Combustíveis: UE admite medidas para enfrentar aumento de preços

Combustíveis: UE admite medidas para enfrentar aumento de preços

A Comissão Europeia considerou que a União Europeia (UE) enfrenta uma “crise de preços” na energia, devido ao conflito no Médio Oriente, admitindo medidas “direcionadas e de curto prazo” sem alterar o sistema energético europeu.

“Vou falar com os ministros da Energia [da UE] para ouvir a análise da situação e perceber quão grave ela é. Para mim é importante salientar que não estamos perante uma crise de abastecimento, porque isso, naturalmente, implicaria a necessidade de outras medidas, mas neste momento estamos numa crise de preços e o facto de os preços estarem tão elevados é algo que não podemos ignorar”, disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen.

Em declarações aos jornalistas antes do Conselho de Energia, em Bruxelas, o responsável garantiu que a instituição está a “analisar diferentes tipos de medidas”.

“Não posso entrar em muitos detalhes neste momento, mas há um ponto importante que quero sublinhar: não estamos a falar de mudanças estruturais no sistema energético europeu”, realçou.

De acordo com o responsável europeu pela tutela, estão antes em causa “medidas direcionadas e de curto prazo”.

“Aquilo que nos coloca numa posição melhor para lidar com a situação agora, comparando com 2022, é que conseguimos integrar muito mais energias renováveis nos nossos sistemas”, apontou.

Já quanto à possibilidade de alterar o modelo de funcionamento do mercado da eletricidade, “temos claramente interesse em mantê-lo como está [porque] precisamos que o mercado funcione e de garantir segurança de abastecimento, algo que o sistema de preço marginal assegura, e também precisamos de preços o mais baixos possível, algo que é garantido pelas forças de mercado”, elencou Dan Jørgensen.

O comissário europeu adiantou que, em comparação com 2022, aquando da acentuada crise energética, hoje “existe em muito maior medida um desacoplamento entre os preços do gás e da eletricidade porque são menos as horas em que é o preço do gás que acaba por determinar o preço da eletricidade”.

As declarações surgem numa altura em que os preços da energia (gás e luz) sobem no espaço comunitário.

Entre as opções em discussão na UE estão a possibilidade de limitar temporariamente o preço do gás, reduzir impostos e encargos nas faturas de energia e permitir apoios estatais a empresas e setores industriais mais afetados pelos custos elevados da energia.

Bruxelas avalia ainda eventuais ajustes no mercado europeu de carbono e a utilização de reservas estratégicas de energia para ajudar a estabilizar os preços.

Paralelamente, a Comissão Europeia defende medidas de proteção aos consumidores e insiste que a resposta estrutural passa por acelerar o investimento em energias renováveis, redes elétricas e eficiência energética, mantendo o atual modelo do mercado europeu de eletricidade.

A 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país, desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.

Qualquer escalada militar que afete a produção ou o transporte de energia – especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial – tende a gerar choques nos mercados energéticos internacionais e a elevar os preços.

Teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Argozelo: Comunidade paroquial peregrinou em via Sacra até à Cruz do Serro

Argozelo: Comunidade paroquial peregrinou em via Sacra até à Cruz do Serro

No IV Domingo da Quaresma, a 15 de março, a comunidade paroquial de Argozelo, rezou a Via Sacra em peregrinação até à Cruz do Serro, um local de extraordinária beleza, onde os Frades Capuchinhos, presidiram à celebração da missa campal.

A Via Sacra é uma das mais antigas formas de meditar a Paixão de Cristo e a expressão significa “caminho sagrado”.

A oração da Via Sacra consiste em recordar o caminho percorrido por Jesus, com a Cruz às costas, desde o pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até ao Calvário, onde foi crucificado.

Na vila de Argozelo, a oração da Via Sacra iniciou-se junto ao cemitério e decorreu ao longo de três quilómetros até ao lugar do Serro. Ao longo do percurso, uma centena de fiéis participaram ativamente, nas leituras e nos cânticos, das 14 estações da Via Sacra.

Chegados à Cruz do Serro, o franciscano, Hermenegildo Sarmento, presidiu à missa campal. Na celebração, o sacerdote timorense interpelou a assembleia questionando por que razão se reza a Paixão de Cristo? Ao que o Frade Capuchinho respondeu que é um itinerário para acompanhar e convididir o sofrimento de Jesus e simultaneamente purificar o coração e o olhar.

“Aprendamos com Jesus a aceitar e suportar com paciência os sofrimentos que a vida traz. Por vez, ficamos cegos espiritualmente, à presença de Deus e aos sofrimentos dos nossos irmãos. Peçamos a Deus que abra os nossos corações parar estar atentos aos sofrimentos dos outros e também para ver a beleza e a bondade que existe no mundo”, exortou.

No final da celebração, o Frade Capuchinho agradeceu a participação da comunidade paroquial de Argozelo, na oração da Via Sacra e na Eucaristia Dominical.

A celebração religiosa, no Serro, terminou com um lanche convívio oferecido pela freguesia de Argozelo.

HA






Caçarelhos: Teatro com uma centena de pessoas

Caçarelhos: Teatro com uma centena de pessoas

No serão de sábado, 14 de março, a aldeia de Caçarelhos, no concelho de Vimioso, foi o palco da peça de teatro “A Formosa Pelicana”, uma atividade cultural que reuniu uma centena de pessoas, locais e visitantes, para assistir à representação de um episódio da história de Portugal.

A representação teatral teve lugar no Centro de Promoção de Produtos Locais e Tradições, em Caçarelhos e a peça foi interpretada pelo Grupo Alma de Ferro. O grupo de Torre de Moncorvo representou a história de Violante Gomes, uma cristã-nova (descendente de judeus) que se casou secretamente com D. Luís de Portugal, sobrinho do rei D. Manuel I. Este casamento deu origem a D. António, Prior do Crato, que viria a ser Rei de Portugal, embora o seu reinado tenha sido curto e contestado.

Segundo a história, o casamento foi uma cerimónia privada e confidencial, realizada por razões de Estado, impostas pelo rei D. João III. A boda realizou-se na localidade de Adeganha, no concelho de Torre de Moncorvo, na Ermida da Senhora do Castelo.

O presidente do município de Vimioso, António Santos, sublinhou a importância de dar a conhecer a cultura e a história de Portugal, através do teatro à população do concelho.

“Esta peça de teatro leva-nos a recordar a história de Portugal, num momento marcante como foi a independência de Portugal, cada vez mais ameaçada pelos espanhóis. O filho deste casamento que a peça de teatro representa, D. António, o Prior do Crato, opôs-se à unificação de Portugal com Espanha. Neste conflito, o prior do Crato chegou a ser aclamado rei, na vila de Santarém, no entanto foi vencido na batalha de Alcântara, a 25 de agosto de 1580”, recordou o presidente do município de Vimioso.

O anfitrião do evento cultural, o presidente da Freguesia de Caçarelhos, Licínio Martins, destacou a novidade de trazer o teatro à aldeia.

“Se é verdade que a maioria das nossas aldeias sofre com o despovoamento e o envelhecimento das populações, também é verdade que quem aí vive, sejam as pessoas idosas, adultos, jovens e até as crianças gostam de participar e assistir a eventos culturais, como o teatro. Por isso, compete aos autarcas, sempre que possível, organizar e proporcionar eventos culturais como esta peça de teatro, interpretada pelo Grupo de Teatro Alma de Ferro”, disse o autarca de Caçarelhos.

A população de Caçarelhos ficou agradada com a vinda do teatro à aldeia e segundo o habitante local, Pedro Magalhães, os eventos culturais são ocasiões de convívio entre a população e os visitantes.

“Dou os parabéns ao município de Vimioso e à freguesia de Caçarelhos pela organização deste teatro na aldeia. Para além do valor cultural do teatro em si, estes eventos também propiciam o encontro e a confraternização entre a população da aldeia e quem nos visita”, realçou.

Em Caçarelhos, a peça teatral reuniu uma centena de pessoas, entre eles dezenas de visitantes, como Uliana Castro, que veio de Vimioso acompanhada do filho de oito anos, para assisitirem à peça de teatro “A Fermnosa Pelicana”.

«Dada a raridade de eventos culturais no interior do país, decidi proporcionar ao meu filho, um serão diferente, com a vinda até Caçarelhos, para assistirmos à peça de teatro. Ambos gostamos da representação teatral, que nos levou a conhecer um pouco da história de Portugal, numa região próxima como é Torre de Moncorvo. A afluência de tanto público comprova que as pessoas interessam-se pela cultura e por isso há que proporcionar mais eventos como este teatro à população do concelho de Vimioso”, sugeriu.

A peça “A Fermosa Pelicana”, em Caçarelhos, assim como a representação, a 27 de março, da comédia musical “ Filhas da Mãe”, em Carção, fazem parte da programação do município de Vimioso, para assinalar o Dia Mundial do Teatro.

HA



Futsal: Infantis sendineses e júniores mirandeses conquistam as taças distritais

Futsal: Infantis sendineses e júniores mirandeses conquistam as taças distritais

No Domingo, dia 15 de março, a equipa de infantis do Grupo Desportivo de Sendim e a equipa de júniores do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) venceram nos seus escalões, as taças distritais da Associação de Futebol de Bragança (AFB).

As finais da Taça Distrital de Futsal disputaram-se no pavilhão municipal de Macedo de Cavaleiros.

No escalão dos Infantis, a equipa do Grupo Desportivo de Sendim conquistou a Taça Distrital de Futsal, ao vencer a congénere do Grupo Desportivo Macedense, por convincentes 6-1.

Na final dos júniores, o Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) defrontou o Grupo Desportivo Macedense e o jogo ficou empatado até final do tempo regulamentar: 3-3.

Na decisão das grandes penalidades, os mirandeses foram mais eficazes ao converter 4 penaltis, contra 3 dos macedenses. Com esta vitória, os jovens mirandeses venceram pela primeira vez a Taça Distrital de Futsal.

Fonte e fotos: AFB

Algoso: Centro de Atividades Turísticas da Vila Histórica de Algoso

Algoso: Centro de Atividades Turísticas da Vila Histórica de Algoso

A 13 de março, o município de Vimioso assinou um contrato de financiamento para a construção do Centro de Atividades Turísticas da Vila Histórica de Algoso, um novo empreendimento que segundo a vice-presidente do município de Vimioso, Cristina Miguel, visa atrair turistas a esta localidade, que tem como principal atração o castelo medieval do século XII.

Na localidade de Algoso, pertencente ao concelho de Vimioso, a construção do Centro de Atividades Turísticas na Vila Histórica de Algoso, representa um investimento total de 500 mil euros, sendo que 400 mil euros são financiados pelo Turismo de Portugal, para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a coesão territorial no interior do país.

Em Algoso, o projeto pretende valorizar o património histórico, cultural e paisagístico deste território, mediante a reabilitação de espaços interpretativos, a instalação de sinalética inclusiva e inteligente e a criação de um centro de interpretação digital. Estão também previstos percursos pedestres e circuitos de visita, ações de capacitação para agentes locais e a definição de uma estratégia integrada de promoção do destino “Algoso Histórico e Natural”.

No total, o Turismo de Portugal vai financiar 12 projetos turísticos, nas regiões Norte, Centro, Alentejo e Ribatejo e envolvem entidades públicas, privadas e associações.

Aquando da assinatura dos projetos turísticos, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), Álvaro Santos sublinhou que o turismo é atualmente um dos setores mais dinâmicos da economia portuguesa e um dos que melhor tem projetado o país a nível internacional.

“O futuro do turismo constrói-se com qualificação, sustentabilidade e valorização do território”, afirmou, destacando o papel das CCDR na articulação entre políticas públicas, fundos comunitários e estratégias de desenvolvimento regional, garantindo que os investimentos chegam aos projetos certos e produzem impacto real nos territórios”.

Por sua vez, a vice-presidente do município de Vimioso, Cristina Miguel, destacou a importância histórica de Algoso, tendo esta localidade sido um importante centro administrativo regional na Idade Média.

“No distrito de Bragança, o único projeto aprovado foi a construção do Centro de Atividades Turísticas da Vila Histórica de Algoso. Recordo que em 1480, Algoso recebeu o seu primeiro foral – documento pelo qual se constituía o concelho – das mãos do rei de Portugal, D. Afonso V. Anos mais tarde, em 1510, D. Manuel, atribuiu a Algoso um novo foral. Com este novo projeto turístico, pretendemos criar em Algoso, um centro para o desenvolvimento de atividades turísticas, aproveitando a riqueza histórica e patrimonial do castelo de Algoso (século XII), do pelourinho manuelino (século XVI), assim como de eventos como o mercado medieval, para tornar o concelho e a região polos de atração turística”, justificou a autarca.

De acordo com a vice-presidente do município de Vimioso, Cristina Miguel, a edificação do Centro de Atividades Turísticas da Vila Histórica de Algoso visa atrair e reter turistas, em segmentos como o turismo histórico, militar, cultural e de natureza.

O programa “Crescer com o Turismo” foi lançado em fevereiro de 2025, dispõe de uma dotação de 30 milhões de euros e tem como objetivo fomentar o desenvolvimento sustentável dos territórios, com especial enfoque na valorização dos recursos turísticos.

Os projetos apoiados incidem em áreas como turismo de natureza, turismo gastronómico, turismo ativo, turismo de bem-estar e turismo cultural e patrimonial.

HA



Ver como Deus vê

IV Domingo da Quaresma – Ano A

Ver como Deus vê

1 Sam 16, 1b.6-7.10-13a / Slm 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 / Ef 5, 8-14 / Jo 9, 1-41 ou Jo 9, 1.6-9.13-17.34-38

A palavra central das leituras de hoje é “ver”. Trata-se de um “ver” autêntico, profundo, exigente. Trata-se de ver como Deus vê. Foi a recomendação que Deus fez a Samuel no momento de ungir um dos filhos de Jessé: «Não te impressiones… Deus não vê como o homem» (1.º Livro de Samuel).

É também a preocupação que São Paulo tem a respeito dos que se dizem cristãos: «Agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz, porque o fruto da luz é a bondade, a justiça e a verdade» (Carta aos Efésios).

O Evangelho de São João desenvolve, de modo particular, a problemática que rodeia o ato de ver. Primeira pergunta: estamos com os olhos abertos? É que isto, por si só, não chega para ver. Diz Jesus: «os que veem ficarão cegos». Ou seja: estar demasiado convencido de que se vê (percebe, sabe) pode impedir de ver (perceber, saber). Segunda pergunta: As coisas estão evidentes à nossa frente? É que isto, por si só, também não chega para as vermos. Note-se que o cego de nascença, que Jesus curou, está fisicamente presente no meio das pessoas. Mas, para algumas destas, não adianta. Não acreditam.

Efetivamente, os nossos olhos podem estar abertos e também a evidência das coisas estar à nossa frente. Mas é preciso que o espaço entre esses olhos e esta evidência esteja limpo. Pode estar cheio de entulho (ideias feitas) que não deixa ver: «Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado»; «Nós sabemos que esse homem é pecador»; «Como pode um pecador fazer tais milagres?». É o entulho que não deixa reconhecer quem Jesus é. Não deixa reconhecer a marca do Pai naquilo que Ele diz e faz. Na verdade, crer em Jesus é apoiar-se na sua palavra e nas suas obras enquanto revestidas da autoridade do Pai.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa | Foto; Flickr

Palaçoulo: XIII Passeio de Todo-o-Terreno (TT) “Dia do Pai”

Palaçoulo: XIII Passeio de Todo-o-Terreno (TT) “Dia do Pai”

No sábado, dia 14 de março, os montes de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro, são o trajeto do XIII Passeio de Todo-o-Terreno (TT) “Dia do Pai”, uma iniciativa coorganizada pelo clube motorizado local e a Caramonico – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Palaçoulo.

Em Palaçoulo, a prova de desporto motorizado inicia-se na manhã de sábado (8h00), com a receção e o pequeno almoço dos pilotos e acompanhantes.

A hora de partida para o passeio de todo-o-terreno está marcada para as 9h00. Nesta época pré-primaveril, os terrenos continuam molhados dada a grande quantidade de chuva que caiu nos meses de janeiro e fevereiro, pelo que os participantes no raid vão enfrentar a lama no decorrer do trajeto.

A pausa para o almoço-reforço está programada para as 13h30.

À tarde, os jipes e motos inscritos no passeio vão realizar manobras na pista de trial.

O XIII Passeio de Todo-o-Terreno (TT), em Palaçoulo, culmina com um jantar-convívio, agendado para as 18h00.

O XIII Passeio de Todo-o-Terreno “Dia do Pai” é organizado com os apoios do município de Miranda do Douro, da Freguesia de Palaçoulo e o patrocínio de empresas locais.

HA

Miranda do Douro: Empresas podem candidatar-se a concursos públicos em Portugal e em Espanha

Miranda do Douro: Empresas podem candidatar-se a concursos públicos em Portugal e em Espanha

No âmbito do projeto BID4TENDERS, que visa apoiar e capacitar as empresas no domínio da contratação pública, realizou-se a 12 de março, em Miranda do Douro, uma sessão de esclarecimento aos empresários locais, para competir nos mercados públicos, de Portugal e Espanha.

A iniciativa teve lugar no miniauditório, em Miranda do Douro, reuniu vários empresários de diferentes setores e teve como objetivo informar sobre as candidaturas a concursos públicos e a cooperação transfronteiriça.

O empresário e vice-presidente da Associação Comercial de Industrial de Miranda do Douro (ACIMD), Emanuel Soares destacou que anualmente, as entidades públicas em Portugal gastam mais de 10 mil milhões de euros na aquisição pública de bens, serviços e obras.

“Neste contexto, o projeto BID4TENDERS procura aproximar as empresas destas oportunidades, promovendo uma atitude mais estratégica face à procura pública e partilhar experiências práticas de quem já atua nos mercados português e espanhol”, indicou o dirigente da ACIMD.

Na sessão em Miranda do Douro, o vice-presidente do município, Nuno Rodrigues, indicou que este programa visa apoiar as Pequenas e Médias empresas (PME’s) e alavancar o empreendedorismo na região.

“Considero que é importante as empresas estarem preparadas para responder aos concursos públicos. Os instrumentos legislativos em Portugal, relativos a contratação pública, tem procurado não ignorar o peso específico que as PME tem, em especial, nas zonas mais desertificadas, como é o nosso concelho, sendo necessário adotar medidas específicas favorecendo a inovação e a criação de pequenas e médias empresas”, disse o autarca.

A sessão de esclarecimento em Miranda do Douro, contou com a participação do presidente da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), Pedro Lima.

Estas sessões de esclarecimento sobre o projeto BID4TENDERS são organizadas pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), em parceria com a CEG, a CEVAL e o IAPMEI.

O BID4TENDERS é um projeto cofinanciado pela União Europeia através do Programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027.

HA | Fotos: Lara Torrado

Miranda do Douro: XV Engrandecimento da Capa de d´Honras Mirandesa

Miranda do Douro: XV Engrandecimento da Capa de d´Honras Mirandesa

No Domingo, dia 15 de março, Miranda do Douro celebra a XV cerimónia dedicada ao Engrandecimento da Capa d´Honras Mirandesa, a peça de vestuário tradicional feita de burel, que é uma das marcas identitárias da Terra de Miranda.

De acordo com o município de Miranda do Douro, a cerimónia tem como finalidade valorizar as Capas d’Honra e simultaneamente registar o número de capas existentes e a sua antiguidade.

“A Capa de Honras Mirandesa é uma das mais emblemáticas peças do vestuário tradicional português. De porte majestoso, a origem da Capa de Honras remonta aos tempos medievais, derivando da capa de asperge ou capa pluvial. Adoptada inicialmente por pastores e mais tarde assumida como símbolo de fidalguia e prestígio social, esta peça tornou-se um ícone da “proua” mirandesa. Hoje, é reconhecida como uma das marcas identitárias da Terra de Miranda”, indica a autarquia.

Segundo o programa, a cerimónia de Engrandecimento da Capa D’Honras tem início às 9h00 de Domingo, 15 de março, com o acolhimento aos participantes na sede da Freguesia de Miranda do Douro. Às 10h00 inicia-se o desfile pelas ruas do centro histórico da cidade, em direção à concatedral, onde se celebra a Eucaristia Dominical, às 11h00. No final da celebração religiosa segue-se a cerimónia de Engrandecimento da Capa d’honras Mirandesa.

Dado o valor cultural desta peça de vestuário, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) inscreveu, em novembro de 2022, a Capa de Honra Mirandesa no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), culminando “um longo caminho na salvaguarda desta peça do traje mirandês”.

Segundo o Museu da Terra de Miranda, a Capa de Honras é feita de lã de ovelha, que depois de tosquiada e lavada, passa por um conjunto de processos de transformação (carmeagem, cardagem, fiação em torno ou em roca, tecelagem e pisoagem) que dão origem a um pano final espesso e irregular, bastante impermeável e térmico – o burel.

HA

Caçarelhos: Teatro “A Formosa Pelicana” a 14 de março

Caçarelhos: Teatro “A Formosa Pelicana” a 14 de março

No serão de sábado, dia 14 de março, a aldeia de Caçarelhos, no concelho de Vimioso, é o palco da peça de teatro “A Formosa Pelicana”, uma história que descreve o casamento de uma descendente de judeus com o sobrinho do rei de Portugal.

Dado que a 27 de março se assinala o Dia Mundial do Teatro, o município de Vimioso proporciona no pavilhão de Caçarelhos, às 21h00 de sábado, a peça “A Formosa Pelicana”, interpretada pelo Grupo de Teatro “Alma de Ferro” (Torre de Moncorvo).

A peça teatral descreve a história de Violante Gomes, conhecida como a “Fermosa Pelicana”, uma cristã-nova (descendente de judeus) que se casou secretamente com D. Luís de Portugal, sobrinho do rei D. Manuel I. O casamento foi uma cerimónia privada e confidencial, realizada por razões de Estado, impostas pelo rei D. João III. Segundo a história, a boda realizou-se na localidade de Adeganha, no concelho de Torre de Moncorvo, na Ermida da Senhora do Castelo. Historicamente, este casamento deu origem a D. António, Prior do Crato, que viria a ser Rei de Portugal, embora o seu reinado tenha sido curto e contestado.


O Dia Mundial do Teatro foi comemorado pela primeira vez em 1962, pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI). A data continua a ser comemorada, anualmente, a 27 de março pela comunidade internacional do teatro.

HA