Miranda do Douro: Capas d’Honra juntaram mirandeses e espanhóis

Miranda do Douro: Capas d’Honra juntaram mirandeses e espanhóis

A cerimónia de Engrandecimento da Capa d’Honras Mirandesa, celebrou-se no passado Domingo, dia 15 de março, na cidade de Miranda do Douro, num evento que contou com a participação de duas centenas de mirandeses e espanhóis, envergando as tradicionais capas da Terra de Miranda e das regiões espanholas de Aliste, Sayago e Béjar.

A cerimónia dedicada à Capa d’Honras Mirandesa iniciou-se na manhã de Domingo, 15 de março, com o desfile das tradicionais capas, pelas ruas do centro histórico da cidade de Miranda do Douro, até à concatedral.

O desfile foi animado pelas atuações dos pauliteiricos e danças mistas do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD), da Agrupación Folklórica Manteos y Monteras de Aliste, do Grupo de Gaiteiros Ronduero Folk de Zamora e a atuação de Luis António Pedraza.

Na concatedral de Miranda do Douro, às 11h00 celebrou-se a Eucaristia Dominical, durante a qual o pároco de Miranda do Douro, o padre Manuel Marques, deu as boas-vindas às autoridades locais e aos participantes na cerimónia de Engrandecimento da Capa d’Honras Mirandesa.

No final da celebração religiosa, seguiu-se a sessão solene da cerimónia, que se concluiu no adro da concatedral, com as atuações dos grupos etnográficos convidados e com uma fotografia de de grupo com odos os participantes envergando as capas.

Em Miranda do Douro, o XV Engradecimento da Capa d’Honras Mirandesa encerrou com um almoço convívio, entre mirandeses e espanhóis.

A Capa de Honras Mirandesa é uma das mais emblemáticas peças do vestuário tradicional da Terra de Miranda. Em 2023, a arte de confecção da Capa d’Honras Mirandesa foi inscrita no Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial.

HA

Miranda do Douro: Comerciantes e empresários agradados com a I Feira de Stocks

Miranda do Douro: Comerciantes e empresários agradados com a I Feira de Stocks

Em Miranda do Douro, a I Feira de Stocks, que decorreu no fim-de-semana de 14 e 15 de março, contou com a participação de 80 lojas e empresas, que elogiaram a inciativa da ACIMD, na organização de um certame para atrair mais público à cidade de modo a escoar produtos e artigos e renovar os stocks das empresas.

Na abertura da I Feira de Stocks, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Miranda do Douro (ACIMD), Bruno Gomes, mostrou-se agradado com a adesão dos comerciantes e empresários ao certame.

“A grande participação dos comerciantes e empresários na I Feira de Stocks mostra o interesse e a necessidade em escoar os produtos e artigos que têm em stock. A venda, ainda que a preços mais reduzidos, permite aos empresários criar liquidez para renovar os stocks e as coleções das lojas”, justificou o dirigente associativo.

Para o sucesso da I Feira de Stocks, o também empresário, Bruno Gomes, destacou a atratividade turística da cidade de Miranda do Douro, que continua a ser visitada ao longo do ano pelos vizinhos espanhóis e por muitos turitas.

“Miranda do Douro é uma cidade muito apelativa pela história, pela cultura e também por ser uma localidade fronteiriça que o público gosta de visitar, para almoçar ou jantar e fazer compras nos muitos estabelecimentos comerciais. Gosto de dizer que Miranda do Douro é um shopping center ao ar livre!”, disse.

Na I Feira de Stocks, em Miranda do Douro, participaram 80 empresas, maioritariamente do concelho de Miranda do Douro e outras empresas dos concelhos vizinhos de Vimioso, Mogadouro e Bragança.

A loja de vestuário Limão Vermelho, em Miranda do Douro, foi uma das empresas que participou na I Feira de Stocks. A responsável, Eugénia Lopes, justificou a presença no certame, como mais um meio de promover o comércio local e atrair público à cidade. Questionada sobre que peças de vestuário apresentou no certame, a responsável pela loja, indicou que expôs sobretudo artigos de fim da estação outono e inverno.

