Campo de Víboras: Feira homenageou os tendeiros

Campo de Víboras: Feira homenageou os tendeiros

No Campo de Víboras, a I Feira dos Tendeiros e Lavradores culminou na tarde de Domingo, dia 3 de maio, com uma palestra sobre a história dos tendeiros, os homens e mulheres que dedicaram as suas vidas ao comércio ambulante de tecidos, colchas, cobertores, bordados e outros artigos, em todo o país.

Na palestra dedicada à história dos tendeiros, o investigador, José Augusto Heleno da Fonseca, também ele natural de Campo de Víboras, descreveu os seus conterrâneos como “um povo audaz, resiliente e capaz de enfrentar os maiores desafios para conseguir os seus objetivos”.

Segundo o historiador, esta vocação comercial dos habitantes de Campo de Víboras remonta à origem judaica, mais precisamente aos judeus provenientes de Espanha, aquando da expulsão em 1492.

Alguns dos 80 mil judeus expulsos de Espanha, instalaram-se em Vimioso, Carção, Argozelo e Campo de Víboras.

“Os judeus eram conhecidos pelo grande potencial empreendedor e comercial, sendo excelentes artesãos e mercadores. No tempo em que as acessibilidades eram difíceis, com poucas e rudimentares estradas, o percurso destes mercadores ambulantes era feito através de caminhos escabrosos e da travessia de rios e ribeiras sem pontes. O transporte das mercadorias eram feito com os animais, burros, machos e cavalos”, descreveu.

Os comerciantes de Campo de Víboras vendiam uma variedade de tecidos: algodão, lá, linho, seda e cânhamo. Com o avançar dos tempos, os tendeiros começaram a vender peças de vestuário, pronto a vestir como aventais, batas, saias, blusas, calças e camisas confeccionados pelos alfaiatas e costureiras locais,

José Augusto Heleno da Fonseca indicou que os tendeiros de Campo de Víboras distribuiam-se geograficamente pelos vários concelhos da região, evitando a concorrência.

“Começaram pela venda porta-a-porta, pelas aldeias mais próximas e iam alargando o negócio com um leque mais diversificado de artigos e a maiores distâncias até chegarem ao mercado das feiras regionais. A mercadoria consistia em peças de riscado, cotim, popelina, chita, lã e flanela, que eram vendidas ao metro; colchas e cobertores, camas de roupa, toalhas de mesa e de banho; rendas, bordados e até retrosaria”, contou.

No Campo de Víboras, a atividade comercial foi transmitida de pais para filhos, durante gerações, até finais do século XX.

“Durante 500 anos, desde os mercadores ou tendeiros percorreram aldeias, vilas e cidades na sua atividade comercial. No século XX, a invenção do automóvel veio facilitar o transporte das mercadorias e a deslocação dos tendeiros para outras regiões do país. Simultaneamente, os automóveis permitiram às próprias populaçóes deslocarem-se às vilas e cidades à procura dos bens essenciais, como o vestuário, o que provocou mudanças nas trocas comerciais e na relação que até então haviam estabelecido com os tendeiros”, concluiu.

A palestra “A origem dos tendeiros” foi uma das atividades da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, que decorreu no fim-de-semana de 2 e 3 de maio. A palestra contou ainda com a participação de várias pessoas naturais de Campo de Víboras, que deram o seu testemunho de vida sobre a atividade profissional na venda ambulante de artigos.

No final do encontro, o historiador José Augusto Heleno da Fonseca, a vice-presidente do município de Vimioso, Cristina Miguel e o representante da União de Freguesias, Nuno Afonso comunicaram a intenção de construir um monumento de homenagem aos tendeiros, no Campo de Víboras.

HA

Campo de Víboras: I Feira dos Tendeiros e Lavradores deu vida à aldeia

Campo de Víboras: I Feira dos Tendeiros e Lavradores deu vida à aldeia

No fim-de-semana de 2 e 3 de maio, a aldeia de Campo de Víboras organizou a I Feira dos Tendeiros e Lavradores, um certame que visa homenagear estas duas antigas profissões e simultaneamente trazer gente à localidade através da comercialização de produtos regionais e da divulgação das tradições.

Na inauguração da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, o presidente do município de Vimioso, António Santos, felicitou a coragem e o trabalho desenvolvido por Nuno Santos, representante de Campo de Víboras na União de Freguesias, para iniciar este certame na localidade.

“Aquando da campanha eleitoral assumimos o compromisso de continuar a investir na promoção dos produtos locais e tradições, através da organização de feiras temáticas nas várias localidades do concelho de Vimioso. Felicito, por isso, o Nuno Santos, pela coragem e o trabalho desenvolvido para iniciar a I Feira dos Tendeiros e Lavradores, aqui no Campo de Víboras”, disse António Santos.

O autarca vimiosense acrescentou que o atual executivo pretende criar novos certames nas localidades do concelho, que já foram sede de freguesias, como são os casos de Matela, Campo de Víboras, Vale de Frades e Uva.

“As feiras anuais nas várias localidades do concelho de Vimioso são uma oportunidade para produtores, artesãos e comerciantes mostrarem e comercializarem os seus produtos e artigos. Simultaneamente, estes certames são também um incentivo para que mais pessoas, em particular os jovens, decidam fixar-se no concelho, dedicando-se a atividades como a agricultura, a pecuária, o artesanato ou o comércio”, justificou o autarca vimiosense.

O presidente do Município de Vimioso, António Santos, destacou ainda o sucesso que estes eventos têm na socialização. “Perante o problema do despovoamento e o isolamento das populações, estas feiras são verdadeiros locais de encontro, de convívio e confraternização entre pessoas de toda a região envolvente”, realçou, António Santos.

Por sua vez, o representante de Campo de Víboras na União de Freguesias, Nuno Santos, expressou grande satisfação pela bem-sucedida organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores.

“Estou muito contente porque foi o primeiro ano que organizámos este evento na aldeia de Campo de Víboras e fiquei surpreendido com a grande afluência de público, quer a população local, quer visitantes de outras localidades do concelho e da região. Para este sucesso, agradeço a participação dos vários produtores, artesãos, comerciantes, associações e comissão de festas”, disse o representante da freguesia.

Entre as várias atividades que animaram a I Feira dos Tendeiros e Lavradores, Nuno Santos, destacou a palestra dedicada à história dos tendeiros.

“A história das gentes do Campo de Víboras está ligada ao comércio itinerante, uma atividade e um saber que foram transmitidos de geração em geração. Por isso, a palestra que organizámos na tarde de Domingo, com a exposição de um resenha histórica por José Heleno da Fonseca e os testemunhos de várias pessoas, foram uma homenagem a todos os que trabalharam arduamente e elevaram o nome da nossa aldeia”, disse.

No decorrer da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, a população de Campo de Víboras mostrou-se agradada com o certame e a afluência de público à aldeia. O agricultor, António Padrão, recordou as dificuldades sentidas pela população local em viver nesta localidade, dada falta de oportunidades de trabalho, o que levou ao êxodo de muitos conterrâneos para outras regiões do país e do estrangeiro.

“Para nós, camponeses, a organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores é uma homenagem aos homens e mulheres que tiveram de trabalhar muito, quer no comércio itinerante, quer na lavoura como é o meu caso. Para quem vive todo o ano, no Campo de Víboras, é uma alegria imensa ver nascer esta feira e receber a visita de tantas pessoas. Como agricultor, este certame é uma oportunidade para mostrar o azeite, a amêndoa, a cortiça, o mel e outros produtos”, disse.

Por sua vez, Pedro Santos, veio de Lisboa, com a família para gozarem uma semana de férias na terra natal, Campo de Víboras. Nesta estadia, Pedro Santos, teve a oportunidade de colaborar na organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores e elogiou a iniciativa da freguesia.

“A organização desta feira é uma ótima iniciativa da freguesia de Campo de Víboras e do município de Vimioso. Fiquei tão feliz por ver o envolvimento e a adesão das pessoas à feira, que enviei fotografias do evento para amigos que vivem noutras localidades do país, para que no próximo ano não percam a oportunidade de participar nesta original e muto bem-vinda Feira dos Tendeiros e Lavradores”, disse.

No Campo de Víboras, a I Feira dos Tendeiros e Lavradores coincidiu com a principal festa religiosa, dedicada a Nosso Senhor dos Aflitos, que se celebrou no Domingo, dia 3 de maio.

Todos os anos, a festa em honra de Nosso Senhor dos Aflitos motiva o regresso de muitas famílias ao Campo de Víboras. A celebração religiosa inclui a celebração da missa e as procissões pelas ruas da aldeia, ornamentadas de flores.

HA

Campo de Víboras: Meia centena de pessoas subiram ao Marco Geodésico

Campo de Víboras: Meia centena de pessoas subiram ao Marco Geodésico

A I Feira dos Tendeiros e Lavradores, que decorreu no Campo de Víboras, no fim-de-semana de 2 e 3 de maio, iniciou-se com a Caminhada do Marco Geodésico, uma atividade que juntou mais de meia centena de participantes, que ficaram agradados com a beleza das paisagens e o convívio que se estabeleceu entre todos os caminhantes.

A caminhada de sete quilómetros realizou-se na manhã de sábado, num trajeto circular à volta da aldeia de Campo de Víboras, que incluiu uma subida até ao marco geodésico, edificado a cerca de 700 metros de altitude.

Paulo Fernandes, natural do Campo de Víboras, foi um dos participantes na Caminhada do Marco Geodésico e sublinhou a importância do exercício físico, uma atividade indispensável para a saúde e a prevenção de doenças.

“Sou um praticante assíduo de desporto, quer em caminhadas e corridas. Este passeio no Campo de Víboras é uma excelente iniciativa para promover um estilo de vida saudável em todas as idades. Neste tempo de primavera, a caminhada é ainda mais agradável e em grupo torna-se um momento de convívio e boa disposição”, disse.

Questionado sobre a pertinência da organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, em Campo de Víboras, Paulo Fernandes, elogiou a audácia da freguesia em organizar o certame.

“Com a organização desta feira recebemos a visita de público de outras localidades, o que é uma oportunidade de convívio e também de negócios, pois damos a conhecer o que aqui se produz, com destaque para a olivicultura e a produção de azeite”, indicou.

Por sua vez, a jovem, Cláudia Santos, veio do Porto com um grupo de amigos, passar o fim-de-semana prolongado no Campo de Víboras e aproveitaram a estadia para participar na Caminhada do Marco Geodésico.

“Foi um passeio espetacular na natureza e o convívio entre todos os participantes tornou esta atividade ainda mais agradável. Dou os parabéns à freguesia de Campo de Víboras pela organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, um evento que promove produtos, preserva memórias e tradições e traz gente para dar mais vida à aldeia”, destacou a jovem.

Questionada sobre como se convencem pessoas do Porto, a visitar o Campo de Víboras, Cláudia Santos, respondeu que basta falar-lhes das paisagens, da gastronomia e dos vários locais de interesse turístico que existem na região.

Na aldeia de Campo de Víboras, a Caminhada do Marco Geodésico terminou com um almoço convívio, entre todos os caminhantes.

Na tarde de sábado, a I Feira dos Tendeiros e Lavradores prosseguiu, com a inauguração oficial do certame e as lutas de touros mirandeses.

À noite, na feira houve animação musical com o concerto dos “Trasga”.

HA

Portugal: Lei da Nacionalidade

Portugal: Lei da Nacionalidade

O Presidente da República, António José Seguro, promulgou o decreto do parlamento que altera a Lei da Nacionalidade, aprovado por PSD, Chega, IL e CDS-PP, mas desejava que tivesse assentado “num maior consenso”, sem “marcas ideológicas do momento”.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, António José Seguro reafirma o entendimento que expressou enquanto candidato presidencial de que esta matéria deveria “assentar num maior consenso em torno das suas linhas essenciais” distanciando-se de eventuais “marcas ideológicas do momento”.

“Para a tomada de decisão de promulgação do Presidente da República contribuiu a leitura de que os critérios mais exigentes e o aumento dos prazos para a aquisição da nacionalidade não impedem a imprescindível proteção humanitária e a desejável integração das crianças e dos menores nascidos em Portugal, filhos de imigrantes, como estabelecido no quadro jurídico nacional, designadamente o acesso à saúde e à educação”, lê-se na nota.

Este decreto foi aprovado no parlamento em 01 de abril, numa segunda versão, após inconstitucionalidades declaradas pelo Tribunal Constitucional (TC), por PSD, Chega, IL e CDS-PP, com votos contra de PS, Livre, PCP, BE e PAN, e a abstenção do JPP, e seguiu para o Palácio de Belém em 13 de abril. O Presidente da República tinha até hoje para o promulgar ou vetar.

Fonte: Lusa

Juventude: Saúde mental e a falta de referências espirituais

Juventude: Saúde mental e a falta de referências espirituais

O novo Quadro de Referência para a Pastoral Juvenil, da Igreja Católica em Portugal, alerta contra a “instrumentalização” das novas gerações e aponta a saúde mental e o ambiente digital como desafios centrais urgentes.

O documento estratégico, apresentado no Porto, pelo Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), exige que os jovens sejam vistos como sujeitos ativos e não como meros “destinatários passivos”, exigindo uma mudança de paradigma às comunidades.

“Acreditamos que só é possível fazer Pastoral Juvenil com os jovens reconhecendo a sua agência, o seu papel decisivo no diálogo com o chamamento de Deus. Por isso, empenhamo-nos em superar todas as abordagens educativas, políticas ou pastorais que os manipulam ou instrumentalizam”, pode ler-se.

A reflexão faz análise à condição juvenil contemporânea, apontando o dedo às pressões modernas e sublinhando “desafios complexos “.

Os jovens enfrentam desafios complexos como a saúde mental, o isolamento, a falta de sentido e a dificuldade em assumir compromissos. Sente-se uma ausência de empatia, o peso das redes sociais e a pressão para corresponder a padrões exteriores.”

O documento descreve o mundo digital como “um verdadeiro ambiente de vida dos jovens”, exigindo uma presença católica qualificada neste território.

“Sendo um espaço ambíguo, oferece oportunidades de participação e criatividade, mas também expõe a riscos como o isolamento, a ansiedade, a superficialidade relacional e a pressão da comparação permanente”, indica o Quadro de Referência para a Pastoral Juvenil.

O novo documento resulta do processo de auscultação ‘Escuta 360’, liderado pelo DNPJ, e destina-se a servir como mapa para dioceses, paróquias, movimentos e instituições no planeamento da sua ação junto da juventude.

Qualquer projeto e prática de Pastoral Juvenil tem especial atenção aos jovens que são mais vulneráveis: os portadores de deficiência, os migrantes, as vítimas de abuso, os excluídos da sociedade e os que têm dificuldades de integração.”

Numa altura em que o país ainda gere o legado da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023, o texto rejeita uma estratégia sustentada apenas em “eventos pontuais”, pedindo a passagem para “processos continuados, sistemáticos, avaliados e melhorados”.

O DNPJ aponta ainda baterias à “processos de exclusão, mesmo que involuntários”, dentro das comunidades católicas, defendendo uma “Pastoral Juvenil popular”, que “entre em diálogo com a fé vivida, ainda que de forma confusa, por aqueles que se sentem mais fora da Igreja”.

A nível estrutural, o texto impõe a participação efetiva dos jovens nos órgãos de decisão católicos e apela à “transparência dos processos de discernimento” nas paróquias e dioceses.

O documento, estruturado em 15 pontos, apela à construção de “espaços inclusivos” e reitera a necessidade de dar “protagonismo” à juventude nas lideranças católicas e na missão evangelizadora, reconhecendo a importância da “intergeracionalidade” e do testemunho na vida de fé.

Fonte: Ecclesia

Ambiente: Presidente da República destaca agricultura na prevenção dos incêndios

Ambiente: Presidente da República destaca agricultura na prevenção dos incêndios

O Presidente da República, António José Seguro, destacou “os contributos inexcedíveis” que a agricultura dá na prevenção dos incêndios florestais, além de ajudar a fixar gerações mais novas, sobretudo em territórios de baixa densidade populacional.

“A agricultura é uma das atividades mais preventivas dos incêndios que têm assolado o nosso país”, afirmou o chefe de Estado, numa declaração aos jornalistas, sem direito a perguntas, no final de uma visita à feira agropecuária Ovibeja.

Assinalando que “um campo cultivado é um campo onde o fogo tem mais dificuldades em penetrar”, Seguro lembrou uma visita que efetuou, em agosto do ano passado, após um incêndio de grandes dimensões que começou em Arganil, distrito de Coimbra.

“Quando cheguei ao final, olhei, na zona de Unhais da Serra [Covilhã, distrito de Castelo Branco], para a encosta e estava toda preta, mas havia três zonas que estavam verdes e perguntei ao presidente da junta” sobre o que se tinha passado, relatou.

O Presidente da República contou que o autarca lhe explicou que, numa das zonas que estavam verdes, havia “uma cultura e, portanto, há rega” e que as outras duas tinham pastorícia, que impediram a entrada do fogo.

“Além da atividade económica, de identidade e de preservação, no sentido de prevenir que os incêndios alastrem, estes são contributos inexcedíveis”, reiterou.

Segundo o chefe de Estado, o setor agrícola “sobretudo em territórios de baixa densidade, fixa a população, fixa as gerações mais novas”.

António José Seguro considerou que “a agricultura é um dos setores mais dinâmicos” do país, salientando “o dinamismo de jovens” no setor, que “casam a agricultura com o que de melhor de tecnologia se faz no mundo e também a partir de Portugal”.

Quanto à Ovibeja, o Presidente vincou que o certame “é um marco incontornável da expressão de um dos setores mais dinâmicos da (…) economia [nacional], a agricultura, [e] é também uma expressão do melhor que se faz e que se faz a partir do Baixo Alentejo”.

“A minha presença é apenas o cumprimento de um dever que alia o prazer de ver esta dinâmica, mas cumprir o dever de dar expressão nacional àquilo que de bom se faz no Baixo Alentejo e no nosso país”, acrescentou.

Acompanhado pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e por autarcas e dirigentes locais, Seguro visitou vários espaços da Ovibeja e contactou com visitantes, empresários e comerciantes, depois de um almoço num dos restaurantes.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Caminho, Verdade e Vida

V Domingo da Páscoa – Ano A / Dia da Mãe

Caminho, Verdade e Vida

At 6, 1-7 / Slm 32 (33), 1-2.4-5.18-19 / 1 Pe 2, 4-9 / Jo 14, 1-12

«Não se perturbe o vosso coração»: começa a leitura de São João. Jesus presume que os discípulos poderão ter essa experiência ou estão mesmo a tê-la. E apresenta uma saída: «Se acreditais em Deus, acreditai também em mim». Mais à frente: «Acreditai-me: Eu estou no Pai e o Pai está em mim».

Jesus alude à autoridade divina de que está revestido; alude ao facto de ser Filho de Deus. Daí que devamos ir a Ele e andar com Ele: Ele é «o caminho». Daí que precisemos de o conhecer: Ele é «a verdade». Daí que tenhamos n’Ele quem nos encha o coração: Ele é «a vida».

Cultivar a nossa relação íntima com Jesus engrandece-nos e faz-nos dar bons frutos.

Efetivamente, Jesus é a pedra fundamental da construção da nossa vida. É «a pedra viva»: pedra que, apesar de «rejeitada pelos homens», é «escolhida e preciosa aos olhos de Deus». É a «pedra angular»: o fundamento, a base.

Pedra que pode ser «de tropeço» para alguns: sentem-na como dificuldade, como obstáculo (1.ª Carta de Pedro). Na verdade, uns confiam em Jesus e outros não. Uns acreditam na sua palavra e outros não. Quem acreditar não será confundido; será até honrado. Fará parte da «geração eleita», do «sacerdócio real», da «nação santa», do «povo adquirido por Deus». Integrará aquele povo que, tendo sido liberto do poder das trevas para a claridade da luz de Deus, se empenhará em proclamar as maravilhas de Deus.

Esse povo (isto é, a comunidade cristã) vai amadurecendo a sua presença no seio da comunidade humana mais vasta. Institui um conjunto de serviços para o melhor desempenho da sua missão. Por exemplo, os diáconos (Atos dos Apóstolos). Vão dedicar-se ao “serviço das mesas”; dedicar-se a tarefas como a assistência aos que mais necessitam. Assim, os apóstolos permanecem livres para o serviço da Palavra. É preciso que esta se divulgue e o número dos discípulos possa aumentar.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Miranda do Douro: Apresentação de livro e inauguração do espaço Cowork

Miranda do Douro: Apresentação de livro e inauguração do espaço Cowork

Na tarde de sábado, 2 de maio, a associação Rural Move promove a apresentação do livro “Economia Criativa e Territórios Inteligentes” sobre o futuro dos territórios rurais e inaugura na cidade de Miranda do Douro, um novo espaço de cowork, para acolher profissionais e apoiar projetos que contribuam para o desenvolvimento local.

“Num contexto em que os territórios rurais enfrentam desafios estruturais como o despovoamento e o envelhecimento, mas também oportunidades emergentes ligadas ao trabalho remoto, à economia verde e à inovação social, a inauguração inauguração oficial da nova sede da Rural Move e do RIHU – Rural Impact Hub reforça a importância de investir em espaços e redes colaborativas que impulsionem o desenvolvimento local”, justifica a associação, em comunicado.

Em Miranda do Douro, a iniciativa começa às 15h00, na Biblioteca Municipal António Maria Mourinho, com a apresentação do livro “Economia Criativa e Territórios Inteligentes”, da autoria de António e Mercês Covas. A obra propõe uma reflexão sobre o papel da criatividade, da inovação social e da inteligência territorial na construção de modelos de desenvolvimento mais sustentáveis, inclusivos e resilientes.

Pelas 16h30, segue-se a inauguração do novo Cowork & Centro de Impacto Rural, um espaço concebido para acolher empreendedores, profissionais remotos e projetos de inovação social. Com capacidade para mais de 12 postos de trabalho, sala de reuniões e áreas de convívio, este novo polo pretende afirmar-se como infraestrutura-chave para acolher profissionais, apoiar projetos e a fixação de talento no interior. O programa encerra com um momento musical e de networking, promovendo a criação de ligações entre participantes, organizações e iniciativas locais.

A associação Rural Move foi fundada em 2020 e em vindo a afirmar-se como uma referência nacional na regeneração dos territórios rurais, promovendo a ligação entre quem quer viver no interior e as comunidades que os acolhem, através de uma abordagem que combina tecnologia, capacitação e proximidade humana.

Programa: 

15h00 – Apresentação do livro (Biblioteca Municipal António Maria Mourinho)

16h30 – Inauguração do Cowork & Centro de Impacto Rural

17h00 – Momento musical e networking

Confirmações: rihu@ruralmove.org | 917 620 86 7

Fonte: Rural Move

Vimioso: Caminhada solidária a 1 de maio

Vimioso: Caminhada solidária a 1 de maio

No feriado de 1 de maio, a Freguesia de Vimioso associa-se à Liga Portuguesa Contra o Cancro na organização de uma caminhada solidária que visa sensibilizar a população para a atividade física e simultaneamente apoiar a luta contra o cancro.

Na vila de Vimioso, a caminhada solidária, com dificuldade intermédia e acessível para crianças, inicia-se às 8h30 da manhã, com a concentração dos participantes na sede da freguesia, junto ao parque municipal.

Segundo a freguesia de Vimioso, a inscrição tem um custo de 10€, cujo valor se destina à t-shirt, almoço e à angariação de receita para a Liga Portuguesa contra o Cancro.

Os benefícios das caminhadas 

1. Diminui o risco de problemas cardiovasculares

Além de prevenir a hipertensão arterial e os níveis de colesterol, caminhar pode reduzir em cerca de 30 por cento a possibilidade de AVC, revelam alguns estudos. Para isso, basta caminhar cerca de 150 minutos por semana.

2. Reduz o risco de diabetes
Caminhar cerca de meia hora por dia, ajuda a diminuir o risco de diabetes tipo 2 e a controlar a doença. Segundo a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, “a atividade física estimula o pâncreas a produzir insulina e leva à utilização de glicose pelos músculos, impedindo a sua acumulação e aumento no sangue”.

4. Ajuda a controlar o peso
O exercício físico é uma das melhores formas de manter o metabolismo ativo e assim evitar, por exemplo, ganhar peso. No caso da caminhada, 30 minutos, em ritmo acelerado, permite a perda de cerca de 150 kcal.

Fonte: Médis

Em Vimioso, a Caminhada Solidária é organizada pela freguesia local e conta com o apoio do município.

HA

Futsal: Mirandeses e Benfiquistas de Alfândega da Fé disputam o título de campeão distrital

Futsal: Mirandeses e Benfiquistas de Alfândega da Fé disputam o título de campeão distrital

As equipas do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) e a Casa Benfica de Alfândega da Fé são os finalistas do campeonato distrital de futsal e vão disputar o título em dois jogos, sendo que o primeiro confronto se realiza esta sexta-feira, dia 1 de maio, no multiusos, em Miranda do Douro.

Na fase regular, os mirandeses voltaram a destacar-se no primeiro lugar e nos 20 jogos realizados alcançaram 17 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota. Ao longo da fase regular, a equipa de Miranda do Douro marcou 127 golos e sofreu 59.

Já nas meias finais do playoff, a equipa de Miranda do Douro, liderada por Vitor Hugo, superou a Escola de Futsal Arnaldo Pereira com duas vitórias por 4-2 (casa) e 3-4 (fora).

O outro finalista do campeonato distrital de futsal, a Casa Benfica de Alfândega da Fé, na fase regular foi 2º classificado, com 16 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Nesta fase, os benfiquistas de Alfândega da Fé marcaram 112 golos e sofreram 50.

Nas meias finais do playoff, a Casa Benfica de Alfândega da Fé venceu, por duas vezes, o dérbi concelhio, diante do Alfandeguense, por 4-3 (17 de abril) e 3-5 (26 de abril).

A final do campeonato distrital de futsal disputa-se em dois jogos, sendo que o primeiro jogo está agendado para o dia 1 de maio, no multiusos de Miranda do Douro, às 21h30.

O segundo jogo da final, decorre em Alfândega da Fé, no dia 8 de maio, às 21h30.

No caso de ser necessário um terceiro jogo para apurar o campeão distrital, CD Miranda do Douro e Casa do Benfica de Alfândega da Fé, voltam a jogar no dia 10 de maio, novamente em Miranda do Douro.

HA | Foto: AFB