Picote: Arquitetura do “Moderno Escondido” é finalista regional das “Novas 7 Maravilhas de Portugal”

Picote: Arquitetura do “Moderno Escondido” é finalista regional das “Novas 7 Maravilhas de Portugal”

O conjunto patrimonial arquitetónico do “Moderno Escondido”, em Picote, foi uma candidaturas mais votadas na semifinal regional do concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, o que leva este complexo da Barragem de Picote, para a Final Regional Norte, agendada para 8 de agosto, em Amarante.

A semifinal realizou-se a 13 de junho, na vila raiana de Monção, no Alto Minho, estando a concurso 21 patrimónios da região Norte, distribuídos por sete categorias: Castelos; Grandes Obras; História; Religião; Século XX; Século XXI; e Turismo.

Na categoria Século XX, o “Moderno Escondido” edificado no Barrocal do Douro (Picote) foi a concurso com o Mercado do Bolhão, no Porto; e o Parque Termal das Pedras Salgadas, em Vila Pouca de Aguiar.

O Conjunto Classificado da Barragem de Picote constitui um marco da arquitetura e engenharia do século XX, em Portugal, sendo reconhecido não apenas pela sua função energética, mas também pelo seu valor estético, urbanístico e cultural.

O conjunto arquitetónico do Moderno Escondido, no Barrocal do Douro (Picote) resulta do trabalho dos arquitetos J. Archer, Nunes de Almeida e R. Ramos, formados na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.
A construção do Moderno Escondido iniciou-se no contexto do Primeiro Plano de Fomento (1953-1958), que definiu como prioridade o aumento da produção de energia hidroelétrica em Portugal.

Na década de 1950, a Terra de Miranda era uma das regiões mais isoladas e menos desenvolvidas do país. Foi necessário criar infraestruturas modernas de produção energética e condições atrativas para acolher uma nova comunidade, dando origem a um notável conjunto arquitetónico e urbanístico que permanece como um dos mais relevantes testemunhos do modernismo português.

No âmbito do concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, o processo de votação na candidatura do Moderno Escondido – Picote, decorreu através de chamada telefónica para o númer 761 207 015 (custo chamada 1€ + IVA) e também por via digital através da aplicação TVI Pass.

O presidente da freguesia de Picote, Jorge Lourenço expressou enorme alegria e gratidão pela seleção da candidatura de Picote para a final regional Norte, agendada para 8 de agosto, em Amarante.

“Este resultado representa um importante reconhecimento do valor patrimonial, arquitetónico, urbanístico e paisagístico de Picote e de um legado singular que marcou a história do século XX, em Portugal”, escreve em comunicado, o autarca picotês.

De acordo com Jorge Lourenço, a seleção da candidatura do conjunto patrimonial do “Moderno Escondido deve-se ao apoio das entidades que divulgaram a candidatura, “do público que votou e incentivou familiares, amigos e colegas a fazer o mesmo” e por isso, o autarca agradece o empenho de todos.

“A candidatura segue agora para uma nova etapa, a Final Regional Norte das Novas 7 Maravilhas de Portugal, que vai realizar-se a 8 de agosto, em Amarante. Estamos também a um passo da Final Nacional, agendada para setembro. Com a candidatura do Moderno Escondido temos a oportunidade de mostrar a todo o país, a riqueza e singularidade de um património que é motivo de orgulho para Picote, para Miranda do Douro e para toda a região da Terra de Miranda e do nordeste transmontano”, salienta o autarca de Picote.

O projeto “Novas 7 Maravilhas de Portugal®” é uma iniciativa de âmbito nacional, que ocorre 20 anos após o primeiro concurso das “7 Maravilhas de Portugal®” . Este novo concurso pretende dar aos portugueses a oportunidade de eleger, por voto popular, os exemplos mais notáveis do património construído em Portugal.

“Apelamos à participação do público, através do voto e da assistência aos programas televisivos, porque são os portugueses que têm o poder de escolher a valorizar aquilo que de melhor existe no nosso país”, apelou o presidente do concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, Luís Segadães.

O concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal” tem por finalidade valorizar o património construído e mobilizar os portugueses em torno da identidade cultural e histórica do país.

A Gala Final Nacional que vai eleger as “Novas 7 Maravilhas de Portugal” está agendada para 12 de setembro de 2026, num programa televisivo transmitido pela TVI, em horário nobre.

HA

Vimioso: Festa da Alegria reuniu 700 pessoas do concelho

Vimioso: Festa da Alegria reuniu 700 pessoas do concelho

No Domingo, dia 14 de junho, o pavilhão multiusos, em Vimioso, voltou a ser o local da Festa da Alegria, o encontro intergeracional que este ano reuniu 700 pessoas, vindas das 10 freguesias e das sete instituições de solidariedade social (IPSS’s) do concelho, para um dia de encontro e de convívio.

Em Vimioso, a Festa da Alegria iniciou-se com o acolhimento aos avós e netos, vindos das 10 freguesias e das sete Instituições de Solidariedade Social (IPSS’s) existentes no concelho: Santa Casa de Misericórdia de Algoso; Santa Casa da Misericórdia de Santulhão, Santa Casa da Misericórdia de Vimioso; Lar de São Pedro, em Avelanoso; Lar de Santa Eulália, em Pinelo; e o Lar de Nossa Senhora das Graças, em Carção; e Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora das Dores, em Argozelo.

No acolhimento, o presidente do município de Vimioso, António Santos, indicou que o encontro intergeracional reuniu 700 pessoas, de várias idades (jovens e adultos) do concelho.

“Para além do cuidado e carinho que devemos dar às pessoas idosas, a Festa da Alegria visa reunir as populações, jovens e adultos, das várias freguesias e instituições do concelho. Perante o desafio da baixa densidade populacional do nosso concelho estes encontros propiciam o convívio e a socialização, tão necessários sobretudo nas nossas aldeias, onde por vezes, se vive o isolamento e a solidão”, justificou o autarca vimiosense.

Entre os presidentes de freguesias, Manuel Emílio João, autarca de Vilar Seco, onde vivem permanentemente uma centena de pessoas, acompanhou 18 fregueses à Festa da Alegria, em Vimioso e sublinhou a urgência em agir contra a solidão das pessoas.

“Inicialmente, as pessoas idosas de Vilar Seco tinham alguma relutância em participar neste encontro anual, mas depois verificaram que é uma oportunidade de reencontrar pessoas amigas de outras localidades, o que as motiva a participar todos os anos. Nas nossas aldeias, as pessoas idosas vivem muito sozinhas pelo que iniciativas como esta Festa da Alegria são muito necessárias”, disse.

Numa análise à atual situação demográfica e socioeconómica de Vilar Seco, o autarca local, referiu que nesta aldeia existe uma serralharia, uma carpintaria e quatro explorações pecuárias, o que permite criar postos de trabalho e fixar pessoas.

“Atualmente, é graças às famílias dos jovens agricultores que em Vilar Seco há 12 crianças a viver na aldeia”, referiu.

No concelho de Vimiioso, a aldeia de Vilar Seco não dispõe de lar de idosos pelo que o município e a freguesia eleboraram um projeto para a futura construção de um centro comunitário, onde a população local possa conviver e usufruir de alguns serviços como o centro de dia, almoço e lavandaria.

O presidente da freguesia de Carção, Daniel Ramos, também destacou que a Festa da Alegria proporciona o reencontro e o convívio entre as pessoas das várias freguesias do concelho de Vimioso.

“A Festa da Alegria é um dia diferente em que as pessoas idosas do nosso concelho têm a oportunidade de sair da rotina e reecontrar pessoas amigas de outras localidades. O programa da Festa da Alegria também lhes oferece a possibilidade de participar na eucaristia e reviver tradições como a música tradicional e as danças dos pauliteiros e do rancho folclórico de Vimioso”, disse o autarca carçoneiro.

Da aldeia de Carção, este ano participaram na Festa da Alegria 40 pessoas, algumas que vivem no lar do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora das Graças.

“A existência do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora das Graças, em Carção, é uma mais valia para a aldeia, dado o acompanhamento próximo que presta aos nossos idosos. Para além disso, esta institutição social também cria postos de trabalho na aldeia o que é um importante contributo para o repovoamento”, indicou.

A diretora técnica da Santa Casa da Misericórdia de Santulhão, Jacinta Lopes, acompanhou 17 utentes à Festa da Alegria, em Vimioso e realçou os benefícios desta atividade para as pessoas idosas.

“A Festa da Alegria é uma oportunidade das pessoas idosas sairem da instituição, para reencontrarem e conviverem com outras pessoas do concelho de Vimioso. Todos os anos, esta festa é motivo de grande expetativa e alegria para os utentes. No lar em Santulhão, há inclusivé, pessoas que tomam a inciativa de cuidar mais da sua higiéne pessoal e vestirem-se melhor para participar na Festa da Alegria!”, disse a diretora técnica.

Em Vimioso, o programa da Festa da Alegria prosseguiu na manhã de Domingo, com a celebração da eucaristia dominical. Após a celebração religiosa, seguiu-se um almoço convívio no pavilhão multiusos. Durante a tarde, as centenas de pessoas das várias freguesias do concelho de Vimioso assistiram às danças dos pauliteiros mirandeses de Palaçoulo e à atuação do rancho folclórico de Vimioso.

Em Vimioso, a Festa da Alegria é uma iniciativa anual do município, que conta com as colaborações da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), da Unidade Pastoral de Nossa Senhora da Visitação, das IPSS’s e das Freguesias do concelho.

HA

Verão: Época balnear iniciou-se em 121 praias costeiras e fluviais do Norte

Verão: Época balnear iniciou-se em 121 praias costeiras e fluviais do Norte

Iniciou-se a 13 de junho, a época balnear em 121 praias da região Norte de Portugal e a bandeira azul está presente em 73 praias costeiras e outras dez praias fluviais.

Matosinhos e Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, ambas com 19 bandeiras azuis, são os concelhos que concentram em 2026 um maior número de galardões, de acordo com a Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE).

Segue-se Viana do Castelo, com 13 locais galardoados, mais duas do que em 2025, enquanto Póvoa de Varzim mantém oito e Vila do Conde cinco.

O Porto tem quatro praias galardoadas, Caminha tem três zonas costeiras e uma praia fluvial e Espinho tem três bandeiras azuis, segundo a informação disponibilizada pela ABAAE no ‘site’ da internet.

Na lista de praias fluviais com bandeira azul estão ainda dois locais em Braga (Adaúfe e Ponte do Bico), um em Fafe e um em Vila Verde (distrito de Braga), quatro em Macedo de Cavaleiros (distrito de Bragança) e um em Freixo de Espada à Cinta (Bragança).

Quanto às águas balneares identificadas a Norte, são 121 em 2026, de acordo com a portaria do Governo publicada no Diário da República de 30 de abril.

Este documento define todos os anos a duração da época balnear que, este ano, a Norte, é de 13 de junho a 13 de setembro.

A exceção vai para as praias de Espinho (distrito de Aveiro), onde a época balnear começou a 01 de junho, terminando a 20 de setembro, e para Pedras Ruivas, no concelho de Caminha (Viana do Castelo), que começa a 27 de junho.

Em 2025, a época balnear arrancou a 14 de junho, em 127 praias do Norte, com a bandeira azul a estar presente em 84 praias: 75 em zonas costeiras e nove praias fluviais, com seis saídas do galardão a assinalar relativamente a 2024.

Portugal conta este ano com 438 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul, menos seis que em 2024, distribuídas por 100 concelhos, destacando-se o município da Sertã, que se candidatou pela primeira vez, anunciou a Associação Bandeira Azul a 30 de abril.

De acordo com o presidente da Associação Bandeira Azul da Europa este ano, em todo o país, vão ser hasteadas bandeiras azuis em 396 praias – 350 costeiras e 46 interiores.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Ambiente: Eólicas asseguram 25,4% do consumo energético em Portugal – estudo

Ambiente: Eólicas asseguram 25,4% do consumo energético em Portugal – estudo

Em 2025, a energia eólica assegurou 25,4% do consumo de eletricidade em Portugal continental, mas as metas definidas para 2030 exigem maior ambição e aceleração de novos projetos, segundo um estudo.

O relatório “Parques Eólicos em Portugal”, elaborado pelo INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial – em parceria com a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), divulgado hoje no Dia Mundial do Vento aponta para uma produção eólica de 13,5 terawatts-hora (TWh), face a um consumo total de eletricidade de 53,1 TWh em Portugal continental.

Tendo em conta que o Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC 2030) prevê uma capacidade geradora de 10,4 gigawatts (GW) de eólica em terra (‘onshore’) e a concretização de 2 GW de eólica no mar (‘offshore’) até 2030, o estudo considera que este conjunto de metas é “muito ambicioso e exigente”.

Nesse sentido, defende que a sua concretização depende de uma “estreita colaboração entre os agentes públicos e privados”, que permita acelerar o desenvolvimento de novos projetos.

A coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, Susana Serôdio, afirmou que “efetivamente nos últimos anos tem havido aqui uma estagnação da energia eólica” e que esta fonte “não tem acompanhado o que seria expectável face ao que está no PNEC2030”.

“O primeiro [fator], claramente, é a questão do licenciamento e a falta de visibilidade de prazos, dificuldades em algumas áreas de avaliação de impacto ambiental, mas também claramente questões das condições do mercado atual e também de rede”, disse.

De acordo com o mesmo estudo, após um período de crescimento, 2025 evidenciou uma “nova estagnação da capacidade adicional instalada em Portugal”.

Em 2025, encontravam-se mapeados 446,8 megawatts (MW) de potência em fase de construção, dos quais cerca de 80% correspondem a novos projetos, incluindo os parques de Tâmega Norte, com 194,4 MW, e Tâmega Sul, com 79,2 MW.

A maioria destes novos projetos está, contudo, associada a hibridizações, isto é, à combinação de um projeto eólico com outro projeto renovável já existente, como hídrico ou solar, aproveitando pontos de rede já disponíveis.

Os projetos de reequipamento (‘repowering’), que consistem na substituição ou modernização de equipamentos existentes por outros mais eficientes, representam 14% da potência em construção, enquanto os restantes 6% dizem respeito a sobreequipamento, ou seja, à instalação de uma potência de geração superior à capacidade de injeção.

Com 6 GW de capacidade instalada acumulada, Portugal mantém-se no ‘top 10’ europeu da capacidade eólica, num ranking liderado pela Alemanha, com 77,7 GW, e por Espanha, com 33,2 GW.

Em termos geográficos, Viseu mantém-se como o distrito com maior potência eólica instalada em território nacional, com 1.231,1 MW ligados à rede, seguido de Coimbra, com 745,7 MW, Vila Real, com 696,3 MW, e Guarda, com 653,2 MW.

Évora continua a ser o único distrito de Portugal continental sem qualquer aerogerador instalado.

As regiões autónomas concentram um total de 106,4 MW operacionais, repartidos entre 63,8 MW na Madeira e 42,6 MW nos Açores.

Questionada sobre o crescimento futuro em terra, Susana Serôdio defendeu que “o futuro passa pelo reequipamento”, mas ressalvou que “existe, efetivamente, ainda margem para crescer em terra”.

A responsável acrescentou que a hibridização com solar está a ganhar relevância, devido à queda dos preços nas horas de maior produção fotovoltaica.

“À hora de produção solar, efetivamente, os preços são muito baixos e a rentabilidade dos projetos começa a ser muito pequena. E, se hibridizarem com o eólico, geram aqui outro potencial ao projeto”, afirmou.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Ensino: Novo regime de bolsas penaliza instituições do interior – Politécnicos 

Ensino: Novo regime de bolsas penaliza instituições do interior – Politécnicos

Os presidentes dos institutos politécnicos manifestaram-se contra a proposta do Governo, para o novo regulamento das bolsas e apelaram à tutela para que repense as regras, alertando que as instituições do interior são as mais prejudicadas.

A posição foi enviada esta semana ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) e o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) justificou o parecer negativo.

“Quando temos uma proposta de alteração legislativa que, em grande medida, acaba com o único fator de diferenciação positiva que havia para estudar no interior e, paralelamente, estes territórios são aqueles onde o valor da bolsa reduz, está tudo dito”, lamentou Luís Loures.

O novo modelo de ação social, que entrará em vigor já a partir do ano letivo 2026/2027, prevê que o cálculo do valor da bolsa passará a considerar o custo médio de estudar no ensino superior e o rendimento que as famílias podem disponibilizar ao estudante.

Depois de apresentar o modelo de ação social em maio, o MECI solicitou aos representantes da comunidade académica contributos em relação à proposta para o regulamento de atribuição de bolsas de estudo.

Da parte do CCISP, os presidentes dos politécnicos reconhecem o mérito dos objetivos relacionados com o reforço da justiça social e a progressividade dos apoios, mas identificam “fragilidades muito significativas” que prejudicam, em particular, as instituições localizadas no interior do país.

Desde logo, o conselho critica a revogação do programa +Superior, que visava apoiar a frequência do ensino superior em regiões do país com menor procura e menor pressão demográfica por estudantes carenciados de outras regiões.

Ao contrário do entendimento do Governo, os presidentes dos politécnicos consideram tratar-se de um programa relevante que falhava, no entanto, os objetivos por estar mal desenhado.

“Estávamos à espera que a tutela reformulasse o incentivo, não que o eliminasse”, afirmou Luís Loures, referindo, como exemplo de um dos defeitos do programa, que os alunos não sabiam, no momento da candidatura, se teriam ou não acesso à bolsa de mobilidade.

No parecer enviado à tutela, o CCISP comparou o valor das bolsas à luz das regras atuais e do novo modelo de ação social, e concluiu que os cenários de redução verificam-se sobretudo em zonas como Portalegre, Beja, Tomar, Castelo Branco e Bragança.

“Reduz porque se introduz este efeito subjacente de custo de vida real”, explicou o presidente do CCISP, argumentando que a ação social deve subsidiar não o custo de vida global, mas apenas “os custos efetivos de estudar”.

Entendem, por isso, que o único custo que deveria ser considerado de forma diferenciada, tendo em conta os diferentes contextos geográficos, é o custo de alojamento que, à luz do regime atual, já é apoiado através do complemento de alojamento.

Outra das alterações criticadas pelo CCISP diz respeito ao estatuto de estudante deslocado, que passa a ser exclusivo aos estudantes que residem a, pelo menos, 50 quilómetros, em linha reta, da universidade.

De acordo com regime jurídico em vigor, a atribuição do estatuto de deslocado “depende da inexistência, permanente ou sazonal, de transportes públicos entre a localidade da sua residência e a localidade onde frequenta o curso em que está inscrito ou da incompatibilidade de horários”.

“O que interessa é se o aluno consegue ou não deslocar-se da sua área de residência para a universidade e voltar a casa, não é se está a mais ou menos de 50 quilómetros, porque temos situações de alunos que vivem a 45 quilómetros, mas por rede viária estão a 70 ou 80 quilómetros da universidade, e outros que vivem a 55 em linha reta e por estrada só estão a 58”, justificou.

Perante as críticas apontadas, o CCISP apela ao Governo para que reveja a proposta e defende que não há condições para que as novas regras entrem em vigor já no próximo ano letivo, uma vez que os estudantes estão a pouco mais de um mês de realizar a candidatura ao ensino superior.

“Espero que o senhor ministro, depois do parecer que foi enviado, nos convoque para podermos debater e chegar a uma solução que seja de consenso”, concluiu.

Fonte: Lusa | Imagens: IPB

 

São precisos trabalhadores para a seara que é grande

XI Domingo do Tempo Comum – Ano A

São precisos trabalhadores para a seara que é grande

Ex 19, 2-6a / Slm 99 (100), 2.3.5 / Rom 5, 6-11 / Mt 9, 36 – 10, 8

«Recebestes de graça, dai de graça»: lê-se no Evangelho de São Mateus. É-nos feito um pedido no presente (dar de graça), com base em algo que aconteceu no passado (recebemos de graça).

O sentido da pertinência do pedido requer, então, viva consciência do benefício recebido no passado. Deus diz: «Vistes o que Eu fiz ao Egito, como vos transportei sobre asas de águia e vos trouxe até mim» (Êxodo). É um benefício que legitima a expectativa que Deus tem a respeito daqueles a quem ele foi concedido. Por isso, Deus exprime-a: «Se ouvirdes a minha voz, se guardardes a minha aliança…».

Deus espera que o povo, que foi libertado, o escute e lhe seja fiel. Atribui ao povo um estatuto diferenciador: «sereis minha propriedade especial entre todos os povos». Mas é um estatuto que comporta uma responsabilidade: ser perante os outros aquilo que Deus quer que se seja.

Na verdade, Deus espera poder contar connosco na sequência do que já investiu em nós: «Cristo morreu por nós»; «fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho» (Carta aos Romanos). E conta connosco em virtude do que sente pelas pessoas que tem à sua frente. «Jesus, ao ver as multidões, encheu- -se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas» (São Mateus)

São precisos trabalhadores para a seara que é grande. São precisos mãos e pés, inteligência e coração, ganas e músculos, para o muito que há para fazer. Tem de se enfrentar o que apoquenta e desgasta as pessoas: «proclamai que está perto o reino dos Céus». Tem de se acompanhá-las oferecendo cuidado e orientação: ser «pastor». É uma palavra que adquire especial significado no contexto atual de confusão de valores e escassez de razões de viver. Ser pastor implica abrir perspetivas, apontar caminhos, dar alento. Jesus iniciou isso. Depois, vieram os doze apóstolos. Agora, é a nossa vez.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Vimioso: Piscinas municipais abrem a 13 de junho

Vimioso: Piscinas municipais abrem a 13 de junho

Em Vimioso, as piscinas municipais abrem ao público, este sábado, dia 13 de junho, com entrada gratuita durante o fim-de-semana, das 14 às 19h00, informa o município através das redes sociais.

Com o final do ano letivo e a previsão da subida de temperatura no fim-de-semana de 13 e 14 de junho, o município de Vimioso decidiu antecipar a abertura das piscinas municipais.

As atividades aquáticas são uma das principais ocupações dos tempos livres das crianças e jovens do concelho e integram o programa das Férias Desportivas, promovidas pelo município.

Na vila de Vimioso, as piscinas municipais mantêm-se abertas ao público nos meses de junho, julho, agosto e setembro.

HA

Vimioso: Digitalização do acervo do Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso

Vimioso: Digitalização do acervo do Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso

O acervo existente no Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso vai ser objeto de digitalização e de registo audiovisual, no âmbito do projeto “MUVIP – Entre Memórias e Pixéis, um Museu para o séc. XXI”, uma iniciativa do Município de Vimioso e do MORE CoLAB – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação.

Em comunicado, o município de Vimioso informa que o projeto é financiado pelo Programa Operacional Norte2030, no âmbito da Digitalização de Património Cultural e Coleções em Rede, com um investimento global aprovado de 141 566,85 €.

“Mais do que modernizar equipamentos, o MUVIP pretende organizar, estudar e tornar acessível um acervo que nasceu da relação profunda entre as pessoas e o seu território”, esclarece o município vimiosense.

O município de Vimioso acrescenta que nos próximos meses, para além da digitalização de documentos, vão ser realizados registos audiovisuais e a recolha de materiais que complementam a coleção, para no final criar uma exposição permanente.

“O projeto MUVIP representa um passo estruturante para o Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso, permitindo preservar e divulgar a memória do concelho, através de ferramentas digitais contemporâneas, reforçando o papel do museu enquanto espaço de conhecimento, participação comunitária e desenvolvimento cultural”, justificou a vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Cristina Miguel.

HA | Imagem: Flickr

Igreja: Festa de Santo António evoca figura de referência para o pensamento cristão

Igreja: Festa de Santo António evoca figura de referência para o pensamento cristão

A Igreja Católica celebra anualmente, a 13 de junho, a festa litúrgica de Santo António, padroeiro da cidade de Lisboa, onde nasceu em 1195, numa casa situada a poucos metros da Catedral.

Na Itália, destacou-se como pregador e primeiro professor de Teologia da recém-criada Ordem Franciscana; faleceu em 1231 e foi sepultado em Pádua, Itália, tendo a sua fama de santidade levado o Papa Gregório IX a canonizá-lo, a 30 de maio de 1232.

Pio XII proclamou-o como “doutor da igreja universal”, com o título de ‘Doctor Evangelicus’ (Doutor Evangélico); é, assim, um dos 37 doutores da Igrejas, figuras reconhecidas como exemplo de “santidade de vida, ortodoxia doutrinal e ciência sagrada”.

A proclamação aconteceu através da carta apostólica ‘Exulta, Lusitania Felix’ (Alegra-te, ó feliz Lusitânia), com data de 16 de janeiro de 1946, na qual o Papa evoca um religioso “brilhante pela santidade da vida e pela insigne fama dos milagres”, bem como “pelo esplendor da doutrina”.

O documento apresenta uma síntese do seu percurso de vida, iniciado em Portugal, onde integrou os Cónegos Regulares de Santo Agostinho; em setembro de 1220, Fernando deixou os agostinianos para integrar a ordem dos franciscanos, onde assumiu o nome de António, pelo qual é hoje conhecido, a nível global.

O jovem religioso vestiu o hábito franciscano, com o desejo de ser missionário em Marrocos, onde viria a adoecer, tendo de deixar o país; depois de uma tempestade, desembarcou na Itália e a conheceu o próprio São Francisco, que lhe confiou a missão de ensinar Teologia aos seus frades.

“António cumpriu fielmente o ofício do magistério, e deve considerar-se o primeiro professor da Ordem Franciscana. Ensinou primeiro em Bolonha, então primeira sede dos estudos; depois em Toulouse e, finalmente, em Montpellier, onde igualmente floresciam os estudos”, recordava Pio XII.

A carta apostólica destaca a qualidade do pensamento teológica de Santo António, “exegeta peritíssimo na interpretação das Sagradas Escrituras e teólogo exímio na definição das verdades dogmáticas, bem como o insigne doutor e mestre em tratar as questões de ascética e de mística”.

O texto cita a Carta ‘Apostólica Immensa’, do Papa Sisto IV (12 de março de 1472), no qual se referia que Santo António, com a sua “profunda sabedoria e doutrina das coisas santas e com a sua fervorosíssima pregação, ilustrou, adornou e consolidou” a Igreja Católica.

A admiração de vários pontífices pelo santo português prolongou-se ao longo dos séculos.

“António, sem distinção de raças ou de nações, a todos abençoava no âmbito da sua atividade apostólica: portugueses, africanos, italianos e franceses, a todos, enfim, a quem reconhecesse necessitados do ensinamento católico”, indica a carta apostólica.

Em 2020, por ocasião dos 800 anos da vocação franciscana do santo português, o Papa Francisco convidou os católicos a imitar a vida de Santo António, destacando a “inquietação que o levou pelas estradas do mundo a testemunhar, com palavras e obras, o amor de Deus”.

A carta, enviada ao ministro-geral da Ordem dos Frades Menores Conventuais, destacava o exemplo do religioso português perante “as dificuldades das famílias, os pobres e desfavorecidos”, bem como a “paixão pela verdade e justiça”.

Conhecido como o santo casamenteiro e das coisas perdidas, há ainda outra tradição ligada a este santo popular, o “pão de Santo António”, como símbolo de proteção e bênção, que se guarda de um ano para o outro, para que não falte o pão na mesa.

Dos Sermões de Santo António de Lisboa, presbítero
(I, 226) (Sec. XIII)


A linguagem é viva, quando falam as obras

Quem está cheio do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, como a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falamo-las, quando mostramos aos outros estas virtudes na nossa vida. A linguagem é viva, quando falam as obras. Cessem, portanto, as palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios, mas de obras vazios; por este motivo nos amaldiçoa o Senhor, como amaldiçoou a figueira em que não encontrou fruto, mas somente folhas. Diz São Gregório: «Há uma norma para o pregador: que faça aquilo que prega». Em vão pregará os ensinamentos da lei, se destrói a doutrina com as obras.

Mas os Apóstolos falavam conforme a linguagem que o Espírito Santo lhes concedia. Feliz de quem fala conforme o Espírito Santo lhe inspira e não conforme o que lhe parece!
Há alguns que falam movidos pelo próprio espírito e, usando as palavras dos outros, apresentam-nas como próprias, atribuindo-as a si mesmos. Desses e de outros como eles, fala o Senhor pelo profeta Jeremias: Eis-Me contra os profetas que roubam uns aos outros as minhas palavras. Eis-Me contra os profetas, oráculo do Senhor, que forjam a sua linguagem para proferir oráculos. Eis-Me contra os profetas que profetizam sonhos mentirosos – oráculo do Senhor – e, contando-os, seduzem o povo com mentiras e jactância, não os tendo Eu enviado nem dado ordem alguma a esses que não são de nenhuma utilidade para este povo – oráculo do Senhor.

Falemos, por conseguinte, conforme a linguagem que o Espírito Santo nos conceder; e peçamos-lhe, humilde e devotamente, que derrame sobre nós a sua graça, para que possamos celebrar o dia de Pentecostes com a perfeição dos cinco sentidos e a observância do decálogo, nos reanimemos com o forte vento da contrição e nos inflamemos com essas línguas de fogo que são os louvores de Deus, a fim de que, inflamados e iluminados nos esplendores da santidade, mereçamos ver a Deus trino e uno.

Fonte e foto: Ecclesia

Meteorologia: Fim-de-semana com subida da temperatura

Meteorologia: Fim-de-semana com subida da temperatura

No fim-de-semana de 12, 13 e 14 de junho, prevê-se um aumento da temperatura em Portugal continental, com a temperatura a atingir os 34º celsius no distrito de Bragança, o que agrava o risco de incêndios rurais, avisa o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.

Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas para os próximos dias tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.

Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores e evitar o uso de grades de discos.

Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.

Até sábado, dia 13 de junho, Portugal continental vai registar temperaturas elevadas, com valores da temperatura máxima variar entre 30 e 37 graus Celsius, podendo variar entre 38 e 40 graus em alguns locais do Alentejo, Ribatejo e vale do rio Douro.

Em perigo máximo de incêndio estão mais de 160 concelhos do Porto, Aveiro, Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal e Faro apresentam perigo muito elevado e elevado de incêndio.

O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até Domingo, 14 de junho, devido ao tempo quente.

Na faixa costeira ocidental, os valores mais elevados da temperatura máxima deverão registar-se a 12 de junho e na costa sul do Algarve, os valores da temperatura máxima serão ligeiramente inferiores a 30 graus.

No que diz respeito à temperatura mínima, estão previstos valores de 20 graus (noites tropicais), ou ligeiramente superiores, em muitos locais.

De acordo com o IPMA, o vento tenderá a ser pouco intenso, com exceção do Algarve e terras altas, pelo que pode contribuir para um maior desconforto térmico em termos da temperatura sentida.

Por causa do tempo quente, o IPMA emitiu aviso amarelo para todos os distritos de Portugal continental, até às 21:00 de sábado, 13 de junho.

O IPMA emitiu também aviso amarelo para o distrito de Faro, por causa da agitação marítima forte, até às 12:00 de sábado.

Nos dias 14 e 15 de junho, está prevista uma descida acentuada dos valores da temperatura máxima, nomeadamente no litoral oeste, devido a uma maior influência de uma massa de ar mais fresco vinda de oeste, segundo o IPMA.

Fonte e imagem: IPMA