“Aproveitámos a I Feira de Stocks para escoar as peças de vestuário de outono e inverno, oferecendo promoções atrativas. Por exemplo, há calças que habitualmente custam entre 50 a 70 euros e nesta feira estão à venda a apenas 15 euros.”, disse a empresária.

Com o mesmo propósito de comercializar a coleção do tempo frio de inverno, a loja Têxteis Isabel Fonseca,~´ também participou na I Feira de Stocks, em Miranda do Douro.

“Foi com agrado que participámos nesta I Feira de Stocks, organizada pela ACIMD. Neste certame, realizamos promoções com a redução significativa dos preços dos artigos como as colchas, jogos de toalhas, mantas, panos de cozinha e edredons”, disse Fátima Fonseca.

A loja Sapataria Paulo também marcou presença na I Feira de Stocks, com a exposição de artigos de inverno como botas, sapatos e casacos. A responsável, Clara Rodrigues, também elogiou a iniciativa da ACIMD, já que o certame é mais uma montra para o comércio local.

“Este conceito da Feira de Stocks é uma oportunidade para o comércio escoar os artigos que não foram vendidos durante as anteriores estações de outono e inverno. Para escoar os nossos artigos, a Sapataria Paulo, definiu preços mais baratos para o público”, indicou.

Paulo Cristal, da loja Outlet Multimarcas, indicou que na I Feira de Stocks, em Miranda do Douro, ofereceram promoções de peças de vestuário, com redução de preços até 90%.

“As Feiras de Stocks, como a própria designação indica, são certames para escoar os stocks de artigos e produtos. Para o conseguir há que oferecer ao público preços altamente atrativos. Sou da opinião, que as feiras de stocks são uma mais valia para o comércio local, desde que sejam bem organizadas e devidamente publicitadas”, disse o empresário.

Para além do vestuário, têxteis e calçado, entre os 80 expositores da I Feira de Stocks, participaram também artesãos, produtos locais, vinho, fumeiro, doçaria tradicional, entre outras empresas.

Em representação do Flaire Group – Peças Auto e Glassdrive, Daniel Flaire, justificou a participação na I Feira de Stocks, como uma oportunidade de divulgação dos serviços da empresa, sobretudo quando o comércio em Miranda do Douro já não é tão apetecível para os vizinhos espanhóis como foi no passado.

“A empresa Flaire Group presta vários serviços ao público, desde a montagem de vidros através da Glassdrive até à venda de peças automóvel, máquinas industriais e peças agrícolas. A participação na I Feira de Stocks é acima de tudo uma oportunidade de apresentação ao público e divulgação dos nossos serviços. Para colmatar a diminuição das vendas aos vizinhos espanhóis, acredito que as feiras de stocks podem ser uma estratégia comercial para atrair novos públicos e vender os produtos e artigos mais obsoletos, a preços mais baixos, de modo a renovar os stocks das empresas”, explicou o empresário.

Em Miranda do Douro, a I Feira de Stocks foi organizada pela Associação Comercial e Industrial de Miranda do Douro (ACIMD) e contou com o apoio do Município de Miranda do Douro.

HA

Literatura: Prémio Guerra Junqueiro Lusofonia

Literatura: Prémio Guerra Junqueiro Lusofonia

O Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia 2025, distinguiu os escritores lusófonos Inês Pedrosa, Paulo Coelho, Francisco Conduto de Pina, Fátima Bettencourt, Daniel Braga, Lúcio Neto Amado, Maria Andeme, José Mena Abrantes e Sónia Sultane.

“O Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia, que este ano distingue a escritora Inês Pedrosa [Portugal], homenageia escritores dos nove membros [da Comunidade] dos Países de Língua Oficial Portuguesa [CPLP] sendo, assim, um valioso elemento integrador, que ajuda a fortalecer laços culturais entre os países e povos de língua portuguesa”, disse à agência Lusa a curadora do Prémio, Avelina Ferraz.

