Miranda do Douro: Spot Salon venceu o Torneio de Futebol da Terronha

Miranda do Douro: Spot Salon venceu o Torneio de Futebol da Terronha

No serão de sábado, dia 25 de julho, a equipa do Spot Salon, de Miranda do Douro conquistou a II edição do Torneio de Futebol de 5 da Terronha, ao vencer no jogo da final, a equipa Vimibombas, de Vimioso, por 7-4, num jogo emocionante e cheio de golos.

Em Miranda do Douro, o último dia do torneio de futebol iniciou-se com um jogo das camadas jovens, entre as equipas PinkPanter e Mirandês, que gerou muito entusiasmo nos jovens jogadores mirandeses e trouxe também os pais e familiares às bancadas do complexo desportivo da Terronha.

Antes do jogo da final, realizou-se o jogo para apurar os 3º e 4º lugares, tendo a equipa da Freguesia de Malhadas vencido a congénere da Freguesia de Miranda do Douro, por tangenciais 2-1.

No jogo da final, a equipa do Spot Salon (Miranda do Douro) venceu a equipa da Vimibombas (Vimioso), num jogo emocionante e com muitos golos (7-4).

No final do torneio, a organização entregou prémios a todas as equipas participantes, destacando-se os três primeiros classificados: 1º Spot Salon; 2º Vimibombas e 3º Freguiesia de Malhadas. Na cerimónia de entrega de prémios foram ainda distinguidos o melhor guarda-redes (Cristiano / Spot Salon) e o melhor marcador de golos na competição (Rodrigo Carvalho / Vimibombas).

Em nome da Comissão de Festas em honra de São Judas Tadeu, Danuel Flaire, agradeceu a participação das sete equipas no torneio e a grande afluência de público no decorrer dos jogos.

“Estamos muito gratos às equipas Caramonicos, Spot Salon, União de Freguesias de Ifanes e Paradela, Freguesia de Miranda, Freguesia de Malhadas, Vimibombas e Flaire Group pela participação no II Torneio de Futebol de 5 da Terronha. Ao longo de duas semanas, estas equipas e os seus jogadores proporcionaram serões de desportivismo e de convívio no bairro da Terronha. Agradecemos também a significativa afluência de público ao complexo desportivo, o que veio animar a competição”, disse o organizador.

Já a planear o torneio do próximo ano, Daniel Flaire, adiantou que dado o sucesso com a introdução de jogos para crianças e jovens, em 2027, a organização pensa organizar um minitorneio da Terronha para os mais novos.

Em pleno verão, o Torneio de Futebol de 5 é organizado pela Comissão de Festas da Terronha e conta com os apoios institucionais do município de Miramda do Douro, da Freguesia de Miranda do Douro e a colaboração voluntária dos residentes no bairro da Terronha.

“Agradecemos a todos os voluntários que ajudaram na organização do torneio, quer no planeamento, na logística, no serviço de bar, na arbitragem dos jogos, na limpeza dos espaços, na preparação da merenda final, etc. Esta atitude demonstra que em Miranda do Douro continua a existir um forte espírito de comunidade e de entreajuda”, concluiu a organização.

HA

Miranda do Douro: Marcolino Fernandes conserva arte da cestaria

Miranda do Douro: Marcolino Fernandes conserva arte da cestaria

Aos 83 anos, Marcolino Fernandes, conserva a arte de fazer cestos de vime, na Terra de Miranda, um trabalho manual que aprendeu há mais de 50 anos e cujas cestas já estão espalhadas por vários pontos do país e do estrangeiro.

O cesteiro mirandês contou em língua mirandesa, que desde Bragança ao Pocinho, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, não há quem faça as cestas como ele, devido à técnica e aos materiais, em que utiliza vimes desfolhados, nó de vimeiro ou salgueiro, escova materiais que são colhidos nas margens do transfronteiriço rio Angueira, afluente do rio Sabor.

“Toda a matéria-prima é autóctone desta região, pois cresce nas margens do rio Angueira que nasce em Espanha e atravessa os concelhos de Miranda do Douro e Vimioso, sendo depois tratada e trabalhada ao meu jeito ”, explicou o octogenário artesão.

O cesteiro natural de São Martinho de Angueira, uma aldeia raiana do concelho de Miranda do Douro, contou que tem uma técnica única que aprendeu há mais de 50 anos na aldeia de Caçarelhos, no concelho de Vimioso e meteu-se a fazer as cestas mirandesas que levam mais de sete horas de trabalho para moldar os materiais.

Marcolino Fernandes vincou que só para descascar os vimes “são precisas mais de duas horas”.

“Fui fazendo, mas estraguei muita quantidade de vimes para aprender e construir as minhas cestas, às quais já perdi conta. Aprendi e nunca mais deixei de fazer cestas e cestos e outros objetos, como chapéus e peças musicais para entretenimento, como ruge-ruges”, explicou.

Marcolino Fernandes desabafou e disse que cada dia que não faz uma cesta já não é ele próprio, apesar das contingências físicas provocadas pela idade e das doenças que ultrapassou ao longo da sua vida.

“Este trabalho já me cansa muito as costas, os dedos das mãos com os quais é preciso fazer muita força para entrelaçar os ramos de vime que chegam aos dois metros de comprimento e são cruzados por inteiro sem deixar pontas soltas”, especificou.

Marcolino disse que antigamente havia cesteiros em quase todas as aldeias do Planalto Mirandês, porque as pessoas precisavam das cestas para a agricultura, para uso doméstico (costura), para a viticultura, decorativos, entre outras utilidades.

O cesteiro mirandês tem receio que esta arte tradicional desapareça, porque nas regiões do Planalto Mirandês e do Douro Superior já não há ninguém, ou praticamente ninguém, que trabalhe a arte da cestaria tradicional.

Marcolino Fernandes também foi ao longo de algumas décadas professor primário, mas afiançou que nem um dos seus alunos demonstrou interesse em aprender a arte de cesteiro e que os velhos artesãos escondiam os seus trabalhos antes de “serem copiados”.

“Uma vez passei ao lado de um cesteiro que trabalhava num cesto e depressa parou perante o meu olhar curioso. Mas, continuei a aprender a fazer o meu trabalho. Como na minha aldeia [São Martinho] havia muito vimes, continuei a treinar e os trabalhos foram saindo”, disse.

O veterano artesão sempre foi dizendo que agora os cestos servem para decorações e perdendo a sua utilidade de outros tempos, devido ao aparecimento de novos materiais.

O trabalho de cestaria de Marcolino Fernandes está patente no Museu da Terra de Miranda com 30 exemplares, o qual também esteve exposto no Museu Antropológico de Madrid, por empréstimo.

Pela raia nordestina é comum ver Marcolino Fernandes a trabalhar ao vivo em feiras de artesanato como Vimioso, Miranda do Douro e, do lado espanhol, em localidades castelhanas como Vitigudino, Alba de Torres, Rabanales e outras, devido à sua “técnica apurada” na arte da cestaria.

O resiliente artesão, por norma, apresenta-se como “o último cesteiro mirandês”.

“Las Cestas de Marcolino” são o mote de uma exposição etnográfica que está patente na Casa da Cultura Mirandesa, durante o verão, como forma de ajudar a perpetuar estas memórias ancestrais dos velhos e antigos cesteiros da Terra de Miranda.

“Para esta exposição comecei a fazer mais cestos de diversas formas para mostrar ao público que por aqui passa. É uma forma de divulgar e perpetuar esta arte ancestral”, vincou o cesteiro mirandês, como gosta de ser apelidado.

Para além de cesteiro e antigo professor do ensino primário, Marcolino Fernandes é também um falante e escritor de língua mirandesa, características que estão ligadas com a sua arte, devido às vivências de um passado comunitário neste território do Nordeste Transmontano.

Fonte: Lusa | Fotos: LT

Calor: Temperatura pode atingir 40 graus Celsius

Calor: Temperatura pode atingir 40 graus Celsius

Em Portugal continental, nesta semana vai ocorrer um aumento acentuado das temperaturas máximas, com a previsão de 39 e 40 graus Celsius, em alguns distritos, como o de Bragança.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos mais quentes serão Évora e Santarém com 40 graus, já Beja e Bragança atingem os 39 graus enquanto Castelo Branco e Braga chegam aos 38 graus Celsius.

No litoral, alguns dos concelhos dos distritos de Braga, Porto, Aveiro, Leiria, Lisboa, Setúbal e Faro registam temperaturas ligeiramente mais moderadas.

De 27 a 29 de julho, o distrito de Bragança está em alerta amarelo.

Recomendações perante o calor

Por causa da onda de calor, a Direção-Geral da Saúde (DGS) alertou para os riscos para a saúde, recomendando que se beba água, evite bebidas alcoólicas e opte por ambientes frescos ou climatizados.

No conjunto de recomendações, a DGS aconselha a que as pessoas se mantenham em ambientes frescos ou climatizados pelo menos por duas a três horas por dia, evitem a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11:00 e as 17:00, utilizem protetor solar com fator igual ou superior a 30, renovando a sua aplicação de duas em duas horas e após os banhos na praia ou piscina.

Recomenda ainda os cidadãos a usarem roupas de cor clara, leves e largas, cobrir a maior parte do corpo e nao esquecer do chapéu e óculos de sol, com proteção ultravioleta, e alerta para a necessidade de dar atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, tais como crianças, pessoas idosas, doentes crónicos, grávidas, trabalhadores com atividade no exterior e diz que as crianças com menos de seis meses de idade não devem estar sujeitas a exposição solar, direta ou indireta.

HA

Ensino: Inscrições para a época especial de exames de 27 a 31 de julho

Ensino: Inscrições para a época especial de exames de 27 a 31 de julho

De 27 a 31 de julho, os alunos do ensino secundário têm a possibilidade de se inscreverem numa época especial dos exames nacionais, que vai decorrer entre 3 e 8 de setembro, uma medida que visa compensar os atrasos na correção digital dos exames nacionais.

De acordo com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, os alunos que optem por repetir um exame em setembro, será considerada a melhor classificação obtida entre a 2.ª fase e a época extraordinária.

No ensino secundário, a época especial de exames surge devido aos constrangimentos provocados pela implementação da avaliação digital a cerca de 300 mil exames nacionais. Com a avaliação digital, ocorreram várias falhas técnicas, que atrasaram a correção e a divulgação das classificações.

HA

O reino dos céus é como uma rede…

XVII Domingo do Tempo Comum – Ano / A Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

O reino dos céus é como uma rede…

1 Rs 3, 5.7-12 / Slm 118 (119), 57.72. 76-77.127-128.129-130 / Rom 8, 28-30 / Mt 13, 44-52 ou Mt 13, 44-46

São Mateus apresenta-nos outras três parábolas do Reino: o tesouro (v. 44), a pérola (vv. 45-46), a rede (vv. 47-50). As duas primeiras sublinham a ideia de “tudo” na dinâmica do Reino. O empenho na busca do Reino, o esforço da construção do Reino tem de ser total, porque aquilo por que se luta é tudo. Vale a pena investir tudo quando se quer o Reino, porque o Reino é tudo: é um tesouro, uma pérola. «Foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo»; neste estava o tesouro. «Foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola»; era de grande valor.

A parábola da rede parece transmitir um ensinamento semelhante ao da parábola do trigo e do joio que vimos no Domingo passado. A rede lançada ao mar apanha toda a espécie de peixes: bons e maus. Tal como no meio do trigo pode haver joio, também no meio de peixes bons pode haver maus.

Far- -se-á a separação no momento de ver claro. «Escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora; [também] assim será no fim do mundo: os anjos sairão a separar…». É parecido com o que Jesus dizia na parábola do trigo e do joio: «Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros…».

Tem-se a esperança de, no ato de colher, juntar mesmo a totalidade do que é bom.

Procura-se que nada do que é bom se perca. Importa, assim, ter a graça que o rei Salomão pede ao Senhor: um «coração inteligente», um «coração sábio e esclarecido», para «saber distinguir o bem do mal» (1.º Livro dos Reis). O que é mau tem de ser rejeitado, mas também é preciso que no processo de destrinça não haja desperdícios desnecessários daquilo que é bom. Trata-se dum discernimento que tem de ser bem-sucedido, porque não é para benefício egoísta («longa vida», «riqueza», «morte dos inimigos»), mas para a realização da obra do Senhor.

No fim, o próprio que faz bom discernimento não fica a perder; só ganha. São Paulo diz: «Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que o amam» (Carta aos Romanos). Desde que o discernimento esteja centrado em Deus – na realização do seu Reino – há de haver benefício para quem o faz, maior até do que terá pensado.

Fonte: RMOP | Foto: Flickr

Bragança-Miranda: Dia Diocesano da Família a 26 de julho

Bragança-Miranda: Dia Diocesano da Família a 26 de julho

No Domingo, dia 26 de julho, o Secretariado da Pastoral Familiar da Diocese de Bragança-Miranda promove o Dia Diocesano da Família, em Macedo de Cavaleiros, com o tema; “Eu nunca te esquecerei/A família como lugar de memória, cuidado e esperança”, inspirada na mensagem do Papa Leão XIV.

Esta iniciativa pretende fortalecer «os laços de comunhão entre as famílias das diferentes Unidades Pastorais e comunidades, proporcionando um tempo de gratidão, celebração e partilha, afirmou Jorge Oliveira Novo, diretor do secretariado que dinamiza a atividade.

Dirigido a todas as famílias do nordeste transmontano, o programa inicia-se pelas 9h20, com o acolhimento dos participantes, seguindo-se a sessão de abertura presidida pelo bispo de Bragança-Miranda, D. Nuno Almeida.

Às 10h, o padre Fidel Ortega, dos Padres Marianos da Imaculada Conceição, apresenta a conferência subordinada ao tema “Eu nunca te esquecerei/A família como lugar de memória, cuidado e esperança”, inspirada na mensagem do Papa Leão XIV.

Segue-se o testemunho de dois casais, pelas 10h30, e um diálogo com o conferencista.

O encontro vai incluir também uma Eucaristia com a Celebração das Bodas Matrimoniais, às 11h30, presidida por D. Nuno Almeida, na qual serão homenageados e abençoados os casais que celebram 10, 25, 50, 60 ou mais anos de matrimónio, num “gesto de reconhecimento pela fidelidade e testemunho da vocação matrimonial”, assinala a diocese.

O Dia Diocesano chega ao fim com um almoço-convívio, como forma de reforçar o espírito fraterno que inspira esta iniciativa.

“O Secretariado da Pastoral Familiar convida todas as famílias da Diocese a participarem neste dia de festa e comunhão, apelando igualmente à divulgação da iniciativa nas paróquias, unidades pastorais, movimentos, grupos e comunidades”, lê-se na nota.

Para os interessados em saber mais informações, o Secretariado disponibiliza o endereço sdpastoralfamiliarbraganca@gmail.com e o número de telemóvel 960 031 793.

Fonte: Ecclesia

Ambiente: Alerta para proliferação de megaprojetos eólicos e fotovoltaicos

Ambiente: Alerta para proliferação de megaprojetos eólicos e fotovoltaicos

A Plataforma Nordeste Vivo (PNV) alertou o Governo para “a massiva e desordenada proliferação de megaprojetos” fotovoltaicos e eólicos no planalto mirandês e Douro Superior, no distrito de Bragança, que considera serem uma ameaça à soberania ambiental e alimentar.

Numa carta enviada ao ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, esta plataforma cívica e apartidária antecipa ainda “o seu impacto direto e irreversível na destruição de solo agrícola, no avanço da desertificação e na perda da soberania alimentar”.

A plataforma critica também a forma como, “fazendo ouvidos moucos” às reivindicações, a ministra do Ambiente “quer alienar terrenos de valor agrícola e silvo-pastoril aos interesses de empresas multinacionais estrangeiras do setor da energia renovável, sem sequer auscultar as populações”.

Por isso, pedem ao ministro da Agricultura que “assuma um papel ativo e vinculativo na defesa do território” e interceda junto do Ministério do Ambiente e Energia para que “seja decretada uma suspensão temporária imediata na aprovação e construção de novas centrais fotovoltaicas e eólicas na região” até que seja realizado um estudo “transparente” sobre o impacto ambiental, económico, social, cumulativo e regional.

Solicitam ainda que “se impeça a desafetação de solos integrados na Reserva Agrícola Nacional (RAN) ou classificados nos PDM [Planos Diretores Municipaos] locais como espaços agrícolas, agropastoris e florestais para fins energéticos” e “nos projetos já aprovados, se exija a aplicação estrita e fiscalizada de sistemas agrovoltaicos”

O movimento diz não contestar a premência da transição energética, mas alerta que “a velocidade e a escala com que estes projetos têm avançado por todo o país e no Nordeste Transmontano transformaram uma intenção ecológica numa grave ameaça ao ordenamento do território”.

A exposição surge na sequência das crescentes preocupações das populações, agricultores, e demais agentes locais do território de Trás-os-Montes e do Douro Superior e especificamente os concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro, Vimioso, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo.

Para a plataforma, a realidade geográfica e administrativa destes concelhos demonstra que o território está a converter-se num gigantesco “mar de espelhos”, ignorando os apelos internacionais de preservação da terra.

Em causa projetos que “ocupam, no seu conjunto, aproximadamente 1.300 hectares de terreno que irá ser vedado e artificializado” , com mais de 90% da área afetada a ser constituída por solos de aptidão agropecuária, nomeadamente culturas temporárias de sequeiro (trigo, cevada, centeio, entre outras) e zonas de pastagem.

Seundo o movimento, a pressão dos promotores estende-se pelos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Mogadouro, Miranda do Douro e Vimioso, territórios atravessados por linhas de alta e de muito alta tensão que “retalham a paisagem para escoar energia produzida nas barragens do Douro, sem que essa energia se traduza em benefícios diretos para a região”.

“A implantação dos inúmeros megaprojetos fotovoltaicos e eólicos previstos, bem como de novas linhas de alta e muito alta tensão, agravará ainda mais a fragmentação nos concelhos referidos, reduzindo áreas de aptidão agrícola e aumentando a pressão sobre o território”, adiantam.

Segundo os ativistas da plataforma cívica, as avaliações de impacto ambiental são feitas de forma individualizada, sem transparência e sem o devido conhecimento das comunidades locais.

Quanto à ameaça à soberania alimentar, a plataforma explica como terras que outrora serviram de apoio ao sistema agrícola, incluindo pastagens permanentes, estão a ser destruídas, com os solos a serem drenados e impermeabilizado, uma transformação que dizem inviabilizar a manutenção do sistema agropecuário, acelerar a desertificação e agravar o abandono territorial.

Outra das consequências passa pelo abandono de culturas tradicionais, como as associadas às raças autóctones, que deixam de ser viáveis por dependere, do uso do solo tal como é conhecido.

“Ou seja, a continuidade deste sistema silvo-pastoril tradicional, profundamente enraizado no Nordeste Transmontano, torna-se inviável com a ocupação deste território por megaprojetos energéticos”, alerta a PNV.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Apicultura: Armadilhas capturam vespas asiáticas

Apicultura: Armadilhas capturam vespas asiáticas

O município de Vinhais indicou que vespa asiática está a diminuir no concelho, após a colocação de 550 armadilhas que capturaram 6 mil rainhas desta espécie invasora, o que levou à destruição de apenas 10 ninhos.

“A informação que temos junto dos apicultores é que se nota que este trabalho tem sido profícuo, isto é, têm aparecido menos ninhos”, disse o presidente da câmara, Luís Fernandes.

Face aos prejuízos que esta espécie invasora está a causar no setor apícola, o município de Vinhais, instalou e distribuiu mais 250 armadilhas este ano, em relação ao ano anterior, perfazendo um total de 550.

Segundo a câmara, a captura das rainhas durante a primavera é considerada “a medida mais eficaz de controlo desta espécie invasora, uma vez que impede a formação de milhares de novos ninhos ao longo do ano”.

Em 2025, por esta altura já tinham sido destruídos 130 ninhos, ultrapassando os 340 em dezembro. Este ano, devido às armadilhas, foram destruídos até agora apenas 10 ninhos.

A vespa asiática faz os seus ninhos nos topos das árvores, postes e também arbustos e alimenta-se de insetos, nomeadamente abelhas.

A apicultura é uma atividade que está a crescer no concelho de Vinhais, segundo o autarca, justificando o investimento feito.

“Cada vez mais pessoas se dedicam à apicultura, sobretudo até gente mais jovem, que já utiliza esta atividade como mais uma atividade para ajudar em termos económicos, e outros já se dedicam em exclusivo. (…) É importante o município continuar a apoiar e continuar este trabalho que tem sido feito”, vincou Luís Fernandes.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Vimioso: Barragens da Alamela (Santulhão) e do Ramalhal (Angueira)

Vimioso: Barragens da Alamela (Santulhão) e do Ramalhal (Angueira)

Na manhã desta sexta-feira, dia 24 de julho, o presidente da AQUA, S.A., Macário Correia, visitou os locais de construção das barragens da Alamela, em Santulhão e do Ramalhal, em Angueira, no concelho de Vimioso, no âmbito da Estratégia “Água que Une”, que visa a gestão eficiente dos recursos hídricos.

Na visita aos locais onde estão projetados os aproveitamentos hidroagrícolas no concelho de Vimioso, o presidente da AQUA, S.A., Macário Correia, informou que o projeto da Alamela, em Santulhão, já está na fase final da avaliação ambiental.

“Após a avaliação ambiental é lançado um concurso público para a adjudicação da obra. Este projeto hidroagrícola, em Santulhão, faz parte da estratégia do governo “Água que Une”, cuja execução é da responsabilidade da empresa Aqua, S.A.. Com a visita ao local da Alamela, em Santulhão, pretendemos averiguar o ponto de situação dos trabalhos e estabelecer os contatos com o município de Vimioso e as respetiva freguesia, para em conjunto concretizarmos este projeto hidroagrícolas, desejado pela população há 80 anos”, justificou Macário Correia.

Em Santulhão, a construção da barragem/ albufeira da Alamela para regadio estava orçada em seis milhões de euros, mas segundo o presidente da Aqua, S.A., este valor terá que ser revisto, devido ao substancial aumento das matérias, por causa das guerras.

Por sua vez, o presidente do município de Vimioso, António Santos, acolheu a delegação da Aqua. S.A., com otimisimo e a esperança de tornar realidade estas duas barragens que são “dois anseios antigos das populações”.

“A água é cada vez mais um bem precioso que importa cuidar, armazenar e utilizar com rigor. Vimioso é um concelho que é atravessado por três rios, o Maçãs, o Angueira e o Sabor, cuja água é de qualidade, dada a inexistência de poluentes. Com as construções das barragens da Alamela, em Santulhão, e do Ramalhal, em Angueira, a população do concelho vai beneficiar muito com um melhor abastecimento de água, que vai servir também para regadio, para a manutenção da biodiversidade e para o combate a incêndios”, justificou o autarca vimiosense.

