Miranda do Douro: Colóquio sobre a Pastorícia Extensiva na Biodiversidade

Miranda do Douro: Colóquio sobre a Pastorícia Extensiva na Biodiversidade

No dia 10 de abril, o miniauditório de Miranda do Douro é o local do colóquio “O papel da Pastorícia Extensiva na Biodiversidade – Será o pastor o Guardião do Ecossistema?”, uma iniciativa que reúne criadores pecuários, técnicos e entidades para debater o contributo da pastorícia extensiva na preservação dos ecossistemas.

O colóquio inicia-se às 14h00 e conta com a presença do Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, da Diretora-Geral de Alimentação e Veterinária, Susana Pombo, do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, entre outros representantes institucionais.

O evento pretende valorizar o papel dos pequenos ruminantes, nomeadamente ovinos e caprinos, enquanto guardiões da biodiversidade. A rusticidade destas espécies e a sua capacidade de adaptação a ambientes adversos, muitas vezes com escassez de recursos, tornam-nos fundamentais para a gestão sustentável do território.

Entre os principais objetivos do colóquio está a reflexão sobre o contributo da pastorícia extensiva na redução da carga combustível, assumindo-se como uma estratégia ecológica
e preventiva de silvopastorícia.

A atividade dos rebanhos contribui para a diminuição da biomassa vegetal e, consequentemente, para a redução do risco e da intensidade dos incêndios rurais.

A iniciativa pretende ainda promover o debate sobre a reprogramação do PEPAC, tendo em conta os resultados dos 10 anos de apoio aos livros genealógicos, dar a conhecer as
medidas de apoio aos produtores e refletir sobre o papel da pecuária nos ecossistemas.

Este encontro é também uma oportunidade para destacar a relevância da atividade pecuária e da profissão de pastor nas regiões rurais.

O programa inclui apresentações técnicas de várias entidades (DGAV, Confagri, CCDR Norte) e uma mesa-redonda com especialistas.

Fonte: MMD

Pecuária: Apoio à instalação de novos criadores

Pecuária: Apoio à instalação de novos criadores

O Governo vai atribuir um prémio de 30 mil euros à instalação de novos criadores pecuários, uma medida que faz parte do programa para a redução da carga combustível nos terrenos, segundo um diploma publicado em Diário da República.

A dotação total deste apoio é de 2,5 milhões de euros.

“O apoio assume a forma de subvenção não reembolsável atribuída por cinco anos. O montante do apoio […] corresponde a um prémio à instalação no valor global de 30.000 euros”, lê-se na portaria.

Nos primeiros três anos, o apoio é de 8.400 euros, passando a 2.400 euros anuais nos restantes dois anos.

A isto acresce uma ajuda à aquisição de bovinos, ovinos e caprinos, até um limite máximo, definido em aviso do IFAP – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas.

Podem beneficiar deste apoio pessoas e empresas com parcelas registadas no Sistema de Identificação Parcelar do IFAP, localizadas em várias freguesias dos municípios de Almodóvar, Castelo de Vide, Gavião, Marvão, Nisa, Odemira, Ourique, Portalegre, Alcoutim, Aljezur, Loulé, Monchique, São Brás de Alportel, Silves, Tavira, Águeda, Aguiar da Beira, Albergaria-a-Velha, Almeida, Alvaiázere, Anadia, Ansião, Arganil, Batalha, Belmonte, Carregal do Sal, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Castro Daire, Celorico da Beira e Coimbra.

São ainda abrangidas algumas freguesias dos municípios de Condeixa a Nova, Covilhã, Figueira de Castelo de Vide, Figueiró dos Vinhos, Fornos de Algodres, Fundão, Gois, Gouveia, Guarda, Idanha-a-Nova, Leiria, Lousã, Mangualde, Manteigas, Mealhada, Mêda, Miranda do Corvo, Mortágua, Nelas, Oleiros, Oliveira de Frades, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penalva do Castelo, Penamacor, Penela, Pinhel, Pombal, Porto-de-Mós, Proença a Nova, Sabugal, Santa Comba Dão, Sátão, São Pedro do Sul, Seia, Sertã, Sever do Vouga, Soure, Tábua, Tondela, Trancoso, Vila de Rei, Vila Nova de Paiva, Vila Nova de Poiares, Vila Velha de Ródão, Viseu e Vouzela.

Somam-se freguesias dos municípios de Abrantes, Alcanena, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Rio Maior, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Alfândega da Fé, Alijó, Amarante, Amares, Arcos de Valdevez, Armamar, Arouca, Baião, Boticas, Braga, Bragança, Cabeceiras de Basto, Caminha, Carrazeda de Ansiães, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Chaves, Cinfães, Fafe, Felgueiras, Freixo de Espada à Cinta, Gondomar, Guimarães, Lamego, Macedo de Cavaleiros, Marco de Canaveses, Melgaço, Mesão Frio, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Moimenta da Beira, Monção, Mondim de Basto, Montalegre, Murça, Oliveira de Azeméis, Paredes, Paredes de Coura, Penafiel, Penedono, Peso da Régua, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Póvoa do Lanhoso, Resende, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Maria da Feira, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Terras de Bouro, Torre de Moncorvo, Vale de Cambra, Valença, Valongo, Valpaços, Viana do Castelo, Vira do Minho, Vila Flor, Vila Nova de Ceveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real, Vila Verde, Vimioso e Vinhais.

No âmbito do programa para a redução da carga combustível, o Governo determinou também as condições de acesso ao apoio à conversão de matos em novas pastagens, também disponível para pessoas e empresas com parcelas localizadas nos mesmos territórios delimitados para o anterior apoio.

O apoio em causa, que conta com cinco milhões de euros de dotação total, assume igualmente a forma de subvenção não reembolsável, correspondendo ao pagamento de custos unitários.

A portaria assinada pelos ministros do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, e da Agricultura, José Manuel Fernandes, entra em vigor esta terça-feira, dia 7 de abril.

Fonte: Lusa | Foto: ACOM

Vimioso: Município denuncia descargas ilegais no rio Angueira

Vimioso: Município denuncia descargas ilegais no rio Angueira

O presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, denunciou à GNR descargas ilegais no rio Angueira, a montante da freguesia de Angueira, no concelho de Vimioso, numa área integrada na Rede Natura 2000.

O autarca vimosense indicou que após a deteção desta situação no rio Angueira, foi chamado o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR em Miranda do Douro e foi ainda informada, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) sobre estas alegadas descargas ilegais no rio Angueira, numa extensão de cerca de dois quilómetros.

“A água apresenta uma cor escura acastanhada, ao longo de cerca de dois quilómetros. O que acontece é que ninguém sabe a razão para esta coloração da água. Tanto quanto sei, a primeira descarga terá acontecido na sexta-feira e a segunda no Domingo de Páscoa.”, explicou o autarca de Vimioso.

Segundo António Santos, os acontecimentos foram comunicados às autoridades e de momento o SEPNA da GNR encontra-se a investigar esta ocorrência numa zona classificada como Rede Natura 2000.

“No Domingo de Páscoa, foram comunicados os factos às autoridades. O SEPNA já está a investigar para apurar as origens deste crime ambiental”, disse António Santos.

As descargas no rio ocorreram a montante da freguesia de Angueira, no concelho de Vimioso.

Fonte oficial da GNR explicou que foi feita uma denúncia a relatar possíveis descargas poluentes no rio Angueira.

De acordo com a mesma fonte, “o SPNA da GNR encontra-se a diligenciar para verificar os factos relatados”, disse.

Nuno Bilber, habitante de Angueira, disse que na sexta-feira Santa, dia 3 de abril, “a água apresentava uma coloração cinzenta esverdeada e um cheiro idêntico ao de carne em decomposição”. 

“São descargas que aconteceram pela primeira vez neste curso de água e ainda há qualquer explicação para situação. Não temos nesta região unidades industriais com capacidade para este grau de poluição, o que nos deixa mais intrigados. Estas datas não são inocentes, já que se trata de período festivo e as autoridades poderão não estar em pleno funcionamento”, explicou Nuno Bilber.

Fonte: Lusa | Foto: AS

Miranda do Douro: Certificação da Bola Doce Mirandesa

Miranda do Douro: Certificação da Bola Doce Mirandesa

No decorrer da Feira da Bola Doce Mirandesa, a 2 de abril, realizou-se uma sessão de esclarecimento sobre o processo de certificação deste produto gastronómico da Terra de Miranda, uma certificação que segundo o vice-presidente do Município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, garante a qualidade e um maior valor económico da Bola Doce Mirandesa.

O vice-presidente do Município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, afirmou que a certificação da Bola Doce Mirandesa é um garante de qualidade e autenticidade na produção deste doce tradicional da Terra de Miranda.

“Para o Município de Miranda do Douro, o processo de certificação da Bola Doce Mirandesa é mais um desígnio que tem como finalidade realçar as características deste doce tradicional da Terra de Miranda. Com a certificação, a própria produção da bola doce mirandesa vai ser inscrita como parte integrante do nosso património, prevenindo a usurpação do nome e da sua reputação. Com a certificação, a Bola Doce Mirandesa vai ganhar não só estatuto de qualidade mas também um maior valor económico”, disse o autarca mirandês.

O processo de certificação da Bola Doce Mirandesa está a ser desenvolvido pela associação Qualifica / Origin Portugal. De visita a Miranda do Douro, a engenheira, Teresa Pais Coelho explicou que a missão da associação Qualifica / Origin Portugal é o desenvolvimento agrícola e rural através da valorização, qualificação, defesa, promoção e dignificação dos produtos tradicionais portugueses, como é o caso da Bola Doce Mirandesa e consequentemente dos seus produtores e territórios.

Sobre o estado do processo de certificação da Bola Doce Mirandesa, Teresa Pais Coelho adiantou que o trabalho de identificação das caraterísticas deste produto gastronómico já está feito, faltando agora reunir todos os produtores de Bola Doce Mirandesa que tencionam formar um agrupamento.

“O caderno com as especificações da Bola Doce Mirandesa já está concluído e pronto para ser enviado para o Ministério da Agricultura”, indicou.

Em Trás-os-Montes, entre os produtos já certificados estão a Amêndoa Douro, o Azeite de Trás-os-Montes, o Cabrito Transmontano, a Carne Mirandesa, a Castanha da Terra Fria e o Cordeiro/Canhonho Mirandês, o Queijo de Cabra Transmontano, o Mel de Montesinho.

HA

Miranda do Douro: “Os mirandeses valorizam e transformam a sua identidade em riqueza e desenvolvimento”, Álvaro Santos, presidente da CCDR – Norte.

Miranda do Douro: “Os mirandeses valorizam e transformam a sua identidade em riqueza e desenvolvimento”, Álvaro Santos, presidente da CCDR – Norte

De 2 a 4 de abril, realizou-se na cidade de Miranda do Douro, a Feira da Bola Doce e Produtos da Terra, um certame que recebeu a visita de milhares de pessoas, entre eles, os presidentes da CCDR-Norte, Álvaro Santos e do Turismo Porto e Norte, Luís Martins, que elogiaram a proatividade dos mirandeses na afirmação da sua identidade e atratividade do seu território.

Na inauguração da Feira da Bola Doce e Produtos da Terra, a presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril, disse que este certame anual, organizado no decorrer da Semana Santa, tem vindo a crescer de ano para ano.

“A Feira da Bola Doce e Produtos da Terra é um bom exemplo de como Miranda do Douro, sendo um território periférico, consegue destacar-se através da promoção dos produtos endógenos, do apoio aos produtores locais e na atração visitantes. Como acontece todos os anos, o certame é visitado por milhares de pessoas, espanhóis e outros turistas, que aproveitam os dias de descanso da Semana Santa para visitarem Miranda do Douro”, disse a autarca mirandesa.

Sobre a Bola Doce Mirandesa, Helena Barril, disse que este doce tradicional de Páscoa é mais do que um produto gastronómico.

“A bola doce mirandesa é um símbolo de identidade coletiva, pois é memória, tradição e saber acumulado ao longo de gerações”, sublinhou a autarca de Miranda do Douro.

Na visita a Miranda do Douro, para a inauguração da Feira da Bola Doce e Produtos da Terra, o novo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Álvaro Santos, elogiou a resiliência e a proatividade dos mirandeses na defesa e promoção da sua identidade.

“Aqui, no planalto mirandês, sentimos com particular intensidade aquilo que é a essência do nosso país: a capacidade de resistir, de preservar, de inovar sem perder raízes. A Bola Doce Mirandesa é o reflexo de uma comunidade que valoriza aquilo que é seu e que sabe transformar essa riqueza em desenvolvimento”, disse o presidente da CCDR – Norte.

Para Álvaro Santos, não há futuro para o interior do país sem a valorização dos seus recursos. Para o dirigente da CCDR-Norte, a valorização dos produtos endógenos, o apoio aos produtores locais, a dinamização de eventos são fundamentais para fixar população, criar valor económico, atrair visitantes e reforçar a coesão do território.

“Vivemos tempos exigentes, em que os territórios do interior enfrentam desafios significativos. Mas também são tempos de oportunidades. O mundo procura cada vez mais autenticidade, qualidade, sustentabilidade e tradição com inovação”, indicou Álvaro Santos.

Por sua vez, o presidente do Turismo Porto e Norte, Luís Pedro Martins, enfatizou a correlação entre a valorização das tradições e dos produtos endógenos com o crescimento do turismo.

“A Feira da Bola Doce e Produtos da Terra é uma montra viva da gastronomia, do artesanato, da cultura e do turismo. Este certame espelha bem o dinamismo desta região e o empenho da autarquia de Miranda do Douro em apoiar os pequenos produtores, os empresários e a comunidade do concelho de Miranda do Douro”, enalteceu Luís Pedro Martins.

Referindo-se ao potencial turístico de Miranda do Douro, o presidente do Turismo Porto e Norte, destacou a conjugação da beleza natural, com o património histórico e a riqueza cultural do concelho.

“O atual executivo do Município de Miranda do Douro, liderado pela presidente, Helena Barril, tem elevado a fasquia ao imprimir um forte dinamismo turístico-cultural no concelho e por isso, esta região é atualmente, uma referência turística em Portugal”, destacou.

Na perspetiva, Luís Pedro Martins, o turismo é uma atividade fundamental para dinamizar a economia, criar empregos e contrariar o despovoamento.

“O turismo desenvolve outras atividades como a hotelaria, a restauração e a animação turístico cultural. Miranda do Douro é uma região viva, criativa, sustentável e por isso está a afirmar-se nacional e internacionalmente como um destino turístico de eleição”, destacou o presidente do Turismo Porto e Norte.

De acordo com dados do Turismo Porto e Norte, em 2024, o concelho de Miranda do Douro, registou a visita de 22.064 hóspedes, um aumento de 5,2% relativamente ao ano de 2023.

HA



Santulhão: Eucaristia e visita pascal anunciaram a ressurreição de Cristo

Santulhão: Eucaristia e visita pascal anunciaram a ressurreição de Cristo

No Domingo de Páscoa, dia 5 de abril, a paróquia de Santulhão celebrou a Ressurreição de Cristo, com a eucaristia dominical e a visita pascal pela aldeia, uma tradição religiosa que continua a ser muito apreciada pelas famílias, que com veneração abrem as portas das suas casas para receber o anúncio da Ressurreição de Cristo.

