Miranda do Douro: Concerto transfronteiriço celebra Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Miranda do Douro: Concerto transfronteiriço celebra Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

A Concatedral de Miranda do Douro é o palco do concerto transfronteiriço, interpretado por Luis António Pedraza (Espanha) e Xavier Rodrigues (Portugal), no serão de sábado, 18 de abril, uma iniciativa cultural que visa celebrar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

Em comunicado, o município de Miranda do Douro refere que o concerto transfronteiriço é “uma ponte musical que promove o diálogo entre tradições e reforça os laços culturais entre portugueses e espanhóis”, pode ler-se.

O espetáculo gratuito está agendado para as 21h30, na antiga Sé de Miranda e é interpretado pelos músicos Luís António Pedraza (Espanha) e Xavier Rodrigues (Portugal), numa combinação artística que simboliza a ligação entre os dois territórios transfronteiriços.

A iniciativa musical visa celebra o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que este ano tem como tema: “Património vivo: resposta de emergência em contextos de conflitos e desastres”.

“Portugal recupera de uma sucessão de fenómenos meteorológicos extremos, pelo que é importante promover a reflexão sobre a resiliência do património cultural nacional e a adoção de atitudes proativas na adaptação e salvaguarda do património perante um clima cada vez menos previsível. De olhos postos no futuro, é necessário garantir que a herança cultural portuguesa se mantém viva e é valorizada pelas gerações atuais e vindouras”, indica o PATRIMÓNIO CULTURAL, I.P. .

HA

Miranda do Douro: “Sou feliz a viver e trabalhar na Terra de Miranda” – João França

Miranda do Douro: “Sou feliz a viver e trabalhar na Terra de Miranda” – João França

João França nasceu na freguesia da Vitória, no Porto e durante a sua infância e juventude vinha regularmente a Miranda do Douro, visitar a avó, Balbina Rodrigues. Nas férias, era habitual ajudar a avó, na cozinha e no serviço de mesa do restaurante Casa da Balbina, que funciona desde 1971. Hoje, o jovem João França e o proprietário e Chef de Cozinha do restaurante.

Após a conclusão do 12º ano, João França entrou no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), onde estudou engenharia eletrotécnica. No entanto, no decorrer dos estudos universitários decidiu que a sua vocação não era a engenharia e enveredou pela licenciatura em Gestão Hoteleira, na Universidade Portucalense.

“No curso de gestão hoteleira adquiri diversos conhecimentos de planeamento e gestão de hotelaria, contabilidade, turismo, empreendedorismo, idiomas, gastronomia e vinhos, entre outros saberes. No decorrer da licenciatura realizei vários estágios, entre os quais um em Barcelona, no Hotel Pullman, onde ganhei uma nova e ampla perspetiva das potencialidades deste setor”, disse o jovem.

Em 2015, a família convidou o jovem João França, então com 27 anos, a assumir a liderança do restaurante Casa da Balbina, em Miranda do Douro. Com alguma relutância, pois esse não era o seu plano de vida, aceitou o desafio de assumir interinamente a responsabilidade do restaurante. Nos primeiros tempos, pensou que seria possível conciliar este trabalho, com outros projetos no Porto, mas depressa percebeu que isso era inconciliável. O jovem “tripeiro” viu-se obrigado a dedicar-me inteiramente ao restaurante em Miranda do Douro, onde conheceu e se apaixonou pela Lara, a sua companheira, o que o ajudou a enraizar-se definitivamente na região.

Nos primeiros tempos de trabalho na Casa da Balbina, João França dedicou-se mais ao backoffice, às tarefas de gestão e à remodelação do restaurante. As obras só aconteceram depois da pandemia, em 2022 e 2023, ano da reabertura do restaurante.

Atualmente, quem visita a Casa da Balbina, em Miranda do Douro, tem a oportunidade de degustar pratos como a vitela assada, a posta à mirandesa, o cordeiro ou cabrito assado na brasa, o frango albardado, entre outras iguarias. O jovem Chef de Cozinha, João França, é um apreciador das tradições e dos produtos regionais, aos quais gosta de acrescentar-lhes um toque de inovação e modernidade.