Os laureados de 2025 são: Portugal – Inês Pedrosa, Brasil – Paulo Coelho, Guiné-Bissau – Francisco Conduto de Pina, Cabo Verde – Fátima Bettencourt, Timor Leste – Daniel Braga, São Tomé e Príncipe – Lúcio Amado Neto, Guiné Equatorial – Maria Jésus Evuna Andeme, Angola – José Mena Abrantes e Moçambique – Sónia Sultuane.

Segundo a responsável, a laureada com o Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia Portugal 2025 vai receber o galardão em Freixo de Espada Cinta, terra natal do patrono da iniciativa literária.

“Em breve, realiza-se mais uma edição de homenagem nacional e internacional ao poeta Guerra Junqueiro, promovendo um encontro cultural multidisciplinar da lusofonia, em Freixo de Espada à Cinta e noutras vilas e cidades dos restantes países da lusofonia, tendo como base a literatura em língua portuguesa, um veículo de instrução para uma cultura de valorização de identidade, história e memória”, frisou Avelina Ferraz.

Para o presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, Nuno Ferreira, citado em comunicado, “mais uma vez, se  manifesta o  interesse pela cultura, da região e a de Portugal, através da escrita de um dos maiores escritores de Língua Portuguesa, o freixenista Abílio Guerra Junqueiro”.

“Assim, a vila receberá, em breve, a escritora Inês Pedrosa, laureada com o Prémio”, por Portugal, em 2025, vincou o autarca do distrito de Bragança.

Este Prémio lusófono é atribuído desde 2017, tendo sido alargado aos restantes oito países da CPLP em 2020.

Avelina Ferraz reiterou a importância de, em pleno século XXI, se homenagear Guerra Junqueiro, “estudado nos nove países da lusofonia desde o início do século XX, um poeta e escritor com uma escrita limpa, humanista, representante de um romantismo social panfletário, com uma genialidade satírica e lírica, ambas incomuns na Literatura”.

O Prémio Literário Guerra Junqueiro Portugal distinguiu, no passado, os escritores Manuel Alegre, em 2017, Nuno Júdice, em 2018, José Jorge Letria, em 2019, Ana Luísa Amaral, em 2020, Hélia Correia, em 2021, Teolinda Gersão, em 2022, Mário Claúdio, em 2023, e Dulce Maria Cardoso, em 2024.

Fonte: Lusa | Imagem: PLGJ

Espanha: Partido Popular (PP) ganhou as eleições na Comunidade Autónoma de Castela e Leão

Espanha: Partido Popular (PP) ganhou as eleições na Comunidade Autónoma de Castela e Leão

Na vizinha Espanha, realizaram-se a 15 de março, as eleições da Comunidade Autónoma de Castela e Leão, tendo o Partido Popular (PP) alcançado a vitória com 35,47% dos votos, seguido do Partido Socialista (PSOE), com 30,74% e em terceiro lugar ficou o VOX, com 18,92%.

Com este resultado, o Partido Popular (PP) consolidou a liderança na governação da Comunidade Autónoma de Castela e Leão, aumentando a sua força política para 33 deputados. Por sua vez, o Partido Socialista Obrero Espanhol (PSOE) é representado por 30 deputados. Já o VOX, partido de extrema direita, tem 14 deputados.

Em Espanha, a Comunidade Autónoma de Castela e Leão é constituída pelas províncias de Ávila, Burgos, Leão, Palencia, Salamanca, Segóvia, Sória, Valladolid e Zamora. A sua população absoluta é de 2 480 369 habitantes, o que equivale a 5,9% da população total de Espanha.

Na província de Zamora, o Partido Popular (PP) também foi o mais votado com 38,06% dos votos, o que lhe atribui três deputados no parlamento regional da Comunidade Autónoma de Castela e Leão.

No Município de Alcañices, o PP obteve maioria absoluta (50,05%); o PSOE ficou-se pelos 27.07% e o VOX obteve 15,55%.

Fonte: La Opinión de Zamora

Combustíveis: UE admite medidas para enfrentar aumento de preços

Combustíveis: UE admite medidas para enfrentar aumento de preços

A Comissão Europeia considerou que a União Europeia (UE) enfrenta uma “crise de preços” na energia, devido ao conflito no Médio Oriente, admitindo medidas “direcionadas e de curto prazo” sem alterar o sistema energético europeu.

“Vou falar com os ministros da Energia [da UE] para ouvir a análise da situação e perceber quão grave ela é. Para mim é importante salientar que não estamos perante uma crise de abastecimento, porque isso, naturalmente, implicaria a necessidade de outras medidas, mas neste momento estamos numa crise de preços e o facto de os preços estarem tão elevados é algo que não podemos ignorar”, disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen.

Em declarações aos jornalistas antes do Conselho de Energia, em Bruxelas, o responsável garantiu que a instituição está a “analisar diferentes tipos de medidas”.

“Não posso entrar em muitos detalhes neste momento, mas há um ponto importante que quero sublinhar: não estamos a falar de mudanças estruturais no sistema energético europeu”, realçou.

De acordo com o responsável europeu pela tutela, estão antes em causa “medidas direcionadas e de curto prazo”.

“Aquilo que nos coloca numa posição melhor para lidar com a situação agora, comparando com 2022, é que conseguimos integrar muito mais energias renováveis nos nossos sistemas”, apontou.

Já quanto à possibilidade de alterar o modelo de funcionamento do mercado da eletricidade, “temos claramente interesse em mantê-lo como está [porque] precisamos que o mercado funcione e de garantir segurança de abastecimento, algo que o sistema de preço marginal assegura, e também precisamos de preços o mais baixos possível, algo que é garantido pelas forças de mercado”, elencou Dan Jørgensen.

O comissário europeu adiantou que, em comparação com 2022, aquando da acentuada crise energética, hoje “existe em muito maior medida um desacoplamento entre os preços do gás e da eletricidade porque são menos as horas em que é o preço do gás que acaba por determinar o preço da eletricidade”.

As declarações surgem numa altura em que os preços da energia (gás e luz) sobem no espaço comunitário.

Entre as opções em discussão na UE estão a possibilidade de limitar temporariamente o preço do gás, reduzir impostos e encargos nas faturas de energia e permitir apoios estatais a empresas e setores industriais mais afetados pelos custos elevados da energia.

Bruxelas avalia ainda eventuais ajustes no mercado europeu de carbono e a utilização de reservas estratégicas de energia para ajudar a estabilizar os preços.

Paralelamente, a Comissão Europeia defende medidas de proteção aos consumidores e insiste que a resposta estrutural passa por acelerar o investimento em energias renováveis, redes elétricas e eficiência energética, mantendo o atual modelo do mercado europeu de eletricidade.

A 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país, desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.

Qualquer escalada militar que afete a produção ou o transporte de energia – especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial – tende a gerar choques nos mercados energéticos internacionais e a elevar os preços.

Teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Argozelo: Comunidade paroquial peregrinou em via Sacra até à Cruz do Serro

Argozelo: Comunidade paroquial peregrinou em via Sacra até à Cruz do Serro

No IV Domingo da Quaresma, a 15 de março, a comunidade paroquial de Argozelo, rezou a Via Sacra em peregrinação até à Cruz do Serro, um local de extraordinária beleza, onde os Frades Capuchinhos, presidiram à celebração da missa campal.

A Via Sacra é uma das mais antigas formas de meditar a Paixão de Cristo e a expressão significa “caminho sagrado”.

A oração da Via Sacra consiste em recordar o caminho percorrido por Jesus, com a Cruz às costas, desde o pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até ao Calvário, onde foi crucificado.

Na vila de Argozelo, a oração da Via Sacra iniciou-se junto ao cemitério e decorreu ao longo de três quilómetros até ao lugar do Serro. Ao longo do percurso, uma centena de fiéis participaram ativamente, nas leituras e nos cânticos, das 14 estações da Via Sacra.

Chegados à Cruz do Serro, o franciscano, Hermenegildo Sarmento, presidiu à missa campal. Na celebração, o sacerdote timorense interpelou a assembleia questionando por que razão se reza a Paixão de Cristo? Ao que o Frade Capuchinho respondeu que é um itinerário para acompanhar e convididir o sofrimento de Jesus e simultaneamente purificar o coração e o olhar.

“Aprendamos com Jesus a aceitar e suportar com paciência os sofrimentos que a vida traz. Por vez, ficamos cegos espiritualmente, à presença de Deus e aos sofrimentos dos nossos irmãos. Peçamos a Deus que abra os nossos corações parar estar atentos aos sofrimentos dos outros e também para ver a beleza e a bondade que existe no mundo”, exortou.

No final da celebração, o Frade Capuchinho agradeceu a participação da comunidade paroquial de Argozelo, na oração da Via Sacra e na Eucaristia Dominical.

A celebração religiosa, no Serro, terminou com um lanche convívio oferecido pela freguesia de Argozelo.

HA






Caçarelhos: Teatro com uma centena de pessoas

Caçarelhos: Teatro com uma centena de pessoas

No serão de sábado, 14 de março, a aldeia de Caçarelhos, no concelho de Vimioso, foi o palco da peça de teatro “A Formosa Pelicana”, uma atividade cultural que reuniu uma centena de pessoas, locais e visitantes, para assistir à representação de um episódio da história de Portugal.

A representação teatral teve lugar no Centro de Promoção de Produtos Locais e Tradições, em Caçarelhos e a peça foi interpretada pelo Grupo Alma de Ferro. O grupo de Torre de Moncorvo representou a história de Violante Gomes, uma cristã-nova (descendente de judeus) que se casou secretamente com D. Luís de Portugal, sobrinho do rei D. Manuel I. Este casamento deu origem a D. António, Prior do Crato, que viria a ser Rei de Portugal, embora o seu reinado tenha sido curto e contestado.

Segundo a história, o casamento foi uma cerimónia privada e confidencial, realizada por razões de Estado, impostas pelo rei D. João III. A boda realizou-se na localidade de Adeganha, no concelho de Torre de Moncorvo, na Ermida da Senhora do Castelo.

O presidente do município de Vimioso, António Santos, sublinhou a importância de dar a conhecer a cultura e a história de Portugal, através do teatro à população do concelho.

“Esta peça de teatro leva-nos a recordar a história de Portugal, num momento marcante como foi a independência de Portugal, cada vez mais ameaçada pelos espanhóis. O filho deste casamento que a peça de teatro representa, D. António, o Prior do Crato, opôs-se à unificação de Portugal com Espanha. Neste conflito, o prior do Crato chegou a ser aclamado rei, na vila de Santarém, no entanto foi vencido na batalha de Alcântara, a 25 de agosto de 1580”, recordou o presidente do município de Vimioso.

O anfitrião do evento cultural, o presidente da Freguesia de Caçarelhos, Licínio Martins, destacou a novidade de trazer o teatro à aldeia.

“Se é verdade que a maioria das nossas aldeias sofre com o despovoamento e o envelhecimento das populações, também é verdade que quem aí vive, sejam as pessoas idosas, adultos, jovens e até as crianças gostam de participar e assistir a eventos culturais, como o teatro. Por isso, compete aos autarcas, sempre que possível, organizar e proporcionar eventos culturais como esta peça de teatro, interpretada pelo Grupo de Teatro Alma de Ferro”, disse o autarca de Caçarelhos.

A população de Caçarelhos ficou agradada com a vinda do teatro à aldeia e segundo o habitante local, Pedro Magalhães, os eventos culturais são ocasiões de convívio entre a população e os visitantes.

“Dou os parabéns ao município de Vimioso e à freguesia de Caçarelhos pela organização deste teatro na aldeia. Para além do valor cultural do teatro em si, estes eventos também propiciam o encontro e a confraternização entre a população da aldeia e quem nos visita”, realçou.

Em Caçarelhos, a peça teatral reuniu uma centena de pessoas, entre eles dezenas de visitantes, como Uliana Castro, que veio de Vimioso acompanhada do filho de oito anos, para assisitirem à peça de teatro “A Fermnosa Pelicana”.

«Dada a raridade de eventos culturais no interior do país, decidi proporcionar ao meu filho, um serão diferente, com a vinda até Caçarelhos, para assistirmos à peça de teatro. Ambos gostamos da representação teatral, que nos levou a conhecer um pouco da história de Portugal, numa região próxima como é Torre de Moncorvo. A afluência de tanto público comprova que as pessoas interessam-se pela cultura e por isso há que proporcionar mais eventos como este teatro à população do concelho de Vimioso”, sugeriu.

A peça “A Fermosa Pelicana”, em Caçarelhos, assim como a representação, a 27 de março, da comédia musical “ Filhas da Mãe”, em Carção, fazem parte da programação do município de Vimioso, para assinalar o Dia Mundial do Teatro.

HA



Futsal: Infantis sendineses e júniores mirandeses conquistam as taças distritais

Futsal: Infantis sendineses e júniores mirandeses conquistam as taças distritais

No Domingo, dia 15 de março, a equipa de infantis do Grupo Desportivo de Sendim e a equipa de júniores do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) venceram nos seus escalões, as taças distritais da Associação de Futebol de Bragança (AFB).

As finais da Taça Distrital de Futsal disputaram-se no pavilhão municipal de Macedo de Cavaleiros.

No escalão dos Infantis, a equipa do Grupo Desportivo de Sendim conquistou a Taça Distrital de Futsal, ao vencer a congénere do Grupo Desportivo Macedense, por convincentes 6-1.

Na final dos júniores, o Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) defrontou o Grupo Desportivo Macedense e o jogo ficou empatado até final do tempo regulamentar: 3-3.

Na decisão das grandes penalidades, os mirandeses foram mais eficazes ao converter 4 penaltis, contra 3 dos macedenses. Com esta vitória, os jovens mirandeses venceram pela primeira vez a Taça Distrital de Futsal.

Fonte e fotos: AFB

Algoso: Centro de Atividades Turísticas da Vila Histórica de Algoso

Algoso: Centro de Atividades Turísticas da Vila Histórica de Algoso

A 13 de março, o município de Vimioso assinou um contrato de financiamento para a construção do Centro de Atividades Turísticas da Vila Histórica de Algoso, um novo empreendimento que segundo a vice-presidente do município de Vimioso, Cristina Miguel, visa atrair turistas a esta localidade, que tem como principal atração o castelo medieval do século XII.

Na localidade de Algoso, pertencente ao concelho de Vimioso, a construção do Centro de Atividades Turísticas na Vila Histórica de Algoso, representa um investimento total de 500 mil euros, sendo que 400 mil euros são financiados pelo Turismo de Portugal, para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a coesão territorial no interior do país.

Em Algoso, o projeto pretende valorizar o património histórico, cultural e paisagístico deste território, mediante a reabilitação de espaços interpretativos, a instalação de sinalética inclusiva e inteligente e a criação de um centro de interpretação digital. Estão também previstos percursos pedestres e circuitos de visita, ações de capacitação para agentes locais e a definição de uma estratégia integrada de promoção do destino “Algoso Histórico e Natural”.

No total, o Turismo de Portugal vai financiar 12 projetos turísticos, nas regiões Norte, Centro, Alentejo e Ribatejo e envolvem entidades públicas, privadas e associações.

Aquando da assinatura dos projetos turísticos, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), Álvaro Santos sublinhou que o turismo é atualmente um dos setores mais dinâmicos da economia portuguesa e um dos que melhor tem projetado o país a nível internacional.

“O futuro do turismo constrói-se com qualificação, sustentabilidade e valorização do território”, afirmou, destacando o papel das CCDR na articulação entre políticas públicas, fundos comunitários e estratégias de desenvolvimento regional, garantindo que os investimentos chegam aos projetos certos e produzem impacto real nos territórios”.

Por sua vez, a vice-presidente do município de Vimioso, Cristina Miguel, destacou a importância histórica de Algoso, tendo esta localidade sido um importante centro administrativo regional na Idade Média.

“No distrito de Bragança, o único projeto aprovado foi a construção do Centro de Atividades Turísticas da Vila Histórica de Algoso. Recordo que em 1480, Algoso recebeu o seu primeiro foral – documento pelo qual se constituía o concelho – das mãos do rei de Portugal, D. Afonso V. Anos mais tarde, em 1510, D. Manuel, atribuiu a Algoso um novo foral. Com este novo projeto turístico, pretendemos criar em Algoso, um centro para o desenvolvimento de atividades turísticas, aproveitando a riqueza histórica e patrimonial do castelo de Algoso (século XII), do pelourinho manuelino (século XVI), assim como de eventos como o mercado medieval, para tornar o concelho e a região polos de atração turística”, justificou a autarca.

De acordo com a vice-presidente do município de Vimioso, Cristina Miguel, a edificação do Centro de Atividades Turísticas da Vila Histórica de Algoso visa atrair e reter turistas, em segmentos como o turismo histórico, militar, cultural e de natureza.

O programa “Crescer com o Turismo” foi lançado em fevereiro de 2025, dispõe de uma dotação de 30 milhões de euros e tem como objetivo fomentar o desenvolvimento sustentável dos territórios, com especial enfoque na valorização dos recursos turísticos.

Os projetos apoiados incidem em áreas como turismo de natureza, turismo gastronómico, turismo ativo, turismo de bem-estar e turismo cultural e patrimonial.

HA



Ver como Deus vê

IV Domingo da Quaresma – Ano A

Ver como Deus vê

1 Sam 16, 1b.6-7.10-13a / Slm 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 / Ef 5, 8-14 / Jo 9, 1-41 ou Jo 9, 1.6-9.13-17.34-38

A palavra central das leituras de hoje é “ver”. Trata-se de um “ver” autêntico, profundo, exigente. Trata-se de ver como Deus vê. Foi a recomendação que Deus fez a Samuel no momento de ungir um dos filhos de Jessé: «Não te impressiones… Deus não vê como o homem» (1.º Livro de Samuel).

É também a preocupação que São Paulo tem a respeito dos que se dizem cristãos: «Agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz, porque o fruto da luz é a bondade, a justiça e a verdade» (Carta aos Efésios).

O Evangelho de São João desenvolve, de modo particular, a problemática que rodeia o ato de ver. Primeira pergunta: estamos com os olhos abertos? É que isto, por si só, não chega para ver. Diz Jesus: «os que veem ficarão cegos». Ou seja: estar demasiado convencido de que se vê (percebe, sabe) pode impedir de ver (perceber, saber). Segunda pergunta: As coisas estão evidentes à nossa frente? É que isto, por si só, também não chega para as vermos. Note-se que o cego de nascença, que Jesus curou, está fisicamente presente no meio das pessoas. Mas, para algumas destas, não adianta. Não acreditam.

Efetivamente, os nossos olhos podem estar abertos e também a evidência das coisas estar à nossa frente. Mas é preciso que o espaço entre esses olhos e esta evidência esteja limpo. Pode estar cheio de entulho (ideias feitas) que não deixa ver: «Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado»; «Nós sabemos que esse homem é pecador»; «Como pode um pecador fazer tais milagres?». É o entulho que não deixa reconhecer quem Jesus é. Não deixa reconhecer a marca do Pai naquilo que Ele diz e faz. Na verdade, crer em Jesus é apoiar-se na sua palavra e nas suas obras enquanto revestidas da autoridade do Pai.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa | Foto; Flickr