Na homília da missa de Páscoa, Frei Hermenegildo Sarmento, afirmou que ser discípulo de Cristo é ser enviado a anunciar a boa notícia da Ressurreição do Senhor.

Referindo-se às leituras do Domingo de Páscoa, o sacerdote capuchinho exortou a assembleia a afeiçoar-se às coisas do alto, isto é aos valores de Deus, como a piedade, a misericórdia, o perdão e a reconciliação.

“Somos filhos de Deus , somos luz do mundo!”, disse o sacerdote.

Em Santulhão, a celebração religiosa prosseguiu com a visita pascal pela aldeia, às casas das famílias. No decorrer da visita pascal, anuncia-se Cristo Ressuscitado e o sacerdote benze as respetivas famílias e as casas, com uma breve oração comunitária.

Na celebração da Missa de Páscoa da Ressurreição do Senhor, o Papa Leão XIV afirmou, em Roma, que a ressurreição de Cristo é o fundamento de uma esperança que recusa a rendição ao mal e à indiferença perante o sofrimento humano.

“A Páscoa é uma vitória: da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”, referiu Leão XIV, na sua primeira mensagem pascal, proferida na varanda central da Basílica de São Pedro.

HA



O Senhor ressuscitou, aleluia, aleluia!

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor – Ano A

O Senhor ressuscitou, aleluia, aleluia!

At 10, 34a.37-43 / Slm 117 (118), 1-2.16ab-17.22-23 / Col 3, 1-4 ou 1 Cor 5, 6b-8 / Jo 20, 1-9 ou (à tarde) Lc 24, 13-35

São João descreve a realidade imediata que a ressurreição de Jesus põe à nossa frente: o sepulcro vazio. O corpo de Jesus não está lá. Agora cada um reagirá a isto. Maria Madalena deparou-se com a pedra retirada e correu a chamar outros. Pedro entrou no sepulcro e pôs-se a olhar para as ligaduras e o sudário. O outro discípulo (o próprio João) correu à frente e debruçou-se à porta; finalmente, entrou; repentinamente, «viu e acreditou».

O ponto de partida de todos é o mesmo: «ainda não tinham entendido». O ponto de chegada também poderá ser o mesmo: hão de entender. Mas o trajeto dum ponto ao outro será consoante cada um. Foi assim com os que tinham convivido com Jesus; é assim também connosco.

De facto, dá gosto escutar como se chega a perceber a presença de Jesus por entre momentos de ausência sentida. É fascinante ver as maneiras pessoais de compreender que Jesus «ressuscitou dos mortos»: um compreender que vem por dentro do que a vida é. Uma garantia nos é dada à partida, conforme o sermão de Pedro: «Eles mataram-no, suspendendo-o na cruz». Mas «Deus ressuscitou-o ao terceiro dia» (Atos dos Apóstolos). 

Agora precisamos da atitude que nos permite entender o que aqui está dito. São Paulo ensina-a: morrermos para nós mesmos, a fim de ressuscitarmos com Cristo. Ficaremos enriquecidos; teremos uma visão maior da vida. Acederemos ao quanto dela está «escondida com Cristo em Deus» (Colossenses).

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Semana Santa: Igreja inicia Tríduo Pascal

Semana Santa: Igreja inicia Tríduo Pascal

A Igreja Católica inicia esta Quinta-feira Santa, as celebrações do Tríduo Pascal, evocando a instituição da Eucaristia e do sacerdócio.

O período de três dias decorre até ao Domingo de Páscoa, assinalando os momentos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo nas comunidades católicas, seguindo as indicações deixadas pelos Evangelhos sobre estes acontecimentos.

