Miranda do Douro: Alunos, professores e pais visitam o Parque Warner em Madrid (Espanha)
A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (APEEAEMD) está a organizar um passeio ao Parque Warner, em Madrid (Espanha), no dia 27 de junho, uma atividade de final de ano letivo, para alunos e pais do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD).
De acordo com a associação de pais (APEEAEMD) esta atividade faz parte do programa anual do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD) e visa proporcionar o convívio entre alunos e pais e dirige-se de um modo particular às famílias que não têm possibilidade de viajar e conhecer outras localidades.
“Este ano, a viagem no final de ano letivo é ao Parque Warner, em Madrid (Espanha).Este local é considerado um dos maiores parques temáticos da Europa, onde há espetáculos e experiências inesquecíveis para todas as idades, num ambiente inspirado no mundo do cinema, dos super-heróis e das personagens mais conhecidas da Warner Bros”, adianta a APEEAEMD.
As inscrições são limitadas ao número de lugares disponíveis num autocarro (50), terminam a 31 de maio e são feitas através do formulário online: https://forms.gle/iiJYjjn3UQmzBHVv5.
Segundo a APEEAEMD, todos os anos esta atividade proporciona momentos de diversão, convívio e partilha entre toda a comunidade escolar, promovendo também o fortalecimento dos laços de amizade entre alunos e pais.
No final dos anos letivos anteriores, a atual direção da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (APEEAEMD) organizou viagens a Seia, na Serra da Estrela (2025) e a Fermoselle – Espanha (2024).
A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Vertical de Escolas de Miranda do Douro (APEEAEMD) é uma pessoa coletiva, de substrato pessoal e cariz voluntário, sem fins lucrativos.
O objetivo da APEEAEMD é difundir a atividade escolar e associativa, representando os direitos e deveres dos pais e encarregados de educação no que respeita à vida escolar, contribuindo para a identificação, análise e resolução dos respetivos problemas, bem como na participação nos órgãos da escola, tal como definido na lei.
Língua: Mirandês no LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias
No fim-de-semana de 5 a 7 de junho, a língua mirandesa vai ser falada e cantada em Barcelos, no LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias, através da peça de teatro “La Princesa de ls Çapatos Rotos”, representada por alunos de Miranda do Douro e a música do grupo L’s Madrugadores.
O LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias é um evento cultural, de periodicidade bienal, que pretende afirmar o teatro como uma importante atividade cultural na preservação linguística.
Nesta terceira edição, o festival decorre no fim-de-semana de 5 a 7 de junho, no Theatro Gil Vicente e outros palcos, na cidade de Barcelos e a programação inclui espetáculos de teatro, concertos de música, oficinas e conversas temáticas.
Em representação da língua mirandesa, os alunos do 8º ano, da Escola Secundária de Miranda do Douro vão apresentar a peça de teatro “La Princesa de ls Çapatos Rotos”. O trabalho tem a direção de Duarte Martins, professor e subcomissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa.
“É a segunda vez que vamos participar no LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias, em Barcelos. Trata-se de um encontro de pessoas e por conseguinte de línguas e culturas, onde se dá especial atenção às potencialidades do teatro para a formação e a difusão da cultura e língua de cada região”, começou por dizer Duarte Martins.
O professor de Língua e Cultura Mirandesa, Duarte Martins, acrescentou que a participação no festival, em Barcelos, é também uma oportunidade para os cerca de 20 jovens mirandeses, do 8º ano, conhecerem outras pessoas e culturas, durante o fim-de-semana.
“Os alunos gostam muito desta experiência fora de portas, pois têm a oportunidade de conhecer outras realidades culturais e sentem-se valorizados. A representação teatral permite-lhes expressarem-se em mirandês, mas também falar em público e socializarem com os outros. Na aprendizagem da língua, o teatro é mesmo um veículo privilegiado e do agrado dos alunos. Para além disso, os ensaios e as atuações libertam as crianças e jovens da dependência do mundo virtual, dos telemóveis e tablets”, indicou.
Dada a recente realização da I Bienal do Teatro Popular Mirandês, em Miranda do Douro, Duarte Martins, subcomissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa mostrou-se esperançado com o reavivar desta arte na região.
«O teatro ou a arte dramática que antigamente era muito comum em muitas aldeias de Miranda do Douro está bastante esquecida, com exceção de localidades como Malhadas. Antigamente, os teatros ou colóquios eram autênticos eventos culturais que juntavam as populações. Por isso, é de saudar o atual surgimento de iniciativas pelos grupos culturais do concelho de Miranda do Douro que estão a reavivar o teatro popular mirandês, como recentemente aconteceu com a representação das peças “A Confissão do Marujo”, em Miranda do Douro e “Auto da Tia Lucrécia, em Duas Igrejas«, disse.
A música ocupa também destaque no LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias, em Barcelos, com os seguintes espetáculos: o grupo Palacio do Rei, da Galiza; o projeto Phole, pelos músicos João Gigante e Vitor Lima, do Minho: e os jovens Ls Madrugadores, de Miranda do Douro.
O programa do festival inclui outras atividades, como uma mesa redonda dedicada à importância do teatro como expressão para a salvaguarda e a difusão das línguas minoritárias, coordenada pelo Clube para a UNESCO de Salvaguarda do Teatro em Línguas Minoritárias.
O festival continua conta com participantes de várias regiões linguísticas. De Minde, na Serra d’Aire, o coletivo da Casa do Povo de Minde e o Teatro de Minde Boca de Cena levam ao festival o minderico, através de uma performance teatral, exibição de vídeo “A Cabiçalva” e conversa com o público.
Também de Riba de Mouro, na Serra da Peneda, o projeto Lá de Riba apresenta uma performance teatral e um momento de discussão centrado no ribamourês.
Do País Basco chega o basco, considerado a língua viva mais antiga da Europa, com a comédia “Kutsidazu Bidea Ixabel”, levada à cena pela companhia Txalo-Talo.
Já das Astúrias, no âmbito do teatro popular em asturiano, recentemente classificado como Bem de Interesse Cultural pelo Principado das Astúrias, será apresentada a comédia “Una de Matrimonios”, pelo grupo Teatru Carbayín.
O festival conta com o financiamento do Município de Barcelos, da Fundação Manuel António da Mota/ Grupo Mota Engil, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), da Fundação INATEL e o apoio de várias entidades nacionais e internacionais.
Nos Agrupamentos de Escolas de todo o país, os alunos dos 4º e 6º anos, realizam em formato digital, as provas de monitorização de aprendizagem (ModA), uma avaliação de começa a 27 de maio, com a prova de Educação Artística do 4º ano e termina a 8 de junho, com a prova de Matemática do 6º ano.
O calendário das provas inicia-se com a prova de Educação Artística (disciplina rotativa avaliada este ano), dirigida aos alunos do 4.º ano e que pode ser realizada entre 27 de maio e 9 de junho.
As provas de Monitorização de Aprendizagens (ModA) são feitas em formato digital, tendo as escolas testado o modelo no mês de abril, durante as provas-ensaio.
Na sexta-feira, dia 29 de maio, as provas ModA prosseguem com a prova de Inglês do 6.º ano.
Na terça-feira, 2 de junho, os alunos do 4.º ano realizam as provas de Português.
No dia seguinte, 3 de junho, data que coincide com a greve geral, os alunos do 6.º ano realizam o teste de Português.
No dia 5 de junho, os alunos o 4º ano, efetuam a prova de Matemática.
Finalmente, a 8 de junho, realiza-se a prova de Matemática do 6.º ano.
Aos cinco postos de vigia já em funcionamento, o Comando Territorial de Bragança da GNR vai ativar mais seis, a 29 de junho, com a missão de detetar incêndios florestais precocemente, permitindo um combate mais eficaz, revelou o major Cristiano Gonçalves.
No total, no distrito de Bragança, há 11 postos de vigia onde estão vigilantes em permanência, 24 sobre 24 horas. Devido à altitude da cabine, estes profissionais conseguem avistar e identificar um incêndio ainda numa fase inicial.
“São de facto muito importantes porque permitem-nos identificar os pontos de incêndio de uma forma muito mais célere, permitem localizá-los com maior precisão e, numa fase subsequente, também vai permitir que o combate seja efetuado de forma muito mais célere, mais eficaz e mais pontual”, realçou Cristiano Gonçalves, da GNR de Bragança.
Quando avistam um incêndio, os vigilantes medem o ângulo, transmitem essa informação, por rádio, à Equipa de Manutenção e Exploração de Informação Florestal da GNR, que através do método de triangulação consegue as coordenadas e a localização exata.
“Vêm complementar outros sistemas que nós já dispomos, nomeadamente câmaras de vigilância, também servem de complemento a outros sistemas mais avançados, nomeadamente através da vigilância efetuada com recurso a drones e, no fundo, vêm reduzir as manchas de forma a que tenhamos uma redundância de meios, em que a sobreposição seja plena para conseguirmos visualizar melhor a área deste vasto território”, explicou.
Os cinco postos de vigia florestais, já ativos, fazem parte da rede primária nacional, coordenada pela GNR, e estão localizados em Montesinho, no concelho de Bragança, em Bornes, no concelho de Macedo de Cavaleiros, em Coroa, no concelho de Vinhais, em Vimioso, concelho de Vimioso, e em Reboredo, no concelho de Torre de Moncorvo.
De acordo com o major da GNR, a partir de 29 de junho vão ser ativados mais seis, espalhados pelo distrito, que “permitem uma cobertura significativa” do território.
Os postos de vigia da rede primária estão em funcionamento de maio até início de novembro. Já os secundários ficam ativos de junho até outubro, naquela que é considerada a fase “prioritária” e “mais crítica” dos incêndios rurais.
Os profissionais que trabalham nestes locais recebem uma formação inicial da GNR. Cada posto tem quatro vigilantes, um por cada turno de 8 horas.
Meteorologia: Portugal continental com aviso amarelo devido ao calor
Todos os distritos de Portugal continental, com exceção de Faro, estão quarta e quinta-feira, dias 27 e 28 de maio, sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O aviso nos 17 distritos vigora entre as 09:00 de quarta-feira e as 18:00 de quinta-feira, devido à previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima.
O IPMA colocou também os distritos de Bragança, Viseu, Guarda e Vila Real com aviso amarelo entre as 12:00 e as 21:00 de quarta-feira. por ser provável a ocorrência de aguaceiros localizados, por vezes de granizo, acompanhados de trovoadas e rajadas fortes.
O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
O IPMA prevê para 27 de maio, continuação de tempo quente e aguaceiros no interior Norte e Centro, que serão acompanhados de trovoada e poderão ser ocasionalmente sob a forma de granizo e acompanhados de rajadas fortes.
A previsão aponta ainda para vento em geral fraco predominando do quadrante leste, poeiras em suspensão, em especial nas regiões Norte e Centro e pequena subida de temperatura, em especial da mínima.
As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 16 graus (em Bragança, Viana do Castelo, Leiria e Setúbal) e os 23 (em Portalegre) e as máximas entre os 29 (em faro e Viana do Castelo) e os 38 (em Santarém e Évora).
De acordo com o IPMA, o tempo quente vai manter-se em Portugal continental com temperaturas elevadas, estando praticamente todo o território em onda de calor.
O IPMA prevê para os próximos dias para várias regiões do país perigo de incêndio muito elevado e elevado.
Hoje, os concelhos de Aljezur, Monchique, Portimão, Silves, Loulé, São Brás de Alportel e Tavira, no distrito de Faro, e Pampilhosa da Serra, em Coimbra apresentam perigo máximo de incêndio rural, estando quase todos os concelhos do continente em risco muito elevado e elevado.
Uma onda de calor está a atingir a Europa, com temperaturas recorde para maio e alertas das autoridades em países como Espanha, França, Irlanda, Reino Unido, Áustria e República Checa, além de Portugal.
As altas temperaturas registadas em grande parte da Europa, acima do normal para maio, obrigaram as autoridades de vários países a emitir alertas de calor e a tomar precauções extremas para evitar incêndios florestais.
Atenor: Ronda das Adegas no fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho
No fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho, a aldeia de Atenor, no concelho de Miranda do Douro, volta a abrir as portas das antigas adegas e currais, para celebrar a XIV Ronda das Adegas, um evento cultural, musical e gastronómico, que evoca a antiga tradição de ir provar o vinho novo e degustar petiscos nas antigas adegas da aldeia.
O evento é organizado pela Associação Cultural e Recreativa de Atenor e à semelhança das 13 anteriores edições, o público que visite a aldeia vai encontrar adegas, tasquinhas, artesãos ao vivo, jogos tradicionais, exposições, oficinas de artesanato, visitas aos burros de Miranda, animação de rua, danças dos pauliteiros, aulas de mirandês, concertos musicais e teatro.
“Tal como acontece todos os anos, as cerca de 30 adegas e currais na aldeia de Atenor já estão todos requisitados, onde o público tem a possibilidade de provar o vinho novo e degustar petiscos como o cordeiro assado na brasa, o javali, os enchidos, a feijoada, a posta mirandesa, o frango de churrasco e o caldo verde”, informou Hirundino Esteves.
Noutros espaços, os visitantes podem também adquirir produtos locais como o azeite, vinho, fumeiro, pão, frutos secos, doçaria tradicional, licores, artesanato, entre outros produtos da região.
Sobre as novidades da XIV Ronda das Adegas, Hirundino Esteves, da Associação Cultural e Recreativa de Atenor adiantou que o público que visite Atenor no fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho, tem a oportunidade assistir a workshops de fabrico de queijo artesanal e de amêndoa torrada, assim como ao trabalho de artesãos locais, concretamente à manufatura de escrinhos e ao ciclo da lã de ovelha mirandesa.
Em Atenor, os concertos musicais são outra das atrações da Ronda das adegas e nesta XIV edição, os destaques são as atuações dos grupos Al-Canti e Diabo a Sete, na sexta-feira, dia 5 de junho; e no sábado, 6 de junho, sobem aos palcos, Óscar Ibáñez e Tribo e Uxu Kalhus.
No Domingo, dia 7 de junho, aquando do encerramento da Ronda das Adegas, outra novidade é a representação da peça de teatro “Pranto de Maria Parda”, da autoria de Gil Vicente e interpretado pelo grupo Alma de Ferro, às 16h00.
“Datado de 1522, o Pranto de Maria Parda foi a primeira encomenda feita pelo rei D. João III a Gil Vicente, após as cerimónias fúnebres de D. Manuel, falecido em dezembro de 1521. Gil Vicente apresentou então um monólogo feminino, através de uma mulher velha, atrevida, mestiça (parda), sexualmente livre que deambula pelas ruas de Lisboa, lamentando a falta de vinho nas tabernas da cidade”, informa a organização.
Questionado sobre a importância da Ronda das Adegas para Atenor, Hirundino Esteves, da Associação Cultural e Recreativa de Atenor, respondeu que este evento anual atrai a vinda de milhares de pessoas, nacionais e estrangeiros, a esta aldeia do concelho de Miranda do Douro.
“Ao longo dos anos, a organização da Ronda das Adegas, em Atenor, tem projetado esta aldeia e as suas tradições, em todo o país e também no estrangeiro. É incrível como a antiga tradição de ir visitar as adegas se tornou num evento desta dimensão. O sucesso e a notoriedade alcançados motivam os habitantes locais a reabilitarem as suas casas antigas, onde existem adegas e currais, que hoje são utilizadas na Ronda das Adegas”, disse o dirigente associativo.
A “Ronda das Adegas” é um evento organizado pela Associação Cultural Desportiva de Atenor e que conta com os apoios do município de Miranda do Douro, da União de Freguesias de Sendim e Atenor e de várias empresas patrocinadoras.
Em Portugal e no oeste de Espanha, está a decorrer entre março e agosto, a campanha anual “Salvar o Tartaranhão-caçador” ou águia-caçadeira, com o objetivo de proteger e salvar esta ave de rapina migratória, que está em perigo de extinção na península ibérica.
É no solo, entre as searas, que a águia-caçadeira ou tartaranhão-caçador faz o ninho e com voo suave, sobre os campos agrícolas, busca alimento entre roedores e répteis. Mas a agricultura mecanizada tem-se revelado uma grande ameaça.
O tartaranhão-caçador é uma ave de rapina que chega a Portugal na primavera, para nidificar, e regressa a África no outono. Está na lista das espécies mais ameaçadas do país. O número de indivíduos diminuiu 80% em dez anos.
A campanha para proteger esta espécie insere-se no projeto LIFE SOS Pygargus, que está a ser implementado por um consórcio de entidades portuguesas e espanholas,em colaboração com os agricultores e outros agentes do território.
De acordo com a Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, coordenadora do projeto, a campanha em curso consiste em monitorizar, proteger, resgatar e sensibilizar.
Monitorizar áreas de ocorrência do tartaranhão-caçador
Durante o período em que decorre a campanha, as equipas do projeto LIFE SOS Pygargus vão para o campo, monitorizar as áreas do tartaranhão-caçador (Circus pygargus), em Portugal e no oeste de Espanha.
A monitorização é realizada durante cerca de seis meses, entre março e agosto, com recurso a métodos e técnicas que visam minimizar ao máximo qualquer perturbação para estas aves.
“A monitorização também é feita através do seguimento remoto de indivíduos já marcados, nas campanhas anteriores e no início desta, com dispositivos GPS. Para auxiliar na localização de colónias e ninhos, nalguns casos específicos, são igualmente utilizados drones por parte de equipas especializadas, treinadas e com a devida autorização das autoridades competentes para o seu uso, seguindo sempre protocolos rigorosos para reduzir perturbações. Este ano, o projeto prevê marcar 30 ou mais aves com dispositivo GPS para reforçar a monitorização, estudo e conservação desta espécie”, informa a Palombar.
Proteger é o foco principal, resgatar é a ação de emergência
A monitorização das populações de tartaranhão-caçador durante o período em que se encontram na Península Ibérica, entre março e setembro, é essencial para conservar esta espécie que está no limiar da extinção no território nacional e em situação crítica em Espanha.
A monitorização feita de forma sistemática e continuada pelos técnicos do projeto é, por si só, uma ação de proteção desta ave que nidifica no solo, em terrenos agrícolas com cereais e forragens e zonas de matos e terrenos incultos, e que está sujeita a várias ameaças. Mas, muitas vezes, é preciso dar um passo em frente.
“Quando os técnicos detetam casos em que os ninhos podem ser destruídos pelas atividades agrícolas ou por ações de gestão do território, como queimadas controladas ou corte de vegetação em áreas de montanha, atuam para garantir a sua proteção com vedações ou evitar perturbações/destruição, em estreita colaboração com os agricultores e gestores locais, cujos contributos são decisivos; nos casos em que a proteção do ninho é inviável, resgatam ovos e/ou crias para que consigam completar o seu desenvolvimento em ambiente controlado e sejam transferidos para estações de aclimatação e, posteriormente, devolvidos à natureza”, indica a Palombar.
Este método promove a fidelização das aves ao território, potenciando o seu instinto de filopatria, que é a predisposição de uma espécie para estabelecer o seu local de reprodução na mesma área onde nasceu ou passou as primeiras semanas de vida, contribuindo para aumentar a sua população numa determinada região.
Sensibilizar os agricultores e outros agentes do território
Salvar o tartaranhão-caçador da extinção implica o envolvimento ativo dos agricultores e outros agentes locais.
“Os agricultores são fundamentais nessa missão ao colaborarem na deteção de ninhos e na sua proteção. Estas aves também lhes trazem benefícios, pois ajudam a controlar de forma efetiva pragas agrícolas como roedores e insetos, que podem afetar a produtividade das colheitas”, sublinha a Palombar.
Outros agentes do território, como pastores, proprietários rurais e entidades públicas e privadas que gerem zonas de matos e terrenos incultos, onde o tartaranhão-caçador também faz ninhos, são igualmente importantes. A sua colaboração com as equipas do projeto no terreno para evitar a perturbação durante o período crítico de nidificação e a destruição de ninhos, sobretudo na época da gestão do risco de incêndio, que envolve fogo controlado e corte de matos, é igualmente fulcral para garantir o sucesso da reprodução.
Todos podem ajudar com sentido ético e responsável
Todos têm um papel a desempenhar para impedir que o tartaranhão-caçador desapareça das paisagens rurais e naturais do país, bem como os benefícios que gera para todos nós.
A partilha de registos de dados de observação em plataformas de ciência cidadã como o eBird é considerada um contributo relevante para o projeto, mas deve ser sempre guiada pela ética e responsabilidade. Nesta plataforma, e noutras similares, deve-se sempre ocultar informações sensíveis que permitam localizar com precisão colónias ou ninhos, sendo igualmente importante evitar e partilha generalizada destes dados.
Não perturbar também é proteger e salvar. Não há registo, seja fotográfico, de vídeo ou outro, que justifique causar qualquer perturbação para estas aves ameaçadas. O projeto apela a todos para colaborarem, guiados pelo sentido de missão que salvaguarda o bem-estar e a conservação do tartaranhão-caçador. Dados de observações feitas por parte da comunidade em geral podem ser partilhados de forma segura com a equipa do projeto, através de um formulário, bem como por contacto direto via e-mail ou telemóvel, disponíveis aqui.
Sobre o projeto
O LIFE SOS Pygargus – Ações urgentes de conservação das populações de tartaranhão-caçador em Portugal e Espanha é um projeto ibérico cofinanciado em 75% pelo programa LIFE da União Europeia. Conta igualmente com cofinanciamento da Viridia – Conservation in Action, Lightsource bp, Fundo Ambiental e Fundação Biodiversidade do Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico de Espanha.
É implementado por um consórcio que integra a Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural (entidade coordenadora), Associação BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA – Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino, ANPOC – Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, CCDR-N – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, LPN – Liga para a Protecção da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa – Conservação do Ambiente, AMUS – Acción por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible – Junta de Extremadura, GREFA – Grupo de Rehabilitación de la Fauna Autóctona y su Hábitat e Universidad de Murcia.
A aldeia de Tó volta a reunir no Domingo, dia 31 de maio, os criadores de Bovinos de Raça Mirandesa do concelho de Mogadouro, para a realização do concurso concelhio, cujo propósito é a preservação e valorização desta raça autóctone do planalto mirandês.
O certame pretende reunir criadores, produtores e visitantes, “num dia inteiramente dedicado à promoção da excelência da raça mirandesa, considerada um símbolo da tradição agropecuária da região e do trabalho desenvolvido ao longo de gerações pelos produtores locais”.
“Para além da componente competitiva, o Concurso Concelhio de Bovinos de Raça Mirandesa assume-se como um importante espaço de promoção do património cultural e agropecuário do território, destacando o papel da pecuária na economia local e na preservação das tradições do nordeste transmontano”, indica a organização, que cabe à junta de freguesia de Tó e ao município de Mogadouro.
A iniciativa pretende “afirmar-se como um momento de encontro do mundo rural, celebrando o trabalho dos criadores e a relevância da raça mirandesa enquanto marca identitária da região”.
Bragança-Miranda: “Alegria no coração, amor nas mãos” é o tema encontro diocesano de catequese
No sábado, dia 30 de maio, o Santuário de Nossa Senhora da Paixão, em Arnal, Carrazeda de Ansiães, acolhe o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo as crianças, jovens e catequistas de toda a diocese, num encontro que este ano tem como o tema “Alegria no coração, amor nas mãos”.
O encontro é organizado pelo Secretariado Diocesano da Catequese e faz parte do plano anual de atividades, tendo como destinatários todos os catequistas e catequizandos dos quatro arciprestados de Bragança, Miranda, Moncorvo e Mirandela, onde existem 18 unidades pastorais.
Em Carrazeda de Ansiães, o programa do Encontro Diocesano da Catequese inclui uma visita ao santuário, seguida da celebração da eucaristia às 11h15. Após o almoço partilhado, durante a tarde há atividades lúdicas e convívio.
Vaticano: Papa denuncia promoção do aborto e alerta para crise demográfica na Europa
O Papa Leão XIV alertou para a diminuição da natalidade, apelando à inversão de medidas governamentais no continente europeu.
“Não raras vezes nos deparamos com as alegações contraditórias de políticas supostamente pró-família, que simultaneamente promovem a discriminação da maternidade, exaltam o aborto como um direito e minam os próprios fundamentos do desejo de constituir família”, lamentou Leão XIV, numa audiência aos membros do Intergrupo de Demografia do Parlamento Europeu.
O pontífice definiu o declínio populacional como uma ameaça estrutural agravada pelo isolamento contemporâneo e pela rejeição da inspiração cristã dos fundadores do continente.
“Infelizmente, esta solidariedade requer um equilíbrio intergeracional que atualmente falta na Europa”, constatou, alertando para uma “pandemia da solidão”.
O discurso, divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé, exortou a classe política a incluir as diferentes esferas comunitárias na procura de soluções inovadoras para garantir o desenvolvimento sustentável.
“Este diálogo deve envolver não apenas as diversas instituições e governos europeus, mas também todo o espectro da sociedade civil, da qual os cristãos são parte integrante”, sustentou o Papa.
A reflexão recuperou os ensinamentos de São João Paulo II para reafirmar a importância social do núcleo fundado no matrimónio entre um homem e uma mulher.
“As vossas discussões têm também a tarefa de promover a responsabilidade partilhada e o papel ativo das famílias na vida social, política e cultural”, indicou.
Leão XIV defendeu a aplicação do princípio da subsidiariedade para evitar extremos de intervenção estatal ou de individualismo.
“As políticas devem considerar a pessoa humana na sua totalidade e promover sempre a dignidade do ser humano”, concluiu o Papa.
O encontro antecedeu uma conferência promovida pela estrutura europeia em Roma, juntando membros de governos, comissários e associações católicas em torno do futuro populacional.