Miranda do Douro: Iluminação da Muralha do Castelo melhorada
A iluminação da Muralha do Castelo de Miranda do Douro foi alvo de melhoramentos, com a substituição e o reposionamento dos focos de luz, uma intervenção que segundo o município valoriza um dos mais importantes símbolos históricos e patrimoniais da cidade de Miranda do Douro.
A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, justificou a intervenção com a necessidade de melhorar a iluminação e o posicionamento dos focos de luz, ao longo do perímetro da muralha do castelo de Miranda do Douro.
“Após aconselhamento técnico verificou-se que havia a necessidade de melhorar a instalação e o posicionamento dos focos de luz ao longo da muralha. Com o passar dos anos, também ocorreram falhas da iluminação que obscureceram este importante monumento da cidade de Miranda do Douro. Por isso, o atual executivo levou a cabo esta obra de iluminação das muralhas da cidade, que vem assim realçar no período noturno, a história e a beleza de um monumento que rodeia a zona antiga da cidade”, justificou Helena Barril.
O município de Miranda do Douro indica que a instalação da nova iluminação ao longo da muralha do castelo, teve um custo de 96.753,00 euros.
“A conclusão desta obra coincide com o Dia da Cidade, que assinalamos a 10 de julho, data da elevação de Miranda do Douro a cidade, em 1545”, salientou a autarca mirandesa.
O Castelo de Miranda do Douro é um Imóvel de Interesse Público, tendo sido edificado no reinado de D. Dinis (1261-1325). As muralhas do castelo envolvem a zona antiga da cidade, que tem um traçado octogonal, tendo como praça central o Largo de D. João III. No canto sul. situa-se a antiga Sé de Miranda e as ruínas do Paço Episcopal. No lado oposto a cerca de 682 m de altitude localiza-se a Torre de Menagem, com uma das fachadas destruída.
Barrocal do Douro: Corridas de carrinhos de rolamentos com 40 pilotos
No fim-de-semana de 4 e 5 de julho, a aldeia do Barrocal do Douro, no concelho de Miranda do Douro, foi a pista da XIII Corrida de Carrinhos de Rolamentos e Trikes, uma prova do campeonato nacional, na qual participaram 40 pilotos vindos de norte a sul de Portugal.
O organizador do Campeonato Nacional de Carrinhos de Rolamentos, Luís Dias, indicou que participaram na XIII Corrida, no Barrocal do Douro, 40 pilotos, nas categorias de Classe A, Tradicional, Alterados, Triciclos e Ladies.
“Os pilotos vieram de várias localidades de norte a sul de Portugal, desde Lisboa, Alenquer, Leiria, Marinha Grande, Coimbra, Cantanhede Carregado, Porto, Amarante e Braga“, indicou a organização.
Para além do Barrocal do Douro, o calendário do Campeonato Nacional de Carrinhos de Rolamentos inclui outras 21 provas em várias regiões de Portugal, qu decorrem de fevereiro até dezembro (com interrupção no mês de agosto).
Na corrida no Barrocal do Douro, um dos participantes foi o piloto vimiosense, Vitor Martins, que participou pelo segundo ano consecutivo nesta competição.
“Este ano, decidi participar na competição na modalidade de triciclo, que construí com ferro, madeira e borracha. Mais importante do que qualquer prémio, participo por gosto e para apoiar a continuidade deste evento original na região. Outra motivação é o convívio e a amizade que se estabelece com os outros pilotos que vêm de todo o país”, disse.
No final da prova, o presidente da freguesia de Picote, Jorge Lourenço, afirmou que a intenção da autarquia é manter esta competição, dadas as condições existentes no Barrocal do Douro para a prática das corridas de carrinhos de rolamentos.
“De acordo com os pilotos, a estrada de 2,6 quilómetros desde o Barrocal do Douro até à barragem de Picote é uma pista propícia para as corridas de carrinhos de rolamentos e trikes, com uma descida longa e sucessivas curvas, razão pela qual pretendemos manter esta prova que faz parte do calendário do campeonato de Portugal”, indicou o autarca picotês.
Na competição deste ano, a distância do circuito foi aumentada já que após a autorização do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), os pilotos tiveram a oportunidade de chegar ao final da estrada, junto ao portão da barragem de Picote.
Outra alteração na Corrida de Carrinhos de Rolamentos e Trikes, no Barrocal do Douro, foi a realização da prova no mês julho, o que obrigou os pilotos e o público a suportar um intenso calor. Perante esta adversidade, no próximo ano, a freguesia de Picote e a organização do Campeonato de Portugal vão procurar realizar a prova noutra data, com temperaturas mais amenas.
No Barrocal do Douro, a XII Corrida de Caririnhos de Rolamentos e Trikes contou com o apoio logístico do município de Miranda do Douro, que cedeu o Centro de Acolhimento Juvenil para a estadia dos pilotos no fim-de-senana de 4 e 5 de julho.
O vice-presidente do município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, felicitou a organização deste evento lúdico e desportivo, que contribui para a promoção turística da freguesia de Picote e do concelho.
“Gostaria que no próximo ano, mais aficionados dos carrinhos de rolamentos participassem nesta corrida aqui no Barrocal do Douro. Convido, por exemplo, os habitantes da Póvoa, outra aldeia do concelho de Miranda do Douro, onde também há a tradição das corridas de carrinhos de rolamentos. No âmbito turístico é importante acolher bem quem nos visita, como são os pilotos e as suas famílias, durante o fim-de-semana da prova. Por isso, o município de Miranda do Douro pretende tornar o Centro de Acolhimentos Juvenil do Barrocal do Douro um espaço ainda mais aprazível com a substituição da caixilharia e a instalação de climatização”, disse o autarca mirandês.
Tó: Antiga Escola Primária é alojamento local para o turismo
A requalificação da antiga escola primária, na aldeia de Tó, foi inaugurada a 6 de julho, no âmbito da visita do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, um edifício que se transformou em dois apartamentos de alojamento local, com a finalidade de promover o turismo nesta aldeia do concelho de Mogadouro.
Segundo o município de Mogadouro, o edifício da antiga escola priméria de Tó, está agora preparado para acolher turístas, criando novas oportunidades de dinamização económica e social na aldeia.
O projeto denominado “Refuncionalização das ex Escolas Primárias do concelho”, está a ser desenvolvido pelo município de Mogadouro, envolve um investimento de 1 milhão e 178 mil euros, sendo que 603 mil euros são financiados pela União Europeia (UE).
A inauguração desta obra coincidou com a apresnetação do projeto-piloto Multibanco + Perto, uma iniciativa que visa garantir o acesso a serviços bancários às populações que vivem em localidades sem qualquer ponto de atendimento.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro de Almeida, apresentou na freguesia de Tó, no concelho de Mogadouro, o projeto-piloto Multibanco + Perto, uma iniciativa que visa garantir o acesso a serviços bancários às populações que vivem em localidades sem qualquer ponto de atendimento.
O Multibanco + Perto consiste na disponibilização de Terminais de Pagamento Automático Digitais (SmartPOS), que permitem a realização de 90% das operações disponíveis nos Caixas Multibanco, nomeadamente a disponibilização de numerário, pagamento de serviços, carregamento de telemóveis e consultas de saldo e movimentos.
Segundo o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em Portugal há mais de mil freguesias sem serviços bancários e o grande objetivo deste projeto-piloto é ultrapassar este problema e levar o serviço Multibanco a todas as freguesias.
“Há as tradicionais caixas de Multibanco que são mais complexas, mais caras e mais exigentes e há estes serviços que é uma adaptação que têm tudo, com a exceção de emitir o dinheiro, que vai ficar nas mãos [cofres] das juntas de freguesia para o poder dar. Nesta fase inicial foram instalados 30 terminais”, explicou o governante em Tó, no concelho de Mogadouro, distrito de Bragança.
De acordo com Castro Almeida, “este projeto leva às populações do interior um serviço que lhes estava distante, o que fortalece a coesão social e territorial”.
“Este projeto-piloto prevê expandir a cobertura dos serviços para que a generalidade da população portuguesa consiga aceder aos serviços Multibanco, ou seja, que venha a abranger mais cerca de 700 mil pessoas do que as que atualmente têm esse acesso”, vincou.
As próximas disponibilizações do MULTIBANCO + Perto estão agendadas para esta semana nas freguesias de Espírito Santo, Santana de Cambas e São Miguel do Pinheiro, São Pedro de Solis e São Sebastião dos Carros, em Mértola, no distrito de Beja, e também a breve prazo será na Coriscada, no concelho da Mêda, distrito da Guarda.
O governante acrescentou ainda que o teste foi feito na aldeia de Tó, que tem menos de 200 habitantes e que foi bem recebida pela junta de freguesia.
“Isto só funciona no horário da junta de freguesia, se calhar vamos ter de pensar em alargar a hora de funcionamento para as que pessoas tenham acesso a este serviço durante mais horas”, vincou o ministro.
A iniciativa surge da colaboração entre o Ministério da Economia e da Coesão Territorial, o Banco de Portugal (BdP), a SIBS e a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).
Segundo a tutela, a motivação para o lançamento deste serviço surge do relatório do BdP “Avaliação da Cobertura da Rede de Caixas Automáticos e Balcões de Instituições de Crédito” de 2022, que identificou 1.276 freguesias (41% do total do país) que não têm serviços bancários a menos de 5, 10 ou 15 quilómetros.
“Afeta cerca de 740 mil pessoas [aproximadamente 7% da população]. Esta privação penaliza o comércio local e obriga os residentes nestas localidades a deslocações de vários quilómetros para realizar operações financeiras básicas”, indicou o Ministério da Economia.
Já a escolha de Bragança para o lançamento iniciativa surge da identificação como o distrito mais afetado pela falta de serviços bancários.
“Das suas 236 freguesias, apenas 25 dispõem de serviços bancários e de pagamento nas proximidades. A solução dos Terminais de Pagamento Automáticos Digitais (os SmartPOS) permite fazer 90% das operações disponibilizadas nos Caixas Multibanco, e que adicionalmente oferecem maior mobilidade, permitindo inclusivamente ir ao encontro de pessoas que estão limitadas e que, por isso, não se conseguem deslocar com facilidade”, indicou.
No entanto, existem freguesias cuja solução poderá passar pela disponibilização de um Caixa Automático à população, o que resultará da avaliação feita a partir do projeto-piloto agora implementado.
Fonte: Lusa | Imagem: Ministério da Economia e da Coesão Territorial / Cátia Fernandes Pina
Calor: Governo prolonga situação de alerta até 9 de julho
O Governo decretou a prorrogação da situação de alerta até quinta-feira, dia 9 de julho, em dez distritos de Portugal Continental, informou o Ministério da Administração Interna (MAI).
A decisão abrange os distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Beja, Santarém, Portalegre, Évora e Faro e justifica-se com “a manutenção da onda de calor” e com “previsões meteorológicas ainda de grande adversidade para os próximos dias nos distritos do interior do país”, lê-se.
A hipótese de as temperaturas máximas superarem 35 graus Celsius, a humidade relativa do ar inferior a 20%, em especial no Algarve, no interior e no vale do Tejo, a possibilidade de trovoada seca e as eventuais rajadas de vento superiores a 40 quilómetros por hora incluem-se entre as explicações do Governo para prolongar uma situação que vigora desde sexta-feira.
A declaração implica, simultaneamente, a proibição de “acesso, circulação e permanência” no interior de certos espaços e caminhos florestais, bem como da realização de queimadas e queimas, incluindo as autorizadas, e de trabalho em espaços florestais com maquinaria (exceto para combate de incêndios) e nos restantes espaços rurais “com recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal”.
De fora das restrições ficam os trabalhos associados à alimentação de animais e cultivo dos campos, desde que decorram em zonas de regadio ou sem florestas, sejam essenciais e inadiáveis, e não haja o risco de ignição; a “extração de cortiça por métodos manuais e a extração (cresta) de mel”, sem material incandescente; e os trabalhos de construção civil inadiáveis, com mitigação do risco de incêndio.
É também permitida realização, entre o pôr do sol e as 11:00, de “trabalhos de colheita de culturas agrícolas com a utilização de máquinas, nomeadamente ceifeiras debulhadoras”, e de “operações de exploração florestal de corte, rechega e transporte”, “desde que sejam adotadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural e comunicada a sua realização ao Serviço Municipal de Proteção Civil territorialmente competente”.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admitira, no sábado, que era provável a situação de alerta manter-se na semana em curso, face ao calor esperado.
Uva: Festa dos Pombais promove o turismo, produtos e o artesanato
A 4 de julho, centenas de pessoas visitaram a aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, para participar na Festa dos Pombais, um evento que tem como finalidade destacar a importância dos pombais tradicionais nesta localidade e simultaneamente promover o turismo, os produtos locais e o artesanato.
O evento é organizado pela Palombar e segundo Miguel Nóvoa, a Festa dos Pombais surgiu na sequência da recuperação dos 42 antigos pombais, existentes nesta localidade do concelho de Vimioso.
“Uva é a localidade onde existem mais pombais e é nesta aldeia que a organização Palombar tem a sua sede. A Festa dos Pombais visa celebrar a riqueza arquitetónica e cultural nesta aldeia e simultaneamente dar a conhecer os projetos que a Palombar está a desenvolver, como é atualmente o projeto de preservação da águia-caçadeira, que faz o ninho nas searas”, justificou o dirigente associativo.
Na IV edição, a programação da Festa dos Pombais incluiu teatro, sons experimentais, serigrafia, plantas aromáticas, lobos, performances inspiradas na palavra escrita, património edificado, recolha musical, ecos da paisagem e do mundo natural.
De visita à Festa dos Pombais, o presidente do município de Vimioso, António Santos, enalteceu a socialização que estes certames proporcionam nas várias localidades do concelho de Vimioso e a oportunidade em promover e comercializar os produtos locais.
“Sou um apreciador dos produtos endógenos do concelho de Vimioso como são o azeite, o mel, o vinho, os queijos, os licores, as compotas e o artesanato. Na Festa dos Pombais, em Uva, felicito a organização pelo destaque que dá aos pombais tradicionais, o que mostra que a arquitetura também é uma atração cultural e turística”, destacou António Santos.
Na gastronomia, o autarca vimiosense recordou que antigamente os pombos jovens, os chamados “borrachos”, que se criavam nos pombais eram uma iguaria e fonte de alimento para as populações.
“Na Festa dos Pombais propunha a recuperação desta antiga tradição gastronómica da confeção dos borrachos, com receitas como o arroz de borracho ou o borracho estufado”, propôs o autarca vimiosense.
Fátima Antão, representante de Uva, na União de Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva, salientou que a Festa dos Pombais traz uma maior afluência de pessoas à aldeia, onde vivem atualmente cerca de meia centena de pessoas.
“Para nós, que vivemos em Uva ao longo do ano, a Festa dos Pombais é uma oportunidade de encontro e de convívio com quem nos visita. Simultaneamente, a população local tem a oportunidade de assistir a atividades culturais como o teatro, a música e outras artes”, disse a autarca de Uva.
Na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, a Festa dos Pambais é um evento anual coorganizado pela Palombar, a freguesia local e o município de Vimioso.
Comunicações: Expansão da rede de fibra ótica em zonas de baixa densidade populacional
Foram assinados em Carrazeda de Ansiães, os contratos para a expansão da rede de fibra ótica em territórios de baixa densidade populacional, um acordo estabelecido entre as cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e a operadora de telecomunicações DSTelecom.
Em comunicado conjunto, os ministérios da Economia e da Coesão Territorial e das Infraestruturas e Habitação apontam que a assinatura destes contratos “possibilitará a cobertura de todo o território nacional da rede de fibra ótica, em particular nos territórios de baixa densidade”.
Em causa estão os contratos para a instalação, gestão, exploração e manutenção das redes de comunicações eletrónicas de capacidade muito elevada, lançados em concurso público no final de 2023.
Os contratos foram assinados entre as cinco CCDR, sendo a do Norte a entidade gestora do projeto, e a DSTelecom, empresa de telecomunicações que ganhou o concurso público internacional para a instalação destas redes.
Os dois ministérios explicam que a instalação destas redes “visa permitir que todos os edifícios residenciais e não residenciais, designadamente os destinados à indústria, ao comércio, e às atividades agrícolas, passem a ter acesso à rede de internet mais rápida”.
A assinatura destes acordos decorreu em Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, e contou com os presidentes das cinco CCDR, dos ministros da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado.
Citado no documento, Castro Almeida considerou que este é um reforço de “uma ideia de país”.
“O desenvolvimento nacional nunca será pleno enquanto houver territórios que fiquem à margem das grandes transformações económicas, tecnológicas e sociais do seu tempo”, afirmou o ministro, que considerou ser “muito injusto ver tantas zonas do país sem acesso a rede de telemóvel ou de internet”.
Já Miguel Pinto Luz considerou que a assinatura dos acordos garante ”boas comunicações e serviços digitais, torna viável viver e trabalhar fora das áreas metropolitanas, promovendo teletrabalho e novos modelos híbridos; fixação de jovens e quadros qualificados e a sustentabilidade demográfica dos territórios do interior”.
O concurso foi lançado no final de 2023, pelo anterior executivo socialista, tendo Castro Almeida explicado ao parlamento, já em outubro do ano passado, que a assinatura dos acordos estava suspensa após uma ação de um concorrente.
Agora, fonte do Ministério confirmou que a assinatura prosseguiu, mesmo com o processo em tribunal.
Os contratos são assinados ao abrigo da Estratégia Nacional para a Conectividade em Redes de Comunicações Eletrónicas de Capacidade Muito Elevada 2023-2030, com o objetivo de garantir o acesso de toda a população a uma rede gigabit até 2030.
Os ministérios explicam que este projeto prevê uma comparticipação pública de 30 milhões de euros, repartidos pelo FEDER (Portugal 2030) e despesa pública nacional provenientes do leilão 5G.
No anúncio do concurso público internacional em 12 de dezembro de 2023, o Governo de então tinha adiantado que o projeto de cobertura das zonas brancas abrangia mais de 400 mil casas, em diversas regiões do interior.
Ambiente: GNR já deteve mais de 130 pessoas por crime de incêndio
A Guarda Nacional Republicana (GNR) já deteve este ano 134 pessoas pelo crime de incêndio, anunciou a corporação, que reforçou o patrulhamento em todo o país, face ao agravamento do perigo de incêndio rural, mantendo o dispositivo em prontidão.
Em comunicado, a GNR refere que a maioria das detenções está associada a comportamentos desadequados no uso do fogo, nomeadamente o uso negligente.
Durante esta semana, o dispositivo da GNR vai focar-se no cumprimento das medidas de proteção e segurança em todo o território, numa semana em que quase todo o território vai estar em risco máximo, muito elevado ou elevado de incêndio.
A GNR recorda que, nestas condições, é proibido fumar, fazer lume ou fogueiras nos espaços florestais e agrícolas, realizar queimas ou queimadas de sobrantes, lançar foguetes e balões de mecha acesa, fumigar desinfestar apiários, exceto se os fumigadores possuírem dispositivos de retenção de faúlhas, e circular com tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor e tapa-chamas nos tubos de escape.
Desde o início do ano, a GNR já realizou 4.680 ações de sensibilização junto das populações e efetuou 8.549 sinalizações, prestando o aconselhamento necessário aos proprietários para mitigar riscos antes da chegada dos meses mais críticos de incêndios.
A atuação do dispositivo visa agora acompanhar o cumprimento das normas de segurança no terreno, reduzindo o risco de ignições rurais e garantindo uma “resposta robusta” na prevenção, vigilância e deteção precoce de incêndios rurais e protegendo as populações e o património florestal nacional.
Apesar da total prontidão e capacidade de vigilância do dispositivo, a GNR alerta que o sucesso da prevenção depende do comportamento responsável de cada cidadão e do respeito pelas medidas de proteção em vigor.
Para o esclarecimento de dúvidas ou para a denúncia de infrações rurais e ambientais, a GNR recorda que os cidadãos têm à disposição a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520).
Mais de uma centena de concelhos do interior norte e centro estão hoje em perigo máximo de incêndio, bem como 10 concelhos dos distritos de Évora, Beja e Faro, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O IPMA colocou ainda em risco muito elevado e elevado todo o restante território de Portugal continental, à exceção de 19 concelhos do litoral dos distritos de Leira, Lisboa, Coimbra, Aveiro e Porto, numa altura em que Portugal continental enfrenta uma onda de calor.
Por causa do tempo quente, o IPMA sinalizou os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre sob aviso vermelho (o mais elevado) até às 23:00 de 6 de julho, passando depois a laranja até às 09:00 de quarta-feira, dia 8 de julho.
O Papa Leão XIV rezou pelas vítimas dos sismos de 24 de junho, na Venezuela, país que celebrou a 5 de julho, o Dia da Independência.
“Recordo sempre nas minhas orações as vítimas do terramoto e todo o povo venezuelano: que o Senhor o sustente neste momento tão difícil”, disse Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus.
O número de cidadãos portugueses que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela subiu para 93, havendo 80 que tinham também a nacionalidade venezuelana, segundo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.
O país vive hoje um dia de luto nacional, “pelas vítimas dos terramotos que ocorreram na Venezuela e, em particular, pelos cidadãos portugueses e lusodescendentes que perderam a vida e por todos aqueles que sofreram os efeitos desta tragédia”, referiu o primeiro-ministro Luís Montenegro, ao anunciar a decisão do Governo.
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 2645 mortos e mais de 12 500 feridos, segundo o mais recente balanço oficial; milhares de pessoas estão ainda desaparecidas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
As duas dioceses portuguesas com maior presença de emigrantes na Venezuela, Aveiro e Funchal, convocaram para hoje uma recolha de fundos para ajudar as vítimas da tragédia.
“As imagens e as notícias que nos chegam da Venezuela destroçam-nos o coração. Não bastava já um país prostrado económica e politicamente, como, agora, um país destruído por tremores de terra devastadores”, lamentou D. Nuno Brás, bispo do Funchal.
Já o bispo de Aveiro evocou a “dívida da gratidão” das populações locais para com a Venezuela.
“Nas últimas décadas do século passado, os irmãos venezuelanos ajudaram-nos na construção de várias Igrejas paroquias e de centros sociais paroquiais. Agora é a nossa vez de partilharmos e sermos generosos perante a catástrofe que os meios de comunicação social nos apresentam”, indica D. António Moiteiro.
Dois aspetos saltam à vista no texto de São Mateus. O primeiro é a intimidade: Deus revela-se com facilidade aos que são humildes e, a partir dessa humildade, vivem a relação filial com Ele (vv. 25-27). O segundo é a tranquilização: Jesus é nosso mestre e faz-nos uma proposta que não é pesada mas leve (vv. 28-30).
Em primeiro lugar, Jesus alude à vida íntima de Deus: à relação que o une ao Pai. É uma vida que nem todos conhecem. Conhece-a o Filho e, por isso, aqueles a quem o Filho a revelar. Conhecem-na os «pequeninos», os discípulos de Jesus, aqueles que têm espaço dentro de si para acolher o que o Senhor lhes apresenta. Todo o coração quererá ser saciado. Todo o ser humano gostará de ser grande. Jesus aponta o caminho para isso: «Eu te bendigo, ó Pai, …porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos». «Eu te bendigo, ó Pai»: eis a intimidade com Deus. «Estas verdades»: refere- -se aos mistérios do Reino. «Sábios e inteligentes»: refere-se aos fariseus e doutores da Lei, aos que julgam não ter mais nada a aprender porque já sabem tudo. «Porque… as revelaste aos pequeninos»: vê-se que é bom assumir a própria pequenez, reconhecendo o nosso não-saber que só a partir de Deus conseguirá resposta.
Em segundo lugar, Jesus compara o seu jugo ao jugo da Lei. Contrapõe o jugo do Senhor ao jugo duma Lei que foi encarada de forma rígida e viu ainda novos aspetos serem-lhe acrescentados. Contrapõe, assim, o peso do que Ele próprio nos pede ao peso daquilo que, à margem d’Ele, tantas vezes nos é proposto. Daí que use uma série de vocabulário sugestivo do que poderá ser a nossa relação com ele. «Vinde a mim», «Eu vos aliviarei». «Aprendei de mim», «encontrareis descanso». «O meu jugo é suave», «a minha carga é leve».
É este contraponto que se vê também na Profecia de Zacarias. Virá o «justo e salvador», «humildemente montado num jumentinho». A partir desta posição simples, «destruirá» os meios da guerra e «anunciará a paz às nações». Ver-se-á a extensão do «seu domínio». Haja, pois, «alegria» e «júbilo». O mesmo contraponto se vê em São Paulo aos Romanos: «vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito»; pressupondo «que o Espírito de Deus habita em vós». Viver segundo a carne provoca danos na vida: «morrereis». Viver pelo Espírito (pelo Espírito de Cristo) proporciona uma vida melhor: «vivereis».
O padre João Batista Felqueiras faleceu, em Dili, Timor-Leste, aos 105 anos de idade. O sacerdote jesuíta foi o primeiro diretor nacional do Apostolado da Oração naquele país, lidando com questões muito difíceis, sobretudo nos tempos da ocupação indonésia. Foi sempre uma testemunha do amor do Coração de Jesus entre os timorenses. Agradecemos ao Senhor o dom da sua longa vida e missão e rezamos pelo eterno descanso da sua alma.
Fonte e foto: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)