Sendim: Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) celebrou 28 anos

Sendim: Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) celebrou 28 anos

A 11 de maio celebrou-se na vila de Sendim, o 28º aniversário do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), com um conjunto de atividades organizadas pela Comissão de Cogestão do PNDI e dirigidas às crianças do 4.º ano dos Agrupamentos de Escolas de Miranda do Douro e de Mogadouro.

O programa do 28º aniversário do PNDI começou na manhã de 11 de maio, na antiga estação ferroviária de Sendim, onde se realizaram seis oficinas ambientais e educativas, dinamizadas pela PALOMBAR, AEPGA, ICNF, Vigilantes da Natureza e artes performativas.

Um dos momentos mais aguardados foi a devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda, batizada pelos alunos com o nome de Maria.

Após o almoço, na Escola Escola Básica 1| 2| 3 de Sendim, as 96 crianças de Miranda do Douro e Mogadouro juntaram-se à diretora regional do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), Sandra Sarmento, ao vice-presidente do município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, à vereadora do municíopio de Mogadouro, Márcia Barros, ao presidente da União de Freguesias de Sendim e Atenor, Luís Santiago, aos professores e técnicos ambientais para cantarem os parabéns e desgustar o bolo do 28º aniversário do PNDI.

De visita a Sendim, a diretora regional do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), Sandra Sarmento, referiu que o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), que está inserido nos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo, tem vindo a ganhar notoriedade.

“Há cinco anos implementámos a cogestão do Parque Natural do Douro Internacional, um modelo que tem o objetivo de partilhar com a comunidade, sejam os municípios, academias, associações e outras entidades, a valorização, promoção e o desenvolvimento sustentável desta imensa área protegida”, destacou.

A diretora regional do ICNF referiu-se ainda ao projeto de educação ambiental “Miúdos pelo Monte”, que
tem por objetivo dar a conhecer a fauna e a flora existentes no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

“Este projeto tem a mais valia de reunir os alunos do 4º ano dos Agrupamentos de Escolas dos quatro municípios onde está o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), ou seja, Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo. Ao celebrarmos o 28º aniversário do PNDI, com as crianças estamos a despertar neles o sentido de pertença e corresponsabilidade por esta área ambiental, que queremos proteger, valorizar e promover”, disse Sandra Sarmento.

Por sua vez, Carla Lousão, da Comissão de Cogestão do Parque Natural do Douro Internacional, agradeceu à União de Freguesias de Sendim e Atenor pelo acolhimento e a colaboração logística na organização do 28º aniversário do PNDI.

No dia seguinte, a 12 de maio, a celebração do 28º aniversário do PNDI, estendeu-se até Freixo de Espada à Cinta, com a participação dos alunos do 4º ano, de Freixo e Figueira de Castelo Rodrigo.

A criação do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) remonta a 11 de maio de 1998, com a publicação do Decreto Regulamentar, assinado pelo então primeiro–ministro, António Guterres, que veio a inaugurar formalmente a área protegida do Douro Internacional, no dia 31 de julho de 1998.

Em Portugal, o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) é a segunda maior área protegida do país, numa extensão de 122 quilómetros. O PNDI faz fronteira com outra área protegida em território espanhol, o Parque Natural arribes del Duero, que se estende pelas províncias de Zamora e Salamanca.

HA | Fotos: Cogestão PNDI



Avelanoso: Parque eólico gera interesse financeiro e preocupação ambiental

Avelanoso: Parque eólico gera interesse financeiro e preocupação ambiental

No dia 9 de maio, a população da União de Freguesias de Vale de Frades e Avelanoso, participou na sessão de apresentação e auscultação do projeto eólico de Avelanoso, tendo os habitantes locais expressado interesse no retorno financeiro mas também receio e preocupação com os impactos para a saúde pública e o condicionamento de atividades como a agricultura, o turismo e a caça.

A apresentação do projeto do Parque Eólico de Avelanoso foi realizado pela empresa de consultoria Gesto Energia. Em Avelanoso, os representantes da empresa começaram por explicar à população que este projeto consiste na produção de energia renovável, neste caso através de parque eólico, para depois ligar à barragem de Picote.

“A combinação de fontes de energias renováveis como a hidráulica, eólica e a fotovoltaica, em instalações híbridas é uma ferramenta bem-sucedida para gerar e fornecer energia limpa e eficiente. Por isso, a Engie pretende hibridizar as barragens de Picote, Bemposta, Baixo Sabor e Foz Tua”, justificaram.

Segundo a Gesto Energia, a instalação de um parque eólico com 35 aerogeradoes compreende uma área de estudo de quase 6 mil hetares, que compreende a União de Freguesias de Vale de Frades e Avelanoso e a União de Freguesias de Caçarelhos e Angueira, no concelho de Vimioso; as freguesias de São Martinho de Angueira, a União de Freguesias de Constantim e Cicouro e União de Freguesias de Genísio e Especiosa (concelho de Miranda do Douro).

“A área necessária para a instalação de cada aerogerador é de três hectares. Um aerogerador converte a energia do vento em eletricidade. Cada aerogerador tem um torre de 120 metros de altura, uma pá de 80 metros de diâmetro e a fundação é a 20 metros de profundidade”, informaram.

Na auscultação às populações, os representantes da empresa de consultoria informaram que a implantação precisa de terrenos e por isso, a Engie pretende adquirir propriedades numa das seguintes modalidades: aluguer de longa duração ou compra.

“Os contratos serão iguais para todos os proprietários. Em caso de aluguer ou rendas, os valores são atualizados anualmente mediante a taxa de inflação”, indicaram.

Segundo a empresa Gesto Energia, a instalação de um parque éolico traz benefícios para os municípios com a receita proveniente do Fundo Ambiental, a melhoria e manutenção da área ambiental e os contrapartidas financeiras para os proprietários dos terrenos.

Entre as desvantagens, a população presente na sessão em Avelanoso chamou a atenção para o impacto visual dos aerogeradores na natureza, o ruído das hélices das torres eólicas e os danos provocados na flora e na fauna.

O presidente da União de Freguesias de Vale de Frades e Avelanoso, Filipe Canedo, avançou que a autarquia teve a primeira reunião com a Gesto Energia, em novembro de 2025, sobre o estudo de implantação do parque eólico de Avelanoso.

“Na primeira reunião foi-nos comunicada a intenção de instalar uma torre piloto junto à fronteira para medir o vento. E a Gesto Energia comunou-nos a intenção da Engie instalar cerca de 8 aerogeradores na União de Freguesias de Vale de Frades e Avelanoso”, disse.

Questionado sobre a reação da população à instalação do parque éolico nas localidades de Vale de Frades e Avelanoso, Filipe Canedo, revelou que as pessoas estão apreensivas e receosas com o impato negativo que os aerogeradores possam provocar na saúde pública, nas atividades económicias e os impactos ambientais.

“A população está receosa de que a instalação dos aerogeradores, tão próxima da localidade cause perturbações na saúde mental das pessoas devido ao ruído das hélices. Outro problema é o espaço ocupado pelos aerogeradores, que vai limitar atividades como a agricultura, o turismo ambiental e a caça. A estes problemas acresce ainda a falta de marcação dos terenos na serra de Avelanoso, o que pode provocar conflitos entre a populaçáo”, indicou.

Por seu lado, o representante de Serapicos na União de Freguesias, Vitor Miranda, optou por destacar o lado positivo da instalação do parque eólico no concelho de Vimioso.

“Este projeto tem vários aspetos a considerar: por um lado traz inovação e modernidade com o aproveitamento da energia do vento para a produção de eletricidade, o que por conseguinte traz um retorno financeiro para o concelho de Vimioso. Por outro lado, é verdade que o impato visual e algum ruído dos aerogeradores pode causar alguma estranheza inicial”, disse.

Glória Pimentel, natural de Avelanoso, também se mostrou pessimista relativamente à instalação de um parque eólico na freguesia. A viver no Porto, Glória Pimentel, disse que gosta de regressar mensalmente à sua aldeia para descansar e contemplar a natureza.

“Dado que vivo no Porto, sou conhecedora do ruído das grandes cidades. Este projeto de instalação de um parque eólico em Avelanoso ainda está muito embrionário, pelo que é necessário que a população seja devidamente informada sobre os aspetos que possam vir a deteriorar a sua qualidade de vida. O nordeste transmontano tem como maior riqueza a qualidade ambiental, a natureza e a tranquilidade que aqui se vive. Faço muitas caminhadas pela serra de Avelanoso e não é tanto o impacto visual dos aerogeradores que me preocupa, mas sim o ruído das turbinas. Por isso, exige-se um claro esclarecimento sobre o impacto que estes aerogeradores possam ter na vida das pessoas”, alertou.

O processo do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para iniciar o projeto do Parque Eólico de Avelanoso e consequente processo de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote, estiam-se que demore cerca de dois anos, adiantaram os técnicos da empresa Gesto.

HA | Fotos e vídeo: HA e Glória Pimentel

Norte 2030: Programa de fundos europeus aprova 64,4 milhões de euros de investimento

Norte 2030: Programa de fundos europeus aprova 64,4 milhões de euros de investimento

No mês de abril, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) aprovou o investimento de 64,4 milhões de euros, no âmbito do programa Norte 2030, dos quais 36 milhões são financiados por fundos europeus, que se destinam a 62 operações e abrangem 47 beneficiários.

De acordo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), “no mês de abril, o Norte 2030 aprovou 62 operações, correspondentes a um investimento global de 64,4 milhões de euros, dos quais 36 milhões de euros são financiados por fundos europeus através do Programa Regional NORTE 2030”.

Segundo a entidade regional, “as operações aprovadas abrangem 47 beneficiários e refletem uma forte diversidade de áreas de intervenção, com destaque para inovação empresarial, regeneração urbana, infraestruturas tecnológicas e qualificação territorial”.

“As operações de âmbito regional (NUT II) representam cerca de 26,9% do investimento total aprovado no mês, correspondendo a 17,6 milhões de euros de investimento e 9,3 milhões de euros de financiamento NORTE 2030”, destacando-se investimentos associados a “infraestruturas tecnológicas e científicas”, “reforço da capacidade de investigação e inovação” e “valorização cultural e digitalização patrimonial”.

“A maior operação aprovada em abril, nesta tipologia de operações, foi o projeto “Bio-MedTech Hub”, promovido pela IB – Agência para a Dinamização Económica, E.M., representando um investimento superior a 9,2 milhões de euros, destinado ao reforço das capacidades tecnológicas e de inovação”, anunciou a CCDR.

Já as operações enquadradas em instrumentos territoriais de âmbito intermunicipal (NUT III) “representam cerca de 28 milhões de euros de investimento e 18,8 milhões de euros de financiamento europeu”, nas tipologias de reabilitação e regeneração urbanas e infraestruturas educativas e qualificação territorial.

Entre as operações aprovadas ao nível NUT III destacam-se, na Área Metropolitana do Porto (AMP), a requalificação do Espaço Público de Bom Pastor e Vale Formoso, no Porto, com 3,96 milhões de euros de investimento, com uma taxa de financiamento europeu de 85%, e na Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado a segunda fase do Centro Cultural Dr. Francisco Sanches – Museu de Braga, um investimento de 1,9 milhões de euros cofinanciado em 1,4 milhões de euros.

No Tâmega e Sousa destaca-se um milhão de euros de investimento com financiamento europeu a 85% para mobilidade ativa em Penafiel (distrito do Porto) e, no Douro, a melhoria da eficiência energética das Piscinas Rosa Mota, em Sabrosa (distrito de Vila Real), com 583 mil euros de investimento, dos quais 267 mil euros são financiados pela União Europeia (UE).

Já no Alto Tâmega e Barroso foi aprovada a ampliação de infraestruturas municipais de abastecimento de água em Ribeira de Pena (distrito de Vila Real) – 998 mil euros que contam com um financiamento europeu de 107 mil euros – e, no Alto Minho, a operação de eficiência energética na “Creche SCMM +E”, em Melgaço (distrito de Viana do Castelo), um investimento de 53 mil euros cofinanciado a 85% pela UE.

Por fim, nas Terras de Trás-os-Montes, destaca-se o projeto empresarial “FACTORY PLAY | INDÚSTRIA 4.0”, em Bragança, com 300 mil euros de investimento que contam com financiamento europeu de 146 mil euros.

“Em abril, merecem ainda destaque os projetos na área da Inovação Produtiva nos territórios de baixa densidade, com um investimento total de 18,9 milhões de euros (cofinanciado pela União Europeia, através do NORTE 2030, em 7,8 milhões de euros) abrangendo um total de 16 operações que evidencia a dinâmica das empresas do Norte nos territórios de baixa densidade da região”, indica o comunicado.

