Miranda do Douro: “Os mirandeses valorizam e transformam a sua identidade em riqueza e desenvolvimento”, Álvaro Santos, presidente da CCDR – Norte.

Miranda do Douro: “Os mirandeses valorizam e transformam a sua identidade em riqueza e desenvolvimento”, Álvaro Santos, presidente da CCDR – Norte

De 2 a 4 de abril, realizou-se na cidade de Miranda do Douro, a Feira da Bola Doce e Produtos da Terra, um certame que recebeu a visita de milhares de pessoas, entre eles, os presidentes da CCDR-Norte, Álvaro Santos e do Turismo Porto e Norte, Luís Martins, que elogiaram a proatividade dos mirandeses na afirmação da sua identidade e atratividade do seu território.

Na inauguração da Feira da Bola Doce e Produtos da Terra, a presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril, disse que este certame anual, organizado no decorrer da Semana Santa, tem vindo a crescer de ano para ano.

“A Feira da Bola Doce e Produtos da Terra é um bom exemplo de como Miranda do Douro, sendo um território periférico, consegue destacar-se através da promoção dos produtos endógenos, do apoio aos produtores locais e na atração visitantes. Como acontece todos os anos, o certame é visitado por milhares de pessoas, espanhóis e outros turistas, que aproveitam os dias de descanso da Semana Santa para visitarem Miranda do Douro”, disse a autarca mirandesa.

Sobre a Bola Doce Mirandesa, Helena Barril, disse que este doce tradicional de Páscoa é mais do que um produto gastronómico.

“A bola doce mirandesa é um símbolo de identidade coletiva, pois é memória, tradição e saber acumulado ao longo de gerações”, sublinhou a autarca de Miranda do Douro.

Na visita a Miranda do Douro, para a inauguração da Feira da Bola Doce e Produtos da Terra, o novo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Álvaro Santos, elogiou a resiliência e a proatividade dos mirandeses na defesa e promoção da sua identidade.

“Aqui, no planalto mirandês, sentimos com particular intensidade aquilo que é a essência do nosso país: a capacidade de resistir, de preservar, de inovar sem perder raízes. A Bola Doce Mirandesa é o reflexo de uma comunidade que valoriza aquilo que é seu e que sabe transformar essa riqueza em desenvolvimento”, disse o presidente da CCDR – Norte.

Para Álvaro Santos, não há futuro para o interior do país sem a valorização dos seus recursos. Para o dirigente da CCDR-Norte, a valorização dos produtos endógenos, o apoio aos produtores locais, a dinamização de eventos são fundamentais para fixar população, criar valor económico, atrair visitantes e reforçar a coesão do território.

“Vivemos tempos exigentes, em que os territórios do interior enfrentam desafios significativos. Mas também são tempos de oportunidades. O mundo procura cada vez mais autenticidade, qualidade, sustentabilidade e tradição com inovação”, indicou Álvaro Santos.

Por sua vez, o presidente do Turismo Porto e Norte, Luís Pedro Martins, enfatizou a correlação entre a valorização das tradições e dos produtos endógenos com o crescimento do turismo.

“A Feira da Bola Doce e Produtos da Terra é uma montra viva da gastronomia, do artesanato, da cultura e do turismo. Este certame espelha bem o dinamismo desta região e o empenho da autarquia de Miranda do Douro em apoiar os pequenos produtores, os empresários e a comunidade do concelho de Miranda do Douro”, enalteceu Luís Pedro Martins.

Referindo-se ao potencial turístico de Miranda do Douro, o presidente do Turismo Porto e Norte, destacou a conjugação da beleza natural, com o património histórico e a riqueza cultural do concelho.

“O atual executivo do Município de Miranda do Douro, liderado pela presidente, Helena Barril, tem elevado a fasquia ao imprimir um forte dinamismo turístico-cultural no concelho e por isso, esta região é atualmente, uma referência turística em Portugal”, destacou.

Na perspetiva, Luís Pedro Martins, o turismo é uma atividade fundamental para dinamizar a economia, criar empregos e contrariar o despovoamento.

“O turismo desenvolve outras atividades como a hotelaria, a restauração e a animação turístico cultural. Miranda do Douro é uma região viva, criativa, sustentável e por isso está a afirmar-se nacional e internacionalmente como um destino turístico de eleição”, destacou o presidente do Turismo Porto e Norte.

De acordo com dados do Turismo Porto e Norte, em 2024, o concelho de Miranda do Douro, registou a visita de 22.064 hóspedes, um aumento de 5,2% relativamente ao ano de 2023.

HA



Santulhão: Eucaristia e visita pascal anunciaram a ressurreição de Cristo

Santulhão: Eucaristia e visita pascal anunciaram a ressurreição de Cristo

No Domingo de Páscoa, dia 5 de abril, a paróquia de Santulhão celebrou a Ressurreição de Cristo, com a eucaristia dominical e a visita pascal pela aldeia, uma tradição religiosa que continua a ser muito apreciada pelas famílias, que com veneração abrem as portas das suas casas para receber o anúncio da Ressurreição de Cristo.

Na homília da missa de Páscoa, Frei Hermenegildo Sarmento, afirmou que ser discípulo de Cristo é ser enviado a anunciar a boa notícia da Ressurreição do Senhor.

Referindo-se às leituras do Domingo de Páscoa, o sacerdote capuchinho exortou a assembleia a afeiçoar-se às coisas do alto, isto é aos valores de Deus, como a piedade, a misericórdia, o perdão e a reconciliação.

“Somos filhos de Deus , somos luz do mundo!”, disse o sacerdote.

Em Santulhão, a celebração religiosa prosseguiu com a visita pascal pela aldeia, às casas das famílias. No decorrer da visita pascal, anuncia-se Cristo Ressuscitado e o sacerdote benze as respetivas famílias e as casas, com uma breve oração comunitária.

Na celebração da Missa de Páscoa da Ressurreição do Senhor, o Papa Leão XIV afirmou, em Roma, que a ressurreição de Cristo é o fundamento de uma esperança que recusa a rendição ao mal e à indiferença perante o sofrimento humano.

“A Páscoa é uma vitória: da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”, referiu Leão XIV, na sua primeira mensagem pascal, proferida na varanda central da Basílica de São Pedro.

HA



O Senhor ressuscitou, aleluia, aleluia!

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor – Ano A

O Senhor ressuscitou, aleluia, aleluia!

At 10, 34a.37-43 / Slm 117 (118), 1-2.16ab-17.22-23 / Col 3, 1-4 ou 1 Cor 5, 6b-8 / Jo 20, 1-9 ou (à tarde) Lc 24, 13-35

São João descreve a realidade imediata que a ressurreição de Jesus põe à nossa frente: o sepulcro vazio. O corpo de Jesus não está lá. Agora cada um reagirá a isto. Maria Madalena deparou-se com a pedra retirada e correu a chamar outros. Pedro entrou no sepulcro e pôs-se a olhar para as ligaduras e o sudário. O outro discípulo (o próprio João) correu à frente e debruçou-se à porta; finalmente, entrou; repentinamente, «viu e acreditou».

O ponto de partida de todos é o mesmo: «ainda não tinham entendido». O ponto de chegada também poderá ser o mesmo: hão de entender. Mas o trajeto dum ponto ao outro será consoante cada um. Foi assim com os que tinham convivido com Jesus; é assim também connosco.

De facto, dá gosto escutar como se chega a perceber a presença de Jesus por entre momentos de ausência sentida. É fascinante ver as maneiras pessoais de compreender que Jesus «ressuscitou dos mortos»: um compreender que vem por dentro do que a vida é. Uma garantia nos é dada à partida, conforme o sermão de Pedro: «Eles mataram-no, suspendendo-o na cruz». Mas «Deus ressuscitou-o ao terceiro dia» (Atos dos Apóstolos). 

Agora precisamos da atitude que nos permite entender o que aqui está dito. São Paulo ensina-a: morrermos para nós mesmos, a fim de ressuscitarmos com Cristo. Ficaremos enriquecidos; teremos uma visão maior da vida. Acederemos ao quanto dela está «escondida com Cristo em Deus» (Colossenses).

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Semana Santa: Igreja inicia Tríduo Pascal

Semana Santa: Igreja inicia Tríduo Pascal

A Igreja Católica inicia esta Quinta-feira Santa, as celebrações do Tríduo Pascal, evocando a instituição da Eucaristia e do sacerdócio.

O período de três dias decorre até ao Domingo de Páscoa, assinalando os momentos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo nas comunidades católicas, seguindo as indicações deixadas pelos Evangelhos sobre estes acontecimentos.

Palavra latina, que significa um período de três dias, o ‘Tríduo’ constitui uma espécie de “centro de gravidade” do ano litúrgico da Igreja Católica.

A Missa vespertina da Ceia do Senhor marca o arranque deste tempo com um caráter festivo, recordando o mandamento do amor através do rito do lava-pés.

Durante a manhã, o clero diocesano congrega-se em volta dos respetivos bispos para a Missa Crismal, momento de renovação das promessas sacerdotais e de preparação dos óleos sagrados.

A celebração matutina inclui a consagração do óleo do crisma e a bênção dos óleos dos catecúmenos e dos enfermos, destinados à administração dos sacramentos nas paróquias ao longo de todo o ano.

Os santos óleos

Óleo dos Catecúmenos: usado nas cerimónias de Batismos de crianças e de adultos, como sinal da eleição do candidato.

Óleo dos Enfermos: usado pelos padres na administração do Sacramento da Unção dos Doentes.

Óleo do Crisma: usado nas celebrações do Sacramento da Confirmação, ungindo a fronte dos que são crismados; usa-se também nas celebrações de ordenação dos bispos e dos padres, como sinal da consagração e unção sacerdotal, bem como para a dedicação de igrejas e consagração de altares.

Os óleos são levados pelos padres para todas as paróquias.

A Missa vespertina assinala o início do Tríduo com um caráter festivo, evocando a instituição da Eucaristia e do sacerdócio e o “mandamento do amor”, simbolizado no gesto do lava-pés.

Durante o canto do hino do “Glória” tocam-se os sinos pela última vez, que ficam silenciosos até ao “Glória” da Vigília Pascal, na noite de sábado para Domingo.

A evocação da Última Ceia de Jesus com os seus discípulos, no Cenáculo, segue os relatos dos evangelistas Marcos, Lucas e Mateus, bem como do apóstolo São Paulo; no decorrer da refeição, Jesus lavou os pés aos apóstolos, num gesto de humildade, serviço e amor que é repetido pelo presidente da celebração, que retira a casula (uma das vestes do sacerdote durante a Missa) e se cinge com uma toalha grande.

Na Basílica de São João de Latrão, o Papa vai lavar os pés, simbolicamente, a 12 sacerdotes da Diocese de Roma.

Após a Missa, só volta a existir celebração da Eucaristia, na Igreja Católica, na Vigília Pascal; antes da celebração, o sacrário deve estar vazio e, no final da mesma, após a oração da comunhão, forma-se um cortejo, passando por toda a Igreja, que acompanha as hóstias consagradas até ao lugar onde ficam até à noite de sábado, numa capela reservada para o Santíssimo Sacramento.

Simbolicamente, o altar da celebração é desnudado, como sinal do despojamento e sofrimento do Cristo, sendo sugerido ainda que se cubram as cruzes da Igreja com um véu de cor vermelha ou roxa.

O conjunto destas cerimónias remonta aos primórdios do Cristianismo, seguindo os relatos bíblicos sobre a Última Ceia de Jesus com os apóstolos no Cenáculo.

Fonte: Ecclesia | Foto: Flickr

Economia: Pastores queixam-se do baixo preço de venda do cordeiro

Economia: Pastores queixam-se do baixo preço de venda do cordeiro

Nesta época da Páscoa, os pastores do distrito de Bragança queixam-se de estarem a vender os cordeiros ao mesmo preço do Natal, apesar do aumento significativo dos custos de produção, alegando que a atividade pecuária está cada vez menos rentável.

Alcina Afonso vendeu 150 cordeiros esta semana. A seguir à época do Natal, a Páscoa é a altura do ano que mais impacto tem na comercialização dos animais.

Em declarações, esta pastora do concelho de Bragança disse que cada cordeiro foi vendido a 80 euros, o mesmo preço do Natal. No entanto, garantiu que os gastos não são os mesmos.

“Nem o gasóleo, nem as rações, nem os adubos, [no Natal] não estava nada ao preço de agora”, afirmou, salientando que “está tudo mais caro”.

Segundo a agricultora, um dos tratores que usa diariamente gasta atualmente, com a subida do preço dos combustíveis, cerca de 300 euros de gasóleo agrícola.

“É mesmo para deixar de trabalhar, com esta subida do gasóleo. (…) [O trator] é usado para tudo, para fazer comer aos animais, para colher, para limpar os estábulos, é para tudo, sem os tratores não vivíamos, não conseguíamos. Até para levar os amimais ao matadouro, para os transportar, é para tudo. Sem gasóleo parávamos completamente”, explicou.

Tendo em conta este aumento de custos de produção, bem como o trabalho com os animais, Alcina Afonso considera que o valor justo por cada cordeiro deveria ser 100 euros.

A agricultora tem mais de 500 ovelhas da raça churra galega bragançana. Todos os dias leva os animais para o pasto, onde comem erva, assegurando que dá qualidade à carne. Apenas no inverno os cordeiros são criados no estábulo, o que representa um gasto de 45 euros, por dia, em alimento.

Apesar de não desistir do setor e de ser esta a sua vida, porque já o faz há 40 anos, vincou que já não sabe se compensa. “É trabalhar, trabalhar para nada, para no fim do ano ter menos do que ter no princípio”, afirmou.

São poucos os jovens que querem ser pastores e, por isso, “os rebanhos estão a acabar todos”.

Os que ainda existem são mantidos por pessoas mais velhas, como Alcina Afonso e Ana Maria Reis.

Ana Maria Reis, pastora também do concelho de Bragança, vendeu 20 cordeiros nesta época festiva, a 80 ou 90 euros por cabeça. “Podiam dar mais um bocadinho, porque uma pessoa leva muito trabalho para os criar”, queixou-se.

No Natal e na Páscoa é quando vende mais cordeiros, mas “durante o ano é para esquecer”. E o grão, a palha e a água, disse à Lusa, fica “tudo muito caro”, porque o preço do grão “subiu muito” e o do combustível “nem se fala”.

“Para um lavrador, está pela hora da morte”, afirmou Ana Maria Reis que, apesar de lamentar, disse que é preciso “aguentar”, porque é este o seu ganha-pão e do marido.

Um trabalho que admitiu ser duro e difícil, no qual é preciso ter pernas, porque se anda muito, contrariamente ao ditado que “diz que a vida de pastor é a vida de senhor”.

É por isso que pensa que o futuro do setor está em causa, porque já só “meia dúzia” de jovens ainda se dedicam à atividade.

“As coisas estão cada vez mais caras e os jovens não estão para se empenhar”, disse.

Uma coisa é certa, apesar de a criação de gado ser cada vez menos rentável, tanto Alcina Afonso como Ana Maria Reis afirmaram, sem qualquer hesitação, que não deixariam a profissão, porque andar no campo é “diferente”.

Fonte: Lusa | Foto: ACOM

Páscoa: Governo concede tolerância de ponto na tarde de Quinta-feira Santa

Páscoa: Governo concede tolerância de ponto na tarde de Quinta-feira Santa

O Governo concede tolerância de ponto na tarde desta quinta-feira, 2 de abril, considerando a “prática habitual” de deslocação de muitas pessoas para fora do seu local de residência na Páscoa, refere um despacho assinado pelo primeiro-ministro. Luís Montenegro.

No despacho refere-se que “é concedida tolerância de pontos aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços de administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados e nos institutos públicos, no período da tarde de Quinta-Feira Santa, dia 2 de abril de 2026”.

Portugal é um país maioritariamente católico e para a Igreja, a Semana Santa é momento central do ano litúrgico, durante a qual se recorda a prisão, julgamento e execução de Jesus, culminando com a Páscoa, celebração da ressurreição de Cristo.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Palaçoulo: Vigília Pascal no Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja

Palaçoulo: Vigília Pascal no Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja

O Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo celebra na noite de Sábado Santo (4 de abril) e nas primeiras de Domingo de Páscoa (5 de abril), o principal e mais antigo momento do ano litúrgico, a Vigília Pascal, que anuncia a ressurreição de Jesus, elemento central da fé cristã.

No mosteiro trapista, em Palaçoulo, a vigília pascal inicia-se às 21h30 de Sábado Santo e a liturgia da celebração compreende cinco elementos: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a benção da água e a renovação das promessas do Batismo; e no final, a liturgia Eucarística.

A celebração é mais longa do que habitual, pois são proclamadas mais leituras da Bíblia, do que as três habitualmente lidas aos domingos, continuando com uma celebração batismal e a comunhão.

A vigília pascal começa com um ritual do fogo e da luz que evoca a ressurreição de Jesus; o círio pascal é abençoado, antes de o presidente da celebração inscrever a primeira e a última letra do alfabeto grego (alfa e ómega), e inserir cinco grãos de incenso, em memória das cinco chagas da crucifixão de Cristo.

A inscrição das letras e do ano no círio são acompanhadas pela recitação da fórmula em latim ‘Christus heri et hodie, Principium et Finis, Alpha et Omega. Ipsius sunt tempora et sæcula. Ipsi gloria et imperium per universa æternitatis sæcula’ (Cristo ontem e hoje, princípio e fim, alfa e ómega. Dele são os tempos e os séculos. A Ele a glória e o poder por todos os séculos, eternamente).

O ‘aleluia’, suprimido no tempo da Quaresma, reaparece em vários momentos da missa como sinal de alegria.

A celebração articula-se em quatro partes: a liturgia da luz ou “lucernário”; a liturgia da Palavra; a liturgia batismal; a liturgia eucarística.

A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal.

A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam “as maravilhas de Deus na história da salvação” e duas do Novo Testamento: o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos (Marcos, Mateus e Lucas), e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão.

A liturgia batismal é parte integrante da celebração, pelo que mesmo quando não há qualquer Batismo, se faz a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas.

Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal.

Nos primeiros séculos, as Igrejas do Oriente celebravam a Páscoa como os judeus, no dia 14 do mês de Nisan, ao passo que as do Ocidente a celebravam sempre ao domingo.

O Concílio de Niceia, no ano 325, apresentou prescrições sobre o prazo dentro do qual se pode celebrar a Páscoa, conforme os cálculos astronómicos (primeiro domingo depois da lua cheia que se segue ao equinócio da primavera): de 22 de março a 25 de abril.

Em 1951, o Papa Pio XII mandou celebrar a Vigília Pascal de novo como nas origens, isto é, na noite do Sábado Santo para o Domingo da Páscoa; a reforma do Concílio Vaticano II confirmou esta disposição.

Atualmente, é ordenado que a Vigília seja celebrada à noite, pelo menos depois do pôr do sol e antes do amanhecer de Domingo.

Fonte: Ecclesia e HA

Naso: Sexta-feira Santa assinala morte de Jesus com a via sacra e adoração da cruz

Naso: Sexta-feira Santa assinala morte de Jesus com a via sacra e adoração da Santa Cruz

A Unidade Pastoral de Santa Maria Maior, em Miranda do Douro, assinala na Sexta-feira Santa, a Paixão e morte de Jesus, com a Via Sacra “A Caminho do Naso”, desde a aldeia da Póvoa, às 13h00 e o rito da adoração da Santa Cruz, no Santuário de Nossa Senhora do Naso, às 15h00.

Num dia marcado pelo jejum e pelo silêncio, a principal celebração ocorre durante a tarde, evocando a hora da crucificação, num ambiente de despojamento onde os sacerdotes e os ministros se prostram em sinal de reverência.

A parte inicial da celebração, a Liturgia da Palavra, tem um dos elementos mais antigos da Sexta-feira Santa, a grande oração universal, com dez intenções que procuram abranger todas as necessidades e todas as realidades da humanidade, rezando pelos seus governantes, pela unidade entre os cristãos, pelos que não têm fé ou os judeus, entre outros.

O rito central engloba o beijo devocional da cruz e o pedido de perdão, apresentando-se os celebrantes com paramentos de cor vermelha, tonalidade litúrgica associada ao martírio.

O período noturno reserva espaço para as manifestações de piedade popular, destacando-se a realização de procissões do Enterro do Senhor e a recriação da Via-Sacra em várias localidades.

No Coliseu de Roma, a tradicional Via-Sacra tem início às 21h15 (menos uma em Lisboa), assumindo Leão XIV o transporte da cruz ao longo de todas as 14 estações.

As meditações deste ano foram redigidas pelo franciscano Francesco Patton, antigo custódio da Terra Santa e atual residente no Monte Nebo, na Jordânia, refletindo a dor das populações do Médio Oriente afetadas pelos conflitos.

O ciclo prossegue no Sábado Santo, um dia de expectativa assinalado pelo recolhimento espiritual e pela suspensão temporária da celebração da Eucaristia e outros sacramentos.

A Paixão de Cristo

Traído pelo seu discípulo Judas, Cristo é preso, sob a acusação de semear desordem pública por causa dos seus ensinamentos e, especialmente, de usurpar o título de Messias, “porque se fez Filho de Deus”, como dizem os responsáveis judaicos. Interrogado por Pôncio Pilatos, governador romano da região, açoitado por soldados, é condenado à morte na cruz, pena reservada a criminosos.

Em Jerusalém, Jesus sobe a colina do Gólgota (literalmente “Monte do crânio”, também designado como Calvário) e cai várias vezes, por causa da exaustão. Crucificado, expira depois de algumas horas de suplício. É descido da cruz pelos seus parentes, envolto num pano branco (sudário) e colocado no túmulo.

Fonte: Ecclesia e HA

Algoso: “Sábado de Aleluia e Mercado Medieval” no fim-de-semana de Páscoa

Algoso: “Sábado de Aleluia e Mercado Medieval” no fim-de-semana de Páscoa

Na aldeia histórica de Algoso, no fim-de-semana de Páscoa, de 4 e 5 de abril, realiza-se o evento “Sábado de Aleluia & Mercado Medieval”, cujos principais destaques são a participação da população no cortejo medieval, o mercado e as tabernas e a constante animação de música, jogos e teatro de rua.

O evento decorre no adro da igreja matriz de Algoso e faz parte da estratégia da freguesia, para promover o património histórico, cultural e religioso desta localidade do concelho de Vimioso.

Um dos atrativos do evento é o mercado medieval, que conta com a participação de artesãos e produtores da região, expondo produtos como a doçaria tradicional, folar, pão, fumeiro, azeite, mel, frutos secos, vinho, licores e vários outros produtos.

Outro dos destaques em Algoso, é a constante animação do evento, numa programação que inclui jogos tradicionais, teatro, falcoaria, espetáculos de fogo, carrossel medieval, exposição de animais, entre outras atividades.

Na noite de Sábado Santo, 4 de abril, para anúnciar a Páscoa da Ressurreição do Senhor, a programação do evento inclui a celebração religiosa da benção da água e aspersão do povo. Segue-se uma procissão noturna até à capela de Nossa Senhora do Castelo. Na manhã de Domingo, a eucaristia da Páscoa de Ressurreição do Senhor celebra-se 9h00, na igreja matriz.

Na manhã de Domingo, outra proposta do evento é a caminhada interpretativa pelo Trilho do Castelo. À tarde, o baile medieval encerra o “Sábado de Aleluia Mercado Medieval”.

Na aldeia histórica de Algoso, este evento anual é uma iniciativa da freguesia local, que conta com o apoio do município de Vimioso.

HA



Vimioso: Concerto de Páscoa a 3 de abril

Vimioso: Concerto de Páscoa a 3 de abril

No serão de 3 de abril, Sexta-feira Santa, a Banda Filarmónica da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vimioso (AHBVV) presenteia a população com um Concerto de Páscoa, às 21h30, na igreja matriz, em Vimioso.

Ao longo da sua história, a banda filarmónica vimiosense tem animado as festas no concelho de Vimioso e realizou guardas de honra, na Câmara Municipal, aquando das visitas de Presidentes da República Portuguesa, Primeiros-Ministros e outros governantes.

No estrangeiro, a banda de Vimioso participou no concerto das comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, em Paris.

A Banda Filarmónica da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vimioso foi fundada a 12 de Abril de 1945.

Em Vimioso, o Concerto de Páscoa é uma inciativa conjunta da Banda Filarmónica da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vimioso, do Município de Vimioso e da Unidade Pastoral de Nossa Senhora da Visitação.

HA