Mogadouro: Município contra a construção de novos parques fotovoltaicos e eólicos

Mogadouro: Município contra a construção de novos parques fotovoltaicos e eólicos

A Câmara Municipal de Mogadouro deliberou por unanimidade, opor-se à construção de novos parques fotovoltaicos e eólicos no concelho, na área delimitada nas zonas de aceleração de energias renováveis.

Segundo a ata da reunião de Câmara, “o executivo municipal tem uma posição muito clara que vai no sentido de que, para além dos parques já existentes e licenciado com Estudo de Impacto Ambiental (EIA), se oporá à implementação de novos parques fotovoltaicos e eólicos nos territórios concelhios delimitados pelas zonas de aceleração” de energias renováveis.

A deliberação da autarquia, composta por três eleitos pelo PSD e dois pelo PS, vai ser enviada à ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

Ainda segundo este mesmo documento, o município indica que reconhece a importância estratégica da transição energética e reafirma a sua disponibilidade para contribuir para o cumprimento das metas nacionais europeias em matéria de energia renovável.

“Contudo, considera-se que esse esforço deve ser concretizado de forma equilibrada, proporcional e territorialmente justa, atendendo ao contributo já prestado pelo concelho através da produção de energia hidroelétrica, eólica e fotovoltaica, bem como os impactos ambientais, paisagísticos, sociais e económicas associadas a estas infraestruturas já licenciadas”, lê-se no documento

Para o executivo, a versão final do Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER) deverá integrar critérios claros de capacidade territorial, avaliação obrigatória dos impactos cumulativos, proteção das atividades agrícolas, pecuárias.

E “a aceleração do licenciamento [de parques eólicos e fotovoltaicos] não poderá significar o nível da redução do território, diminuição da autonomia local ou a concretização desproporcional de novas infraestruturas em territórios de baixa densidade”, indica.

O executivo municipal espera, agora, que tudo isto seja ponderado pelas entidades competentes e responsáveis pelo PSZAER.

A discussão pública do PSZAER, que termina hoje, constitui uma etapa fundamental para a participação de cidadãos, municípios, entidades ambientais, promotores, associações e restantes interessados no processo de definição das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (ZAER) em Portugal continental.-

Uma avaliação técnica à proposta de zonas de aceleração de renováveis identifica cerca de 07% do território continental com potencial para acelerar projetos solares e eólicos, mas alerta que a concretização depende de rede, licenciamento, mercado e aceitação pública.

A conclusão consta da Avaliação Ambiental Estratégica e proposta de PSZAER, um trabalho técnico colocado em consulta pública sobre a delimitação final das áreas.

As ZAER são locais específicos designados como particularmente adequados para a instalação de unidades de produção de energia a partir de fontes renováveis. Estas áreas estarão sujeitas a um licenciamento ambiental simplificado, exceto no que se refere às instalações de combustão de biomassa, segundo a proposta do PSZAEN em discussão pública.

De recordar que a elétrica francesa Engie tem em curso a proposta de hibridização da barragem de Bemposta, no concelho de Mogadouro, para a criação de um parque de energia fotovoltaica na zona da freguesia de Travanca.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Mogadouro: Adiada leitura do acórdão de ex-autarcas acusados prevaricação

Mogadouro: Adiada leitura do acórdão de ex-autarcas acusados prevaricação

A leitura do acórdão dos antigos presidente, vice-presidente e vereadora do município de Mogadouro, que alegadamente violaram regras de contratação e estão acusados de crimes de prevaricação e falsificação de documentos, foi adiada para setembro.

No Tribunal de Bragança, a juíza alegou que a leitura foi adiada para 18 de setembro, devido a uma alteração não substancial dos factos, tendo agora os advogados de defesa 10 dias para se pronunciarem.

No banco dos réus estão oito arguidos, entre eles Francisco Guimarães, ex-presidente da Câmara de Mogadouro, Evaristo Neves, ex-vice-presidente, e Joana Silva, ex-vereadora, entre 2013 e 2017.

De acordo com o Ministério Público, entre 2014 e 2018, terão sido feitos contratos por ajuste direto e por consulta prévia, para serviços de segurança privada, de cerca de 200 mil euros, do Parque de Campismo da Quinta da Aguieira, do Complexo Desportivo do Mogadouro e do Parque Juncal, com duas empresas – Suavinha e Strategystape -, “que nunca foram detentoras de alvará ou de autorização legal para o exercício da atividade de segurança privada”, em benefício de uma terceira – Ronsegur – contornando regras de contratação pública.

Numa das sessões de julgamento, um dos ex-vigilantes admitiu que haveria uma ligação entre a empresa em que trabalhava (Ronsegur) e a Suavinha.

O Ministério Público acusa Francisco Guimarães de três crimes de prevaricação e de três crimes de falsificação de documento. Já Evaristo Neves e Joana Silva estão acusados de um e de dois crimes de prevaricação, respetivamente.

Quanto aos três sócios gerentes da Ronsegur, Strategystape e Suavinha, assim como as próprias sociedades, estão acusados de diversos crimes de falsificação de documento.

A acusação pede ainda que os antigos autarcas fiquem proibidos de exercer qualquer cargo político por um período de dois a 10 anos e que sejam devolvidos aos Estado quase 93 mil euros, considerando esse o valor da “vantagem patrimonial” obtida pelas sociedades, através dos “contratos fraudulentos” firmados com a Câmara Municipal de Mogadouro.

Fonte: Lusa | Foto; Flickr




Bancos: 1.241 freguesias sem ponto de acesso a dinheiro ‘vivo’

Bancos: 1.241 freguesias sem ponto de acesso a dinheiro ‘vivo’

Em 2025, o Banco de Portugal identificou 1.241 freguesias sem ponto de acesso a dinheiro físico, o que corresponde a 40% do total, situando-se a maioria em zonas rurais.

De acordo com o estudo sobre a rede de acesso a numerário, no final de 2025, existiam em Portugal quase 18 mil pontos de acesso ao numerário — dos quais cerca de 14.600 (80%) correspondiam a caixas automáticas (caso do Multibanco), 2.700 a agências bancárias com serviços de numerário e 550 a pontos de cash-in-shop (rede da marca Nickel).

Apesar desta cobertura, das 3.092 freguesias existentes em Portugal, havia 1.241 (40%) que não dispunham de nenhum ponto de acesso.

Tal significa que as populações, cerca de 700 mil, têm de sair da sua freguesia para poder ter acesso a dinheiro ‘vivo’.

Nos distritos de Bragança e Vila Real mais de 40% da população vive nestas freguesias.

Contudo, diz o Banco de Portugal (BDP) que tal pode não significar uma limitação por si só, pois pode haver pontos de acesso a numerário em freguesias próximas.

Assim, segundo o estudo, são 67 as freguesias com mais constrangimentos (onde residem 16 mil pessoas), pois são as que se situam a mais de 15 quilómetros do ponto mais próximo. Em 15 delas a distância média é mesmo superior a 20 quilómetros.

A freguesia mais distante de um ponto de acesso a numerário é a União das Freguesias de Quirás e Pinheiro Novo (município de Vinhais), ao distar 30,6 quilómetros.

Baseado nestes dados, o banco central considera que os concelhos com maiores desafios no acesso a numerário são Beja, Boticas, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Chaves, Mirandela, Mogadouro, Montalegre, Torre de Moncorvo, Vimioso e Vinhais.

“Nestes territórios, uma eventual contração da rede poderia revelar-se particularmente crítica para a população residente (174 mil pessoas, ou 1,7% da população nacional)”, alerta o BdP.

Ainda segundo o BdP, estes dados indicam que há “relevância territorial” neste tema de falta de acesso a numerário mas que à escala nacional têm “expressão demográfica limitada” e que “a situação não parece ter-se agravado nos últimos anos”.

O supervisor bancário identificou ainda o que chamou ‘freguesias potencialmente vulneráveis’, onde há ponto de acesso a numerário mas qualquer contração da rede (retirada de caixa automática ou fecho de agência) pode ter um efeito muito problemático devido a serem zonas em que cada ponto serve uma população e áreas significativas.

Em 2025, o BdP identificou 36 freguesias como potencialmente vulneráveis, sendo Beja o distrito com mais freguesias nestas condições (oito), seguido de Santarém (cinco), Castelo Branco (quatro) e Évora (três).

São potencialmente vulneráveis freguesias que, no final de 2025, cumpram pelo menos uma das condições: cada ponto de acesso servia, em média, 4.000 ou mais residentes; cada ponto de acesso servia, em média, 150 quilómetros quadrados ou mais; cada ponto de acesso servia, em média, pelo menos 1.500 residentes e 50 quilómetros quadrados.

No estudo divulgado em 2023, com dados relativos a 2022, o BdP identificava 30 freguesias como particularmente vulneráveis, pelo que o 36 agora referido fica acima.

Contudo, é de notar, que a metododologia é diferente. Então, eram sinalizadas as freguesias que distavam mais de 10 quilómetros do ponto de acesso mais próximo e mais de 15 quilómetros do segundo ponto de acesso mais próximo.

A rede de balcões e de caixas automáticas tem vindo a reduzir-se em Portugal, privilegiando as empresas financeiras as localizações com mais população, mais atividade económica e intensidade turística, o que penaliza territórios menos povoados.

Apesar dos constrangimentos de vários territórios, indica o estudo que, em 2025, 95% da população dispunha de um ponto de acesso a numerário a menos de cinco quilómetros (por via rodoviária) da residência. Se a distância for aumentada para 10 quilómetros, 99% da população está coberta.

Estes cálculos tiveram por base os últimos censos e não refletem a estimativa do Instituto Nacional de estatística (INE) segundo a qual, no ano passado, a população residente atingiu 11,4 milhões de pessoas.

Em 2025, o montante levantado em caixas automáticos totalizou 29 mil milhões de euros, correspondentes a 358 milhões de operações de levantamento.

O Governo apresentou recentemente o projeto-piloto Multibanco + Perto, iniciativa para garantir o acesso a serviços bancários a populações que vivem em localidades sem qualquer ponto de atendimento, que contará com 30 terminais.

Fonte: Lusa | Imagem: MB

Palaçoulo: Tanoaria J.M. Gonçalves procura Operador de Máquinas

Palaçoulo: Tanoaria J.M. Gonçalves procura Operador de Máquinas

A Tanoaria J.M. Gonçalves, em Palaçoulo, está à procura de um “Operador de Máquinas e Logística”, para integrar a equipa de logística e produção, oferecendo remuneração compatível com a função e a integração na empresa.

Segundo o anúncio divulgado na página da rede social facebook, a J.M. Gonçalves Tonnellerie, uma empresa de referência na produção de barricas de carvalho francês, indica que procura uma pessoa dinâmica, responsável e polivalente.

No perfil, a empresa de Palaçoulo pretende contratar uma pessoa com carta de condução categoria C e CAM, com facilidade em operar empilhadores e equipamentos industriais.

As funções a desempenhar são a movimentação e a organização de barricas e matérias primas, cargas, descargas e entregas de barricas aos clientes.

A tanoaria J.M.Gonçalves, em Palaçoulo, oferece remuneração compatível com a função/ experiência profissional e a integração na empresa.

Os interessados no desempenho do trabalho “Operador de Máquinas e Logística” devem contatar a empresa através do número 273 459 000 ou pelo email: sergio@jmgonçalves.com

Em Palaçoulo, a Tanoaria J.M.Gonçalves foi fundada em 1924, por Abílio dos Reis Gonçalves, que na profissão de carpinteiro e tanoeiro, começou a fabricar barricas para os agricultores transmontanos armazenarem o vinho.

Ao longo de 100 anos de atividade, esta empresa familiar centenária, sediada na aldeia de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro soube transformar-se numa empresa moderna e inovadora.

Atualmente, a Tanoaria J.M.Gonçalves, Lda., exporta os seus produtos (barricas, tonéis e alternativos) para todo o mundo, destacando-se em países como a vizinha Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos da América, países da América do Sul e outros do continente asiático.

HA

Palaçoulo: Torneio de Futebol proporcionou o convívio intergeracional

Palaçoulo: Torneio de Futebol proporcionou o convívio intergeracional

O Complexo Desportivo Vale das Latas, em Palaçoulo, foi o recinto do Convívio de Futebol de 5, uma competição de verão, organizada pela associação Caramonico, na qual participaram sete equipas dos concelhos de Miranda do Douro e Mogadouro e cujo maior prémio foi o convívio intergeracional.

Este ano, participaram no Convívio Futebol de 5, em Palaçoulo, as seguintes equipas: Caramonicos (Palaçoulo), União de Freguesias de Silva e Águas Vivas, União de Freguesias de Sendim e Atenor, Freguesia de Miranda do Douro, Freguesia de Vilar Seco (Vimioso), A Tasquinha e a equipa Air Force, ambas de Mogadouro.

A final do torneio de futebol jogou-se na tarde de Domingo, dia 19 de julho, com a Freguesia de Vilar Seco a superiorizar-se e a vencer por 3-0, a equipa da União de Freguesias de Sendim e Atenor.

Na entrega dos prémios, a presidente da Associação Caramonico, Maria Solano, sublinhou que no desporto “mais importante do que ganhar ou perder é participar” e mostrou-se feliz pela grande afluência de público ao Complexo Desportivo Vale das Latas, em Palaçoulo.

“É com grande satisfação que recebemos durante o fim-de-semana de 18 e 19 de julho, a visita de tantas pessoas, quer para participar quer para assistir aos jogos de futebol. Agradeço, de um modo especial, às equipas que se mobilizaram para participar no torneio, com elementos de várias gerações. Mais importante do que ganhar ou perder, este evento desportivo em Palaçoulo pretende promover o convívio intergeracional”, disse a dirigente da associação Caramonico.

Por sua vez, o presidente da Freguesia de Palaçoulo, Xavier Rodrigues, também expressou agrado pela continuidade deste torneio de verão, cuja história remonta à década de 1980.

“Em Palaçoulo, o torneio/convívio de futebol de verão reune todos os anos equipas de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso, o que proporciona o encontro e o convívio entre as pessoas dos três concelhos. Simultaneamente, este evento desportivo é também uma oportunidade para publicitar a piscina existente no complexo desportivo, convidando os jogadores, amigos e famílias a usufruirem deste espaço de lazer”, indicou o autarca de Palaçoulo.

De visita a Palaçoulo, para participar na cerimónia de entrega dos prémios do Convívio de Futebol de 5, o vice-presidente do Município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, destacou o papel de associações como a Caramonico na dinamização das aldeias do concelho.

“Em Palaçoulo, a associação Caramonico é conhecida pelas sucessivas atividades culturais, desportivas e outras que mobilizam a população local e conseguem também atrair a vinda de pessoas de outras localidades. Este histórico torneio de futebol de verão, organizado pela Caramonico, é um bom exemplo do dinamismo associativo em Palaçoulo”, felicitou o autarca de Miranda do Douro.

Na organização do Convívio Futebol de 5, a associação Caramonico contou com os apoios do Município de Miranda do Douro, da Freguesia de Palaçoulo e da empresa Tipalto.

HA



Cércio: Festa de Santa Marinha culminou com a missa campal e o cântico de devoção

Cércio: Festa de Santa Marinha culminou com a missa campal e o cântico de devoção

Na aldeia de Cércio, a festa em honra de Santa Marinha culminou no Domingo, dia 19 de julho, com a celebração da missa campal, seguida da procissão e o cântico dedicado a esta virgem e mártir, que segundo o padre António Pires, é um exemplo de quem acolheu os ensinamentos de Deus e deu bons frutos ou virtudes.

Na missa campal, celebrada no espaço envolvente da capela de Santa Marinha, em Cércio, o pároco, António Pires, referiu-se à liturgia do XVI Domingo do Tempo Comum.

“No evangelho, Jesus, compara o reino de Deus a uma semente, um grão de mostarda e ao fermento. Todos estes ingredientes, para darem fruto, precisam dissolver-se, isto é, transformar-se. Também, nós, para dar bons frutos de paz, alegria, paciência, bondade e justiça precisamos deixar-nos moldar, transformar e praticar os ensinamentos de Deus”, começou por dizer o sacerdote.

Segundo António Pires, a “semente” a que Jesus se refere é a palavra ou os ensinamentos de Deus, que para dar fruto precisam ser escutados, acolhidos, interiorizados e praticados.

“A parábola do trigo e do joio também nos ensina a ser pacientes como Deus é paciente conosco. Santa Marinha foi certamente uma pessoa paciente e por isso deu bons frutos de santidade! Sejamos também nós pacientes, atentos, cuidadosos, ou seja, boa terra, para que a semente que é a palavra de Deus dê bons frutos no nosso coração e na nossa vida, a exemplo de Santa Marinha”, exortou.

Em Cércio, a celebração da eucaristia concluiu-se com a procissão da imagem de Santa Marinha, ao som da gaita de foles. No interior da capela, reconstruída em 1995, entoou-se o cântico de devoção à virgem e mártir, Santa Marinha.

Na aldeia de Cércio, a Festa em honra de Santa Marinha decorreu ao longo do fim-de-semana de 17 a 19 de julho, num programa que incluiu o convívio comunitário com a degustação de petiscos, música e o peditório animado pelos pauliteiros locais.

Anualmente, a festa em honra de Santa Marinha celebra-se a 18 de julho, data do seu martírio, em Orense, na Galiza.

HA





Miranda do Douro: PSP realiza ações esclarecimento sobre armas de fogo

Miranda do Douro: PSP realiza ações esclarecimento sobre armas de fogo

A Polícia de Segurança Pública (PSP) realiza no mês de agosto, duas ações de proximidade nos concelhos de Miranda do Douro e Mogadouro, para esclarecer a população sobre o licenciamento, regularização e a entrega voluntária de armas de fogo e munições.

As iniciativas estão previstas para o dia 12 de agosto em Mogadouro e dia 19 em Miranda do Douro.

Segundo esta polícia, as iniciativas integram a terceira edição da operação nacional “Armas em Segurança – Tour de Verão 2026” e serão promovidas pelo Núcleo de Armas e Explosivos do Comando Distrital da PSP de Bragança, em articulação com os respetivos municípios.

A PSP recorda que os titulares que não pretendam renovar a respetiva licença devem depositar as armas abrangidas nas instalações da polícia ou num armeiro de tipo 2, dispondo de um prazo de 180 dias para regularizar a situação, ao abrigo da legislação em vigor.

No caso de armas de fogo integradas numa herança, o cabeça de casal tem 90 dias para declarar a sua existência à PSP, prazo contado a partir da data da morte do proprietário ou do momento em que a arma foi descoberta.

Fonte: Lusa | Imagem: PSP

Ensino Superior: 1º Fase das candidaturas até 6 de agosto

Ensino Superior: 1º Fase das candidaturas até 6 de agosto

Inicia-se a 20 de julho, o concurso nacional de acesso ao ensino superior, com mais de 56 mil vagas, numa data em que os alunos já devem conhecer todas as classificações dos exames nacionais, após os atrasos na divulgação das pautas.

A primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) decorre até 6 de agosto, no ‘site’ da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) e os resultados serão divulgados em 23 de agosto.

Para o próximo ano letivo, as universidades e institutos politécnicos disponibilizaram 56.790 vagas (mais 834 face ao ano passado) através do regime geral de acesso.

No dia em que arranca a primeira fase do concurso, todos os alunos finalistas do ensino secundário já deverão conhecer os resultados obtidos nos exames nacionais, após resolvidos os problemas que inviabilizaram a divulgação de algumas notas.

As pautas dos mais de 300 mil exames nacionais começaram a ser afixadas a 17 de julho, mas inicialmente sem todas as classificações, devido a falhas identificadas pelo Júri Nacional de Exames.

Entre as cerca de 1.400 provas que surgiram identificadas na pauta com “suspenso”, as desconformidades resultaram, por exemplo, de exames enviados tardiamente pelas escolas, folhas de resposta incompletas ou informações em falta.

O Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) informou que as pautas completas com as classificações seriam afixadas a 20 de julho.

“Nenhum aluno será prejudicado no acesso ao Ensino Superior por motivos não imputáveis ao próprio”, garantiu, entretanto, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

Depois de terem acesso à cópia dos respetivos exames, que será enviada pelas escolas, os alunos poderão pedir a reapreciação da prova, devendo formalizar o pedido até dois dias úteis após o período de consulta.

Os resultados dos processos de reapreciação só serão publicados a 7 de agosto, mas os alunos poderão utilizar essa classificação na primeira fase do CNAES, dispondo de três dias para alterar a candidatura ou apresentar uma nova, caso só então reúnam as condições necessárias.

A 20 de julho termina também o prazo de inscrição para a segunda fase dos exames nacionais, que começa a 21 de julho com a prova de Português.

Os alunos que queiram ir a exame, na segunda fase, devem inscrever-se na Plataforma de Inscrição Eletrónica em Provas e Exames, disponível em jnepiepe.dge.mec.pt.

Este foi o primeiro ano em que os exames nacionais do ensino secundário, realizados por cerca de 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital. O processo, contudo, registou falhas técnicas desde o início, obrigando o Ministério da Educação a rever o calendário inicialmente previsto.

Fonte: Lusa | Imagem: IPB

Ensino: Escolas em condições de afixar notas do 9.º ano – diretores

Ensino: Escolas em condições de afixar notas do 9.º ano – diretores

O representante dos diretores escolares afirmou que as escolas estão em condições de afixar as notas das provas finais do 9.º ano, na manhã desta segunda-feira, dia 20 de julho.

“Se nos enviarem os ficheiros das provas finais do 9.º ano, as escolas vão afixar as pautas”, adiantou o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Filinto Lima salientou que este esforço das escolas, para permitir que milhares de alunos do 9.º ano tenham acesso às classificações dos exames de Português e Matemática, realizados em junho, não tem comparação ao efetuado nos últimos dias em relação aos exames nacionais do secundário.

Uma informação do Júri Nacional de Exames (JNE) dirigida aos estabelecimentos de ensino, avançou que as notas das provas finais do 9.º ano, realizadas na transição dos alunos para o ensino secundário, seriam enviadas às escolas para que serem afixadas ao início da manhã de segunda-feira, dia 20 de julho.

Quanto aos exames nacionais do secundário, Filinto Lima referiu que o JNE está a conseguir enviar os novos ficheiros para as escolas referentes aos casos dos 1.400 alunos que viram a sua nota suspensa na sexta-feira, quando foram afixadas as classificações.

O representante dos diretores salientou também que cabe é ao ministro da Educação, Fernando Alexandre, perceber se, perante os acontecimentos dos últimos dias, todos os alunos estão em condições de apresentar uma candidatura ao ensino superior dentro dos prazos previstos.

“Ele, melhor do que ninguém, tem de tomar uma decisão em consciência”, disse Filinto Lima.

O presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, um órgão colegial que integra representantes das universidades dos setores público, privado e cooperativo e dos politécnicos, considerou que, para já, não vê “qualquer motivo” para uma alteração dos calendários previstos.

“De momento, não vemos qualquer problema que possa impedir o cumprimento normal da calendarização prevista”, referiu Fontainhas Fernandes.

Relativamente à segunda fase dos exames nacionais, Filinto Lima adiantou ter alertado o ministro da Educação, numa reunião realizada ao final da tarde de sábado, para a necessidade de a plataforma estar a “funcionar a 100%”, tendo em conta que, em algumas situações, mostrou ser “uma verdadeira inimiga” dos professores classificadores durante a correção na primeira fase.

“Uma terceira vez a persistir no mesmo erro eu acho que seria o descalabro”, referiu o presidente da ANDEP, salientando que a segunda fase envolve, porém, um número muito mais reduzido de alunos.

Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário, realizados por 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital, mas o processo registou falhas técnicas desde o início, obrigando o Ministério da Educação a adiar os prazos inicialmente previstos.

Os encarregados de educação e os alunos só tiveram acesso às classificações a partir de 17 de julho.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Trigo e joio

XVI Domingo do Tempo Comum – Ano A

Trigo e joio

Sab 12, 13.16-19 / Slm 85 (86), 5-6. 9-10.15-16a / Rom 8, 26-27 / Mt 13, 24-43 ou Mt 13, 24-30

São Mateus apresenta três parábolas do Reino: o trigo e o joio (vv. 24-30), o grão de mostrada (vv. 31-32), o fermento (v. 33). Vamos à parábola do trigo e do joio. O trigo tem sido o principal cereal produzido na Palestina. Por sua vez, o joio é, segundo o dicionário, uma «planta herbácea que se desenvolve espontaneamente e com frequência nas searas, prejudicando o resultado destas culturas através dos seus frutos». Estes transportam uma substância tóxica (temulina) proveniente de um fungo e não são fáceis de separar dos outros cereais, especialmente do trigo.

Está, aqui, a pertinência da parábola. Os que ouvem Jesus percebem de que é que está a falar. Da parábola extraem-se dois ensinamentos. Primeiro: o que é de Deus tem de aprender a viver no nosso coração com o que não é de Deus («veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo»). Segundo: não será fácil distinguir completamente o que é de Deus do que não é de Deus até que cheguemos ao face a face final e pleno com Deus («deixai-os crescer ambos [trigo e joio] até à ceifa»).

É que no andamento da nossa vida espiritual, precisamos de dar um nome àquilo que vivemos. Nomear (descrever) o que vivemos ajuda-nos a lidar precisamente com isso que vivemos. Mas nem sempre acertamos nesse nomear. Nem sempre temos a certeza de que o nomear está correto:

É de Deus ou vem de outro sítio? Edifica-nos como pessoa ou vai corroer-nos? Precisamos da direção espiritual. E precisamos também de tempo. É que o nomear daquilo que vivemos pode mudar com o tempo. Há o nomear a quente; imediato, impaciente. Mas há também um nomear mais sereno, mais amplo, mais maduro; feito a maior distância temporal.

Arriscamo-nos a gerir mal aquilo que vivemos por nem sempre o lermos bem. Podemos, no entanto, confiar no Senhor, que é propenso a perdoar-nos e a dar-nos uma nova oportunidade. «Vós, o Senhor da força, julgais com bondade»; «o vosso domínio soberano torna-vos indulgente para com todos» (Livro da Sabedoria). Deste confiar no Senhor fala também São Paulo. Deus, que «vê no íntimo dos corações», concede-nos o seu Espírito que «vem em auxílio da nossa fraqueza» (Carta aos Romanos).

Deste confiar no Senhor falam-nos igualmente a parábola do grão de mostarda e a parábola do fermento (São Mateus). O Senhor ajuda-nos a construir Reino em nós e à nossa volta. Tem é de se ter a disponibilidade do tal grão: “apagar-se” e nesse “apagamento” vir a dar uma árvore que os olhos veem. Tem é de se ter a disponibilidade do tal fermento: não se tomar como fim em si mesmo, mas dar desenvolvimento a outra coisa que está para além de si mesmo.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP) | Foto: HA