Santulhão: I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos animou os criadores e agradou aos visitantes

Santulhão: I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos animou os criadores e agradou aos visitantes

No âmbito da Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, realizou-se em Santulhão, no dia 30 de maio, o I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos, um certame que reuniu e premiou os criadores e deu a conhecer ao público raças autóctones como a ovelha churra mirandesa, a cabra serrana e a cabra preta de Montesinho.

O I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos foi organizado pela Freguesia de Santulhão e de acordo com o presidente, Adrião Rodrigues, nesta localidade do concelho de Vimioso existem várias raças autóctones de ovinos e caprinos, o que justificou a organização do certame.

“Em Santulháo, há criadores de raças ovelha churra mirandesa, ovelha churra bragançana branca e preta, ovelha terrincha, cabra serrana e cabra preta de Montesinho. Acredito que é muito importante acarinhar e apoiar os produtores agropecuários, pois a agricultura e a pecuária são as atividades que mais favorecem a fixação e o repovoamento das nossas aldeias. Atualmente, em Santulhão há oito produtores agrocpecuários e um total mil animais: ovelhas, cabras e vacas”, indicou o autarca de Santulhão.

Nas próximas edições do concurso, o autarca de Santulhão disse que gostaria de contar com a participação de mais criadores de ovinos e caprinos e expressou o desejo de que as associações destas raças autóctones também tenham sede ou filiais no concelho de Vimioso, para que haja um maior acompanhamento aos produtores pecuários.

“Considero que esta proximidade entre os produtores pecuários e as associações das raças é muito importante, quer para o desenvolvimento genético dos animais, quer na informação e candidaturas dos criadores a apoios nacionais e europeus para desenvolvimento e modernização das suas explorações agropecuárias”, indicou Adrião Rodrigues.

O presidente do Município de Vimioso, António Santos, felicitou a iniciativa da freguesia de Santulhão pela novidade de acrescentar à Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, o I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos.

“As feiras nas várias localidades do concelho de Vimioso têm conseguido cumprir vários propósidos, como são a promoção e comercialização dos produtos locais e regionais, a divulgação das tradições locais e a socialização entre as populações e os visitantes. Este ano, em Santulhão, a Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana organizou esta novidade do I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos, que no meu entender é um certame que que valoriza o trabalho dos criadores e desperta o interesse do público, adultos, jovens e crianças”, disse o autarca vimiosense.

Sobre os incentivos que o Município de Vimioso disponibiliza para fomentar a pecuária e a pastorícia, o autarca vimiosense, lenbrou que o apoio de 5 mil euros pela criação de cada novo posto de trabalho também se destina à agropecuária, desde que seja a principal atividade profissional e económica.

“A este avultado apoio financeiro, a Câmara Municipal de Vimioso também apoia os criadores de bovinos, ovinos e caprinos com a gratuidade dos custos anuais da sanidade animal. Neste I Concurso de Ovinos e Caprinos, em Santulhão, o Município de Vimioso premiou todos os criadores com prémios financeiros de participação no certame e classificações”, indicou.

De visita a Santulhão, o deputado eleito pelo distrito de Bragança, Nuno Gonçalves, também felicitou a Freguesia de Santulhão e o Município de Vimiooso pela novidade do I Concurso de Ovinos e Caprinos, na Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana.

“O atual governo liderado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro e os partidos que o suportam estão a trabalhar pelo desenvolvimento dos concelhos do interior e o apoio à dinamização de atividades como a agricultura e a pecuária. A Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, aqui em Santulhão, é um exemplo da estratégia de valorização dos produtos locais, como o azeite e à criação de animais, neste caso os ovinos e caprinos, que tanto contribuem para a limpeza florestal e oferecem produtos de elevada qualidade, como são a carne e o queijo”, disse o deputado.

Sobre os recentes apoios do ministério da Agricultura à pastorícia, Nuno Gonçalves, sublinhou que esta atividade é estratégica para o país, pois fixa a população, preserva a paisagem e previne incêndios florestais.

“Num momento em que enfrentamos desafios como o despovoamento, as alterações climáticas e a gestão do território apoiar os criadores e os pastores é uma prioridade nacional.”, afirmou.

Relativamente ao I Concurso de Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos, o deputado na Assembleia da República, Nuno Gonçalves, sublinhou que o certame serve para valorizar a atividade agropecuária, a identidade local e o turismo.

Do lado dos criadores, o antigo presidente da Câmara Municipal de Vimioso, José Rodrigues, natural de Santulhão, também marcou presença no I Concurso de Ovinos e Caprinos, com a exposição de ovelhas de raça churra galega Mirandesa.

“É sempre oportuno e interessante dar a conhecer os produtos endógenos e as raças autóctones da nossa região. Para além disso, estes concursos são oportunidades de encontro, de convívio e partilha de saberes e problemas entre os criadores de ovinos e caprinos. Os pastores e os pequenos ruminantes são os jardineiros da natureza e merecem bem ser distinguidos, valorizados e premiados pelo seu árduo trabalho. No meu caso, como criador de ovelhas de raça churra galega mirandesa, a mais-valia destes animais é a qualidade da carne, um produto de excelência com a Denominação de Origem Protegida (DOP)”, disse José Rodrigues.

O antigo autarca vimiosense elogiou a iniciativa do atual executivo da Câmara Municipal de Vimioso, ao apoiar a organização do I Concurso de Ovinos e Caprinos.

“É importante que a Câmara Municipal de Vimioso crie incentivos à pecuária e à pastorícia, pois são atividades que fixam as populações nas aldeias. No mesmo sentido, também é importante organizar workshops e colóquios para informar, esclarecer e apoiar os agricultores e criadores de animais a modernizarem a sua atividade. Para isso, nesta nossa região é fundamental juntar os agricultores, sobretudo os jovens, para realizar o emparcelamento e a fusão de propriedades. Acredito que a agricultura e a pecuária podem ser atividades rentáveis e saídas profissionais para os nossos filhos e netos, nesta nossa região onde há muita qualidade de vida”, indicou.

Anabela Colejo, natural e residente em Santulhão, é pastora e criadora de cabras. Atualmente, na sua exploração pecuária tem cerca de 150 cabras da raça Preta de Montesinho.

“Ser pastora e criadoras de cabras exige a plena dedicação ao longo dos 365 dias do ano, pelo que não há férias”, disse.

Questionada sobre o I Concurso de Raças Autóctones do Planalto de Ovinos e Caprinos, Anabela Colejo, expressou alegria pelo reconhecimento e valorização de uma profissão, pastora e criadora de cabras, que amíúde é um trabalho pouco valorizado e até esquecido.

A seu lado, Filipe Calado, um antigo emigrante em França, regressou há um ano a Santulhão, para se dedicar à pastorícia, mais concretamente à criação de cabras serranas.

«Estou a iniciar a atividade pecuária e neste momento tenho 35 cabras serranas na exploração que tem o sugestivo nome de “Anna O rio”. A criação de cabras, a par do inestimável serviço ambiental que desempenham na limpeza da vegetação existente nos montes, também é um recurso económico, com a venda da carne dos cabritos, um produto de Denominação de Origem Protegida (DOP). Futuramente, estou a considerar também o fabrico de queijo e requeijão proveniente do leite das cabras”, indicou o pastor de Santulhão.

Sobre o concurso de ovinos e caprinos, Filipe Calado, elogiou a iniciativa do município de Vimioso e da freguesia de Santulhão.

“Para nós, criadores de caprinos e ovinos, este concurso é um reconhecimento pelo nosso trabalho e um incentivo que nos dá ânimo e força para continuar a preservar estas raças autóctones. Neste I Concurso participei com a exposição de três cabras fêmeas e um macho”, disse.

Mercedes Lopes, também de Santulhão, criadora de quase 200 ovelhas da raça churra bragança, disse apreciar muito a atividade da pastorícia e expressou agrado pela organização de um concurso pecuário na sua terra.

“Gosto muito de serr pastora. No verão, o trabalho começa de madrugada, às 5h00 para aproveitar a frescura da manhã até às 9h00. Depois nas horas de maior calor, regressamos a casa para o rebanho estar protegido do sol. Ao final da tarde, com o declinar do sol e do calor, volto a sair com o rebanho de ovelhas até à hora de jantar. Este concurso de ovelhas e cabras dá às pessoas a possibilidade de verem mais de perto os animais e entre nós os criadores, por vezes, fazemos compra, venda ou troca de animais”, disse.

Em Santulhão, o concurso das raças autóctones decorreu no exterior do Centro de Promoção dos Produtos e Tradições de Santulhão, onde no fim-de-semana de 30 e 31 de maio, se realizou IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana.

O I Concurso de Ovinos e Caprinos do Planalto contou com a participação de 38 produtores agropecuários e cerca de 200 animais das raças ovelha churra mirandesa, ovelha churra bragançana branca e preta, ovelha terrincha, cabra serrana e cabra preta de Montesinho.

HA

Fonte de Aldeia: Festa da Santíssima Trindade reuniu as comunidades paroquiais

Fonte de Aldeia: Festa da Santíssima Trindade reuniu as comunidades paroquiais

No Domingo, dia 31 de maio, a capela da Santíssima Trindade, em Fonte de Aldeia, voltou a reunir centenas de fiéis das comunidades paroquiais da unidade pastoral, para em conjunto celebrarem a eucaristia em honra da Santíssima Trindade.

Na homília da eucaristia, o padre António Pires, pároco na Unidade Pastoral da Santíssima Trindade exortou os fiéis à alegria de celebrar o amor trinitário de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, sublinhando que “Deus é comunidade e relação”.

“Deus Pai é o Criador. Deus Filho, Jesus Cristo é o Amado, que desceu à terra para nos amar e salvar. O Espírito Santo é o vínculo de Amor que nos liga eternamente a Deus”, explicou o sacerdote.

O padre António Pires prosseguiu afirmando que com o envio do Filho, Jesus, Deus quis aproximar-se da humanidade para revelar o seu amor misericordioso.

“Jesus não veio para apontar e criticar os nossos erros, pecados e fracassos. Jesus veio para amar-nos e mostrar que também somos filhos amados por Deus Pai. Ele, como Pai, nunca desiste de nós e convida-nos incessantemente para a vida plena, que é a amizade e comunhão com Ele. Por isso, queiramos também cada um de nós, quer individualmente e também comunidade, procurar e conhecer, cada vez mais e melhor a Deus, ao longo da nossa vida!”, exortou.

No Domingo, dia 31 de maio, a Festa em Honra da Santíssima Trindade, em Fonte de Aldeia, iniciou-se com a alvorada e o peditório pelas ruas da localidade, ao som da música da Banda Filarmónica Mirandesa.

Às 13h30 iniciou-se a procissão da igreja matriz em direção à capela da Santíssima Trindade, onde às 14h30, se celebrou a missa campal, que todos os anos reúne as várias comunidades paroquiais de Fonte de Aldeia, Sendim, Picote, Barrocal do Douro, Vila Chã de Braciosa, Freixiosa, Duas Igrejas, Palaçoulo, Águas Vivas, Atenor e Teixeira.

A festa dedicada à Santíssima Trindade, em Fonte de Aldeia, tem ainda uma peculiar tradição que são as rondas à volta da capela, protagonizadas pelos grupos das várias localidades.

No final da tarde de Domingo, às 18h00, realizou-se a procissão de regresso à igreja matriz de Fonte de Aldeia. Ao serão, a festa em honra da Santíssima Trindade terminou com um arraial, este ano animado pela Banda Triângulo.

HA

Águas Vivas: Aquavivenses caminharam até à Trindade

Águas Vivas: Aquavivenses caminharam até à Trindade

A Associação Cultural e Recreativa de Águas Vivas (ACRAV) organizou no Domingo, dia 31 de maio, a caminhada “Augas Bibas an Mobimiento”, desta vez até ao cabeço da Trindade, em Fonte de Aldeia, para participar na festa em honra da Santíssima Trindade.

A caminhada de oito quilómetros foi organizada pela Associação Cultural e Recreativa de Águas Vivas (ACRAV) e iniciou-se na manhá de Domingo, junto à sede da associação, com as inscrições e o acolhimento aos participantes.

António Neto, emigrante no Canadá, aproveitou a estadia de duas semanas de férias, em Águas Vivas, para participar na Caminhada “Augas Bibas an Mobimiento”, que desta vez motivou 35 pessoas a dirigirem-se até ao cabeço da Trindade, em Fonte de Aldeia.

“A primeira vez que fiz esta caminhada até à Trindade tinha eu 16 anos, portanto voltei a repetir esta experiência 49 anos depois. Esta caminhada em grupo, para além do bem que faz à saúde, aproxima-nos e ajuda-nos a conviver uns com os outros. Tenho por hábito andar diariamente e adquiri um relógio que me permite quantificar os quilómetros percorridos”, disse o emigrante.

A jovem, Rita Diz, a trabalhar em Braga, também aproveitou o fim-de-semana em Águas Vivas, para se juntar ao grupo e percorrer os oito quilómetros até ao monte da Trindade.

“Considero que no meio rural é muito importante envolvermo-nos e participar nas atividades da comunidade, pois são oportunidades de convívio e de aprofundamento dos laços de amizade entre as pessoas. As caminhadas são uma boa iniciativa, como esta de Águas Vivas até Fonte de Aldeia. Apesar no calor, a atividade foi muito bem organizada pela Associação Cultural e Recreativa de Águas Vivas (ACRAV)”, disse.

Diogo Cangueiro, da Associação Cultural e Recreativa de Águas Vivas (ACRAV) informou que a caminhada até à Trindade, em Fonte de Aldeia, faz parte do programa de atividades da associação.

“Todos os anos, esta caminhada para a Festa da Santíssima Trindade tem um triplo objetivo: promover o convívio entre a população de Águas Vivas, incentivar a atividade física e celebrar a fé, com as outras comunidades da Unidade Pastoral da Santíssima Trindade”, disse.

O jovem dirigente associativo acrescentou que na organização da caminhada ofereceram aos participantes um chapéu para proteção do sol, uma merenda com folar e bola doce mirandesa (a meio do percurso( e um almoço convívio, no final da caminhada, na Trindade. Para o almoço, o Sr. Adriano Cangueiro confeccionou umas saborosas bifanas e para sobremesa, as refrescantes talhadas de melancia e melão.

Após o almoço, os caminhantes de Águas Vivas participaram na missa campal solene em honra da Santíssima Trindade.

Antes do regresso a casa, os aquavivenses (também apelidados de “piçporros”) participaram com brio nas tradicionais rondas à volta da capela da Santíssima Trindade, acompanhados pela Banda Filarmónica Mirandesa e depois por um trio de gaiteiros.

HA

Ambiente: Prazo para limpeza de terrenos prolongado até 30 de junho

Ambiente: Prazo para limpeza de terrenos prolongado até 30 de junho

O prazo para a limpeza de terrenos e gestão de combustível foi prolongado até 30 de junho, em todo o território nacional, uma decisão anunciada pelo ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, que surge na sequência das condições meteorológicas registadas nos últimos meses, marcadas por chuva persistente e tempestades, que dificultaram os trabalhos no terreno.

O objetivo desta prolongação do prazo é garantir que proprietários, agricultores e autarquias possam concluir as intervenções de prevenção e proteção contra incêndios.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informa que a gestão de combustível constitui uma medida essencial para a redução do risco de incêndio rural, contribuindo de forma decisiva para a proteção de pessoas, bens e do património natural.

Os proprietários com terrenos a menos de 50 metros de edifícios de habitação ou atividades económicas têm de proceder à gestão de combustível, numa faixa com largura de 50 metros em territórios florestais ou de 10 metros em territórios agrícolas.

Por sua vez, os proprietários com terrenos a menos de 50 metros de edifícios de habitação ou atividades económicas terão de proceder à gestão de combustível numa faixa com largura de 50 metros em territórios florestais ou de 10 metros em territórios agrícolas.

HA

Proteção Civil: Dispositivo de combate a incêndios com mais de 13 mil operacionais e 78 meios aéreos

Proteção Civil: Dispositivo de combate a incêndios com mais de 13 mil operacionais e 78 meios aéreos

A 1 de junho, o dispositivo de combate a incêndios rurais volta a ser reforçado, passando a estar no terreno 13.335 operacionais e 78 meios aéreos, trata-se do segundo reforço de meios do ano, no que é denominado ‘nível Charlie’, que vigora até 30 de junho.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) vão estar disponíveis 13.335 operacionais que integram 2.265 equipas dos vários agentes presentes no terreno, 2.969 veículos e 78 meios aéreos, além de três helicópteros da AFOCELCA (empresa privada de proteção florestal vocacionada para o combate a incêndios rurais).

Dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea vão estar este ano pela primeira vez ao serviço do combate aos fogos rurais.

Segundo a Força Aérea Portuguesa, responsável pela contratação e operação dos meios aéreos de combate aos incêndios, os 78 meios aéreos vão estar todos disponíveis a partir de 15 de junho, tendo em conta que um helicóptero do Estado está em manutenção.

Os mais de 13 mil operacionais. envolvidos no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), são elementos pertencentes aos bombeiros voluntários, Força Especial de Proteção Civil, militares da Guarda Nacional Republicana e elementos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, nomeadamente sapadores florestais e sapadores bombeiros florestais.

Em relação ao mesmo período do ano passado, estão envolvidos no DECIR mais 86 operacionais e número idêntico de meios aéreos, mas em 2025 algumas aeronaves estiveram indisponíveis devido a avarias.

Os meios de combate vão voltar a ser reforçados a 01 de julho e até 30 de setembro – ´nível delta´-, naquela que é considerada a fase mais crítica de incêndios e que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano ao dispor, entre permanentes e mobilizáveis, 15.149 operacionais de 2.596 equipas e 3.463 viaturas, um ligeiro aumento em relação a 2025, e um total de 81 meios aéreos.

Dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) dão conta que este ano ocorreram 2.780 incêndios que provocaram 10.387 hectares de área ardida, tendo a maioria dos fogos e da área ardida acontecido na região Norte, 1.616 e 9.079 hectares respetivamente.

Em relação ao mesmo período de 2025 o número de incêndios rurais e de área ardida mais do que duplicou, segundo o SGIFR.

Fonte: Lusa | Imagens: ANEPC

Meteorologia: Vários concelhos em risco de incêndio por causa do calor

Meteorologia: Vários concelhos em risco de incêndio por causa do calor

Vários concelhos dos distritos de Bragança, Vila real, Viseu, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Guarda, Portalegre, Évora, Beja e Faro apresentam perigo muito elevado e elevado de incêndio.

Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Devido ao tempo quente, o IPMA colocou o distrito de Faro sob aviso amarelo até às 21:00 desta segunda-feira, 1 de junho.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A 1 de junho, o IPMA prevê no continente céu pouco nublado ou limpo, com mais nebulosidade no litoral Norte e Centro e vento por vezes forte no litoral oeste e terras altas.

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro em alguns locais das regiões Norte e Centro até ao meio da manhã e a partir do final da tarde, pequena subida da temperatura mínima e pequena descida da máxima nas regiões Norte e Centro.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 13 graus Celsius (em Viana do Castelo e Braga) e os 22 (em Faro) e as máximas entre os 21 (em Aveiro) e os 36 (em Faro).

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo

Santíssima Trindade (Solenidade)

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo

Ex 34, 4b-6.8-9 / Dan 3, 52.53-54. 55acd-56 / 2 Cor 13, 11-13 / Jo 3, 16-18

As celebrações dos dois Domingos anteriores (subida de Jesus ao Céu e descida do Espírito Santo sobre os apóstolos) levam-nos, juntas, à contemplação da Santíssima Trindade. Tanto que, em ambas as celebrações, as leituras do Evangelho faziam menção de Deus Pai. Por isso, o Refrão do Aleluia diz agora: «Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo». Temos diante de nós a realidade de um único Deus que consta de três Pessoas distintas. Deus é, já em si, comunidade; ou seja, amor interpessoal.

Daí que a presença de Deus face a nós seja comunicadora de amor: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna» (São João). Daí, também, que a presença de Deus seja potenciadora de comunidade: «Animai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz» (2.ª Carta aos Coríntios).

Falar da Santíssima Trindade é, pois, falar do mistério do amor de Deus. Um amor que extravasa: não se fica pela comunhão de Pai, Filho e Espírito Santo, mas alcança-nos gratuitamente. Um amor que vem a nós: «o Deus do amor e da paz estará convosco» (2.ª Carta aos Coríntios). Mas que leva a que nós próprios desejemos também a proximidade d’Ele: «digne-se o Senhor caminhar no meio de nós» (Êxodo). Deus-Trindade convida-nos mesmo a entrar no seio d’Ele. Propõe-se-nos como casa que podemos habitar. Olhados pelo Pai, ligados a Cristo, conduzidos pelo Espírito Santo, somos levados a habitar Deus e beneficiar daquilo que Ele é.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Palaçoulo: Prevenção e atuação em caso de incêndios florestais a 30 de maio

Palaçoulo: Prevenção e atuação em caso de incêndios florestais a 30 de maio

Em Palaçoulo realiza-se ao início da tarde de sábado, 30 de maio, uma ação de sensibilização sobre a prevenção e atuação em caso de incêndios florestais, uma iniciativa da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM).

Em Palaçoulo, a sessão sobre a prevenção e combate a incêndios florestais inicia-se às 14h00 e insere-se no âmbito do projeto europeu USE4FOREST, que está a ser implementado nos nove municípios que integram a CIM-TTM.

Desde 12 de maio, esta iniciativa passou por diferentes freguesias e localidades do território transmontano, envolvendo diretamente as comunidades locais na promoção de uma cultura de prevenção e autoproteção face ao risco de incêndio rural.

“As ações destinam-se sobretudo à população residente em meios rurais, marcada pelo envelhecimento demográfico e pela baixa densidade populacional, bem como a líderes locais, representantes associativos e outros agentes com papel ativo nas comunidades. O objetivo passa por reforçar a sensibilização da população para a importância da prevenção dos incêndios rurais e promover uma maior preparação das comunidades perante situações de risco”, justifica a CIM-TTM.

Durante as sessões são abordados temas como a gestão de combustível e as obrigações legais associadas, o uso do fogo e as regras aplicáveis às queimas e queimadas, os procedimentos corretos de alerta às autoridades e as medidas de autoproteção a adotar antes, durante e após uma ocorrência.

As ações pretendem ainda incentivar comportamentos mais seguros e reforçar a importância do alerta precoce e da colaboração da população na mitigação rápida e segura de incêndios rurais.

O projeto USE4FOREST – “Estratégia para a prevenção dos incêndios no território do SUDOE para a melhoria dos espaços florestais” – visa reforçar a prevenção e gestão integrada de fogos rurais através de abordagens inovadoras e adaptadas às especificidades dos territórios envolvidos, reúne 14 parceiros de Portugal, Espanha e França e aposta na partilha de conhecimento, na implementação de projetos piloto e no desenvolvimento de estratégias de gestão florestal mais resilientes.

No território das Terras de Trás-os-Montes, para além das ações de sensibilização, o projeto prevê ainda a implementação de intervenções silvícolas e de gestão de combustível em áreas florestais suscetíveis a incêndio, com o objetivo de aumentar a resiliência dos povoamentos e reduzir o risco de propagação do fogo.

Fonte: CIM-TTM



Alcañices: XVI Concentração Motard “Lobos Alistanos” a 29 e 30 de maio

Alcañices: XVI Concentração Motard “Lobos Alistanos” a 29 e 30 de maio

Nos dias 29 e 30 de maio, a vila raiana de Alcañices, em Espanha, é o local da XVI Concentração Motard, organizada pelo motoclube local “Lobos Alistanos” e que todos os anos junta centenas de pessoas, espanhóis e portugueses, aficionados das motas.

Segundo o programa, a concentração motard, em Alcañices, inicia-se na tarde desta sexta-feira, às 16h00 (hora de Espanha), com as inscrições dos participantes, no Centro Cultural “Convento São Francisco”.

Na noite deste sexta-feira, está programada animação musical com o DJ Pablo Gutierrez.

No sábado, dia 30 de maio, as inscrições abrem às 10h00 (hora espanhola), seguindo-se um passeio motard pela região de Aliste, com partida às 11h00, desde a praça Tomás Carrión, em Alcañices.

Às 15h00, o almoço dos motards tem lugar na área recreativa do monte Sahú, em Alcañices e a ementa é carne guisada com batatas, sobremesa e café.

Nesta XVI edição, uma das principais atrações da concentração motard “Lobos Alistanos” são as atuações do português, Humberto Ribeiro, campeão mundial de freestyle, às 19h00 e às 23h45.

HA


Picote: Encontros de Primavera dedicados às “Arquiteturas da Vida e da Morte”

Picote: Encontros de Primavera dedicados às “Arquiteturas da Vida e da Morte”

De 3 e 7 de junho, a aldeia de Picote, no concelho de Miranda do Douro, é o local de mais uma edição dos Encontros de Primavera, um evento cultural que este ano tem como tema “Arquiteturas da Vida e da Morte”, para reflexão sobre os vestígios humanos inscritos na paisagem.

Em comunicado, a Associação Frauga, organizadora do evento cultural, refere que o tema “Arquiteturas da Vida e da Morte” incluem exposições, performances, cinema, caminhadas, intervenções artísticas, música e momentos de partilha comunitária, envolvendo artistas, investigadores e criadores de diferentes áreas.

“Esta edição propõe, igualmente, uma reflexão artística, antropológica e sensorial sobre os vestígios, as memórias e as marcas humanas inscritas na paisagem do planalto mirandês e das arribas do Douro,” indicou a organização.

Nesta aldeia do concelho de Miranda do Douro, os Encontros da Primavera pretendem afirmar-se como “um dos mais relevantes momentos de criação contemporânea e pensamento cultural no nordeste transmontano, promovendo o diálogo entre arte, património, território e comunidade”.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr