Miranda do Douro: Jantar dos Pastores a 16 de maio

Miranda do Douro: Jantar dos Pastores a 16 de maio

Miranda do Douro acolhe no sábado, dia 16 de maio, um jantar/ convívio do grupo “Pastores entre os Montes”, que conta com a visita do Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, um encontro que tem como maior propósito homenagear e valorizar o trabalho dos pastores, no cuidado da natureza.

O encontro em Miranda do Douro, conta com a presença de João Manuel Esteves, Secretário de Estado do Ambiente, o que motivou os elogios da secretária-técnica da Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM), Andrea Cortinhas.

“Dou os parabéns ao ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, ao secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeiras e agora o Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, pela audácia de sair dos gabientes em Lisboa, para vir conhecer in loco, a realidade agrícola e pecuária do país. É importantíssimo estar com as pessoas que trabalham no campo e na criação de animais, para que as políticas desenhadas pelo governo sejam respostas eficazes aos problemas que o setor agropecuário enfrenta atualmente”, defendeu.

Sobre a originalidade do Jantar dos Pastores, em Miranda do Douro, a engenheira zootécnica, Andrea Cortinhas, explicou que a Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM) decidiu associar-se à iniciativa “Pastores entre os Montes”.

“Estes encontros convívio são organizados pelo grupo “Pastores entre os Montes”, um grupo de pastores de várias regiões de Portugal, que interagem através das redes sociais, partilhando mensagens, vídeos e telefonemas. Dado que nem tudo pode ser feito digitalmente, os pastores começaram a organizar periodicamente jantares convívio. Até ao momento, já se realizaram jantares em Vinhais, Mogadouro e mais recentemente em Bragança. Este encontro decorreu no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e contou com a participação do ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, a propósito do Ano Internacional das Pastagens e da Pastorícia que se celebra neste ano de 2026”, explicou Andrea Cortinhas.

A secretária-técnia da Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses acrescentou que estes encontros a par do convívio, também servem para incentivar os mais jovens a dedicarem-se à agropecuária e à pastorícia.

“Dada a dificuldade em rejuvenescer o setor agropecuário, é fundamental valorizar e divulgar o testemunho das pessoas que se dedicam à criação de rebanhos de ovinos. Ao contrário do que se possa pensar, os pastores pela sua experiência adquirida no contato com a natureza e no cuidado aos animais, são pessoas portadoras de uma grande sabedoria”, destacou.

O encontro “Jantar dos Pastores”, em Miranda do Douro, inicia-se às 18h30 de sábado, no miniauditório, numa sessão dedicada ao tema “Biodiversidade e os Serviços dos Ecossistemas”, apresentado pelo professor do IPB, João Azevedo.

“Uma das maiores preocupações dos pastores é a uso dos herbicidas nas pastagens, o que causa a morte de animais. A palestra orientada pelo professor João Azevedo vai informar os pastores sobre este tema”, adiantou.

Após a sessão, segue-se um jantar convívio, na cantina do miniauditório, destinado a todos os participantes inscritos.

As inscrições para o Jantar dos Pastores, em Miranda do Douro, são feitas através dos contatos telefónicos:

Filipe Justo 938 319 992

Humberto Figueiredo 935 375 179

Pedro da Pátria 933153 318

Miguel Branco
937 655 808

Melinho Matilheiro
938 118 649

Araújo Santos Marisa 934 068 097

HA



Malhadas: Cursos de Agricultura Sustentável e Transporte de Suínos

Malhadas: Cursos de Agricultura Sustentável e Transporte de Suínos

A Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM) informa que estão abertas as inscrições para os cursos de “Agricultura Sustentável” e “Complemento em Proteção dos Animais em Transporte de Curta Duração – Suínos”, duas formações que têm por finalidade aprofundar o conhecimento e desenvolver competências na sustentabilidade agrícola e produção animal.

A Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM), instalada no Centro de Formação Agrícola de Malhadas é a entidade promotora destas duas formações.

