Argozelo: Concerto de Páscoa no Santuário de São Bartolomeu

Argozelo: Concerto de Páscoa no Santuário de São Bartolomeu

O Santuário de São Bartolomeu, em Argozelo, é o palco do concerto de Páscoa “Projeto Luz Cantar Amor de Deus”, um espetáculo de música sacra, agendado para a tarde de Domingo, dia 19 de abril.

O concerto é uma iniciativa das Paróquias de Argozelo, Carção, Santulhão e Matela, em colaboração com o município de Vimioso.

Numa antevisão ao concerto, o superior da comunidade dos Frades Capuchinhos Franciscanos, Frei Hermano Filipe, convidou todos os paroquianos a assistir ao espetáculo musical, que está agendado para as 17h00, no santuário de São Bartolomeu, afirmando que “a música sacra é um meio de proximidade e comunhão com Deus”.

Desde o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor (5 de abril), a Igreja Católica está a celebrar o Tempo Pascal, um período de 50 dias que decorre até o Domingo de Pentecostes, que este ano se celebra a 24 de maio.

HA

Meteorologia: Fim-de-semana com temperaturas próximas dos 30 graus

Meteorologia: Fim-de-semana com temperaturas próximas dos 30 graus

Neste fim-de-semana, Portugal continental e o arquipélago da Madeira estão com risco elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV), estando previstas temperaturas até 30 graus em algumas regiões, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O arquipélago da Madeira e os distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro estão com níveis muito elevados de exposição à radiação ultravioleta (UV).

Por sua vez, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Coimbra e Leiria têm elevados de exposição à radiação ultravioleta (UV). .

O risco de exposição à radiação UV vai permanecer elevado no continente e no arquipélago da Madeira no fim de semana, estando previstas no sábado, temperaturas máximas de 30 graus em distritos como Beja, Évora, Setúbal e Santarém.

Em Lisboa, Braga, Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Coimbra, Viseu, Vila Real e Leiria são esperadas temperaturas máximas entre os 25 e os 28 graus Celsius hoje e no fim de semana.

A escala de radiação ultravioleta tem cinco níveis, entre risco extremo e baixo.

Para as regiões em risco extremo, o IPMA recomenda que se evite o mais possível a exposição ao sol.

No que diz respeito a regiões com risco muito elevado, o IPMA aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e que se evite a exposição das crianças ao sol.

O IPMA recomenda para as regiões com risco elevado o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’ e protetor solar.

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

Ambiente: Reciclagem aumentou no distrito de Bragança

Ambiente: Reciclagem aumentou no distrito de Bragança

Em 2025, a Resíduos do Nordeste recolheu mais de seis mil toneladas de material reciclado, no distrito de Bragança e no concelho de Foz Côa (Guarda), mais 380 toneladas do que em 2024, indicou o diretor-geral, Paulo Praça.

O diretor-geral da Resíduos Nordeste, Paulo Praça realçou que o aumento de material reciclado é “uma tendência” que se tem verificado “nos últimos anos”.

“Conseguimos crescer nos vários fluxos, nomeadamente no papel/cartão, vidro, metal e plástico, resíduos e equipamentos elétricos e também a componente de biorresíduos”, acrescentou o diretor-geral da empresa intermunicipal, responsável pela recolha de lixo nos 12 concelhos do distrito de Bragança e ainda em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.

O material mais recolhido, no ano passado, foi papel, num total de 2.055 toneladas, seguindo-se o vidro, 1.317 e o metal, 1.068.
De acordo com Paulo Praça, estes números são o resultado do trabalho que tem sido desenvolvido pela Resíduos do Nordeste e os próprios municípios, mas também pelos cidadãos.

Para conseguir alcançar números ainda mais elevados, a empresa intermunicipal vai instalar mais cerca de 150 ecopontos, que se juntam aos 1.000 já existentes, e ainda a aquisição de mais viaturas, para poderem fazer o alargamento da rede de recolha.

“O investimento global, naquilo que é a recolha seletiva no seu todo, viaturas, equipamentos, nas várias dimensões, nós temos identificado um investimento de três milhões de euros nesse âmbito. Estamos nesse momento a iniciar os processos de contratação pública para proceder à aquisição desses equipamentos e esperamos que este ano seja possível começar a haver resultados”, vincou.

No entanto, o responsável reconhece que, em Portugal, os parâmetros de reciclagem ainda ficam aquém, devido a “fatores sociais” e a uma “sociedade de consumo”.

“Face à infraestrutura disponível em Portugal, nós já devíamos ter melhor resultado, porque se virmos a rede de ecopontos instalados, ecocentros, meios alocados, devíamos ter mais e melhores resultados, mas isso depende também do cidadão, das nossas práticas”, afirmou.

Por isso, salientou a importância de sensibilizar a população para a reciclagem, nomeadamente os mais novos, crianças e jovens, com visitas à empresa e explicação de todo o processo de recolha seletiva.

Fonte: Lusa | Imagem: Resíduos do Nordeste

Bemposta: Festival de mascarados regressa com um milhar de figurantes

Bemposta: Festival de mascarados regressa com um milhar de figurantes

De 17 a 19 de abril, a aldeia de Bemposta, no concelho de Mogadouro, é o local do Encontro de Rituais Ancestrais, no qual vão participar 70 grupos de mascarados e mais de mil figurantes de cinco países.

O evento em Bemposta é considerado um dos maiores festivais de máscaras dos rituais de inverno e de carnaval da Europa, pretendendo superar os seis mil visitantes da edição do ano anterior.

A presidente da Associação Maschocalheiro – Associação de Bemposta, Amélia Folgado, adiantou que a principal proveniência dos mascarados é a vizinha Espanha, dada localização da aldeia junto à fronteira.

“Pretendemos ultrapassar os seis mil visitantes registados em 2025, visto que este ano o encontro dos rituais vai durar três dias. Nesta iniciativa estão inseridas várias atividades como caminhadas, palestras sobre as máscaras ancestrais, com representações dos mascarados dos seis países envolvidos, pelas ruas de Bemposta, para além do grande desfile marcado para a tarde de 18 de abril”, disse.  

Amélia Folgado acrescentou ainda que o encontro junta tradições de mascarados vindos vários pontos de Portugal, Espanha, Itália e Bulgária onde há novos grupos este ano, para assim existir maior diversidade neste tipo de cultura ancestral e não haver repetições face a anos anteriores.

A organização indica que o encontro se assume como “uma iniciativa de natureza transnacional”.

“Encontro de Rituais Ancestrais, reflete a posição geográfica de Bemposta na raia luso-espanhola, contando com uma forte participação de grupos e visitantes provenientes de Espanha, que se associam às diferentes atividades e reforçam a dimensão ibérica e europeia da iniciativa”, indicou a Maschocalheiro.

O momento central do evento está previsto para sábado, 18 de abril, com o desfile dos 70 grupos participantes, que vão percorrer as ruas de Bemposta com dezenas de grupos de caretos, mascarados, música tradicional e rituais ancestrais, transformando esta localidade num espaço de encontro entre culturas e comunidades.

A vereadora com o pelouro da Cultura no município de Mogadouro, Márcia Barros, explicou que este encontro é já uma referência a nível internacional e, ao mesmo tempo, promove o território, como um todo.

“Este encontro é caracterizado pela promoção do nosso património imaterial e cultural. Mas há outras vertentes, como a dinamização económica que é refletida na promoção e venda  dos produtos endógenos, já que o evento atrai milhares de pessoas”, vincou.

O programa ocupa três dias de atividades e inclui jornadas técnicas de reflexão sobre máscaras e tradições rituais, exposições, mercado de produtos tradicionais, atividades para as famílias, entre ‘ateliers’ para as crianças, caminhadas, e animação musical, convidando os visitantes a descobrir o património cultural e natural do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), onde a freguesia de Bemposta está inserida.

