Miranda do Douro: Ruas comerciais estão mais apelativas com a decoração urbana

Miranda do Douro: “Ruas comerciais estão mais apelativas com a decoração urbana” – Bruno Gomes (ACIMD)

No âmbito do Bairro Comercial Digital “La Nubre”, as ruas comerciais de Miranda do Douro, onde já tinham sido instalados dois mupis e o wireless urbano, foram agora decoradas com telas, fitas e pinturas murais nas escadarias, com a finalidade de embelezar a cidade e torná-la ainda mais apelativa para os visitantes, explicou Bruno Gomes, presidente da Associação Comercial e Industrial de Miranda do Douro (ACIMD).

Em Miranda do Douro, o projeto Bairro Comercial Digital “La Nubre”, resultou de uma iniciativa conjunta entre a Associação Comercial e Industrial de Miranda do Douro (ACIMD) e o Município.

“Inicialmente, foi criado um website e uma aplicação móvel, através dos quais é possível consultar e comprar produtos e serviços nas lojas comerciais ou efetuar encomendas e reservas na restauração e na hotelaria, no concelho de Miranda do Douro”, explicou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Miranda do Douro (ACIMD), Bruno Gomes.

Recentemente, foi instalada a componente física ou urbana do projeto do Bairro Comercial Digital “La Nubre Miranda do Douro”, com a instalação de dois mupis, do sistema de internet wireless urbano, a decoração das ruas comerciais da cidade e as pinturas murais nas escadarias.

“Na cidade de Miranda do Douro, a decoração da rua 1º de Maio, rua 25 de abril e rua do Mercado é mais uma componente do projeto do Bairro Comercial Digital La Nubre, cujas telas e fitas coloridas remetem para as cores dos trajes dos pauliteiros e têm inscritas frases e ditados em língua mirandesa. Também as pinturas murais nas escadarias destas ruas, são alusivas ao património cultural e natural de Miranda, dando destaque aos pauliteiros, aos tamborileiros e à avifauna do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI)”, acrescentou o dirigente da ACIMD.

O também empresário da restauração, Bruno Gomes, adiantou o próximo passo é a decoração das montras de algumas lojas, com pinturas, com tinta lavável ou não, de elementos identitários da Terra de Miranda.

“O embelezamento das ruas e das montras visa tornar a cidade de Miranda do Douro ainda mais apelativa para o público, o que vem beneficiar os vários setores de atividade como são o comércio, a hotelaria, a restauração e os serviços. A par da decoração, as telas coloridas na rua 25 de abril e rua do Mercado também fazem sombra nos meses quentes de verão, o que torna estes espaços mais agradáveis para os visitantes no decorrer das visitas às lojas”, justificou o empresário.

Em Miranda do Douro, o projeto do Bairro Comercial Digital está a ser alargado a todo o concelho, dando a possibilidade a todas as empresas de exporem e comercializarem produtos e serviços para todo o país e o estrangeiro.

«Através do website, da aplicação móvel (app) e da plataforma de marketplace “La Nubre”, o público pode realizar visitas virtuais às lojas existentes em todo o concelho de Miranda do Douro. Se as empresas já tiverem um site também é possível associar esses sítios eletrónicos ao Bairro Comercial Digital La Nubre Miranda do Douro”, indicou.

Segundo a Associação Comercial e Industrial de Miranda do Douro (ACIMD), o projeto Bairro Comercial Digital “La Nubre an Miranda” tem como objetivo modernizar o comércio local de Miranda do Douro, através da digitalização dos vários setores de atividade.

“Esta transição digital oferece aos clientes mais facilidade na consulta dos produtos e serviços existentes em Miranda do Douro. Através do website e da plataforma de e-commerce já é possível a rápida interação entre o público e as empresas”, conclui a ACIMD.

HA



Portugal: Obra Católica de Migrações lamenta «instrumentalização política» sobre a Lei da Nacionalidade

Portugal: Obra Católica de Migrações lamenta «instrumentalização política» sobre a Lei da Nacionalidade

A diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), Eugénia Quaresma, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), lamentou o “pouco diálogo” sobre a nova Lei da Nacionalidade, que entrou em vigor a 19 de maio, após a publicação, em Diário da República.

“Tenho que reforçar aqui a tristeza pela instrumentalização política que foi feita deste tema, que é um tema sensível, que é um tema que exige bastante diálogo à volta dele, porque diz respeito a todos os que estão em Portugal; andou para trás e para a frente, se calhar, porque houve pouco diálogo”, disse Eugénia Quaresma, em declarações à Agência ECCLESIA.

Segundo a diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações, da Igreja Católica, se os migrantes virem os serviços afetos a eles “a funcionarem bem não têm o sentimento de que são residentes de segunda”.

“Nós concordamos quando o nosso Governo diz que deve haver aqui alguma afetividade, algum laço afetivo a Portugal, e as pessoas que sentem que estão ligadas a Portugal deviam fazer esse percurso normalmente sem tanto alarido, é porque é um sinal de que estão de facto integradas”, realçou.

Neste sentido, acrescenta Eugénia Costa Quaresma, os cidadãos que não estão integrados, “estando cá para trabalhar, devem ter a possibilidade de regularizar a sua situação a tempo”, e essa é “a grande reclamação com os serviços, que ainda não está totalmente resolvida, apesar da Estrutura de Missão ter sido bem-sucedida e ter resolvido as pendências”.

“Há afinações ao nível do serviço que precisam de acontecer para que os migrantes não vivam angustiados com a sua situação de regularização, ou alguns migrantes”, salientou a entrevistada, na sede da Conferência Episcopal Portuguesa, em Lisboa.

A Nova Lei da Nacionalidade entrou em vigor esta terça-feira, dia 19 de maio, após a publicação do diploma, em Diário da República; destacam-se os prazos para o acesso à nacionalidade que aumentaram, quando o mínimo de residência legal em Portugal era de cinco anos: os cidadãos de países de língua oficial portuguesa têm de residir legalmente em Portugal pelo menos sete anos, enquanto os de outros países pelo menos 10 anos.

A diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações diferencia que a Lei de Imigração, “que atribui e que não deveria lesar os direitos” de quem vem trabalhar, estudar, ou “cuidar da saúde”, e outra coisa é o processo de nacionalização, “que tem o seu tempo, é uma pessoa que já cá está há bastante tempo e que quer pedir a nacionalidade”.

“O que se pede é que os serviços funcionem atempadamente para que as coisas decorram com tranquilidade. O que causa angústia é não haver uma resposta atempada, ou as pessoas não se sentirem bem atendidas, isso é que causa alguma angústia, portanto, temos que trabalhar, que afinar o serviço e a forma de trabalhar”, desenvolveu a responsável da Pastoral da Migrações em Portugal, após o primeiro encontro do Secretariado Nacional da Mobilidade Humana da Igreja Católica, com o seu novo presidente.

Os responsáveis das quatro obras nacionais deste secretariado – OCPM, Pastoral do Mar, Pastoral dos Ciganos (ONPC), e Pastoral do Turismo – Portugal (PTP) – estiveram reunidos com D. Pedro Fernandes (bispo de Portalegre-Castelo Branco), o presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana (CEMH), criada na última Assembleia Plenária da CEP, em abril deste ano.

Fonte: Ecclesia

Igreja/Estado: Presidente da República convidou o Papa a visitar Portugal em 2027

Igreja/Estado: Presidente da República convidou o Papa a visitar Portugal em 2027

O presidente da República, António José Seguro, convidou o Papa Leão XIV a visitar Portugal, em 2027, no âmbito dos 110 anos das aparições, em Fátima.

Numa nota enviada à comunicação social, a Presidência da República lembra que, em 2027, se assinalam também 0s 500 anos da formalização da Nunciatura em Portugal e os 10 anos da canonização de Francisco e Jacinta Marto.

“Tendo em conta que, em 2027, se assinalam os 500 anos da formalização da Nunciatura apostólica em Portugal, a par do 110.º aniversário das aparições marianas em Fátima e, ainda, do 10.º aniversário da canonização de Francisco e Jacinta, o Presidente António José Seguro dirigiu ao Papa Leão XIV um convite para realizar uma visita a Portugal no próximo ano”, refere a nota.

A Presidência da República lembra também que “as relações diplomáticas entre Portugal e a Santa Sé constituem um exemplo de diálogo institucional, respeito mútuo e cooperação histórica entre Estados soberanos, ligados por uma proximidade cultural e espiritual que resulta da partilha de valores universais como o humanismo, a paz e a dignidade humana”.

“A visita de Sua Santidade, o Papa Leão XIV, constituirá, sem dúvida, uma oportunidade para aprofundar ainda mais o relacionamento entre o Estado português e a Santa Sé”, conclui a nota da Presidência da República.

Os pastorinhos de Fátima Francisco e Jacinta Marto foram canonizados pelo Papa Francisco, em Fátima, no dia 13 de maio de 2017; a beatificação decorreu também em Fátima, no dia 13 de maio do ano 2000, e foi presidida pelo Papa João Paulo II.

Paulo VI foi o primeiro Papa a visitar Portugal, nos dias 12 e 13 de maio de 1967, para celebrar os 50 anos das aparições, em Fátima.

João Paulo II visitou Portugal fez a sua primeira visita apostólica a Portugal entre os dias 12 e 15 de maio de 1982, um ano após o atentado de que foi vítima, no Vaticano; entre os dias 10 e 13 de maio, esteve também em Portugal, tendo visitado os Açores e a Madeira.

Para além da presença do Papa João Paulo II em Portugal nos dias 12 e 13 de maio do ano 2000, do Papa Bento XIV entre 11 e 14 de maio de 2010 e do Papa Francisco nos dias 12 e 13 de maio de 2017, o Papa argentino voltou a Portugal entre os dias 2 e 6 de agosto de 2023 para presidir à Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, tendo visitado também Fátima.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Virgílio Antunes, confirmou o convite dirigido ao Papa Leão XIV para visitar Portugal em 2027, quando se assinalam os 110 anos das aparições, em Fátima.

“Nós gostaríamos que fosse em 2027. Como é sabido, a Conferência Episcopal, pela mão do antigo presidente D. José Ornelas, que também é o bispo de Leiria-Fátima, já endereçou um convite, outras pessoas já endereçaram esse convite ao Papa. Ele terá com toda a certeza o desejo de vir a Portugal”, disse D. Virgílio Antunes na semana seguinte à sua eleição, em abril deste ano.

O convite para a visita a Portugal do Papa Leão XIV foi entregue por D. José Ornelas ao núncio apostólico em Portugal no dia 7 de abril, a poucos dias de terminar o mandato como presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

“Ainda hoje (7 de abril, ndr) seguiu mais uma carta, depois de ter falado com ele. Mas (agora) em nome da CEP, e pedindo oficialmente”, disse D. José Ornelas à Agência ECCLESIA.

Fonte: Ecclesia

Argozelo: Frades Capuchinhos reúnem as comunidades paroquiais na Festa do Pentecostes

Argozelo: Frades Capuchinhos reúnem as comunidades paroquiais na Festa do Pentecostes

O Santuário de São Bartolomeu, na vila de Argozelo, acolhe no Domingo, dia 24 de maio, a solenidade do Pentecostes, uma celebração religiosa na qual vão participar também as comunidades de Carção, Santulhão e Matela, para juntos concluírem o tempo pascal e celebrarem a vinda do Espírito Santo.

A palavra grega “Pentecostes” significa qüinquagésimo dia e é a festa religiosa católica que conclui o tempo pascal. No Pentecostes celebra-se o envio do Espírito Santo sobre os Apóstolos e a Virgem Maria, reunidos no cenáculo, cumprindo-se assim a promessa de Jesus.

“O Espírito Santo desceu como um vento impetuoso, que encheu toda a casa onde se encontravam e poisou sobre cada um deles como línguas de fogo. Todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas conforme o Espírito Santo lhes concedia que se exprimissem (At 2,1-4). ).”, lê-se.

No Santuário de São Bartolomeu, em Argozelo, a celebração do Pentecostes está agendada para as 10h30, é presidida pelos Franciscanos Capuchinhos, que convidam as comunidades paroquiais de Argozelo, Carção, Santulhão e Matela a celebrar conjuntamente esta festa religiosa.

Em meados do século III, Tertuliano e Orígenes já falavam do Pentecostes, como uma festa celebrada após a Ascensão de Jesus ao Céu.

Para os cristãos, a solenidade do Pentecostes tornou-se memorial de Cristo, que, ao voltar para a glória de Deus Pai, se faz presente no coração do homem, por meio do Espírito Santo.

“A nova Aliança não está escrita em nenhuma lei ou em tábuas de pedra, mas na ação do Espírito de Deus, que renova todas as coisas e age no coração humano. Com o Pentecostes, a Igreja iniciou a sua missão evangelizadora”, afirmou o Papa Francisco, em 2019.

No Santuário de São Bartolomeu, em Argozelo, o dia festivo do Pentecostes prossegue no Domingo dia 24 de maio, com um almoço convívio, no qual cada família é convidada levar a sua merenda. Durante a tarde, no santuário, a animação conta com os cantares e as danças do Rancho Folclórico de Vimioso.

HA

Agricultura: Olival, frutos secos e fruticultura intensiva lideram rentabilidade e sustentabilidade

Agricultura: Olival, frutos secos e fruticultura intensiva lideram rentabilidade e sustentabilidade

Em Portugal, a agricultura está a consolidar-se como um mercado estratégico para o investimento, através da combinação de práticas sustentáveis, da utilização de tecnologia e uma orientação para culturas de alto valor acrescentado como o olival, os frutos secos e a fruticultura intensiva, indica a Cocampo.

Segundo o Relatório sobre Culturas mais Rentáveis e Sustentáveis em Portugal, elaborado pela Cocampo, no atual contexto de transição para a eficiência produtiva, o estudo sublinha que a escolha das cultura e a adequação territorial são os fatores determinantes para garantir rentabilidade económica e a resiliência climática.

O equilíbrio das culturas lenhosas

A análise posiciona as lenhosas mediterrânicas — olival, vinha de qualidade e frutos secos como amêndoa e o pistácio — como as culturas com melhor equilíbrio para o investidor.

“Estes produtos beneficiam de uma procura global sólida e registam uma melhoria progressiva nos retornos históricos. A modernização, especialmente através de sistemas superintensivos, permite acelerar a recuperação do investimento com a mecanização da colheita e a otimização de custos, além de oferecer maior resiliência ao stress hídrico”, informa a Cocampo.

Fruticultura de alta margem: receitas e desafios

Para projetos com elevada capacidade técnica, o relatório indica que o abacate, os citrinos e os frutos vermelhos (mirtilos, framboesas e morangos) apresentam as maiores receitas potenciais por hectare. Contudo, o sucesso destes modelos depende de disponibilidade garantida de água e de uma infraestrutura logística exigente, dada a perecibilidade dos frutos.

Dinamismo do mercado de quintas rústicas

Os dados internos da plataforma Cocampo revelam um forte dinamismo nas quintas rústicas com vocação produtiva. Em 2025 registou-se um crescimento de 72% no volume de anúncios face ao ano anterior. A oferta concentra-se especialmente no Algarve (44,6%), Norte (14,9%), Centro (10,9%) e Alentejo (6,8%). Cerca de 48% das propriedades apresentam condições ideais para olival intensivo ou superintensivo, 18% para vinha de qualidade, 15% para frutos secos e um crescente 12% para frutos vermelhos e abacate em zonas com regadio consolidado.

“A procura privilegia claramente a segurança hídrica: as pesquisas de fincas com direitos de água ou regadio aumentaram 32%. As propriedades com características sustentáveis rodam 22% mais rápido no mercado”, destaca a Cocampo.

Segundo esta empresa, a agricultura em Portugal deixou de ser uma atividade tradicional para se tornar num setor onde convergem a tecnologia de precisão e a sustentabilidade.

“O que realmente importa já não é apenas produzir, mas otimizar o uso da água e a saúde do solo, para que cada exploração seja um ativo valioso a longo prazo”, conclui a Cocampo.

A Cocampo 

A Cocampo é uma start-up que tem como propósito desenvolver uma economia agrária sustentável, facilitando o acesso à terra e a digitalização dos mercados rurais. É a maior plataforma ibérica de anúncios especializada na compra, venda e arrendamento de propriedades rústicas, com mais de 1 milhão de hectares disponíveis na Península Ibérica.

Fonte: Cocampo

Santulhão: IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana a 30 e 31 de maio

Santulhão: IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana a 30 e 31 de maio

No fim-de-semana de 30 e 31 de maio, Santulhão, é o palco da IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, um certame cujo maior destaque é o azeite proveniente desta variedade de azeitona e que nesta quarta edição tem como novidade, a realização simultânea do I Concurso de ovinos e caprinos do planalto, um evento que visa reunir e premiar os criadores de pequenos ruminantes.

O presidente da Freguesia de Santulhão, Adrião Rodrigues, indicou que a Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana é a principal atividade organizada nesta localidade do concelho de Vimioso, onde existe uma vasta área de de olivais, cuja variedade predominante é a oliveira e azeitona santulhana.

“A par da olivicultura e da extração de azeite, em Santulhão, também se produz vinho, cereais, mirtilos, cerejas, amoras, nozes, kiwis, batatas, entre outras frutas e legumes. Acredito que com a futura construção da barragem da Alamela para regadio, cujo projeto está em estudo prévio, a agricultura e a pecuária em Santulhão poderão desenvolver-se ainda mais, na produção em quantidade e qualidade de produtos”, indicou o autarca.

A feira, que decorre no Centro de Promoção dos Produtos e Tradições de Santulhão, conta com 35 expositores, sendo que 10 são produtores de azeite.

“As 10 marcas de azeite que vão participar na IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, são provenientes do solar da oliveira santulhana, que geograficamente está inserido no distrito de Bragança”, disse.

A par do azeite, no certame em Santulhão, o público tem a oportunidade de adquirir outros produtos locais e regionais, como queijo, vinhos, cogumelos, licores, doçaria tradicional, mel, frutos secos, frutas e legumes e artesanato.

A IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana inicia-se no sábado, dia 30 de maio, com I concurso de ovinos e caprinos do planalto.

“Com este I Concurso das Raças Autóctones de Ovinos e Caprinos pretende-se renuir os criadores do concelho de Vimioso, para em conjunto com as associações destas raças, iniciar o processo de melhoria genética destes animais. Em suma, o concurso é um incentivo para que os criadores selecionem e sejam premiados pelos seus melhores animais”, justificou, o também engenheiro agrónomo, Adrião Rodrigues.

Outro motivo de interesse, da IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, são os três momentos dedicados a informar e esclarecer o público sobre temas como os benefícios do azeite para a saúde; os apoios financeiros para a pecuária e a agricultura; e na tarde de Domingo, está programada uma mesa redonda sobre a sustentabilidade dos olivais.

“A partilha de conhecimento é importante para motivar as pessoas a dedicarem-se à agricultura e à pecuária. Por esta razão, convidámos especialistas em áreas como a saúde e a engenharia agrícola, para informarem o público sobre os benefícios do azeite e as potencialidades da agricultura e da pecuária na nossa região. Para sublinhar o caráter agrícola e pecuário do certame, no exterior do Centro de Promoção dos Produtos e Tradições de Santulhão vão ser expostas maquinaria e alfaias agrícolas, assim como equipamentos, ferramentas e produtos como adubos, rações, etc.”, acrescentou.

Ao longo do fim-de-semana, a animação da IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana é protagonizada pelos Gaiteiros de Santulhão, o grupo de concertinas de Vale de Pereiro, o grupo musical Ls Sorriagos, os gaiteiros Os três Rapazes, a atuação do Rancho Folclórico de Vimioso e as danças dos Pauliteiros de Miranda (São Martinho).

“Como já é tradição, no decorrer da Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana vão realizar-se os jogos tradicionais do fito, raiola, corrida de sacos e tração à corda, atividades abertas à participação de todos: homens, mulheres, jovens e crianças, o que torna estas atividades em oportunidades de convívio e saudável competição”, concluiu o autarca.

Em Santulhão, a IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana é organizada pela Freguesia, conta com o apoio do Município de Vimioso e a colaboração das associações de raças autóctones.

HA



Economia: Insolvência do matadouro do Cachão preocupa trabalhadores

Economia: Insolvência do matadouro do Cachão preocupa trabalhadores

O sindicato (SINTAB) acusou os municípios de Mirandela e de Vila Flor de não serem transparentes, ao não reunirem com os trabalhadores do matadouro do Cachão, para discutir o plano de recuperação da empresa, que entrou em insolvência.

“Os trabalhadores não podem continuar a ser tratados como figurantes num processo que decide o futuro das suas vidas. Aquilo que nos parece é que há demasiada encenação pública neste processo e transparência a menos”, afirmou o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), Eduardo Andrade.

Segundo Eduardo Andrade, o sindicato solicitou “há um mês” uma reunião com os municípios de Mirandela e Vila Flor, que são os acionistas maioritários do matadouro, mas até agora sem respostas.

“Quiseram os trabalhadores saber quais eram os trâmites desta proposta de recuperação da empresa. (…) Os trabalhadores têm o direito de saber qual é a perspetiva que se aponta, que possa ser aceitável para o futuro da unidade”, afirmou.

O presidente da Câmara de Mirandela, Vítor Correia, referiu que o município está receptivo para colaborar com os sindicatos e para os colocar ao corrente da situação. “Se o sindicato já fez o pedido, provavelmente está a aguardar oportunidade de agendamento para se poder realizar a reunião”, referiu.

Em abril, o matadouro industrial do Cachão, em Frechas, no concelho de Mirandela, entrou em processo de insolvência, solicitado por um dos credores, a Ares Lusitani, depois de uma dívida que terá chegado a perto de um milhão de euros.

O administrador do matadouro do Cachão, Michel Monteiro, disse, na altura à Lusa, que os municípios de Mirandela e Vila Flor iriam apresentar um “plano de recuperação” para esta unidade de abate, que está no Complexo Agroindustrial do Cachão, com o intuito de impedir o seu encerramento.

No entanto, o SINTAB coloca em causa a existência deste plano, devido à alegada falta de resposta das câmaras municipais para com os trabalhadores.

“Quem ao fim de um mês nada esclarece, ou não tem plano nenhum, ou tem um plano que quer esconder. É isto que os trabalhadores acabam por pensar. Aquilo que está em causa não é apenas um silêncio político, é um silêncio cúmplice perante a angústia dos trabalhadores neste momento”, vincou o sindicato, em declarações à Lusa.

O presidente da Câmara de Vila Flor, Pedro Lima, revelou que já foi elaborado e entregue, ao administrador de insolvência, o plano de recuperação do matadouro.

No entanto, de acordo com o dirigente sindical, os trabalhadores colocam em cima da mesa a possibilidade de o matadouro vir mesmo a fechar, devido a “interesses” “relativos ao desmantelamento de tudo aquilo que é atividade económica daquele complexo”, porque “há quem ache [que] o complexo é apetecível do ponto de vista turístico”.

“O que acontece, neste momento, é um silêncio claro por parte das câmaras municipais e é um silêncio que continua a alimentar a desconfiança e o receio deste desmantelamento encapotado”, criticou.

O sindicato considera ainda que o Governo deve tomar medidas, face à importância que o matadouro tem para o nordeste transmontano.

“O poder central não pode lavar as mãos e fingir que o problema é só das câmaras. (…) Defender o matadouro do Cachão é defender a produção nacional, defender a soberania alimentar e defender a coesão territorial”, vincou, salientando que “o Estado tem a obrigação de proteger as infraestruturas fundamentais à sobrevivência económica do interior do país”.

Apesar do processo de insolvência estar a decorrer, o matadouro industrial do Cachão mantém-se aberto e emprega 23 trabalhadores, “na maioria com idades entre os 63 e 66 anos”. 

No nordeste transmontano, há mais três matadouros, em Miranda do Douro, Vinhais e Bragança, estando ainda a ser construído outro em Mogadouro.

Ainda assim, “nenhum deles terá capacidade para fazer o abate de vitelos, como este faz, quase na totalidade, a este preço e com uma eficácia tão grande” e o seu encerramento pode obrigar os produtores a fazerem o abate em Penafiel, no distrito do Porto, a mais de 100 quilómetros, segundo o SINTAB.

Fonte: Lusa

Fruticultura: Cereja de Alfândega da Fé com Identificação Geográfica Protegida (IGP)

Fruticultura: Cereja de Alfândega da Fé com Identificação Geográfica Protegida (IGP)

A cereja de Alfândega da Fé é um produto com Identificação Geográfica Protegida (IGP), o que comprova a qualidade do fruto, que contribui para a valorização e o desenvolvimento agrícola e económico deste concelho transmontano.

De acordo com um aviso publicado hoje em Diário da República, foi proferida decisão nacional favorável ao registo da denominação ‘Cereja de Alfândega da Fé’ como IGP, apresentado pela “Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé”, no distrito de Bragança.

A IGP obriga o produto a ter determinadas características e condições de produção para ser comercializada com a qualificação.

O processo de obtenção da certificação já começou há mais de 10 anos.

Em 2015, o então presidente da cooperativa e atual presidente do município de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, disse à Lusa que esta classificação seria uma “mais-valia” para o produto.

“A decisão nacional confere proteção a nível nacional à cereja de Alfândega da Fé como IGP, com efeitos a partir de 03 de dezembro de 2025, data de apresentação do pedido de registo à Comissão Europeia”, lê-se no aviso.

A cereja tornou-se o símbolo do concelho de Alfândega da Fé, onde são colhidas anualmente cerca de 200 toneladas do fruto.

A promoção é feita através da Feira da Cereja, que este ano decorre no fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho, o maior certame de Alfândega da Fé.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr e MAF

Vaticano: Papa Leão XIV publica primeira encíclica «Magnifica humanitas»

Vaticano: Papa Leão XIV publica primeira encíclica «Magnifica humanitas»

O Papa Leão XIV vai publicar, no dia 25 de maio, a primeira carta encíclica do pontificado, com o título ‘Magnifica humanitas’ (Humanidade Magnífica), sobre “a proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial”.

Segundo um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, o documento foi assinado a 15 de maio, data do 135º aniversário da encíclica social ‘Rerum Novarum’, do Papa Leão XIII, que inspirou o atual sucessor de Pedro à escolha do seu nome papal.

A apresentação da encíclica vai decorrer no dia 25 de maio, pelas 11h30, no Salão Novo do Sínodo, na presença do Papa.

Entre os oradores que vão marcar presença neste momento estão o cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé e o cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Também Anna Rowlands, teóloga e professora da Durham University, no Reino Unido, Christopher Olah, cofundador da Anthropic (EUA) e responsável pela investigação sobre a interpretabilidade da inteligência artificial; e Leocadie Lushombo, docente de teologia política e pensamento social católico na Jesuit School of Theology de Santa Clara, Califórnia, vão participar.

A conclusão da sessão vai ser conduzida pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, a que se seguirá o discurso e bênção do Papa Leão XIV.

Em outubro de 2025, o Papa publicou a primeira exortação apostólica, com o nome “Dilexit Te” (Eu amei-te em português), na qual assumiu o legado pastoral e social de Francisco, numa reflexão sobre a relação da Igreja com os pobres.

A Santa Sé informou que Leão XIV aprovou a criação de uma comissão sobre a inteligência artificial, formada por representantes de vários dicastérios e Academias Pontifícias.

Na sua origem estão o desenvolvimento, nas últimas décadas, do fenómeno da IA e as recentes acelerações na sua utilização generalizada, bem como os seus efeitos potenciais sobre o ser humano e sobre a humanidade no seu conjunto.

A comissão nasce também da preocupação da Igreja com a dignidade de cada ser humano, sobretudo no que diz respeito ao seu desenvolvimento integral.

Fonte: Ecclesia

Miranda do Douro: Município assume despesas da esterilização animal

Miranda do Douro: Município assume despesas da esterilização animal

No corrente ano de 2026, o município de Miranda do Douro volta a promover uma campanha de esterilização de animais de companhia, através do reembolso das despesas aos munícipes, com os objetivos de promover o bem-estar animal e a saúde pública.

No sítio eletrónico, o município de Miranda do Douro apela à esterilização dos animais de companhia, considerando a importância deste procedimento sanitário para a diminuição da natalidade de cães e gatos e para evitar o abandono de animais.

Para efetuar a esterilização dos animais, o municipio de Miranda do Douro estabeleceu um protocolo com as clínicas “VETPLAN Veterinária, Lda.”, em Miranda do Douro e em Sendim, assim como com o Consultório Veterinário de Mogadouro.

O programa de Apoio à Esterilização de Animais de Companhia consiste num apoio financeiro às pessoas residentes no concelho de Miranda do Douro, com o município a assumir os custos da intervenção veterinária, através de reembolso.

“O apoio financeiro é aplicável à realização de esterilizações a animais que sejam propriedade de famílias/indivíduos residentes no concelho de Miranda do Douro. Por cada agregado familiar, há a possibilidade de esterilização gratuita até 2 animais, com o reembolso do valor gasto”, informa o município.

A candidatura ao Programa de Apoio de Esterilização de Animais de Companhia do Município de Miranda do Douro pode ser efetuada durante o ano de 2026, até a verba esgotar ou até 31 de dezembro de 2026.

O município de Miranda do Douro informa que o programa de Apoio à Esterilização de Animais de Companhia beneficia de um apoio financeiro total de 10 mil€.

O regulamento do programa e o formulário de candidatura podem ser consultados no site da autarquia.

HA