A 4 de maio, a GNR – Comando Territorial de Bragança, ativou os primeiros 5 Postos de Vigia, nos concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Vimioso e Vinhais, no âmbito da Campanha Floresta Segura 2026.
A apresentação dos Operadores dos Postos de Vigia da Rede Primária decorreu no Comando Territorial da GNR de Bragança.
“Estes Postos de Vigia compõem a rede primária de Postos de Vigia e das Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal e a sua missão primordial é a deteção imediata de possíveis focos de incêndio, bem como a transmissão da sua localização aos restantes agentes de proteção possível”. indica a GNR.
No distrito de Bragança, a comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes desenvolveu um projeto de instalação de um Sistema de Videovigilância e Apoio à Decisão Operacional, nas Serras de Bornes, Castanheira e Nogueira, locais que permitem cobrir grande parte do território.
Simultaneamente está em funcionamento, no Comando Territorial da GNR de Bragança, um sistema de acesso remoto que permite a visualização das imagens recolhidas pelas Câmaras de videovigilância.
“Este sistema é uma ferramenta de grande utilidade no campo da gestão do combate a incêndios florestais, uma vez que permite o acesso a imagens em tempo real”, informa a CIM-TTM.
Fonte e foto: GNR Comando Territorial de Bragança e CIM-TTM
Miranda do Douro: Município inicia ações sensibilização para a prevenção dos incêndios rurais
O município de Miranda do Douro, em parceria com a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), vai realizar durante o mês de maio, um ciclo de ações de sensibilização em várias localidades do concelho, para a prevenção de incêndios rurais.
Segundo este município de Miranda do Douro, a iniciativa visa alertar a população para comportamentos de risco no uso do fogo e capacitar os cidadãos com conhecimentos práticos, para uma resposta rápida em situações de emergência.
“As sessões pretendem ainda fomentar a colaboração ativa da comunidade no alerta precoce de ocorrências, numa fase em que o risco de incêndio tende a aumentar devido à subida das temperaturas”, indica.
No concelho de Miranda do Douro, estão programadas três ações de formação e informação às populações sobre a atuação em caso de incêndios florestais:
17 de maio - Genísio, às 14h00.
17 de maio - Paradela, às 17h30
30 de maio - Palaçoulo, às 14h00
A autarquia de Miranda do Douro reforça que o envolvimento dos munícipes “é fundamental para a salvaguarda de pessoas e bens, bem como para a preservação do património natural da região, apelando à participação em massa nestas sessões de esclarecimento e formação”.
Ambiente: Restruturação da APA e ICNF para simplificar processos de licenciamento
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vão ser restruturados e vai haver uma “simplificação profunda dos processos de licenciamento”, anunciou o Governo.
“Entre as principais mudanças destacam-se a simplificação profunda dos processos de licenciamento, com redução significativa de etapas, prazos e exigências administrativas, promovendo um modelo mais rápido e previsível; menor carga de procedimentos prévios e maior enfoque na fiscalização posterior, garantindo equilíbrio entre agilidade e rigor”, refere o executivo num comunicado hoje divulgado.
A reestruturação vai ser coordenada pelo ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, em articulação com as áreas governativas do Ambiente e da Energia e da Agricultura e do Mar.
Pretende-se também com a reestruturação, apostar na digitalização e automatização de processos, com recurso a tecnologias avançadas, incluindo inteligência artificial, “para acelerar decisões e melhorar a qualidade da resposta”.
O comunicado, do Ministério da Reforma do Estado, diz que as medidas são para tornar a administração pública mais rápida, mais simples e mais próxima dos cidadãos e das empresas.
“Esta reforma traduz-se numa mudança concreta na vida das pessoas e das empresas, eliminando entraves desnecessários e garantindo uma resposta mais rápida, transparente e eficaz”, diz Gonçalo Matias citado no comunicado.
Com a transformação o Governo pretende “reduzir de forma significativa os tempos médios de resposta nos processos e procedimentos e criar um ambiente mais favorável ao investimento, sem comprometer os padrões de qualidade e de proteção ambiental”, destaca o Governo.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, já tinha dito na Assembleia da República que a APA seria reestruturada e que o processo inicial estaria concluído no prazo de dois meses.
O Diário da República publicou a 6 de maio, um despacho assinado por Gonçalo Matias e Maria da Graça Carvalho, no qual os governantes também falam da importância da simplificação de processos mas igualmente da capacidade tecnológica e da “análise das competências e recursos humanos” dos serviços.
A APA, dizem, “tem vindo a ser sinalizada como tendo um elevado potencial de melhoria organizacional”.
No despacho também é referida a simplificação de processos, a eliminação de “procedimentos supérfluos ou com reduzido valor acrescentado”, para simplificar procedimentos prévios.
O despacho assinala ainda que vai haver “reforço dos mecanismos de controlo subsequente e de fiscalização”.
Este processo de “transformação organizacional” da APA deve estar concluído no prazo de dois meses.
Mobilidade: Túnel do Marão atravessado por 45 milhões de veículos numa década
Desde a sua abertura em 2016, o Túnel do Marão, inserido na Autoestrada 4 (A4), entre Vila Real e Amarante, foi atravessado por 45 milhões de veículos, anunciou a Infraestruturas de Portugal (IP).
Com 5,6 quilómetros de extensão, o túnel atravessa a Serra do Marão, foi inaugurado a 7 de maio de 2016 e abriu ao tráfego às 00:00 do dia seguinte, 8 de maio. Esta quinta-feira, dia 7 de maio, assinala-se uma década desde a sua inauguração.
A propósito, a Infraestruturas de Portugal (IP), em comunicado, refere que o Túnel do Marão se afirma “como uma infraestrutura essencial para a mobilidade entre o litoral e o interior norte do país, contribuindo para a coesão territorial e para o desenvolvimento económico da região de Trás-os-Montes e Alto Douro”.
A empresa adianta ainda que, desde a sua abertura há 10 anos, a infraestrutura já foi utilizada por mais de 45 milhões de veículos.
“Desde a abertura, não há registo de vítimas mortais ou feridos graves no túnel. Em 2025, registou uma média superior a 17.000 veículos por dia, confirmando uma tendência de crescimento sustentado nos últimos quatro anos, após o levantamento das restrições associadas à pandemia”, realça.
O tráfego médio diário anual subiu dos 13.312 veículos, em 2022, para os 17.560, em 2025, ano em que as portagens foram abolidas neste troço da A4 (01 de janeiro de 2025).
Dados anteriores fornecidos pela empresa referem que só em 2020, ano marcado pela pandemia de covid-19, a média diária de tráfego desceu, designadamente para os 9.590 veículos.
A IP disse que o “túnel representa um marco da engenharia nacional, tanto pela complexidade técnica da sua construção como pelas soluções implementadas em matéria de segurança, ventilação, iluminação e monitorização operacional”.
Lembra ainda que a infraestrutura é composta por duas galerias unidirecionais, cada uma com duas vias, e está equipada com sistemas de videovigilância, deteção automática de incidentes, postos SOS e centros de controlo operacional, “garantindo elevados padrões de segurança e fiabilidade”.
“A sua entrada em serviço permitiu substituir o antigo traçado da Serra do Marão, caracterizado por condições geométricas exigentes e elevada sinistralidade, reduzindo significativamente os tempos de percurso e melhorando a segurança rodoviária”, referiu ainda.
A Autoestrada do Marão – Túnel do Marão – permitiu a conclusão da A4, que liga o Porto a Bragança, melhorou a mobilidade na região de Trás-os-Montes, contribuiu para a redução da sinistralidade rodoviária e tornou-se no percurso preferencial ao sinuoso Itinerário Principal 4 (IP4).
Este troço da A4 entrou em funcionamento depois de sete anos de obra, três paragens nos trabalhos e do resgate pelo Estado.
O investimento global na autoestrada foi de 398 milhões de euros, com um apoio comunitário de 89,9 milhões de euros.
A IP considera que, ao longo da última década, o Túnel do Marão tem “desempenhado um papel estratégico na rede rodoviária nacional, reforçando a ligação entre regiões, facilitando a circulação de pessoas e mercadorias e contribuindo para a valorização económica do território”.
A Infraestruturas de Portugal disse ainda que assume a gestão desta infraestrutura “com orgulho”, destacando o seu papel “enquanto obra emblemática da engenharia nacional” e reforçando o compromisso “com elevados padrões de segurança, eficiência e qualidade na rede rodoviária”.
Periodicamente são realizados trabalhos de reparação e manutenção dos equipamentos instalados e da superestrutura que requerem o condicionamento da circulação automóvel.
Em 2018, foi alocada ao túnel uma equipa de três bombeiros em permanência para prevenção, primeira intervenção e socorro, pertencentes às corporações da Cruz Branca (Vila Real) e Amarante.
Algoso: Castelo medieval é candidato às “Novas 7 Maravilhas de Portugal”
O Castelo de Algoso, edificado no século XII, aquando da fundação de Portugal, é um dos candidatos às “Novas 7 Maravilhas de Portugal, um concurso nacional que regressa em 2026, para eleger por voto popular, os mais notáveis exemplos do património construído em Portugal.
O município de Vimioso apresentou uma candidatura às “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, inscrevendo o Castelo Medieval de Algoso, na categoria Castelos (Arquitetura Militar).
“Edificado no século XII, aquando da fundação da nacionalidade portuguesa, o Castelo de Algoso foi construído sobre um impressionante afloramento rochoso, pelo que é um exemplo notável de arquitetura militar e é um dos ex-líbris da região, que merece o reconhecimento nacional”, escreve a autarquia vimiosense.
O concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal” tem como objetivo eleger os mais notáveis exemplos do património construído em Portugal, estando organizada em sete categorias:
1- Castelos – Arquitetura Militar; 2- Religião – Arquitetura Religiosa; 3- História – Interesse Histórico; 4- Século XX – Arquitetura Moderna; 5- Século XXI – Arquitetura Contemporânea; 6- Grandes Obras – Infraestruturas; 7- Turismo – Interesse Turístico.
O prazo para submissão das candidaturas encerrou a 7 de abril.
Seguem-se agora as seleções regionais das candidaturas. A eleição conta com uma operação televisiva, que inclui programas semanais emitidos ao sábado, entre abril e julho e uma semifinal.
A Gala Final Nacional que vai eleger as “Novas 7 Maravilhas de Portugal” está agendada para 12 de setembro de 2026, num programa televisivo transmito pela TVI, em horário nobre.
Picote: Fraga do Puio e Barragem de Picote candidatas às “Novas 7 Maravilhas de Portugal”
A Junta de Freguesia de Picote submeteu duas candidaturas ao concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, nas quais destaca o valor patrimonial e turístico da Barragem de Picote, na categoria de património moderno (Século XX) e do Miradouro da Fraga do Puio, na categoria de Turismo.
Em comunicado, a Junta de Freguesia de Picote informa que as duas candidaturas refletem o compromisso da autarquia na valorização, promoção e preservação dos recursos da freguesia, afirmando que Picote é uma localidade onde a história, a engenharia e a paisagem se cruzam de forma singular.
“O Conjunto Classificado da Barragem de Picote constitui um marco da arquitetura e engenharia do século XX em Portugal, sendo reconhecido não apenas pela sua função energética, mas também pelo seu valor estético, urbanístico e cultural. Trata-se de um testemunho ímpar de uma época de modernização, cuja relevância ultrapassa fronteiras e continua a suscitar interesse nacional e internacional”, justifica a autarquia.
Por sua vez, o Miradouro da Fraga do Puio destaca-se, segundo a freguesia de Picote, como um dos mais impressionantes pontos de contemplação da região, oferecendo vistas de rara beleza sobre o vale do Douro e a envolvente natural.
“Este local tem vindo a afirmar-se como um destino de eleição para visitantes que procuram experiências autênticas, em contacto direto com a natureza e a identidade local”, indicam.
Com estas duas candidaturas, a Junta de Freguesia de Picote diz pretender dar maior visibilidade aos dois ex-líbris, potenciando o desenvolvimento turístico sustentável e promovendo o orgulho da comunidade local no seu património.
A autarquia picotesa apela por isso, à participação da região no concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, quer na divulgação quer no apoio às duas candidaturas, pois acredita que o reconhecimento nacional é uma oportunidade para o desenvolvimento turístico da localidade e da região da Terra de Miranda.
Em 2026, o projeto “Novas 7 Maravilhas de Portugal®” volta a contar com o apoio do Turismo de Portugal. Esta iniciativa de âmbito nacional, ocorre 20 anos após o primeiro concurso das “7 Maravilhas de Portugal®” e pretende dar aos portugueses a oportunidade de eleger, por voto popular, os exemplos mais notáveis do património construído em Portugal.
Nesta edição, o concurso destaca a diversidade histórica, cultural e arquitectónica de Portugal.
A primeira fase das candidaturas decorreu até dia 7 abril 2026.
Seguem-se agora as seleções regionais das candidaturas. A eleição conta com uma operação televisiva, que inclui programas semanais emitidos ao sábado, entre abril e julho e uma semifinal.
As "Novas 7 Maravilhas de Portugal®" organizam-se em sete categorias:
1- Castelos 2- Religião 3- História 4- Grandes Obras 5- Século XX 6- Século XXI 7- Turismo
A Gala Final Nacional que vai eleger as “Novas 7 Maravilhas de Portugal” está agendada para 12 de setembro de 2026, num programa televisivo transmito pela TVI, em horário nobre.
O concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal” implica um ampla cobertura mediática, com a pretensão de envolver a população portuguesa.
Miranda do Douro: Conhecimento, criatividade e comunicação aceleram o desenvolvimento local
O livro “Economia Criativa e Territórios Inteligentes” foi apresentado em Miranda do Douro, a 2 de maio, tendo os seus autores, António Covas e Maria das Mercês Covas, explicado que o conhecimento, a criatividade e a comunicação são os motores do desenvolvimento das regiões, sendo por isso, fatores decisivos em concelhos de baixa densidade populacional.
Na biblioteca municipal António Maria Mourinho, em Miranda do Douro, os autores do livro, António Covas e Maria das Mercês Covas, iniciaram a apresentação da obra, chamando a atenção para as atuais grandes mudanças que estão a acontecer nas sociedades, em que os principais motores do desenvolvimento territorial são a ciência e o conhecimento, a cultura e a criatividade, a comunicação e o comportamento colaborativo.
“Nos territórios de baixa densidade populacional, a grande questão é entender e aplicar a economia criativa, isto é, como é que a tecnologia, a arte, a cultura, o destino turístico e a criatividade geral, conseguem contribuir para o desenvolvimento sustentável desses territórios?”, interpelaram.
Na perspectiva destes dois professores universitários, o conceito de economia criativa nos territórios rurais, isto é, o entrecruzamento de diferentes saberes é uma mais valia para o desenvolvimento local e regional.
“Para que isso aconteça é preciso unir as pessoas e os territórios. Portugal é um país pequeno em tamanho, com pessoas individualmente competentes, mas coletivamente não tanto. Há pois que desenvolver redes de colaboração, que tornem os territórios mais atrativos e competitivos economicamente”, disse António Covas, professor catedrático de Estudos Europeus, na Universidade do Algarve.
Sobre o contributo da digitalização, a professora de Sociologia, na Universidade de Évora, Maria das Mercês Covas, afirmou que estas ferramentas projetam, ampliam e acrescentam valor aos recursos de cada terriório.
“A inovação tecnológica e em particular as tecnologias de informação e comunicação (TIC’s), a mão-de-obra competitiva e altamente qualificada, são fatores propícios ao desenvolvimento de uma economia criativa nos territórios de baixa densidade populacional”, destacou.
A investigadora, acrescentou que a economia criativa é dinamizada por inúmeros intervenientes em constante diálogo, o que leva ao desenvolvimento de projetos conjuntos, entre a iniciativa privada e as entidades públicas.
Presente na apresentação do livro “Economia Criativa e Territórios Inteligentes”, o vice-presidente do município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, agradeceu a apresentação da obra na cidade.
“O concelho de Miranda do Douro é um território de baixa densidade populacional, mas de alta intensidade turística, cultural e económica. A nossa estratégia de desenvolvimento é a valorização dos recursos existentes no território desde o património histórico, cultural e ambiental, o turismo, comércio, a agricultura, a pecuária e as raças autóctones, assim como as pequenas indústrias e os serviços. Perante as mudanças que estão a acontecer na sociedade, queremos apoiar todas as iniciativas que tragam ao concelho de Miranda do Douro mais conhecimento, inovação, empresas e novos habitantes”, disse o autarca.
No final da apresentação do livro “Economia Criativa e Territórios Inteligentes”, seguiu-se a inauguração do espaço Rural Impact Hub (RIHU), um centro de inovação e empreendedorismo, situado em frente ao centro de saúde, em Miranda do Douro.
De acordo com a associação Rural Move, o Cowork & Centro de Impacto Rural, é um espaço concebido para acolher empreendedores, profissionais remotos e projetos de inovação social.
“Com capacidade para mais de 12 postos de trabalho, sala de reuniões e áreas de convívio, este novo polo pretende acolher profissionais, apoiar projetos e a fixação de talento no interior”, informam.
A associação Rural Move foi fundada em 2020 e tem como missão gerar conhecimento que promova o repovoamento dos territórios rurais, através de uma abordagem que combina tecnologia, capacitação e proximidade humana.
O Rali de Portugal é a sexta prova do Campeonato do Mundo de 2026 (WRC) e vai decorrer de quinta-feira (7 de maio) até Domingo (10 de maio), com troços no centro e norte do país.
Na véspera do arranque da 59º edição do Rali de Portugal, o piloto português, Armindo Araújo (Skoda Fabia) considera que é no norte do país em que as especiais têm “mais carisma”,
O mais experiente dos pilotos lusos, na qual já foi o melhor representante nacional por 14 vezes e venceu três vezes a classificação geral, recordou, ter disputado a prova pela primeira vez em 2001, num ano marcado pelo mau tempo, que ditou a saída do rali do calendário do Campeonato do Mundo.
“Competi de Citroën Saxo kit car, de duas rodas motrizes. Liderava essa categoria, quando fui obrigado a desistir por problemas mecânicos”, lembrou.
A partir de 2002, a prova mudou-se para o nordeste transmontano, montando base em Macedo de Cavaleiros.
“No ano seguinte venci a prova à geral, tal como no Algarve, quando o rali foi candidato a regressar ao Mundial. Dessa vez, a organização convidou nomes internacionais como o Mikko Hirvonen ou o Markko Martin. Foi um momento histórico”, diz Armindo Araújo, que triunfou no rali nos anos de 2003, 2004 e 2006.
Foi também no Algarve que o piloto de Santo Tirso, de 48 anos, viveu outro momento histórico, quando fez a sua estreia com um carro de WRC. Aconteceu em 2007.
Essa foi uma edição ‘madrasta’ para o piloto português. Primeiro, um acidente no shakedown da prova, que deixou ferido um fotógrafo português, apanhado pelo carro de Armindo Araújo
Mais tarde, a desistência: “Estava à frente da classificação dos portugueses, em 10.º da geral, e desisti a 500 metros do fim, ao dar um toque numa pedra”.
Armindo Araújo, que já competiu nos diferentes locais por onde a prova passou, destaca a qualidade das especiais algarvias, mas reconhece que é no Norte que o público acorre em força a apoiar os pilotos.
“As especiais do Algarve são muito boas, mas o grande carisma e o público a acompanhar a caravana é no Norte. O formato atual é muito bem conseguido, com especiais míticas. Existe grande movimento da população a acompanhar a prova. Isso demonstra que Portugal gosta muito de desporto automóvel”, sustentou.
Sobre a primeira edição em que participou, em 2001, lembra que “não havia tanto controlo do público, mas já era uma versão muito idêntica à versão de agora”.
Para a 59.ª edição, que se realiza de quinta-feira a domingo, Armindo Araújo tem como objetivo “vencer a etapa do Campeonato de Portugal, que termina na sexta-feira”.
“Depois, continuaremos em prova com o objetivo de ser o melhor português pela 15.ª vez”, adiantou.
O Rali de Portugal é a sexta prova do Campeonato do Mundo de 2026 (WRC) e disputa-se com troços no centro e norte do país.
Igreja: Santuário de Fátima acolhe peregrinos dos cinco continentes a 13 de maio
Na Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de Maio, o Santuário de Fátima vai receber a visita de peregrinos dos cinco continentes, 138 grupos de 28 países, sendo que 44 grupos são de Portugal, numa celebração que vai ser presidida pelo patriarca de Lisboa, D. Rui Valério.
Na nota enviada à Agência ECCLESIA, o Santuário de Fátima destaca que os países com maior expressão em número de peregrinos são, para além de Portugal, a Polónia, a Itália, a França, o Brasil e o México.
As peregrinações internacionais aniversárias, de maio a outubro, evocam as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos, em 1917, e reúnem milhares de peregrinos na Cova da Iria.
Da Europa, a Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de Maio a Fátima vai acolher ainda grupos da Alemanha, Bélgica, Croácia, Eslováquia, Espanha, Irlanda, e Reino Unido, para além de Portugal, a Polónia, a Itália, a França.
O continente africano vai estar representado por peregrinos de Cabo Verde, Gabão, Congo, Senegal, Ilhas Maurícias e do Burkina Faso, enquanto a Oceânia está presente com um grupo da Austrália.
Segundo o Santuário de Fátima as grandes peregrinações à Cova da Iria “continuam a despertar o interesse dos católicos asiáticos”, e já se inscreveram de Macau (China), Vietname, Filipinas, Índia, Coreia do Sul, o país que vai acolher a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Seul 2027), e da Malásia.
Da América, os grupos chegam do norte e do sul, e, para além do Brasil e do México, vão peregrinar da Venezuela, dos Estados Unidos da América, Canadá e Colômbia.
A peregrinação de maio, que evoca a primeira aparição da Virgem às três crianças de Aljustrel, é a mais participada, tendo acolhido no ano passado mais de 450 mil peregrinos.
O patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, vai presidir a esta peregrinação internacional aniversária do 13 de maio, “será a primeira vez que assume a presidência de uma peregrinação aniversária, na Cova da Iria, desde que foi nomeado para a Sé Patriarcal, em 2023”, informou o santuário mariano.
“Num tempo marcado pelo individualismo, pela solidão e pelo isolamento, os cristãos são enviados a irem ao encontro do outro, especialmente de quem vive na tristeza ou no abandono, levando uma presença que consola e uma palavra que reacende a esperança”, disse o presidente da peregrinação, ao jornal ‘Voz da Fátima’.
Segundo D. Rui Valério, só haverá verdadeira paz “quando a dignidade da pessoa humana for colocada no centro de todas as decisões”, e pede que a paz global “desça e habite no coração de cada pessoa”, de modo particular dos governantes “e em todos aqueles que têm a responsabilidade de decidir o rumo das nações”.
O santuário mariano informa ainda que a Guarda Nacional Republicana (GNR) tem em ação a operação ‘Peregrinação Segura 2026’, até 11 de maio, o foco está na segurança dos peregrinos a pé, “com o patrulhamento reforçado nas vias mais críticas e o acompanhamento e sensibilização junto dos grupos”, e nos dias 12 e 13 de maio, concentra o “esforço” na segurança na Cova da Iria e zona envolvente, e partilhou das recomendações da GNR para estas duas situações.
Presidências das próximas peregrinações internacionais aniversárias, dias 12 e 13:
Junho – D. José Miguel Pereira, bispo da Guarda;
Julho – D. Pedro Fernandes, bispo de Portalegre‑Castelo Branco;
Agosto – D. Andrés Carrascosa Coso, núncio apostólico em Portugal; (e Peregrinação Nacional do Migrante e do Refugiado)
Setembro – D. José Manuel Imbamba, arcebispo de Saurimo, Angola;
Outubro – D. Sebastião Mascarenhas, bispo de Baroda, Índia.
Saúde: Miguel Abrunhosa iniciou funções como presidente da ULS do Nordeste
Miguel Abrunhosa iniciou funções como presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, com foco na integração dos cuidados de saúde, na excelência organizacionais e em projetos inovadores, avançou a ULS.
A ULS do Nordeste contempla três unidades hospitalares, Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela e 14 centros de saúde, do distrito de Bragança.
Num comunicado, a Unidade Local de Saúde do Nordeste adiantou que o novo conselho de administração iniciou funções na sexta-feira, 1 de maio.
“É nosso objetivo reforçar a ULS do Nordeste como um pilar estratégico do desenvolvimento territorial e, acima de tudo, afirmar esta instituição como uma referência na prestação de cuidados de saúde de qualidade, seguros e humanizados aos nossos cidadãos”, disse Miguel Abrunhosa, em comunicado.
A nomeação foi feita a 23 de abril, em Conselho de Ministros, tendo sido publicada em Diário da República no dia 30.
O novo conselho de administração é presidido por Miguel Abrunhosa e composto por quatro vogais executivos: Lino Olmo, responsável pelo pelouro financeiro, Rui Terras Alexandre, diretor clínico dos Cuidados de Saúde Hospitalares, Filipa Faria, diretora clínica dos Cuidados de Saúde Primários, e Anabela Martins, enfermeira diretora.
Citado na nota enviada, o novo dirigente realçou ainda que tem como objetivo “uma integração harmoniosa dos cuidados de saúde, orientada para a excelência organizacional e tendo sempre os utentes no centro da sua ação”, apostando em “projetos diferenciadores e inovadores” que “contribuam de forma efetiva para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”.
Desde dezembro do ano passado que a Unidade Local de Saúde do Nordeste estava sob gestão, depois de o presidente do concelho de administração em funções, Carlos Vaz, ter atingido os 70 anos e ter entrado para a reforma.