“Com uma programação que este ano é de três dias, conseguimos fixar as pessoas na região do Planalto Mirandês que acabam por esgotar a hotelaria e a restauração”, destacou Márcia Barros.

O anfitrião destes rituais será o Chocalheiro de Bemposta, “figura emblemática” das tradições do Nordeste Transmontano.

O VI Encontro Internacional de Rituais Ancestrais é realizado em parceria com o município de Mogadouro e com a Junta de Freguesia de Bemposta, e com o apoio do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Duero-Douro e da Movhera.

Fonte: Lusa

Miranda do Douro: Concerto transfronteiriço celebra Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Miranda do Douro: Concerto transfronteiriço celebra Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

A Concatedral de Miranda do Douro é o palco do concerto transfronteiriço, interpretado por Luis António Pedraza (Espanha) e Xavier Rodrigues (Portugal), no serão de sábado, 18 de abril, uma iniciativa cultural que visa celebrar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

Em comunicado, o município de Miranda do Douro refere que o concerto transfronteiriço é “uma ponte musical que promove o diálogo entre tradições e reforça os laços culturais entre portugueses e espanhóis”, pode ler-se.

O espetáculo gratuito está agendado para as 21h30, na antiga Sé de Miranda e é interpretado pelos músicos Luís António Pedraza (Espanha) e Xavier Rodrigues (Portugal), numa combinação artística que simboliza a ligação entre os dois territórios transfronteiriços.

A iniciativa musical visa celebra o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que este ano tem como tema: “Património vivo: resposta de emergência em contextos de conflitos e desastres”.

“Portugal recupera de uma sucessão de fenómenos meteorológicos extremos, pelo que é importante promover a reflexão sobre a resiliência do património cultural nacional e a adoção de atitudes proativas na adaptação e salvaguarda do património perante um clima cada vez menos previsível. De olhos postos no futuro, é necessário garantir que a herança cultural portuguesa se mantém viva e é valorizada pelas gerações atuais e vindouras”, indica o PATRIMÓNIO CULTURAL, I.P. .

HA

Miranda do Douro: “Sou feliz a viver e trabalhar na Terra de Miranda” – João França

Miranda do Douro: “Sou feliz a viver e trabalhar na Terra de Miranda” – João França

João França nasceu na freguesia da Vitória, no Porto e durante a sua infância e juventude vinha regularmente a Miranda do Douro, visitar a avó, Balbina Rodrigues. Nas férias, era habitual ajudar a avó, na cozinha e no serviço de mesa do restaurante Casa da Balbina, que funciona desde 1971. Hoje, o jovem João França e o proprietário e Chef de Cozinha do restaurante.

Após a conclusão do 12º ano, João França entrou no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), onde estudou engenharia eletrotécnica. No entanto, no decorrer dos estudos universitários decidiu que a sua vocação não era a engenharia e enveredou pela licenciatura em Gestão Hoteleira, na Universidade Portucalense.

“No curso de gestão hoteleira adquiri diversos conhecimentos de planeamento e gestão de hotelaria, contabilidade, turismo, empreendedorismo, idiomas, gastronomia e vinhos, entre outros saberes. No decorrer da licenciatura realizei vários estágios, entre os quais um em Barcelona, no Hotel Pullman, onde ganhei uma nova e ampla perspetiva das potencialidades deste setor”, disse o jovem.

Em 2015, a família convidou o jovem João França, então com 27 anos, a assumir a liderança do restaurante Casa da Balbina, em Miranda do Douro. Com alguma relutância, pois esse não era o seu plano de vida, aceitou o desafio de assumir interinamente a responsabilidade do restaurante. Nos primeiros tempos, pensou que seria possível conciliar este trabalho, com outros projetos no Porto, mas depressa percebeu que isso era inconciliável. O jovem “tripeiro” viu-se obrigado a dedicar-me inteiramente ao restaurante em Miranda do Douro, onde conheceu e se apaixonou pela Lara, a sua companheira, o que o ajudou a enraizar-se definitivamente na região.