“Sou um apreciador da cozinha de memórias, isto é, que remetem para histórias vividas pelos nossos antepassados. Um destes pratos típicos é o frango albardado, que inicialmente é estufado, ao qual depois se coze o arroz e finalmente o frango (já estufado) é ainda frito com ovo e salsa. Antigamente, esta comida era levada na albarda do burro (daí o nome frango albardado), para comer na pausa dos trabalhos agrícolas, como a segada dos cereais”, contou João França.

Para o jovem empresário, que trocou o Porto por Miranda do Douro, esta pequena cidade fronteiriça tem um enorme potencial turístico.

“Na minha perspectiva, Miranda do Douro tem uma extraordinária beleza natural e tem um património histórico e cultural únicos, daí que seja uma cidade tão apelativa e visitada. No entanto, no meu entendimento não pode ser apenas o município e as freguesias a organizarem eventos e atividades para atrair turistas e visitantes. Isso compete-nos também nós empresários e associações, de modo a atrair ainda mais público ao longo de todo o ano e assim a dinamizar mais toda a economia local”, sugeriu.

Ao longo do ano, o restaurante Casa da Balbina recebe a visita de vários públicos, portugueses, espanhóis e turistas de inúmeras nacionalidades. Dada a vizinhança com Espanha, os espanhóis são aqueles que mais visitam o restaurante, para degustar o bacalhau, mas também para se aventurarem noutras experiências gastronómicas caraterísticos da Terra de Miranda, como o cordeiro mirandês, o frango albardado, o caldo de cascas ou a tabafeia com grelos.

Desafiado a inspirar o(a)s jovens da região que sonham viver e trabalhar no planalto mirandês, João França, encorajou-os a não ter medo de arriscar, de errar e voltar a tentar sempre que for necessário.

“No meu percurso de vida também tive que mudar de curso e não sonhava vir trabalhar para Miranda do Douro. Mas para minha surpresa, surgiu essa possibilidade e hoje em dia sou uma pessoa feliz a viver e trabalhar na Terra de Miranda”, concluiu.

HA

Igreja/Ensino: EMRC pode «não contar para a nota, conta para a vida»

Igreja/Ensino: EMRC pode «não contar para a nota, conta para a vida»

A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) está a promover a revisão das aprendizagens essenciais, sendo a sua oferta obrigatória e a frequência facultativa do 1º ao 12º ano, pelo que não conta “para a nota, mas conta para a vida”.

“Educar é educar a pessoa toda em todas as suas dimensões da vida. Desse ponto de vista, há questões que não podem ser mensuráveis, senão a própria imensurabilidade da própria pessoa humana que assim se vai concretizando”, disse o diretor do Secretariado Diocesano da Educação Moral e Religiosa Católica do Porto.

O professor Carlos Moreira salienta que “é uma questão muito pertinente” a disciplina de EMRC “não contar para a nota”, e destaca que “conta para a vida”, e independentemente do algoritmo avaliativo, “esta oferta humanizadora da disciplina permite ter aqui uma visão muito clara sobre o que é educar”, desenvolve.

Para o diretor do Secretariado da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica da Diocese do Porto, o processo avaliativo “é coerente, sequencial, sério”, e, naturalmente, o próprio aluno vai, com os seus docentes, tendo feedback, desta apropriação humanizadora do seu modo de ser e de estar”.

“Não há aqui números que se configuram numa avaliação, há a vida”, acrescenta o professor António Cordeiro, o coordenador de EMRC, no Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

Segundo este responsável, o próprio conceito quando se introduzem as aprendizagens “fala de saberes que são mobilizados, não é para ficar num somatório de saberes”, e, nesse sentido, é importante “mobilizar todo o saber em função das atitudes” que querem “promover na relação com os outros”.

“A avaliação do nosso ponto de vista mais importante não é a somativa, não é a classificativa, mas a formativa. Nós acompanhamos os alunos na sua aprendizagem específica, e dela retiramos informações para melhorarmos o nosso processo de ensino”, salientou o professor Jorge Novo, diretor do Secretariado diocesano de EMRC de Bragança-Miranda.

O SNEC, organismo da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé da CEP, está a promover a revisão das aprendizagens essenciais de Educação Moral e Religiosa Católica, processo que está a decorrer em várias disciplinas por iniciativa do Ministério da Educação, após reunião nos Serviços do Desenvolvimento Curricular do governo português.

“Era ter em conta um período de tempo de experiência, entre 2018 e 2026, e olhar este documento que sairia de 2026 a partir de três componentes novas: Primeira, olhar a avaliação, era um elemento que não constava no documento de 2018, a avaliação das aprendizagens, a articulação com a cidadania e desenvolvimento, e referências bibliográficas”, explicou o coordenador nacional de EMRC.

O professor António Cordeiro assinala que “não se trata de uma consulta pública”, mas foi dirigida aos professores, que são “quem cuida este assunto na escola, a Educação Moral e Religiosa Católica”, e incentivou os docentes, até aos dia 30 de abril, a pronunciarem sobre este “instrumento de planificação de todo o trabalho”.

Este responsável explica, sobre aprendizagens essenciais, que se fala “de saberes, de conhecimentos, de capacidades, e de atitudes”, e que o Secretariado Nacional da Educação Cristã constituiu uma equipa “que agilizou todo o processo”, da qual fizeram parte dos professores Jorge Novo e Carlos Moreira.

“Este processo não se trata de engessar as aprendizagens essenciais, trata-se de reforçar a sua inteligibilidade, a sua adaptabilidade, a sua praticabilidade no terreno, junto dos professores”, explicou o docente da Diocese de Bragança-Miranda.

Jorge Novo realça que os professores “continuam a ser essenciais na gestão das mesmas aprendizagens essenciais”, para se passar de um processo assente no ensino “para um processo assente na aprendizagem dos alunos”.

Carlos Moreira salienta que a avaliação “é um constructo curricular, que é muito caro à gramática escolar”, por isso, “quase que, em teoria, tudo passaria pela avaliação”, no caso de EMRC “injeta uma dose de humanização” da própria avaliação, “a avaliação das aprendizagens, mas também avaliação para a própria aprendizagem dos alunos”.

“Aqui há uma descrição um pouco mais parametrizada de alguns indicadores de avaliação que permitem ao próprio aluno perceber o seu próprio progresso evolutivo de aprendizagem. No sentido de conjugar diversas dimensões que estão descritas nas aprendizagens essenciais e que, naturalmente, passará pela religião, a leitura religiosa da experiência, o modo como se vê o mundo, e como se situa nele; e questões sempre muito prementes do ponto de vista ético e moral”, desenvolveu o responsável por EMRC na Diocese do Porto.

No Programa ECCLESIA na RTP2, os três entrevistados destacaram também no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica as próximas “três grandes atividades que saem da sala de aula”: o Encontro Nacional dos Alunos do Ensino Secundário, intitulado ‘Onde está o teu irmão’, esta sexta-feira e sábado, dias 17 e 18 de abril, no Fundão e na Covilhã, o Encontro Nacional do Primeiro Ciclo, no 30 de abril, no Centro Paulo VI, do Santuário de Fátima, e a Semana Nacional, com o título ‘EMRC Pontes e Palavras de Encontro’, 17 a 23 de maio.

Fonte: Ecclesia | Fotos: EMRC

Sociedade: Alunos com cursos técnicos superiores concluem os estudos

Sociedade: Alunos com cursos técnicos superiores concluem os estudos

A maioria dos alunos diplomados em cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) concluem os estudos e são cada vez menos aqueles que prosseguem para uma licenciatura.

Segundo o relatório mais recente da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEC), só 48% dos quase seis mil diplomados em 2023/2024 estavam inscritos numa licenciatura no ano letivo seguinte.

Os restantes 52% não foram encontrados no ensino superior, o que significa que, depois de concluírem o curso, não continuaram a estudar.

Oito anos antes, em 2017, o cenário era diferente: das turmas de 2016/2017, seis em cada 10 diplomados frequentavam uma licenciatura no ano seguinte.

A percentagem tem diminuído progressivamente desde então, atingindo um mínimo de 45% em 2022/2023, valor que aumentou ligeiramente nos anos seguintes.

Há, no entanto, áreas que contrariam a tendência, com Educação a liderar a lista de áreas com percentagem mais alta de diplomados que prosseguiram os estudos após concluir o CTeSP.

Desde 2016/2017, a média de diplomados de cursos de Educação inscritos em licenciaturas no ano seguinte rondou os 85%, seguindo-se Agricultura, Silvicultura, Pescas e Ciências Veterinárias (71%) e Ciências Sociais, Jornalismo e Informação (64%).

As realidades também são díspares consoante a região do país. Se em distritos como Castelo Branco, Beja, Bragança e Viseu, pelo menos 70% dos diplomados prosseguiu os estudos, nas regiões autónomas da Madeira e Açores percursos semelhantes representam uma minoria e só 13% e 8%, respetivamente, iniciou uma licenciatura após concluir o CTeSP.

Nas licenciaturas, a maioria dos diplomados também não continua a estudar depois do curso, mas essa percentagem tem-se mantido estável, com algumas oscilações, ao longo dos últimos oito anos.

No ano letivo 2023/2024, 42% dos licenciados continuavam inscritos no ensino superior, a esmagadora maioria a frequentar mestrados. Em 2017/2018, a percentagem rondava os 37%.

Também aqui, a Educação domina como área com maior percentagem de diplomados que prosseguem os estudos (77%), uma vez que o mestrado corresponde ao requisito para obter habilitação profissional para a docência.

Além da Educação, o relatório aponta outras três áreas em que mais de metade dos licenciados continua a estudar após o curso: Ciências Naturais, Matemática e Estatísticas (70%), Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção (56%) e Ciências Sociais, Jornalismo e Informação (52%).

O relatório refere ainda que, “quanto mais elevadas são as classificações finais obtidas pelos diplomados em licenciatura, maior a probabilidade de prosseguirem estudos no ano letivo seguinte”, uma tendência que não se verifica nos CTeSP.  

Fonte: Lusa

Tecnologia: Ecranização das relações dificulta empatia

Tecnologia: Ecranização das relações dificulta empatia

O psiquiatra Vítor Cotovio alertou para a mediação das relações através de écrans, que coloca em causa o desenvolvimento da empatia.

“A ecranização das relações dificulta aquilo que é capacidade de empatizar”, afirmou o também psicoterapeuta, que participa no XV Congresso de Psiquiatria São João de Deus, que decorre entre 15 e 17 de abril no Centro Ismaili, em Lisboa.

Organizada pelo Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus e o Instituto São João de Deus, a iniciativa reúne cerca de 250 participantes e centra-se no tema “Saúde Mental e Pós-Modernidade: O Analógico e o Digital”.

A propósito do encontro, o diretor clínico da Casa de Saúde do Telhal aponta que se vive um tempo de 5V’s – “muito volume, muita velocidade, muita voracidade, muita volatilidade e muita vacuidade” – advertindo que o último deles pode ser o “vazio existencial”.

“Nós precisamos daquilo que é o real, porque se não temos o real e se é o écran a mediar as relações, a minha capacidade de empatizar fica alterada”, reforçou.

O psiquiatra indicou o exemplo dos jogos de computador violentos, em que os utilizadores são indiferentes à dor do outro.

“Nós temos neurónios espelho que refletem precisamente aquilo que é a inquietação e o sofrimento do outro. Mas para ativar os neurónios espelho, eu preciso da relação real, de tempo e espaço para pensar, sentir e entender as emoções”, referiu.

Contudo, Vítor Cotovio lembra a importância das tecnologias digitais, nomeadamente no que respeita aos cuidados de saúde.

“Não se deve diabolizar as tecnologias ou as redes sociais, mas também não se deve endeusar”, frisou.

O diretor clínico do Instituto São João de Deus defende que é “muito importante que as ferramentas existam para servir as pessoas” e não para os seres humanos ficarem reféns delas.

“A inteligência artificial é fundamental, mas a inteligência artificial não tem emoções”, ao contrário da relação terapêutica, disse.

“Isso é algo que nós temos de salvaguardar sempre”, realçou Vítor Cotovio.

O programa do XV Congresso da Psiquiatria São João de Deus aborda temas como a inteligência artificial aplicada à psiquiatria, a ética digital, os novos padrões de sofrimento psíquico e a humanização da prática clínica em contextos cada vez mais mediados pela tecnologia.

O encontro reúne profissionais de diferentes áreas – médicos, psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, investigadores, gestores e decisores.

Fonte: Ecclesia

Cicloturismo: Passeio BTT para descobrir Espanha e Portugal

Cicloturismo: Passeio BTT para descobrir Espanha e Portugal

No fim-de-semana de 18 e 19 de abril, vai realizar-se um Passeio de Bicicleta Todo-o-Terreno (BTT), entre as localidades de Fermoselle e Fariza (sábado) e a cidade de Miranda do Douro e Paradela (Domingo), com a meta de dar a conhecer aos cicloturistas a natureza, a cultura e as comunidades locais, em Espanha e Portugal.

A partida para o passeio BTT inicia-se na manhã de sábado, dia 18 de abril, em Fermoselle (Espanha), num percurso de cerca de 20 quilómetros em direção a Fariza, para depois os ciclistas regressarem novamente a Fermoselle.

No serão de sábado, os participantes no passeio BTT têm a oportunidade de assisitir a um concerto ibérico na Concatedral de Miranda do Douro.

Na manhã do dia seguinte, Domingo, dia 19 de abril, a segunda etapa do passeio BBT (30 quilómetros) inicia-se às 10h00, junto ao estádio municipal de Santa Luzia em direção ao miradouro da Penha das Torres, em Paradela. Na localidade mais oriental de Portugal, os participantes na prova de BTT são presenteados com um almoço gratuito. Após o almoço, os ciclistas regressam novamente à cidade de Miranda do Douro.

Em Portugal, este evento desportivo transfronteiriço conta com a colaboração da Câmara Municipal de Miranda do Douro, da Associação de Cicloturismo “L’Crenque BTT” e da empresa “Douro Pula Canhada”.

Esta prova de cicloturismo insere-se no âmbito do projeto IBERLOBO, que é financiado pelo programa Interreg. Esta iniciativa transfronteiriça desenvolve-se nas regiões de Zamora (Espanha) e no nordeste de Portugal e pretende desenvolver uma rota cicloturística que permita aos visitantes descobrir a natureza, a cultura e as comunidades locais, de Espanha e Portugal.

HA

Ensino: Diretor da Escola Profissional de Agricultura (EPA) critica “municipalização” das escolas agrícolas 

Ensino: Diretor da Escola Profissional de Agricultura (EPA) critica “municipalização” das escolas agrícolas 

O diretor da Escola Profissional de Agricultura (EPA) de Carvalhais, em Mirandela, criticou o ministro da Educação por querer “municipalizar” as escolas agrícolas, receando pôr em causa o seu bom funcionamento na contratação de pessoal auxiliar.

Marcelino Martins esteve no Porto, numa reunião entre diretores de escolas e o ministro da Educação, Fernando Alexandre, onde disse ter ficado claro que o governante “quer com a máxima urgência que as escolas [agrícolas] sejam municipalizadas”.

O objetivo é que as 14 escolas profissionais de agricultura do país passem para a alçada da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), que detém agora pastas como a da Agricultura.

“É para descartar responsabilidades do Ministério da Educação relativamente às escolas agrícolas”, afirmou o diretor da EPA Carvalhais.

Fonte do Ministério da Educação referiu que “a rede de escolas profissionais está a ser analisada” pelos ministérios da Educação e da Agricultura.

Segundo o responsável por esta escola no distrito de Bragança, o ministro referiu que em causa está a falta de modernização destas infraestruturas, o reduzido número de alunos e a falta de oferta formativa na área, sendo necessário uma boa justificação para existirem, equacionando o encerramento de algumas.

Marcelino Martins não compreende os argumentos de Fernando Alexandre e garantiu que a EPA Carvalhais, com cerca de 190 alunos dos distritos de Bragança e de Vila Real, não se enquadra em nenhum dos parâmetros apontados, não estando em causa o seu encerramento.

“As escolas são fundamentais para o bom desenvolvimento e para mão de obra fundamental para a economia local. Nós estamos numa região tão dependente do setor primário e estamos a formar bons profissionais, não só para o mercado de trabalho, mas atenção que o senhor ministro também se esquece que muitos destes alunos ao terminarem, alguns vão para o mercado de trabalho, com emprego 100% garantido e outros vão para o ensino superior”, vincou.

No entanto, por se tratar de uma instituição aberta “365 dias por ano”, é preciso “um número elevado de assistentes operacionais”, que era colmatado com a contratação de tarefeiros, pelo Ministério da Educação, face ao número de pessoal não docente efetivo estar abaixo do rácio, “menos 12 nos assistentes operacionais e menos quatro nos assistentes técnicos”.

“De setembro a junho dão-nos tarefeiros. Dão-nos meios horários de funcionários, de quatro horas, e nós temos tido sempre à volta de 19 ou 20 e é isso que nos vai ajudando a organizar toda esta logística que é manter esta escola viva e ativa, e agora estamos com um receio muito grande do que aí vem porque não sabemos. Sinceramente, ao nível da CCDR e do município, não sei como é que se vai resolver esta situação”, disse.

Quanto à obtenção de financiamentos ou verbas do Governo, o diretor realçou que “pior não pode ser”, uma vez que “a única coisa que o Orçamento do Estado paga à escola são os vencimentos”, vivendo de receitas próprias, através da queijaria, dos lagares e das estufas que têm nas instalações.

Lamentou ainda que não tenha sido possível financiamento externo para melhorias da escola, criticando as declarações do ministro Fernando Alexandre relativas à falta de modernização.

“Disse que as escolas agrícolas eram umas escolas que não se tinham modernizado e eu continuo a perguntar como é que as escolas [agrícolas] se podiam modernizar ao longo deste tempo, porque nenhuma delas foi contemplada com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência. Apesar de terem feito várias candidaturas a Centros Tecnológicos Especializados, nenhuma das escolas agrícolas foi contemplada, apesar de bem perto de nós, com um número bem reduzido de alunos, privadas foram contempladas”, referiu.

A EPA Carvalhais, que está agora “numa terra de ninguém”, aguarda uma reunião “com a máxima urgência” com a vice-presidente da CCDR-Norte da área da Educação.

Numa nota enviada à Lusa, o PCP de Mirandela afirmou estar a acompanhar a situação, adiantando que vai “questionar o Governo através do seu grupo parlamentar, exigindo que se esclareça a articulação entre a tutela e a escola e ainda que se regularizem as carências há muito identificadas, nomeadamente quanto aos recursos humanos e investimentos na reabilitação de infraestruturas e aquisição de novos equipamentos”.

Para os comunistas, a transferência destas competências para a CCDR deixa “claro que este Governo se demitiu das suas responsabilidades, não garantindo o acompanhamento necessário destes estabelecimentos escolares”.

Fonte: Lusa | Fotos: EPA

Defesa: Portugal tem 24.517 militares

Defesa: Portugal tem 24.517 militares

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, adiantou que Portugal tem atualmente 24.517 militares nas Forças Armadas, sublinhando que há um aumento de efetivos, apesar de o número ainda não corresponder ao objetivo legal de 32 mil.

Estes números foram adiantados por Nuno Melo durante a sua audição regimental na Assembleia da República, altura em que afirmou que o país tinha 29.479 militares, em 2015 e passou para 23.757, em 2023.

Agora, de acordo com Nuno Melo, o número ronda os 24.517, assinalando uma inversão da queda nos últimos anos.

O governante considerou que a tendência é “notável” mas deve ser encarada “sem euforias”, realçando que é necessário continuar a investir em medidas para que se mantenha.

Este número continua longe do objetivo legalmente estabelecido e da meta que Nuno Melo apontou há cerca de dois anos, de atingir os 32 mil efetivos, mas o ministro disse acreditar numa relação de causalidade entre estes números e as medidas tomadas pelo executivo PSD-CDS desde que tomou posse.

Dos três ramos das Forças Armadas, Nuno Melo salientou apenas uma queda nos efetivos da Marinha, que registou 6.702 efetivos em 2024 e 6.644, em 2025.

Tal deve-se ao facto dos outros dois ramos terem quartéis e bases espalhadas por todo o território nacional e a Marinha concentrar as principais oportunidades para a formação na Base Naval de Lisboa.

Durante esta audição, que durou cerca de três horas, Nuno Melo foi também questionado pelo deputado da IL, Miguel Rangel, sobre as parcelas dos 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas militares reportados à NATO por Portugal.

Nuno Melo adiantou que os valores foram reportados seguindo os critérios da Aliança Atlântica, num total de 6.118 milhões de euros.

Segundo o governante, estes valores dividem-se em 4.114 milhões de euros “relativos à execução direta pelo Ministério da Defesa Nacional”, 2.004 milhões de euros “relativos à execução direta de outras áreas governativas diretamente conectadas com a Defesa”, onde se destacam as associadas a pagamentos de pensões militares, “cerca de 60% dos Ministérios da Defesa Interna, dos Negócios Estrangeiros, das Infraestruturas e Habitação, entre outros”.

Interrogado pelo PSD sobre o papel das Forças Armadas no combate aos incêndios, Nuno Melo afirmou que existem militares neste momento em nove municípios do país (Sertã, Proença-a-Nova, Vila de Rei, Figueiró dos Vinhos, Oleiros, Leiria, Pombal, Batalha e Marinha Grande) a limpar terrenos e a recolher madeira de forma a minimizar os riscos dos fogos florestais após o temporal, que deixou pelo território “muito material inflamável”.

Fonte: Lusa | Fotos: Exército Português

Igreja: D. Virgílio Antunes é o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

Igreja: D. Virgílio Antunes é o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP)

Para o triénio 2026-2029, D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra, foi eleito o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), tendo como vice-presidente, D. José Cordeiro, arcebispo de Braga.

A eleição para o triénio 2026-2029 decorreu na 214ª Assembleia Plenária, em Fátima, onde também foi escolhido D. José Cordeiro, arcebispo de Braga, como vice-presidente.

D. Virgílio Antunes, com 64 anos de idade, foi vice-presidente da CEP nos dois últimos mandatos; foi ainda um dos representantes do episcopado português na XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, em 2023 e 2024, no Vaticano.

“É uma missão, é um cargo que se assume dentro da Igreja, dando continuidade àquilo que é a nossa vida de serviço à Igreja, em muitos e diferentes lugares, em muitas e diferentes circunstâncias, mas é sempre o mesmo espírito”, indicou, nas suas declarações iniciais, enviadas esta tarde aos jornalistas.

O novo presidente da CEP assumiu a intenção de dar continuidade ao trabalho dos últimos anos, que considerou “muito meritório”, aludindo a áreas como “evangelização” ou “os abusos sexuais na Igreja e a proteção de menores”.

“Na Igreja não há dossiês fechados, nem que se possam fechar, e alguns deles têm a premência da continuidade, do aprofundamento”, acrescentou.

O bispo de Coimbra assumiu a necessidade de estar atentos às “questões fraturantes” na sociedade e às consequências da guerra.

“Não pode haver uma Conferência Episcopal, em Portugal ou no mundo, que esteja alheia às questões fundamentais que se passam dentro da própria Igreja e dentro da sociedade”, indicou.

O responsável católico elogiou a liderança de Leão XIV e a sua “voz carregada da energia que vem do Evangelho e não é outro objetivo nem é outra agenda, senão procurar que o Evangelho esteja presente e que seja o Evangelho”.

A nível interno, o presidente da CEP assinalou a chegada de novos bispos, com uma “nova energia”.

“Gostaria de deixar uma palavra de saudação aos meus irmãos e irmãs católicos, de uma forma muito geral a toda a sociedade portuguesa, dizendo que a Conferência Episcopal vai continuar determinada a levar por diante os seus objetivos, de uma forma atenta, de uma forma livre e, naturalmente, aberta à colaboração de todos”, apontou.

Os mandatos de presidente e vice-presidente da CEP não podem ser exercidos consecutivamente além de dois triénios, de acordo com os estatutos do organismo.

A Conferência Episcopal Portuguesa, formalmente reconhecida a seguir ao Concílio Vaticano II, em 1967, é o conjunto dos bispos das dioceses portugueses que, no exercício de funções, partilham preocupações e experiências, acertando critérios de ação.

O presidente, vice-presidente e secretário somam-se a quatro bispos eleitos pela Assembleia Plenária para constituir o Conselho Permanente, órgão delegado da Assembleia que se reúne ordinariamente todos os meses.

A Conferência Episcopal Portuguesa, formalmente reconhecida a seguir ao Concílio Vaticano II, em 1967, é o conjunto dos bispos das dioceses portugueses que, no exercício de funções, partilham preocupações e experiências, acertando critérios de ação.

