Castro Vicente: Feira do Bísaro no fim-de-semana de 21 e 22 de fevereiro

Castro Vicente: Feira do Bísaro no fim-de-semana de 21 e 22 de fevereiro

No fim-de-semana de 21 e 22 de fevereiro, realiza-se na aldeia de Castro Vicente, no concelho de Mogadouro, a IX Feira do Bísaro, um certame que tem o objetivo de valorizar os produtos da terra, o fumeiro e a gastronomia tradicional e cujos maiores destaques são no sábado, a matança tradicional do porco e no Domingo, a açorda de” txitxos”.

Sobre a IX edição da Feira do Bísaro, a presidente da Freguesia de Castro Vicente, Carla Lousão, explicou que o nome da feira “bísaro” remete para a existência na freguesia, da maior exploração pecuária de porco bísaro no distrito de Bragança. No certame deste ano, vão participar 20 produtores e artesãos, que vão expor produtos como o fumeiro tradicional, queijo, pão, vinho, doçaria tradicional, mel e máquinas agrícolas.

“A Feira do Bísaro já se realiza há alguns anos e em cada nova edição pretende-se renovar o certame, sempre com os mesmo objetivos: o de promover os produtos da terra e o fumeiro tradicional e simultaneamente preservar as receitas e a gastronomia local”, indicou a autarca.

Exemplo disso é a matança tradicional do porco em comunidade, agendada para a manhã de sábado, dia 21 de fevereiro.

“Com este produto típico, o porco bísaro, ao almoço vão ser servidos rojões, com batatas e feijões. No dia seguinte, Domingo, 22 de fevereiro, vão ser preparadas a açorda de txitxos, o lombo de porco salteado na panela e para os vegetarianos alguns legumes da região”, informou.

Para o primeiro dia do certame, em Castro Vicente, estão programadas atividades como: o passeio de todo-o-terreno (8h00), a abertura oficial da feira (10h00), teatro de rua (14h30 âs 18h00), oficinas de cerâmica para crianças e famílias (15h00-18h00), as conversas do Bísaro, dedicadas à confecção do fumeiro tradicional (16h30) e a degustação comentada de fumeiro tradicional com vinhos, pelo Chefe, Luís Martins.

Na animação musical, a organização preparou atuações itinerantes, um arraial e espetáculo de fogo.

No Domingo, dia 22 de fevereiro, a Feira do Bísaro, em Castro Vicente prossegue com a matutina Caminhada interpretada “Dos Porrais à selvagem ribeira do Azibo”.

“Este passeio tem uma distância de 8,5 quilómetros e os caminheiros vão certamente maravilhar-se com a beleza das paisagens sobre o rio Sabor e a ribeira selvagem do Azibo. Dada a proximidade da primavera, os caminhantes vão ter a oportunidade de ver as amendoeiras já em flor, assim como os olivais e as aves rupícolas”, disse.

O programa da Feira do Bísaro oferece em simultâneo, outras atividades como o passeio de bicicleta todo-o-terreno (BTT) de 25 quilómetros; o passeio de automóveis clássicos; e a visita interpretada à paisagem e património do Cabeço do Santo Cristo.

“O cabeço ou monte é sobranceiro à aldeia de Castro Vicente e foi ali que teve origem esta localidade, onde existe o castro ou antigo povoado fortificado, assim como um mural de pinturas a fresco e os miradouros sobre o rio Sabor”, indicou.

No almoço de Domingo, os visitantes da Feira do Bísaro têm a possibilidade de degustar o prato gastronómico tradicional da “Açorda de Txitxos”.

Na tarde de Domingo, realiza-se o IV Encontro de Cantares Tradicionais, no qual vão cantar e dançar o Grupo de Cantares das Terras de Castro Vicente, o Rancho Folclórico de Vimioso, o Grupo de Cavaquinhos da Universidade Sénior de Mogadouro e o Grupo de Cantares de Alfândega da Fé.

A IX Feira dos Produtos da Terra Bísaro é um evento organizado pela freguesia de Castro Vicente e segundo a presidente, Carla Lousão, tem muito para oferecer aos visitantes.

“Castro Vicente tem para oferecer ao público visitante, Desde logo, o bom acolhimento, uma excelente gastronomia e paisagens incríveis! Na gastronomia, a par da restauração na feira, existe também o restaurante Apolinário que é uma referência na região a atrai clientes durante todo o ano”, destacou.

Na freguesia de Castro Vicente, que compreende ainda as aldeias de Porrais e Vilar Seco vivem atualmente cerca de 240 pessoas.

“Castro Vicente é freguesia mais distante da sede de concelho, Mogadouro e é a única freguesia situada do lado direito do rio Sabor. Esta geografia dá-nos proximidade com os concelhos de Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros, o que faz com que o nosso código postal seja o de Alfândega da Fé, o indicativo de telefone é de Macedo de Cavaleiros e os médicos de famílias são repartidos entre os três municípios”, indicou.

No âmbito patrimonial, em Castro Vicente destaca-se a Igreja Matriz; o pelourinho como símbolo da anterior autonomia administrativa; o cruzeiro; o edifício da Misericórdia; os fontanários e a praia fluvial.

HA

Finanças: Prazo para validar as faturas do IRS termina a 2 de março

Finanças: Prazo para validar as faturas do IRS termina a 2 de março

Decorre até 2 de março, o prazo para os contribuintes validarem no portal da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), as faturas relativas ao IRS de 2025.

Num email enviado aos contribuintes, o fisco confirma que “está a decorrer até dia 2 de março, o prazo para validar as faturas relativas a 2025”.

Como este ano o último dia de fevereiro (28) é um sábado, a data-limite para a validação das faturas passa para o primeiro dia útil seguinte, neste caso, a segunda-feira dia 2 de março.

A alteração decorre das próprias regras da legislação fiscal.

No email, a administração fiscal recorda aos contribuintes que, para beneficiarem das deduções à coleta do IRS na declaração de rendimentos do ano passado, “é essencial” que associem as faturas pendentes aos setores corretos e indiquem “se tem receitas médicas para as despesas de saúde com taxa de IVA de 23%”.

“A validação deve ser efetuada por cada elemento do agregado familiar, incluindo cônjuge e dependentes”, sublinha.

O site permite associar as faturas às despesas de saúde, educação, imóveis, lares, manutenção e reparação de veículos automóveis, de motociclos e peças, de alojamento e restauração (despesas em cafés, restaurantes, pastelarias ou hotelaria), atividades de salões de cabeleireiro e institutos de beleza, ginásios, atividades veterinárias, jornais e revistas, e passes mensais ou de bilhetes em transpores públicos.

Se um contribuinte associar ao campo “outros”, a fatura fica associada ao bloco genérico das despesas gerais e familiares, contando para o limite de 250 euros dedutíveis.

Os trabalhadores independentes (com rendimentos da atividade empresarial ou profissional) ou quem acumula trabalho por conta de outrem com trabalho prestado a recibos verdes também devem separar das faturas até 02 de março, indicando quais dizem respeito à atividade profissional e quais a despesa pessoais.

As faturas podem ser validadas na página pessoal de cada contribuinte no e-Fatura (no Portal das Finanças) ou na aplicação “e-Fatura” para telemóveis e outros dispositivos móveis, refere ainda o fisco no mesmo email.

Segundo o Código do IRS, é também nesta altura que os pais separados ou divorciados devem indicar, no Portal das Finanças, a existência de residência alternada prevista no acordo de regulação do exercício das responsabilidades parentais, por causa da divisão das deduções dos filhos (de educação, por exemplo).

Os pais devem indicar “a percentagem que lhes corresponde na partilha de despesas”. Se não o fizerem ou se “a soma das percentagens comunicadas por ambos os sujeitos passivos não corresponda a 100%, o valor das deduções à coleta é dividido em partes iguais”, prevê-se no Código do IRS.

Se um estudante viver com os pais (fizer parte do agregado familiar) e tiver obtido rendimentos de trabalho em 2025 (por conta de outrem ou a recibos verdes) até 2.612,5 euros anuais (cinco vezes o valor do Indexante de Apoios Sociais de 2025), deve entregar, também até 02 de março, um comprovativo de frequência do estabelecimento de ensino, para não ser tributado em IRS.

O Código do IRS prevê ainda que os contribuintes possam indicar, no mesmo prazo, os elementos pessoais relevantes, como a composição do agregado familiar, para essa informação aparecer mais à frente na declaração de IRS pré-preenchida ou pronta a entregar para quem tem acesso ao IRS Automático.

Fonte: Lusa | Imagem: HA

Ensino: Proibição de telemóveis nas escolas até ao 9º ano

Ensino: Proibição de telemóveis nas escolas até ao 9º ano

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, admitiu que o Governo poderá alargar até aos alunos do 9.ºano, a proibição de utilização de telemóveis nas escolas, caso se conclua que os benefícios são evidentes.

Em declarações aos jornalistas, à margem da sessão comemorativa do 52.º aniversário da Universidade do Minho, Fernando Alexandre disse que a decisão dependerá das conclusões de um estudo que vai ser feito.

Desde o início do atual ano letivo, é proibido o uso de telemóveis nas escolas até ao 6.º ano, mas há outras que já alargaram a proibição até ao 9.º ano.

“É uma medida que está a ser muito bem aceite, seja pelas escolas, seja pelos pais e, por isso, [o alargamento da proibição até ao 9.º ano] é uma possibilidade. Se os benefícios forem evidentes, o Governo avança para a interdição de telemóveis até ao fim do terceiro ciclo de escolaridade”, disse Fernando Alexandre.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Mogadouro: “ Moga In” sensibiliza para a inclusão

Mogadouro: “ Moga In” sensibiliza para a inclusão

O projeto CLDS 5 G de Mogadouro promove a 24 de fevereiro, uma sessão de esclarecimento denominada “Moga In”, integrada na Ação Valor Social e que tem como principal finalidade sensibilizar a comunidade para a temática da inclusão.

“A sessão tem como principal finalidade sensibilizar a comunidade para a temática da inclusão, promovendo uma reflexão ativa sobre o papel das instituições, empresas e cidadãos na construção de um território mais coeso e socialmente responsável”, indicam os promotores da iniciativa.

No decurso dos trabalhos serão apresentados apoios, estratégias, fundos e oportunidades de investimento disponíveis, bem como medidas que incentivam a contratação de grupos vulneráveis, reforçando a importância da integração profissional como fator determinante para a autonomia e inclusão social.

A iniciativa pretende ainda fomentar práticas de responsabilidade social, incentivando o tecido empresarial local a assumir um papel mais ativo na promoção da igualdade de oportunidades e na valorização do capital humano do concelho.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Oração, jejum e caridade aproximam de Deus e dos outros

Mogadouro: Oração, jejum e caridade aproximam de Deus e dos outros

A celebração da Quarta-feira de Cinzas, em Mogadouro, realizou-se a 18 de fevereiro, na igreja de São Francisco, onde o pároco, Nélson Silva, sublinhou que o Tempo da Quaresma como preparação da Páscoa, é uma oportunidade para examinar a vida e procurar maior proximidade com Deus e os outros, através da oração, jejum e da caridade.

Na homília da missa de Quarta-feiras de Cinzas, o padre Nélson Silva começou por alertar a assembleia que “vaidade e Quaresma são incompatíveis e a conversão começa no coração”.

“Este tempo de Quaresma é uma oportunidade para realizar um exame de consciência sereno e prolongado. É uma oportunidade para examinar o nosso coração e apurar o que devemos deixar (jejuar) para ser melhores pessoas”, disse.

A Quaresma é um dos tempos mais marcantes do calendário cristão e antecede a celebração da Páscoa. Durante 40 dias, a Igreja convida os fiéis a um caminho de maior interioridade, marcado pela oração, pela partilha e pela preparação espiritual.

Sobre a oração, o sacerdote diocesano, explicou que deve ser um ato de interioridade, de íntima amizade com Deus.

“Não é preciso rezar muitos terços nem participar em muitas eucaristias no mesmo dia. É preciso sim, um momento de recolhimento e preparação para a oração diária e a participação na missa”, indicou.

Relativamente ao jejum, o padre Nélson Silva, disse que é uma prática que tem mais de 2 mil anos.

“O jejum, para além dos benefícios para a saúde do corpo, também faz bem à alma, pois ajuda-nos a dominar o apetite/desejos e eleva o espírito. Que neste tempo de Quaresma queiramos jejuar/abdicar de comportamentos e palavras que causam divisão e magoam os outros”, exortou.

Quanto à partilha, o pároco de Mogadouro informou que a renúncia quaresmal na diocese de Bragança-Miranda destina-se a ajudar as populações da região centro de Portugal, afetadas pela recente tempestade e as cheias.

“A Renúncia Quaresmal, que se entrega no Domingo de Ramos, destina-se a ajudar o Carmelo de Moncorvo, concretamente para a mudança urgente das janelas”, informou.

No decorrer da celebração religiosa realizou-se o ritual da imposição das cinzas. As cinzas são sinal de humildade, lembrando a fragilidade humana e a necessidade de voltar o coração para Deus.

“As cinzas convidam-nos a ter consciência de que somos pó e da inevitável morte terrena. Mas as cinzas são também um convite ao cuidado da alma, ao arrependimento dos pecados para viver com mais plenitude na esperança da vida eterna em Deus”, explicou o sacerdote.

No final da eucaristia, o pároco de Mogadouro agradeceu a participação dos 48 jovens estudantes universitários, que estão a realizar a Missão País, de 15 a 22 de fevereiro, no concelho de Mogadouro.

Pelo 3º ano consecutivo, a Missão País leva a Mogadouro, na pausa de semestre, estudantes universitários para uma experiência de missão, durante uma semana, desafiando os jovens a contactar com a população e a estar ao serviço das necessidades da comunidade.

As celebrações da Quarta-feira de Cinzas, na cidade de Mogadouro, concluíram-se ao serão, com uma vigília de oração, na capela de Nossa Senhora do Caminho, animada pelos jovens missionários.

HA

Igreja: Quaresma é um tempo de conversão

Igreja: Quaresma é um tempo de conversão

A Igreja Católica inicia esta quarta-feira, dia 18 de fevereiro, o tempo da Quaresma com um apelo à conversão das relações e da linguagem, unindo a proposta espiritual do Papa Leão XIV, à urgência de reconstrução material e social em Portugal, após as tempestades.

Na sua mensagem para a Quaresma de 2026, Leão XIV desafia os fiéis a um “jejum de palavras ofensivas”, argumentando que a verdadeira penitência passa por “desarmar a linguagem” para permitir uma “escuta mais profunda do clamor dos oprimidos”.

O Papa insiste que a Quaresma não é um caminho solitário, mas um tempo de “justiça e reconciliação”.

Em Portugal, esta visão foi partilhada por D. Américo Aguiar, bispo de Setúbal, que na sua mensagem exorta à “abstinência de palavras que atingem e ferem”, bem como por D. Pedro Fernandes, que apelou a um “jejum de palavras”, dirigindo-se à Diocese de Portalegre-Castelo Branco.

As mensagens dos bispos portugueses sublinham que a dimensão espiritual do jejum e da esmola devem levar a gestos concretos de solidariedade para com os milhares de afetados pelas intempéries.

Várias dioceses decidiram canalizar a totalidade ou parte da sua renúncia quaresmal para o apoio às populações afetadas pelas cheias e ventos fortes das últimas semanas.

A renúncia quaresmal é um gesto associado às práticas tradicionais da esmola e do jejum, no qual os fiéis abdicam da compra de bens ou serviços habituais, reservando esse dinheiro para finalidades solidárias específicas, indicadas pelo bispo da diocese, durante o tempo de preparação para a Páscoa.

Na diocese de Bragança-Miranda, o bispo, Dom Nuno Almeida, escreveu a mensagem quaresmal “Da Esperança à Caridade”.

“É fundamental sabermos a quem está ancorada a nossa vida: Jesus Cristo, o Crucificado e Ressuscitado. Ele revela-se como centro fundamental da nossa vida na Cruz, qual ponto nevrálgico que dá sentido aos caminhos da nossa vida. Assim, o  itinerário da Quaresma aparece-nos como um rumo de esperança, que nos leva sempre a passos e gestos concretos de caridade. É tempo de conversão pessoal, pastoral e missionária, através de uma redescoberta da relação com Deus (oração), com os outros (partilha) e connosco próprios!, escreve D. Nuno Almeida.

O que é a Quaresma? 

A Quaresma é um dos tempos mais marcantes do calendário cristão e antecede a celebração da Páscoa. Durante 40 dias, a Igreja convida os fiéis a um caminho de maior interioridade, marcado pela oração, pela partilha e pela preparação espiritual. Neste explicador, respondemos às principais perguntas sobre o significado e as práticas da Quaresma.

A Quaresma é o tempo litúrgico que prepara os cristãos para a celebração da Páscoa, o centro da fé cristã. É um período marcado pela reflexão interior, pela conversão do coração e pela renovação espiritual, convidando cada fiel a rever a sua vida à luz do Evangelho.

Quando começa e quando termina?

A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa, antes da Missa da Ceia do Senhor, que abre o Tríduo Pascal. Ao todo, são 40 dias, não contando os domingos, que mantêm sempre um carácter pascal.

Porque dura 40 dias?

Os 40 dias recordam o tempo que Jesus passou no deserto, em oração e jejum, antes de iniciar a sua vida pública. Na Bíblia, o número 40 está frequentemente associado a tempos de prova, preparação e renovação, como os 40 anos do povo de Israel no deserto.

O que simboliza a Quarta-feira de Cinzas?


A Quarta-feira de Cinzas assinala o início da Quaresma. Nesse dia, os fiéis recebem cinzas na testa, acompanhadas de palavras que apelam à conversão. As cinzas são sinal de humildade, lembrando a fragilidade humana e a necessidade de voltar o coração para Deus.

Quais são as práticas associadas à Quaresma?


A Igreja propõe três caminhos fundamentais: oração, para fortalecer a relação com Deus; jejum, como exercício de autocontrolo e liberdade interior; e partilha com os mais pobres, expressão concreta da caridade e da atenção aos outros.

O jejum é obrigatório?


O jejum é obrigatório na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa para os fiéis que o podem cumprir. A abstinência de carne é pedida às sextas-feiras da Quaresma, como sinal de penitência e de preparação espiritual.

Porque é usada a cor roxa nas celebrações?

O roxo é a cor da penitência, do recolhimento e da sobriedade. Ajuda a criar um ambiente mais contido nas celebrações litúrgicas, sublinhando que este é um tempo de interioridade e de conversão.

O que é a Via-Sacra?


A Via-Sacra é uma devoção que recorda o caminho de Jesus até à cruz, através de várias estações. É especialmente vivida durante a Quaresma, sobretudo às sextas-feiras, ajudando os fiéis a meditar sobre o sofrimento de Cristo e o sentido da entrega.

A Quaresma é um tempo de tristeza?


Não. Embora seja um tempo exigente e marcado pela sobriedade, a Quaresma é vivida com esperança. É um caminho que prepara para a alegria da Páscoa, a celebração da Ressurreição.

Para que serve a Quaresma?

A Quaresma serve para ajudar os cristãos a prepararem-se interiormente para celebrar a Ressurreição de Cristo de forma mais consciente, profunda e comprometida, traduzindo a fé em gestos concretos de mudança, reconciliação e amor ao próximo.

Fonte: Ecclesia, Diocese de Bbragança-Miranda e RR | Imagem: Paróquias Astromil Rebordosa

Santulhão: Desfile e queima do Entrudo

Santulhão: Desfile e queima do Entrudo

O Festival do Entrudo, em Santulhão, culminou na terça-feira de carnaval, dia 17 de fevereiro, com o desfile, julgamento e a queima do Entrudo, atividades que registaram a participação de muitos figurantes e de público, numa tarde de tradição, convívio e diversão.

O casal Suzete Pires e Pedro Garcia, viajaram de Castelo Branco (Mogadouro) até Santulhão para conhecer o Festival do Entrudo. A viver e trabalhar em Lisboa, o casal opou por participar num carnaval mais tradicional, para recordar tempos da sua infância na aldeia.

“Antigamente, em Castelo Branco, queimava-se o Entrudo, à noite, o que tornava o ambiente bastante macabro e dava até medo. Com o passar dos anos, este carnaval ancestral foi-se perdendo e por essa razão decidimos vir a Santulhão conhecer o Festival do Entrudo”, disseram.

Entre o muito público que participou no desfile do Festival do Entrudo, em Santulhão, o presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, elogiou o trabalho realizado pela organização.

“Ao longo dos anos, a freguesia de Santulhão e o Grupo Recreativo e Associativo de Santulhão (GRAS) tem sabido tornar o Festival do Entrudo o mais original de todo o concelho de Vimioso. O público que visita Santulhão nesta altura do ano leva uma experiência memorável de tradição, convívio e diversão. Compete ao município de Vimioso apoiar e incentivar a preservação e divulgação deste evento ancestral que é o Festival do Entrudo, em Santulhão”, disse o presidente do município.

No final do evento, o presidente da Freguesia de Santulhão, Adrião Rodrigues, expressou enorme satisfação pela adesão de público ao evento. ao longo dos quatro dias de atividades.

“O Festival do Entrudo encerrou da melhor maneira nesta terça-feira de Carnaval, com a grande participação de figurantes e de público no desfile e julgamento do Entrudo. Ao longo dos quatro dias de atividades, destaco a afluência de caçadores para a montaria ao javali, o passeio pedestre e o tradicional jantar do butelo. De ano para ano, o Festival do Entrudo regista uma maior afluência de público, em especial com o regresso dos nossos (e)migrantes que vivem e trabalham noutras regiões do país e no estrangeiro”, disse o autarca local.

A designação de “entrudo”, vem do latim ‘introitus’ e significa dar entrada, começo, em relação a um novo tempo litúrgico, a Quaresma.

Questionado sobre se o Festival do Entrudo em Santulhão pode atingir a notoriedade de outros eventos, como o vizinho Entrudo Chocalheiro de Podence, Adrião Rodrigues respondeu que acima de tudo a pretensão local é conservar a originalidade desta tradição local.

“O nosso propósito para o Festival do Entrudo em Santulhão é manter a sua ancestral originalidade. Não nos preocupamos em contar o número de pessoas que nos visitam no decorrer do Festival do Entrudo. Acima de tudo, queremos preservar esta bonita tradição para a população e receber bem aqueles que nos visitam”, concluiu o autarca de Santulhão.

Anualmente, o Festival do Entrudo é uma iniciativa do Grupo Recreativo e Associativo de Santulhão (GRAS), que conta com os apoios do município de Vimioso, da Freguesia de Santulhão, da Reserva da Bioesfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, dos Café Caçador e Teixeira e do Ministério da Cultura.

HA

Igreja/Carnaval: Das máscara às cinzas

Igreja/Carnaval: Das máscaras às cinzas

O dia de carnaval que se celebra esta terça-feira, dia 17 de fevereiro, está relacionado com o início do tempo da Quaresma e o ritual da imposição das Cinzas, em datas determinadas pela Páscoa.

Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II contestaram fortemente o carnaval, mas no ano 590 a Igreja Católica aprova que se realizem festejos que consistiam em desfiles e espetáculos de caráter cómico.

No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.

Sobre a origem da palavra carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne) ou de “carne levamen” (supressão da carne) remetem para o início do período da Quaresma.

A própria designação de entrudo, ainda muito utilizada, vem do latim ‘introitus’ e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a um novo tempo litúrgico.

Perante práticas pré-cristãs, a Igreja Católica viria a promover alterações que permitissem ligar o período carnavalesco com a Quaresma.

A Quaresma é uma prática penitencial preparatória da Páscoa, com jejum, começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, por meio do jejum e da abstinência.

A maior festa cristã, que evoca a Ressurreição de Jesus, é celebrada no Domingo após a primeira lua cheia que se segue ao equinócio da primavera, no hemisfério norte.

Os católicos de todo o mundo começam na quarta-feira, 18 de fevereiro, a viver o tempo da Quaresma, com a celebração das Cinzas, que são impostas sobre a sua cabeça durante a Missa.

A Quarta-feira de Cinzas é, juntamente com a Sexta-feira Santa, um dos únicos dias de jejum e abstinência obrigatórios.

O jejum é a forma de penitência que consiste na privação de alimentos; a abstinência, por sua vez, consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre.

A sua concretização na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne, particularmente nas sextas-feiras da Quaresma, mas pode ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, com um caráter penitencial.

Nos primeiros séculos, apenas cumpriam o rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que queriam receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa.

A partir do século XI, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma.

A Quaresma é um período de 40 dias (não se contabilizam os domingos), marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do ‘Glória’ e do ‘Aleluia’ na celebração da Missa.

Fonte: Ecclesia | Vídeo e foto: HA

Sendim: Venda da cooperativa Ribadouro sem propostas de compra

Sendim: Venda da cooperativa Ribadouro sem propostas de compra

A aquisição do imóvel e terreno da Adega Cooperativa Ribadouro (ACR), situados na vila de Sendim, no concelho de Miranda do Douro, ficou deserta, dada a ausência de qualquer proposta enviada por carta.

Segundo fonte oficial do Tribunal de Bragança, “a entrega de propostas, que terminou na sexta-feira, dia 13 de fevereiro ficou sem interessados, seguindo agora o processo para negociação particular”.

A proposta base tinha sido fixada em 595 mil euros.

Em causa está a tentativa de vender o imóvel para fazer face a uma dívida da Adega Cooperativa Ribadouro à Caixa de Crédito Agrícola, no montante de cerca de 500 mil euros.

O porta-voz da ACR disse que agora “é deixar o processo seguir os trâmites legais”.

Os viticultores do planalto mirandês já apelaram às entidades bancárias credoras que ajudem a manter viva a ACR, por considerarem ser um ativo importante para o território.

“Existe uma dívida de cerca de 500 mil euros à Caixa de Crédito Agrícola e uma outra dívida de 200 mil euros ao Millennium BCP. Em três anos da nossa direção, conseguimos liquidar, neste período, cerca de 600 mil euros. O que é importante agora é atrair investidores para tomarem posse da ACR e que mantenham o mesmo fim: a recolha de uvas e produção de vinho”, explicitou a 26 de janeiro, o membro da direção da adega André Xavier.

Segundo o dirigente desta cooperativa, “em concordância com a Caixa de Crédito Agrícola, ficou decidido que o ideal seria liquidar a dívida através de penhora e tentar arranjar um investidor que mantenha o ramo de negócio”.

“Um dos objetivos de futuro é que um possível investidor, que esteja ligado ao setor vitivinícola, pegue no imóvel e os seus equipamentos para continuar a laborar. O importante, agora, é que quem comprar o imóvel, em hasta pública, compre também o seu recheio para a direção pagar aos restantes credores. O que está penhorado é o imóvel e o terreno. A cooperativa está pronta para receber uvas”, vincava.

Segundo a direção, a cooperativa Ribadouro nunca parou de laborar e quem a adquirir poderá fazer aqui uma espécie de “centro ponto de recolha de uvas e depósito de vinho, como acontece numa adega vizinha”.

“Independente de nos custar muito entregar isto a outras pessoas ou entidades, já que se trata de património dos associados, a cooperativa tem condições estruturais para continuar a laborar. Contudo, na última reunião de associados que houve todos os sócios concordaram que esta era a melhor opção”, disse.

A adega vinícola de Sendim tem atualmente meio milhar de associados, tendo sido criada em 1956 para servir os vitivinicultores dos três concelhos do planalto mirandês: Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso.

Em setembro de 2013, a adega cooperativa de Sendim lançou no mercado, os primeiros 10 mil litros de um vinho biológico, produzido nesta sub da região vinícola de Trás-os-Montes.

Em 2012 anunciava igualmente a exportação de 210 mil garrafas de vinho ‘Pauliteiros’ para o Nepal, tornando-se a primeira produtora de vinhos a exportar para aquele país.

A Adega Cooperativa Ribadouro comercializou vinho para vários países como a França, Alemanha, Angola, Brasil e Bielorrússia.

Fonte: Lusa

Algoso: Venderam-se os roscos na Festa do Ramo de São João

Algoso: Venderam-se os roscos na Festa do Ramo de São João

No Domingo Gordo, dia 15 de fevereiro, celebrou-se em Algoso, a Festa do Ramo de São João, com a eucaristia dominical, seguida da arrematação do ramo e as corridas da rosca, numa tarde de convívio e confraternização entre a comunidade local e os (e)migrantes.

A vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Cristina Miguel, salientou que esta festividade está muito enraízada na população de Algoso e acontece todos os anos no chamado Domingo Gordo, que antecede o Carnaval e a entrada no período da Quaresma.

“Antigamente, a par dos ramos e dos roscos também era tradição leiloar os pés e as orelhas dos porcos. Os roscos eram feitos comunitariamente em vários fornos da aldeia, com ingredientes doados pela população de Algoso e a receita continuar a ser um segredo bem guardado. O dinheiro angariado com a venda dos roscos e o leilão dos ramos destina-se à festa de São João Batista, no dia 24 de junho”, informou a autarca.

Em Algoso, esta festa combina a devoção religiosa com a gastronomia, dado que neste dia é usual comer-se o butelo com cascas. Outro destaque culinário da festa, em Algoso, é a confeção comunitária dos roscos. A mordoma da Festa do Ramo de São João, Carina Fereira, indicou que participaram neste trabalho comunitário cerca de 30 pessoas, maioritariamente mulheres.

“Os roscos são doces tradicionais feitos pelas mulheres da aldeia, tendo como ingredientes farinha, ovos, açúcar, manteiga, azeite, sumo de laranja e aguardente. Este ano confeccionámos roscos com 120 dúzias de ovos. Tal como acontece todos os anos, dado o gosto das pessoas por este doce tradicional, vendemos os roscos e os ramos rapidamente!”, disse.

Outro destaque, na festa do Ramos de São João, são as corridas da rosca, uma tradição divertida e peculiar em Algoso, que acrescenta uma vertente competitiva à festa.

“As roscas são roscos maiores para oferecer aos vencedores das corridas, nas várias categorias dos meninos, meninas, solteiros, solteiras, casados, casadas e até dos coxos”, gracejaram.

Todos os anos, a Festa do Ramo de São João, reforça o espírito comunitário entre a população residente em Algoso e os (e)migrantes que vivem e trabalham noutras localidades do país e do estrangeiro.

Com idêntico propósito de reforçar o espírito comunitário, o presidente da freguesia de Algoso, Lucas Brinço, informou que vão recuperar a tradição “Andar a Caminhos”, no dia de Entrudo, 17 de fevereiro.

“Em Algoso, este trabalho comunitário de arranjar os caminhos rurais na manhã do dia de Entrudo foi uma tradição que se perdeu há mais de 40 anos. Dado que é um trabalho que continua a ser necessário, como o cortar silvas, tapar buracos, concertar muros para facilitar o acesso às propriedades da população local decidimos recuperar esta antiga tradição”, informou.

No dia de Entrudo, no final da manhã de trabalho, os participantes na tradição “Andar a Caminhos” têm direito a um almoço-convívio.

HA