART TTM – Ação Climática Comum nas Terras de Trás-os-Montes”, financiada pelo Programa Regional Norte 2030, e dirige-se à população dos nove municípios que integram o território.

Fonte: Lusa | Imagem: CIM-TTM

Venezuela: Missão Católica Portuguesa participa em missões de resgate e entrega de bens

Venezuela: Missão Católica Portuguesa participa em missões de resgate e entrega de bens

A Missão Católica Portuguesa da Venezuela, em Caracas, está a participar nas operações após os sismos, implementou “algumas iniciativas de apoio”, como “rotas para salvar vidas e de resgate”, entrega de bens e ativou canais de comunicação.

“Tenho mantido contacto com várias pessoas da comunidade, incluindo elementos do consulado e os nossos fiéis. Infelizmente, muitos enfrentaram perdas familiares e outros viram os seus investimentos desaparecer”, disse hoje o responsável da Missão Católica à Agência ECCLESIA.

O padre Carlos de Abreu, que foi nomeado a 15 de outubro de 2021 e é o primeiro luso-venezuelano a assumir estas funções, explicou que tem partilhado as “tristezas” com as pessoas, o seu “papel, acima de tudo, é escutar e orar, embora sinta que é muito pouco face ao que seria necessário”.

A 24 de junho, ocorreram dois grandes sismos na Venezuela, que causaram até ao momento 1450 mortos e mais de 3 mil feridos e há mais de 50 mil pessoas desaparecidas.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo; dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas, e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

Nas horas seguintes aos sismos, a Arquidiocese de Caracas disponibilizou “centros de acolhimento”, e a Missão Católica Portuguesa deu “início às rotas para salvar vidas e de resgate”, ideia do padre Carlos de Abreu, sacerdote filho de madeirenses da freguesia do Campanário, na Madeira, que também é capelão do Centro Português na capital venezuelana.

“O que estamos a fazer neste momento é levar bens essenciais, água, roupa a todos os estabelecimentos e acampamentos improvisados das pessoas afetadas aqui em Caracas, já que para o acesso ao Estado de Vargas é solicitado uma espécie de cartão. Alegam que não há sistema, outros que a fila é muito longa, e nós, como voluntários já não podemos ir; se tivessem agido nas primeiras 24 horas, as coisas teriam tido outro tipo de resultados”, testemunhou um dos voluntários da Missão Católica Portuguesa.

Vamos continuar a apoiar, porque este é um trabalho diário e é constante. Não são apenas as primeiras 96 horas; é um trabalho que continua por dias, semanas, meses, até estabilizar este momento difícil que a nossa nação atravessa.”

O voluntário da Missão Católica Portuguesa da Venezuela explicou que esta “rota para salvar vidas e de resgate”, na primeira experiência, chegou “a Tanaguarena, um setor bastante afetado e com muito pouca capacidade de ajuda”, naquela altura, “nem uma única máquina estava no local”.

“Nesse resgate, o que conseguimos foi encontrar duas pessoas sem vida, foi feita a extração, e foram colocadas numa zona sem ser possível identificá-las, porque não havia os meios para o fazer, a identificação das residências, pelo menos, e do piso onde se encontravam. A devastação é impressionante, onde os edifícios estão colapsados o cheiro é extremamente forte”, desenvolveu à Agência ECCLESIA.

Neste sentido, lamentou ainda a “desorganização por parte do Estado” dos mantimentos, à roupa, até à acomodação das pessoas, “instaladas em praças, em locais abertos, mas à deriva”.

A Missão Católica Portuguesa na Venezuela na sua conta na rede social Instagram divulgou também um canal de apoio no Whatsapp, para “canalizar ajuda e conectar voluntários com os que mais precisam neste momento”, através do número +58 4123620487.

“Ajude-nos a coordenar, partilhando localizações exatas e necessidades específicas”, é o apelo da Missão Católica Portuguesa criada em 1955, e que tem a sua sede na Ermida de Nossa Senhora de Coromoto (padroeira da Venezuela) e Fátima, desde 1999, em San Bernardino, no centro de Caracas.

A Igreja Católica em Portugal, através da Cáritas, várias dioceses, a Fundação AIS, está a angariar donativos de emergência e dinamizar campanhas solidárias para apoiar a população e a Igreja na Venezuela.

Portugal enviou uma Força Conjunta Nacional de 64 operacionais – ANEPC, da GNR, do INEM e dos Bombeiros Sapadores de Lisboa – e de cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, destinada às populações afetadas pelos sismos, que já se encontra no país sul-americano.

Fonte: Ecclesia | Fotos: Forças Armadas Portuguesas

Vimioso: Novo concurso da ponte Vimioso – Carção lançado no 3º trimestre

Vimioso: Novo concurso da ponte Vimioso – Carção lançado no 3º trimestre

No sítio electrónico da Infraestruturas de Portugal (IP) consta a indicação de que o novo concurso para a construção da ponte Vimioso – Carção vai ser lançado no terceiro trimestre deste ano, ou seja, entre julho e setembro, com um valor base de 45 milhões de euros.

Questionado sobre o lançamento do novo concurso público para a adjudicação da construção da ponte Vimioso-Carção, o presidente do Município de Vimioso, António Santos, expressou alguma frustração pelos sucessivos adiamentos do governo.

“Reconheço que a catástrofe que assolou a região centro do país obrigou o governo a rever algumas prioridades. No entanto, a construção da nova ponte sobre o rio Maçãs também é uma obra muito necessária, para salvaguardar a segurança rodoviária. A par disso, relembro que este investimento vai beneficiar as populações dos concelhos de Vimioso, Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta. Por isso, continuo a insistir junto do Ministério das Infraestruturas e da Infraestruturas de Portugal (IP) para que deem prioridade a esta obra”, reivindicou o autarca vimiosense.


A construção da ponte sobre o rio Maçãs e respetivos acessos implica a execução de 51 expropriações de terrenos, nas freguesias de Vimioso e de Carção. A Infraestruturas de Portugal (IP) já está a executar as expropriações e na freguesia de Vimioso, o presidente, António Fernandes confirmou que os proprietários das parcelas de terrenos já foram contactados e indemnizados pelas expropriações.

“Sim, na freguesia de Vimioso, a Infraestuturas de Portugal (IP) já contatou os proprietários dos terrenos e já foi feito o pagamento pela expropriação, por sinal, um montante bem acima da valor comum dessas parcelas”, confirmou o autarca.

Segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), a construção da nova ponte e respetivo viaduto sobre o rio Maçãs vai reduzir em cinco quilómetros a ligação Vimioso-Carção, ou seja, dos atuais 11,7 quilómetros para apenas seis quilómetros.

A IP avança que a nova ponte tem 850 metros de extensão e o pilar mais alto mede 120 metros de altura.

Para além da ponte vai ser construída na margem de Carção, uma variante com 2,9 quilómetros extensão, com vários cruzamentos.

No primeiro concurso, o prazo de execução da obra “EN 218 – Ponte sobre o Rio Maçãs e Acessos” era de 900 dias, ou seja, cerca de dois anos e meio.

HA