Bragança-Miranda: Dia Diocesano da Família a 26 de julho

Bragança-Miranda: Dia Diocesano da Família a 26 de julho

No Domingo, dia 26 de julho, o Secretariado da Pastoral Familiar da Diocese de Bragança-Miranda promove o Dia Diocesano da Família, em Macedo de Cavaleiros, com o tema; “Eu nunca te esquecerei/A família como lugar de memória, cuidado e esperança”, inspirada na mensagem do Papa Leão XIV.

Esta iniciativa pretende fortalecer «os laços de comunhão entre as famílias das diferentes Unidades Pastorais e comunidades, proporcionando um tempo de gratidão, celebração e partilha, afirmou Jorge Oliveira Novo, diretor do secretariado que dinamiza a atividade.

Dirigido a todas as famílias do nordeste transmontano, o programa inicia-se pelas 9h20, com o acolhimento dos participantes, seguindo-se a sessão de abertura presidida pelo bispo de Bragança-Miranda, D. Nuno Almeida.

Às 10h, o padre Fidel Ortega, dos Padres Marianos da Imaculada Conceição, apresenta a conferência subordinada ao tema “Eu nunca te esquecerei/A família como lugar de memória, cuidado e esperança”, inspirada na mensagem do Papa Leão XIV.

Segue-se o testemunho de dois casais, pelas 10h30, e um diálogo com o conferencista.

O encontro vai incluir também uma Eucaristia com a Celebração das Bodas Matrimoniais, às 11h30, presidida por D. Nuno Almeida, na qual serão homenageados e abençoados os casais que celebram 10, 25, 50, 60 ou mais anos de matrimónio, num “gesto de reconhecimento pela fidelidade e testemunho da vocação matrimonial”, assinala a diocese.

O Dia Diocesano chega ao fim com um almoço-convívio, como forma de reforçar o espírito fraterno que inspira esta iniciativa.

“O Secretariado da Pastoral Familiar convida todas as famílias da Diocese a participarem neste dia de festa e comunhão, apelando igualmente à divulgação da iniciativa nas paróquias, unidades pastorais, movimentos, grupos e comunidades”, lê-se na nota.

Para os interessados em saber mais informações, o Secretariado disponibiliza o endereço sdpastoralfamiliarbraganca@gmail.com e o número de telemóvel 960 031 793.

Fonte: Ecclesia

Ambiente: Alerta para proliferação de megaprojetos eólicos e fotovoltaicos

Ambiente: Alerta para proliferação de megaprojetos eólicos e fotovoltaicos

A Plataforma Nordeste Vivo (PNV) alertou o Governo para “a massiva e desordenada proliferação de megaprojetos” fotovoltaicos e eólicos no planalto mirandês e Douro Superior, no distrito de Bragança, que considera serem uma ameaça à soberania ambiental e alimentar.

Numa carta enviada ao ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, esta plataforma cívica e apartidária antecipa ainda “o seu impacto direto e irreversível na destruição de solo agrícola, no avanço da desertificação e na perda da soberania alimentar”.

A plataforma critica também a forma como, “fazendo ouvidos moucos” às reivindicações, a ministra do Ambiente “quer alienar terrenos de valor agrícola e silvo-pastoril aos interesses de empresas multinacionais estrangeiras do setor da energia renovável, sem sequer auscultar as populações”.

Por isso, pedem ao ministro da Agricultura que “assuma um papel ativo e vinculativo na defesa do território” e interceda junto do Ministério do Ambiente e Energia para que “seja decretada uma suspensão temporária imediata na aprovação e construção de novas centrais fotovoltaicas e eólicas na região” até que seja realizado um estudo “transparente” sobre o impacto ambiental, económico, social, cumulativo e regional.

Solicitam ainda que “se impeça a desafetação de solos integrados na Reserva Agrícola Nacional (RAN) ou classificados nos PDM [Planos Diretores Municipaos] locais como espaços agrícolas, agropastoris e florestais para fins energéticos” e “nos projetos já aprovados, se exija a aplicação estrita e fiscalizada de sistemas agrovoltaicos”

O movimento diz não contestar a premência da transição energética, mas alerta que “a velocidade e a escala com que estes projetos têm avançado por todo o país e no Nordeste Transmontano transformaram uma intenção ecológica numa grave ameaça ao ordenamento do território”.

A exposição surge na sequência das crescentes preocupações das populações, agricultores, e demais agentes locais do território de Trás-os-Montes e do Douro Superior e especificamente os concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro, Vimioso, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo.

Para a plataforma, a realidade geográfica e administrativa destes concelhos demonstra que o território está a converter-se num gigantesco “mar de espelhos”, ignorando os apelos internacionais de preservação da terra.

Em causa projetos que “ocupam, no seu conjunto, aproximadamente 1.300 hectares de terreno que irá ser vedado e artificializado” , com mais de 90% da área afetada a ser constituída por solos de aptidão agropecuária, nomeadamente culturas temporárias de sequeiro (trigo, cevada, centeio, entre outras) e zonas de pastagem.

Seundo o movimento, a pressão dos promotores estende-se pelos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Mogadouro, Miranda do Douro e Vimioso, territórios atravessados por linhas de alta e de muito alta tensão que “retalham a paisagem para escoar energia produzida nas barragens do Douro, sem que essa energia se traduza em benefícios diretos para a região”.

“A implantação dos inúmeros megaprojetos fotovoltaicos e eólicos previstos, bem como de novas linhas de alta e muito alta tensão, agravará ainda mais a fragmentação nos concelhos referidos, reduzindo áreas de aptidão agrícola e aumentando a pressão sobre o território”, adiantam.

Segundo os ativistas da plataforma cívica, as avaliações de impacto ambiental são feitas de forma individualizada, sem transparência e sem o devido conhecimento das comunidades locais.

Quanto à ameaça à soberania alimentar, a plataforma explica como terras que outrora serviram de apoio ao sistema agrícola, incluindo pastagens permanentes, estão a ser destruídas, com os solos a serem drenados e impermeabilizado, uma transformação que dizem inviabilizar a manutenção do sistema agropecuário, acelerar a desertificação e agravar o abandono territorial.

Outra das consequências passa pelo abandono de culturas tradicionais, como as associadas às raças autóctones, que deixam de ser viáveis por dependere, do uso do solo tal como é conhecido.

“Ou seja, a continuidade deste sistema silvo-pastoril tradicional, profundamente enraizado no Nordeste Transmontano, torna-se inviável com a ocupação deste território por megaprojetos energéticos”, alerta a PNV.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Apicultura: Armadilhas capturam vespas asiáticas

Apicultura: Armadilhas capturam vespas asiáticas

O município de Vinhais indicou que vespa asiática está a diminuir no concelho, após a colocação de 550 armadilhas que capturaram 6 mil rainhas desta espécie invasora, o que levou à destruição de apenas 10 ninhos.

“A informação que temos junto dos apicultores é que se nota que este trabalho tem sido profícuo, isto é, têm aparecido menos ninhos”, disse o presidente da câmara, Luís Fernandes.

Face aos prejuízos que esta espécie invasora está a causar no setor apícola, o município de Vinhais, instalou e distribuiu mais 250 armadilhas este ano, em relação ao ano anterior, perfazendo um total de 550.

Segundo a câmara, a captura das rainhas durante a primavera é considerada “a medida mais eficaz de controlo desta espécie invasora, uma vez que impede a formação de milhares de novos ninhos ao longo do ano”.

Em 2025, por esta altura já tinham sido destruídos 130 ninhos, ultrapassando os 340 em dezembro. Este ano, devido às armadilhas, foram destruídos até agora apenas 10 ninhos.

A vespa asiática faz os seus ninhos nos topos das árvores, postes e também arbustos e alimenta-se de insetos, nomeadamente abelhas.

A apicultura é uma atividade que está a crescer no concelho de Vinhais, segundo o autarca, justificando o investimento feito.

“Cada vez mais pessoas se dedicam à apicultura, sobretudo até gente mais jovem, que já utiliza esta atividade como mais uma atividade para ajudar em termos económicos, e outros já se dedicam em exclusivo. (…) É importante o município continuar a apoiar e continuar este trabalho que tem sido feito”, vincou Luís Fernandes.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Vimioso: Barragens da Alamela (Santulhão) e do Ramalhal (Angueira)

Vimioso: Barragens da Alamela (Santulhão) e do Ramalhal (Angueira)

Na manhã desta sexta-feira, dia 24 de julho, o presidente da AQUA, S.A., Macário Correia, visitou os locais de construção das barragens da Alamela, em Santulhão e do Ramalhal, em Angueira, no concelho de Vimioso, no âmbito da Estratégia “Água que Une”, que visa a gestão eficiente dos recursos hídricos.

Na visita aos locais onde estão projetados os aproveitamentos hidroagrícolas no concelho de Vimioso, o presidente da AQUA, S.A., Macário Correia, informou que o projeto da Alamela, em Santulhão, já está na fase final da avaliação ambiental.

“Após a avaliação ambiental é lançado um concurso público para a adjudicação da obra. Este projeto hidroagrícola, em Santulhão, faz parte da estratégia do governo “Água que Une”, cuja execução é da responsabilidade da empresa Aqua, S.A.. Com a visita ao local da Alamela, em Santulhão, pretendemos averiguar o ponto de situação dos trabalhos e estabelecer os contatos com o município de Vimioso e as respetiva freguesia, para em conjunto concretizarmos este projeto hidroagrícolas, desejado pela população há 80 anos”, justificou Macário Correia.

Em Santulhão, a construção da barragem/ albufeira da Alamela para regadio estava orçada em seis milhões de euros, mas segundo o presidente da Aqua, S.A., este valor terá que ser revisto, devido ao substancial aumento das matérias, por causa das guerras.

Por sua vez, o presidente do município de Vimioso, António Santos, acolheu a delegação da Aqua. S.A., com otimisimo e a esperança de tornar realidade estas duas barragens que são “dois anseios antigos das populações”.

“A água é cada vez mais um bem precioso que importa cuidar, armazenar e utilizar com rigor. Vimioso é um concelho que é atravessado por três rios, o Maçãs, o Angueira e o Sabor, cuja água é de qualidade, dada a inexistência de poluentes. Com as construções das barragens da Alamela, em Santulhão, e do Ramalhal, em Angueira, a população do concelho vai beneficiar muito com um melhor abastecimento de água, que vai servir também para regadio, para a manutenção da biodiversidade e para o combate a incêndios”, justificou o autarca vimiosense.

Referindo-se ao projeto da barragem da Alamela, em Santulhão, o presidente do município de Vimioso, mostrou-se convencido de que este aproveitamento hidroagrícola será uma realidade até 2028.

“Em Santulhão, a barragem da Alamela vai ter uma altura máxima de 16 metros e um albufeira de 7,85 hectares, o que vai armazenar água para o regadio e a plantação de novos olivais. Este aproveitamento hidroagrícola vai potenciar uma maior produção de azeitona santulhana e por conseguinte de azeite, o produto exlibris desta freguesia do concelho de Vimioso”, justificou o autarca.

O presidente da Freguesia de Santulhão, Adrião Rodrigues, tem idêntica perspectiva sobre os benefícios da futura barragem da Alamela, para o desenvolvimento agrícola desta localidade.

“A freguesia de Santulhão tem um grande potencial agrícola. A par da olivicultura e da extração de azeite, em Santulhão, também se produz vinho, cereais, mirtilos, cerejas, amoras, nozes, kiwis, batatas, entre outras frutas e legumes. Acredito que com a futura construção da barragem da Alamela para regadio, cujo projeto está em estudo prévio, a agricultura e a pecuária em Santulhão poderão desenvolver-se muito mais, na produção em quantidade e qualidade de produtos”, disse o autarca de Santulhão.

Nesta visita ao nordeste transmontano, o engenheiro Macário Correia, responsável pela implementação da estratégia «Água Que Une», esteve ainda em Macedo de Cavaleiros, Vila Flor, Alfândega da Fé, Bragança e Carrazeda de Ansiães.

“Em Macedo de Cavaleiros, a albufeira do Azibo precisa melhorias de conservação no paredão, na rede de distribuição e na central elétrica. Em Vila Flor, visitámos as obras em curso nas Olgas, assim como em Alfândega da Fé. Em Carrazeda de Ansiães, também há um projeto de construção de uma nova barragem na Veiga, para aproveitamento hidroagrícola e abastecimento urbano”, indicou.

A empresa Aqua, S.A., coordena o financiamento e construção das infraestruturas, previstas na Estratégia “Água que Une”, segundo a qual já estão a ser executados 1 500 milhões de euros.

Esta estratégia conta com quase 300 medidas para a gestão eficiente dos recursos hídricos, algumas das quais a implementar até 2050, como a construção de novas barragens, a redução de perdas nos diferentes sistemas e a interligação de bacias hidrográficas.

De acordo com o governo, liderado por Luís Montenegro, Portugal não tem falta de água, mas necessita de gerir e armazenar esse recurso, com “instrumentos e investimentos que permitem o seu aproveitamento, seja para o consumo das pessoas, seja atividades económicas – agricultura, turismo, comércio, indústria”.

HA

Sendim: XXVI Concentração Motard Abutres do Douro

Sendim: XXVI Concentração Motard Abutres do Douro

No fim-de-semana de 24, 25 e 26 de julho, a antiga estação ferroviária da vila de Sendim, no concelho de Miranda do Douro é o local de encontro da XXVI Concentração Motard, um evento anual organizado pelo motoclube “Abutres do Douro”.

Segundo o programa, a concentração dos motociclistas inicia-se na tarde de sexta-feira, dia 24 de julho, com a abertura das inscrições, o jantar e a animação musical do grupo Konsequência.

No sábado, dia 25 de julho, alguns dos destaques para os motociclistas são os jogos tradicionais, o passeio Sunset Motard as exibições de freestile de Jaque Stunt e NH Pina.

No Domingo, dia 27 de Julho, a concentração motard termina com um passeio matinal, o almoço e entrega das lembranças aos motociclistas.

Na vila de Sendim, a Concentração Motard é organizada anualmente, pelo motoclube “Abutres do Douro”, (uma associação constituída em 1998) e conta com os apoios institucionais do Município de Miranda do Douro, da União de Freguesias de Sendim e Atenor, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sendim e da Rádio Motard FM.

HA

Cultura: “As orações de Junqueiro – Oração ao Pão e Oração à Luz” em mirandês

Cultura: “As orações de Junqueiro – Oração ao Pão e Oração à Luz” em mirandês

Numa edição bilingue, em português e mirandês, o livro “As orações de Junqueiro – Oração ao Pão e Oração à Luz”, foi apresentado na Casa da Cultura Mirandesa, em Miranda do Douro, um trabalho coordenado por Henrique Manuel Pereira e traduzido pelo professor, António Bárbolo Alves.

«Numa fase mística da sua vida, as orações ou cânticos “Oração ao Pão (1902)” e “Oração à Luz (1904)” do escritor Guerra Junqueiro são poesia pura. Estes dois textos revelam uma das dimensões mais densas e fecundas do pensamento deste escritor transmontano, natural de Freixo de Espada à Cinta”, começou por dizer o professor e tradutor, António Bárbolo.

Sobre o trabalho de tradução para língua mirandesa, António Bárbolo Alves, revelou que após uma leitura atenta e repetida dos textos de Guerra Junqueiro, tentou traduzir a essência da sua mensagem, procurando respeitar o mais possível a originalidade do poeta e político português (1850-1923).

“Na tradução e para minha agradável surpresa deparei-me com um feliz encontro entre os textos de Guerra Junqueiro e a roupagem telúrica ou rural da língua mirandesa. Na sua demanda do “segredo íntimo das coisas”, Guerra Junqueiro procurou, pela poesia e pela filosofia, a unidade profunda da vida e do ser”, disse o tradutor.

António Bárbolo indicou que a tradução da obra “As Orações de Junqueiro” prolongou-se durante mais de um ano e resultou de um trabalho conjunto com Henrique Manuel Pereira, a fotografia de Jorge Morais, retratos, gravura e ilustração de José Rodrigues, Urbano e Conceição Couceiro e a capa de Pedro Cascalheira.

Em Miranda do Douro, o livro “As orações de Junqueiro – Oração ao Pão e Oração à Luz”, traduzido para mirandês, pode ser adquirido na Casa da Cultura Mirandesa.

Para língua mirandesa, anteriormente, já havia sido traduzido outro livro de Guerra Junqueiro, “Fiel, O melro, A lágrima; poemas narrativos”, por Alfredo Cameirão, António Bárbolo Alves e Ana Afonso.

Guerra Junqueiro

Poeta e político português, nascido em 1850, em Freixo de Espada à Cinta (Trás-os-Montes), e falecido em 1923, em Lisboa.

Oriundo de uma família de lavradores abastados, tradicionalista e clerical, é destinado à vida eclesiástica, chegando a frequentar o curso de Teologia entre 1866 e 1868. Licenciou-se em Direito em Coimbra, em 1873, durante um período que coincidiu com o movimento de agitação ideológica em que eclodiu a Questão Coimbrã. Nessa cidade convive de perto com o poeta João Penha, em cuja revista literária, A Folha, faz a sua estreia literária.

Durante a sua vida, combina as carreiras administrativa (exercendo a função de secretário dos governos civis de Angra do Heroísmo e de Viana do Castelo) e política (sendo eleito por mais de uma vez deputado pelo partido progressista) com a lavoura nas suas terras de Barca de Alva, no Douro.

Entre 1911 e 1914, assume o cargo de Ministro de Portugal na Suíça.

Na fase final da sua vida, retira-se para a sua propriedade no Douro, assinalando-se então uma viragem na sua orientação poética, que se volta para a terra e para "os simples", como atestam as suas últimas obras: Pátria (1896), ainda satírica, mas já de inspiração saudosista e panteísta; Os Simples (1892) - um hino de louvor à terra, de uma poesia que evoca a sua infância, impregnada de saudosismo, de recordações calmas e consoladoras e onde se sente uma grande ternura pela correspondente paisagem social; Oração ao Pão (1902) e Oração à Luz (1904), estas enveredando por um caminho espiritual.

Fonte: Ifp

HA

Vimioso: “Investir no Futuro” para fixar a população

Vimioso: “Investir no Futuro” para fixar a população

Em Vimioso, a iniciativa “Investir no Futuro”, organizada a 22 de julho, pela Corane e pelo município de Vimioso, reuniu dezenas de pessoas interessadas em saber mais sobre o empreendedorismo e as medidas de apoio ao desenvolvimento de negócios e à criação de emprego, duas áreas consideradas fundamentais para a fixação de pessoas no concelho.

Luísa Pires, da CoraNE – Associação de Desenvolvimento dos Concelhos da Raia Nordestina, informou que a iniciativa “Investir no Futuro” foi promovida no âmbito do Contrato Local de Desemvolvimento Social (CLDS) 5G Vimis.

“O objetivo desta iniciativa foi reunir as pessoas do concelho de Vimioso, que estão em situação de desemprego e outros interessados, em saber mais sobre empreendedorismo e sobre os atuais apoios e medidas para a criação de emprego. Para acompanhar os interesados num desenvolvimento de uma ideia de negócio, estão abertas as candidaturas até 24 de julho, à Incubadora de Inovação Social Nordeste IN”, informou Luísa Pires.

Com idêntico propósito, o município de Vimioso informou que a 3INT – Incubadora para Inovação do Interior e Negócios Transfronteiriços também presta apoia no desenvolvimento de ideias de negócio e destacou a medida StartUp Voucher.

“Os jovens com idade entre os 18 e os 35 anos, que pretendam desenvolver um projeto empresarial, podem candidatar-se ao StartUp Voucher. Ao longo de 12 meses, para além de uma bolsa mensal no valor de 900€, os jovens são apoiados por mentores no desenvolvimento da ideia de negócio, com o apoio técnico da incubadora 3INT e ainda a prémios de avaliação intercalar e de concretização”, indicou o município de Vimioso.

Ao longo da sessão de informação, o público presente no auditório do pavilhão multiusos, em Vimioso teve a oportunidade de saber mais sobre assuntos como: empreendedorismo, medidas de apoio/incentivos, gestão do orçamento familiar, formação e qualificação e obtenção da Carta de Artesão/Artesã.

Para os empresários e as entidades de economia social, ao final da tarde realizou-se uma sessão de esclarecimento sobre as candidaturas ao “Apoio à Criação de Emprego e Microempreendedorismo”, que estão a decorrer até 30 de setembro. Este apoio pretende incentivar a criação de emprego, financiando novos postos de trabalho em micro e pequenas empresas em fase de expansão e em entidades da economia social (IPSS’s), desde que os contratos sejam sem termo e a tempo inteiro.

Em Vimioso, a iniciativa “Investir no Futuro” contou com a participação da Corane, através do projeto CLDS 5G Vimis e do Município de Vimioso, através da 3INT – Incubadora para Inovação do Interior e Negócios Transfronteiriços.

HA



Duas Igrejas: Ataque de lobos matou 46 ovelhas

Duas Igrejas: Ataque de lobos matou 46 ovelhas

Numa exploração agropecuária, em Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro, ocorreu um alegado ataque de lobos que matou 46 ovelhas e feriu outras 12, segundo o criador José Carvalho.

O ataque aconteceu na madrugada de 20 de julho, numa propriedade na aldeia de Duas Igrejas e o criador prevê um prejuízos superior a 15 mil euros, com os animais mortos e feridos.

«Durante um ano vou ter de repor o efetivo e isso custa muito dinheiro», disse.

Segundo os registos dos últimos três anos, no planalto mirandês, este é o ataque de lobos que provocou o maior prejuízo.

«Tinha 62 ovelhas na propriedade que fica próxima do Itinerário Complementar (IC-5) e quando cheguei a propriedade estavam, a maioria dos animais estavam mortos ou feridas» explicou.

Segundo o produtor, o ataque foi comunicado ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), para averiguações e uma eventual indemnização.

No final de outubro de 2025, os pastores do planalto mirandês queixam-se que os ataques de lobos ocorridos desde o início desse ano eram «uma calamidade.

Segundo o ICNF, o lobo-ibérico possui em Portugal o estatuto «em perigo», que lhe confere o Estatuto de Espécie Protegida.

Existem diversas medidas de proteção da espécie, entre as quais se destacam as indemnizações por danos causados pelo lobo-ibérico, e ainda vários projetos que apoiam os criadores de gado e incentivam medidas de proteção, como o uso de cães de gado de raças autóctones.

No início de dezembro de 2025, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, anunciou que o Governo iria duplicar o valor das indemnizações pagas no caso de ataque de lobos, com retroativos desde início do ano, no âmbito do Programa Alcateia.

Maria da Graça Carvalho acrescentou ainda que «uma vez que estes valores não eram atualizados desde 2017, a revisão agora efetuada traduz um aumento justo para os produtores de gado, porque passará a considerar a espécie pecuária atacada e o seu custo no mercado», disse.

Assim, para indemnizações por perda de caprinos há um aumento global de 227%; para os equídeos o aumento é de 160%, para os ovinos de 130%, e para os bovinos de 97%.

PREJUÍZOS ATRIBUÍDOS AO LOBO

Os prejuízos sobre efetivos pecuários atribuídos ao lobo são indemnizados pelo Estado Português desde a entrada em vigor da Lei n.º 90/88, de 13 de agosto - Lei de Proteção ao Lobo-ibérico.

Nesta revisão das normas aplicáveis alterou-se a abordagem que se faz ao direito à indemnização. Este modelo pretende potenciar a corresponsabilização dos proprietários de gado pela proteção do mesmo, sem pôr em causa a obrigação do Estado, de indemnizar, como compensação do risco que aqueles proprietários correm pela atividade que exercem, em áreas de presença de lobo. Institui-se um mecanismo de pagamento de indemnização que supõe o pagamento de um número limitado de prejuízos em cada ano civil, bem como uma redução do valor a pagar relativamente ao dano efetivo, à medida que aumenta o número de ocorrências.

É fixada a lista de animais passíveis de indemnização e clarificados os conceitos relativos aos requisitos de proteção a observar para que possa ser reconhecido o direito à indemnização, a título de exemplo a tipologia do cão de proteção de gado.

Outra alteração significativa prende-se com a transferência do pagamento das indemnizações do ICNF, para o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, de forma a aumentar a eficácia administrativa, proporcionado ainda uma maior acessibilidade no acompanhamento do processo por parte dos interessados.

Espera-se com este conjunto de medidas potenciar a coexistência da atividade pecuária com a presença de lobo.

De forma a melhor esclarecer sobre a implementação destas medidas, é disponibilizado um folheto informativo destinado aos criadores de gado em área de lobo.

Fonte: ICNF

Fonte: Lusa | Fotos: HA

Mogadouro: Nordeste Vivo critica prazo da consulta pública sobre a nova central fotovoltaica

Mogadouro: Nordeste Vivo critica prazo da consulta pública sobre a nova central fotovoltaica

A Plataforma Nordeste Vivo (PNV) considera “demasiado curto” o prazo da consulta pública sobre a nova Central Solar Fotovoltaica de Cereiro (Travanca), no concelho de Mogadouro, por ser um documento de “complexidade técnica e científica”.

Para a plataforma cívica, o prazo de 20 dias é demasiado curto para se analisar um documento desta complexidade técnica e científica para um território onde os fatores ambientais e agrícolas estão em causa e são as mais-valias das populações.

Por outro lado, a PNV estranha a sobreposição destes projetos fotovoltaicos com outros já em curso que estão em áreas em que a elétrica francesa Engie é promotora.

“Estanhamos o facto de estes projetos fotovoltaicos sugerirem sobreposição com outros já em fase de auscultação pública e com nomes e áreas diferentes”, disse José Jambas, membro da PNV.

A plataforma cívica considerou ainda que há falta de transferência nestes projetos de energias alternativas por parte dos seus promotores, por falta de contacto com as populações e autarquias envolvidas.

“Não houve uma auscultação prévia nem das autarquias, nem da população para se avançar para esta fase”, vincou.

A consulta pública da Central Solar Fotovoltaica de Cereiro, em Travanca, no concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, abriu hoje e termina a 11 de agosto, conforme documento publicado no portal participa.pt.

A Proposta de Definição do Âmbito (PDA) deste projeto, consultada pela Lusa, resulta da “intenção de hibridização da central hidroelétrica de Bemposta”, também no concelho de Mogadouro, e respetiva ligação à rede elétrica nacional.

O projeto em causa destina-se à produção de cerca de 205 GWh/ano, recorrendo a uma fonte renovável e não poluente, o sol, pode ler-se no mesmo documento.

A área de Estudo da Central Solar Fotovoltaica de Cereiro localiza-se nos municípios de Miranda do Douro, abrangendo a União das Freguesias de Sendim e Atenor, e de Mogadouro, abrangendo as freguesias de Saldanha e Travanca.

A PDA constitui uma fase preliminar e obrigatória do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) para centros eletroprodutores de energia renovável e infraestruturas conexas, com a qual se pretende definir e propor a autoridade de AIA.

A Central Solar Fotovoltaica vai desenvolver-se numa área de estudo que se definiu para efeitos do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) de 532 hectares de terreno destes dois concelhos do planalto mirandês.

Segundo o documento, a central poderá ser equipada no total com 171.892 módulos fotovoltaicos, de 605 Wp (Watt/pico) de potência unitária.

O estudo estima que a fase de construção do projeto tenha uma duração de aproximadamente 18 meses. A fase de exploração (vida útil) desta central é estimada em 35 anos, no final dos quais se pode considerar uma segunda fase de exploração, com um total de vida útil de 50 anos.

A PDA refere ainda que a “energia produzida na central, estimada em cerca de 205 GWh/ano, será injetada na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP), através de uma nova Linha Elétrica aérea de Muito Alta Tensão (LMAT), com uma tensão de exploração de 220 kV”.

Assim, “a área de Estudo considerada na presente PDA integra a área de Estudo da Central Solar Fotovoltaica e área de Estudo de dois corredores alternativos de ligação elétrica RESP (Corredor A e Corredor B), as quais constituem as áreas que serão objeto de avaliação no âmbito do Estudo de Impacte Ambiental”.

No que toca à avaliação dos impactes na saúde humana, comporta um grau de incerteza devido aos inúmeros fatores que a influenciam e ao modo como estes podem interagir entre si.

O projeto contemplará uma análise de risco para a saúde, avaliação qualitativa que resultar da avaliação global dos efeitos que se farão sentir nos fatores ambientais, “qualidade do ar” e “ambiente sonoro”, como também dos efeitos dos campos eletromagnéticos da linha elétrica, que indiretamente poderá influenciar a ocorrência de patologias.

A entidade promotora deste projeto é a Solar de Travanca, Unipessoal Lda..

Fonte: Lusa | Imagens: NV e Flickr

Mogadouro: Aberta consulta pública para Central Solar Fotovoltaica de Cereiro (Travanca)

Mogadouro: Aberta consulta pública para Central Solar Fotovoltaica de Cereiro (Travanca)

A consulta pública da Central Solar Fotovoltaica de Cereiro, em Travanca, no concelho de Mogadouro, decorre de 22 de julho até 11 de agosto, conforme documento publicado no portal participa.pt.

A Proposta de Definição do Âmbito (PDA) deste projeto resulta da “intenção de hibridização da central hidroelétrica de Bemposta”, também no concelho de Mogadouro e respetiva ligação à rede elétrica nacional.

O projeto em causa destina-se à produção de cerca de 205 GWh/ano, com recurso a uma fonte renovável e não poluente, o sol, pode ler-se no mesmo documento.

A área de Estudo da Central Solar Fotovoltaica do Cereiro localiza-se nos de Mogadouro, abrangendo as freguesias de Saldanha e Travanca e no concelho de Miranda do Douro, abrangendo a União das Freguesias de Sendim e Atenor.

A PDA constitui uma fase preliminar e obrigatória do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) para centros eletroprodutores de energia renovável e infraestruturas conexas, com a qual se pretende definir e propor a autoridade de AIA.

A Central Solar Fotovoltaica vai desenvolver-se dentro de uma área de estudo que se definiu para efeitos do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) de 532 hectares de terreno destes dois concelhos do Planalto Mirandês.

“A Central Solar Fotovoltaica que se perspetiva poderá possuir uma potência instalada de 104 MWp (megawatts-pico), a ser desenhada no território tendo em conta a área necessária para instalação de todos os equipamentos e infraestruturas associadas (acessos, postos de transformação, edifício de controlo e subestação), assim como a acomodação de eventuais medidas/restrições que venham a ser propostas durante o procedimento de AIA, não sendo expectável que venha a ocupar totalidade da área de estudo”, refere.

Segundo o documento, a central poderá ser equipada no total com 171.892 módulos fotovoltaicos, de 605 Wp (Watt/pico) de potência unitária.

“Nesta tipologia de projeto, a fonte de matéria-prima para a produção de energia, ou seja, o recurso de base utilizado durante toda a fase de exploração, é o sol, fonte natural e inesgotável”, indica.

O estudo estima que a fase de construção do projeto tenha uma duração de aproximadamente 18 meses. A fase de exploração (vida útil) desta central é estimada em 35 anos, no final dos quais se pode considerar uma segunda fase de exploração, com um total de vida útil de 50 anos.

A PDA refere ainda que a “energia produzida na central, estimada em cerca de 205 GWh/ano, será injetada na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP), através de uma nova Linha Elétrica aérea de Muito Alta Tensão (LMAT), com uma tensão de exploração de 220 kV”.

“Esta linha assegurará a ligação entre a Subestação da Central Solar Fotovoltaica e a Subestação da Central Hidroelétrica de Bemposta, que estabelece, por sua vez, a ligação RESP, através de uma linha dedicada”, especifica o documento.

Assim, “a área de Estudo considerada na presente PDA integra a área de Estudo da Central Solar Fotovoltaica e área de Estudo de dois corredores alternativos de ligação elétrica RESP (Corredor A e Corredor B), as quais constituem as áreas que serão objeto de avaliação no âmbito do Estudo de Impacte Ambiental”,

No que toca à avaliação dos impactes na saúde humana, comporta um grau de incerteza devido aos inúmeros fatores que a influenciam e ao modo como estes podem interagir entre si.

“Ainda assim, considera-se que deve ser tida uma abordagem preventiva e avaliar, dentro do possível, os potenciais impactes que o projeto pode ter na saúde dos recetores mais próximos, caso se reuniam as condições ideais”, lê-se.

O projeto contemplará uma análise de risco para a saúde, avaliação qualitativa que resultar da avaliação global dos efeitos que se farão sentir nos fatores ambientais, “qualidade do ar” e “ambiente sonoro”, como também dos efeitos dos campos eletromagnéticos da linha elétrica, que indiretamente poderá influenciar a ocorrência de patologias.

A entidade promotora deste projeto é a Solar de Travanca, Unipessoal Lda..

Fonte: Lusa | Imagem: Flickr