O presidente, vice-presidente e secretário somam-se a quatro bispos eleitos pela Assembleia Plenária para constituir o Conselho Permanente, órgão delegado da Assembleia que se reúne ordinariamente todos os meses.

Para o mandato de 2026-2029, são vogais do Conselho Permanente o patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, por inerência do cargo; D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real; D. António Moiteiro, bispo de Aveiro; D. Armando Esteves Domingues, bispo de Angra; e D. José Traquina, bispo de Santarém.

A CEP tem ainda como órgãos as Comissões Episcopais para sectores específicos da atividade pastoral; o Secretariado-Geral, com funções práticas de expediente, administração e coordenação pastoral; e Secretariados Nacionais, de índole técnica e executiva.

Em novembro de 2025, a Assembleia Plenária aprovou a reorganização das comissões episcopais, que se traduz na autonomização da Pastoral Social em relação à Mobilidade Humana e das Comunicações Sociais relativamente à Cultura e Bens Culturais.

Desde o triénio 2011/2014, a dinamização dos diferentes setores da pastoral da Igreja Católica estava agrupada em sete comissões episcopais: Educação Cristã e Doutrina da Fé; Pastoral Social e Mobilidade Humana; Laicado e Família; Vocações e Ministérios; Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais; Liturgia e Espiritualidade; e Missão e Nova Evangelização.

O organismo tem delegados episcopais, que asseguram a sua representação permanente junto do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), da Comissão dos Episcopados da União Europeia (COMECE) e dos Institutos de Vida Consagrada.

Presidentes da CEP no século XXI

1999–2005: D. José Policarpo (patriarca de Lisboa)

2005–2011: D. Jorge Ortiga (arcebispo de Braga)

2011–2013: D. José Policarpo (regressou ao cargo após a resignação de D. Jorge Ortiga)

2013–2020: D. Manuel Clemente (patriarca de Lisboa; inicialmente como presidente interino, em 2013; reeleito para dois mandatos completos)

2020–2026: D. José Ornelas (bispo de Setúbal, mais tarde bispo de Leiria-Fátima)

Fonte: Ecclesia

Vimioso: Centro de Saúde já dispõe de sete médicos

Vimioso: Centro de Saúde já dispõe de sete médicos

Após o município de Vimioso estabelecer um novo incentivo financeiro aos médicos, o Centro de Saúde da vila recebeu a chegada de quatro novos profissionais que asseguram as consultas abertas, em regime de prestação de serviços, permitindo assim que a equipa médica possa dar resposta às solicitações da população do concelho.

Atualmente, a equipa do Centro de Saúde de Vimioso é constituída por 3 médicos de família, responsáveis pelo atendimento a cerca de 3 mil utentes do concelho de Vimioso. A esta equipa médica, juntaram-se recentemente outros quatro médicos, que asseguram as consultas abertas, em regime de prestação de serviços.

As consultas abertas, ao invés das consultas programadas, são consultas médicas e de enfermagem destinadas a dar resposta a situações de doença aguda, que necessitam de observação no próprio dia.

A vinda de quatro profissionais de saúde, para assegurar as consultas abertas, ocorreu após o município de Vimioso alterar o Regulamento de Atribuição de Incentivos e Manutenção de Médicos no Concelho, com a introdução de um apoio pecuniário de 10€/hora.

Segundo o regulamento municipal, em Vimioso, as medidas vigentes de apoio aos médicos contemplam a disponibilização de habitação permanente ou subsídio para arrendamento ou ainda a aquisição ou construção de habitação no concelho; o pagamento de despesas mensais de eletricidade, água e internet; o pagamento de equipamento, mobiliário e eletrodomésticos; a disponibilização de uma viatura municipal para deslocações profissionais médicas às freguesias do concelho; entre outros incentivos.

Com a contratação de quatro novos profissionais, em regime de prestação de serviços, trabalham atualmente no Centro de Saúde de Vimioso 7 médicos, 9 enfermeiros e 6 secretários clínicos.

O município de Vimioso sustenta que o acesso à saúde constitui um direito universal, consagrado na Constituição e determinante na qualidade de vida dos munícipes.

HA