Cércio: Festa de Santa Marinha culminou com a missa campal e o cântico de devoção
Na aldeia de Cércio, a festa em honra de Santa Marinha culminou no Domingo, dia 19 de julho, com a celebração da missa campal, seguida da procissão e o cântico dedicado a esta virgem e mártir, que segundo o padre António Pires, é um exemplo de quem acolheu os ensinamentos de Deus e deu bons frutos ou virtudes.
Na missa campal, celebrada no espaço envolvente da capela de Santa Marinha, em Cércio, o pároco, António Pires, referiu-se à liturgia do XVI Domingo do Tempo Comum.
“No evangelho, Jesus, compara o reino de Deus a uma semente, um grão de mostarda e ao fermento. Todos estes ingredientes, para darem fruto, precisam dissolver-se, isto é, transformar-se. Também, nós, para dar bons frutos de paz, alegria, paciência, bondade e justiça precisamos deixar-nos moldar, transformar e praticar os ensinamentos de Deus”, começou por dizer o sacerdote.

Segundo António Pires, a “semente” a que Jesus se refere é a palavra ou os ensinamentos de Deus, que para dar fruto precisam ser escutados, acolhidos, interiorizados e praticados.
“A parábola do trigo e do joio também nos ensina a ser pacientes como Deus é paciente conosco. Santa Marinha foi certamente uma pessoa paciente e por isso deu bons frutos de santidade! Sejamos também nós pacientes, atentos, cuidadosos, ou seja, boa terra, para que a semente que é a palavra de Deus dê bons frutos no nosso coração e na nossa vida, a exemplo de Santa Marinha”, exortou.
Em Cércio, a celebração da eucaristia concluiu-se com a procissão da imagem de Santa Marinha, ao som da gaita de foles. No interior da capela, reconstruída em 1995, entoou-se o cântico de devoção à virgem e mártir, Santa Marinha.
Na aldeia de Cércio, a Festa em honra de Santa Marinha decorreu ao longo do fim-de-semana de 17 a 19 de julho, num programa que incluiu o convívio comunitário com a degustação de petiscos, música e o peditório animado pelos pauliteiros locais.
Anualmente, a festa em honra de Santa Marinha celebra-se a 18 de julho, data do seu martírio, em Orense, na Galiza.






















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