Miranda do Douro: Encenação da Paixão de Cristo em mirandês
No serão de 3 de abril, a Concatedral de Miranda do Douro foi o palco da encenação da Paixão de Cristo, uma representação artística na qual participaram uma centena de pessoas e cujos diálogos foram, pela primeira vez, representados em língua mirandesa.
Organizado pela Mirandanças – Associação para o desenvolvimento integrado da Terra de Miranda, em parceria com o Município de Miranda do Douro, a encenação da Paixão de Cristo, foi representada por “atores” da comunidade local.
“Pessoas que se dedicaram ao longo de vários meses a ensaios intensivos, para recriar os episódios centrais da vida de Jesus. Desde o Nascimento, a escolha dos apóstolos, até aos momentos derradeiros da morte e ressurreição, o público foi transportado numa viagem imersiva”, indica a Mirandanças.
Na encenação foram ainda representadas passagens bíblicas como a expulsão dos vendilhões do templo, a Última Ceia e o comovente encontro de Jesus, transportando a Cruz, com Maria, sua mãe, no caminho para o Calvário.
“A inclusão da língua mirandesa no guião da Paixão de Cristo não foi apenas como uma escolha estética ou dramatúrgica, mas sim um poderoso ato de afirmação do património imaterial desta região que atravessa gerações”, pode ler-se no comunicado.
Vimioso: Município atribui 5 mil euros por cada posto de trabalho
Com os objetivos de incentivar a criação de emprego e a fixação de população no concelho, o município de Vimioso, liderado pelo presidente, António Santos, elaborou um Regulamento de Apoio à Criação de Emprego, que prevê a atribuição de 5 mil euros, por cada posto de trabalho criado.
O incentivo financeiro atribuido pelo município de Vimioso destina-se a cada posto de trabalho criado, na modalidade de contrato sem termo, com a obrigação da manutenção do posto de trabalho, pelo período mínimo de cinco anos.
“Após a publicação em Diário da República, a medida entrou em vigor a 14 de julho de 2025. Até ao momento foram aprovados pela Câmara Municipal de Vimioso, 17 requerimentos de Apoio à Criação de Emprego, o que equivale a 85 mil euros de apoio”, informou o presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos.
O regulamento, que pode ser consultado no Diário da Republica, indica que são elegíveis ao apoio financeiro, as atividades económicas em áreas como o comércio, indústria, prestação de serviços, turismo, agricultura e outras atividades que contribuam para o desenvolvimento do concelho de Vimioso.
“Por cada posto de trabalho criado, as entidades promotoras recebem 5 mil euros. Ou seja, se criarem dois postos de trabalho recebem 10 mil euros. E se criarem 100 postos de trabalho recebem 500 mil euros. Este apoio financeiro está fundamentado na necessidade de incentivar o investimento empresarial no concelho de Vimioso. Com esta medida pretende-se atrair investimentos e novas iniciativas que complementem estruturalmente o desenvolvimento do concelho, através da fixação da população e da criação de emprego”, justificou o autarca vimiosense.
As empresas, para beneficiarem do incentivo monetário, devem assumir uma das seguintes formas jurídicas: empresários em nome individual; sociedades; cooperativas; instituições particulares de solidariedade social; e pessoas coletivas de utilidade pública e pessoas coletivas sem fins lucrativos.
“O apoio financeiro destina-se exclusivamente a entidades promotoras cuja sede ou centro de operações estável se localize no concelho de Vimioso, sendo condição incontornável que a iniciativa empresarial a desenvolver e o posto de trabalho a criar desenvolva-se fisicamente no concelho de Vimioso”, indica o regulamento.
Segundo o regulamento do município de Vimioso, excluem-se as situações de criação do próprio emprego com atividade económica na área agrícola; contratação de ascendentes e descendentes; e a contratação entre cônjuges.
Sendim: Caminhada das Arribas impressionou os mais de 200 caminhantes
Mais de duas centenas de pessoas participaram na Caminhada das Arribas, que se realizou a 4 de abril, em Sendim, uma atividade que foi do agrado dos caminhantes pelo bem estar físico que proporcionou, pelo convívio e pela descoberta das belas e impressionantes paisagens das arribas do rio Douro.