“Nos dias de hoje, a ACOM procura identificar as necessidades formativas dos criadores agropecuários e proporcionar-lhes oportunidades de adquirir novos conhecimentos e competências, como são os cursos em Agricultura Sustentável e Complemento em Proteção dos Animais em Transporte de Curta Duração – Suínos”, indicou a secretária-técnica da ACOM, Andrea Cortinhas.

As formações são ministradas pela Confagri, em colaboração com a Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM). A formação em «Agricultura Sustentável» destina-se a todos os interessados e em especial a beneficiários dos apoios destinados a Jovens Agricultores do PDR2020, obrigados a possuir formação agrícola adequada.

“Atualmente, existe uma crescente preocupação com a sustentabilidade, nomeadamente na área agrícola, com a produção de alimentos de uma forma mais saudável para consumo, para o ambiente e para os animais. Deste modo, o curso Agricultura Sustentável visa capacitar os formandos a adquirir competências e conhecimentos adequados de acordo com os princípios da produção sustentável, com base na legislação atual”, informa a engenheira zootécnica, Andrea Cortinhas.

A formação em “Agricultura Sustentável” (50 horas) está dividida em quatro modulos: 1- Solo; 2- Clima; 3- Botânica Agrícola Relação Solo – Planta – Clima – Ambiente; 4- Produção Agrícola Sustentável.

Já o curso “Complemento em Proteção dos Animais em Transporte de Curta Duração – Suínos”, destina-se aos portadores de licença de transporte de animais, com a especificidade de transporte de suínos.

As inscrições para os cursos são efetuadas através dos contatos da ACOM: 273 417 066; 915 031 106; ou do email: geral@ovinosmirandeses.pt

HA

Ambiente: “Engie tem uma estratégia de saque disfarçada de transição energética” – Óscar Afonso (MCTM)

Ambiente: “Engie tem uma estratégia de saque disfarçada de transição energética” – Óscar Afonso (MCTM)

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) afirmou que a instalação de “projetos massivos” de torres eólicas e painéis fotovoltaicos no planalto mirandês e Douro Superior é “uma estratégia de saque” da Engie “disfarçada de transição energética”.

“O que observámos é que a Engie se prepara, agora, para lançar projetos massivos para instalação de painéis fotovoltaicos e torres eólicas no nosso território e achamos que isto não é desenvolvimento, mas a continuação de uma estratégia de saque, agora disfarçada de transição energética”, disse à Lusa o membro do Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) Óscar Afonso.

Óscar Afonso, que reagia aos quatro projetos de hibridização das centrais hidroelétricas transmontanas previstos pela Engie, acrescentou que, “depois da água, ainda querem roubar o vento e o sol”.

“Achamos que estes recursos [água, vento e sol] pertencem à Terra de Miranda e não podem ser continuados a ser explorados e transformado em euros por uma entidade monopolista sem que haja compensações, havendo aqui uma indústria extratora de recursos”, vincou o também economista.

Segundo os membros da MCTM, o que não se pretende “é que a Terra de Miranda seja uma colónia energética e que o Planalto Mirandês seja transformado num estaleiro industrial ao serviço dos lucros de uma entidade”.

“Queremos uma terra que soube manter a sua língua e a sua cultura e o que não queremos é que a fauna ou a flora sejam prejudicados. A Terra de Miranda não está à venda, os recursos [naturais] não são gratuitos e nem o seu povo é invisível, porque são tão portugueses como um português do Porto ou de Lisboa. Tem de haver compensações face à riqueza aqui produzida”, frisou Óscar Afonso.

O MCTM acredita que a empresa pretende transformar o Planalto Mirandês “num imenso estaleiro industrial ao serviço dos seus lucros e ocupar o território, alterar a paisagem, destruir solos, vegetação, fauna, flora e equilíbrio natural enquanto a riqueza produzida segue para fora”.

“Para cá ficam os impactos. Para cá ficam os danos. Para cá ficam as cicatrizes. O dinheiro, esse, parte a voar. Estes projetos produzirão biliões de euros em energia elétrica. Biliões gerados com recursos que são nossos, em território que é nosso, à custa da paisagem que herdámos, da agricultura que sustenta famílias, da biodiversidade que nos pertence e da dignidade de uma região que há décadas é tratada como periferia descartável”, escreve o MCTM.

Em causa está o projeto de hibridização da Central Hidrolétrica de Picote, através de um projeto eólico que prevê instalar 35 aerogeradores com uma estimativa de produção de 157,5 Megawatts, e três projetos de hibridização em três centrais elétricas transmontanas, através de projetos fotovoltaicos com capacidade de cerca de 354 Megawatts-pico (MWp).

A Engie optou por não revelar o valor global destes investimentos, justificando que, “por estar ainda numa fase muito embrionária”, existem “muitas variáveis que poderão condicionar a evolução dos mesmos”, pelo que “seria prematuro e algo especulativo avançar com um montante”.

A empresa está a realizar apresentações e auscultações públicas destes projetos.

De acordo a empresa, “os projetos fotovoltaicos e eólicos estão ainda numa fase muito inicial, a dar os primeiros passos no sentido de iniciar o licenciamento ambiental”.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr e GP

Futsal: Casa do Benfica de Alfândega da Fé é o novo campeão distrital de futsal

Futsal: Casa do Benfica de Alfândega da Fé é o novo campeão distrital de futsal

A Casa do Benfica de Alfândega da Fé é o novo campeão distrital de futsal, ao vencer o Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD), por expressivos 6-1, no segundo jogo da final do playoff, disputado em Alfândega da Fé, a 8 de maio.

Recorde-se que no primeiro jogo, realizado em Miranda do Douro, a 1 de maio, os alfandeguenses também venceram os mirandeses por 3-5, o que facilitava o caminho para a conquista do primeiro título distrital na modalidade.

Perante a derrota, a equipa mirandesa tinha mesmo de ganhar este segundo jogo, em Alfândega da Fé, para adiar a decisão para um terceiro jogo.

Em Alfândega da Fé, os mirandeses até começaram melhor e aos 16 minutos, Léo fez o 0-1. No entanto, antes do intervalo, os alfandeguenses empataram por intermédio de Rui Tavares (1-1).

Na segunda metade do jogo, a Casa do Benfica de Alfàndega da Fé foi bem mais eficaz e dilatou a vantagem para o 6-1 final.

Com esta dupla vitória na final do playoff, a Casa do Benfica de Alfândega da Fé conquistou o seu primeiro título distrital de futsal. O Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD), após ter conquistado os últimos três campeonatos, não conseguiu revalidar o título de campeão.

Fonte e foto: AFB

Fátima: «Peregrinar é encontrar-me comigo e com Deus» – padre Cláudio Silva

Fátima: «Peregrinar é encontrar-me comigo e com Deus» – padre Cláudio Silva

O padre Cláudio Silva, da Diocese do Porto, está a acompanhar espiritualmente um grupo de 300 pessoas, na peregrinação até ao Santuário de Fátima, para as celebrações de 13 de maio e afirma que esta experiência é uma oportunidade de encontro de cada pessoas consigo mesma e com Deus.

“Acompanho este grupo, Travanca-Amarante, por uma questão afetiva e porque também, como me sinto peregrino, preciso de um grupo para participar e por isso juntámos os dois em um”, afirmou o sacerdote, em declarações à Agência ECCLESIA, esta quinta-feira, em Anadia, Aveiro.

Este é o quarto ano em que o pároco de Alpendorada realiza a experiência a pé até à Cova da Iria, com um conjunto de 300 peregrinos e 70 voluntários que se dividem equipas de apoio logístico, assistência médica, distribuição de alimentação e transporte de bagagens.

“É diferente de ir uma só pessoa, é diferente de ir um pequeno grupo, somos uma família. É o que sentimos, porque isto passa de ano para ano e ao longo do ano, mesmo não estando juntos, todos nos voltamos a ver, a rever e a sentir a experiência que foi feita na peregrinação”, assinalou o padre Cláudio Silva.

A nível espiritual, o sacerdote destaca que a estes peregrinos “não falta nada”, descrevendo que existem momentos de confissão, Eucaristia e Adoração.

Ao longo dos muitos quilómetros, o padre Cláudio conta que se aproxima de cada um, individualmente, para perceber os sentimentos, dúvidas, e muitos deles desabafam.

“Há revoltas, há sentimentos de tristeza, há gratidão e tudo isso preenche também o coração de um padre, porque, no fundo, sentimos que aquilo que é o próprio do padre aqui se realiza”, disse.

O pároco relata que, durante a peregrinação, às vezes, são os próprios peregrinos que dizem: ‘Precisava de falar consigo’.

Quando chegamos ao sítio onde vamos dormir, é este o tempo, há o caminho, mas também aqui, enquanto uns vão fazer tratamento aos pés, aos músculos, eu faço à alma e ao espírito, converso, vêm ter comigo e tentamos”.

Ao longo dos dias de caminhada até Fátima, o padre Cláudio Silva afirma que é possível que consiga “falar um a um com todos”.

“Peregrinar é encontrar-me comigo e com Deus”, referiu.

O Grupo de Peregrinos a Pé Travanca-Amarante partiu na terça-feira, 5 de maio, e conta chegar ao Santuário de Fátima na segunda-feira, no dia 11.

Sofia, de 42 anos, é um does elementos, cumprindo este ano a segunda peregrinação até à Cova da Iria.

“O ano passado e este ano é como promessa. Mas se não tivesse promessa, voltava novamente, porque é uma sensação única que uma pessoa repete sempre. Quem vem a primeira vez, quer vir sempre a segunda, pelo menos”, testemunhou.

Para a peregrina, tudo no caminho até Fátima é enriquecedor, contudo o “grupo é a melhor coisa”, realçando a união que se vive: “Nós fazemos amigos que levamos para a vida”.

“É bom, ajudamo-nos todos uns aos outros. Quando se precisa de um sorriso, dá-se um sorriso. Precisa de um abraço, dá-se um abraço. Ajudamos nos momentos difíceis, ajudamo-nos todos uns aos outros. Acabamos por ficar a ser uma família”, salienta.

Para Sofia, peregrinar “é um momento de fé”, enfatizando que se vivem muitos sentimentos ao longo do caminho.

“Se temos uma noção das coisas, a partir da peregrinação é totalmente diferente. Ficamos com muito mais fé”, afirmou.

A Peregrinação Internacional Aniversária de Maio assinala a primeira aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos, na Cova da Iria, e este ano é presidida por D. Rui Valério, patriarca de Lisboa.

O Santuário da Cova da Iria divulgou que estavam inscritos, até ao momento, 138 grupos de peregrinos, dos cinco continentes, num total de 6301 pessoas.

Fonte e fotos: Ecclesia

Olivicultura: Produção de azeite quintuplicou nos últimos 26 anos

Olivicultura: Produção de azeite quintuplicou nos últimos 26 anos

Em Portugal, a produção de azeite quintuplicou nos últimos 26 anos, sendo que o setor que na última campanha atingiu as 160 mil toneladas, ainda pode crescer em quantidade e valor, indicaram diversos especialistas, reunidos em Moura.

“Desde o início do século até aos dias de hoje [ou seja, a este ano], quintuplicámos a produção nacional, em média”, realçou o presidente do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL), Manuel Norte Santo.

Em declarações no Congresso Nacional do Azeite, que decorreu a 8 de maio, em Moura, no distrito de Beja, o responsável lembrou que, na campanha de 2025-2026 a produção de azeite em Portugal atingiu as 160 mil toneladas.

Segundo o mesmo responsável, esta quantidade representa, “tendo em conta o valor médio a que está a ser comercializado o azeite a granel, 700 milhões de euros” para o país.

Manuel Norte Santo precisou que “mais de 50%” do azeite produzido ainda é comercializado a granel, sobretudo para exportação, mas sustentou o CEPAAL está apostado em criar “uma valorização superior deste azeite”, através da criação “de uma marca ‘chapéu’ de azeite português”.

Desta forma, será possível que esta marca seja “mais valorizada e tenha mais projeção, para que estes 700 milhões se possam manter em Portugal e se comercialize mais com o carimbo de azeite português”, vincou.

“O que pretendemos é que estes mais de 50% não sejam vendidos a granel, mas sim que sejam embalados, que sejam vendidos, que estejam nas prateleiras com a marca de azeite nacional, ficando cá essa mais-valia, ao invés de ficar em Espanha ou Itália”, esclareceu.

O setor oleícola tem vivido “uma transformação muito grande a nível da produção, seja no olival como nos lagares, que são de última geração”, realçou, mas o país “muitas vezes ignora esta vantagem comercial, este valor económico que pode reter com a criação de marcas”.

E, em termos de área de plantação desta fileira, segundo o presidente do CEPAAL, também houve “um grande crescimento”. Portugal tem agora “3,5 mil hectares de olival, grande parte no Alentejo, especificamente no Baixo Alentejo”, graças ao perímetro de rega criado pelo projeto da albufeira do Alqueva.

“Há ainda um crescimento que pode acontecer, existe potencial para isso. A questão é também conseguirmos, em outras áreas do nosso território, fazer aquilo que está a ser feito no Baixo Alentejo”, disse.

Também à margem do congresso, integrado na Feira Nacional de Olivicultura – Olivomoura, Gonçalo Moreira, gestor de projetos da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, realçou que, apesar dos 10% de quebra de produção de azeite deste ano, face a 2025, estão sempre a entrar em produção “novos olivais e novas áreas produtivas”.

“Nós fomos o primeiro país do mundo a trocar olival moderno por olival ainda mais moderno. Nos últimos anos, temos vindo a assistir a uma reconversão de olival em vaso, que é um olival que teria até 800 árvores por hectare, por olivais em sebe, que têm mais e uma muito maior capacidade produtiva”, argumentou.

Por isso, Gonçalo Moreira disse acreditar que, “muito em breve”, com estas novas áreas em sebe, a curva da produção “voltará a crescer, como aconteceu nos primeiros 20 anos” deste século. E nem sequer serão necessários terrenos com regadio.

“Temos o potencial de podermos instalar novos olivais em sebe, mesmo que sejam em sequeiro. Há um grande interesse por parte dos produtores neste formato de olival, ou seja, mesmo não havendo água, nós podemos fazer a instalação de um olival em sequeiro, desde que o terreno assim o permita”, revelou.

Daí que o representante da Olivum partilhe perspetivas animadoras para os próximos anos: “O valor recorde de produção em Portugal foram as 206 mil toneladas de azeite e acreditamos que, dentro de três a cinco anos, consigamos atingir cerca de 300 mil”, colocando Portugal “no segundo lugar do ‘ranking’ europeu e no terceiro ou quarto mundial”.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Ambiente: GNR sinalizou mais de 8.500 terrenos por limpar

Ambiente: GNR sinalizou mais de 8.500 terrenos por limpar

Até 30 de abril, a Guarda Nacional Republicana (GNR) sinalizou 8.548 terrenos por falta de limpeza, uma ação obrigatória para prevenir fogos rurais, indica a força de segurança.

Segundo a GNR, até 30 de abril, no âmbito da operação Floresta Segura, realizaram-se “8.548 sinalizações de terrenos para serem limpos, sendo que, no período homólogo, em 2025, foram realizadas 10.417 sinalizações”.

Nas sinalizações por distrito, Leiria lidera com 1.908, seguido de Bragança com 1.213, Santarém com 667, Viseu com 526 e Coimbra com 501, enquanto Évora é o menos sinalizado, com 43 terrenos.

No entanto, apesar das sinalizações relacionadas com a gestão de combustíveis serem menores este ano, Ricardo Vaz Alves, da direção do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (Sepna), explicou que a GNR teve “um reforço” da sua atividade no âmbito da tempestade Kristin, nos distritos de Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Santarém, que resultaram “à volta de 3.100 monitorizações” de “carga combustível que não foi recolhida dos terrenos”.

“Se juntarmos uma com a outra [Floresta Segura e Kristin], vai dar a mesma coisa”, pois “na realidade, nós tivemos que mobilizar meios para aquele setor e daí também termos menos” na gestão de combustível, acrescentando que, “só no âmbito da Kristin, Leiria tem 2.100” sinalizações, o que representa “uma estabilização entre as 10 e 11 mil” sinalizações anuais.

Em termos operacionais, desde o início do ano, o porta-voz da GNR, Carlos Manuel Canatário, avançou que se registaram, até 30 de abril, “2.008 ocorrências de incêndio rural, em comparação com 764 ocorrências no período homólogo de 2025”, registando-se 8.976,4 hectares (ha) de área ardida, comparativamente aos 3.418,4 ha no período homólogo do ano transato.

E se, até 30 de abril de 2025, a GNR registou 33 autos de contraordenações a queimadas ilegais, 88 autos a queimadas, queimas e fogueiras diversas, com 14 pessoas detidas, no mesmo período deste ano “foram registados 56 autos de contraordenações a queimadas ilegais, bem como 102 autos de contraordenações a queimadas, queimas e fogueiras diversas (dados provisórios), tendo sido detidas 76 pessoas”.

A estes dados oficiais, relacionados com “mais ocorrências, muito mais detidos e muito mais área ardida”, o diretor do Sepna avançou que, à data de hoje, oito dias após o final de abril, a GNR já contabiliza “81 detidos” e remeteu os ficheiros de georreferenciação com as áreas por limpar para os municípios e as entidades gestoras de infraestruturas para a regularização da situação, apesar de os prazos para limpeza ainda decorrerem.

“As queimas e queimadas são a causa que contribui mais para as ocorrências, pois entre 67% a 70% das causas investigadas [de incêndios] são devido a queimas e queimadas, o que é muito significativo para a data em que estamos”, salientou Vaz Alves.

De acordo com Carlos Canatário, “a proteção de pessoas e bens, no âmbito dos incêndios rurais, continua a assumir-se como uma das prioridades estratégicas para a GNR, sustentada numa atuação preventiva e num reforço de patrulhamento nas áreas florestais”.

O porta-voz concluiu que, através do Sepna, a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funciona em permanência para a “denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas”.

Os prazos para os trabalhos de gestão de combustível na rede secundária, no âmbito das medidas de prevenção de incêndios rurais, foram estipulados até 31 de maio, em geral, e até 30 de junho nos concelhos abrangidos por declaração de calamidade, devido às tempestades de janeiro e fevereiro, mediante despacho dos secretários de Estado da Proteção Civil e das Florestas.

Fonte: Lusa

Jesus promete a vinda do Espírito Santo

VI Domingo da Páscoa – Ano A 1.º Dia da Semana da Vida

Jesus promete a vinda do Espírito Santo

At 8, 5-8.14-17 / Slm 65 (66), 1-3a. 4-5.6-7a.16.20 / 1 Pe 3, 15-18 / Jo 14, 15-21

A leitura do Evangelho de São João integra a parte chamada “Última Ceia e Discurso de Despedida” (13, 1 – 17, 26). Depois, já será a Paixão e a Ressurreição de Jesus. Daí que Jesus apareça a dizer: «guardareis os meus mandamentos» ou, então, «não vos deixarei órfãos».

Jesus promete a vinda do Espírito Santo (Paráclito): «Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito, para estar sempre convosco». “Paráclito” (do grego “paráklētos”) quer dizer defensor, advogado; ou então consolador, intercessor.

A designação «outro Paráclito» tem que ver com o facto de se tratar de alguém distinto de Jesus. É que Jesus também é chamado Paráclito (advogado) na 1.ª Carta de São João (1 Jo 2, 1). O «outro Paráclito» (o Espírito Santo) não vem para substituir Jesus, mas para continuar a missão d’Ele. É Jesus quem diz: «Ele é o Espírito da verdade».

Há, assim, uma continuidade de missão, que é continuidade da presença de Deus a nós. Jesus sugere que o próprio Espírito há de apontar para si. Sugere que o Espírito há de ajudar os discípulos a manter a intimidade com Ele mesmo: «reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em mim e Eu em vós».

Desta forma, a pregação dos apóstolos tem em vista que as pessoas sejam habitadas pelo Espírito Santo. Antes de mais, espera-se o acolhimento da palavra de Deus que foi pregada. Mas depois quer-se que as pessoas recebam também o Espírito Santo, que dará alento e iluminará no manejo dessa palavra acolhida (Atos dos Apóstolos). 

O Espírito ajudará os crentes a expor a outros a convicção da sua fé. «Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança» (1.ª Carta de Pedro). É uma tarefa que sempre se imporá aos crentes: não apenas porque os outros lhes lancem perguntas, mas sobretudo porque é próprio da fé querer explicar-se e tentar fazê-lo de modo eficaz.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Malhadas: Passeio pedestre até à festa de São João das Arribas

Malhadas: Passeio pedestre até à festa de São João das Arribas

No Domingo, dia 10 de maio, realiza-se o tradicional passeio pedestre desde Malhadas até à ermida de São João das Arribas, em Aldeia Nova, uma caminhada de cerca de 13 quilómetros, que tem como metas incentivar a atividade física na natureza, promover o convívio e participar na festividade religiosa e popular.

A caminhada é organizada pela Associação Cultural e Recreativa de Malhadas “Todas”, tem início às 8h00 da manhã de Domingo, junto à taberna Ogrimmar e aos caminhantes recomenda-se o uso de calçado e roupa confortável.

O passeio pedestre tem uma distância aproximada de 13 quilómetros e na chegada ao miradouro de São João das Arribas, os caminhantes têm direito a um almoço convívio. O miradouro de São João das Arribas, em Aldeia Nova, está inserido no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

Outro dos locais de interesse em Aldeia Nova é o Castro Romano, um povoado fortificado da Idade do Ferro. Segundo os arqueólogos, este castro terá sido utilizado durante a época dos romanos como local de passagem, pois aí foram descobertas várias lápides. O Castro está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

No âmbito religioso, os participantes no passeio pedestre têm a oportunidade de participar na missa campal, na ermida de São João das Arribas, às 13h00.

Na localidade de Aldeia Nova, a festa em honra de São João das Arribas decorre no fim-de-semana de 9 e 10 de maio. Esta festividade religiosa e popular tem como destaques as procissões para a ermida de São João das Arribas, a missa campal e os arraiais musicais.

HA

Cultura: Existência de equipamentos culturais não basta para garantir acesso à Cultura – estudo

Cultura: Existência de equipamentos culturais não basta para garantir acesso à Cultura – estudo

Em Portugal, a existência de equipamentos culturais num determinado território, não é garantia de acesso da sua população à cultura, de acordo com o estudo “Linhas Invisíveis”, que consiste numa análise das desigualdades no acesso à cultura.

“A grande mensagem que importa reter é que o acesso à cultura não depende apenas da presença de equipamentos e, portanto, da oferta disponível”, afirmou o professor e investigador Pedro Borrego, um dos coordenadores do estudo “Linhas Invisíveis: uma análise das desigualdades no acesso à Cultura em Portugal”.

O estudo concentrou-se sobretudo em quatro zonas – Terras de Trás-os-Montes, Alentejo Central, Algarve e Grande Lisboa – onde foi feita a recolha de dados qualitativos no terreno, através de entrevistas com, por exemplo, diretores de museus e representantes das políticas culturais nos municípios.

Além disso, foi feita uma análise de estatísticas e dados quantitativos, “de múltiplos indicadores sociodemográficos, de indicadores da área do setor cultural”, e também uma análise geoespacial, “para estudar a cobertura da oferta cultural e também a acessibilidade”

Pedro Borrego reconhece que, embora existam desigualdades no acesso à Cultura em Portugal, “tem havido um esforço continuado” para mitigá-las, “através de investimento público e de uma política de construção de redes culturais nacionais, que desde a década de 1980 tem expandido o número de equipamentos e a sua distribuição pelo território”.

O investigador refere-se à Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, à Rede Nacional de Arquivos de Portugal, à Rede Portuguesa de Museus, à Rede de Teatros e Cine-Teatros Portugueses e à Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

Embora se registe um aumento de oferta cultural, de eventos e de equipamentos e “apesar do investimento contínuo e da distribuição pelo território”, mantém-se “uma forte concentração em áreas urbanas, como a Grande Lisboa e a Área Metropolitana do Porto, e uma divisão entre litoral e interior, onde a concentração é menor”.

“Sabemos que há territórios que estão mais envelhecidos ou sofrem de algum isolamento geográfico, como é o caso de Terras de Trás-os-Montes, por exemplo, e há alguns territórios onde, mesmo tendo oferta, a capacidade institucional para operar é mais débil, digamos assim”, afirmou.

A isso junta-se “a questão dos públicos”, devido a flutuações demográficas causadas pela desertificação, o envelhecimento da população ou “alguma ocupação sazonal”, em territórios como o Algarve, algo que “dificulta a criação de dinâmicas culturais que sejam continuadas”.

O estudo demonstra que, além dos equipamentos existentes nos territórios, o acesso à cultura depende também de outros fatores, como “a mobilidade, a capacidade institucional, as redes de parcerias ou os recursos humanos – que estejam fixos no território e que permitam trabalhar nos equipamentos para dar resposta à procura”.

Pedro Borrego salienta que os museus, por exemplo, “têm um papel importante na maior facilidade de acesso à cultura, porque assumem funções muito alargadas”.

“São espaços de cultura, são espaços de educação, são espaços que promovem a inclusão social. No estudo verificámos muito isso, pelo papel que os museus têm na articulação, não só com as escolas, mas também com algumas entidades, como lares de terceira idade, ou com algumas organizações que prestam cuidados a populações específicas com algum compromisso cognitivo ou com algum compromisso de deficiência física”, referiu.

Além disso, acrescentou, os museus “promovem também, obviamente, o desenvolvimento local, porque sendo âncoras de acesso à cultura, promovem a dinamização da economia local”.

“Portanto, os museus contribuem muito para dinamizar as redes locais, as práticas comunitárias e as medidas de proximidade que se pretendem para podermos mitigar as desigualdades do acesso à cultura”, afirmou.

Para tentar que as desigualdades no acesso no acesso à Cultura sejam menores, os responsáveis pelo estudo fazem uma série de recomendações, nomeadamente “integrar a cultura em políticas públicas transversais” e “desenvolver uma política cultural que seja explicitamente inclusiva – acessibilidade física, social, linguística, económica, a diversidade cultural e a participação, tudo isso”.

No estudo é também recomendado que seja “assegurada autonomia da gestão e da programação dos equipamentos, obviamente enquadrada dentro de uma orientação estratégica”, que haja um “reforço das redes de cooperação e articulação multinível”, promovendo “soluções partilhadas, como serviços educativos, uma bilhética integrada, uma programação que seja articulada, para que se possa, no fundo, responder a uma eventual fragmentação ou até uma necessidade de escala para que a oferta seja rentável ou eficaz”.

O investimento nos recursos humanos é também recomendado, sugerindo-se “a criação de condições para atrair e fixar técnicos qualificados nos territórios, àqueles equipamentos culturais”.

Por fim, os responsáveis pelo estudo recomendam o reforço de estratégias de mediação e de participação, “apoiando a cocriação com as comunidades, uma programação que seja descentralizada, até com a realização de atividades fora de portas”.

“Às vezes, em vez de pensar apenas na atração de público para o equipamento, fazer com que o equipamento, em certa medida, vá onde as pessoas estão, como as escolas, por exemplo. Isso é um aspeto importante”, garantiu Pedro Borrego.

O estudo “Linhas Invisíveis: uma análise das desigualdades no acesso à Cultura em Portugal” foi também coordenado por Ana Lúcia Romão, que, tal como Pedro Borrego, é investigadora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP-ULisboa).

Este projeto foi desenvolvido no âmbito do Science4Policy (S4P): Concurso de Estudos de Ciência para as Políticas Públicas, uma iniciativa promovida pelo PLANAPP – Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas em colaboração com a FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr