Agricultura: Trás-os-Montes na Ovibeja 2026

Agricultura: Trás-os-Montes na Ovibeja 2026

Trás-os-Montes é a região convidada na 42.ª edição da Ovibeja, uma das maiores Feiras de Agricultura, em Portugal, que decorre de 29 de abril até 3 de maio e onde agricultores, artesãos e associações de criadores de raças autóctones têm a oportunidade de promover a região transmontana.

Segundo a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), a participação dos nove municípios transmontanos neste certame, que decorre no Baixo Alentejo, é uma oportunidade de reforçar as pontes entre as duas regiões, que têm em comum a prevalência das atividades rurais.

“Promovida pela ACOS – Associação de Agricultores do Sul, a Ovibeja constitui uma montra privilegiada para a promoção da agricultura, dos produtos endógenos e das dinâmicas territoriais. Neste contexto, a participação do território é promovida e coordenada pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), enquadrando-se numa estratégia de valorização e projeção nacional da sub-região”, pode ler-se.

Ao longo dos cinco dias do evento, os produtores, artesãos e associações de criadores de raças autóctones transmontanas têm a oportunidade de mostrar o melhor da região, apresentando produtos, saberes e sabores associados à marca Terras de Trás-os-Montes, nas áreas do vinho, azeite, agroalimentar e artesanato.

A cultura transmontana também viajou até ao Alentejo, através da participação dos Caretos de Podence e dos Pauliteiros de Miranda, símbolos maiores da identidade e tradição transmontanas.

Segundo o comunicado da CIM-TTM, a participação na Ovibeja constitui uma oportunidade para reforçar a cooperação entre os territórios do interior, nomeadamente com o Baixo Alentejo, com o qual partilha desafios ao nível da coesão territorial, da valorização dos recursos endógenos e da dinamização económica.

“Com a participação na Ovibeja 2026, as Terras de Trás-os-Montes pretedem afirmar-se como um território de autenticidade, qualidade e elevado potencial, consolidando o seu posicionamento no panorama nacional”, concluem.

Fonte: CIM-TTM

Vimioso: Termas celebram o Dia da Mãe (3 de maio)

Vimioso: Termas celebram o Dia da Mãe (3 de maio)

Para celebrar o Dia da Mãe, que se assinala no Domingo, dia 3 de maio, as Termas de Vimioso convidam as mães a usufruir dos serviços termais, através da campanha “Massagem Vichy com aromas florais” e a oferta de piscina, sauna e banho turco.

Em comunicado, as Termas de Vimioso informa que a promoção é válida no fim-de-semana de 2 e 3 de maio, inclui a massagem de relaxamento Vichy com aromas florais e a oferta do circuito “Vales de Vimioso”, que consiste no acesso à piscina de água termal, sauna e banho turco, durante 60 minutos. Este serviço tem um custo de 22€.

“A massagem vichy é feita nas zonas cervical, dorsal e lombar, onde se exerce uma ação sedante e antiálgica, promovendo um relaxamento profundo e ajudando na libertação de tensões acumuladas e no alívio de contraturas. A promoção da circulação sanguínea e linfática é outra das grandes vantagens da massagem, que estende os seus benefícios ao cuidado da pele”, explicam.

O agendamento nas Termas de Vimioso é feito através do número de telefone 273 511 381 ou para o email termasdevimioso@cm-vimioso.pt

Segundo investigações hidrológicas, as águas das Termas Vimioso, têm efeitos terapêuticos nos sistemas músculo-esquelético, dermatológico, reumático, aparelho respiratório (ORL) e na saúde oral.

A estància termal, em Vimioso, está equipada com equipamentos modernos e disponibiliza: Jato Escocês; Vapor mãos e pés; Bertholaix; Vapor à coluna; Vichy; Banheira de Hidromassagem; Duche circular; Manilúvio e Pedilúvio; Nebulizante Quente; Irrigação Nasal; Duche Nasal Micronizado; Aerossol Termal; Aerrossol Sónico, Piscina Termal.

As Termas de Vimioso, edificadas sobre o vale do Rio Angueira, numa variante da EN 218, fazem parte do roteiro termal em Portugal.

HA

Picote: Miradouro da Fraga do Puio com 9 mil visitantes

Picote: Miradouro da Fraga do Puio com 9 mil visitantes

Desde o início do ano, o miradouro da Fraga do Puio, na aldeia de Picote, recebeu a visita de nove mil visitantes, um número que tem vindo a aumentar com a chegada da primavera/verão, tendo no mês de abril, sido registadas mais de 5 mil visitas.

De acordo com a freguesia de Picote, o número de visitas ao miradouro da Fraga do Puio é registado através de um sistema informático e a proveniência dos visitantes é conhecida na loja de produtos regionais da associação Frauga, instalada nas imediações do miradouro.

Em Picote, o miradouro da Fraga do Puio oferece aos visitantes uma vista privilegiada sobre o curso sinuoso do rio Douro, entre as margens escarpadas e agrestes das arribas, cobertas de zimbros e olivais.

No verão de 2017, um incêndio florestal, destruiu o miradouro mas a diligente iniciativa da freguesia local reabilitou o local e transformou-o numa plataforma segura, transparente e mobilada, o que propícia a contemplação e a observação do rio e da avifauna existente no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

Na visita à aldeia de Picote, um dos atrativos turísticos é a toponímia em língua mirandesa, que aí foi colocada pela primeira vez no concelho de Miranda do Douro, em 1996. Para preservar e promover a língua, a freguesia e a associação local Frauga, têm realizado vários trabalhos, de estudo e publicação de livros, assim como a organização de eventos e congressos. Um destes eventos é a Festas das Línguas, que se realiza anualmente, no mês de setembro.

Em Picote, outro local de visita obrigatória é o Eco Museu Terra Mater, onde é possível visitar exposições e conhecer os recursos e as tradições desta aldeia edificada nas arribas do rio Douro, como são os moinhos de água, a barragem, os castros, os fornos, as forjas ou a fogueira de Natal.

A barragem de Picote, construída no rio Douro, entre 1953 e 1958, é outro local emblemático a visitar. Os grupos de pessoas que pretendam visitar o interior da barragem, devem ser solicitar autorização por email (contact@movhera.pt), à atual concessionária, a empresa Movhera. Junto à barragem está instalado outro miradouro, que também merece uma visita pela vista sobre o empreendimento hidroelétrico.

Na aldeia do Barrocal do Douro, pertencente à freguesia de Picote, os visitantes podem ainda ver os modernos edifícios, construídos aquando da edificação da barragem. Entre estes edifícios, destacam-se a capela, a pousada, as moradias ou casas dos engenheiros.

O empreendimento hidroelétrico de Picote foi o primeiro a ser construído no Douro Internacional, durante o processo de eletrificação do país. Entre 1953 e 1958, a construção da barragem implicou também a construção de uma nova localidade, o Barrocal do Douro, para albergar todos os trabalhadores, engenheiros e operários.

HA

Entrevista: “A motivação dos alunos para a aprendizagem é fundamental e esse é o grande desafio dos professores.” – Jorge Gonçalves

Entrevista: “A motivação dos alunos para a aprendizagem é fundamental e esse é o grande desafio dos professores.” – Jorge Gonçalves

O professor, Jorge Gonçalves, concluiu o primeiro ano como diretor do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) e numa avaliação ao trabalho realizado destacou a colaboração de professores, pais, do município e outras instituições na motivação dos alunos para as aprendizagens, num contexto difícil dada a quantidade de estímulos digitais que distraem e dispersam os jovens.

Terra de Miranda – Notícias: No dia 6 de janeiro de 2025, o professor, Jorge Gonçalves, foi eleito diretor do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV). Concluído o primeiro ano na direção deste agrupamento, que autoavaliação faz do primeiro ano de trabalho?

Jorge Gonçalves: O trabalho de um diretor é feito em colaboração com toda a comunidade, isto é, com os professores, assistentes, os pais dos alunos, o município de Vimioso, as associações, o centro de saúde, as IPSS’s, etc. Concluído o primeiro ano na direção do AEV, creio que conseguimos ter um desempenho muito positivo e para este sucesso destaco a relação de proximidade e a colaboração com todos os intervenientes no processo educativo dos alunos.

“Concluído o primeiro ano na direção do AEV, creio que conseguimos ter um desempenho muito positivo e para este sucesso destaco a relação de proximidade e a colaboração com todos os intervenientes no processo educativo dos alunos”.

T.M.N.: Como é o dia-a-dia do diretor do AEV e quais são as atividades que exigem maior atenção e ocupam mais tempo?

J.G.: O diretor de uma agrupamento de escolas tem que acompanhar a implementação do projeto pedagógico, apoiando os professores na sua missão de ensino aos alunos. Por outro lado, o diretor de uma escola é também responsável pela gestão administrativa, logística e financeira do AEV.

T.M.N.: Que projeto educativo propõe à comunidade escolar e que valores procura transmitir ao Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV)?

J.G.: O nosso projeto educativo tem como objetivos proporcionar aprendizagens de qualidade e o sucesso escolar dos alunos. Simultaneamente, trabalhamos para criar um bom ambiente social, envolvendo as famílias e a abertura da escola a toda a comunidade. Outro desígnio do AEV é promover os valores da inclusão e do humanismo nos alunos.

“Trabalhamos para criar um bom ambiente social, envolvendo as famílias e a abertura da escola a toda a comunidade.”

T.M.N.: Neste ano letivo de 2025/2026, quantos alunos estudam nos vários ciclos escolares, do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV)?

J.G.: Atualmente, estudam no Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) 200 alunos, que são lecionados por cerca de 40 professores. Nos vários ciclos de ensino, estão matriculados no pré-escolar cerca de 40 crianças; no primeiro ciclo 75 alunos; no segundo ciclo, 30 estudantes; no terceiro ciclo, 50 jovens; e ainda há 6 alunos, que estudam no ensino secundário, na modalidade de turmas partilhadas.

T.M.N.: Com o passar dos anos, tem-se verificado um decréscimo no número de alunos no AEV. Futuramente, está em causa a existência do terceiro ciclo no AEV?

J.G.: Apesar da baixa densidade populacional no concelho de Vimioso e consequentemente no número reduzido de alunos, não creio que o Agrupamento de Escolas de Vimioso deixe de lecionar até ao 9º ano. Aliás, embora a implementação do ensino secundário no AEV seja difícil de alcançar, neste momento há alunos a estudar em Vimioso, nos 10º, 11º e 12º anos, na modalidade de “Turmas de Responsabilidade Partilhada”. Esta alternativa é uma boa iniciativa pois permite aos alunos do concelho de Vimioso prosseguir o ensino secundário, com aulas teóricas em Vimioso e aulas práticas noutros estabelecimentos de ensino da região.

«Embora a implementação do ensino secundário no AEV seja difícil de alcançar, neste momento há alunos a estudar em Vimioso, nos 10º, 11º e 12º anos, na modalidade de “Turmas de Responsabilidade Partilhada”.»

T.M.N.: Portugal é hoje um país de acolhimento de imigrantes. Há alunos estrangeiros no AEV? Como tem sido o acolhimento e a integração destes alunos na comunidade escolar?

J.G.: No ano letivo 2025/2026, estudam no Agrupamento de Escolas de Vimioso 20 alunos estrangeiros, de vários países como o Brasil, São Tomé e Príncipe, Venezuela, Inglaterra e a China. A integração destes alunos tem corrido muito bem.

T.M.N.: As notas ou resultados escolares são um dos principais objetivos de alunos, pais e da própria escola. Atualmente, como se motivam os alunos a trabalhar pelo sucesso escolar?

J.G.: A motivação dos alunos para a aprendizagem é fundamental e esse é o grande desafio dos professores. Atualmente, as crianças e jovens estão rodeados de múltiplos e constantes estímulos que lhes chegam pelos écrans dos telemóveis, tablets, a televisão, etc.. Dada a quantidade e imediatez destes estímulos torna-se difícil despertar-lhes a atenção e o interesse para as aprendizagens dos conhecimentos escolares. Mas a missão dos professores é precisamente consciencializar os jovens sobre a importância do estudo para alcançar objetivos, a médio e longo prazo, como a entrada num curso superior ou profissional e o exercício da profissão desejada pelos jovens. Outra estratégia para motivar os alunos à aprendizagem são as aulas mais interativas e as atividades complementares do interesse dos alunos. Atualmente, no AEV existem os clubes desportivos, o clube multimedia, o clube de artes, o clube de ciência viva, o clube de oficina de leitura e escrita e o clube de xadrez, atividades complementares que vão ao encontro dos interesses das crianças e jovens.

“A missão dos professores é precisamente consciencializar os jovens sobre a importância do estudo para alcançar objetivos, a médio e longo prazo, como a entrada num curso superior ou profissional e o exercício da profissão desejada pelos jovens.”

T.M.N.: Ultrapassada a polémica que envolveu alguns alunos do AEV numa brincadeira de mau gosto de alegada sodomização, como é atualmente o ambiente escolar no Agrupamento/Escola?

J.G.: Ainda não trabalhava no Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) quando se falou desse caso. Após consulta de alguns documentos verifiquei que se tratou de uma brincadeira estúpida por parte de alguns alunos, mas nunca chegou à gravidade de uma sodomização. Nesse caso, a comunicação social empolou a situação, o que criou um clima de suspeição na opinião pública sobre o ambiente no AEV. Atualmente, esse problema está ultrapassado e a convivência na escola em Vimioso é muito saudável.

Formação académica e situação profissional 

Jorge Gonçalves é licenciado em Português, Latim e Grego via ensino, pela Universidade de Aveiro. Posteriormente, também em Aveiro, concluiu outra licenciatura e o Mestrado em ensino de Português e Espanhol. Jorge Gonçalves, adquiriu também formação como Bibliotecário e realizou uma Pós-graduação em Gestão e Administração Escolar.

No ensino, Jorge Gonçalves trabalhou em Timor Leste, entre 2006 a 2028, no projeto de Reintrodução da Língua Portuguesa. Regressou depois a Portugal, para se dedicar à investigação científica, na Universidade de Aveiro.

A partir de 2011, lecionou nas escolas de Miranda do Douro, Mogadouro, Bragança e Freixo de Espada à Cinta. A 6 de janeiro de 2025, foi empossado pelo Conselho Geral para liderar o Agrupamento de Escolas de Vimioso, nos próximos 4 anos, até 2028.

HA

Miranda do Douro: Bienal dedicada ao Teatro Popular Mirandês

Miranda do Douro: Bienal dedicada ao Teatro Popular Mirandês

A primeira Bienal do Teatro Popular Mirandês está agendada para os dias 22 e 23 de maio, com a representação do auto “A confissão do marujo”, pela associação Tradifols, Artes e Ritmos, um evento cultural cuja finalidade é reanimar esta manifestação coletiva de arte popular.

António García, regrador e estudioso do Teatro Popular Mirandês (TPM), explicou que a Bienal surge para preservar e valorizar uma das mais genuínas manifestações culturais da Terra de Miranda, enraizada nos costumes tradicionais e na memória coletiva do povo, que ao longo dos séculos soube preservar a sua identidade e assim resistiu ao tempo. 

De acordo com o investigador, o Teatro Popular Mirandês nasceu em contextos rurais e comunitários frequentemente associado a festividades religiosas, romarias e momentos de convívio.

“O Teatro Popular Mirandês ultrapassa a dimensão do simples entretenimento, afirmando-se como um espaço de expressão cultural, transmissão de saberes e resistência identitária”, vincou.

A Tradifolis em parceria com outras organizações como o Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra (GEFAC) vão representar peças emblemáticas do património cultural mirandês, durante a bienal.

“É neste contexto que emerge a Bienal do Teatro Popular Mirandês, não apenas como um evento, mas como um encontro, celebração e criação, que vai reunir grupos de teatro, artistas, investigadores e a comunidade. Este projeto assume-se como um motor de desenvolvimento cultural, social e económico da região”, explicou Antonio Garcia.

A Bienal vai abrir com o auto “A Confissão do Marujo” que foi recolhida na aldeia da Póvoa, no concelho de Miranda do Douro e que contar com a estreia do auto “A tia Lucrécia” representado pelo GEFAC.

O linguista e académico, António Bárbolo Alves, que faz parte deste projeto, disse que a questão da origem do Teatro Popular Mirandês não pode ser explicada por uma única fonte, devendo ser vista como um verdadeiro fenómeno de sincretismo cultural.

“O que hoje chamamos por Teatro Popular Mirandês — um conceito, convenhamos, bastante complexo — é o resultado de várias correntes que se fundiram na circunstância do isolamento geográfico do planalto mirandês”, explicou.

O também escritor e investigador da cultura mirandesa disse que é preciso olhar para os textos para se perceber a influência direta da chamada escola vicentina e de autores peninsulares dos séculos XVI e XVII.

António Bárbolo Alves fala também de nomes que marcaram este universo, como Baltasar Dias e Afonso Álvares, com os seus autos religiosos e moralizadores que deram a estrutura a estas peças, António Pires Gonge ou António Cândido de Vasconcelos, e os autores castelhanos, cujos textos circulavam livremente por feiras e romarias, aproveitando essa fronteira que sempre foi porosa.

Segundo o linguista, a esta base erudita juntam-se os próprios autores mirandeses, que souberam adaptar os temas à sua realidade.

“E aqui entra a peça fundamental deste puzzle: o papel dos regradores locais. Eram eles os verdadeiros guardiões da memória. Eram encenadores, eram copistas, mas não se limitavam a reproduzir. Eles transformaram os textos. Ajustavam as palavras, mudavam as falas e adaptavam tudo à vida concreta da aldeia”, disse António Bárbolo Alves.

“Para um linguista, o que mais me fascina é mesmo a língua. É curioso porque o Teatro Popular Mirandês não usa o mirandês na sua totalidade. O que temos é uma matriz onde o português e o castelhano se cruzam, mas estão completamente impregnados pela oralidade local”, enfatizou António Bárbolo Alves.

O Teatro Popular Mirandês é “um registo precioso que nos mostra como a população se apropriava de textos que vinham de fora para os naturalizar, tornando-os parte do seu património”, disse.

Fonte: Lusa

Ciclismo: VII Volta ao Nordeste em Bicicleta termina em Vimioso

Ciclismo: VII Volta ao Nordeste em Bicicleta termina em Vimioso

De 30 de abril a 3 de maio, vai para a estrada a 7ª Volta ao Nordeste em Bicicleta DAITSU, uma competição para ciclistas amadores, organizada pela Associação de Ciclismo de Bragança (ACB) e a terceira e última etapa de 83 quilómetros, arranca em Miranda do Douro e termina em Vimioso.

No primeiro dia da prova, a 30 de abril, os ciclistas realizam um contrarrelógio noturno, de cinco quilómetros, na cidade de Macedo de Cavaleiros.

No dia seguinte, feriado de 1 de maio, o pelotão parte para a 1ª etapa da 7ª Volta ao Nordeste em Bicicleta DAITSU, entre as localidades de Vinhais e Izeda, numa distância 120 quilómetros.

A segunda etapa, agendada para sábado, 2 de maio, parte de Mirandela em direção a Vila Flor, num trajeto de 82 quilómetros.

Finalmente, no Domingo, 3 de maio, a terceira e última etapa da Volta ao Nordeste em Bicicleta DAITSU, o pelotão de ciclistas arrancam em Miranda do Douro em direção a Vimioso, numa distância de 83 quilómetros.

A organização da VII Volta ao Nordeste em Bicicleta DAITSU conta com a colaboração dos municípios de Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Bragança, Mirandela, Vila Flor, Alfândega da Fé, Miranda do Douro e Vimioso.

A Associação de Ciclismo e Cicloturismo de Bragança, é uma associação sem fins lucrativos, que tem o objetivo de promover e regulamentar todas as vertentes do ciclismo no distrito de Bragança.

Desde a data da sua fundação,  a Associação de Ciclismo e Cicloturismo de Bragança tem sido um elemento dinamizador junto de clubes e atletas, na divulgação e promoção das modalidades, nomeadamente BTT, Ciclismo de estrada, Escolas e Cicloturismo. 

A ACB realiza anualmente o calendário desportivo do distrito de Bragança, o licenciamento dos eventos junto da Federação Portuguesa de Ciclismo, entre outros.

HA

Médio Oriente: Bispos da UE exigem que Europa assuma «responsabilidade histórica» pela paz

Médio Oriente: Bispos da UE exigem que Europa assuma «responsabilidade histórica» pela paz

A Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) instou os Estados-membros a assumirem a sua responsabilidade histórica na promoção da estabilidade no Médio Oriente.

“A União Europeia, nascida como um projeto de paz, tem a responsabilidade particular de agir como uma força credível em prol da paz e como promotora ativa da estabilidade e do diálogo em toda a região do Médio Oriente”, refere o comunicado final da Assembleia Plenária de primeira que reuniu os bispos delegados da COMECE na capital do Chipre.

O texto aponta às crises internacionais em curso, com destaque para a Terra Santa, o Líbano, o Irão, a Ucrânia e o Sudão.

“Estamos profundamente entristecidos por estas tragédias que resultam na perda de inúmeras vidas humanas, na destruição generalizada e em crises humanitárias que afetam tantas famílias”, indicam os bispos católicos.

A declaração episcopal manifesta solidariedade para com o Papa Leão XIV, reforçando o pedido pontifício pelo fim imediato dos conflitos armados e pela prioridade do diálogo internacional.

«Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!»”.

O episcopado da União Europeia sublinha a necessidade de proteger o direito internacional e de garantir o respeito pelas vozes das diversas comunidades religiosas nas iniciativas de consolidação da paz.

“Neste espírito, exortamos a UE e os seus Estados-Membros a continuarem a agir de forma unida e com determinação: intensificando o seu empenho diplomático, político e humanitário para proteger a dignidade humana, defender o direito internacional e apoiar iniciativas inclusivas de consolidação da paz”, apontam os bispos.

O documento assinala as consequências diretas da instabilidade global nas sociedades europeias, instando os governos a adotarem medidas solidárias para garantir a coesão social face ao aumento do custo de vida.

“A União é chamada a exercer solidariedade para com os Estados-Membros afetados pela instabilidade regional e a responder adequadamente às repercussões destes conflitos nas sociedades europeias”, pode ler-se.

O encontro decorreu em Nicósia entre os dias 22 e 24 de abril, inserindo-se no contexto da presidência cipriota do Conselho da União Europeia.

D. Nuno Brás, vice-presidente da COMECE, é o delegado da Conferência Episcopal Portuguesa no organismo.

Fonte: Ecclesia | Foto: Flickr

Agricultura: Vespa da galha do castanheiro afeta soutos em Bragança 

Agricultura: Vespa da galha do castanheiro afeta soutos em Bragança

A vespa da galha do castanheiro está a afetar severamente soutos em algumas freguesias do concelho de Bragança, alertaram agricultores e autarcas, estando previstas 100 largadas do parasitoide que combate a praga.

Os soutos de algumas zonas das freguesias de Carragosa, Parâmio, Salsas e Serapicos estão com um ataque considerado “severo” da vespa da galha do castanheiro, uma praga que cria galhas nos gomos e nas folhas da árvore, impedindo o seu crescimento e frutificação.

Um castanheiro fortemente afetado significa que mais de metade dos gomos de um só ramo tem vespa.

Virgílio Martins é um dos produtores afetados na aldeia de Vila Boa, freguesia de Serapicos. Tem 50 hectares de castanheiros.

Nesta altura do ano começam a surgir os gomos nas árvores e o agricultor já vê alguns afetados.

“Eu andei a enxertar e aqueles gomos que estão a sair agora estão completamente cheios de vespa (…). A mim, dá-me a impressão que é pior que o ano passado (…) aqui há zonas que é demais”, contou, à Lusa, o produtor.

A vespa da galha do castanheiro foi detectada, pela primeira vez, no distrito de Bragança, em 2017.

Não há uma cura para a praga, mas o seu controlo tem sido feito através de largadas do parasitoide ‘Torymus sinensis’, que se instala no castanheiro e se alimenta da vespa.

“No ano passado andaram a pôr [o parasitoide] mas não vejo, a bem dizer, melhoras”, afirmou Virgílio Martins.

Albino Bento, coordenador do Instituto Politécnico de Bragança e responsável pelo combate da praga, adiantou que esta semana começarão a fazer largadas do parasitoide, estando previstas 100 para o concelho de Bragança e outras 100 para o concelho de Vinhais, num protocolo estabelecido com ambos os municípios.

“Continuaremos com ataque elevado, sim. O ano passado foram feitas muitas largadas em toda aquela zona e a ideia será essa, será concentrar as largadas nas aldeias que estão com ataques mais elevados”, explicou.

De acordo com o investigador, este ano prevê-se que o ataque também será severo, nos mesmos locais de 2025, ou seja, “na zona do Parâmio, Zeive, Carragosa, Salsas e Salselas”, embora tenham sido feitas largadas e a taxa de parasitismo seja elevada, ou seja, de 40 a 60% de instalação do parasitoide que se alimenta da vespa.

“A resolução não é logo de um ano para o outro. (…) O inseto não controla logo de um ano para o outro, mas eu creio que estará em condições para o ano seguinte baixar bastante”, esclareceu.

Cada vespa chega a largar entre três a seis ovos por gomos. Nos castanheiros afetados no concelho de Bragança, cada gomo tem, em média, três vespas.

“Nunca me lembro de nada disto. Isto foi só há meia dúzia de anos para cá. (…) Quando foi no princípio, melhorou um bocadinho, mas este ano está-me a parecer que é muito, mas ainda é cedo”, vincou Virgílio Martins.  

O presidente da Junta de Freguesia da Carregosa, Élio Vaz, confirmou, à Lusa, que naquela aldeia, “nos castanheiros bravos já se vê as cerejinhas”, ou seja, os gomos afetados, que ficam vermelhos e parecem cerejas.

Ainda segundo o autarca, “não é provável que melhore”, porque, no ano passado, houve um ataque muito elevado e agora há zonas onde “só se veem os casulos” da vespa.

Para esta freguesia estão previstas 10 largadas. Élio Vaz considera que são poucas e, por isso, a junta coloca em cima da mesa a possibilidade de ter de comprar mais. No entanto, é preciso cumprir o critério das largadas, que têm de estar a 500 metros de distância umas das outras.

Nas freguesias de Salsas e Serapicos, a situação não é diferente. “Estão muito afetados. O castanheiro na nossa zona, Salsas, Freixeda, Vila Boa, Serapicos, está muito afetada pela vespa”, reiterou, à Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Salsas, Filipe Caldas.

Devido à vespa da galha do castanheiro, mas também a outras doenças do castanheiro, como a tinta e o cancro, e às alterações climáticas, a produção de castanha teve uma quebra de “50%” nesta zona do concelho de Bragança.

Em Portugal, cerca de 85% da produção de castanha é proveniente de Trás-os-Montes. Nos concelhos de Bragança e Vinhais chegam a ser colhidas 25 mil toneladas do fruto, por ano.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Pecuária: Atrasos no pagamento de indemnizações por ataques de lobos

Pecuária: Atrasos no pagamento de indemnizações por ataques de lobos

O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) admitiu que há pagamentos em atraso, de indemnização por ataques de lobos a explorações pecuárias, nas regiões Norte e Centro do país.

O esclarecimento do ICNF surge após alguns pastores do planalto mirandês terem manifestado descontentamento pelos atrasos no pagamento dos prejuízos, alegadamente provocados pelos ataques de lobos a rebanhos, nos concelhos de Miranda do Douro e Vimioso.

O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) justificou que “os pagamentos que se encontram em atraso referem-se a comunicações ocorridas durante o ano de 2026, encontrando-se já uma parte dos processos em pagamento”, indicou.

Segundo o ICNF, os pagamentos são realizados pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) após transferência das verbas correspondentes às validações técnicas efetuadas por este organismo público.

O ICNF acrescentou ainda que “os processos pendentes de 2025 estão associados à necessidade de regularização do registo da morte dos animais no Sistema Nacional de Informação e Registo Animal (SNIRA)”.

De acordo com este Instituto, os valores de referência a atribuir por animal, no caso das espécies elegíveis para indemnização (bovinos, ovinos, caprinos, equídeos e cães de proteção e condução de gado), por danos causados pelo lobo, encontram-se definidos no Despacho n.º 14 506/2025, de 5 de dezembro de 2025.

“Estes valores variam em função da raça, sexo, classe etária e respetivo valor comercial”, indicou.

Segundo o ICNF, no corrente ano de 2026, já foram registadas um total de 326 comunicações, de alegados danos causados por lobo nas regiões Norte e Centro.

Em 2025 foram registados 510 prejuízos confirmados.

O ICNF reitera que o lobo-ibérico possui em Portugal o estatuto de “Em Perigo” (Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental), sendo uma espécie protegida.

Estima-se que a população ronde os 300 animais em Portugal, o que corresponde ao valor médio da estimativa de 190 a 390 lobos. A nível da União Europeia(UE), é considerado uma espécie prioritária de interesse comunitário pela “Diretiva Habitats”.

Sendo reconhecida a importância do lobo-ibérico no equilíbrio natural dos ecossistemas, na valorização e diferenciação do território, Portugal tem estado comprometido em conciliar a sua conservação com a presença e as atividades humanas.

Entre as medidas previstas destacam-se as indemnizações por danos causados pelo lobo-ibérico, cujo valor foi recentemente atualizado, traduzindo-se num aumento justo para os produtores de gado, porque passará a considerar a espécie pecuária atacada e o seu custo no mercado.

O despacho, publicado em dezembro de 2025, “produziu efeitos a partir de janeiro de 2026, e refletiu-se num aumento médio de mais de 200% nas indemnizações pagas aos produtores de gado”.

Esta atualização acontece no âmbito do Programa Alcateia 2025-2035 que estabelece, para os próximos 10 anos, medidas dirigidas à conservação/restauro ecológico da população do lobo-ibérico em Portugal.

Este programa tem financiamento garantido pelo Fundo Ambiental para projetos no âmbito da conservação da natureza, biodiversidade e apoio direto à conservação do lobo.

Desde 2024, que as proximidades dos ataques dos lobos às aldeias estão a sobressaltar os produtores de ovinos e caprinos.

Um grupo de pastores do planalto mirandês já se queixou que os ataques de lobos ocorridos são “uma calamidade” e pedem a atuação do Governo para ajudar a solucionar este problema que causa “avultados prejuízos”.

Os pastores dos concelhos de Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro já tinham afirmado que alguma coisa tinha que ser feita e que não podem continuar a criar animais que contribuem para a economia desta região devido aos ataques de lobos.

Fonte: Lusa | Fotos: HA e PA

Fiscalidade: MCTM critica demora na cobrança do IMI das barragens

Fiscalidade: MCTM critica demora na cobrança do IMI das barragens

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) criticou o Estado pela demora em cobrar os impostos devidos pelas barragens, como o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

“Achamos estranho que, ao fim de quase seis anos, o Estado ainda não tenha sido capaz de cobrar um cêntimo, nem dos impostos sobre o negócio da venda das barragens [e de outros centros eletroprodutores], nem do IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis]. A luta do Movimento conseguiu que a justiça reconheça que as populações têm direito a mais de 500 milhões de euros deste imposto”, disse o membro do Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM), Óscar Afonso.

Óscar Afonso acrescentou ainda que os acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo (STA) ditam que “há lugar a cobrança de Imposto Municipal sobre Imóveis [IMI] e que, até data, são mais de 40 acórdãos favoráveis à cobrança deste imposto, em centrais elétricas, fotovoltaicas e eólicas”.

“O que nós defendemos é que, agora, cabe ao Governo aplicar a lei que estabelece que há lugar à cobrança do IMI e não aterrar essa mesma Lei”, vincou o também economista.

Em comunicado, o MCTM avançou “que há intenção de alterar o Código do IMI, na parte em que esta lei obriga as concessionárias de centros eletroprodutores a pagar este imposto”.

O Movimento cívico, que desde 2020 se tem debatido pelo pagamento dos impostos em dívida sobre a venda de seis barragens em Trás-os-Montes, acrescentou ainda que se “está a ponderar o formato dessa alteração legal para evitar contencioso”.

Para o MCTM, “a justiça colocou uma pedra sobre este assunto e cabe ao Governo cobrar os impostos, que são devidos, devendo concentrar-se exclusivamente nisso”, assinalando que “a lei não tem que ser alterada” mas “tem que ser aplicada”.

“Alertamos o Governo: se essa proposta [alteração ao Código do IMI] for por diante, pediremos às populações que se levantem e não permitam mais esta ofensa aos seus direitos”, reiteraram os membros do MCTM.

Em 7 de novembro, o ministro da Finanças confirmou que o Governo vai apresentar uma proposta de lei sobre as regras de cobrança do IMI das barragens.

A informação foi avançada por Joaquim Miranda Sarmento em resposta à bancada do PCP durante uma audição no parlamento no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), durante a qual foi abordada a decisão do Ministério Público relativa ao negócio da venda de seis barragens do Douro Internacional pela EDP ao consórcio liderado pela Engie.

“Haverá uma proposta legislativa a vir a este parlamento [sobre o IMI] muito em breve”, disse então o ministro, sem, no entanto, esclarecer quando é que o executivo o fará.

Já este ano, no final de março, a secretária de Estado dos Assuntos Fiscais disse que as alterações que o Governo quer fazer às regras do IMI das barragens e parques eólicos terão de ser tomadas com cuidado para não colocar em causa as cobranças atuais.

“As alterações têm que ser ponderadas. Qualquer alteração legislativa precisa de acautelar e não pôr em causa aquilo que temos à data de hoje”, referiu Cláudia Reis Duarte numa audição no parlamento, advertindo que qualquer mudança na legislação, por si só, “pode gerar novo contencioso”.

A secretária de Estado falava na Comissão de Orçamento Finanças e Administração Pública ao lado do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, na sequência de um requerimento apresentado pelo Chega para o Governo fazer um ponto de situação sobre a liquidação de impostos relativos às barragens e sobre as alterações que pretende fazer ao Código do IMI.

No final de outubro de 2025, o Ministério Público arquivou as suspeitas criminais, mas concluiu que o Estado tinha a receber 335,2 milhões de euros em impostos e mandou a AT “proceder à cobrança dos impostos em falta e que não foram pagos”.

A EDP fez saber em novembro de 2025, que cumpriu as regras fiscais na venda das barragens do Douro em 2020 e prometeu “defender os seus interesses”.

A vertente fiscal das barragens começou a ser discutida na sequência da venda pela EDP de seis barragens em Trás-os-Montes (Miranda do Douro, Picote, Bemposta, Baixo Sabor, Feiticeiro e Tua), por 2,2 mil milhões de euros, a um consórcio liderado pela Engie, tendo o negócio ficado concluído no final de 2020.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr e HA