Malhadas: Passeio pedestre até à festa de São João das Arribas

Malhadas: Passeio pedestre até à festa de São João das Arribas

No Domingo, dia 10 de maio, realiza-se o tradicional passeio pedestre desde Malhadas até à ermida de São João das Arribas, em Aldeia Nova, uma caminhada de cerca de 13 quilómetros, que tem como metas incentivar a atividade física na natureza, promover o convívio e participar na festividade religiosa e popular.

A caminhada é organizada pela Associação Cultural e Recreativa de Malhadas “Todas”, tem início às 8h00 da manhã de Domingo, junto à taberna Ogrimmar e aos caminhantes recomenda-se o uso de calçado e roupa confortável.

O passeio pedestre tem uma distância aproximada de 13 quilómetros e na chegada ao miradouro de São João das Arribas, os caminhantes têm direito a um almoço convívio. O miradouro de São João das Arribas, em Aldeia Nova, está inserido no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

Outro dos locais de interesse em Aldeia Nova é o Castro Romano, um povoado fortificado da Idade do Ferro. Segundo os arqueólogos, este castro terá sido utilizado durante a época dos romanos como local de passagem, pois aí foram descobertas várias lápides. O Castro está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

No âmbito religioso, os participantes no passeio pedestre têm a oportunidade de participar na missa campal, na ermida de São João das Arribas, às 13h00.

Na localidade de Aldeia Nova, a festa em honra de São João das Arribas decorre no fim-de-semana de 9 e 10 de maio. Esta festividade religiosa e popular tem como destaques as procissões para a ermida de São João das Arribas, a missa campal e os arraiais musicais.

HA

Cultura: Existência de equipamentos culturais não basta para garantir acesso à Cultura – estudo

Cultura: Existência de equipamentos culturais não basta para garantir acesso à Cultura – estudo

Em Portugal, a existência de equipamentos culturais num determinado território, não é garantia de acesso da sua população à cultura, de acordo com o estudo “Linhas Invisíveis”, que consiste numa análise das desigualdades no acesso à cultura.

“A grande mensagem que importa reter é que o acesso à cultura não depende apenas da presença de equipamentos e, portanto, da oferta disponível”, afirmou o professor e investigador Pedro Borrego, um dos coordenadores do estudo “Linhas Invisíveis: uma análise das desigualdades no acesso à Cultura em Portugal”.

O estudo concentrou-se sobretudo em quatro zonas – Terras de Trás-os-Montes, Alentejo Central, Algarve e Grande Lisboa – onde foi feita a recolha de dados qualitativos no terreno, através de entrevistas com, por exemplo, diretores de museus e representantes das políticas culturais nos municípios.

Além disso, foi feita uma análise de estatísticas e dados quantitativos, “de múltiplos indicadores sociodemográficos, de indicadores da área do setor cultural”, e também uma análise geoespacial, “para estudar a cobertura da oferta cultural e também a acessibilidade”

Pedro Borrego reconhece que, embora existam desigualdades no acesso à Cultura em Portugal, “tem havido um esforço continuado” para mitigá-las, “através de investimento público e de uma política de construção de redes culturais nacionais, que desde a década de 1980 tem expandido o número de equipamentos e a sua distribuição pelo território”.

O investigador refere-se à Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, à Rede Nacional de Arquivos de Portugal, à Rede Portuguesa de Museus, à Rede de Teatros e Cine-Teatros Portugueses e à Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

Embora se registe um aumento de oferta cultural, de eventos e de equipamentos e “apesar do investimento contínuo e da distribuição pelo território”, mantém-se “uma forte concentração em áreas urbanas, como a Grande Lisboa e a Área Metropolitana do Porto, e uma divisão entre litoral e interior, onde a concentração é menor”.

“Sabemos que há territórios que estão mais envelhecidos ou sofrem de algum isolamento geográfico, como é o caso de Terras de Trás-os-Montes, por exemplo, e há alguns territórios onde, mesmo tendo oferta, a capacidade institucional para operar é mais débil, digamos assim”, afirmou.

A isso junta-se “a questão dos públicos”, devido a flutuações demográficas causadas pela desertificação, o envelhecimento da população ou “alguma ocupação sazonal”, em territórios como o Algarve, algo que “dificulta a criação de dinâmicas culturais que sejam continuadas”.

O estudo demonstra que, além dos equipamentos existentes nos territórios, o acesso à cultura depende também de outros fatores, como “a mobilidade, a capacidade institucional, as redes de parcerias ou os recursos humanos – que estejam fixos no território e que permitam trabalhar nos equipamentos para dar resposta à procura”.

Pedro Borrego salienta que os museus, por exemplo, “têm um papel importante na maior facilidade de acesso à cultura, porque assumem funções muito alargadas”.

“São espaços de cultura, são espaços de educação, são espaços que promovem a inclusão social. No estudo verificámos muito isso, pelo papel que os museus têm na articulação, não só com as escolas, mas também com algumas entidades, como lares de terceira idade, ou com algumas organizações que prestam cuidados a populações específicas com algum compromisso cognitivo ou com algum compromisso de deficiência física”, referiu.

Além disso, acrescentou, os museus “promovem também, obviamente, o desenvolvimento local, porque sendo âncoras de acesso à cultura, promovem a dinamização da economia local”.

“Portanto, os museus contribuem muito para dinamizar as redes locais, as práticas comunitárias e as medidas de proximidade que se pretendem para podermos mitigar as desigualdades do acesso à cultura”, afirmou.

Para tentar que as desigualdades no acesso no acesso à Cultura sejam menores, os responsáveis pelo estudo fazem uma série de recomendações, nomeadamente “integrar a cultura em políticas públicas transversais” e “desenvolver uma política cultural que seja explicitamente inclusiva – acessibilidade física, social, linguística, económica, a diversidade cultural e a participação, tudo isso”.

No estudo é também recomendado que seja “assegurada autonomia da gestão e da programação dos equipamentos, obviamente enquadrada dentro de uma orientação estratégica”, que haja um “reforço das redes de cooperação e articulação multinível”, promovendo “soluções partilhadas, como serviços educativos, uma bilhética integrada, uma programação que seja articulada, para que se possa, no fundo, responder a uma eventual fragmentação ou até uma necessidade de escala para que a oferta seja rentável ou eficaz”.

O investimento nos recursos humanos é também recomendado, sugerindo-se “a criação de condições para atrair e fixar técnicos qualificados nos territórios, àqueles equipamentos culturais”.

Por fim, os responsáveis pelo estudo recomendam o reforço de estratégias de mediação e de participação, “apoiando a cocriação com as comunidades, uma programação que seja descentralizada, até com a realização de atividades fora de portas”.

“Às vezes, em vez de pensar apenas na atração de público para o equipamento, fazer com que o equipamento, em certa medida, vá onde as pessoas estão, como as escolas, por exemplo. Isso é um aspeto importante”, garantiu Pedro Borrego.

O estudo “Linhas Invisíveis: uma análise das desigualdades no acesso à Cultura em Portugal” foi também coordenado por Ana Lúcia Romão, que, tal como Pedro Borrego, é investigadora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP-ULisboa).

Este projeto foi desenvolvido no âmbito do Science4Policy (S4P): Concurso de Estudos de Ciência para as Políticas Públicas, uma iniciativa promovida pelo PLANAPP – Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas em colaboração com a FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Ambiente: Engie apresenta projeto Parque Eólico de Avelanoso

Ambiente: Engie apresenta projeto Parque Eólico de Avelanoso

A empresa elétrica Engie iniciou a apresentação e auscultação pública do projeto do Parque Eólico de Avelanoso, que prevê instalar 35 aerogeradores e consequente processo de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote, com uma estimativa de produção de 157,5 Megawatts.

“O projeto está ainda numa fase muito inicial, a dar os primeiros passos no sentido de iniciar o licenciamento ambiental. As sessões de apresentação e esclarecimento à população têm como objetivo um envolvimento desde muito cedo das comunidades locais neste projeto, por forma a poder incorporar os seus contributos nesta fase de planeamento”, explicou a Engie.

Segundo a mesma fonte, nesta fase inicial do projeto, perspetiva-se a instalação de 35 aerogeradores, cuja localização será definida em sede de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA)

A primeira sessão da apresentação deste projeto de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote e parque eólico decorreu na aldeia raiana de São Martinho de Angueira, e que prevê uma ocupação de 105 hectares de terreno nos concelhos de Vimioso e Miranda Douro.

Apesar de questionada pela Lusa, empresa Engie optou por não revelar o valor global deste investimento, justificando que, “por estar ainda numa fase muito embrionária dos projetos, existindo muitas variáveis que poderão condicionar a evolução dos mesmos, seria prematuro e algo especulativo avançar com um montante “

Quanto à potência deste parque eólico, foi avançado que neste momento perspetiva-se que possa vir a ter uma capacidade de aproximadamente 157,5 MegaWatts.

“Este parque eólico será um projeto híbrido, fazendo uso de parte da infraestrutura de ligação à rede do aproveitamento hidroeléctrico de Picote, pelo que respeitará a capacidade de ligação à rede atribuída a este aproveitamento”, explicou a fonte da Engie.

Nesta fase de projeto estão previstos 105 hectares, de área não vedada, onde se inserirão os aerogeradores, valas de cabos e acessos.

“A área de estudo proposta para a realização do estudo de impacte ambiental é maior, no sentido de permitir estudar com rigor a área em apreço, e possibilitar a avaliação de opções e localizações alternativas, com vista a viabilizar a escolha da configuração que se traduza num menor impacte ambiental possível”, indicou a empresa elétrica.

Quanto ao tempo que durará a fase de licenciamento, avaliação de impacto ambiental e consulta pública, foi dito que o projeto está numa fase embrionária, na preparação do procedimento de avaliação de impacte ambiental – Proposta de Definição de Âmbito. Dependendo da evolução do processo, poderão passar três anos até serem obtidas todas as licenças necessárias.

Estes equipamentos de produção de energia eólica terão de ficar instalados num raio de 30 quilómetros dentro área da barragem de Picote, situada no sul do concelho de Miranda do Douro,  por razões de operacionalidade  e onde será, depois, será ligada à Rede Elétrica Nacional, para a distribuição da energia produzida.

Em relação ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para dar início a este projeto transfronteiriço do Parque Eólico de Avelanoso e consequente processo de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote, o processo poderá demorar cerca de dois anos, adiantaram os técnicos da empresa Gesto, encarregues desta fase inicial deste projeto.

Foi ainda explicado durante esta sessão aberta ao público que em Portugal haverá três momentos para a consulta pública de todo este processo de hibridização e do EIA, respeitando o regime jurídico em vigor.

A ocupação dos terrenos para a instalação de aerogeradores e outros equipamentos, a empresa Engie informou ter criado condições, que são iguais para todos os proprietários de terrenos e que vão desde o aluguer de longa duração, aquisição dos terrenos ou outros acordos.

Fonte: Lusa | Fotos: Engie e Flickr

Igreja: Apelos à paz marcam primeiro ano do pontificado de Leão XIV

Igreja: Apelos à paz marcam primeiro ano do pontificado de Leão XIV

O Papa Leão XIV assinala esta sexta-feira, 8 de maio, o seu primeiro ano de pontificado, marcado por apelos sistemáticos à paz mundial, pela promoção da sinodalidade e pela procura de unidade na Igreja Católica.

“A paz esteja com todos vós”, disse o novo pontífice, desde a varanda central da Basílica de São Pedro, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’, logo no seu primeiro ato público como Papa.

Desde então, o pontífice multiplicou os apelos ao diálogo perante os conflitos na Ucrânia, na Terra Santa e no Irão, rejeitando sempre o uso da força militar.

“Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo!”, disse, na última mensagem de Páscoa, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’, desde a varanda da Basílica de São Pedro

A recusa de soluções armadas e as críticas às políticas internacionais geraram uma tensão mediática com o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, que acusou o pontífice de ser “fraco” e “demasiado liberal”.

Leão XIV respondeu a estas declarações, sublinhando que a sua missão não é política, mas espiritual, e centrada na proclamação do Evangelho.

A nível interno, a liderança do Vaticano evidenciou uma aposta num modelo de governo colegial, cruzando a firmeza doutrinária com a inclusão pastoral.

O pontífice inaugurou a tradição de convocar os cardeais para encontros ordinários regulares destinados a estabelecer prioridades para a Igreja Católica.

“O mundo em que vivemos, e que somos chamados a amar e servir mesmo nas suas contradições, exige da Igreja o reforço das sinergias em todos os âmbitos da sua missão”, afirmou , no primeiro consistório extraordinário, em janeiro; o próximo vai acontecer em junho.

Com 15 cardeais a completar 80 anos até final de 2027, Leão XIV vai ter oportunidade de anunciar as suas primeiras escolhas para o colégio cardinalício, que com Francisco se alargou a vários países onde a Igreja Católica é minoritária, nos cinco continentes.

No Jubileu das Equipas Sinodais, em 2025, com o Papa defendeu a transformação das diferenças em força para “ampliar o espaço eclesial para que se torne colegial e acolhedor”, superando “polarizações prejudiciais”.

As várias celebrações do Ano Santo serviram de palco para a defesa dos mais frágeis e para desafios diretos à sociedade contemporânea, numa sucessão de encontros com milhares de pessoas de todo o mundo.

Num contexto de tensões internas face a diferentes sensibilidades eclesiais, a unidade assumiu-se como uma das grandes metas do pontificado.

“Gostaria que fosse este o nosso primeiro grande desejo: uma Igreja unida, sinal de unidade e comunhão, que se torne fermento para um mundo reconciliado”, apelou Leão XIV, no início do seu ministério.

O antigo responsável mundial da Ordem de Santo Agostinho tem procurado também combater o vazio de sentido e a dependência de aprovação virtual nas sociedades modernas: “A nossa alegria e grandeza não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus”.

Eleito a 8 de maio de 2025, o cardeal Robert Francis Prevost tornou-se no primeiro pontífice norte-americano e agostiniano da história.

Fonte: Ecclesia | Fotos: Flickr

Miranda do Douro: “Os ecrãs prejudicam as crianças” – pediatra, Hugo Rodrigues

Miranda do Douro: “Os ecrãs prejudicam as crianças” – pediatra, Hugo Rodrigues

As crianças e os ecrãs” foi o tema da palestra orientada pelo pediatra, Hugo Rodrigues, a 6 de maio, em Miranda do Douro, onde o médico esclareceu os pais e encarregados de educação, sobre os malefícios do uso excessivo de equipamentos como a televisão, tablets, consolas e telemóveis, pois prejudicam o desenvolvimento psicomotor, incentivam o sedentarismo e a diminuição da socialização na infância.

A sessão de esclarecimento decorreu no miniauditório, em Miranda do Douro e contou com a presença de muitos pais e encarregados de educação, para escutar o médico pediatra, Hugo Rodrigues.

O convidado começou por interpelar o público com a questão: “O desenvolvimento das crianças depende mais da genética ou do ambiente familiar, social, escolar e cultural em que vivem?”. As respostas foram unânimes em considerar que o ambiente tem mais influência no desenvolvimento das crianças e Hugo Rodrigues reforçou que o entorno familiar, social e escolar é 80% mais importante, ao passo que a genética influencia apenas 20% o desenvolvimento infantil.

Por esta razão, o também professor universitário, Hugo Rodrigues, alertou os adultos para o modo como utilizam os ecrãs (televisão, tablets, consolas, telemóveis) no seu dia-a-dia, dado que os filhos imitam os pais.

“É hipócrita dizer que são as crianças quem mais utiliza os ecrãs. Segundo estudos, em Portugal, os adultos utilizam o telemóvel sete horas por dia e passam 2h30, nas redes sociais. Por isso, se querem que os vossos filhos regulem o uso dos ecrãs, comecem por dar o exemplo”, aconselhou o pediatra.

Na sua exposição, o médico pediatra na Unidade Local de Saúde do Alto Minho, em Viana do Castelo, alertou para os malefícios da utilização dos ecrâs pelas crianças, indicando que desde logo, perjudicam o desenvolvimento psicomotor, incentivam o sedentarismo e a diminuição da socialização.

“As crianças precisam da atividade física para serem saudáveis, mas também para poderem desenvolver as suas competências motoras e se descobrirem a si próprias e ao mundo que as rodeia. Atualmente, as crianças brincam apenas dentro de casa e os jogos de ecrãs prejudicam o desenvolvimento da visão, a reatividade emocional e aumentam a agressividade”, alertou.

Na aprendizagem escolar, outros malefícios dos ecrãs são a fragmentação da atenção e a desconcentração.

“As crianças crescem saudáveis através das relações e dos exemplos na família e na escola. Para que isso aconteça é obrigatório brincar sem ecrãs, deitar cedo sem ecrãs e conviver com a família sem ecrãs”, aconselhou o pediatra.

Em Miranda do Douro, a sessão “As Crianças e os ecrãs” terminou com o esclarecimento de dúvidas aos pais, tendo o médico Hugo Rodrigues aconselhado os pais a saberem dizer “Não” aos filhos.

«O “não” ensina a definir prioridades e é uma porta de segurança para os vossos filhos. Há que pensar no que faz bem às crianças e os ecrâs são perjudiciais ao seu crescimento e à sua felicidade”, concluiu.

Em Miranda do Douro, a palestra “As Crianças e os ecrãs” foi uma atividade inserida no Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar (PIICIE).

A presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril, agradeceu o contributo do médico pediatra, Hugo Rodrigues, salientando a pertinência deste tema para a saúde e a felicidade das crianças e jovens.

“Dada a atualidade do problema que é o uso excessivo dos ecrâs, por parte de adultos, jovens e crianças, é um privilégio poder refletir com a ajuda do conceituado pediatra Hugo Rodrigues, sobre os nossos comportamentos e o exemplo que estamos a dar às crianças e jovens. Conscientes do problema, compete-nos agora a nós adultos, regular o uso destes dispositivos para inspirar os mais novos”, agradeceu a autarca de Miranda do Douro.

Perfil

Hugo Rodrigues é médico pediatra na Unidade Local de Saúde do Alto Minho. É também professor universitário na Escola de Medicina da Universidade do Minho, na Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo e formador pelo European Ressuscitation Council, na área de Emergências Pediátricas.

Autor de vários cinco livros sobre o desenvolvimento infantil, sendo os mais recentes “O Livro do seu Bebé” e “Porque é que o meu filho se comporta assim?”.

Hugo Rodrigues é também uma presença habitual na televisão e nas redes sociais, onde ajuda milhares de pais e cuidadores.
Mais importante do que tudo, Hugo Rodrigues é um pai super orgulhoso de dois filhos, que o têm ajudado na formação enquanto Homem e Pediatra!

HA

Ambiente: Abertura dos Postos de Vigia em 2026

Ambiente: Abertura dos Postos de Vigia em 2026

A 4 de maio, a GNR – Comando Territorial de Bragança, ativou os primeiros 5 Postos de Vigia, nos concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Vimioso e Vinhais, no âmbito da Campanha Floresta Segura 2026.

A apresentação dos Operadores dos Postos de Vigia da Rede Primária decorreu no Comando Territorial da GNR de Bragança.

“Estes Postos de Vigia compõem a rede primária de Postos de Vigia e das Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal e a sua missão primordial é a deteção imediata de possíveis focos de incêndio, bem como a transmissão da sua localização aos restantes agentes de proteção possível”. indica a GNR.

No distrito de Bragança, a comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes desenvolveu um projeto de instalação de um Sistema de Videovigilância e Apoio à Decisão Operacional, nas Serras de Bornes, Castanheira e Nogueira, locais que permitem cobrir grande parte do território.

Simultaneamente está em funcionamento, no Comando Territorial da GNR de Bragança, um sistema de acesso remoto que permite a visualização das imagens recolhidas pelas Câmaras de videovigilância.

“Este sistema é uma ferramenta de grande utilidade no campo da gestão do combate a incêndios florestais, uma vez que permite o acesso a imagens em tempo real”, informa a CIM-TTM.

Fonte e foto: GNR Comando Territorial de Bragança e CIM-TTM

Miranda do Douro: Município inicia ações sensibilização para a prevenção dos incêndios rurais

Miranda do Douro: Município inicia ações sensibilização para a prevenção dos incêndios rurais

O município de Miranda do Douro, em parceria com a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), vai realizar durante o mês de maio, um ciclo de ações de sensibilização em várias localidades do concelho, para a prevenção de incêndios rurais.

Segundo este município de Miranda do Douro, a iniciativa visa alertar a população para comportamentos de risco no uso do fogo e capacitar os cidadãos com conhecimentos práticos, para uma resposta rápida em situações de emergência.

“As sessões pretendem ainda fomentar a colaboração ativa da comunidade no alerta precoce de ocorrências, numa fase em que o risco de incêndio tende a aumentar devido à subida das temperaturas”, indica.

No concelho de Miranda do Douro, estão programadas três ações de formação e informação às populações sobre a atuação em caso de incêndios florestais:

17 de maio - Genísio, às 14h00.

17 de maio - Paradela, às 17h30

30 de maio - Palaçoulo, às 14h00

A autarquia de Miranda do Douro reforça que o envolvimento dos munícipes “é fundamental para a salvaguarda de pessoas e bens, bem como para a preservação do património natural da região, apelando à participação em massa nestas sessões de esclarecimento e formação”.

Fonte: Lusa e HA

Ambiente: Restruturação da APA e ICNF para simplificar processos de licenciamento

Ambiente: Restruturação da APA e ICNF para simplificar processos de licenciamento

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vão ser restruturados e vai haver uma “simplificação profunda dos processos de licenciamento”, anunciou o Governo.

“Entre as principais mudanças destacam-se a simplificação profunda dos processos de licenciamento, com redução significativa de etapas, prazos e exigências administrativas, promovendo um modelo mais rápido e previsível; menor carga de procedimentos prévios e maior enfoque na fiscalização posterior, garantindo equilíbrio entre agilidade e rigor”, refere o executivo num comunicado hoje divulgado.

A reestruturação vai ser coordenada pelo ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, em articulação com as áreas governativas do Ambiente e da Energia e da Agricultura e do Mar.

Pretende-se também com a reestruturação, apostar na digitalização e automatização de processos, com recurso a tecnologias avançadas, incluindo inteligência artificial, “para acelerar decisões e melhorar a qualidade da resposta”.

O comunicado, do Ministério da Reforma do Estado, diz que as medidas são para tornar a administração pública mais rápida, mais simples e mais próxima dos cidadãos e das empresas.

“Esta reforma traduz-se numa mudança concreta na vida das pessoas e das empresas, eliminando entraves desnecessários e garantindo uma resposta mais rápida, transparente e eficaz”, diz Gonçalo Matias citado no comunicado.

Com a transformação o Governo pretende “reduzir de forma significativa os tempos médios de resposta nos processos e procedimentos e criar um ambiente mais favorável ao investimento, sem comprometer os padrões de qualidade e de proteção ambiental”, destaca o Governo.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, já tinha dito na Assembleia da República que a APA seria reestruturada e que o processo inicial estaria concluído no prazo de dois meses.

O Diário da República publicou a 6 de maio, um despacho assinado por Gonçalo Matias e Maria da Graça Carvalho, no qual os governantes também falam da importância da simplificação de processos mas igualmente da capacidade tecnológica e da “análise das competências e recursos humanos” dos serviços.

A APA, dizem, “tem vindo a ser sinalizada como tendo um elevado potencial de melhoria organizacional”.

No despacho também é referida a simplificação de processos, a eliminação de “procedimentos supérfluos ou com reduzido valor acrescentado”, para simplificar procedimentos prévios.

O despacho assinala ainda que vai haver “reforço dos mecanismos de controlo subsequente e de fiscalização”.

Este processo de “transformação organizacional” da APA deve estar concluído no prazo de dois meses.

Fonte: Lusa | Imagem: ICNF

Mobilidade: Túnel do Marão atravessado por 45 milhões de veículos numa década

Mobilidade: Túnel do Marão atravessado por 45 milhões de veículos numa década

Desde a sua abertura em 2016, o Túnel do Marão, inserido na Autoestrada 4 (A4), entre Vila Real e Amarante, foi atravessado por 45 milhões de veículos, anunciou a Infraestruturas de Portugal (IP).

Com 5,6 quilómetros de extensão, o túnel atravessa a Serra do Marão, foi inaugurado a 7 de maio de 2016 e abriu ao tráfego às 00:00 do dia seguinte, 8 de maio. Esta quinta-feira, dia 7 de maio, assinala-se uma década desde a sua inauguração.

A propósito, a Infraestruturas de Portugal (IP), em comunicado, refere que o Túnel do Marão se afirma “como uma infraestrutura essencial para a mobilidade entre o litoral e o interior norte do país, contribuindo para a coesão territorial e para o desenvolvimento económico da região de Trás-os-Montes e Alto Douro”.

A empresa adianta ainda que, desde a sua abertura há 10 anos, a infraestrutura já foi utilizada por mais de 45 milhões de veículos.

“Desde a abertura, não há registo de vítimas mortais ou feridos graves no túnel. Em 2025, registou uma média superior a 17.000 veículos por dia, confirmando uma tendência de crescimento sustentado nos últimos quatro anos, após o levantamento das restrições associadas à pandemia”, realça.

O tráfego médio diário anual subiu dos 13.312 veículos, em 2022, para os 17.560, em 2025, ano em que as portagens foram abolidas neste troço da A4 (01 de janeiro de 2025).

Dados anteriores fornecidos pela empresa referem que só em 2020, ano marcado pela pandemia de covid-19, a média diária de tráfego desceu, designadamente para os 9.590 veículos.

A IP disse que o “túnel representa um marco da engenharia nacional, tanto pela complexidade técnica da sua construção como pelas soluções implementadas em matéria de segurança, ventilação, iluminação e monitorização operacional”.

Lembra ainda que a infraestrutura é composta por duas galerias unidirecionais, cada uma com duas vias, e está equipada com sistemas de videovigilância, deteção automática de incidentes, postos SOS e centros de controlo operacional, “garantindo elevados padrões de segurança e fiabilidade”.

“A sua entrada em serviço permitiu substituir o antigo traçado da Serra do Marão, caracterizado por condições geométricas exigentes e elevada sinistralidade, reduzindo significativamente os tempos de percurso e melhorando a segurança rodoviária”, referiu ainda.

A Autoestrada do Marão – Túnel do Marão – permitiu a conclusão da A4, que liga o Porto a Bragança, melhorou a mobilidade na região de Trás-os-Montes, contribuiu para a redução da sinistralidade rodoviária e tornou-se no percurso preferencial ao sinuoso Itinerário Principal 4 (IP4).

Este troço da A4 entrou em funcionamento depois de sete anos de obra, três paragens nos trabalhos e do resgate pelo Estado.

O investimento global na autoestrada foi de 398 milhões de euros, com um apoio comunitário de 89,9 milhões de euros.

A IP considera que, ao longo da última década, o Túnel do Marão tem “desempenhado um papel estratégico na rede rodoviária nacional, reforçando a ligação entre regiões, facilitando a circulação de pessoas e mercadorias e contribuindo para a valorização económica do território”.

A Infraestruturas de Portugal disse ainda que assume a gestão desta infraestrutura “com orgulho”, destacando o seu papel “enquanto obra emblemática da engenharia nacional” e reforçando o compromisso “com elevados padrões de segurança, eficiência e qualidade na rede rodoviária”.

Periodicamente são realizados trabalhos de reparação e manutenção dos equipamentos instalados e da superestrutura que requerem o condicionamento da circulação automóvel.

Em 2018, foi alocada ao túnel uma equipa de três bombeiros em permanência para prevenção, primeira intervenção e socorro, pertencentes às corporações da Cruz Branca (Vila Real) e Amarante.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Algoso: Castelo medieval é candidato às “Novas 7 Maravilhas de Portugal”

Algoso: Castelo medieval é candidato às “Novas 7 Maravilhas de Portugal”

O Castelo de Algoso, edificado no século XII, aquando da fundação de Portugal, é um dos candidatos às “Novas 7 Maravilhas de Portugal, um concurso nacional que regressa em 2026, para eleger por voto popular, os mais notáveis exemplos do património construído em Portugal.

O município de Vimioso apresentou uma candidatura às “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, inscrevendo o Castelo Medieval de Algoso, na categoria Castelos (Arquitetura Militar).

“Edificado no século XII, aquando da fundação da nacionalidade portuguesa, o Castelo de Algoso foi construído sobre um impressionante afloramento rochoso, pelo que é um exemplo notável de arquitetura militar e é um dos ex-líbris da região, que merece o reconhecimento nacional”, escreve a autarquia vimiosense.

O concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal” tem como objetivo eleger os mais notáveis exemplos do património construído em Portugal, estando organizada em sete categorias:

1- Castelos – Arquitetura Militar; 
2- Religião – Arquitetura Religiosa;
3- História – Interesse Histórico;
4- Século XX – Arquitetura Moderna;
5- Século XXI – Arquitetura Contemporânea;
6- Grandes Obras – Infraestruturas;
7- Turismo – Interesse Turístico.

O prazo para submissão das candidaturas encerrou a 7 de abril.

Seguem-se agora as seleções regionais das candidaturas. A eleição conta com uma operação televisiva, que inclui programas semanais emitidos ao sábado, entre abril e julho e uma semifinal.

A Gala Final Nacional que vai eleger as “Novas 7 Maravilhas de Portugal” está agendada para 12 de setembro de 2026, num programa televisivo transmito pela TVI, em horário nobre.

HA | Fotos: Flickr