Sendim: Piscina municipal com entrada gratuita até 15 de julho

Sendim: Piscina municipal com entrada gratuita até 15 de julho

Na vila de Sendim, abre esta sexta-feira, dia 3 de julho, a piscina municipal, com entrada gratuita até 15 de julho, um espaço que é um local de encontro e de convívio, sobretudo para as crianças e jovens a gozar as férias de verão.

Em Sendim, a piscina municipal funciona todos os dias da semana, das 10h00 às 20h00.

Nos meses de verão, o município de Miranda do Douro convida a desfrutar deste espaço de lazer, apelando às pessoas para que cumpram as indicações do nadador salvador, de forma a garantir uma estadia segura e agradável.

Direção Geral de Saúde (DGS) recomenda medidas de proteção para o aumento da temperatura

Na sequência da previsão do aumento gradual de temperatura nos próximos dias, que podem atingir os 41 graus Celsius em algumas zonas do país, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda a adoção de medidas de proteção adicionais nos próximos dias.

- Entre as recomendações, a DGS salienta a necessidade de dar especial atenção a grupos mais vulneráveis ao calor, como crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida, trabalhadores com atividade no exterior, praticantes de atividade física e pessoas isoladas.

- A DGS aconselha o aumento da ingestão de água ou de sumos de fruta natural sem açúcar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

- A exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas, é desaconselhada, devendo ainda ser evitadas as atividades desportivas e de lazer no exterior que exijam grandes esforços físicos.

- Para viajar devem ser escolhidas as horas de menor calor e os doentes crónicos ou sujeitos a medicação ou dietas específicas devem seguir as recomendações do médico assistente ou do SNS 24.

- Para as crianças é recomendado que consumam frequentemente água ou sumos de fruta natural e que permanecem em ambiente fresco e arejado, enquanto as com menos de seis meses não devem estar sujeitas a exposição solar.

- A DGS aconselha também a contactar e acompanhar os idosos e outras pessoas que vivam isoladas, devendo ser assegurada a sua correta hidratação e permanência em ambiente fresco e arejado.


HA

Ambiente: Especiosa e Sendim recebem esclarecimentos sobre o impacto da instalação de projetos energéticos

Ambiente: Especiosa e Sendim recebem esclarecimentos sobre o impacto da instalação de projetos energéticos

Nos dias 5 e 6 de julho, respetivamente, as populações da Especiosa e da vila de Sendim, acolhem o movimento cívico Nordeste Vivo, para a realização de duas sessões de esclarecimento, sobre as consequências ambientais da instalação de projetos eólicos e fotovoltaicos no planalto mirandês.

A Plataforma Nordeste Vivo é um movimento cívico composto por 25 pessoas, de vários setores de atividade, que estão a realizar diligências contra a instalação de parques eólicos e fotovoltaicos no planalto mirandês.

Este movimento foi constituído na sequência dos projetos de hibridização das barragens de Picote, Bemposta, Baixo Sabor e Foz Tua, no distrito de Bragança, para as quais foram anunciados, pela elétrica francesa Engie, parques eólicos e fotovoltaicos de dimensões consideráveis.

Na freguesia de Genísio e Especiosa, pertencente ao concelho de Miranda do Douro, a sessão de esclarecimento “O Nordeste Transmontano não está à venda” decorre na tarde de 5 de julho, às 14h30, no salão de festas da aldeia da Especiosa.

No dia seguinte, na União de Freguesias de Sendim e Atenor, a Plataforma Nordeste Vivo realiza outra sessão de esclarecimento, no salão nobre da freguesia de Sendim, às 21h00, sobre os impactos ambientais dos projetos energéticos.

Em causa, está a pretensão da empresa Engie instalar um parque eólico com 35 aerogeradoes, nma área de quase 6 mil hetares, que compreende a União de Freguesias de Vale de Frades e Avelanoso e a União de Freguesias de Caçarelhos e Angueira, no concelho de Vimioso; e as freguesias de São Martinho de Angueira, União de Freguesias de Constantim e Cicouro e União de Freguesias de Genísio e Especiosa (concelho de Miranda do Douro).

Na União de Frequesias de Sendim e Atenor, contígua à Freguesia de Travanca, no concelho de Mogaduro, está em questão a instalação de um projeto fotovoltaico de grandes dimensões.

HA

Ambiente: Movimento cívico apela à revogação de leis que “entregam território a interesses energéticos”

Ambiente: Movimento cívico apela à revogação de leis que “entregam território a interesses energéticos”

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) apelou do Presidente da República, à Provedoria de Justiça e à Assembleia da República que promovam a revogação de duas leis que considera serem abusivas porque “entregam o território aos interesses energéticos”.

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) afirma que a primeira lei, de 2022, permite autorizar, em apenas 10 dias, a instalação de parques eólicos e centrais fotovoltaicas, mesmo quando estejam em causa valores ambientais, históricos, culturais e paisagísticos.

“Basta que as entidades públicas não respondam nesse prazo irrealista”, vincou este movimento cívico.

Por outro lado, o MCTM acrescenta que a segunda lei, de 2024, prorrogou esse regime até ao final de 2026.

“Estas leis, que constituem um privilégio dado pelo Estado a um lóbi empresarial, são inaceitáveis num Estado de Direito, lesam o interesse público, o bom senso democrático e a própria Constituição”, sublinhou o MCTM, na mesma nota.

Em causa está o artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 30-A/2022, de 18 de abril, e do Decreto-Lei n.º 116/2024, de 30 de dezembro.

O movimento considera “inadmissível que terrenos onde os proprietários estão sujeitos a fortes restrições impostas pelo Estado possam agora ser ocupados com projetos energéticos capazes de destruir o equilíbrio ecológico, a paisagem e a agricultura da Terra de Miranda”.

Esta posição do MCTM surge na sequência da apresentação de hibridização da central hidrelétrica de Picote e parque eólico, realizada a 07 de maio na aldeia raiana de São Martinho de Angueira pela Engie, que o movimento critica.

Quanto à potência deste parque eólico, perspetiva-se que possa ter uma capacidade de aproximadamente 157,5 MegaWatts, estando previstos 105 hectares de área não vedada, onde se inserirão os aerogeradores, valas de cabos e acessos.

Outros dos projetos em causa passa pela hibridização em três centrais elétricas transmontanas através de projetos fotovoltaicos com capacidade de cerca de 354 Megawatts-pico (MWp).

“Não há boa-fé possível neste processo. Não há boa-fé quando se negoceia com proprietários sem informação sobre os impactos dos projetos. Não há boa-fé do Estado, que aprovou leis para favorecer interesses económicos, nem das autarquias que, pelo silêncio ou omissão, deixaram as populações desprotegidas. O engano agrava-se quando estas empresas utilizam abusivamente instalações das Juntas de Freguesia para apresentar negócios privados, confundindo os cidadãos”, considera.

Para o movimento, as juntas existem para defender as populações, não para legitimar operações empresariais.

Afirmando que não estão contra a transição energética, o movimento salienta que está é “contra uma transição capturada por grandes interesses económicos, imposta às populações por silêncio administrativo, com lucros privados e custos públicos”.

 “A energia limpa não pode justificar negócios sujos nem o atropelo da democracia local, da transparência e da dignidade das comunidades. Estamos contra a desigualdade flagrante entre a cumplicidade do Estado com as empresas energéticas e o desprezo com as populações que deve representar. A Terra de Miranda não é terra vazia nem sacrificável. É terra habitada, trabalhada, herdada e defendida por quem nela vive”, destacou este movimento cívico.

Fonte: Lusa | Imagem: MCTM

Ambiente: Cancelada a limpeza das margens do rio Sabor

Ambiente: Cancelada a limpeza das margens do rio Sabor

Foi cancelada a atividade de limpeza das margens do rio Sabor, entre Santulhão e Izeda, devido à situação de alerta decretada pelo Governo, que vigora de 3 de julho a 6 de julho, face ao aumento da temperatura e ao significativo agravamento do risco de incêndios rurais.

O ministério da Administração Interna justifica que a situação de alerta decorre da necessidade de adotar medidas preventivas e especiais de reação ao risco de incêndio, previsto pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em grande parte do território continental.

A declaração implica, simultaneamente, a proibição de “acesso, circulação e permanência” no interior de certos espaços e caminhos florestais, bem como da realização de queimadas e queimas, incluindo as que foram autorizadas, e de trabalho em espaços florestais com maquinaria (exceto para combate de incêndios) e nos restantes espaços rurais “com recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal”.

A declaração de situação de alerta aplica-se a todo o território continental.

O cancelamento da atividade deve-se ainda à necessidade de prévio licenciamento, por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

HA

Ambiente: Situação de alerta vigora até 6 de julho

Ambiente: Situação de alerta vigora até 6 de julho

A situação de alerta decretada pelo Governo vigora de 3 de julho a 6 de julho, devido ao aumento da temperatura e ao “significativo agravamento do risco de incêndios rurais”, justificou o Ministério da Administração Interna (MAI).

“A declaração decorre da elevação do estado de alerta especial do Sistema Integrado de Operações de Proteção de Socorro (SIOPS) e da necessidade de adotar medidas preventivas e especiais de reação ao risco de incêndio, previsto pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em grande parte do território continental”, explica, em comunicado, o ministério liderado por Luís Neves.

Segundo o MAI, a declaração de situação de alerta implica, a nível operacional, “a elevação do grau de prontidão e resposta operacional” da GNR e da PSP, “o aumento do grau de prontidão e mobilização de equipas de emergência, de saúde pública e apoio social” e “o aumento do nível de prontidão das equipas de resposta das entidades com especial dever de cooperação nas áreas das comunicações (operadoras de redes fixas e móveis) e energias (transporte e distribuição).

Além disso, ficam mobilizadas em permanência as “equipas de sapadores florestais afeta aos dispositivo de combate” e o “Corpo Nacional de Agentes Florestais e dos Vigilantes da Natureza que integram o dispositivo de prevenção e combate a incêndios, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (INCF)”.

A “realização pela GNR de ações de patrulhamento (vigilância) e fiscalização aérea de meios das Forças Armadas”, em especial nos “locais sinalizados com um risco de incêndio muito elevado e máximo”, e “a dispensa de serviço ou a justificação dos trabalhadores, do setor público ou privado, que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário”, exceto os que exercem funções militares, em forças de segurança, na Proteção Civil e algumas áreas da saúde, são as restantes medidas permitidas na situação de alerta.

A declaração implica, simultaneamente, a proibição de “acesso, circulação e permanência” no interior de certos espaços e caminhos florestais, bem como da realização de queimadas e queimas, incluindo as que foram autorizadas, e de trabalho em espaços florestais com maquinaria (exceto para combate de incêndios) e nos restantes espaços rurais “com recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal”.

De fora das restrições ficam os trabalhos associados à alimentação de animais e cultivo dos campos, desde que decorram em zonas de regadio ou sem florestas, sejam essenciais e inadiáveis, e não haja o risco de ignição; a “extração de cortiça por métodos manuais e a extração (cresta) de mel”, sem material incandescente; e os trabalhos de construção civil inadiáveis, com mitigação do risco de incêndio.

É também permitida realização, entre o pôr-do-sol e as 11:00, de “trabalhos de colheita de culturas agrícolas com a utilização de máquinas, nomeadamente ceifeiras debulhadoras”, e de “operações de exploração florestal de corte, rechega e transporte”, “desde que sejam adotadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural e comunicada a sua realização ao Serviço Municipal de Proteção Civil territorialmente competente”.

Já a utilização de fogo-de-artifício e o lançamento de balões com mecha acesa estão proibidos, mesmo que tenham sido autorizados.

A declaração de situação de alerta aplica-se a todo o território continental.

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

Uva: Música tradicional das “Alma de Esteva” anima Festa dos Pombais

Uva: Música tradicional das “Alma de Esteva” anima Festa dos Pombais

O trio feminino “Alma de Esteva” vai animar a IV Festa dos Pombais, em Uva, com um concerto no final da tarde de sábado, 4 de julho, durante o qual o público tem a oportunidade de cantar e dançar músicas como “Trigueirinha”, “Senhora do Almortão” ou “Amora Madura”.

O grupo formado por Fátima Gigante, Joana Cardoso Pereira e Joana Lopes têm em comum o gosto pela música tradicional e à ligação ao planalto mirandês, onde vivem.

“Unidas pela vontade de preservar e reinventar o património musical oral, utilizamos a voz como principal veículo para revisitar melodias tradicionais e combiná-las com arranjos próprios, letras originais e sonoridades contemporâneas”, informam.

No repertório, as “Alma de Eeteva” incluem temas e sonoridades de norte a sul de Portugal e também influências da vizinha Espanha, com as sonoridades da guitarra espanhola, do adufe e do cajón.

A música “Trigueirinha”, que faz parte do cancioneiro popular português, é a mais conhecida do grupo, a que se juntam outras como “Senhora do Almortão”, “Amora Madura” e a mirandesa “Tirioni”.

HA

Uva: Festa dos Pombais a 3 e 4 de julho

Uva: Festa dos Pombais a 3 e 4 de julho

A Festa dos Pombais, em Uva, realiza-se nos dias 3 e 4 de julho, num programa diversificado de atividades, que inclui um passeio interpretativo aos pombais tradicionais, uma oficina de plantas aromáticas, um mercado de artesanato e produtos locais, assim como música, dança, teatro, sabores e tradição.

Na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, a Festa dos Pambais é coorganizada pela Palombar, a freguesia local e o município de Vimioso.

Nesta IV edição, a programação inclui teatro, sons experimentais, serigrafia, plantas aromáticas, lobos, performances inspiradas na palavra escrita, património edificado, recolha musical, ecos da paisagem e do mundo natural.

“Nesta festa cabe tudo isto, num programa multifacetado, onde o todo é maior do que a soma das partes. Esta é uma festa que cria espaços de diversão e reflexão, que convida para uma imersão no território e na cultura local, proporcionando uma experiência única e uma vivência genuína. É para todas as gerações e a entrada é livre”, informa a Palombar.

A aldeia dos pombais

Uva possui um património edificado único no nordeste transmontano, onde exsitem mais de 40 pombais tradicionais. Trata-se de estruturas da arquitetura vernacular fortemente ligadas à comunidade, à cultura e à conservação da natureza, a maioria dos quais localizados no perímetro da aldeia.

A Festa dos Paombais foi concebida em 2022 e realiza-se anualmente no mês de julho, de modo a promover o território e mostrar o que a região tem de mais genuíno e inigualável.

“O nome da festa é inspirado nesses edificados icónicos da região, um legado único que queremos dar a conhecer, através deste evento que tem como foco a dinamização do mundo rural e a promoção do seu património arquitetónico, natural, cultural e social”, acrescenta a Palombar.

Através de campos de voluntariado, a Palombar já restaurou todos os pombais de Uva que se encontravam em ruína parcial, um feito que é considerado histórico.

Fonte: Palombar

Desporto: I Passeio pedestre Vale Pena – Pinelo

Desporto: I Passeio pedestre Vale Pena – Pinelo

Na manhã de Domingo, dia 5 de julho, a freguesia de Pinelo organiza o I Passeio Pedestre de Vale de Pena até Pinelo, uma caminhada de dificuldade média, com uma distância de 10 quilómetros, que visa proporcionar o convívio e a atividade física.

Segundo o programa, a atividade inicia-se às 8h00 de Domingo, com a concentração dos participantes em Vale de Pena.

A partida para o passeio está agendada para as 8h30. A meio do percurso (5 quilómetros) está prevista uma merenda. No final do passeio, os caminhantes têm direito a um almoço-convívio na sede da freguesia de Pinelo.

As inscrições para o passeio pedestre têm um custo de 10€, que inclui o almoço, seguro e brinde.


Segundo a Direção Geral de Saúde (DGS), os benefícios da atividade física são vários:

1- Fortalecer os músculos, os ossos e os tendões;

2- Melhorar a função respiratória;

3- Robustecer o sistema imunológico;

4- Proporcionar mais resistência;

5- Melhorar a circulação sanguínea;

6- Reduzir os riscos de ocorrência de doenças cardiovasculares;

7- Prevenir a ocorrência de enfarte;

8- Controlar a diabetes e os valores da tensão arterial;

9- Reduzir os sintomas de depressão, stress e ansiedade;

10- Melhorar a qualidade do sono.

HA



Santulhão: Limpeza das margens do rio Sabor

Santulhão: Limpeza das margens do rio Sabor

Na manhã de sábado, dia 4 de julho, um grupo de amigos de Santulhão, no concelho de Vimioso e de Izeda, no concelho de Bragança, vão limpar em conjunto as margens do rio Sabor, junto à ponte medieval, com os propósitos de proporcionar melhores condições para a época balnear e simultaneamente cuidar do ambiente.

Segundo o programa, a atividade inicia-se com a concentração dos participantes na sede da freguesia de Santulhão, às 7h00, para depois seguirem viagem até à ponte medieval construída sobre o rio Sabor.

“Um grupo de amigos das duas localidades de Santulhão e Izeda decidiram juntar-se para limparem as margens do rio Sabor, de modo a proporcionar melhores condições para a época balnear. Como diz o lema: O rio é de todos e a sua limpeza também”, justifica a organização.

Para a realização do trabalho é necessário levar ferramentas e utensílios como luvas, sacos do lixo, foices, calagouços, etc.

No final da manhã de trabalho, está programado um almoço convívio no Centro de Promoção dos Produtos e Tradições de Santulhão, às 13h00.

No dia 4 de julho, a aldeia de Santulhão celebra os 738 anos da atribuição do foral - carta de cedência de terras - pelo rei de Portugal, D. Dinis (1261-1325). 

Este monarca ficou conhecido pelo cognome de “o Lavrador” pois interessou-se pela agricultura, facilitando a distribuição e a exploração das terras por toda a população.

Em Santulhão, a ponte medieval (século XIII) sobre o rio Sabor possibilitou durante vários séculos a ligação do concelho de Vimioso às terras de Bragança. Documentos existentes datam-na do século XIII. A ponte de ligação a Izeda é considerada uma das construções mais antigas e singulares da região. Documentos do século XIII já a referem, e a sua forma em “lombo de cavalo”, com cinco arcos, distingue-a das restantes pontes vizinhas, reforçando a ideia de que poderá ser também das mais antigas.

Ao longo da sua história, a ponte sofreu danos significativos. Em 1860, uma grande cheia destruiu parte da estrutura, que foi então reparada provisoriamente com madeira. Apenas por volta de 1938 se substituiu essa parte por alvenaria, conferindo à ponte o aspeto que apresenta aos dias de hoje.

Mais do que uma obra de engenharia, a Ponte Românica de Santulhão é um testemunho vivo da história local. Envolta por uma paisagem rural tranquila, a ponte integra-se harmoniosamente no vale do rio Sabor.

Rodeada por campos agrícolas, manchas de vegetação autóctone e margens onde a fauna e a flora prosperam. O som da água corrente, aliado ao cenário verdejante e à ausência de grandes intervenções urbanas, cria um ambiente de grande beleza natural, tornando o local não só um ponto de interesse histórico, mas também um espaço de contemplação e lazer.

Fonte: DYS | Foto: Flickr

HA

Alcanices: Festa da Virgem de la Salud de 1 a 3 de julho

Alcanices: Festa da Virgem de la Salud de 1 a 3 de julho

Nos dias 1, 2 e 3 de julho, a vila raiana de Alcanices (Espanha) celebra a festa em honra da Virgem de la Salud, com um programa religioso e cultural, que reúne espanhóis e portugueses, na fé e fraternidade entre os povos vizinhos.

Esta festividade é considerada de interesse turístico religioso, dado que une espanhóis e portugueses na devoção mariana, à Mãe do Filho de Deus, Jesus Cristo.

“Durante três dias, o santuário da Virgem de la Salud, em Alcanices, converte-se no coração da comarca de Aliste, com procissões, celebrações religiosas e atividades culturais organizadas pela confraria e pelo Ayuntaminento de Alcanices”, informam.

Na programação cultural, a festa em honra da Virgem de la Salud inclui música tradicional, gastronomia e o convívio entre espanhóis e portugueses.

“A romaria internacional da Virgem de la Salud é uma manifestação viva de devoção e da identidade cristã da população de Alcañices”, escreve o jornal Comarca de Aliste.

Nossa Senhora, com o título de Virgen de la Salud é a padroeira da região de Aliste, na diocese de Zamora.

A festividade tem um seu ponto alto no dia 2 de julho, numa celebração religiosa que conta com a participação de espanhóis e portugueses.

Nesta região fronteiriça, a devoção mariana está muito presente na vida de fé das comunidades espanholas e portuguesas.

Há inclusive o roteiro dos sete santuários dedicados a Nossa Senhora, em Espanha e Portugal. São sete invocações e peregrinações onde se vive a fraternidade e a convivência na sua forma mais pura em torno da devoção mariana, que aproxima os Alistanos e os trasmontanos.

Fonte: Comarca de Aliste

O Tratado de Alcanices 

Foi a 12 de Setembro de 1297 na vila de Alcanices, localizada na província de Zamora a uns dois quilómetros da fronteira portuguesa de Trás-os-Montes, que foi assinado dos mais importantes tratados entre Portugal e Espanha e cujos traços essenciais se mantêm até aos nossos dias.

Tratou-se de um acordo de definição de fronteiras que pretendia resolver vários focos de conflito entre Portugal e Castela, evitando que pequenas disputas territoriais pudessem arrastar os dois países para uma guerra de dimensões superiores. O tratado foi assinado entre o rei de Portugal D. Dinis e o rei de Castela Fernando IV e seguiu-se a um período de tensão entre as duas coroas, no decorrer do qual várias incursões militares de ambos os lados e diversos pontos de discórdia haviam elevado o risco de um confronto geral. Tratou-se, portanto, de um acordo de cedência mútua de posições fronteiriças e de reconhecimento de uma linha de separação dos territórios dos dois países.

Fonte: RTP Ensina

HA