Vimioso: Festa de Santo Antão com jogos tradicionais

Vimioso: Festa de Santo Antão com jogos tradicionais

A vila de Vimioso celebra a festa em honra de Santo Antão, no fim-de-semana de 16 e 17 de maio, com um programa religioso, musical e lúdico que inclui os torneios dos jogos tradicionais do fito e da raiola.

De acordo com a comissão de festas em honra de Santo Antão, o programa festivo inicia-se na tarde de sábado, dia 16 de maio, com as inscrições para o torneio de fito, que tem início às 15h00. Ao serão, há baile com a animação musical do grupo NV3.

No Domingo, dia 17 de maio, a festa recomeça com a celebração da missa solene em honra de Santo Antão, seguida da procissão e benção dos animais e das máquinas. Na tarde de Domingo, prossegue o campeonato concelhio dos jogos tradicionais, com as inscrições e o torneio da raiola, às 15h00.

Em Vimioso, os vencedores dos torneios de fito e da raiola vão competir na final do campeonato distrital de Jogos Tradicionais.

O Campeonato distrital de jogos tradicionais é uma iniciativa da Comunidade Intermunicipal – Terras de Trás-os-Montes (CIM-TT), que visa recuperar e valorizar jogos como o fito, a raiola, a relha, a corrida de sacos, a tração à corda, o jogo do burro e a dança das cadeiras, entre outros jogos, que noutros tempos eram motivo de lazer, convívio e festa.

Em Vimioso, a Festa em Honra de Santão Antão é uma iniciativa da comissão de festas, que conta com os apoios do município e da freguesia.

Santo Antão

Liturgicamente, a Igreja Católica celebra a festa de Santo Antão, no dia 17 de janeiro.

Santo Antão viveu entre os séculos III e IV e é considerado o pai dos monges.

Sendo filho de pais ricos, abandonou o conforto das riquezas e foi morar no deserto. Aí, dedicou-se à oração, ao trabalho e à leitura da Sagrada Escritura.

Santo Antão anunciou a todas as pessoas a importância da perseverança, como caminho para uma maior união a Deus e aos irmãos. Santo Antão foi um homem de Deus, que desde a juventude até a idade avançada, conservou o entusiasmo da fé.

Segundo o relato histórico, Santo Antão morreu perto do mar Vermelho, aos 105 anos de idade.

HA



Malhadas: Campeonato concelhio dos Jogos tradicionais a 17 de maio

Malhadas: Campeonato concelhio dos Jogos tradicionais a 17 de maio

As Olimpíadas Desportivas ou campeonato concelhio dos Jogos Tradicionais de Miranda do Douro decorrem no próximo Domingo, dia 17 de maio, a partir das 14h30, no recinto do Mercado de Gado, em Malhadas.

A iniciativa insere-se no Campeonato de Jogos Tradicionais das Terras de Trás-os-Montes e tem como principal propósito preservar e divulgar os jogos tradicionais como o fito, a raiola, a relha, o jogo da corda, a corrida de sacos, a sueca e o dominó, entre outros jogos, contribuindo assim para a preservação do património cultural e identitário da região.

“A par da componente desportiva, o evento é também um momento de convívio e confraternização entre as populações das várias freguesias, o que reforça os laços comunitários e o espírito de união”, informa o município de Miranda do Douro.

À semelhança do que acontece nos nove concelhos da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), as Olímpiadas Desportivas, visam selecionar os melhores praticantes de jogos tradicionais no concelho de Miranda do Douro, para posteriormente disputarem a final distrital.

Segundo a CIM-TTM, o Campeonato de Jogos Tradicionais visa celebrar e preservar os jogos que marcaram gerações, promovendo atividades que incentivam a interação social, o exercício físico e o contato com a natureza.

O projeto dos Jogos Tradicionais é deenvolvido no âmbito do programa “Cultura para Todos”, sendo financiado pelo Programa Operacional NORTE 2020.

Fonte: MMD

Agricultura: Mirtilos dão origem a corantes e ‘snacks’

Agricultura: Mirtilos dão origem a corantes e ‘snacks’

Na impossibilidade de serem vendidos em fresco, os mirtilos vão criar corantes e ‘snacks’ alimentares, novas utilidades que estão a ser desenvolvidas pelo MORE CoLAB – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, em Bragança.

O desafio partiu da empresa Green Factor, de Braga, que recolhe e vende mirtilos e pretende aproveitar uma grande percentagem do fruto que está a ser desperdiçado, porque já não corresponde aos padrões para ser vendido a fresco.

“Permite considerar os mirtilos de refugo não como uma perda, mas sim como uma matéria-prima com potencial para gerar inovação e novos produtos. O objetivo é conferir valor acrescentado a um recurso encaminhado para alimentação animal, contribuindo, assim, para a sustentabilidade da cadeia de valor do mirtilo”, disse Tadeu Alves, administrador da Green Factor, num comunicado enviado à Lusa.

Este trabalho de reaproveitamento do mirtilo está a ser desenvolvido pelo MORE CoLAB, em parceria com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e resulta na criação de dois produtos.

Face ao poder antioxidante do mirtilo, será extraída a cor azul, que pode ser usado na pastelaria como corante natural, para “dar cor a diferentes massas, receios ou coberturas”. “Tem desafios concretos. Esta cor azul do mirtilo tem de ser estabilizada antes de poder ser usada em processos industriais, porque senão vamos perder a cor durante os processos”, explicou o investigador Alexandre Gonçalves.

Outro dos produtos consiste na criação de uma farinha de mirtilo, que pode ser usada para ‘snacks’, como barras energéticas.

“O que nós vamos fazer é um pó de mirtilo, como se fosse uma farinha, ou seja, temos de desidratar o mirtilo, fazer esta farinha e esse pó passá-lo por processo de extrusão para podermos fazer estes diferentes produtos alimentares”, esclareceu Alexandre Gonçalves.

Nos primeiros dois anos do projeto o laboratório criará os protótipos alimentares e fará testes com potenciais consumidores e, no terceiro ano, dedicar-se-á à produção em escala, para poder ser vendido no meio industrial.

“Começamos por fazer a caracterização de todo este mirtilo de refugo. Não é só uma questão de calibres diferentes, também temos mirtilos que não estão no ponto de maturação desejado, portanto, o teor de açúcar é bastante diferente, o nível de coloração é diferente. Ainda estamos a fazer a caracterização, e esperamos no mês de junho e julho começar a fazer os primeiros protótipos alimentares”, revelou o investigador do MORE CoLAB.

Os dois produtos vão ser comercializados pela Green Factor, mas, de acordo com Alexandre Gonçalves, “a ideia é que este conhecimento possa ser explorado pelo setor como um todo”.

“Sabemos que existem outras regiões do país muito fortes nestes pequenos frutos, que poderão depois, no futuro, tentar explorar estas estratégias de valorização dos subprodutos para a produção de ingredientes alimentares ou mesmo ‘snacks’ alimentares com valor mais acrescentado”, frisou.

O projeto InovBlueValue é cofinanciado pelo Norte 2030 e a sua conclusão está prevista para dezembro de 2028.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

IPB: Produto biológico com eficácia de 95% na cura do cancro do castanheiro

IPB: Produto biológico com eficácia de 95% na cura do cancro do castanheiro

Na última década, mais de 200 mil castanheiros do nordeste transmontano, foram curados do cancro, graças a um tratamento biológico, criado pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB), projeto que foi prolongado por mais cinco anos.

O IPB e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) assinaram a 14 de maio, o protocolo que prolonga por mais cinco anos, o projeto de combate ao cancro do castanheiro, que envolve mais de três mil produtores, segundo a investigadora responsável pelo programa, Eugénia Gouveia.

O cancro do castanheiro é uma das principais doenças fitossanitárias que afeta os soutos nos concelhos de Bragança e Vinhais, onde há a maior produção de castanha do país.

O IPB desenvolveu um tratamento biológico que tem vindo a ser aplicado desde 2015 e que trata o cancro provocado pela estirpe Cryphonectria parasítica, comum na região.

De acordo com a investigadora do IPB, “10% de castanheiros” têm a doença, mas o tratamento biológico tem uma “eficácia em termos globais que rondará os 95%” e, por isso, já foram tratados “mais de 200 mil castanheiros”.

“Este é um produto biológico que atua no fungo, que é patogénico, e dessa forma o castanheiro deixa de reconhecer o fungo como parasita e para o crescimento, e promove o desenvolvimento de tecidos novos e funcionais. É um sistema altamente eficaz, altamente específico, e não interfere nem com a saúde humana, nem com o ambiente”, explicou Eugénia Gouveia.

Uma das vantagens do tratamento, em relação aos pesticidas, é que uma aplicação é suficiente para a cura da árvore.

“Todo esse trabalho que está a ser feito pelo IPB, além de já estar a apoiar de uma forma muito concreta o controlo do cancro do castanheiro, está também a obter-se informação científica para que se possa reunir, de facto, tudo o que é necessário para se vir, um dia, a homologar o produto. Até lá, obviamente, o que nos interessa a todos, quer à DGAV quer ao IPB, é apoiar os agricultores no controlo deste flagelo que afeta os nossos castanheiros”, salientou Paula Cruz Garcia, subdiretora-geral da DGAV.

O tratamento é aplicado apenas nos soutos dos agricultores que fazem parte deste programa.

O produto ainda não está à venda no mercado, sendo que, para isso, precisa de homologação. O presidente do IPB revelou hoje que espera consegui-la nos próximos anos.

“Há perspetiva que, tratando-se de um produto biológico, possa haver um processo mais simplificado e nós estamos nesta fase a preparar o dossiê para pedir a homologação do produto como produto comercial, o que dará outra liberdade”, disse Orlando Rodrigues, presidente da instituição, acrescentando que espera que antes dos cinco anos do programa o produto já esteja homologado para entrar no mercado.

Em Portugal, cerca de 85% da produção de castanha é proveniente de Trás-os-Montes. Nos concelhos de Bragança e Vinhais chegam a ser colhidas 25 mil toneladas do fruto, por ano.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr e HA

Ambiente: Proteção Civil alerta para “potencial risco” de incêndio em algumas regiões do país

Ambiente: Proteção Civil alerta para “potencial risco” de incêndio em algumas regiões do país

O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, alertou para “o potencial risco de incêndio” em algumas regiões do país, como na zona de Pedrógão Grande, onde existe a possibilidade de se enfrentar novamente grandes fogos.

“Basta percorrer o IC8 [itinerário que liga Pombal a Vila Velha de Ródão e atravessa Pedrógão Grande] para percebermos que estamos novamente naquela zona toda com potencial muito grande de ter novamente grandes incêndios”, disse Mário Silvestre.

O comandante nacional de emergência e proteção civil explicou que as áreas que são percorridas por incêndios “tendencialmente regeneram ainda com mais intensidade”, o que faz com que o fogo seja “bastante superior da próxima vez que exista um incêndio”.

Segundo o responsável, o ciclo do fogo tem entre oito a 10 anos e “está perfeitamente estudado”.

“De oito em oito anos ou de 10 em 10 anos volta a repetir-se, porque a floresta e a natureza trata de se regenerar e de crescer novamente. Cresce ainda com mais intensidade em alguns sítios. Se não tivermos uma intervenção humana que faça a gestão desse território, o potencial de termos grandes incêndios aumenta significativamente, até porque as alterações climáticas e a tal severidade meteorológica é bastante visível”, frisou.

Questionado sobre o que falhou na prevenção desde 2017, respondeu: “Não cabe a mim julgar se a prevenção funcionou ou não. A mim cabe-me olhar para o território e tentar perceber e antecipar as zonas de maior potencial de incêndio e aquela zona [IC8], neste momento, é uma zona potencial de incêndio bastante significativa”.

Nesse sentido, indicou que a Proteção Civil para aquela zona vai ter “um cuidado bastante significativo” no reforço de meios devido ao risco existente.

O comandante nacional ressalvou que em todo o país “há imensas zonas com potencial de risco de incêndio”, mas as mais críticas são o pinhal interior (concelhos dos distritos de Leiria, Castelo Branco e Coimbra), que “é sempre extremamente complexa e com um risco muito significativo”, Algarve e Norte.

Salientando que Portugal “estará sempre sujeito a um risco muito elevado de incêndios rurais”, Mário Silvestre adiantou que este ano também existe a preocupação acrescida na região de Leiria afetada pela depressão Kristin e que deixou milhares de árvores caídas no chão.

“Estamos a criar um conjunto de planos para implementar nessa região mais afetada”, disse, indicando que a prioridade atual é desobstruir caminhos florestais para os carros dos bombeiros se movimentarem durante os incêndios.

“Olhamos para o território como um todo, estamos com uma particular atenção a esse território, exatamente por causa do impacto que tivemos pela Kristin e depois por todos os outros fenómenos. Na realidade, aumentou ainda mais o problema”, precisou.

Mário Silvestre manifestou-se preocupado, mas assegurou que a Proteção Civil está “a fazer tudo aquilo que está ao seu alcance” para garantir que o impacto dos incêndios seja mitigado, considerando que o comportamento humano nos espaços florestais é “um fator decisivo”, bem como a limpeza e a proteção dos aglomerados urbanos e das casas que ficam nesses espaços.

“O dispositivo de combate terá muito mais facilidade em desenvolver as suas ações de supressão se os aglomerados urbanos estiverem devidamente protegidos, se as pessoas forem no fundo mentoras da sua autoproteção, será tudo muito mais fácil para todos”, disse.

O comandante sublinhou que Portugal tem conseguido reduzir o número de ignições de incêndio nos últimos anos, sendo este trabalho visível.

“No entanto, nos períodos mais críticos, nos períodos de maior severidade, a redução não é tão significativa quanto isso. E isto alerta-nos para que, quando estamos em dias de calor, a utilização do fogo tem que ser reduzida, eliminada, não o podemos usar. E os comportamentos não podem gerar ignições”, concluiu.

Fonte: Lusa

Santulhão: Passeio pedestre dos Três Termos a 17 de maio

Santulhão: Passeio pedestre dos Três Termos a 17 de maio

As freguesias de Santulhão, Carção e Argozelo voltam a organizar o já tradicional Passeio dos Três Termos, uma atividade conjunta, agendada para a manhã de Domingo, dia 17 de maio, que tem por meta promover o convívio entre as populações, incutir o gosto pela atividade física e dar a conhecer a beleza natural destas três localidades do concelho de Vimioso.

Este ano, cabe à freguesia de Santulhão organizar o 9º Passseio dos Três Termos e segundo o programa, a concentração dos caminhantes está agendada para as 8h30, junto ao pavilhão do Centro de Promoção dos Produtos e Tradições, em Santulhão.

Às 9h00 inicia-se o passeio pedestre de 10 quilómetros, num percurso fácil, através do qual os caminhantes têm a oportunidade de contemplar culturas como os olivais, sendo que a variedade de azeitona “santulhana” é originária desta localidade do concelho de Vimioso.

No decorrer do passeio pedestre está programada uma pausa para uma merenda e no final, a freguesia de Santulhão presenteia os caminhantes com um almoço convívio.

As inscrições no 9º Passeio Pedestre dos Três Termos são feitas presencialmente nas Juntas de Freguesia de Santulhão, Carção e Argozelo ou através dos contatos Valério (932 615 436); Daniel Ramos (932 335 998); Francisco Lopes (965 339 883).

A organização do “Passeio dos 3 Termos” recomenda o uso de calçado e roupa confortável e informa que os participantes inscritos beneficiam de seguro e têm direito a um brinde.

Anualmente, o Passeio dos 3 Termos é uma iniciaitiva conjunta das freguesias de Santulhão, Carção e Argozelo, que conta com o apoio do município de Vimioso.

HA

Palaçoulo: XXII Passeio Pedestre “Xara em Flor”

Palaçoulo: XXII Passeio Pedestre “Xara em Flor”

Em Palaçoulo, a associação Caramonico organiza na manhã de Domingo, dia 17 de maio, o XXII Passeio Pedestre “Xara em Flor”, uma atividade que este ano inclui uma visita a dois locais de arte rupestre, acompanhados pela arqueóloga, Mónica Salgado.

Segundo o programa, o passeio pedestre inicia-se às 8h00, com o acolhimento e as inscrições, na sede da associação Caramonico, em Palaçoulo.

A partida para o passeio está agendada para as 9h00 e de acordo com a arqueóloga, Mónica Salgado, no decorrer da caminhada, os participantes têm a oportunidade de visitar o “Abrigo do Passadeiro” e o Abrigo de Barroco Pardo.

O “Abrigo do Passadeiro” localiza-se num vale, onde existe um pequeno abrigo numa rocha de xisto. No seu interior há umas incisões alongadas e finas, maioritariamente em sentido vertical, que terão sido feitas com um utensílio de pedra, provavelmente um buril. Segundo os arqueólogos, estas gravuras poderão significar um sistema de escrita, sistema de contagem ou simplesmente meio de afiação de utensílios metálicos.

“Neste local, foi registado há cerca de 4 anos, mais uma gravura, um cervídeo macho de estilo subnaturalista”, acrescentou a arqueóloga, Mónica Salgado.

Outro local a visitar é o abrigo de Barroco Pardo. Trata-se de uma gruta natural, de pouca profundidade, com vários painéis onde também são visíveis vários traços verticais e oblíquos e algumas covinhas. Também neste local, às gravuras são atribuídas funcionalidades como sistema de escrita, sistema de contagem ou simplesmente meio de afiação de utensílios metálicos.

Em Palaçoulo, o passeio pedestre “Xara em Flor” é uma atividade que se realiza todos os anos, na primavera, aquando da floração das estevas (xaras, em mirandês) e tem por meta proporcionar o contato com natureza, incentivar a atividade física e o convívio.

HA

Miranda do Douro: Dia Internacional dos Museus de 17 a 22 de maio

Miranda do Douro: Dia Internacional dos Museus de 17 a 22 de maio

No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus (18 de maio), que este ano tem como tema “Museus a unir um mundo dividido”, o Museu da Terra de Miranda convida toda a comunidade a participar num conjunto de atividades que decorrem de 17 a 22 de maio, para celebrar a cultura, a identidade e o encontro entre gerações.

A diretora do Museu da Terra de Miranda, Celina Pinto, adiantou a celebração do Dia Internacional dos Museus, em Miranda do Douro, começa no fim-de-semana de 16 e 17 de maio, com a Feira de Antiguidades, na Praça Dom João III.

“Autorizada pelo município de Miranda do Douro, a Feira de Antiguidades é um evento anual que desperta o interesse do público, pois é uma oportunidade para descobrir peças únicas e reviver a história”, indicou.

O programa de atividades prossegue na tarde de Domingo, 17 de maio, com o concerto OMNIS CANTUS, na concatedral de Miranda do Douro. Sob a direção do maestro Chéu Líbano, concerto inicia-se às 16h00 , sendo também transmitido em direto, pelas páginas das redes sociais do Museu da Terra de Miranda.

“O concerto é o momento inaugural das celebrações do Dia Internacional dos Museus na Museus e Monumentos de Portugal. No Domingo, dia 17 de maio, realizam-se 26 concertos em simultâneo, envolvendo 35 grupos corais, em museus, monumentos e palácios de norte a sul do país. Com estes concertos pretende-se afirmar qie a música é uma linguagem universal e os museus são espaços de encontro, diálogo e participação”, disse a diretora do MTM.

Nos dias 18, 19, 20 e 21 de maio, o Museu da Terra de Miranda presenteia os alunos do pré-escolar, que frequentam a disciplina de Língua e Cultura Mirandesa, com visitas guiadas e pedagógicas na atividade “Cada cacharro ten l sou lhugar”.

“Esta atividade é desenvolvida pelo serviço educativo do Museu da Terra de Miranda e tem como destinatários, as crianças dos pré-escolar que frequentam a disciplina de Língua e Cultura Mirandesa. O tema das visitas guiadas e pedagógicas são as dinâmicas musicais, com enfoque na recolha do património cultural imaterial (letras e músicas) junto das populações, dando a conhecer às crianças como se faz essa recolha e que equipamentos são utilizados (vídeo, fotografia, gravadores, etc.) ”, informou.

Finalmente, no dia 22 de maio, o Museu da Terra de Miranda associa-se a representação teatral do colóquio popular mirandês “A confissão do Marujo”, que tem como palco o jardim junto à concatedral de Miranda do Douro, às 21h00.

“Inserido na I Bienal do Teatro Popular Mirandês, a representação do colóquio “A confissão do marujo”, produzida pela associação Tradifols, é um excelente meio para preservar, transmitir e divulgar a língua e a cultura mirandesas. Simultaneamente, os colóquios são uma ótima estratégia para promover o convívio e a partilha de saberes entre as diferentes gerações. Por estas razões, o Museu da Terra de Miranda associa a esta iniciativa”, justificou a diretora do MTM.

Sobre a conclusão das obras e a reabertura do Museu da Terra de Miranda, a diretora, Celina Pinto, indicou a data de 31 de agosto de 2026.

“A Comissão Europeia definiu que o prazo para executar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) termina definitivamente a 31 de agosto de 2026, sem prorrogações”, disse.

Celebrado desde 1997 para reforçar os laços dos museus com a sociedade, o Dia Internacional do Museus (18 de maio) presenteia o público com centenas de atividades, na maioria de acesso gratuito, como concertos, recriações históricas, oficinas e visitas orientadas a exposições, em dezenas de museus, monumentos e palácios, de norte a sul, da Madeira aos Açores.

A programação nacional da Museus e Monumentos de Portugal para o Dia Internacional dos Museus e s Noite Europeia dos Museus está reunida numa plataforma digital, em dim.museusemonumentos.pt, onde é possível consultar, por data, território, tipo de atividade e público-alvo, as centenas de iniciativas no universo da MMP e da Rede Portuguesa de Museus, em todo o país.

HA

Pecuária: Raças autóctones ameaçadas por ataques de lobos

Pecuária: Raças autóctones ameaçadas por ataques de lobos

As associações de criadores de gado reclamaram na Assembleia da República, numa audição da Comissão de Agricultura e Pescas, que o aumento dos ataques de lobos e a burocracia que dificulta as indemnizações do Estado, estão a destruir a pecuária e a ameaçar a sobrevivência das raças autóctones.

“Os ataques de lobo estão a destruir a pecuária tradicional do Norte de Portugal e a empurrar produtores para o abandono da atividade. Falamos de perdas que não são apenas monetárias, mas de património genético preservado ao longo de gerações, de raças autóctones que fazem parte do património nacional”, denunciou Rafael Azevedo, da UPGALL – União de Produtores de Gado Lesados pelos Lobos.

A associação foi ouvida na Assembleia da República, numa audição da Comissão de Agricultura e Pescas em que estiveram também presentes a ACOB – Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Bragançana, a ACERG – Associação de Criadores de Equinos da Raça Garrana, a Associação de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa / Ovinos Mirandeses e o GRUPO LOBO – Associação para a Conservação do Lobo e do seu Ecossistema.

As associações sustentaram que a proteção do lobo ibérico não pode ser feita em prejuízo dos criadores de gado, assinalaram dificuldades com as indemnizações do Estado e pediram para ser ouvidas.

Pelo PSD, o deputado Fernando Queiroga sustentou que “o lobo tem de ser preservado, mas não à custa do produtor”, acrescentando que o grupo parlamentar vai trabalhar para agilizar o processo.

O deputado do PS Pedro do Carmo observou que “não é solução que a proteção do lobo seja feita pelo esmagamento dos produtores de raças autóctones”, prometendo avançar com iniciativas para “defender o mundo rural”.

Pedro Frazão, do Chega, defendeu a necessidade de encontrar uma forma para que “o peso da conservação do lobo ibérico não caia sempre sobre os mesmos, senão os produtores vão capitular”, assinalando que o Estado “não está a funcionar bem”.

Jorge Pinto, do Livre, considerou que a questão burocrática é fundamental para aliar produtores e a proteção da espécie e Alfredo Maia, do PCP, questionou sobre os mecanismos que acelerem a averiguação dos ataques e a indemnização, reduzindo a burocracia.

Para Jorge Manuel Laranjinha, da ACOB, “nunca houve tantos problemas como há agora com o lobo”.

“Os ataques têm-se sucedido e quando matam, não é um animal, é à dúzia”, vincou, referindo uma situação em que “morreram 30 e tal animais e só 15 foram pagos”.

Andrea Curtinhas, da Associação de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa / Ovinos Mirandeses, afirmou que os criadores “não conseguem continuar a suportar o peso da proteção do lobo ibérico”.

“Estamos aos poucos a destruir a produção animal. Não podemos estar a preservar animais selvagens sem proteger a produção pecuária”, avisou.

José Antonio Leite, da ACERG, referiu-se aos ataques do lobo como “um problema crescente que ameaça a preservação da raça garrana”.

“A ACERG não defende qualquer posição contra o lobo. Mas salvar o lobo não pode significar condenar raças autóctones”, indicou, criticando a “teia burocrática” em torno das indemnizações.

O presidente do Grupo Lobo recusou que a associação receba subsídios do Estado e assegurou que não concorda “com a ideia de que o lobo tem de ser protegido por todas as formas”, sublinhando estar “do lado da resolução dos problemas”, defendendo “a prevenção e o apoio aos criadores e associações”.

A ministra do Ambiente disse a 05 de dezembro de 2025 que o Governo ia duplicar o valor das indemnizações pagas aos produtores, enumerando, naquele ano, o registo da morte de 435 animais por alegados ataques de lobos de 670 em 2024.

O Programa Alcateia 2025-2035, lançado pelo Governo, tem em 2026 um orçamento de 3,3 milhões de euros para proteger o lobo e indemnizar produtores. Identificou no país quatro núcleos populacionais: Peneda/Gerês, Alvão/Padrela, Bragança e Sul do Douro, num total de 58 alcateias (56 confirmadas, 2 prováveis) e cerca de 300 animais.

Fonte: Lusa | Fotos: HA

Fiscalidade: EDP recusa pagar impostos de barragens

Fiscalidade: EDP recusa pagar impostos de barragens

O município de Torre de Moncorvo mostrou-se “preocupado” com a posição da EDP de recusar o pagamento dos 335,2 milhões de euros, em impostos relativos à venda de seis barragens do Douro e Sabor.

O autarca de Torre de Moncorvo, José Meneses, reagiu a uma notícia do jornal Expresso, de 11 de maio, em que é referido que Autoridade Tributaria (AT) quer cobrar 335 milhões pela venda das barragens, mas a EDP avançou que vai para tribunal e garante que “não irá pagar” até haver decisão judicial.

No final de outubro de 2025, o Ministério Público concluiu que o Estado tinha a receber 335,2 milhões de euros em impostos e mandou a AT proceder à sua cobrança. Um mês depois, a EDP disse ter cumprido as regras fiscais e prometeu “defender os seus interesses”.

Em comunicado, o presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, José Meneses, considera que a posição da EDP “é incompreensível para as populações que vivem nestes territórios e que há muito aguardam por justiça”.

“O município de Torre de Moncorvo vai continuar a forçar, por todos os meios institucionais e legais ao seu alcance, o pagamento daquilo que é um direito da nossa região. Não estamos a pedir nenhum favor. Estamos a exigir justiça fiscal, respeito pelos municípios e reconhecimento pelo contributo que estes territórios deram e continuam a dar ao país”, indicou o autarca social-democrata do distrito de Bragança.

Citado no mesmo comunicado, José Meneses sublinha ainda que este é um assunto que ultrapassa qualquer disputa administrativa ou jurídica.

“Durante décadas, estas barragens produziram riqueza e energia para Portugal. As populações do interior suportaram os impactos no território, na paisagem e na vida das comunidades. Agora, quando está em causa uma receita que pode reforçar o investimento público local, não aceitaremos que o processo fique esquecido ou adiado indefinidamente”, vincou o autarca na mesma nota.

O município de Torre de Moncorvo apela ainda à AT para atuar com firmeza, rigor e celeridade, garantindo a cobrança dos montantes devidos e assegurando que os municípios são devidamente envolvidos e informados ao longo do processo.

O apelo é igualmente dirigido ao Governo para acompanhar esta matéria com a responsabilidade que ela exige.

“O Estado não pode permitir que os territórios do interior sejam apenas lembrados quando é preciso produzir energia, explorar recursos ou ocupar território com grandes infraestruturas. Também devem ser lembrados quando chega o momento de distribuir de forma justa o valor gerado”, lê-se na mesma nota.

O município de Torre de Moncorvo deixou ainda a garantia de que continuará, “ao lado dos outros nove municípios trasmontamos abrangidos e das entidades que têm acompanhado este processo, a defender os interesses da região e das suas populações”.

“Cinco anos depois de um negócio que envolveu cerca de 2,2 mil milhões de euros, a Autoridade Tributária notificou a EDP da intenção de cobrar valores referentes a IMT, IRC e Imposto do Selo. Parte dessa receita deve reverter para os municípios abrangidos, representando um direito legítimo das populações que, durante décadas, acolheram estas infraestruturas e suportaram os seus impactos”, sublinha este município que tem no seu território as barragens do Feiticeiro e do Baixo Sabor.

Para o município de Torre de Moncorvo, “este processo não pode continuar a arrastar-se indefinidamente”.

“A região do Douro Superior e Trás-os-Montes tem dado muito ao país, seja através da produção de energia, da ocupação do território por grandes infraestruturas ou da cedência de recursos estratégicos. É tempo de garantir que esse contributo tem o retorno devido”, sublinhou.

A vertente fiscal das barragens começou a ser discutida na sequência da venda pela EDP de seis barragens em Trás-os-Montes (Miranda do Douro, Picote, Bemposta, Baixo Sabor, Feiticeiro e Tua), por 2,2 mil milhões de euros, a um consórcio liderado pela Engie, tendo o negócio ficado concluído no final de 2020.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr