Vimioso: Vandalismo parte duas árvores no parque municipal

Vimioso: Vandalismo parte duas árvores no parque municipal

Na manhã desta quarta-feira, dia 22 de julho, no parque municipal de Vimioso foram encontradas duas árvores partidas, uma ocorrência cuja causa mais provável terá sido um ato de vandalismo, já reprovado pelo presidente do município de Vimioso, António Santos, que comunicou a ocorrência à GNR.

No Parque Municipal, localizado no centro da vila de Vimioso, existem dezenas de árvores, sendo que na manhã desta quarta-feira, 22 de julho, foram encontradas duas árvores partidas a meio do tronco, o que indicia atos de vandalismo.

Ao ter conhecimento da destruição, o presidente do Município de Vimioso, António Santos, ficou chocado com o acontecimento, dado que este espaço verde destina-se ao lazer, convívio e ao contacto com a natureza, sendo muito frequentado pelas famílias que levam os seus filhos para o recinto infantil.

“Vamos comunicar esta lamentável destruição à Guarda Nacional Republicana (GNR) para que sejam identificados os autores da destruição das árvores no Parque Municipal de Vimioso. Infelizmente há delinquência e vandalismo em todo o lado. As árvores são seres vivos e devem ser respeitadas. À semelhança do que acontece com os incendiários, também quem pratica estes atos de vandalismo devem ser responsabilizados e punidos”, disse o autarca vimiosense.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, o parque municipal foi construído na década de 1960, sendo hoje um espaço com infraestruturas cuidadas, excelentes condições de acessibilidade e um espaço agradável para atividades ao ar livre.

HA

Ambiente: Guia de campo dedicado aos cágados

Ambiente: Guia de campo dedicado aos cágados

A associação ambiental Palombar, com sede em Vimioso, elaborou o primeiro guia de campo dos cágados em Portugal, que alia conhecimento científico e estudo de nove espécies de répteis, algumas em vias de extinção.

O biólogo Pedro Alves disse que o “Guia de Campo dos Cágados de Portugal” é destinado ao público interessado em conhecer as nove espécies de anfíbios pertencentes ao grupo dos répteis, que habitam o território nacional, em rios, ribeiras, charcas, entre outros locais onde haja água, em permanência ou temporariamente.

“Em Portugal há nove espécies de cágados, sendo que sete são exóticas introduzidas pelo homem nos ecossistemas e duas nativas”, quantificou o biólogo.

Pedro Alves disse que, no caso das espécies exóticas ou inversoras, vão competir com as duas espécies autóctones existentes em território nacional, como cágado-de-carapaça-estriada (‘Emys orbicularis’) e o cágado-mediterrânico (‘Mauremys leprosa’), acrescentando que a existência de cágados é muito anterior à espécie humana.

“Estes cágados exóticos vão disputar territórios com as espécies para termorregulação, já que precisam de sol para se aquecer, e por alimento. Por serem espécies mais possantes têm a capacidade de expulsar os nossos dos seus territórios, o que a leva a sofrer com esta situação”, indicou.

O biólogo apelou para que as espécies invasoras não sejam ser retiradas dos seus ecossistemas e, caso aconteça, só pela via das autoridades competentes, como a GNR através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) ou do Instituto da Conservação DA Natureza e das Florestas (ICNF).

“Devemos, sim, alertar estas autoridades para proceder a recolhas destes animais quando identificados”, vincou o especialista.

Segundos os biólogos da Palombar, “este guia inédito é uma ferramenta multifacetada fundamental que irá não só guiar e informar, mas também inspirar todos os que estudam e admiram estes seres únicos com uma história milenar”.

“Este guia vai permitir a qualquer pessoa identificar as nove espécies de cágados existentes no ambiente aquático em Portugal e depois ajudar no seu controlo ou perceber se é um espécie nativa ou exótica invasora que tem de ser retirada”, especificou Pedro Alves.

Sendo estes animais anfíbios, precisam de água de caráter permanente ou temporário, sendo mais fácil encontrá-los nas zonas do centro e sul do país, como é o caso do cágado mediterrânico. Já o cágado-de-carapaça-estriada encontra-se mais a norte, nas regiões do Minho, Nordeste Transmontano ou no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

“Apesar de tudo, estão em vias de extinção, porque já se observam com alguma raridade”, explicaram os biólogos da Palombar.

Este guia de campo foi produzido no âmbito do projeto “Water Bridges – Conservação do cágado-de-carapaça-estriada”.

“A edição deste guia surge como resultado de um projeto de educação ambiental que nos aproximou de forma muito especial da comunidade sénior do Parque Natural do Douro Internacional, permitindo a sensibilização ativa e a devolução de indivíduos de espécies autóctones ao seu habitat natural”, indicou a Palombar,

 O guia inclui igualmente uma secção com a primeira chave dicotómica criada para a identificação dos cágados de Portugal, que ajuda a identificar de forma simples e prática, quer as espécies de cágados nativas do território nacional, quer as introduzidas.

 O Guia de Campo dos Cágados de Portugal foi elaborado pelos biólogos da Palombar Pedro Alves, Leonor de Carvalho e Sandra Fernandes, que já integraram ou integraram diversos projetos de conservação da fauna silvestre, incluindo de cágados nativos.

O trabalho de investigação e elaboração do guia foi implementado em 2025/2026 e financiado pelo programa Erasmus + da União Europeia (UE).

Fonte: Lusa | Imagens: Palombar

Igreja/Sociedade: «Férias não um luxo e o direito ao descanso é uma questão de justiça» – CJPB

Igreja/Sociedade: «Férias não são um luxo e o direito ao descanso é uma questão de justiça» – CJPAB

 A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga (CJPAB) defende que o tempo de férias não deve ser encarado como um luxo, nem uma simples interrupção do calendário laboral, mas como “uma necessidade humana, familiar, espiritual e social”.

“O direito ao descanso é uma questão de justiça. Não nasceu de forma espontânea nem foi uma concessão generosa dos poderes económicos ou políticos. Foi conquistado pela luta persistente dos trabalhadores, que reclamaram – e continuam a reclamar – horários mais humanos, descanso semanal, tempo livre e férias remuneradas”, lembrou.

Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, o organismo católico enfatiza que “estas conquistas sociais devem ser protegidas, valorizadas e tornadas efetivas para todos”.

“Num tempo marcado pela pressa, pela produtividade e pela pressão permanente”, a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga salienta que importa “afirmar com clareza: a pessoa é mais importante do que o trabalho”.

Com o título “Férias: descanso, justiça e recomposição da vida”, a mensagem evoca a primeira carta encíclica do Papa Leão XIV, “Magnifica Humanitas” (a magnífica humanidade), publicada a 15 de maio, na qual o pontífice escreve que “o trabalho não é um mero instrumento”, mas expressa e enriquece a dignidade” da vida de cada um.

“Mas precisamente por isso o trabalho não pode absorver toda a existência. Quando ocupa um lugar excessivo, ficam feridas a dignidade da pessoa, a vida familiar e a própria qualidade da sociedade”, destaca a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga.

A nota evoca também a Doutrina Social da Igreja e o Concílio Vaticano II, na Constituição Pastoral Gaudium et spes, que afirma que todos devem gozar de “suficiente descanso e tempo livre para atender à vida familiar, cultural, social e religiosa”, e ainda a encíclica Laborem exercens, de São João Paulo II.

“O descanso não é, portanto, uma realidade secundária: pertence à dignidade do trabalhador e à justiça das relações sociais”, pode ler-se.

A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga recorda que o descanso “não protege apenas o indivíduo; protege a família, a educação dos jovens e a vida comum”.

“A paragem – semanal e anual – recorda-nos que não somos máquinas de produzir, mas filhos e filhas de Deus, chamados à comunhão, à gratuidade e ao cuidado”, assinala a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga.

O texto faz referência a outras tradições religiosas que, numa sociedade plural e multicultural como a portuguesa, valorizam tempos e gestos que interrompem a lógica da pressa e da produção.

“O sabbath judaico, a oração quotidiana e semanal dos muçulmanos, a meditação budista e tantas outras práticas espirituais recordam que o ser humano precisa de silêncio, gratuidade, contemplação e abertura ao Mistério”, indica o organismo.

A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga reforça que “defender as férias, o descanso semanal e, para os cristãos, a vivência plena do domingo é defender a dignidade humana”, “é afirmar que a economia deve estar ao serviço da pessoa e não a pessoa ao serviço da economia”.

“É reconhecer que uma sociedade verdadeiramente justa precisa de trabalho digno, mas também de repouso, família, cultura, oração, cuidado e tempo para viver”, desenvolve.

No final da mensagem, o organismo católico deseja que “este tempo de férias seja, por isso, ocasião de descanso verdadeiro, gratidão, encontro e renovado compromisso”.

“Porque só uma vida recomposta, cuidada e livre pode regressar ao quotidiano com mais discernimento”, conclui.

Fonte: Ecclesia | Fotos: Flickr

Ensino: Digitalização dos exames permite transparência, mas é necessário aperfeiçoar processo – sindicato

Ensino: Digitalização dos exames permite transparência, mas é necessário aperfeiçoar processo – sindicato

O Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) defendeu a manutenção do modelo de classificação digital dos exames nacionais, por considerar que permite transparência, mas ressalvou ser necessário aperfeiçoar o processo, corrigindo as falhas ocorridas no final deste ano letivo.

“As falhas ocorridas não decorrem, por si só, da opção pelo formato digital, mas antes de aspetos relacionados com a sua implementação, organização e operacionalização. Esses problemas devem ser rigorosamente analisados, sendo indispensável apurar a sua origem, identificar as responsabilidades e retirar as devidas consequências”, defendeu o sindicato.

Em comunicado, o sindicato defendeu a manutenção do modelo de classificação digital dos exames nacionais por considerar que a evolução tecnológica, se for “devidamente planeada”, é um instrumento importante para melhorar os processos.

“O SPZN considera que a transparência introduzida pelo processo digital constitui uma mais-valia para o sistema educativo. A transparência não aumenta o número de falhas: aumenta a capacidade de as identificar”, pode ler-se.

Os sindicalistas consideraram que a digitalização deu visibilidade a situações que provavelmente já ocorriam, “mas raramente eram evidenciadas” e que esta é uma oportunidade “para corrigir procedimentos, reforçar mecanismos de controlo e aumentar a confiança de todos os intervenientes”.

“O objetivo não deve ser recuar na modernização do sistema, mas sim aperfeiçoá-lo”, acrescentou o SPZN.

O sindicato defendeu também que seja criado um “Regime de Remuneração da Função de Professor Classificador das Provas e Exames Nacionais”, por considerar que o reconhecimento deste trabalho “não pode limitar-se ao plano simbólico” e deve ter uma remuneração “adequada à exigência, responsabilidade e volume de trabalho”.

“Por último, o SPZN reafirma a preocupação que oportunamente transmitiu publicamente ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação relativamente à necessidade de ser preparado um plano de contingência para responder a um eventual aumento significativo do número de pedidos de reapreciação das provas e exames nacionais”, acrescentam no mesmo comunicado.

Pela primeira vez este ano, os cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas.

As pautas dos exames nacionais começaram a ser afixadas apenas na sexta-feira à noite, mas inicialmente sem todas as classificações, devido a falhas identificadas pelo Júri Nacional de Exames.

As classificações em falta chegaram às escolas durante o fim de semana, mas, na segunda-feira, milhares de alunos ainda viram corrigidas as notas inicialmente atribuídas a Física e Química e a Geografia, por erros na avaliação de itens da prova.

Apesar dos problemas reconhecidos pelo ministro Fernando Alexandre, o Governo manteve os calendários do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 06 de agosto, bem como os da segunda fase dos exames.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Miranda do Douro: Remodelação dos balneários do pavilhão desportivo da Escola Secundária de Miranda do Douro

Miranda do Douro: Remodelação dos balneários do pavilhão desportivo da Escola Secundária de Miranda do Douro

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte) atribuiu 367 mil euros para a remodelação dos balneários do pavilhão desportivo da Escola Secundária de Miranda do Douro, na sequência de uma candidatura feita pelo município, ao programa Portugal Norte 2030.

Após a aprovação da candidatura pela CCDR Norte, o vereador do município de Miranda do Douro, Vitor Bernardo, informou que a autarquia entregou a uma empresa a elaboração dos projetos de especialidades, para a remodelação dos balneários do pavilhão desportivo da Escola Secundária.

“A remodelação nos balneários do pavilhão desportivo da Escola Secundária de Miranda do Douro implicam obras de construção civil, canalização, eletricidade e o certificado energético, que implica a mudança de caixilharias, janelas e portas. Assim que os projetos estiverem concluídos, o município lança o concurso público ou consulta prévia para adjudicação da obra”, indicou o vereador Vitor Bernardo.

Por sua vez, o diretor do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD), António Santos, afirmou que a remodelação dos balneários do pavilhão desportivo da Escola Secundária é uma necessidade de há muito tempo.

“Aquando da requalificação da Escola Básica e Secundária de Miranda do Douro, o pavilhão gimnodesportivo não foi contemplado com obras. Por isso, atualmente, a requalificação deste equipamento é uma prioridade, dado que as atuais instalações, nomeadamente os balneários, os gabinetes dos professores de educação física e o telhado necessitam de melhorias”, indicou o diretor do AEMD.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte), no âmbito do programa NORTE 2030, aprovou 58 operações, correspondentes a um investimento global de 71,3 milhões de euros, dos quais 42,5 milhões de euros são financiados por fundos europeus.

Na Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), a maior operação corresponde à remodelação dos balneários do pavilhão desportivo da Escola Secundária de Miranda do Douro, com 367 mil euros.

HA

Miranda do Douro: “A mudança para o sistema de digitalização e avaliação dos exames nacionais do secundário deveria ter sido feito de modo gradual” – Diretor do AEMD

Miranda do Douro: “A mudança para o sistema de digitalização deveria ter sido gradual” – Diretor do AEMD

No Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD), as classificações dos exames nacionais do ensino secundário já estão todas afixadas e de acordo com o diretor, o professor António Santos, a mudança para o sistema de digitalização e avaliação deveria ter sido feita gradualmente e não de uma só vez.

O Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD), professor António Santos, indicou que a causa do problema na avaliação dos exames nacionais do ensino secundário, foi a alteração da correção em papel, para a correção digital dos exames.

“Este ano, os exames nacionais do ensino secundário após serem realizados pelos alunos, foram digitalizados em Lisboa, para depois serem distribuídos em formato digital aos professores de todo o país, para correção”, explicou o diretor do AEMD.

Este ano, outra alteração introduzida no sistema de avaliação dos exames nacionais do ensino secundário, foi a atribuição aos professores da responsabilidade da correção de itens e não da totalidade de cada prova.

“No novo sistema de avaliação, por iténs, um mesmo exame pode ser corrigido por vários professores. Por um lado, é mais fácil dado que a cada professor é-lhe atribuída a responsabilidade de corrigir apenas alguns iténs, o que permite especializar-se nesses temas. Mas por outro lado, há quem defenda que com esta avaliação perde-se a avaliação do exame na sua globalidade”, disse o diretor do AEMD.

Na perspetiva do professor António Santos, o problema da demora em afixar as notas dos exames nacionais do ensino secundário terá sido a mudança “abrupta” para um sistema inteiramente digital.

“No ano passado, testou-se este novo sistema de avaliação digital apenas na disciplina de filosofia e este ano, aplicou-se a todas as outras disciplinas. Na minha opinião, avançou-se muito depressa e creio que poderia ter corrido melhor se a avaliação digital tivesse sido feita de um modo mais faseado e não de uma vez só”, defendeu.

Após alguns constrangimentos, no Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD) as notas dos exames do ensino secundário foram todas afixadas no dia 19 de julho.

Questionado se houve pedidos de reapreciação da correção das provas, o diretor do AEMD, António Santos, respondeu que houve apenas três a quatro solicitações.

Esta terça-feira, dia 21 de julho, os alunos (inscritos) começaram a realizar os exames nacionais do ensino secundário da segunda fase, que decorre até 24 de julho.

“Esta segunda fase dos exames nacionais do ensino secundário destina-se aos alunos que tiveram nota negativa na 1ª fase ou pretendem melhorar a sua classificação, para, por exemplo, concorrer ao ensino superior”, indicou.

O presidente do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQa) garantiu que o sistema de digitalização das provas foi “testado várias vezes” antes dos exames do secundário, sublinhando que a implementação começou há vários anos, “não começou ontem”.

“O sistema de digitalização de fichas de prova foi testado várias vezes”, afirmou o presidente do EduQa, Luís Pereira, durante a audição parlamentar sobre o processo de digitalização e avaliação dos exames nacionais, requerida pelos grupos parlamentares do Livre e do PCP, assegurando que foi seguido “um processo de pilotagem sistemático que não começou ontem”.

Luís Pereira dos Santos sublinhou que foi um processo gradual que começou com as provas do 9.º ano, ficando os exames nacionais do ensino secundário “para a última fase”, depois de testados os sistemas.

“A prova de matemática do 9.º ano utiliza um sistema idêntico e não teve problemas logo na primeira aplicação”, disse, referindo-se ao facto de existir uma parte da prova que é feita pelos alunos em papel e posteriormente digitalizada.

“Quem acha que esta é uma transição assética, nunca implementou nada desta complexidade”, acusou o presidente do EduQa, na sua primeira declaração pública desde o arranque dos exames nacionais do ensino secundário, que este ano foram pela primeira vez digitalizados.

Fonte: Lusa

HA

Mogadouro: Município contra a construção de novos parques fotovoltaicos e eólicos

Mogadouro: Município contra a construção de novos parques fotovoltaicos e eólicos

A Câmara Municipal de Mogadouro deliberou por unanimidade, opor-se à construção de novos parques fotovoltaicos e eólicos no concelho, na área delimitada nas zonas de aceleração de energias renováveis.

Segundo a ata da reunião de Câmara, “o executivo municipal tem uma posição muito clara que vai no sentido de que, para além dos parques já existentes e licenciado com Estudo de Impacto Ambiental (EIA), se oporá à implementação de novos parques fotovoltaicos e eólicos nos territórios concelhios delimitados pelas zonas de aceleração” de energias renováveis.

A deliberação da autarquia, composta por três eleitos pelo PSD e dois pelo PS, vai ser enviada à ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

Ainda segundo este mesmo documento, o município indica que reconhece a importância estratégica da transição energética e reafirma a sua disponibilidade para contribuir para o cumprimento das metas nacionais europeias em matéria de energia renovável.

“Contudo, considera-se que esse esforço deve ser concretizado de forma equilibrada, proporcional e territorialmente justa, atendendo ao contributo já prestado pelo concelho através da produção de energia hidroelétrica, eólica e fotovoltaica, bem como os impactos ambientais, paisagísticos, sociais e económicas associadas a estas infraestruturas já licenciadas”, lê-se no documento

Para o executivo, a versão final do Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER) deverá integrar critérios claros de capacidade territorial, avaliação obrigatória dos impactos cumulativos, proteção das atividades agrícolas, pecuárias.

E “a aceleração do licenciamento [de parques eólicos e fotovoltaicos] não poderá significar o nível da redução do território, diminuição da autonomia local ou a concretização desproporcional de novas infraestruturas em territórios de baixa densidade”, indica.

O executivo municipal espera, agora, que tudo isto seja ponderado pelas entidades competentes e responsáveis pelo PSZAER.

A discussão pública do PSZAER, que termina hoje, constitui uma etapa fundamental para a participação de cidadãos, municípios, entidades ambientais, promotores, associações e restantes interessados no processo de definição das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (ZAER) em Portugal continental.-

Uma avaliação técnica à proposta de zonas de aceleração de renováveis identifica cerca de 07% do território continental com potencial para acelerar projetos solares e eólicos, mas alerta que a concretização depende de rede, licenciamento, mercado e aceitação pública.

A conclusão consta da Avaliação Ambiental Estratégica e proposta de PSZAER, um trabalho técnico colocado em consulta pública sobre a delimitação final das áreas.

As ZAER são locais específicos designados como particularmente adequados para a instalação de unidades de produção de energia a partir de fontes renováveis. Estas áreas estarão sujeitas a um licenciamento ambiental simplificado, exceto no que se refere às instalações de combustão de biomassa, segundo a proposta do PSZAEN em discussão pública.

De recordar que a elétrica francesa Engie tem em curso a proposta de hibridização da barragem de Bemposta, no concelho de Mogadouro, para a criação de um parque de energia fotovoltaica na zona da freguesia de Travanca.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Mogadouro: Adiada leitura do acórdão de ex-autarcas acusados prevaricação

Mogadouro: Adiada leitura do acórdão de ex-autarcas acusados prevaricação

A leitura do acórdão dos antigos presidente, vice-presidente e vereadora do município de Mogadouro, que alegadamente violaram regras de contratação e estão acusados de crimes de prevaricação e falsificação de documentos, foi adiada para setembro.

No Tribunal de Bragança, a juíza alegou que a leitura foi adiada para 18 de setembro, devido a uma alteração não substancial dos factos, tendo agora os advogados de defesa 10 dias para se pronunciarem.

No banco dos réus estão oito arguidos, entre eles Francisco Guimarães, ex-presidente da Câmara de Mogadouro, Evaristo Neves, ex-vice-presidente, e Joana Silva, ex-vereadora, entre 2013 e 2017.

De acordo com o Ministério Público, entre 2014 e 2018, terão sido feitos contratos por ajuste direto e por consulta prévia, para serviços de segurança privada, de cerca de 200 mil euros, do Parque de Campismo da Quinta da Aguieira, do Complexo Desportivo do Mogadouro e do Parque Juncal, com duas empresas – Suavinha e Strategystape -, “que nunca foram detentoras de alvará ou de autorização legal para o exercício da atividade de segurança privada”, em benefício de uma terceira – Ronsegur – contornando regras de contratação pública.

Numa das sessões de julgamento, um dos ex-vigilantes admitiu que haveria uma ligação entre a empresa em que trabalhava (Ronsegur) e a Suavinha.

O Ministério Público acusa Francisco Guimarães de três crimes de prevaricação e de três crimes de falsificação de documento. Já Evaristo Neves e Joana Silva estão acusados de um e de dois crimes de prevaricação, respetivamente.

Quanto aos três sócios gerentes da Ronsegur, Strategystape e Suavinha, assim como as próprias sociedades, estão acusados de diversos crimes de falsificação de documento.

A acusação pede ainda que os antigos autarcas fiquem proibidos de exercer qualquer cargo político por um período de dois a 10 anos e que sejam devolvidos aos Estado quase 93 mil euros, considerando esse o valor da “vantagem patrimonial” obtida pelas sociedades, através dos “contratos fraudulentos” firmados com a Câmara Municipal de Mogadouro.

Fonte: Lusa | Foto; Flickr




Bancos: 1.241 freguesias sem ponto de acesso a dinheiro ‘vivo’

Bancos: 1.241 freguesias sem ponto de acesso a dinheiro ‘vivo’

Em 2025, o Banco de Portugal identificou 1.241 freguesias sem ponto de acesso a dinheiro físico, o que corresponde a 40% do total, situando-se a maioria em zonas rurais.

De acordo com o estudo sobre a rede de acesso a numerário, no final de 2025, existiam em Portugal quase 18 mil pontos de acesso ao numerário — dos quais cerca de 14.600 (80%) correspondiam a caixas automáticas (caso do Multibanco), 2.700 a agências bancárias com serviços de numerário e 550 a pontos de cash-in-shop (rede da marca Nickel).

Apesar desta cobertura, das 3.092 freguesias existentes em Portugal, havia 1.241 (40%) que não dispunham de nenhum ponto de acesso.

Tal significa que as populações, cerca de 700 mil, têm de sair da sua freguesia para poder ter acesso a dinheiro ‘vivo’.

Nos distritos de Bragança e Vila Real mais de 40% da população vive nestas freguesias.

Contudo, diz o Banco de Portugal (BDP) que tal pode não significar uma limitação por si só, pois pode haver pontos de acesso a numerário em freguesias próximas.

Assim, segundo o estudo, são 67 as freguesias com mais constrangimentos (onde residem 16 mil pessoas), pois são as que se situam a mais de 15 quilómetros do ponto mais próximo. Em 15 delas a distância média é mesmo superior a 20 quilómetros.

A freguesia mais distante de um ponto de acesso a numerário é a União das Freguesias de Quirás e Pinheiro Novo (município de Vinhais), ao distar 30,6 quilómetros.

Baseado nestes dados, o banco central considera que os concelhos com maiores desafios no acesso a numerário são Beja, Boticas, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Chaves, Mirandela, Mogadouro, Montalegre, Torre de Moncorvo, Vimioso e Vinhais.

“Nestes territórios, uma eventual contração da rede poderia revelar-se particularmente crítica para a população residente (174 mil pessoas, ou 1,7% da população nacional)”, alerta o BdP.

Ainda segundo o BdP, estes dados indicam que há “relevância territorial” neste tema de falta de acesso a numerário mas que à escala nacional têm “expressão demográfica limitada” e que “a situação não parece ter-se agravado nos últimos anos”.

O supervisor bancário identificou ainda o que chamou ‘freguesias potencialmente vulneráveis’, onde há ponto de acesso a numerário mas qualquer contração da rede (retirada de caixa automática ou fecho de agência) pode ter um efeito muito problemático devido a serem zonas em que cada ponto serve uma população e áreas significativas.

Em 2025, o BdP identificou 36 freguesias como potencialmente vulneráveis, sendo Beja o distrito com mais freguesias nestas condições (oito), seguido de Santarém (cinco), Castelo Branco (quatro) e Évora (três).

São potencialmente vulneráveis freguesias que, no final de 2025, cumpram pelo menos uma das condições: cada ponto de acesso servia, em média, 4.000 ou mais residentes; cada ponto de acesso servia, em média, 150 quilómetros quadrados ou mais; cada ponto de acesso servia, em média, pelo menos 1.500 residentes e 50 quilómetros quadrados.

No estudo divulgado em 2023, com dados relativos a 2022, o BdP identificava 30 freguesias como particularmente vulneráveis, pelo que o 36 agora referido fica acima.

Contudo, é de notar, que a metododologia é diferente. Então, eram sinalizadas as freguesias que distavam mais de 10 quilómetros do ponto de acesso mais próximo e mais de 15 quilómetros do segundo ponto de acesso mais próximo.

A rede de balcões e de caixas automáticas tem vindo a reduzir-se em Portugal, privilegiando as empresas financeiras as localizações com mais população, mais atividade económica e intensidade turística, o que penaliza territórios menos povoados.

Apesar dos constrangimentos de vários territórios, indica o estudo que, em 2025, 95% da população dispunha de um ponto de acesso a numerário a menos de cinco quilómetros (por via rodoviária) da residência. Se a distância for aumentada para 10 quilómetros, 99% da população está coberta.

Estes cálculos tiveram por base os últimos censos e não refletem a estimativa do Instituto Nacional de estatística (INE) segundo a qual, no ano passado, a população residente atingiu 11,4 milhões de pessoas.

Em 2025, o montante levantado em caixas automáticos totalizou 29 mil milhões de euros, correspondentes a 358 milhões de operações de levantamento.

O Governo apresentou recentemente o projeto-piloto Multibanco + Perto, iniciativa para garantir o acesso a serviços bancários a populações que vivem em localidades sem qualquer ponto de atendimento, que contará com 30 terminais.

Fonte: Lusa | Imagem: MB

Palaçoulo: Tanoaria J.M. Gonçalves procura Operador de Máquinas

Palaçoulo: Tanoaria J.M. Gonçalves procura Operador de Máquinas

A Tanoaria J.M. Gonçalves, em Palaçoulo, está à procura de um “Operador de Máquinas e Logística”, para integrar a equipa de logística e produção, oferecendo remuneração compatível com a função e a integração na empresa.

Segundo o anúncio divulgado na página da rede social facebook, a J.M. Gonçalves Tonnellerie, uma empresa de referência na produção de barricas de carvalho francês, indica que procura uma pessoa dinâmica, responsável e polivalente.

No perfil, a empresa de Palaçoulo pretende contratar uma pessoa com carta de condução categoria C e CAM, com facilidade em operar empilhadores e equipamentos industriais.

As funções a desempenhar são a movimentação e a organização de barricas e matérias primas, cargas, descargas e entregas de barricas aos clientes.

A tanoaria J.M.Gonçalves, em Palaçoulo, oferece remuneração compatível com a função/ experiência profissional e a integração na empresa.

Os interessados no desempenho do trabalho “Operador de Máquinas e Logística” devem contatar a empresa através do número 273 459 000 ou pelo email: sergio@jmgonçalves.com

Em Palaçoulo, a Tanoaria J.M.Gonçalves foi fundada em 1924, por Abílio dos Reis Gonçalves, que na profissão de carpinteiro e tanoeiro, começou a fabricar barricas para os agricultores transmontanos armazenarem o vinho.

Ao longo de 100 anos de atividade, esta empresa familiar centenária, sediada na aldeia de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro soube transformar-se numa empresa moderna e inovadora.

Atualmente, a Tanoaria J.M.Gonçalves, Lda., exporta os seus produtos (barricas, tonéis e alternativos) para todo o mundo, destacando-se em países como a vizinha Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos da América, países da América do Sul e outros do continente asiático.

HA