O presidente da União de Freguesias de Sendim e Atenor, Luís Santiago, expressou satisfação pela grande adesão das mais de duas centenas de pessoas, adultos, jovens e até crianças, que decdidiram participar na Caminhada das Arribas.
“Felizmente, no Tríduo Pascal, a vila de Sendim continua a receber a visita de muitos (e)migrantes, que gostam de celebrar em Páscoa, em família. Para proporcionar uma estadia agradável a quem nos visita, organizámos uma série de atividades, complementares às celebrações religiosas, como foi a caminhada pelas arribas do rio Douro”, justificou o autarca de Sendim.
Um dos participantes na Caminhada das Arribas, em Sendim, foi o vice-presidente do município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues. O autarca elogiou a iniciativa da freguesia, pois a par dos benefícios para a saúde, a caminhada proporcionou o convívio entre os participantes e deu conhecer a beleza natural do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).
“Um dos atrativos do concelho de Miranda do Douro é sua beleza natural. Por isso, é com muito agrado que participo nestas caminhadas, pois para além do bem-estar físico que proporcionam, são também oportunidades de convívio e de descoberta da flora e da fauna existentes no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI)”, disse o vice-presidente do município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues.
No decorrer da Páscoa, a vila de Sendim recebeu a visita de muitos conterrâneos que vivem e trabalham noutras localidades do país e no estrangeiro. Foram os casos de Georgina Silva, que vive em Aveiro e da sobrinha que vive em Pamplona (Espanha). Ambas decidiram participar na Caminhada das Arribas para rever a beleza das paisagens da sua terra natal e para desfrutar da companhia de outras pessoas.
Entre os mais de 200 caminhantes, também participaram no passeio pedestre pelas arribas do rio Douro, algumas dezenas de espanhóis, vindos de localidades como Fermoselle e Fornillos. Manuel Feixo Robles, com 74 anos, casou com uma sendinesa há 42 anos e decidiu participar na caminhada dado o gosto pela atividade física e pela natureza.
“As localidades raianas de Sendim e Fermoselle têm em comum a beleza natural do rio Douro, onde existe uma flora e fauna únicas que merecem uma visita, sobretudo nesta estação da primavera”, disse o caminhante espanhol.
A esposa, Isabel de Sousa, é uma “embaixadora” da vila de Sendim na vizinha Espanha, pois habitualmente convence os vizinhos espanhóis a visitarem e participarem em atividades em Portugal.
“Ainda que viva em Espanha gosto muito de colaborar com a minha terra, Sendim, na dinamização de atividades conjuntas, como são estas caminhadas no Parque Natural do Douro Internacional. Em Espanha, as caminhadas são muito apreciadas pelos espanhóis, que gostam de caminhar na natureza e descobrir novos sítios”, justificou.
Também de Espanha, Carlos Galende e o pai, Luís Galende, vieram de Fornillos, para participar pelo quinto ano consecutivo na Caminhada das Arribas, em Sendim.
“Para nós, a atividade física é fundamental pois é aí que encontramos força para realizar bem as outras atividades do dia-a-dia, como trabalhar, alimentar-nos bem e descansar. O exercício físico faz muito bem à saúde física e mental”, disseram.
Na vila de Sendim, o programa festivo da Páscoa encerrou com o “Folar nos Pisões, numa tarde de convívio em que houve a tradicional degustação do folar de carne, jogos tradicionais e o passeio de barco no rio Douro.
Miranda do Douro: Colóquio sobre a Pastorícia Extensiva na Biodiversidade
No dia 10 de abril, o miniauditório de Miranda do Douro é o local do colóquio “O papel da Pastorícia Extensiva na Biodiversidade – Será o pastor o Guardião do Ecossistema?”, uma iniciativa que reúne criadores pecuários, técnicos e entidades para debater o contributo da pastorícia extensiva na preservação dos ecossistemas.
O colóquio inicia-se às 14h00 e conta com a presença do Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, da Diretora-Geral de Alimentação e Veterinária, Susana Pombo, do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, entre outros representantes institucionais.
O evento pretende valorizar o papel dos pequenos ruminantes, nomeadamente ovinos e caprinos, enquanto guardiões da biodiversidade. A rusticidade destas espécies e a sua capacidade de adaptação a ambientes adversos, muitas vezes com escassez de recursos, tornam-nos fundamentais para a gestão sustentável do território.
Entre os principais objetivos do colóquio está a reflexão sobre o contributo da pastorícia extensiva na redução da carga combustível, assumindo-se como uma estratégia ecológica e preventiva de silvopastorícia.
A atividade dos rebanhos contribui para a diminuição da biomassa vegetal e, consequentemente, para a redução do risco e da intensidade dos incêndios rurais.
A iniciativa pretende ainda promover o debate sobre a reprogramação do PEPAC, tendo em conta os resultados dos 10 anos de apoio aos livros genealógicos, dar a conhecer as medidas de apoio aos produtores e refletir sobre o papel da pecuária nos ecossistemas.
Este encontro é também uma oportunidade para destacar a relevância da atividade pecuária e da profissão de pastor nas regiões rurais.
O programa inclui apresentações técnicas de várias entidades (DGAV, Confagri, CCDR Norte) e uma mesa-redonda com especialistas.
O Governo vai atribuir um prémio de 30 mil euros à instalação de novos criadores pecuários, uma medida que faz parte do programa para a redução da carga combustível nos terrenos, segundo um diploma publicado em Diário da República.
A dotação total deste apoio é de 2,5 milhões de euros.
“O apoio assume a forma de subvenção não reembolsável atribuída por cinco anos. O montante do apoio […] corresponde a um prémio à instalação no valor global de 30.000 euros”, lê-se na portaria.
Nos primeiros três anos, o apoio é de 8.400 euros, passando a 2.400 euros anuais nos restantes dois anos.
A isto acresce uma ajuda à aquisição de bovinos, ovinos e caprinos, até um limite máximo, definido em aviso do IFAP – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas.
Podem beneficiar deste apoio pessoas e empresas com parcelas registadas no Sistema de Identificação Parcelar do IFAP, localizadas em várias freguesias dos municípios de Almodóvar, Castelo de Vide, Gavião, Marvão, Nisa, Odemira, Ourique, Portalegre, Alcoutim, Aljezur, Loulé, Monchique, São Brás de Alportel, Silves, Tavira, Águeda, Aguiar da Beira, Albergaria-a-Velha, Almeida, Alvaiázere, Anadia, Ansião, Arganil, Batalha, Belmonte, Carregal do Sal, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Castro Daire, Celorico da Beira e Coimbra.
São ainda abrangidas algumas freguesias dos municípios de Condeixa a Nova, Covilhã, Figueira de Castelo de Vide, Figueiró dos Vinhos, Fornos de Algodres, Fundão, Gois, Gouveia, Guarda, Idanha-a-Nova, Leiria, Lousã, Mangualde, Manteigas, Mealhada, Mêda, Miranda do Corvo, Mortágua, Nelas, Oleiros, Oliveira de Frades, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penalva do Castelo, Penamacor, Penela, Pinhel, Pombal, Porto-de-Mós, Proença a Nova, Sabugal, Santa Comba Dão, Sátão, São Pedro do Sul, Seia, Sertã, Sever do Vouga, Soure, Tábua, Tondela, Trancoso, Vila de Rei, Vila Nova de Paiva, Vila Nova de Poiares, Vila Velha de Ródão, Viseu e Vouzela.
Somam-se freguesias dos municípios de Abrantes, Alcanena, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Rio Maior, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Alfândega da Fé, Alijó, Amarante, Amares, Arcos de Valdevez, Armamar, Arouca, Baião, Boticas, Braga, Bragança, Cabeceiras de Basto, Caminha, Carrazeda de Ansiães, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Chaves, Cinfães, Fafe, Felgueiras, Freixo de Espada à Cinta, Gondomar, Guimarães, Lamego, Macedo de Cavaleiros, Marco de Canaveses, Melgaço, Mesão Frio, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Moimenta da Beira, Monção, Mondim de Basto, Montalegre, Murça, Oliveira de Azeméis, Paredes, Paredes de Coura, Penafiel, Penedono, Peso da Régua, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Póvoa do Lanhoso, Resende, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Maria da Feira, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Terras de Bouro, Torre de Moncorvo, Vale de Cambra, Valença, Valongo, Valpaços, Viana do Castelo, Vira do Minho, Vila Flor, Vila Nova de Ceveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real, Vila Verde, Vimioso e Vinhais.
No âmbito do programa para a redução da carga combustível, o Governo determinou também as condições de acesso ao apoio à conversão de matos em novas pastagens, também disponível para pessoas e empresas com parcelas localizadas nos mesmos territórios delimitados para o anterior apoio.
O apoio em causa, que conta com cinco milhões de euros de dotação total, assume igualmente a forma de subvenção não reembolsável, correspondendo ao pagamento de custos unitários.
A portaria assinada pelos ministros do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, e da Agricultura, José Manuel Fernandes, entra em vigor esta terça-feira, dia 7 de abril.
Vimioso: Município denuncia descargas ilegais no rio Angueira
O presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, denunciou à GNR descargas ilegais no rio Angueira, a montante da freguesia de Angueira, no concelho de Vimioso, numa área integrada na Rede Natura 2000.
O autarca vimosense indicou que após a deteção desta situação no rio Angueira, foi chamado o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR em Miranda do Douro e foi ainda informada, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) sobre estas alegadas descargas ilegais no rio Angueira, numa extensão de cerca de dois quilómetros.
“A água apresenta uma cor escura acastanhada, ao longo de cerca de dois quilómetros. O que acontece é que ninguém sabe a razão para esta coloração da água. Tanto quanto sei, a primeira descarga terá acontecido na sexta-feira e a segunda no Domingo de Páscoa.”, explicou o autarca de Vimioso.
Segundo António Santos, os acontecimentos foram comunicados às autoridades e de momento o SEPNA da GNR encontra-se a investigar esta ocorrência numa zona classificada como Rede Natura 2000.
“No Domingo de Páscoa, foram comunicados os factos às autoridades. O SEPNA já está a investigar para apurar as origens deste crime ambiental”, disse António Santos.
As descargas no rio ocorreram a montante da freguesia de Angueira, no concelho de Vimioso.
Fonte oficial da GNR explicou que foi feita uma denúncia a relatar possíveis descargas poluentes no rio Angueira.
De acordo com a mesma fonte, “o SPNA da GNR encontra-se a diligenciar para verificar os factos relatados”, disse.
Nuno Bilber, habitante de Angueira, disse que na sexta-feira Santa, dia 3 de abril, “a água apresentava uma coloração cinzenta esverdeada e um cheiro idêntico ao de carne em decomposição”.
“São descargas que aconteceram pela primeira vez neste curso de água e ainda há qualquer explicação para situação. Não temos nesta região unidades industriais com capacidade para este grau de poluição, o que nos deixa mais intrigados. Estas datas não são inocentes, já que se trata de período festivo e as autoridades poderão não estar em pleno funcionamento”, explicou Nuno Bilber.
Miranda do Douro: Certificação da Bola Doce Mirandesa
No decorrer da Feira da Bola Doce Mirandesa, a 2 de abril, realizou-se uma sessão de esclarecimento sobre o processo de certificação deste produto gastronómico da Terra de Miranda, uma certificação que segundo o vice-presidente do Município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, garante a qualidade e um maior valor económico da Bola Doce Mirandesa.
O vice-presidente do Município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, afirmou que a certificação da Bola Doce Mirandesa é um garante de qualidade e autenticidade na produção deste doce tradicional da Terra de Miranda.
“Para o Município de Miranda do Douro, o processo de certificação da Bola Doce Mirandesa é mais um desígnio que tem como finalidade realçar as características deste doce tradicional da Terra de Miranda. Com a certificação, a própria produção da bola doce mirandesa vai ser inscrita como parte integrante do nosso património, prevenindo a usurpação do nome e da sua reputação. Com a certificação, a Bola Doce Mirandesa vai ganhar não só estatuto de qualidade mas também um maior valor económico”, disse o autarca mirandês.
O processo de certificação da Bola Doce Mirandesa está a ser desenvolvido pela associação Qualifica / Origin Portugal. De visita a Miranda do Douro, a engenheira, Teresa Pais Coelho explicou que a missão da associação Qualifica / Origin Portugal é o desenvolvimento agrícola e rural através da valorização, qualificação, defesa, promoção e dignificação dos produtos tradicionais portugueses, como é o caso da Bola Doce Mirandesa e consequentemente dos seus produtores e territórios.
Sobre o estado do processo de certificação da Bola Doce Mirandesa, Teresa Pais Coelho adiantou que o trabalho de identificação das caraterísticas deste produto gastronómico já está feito, faltando agora reunir todos os produtores de Bola Doce Mirandesa que tencionam formar um agrupamento.
“O caderno com as especificações da Bola Doce Mirandesa já está concluído e pronto para ser enviado para o Ministério da Agricultura”, indicou.
Em Trás-os-Montes, entre os produtos já certificados estão a Amêndoa Douro, o Azeite de Trás-os-Montes, o Cabrito Transmontano, a Carne Mirandesa, a Castanha da Terra Fria e o Cordeiro/Canhonho Mirandês, o Queijo de Cabra Transmontano, o Mel de Montesinho.
Miranda do Douro: “Os mirandeses valorizam e transformam a sua identidade em riqueza e desenvolvimento”, Álvaro Santos, presidente da CCDR – Norte
De 2 a 4 de abril, realizou-se na cidade de Miranda do Douro, a Feira da Bola Doce e Produtos da Terra, um certame que recebeu a visita de milhares de pessoas, entre eles, os presidentes da CCDR-Norte, Álvaro Santos e do Turismo Porto e Norte, Luís Martins, que elogiaram a proatividade dos mirandeses na afirmação da sua identidade e atratividade do seu território.
Na inauguração da Feira da Bola Doce e Produtos da Terra, a presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril, disse que este certame anual, organizado no decorrer da Semana Santa, tem vindo a crescer de ano para ano.
“A Feira da Bola Doce e Produtos da Terra é um bom exemplo de como Miranda do Douro, sendo um território periférico, consegue destacar-se através da promoção dos produtos endógenos, do apoio aos produtores locais e na atração visitantes. Como acontece todos os anos, o certame é visitado por milhares de pessoas, espanhóis e outros turistas, que aproveitam os dias de descanso da Semana Santa para visitarem Miranda do Douro”, disse a autarca mirandesa.
Sobre a Bola Doce Mirandesa, Helena Barril, disse que este doce tradicional de Páscoa é mais do que um produto gastronómico.
“A bola doce mirandesa é um símbolo de identidade coletiva, pois é memória, tradição e saber acumulado ao longo de gerações”, sublinhou a autarca de Miranda do Douro.
Na visita a Miranda do Douro, para a inauguração da Feira da Bola Doce e Produtos da Terra, o novo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Álvaro Santos, elogiou a resiliência e a proatividade dos mirandeses na defesa e promoção da sua identidade.
“Aqui, no planalto mirandês, sentimos com particular intensidade aquilo que é a essência do nosso país: a capacidade de resistir, de preservar, de inovar sem perder raízes. A Bola Doce Mirandesa é o reflexo de uma comunidade que valoriza aquilo que é seu e que sabe transformar essa riqueza em desenvolvimento”, disse o presidente da CCDR – Norte.
Para Álvaro Santos, não há futuro para o interior do país sem a valorização dos seus recursos. Para o dirigente da CCDR-Norte, a valorização dos produtos endógenos, o apoio aos produtores locais, a dinamização de eventos são fundamentais para fixar população, criar valor económico, atrair visitantes e reforçar a coesão do território.
“Vivemos tempos exigentes, em que os territórios do interior enfrentam desafios significativos. Mas também são tempos de oportunidades. O mundo procura cada vez mais autenticidade, qualidade, sustentabilidade e tradição com inovação”, indicou Álvaro Santos.
Por sua vez, o presidente do Turismo Porto e Norte, Luís Pedro Martins, enfatizou a correlação entre a valorização das tradições e dos produtos endógenos com o crescimento do turismo.
“A Feira da Bola Doce e Produtos da Terra é uma montra viva da gastronomia, do artesanato, da cultura e do turismo. Este certame espelha bem o dinamismo desta região e o empenho da autarquia de Miranda do Douro em apoiar os pequenos produtores, os empresários e a comunidade do concelho de Miranda do Douro”, enalteceu Luís Pedro Martins.
Referindo-se ao potencial turístico de Miranda do Douro, o presidente do Turismo Porto e Norte, destacou a conjugação da beleza natural, com o património histórico e a riqueza cultural do concelho.
“O atual executivo do Município de Miranda do Douro, liderado pela presidente, Helena Barril, tem elevado a fasquia ao imprimir um forte dinamismo turístico-cultural no concelho e por isso, esta região é atualmente, uma referência turística em Portugal”, destacou.
Na perspetiva, Luís Pedro Martins, o turismo é uma atividade fundamental para dinamizar a economia, criar empregos e contrariar o despovoamento.
“O turismo desenvolve outras atividades como a hotelaria, a restauração e a animação turístico cultural. Miranda do Douro é uma região viva, criativa, sustentável e por isso está a afirmar-se nacional e internacionalmente como um destino turístico de eleição”, destacou o presidente do Turismo Porto e Norte.
De acordo com dados do Turismo Porto e Norte, em 2024, o concelho de Miranda do Douro, registou a visita de 22.064 hóspedes, um aumento de 5,2% relativamente ao ano de 2023.
Santulhão: Eucaristia e visita pascal anunciaram a ressurreição de Cristo
No Domingo de Páscoa, dia 5 de abril, a paróquia de Santulhão celebrou a Ressurreição de Cristo, com a eucaristia dominical e a visita pascal pela aldeia, uma tradição religiosa que continua a ser muito apreciada pelas famílias, que com veneração abrem as portas das suas casas para receber o anúncio da Ressurreição de Cristo.
Na homília da missa de Páscoa, Frei Hermenegildo Sarmento, afirmou que ser discípulo de Cristo é ser enviado a anunciar a boa notícia da Ressurreição do Senhor.
Referindo-se às leituras do Domingo de Páscoa, o sacerdote capuchinho exortou a assembleia a afeiçoar-se às coisas do alto, isto é aos valores de Deus, como a piedade, a misericórdia, o perdão e a reconciliação.
“Somos filhos de Deus , somos luz do mundo!”, disse o sacerdote.
Em Santulhão, a celebração religiosa prosseguiu com a visita pascal pela aldeia, às casas das famílias. No decorrer da visita pascal, anuncia-se Cristo Ressuscitado e o sacerdote benze as respetivas famílias e as casas, com uma breve oração comunitária.
Na celebração da Missa de Páscoa da Ressurreição do Senhor, o Papa Leão XIV afirmou, em Roma, que a ressurreição de Cristo é o fundamento de uma esperança que recusa a rendição ao mal e à indiferença perante o sofrimento humano.
“A Páscoa é uma vitória: da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”, referiu Leão XIV, na sua primeira mensagem pascal, proferida na varanda central da Basílica de São Pedro.
Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor – Ano A
O Senhor ressuscitou, aleluia, aleluia!
At 10, 34a.37-43 / Slm 117 (118), 1-2.16ab-17.22-23 / Col 3, 1-4 ou 1 Cor 5, 6b-8 / Jo 20, 1-9 ou (à tarde) Lc 24, 13-35
São João descreve a realidade imediata que a ressurreição de Jesus põe à nossa frente: o sepulcro vazio. O corpo de Jesus não está lá. Agora cada um reagirá a isto. Maria Madalena deparou-se com a pedra retirada e correu a chamar outros. Pedro entrou no sepulcro e pôs-se a olhar para as ligaduras e o sudário. O outro discípulo (o próprio João) correu à frente e debruçou-se à porta; finalmente, entrou; repentinamente, «viu e acreditou».
O ponto de partida de todos é o mesmo: «ainda não tinham entendido». O ponto de chegada também poderá ser o mesmo: hão de entender. Mas o trajeto dum ponto ao outro será consoante cada um. Foi assim com os que tinham convivido com Jesus; é assim também connosco.
De facto, dá gosto escutar como se chega a perceber a presença de Jesus por entre momentos de ausência sentida. É fascinante ver as maneiras pessoais de compreender que Jesus «ressuscitou dos mortos»: um compreender que vem por dentro do que a vida é. Uma garantia nos é dada à partida, conforme o sermão de Pedro: «Eles mataram-no, suspendendo-o na cruz». Mas «Deus ressuscitou-o ao terceiro dia» (Atos dos Apóstolos).
Agora precisamos da atitude que nos permite entender o que aqui está dito. São Paulo ensina-a: morrermos para nós mesmos, a fim de ressuscitarmos com Cristo. Ficaremos enriquecidos; teremos uma visão maior da vida. Acederemos ao quanto dela está «escondida com Cristo em Deus» (Colossenses).