Cultura: Banda desenhada “Astérix na Lusitânia” em mirandês

Cultura: Banda desenhada “Astérix na Lusitânia” em mirandês

O livro de banda desenhada “Astérix na Lusitânia”, dos autores franceses Fabcaro e Didier Conrad, vai ser publicado em língua mirandesa, em fevereiro de 2026, avançou a editora Asa.

De acordo com a editora, o livro terá por título “Asterix na Lhusitánia” e junta-se a outros volumes das aventuras dos dois gauleses já traduzidos para mirandês como “La Spadanha Branca” (2024), “Asterix an Eitália (2017) e “Asterix l Goulés” (2005).

A primeira proposta de tradução das aventuras do pequeno gaulês para mirandês data de 2001, ano em que se assinalavam os 40 anos da publicação do herói criado por René Goscinny e Albert Uderzo.

O mirandês é uma língua oficial de Portugal que tem sido transmitida oralmente ao longo dos séculos, desconhecendo-se com exatidão o número de falantes deste idioma com o estatuto de ameaçada, que tem como berço a chamada Terra de Miranda.

Quando foi lançada a edição de “La Spadanha Branca” (“O Lírio Branco”), o tradutor Carlos Ferreira explicou que as traduções para mirandês são “feitas com pinças”: “Temos uma tradução dos textos muito apurada dentro do universo do Astérix que é muito gaulês, quer do ponto de vista histórico quer da atual sociedade francesa. É preciso muita imaginação e conhecimento para trazer todas as emoções para a língua e sociedade mirandesa”.

Carlos Ferreira, que defende a necessidade de o mirandês, como língua minoritária, ser reconhecido pela qualidade da sua escrita, disse ainda que “estas traduções não são livres”: “Tem de haver muito rigor”, afirmou então. “Cada regionalismo que colocamos no conto, temos de o explicar [aos autores]”.

A primeira proposta de tradução das aventuras do pequeno gaulês para mirandês data de 2001, ano em que se assinalavam os 40 anos da publicação do herói criado por René Goscinny e Albert Uderzo.

“Astérix na Lusitânia”, lançado a nível mundial no passado dia 23, é o 41.º álbum de uma das mais conhecidas e vendidas séries de banda desenhada, originalmente assinadas por René Goscinny e Albert Uderzo, e que atualmente tem continuidade com os autores Fabcaro, nome artístico de Fabrice Caro (argumento), e Didider Conrad (desenho).

Em entrevista, o argumentista disse que o livro é “uma homenagem à cultura lusitana, à saudade”.

“Nós fomos a Portugal, vimos concertos de fado e foi maravilhoso. Quando fazemos um álbum de viagem a um país que existe realmente, nós queremos que o país goste”, disse Fabcaro.

Durante uma das três visitas ao país, Fabcaro teve a ideia de levar os dois gauleses para Portugal pela primeira vez para dar a conhecer “um pouco da cultura lusitana” e da história de Portugal aos leitores, após visitarem mais de 15 países acompanhados do seu fiel companheiro de quatro patas, Ideiafix.

“Eu queria um álbum ao lado do mar, num país do Sul, com água, sol, luz bonita, fachadas coloridas. Um álbum que me desse vontade de ir de férias, então Portugal foi perfeito”, acrescentou.

Apesar de não terem muitos conhecimentos sobre Portugal na época romana, foi através da pesquisa – que incluiu conhecer “a história de Viriato” e a produção de garum (molho popular na Roma Antiga, feito a partir da fermentação de peixes e sal) – que surgiu a história para a nova aventura da dupla de gauleses mergulhada num sentimento de saudade, símbolo da identidade portuguesa.

O livro aborda ainda vários estereótipos, com referências a fado, bacalhau, calçada, azulejo e vinho, sempre com o humor característico das personagens, que o autor espera “não conter erros” e agradar a todos, mas principalmente aos leitores portugueses.

Neste novo álbum, que levou um ano e meio a ser produzido, Didier Conrad tentou novamente respeitar a “difícil” tarefa de manter o estilo de Uderzo, “que evoluiu muito através dos álbuns”, ao dar vida às novas personagens e às paisagens portuguesas.

“Uderzo sempre fez como ele queria, podia variar bastante de um álbum para outro. Então, eu tenho de escolher o que me parece o melhor e isso pode ser complicado”, afirmou Didier Conrad à Lusa.

“Astérix na Lusitânia”, que teve uma tiragem mundial de cinco milhões de exemplares, foi publicado em Portugal pela editora Asa numa primeira tiragem de 80 mil exemplares.

Fonte: Lusa

Cinema: Filmes portugueses em 2026

Cinema: Filmes portugueses em 2026

Nos primeiros meses de 2026, cerca de uma dezena de filmes portugueses vão ser exibidos nas salas de cinema, entre os quais “Terra Vil”, de Luís Campos e o filme “Vitória”, de Mário Patrocínio, duas longas-metragens de ficção.

A1 de janeiro estreou o filme “Os enforcados”, do realizador brasileiro Fernando Coimbra, coproduzido por Portugal pela Fado Filmes.

“Os enforcados” é um ‘thriller’ sobre um casal – Regina e Valério – perante um dilema, depois da morte do pai dele, o maior líder do crime no Rio de Janeiro: não querem ser arrastados para o mundo do crime, assumindo os negócios do pai, mas têm dívidas e despesas que não conseguem pagar.

O filme, estreado em 2024 no festival de Toronto, é interpretado por Leandra Leal e Irandhir Santos, atores aos quais se juntou o português Pêpê Rapazote.

De acordo com informações disponibilizadas por produtoras e distribuidoras, a 12 de fevereiro estreia-se o documentário “La vie de Maria Manuela”, realizado por João Marques, registo de quatro anos de vida de uma jovem mulher, que se celebrizou nas redes sociais e num ‘reality show’ na televisão portuguesa, que está “em processo de afirmação pessoal e criativa”.

O filme propõe ainda uma reflexão sobre a “Geração Z”, “profundamente moldada pela presença das redes sociais e pelas novas formas de vida, identidade e exposição que emergem deste contexto”, refere a sinopse.

Ainda em fevereiro, no dia 19, chega aos cinemas “Primeira Pessoa do Plural”, de Sandro Aguilar, que já fez o circuito internacional de festivais.

O filme é protagonizado por Albano Jerónimo e Isabel Abreu, nos papéis de um casal à beira de celebrar 20 anos de casamento, e também por Eduardo Aguilar, que interpreta o filho adolescente.

É um núcleo familiar em mágoa e em desequilíbrio que tenta não ser engolido pela perda de uma filha, “o vórtice de uma tempestade”, como contou Sandro Aguilar, em janeiro passado, quando o filme esteve no Festival de Roterdão.

Em novembro, Albano Jerónimo e o diretor de fotografia Rui Xavier foram distinguidos na Mostra de Valência – Cinema do Mediterrâneo, em Espanha, por este filme.

A 26 de fevereiro está prevista uma dupla estreia: a ficção “Terra Vil”, de Luís Campos, e o documentário “Balane 3”, de Ico Costa.

“Terra Vil” é a primeira longa-metragem de Luís Campos, com Lúcia Moniz e Rúben Gomes no elenco, para contar uma história sobre ruralidade, subdesenvolvimento, figuras patriarcais e violência doméstica.

O filme aborda ainda o acidente de Entre-os-Rios, ocorrido em 2001, quando a ponte que ligava esta localidade a Castelo de Paiva caiu sobre o rio Douro, causando 59 mortos.

“Balane 3” fala sobre a vida dos habitantes de um bairro em Inhambane, no sul de Moçambique, onde Ico Costa tem filmado com regularidade.

Segundo a sinopse, “as personagens deste filme trabalham como pescadores, talhantes ou lavadores de carros, vão à escola, hospitais, cabeleireiros e mercados, bebem e dançam à noite, falam de política, doenças, amizades, amor e sexo. Falam bastante de sexo”.

Este filme tinha exibição prevista para o festival Indie Lisboa, mas foi retirado da programação depois de denúncias sobre casos de violência doméstica contra Ico Costa, que o cineasta sempre negou.

Em março, no dia 5, estreia-se “Maria Vitória”, de Mário Patrocínio, título que remete para uma jovem que está determinada a ser profissional de futebol, numa aldeia remota em Portugal.

Primeira longa-metragem de ficção de Mário Patrocínio, “Maria Vitória” é protagonizado por Mariana Cardoso, Miguel Borges e Miguel Nunes e já esteve em competição no Festival de Cinema de Tóquio.

“C’est pas la vie en rose” é o título do filme de Leonor Bettencourt Loureiro, com estreia marcada para 12 de março, e que, entre a ficção satírica e o documentário, fala sobre Lisboa gentrificada, tomada pelo turismo e pela especulação imobiliária.

O documentário “Bulakna”, de Leonor Noivo, que coloca em foco a migração de mulheres filipinas para trabalharem como empregadas domésticas no Ocidente, estreia-se a 19 de março.

Esta produção retrata duas mulheres filipinas, uma mais jovem que quer sair do país para trabalhar como empregada doméstica, apesar da relutância de colegas e amigos, e uma outra, mais velha, que deixou o trabalho na rádio no país natal para ter esta ocupação, na casa de uma família abastada em Lisboa.

Em abril assinalam-se, pelo menos, as estreias de “O Barqueiro”, de Simão Cayatte (dia 09 de abril), e “Projeto Global”, de Ivo M. Ferreira.

Para 2026, está prevista a estreia de outros filmes de produção nacional, ainda sem data anunciada, nomeadamente “Pai Nosso – Os últimos dias de Salazar”, de José Filipe Costa, “18 buracos para o paraíso”, de João Nuno Pinto, ou “Playback”, de Sérgio Graciano.

Este ano, estrearam-se mais de 50 filmes portugueses ou com coprodução portuguesa nas salas de cinema, dos quais “O pátio da saudade”, de Leonel Vieira, foi o mais visto com 69.562 espectadores, segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).

Ainda que provisórios, os dados indicam que o segundo filme português mais visto foi “Lavagante”, de Mário Barroso, com 21.619 entradas, e o terceiro foi “O lugar dos sonhos”, de Diogo Morgado, com 17.931 bilhetes emitidos.

Com dados do ICA contabilizados até novembro, o cinema português somou este ano 218.572 espectadores, o que representa uma quota de apenas 2,3% do total de entradas em 2025.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Mascarinha e Mascarão animam o inverno em Vilarinho dos Galegos

Mogadouro: Mascarinha e Mascarão animam o inverno em Vilarinho dos Galegos

As máscaras solsticiais de Inverno, a Mascarinha e o Mascarão animam no sábado, 10 de janeiro, as ruas de Vilarinho dos Galegos, no concelho de Mogadouro, para cumprirem mais um ritual de inverno.

Segundo os promotores da iniciativa, esta celebração está integrada nas Festas de Inverno da Terra Fria Transmontana, sendo uma das expressões mais singulares do património cultural deste território raiano, carregadas de significado antropológico e misticismo.

De acordo com Antero Neto, investigador da cultura popular do concelho de Mogadouro, estas duas figuras estiveram esquecidas durante algumas décadas até que voltaram a sair às ruas para cumprirem a tradição, após algum estudo das suas características e rituais.

No concelho de Mogadouro as figuras mais emblemáticas destes rituais são os Chocalheiro de Bemposta, Velhos de Bruçó, o Farandulo de Tó, o Chocalheiro de Vale de Porco ou o Careto de Valverde.

Fonte: Lusa | Foto: MM

Miranda do Douro: “Bamos a Cantar L’s Reis” a 10 de janeiro

Miranda do Douro: “Bamos a Cantar L’s Reis” a 10 de janeiro

No serão de sábado, 10 de janeiro, a cidade de Miranda do Douro é o palco do espetáculo “Bamos Cantar Ls Reis”, uma tradição que vai realizar-se na tenda “Tierra Natal”, instalada no Largo do Castelo, com diversão, animação musical e uma ceia.

A Câmara Municipal de Miranda do Douro revela que a finalidade desta inciativa é manter viva a tradição dos Cantares dos Reis e reforçar a participação da comunidade.

“Os Cantares de Reis são um importante património imaterial, na sua forma mais autêntica e genuína, com letras, músicas, trajes e outros adornos que importa preservar e transmitir às novas gerações”, pode ler-se no regulamento.

O evento “Bamos Cantar L’s Reis” tem lugar na noite de sábado, 10 de janeiro, a partir das 21 horas, na Tenda da “Tierra Natal”, instalada no Largo do Castelo, em Miranda do Douro.

À semelhança do que acontece todos os anos, são convidados a participar no espetáculo “Bamos a Cantar Ls Reis” os grupos culturais do concelho, que vão interpretar dois temas (ou 15 minutos de atuação) alusivos à visita dos Reis Magos ao Nascimento do Deus Menino.

Segundo o município de Miranda do Douro, os grupos participantes no “Bamos a Cantar L’s Reis” deste ano são:

  • L’s Madrugadores
  • Grupo de Cantar dos Reis de Duas Igrejas
  • Grupo de Cantar dos Reis do Planalto Mirandês – Associação Mirandanças e Grupo Folclórico de Vimioso
  • Tuna da Universidade Sénior
  • Grupo de Cantar dos Reis de Palaçoulo
  • Grupo Etnográfico Terra de Miranda
  • Banda Filarmónica Mirandesa

De acordo com o regulamento, todos os grupos participantes recebem um prémio pela participação no “Bamos a Cantar L’s Reis”.

Em Miranda do Douro, o Cantar dos Reis encerra com uma ceia convívio.

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Saúde: INEM alerta para os perigos das lareiras

Saúde: INEM alerta para os perigos das lareiras

Durante o inverno, sucedem-se casos de acidentes relacionados com a utilização de lareiras e braseiras, sobretudo por causa na inalação de monóxido de carbono, um gás proveniente da queima da lenha, que não tem cheiro, sabor ou cor e que pode ser mortal, pelo que se recomenda o arejamento frequente dos espaços.

Em Portugal, nas zonas rurais, o aquecimento das casas com recurso à queima de lenha é o método mais frequente. Entre 2005 e 2011, verificaram-se em Portugal pelo menos 111 óbitos provocados pela inalação de monóxido de carbono.

Quando inalado, o monóxido de carbono causa sintomas como dor de cabeça, mal-estar, náusea e sonolência. A sonolência leva as pessoas a adormecerem o que as impede de reagir ou identificar o perigo que correm, acabando por falecer por envenenamento com este gás.

Perante suspeita de intoxicação, deve-se abandonar o local e arejá-lo. Contacte o Centro de Informação Anti Venenos (CIAV) através do número – 800 250 250. Em casos graves, contacte o 112.

A par do risco da inalação de monóxido de carbono, a proximidade às lareiras e braseiras também pode provocar queimaduras, por veses graves, sobretudo em grupos de maior risco, como crianças, doentes e idosos.

Como evitar os acidentes com lareiras?

- Não mantenha lareiras ou outras fontes de calor por combustão acesas sem vigilância de adultos responsáveis;

- Eduque as crianças da família para que estas não se aproximem das fontes de calor;

- Não se aproxime demasiado da lareira, principalmente, se sabe que é diabético;

- Alerte outras pessoas da família para o facto de poderem não sentir as queimaduras nas extremidades, devido à diabetes;

- Não mantenha a lareira acesa em salas fechadas;

- Mantenha sempre uma ventilação suficiente, que garanta a renovação do ar ambiente;

- Verifique os sistemas de exaustão de gases – a chaminé e todas as condutas de gases devem estar devidamente desobstruídas;

- Se a utilização da lareira provoca fumo visível na sala, deve ser sujeita a manutenção ou não deve ser utilizada;

- Se está em ambiente aquecido por lareira e começar a sentir sonolência, dor de cabeça ou mal-estar, apague as chamas e abra portas e janelas para renovar o ar;

- Nunca se deixe adormecer numa divisão com a lareira acesa. Mesmo sem haver chamas visíveis, as brasas produzem monóxido de carbono e podem causar acidentes em divisões fechadas;

- Mantenha presentes os contatos de emergência: o número de telefone dos bombeiros locais e o número nacional de emergência 112.

Fontes. INEM e HL

Espanha: Condutores espanhóis substituem triângulo por sinalização luminosa

Espanha: Condutores espanhóis substituem triângulo por sinalização luminosa

Desde 1 janeiro, os condutores espanhóis deixaram de utilizar o triângulo de sinalização, substituindo-o pelo Help Flash,
um dispositivo luminoso para casos de emergência, que tem a vantagem de ser mais visível.

Trata-se de um dispositivo luminoso V-16 que tem como função alertar os outros condutores de que existe um veículo imobilizado na via. Esta luz de emergência tem a mesma função do triângulo de pré-sinalização, tendo a mais-valia de ser visível a mais de 1 km de distância e de cobrir um campo de visão de 360 graus.

Este dispositivo é alimentado a pilhas e possui uma autonomia de cerca de 3 horas. Apesar das reduzidas dimensões, é resistente a impactos e à água.

Porque é que Espanha vai optar pelo Help Flash?

Acima de tudo, por uma questão de segurança. Ao contrário do triângulo, com o Help Flash o condutor não tem de sair do veículo e caminhar cerca de 30 metros para sinalizar a imobilização na estrada. Isto porque o Help Flash pode ser ativado dentro do carro e colocado no tejadilho (através de fixação magnética), reduzindo o risco de atropelamento.

Para motociclistas, é também uma mais-valia em termos de segurança. Com tamanho semelhante ao de um smartphone, o Help Flash é fácil de transportar, podendo ser colocado na moto em caso de queda ou de avaria. Preferencialmente, deve ser fixado num ponto alto, para maximizar o alcance e garantir visibilidade. O depósito da mota ou mesmo o capacete do condutor são bons locais para a sua afixação.

Existem ainda modelos do dispositivo com geolocalização, o que permite enviar automaticamente o local do sinistro às autoridades.

Conduzir em Espanha obriga a ter um Help Flash?

Não é obrigatório ter um Help Flash se conduzir uma viatura de matrícula portuguesa em Espanha. Segundo a Convenção de Viena sobre Tráfego Rodoviário, que regula a circulação internacional de veículos, o dispositivo de sinalização pode ser um qualquer, desde que eficaz, e “imposto pela legislação do país em que o veículo está matriculado”.

O mesmo acontece com um veículo de matrícula espanhola em território português. Caso necessite de sinalizar a imobilização de um veículo na via, pode utilizar o Help Flash a partir de 2026, se não possuir um triângulo.

Pode utilizar um Help Flash em Portugal mesmo com matrícula portuguesa?

Apesar de o triângulo ser obrigatório para sinalizar um veículo imobilizado na via, a legislação portuguesa não impede a colocação de um dispositivo luminoso no exterior de uma viatura imobilizada. Ou seja, mesmo com um triângulo (no caso dos automóveis), pode ter um Help Flash. Na verdade, é uma boa solução para complementar o triângulo, dado o seu alcance ser maior, permitindo mais visibilidade na estrada e menos riscos.

Recomendações para uma boa funcionalidade do Help Flash

Dadas as pequenas dimensões e baixo peso, o Help Flash é fácil de guardar. Contudo, não se esqueça que o intuito é a sua utilização em emergências. Por isso, convém que esteja num local acessível. Pode guardá-lo, por exemplo, no porta-luvas ou noutro local onde seja fácil o acesso. No caso das motos, uma vez que este dispositivo além de pequeno tem um peso baixo (cerca de 170 gramas), é fácil guardá-lo debaixo do assento ou trazê-lo no blusão do motociclista.

Como o Help Flash funciona através de pilhas, é necessário verificar se estas estão carregadas ao longo do tempo. O Help Flash pode permanecer sem utilização cerca de 5 anos, mantendo 90% da capacidade da bateria. Porém, é aconselhável substituí-las a cada 2 ou 3 anos, caso o dispositivo não seja utilizado, uma vez que podem ocorrer condições desfavoráveis no interior do veículo, como elevadas oscilações de temperatura humidade.

Fonte: ACP

Bragança-Miranda: Monsenhor Adelino Paes homenageado em livro «O Tempo e o Pastor – A Jornada de Adelino Paes».

Bragança-Miranda: Monsenhor Adelino Paes homenageado em livro «O Tempo e o Pastor – A Jornada de Adelino Paes»

Para assinalar os cinquenta anos da ordenação sacerdotal de monsenhor Adelino Fernando Paes, vigário-geral da Diocese de Bragança-Miranda, vai ser apresentado a 24 de janeiro, o livro «O Tempo e o Pastor – A Jornada de Adelino Paes».

A cerimónia está agendada para as 16h30, no Auditório Paulo Quintela, em Bragança e vai contar com a presença do homenageado, monsenhor Adelino Paes, do arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, de D. Nuno Almeida, Bispo da Diocese de Bragança-Miranda, e do professor Henrique Manuel Pereira, coordenador da obra.

Editada pela Diocese de Bragança-Miranda em parceria com a Fundação Betânia – Centro Apostólico de Acolhimento e Formação, a obra integra a coleção Presbyterium e conta com o apoio dos Municípios de Miranda do Douro e de Bragança, da Associação Frauga, da Junta de Freguesia de Picote e da Obra Kolping da Diocese de Bragança-Miranda.

Adelino Paes é natural de Picote, no concelho de Miranda do Douro, onde nasceu em janeiro de 1947. Nos estudos, licenciou-se em Teologia, na Faculdade de Teologia de Lisboa da Universidade Católica Portuguesa. Foi ordenado sacerdote em 1975 e aprofundou a sua formação pastoral na Universidade Pontifícia de Salamanca, em Espanha.

Ao longo do seu percurso ministerial, exerceu diversos cargos na Diocese de Bragança-Miranda, entre os quais o de vice-reitor do Seminário de São José e pároco das Paróquias dos Santos Mártires e de Santo Condestável, em Bragança. Foi vigário-geral durante o ministério pastoral de D. José Cordeiro na diocese e assumiu a sua administração durante o período de sede vacante, tendo sido novamente escolhido para o cargo por D. Nuno Almeida.

Membro do Cabido diocesano também é Presidente da Fundação Betânia, e integra o Colégio dos Consultores, o Conselho Presbiteral, o Conselho Pastoral Diocesano, entre outros.

Fonte: Ecclesia

Portugal: OCDE recomenda integração de trabalhadores mais velhos e formação ao longo da vida

Portugal: OCDE recomenda integração de trabalhadores mais velhos e formação ao longo da vida

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) recomenda a Portugal fortalecer a integração no mercado de trabalho de trabalhadores mais velhos, desempregados de longa duração e jovens, assim como aumentar os incentivos para uma vida ativa mais longa, com a finalidade de combater a escassez de mão-de-obra.

No ‘Economic Survey’ de Portugal, a OCDE salienta que a falta de mão-de-obra e o envelhecimento da população “deverão afetar o crescimento económico de Portugal, apesar dos recentes e elevados fluxos de trabalhadores estrangeiros”.

Esta escassez verifica-se em setores-chave, principalmente na manufatura, construção e saúde, bem como em setores sazonais e muitas empresas sinalizam dificuldades em encontrar trabalhadores qualificados adequados, nota.

Assim, para a OCDE, algumas medidas que poderiam mitigar a situação são, por exemplo, fortalecer a integração no mercado de trabalho de trabalhadores mais velhos, desempregados de longa duração e jovens, através de políticas de formação ao longo da vida, e pelo aumento dos incentivos para uma vida ativa mais longa.

“Melhorar a qualidade e a governança da educação de adultos e da formação profissional deve ser uma prioridade”, salienta a organização, acrescentando que “estabelecer padrões nacionais de qualidade para cursos de formação ao longo da vida e aprimorar a coordenação no sistema de aprendizagem ao longo da vida apoiariam a adesão e um melhor alinhamento das competências com as necessidades do mercado de trabalho”.

Além disso, “fortalecer a formação para trabalhadores mais velhos, melhorar as condições de trabalho por meio de modalidades de trabalho mais flexíveis e políticas de saúde ocupacional mais robustas ajudariam a prolongar a vida ativa”, defende a organização.

A OCDE destaca ainda outro tipo de medidas como reduzir o uso “ainda elevado de contratos temporários”, bem como “facilitar a integração no mercado de trabalho de migrantes, mulheres e trabalhadores mais velhos”, tendo em vista taxas de emprego mais elevadas e reduzir as desigualdades de rendimentos.

Fonte: Lusa | Imagem: ‘Economic Survey’

Ensino: Mais de metade dos alunos com origem imigrante já sentiu discriminação na escola – estudo

Ensino: Mais de metade dos alunos com origem imigrante já sentiu discriminação na escola – estudo

Em Portugal, mais de metade (55,7%) dos alunos com origem imigrante afirma ter sentido discriminação na escola, perceção que é maior (70,6%) entre os de primeira geração, indica um estudo que foi discutido a 7 de janeiro numa conferência ‘online’.

“Trata-se de uma elevada incidência, que revela a persistência de comportamentos discriminatórios no contexto escolar”, assinala o estudo “Inclusão ou discriminação? Da análise dos resultados escolares às estratégias para o sucesso dos alunos com origem imigrante”, coordenado por Sílvia de Almeida, do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, da Universidade Nova de Lisboa.

A socióloga disse à agência Lusa que este é “um dos estudos mais extensos” sobre a questão, tendo sido inquiridos 935 alunos.

A maioria (46,6%) das situações de discriminação denunciadas envolve apenas alunos e cerca de um terço (32,8%) dos que afirmam ter sido discriminados por colegas não especificam o motivo da discriminação, indicando 30,4% as “características e aparência física”, 24,2% a “cor da pele” e 19,1% o “território de origem”.

Os casos em que estão envolvidos professores ascendem a 35% e os relativos a assistentes operacionais são 10,9%.

A investigação foi realizada ao longo de dois anos letivos (2022/2023 e 2023/2024) “em nove escolas com elevada percentagem de alunos com origem imigrante (OI)”, três no concelho de Sintra, três no concelho da Amadora e três no concelho de Lisboa”, e em turmas do 9.º ano de escolaridade.

Nas escolas abrangidas pelo estudo os alunos portugueses com progenitores portugueses (NP) representam 39% do total e são os que se sentem mais incluídos na escola, afirmando cerca de 90% “sentir-se ‘muito’ ou ‘completamente’ incluídos na escola”. Apresentam, em média, melhores resultados escolares.

“Os alunos [de origem imigrante] de 1.ª geração e 2.ª geração sentem-se menos incluídos: cerca de 47% dos alunos de 1.ªG e 21% dos de 2.ªG indicam sentir-se ‘nada’ ou ‘pouco’ incluídos na escola”, segundo o estudo, no qual participaram mais de 1.400 pessoas, entre alunos, professores, diretores e assistentes operacionais.

Sílvia de Almeida defendeu a necessidade de o fenómeno da discriminação em contexto escolar ser monitorizado a nível nacional e lamentou que nunca tenham sido “avaliadas (…) a eficácia das medidas do guia para a prevenção e combate à discriminação racial nas escolas” criado há perto de quatro anos pelo extinto Alto Comissariado para as Migrações e que “procurava explicar o que era o racismo e aconselhava boas práticas às escolas, na sala de aula, e inclusive também recursos pedagógicos para essa prevenção”.

“O facto de não existirem mecanismos para monitorizar a discriminação é o aspeto mais negativo em termos dos obstáculos para que a escola seja uma instituição capaz de, já não direi erradicar, mas pelo menos mitigar estes atos discriminatórios de que os alunos são alvo”, considera a investigadora.

“A inclusão educativa de alunos com origem imigrante continua a ser um desafio estrutural do sistema educativo português, marcado por desigualdades persistentes ao nível das relações interpessoais, da participação escolar e das oportunidades institucionais”, indica um comunicado divulgado pela EPIS – Empresários pela Inclusão Social, que apoiou a realização do trabalho.

O estudo regista o que foi feito “por muitas escolas” na promoção da inclusão destes alunos, “através de práticas pedagógicas adaptadas, ensino de Português Língua Não Materna, estratégias de acolhimento às famílias e iniciativas de mentoria”, mas mostra que “estas respostas permanecem desiguais, pouco sistematizadas e fortemente condicionadas pela escassez de recursos humanos e materiais”.

A investigação destaca ainda que “a inclusão não depende apenas do desempenho individual dos alunos, mas de fatores relacionais e institucionais”, indicando que são “elementos decisivos para o sentimento de pertença”, por exemplo, “a participação em atividades extracurriculares, o acesso a cargos de responsabilidade e a diversidade na composição das turmas”.

Mas, constata, “os alunos com origem imigrante continuam sub-representados em clubes, projetos e órgãos de decisão escolar, o que limita o seu acesso a experiências formativas e redes sociais mais amplas”.

Através do método estatístico regressão logística multinominal, os investigadores estimam que “a probabilidade de um aluno se declarar completamente incluído aumenta cerca de 11 vezes quando este e os seus pais têm naturalidade portuguesa (…) cerca de 4,4 vezes por cada atividade extracurricular frequentada, 17 vezes por cada responsabilidade assumida, 2,2 vezes por cada amigo e 1,2 vezes por cada colega de turma que o escolhe para passar o recreio”.

Concluindo que “a escola tem um papel central na construção de trajetórias de sucesso e de coesão social”, o estudo alerta que, “sem uma resposta estrutural à diversidade cultural crescente, as desigualdades tendem a reproduzir-se e a aprofundar-se ao longo do percurso educativo”.

Os investigadores defendem ser necessário o reforço de políticas educativas ainda mais direcionadas para o acolhimento e inclusão.

Fonte: Lusa | Imagem: JRS

Santulhão: “A pastorícia é uma atividade ambiental indispensável” – Filipe Calado

Santulhão: “A pastorícia é uma atividade ambiental indispensável” – Filipe Calado

O ex-emigrante, Filipe Marques Calado, regressou a Santulhão, no concelho de Vimioso para se dedicar à pastorícia, uma atividade que diz ser muito necessária dado o abandono dos campos e a elevada vegetação existente nos montes, o que é um sério risco para a ocorrência e propagação de incêndios.

Em Trás-os-Montes, por causa do despovoamento há cada vez menos pessoas a dedicarem-se à agricultura e à pecuária e o consequente abandono dos campos é uma das principais causas da ocorrência de incêndios de grandes dimensões.

Após 20 anos de trabalho em França, o emigrante português, Filipe Marques Calado regressou a Portugal, à sua terra natal, Santulhão, no concelho de Vimioso, para se dedicar à pecuária e mais concretamente à criação de cabras serranas.

O dia-a-dia de Filipe Calado começa com o nascer do sol, para conduzir as cabras pelas encostas sobre o rio Sabor, onde abundam ervas, estevas e giestas que fazem as delícias das cabras.

“Desde miúdo sou um apaixonado pela pastorícia, devido ao contato com a natureza e os animais. Atualmente, já conto com 35 cabras, que no pastoreio são acompanhadas e protegidas por dois cães devido à presença de predadores como o lobo-ibérico”, disse.

Na aldeia transmontana de Santulhão, nem o acentuado declive dos montes, nem o rigor do inverno, nem a solidão do ofício desmotivam Filipe Calado, da dedicação à pastorícia, que encara como um imperativo para preservar esta ancestral profissão.

“É com tristeza e preocupação que constato que os muitos campos estão abandonados o que resulta num excesso de mato, silvas e lenha, que por vezes torna muito difícil a passagem do rebanho”, descreveu.

Foi sobretudo com uma preocupação ambiental, que Filipe Calado, decidiu constituir a empresa agrícola “Anna O Rio – Produtos Biológicos”, em abril de 2025 e futuramente pretende produzir leite, carne e fertilizante natural.

Para o presidente da Freguesia de Santulhão, Adrião Rodrigues, o cuidado ambiental da aldeia como Santulhão depende de atividades como a agricultura e a pecuária, que na sua perpectiva, não são apenas económicas, são também indispensáveis contra o despovoamento, o abandono dos campos e o rejuvenescimento da população.

“A fixação de pessoas em Santulhão é muito importante e o regresso de emigrantes como o Filipe Calado, que ao dedicar-se à pecuária e à pastorícia, vem contribuir para a dinamização económica e a limpeza ambiental da freguesia. Saúdo por isso, a sua iniciativa que pode motivar outros”, disse o autarca de Santulhão.

A 18 de dezembro e com o propósito de incentivar a pastorícia, o governo apresentou o programa “Apoio à redução de carga de combustível através do pastoreio”.

O programa contempla apoios às áreas de baldio (120 euros por hectare) ou apoio aos animais (pagamento complementar anual até 30 euros por ovelha ou cabra e até 150 euros por bovino), pretendendo-se que se chegue até 135 mil hectares geridos. Inclui ainda apoio ao investimento na instalação de novas pastagens e apoio à instalação de novos produtores, com um prémio de instalação de 30 mil euros, repartidos em cinco anos.

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