Sendim: Matadouro do Planalto vai estar concluído em fevereiro de 2027

Sendim: Matadouro do Planalto vai estar concluído em fevereiro de 2027

O novo matadouro do Planalto, que está a ser edificado na vila de Sendim, está na fase da montagem dos pré-fabricados e construção da respetiva Estação de Tratamento de Águas Residuais, seguindo-se depois a instalação da cobertura e o interior do edifício, sendo que as obras devem concluir-se em fevereiro de 2027.

Concluídas as fundações para a edificação do matadouro, atualmente está a realizar-se a montagem dos pré-fabricados do edifício e simultaneamente estão de decorrer os trabalhos da construção da ETAR, para tratamento das águas residuais do matadouro.

Após a montagem dos pré-fabricados, seguir-se-á a instalação da cobertura do edifício, para no final se realizarem os trabalhos no interior do matadouro e a instalação dos equipamentos.

De acordo com o vice-presidente do município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, a construção de uma nova unidade de abate vai criar cinco postos de trabalhos diretos e possibilitar o encerramento do atual matadouro e a consequente despoluição do rio Fresno.

“O matadouro do planalto representa um investimento municipal no valor de 4.557.931,13 euros e vai servir os concelhos de Miranda do Douro e Vimioso, no abate e transformação de carne de bovinos, ovinos e caprinos”, indicou.

Já a antecipar a abertura deste novo equipamento, o autarca mirandês avançou que estão a desenvolver medidas para incentivar os criadores a aumentar o número de animais e assegurar a sustentabilidade energética do edifício.

“Para garantir a sustentabilidade energética do matadouro está prevista a instalação de um centro de produção de energia renovável que forneça eletricidade aos equipamentos e também ao lagar de azeite situado na proximidade ao matadouro”, indicou.

O prazo para a entrega da obra do matadouro do planalto é fevereiro de 2027.

HA

Miranda do Douro: Danças dos Pauliteiros entusiasmam os alunos do AEMD

Miranda do Douro: Danças dos Pauliteiros entusiasmam os alunos do AEMD

As danças dos pauliteiros de Miranda são uma das atividades extracurriculares preferidas dos alunos do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD), que começam a aprender esta dança tradicional logo no 5º ano de escolaridade e os pequenos pauliteiros mostram desde cedo uma surpreendente habilidade e entusiasmo em dançar para o público.

O diretor do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro, professor António Santos informou que a partir do 5º ano de escolaridade, os alunos aprendem as danças dos pauliteiros com uma surpreendente habilidade.

“Os alunos revelam ser muito proficientes e por iniciativa própria durante os intervalos ensaiam as várias danças dos pauliteiros. Nas várias escolas de Miranda do Douro, esta dinâmica ligada à aprendizagem das danças dos pauliteiros já existe há vários anos, pelo que praticamente os alunos já não precisam de um ensaiador”, disse o diretor.

António Santos, acrescentou que, em simultâneo, no AEMD são desenvolvidos projetos de promoção do sucesso escolar, em colaboração com o município de Miranda do Douro, que envolvem a constituição de grupos de pauliteiros, ensaios regulares e atuações.

“Atualmente, na Escola Básica e Secundária de Miranda do Douro existem dois grupos de pauliteiros, um masculino e outro feminino. E o mesmo acontece na Escola Básica ½/3 de Sendim, com a existência de um grupo de Pauliteiros e outro grupo de pauliteiras”, indicou o diretor do AEMD.

O professor de História, Fernando Pereira, é um dos ensaiadores dos jovens pauliteiros e pauliteiras do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD). O docente informou que os ensaios acontecem às terças-feiras, durante a pausa do almoço, entre as 12h00 e as 14h00.

“Com o propósito de renovar as gerações de pauliteiros, incentivamos os alunos e alunas dos 5º e 6º ano, a aprenderem as danças dos pauliteiros. Cada grupo de pauliteiros é formado por oito dançadores, entre os quais os dois guias e dois peões. Dado que as danças ou lhaços são muito harmoniosos se um dançador falha um passo ou a batida do pau isso descoordena todo o grupo, pelo que se exige muita coordenação”, informou.

“Lhaço” é a palavra mirandesa para cada conjunto de melodia, texto e coreografia para as danças dos pauliteiros. Os Lhaços ou danças são acompanhados musicalmente por gaita de foles, bombo e caixa.

Entre os jovens pauliteiros, João Lourenço e Tatiana Flaire, do 6º ano de escolaridade, dançam juntos no mesmo grupo na escola de Miranda do Douro. Questionados sobre o que os motiva a dançar, João Lourenço respondeu que gosta das tradições e pretende contribuir para a continuidade desta dança tradicional da Terra de Miranda. Por sua vez, Tatiana Flaire, respondeu que gosta de dançar e decidiu aprender as danças dos pauliteiros, pois permite-lhe dançar em grupo.

No próximo dia 14 de abril, os jovens pauliteiros e pauliteiras vão dançar em Miranda do Douro, aquendo da visita do Conselho Nacional de Educação, ao Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD).

HA



Vimioso: Pedido Único (PU) com novos apoios aos agricultores

Vimioso: Pedido Único (PU) com novos apoios aos agricultores

Em Vimioso, o Centro de Gestão de Empresas Agrícolas Vimiosense (CGEAV) realizou na manhã desta quarta-feira, dia 25 de fevereiro, uma sessão de esclarecimento sobre a Campanha 2026 do Pedido Único (PU), que teve início a 16 de fevereiro, com as novidades de dois novos apoios extraordinários aos agricultores, às áreas de baldio e aos animais para gestão da carga combustível.

A sessão de esclarecimento sobre o Pedido Único (PU), decorreu no auditório do pavilhão multiusos de Vimioso, onde foram prestadas informações sobre as novas regras do Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IPFAP).

“O Pedido Único (PU) continua a ser um instrumento central de apoio à agricultura e representa um montante anual aproximado de 1,15 mil milhões de euros pagos, a cerca de 187 mil beneficiários”, informa o IFAP.

O Pedido Único (PU) consiste no pedido de pagamento direto das ajudas aos agricultores, que integram os regimes sujeitos ao Sistema Integrado de Gestão e de Controlo (SIGC), previsto na regulamentação comunitária.

As candidaturas para a Campanha 2026 iniciaram-se a 16 de fevereiro e podem ser submetidas até 15 de maio sem penalizações. Após essa data, existe um período adicional até 31 de maio, com penalização de 1% por dia útil.

“A Campanha 2026 assinala o arranque de um novo ciclo, com regras estabilizadas, parcelário atualizado e controlos concluídos, procurando evitar os constrangimentos registados em anos anteriores”, esclarece o IFAP.

Entre as principais novidades na campanha deste ano, destacam-se:

1- A atualização do parcelário com imagens de 2025;

2- A atribuição do Apoio ao Rendimento Base (A.1.1 ARB) a toda a área elegível sem dependência de direitos ao pagamento;

3- A integração de dois novos apoios extraordinários: às áreas de baldio e aos animais para gestão da carga combustível.

Segundo o IFAP, as alterações visam tornar o processo mais simples e garantir maior eficácia na atribuição dos apoios aos agricultores.

A apresentação do PU 2026 pode ser efetuada diretamente pelo Beneficiário, na Área Reservada do Portal do IFAP ou através das Entidades Reconhecidas, numa das Salas de Atendimento existentes para o efeito.

“O agricultor deve verificar previamente se a sua informação de Beneficiário (IB) e da sua Exploração, nomeadamente as suas parcelas (SIP) e os seus animais (SNIRA), se aplicável, está atualizada nas bases de dados do IFAP”, recomendam.

Para mais informações consulte a página do Pedido Único disponível no Portal do IFAP.

Fonte: IFAP | Vídeo; HA

Turismo: Trás-os-Montes mostra-se na Feira Turismo de Lisboa 2026

Turismo: Trás-os-Montes mostra-se na Feira de Turismo de Lisboa 2026

Os nove municípios da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) voltam a marcar presença na Better Tourism Lisbon (BTL), a maior feira de turismo realizada em Portugal, que decorre de 25 de fevereiro a 1 de março, na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa.

Em comunicado, a CIM-TTM informa que leva à feira uma representação conjunta dos nove concelhos que inclui autarquias, associações do setor como a Associação de Municípios do Baixo Sabor ou o Parque Regional Natural do vale do Tua e operadores turísticos do território.

“O objetivo passa por reforçar a notoriedade da região, consolidar parcerias e criar novas oportunidades”, sublinha a entidade intermunicipal.

A presença na Feira de Turismo de Lisboa enquadra-se numa estratégia que aposta na promoção integrada dos recursos naturais, do património cultural, da gastronomia e das experiências autênticas que distinguem o território, reforçando a notoriedade da marca e potenciando novas oportunidades de parceria e negócio.

Com esta participação, a CIM-TTM reafirma o seu papel enquanto estrutura de coordenação e promoção do destino, consolidando uma abordagem colaborativa entre agentes públicos e privados e contribuindo para o desenvolvimento turístico sustentável das Terras de Trás-os-Montes.

A participação das Terras de Trás-os-Montes está integrada no espaço do Turismo Porto e Norte, no Pavilhão 1, na Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações.

A CIM-TTM integra nove concelhos do distrito de Bragança -Bragança, Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.

Fonte: CIM-TTM

Ambiente: Rios Sabor e Maçãs classificados como Zona Especial de Conservação

Ambiente: Rios Sabor e Maçãs classificados como Zona Especial de Conservação

Os rios Sabor e Maçãs, que abrangem os concelhos de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Vimioso, foram classificados como Zona Especial de Conservação (ZEC), segundo publicação em Diário da República.

O decreto-lei publicado tem como objetivo beneficiar a Zona Especial de Conservação Rios Maçãs e Sabor de “um regime jurídico de conservação de habitats, conferindo-lhes uma proteção especial, especificamente direcionado à manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável dos tipos de habitat naturais ou seminaturais e das populações das espécies selvagens com presença significativa nessa zona”.

De acordo com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), os rios Sabor e Maçãs fazem parte da Rede Natura 2000 e abrangem uma área de mais de 33 mil hectares, nos concelhos de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Vimioso.

Estando classificados como Zona Especial de Conservação, obriga à conservação dos habitat e espécies de água doce, ripícolas e higrófilos, mas também rupestres, de prados, matos e matagais mesófilos a xerófilos e ainda bosques mesófilos e xerófilos.

Desta forma, passa a ser proibida a construção de edifícios em solos rústicos, exceto equipamentos de apoio à conservação da natureza, estruturas amovíveis e ainda explorações de depósitos ou massas minerais.

O ICNF ficará ainda responsável por emitir pareceres em casos de obras de ampliação, aberturas novas estradas ou caminhos e a instalação de infraestruturas de aproveitamento de energias renováveis.

O plano de gestão da ZEC Rios Sabor e Maçãs será aprovado por “por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente, do ordenamento do território, da agricultura e florestas”.

Este processo de classificação decorre do incumprimento da República Portuguesa pela falta de designação das 61 zonas especiais de conservação e respetivas medidas de conservação necessárias, em Portugal.

Na região, Romeu também foi classificado como Zona de Especial Conservação, abrangendo os concelhos de Mirandela e Macedo de Cavaleiros, num total de 3.611 hectares.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Miranda do Douro: Município congratula-se com manutenção do valor patrimonial da barragem

Miranda do Douro: Município congratula-se com manutenção do valor patrimonial da barragem

O município de Miranda do Douro congratulou-se com a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Mirandela, que manteve o Valor Patrimonial Tributário de mais de 111 milhões de euros relativos à barragem de Miranda do Douro, um valor patrimonial tributário atribuído pela Autoridade Tributária (AT).

O vereador do município de Miranda do Douro, Vitor Bernardo, disse que apesar de ser uma vitória, “ainda há muito caminho para andar” porque a concessionária da barragem, a Movhera, já recorreu de outra decisão semelhante para o Tribunal Administrativo e Central do Norte (TACN).

“Posso dizer que a Movhera já intentou um recurso para o TAFN do caso da barragem de Picote, também no concelho de Miranda do Douro. Estou convencido que ainda há muito caminho para andar. A minha convicção, plena, é que a concessionária só desistirá do processo quando não tiver a hipótese de mais recursos em tribunal”, indicou o autarca.

Desde janeiro, esta é a terceira decisão semelhante do TAF de Mirandela, em relação à cobrança do IMI das barragens edificadas no rio Douro Internacional, concretamente as barragens de Miranda e Picote, no concelho de Miranda do Douro, e a barragem de Bemposta, no concelho de Mogadouro.

O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Mirandela manteve o valor Patrimonial Tributário de mais de 111 milhões de euros da barragem de Miranda do Douro.

Segundo a sentença datada de 19 de fevereiro, o TAF de Mirandela julgou improcedente a impugnação judicial deduzida pela Movhera contra a avaliação da Autoridade Tributária que atribuiu aquele valor à barragem.

Em outubro de 2024, a Movhera foi notificada do resultado da avaliação ao Aproveitamento Hidroelétrico (AH) de Miranda do Douro para efeitos de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), tendo sido apurado um Valor Patrimonial Tributário (VPT) de 111.851.850 euros.

Não tendo concordado com o teor da avaliação promovida pelo Serviço de Finanças de Mogadouro, a empresa requereu uma segunda avaliação que foi realizada em novembro de 2024 e que manteve aquele valor.

Seguidamente, foi notificada das liquidações de IMI emitidas por referência ao Aproveitamento Hidroelétrico de Miranda do Douro, entre os anos de 2020 e 2023.

A empresa impugnou esta avaliação junto do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Mirandela, alegando que uma barragem não pode ser qualificada como um prédio para efeitos de IMI.

No entanto, o tribunal concluiu que o Aproveitamento Hidroelétrico é um prédio para efeitos de fixação de Valor Patrimonial Tributário e consequente liquidação de IMI.

“Temos o elemento físico que é constituído pelos edifícios e construções incorporados ou assentes com caráter de permanência; tem a suscetibilidade de ter valor económico, independentemente de produzir, ou não qualquer rendimento; e tem o elemento de natureza jurídica que corresponde à sua integração no património da impugnante até 31/12/2042”, lê-se na sentença.

A empresa alegava ainda que os órgãos de segurança e exploração da barragem não podiam ser objeto de inscrição e avaliação para efeitos de IMI. No entanto, o TAF concluiu que estes “estão para a barragem, como as portas, janelas ou telhado estarão para uma casa”.

Contactada pela agência Lusa, a concessionária Movhera reitera que “não comenta publicamente decisões dos tribunais”

A vertente fiscal das barragens começou a ser discutida na sequência da venda pela EDP de seis barragens em Trás-os-Montes (Miranda do Douro, Picote, Bemposta, Baixo Sabor, Feiticeiro e Tua), por 2,2 mil milhões de euros, a um consórcio liderado pela Engie, tendo o negócio ficado concluído no final de 2020.

Fonte: Lusa | Fotos: HA e Flickr

Turismo: Cultura liga o Norte de Portugal a Castela e Leão

Turismo: Cultura liga o Norte de Portugal a Castela e Leão

Com o título “Corredor do Património Cultural Norte de Portugal – Castela e Leão”, foi aprovado o projeto que visa valorizar, proteger e promover o património cultural comum nas duas regiões de Portugal e de Espanha, reforçando o papel da cultura e do turismo sustentável no desenvolvimento económico e social deste território transfronteiriço.

O projeto enquadra-se na área de cooperação Norte de Portugal–Castela e Leão, e tem como prioridade potenciar a cooperação transfronteiriça para enfrentar o desafio demográfico, integrando o objetivo: “Uma Europa mais social e inclusiva”, em linha com o Pilar Europeu dos Direitos Sociais.

“Pretende-se consolidar um corredor cultural transfronteiriço, capaz de estruturar e dinamizar o ecossistema cultural na região Norte de Portugal e na Comunidade Autónoma de Castela e Leão (NORCYL), promovendo uma atuação coordenada e estratégica dos principais agentes culturais e turísticos”, informa a CCDR-N.

Assente nos laços históricos, culturais e patrimoniais que unem o Norte de Portugal e Castela e Leão, o projeto aposta na valorização integrada de recursos como o património romano e românico, o património classificado como Património da Humanidade, o património paisagístico, literário, artístico e simbólico.

O projeto foi aprovado com um financiamento FEDER total de 877.918,87 euros, correspondente a um custo total elegível de 1.170.558,48 euros. O projeto decorre até 31 de dezembro de 2028.

Entre os principais objetivos, a CCDR Norte destaca o reforço da cooperação institucional transfronteiriça; a construção e afirmação de uma identidade cultural partilhada; a promoção do turismo cultural sustentável como motor de desenvolvimento; e a criação de condições mais atrativas para viver, trabalhar e investir no território, contribuindo para enfrentar o desafio demográfico.

A parceria integra várias entidades portuguesas e espanholas, sendo que o principal beneficiário é a Fundación Rei Afonso Henriques.

“Integram ainda o consórcio a Fundación Santa María la Real del Patrimonio Histórico, o Município de Braga, o Turismo do Porto e Norte de Portugal, E.R., a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, a VALSOUSA – Associação de Municípios do Vale do Sousa (Rota do Românico), a Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, a Fundação Côa Parque, bem como diversas entidades e municípios de Castela e Leão”, indicam.

Fonte: CCDR Norte | Foto: Flickr

Ambiente: Frota da Resíduos do Nordeste com viaturas mais ecológicas e eficientes

Ambiente: Frota da Resíduos do Nordeste com viaturas mais ecológicas e eficientes

A empresa intermunicipal Resíduos do Nordeste apresentou uma nova frota, com 25 viaturas mais amigas do ambiente e que permitem a recolha de lixo mais célere e segura, nos concelhos de Bragança, Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro.

De acordo com o presidente da Resíduos do Nordeste e autarca de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, a renovação da frota fazia parte do caderno de encargos e representa um investimento de cerca de 1,3 milhões de euros, que considera “relevante” e que vai permitir prestar “um melhor serviço”.

As viaturas utilizadas para fazer a rota da Terra Fria, ou seja, os concelhos de Bragança, Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro, foram apresentadas a 23 de fevereiro, no Teatro Municipal de Bragança.

O diretor-geral da empresa intermunicipal, Paulo Praça, salientou que a frota foi totalmente renovada, com 25 viaturas, de várias dimensões, incluindo varredoras de rua, elétricas, a gás e a Diesel de “última geração”.

“Era estritamente necessário melhorar a eficiência da frota. Não é uma questão só de ser nova, frota mais eficiente, adequada ao território, com preocupações ecológicas, menos ruído, menos consumos, menos emissões de CO2 (Dióxido de Carbono)”, adiantou Paulo Praça.

As novas viaturas vão permitir ainda fazer um trabalho mais célere e chegar a locais que até agora, com os camiões antigos, não era possível, como por exemplo, na zona histórica de Bragança, junto ao castelo.

Por outro lado, segundo Paulo Praça, dão mais conforto e mais segurança aos trabalhadores. “Com o sistema do duplo gancho (…) [a recolha] torna-se mais segura e mais ágil de fazer, evita intervenção humana e é menos arriscada do que aquilo que se fazia. Esperamos conseguir fazer mais e melhor”, vincou.

Quanto à recolha de resíduos indiferenciados e resíduos seletivos, o diretor-geral revelou, à Lusa, que, em 2025, houve um crescimento nos dois tipos de materiais, embora ainda não tenha números oficiais.

Em causa estará o aumento das atividades económicas e o turismo flutuante. Paulo Praça explicou que têm sido instalados equipamentos de recolha seletiva, nos locais dos eventos, porém, este é um problema que diz ser europeu, uma vez que a Europa ainda não conseguiu quebrar o ciclo de “mais crescimento económico mais produção de resíduos”.

“Faltam medidas, nomeadamente umas medidas que não nos compete a nós, não são da nossa responsabilidade, que são as de prevenção. Veja-se o caso dos resíduos têxteis, o próprio desperdício alimentar (…) existe bastante desperdício na nossa sociedade e isso não é adequado e esperamos que, no futuro, as pessoas e as políticas definam cada vez mais prevenção para a área dos resíduos, que é fundamental”, defendeu.

Ainda assim, espera que “com este reforço de meios de equipamentos e com o papel dos cidadãos, que é determinante”, em 2026, a recolha de resíduos indiferenciados diminua e a recolha de materiais reciclados aumente.

Fonte: Lusa | Imagem: RN

Ambiente: UPorto desenvolve projeto científico para valorizar líquenes

Ambiente: UPorto desenvolve projeto científico para valorizar líquenes

A Universidade do Porto (UPorto) está desenvolver no interior Norte do país, um projeto científico que pretende valorizar os líquenes dos carvalhais, como recurso endógeno para área como a perfumaria, tinturaria e a gastronomia.

A investigadora e coordenadora do projeto “Líquenes à moda do Norte”, Joana Marques, disse que o foco da investigação são os líquenes, fungos aparentados com os cogumelos, que ainda são pouco conhecidos e explorados do ponto de vista de recurso natural e podem ser utilizados em áreas como perfumaria, tinturaria, gastronomia ou reparação de ecossistemas após incêndios florestais.

“Pretendemos estudar para depois utilizar os líquenes como recurso endógeno desta região, onde estes fungos existem em quantidade e não estão a ser utilizados. É importante aprender a utilizá-los, testar a sua utilização e perceber qual a capacidade que este recurso tem igualmente na recuperação dos ecossistemas, após um incêndio florestal”, explicou a investigadora do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (Cibio) da Universidade do Porto.

Joana Marques defendeu ainda que é necessário aprender a utilizar os líquenes e perceber qual é a sua utilização e capacidade de recuperação, após uma colheita, como bio indicador de qualidade ambiental.

A investigadora Joana Marques explicou que os líquenes são “esponjas que absorvem à agua”, contribuem para o equilíbrio do microclima das florestas e são ricos em compostos de azoto, elemento que também enriquece os solos para a utilização agrícola.

A visão para o futuro dos investigadores envolvidos no projeto “Líquenes à moda do Norte” é que possam ter valor económico, que as comunidades locais saibam distinguir as espécies que têm valor e possam tirar algum aproveitamento.

Este projeto junta vários parceiros como a Associação BIOPOLIS, Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), ALDEIA e VERDE – Associação para a Conservação Integrada da Natureza, o Centro Ciência Viva de Bragança, entre outros

O projeto tem a duração de três anos, sendo financiado em 200 mil euros pela fundação “La Caixa”, que representa 75% do montante total da iniciativa.

Fonte: Lusa | Foto: LMN

Vimioso: Comandante dos Bombeiros Voluntários apresentou a demissão do cargo

Vimioso: Comandante dos Bombeiros Voluntários apresentou a demissão do cargo

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Vimioso (BVV), Luís Videira apresentou a sua demissão por alegadas divergências com a direção da associação humanitária, informou o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes.

Segundo João Noel Afonso, na origem da demissão poderão estar alegadas divergências entre a estrutura de comando da responsabilidade de Luís Videira, o comandante demissionário e a direção desta corporação.

“Ainda não recebemos a demissão do comandante Luís Videira de forma oficial, mas a informação chegou de forma verbal”, vincou o responsável.

Agora, o Corpo de Bombeiros de Vimioso passa a ser comandado pelo elemento mais graduado das suas fileiras.

Luís Videira tomou posse como comandante dos Bombeiro Voluntários de Vimioso, em 17 de julho de 2025 após a demissão da anterior estrutura de comando, no início de novembro de 2024.

Luís Videira pertence aos quadros da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), onde desempenha funções de operador de comunicações no Comando Sub-regional das Terras de Trás-os-Montes.

Luís Videira, de 41 anos, acumulava o cargo de comandante dos voluntários de Vimioso com as suas funções na ANEPC.

O comandante dos voluntários de Vimioso começou a sua carreira nos bombeiros de Pinhel, no distrito da Guarda, tendo atingido o posto de subchefe.

Desde o início de novembro de 2024 que havia um vazio de comando no Bombeiros Voluntários de Vimioso, na sequência também da demissão do anterior comandante, António Sutil, que, na ocasião, informou que a sua decisão “era irreversível”, tendo então passado ao quadro de honra.

A corporação de bombeiros de Vimioso tem no seu quadro ativo cerca de 60 operacionais e 30 veículos, que asseguram o socorro à população, combate a incêndios urbanos e florestais e o transporte de doentes para várias unidades hospitalares da região Norte e Centro.

Fonte: Lusa