Miranda do Douro: XV Engrandecimento da Capa de d´Honras Mirandesa
No Domingo, dia 15 de março, Miranda do Douro celebra a XV cerimónia dedicada ao Engrandecimento da Capa d´Honras Mirandesa, a peça de vestuário tradicional feita de burel, que é uma das marcas identitárias da Terra de Miranda.
De acordo com o município de Miranda do Douro, a cerimónia tem como finalidade valorizar as Capas d’Honra e simultaneamente registar o número de capas existentes e a sua antiguidade.
“A Capa de Honras Mirandesa é uma das mais emblemáticas peças do vestuário tradicional português. De porte majestoso, a origem da Capa de Honras remonta aos tempos medievais, derivando da capa de asperge ou capa pluvial. Adoptada inicialmente por pastores e mais tarde assumida como símbolo de fidalguia e prestígio social, esta peça tornou-se um ícone da “proua” mirandesa. Hoje, é reconhecida como uma das marcas identitárias da Terra de Miranda”, indica a autarquia.
Segundo o programa, a cerimónia de Engrandecimento da Capa D’Honras tem início às 9h00 de Domingo, 15 de março, com o acolhimento aos participantes na sede da Freguesia de Miranda do Douro. Às 10h00 inicia-se o desfile pelas ruas do centro histórico da cidade, em direção à concatedral, onde se celebra a Eucaristia Dominical, às 11h00. No final da celebração religiosa segue-se a cerimónia de Engrandecimento da Capa d’honras Mirandesa.
Dado o valor cultural desta peça de vestuário, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) inscreveu, em novembro de 2022, a Capa de Honra Mirandesa no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), culminando “um longo caminho na salvaguarda desta peça do traje mirandês”.
Segundo o Museu da Terra de Miranda, a Capa de Honras é feita de lã de ovelha, que depois de tosquiada e lavada, passa por um conjunto de processos de transformação (carmeagem, cardagem, fiação em torno ou em roca, tecelagem e pisoagem) que dão origem a um pano final espesso e irregular, bastante impermeável e térmico – o burel.
Caçarelhos: Teatro “A Formosa Pelicana” a 14 de março
No serão de sábado, dia 14 de março, a aldeia de Caçarelhos, no concelho de Vimioso, é o palco da peça de teatro “A Formosa Pelicana”, uma história que descreve o casamento de uma descendente de judeus com o sobrinho do rei de Portugal.
Dado que a 27 de março se assinala o Dia Mundial do Teatro, o município de Vimioso proporciona no pavilhão de Caçarelhos, às 21h00 de sábado, a peça “A Formosa Pelicana”, interpretada pelo Grupo de Teatro “Alma de Ferro” (Torre de Moncorvo).
A peça teatral descreve a história de Violante Gomes, conhecida como a “Fermosa Pelicana”, uma cristã-nova (descendente de judeus) que se casou secretamente com D. Luís de Portugal, sobrinho do rei D. Manuel I. O casamento foi uma cerimónia privada e confidencial, realizada por razões de Estado, impostas pelo rei D. João III. Segundo a história, a boda realizou-se na localidade de Adeganha, no concelho de Torre de Moncorvo, na Ermida da Senhora do Castelo. Historicamente, este casamento deu origem a D. António, Prior do Crato, que viria a ser Rei de Portugal, embora o seu reinado tenha sido curto e contestado.
O Dia Mundial do Teatro foi comemorado pela primeira vez em 1962, pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI). A data continua a ser comemorada, anualmente, a 27 de março pela comunidade internacional do teatro.
Vimioso: “Deficientes são aqueles que têm tudo e estão sempre a queixar-se” – Paulo Azevedo
De visita a Vimioso, na tarde de 11 de março, o orador de superação e empreendedorismo, Paulo Azevedo, contou a sua história de vida aos alunos do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV), transmitindo-lhes a mensagem de que com amor e determinação é possível ser-se feliz e transformar os sonhos em realidade.
Em Vimioso, a palestra foi coorganizada pelo Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e teve como finalidade transmitir aos alunos atitudes e valores como a coragem, compromisso, superação, integração, resiliência, determinação e amor.
A visita de Paulo Azevedo à escola de Vimioso, contou com o acolhimento do presidente do município, António Santos, que sublinhou que deficiência não significa inferioridade.
“Tal como o Paulo Azevedo também eu tenho uma deficiência auditiva e sou obrigado a usar este aparelho num dos ouvidos para escutar. Qualquer deficiência não deve ser motivo de medo ou de exclusão. Pelo contrário, a deficiência e a diferença enriquecem-nos como pessoas e como comunidade”, disse o autarca vimiosense.
Na apresentação da sua história de vida, Paulo Azevedo, recordou o seu nascimento e o choque familiar que foi vê-lo nascer sem braços e pernas, devido a uma malformação congénita. Não obstante esta limitação física, Paulo Azevedo nasceu e cresceu num família que lhe transmitiu amor e foi esse afeto que o motivou a aceitar-se e a superar-se ao longo da vida.
“Com a ajuda da minha família e amigos tornei-me muito mais forte e fui capaz de superar muitas dificuldades! Na vida há dois caminhos: desistir ou continuar a lutar por aquilo que se quer!”, disse o orador.
Mas para alcançar os sonhos e objetivos, Paulo Azevedo recordou que na sua história de vida teve que enfrentar as suas próprias falhas e o consequente desânimo, assim como o distanciamento, a rejeição e os preconceitos de outras pessoas.
“As dificuldades são como as montanhas: aplainam à medida que avançamos sobre elas. É importante exercitarmo-nos constantemente, sair da nossa zona de conforto e arriscar! Eu na impossibilidade de ser jogador de futebol, sonhei ser treinador e consegui estagiar no Real Madrid, treinado por José Mourinho e com jogadores como o Cristiano Ronaldo!”, partilhou.
Embora não tenha tido sucesso na carreira desportiva, Paulo Azevedo, com 45 anos, é pai de dois filhos e é orador de Superação e Empreendedorismo. Simultaneamente, é ator e apresentador, assim como autor de dois livros: “Uma Vida Normal”, editado pela Porto Editora e “Não Há Impossíveis”, editado pela Contraponto.
O projeto CLDS 5G Mogadouro IN iniciou um conjunto de atividades pelas 21 freguesias deste concelho, para explicar às populações os eixos prioritários de intervenção e convidar à participação ativa nas atividades.
A ideia dos técnicos afetos aos CLDS 5G Mogadouro IN passa por reforçar o compromisso com a proximidade, o esclarecimento e a participação ativa da comunidade deste concelho do distrito de Bragança.
Em articulação com as juntas de freguesia, estão a ser dinamizadas atividades lúdico pedagógicas, promotoras de convívio e envelhecimento, como o Jogo da Glória Humano – dinâmica de grupo que estimula a memória, o raciocínio e a interação social, como corrida no jornal – atividade de movimento e coordenação motora realizada em equipa, promovendo o espírito de entreajuda ou pintura com cotonetes, uma atividade criativa de estimulação motora e expressão artística.
Estas ações proporcionam momentos que contribuem para o bem-estar físico, cognitivo e emocional das pessoas idosas.
Saúde: Segunda VMER no distrito de Bragança seria uma mais-valia
A criação da segunda Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) seria uma mais-valia para o distrito de Bragança, mas o problema é a falta de adesão dos médicos, avançou o enfermeiro coordenador da VMER, Norberto Silva.
“Há 20 anos, saídos do Euro 2004, havia um projeto de duas VMER para o distrito, uma a implementar a norte do distrito e outra a implementar a sul do distrito, em Mirandela. O que é facto é que 20 anos passaram e essa realidade [não se concretizou] (…). Há dificuldades na instalação destes meios, que muitas vezes tem a ver com a adesão”, disse, hoje, aos jornalistas, Norberto Silva, enfermeiro coordenador da VMER da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, nas comemorações dos 20 anos da implementação deste serviço.
No distrito de Bragança, com quase sete mil quilómetros quadrados de extensão, existe apenas uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação, sediada em Bragança. Nos concelhos mais a sul do distrito, como Freixo de Espada à Cinta, que fica a duas horas de distância da capital de distrito, a celeridade deste serviço acaba por ficar comprometida.
“Para Freixo de Espada à Cinta, a VMER não consegue ter uma atuação em tempo útil, porque o tempo de deslocação de chegada às vítimas, para múltiplas situações não permite ter uma resposta eficaz”, admitiu Norberto Silva.
Nestes casos, são acionados outros meios de emergência extra-hospitalar espalhados pelo distrito, como o helicóptero do INEM sediado em Macedo de Cavaleiros, ou as duas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), em Mogadouro e Mirandela.
O enfermeiro coordenador reconhece que a instalação de uma segunda VMER no sul do distrito “seria uma mais-valia”, mas “por razões diversas ela não se conseguiu instalar”.
“O problema são sempre os recursos humanos. Neste momento, penso que não haveria problemas em criar uma outra equipa de enfermagem em Mirandela. Daquilo que é a área médica, tenho algumas dúvidas de que se conseguisse arranjar um grupo de 20 médicos, por exemplo, para manter aberta uma VMER em Mirandela”, afirmou.
Há duas décadas que o distrito de Bragança tem Viatura Médica de Emergência e Reanimação. De acordo com o médico coordenador deste serviço, Rui Terras, apesar dos problemas demográficos, os cuidados prestados são “exatamente os mesmos como em qualquer outro ponto [do país], na perspetiva da diferenciação, da qualidade da prestação de cuidados médicos”, sublinhando que a taxa de operacionalidade está “muito perto dos 100%”.
Nas comemorações, que aconteceram, hoje, no Salão Nobre da Escola Emídio Garcia, em Bragança, foram ainda abordadas perspetivas futuras do socorro que pode ser prestado fora do hospital.
Carla Gomes, médica interna de medicina intensiva da VMER da ULS do Nordeste, apresentou vários instrumentos e práticas que já estão a ser aplicadas noutros países, como a Dinamarca, e que podem fazer a diferença no salvamento das pessoas.
Um dos exemplos foi o uso de drones para fazer chegar meios de salvamento, mas para isso é “preciso que a população em geral tenha formação em suporte básico de vida”.
“Havendo uma pessoa com formação e suporte básico de vida, conseguimos colocar [através do drone] um desfibrilhador automático externo, que aumenta muito a possibilidade de sobrevivência numa paragem cardiorrespiratória, no local, ou seja, antes da chegada dos meios [de socorro]”, explicou.
No entanto, a implementação deste dispositivo depende da vontade do Governo.
Trabalho: ACEGE defende regresso do diálogo sobre pacote laboral
A Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) apelou ao Governo, partidos políticos e parceiros sociais para que afastem “visões ideológicas do debate” das alterações ao Código de Trabalho e regressem ao diálogo.
“A ACEGE lamenta profundamente a rutura das negociações em sede de Concertação Social e apela a que Governo e parceiros sociais regressem de imediato à mesa de diálogo com verdadeiro sentido de Estado”, lê-se no comunicado, com referência ao “contexto crítico de alteração contínua e acelerada das condições de trabalho e de mercado”.
Vários parceiros sociais anunciaram, esta segunda-feira, o fim das negociações em sede de concertação social sobre o anteprojeto do executivo PSD/CDS-PP, informa a Lusa, mas, de acordo com o Jornal de Negócios e o Eco, as confederações empresariais, do Comércio e Serviços, do Turismo e a UGT já manifestaram disponibilidade para sentarem-se novamente à mesa.
Dirigindo-se a estes, ao Governo e aos partidos políticos, os empresários e gestores cristãos pedem a “necessidade de afastar visões ideológicas do debate”.
“A dignificação do trabalhador exige medidas reais de cooperação entre empresários, gestores e trabalhadores, de conciliação familiar e combate às más práticas empresariais como melhor forma de proteger os bons empregadores e potenciar a realização pessoal e profissional dos trabalhadores”, indica.
A presidente da ACEGE, Patrícia de Melo e Liz, que assina o comunicado, refere que “Portugal não pode criar a cada ciclo político leis laborais com ‘prazo de validade’”.
“Falhar um acordo abrangente e robusto significa condenar o país a um atraso e a uma instabilidade inaceitável para trabalhadores, empresas, investidores e para a sociedade como um todo”, defende.
A responsável entende que não se pode permitir que “esta lei se transforme em apenas mais uma batalha política, perdendo por completo o foco naquilo que é essencial: as pessoas, sejam estas empresários, trabalhadores, as suas respetivas famílias e a sociedade”.
Lembrando a Doutrina Social da Igreja, a ACEGE sublinha que “a empresa não pode ser considerada apenas como uma sociedade de capitais; é, ao mesmo tempo, uma sociedade de pessoas”.
No comunicado, a associação recorda que “o trabalho é a condição fundamental do desenvolvimento social de Portugal” e que “a dignificação do trabalhador só se torna realidade com empresas viáveis, competitivas e capazes de responder, com flexibilidade responsável, aos desafios de um mercado instável e exigente”.
Segundo os empresários e gestores cristãos, é na “relação de confiança entre trabalhador e empregador que se constrói a verdadeira prosperidade partilhada e não num clima de luta e conflito”.
“Nesse sentido, a dignificação do trabalhador não se reduz ao aumento de garantias formais: exige equilíbrio entre direitos e deveres, entre proteção e flexibilidade, entre previsibilidade e adaptabilidade”, ressalta a ACEGE, que enfatiza que “a realidade empresarial e a economia” do país “impõe mudanças estratégicas e operacionais frequentes, e a legislação deve reconhecer essa necessidade”.
Os empresários e gestores cristãos reconhecem “que persistem práticas empresariais que desrespeitam a pessoa e degradam o trabalho, orientadas por uma lógica de lucro sem referência a princípios éticos e morais” e que contra “essas situações é essencial manter exigência e capacidade de resposta”.
Na tomada de posição, a associação faz referência ao “tempo de enormes e exponenciais transformações numa transição tecnológica sem precedentes”, destacando que a “a legislação deve acompanhar estes desafios, garantindo que as ferramentas digitais libertam e realizem o potencial humano em vez de o desvalorizar”.
Nesse sentido, a ACEGE apela a todos os envolvidos na revisão da legislação laboral que “promovam um compromisso à escala nacional garantindo um diálogo verdadeiramente alargado”, que integre partidos políticos, parceiros sociais e sociedade civil, e que “dialoguem com vontade de construir”.
Além disso, os empresários e gestores cristãos pede a rejeição à “oposição entre capital e trabalho promovendo uma legislação que não pode ser desenhada com base na desconfiança ou numa lógica de conflito contínuo” e que se coloque a “dignidade das pessoas no centro, considerando todas as partes interessadas”.
O comunicado defende também que se privilegiem “soluções equilibradas e exequíveis, com regras claras, previsíveis e proporcionais, reduzindo conflitualidade” e se reforce “a conciliação entre trabalho e família, promovendo uma cultura de horários e práticas empresariais que respeitem a vida pessoal e familiar, sem comprometer a qualidade do desempenho”.
Por fim, a ACEGE expressa o desejo pela garantia de “uma transição digital com rosto humano”, isto é, que todos os envolvidos na revisão da legislação laboral “antecipem os impactos da Inteligência Artificial no emprego através de regras que protejam a ética na gestão de pessoas e incentivem o investimento massivo na requalificação profissional”.
“Fazemos votos para que a discussão em curso seja um caminho efetivo de defesa da dignidade da pessoa no trabalho e na economia, promovendo justiça laboral, melhores condições de vida e a capacidade das empresas se desenvolverem e criarem riqueza para todos os envolvidos”, conclui a associação.
Neste tempo de Quaresma, a comunidade paroquial de Argozelo, vai rezar a Via Sacra, no Domingo, dia 15 de março, desde o cemitério até à Cruz do Serro, local onde é celebrada a Eucaristia Dominical.
Na vila de Argozelo, a Via Sacra até à Cruz do Serro e Anjo da Guarda é uma tradição anual de Quaresma, que este ano se inicia às 15h00, junto ao cemitério e ruma em direção ao Serro, que dista cerca de 1,5 quilómetros da localidade.
A Via Sacra é uma das mais antigas formas de meditar a Paixão de Cristo, a expressão vem do latim e significa “caminho sagrado”. A oração da Via Sacra consiste em recordar o trajeto percorrido por Jesus, com a Cruz às costas, desde o pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até ao Calvário, onde foi crucificado.
Com o exercício espiritual da Via-Sacra, os crentes aceitam o convite de Jesus a segui-Lo, contemplando-O no caminho que Ele fez pela salvação dos homens até à morte na Cruz. No caminho da cruz de Jesus, evocam-se os atuais sofrimentos do mundo e reza-se pelos povos que sofrem com a guerra.
“Vamos contemplar, em cada passo, o modo como Jesus realizou a sua oferta de amor por nós, até ao fim. Tornamo-nos solidários com os outros, como Jesus o é connosco. Rezamos também por aqueles que são causa de sofrimento.”, pode ler-se.
No final da Via Sacra e chegados à Cruz do Serro, em Argozelo, celebra-se aí a missa campal, do IV Domingo da Quaresma.
Junto à Cruz do Serro, a celebração religiosa termina com um lanche convívio para os participantes.
Língua: “Tintin – Ls Xarutos de l Faraó” no Panteão Nacional
O livro “Tintin – Ls Xarutos de l Faraó”, traduzido para mirandês, por Alcides Meirinhos (ALCM) , é apresentado ao final da tarde desta quarta-feira, dia 11 de março, no Panteão Nacional, em Lisboa.
A edição original desta aventura de Tintin, imaginada pelo autor de banda desenhada, Hergé, data de 1934 e foi agora traduzida para a língua mirandesa, por Alcides Meirinhos, da Associaçon de la Lhéngua I Cultura Mirandesa (ALCM).
A sessão de apresentação do livro “Tintin – Ls Xarutos de l Faraó” no Panteão Nacional, está agendada para as 17h30 e conta com a participação da Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, do Presidente da Direção da ALCM Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa, Orlando Teixeira, do Comissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa, Alfredo Cameirão e do Promotor do projeto editorial, Daniel Sasportes.
A língua mirandesa foi reconhecida oficialmente em 1999 e está presente no Panteão Nacional, enquanto símbolo de cultura e de diversidade, através de conteúdos digitais disponibilizados gratuitamente ao público.
Atualmente, o mirandês é falado por uma minoria no nordeste transmontano, estimando-se que haja apenas 3500 conhecedores da língua e 1500 falantes regulares.
O Panteão Nacional destina-se a homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao País, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade.
O Panteão Nacional encontra-se instalado em Lisboa, na Igreja de Santa Engrácia, desde 1 de Dezembro de 1966.
Ambiente: Fevereiro mais chuvoso dos últimos 47 anos – IPMA
Este mês de fevereiro foi o mais chuvoso dos últimos 47 anos e o oitavo mais quente desde que há registos (1931), segundo o boletim climatológico para o continente, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Segundo o resumo dos boletins para o continente e para as regiões autónomas, o mês de fevereiro caracterizou-se por ser muito quente e chuvoso no continente, com um valor médio da temperatura de 11,58 ºC (graus celsius), mais 1,72ºC em relação ao normal de referência (1991-2020). O valor mais elevado foi em 2024.
A temperatura mínima foi a sexta mais elevada desde 1931 (mais 2,59ºC do que o normal), diz o IPMA, que indica que entre os dias 21 e 26 de fevereiro houve uma onda de calor em quatro localidades dos distritos de Bragança e Guarda, e registaram-se 26 novos extremos de temperatura do ar.
Quanto à precipitação, desde que há registos fevereiro foi o quinto mais chuvoso, com 241,7 milímetros (mm), o que representa mais de três vezes (329%) o valor médio de referência (1991-2020).
Em localidades como Mora, Lavradio (Barreiro) e Alvalade do Sado (Santiago do Cacém) choveu cinco vezes mais do que o normal.
Em relação ao ano hidrológico, de 1 de outubro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026 totaliza-se 924 mm, cerca de 1,8 vezes mais precipitação do que o valor médio de referência.
É até agora o ano hidrológico mais chuvoso dos últimos 30 anos e o 6.º mais chuvoso desde 1931.
No final de fevereiro todos os concelhos de Portugal continental apresentavam valores de água no solo superiores a 60%. Nas regiões Norte, interior Centro, e em alguns municípios do interior do Alentejo, havia valores de água no solo nos níveis de saturação, situando-se perto da sobressaturação no nordeste transmontano.
Nos Açores, o mês caracterizou-se por eventos de tempo severo, com vento e agitação marítima forte, e na Madeira a temperatura média foi acima do normal e a precipitação abaixo do normal.
Argozelo: XIX Feira da Rosquilha no fim-de-semana de 21 e 22 de março
No fim-de-semana de 21 e 22 de março, a freguesia de Argozelo, no concelho de Vimioso, organiza a XIX Feira da Rosquilha, um doce tradicional de Páscoa, que nesta edição do certame tem como destaques, o concurso “Inovar na tradição: reinventar a rosquilha de Argozelo” e o I Capítulo da Confraria da Rosquilha.
Na vila de Argozelo, a rosquilha é um doce tradicional, confeccionado com farinha, fermento, açúcar, ovos, manteiga, azeite e banha de porco. Há quem adicione ainda aguardente e sumo laranja. Juntam-se todos estes ingredientes, amassam-se bem, dá-se-lhes a forma circular para depois irem ao forno. Em Argozelo, a rosquilha é tão apreciada pelo público, que antes mesmo do certame começar, multiplicam-se as encomendas deste doce tradicional de Páscoa.
O presidente da freguesia de Argozelo, Francisco Lopes, destacou que a rosquilha já é um doce com alguma notoriedade, após as recentes mostras e degustações, nas feiras de turismo, em Lisboa e em Madrid (Espanha).
“A rosquilha é um dos produtos caraterísticos da vila de Argozelo, assim como o azeite, a castanha, a amêndoa, o vinho e a cortiça. Considero que o trabalho que a Confraria da Rosquilha está a realizar na divulgação e inovação deste doce tradicional é um bom exemplo de empreendedorismo e uma mais valia para Argozelo”, disse o autarca argozelense.
Para além da rosquilha, o público que visite a XIX Feira da Rosquilha, na vila de Argozelo, tem a oportunidade de adquirir outros produtos locais e regionais como o pão, fumeiro, queijos, licores, doces tradicionais, mel, frutos secos, cogumelos, compotas, produtos hortícolas e artesanato.
A XIX Feira da Rosquilha inicia-se na manhã de sábado, dia 21 de março, com o concorrido Raid Todo-o-Terreno (TT), organizado pelo motoclube local “Os Perros”.
A prova de desporto motorizado inicia-se às 8h00, com a abertura da secretaria para as inscrições e o pequeno-almoço. Às 9h30, os jipes e e motos arrancam para o monte até às 13h00. Após o reforço alimentar, o Raid Todo-o-Terreno prossegue na pista de trial. O raid TT encerra com um almoço/jantar no recinto da Feira da Rosquilha.
Em Argozelo, a abertura oficial da XIX Feira da Rosquilha realiza-se na manhã de sábado (10h30), com os discursos dos autarcas. Neste primeiro dia, o certame tem como principais motivos de interesse, o concurso “Inovar na tradição: reinventar a rosquilha de Argozelo” e a animação musical dos grupos Vira Bombos APADI, Gaiteiros e Trio Elétrico e DJ.
No Domingo, dia 22 de março, a Feira da Rosquilha, em Argozelo, reabre com o I Capítulo da Confraria da Rosquilha (9h45). O evento inclui a celebração da Eucaristia Dominical no recinto, às 13h30. Na tarde de Domingo, estão programadas as lutas de touros mirandeses (15h00) e o certame encerra com os cantares e danças do Rancho Folclórico de Vimioso (17h30).
Em Argozelo, a Feira da Rosquilha é uma iniciativa da freguesia local, que conta com os apoios do município de Vimioso e as colaborações da Confraria da Rosquilha, do motoclube “Os Perros”, do clube desportivo Minas de Argozelo e das comissões de festas.
No concelho de Vimioso, as feiras temáticas têm a finalidade de promover os produtos locais, divulgar as tradições e proporcionar momentos de encontro e convívio entre as populações das freguesias e o público visitante.
A localidade de Argozelo, no concelho de Vimioso, foi elevada à categoria de vila, em abril de 2001. Para comemorar o 25º aniversário da vila, a freguesia de Argozelo pretende assinalar esta efeméride nos meses de verão, aquando da chegada e estadia dos emigrantes, que vivem e trabalham no estrangeiro.