Miranda do Douro: Cidade homenageou personalidades

Miranda do Douro: Cidade homenageou personalidades

No dia 10 de julho, Miranda do Douro celebrou os 481 anos da Cidade, como uma sessão solene no salão nobre da Câmara Municipal, onde foram homenageados, com medalhas de mérito, Ricardo Ribas, Ângelo Arribas e a título póstumo, Francisco Gonçalves Cangueiro e Manuel António dos Santos André.

Na sessão solene comemorativa dos 481 anos de elevação de Miranda do Douro a cidade, foram homenageados com as Insígnias de Mérito: Ricardo Peres Ribas, atleta de Malhadas, campeão nacional dos 5 mil metros, em 2002, 13 presenças no top 10 do campeonato nacional, entre 2004 e 2017 e participação nos jogos olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

“Nunca devemos desistir dos nossos sonhos, há que acreditar que é possível realizá-los”, afirmou o atleta mirandês.


Ouro homenageado foi o nonagenário, Ângelo Arribas, natural da Freixiosa. Gaiteiro, tamborileiro e professor de gaita-de-foles é considerado um “verdadeiro guardião da tradição, de saber feito de experiência, dedicação, paciência e coração”.

“Um homem que sem procurar reconhecimento consegue deixar marcas profundas na vida de todos os que têm o privilégio de o conhecer. É graças a pessoas como o senhor Ângelo Arribas que o património cultural imaterial continua vivo e pode ser transmitido às novas gerações”, escreve o município de Miranda do Douro.

A título póstumo, foram entre as medalhas de mérito a Francisco Gonçalves Cangueiro e Manuel António dos Santos André.

Francisco Cangueiro foi distinguido pelo percurso profissional na arte da cutelaria. Segundo o município, o artesão, natural de Palaçoulo, “dedicou-se ao longo de quatro décadas à talha e à cutelaria artesantal, tornando-se um dos mais destacados embaixadores da Terra de Miranda, em Portugal e no estrangeiro”.

“As suas peças, reconhecidas pelas originalidade, pela qualidade dos materiais e pelo elevado nível artístico chegaram às mãos de colecionadores, caçadores, apreciadores de cutelaria e apreciadores do artesanato tradicional”, indica o município.

Também a título póstumo, Manuel António dos Santos André foi homenageado pelo exemplo de vida nas artes gráficas, onde fundou em Palaçoulo, a empresa Tipalto – Tipografia do Planalto, Lda.

“Foram muitos os desafios, especialmenten nos primeiros anos. (…) Numa região desertifcada e com poucas oportunidades foi preciso acreditar, persisitir e trabalhar arduamente. Graças ao profissionalismo, à qualidade do nosso trabalho e à relação de confiança construída com os clientes, conseguimos crescer e consolidar a empresa”, escreveu Manuel André a 8 de novembro de 2022.

No final de cerimónia, o presidente da Assembleia Municipal, Pedro Velho, interpelou questionado se atualmente os mirandeses estão a agir para continuar a engrandecer os 481 anos da história da cidade de Miranda do Douro.

“A história, por si só, não garante o futuro de ninguém. É apenas uma herança. Há que acrescentar-lhe valor para a tonar ainda mais valiosa para as novas gerações”, afirmou.

Pedro Velho referiu-se à língua mirandesa e à hospitalidade do povo da Tera de Miranda como exemplos de legados que importa preservar e transmitir.

“O mirandês não continua vivo apenas porque está protegido pela lei ou porque é ensinado nas escolas. Coninua vivo porque as pessoas têm gosto em comunicar em língua mirandesa. (…) O presente e futuro de Miranda também se decide no modo como falamos da nossa terra, como recebemos quem nos visita, como acolhemos quem aqui escolhe viver, trabalhar e investir”, disse.

No seu discurso, a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, evocou o cinquentenário das primeiras eleições autárquicas, a 12 de dezembro de 1976, para sublinhar a importância do poder local no desenvolvimento de Miranda do Douro.

“Foi um dos momentos mais importantes da nossa democracia. Naquele tempo, Portugal era um país profundamente desigual, marcado pelo analfabetismo, pobreza e pela necessidade de emigrar”, recordou.

Sobre o papel das mulheres no exercício de cargos políticos, Helena Barril, partilhou a sua preocupação da reduzida participação feminina, ao longo dos anos e por isso mesmo, destacou o feito de ter sido eleita a primeira mulher, a assumir a presidência da Câmara Municipal de Miranda do Douro.

“No dia 26 de setembro de 2021 fui eleita presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro. Mais do que um motivo de orgulho pessoal, foi um sinal de que a democracia continua a evoluir. Recebi essa confiança com humildade e um profundo sentido de missão. (…) ao longo destes anos conheci o melhor das pessoas, a solidariedade, a amizade, o espírito de missão. Mas também conheci a crítica injusta e o preconceito por ser mulher. Mas isto não me desanima, pelo contrário, reforça a convicção de que vale a pena lutar para abrir caminho para os que vierem depois de nós. Porque é assim que se faz a democracia, com perseverança, trabalho, coragem e lucidez”, concluiu Helena Barril.

Miranda do Douro

Em 1545, o rei de Portugal, D. João III solicitou a criação de uma diocese no nordeste do país e escolheu a então vila de Miranda do Douro, para ser a sede do novo bispado.

O Papa, Paulo III, acedeu ao pedido do rei português e foi assim que, por carta régia de 10 de Julho de 1545, o rei D. João III fez simultaneamente de Miranda do Douro sede de diocese e cidade.

HA

Apicultura: Governo altera funcionamento dos locais de extração e processamento de mel

Apicultura: Governo altera funcionamento dos locais de extração e processamento de mel

O Governo alterou as condições de funcionamento dos locais de extração e processamento de mel para consumo humano, determinando, por exemplo, que as unidades de produção precisam de estar registadas na Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

“As unidades de produção primária carecem de registo na Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV)”, lê-se num decreto-lei publicado em Diário da República.

Entre os requisitos necessários para o registo da unidade de produção primária encontra-se agora a localização da mesma, o número de colmeias ou cortiços e a declaração de intenção de fornecimento de pequenas quantidades ao consumidor final.

Caso o requerente seja uma pessoa singular, é preciso apresentar o documento de identificação civil e fiscal, enquanto para as empresas é exigida uma certidão permanente atualizada e a cópia do cartão de identificação de pessoa coletiva, “sempre que não seja possível a consulta por meios eletrónicos”.

O diploma estipula ainda que o mel e os outros produtos apícolas para consumo humano só podem ser comercializados caso sejam provenientes de unidades de produção primária registadas ou de estabelecimentos aprovados.

A rotulagem tem de apresentar o número de registo do apicultor, no caso das unidades de produção primária, ou a marca de identificação, quando o mel é proveniente de estabelecimentos aprovados.

O executivo ressalvou que a execução deste decreto-lei na Madeira e nos Açores cabe às respetivas administrações regionais, “sem prejuízo das competências atribuídas à DGAV”.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Mobilidade: Novo concurso para a estrada Vinhais-Bragança

Mobilidade: Novo concurso para a estrada Vinhais-Bragança

O presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Feranandes, informou que o novo concurso público internacional, para a construção da segunda fase da estrada que liga Vinhais a Bragança deve ser lançado este mês de julho, com uma nova margem financeira.

Luís Fernandes disse que a Infraestruturas de Portugal (IP) comunicou que o novo concurso público será lançado, “se for possível, ainda durante o mês de julho ou em agosto”.

No anterior concurso, lançado por 82,5 milhões de euros, os candidatos fizeram propostas com valores superiores.

Face a este cenário, ainda de acordo com Luís Fernandes, o Governo vai manter o mesmo valor base a concurso, mas com uma margem de mais 10%, para que possam ser aceites propostas até aos 90 milhões de euros.

“Permite, além do preço base, que as propostas que tenham valores superiores em 10% possam ser aceites, tendo em atenção as propostas que foram feitas no concurso anterior, de forma a podê-las enquadrá-las neste novo concurso”, adiantou ainda o presidente da Câmara de Vinhais.

A segunda fase, financiada pelo Governo, consiste na construção de uma variante na localidade de Vila Verde, concelho de Vinhais, distrito de Bragança, com uma extensão de quatro quilómetros, que fará duas ligações à Estrada Nacional (EN) 103. Está ainda prevista a construção de um viaduto sobre Vale de Cabrões e outro sobre Vale do Tuela.

O autarca já se tinha mostrado preocupado com mais um atraso na construção da estrada, que é reclamada “há décadas”, tendo solicitado reuniões ao Governo e à IP, com o intuito de reclamar a abertura célere do novo concurso e com uma verba maior.

“Penso que esta forma que encontraram [de mais 10%] será feita com bases sólidas e garantias e é nisso que eu quero crer, embora claro que enquanto isso não estiver no papel e no terreno não estarei descansado”, afirmou.

A primeira fase da construção da estrada Vinhais-Bragança, que consistiu na melhoria do troço existente e na redução de curvas, já está concluída desde o final de 2025. A obra custou 16,9 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A segunda fase, que tinha a conclusão prevista para 2029, também seria financiada pelo PRR, mas uma vez que não ficou concluída até junho, como era exigido, o Governo comprometeu-se com o financiamento da obra.

Fonte: Lusa | Imagens: IP

Miranda do Douro: Assembleia municipal aprova moção contra megaprojetos de energias renováveis

Miranda do Douro: Assembleia municipal aprova moção contra megaprojetos de energias renováveis

A Assembleia Municipal de Miranda do Douro aprovou, por unanimidade, uma moção contra a instalação de megaprojetos de energias renováveis no planalto mirandês, exigindo ao Governo transparência e rigor técnicos para a salvaguarda dos interesses das populações.

“Numa demonstração clara de união e compromisso com o futuro da região, a Assembleia Municipal de Miranda do Douro, reunida hoje em sessão extraordinária, aprovou por unanimidade uma moção conjunta que exige ao Governo transparência, rigor técnico e a salvaguarda absoluta das populações locais perante o avanço de novos megaprojetos energéticos”, indica a moção apresentada por este consultivo e deliberativo do distrito de Bragança.

O documento, subscrito pelos grupos políticos representados neste órgão municipal, surge numa altura em que o concelho enfrenta a perspetiva de novos investimentos a larga escala, nomeadamente a hibridização das centrais hidroelétricas existentes e as intervenções integradas no Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER).

“Através desta deliberação conjunta, o órgão municipal exige o adiamento imediato do prazo da consulta pública do PSZAER e a suspensão da instalação de quaisquer equipamentos até que o Governo faculte informação pública transparente, completa e atempada”, justifica a moção aprovada.

Os autarcas locais consideram “indispensável o acesso a elementos cartográficos detalhados, dimensões exatas das áreas a ocupar e à calendarização precisa das intervenções planeadas, garantindo assim processos de participação pública verdadeiramente efetivos e esclarecidos”.

A moção defende ainda “que todos os projetos suscetíveis de produzir impactos significativos sejam acompanhados por avaliações ambientais, sociais, económicas, paisagísticas e de saúde pública rigorosas e independentes, que analisem obrigatoriamente os impactos cumulativos decorrentes da concentração crescente de infraestruturas energéticas nesta região”, lê-se na mesma nota.

O texto aprovado exige uma atenção particular na proteção da paisagem, da biodiversidade e dos setores agrícola, pecuário, florestal e cinegético, assegurando que o bem-estar das populações não seja comprometido.

Paralelamente, os proponentes sustentam “que estes investimentos devem traduzir-se em oportunidades concretas de desenvolvimento local e de coesão territorial, integrando medidas de compensação direta como a criação de emprego qualificado, a fixação da sede fiscal das empresas no concelho e a criação de mecanismos permanentes de retorno económico para os municípios e freguesias afetados”.

O documento lembra ainda o papel histórico determinante que o concelho desempenha desde do século XX na segurança energética nacional, através das barragens de Miranda e de Picote, o que já implicou profundas transformações na paisagem e no modo de vida local.

A moção será agora remetida formalmente ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, ao Ministério do Ambiente e Energia, e às restantes entidades competentes e promotores do setor.

A posição da Assembleia Municipal de Miranda do Douro surge na sequência da sessão da apresentação do projeto de hibridização da central hidrelétrica de Picote e parque eólico realizada em 7 de maio, na aldeia raiana de São Martinho de Angueira, neste concelho, pela Engie.

Quanto à potência deste parque eólico, neste momento perspetiva-se que possa ter uma capacidade de aproximadamente 157,5 MegaWatts.

Nesta fase de projeto estão previstos 105 hectares, de área não vedada, onde se inserirão os aerogeradores, valas de cabos e acessos.

Outros dos projetos passa pela hibridização em três centrais elétricas transmontanas através de projetos fotovoltaicos com capacidade de cerca de 354 Megawatts-pico (MWp).

As centrais em causa são Bemposta (Mogadouro), Baixo Sabor (Torre de Moncorvo) e Foz Tua (Carrazeda de Ansiães e Alijó).

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Que tipo de terreno sou?

XV Domingo do Tempo Comum – Ano A

Que tipo de terreno sou?

Is 55, 10-11 / Slm 64 (65), 10abcd. 10e-11.12-13.14 / Rom 8, 18-23 / Mt 13, 1-23 ou Mt 13, 1-9

Hoje e nos dois Domingos seguintes, São Mateus expõe-nos parábolas do Reino que ajudam a compreender a dinâmica que lhe é própria (Mt 13, 1-52). Hoje, temos a parábola do semeador. No refrão do Aleluia, esclarece-se que o semeador é Cristo e que a semente é a palavra de Deus. Obviamente a iniciativa de semear pressupõe a expectativa dos frutos: «assim como a chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra… e feito produzir, … assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito» (Livro de Isaías).

A parábola ensina-nos que Deus é como um semeador que lança sempre sementes abundantes nas nossas vidas. O problema da germinação da semente e do crescimento está sempre do lado do terreno, ou seja, do nosso lado. Por isso, é importante perguntar-se: que tipo de terreno sou?

A semente pode encontrar em nós quatro terrenos diferentes. Pode cair «ao longo do caminho», não entrando sequer na terra; quer dizer que a palavra de Deus não é compreendida e facilmente se some do nosso coração. A semente pode cair «em sítios pedregosos», onde a terra não tem profundidade; quer dizer que a palavra de Deus é acolhida no momento, mas não ganha raiz na pessoa; o acolhimento vem a sucumbir. A semente pode cair «entre espinhos» e estes acabam por a abafar; quer dizer que a palavra de Deus é recebida, mas as preocupações e seduções deste mundo acabam por a sufocar. A semente pode cair «em boa terra»; quer dizer a palavra de Deus é recebida e entendida, vindo a dar frutos.

A parábola exorta-nos a sermos melhor terreno para que a palavra de Deus semeada em nós resulte em mais frutos. É claro que estamos metidos na condição do nosso mundo. Há «os sofrimentos do tempo presente», «as dores da maternidade», «a corrupção que escraviza», enfim o gemer das criaturas («toda a criatura geme»). Rendermos melhor na sequência do que Deus “pôs em nós” não se consegue sem esforço, sem luta. Mas sabemos que é nessa direção que temos de caminhar. Esperamos «a glória que se há de manifestar em nós». Esperamos «a adoção filial». Esperamos que se venha a revelar o quanto somos «filhos de Deus» (Carta aos Romanos). Daí que sejamos também responsabilizados: «o coração deste povo tornou-se duro». A dureza do coração não deixa compreender a dinâmica do Reino. E quanto menos se compreende, menos ainda se virá a compreender: «àquele que tem dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado» (São Mateus).

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP) | Foto: Flickr

Calor: Concelhos do interior norte, centro e Algarve em risco de incêndio

Calor: Concelhos do interior norte, centro e Algarve em risco de incêndio

Cerca de 50 concelhos do interior Norte e Centro e um concelho do distrito de Faro estão em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os concelhos em perigo máximo de incêndio rural pertencem aos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro.

O IPMA colocou ainda em perigo muito elevado e elevado cerca de 140 concelhos dos distritos Viana do Castelo, Porto, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Para hoje, está previsto uma pequena descida da temperatura mínima, em especial no interior, num dia em que apenas está ativo, até ao final da tarde de sábado, o aviso amarelo para os distritos de Bragança e Guarda, por causa da persistência de valores elevados da temperatura máxima.

As temperaturas mínimas vão variar entre os 14º (Évora, Beja e Sines) e os 17º (Braga, Viana do Castelo, Aveiro, Bragança, Lisboa, Évora e Faro) e as máximas entre os 22º (Viana do Castelo e Porto) e os 35º (Bragança, Castelo Branco e Évora).

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

Miranda do Douro: São Bento padroeiro da diocese de Bragança-Miranda

Miranda do Douro: São Bento padroeiro da diocese de Bragança-Miranda

A 11 de julho, a Unidade Pastoral Santa Maria Maior, em Miranda do Douro assinala a Festa de São Bento, padroeiro da Diocese de Bragança-Miranda, num programa que inclui a missa solene na concatedral, seguida da benção da cidade e a inauguração da exposição “São Bento, Memória que gera Esperança”.

Em Miranda do Douro, a celebrações dedicadas a São Bento, padroeiro da diocese, são uma inicaitiva conjunta da Unidade Pastoral Santa Maria Maior e do município.

São Bento

Dia 11 de julho, celebra-se a festa litúrgica de São Bento. Filho de uma família nobre, nasceu em 480, em Núrsia (Itália) e faleceu em 547, na abadia de Monte Cassino.

Fundador do monaquismo na Europa ocidental, lançou as bases de um movimento religioso, dentro do Cristianismo, que seria essencial na consolidação religiosa e cultural da Europa, como um continente cristão. É a esta obra civilizacional iniciada por Bento que se deve atribuir, em grande parte, o facto de, em 1964, ter sido proclamado Padroeiro da Europa, pelo Papa Paulo VI.

Quase 1480 anos depois da sua morte, as comunidades monásticas que vivem segundo a regra de São Bento continuam a levar por diante a sua missão evangelizadora e civilizadora.

Estas comunidades de monges e monjas, continuam a ser lugares de referência, marcados pela vida de oração pessoal e comunitária, pela beleza da liturgia, pelo trabalho e pelo estudo. São lugares que permitem à Igreja respirar, num tempo em que esta corre o risco de sufocar, sob o peso dos escândalos e da irrelevância, e que, como sugere o título de um livro de Dom Samuel Lauras, nos convidam a ser filhos da luz, em tempos de prova.

RMOP

HA



Miranda do Douro: Torneio de Futebol da Terronha inicia-se a 10 de julho

Miranda do Douro: Torneio de Futebol da Terronha inicia-se a 10 de julho

Inicia-se a 10 de julho, o II Torneio de Futebol de 5 da Terronha, uma competição desportiva de verão, que se realiza num bairro de Miranda do Douro e este ano conta com a participação de oito equipas, numa competição que decorre até 25 de julho.

O torneio de futebol é organizado pela comissão de festas do bairro da Terronha, em Miranda do Douro e nesta II edição conta com a participação das seguntes equipas: Caramonicos, Spot Salão, União de Freguesias de Ifanes e Paradela, Junta de Freguesia de Miranda, Junta de Freguesia de Malhadas, Vimibombas e Flaire Group.

“O horário dos jogos começa às 21h00, no renovado complexo desportivo da Terronha, estando previstos dois jogos diários. No primeiro dia do torneio, a 10 de julho, Dia da Cidade, o jogo de abertura foi protagonizado pelas crianças do 5º e 6º anos da Escola Básica e Secundária de Miranda do Douro”, informou Daniel Flaire.

O Torneio de Futebol de 5 da Terronha atribui prémios aos três primeiros classificados, assim como troféus ao melhor guarda-redes e melhor marcador.

O sorteio do calendário dos jogos (ver documento em anexo), realizou-se no serão de quinta-feira, 9 de julho.

HA

Vimioso: Venda de imóvel para financiar a construção do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI)

Vimioso: Venda de imóvel para financiar a construção do
Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI)

O município de Vimioso colocou em hasta pública a alienação de um imóvel urbano, de que é proprietário na cidade de Vila Real, uma venda que se destina a financiar a construção do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), na antiga escola primária de Carção.

O presidente do município de Vimioso, António Santos, explicou que o imóvel situado na avenida Carvalho Araújo, no centro da cidade de Vila Real, foi doado pelos beneméritos, José António dos Santos e Luís David dos Santos, à antiga cantina da Escola Primária de Carção.

“A localidade de Carção acolheu muitas famílias de judeus pobres e as crianças tiveram a oportunidade de estudar, graças à ajuda dos beneméritos, José António dos Santos e Luís David dos Santos. Estes dois irmãos saíram de Carção ainda jovens e mudaram-se para Vila Real. Depois emigraram para o Brasil, onde se dedicaram ao negócio das peles e enriqueceram. Antes do falecimento, José António dos Santos adquiriu no centro da cidade de Vila Real, um imóvel antigo e lindíssimo, que no seu testamento doou à cantina da escola primária de Carção. A renda deste imóvel destinava-se a assegurar a alimentação e o vestuário das crianças pobres na Escola Primária de Carção”, explicou o autarca vimiosense.




Em 1982, por causa de alterações legislativas, os bens das cantinas escolares transitaram para as câmaras municipais, o que levou a que o prédio em Vila Real, passasse para a posse do município de Vimioso.

“Para manter a intenção inicial do benemérito, José António dos Santos, de apoiar as crianças pobres, a Câmara Municipal de Vimioso está atualmente a construir na zona envolvente da escola primária de Carção, seis residências para a autonomização de pessoas portadoras de deficiência. Recentemente, o município lançou também um concurso público para a instalação na antiga escola primária de Carção, do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI). Com estas duas obras sociais, a antiga escola primária de Carção, tal como era intenção dos beneméritos, vai continuar a apoiar crianças e jovens com dificuldades motoras, mentais, económicas e sociais”, justificou o autarca vimiosense.

O futuro Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) é uma nova valéncia na área da deficiência, que se destina a apoiar pessoas dos concelhos de Vimioso, Miranda do Douro e Mogadouro, onde segundo o município vimiosense, há falta deste tipo de equipamentos sociais.

Segundo o município de Vimioso, a construção do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), em Carção, tem um custo de 1.349.152€, sendo que 933.039€ são financiados pelo programa Norte 2030.

“O município de Vimioso tem que contribuir com 416.113€. Face à dificuldade de receita própria, o município é obrigado à alienação do imóvel em Vila Real, em hasta pública. Sabemos que o município de Vila Real está interessado na aquisição do edifício”, justificou o autarca vimiosense.

Em hasta pública, o município de Vimioso informa que a venda do imóvel em Vila Real tem um valor base de 1 milhão e 265 mill euros e o prazo para a entrega das propostas de compra decorre até 31 de julho de 2026.

HA





Mobilidade: Vinhais pede novo concurso público para construção da estrada para Bragança

Mobilidade: Vinhais pede novo concurso público para construção da estrada para Bragança

O presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Fernandes pediu ao Governo que seja aberto rapidamente um novo concurso público, com valores atualizados, para a construção da estrada que liga a Bragança, depois do último concurso não ter recebido propostas válidas.

O autarca de Vinhais adiantou que o concurso público lançado por 82,5 milhões de euros, para a construção da segunda fase do troço rodoviário Vinhais-Bragança não teve propostas válidas, uma vez que as candidaturas apresentaram valores superiores.

“Houve vários valores, aquele que mais se aproximou ultrapassou em cerca de dois milhões de euros o preço base”, disse o autarca.

A segunda fase, financiada pelo Governo, consiste na construção de uma variante na localidade de Vila Verde, concelho de Vinhais, distrito de Bragança, com uma extensão de quatro quilómetros, que fará duas ligações à Estrada Nacional (EN) 103. Está ainda prevista a construção de um viaduto sobre Vale de Cabrões e outro sobre Vale do Tuela.

Segundo Luís Fernandes, para a obra ser adjudicada o Governo terá de fazer uma atualização do valor a concurso.

“Aquilo que quero e pelo qual irei continuar a lutar, tal como até aqui, é que o concurso, tão breve quanto possível, seja lançado por forma a que seja aceite, digamos, pelos empreiteiros”, afirmou.

O autarca já solicitou reuniões “quer ao ministro das Infraestruturas, quer ao ministro da Coesão, quer à própria IP (Infraestruturas de Portugal) para ver quais os próximos passos que irão ser dados”, e também a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, da qual o concelho de Vinhais faz parte, questionará o Governo.

“Claro que me preocupa e muito e que me deixa muito insatisfeito, e claro que [a estrada de ligação] vai atrasar se vai ser lançado novo concurso. Há novos prazos, atrasa e é verdade que esta obra está atrasada há décadas, não é agora há seis meses, ou há um ano. Como sabemos, esta ligação há décadas que anda a ser anunciada, prometida e, portanto, agora terão de ser dados mais passos para ela ser executada”, vincou Luís Fernandes.

A agência Lusa contactou o Ministério das Infraestruturas e aguarda resposta às questões colocadas.

A primeira fase da construção da estrada Vinhais-Bragança, que consistiu na melhoria do troço existente e na redução de curvas, já está concluída desde o final de 2025. A obra custou 16,9 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A segunda fase, que tinha a conclusão prevista para 2029, também seria financiada pelo PRR, mas uma vez que não ficou concluída até junho, como era exigido, o Governo comprometeu-se com o financiamento da obra.

Fonte: Lusa | Fotos: MIH