O Norte 2030 é o programa regional do Portugal 2030 para a região Norte, mobilizando fundos europeus para apoiar o desenvolvimento económico, social, ambiental e territorial da região, com foco na competitividade, inovação, sustentabilidade e coesão.

Fonte: Lusa

Empresas: Entrega da declaração de IRC até 19 de junho

Empresas: Entrega da declaração de IRC até 19 de junho

O Governo alargou o prazo para as empresas entregarem a declaração de Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC), relativa a 2025, estendendo a data limite até 19 de junho, indicou fonte oficial do Ministério das Finanças.

A decisão de prorrogar o prazo foi tomada pela secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, através de um despacho, tendo em consideração as repercussões das tempestades do início do ano no tecido empresarial.

As empresas e outras entidades sujeitas a IRC poderão submeter a declaração no Portal das Finanças “sem quaisquer acréscimos ou penalidades, até ao próximo dia 19 de junho”, referiu fonte oficial do ministério que tem a direção da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

O alargamento foi decidido tendo em conta que “a sucessão anómala de tempestades” afetou “significativamente a maior parte do território nacional, perturbando significativamente o normal decurso dos procedimentos contabilísticos de encerramento das contas de 2025 e, consequentemente, a preparação da declaração periódica de rendimentos (Modelo 22)”, justificou o ministério das Finanças.

Embora a razão para a extensão sejam os constrangimentos causados pelas tempestades, o novo prazo aplica-se a todas as empresas e entidades sujeitas a IRC com atividade em Portugal, tenham ou não sido afetadas pelo mau tempo.

Sem esta prorrogação, o prazo para a entrega da declaração de IRC teria de ocorrer até 31 de maio.

A declaração Modelo 22 corresponde ao documento fiscal no qual as empresas declaram os rendimentos obtidos no ano anterior, para se calcular o imposto a pagar sobre os lucros.

Fonte: Lusa

Fátima: «Peregrinar continua atual porque no coração humano há a necessidade de oração, de conversão e de paz» – Padre Daniel Mendes

Fátima: «Peregrinar continua atual porque no coração humano há a necessidade de oração, de conversão e de paz» – Padre Daniel Mendes

O assistente nacional do Movimento da Mensagem de Fátima (MMF), padre Daniel Mendes, afirma que a peregrinação rumo à Cova da Iria mantém a atualidade nos dias de hoje, uma vez que nunca deixa de se verificar a necessidade de oração e o apelo à paz.

“O peregrinar a Fátima, na minha opinião, continua a estar atual, porque no coração humano existe sempre esta necessidade de oração, de conversão, de viver a paz”, afirmou o padre Daniel Mendes ao Programa ECCLESIA, a propósito das celebrações do 12 e 13 de maio.

A peregrinação internacional aniversária de maio evoca a primeira aparição da Virgem aos pastorinhos, acontecimento que este ano assinala 109 anos e vai ser presidida pelo patriarca de Lisboa, D. Rui Valério.

“A peregrinação Fátima é uma experiência muito profunda. Algumas pessoas veem-na como um aspeto cultural, algumas até veem-na como um turismo religioso, mas para nós, que acompanhamos e que fazemos este caminho, eu não faço a pé, mas vou acompanhando os grupos, é uma experiência profundamente espiritual”, assinalou o sacerdote.

O MMF coordena a Comissão de Apoio aos Peregrinos a Pé, que envolve várias instituições: a Ordem Soberana e Militar de Malta, os Servitas de Nossa Senhora de Fátima, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Associação Caminhos de Fátima, a GNR, a Autoridade Nacional de Emergência e a Proteção Civil, VOST Portugal, a IP – Infraestruturas de Portugal e Corpo Nacional de Escutas.

O padre Daniel Mendes destaca que são muitas as motivações que levam a realizar o caminho a pé até ao Santuário mariano, entre elas promessas, agradecimentos, mas acima de tudo o que se procura “é a busca de sentido, a paz no coração”.

O sacerdote fez referência às centenas de jovens que deixaram o conforto de casa para passarem noites seguidas sem conforto algum, mas que se apresentam “felizes” e “satisfeitos”, apesar do cansaço que se vai acumulando nas pernas.

“Nós rezamos com os pés e o que é isso rezar com os pés? É podermos também perceber que a peregrinação tem aqui uma pedagogia, é como uma escola, que nos ajuda também a compreender um pouco como é a nossa vida”, mencionou.

Em entrevista, o assistente nacional do MMF alertou também para o risco de viver a caminhada até Fátima como uma experiência superficial, não dando atenção aos silêncios e não só.

“Nós ao longo da peregrinação somos convidados e os peregrinos relatam mesmo isso de ir vivendo, transformando este caminho exterior para um caminho mais interior onde o sofrimento, o cansaço também começam a fazer sentido, um sentido mais profundo”, disse.

O padre Daniel Mendes enfatiza que o espaço do Santuário “é um lugar de silêncio, de paz, de luz”, mas que “há muitos peregrinos que encontram Fátima ao longo do peregrinar, na relação que estabelecem consigo próprios, com Deus e também com os irmãos”.

Muitos deles “estão cansados, têm muitas dificuldades, mas raros são aqueles que desistem porque eles ao longo do caminho encontram motivações, encontram forças que nem eles próprios conheciam, nem eles próprios sabiam que eram capazes de caminhar assim”, salientou.

Para o responsável do Movimento da Mensagem de Fátima, Fátima é um ponto de chegada, mas também um ponto de partida.

“Falo com peregrinos que dizem sempre, eu vou por uma promessa de um vizinho, ou de um amigo, ou de um familiar, mas quando não tiver promessa venho na mesma, porque estes momentos fazem bem ao coração, ajudam na minha vida, no meu peregrinar”, contou.

Esta segunda-feira, o Santuário de Fátima informou que “uma parte considerável dos mais de 200 grupos registados na plataforma peregrinar.pt” chegaram à Cova da Iria e, até ao final da tarde, estavam inscritos nos serviços 170 grupos, num total de 7550 peregrinos.

O programa das celebrações iniciam-se às 21h30 desta terça-feira, com a recitação do Rosário, na Capelinha das Aparições, seguida da Procissão das Velas e Celebração da Palavra, no altar do Recinto de Oração.

Na quarta-feira, depois de um programa específico proposto para a madrugada, as celebrações principais começam também na Capelinha das Aparições com a recitação do Rosário, às 9h00, seguindo-se a Missa Internacional Aniversária, já no altar do Recinto de Oração, com a bênção aos doentes e termina com a Procissão do Adeus.

Fonte: Ecclesia

Miranda do Douro: Jantar dos Pastores a 16 de maio

Miranda do Douro: Jantar dos Pastores a 16 de maio

Miranda do Douro acolhe no sábado, dia 16 de maio, um jantar/ convívio do grupo “Pastores entre os Montes”, que conta com a visita do Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, um encontro que tem como maior propósito homenagear e valorizar o trabalho dos pastores, no cuidado da natureza.

O encontro em Miranda do Douro, conta com a presença de João Manuel Esteves, Secretário de Estado do Ambiente, o que motivou os elogios da secretária-técnica da Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM), Andrea Cortinhas.

“Dou os parabéns ao ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, ao secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeiras e agora o Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, pela audácia de sair dos gabientes em Lisboa, para vir conhecer in loco, a realidade agrícola e pecuária do país. É importantíssimo estar com as pessoas que trabalham no campo e na criação de animais, para que as políticas desenhadas pelo governo sejam respostas eficazes aos problemas que o setor agropecuário enfrenta atualmente”, defendeu.

Sobre a originalidade do Jantar dos Pastores, em Miranda do Douro, a engenheira zootécnica, Andrea Cortinhas, explicou que a Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM) decidiu associar-se à iniciativa “Pastores entre os Montes”.

“Estes encontros convívio são organizados pelo grupo “Pastores entre os Montes”, um grupo de pastores de várias regiões de Portugal, que interagem através das redes sociais, partilhando mensagens, vídeos e telefonemas. Dado que nem tudo pode ser feito digitalmente, os pastores começaram a organizar periodicamente jantares convívio. Até ao momento, já se realizaram jantares em Vinhais, Mogadouro e mais recentemente em Bragança. Este encontro decorreu no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e contou com a participação do ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, a propósito do Ano Internacional das Pastagens e da Pastorícia que se celebra neste ano de 2026”, explicou Andrea Cortinhas.

A secretária-técnia da Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses acrescentou que estes encontros a par do convívio, também servem para incentivar os mais jovens a dedicarem-se à agropecuária e à pastorícia.

“Dada a dificuldade em rejuvenescer o setor agropecuário, é fundamental valorizar e divulgar o testemunho das pessoas que se dedicam à criação de rebanhos de ovinos. Ao contrário do que se possa pensar, os pastores pela sua experiência adquirida no contato com a natureza e no cuidado aos animais, são pessoas portadoras de uma grande sabedoria”, destacou.

O encontro “Jantar dos Pastores”, em Miranda do Douro, inicia-se às 18h30 de sábado, no miniauditório, numa sessão dedicada ao tema “Biodiversidade e os Serviços dos Ecossistemas”, apresentado pelo professor do IPB, João Azevedo.

“Uma das maiores preocupações dos pastores é a uso dos herbicidas nas pastagens, o que causa a morte de animais. A palestra orientada pelo professor João Azevedo vai informar os pastores sobre este tema”, adiantou.

Após a sessão, segue-se um jantar convívio, na cantina do miniauditório, destinado a todos os participantes inscritos.

As inscrições para o Jantar dos Pastores, em Miranda do Douro, são feitas através dos contatos telefónicos:

Filipe Justo 938 319 992

Humberto Figueiredo 935 375 179

Pedro da Pátria 933153 318

Miguel Branco
937 655 808

Melinho Matilheiro
938 118 649

Araújo Santos Marisa 934 068 097

HA



Malhadas: Cursos de Agricultura Sustentável e Transporte de Suínos

Malhadas: Cursos de Agricultura Sustentável e Transporte de Suínos

A Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM) informa que estão abertas as inscrições para os cursos de “Agricultura Sustentável” e “Complemento em Proteção dos Animais em Transporte de Curta Duração – Suínos”, duas formações que têm por finalidade aprofundar o conhecimento e desenvolver competências na sustentabilidade agrícola e produção animal.

A Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM), instalada no Centro de Formação Agrícola de Malhadas é a entidade promotora destas duas formações.

“Nos dias de hoje, a ACOM procura identificar as necessidades formativas dos criadores agropecuários e proporcionar-lhes oportunidades de adquirir novos conhecimentos e competências, como são os cursos em Agricultura Sustentável e Complemento em Proteção dos Animais em Transporte de Curta Duração – Suínos”, indicou a secretária-técnica da ACOM, Andrea Cortinhas.

As formações são ministradas pela Confagri, em colaboração com a Associação de Criadores de Ovinos Mirandeses (ACOM). A formação em «Agricultura Sustentável» destina-se a todos os interessados e em especial a beneficiários dos apoios destinados a Jovens Agricultores do PDR2020, obrigados a possuir formação agrícola adequada.

“Atualmente, existe uma crescente preocupação com a sustentabilidade, nomeadamente na área agrícola, com a produção de alimentos de uma forma mais saudável para consumo, para o ambiente e para os animais. Deste modo, o curso Agricultura Sustentável visa capacitar os formandos a adquirir competências e conhecimentos adequados de acordo com os princípios da produção sustentável, com base na legislação atual”, informa a engenheira zootécnica, Andrea Cortinhas.

A formação em “Agricultura Sustentável” (50 horas) está dividida em quatro modulos: 1- Solo; 2- Clima; 3- Botânica Agrícola Relação Solo – Planta – Clima – Ambiente; 4- Produção Agrícola Sustentável.

Já o curso “Complemento em Proteção dos Animais em Transporte de Curta Duração – Suínos”, destina-se aos portadores de licença de transporte de animais, com a especificidade de transporte de suínos.

As inscrições para os cursos são efetuadas através dos contatos da ACOM: 273 417 066; 915 031 106; ou do email: geral@ovinosmirandeses.pt

HA

Ambiente: “Engie tem uma estratégia de saque disfarçada de transição energética” – Óscar Afonso (MCTM)

Ambiente: “Engie tem uma estratégia de saque disfarçada de transição energética” – Óscar Afonso (MCTM)

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) afirmou que a instalação de “projetos massivos” de torres eólicas e painéis fotovoltaicos no planalto mirandês e Douro Superior é “uma estratégia de saque” da Engie “disfarçada de transição energética”.

“O que observámos é que a Engie se prepara, agora, para lançar projetos massivos para instalação de painéis fotovoltaicos e torres eólicas no nosso território e achamos que isto não é desenvolvimento, mas a continuação de uma estratégia de saque, agora disfarçada de transição energética”, disse à Lusa o membro do Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) Óscar Afonso.

Óscar Afonso, que reagia aos quatro projetos de hibridização das centrais hidroelétricas transmontanas previstos pela Engie, acrescentou que, “depois da água, ainda querem roubar o vento e o sol”.

“Achamos que estes recursos [água, vento e sol] pertencem à Terra de Miranda e não podem ser continuados a ser explorados e transformado em euros por uma entidade monopolista sem que haja compensações, havendo aqui uma indústria extratora de recursos”, vincou o também economista.

Segundo os membros da MCTM, o que não se pretende “é que a Terra de Miranda seja uma colónia energética e que o Planalto Mirandês seja transformado num estaleiro industrial ao serviço dos lucros de uma entidade”.

“Queremos uma terra que soube manter a sua língua e a sua cultura e o que não queremos é que a fauna ou a flora sejam prejudicados. A Terra de Miranda não está à venda, os recursos [naturais] não são gratuitos e nem o seu povo é invisível, porque são tão portugueses como um português do Porto ou de Lisboa. Tem de haver compensações face à riqueza aqui produzida”, frisou Óscar Afonso.

O MCTM acredita que a empresa pretende transformar o Planalto Mirandês “num imenso estaleiro industrial ao serviço dos seus lucros e ocupar o território, alterar a paisagem, destruir solos, vegetação, fauna, flora e equilíbrio natural enquanto a riqueza produzida segue para fora”.

“Para cá ficam os impactos. Para cá ficam os danos. Para cá ficam as cicatrizes. O dinheiro, esse, parte a voar. Estes projetos produzirão biliões de euros em energia elétrica. Biliões gerados com recursos que são nossos, em território que é nosso, à custa da paisagem que herdámos, da agricultura que sustenta famílias, da biodiversidade que nos pertence e da dignidade de uma região que há décadas é tratada como periferia descartável”, escreve o MCTM.

Em causa está o projeto de hibridização da Central Hidrolétrica de Picote, através de um projeto eólico que prevê instalar 35 aerogeradores com uma estimativa de produção de 157,5 Megawatts, e três projetos de hibridização em três centrais elétricas transmontanas, através de projetos fotovoltaicos com capacidade de cerca de 354 Megawatts-pico (MWp).

A Engie optou por não revelar o valor global destes investimentos, justificando que, “por estar ainda numa fase muito embrionária”, existem “muitas variáveis que poderão condicionar a evolução dos mesmos”, pelo que “seria prematuro e algo especulativo avançar com um montante”.

A empresa está a realizar apresentações e auscultações públicas destes projetos.

De acordo a empresa, “os projetos fotovoltaicos e eólicos estão ainda numa fase muito inicial, a dar os primeiros passos no sentido de iniciar o licenciamento ambiental”.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr e GP

Futsal: Casa do Benfica de Alfândega da Fé é o novo campeão distrital de futsal

Futsal: Casa do Benfica de Alfândega da Fé é o novo campeão distrital de futsal

A Casa do Benfica de Alfândega da Fé é o novo campeão distrital de futsal, ao vencer o Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD), por expressivos 6-1, no segundo jogo da final do playoff, disputado em Alfândega da Fé, a 8 de maio.

Recorde-se que no primeiro jogo, realizado em Miranda do Douro, a 1 de maio, os alfandeguenses também venceram os mirandeses por 3-5, o que facilitava o caminho para a conquista do primeiro título distrital na modalidade.

Perante a derrota, a equipa mirandesa tinha mesmo de ganhar este segundo jogo, em Alfândega da Fé, para adiar a decisão para um terceiro jogo.

Em Alfândega da Fé, os mirandeses até começaram melhor e aos 16 minutos, Léo fez o 0-1. No entanto, antes do intervalo, os alfandeguenses empataram por intermédio de Rui Tavares (1-1).

Na segunda metade do jogo, a Casa do Benfica de Alfàndega da Fé foi bem mais eficaz e dilatou a vantagem para o 6-1 final.

Com esta dupla vitória na final do playoff, a Casa do Benfica de Alfândega da Fé conquistou o seu primeiro título distrital de futsal. O Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD), após ter conquistado os últimos três campeonatos, não conseguiu revalidar o título de campeão.

Fonte e foto: AFB

Fátima: «Peregrinar é encontrar-me comigo e com Deus» – padre Cláudio Silva

Fátima: «Peregrinar é encontrar-me comigo e com Deus» – padre Cláudio Silva

O padre Cláudio Silva, da Diocese do Porto, está a acompanhar espiritualmente um grupo de 300 pessoas, na peregrinação até ao Santuário de Fátima, para as celebrações de 13 de maio e afirma que esta experiência é uma oportunidade de encontro de cada pessoas consigo mesma e com Deus.

“Acompanho este grupo, Travanca-Amarante, por uma questão afetiva e porque também, como me sinto peregrino, preciso de um grupo para participar e por isso juntámos os dois em um”, afirmou o sacerdote, em declarações à Agência ECCLESIA, esta quinta-feira, em Anadia, Aveiro.

Este é o quarto ano em que o pároco de Alpendorada realiza a experiência a pé até à Cova da Iria, com um conjunto de 300 peregrinos e 70 voluntários que se dividem equipas de apoio logístico, assistência médica, distribuição de alimentação e transporte de bagagens.

“É diferente de ir uma só pessoa, é diferente de ir um pequeno grupo, somos uma família. É o que sentimos, porque isto passa de ano para ano e ao longo do ano, mesmo não estando juntos, todos nos voltamos a ver, a rever e a sentir a experiência que foi feita na peregrinação”, assinalou o padre Cláudio Silva.

A nível espiritual, o sacerdote destaca que a estes peregrinos “não falta nada”, descrevendo que existem momentos de confissão, Eucaristia e Adoração.

Ao longo dos muitos quilómetros, o padre Cláudio conta que se aproxima de cada um, individualmente, para perceber os sentimentos, dúvidas, e muitos deles desabafam.

“Há revoltas, há sentimentos de tristeza, há gratidão e tudo isso preenche também o coração de um padre, porque, no fundo, sentimos que aquilo que é o próprio do padre aqui se realiza”, disse.

O pároco relata que, durante a peregrinação, às vezes, são os próprios peregrinos que dizem: ‘Precisava de falar consigo’.

Quando chegamos ao sítio onde vamos dormir, é este o tempo, há o caminho, mas também aqui, enquanto uns vão fazer tratamento aos pés, aos músculos, eu faço à alma e ao espírito, converso, vêm ter comigo e tentamos”.

Ao longo dos dias de caminhada até Fátima, o padre Cláudio Silva afirma que é possível que consiga “falar um a um com todos”.

“Peregrinar é encontrar-me comigo e com Deus”, referiu.

O Grupo de Peregrinos a Pé Travanca-Amarante partiu na terça-feira, 5 de maio, e conta chegar ao Santuário de Fátima na segunda-feira, no dia 11.

Sofia, de 42 anos, é um does elementos, cumprindo este ano a segunda peregrinação até à Cova da Iria.

“O ano passado e este ano é como promessa. Mas se não tivesse promessa, voltava novamente, porque é uma sensação única que uma pessoa repete sempre. Quem vem a primeira vez, quer vir sempre a segunda, pelo menos”, testemunhou.

Para a peregrina, tudo no caminho até Fátima é enriquecedor, contudo o “grupo é a melhor coisa”, realçando a união que se vive: “Nós fazemos amigos que levamos para a vida”.

“É bom, ajudamo-nos todos uns aos outros. Quando se precisa de um sorriso, dá-se um sorriso. Precisa de um abraço, dá-se um abraço. Ajudamos nos momentos difíceis, ajudamo-nos todos uns aos outros. Acabamos por ficar a ser uma família”, salienta.

Para Sofia, peregrinar “é um momento de fé”, enfatizando que se vivem muitos sentimentos ao longo do caminho.

“Se temos uma noção das coisas, a partir da peregrinação é totalmente diferente. Ficamos com muito mais fé”, afirmou.

A Peregrinação Internacional Aniversária de Maio assinala a primeira aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos, na Cova da Iria, e este ano é presidida por D. Rui Valério, patriarca de Lisboa.

O Santuário da Cova da Iria divulgou que estavam inscritos, até ao momento, 138 grupos de peregrinos, dos cinco continentes, num total de 6301 pessoas.

Fonte e fotos: Ecclesia