Referindo-se ao projeto da barragem da Alamela, em Santulhão, o presidente do município de Vimioso, mostrou-se convencido de que este aproveitamento hidroagrícola será uma realidade até 2028.

“Em Santulhão, a barragem da Alamela vai ter uma altura máxima de 16 metros e um albufeira de 7,85 hectares, o que vai armazenar água para o regadio e a plantação de novos olivais. Este aproveitamento hidroagrícola vai potenciar uma maior produção de azeitona santulhana e por conseguinte de azeite, o produto exlibris desta freguesia do concelho de Vimioso”, justificou o autarca.

O presidente da Freguesia de Santulhão, Adrião Rodrigues, tem idêntica perspectiva sobre os benefícios da futura barragem da Alamela, para o desenvolvimento agrícola desta localidade.

“A freguesia de Santulhão tem um grande potencial agrícola. A par da olivicultura e da extração de azeite, em Santulhão, também se produz vinho, cereais, mirtilos, cerejas, amoras, nozes, kiwis, batatas, entre outras frutas e legumes. Acredito que com a futura construção da barragem da Alamela para regadio, cujo projeto está em estudo prévio, a agricultura e a pecuária em Santulhão poderão desenvolver-se muito mais, na produção em quantidade e qualidade de produtos”, disse o autarca de Santulhão.

Nesta visita ao nordeste transmontano, o engenheiro Macário Correia, responsável pela implementação da estratégia «Água Que Une», esteve ainda em Macedo de Cavaleiros, Vila Flor, Alfândega da Fé, Bragança e Carrazeda de Ansiães.

“Em Macedo de Cavaleiros, a albufeira do Azibo precisa melhorias de conservação no paredão, na rede de distribuição e na central elétrica. Em Vila Flor, visitámos as obras em curso nas Olgas, assim como em Alfândega da Fé. Em Carrazeda de Ansiães, também há um projeto de construção de uma nova barragem na Veiga, para aproveitamento hidroagrícola e abastecimento urbano”, indicou.

A empresa Aqua, S.A., coordena o financiamento e construção das infraestruturas, previstas na Estratégia “Água que Une”, segundo a qual já estão a ser executados 1 500 milhões de euros.

Esta estratégia conta com quase 300 medidas para a gestão eficiente dos recursos hídricos, algumas das quais a implementar até 2050, como a construção de novas barragens, a redução de perdas nos diferentes sistemas e a interligação de bacias hidrográficas.

De acordo com o governo, liderado por Luís Montenegro, Portugal não tem falta de água, mas necessita de gerir e armazenar esse recurso, com “instrumentos e investimentos que permitem o seu aproveitamento, seja para o consumo das pessoas, seja atividades económicas – agricultura, turismo, comércio, indústria”.

HA

Sendim: XXVI Concentração Motard Abutres do Douro

Sendim: XXVI Concentração Motard Abutres do Douro

No fim-de-semana de 24, 25 e 26 de julho, a antiga estação ferroviária da vila de Sendim, no concelho de Miranda do Douro é o local de encontro da XXVI Concentração Motard, um evento anual organizado pelo motoclube “Abutres do Douro”.

Segundo o programa, a concentração dos motociclistas inicia-se na tarde de sexta-feira, dia 24 de julho, com a abertura das inscrições, o jantar e a animação musical do grupo Konsequência.

No sábado, dia 25 de julho, alguns dos destaques para os motociclistas são os jogos tradicionais, o passeio Sunset Motard as exibições de freestile de Jaque Stunt e NH Pina.

No Domingo, dia 27 de Julho, a concentração motard termina com um passeio matinal, o almoço e entrega das lembranças aos motociclistas.

Na vila de Sendim, a Concentração Motard é organizada anualmente, pelo motoclube “Abutres do Douro”, (uma associação constituída em 1998) e conta com os apoios institucionais do Município de Miranda do Douro, da União de Freguesias de Sendim e Atenor, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sendim e da Rádio Motard FM.

HA