Nos primeiros tempos de trabalho na Casa da Balbina, João França dedicou-se mais ao backoffice, às tarefas de gestão e à remodelação do restaurante. As obras só aconteceram depois da pandemia, em 2022 e 2023, ano da reabertura do restaurante.

Atualmente, quem visita a Casa da Balbina, em Miranda do Douro, tem a oportunidade de degustar pratos como a vitela assada, a posta à mirandesa, o cordeiro ou cabrito assado na brasa, o frango albardado, entre outras iguarias. O jovem Chef de Cozinha, João França, é um apreciador das tradições e dos produtos regionais, aos quais gosta de acrescentar-lhes um toque de inovação e modernidade.

“Sou um apreciador da cozinha de memórias, isto é, que remetem para histórias vividas pelos nossos antepassados. Um destes pratos típicos é o frango albardado, que inicialmente é estufado, ao qual depois se coze o arroz e finalmente o frango (já estufado) é ainda frito com ovo e salsa. Antigamente, esta comida era levada na albarda do burro (daí o nome frango albardado), para comer na pausa dos trabalhos agrícolas, como a segada dos cereais”, contou João França.

Para o jovem empresário, que trocou o Porto por Miranda do Douro, esta pequena cidade fronteiriça tem um enorme potencial turístico.

“Na minha perspectiva, Miranda do Douro tem uma extraordinária beleza natural e tem um património histórico e cultural únicos, daí que seja uma cidade tão apelativa e visitada. No entanto, no meu entendimento não pode ser apenas o município e as freguesias a organizarem eventos e atividades para atrair turistas e visitantes. Isso compete-nos também nós empresários e associações, de modo a atrair ainda mais público ao longo de todo o ano e assim a dinamizar mais toda a economia local”, sugeriu.

Ao longo do ano, o restaurante Casa da Balbina recebe a visita de vários públicos, portugueses, espanhóis e turistas de inúmeras nacionalidades. Dada a vizinhança com Espanha, os espanhóis são aqueles que mais visitam o restaurante, para degustar o bacalhau, mas também para se aventurarem noutras experiências gastronómicas caraterísticos da Terra de Miranda, como o cordeiro mirandês, o frango albardado, o caldo de cascas ou a tabafeia com grelos.

Desafiado a inspirar o(a)s jovens da região que sonham viver e trabalhar no planalto mirandês, João França, encorajou-os a não ter medo de arriscar, de errar e voltar a tentar sempre que for necessário.

“No meu percurso de vida também tive que mudar de curso e não sonhava vir trabalhar para Miranda do Douro. Mas para minha surpresa, surgiu essa possibilidade e hoje em dia sou uma pessoa feliz a viver e trabalhar na Terra de Miranda”, concluiu.

HA

Igreja/Ensino: EMRC pode «não contar para a nota, conta para a vida»

Igreja/Ensino: EMRC pode «não contar para a nota, conta para a vida»

A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) está a promover a revisão das aprendizagens essenciais, sendo a sua oferta obrigatória e a frequência facultativa do 1º ao 12º ano, pelo que não conta “para a nota, mas conta para a vida”.

“Educar é educar a pessoa toda em todas as suas dimensões da vida. Desse ponto de vista, há questões que não podem ser mensuráveis, senão a própria imensurabilidade da própria pessoa humana que assim se vai concretizando”, disse o diretor do Secretariado Diocesano da Educação Moral e Religiosa Católica do Porto.

O professor Carlos Moreira salienta que “é uma questão muito pertinente” a disciplina de EMRC “não contar para a nota”, e destaca que “conta para a vida”, e independentemente do algoritmo avaliativo, “esta oferta humanizadora da disciplina permite ter aqui uma visão muito clara sobre o que é educar”, desenvolve.

Para o diretor do Secretariado da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica da Diocese do Porto, o processo avaliativo “é coerente, sequencial, sério”, e, naturalmente, o próprio aluno vai, com os seus docentes, tendo feedback, desta apropriação humanizadora do seu modo de ser e de estar”.

“Não há aqui números que se configuram numa avaliação, há a vida”, acrescenta o professor António Cordeiro, o coordenador de EMRC, no Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

Segundo este responsável, o próprio conceito quando se introduzem as aprendizagens “fala de saberes que são mobilizados, não é para ficar num somatório de saberes”, e, nesse sentido, é importante “mobilizar todo o saber em função das atitudes” que querem “promover na relação com os outros”.

“A avaliação do nosso ponto de vista mais importante não é a somativa, não é a classificativa, mas a formativa. Nós acompanhamos os alunos na sua aprendizagem específica, e dela retiramos informações para melhorarmos o nosso processo de ensino”, salientou o professor Jorge Novo, diretor do Secretariado diocesano de EMRC de Bragança-Miranda.

O SNEC, organismo da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé da CEP, está a promover a revisão das aprendizagens essenciais de Educação Moral e Religiosa Católica, processo que está a decorrer em várias disciplinas por iniciativa do Ministério da Educação, após reunião nos Serviços do Desenvolvimento Curricular do governo português.

“Era ter em conta um período de tempo de experiência, entre 2018 e 2026, e olhar este documento que sairia de 2026 a partir de três componentes novas: Primeira, olhar a avaliação, era um elemento que não constava no documento de 2018, a avaliação das aprendizagens, a articulação com a cidadania e desenvolvimento, e referências bibliográficas”, explicou o coordenador nacional de EMRC.

O professor António Cordeiro assinala que “não se trata de uma consulta pública”, mas foi dirigida aos professores, que são “quem cuida este assunto na escola, a Educação Moral e Religiosa Católica”, e incentivou os docentes, até aos dia 30 de abril, a pronunciarem sobre este “instrumento de planificação de todo o trabalho”.

Este responsável explica, sobre aprendizagens essenciais, que se fala “de saberes, de conhecimentos, de capacidades, e de atitudes”, e que o Secretariado Nacional da Educação Cristã constituiu uma equipa “que agilizou todo o processo”, da qual fizeram parte dos professores Jorge Novo e Carlos Moreira.

“Este processo não se trata de engessar as aprendizagens essenciais, trata-se de reforçar a sua inteligibilidade, a sua adaptabilidade, a sua praticabilidade no terreno, junto dos professores”, explicou o docente da Diocese de Bragança-Miranda.

Jorge Novo realça que os professores “continuam a ser essenciais na gestão das mesmas aprendizagens essenciais”, para se passar de um processo assente no ensino “para um processo assente na aprendizagem dos alunos”.

Carlos Moreira salienta que a avaliação “é um constructo curricular, que é muito caro à gramática escolar”, por isso, “quase que, em teoria, tudo passaria pela avaliação”, no caso de EMRC “injeta uma dose de humanização” da própria avaliação, “a avaliação das aprendizagens, mas também avaliação para a própria aprendizagem dos alunos”.

“Aqui há uma descrição um pouco mais parametrizada de alguns indicadores de avaliação que permitem ao próprio aluno perceber o seu próprio progresso evolutivo de aprendizagem. No sentido de conjugar diversas dimensões que estão descritas nas aprendizagens essenciais e que, naturalmente, passará pela religião, a leitura religiosa da experiência, o modo como se vê o mundo, e como se situa nele; e questões sempre muito prementes do ponto de vista ético e moral”, desenvolveu o responsável por EMRC na Diocese do Porto.

No Programa ECCLESIA na RTP2, os três entrevistados destacaram também no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica as próximas “três grandes atividades que saem da sala de aula”: o Encontro Nacional dos Alunos do Ensino Secundário, intitulado ‘Onde está o teu irmão’, esta sexta-feira e sábado, dias 17 e 18 de abril, no Fundão e na Covilhã, o Encontro Nacional do Primeiro Ciclo, no 30 de abril, no Centro Paulo VI, do Santuário de Fátima, e a Semana Nacional, com o título ‘EMRC Pontes e Palavras de Encontro’, 17 a 23 de maio.

Fonte: Ecclesia | Fotos: EMRC

Sociedade: Alunos com cursos técnicos superiores concluem os estudos

Sociedade: Alunos com cursos técnicos superiores concluem os estudos

A maioria dos alunos diplomados em cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) concluem os estudos e são cada vez menos aqueles que prosseguem para uma licenciatura.

Segundo o relatório mais recente da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEC), só 48% dos quase seis mil diplomados em 2023/2024 estavam inscritos numa licenciatura no ano letivo seguinte.

Os restantes 52% não foram encontrados no ensino superior, o que significa que, depois de concluírem o curso, não continuaram a estudar.

Oito anos antes, em 2017, o cenário era diferente: das turmas de 2016/2017, seis em cada 10 diplomados frequentavam uma licenciatura no ano seguinte.

A percentagem tem diminuído progressivamente desde então, atingindo um mínimo de 45% em 2022/2023, valor que aumentou ligeiramente nos anos seguintes.

Há, no entanto, áreas que contrariam a tendência, com Educação a liderar a lista de áreas com percentagem mais alta de diplomados que prosseguiram os estudos após concluir o CTeSP.

Desde 2016/2017, a média de diplomados de cursos de Educação inscritos em licenciaturas no ano seguinte rondou os 85%, seguindo-se Agricultura, Silvicultura, Pescas e Ciências Veterinárias (71%) e Ciências Sociais, Jornalismo e Informação (64%).

As realidades também são díspares consoante a região do país. Se em distritos como Castelo Branco, Beja, Bragança e Viseu, pelo menos 70% dos diplomados prosseguiu os estudos, nas regiões autónomas da Madeira e Açores percursos semelhantes representam uma minoria e só 13% e 8%, respetivamente, iniciou uma licenciatura após concluir o CTeSP.

Nas licenciaturas, a maioria dos diplomados também não continua a estudar depois do curso, mas essa percentagem tem-se mantido estável, com algumas oscilações, ao longo dos últimos oito anos.

No ano letivo 2023/2024, 42% dos licenciados continuavam inscritos no ensino superior, a esmagadora maioria a frequentar mestrados. Em 2017/2018, a percentagem rondava os 37%.

Também aqui, a Educação domina como área com maior percentagem de diplomados que prosseguem os estudos (77%), uma vez que o mestrado corresponde ao requisito para obter habilitação profissional para a docência.

Além da Educação, o relatório aponta outras três áreas em que mais de metade dos licenciados continua a estudar após o curso: Ciências Naturais, Matemática e Estatísticas (70%), Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção (56%) e Ciências Sociais, Jornalismo e Informação (52%).

O relatório refere ainda que, “quanto mais elevadas são as classificações finais obtidas pelos diplomados em licenciatura, maior a probabilidade de prosseguirem estudos no ano letivo seguinte”, uma tendência que não se verifica nos CTeSP.  

Fonte: Lusa

Tecnologia: Ecranização das relações dificulta empatia

Tecnologia: Ecranização das relações dificulta empatia

O psiquiatra Vítor Cotovio alertou para a mediação das relações através de écrans, que coloca em causa o desenvolvimento da empatia.

“A ecranização das relações dificulta aquilo que é capacidade de empatizar”, afirmou o também psicoterapeuta, que participa no XV Congresso de Psiquiatria São João de Deus, que decorre entre 15 e 17 de abril no Centro Ismaili, em Lisboa.

Organizada pelo Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus e o Instituto São João de Deus, a iniciativa reúne cerca de 250 participantes e centra-se no tema “Saúde Mental e Pós-Modernidade: O Analógico e o Digital”.

A propósito do encontro, o diretor clínico da Casa de Saúde do Telhal aponta que se vive um tempo de 5V’s – “muito volume, muita velocidade, muita voracidade, muita volatilidade e muita vacuidade” – advertindo que o último deles pode ser o “vazio existencial”.

“Nós precisamos daquilo que é o real, porque se não temos o real e se é o écran a mediar as relações, a minha capacidade de empatizar fica alterada”, reforçou.

O psiquiatra indicou o exemplo dos jogos de computador violentos, em que os utilizadores são indiferentes à dor do outro.

“Nós temos neurónios espelho que refletem precisamente aquilo que é a inquietação e o sofrimento do outro. Mas para ativar os neurónios espelho, eu preciso da relação real, de tempo e espaço para pensar, sentir e entender as emoções”, referiu.

Contudo, Vítor Cotovio lembra a importância das tecnologias digitais, nomeadamente no que respeita aos cuidados de saúde.

“Não se deve diabolizar as tecnologias ou as redes sociais, mas também não se deve endeusar”, frisou.

O diretor clínico do Instituto São João de Deus defende que é “muito importante que as ferramentas existam para servir as pessoas” e não para os seres humanos ficarem reféns delas.

“A inteligência artificial é fundamental, mas a inteligência artificial não tem emoções”, ao contrário da relação terapêutica, disse.

“Isso é algo que nós temos de salvaguardar sempre”, realçou Vítor Cotovio.

O programa do XV Congresso da Psiquiatria São João de Deus aborda temas como a inteligência artificial aplicada à psiquiatria, a ética digital, os novos padrões de sofrimento psíquico e a humanização da prática clínica em contextos cada vez mais mediados pela tecnologia.

O encontro reúne profissionais de diferentes áreas – médicos, psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, investigadores, gestores e decisores.

Fonte: Ecclesia

Cicloturismo: Passeio BTT para descobrir Espanha e Portugal

Cicloturismo: Passeio BTT para descobrir Espanha e Portugal

No fim-de-semana de 18 e 19 de abril, vai realizar-se um Passeio de Bicicleta Todo-o-Terreno (BTT), entre as localidades de Fermoselle e Fariza (sábado) e a cidade de Miranda do Douro e Paradela (Domingo), com a meta de dar a conhecer aos cicloturistas a natureza, a cultura e as comunidades locais, em Espanha e Portugal.

A partida para o passeio BTT inicia-se na manhã de sábado, dia 18 de abril, em Fermoselle (Espanha), num percurso de cerca de 20 quilómetros em direção a Fariza, para depois os ciclistas regressarem novamente a Fermoselle.

No serão de sábado, os participantes no passeio BTT têm a oportunidade de assisitir a um concerto ibérico na Concatedral de Miranda do Douro.

Na manhã do dia seguinte, Domingo, dia 19 de abril, a segunda etapa do passeio BBT (30 quilómetros) inicia-se às 10h00, junto ao estádio municipal de Santa Luzia em direção ao miradouro da Penha das Torres, em Paradela. Na localidade mais oriental de Portugal, os participantes na prova de BTT são presenteados com um almoço gratuito. Após o almoço, os ciclistas regressam novamente à cidade de Miranda do Douro.

Em Portugal, este evento desportivo transfronteiriço conta com a colaboração da Câmara Municipal de Miranda do Douro, da Associação de Cicloturismo “L’Crenque BTT” e da empresa “Douro Pula Canhada”.

Esta prova de cicloturismo insere-se no âmbito do projeto IBERLOBO, que é financiado pelo programa Interreg. Esta iniciativa transfronteiriça desenvolve-se nas regiões de Zamora (Espanha) e no nordeste de Portugal e pretende desenvolver uma rota cicloturística que permita aos visitantes descobrir a natureza, a cultura e as comunidades locais, de Espanha e Portugal.

HA