Palavra latina, que significa um período de três dias, o ‘Tríduo’ constitui uma espécie de “centro de gravidade” do ano litúrgico da Igreja Católica.

A Missa vespertina da Ceia do Senhor marca o arranque deste tempo com um caráter festivo, recordando o mandamento do amor através do rito do lava-pés.

Durante a manhã, o clero diocesano congrega-se em volta dos respetivos bispos para a Missa Crismal, momento de renovação das promessas sacerdotais e de preparação dos óleos sagrados.

A celebração matutina inclui a consagração do óleo do crisma e a bênção dos óleos dos catecúmenos e dos enfermos, destinados à administração dos sacramentos nas paróquias ao longo de todo o ano.

Os santos óleos

Óleo dos Catecúmenos: usado nas cerimónias de Batismos de crianças e de adultos, como sinal da eleição do candidato.

Óleo dos Enfermos: usado pelos padres na administração do Sacramento da Unção dos Doentes.

Óleo do Crisma: usado nas celebrações do Sacramento da Confirmação, ungindo a fronte dos que são crismados; usa-se também nas celebrações de ordenação dos bispos e dos padres, como sinal da consagração e unção sacerdotal, bem como para a dedicação de igrejas e consagração de altares.

Os óleos são levados pelos padres para todas as paróquias.

A Missa vespertina assinala o início do Tríduo com um caráter festivo, evocando a instituição da Eucaristia e do sacerdócio e o “mandamento do amor”, simbolizado no gesto do lava-pés.

Durante o canto do hino do “Glória” tocam-se os sinos pela última vez, que ficam silenciosos até ao “Glória” da Vigília Pascal, na noite de sábado para Domingo.

A evocação da Última Ceia de Jesus com os seus discípulos, no Cenáculo, segue os relatos dos evangelistas Marcos, Lucas e Mateus, bem como do apóstolo São Paulo; no decorrer da refeição, Jesus lavou os pés aos apóstolos, num gesto de humildade, serviço e amor que é repetido pelo presidente da celebração, que retira a casula (uma das vestes do sacerdote durante a Missa) e se cinge com uma toalha grande.

Na Basílica de São João de Latrão, o Papa vai lavar os pés, simbolicamente, a 12 sacerdotes da Diocese de Roma.

Após a Missa, só volta a existir celebração da Eucaristia, na Igreja Católica, na Vigília Pascal; antes da celebração, o sacrário deve estar vazio e, no final da mesma, após a oração da comunhão, forma-se um cortejo, passando por toda a Igreja, que acompanha as hóstias consagradas até ao lugar onde ficam até à noite de sábado, numa capela reservada para o Santíssimo Sacramento.

Simbolicamente, o altar da celebração é desnudado, como sinal do despojamento e sofrimento do Cristo, sendo sugerido ainda que se cubram as cruzes da Igreja com um véu de cor vermelha ou roxa.

O conjunto destas cerimónias remonta aos primórdios do Cristianismo, seguindo os relatos bíblicos sobre a Última Ceia de Jesus com os apóstolos no Cenáculo.

Fonte: Ecclesia | Foto: Flickr

Economia: Pastores queixam-se do baixo preço de venda do cordeiro

Economia: Pastores queixam-se do baixo preço de venda do cordeiro

Nesta época da Páscoa, os pastores do distrito de Bragança queixam-se de estarem a vender os cordeiros ao mesmo preço do Natal, apesar do aumento significativo dos custos de produção, alegando que a atividade pecuária está cada vez menos rentável.

Alcina Afonso vendeu 150 cordeiros esta semana. A seguir à época do Natal, a Páscoa é a altura do ano que mais impacto tem na comercialização dos animais.

Em declarações, esta pastora do concelho de Bragança disse que cada cordeiro foi vendido a 80 euros, o mesmo preço do Natal. No entanto, garantiu que os gastos não são os mesmos.

“Nem o gasóleo, nem as rações, nem os adubos, [no Natal] não estava nada ao preço de agora”, afirmou, salientando que “está tudo mais caro”.

Segundo a agricultora, um dos tratores que usa diariamente gasta atualmente, com a subida do preço dos combustíveis, cerca de 300 euros de gasóleo agrícola.

“É mesmo para deixar de trabalhar, com esta subida do gasóleo. (…) [O trator] é usado para tudo, para fazer comer aos animais, para colher, para limpar os estábulos, é para tudo, sem os tratores não vivíamos, não conseguíamos. Até para levar os amimais ao matadouro, para os transportar, é para tudo. Sem gasóleo parávamos completamente”, explicou.

Tendo em conta este aumento de custos de produção, bem como o trabalho com os animais, Alcina Afonso considera que o valor justo por cada cordeiro deveria ser 100 euros.

A agricultora tem mais de 500 ovelhas da raça churra galega bragançana. Todos os dias leva os animais para o pasto, onde comem erva, assegurando que dá qualidade à carne. Apenas no inverno os cordeiros são criados no estábulo, o que representa um gasto de 45 euros, por dia, em alimento.

Apesar de não desistir do setor e de ser esta a sua vida, porque já o faz há 40 anos, vincou que já não sabe se compensa. “É trabalhar, trabalhar para nada, para no fim do ano ter menos do que ter no princípio”, afirmou.

São poucos os jovens que querem ser pastores e, por isso, “os rebanhos estão a acabar todos”.

Os que ainda existem são mantidos por pessoas mais velhas, como Alcina Afonso e Ana Maria Reis.

Ana Maria Reis, pastora também do concelho de Bragança, vendeu 20 cordeiros nesta época festiva, a 80 ou 90 euros por cabeça. “Podiam dar mais um bocadinho, porque uma pessoa leva muito trabalho para os criar”, queixou-se.

No Natal e na Páscoa é quando vende mais cordeiros, mas “durante o ano é para esquecer”. E o grão, a palha e a água, disse à Lusa, fica “tudo muito caro”, porque o preço do grão “subiu muito” e o do combustível “nem se fala”.

“Para um lavrador, está pela hora da morte”, afirmou Ana Maria Reis que, apesar de lamentar, disse que é preciso “aguentar”, porque é este o seu ganha-pão e do marido.

Um trabalho que admitiu ser duro e difícil, no qual é preciso ter pernas, porque se anda muito, contrariamente ao ditado que “diz que a vida de pastor é a vida de senhor”.

É por isso que pensa que o futuro do setor está em causa, porque já só “meia dúzia” de jovens ainda se dedicam à atividade.

“As coisas estão cada vez mais caras e os jovens não estão para se empenhar”, disse.

Uma coisa é certa, apesar de a criação de gado ser cada vez menos rentável, tanto Alcina Afonso como Ana Maria Reis afirmaram, sem qualquer hesitação, que não deixariam a profissão, porque andar no campo é “diferente”.

Fonte: Lusa | Foto: ACOM

Páscoa: Governo concede tolerância de ponto na tarde de Quinta-feira Santa

Páscoa: Governo concede tolerância de ponto na tarde de Quinta-feira Santa

O Governo concede tolerância de ponto na tarde desta quinta-feira, 2 de abril, considerando a “prática habitual” de deslocação de muitas pessoas para fora do seu local de residência na Páscoa, refere um despacho assinado pelo primeiro-ministro. Luís Montenegro.

No despacho refere-se que “é concedida tolerância de pontos aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços de administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados e nos institutos públicos, no período da tarde de Quinta-Feira Santa, dia 2 de abril de 2026”.

Portugal é um país maioritariamente católico e para a Igreja, a Semana Santa é momento central do ano litúrgico, durante a qual se recorda a prisão, julgamento e execução de Jesus, culminando com a Páscoa, celebração da ressurreição de Cristo.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr