O Presidente da República, António José Seguro, promulgou o decreto do parlamento que altera a Lei da Nacionalidade, aprovado por PSD, Chega, IL e CDS-PP, mas desejava que tivesse assentado “num maior consenso”, sem “marcas ideológicas do momento”.
Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, António José Seguro reafirma o entendimento que expressou enquanto candidato presidencial de que esta matéria deveria “assentar num maior consenso em torno das suas linhas essenciais” distanciando-se de eventuais “marcas ideológicas do momento”.
“Para a tomada de decisão de promulgação do Presidente da República contribuiu a leitura de que os critérios mais exigentes e o aumento dos prazos para a aquisição da nacionalidade não impedem a imprescindível proteção humanitária e a desejável integração das crianças e dos menores nascidos em Portugal, filhos de imigrantes, como estabelecido no quadro jurídico nacional, designadamente o acesso à saúde e à educação”, lê-se na nota.
Este decreto foi aprovado no parlamento em 01 de abril, numa segunda versão, após inconstitucionalidades declaradas pelo Tribunal Constitucional (TC), por PSD, Chega, IL e CDS-PP, com votos contra de PS, Livre, PCP, BE e PAN, e a abstenção do JPP, e seguiu para o Palácio de Belém em 13 de abril. O Presidente da República tinha até hoje para o promulgar ou vetar.
Juventude: Saúde mental e a falta de referências espirituais
O novo Quadro de Referência para a Pastoral Juvenil, da Igreja Católica em Portugal, alerta contra a “instrumentalização” das novas gerações e aponta a saúde mental e o ambiente digital como desafios centrais urgentes.
O documento estratégico, apresentado no Porto, pelo Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), exige que os jovens sejam vistos como sujeitos ativos e não como meros “destinatários passivos”, exigindo uma mudança de paradigma às comunidades.
“Acreditamos que só é possível fazer Pastoral Juvenil com os jovens reconhecendo a sua agência, o seu papel decisivo no diálogo com o chamamento de Deus. Por isso, empenhamo-nos em superar todas as abordagens educativas, políticas ou pastorais que os manipulam ou instrumentalizam”, pode ler-se.
A reflexão faz análise à condição juvenil contemporânea, apontando o dedo às pressões modernas e sublinhando “desafios complexos “.
“Os jovens enfrentam desafios complexos como a saúde mental, o isolamento, a falta de sentido e a dificuldade em assumir compromissos. Sente-se uma ausência de empatia, o peso das redes sociais e a pressão para corresponder a padrões exteriores.”
O documento descreve o mundo digital como “um verdadeiro ambiente de vida dos jovens”, exigindo uma presença católica qualificada neste território.
“Sendo um espaço ambíguo, oferece oportunidades de participação e criatividade, mas também expõe a riscos como o isolamento, a ansiedade, a superficialidade relacional e a pressão da comparação permanente”, indica o Quadro de Referência para a Pastoral Juvenil.
O novo documento resulta do processo de auscultação ‘Escuta 360’, liderado pelo DNPJ, e destina-se a servir como mapa para dioceses, paróquias, movimentos e instituições no planeamento da sua ação junto da juventude.
“Qualquer projeto e prática de Pastoral Juvenil tem especial atenção aos jovens que são mais vulneráveis: os portadores de deficiência, os migrantes, as vítimas de abuso, os excluídos da sociedade e os que têm dificuldades de integração.”
Numa altura em que o país ainda gere o legado da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023, o texto rejeita uma estratégia sustentada apenas em “eventos pontuais”, pedindo a passagem para “processos continuados, sistemáticos, avaliados e melhorados”.
O DNPJ aponta ainda baterias à “processos de exclusão, mesmo que involuntários”, dentro das comunidades católicas, defendendo uma “Pastoral Juvenil popular”, que “entre em diálogo com a fé vivida, ainda que de forma confusa, por aqueles que se sentem mais fora da Igreja”.
A nível estrutural, o texto impõe a participação efetiva dos jovens nos órgãos de decisão católicos e apela à “transparência dos processos de discernimento” nas paróquias e dioceses.
O documento, estruturado em 15 pontos, apela à construção de “espaços inclusivos” e reitera a necessidade de dar “protagonismo” à juventude nas lideranças católicas e na missão evangelizadora, reconhecendo a importância da “intergeracionalidade” e do testemunho na vida de fé.
Ambiente: Presidente da República destaca agricultura na prevenção dos incêndios
O Presidente da República, António José Seguro, destacou “os contributos inexcedíveis” que a agricultura dá na prevenção dos incêndios florestais, além de ajudar a fixar gerações mais novas, sobretudo em territórios de baixa densidade populacional.
“A agricultura é uma das atividades mais preventivas dos incêndios que têm assolado o nosso país”, afirmou o chefe de Estado, numa declaração aos jornalistas, sem direito a perguntas, no final de uma visita à feira agropecuária Ovibeja.
Assinalando que “um campo cultivado é um campo onde o fogo tem mais dificuldades em penetrar”, Seguro lembrou uma visita que efetuou, em agosto do ano passado, após um incêndio de grandes dimensões que começou em Arganil, distrito de Coimbra.
“Quando cheguei ao final, olhei, na zona de Unhais da Serra [Covilhã, distrito de Castelo Branco], para a encosta e estava toda preta, mas havia três zonas que estavam verdes e perguntei ao presidente da junta” sobre o que se tinha passado, relatou.
O Presidente da República contou que o autarca lhe explicou que, numa das zonas que estavam verdes, havia “uma cultura e, portanto, há rega” e que as outras duas tinham pastorícia, que impediram a entrada do fogo.
“Além da atividade económica, de identidade e de preservação, no sentido de prevenir que os incêndios alastrem, estes são contributos inexcedíveis”, reiterou.
Segundo o chefe de Estado, o setor agrícola “sobretudo em territórios de baixa densidade, fixa a população, fixa as gerações mais novas”.
António José Seguro considerou que “a agricultura é um dos setores mais dinâmicos” do país, salientando “o dinamismo de jovens” no setor, que “casam a agricultura com o que de melhor de tecnologia se faz no mundo e também a partir de Portugal”.
Quanto à Ovibeja, o Presidente vincou que o certame “é um marco incontornável da expressão de um dos setores mais dinâmicos da (…) economia [nacional], a agricultura, [e] é também uma expressão do melhor que se faz e que se faz a partir do Baixo Alentejo”.
“A minha presença é apenas o cumprimento de um dever que alia o prazer de ver esta dinâmica, mas cumprir o dever de dar expressão nacional àquilo que de bom se faz no Baixo Alentejo e no nosso país”, acrescentou.
Acompanhado pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e por autarcas e dirigentes locais, Seguro visitou vários espaços da Ovibeja e contactou com visitantes, empresários e comerciantes, depois de um almoço num dos restaurantes.
At 6, 1-7 / Slm 32 (33), 1-2.4-5.18-19 / 1 Pe 2, 4-9 / Jo 14, 1-12
«Não se perturbe o vosso coração»: começa a leitura de São João. Jesus presume que os discípulos poderão ter essa experiência ou estão mesmo a tê-la. E apresenta uma saída: «Se acreditais em Deus, acreditai também em mim». Mais à frente: «Acreditai-me: Eu estou no Pai e o Pai está em mim».
Jesus alude à autoridade divina de que está revestido; alude ao facto de ser Filho de Deus. Daí que devamos ir a Ele e andar com Ele: Ele é «o caminho». Daí que precisemos de o conhecer: Ele é «a verdade». Daí que tenhamos n’Ele quem nos encha o coração: Ele é «a vida».
Cultivar a nossa relação íntima com Jesus engrandece-nos e faz-nos dar bons frutos.
Efetivamente, Jesus é a pedra fundamental da construção da nossa vida. É «a pedra viva»: pedra que, apesar de «rejeitada pelos homens», é «escolhida e preciosa aos olhos de Deus». É a «pedra angular»: o fundamento, a base.
Pedra que pode ser «de tropeço» para alguns: sentem-na como dificuldade, como obstáculo (1.ª Carta de Pedro). Na verdade, uns confiam em Jesus e outros não. Uns acreditam na sua palavra e outros não. Quem acreditar não será confundido; será até honrado. Fará parte da «geração eleita», do «sacerdócio real», da «nação santa», do «povo adquirido por Deus». Integrará aquele povo que, tendo sido liberto do poder das trevas para a claridade da luz de Deus, se empenhará em proclamar as maravilhas de Deus.
Esse povo (isto é, a comunidade cristã) vai amadurecendo a sua presença no seio da comunidade humana mais vasta. Institui um conjunto de serviços para o melhor desempenho da sua missão. Por exemplo, os diáconos (Atos dos Apóstolos). Vão dedicar-se ao “serviço das mesas”; dedicar-se a tarefas como a assistência aos que mais necessitam. Assim, os apóstolos permanecem livres para o serviço da Palavra. É preciso que esta se divulgue e o número dos discípulos possa aumentar.
Miranda do Douro: Apresentação de livro e inauguração do espaço Cowork
Na tarde de sábado, 2 de maio, a associação Rural Move promove a apresentação do livro “Economia Criativa e Territórios Inteligentes” sobre o futuro dos territórios rurais e inaugura na cidade de Miranda do Douro, um novo espaço de cowork, para acolher profissionais e apoiar projetos que contribuam para o desenvolvimento local.
“Num contexto em que os territórios rurais enfrentam desafios estruturais como o despovoamento e o envelhecimento, mas também oportunidades emergentes ligadas ao trabalho remoto, à economia verde e à inovação social, a inauguração inauguração oficial da nova sede da Rural Move e do RIHU – Rural Impact Hub reforça a importância de investir em espaços e redes colaborativas que impulsionem o desenvolvimento local”, justifica a associação, em comunicado.
Em Miranda do Douro, a iniciativa começa às 15h00, na Biblioteca Municipal António Maria Mourinho, com a apresentação do livro “Economia Criativa e Territórios Inteligentes”, da autoria de António e Mercês Covas. A obra propõe uma reflexão sobre o papel da criatividade, da inovação social e da inteligência territorial na construção de modelos de desenvolvimento mais sustentáveis, inclusivos e resilientes.
Pelas 16h30, segue-se a inauguração do novo Cowork & Centro de Impacto Rural, um espaço concebido para acolher empreendedores, profissionais remotos e projetos de inovação social. Com capacidade para mais de 12 postos de trabalho, sala de reuniões e áreas de convívio, este novo polo pretende afirmar-se como infraestrutura-chave para acolher profissionais, apoiar projetos e a fixação de talento no interior. O programa encerra com um momento musical e de networking, promovendo a criação de ligações entre participantes, organizações e iniciativas locais.
A associação Rural Move foi fundada em 2020 e em vindo a afirmar-se como uma referência nacional na regeneração dos territórios rurais, promovendo a ligação entre quem quer viver no interior e as comunidades que os acolhem, através de uma abordagem que combina tecnologia, capacitação e proximidade humana.
Programa:
15h00 – Apresentação do livro (Biblioteca Municipal António Maria Mourinho)
16h30 – Inauguração do Cowork & Centro de Impacto Rural
No feriado de 1 de maio, a Freguesia de Vimioso associa-se à Liga Portuguesa Contra o Cancro na organização de uma caminhada solidária que visa sensibilizar a população para a atividade física e simultaneamente apoiar a luta contra o cancro.
Na vila de Vimioso, a caminhada solidária, com dificuldade intermédia e acessível para crianças, inicia-se às 8h30 da manhã, com a concentração dos participantes na sede da freguesia, junto ao parque municipal.
Segundo a freguesia de Vimioso, a inscrição tem um custo de 10€, cujo valor se destina à t-shirt, almoço e à angariação de receita para a Liga Portuguesa contra o Cancro.
Os benefícios das caminhadas 1. Diminui o risco de problemas cardiovasculares Além de prevenir a hipertensão arterial e os níveis de colesterol, caminhar pode reduzir em cerca de 30 por cento a possibilidade de AVC, revelam alguns estudos. Para isso, basta caminhar cerca de 150 minutos por semana.
2. Reduz o risco de diabetes Caminhar cerca de meia hora por dia, ajuda a diminuir o risco de diabetes tipo 2 e a controlar a doença. Segundo a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, “a atividade física estimula o pâncreas a produzir insulina e leva à utilização de glicose pelos músculos, impedindo a sua acumulação e aumento no sangue”.
4. Ajuda a controlar o peso O exercício físico é uma das melhores formas de manter o metabolismo ativo e assim evitar, por exemplo, ganhar peso. No caso da caminhada, 30 minutos, em ritmo acelerado, permite a perda de cerca de 150 kcal.
Fonte: Médis
Em Vimioso, a Caminhada Solidária é organizada pela freguesia local e conta com o apoio do município.
Futsal: Mirandeses e Benfiquistas de Alfândega da Fé disputam o título de campeão distrital
As equipas do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) e a Casa Benfica de Alfândega da Fé são os finalistas do campeonato distrital de futsal e vão disputar o título em dois jogos, sendo que o primeiro confronto se realiza esta sexta-feira, dia 1 de maio, no multiusos, em Miranda do Douro.
Na fase regular, os mirandeses voltaram a destacar-se no primeiro lugar e nos 20 jogos realizados alcançaram 17 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota. Ao longo da fase regular, a equipa de Miranda do Douro marcou 127 golos e sofreu 59.
Já nas meias finais do playoff, a equipa de Miranda do Douro, liderada por Vitor Hugo, superou a Escola de Futsal Arnaldo Pereira com duas vitórias por 4-2 (casa) e 3-4 (fora).
O outro finalista do campeonato distrital de futsal, a Casa Benfica de Alfândega da Fé, na fase regular foi 2º classificado, com 16 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Nesta fase, os benfiquistas de Alfândega da Fé marcaram 112 golos e sofreram 50.
Nas meias finais do playoff, a Casa Benfica de Alfândega da Fé venceu, por duas vezes, o dérbi concelhio, diante do Alfandeguense, por 4-3 (17 de abril) e 3-5 (26 de abril).
A final do campeonato distrital de futsal disputa-se em dois jogos, sendo que o primeiro jogo está agendado para o dia 1 de maio, no multiusos de Miranda do Douro, às 21h30.
O segundo jogo da final, decorre em Alfândega da Fé, no dia 8 de maio, às 21h30.
No caso de ser necessário um terceiro jogo para apurar o campeão distrital, CD Miranda do Douro e Casa do Benfica de Alfândega da Fé, voltam a jogar no dia 10 de maio, novamente em Miranda do Douro.
Dia da Mãe: «Exemplo materno» é o «antídoto para solidão e violência»
A Igreja Católica, em Portugal, afirma que a paz e a reconciliação no mundo deve inspirar-se no papel central das mães, pois o seu exemplo de serviço e dedicação é “o antídoto” para a solidão, a exclusão e a violência”.
“Cada vez temos mais consciência de que o exemplo e o abraço de uma mãe são o único antídoto para o mundo de hoje de solidão e de violência. Uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral”, lê-se na mensagem da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para o Dia da Mãe 2026, enviada hoje à Agência ECCLESIA.
A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida da CEP indica que nos tempos sombrios de guerras atuais, e são as mães que “mais odeiam a guerra, que mata os seus filhos”, é preciso aprender com as mães que “o heroísmo pode ser mostrado em doação, a força na compaixão e a sabedoria na serenidade”.
Na sua mensagem, a Igreja Católica em Portugal incentiva que, neste Dia da Mãe 2026, as mães sejam cantadas e acarinhadas com “belas palavras e gestos de ternura”, e salienta que “têm de ser muito mais escutadas e muito mais reconhecidas” no seu papel central na sociedade, porque “só assim” se construirá “um mundo de paz e de reconciliação”.
“Ser mãe é ser, acima de tudo, afinadora de corações! Como precisamos, hoje, deste urgente trabalho de afinação dos corações pela paz, pela reconciliação e pela fraternidade.”
A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida salienta que ser mãe “é muito mais do que dar à luz”, é amar de forma infinita para além da razão e da compreensão, “é abdicar de tantos sonhos, é ensinar a voar e ficar a assistir, de sorriso rasgado e coração cheio, às conquistas dos filhos”, é correr e socorrer quando caem, “é dar beijos nas feridas, é suavizar todos os hematomas que se vão somando ao logo da vida”.
Com o título ‘Afinadora de Corações’, a mensagem para o Dia da Mãe 2026 começa por afirmar que a melodia da maternidade “é todo um alfabeto musical”, é uma história de amor em “tom maior, de coragem, de responsabilidade e de perseverança”.
Neste tempo de incerteza e de tantas guerras violentas, o organismo da CEP confia as mães a Maria, “que é a mãe de todas as mães”, a “mãe da esperança” que conhece e compreende “melhor do que ninguém, os sofrimentos das mães, ensina, mães e filhos, a viver em paz”.
Os bispos católicos de Portugal recordam e rezam pelas mães que “perderam filhos e estão de luto, mas também pelas mães que lutam pela saúde da sua família”, as mães cuidadoras de idosos e de pessoas com deficiência, na mensagem publicada no sítio online da Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida.
“Ser mãe é ser feliz somente por ser mãe. Ser mãe é ser amor e amor que ninguém esquece, mas que sempre se agradece. Que a celebração de mais um Dia da Mãe junte, em coro, as nossas vozes para manifestarmos todo o amor e gratidão para com as nossas mães!”
Em Portugal, o Dia da Mãe celebra-se atualmente no primeiro Domingo de maio.
1.º de maio: Juventude Operária Católica alerta para a precariedade laboral
A Juventude Operária Católica (JOC), em Portugal, alerta para a “precariedade laboral” que ”marca a vida de muitos jovens” e anunciou que vai refletir sobre os seus direitos e futuro, a 1 de maio, Dia do Trabalhador, em Coimbra.
“É uma realidade pela qual a maioria dos jovens passa, a maior parte dos trabalhadores passa pelo problema da precariedade laboral, mas os jovens em particular sofrem muito mais com esse problema”, disse o presidente da JOC Portugal, em entrevista à Agência ECCLESIA.
Segundo Pedro Esteves, da Diocese de Aveiro, a precariedade laboral foi uma realidade trazida pelos grupos da Juventude Operária Católica para “ser trabalhada” pelo movimento da Igreja Católica em Portugal, no início deste ano pastoral 2025/2026, em novembro.
“Isto vem sempre da base, daquilo que os grupos sentem que precisam. Esta realidade vinha já do ano pastoral anterior, a nossa campanha nacional também foi sobre a precariedade laboral, e a situação não melhorou, até está em vias de piorar”, desenvolveu o entrevistado.
A JOC Portugal pediu aos participantes do encontro nacional do Dia do Trabalhador 2026 que levem “uma história (de pessoa conhecida) ou uma notícia” que retrate uma situação de “precariedade laboral (ou várias situações)”, preocupados com a realidade em que vivem, como a “insegurança face ao futuro, escola que não garante emprego, precariedade no trabalho, injustiça, degradação da pessoa humana e do ambiente, exclusão, violência”.
Em Portugal, governo e representantes dos trabalhadores e das entidades patronais estão a debater o ‘Anteprojeto Trabalho XXI’, uma proposta de reforma da legislação laboral do executivo, que foi apresentada em julho de 2025.
O presidente da JOC Portugal observa que tem “algum tempo que este debate sobre o pacote laboral”, e neste movimento operário têm “vindo a trabalhar sobre isto”, e este 1.º de maio “também será um bom para trabalhar sobre esta problemática”.
“Há muitas linhas vermelhas, neste pacote laboral que não devem ser ultrapassadas, ou seja, há a problemática dos contratos a termo, ou seja, aumentar o limite dos contratos a termo, há toda a questão de poder-se despedir e depois contratar em outsourcing. Há várias problemáticas que no meu entender são linhas vermelhas”, identificou Pedro Esteves.
Segundo o responsável nacional da Juventude Operária Católica, a situação atual “está extremamente precária para os jovens trabalhadores” e o que se quer fazer é aumentar essa precarização”, que não é uma forma de evolução, mas “uma forma de regressão”.
“Ao longo dos anos fomos melhorando as condições laborais, não é agora piorando as condições laborais que estamos a evoluir, isso é regressão”, sublinhou, no Programa ECCLESIA, transmitido hoje na RTP2.
‘Precariedade laboral – Que direitos, que futuro?’, é o tema do encontro nacional da JOC, neste dia 1 de maio de 2026, uma atividade que consiste em duas partes, de reflexão/formação e de participação na manifestação pública, em Coimbra, com início na Sé; os participantes devem levar material para escrever, “roupa preta”, e almoço para partilhar.
“No formato do nosso tipo de reflexão, que é a revisão de vida, o ‘ver, julgar e agir’, onde vamos analisar algumas realidades sobre precariedade laboral à luz do Evangelho, descobrir algumas pistas de ação, e, depois, agir”, acrescentou Pedro Esteves.
A parte do agir vai também ser feita durante a manifestação pública do Dia do Trabalhar, onde vão estar “bem identificados”, para além da tarja da JOC com mais algum elemento identificativo a partir da reflexão sobre a precariedade laboral.
A Igreja Católica celebra a 1 de maio a festa litúrgica de São José Operário, como forma de associar-se à comemoração mundial do Dia do Trabalhador. Esta celebração litúrgica foi instituída no ano de 1955, pelo Papa Pio XII, diante de milhares de trabalhadores italianos, a quem disse “longe de despertar discórdia, ódios e violência, o 1.º de maio é e será um recorrente convite à sociedade moderna a realizar aquilo que ainda falta à paz social”.
A JOC Portugal tem sede em Lisboa, e está presente em quatro dioceses portuguesas – Aveiro, Leiria-Fátima, Porto e Santarém – e está também a dinamizar uma campanha de consignação do IRS para “continuar o trabalho junto da juventude trabalhadora”.
Do seu programa de atividades 2025/2026, para além dos encontros dos grupos, a nível nacional destaca-se umaa formação sobre Doutrina Social da Igreja – ‘Como colocar os ensinamentos de Jesus em Prática?’, no dia 10 de junho, no CUMN, em Coimbra, e o acampamento, de 27 a 30 de agosto.
A Juventude Operária Católica nasceu na Bélgica, em 1925, por iniciativa do padre Joseph Cardijn e de um grupo de jovens trabalhadores, e chegou a Portugal passados 10 anos, em 1935.
Mogadouro: Município sai da Associação de Municípios da Terra Fria Transmontana
O município de Mogadouro saiu da Associação de Município da Terra de Fria Transmontana, optando por pertencer apenas à Associação de Municípios do Douro Superior.
O presidente da câmara de Mogadouro, António Pimentel, justificou a decisão com a pertença a duas associações de municípios com propósitos e estatutos idênticos, optando por se manter apenas na Associação de Municípios do Douro Superior.
A decisão foi tomada em sede de executivo municipal e de assembleia municipal e aprovada por unanimidade nos dois órgãos autárquicos.
Segundo o autarca de Mogadouro, o município despendia cerca de 50 mil euros por ano, para fazer parte da Associação de Municípios da Terra Fria Transmontana, que engloba concelhos como Bragança, Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro.