Verão: Época balnear iniciou-se em 121 praias costeiras e fluviais do Norte

Verão: Época balnear iniciou-se em 121 praias costeiras e fluviais do Norte

Iniciou-se a 13 de junho, a época balnear em 121 praias da região Norte de Portugal e a bandeira azul está presente em 73 praias costeiras e outras dez praias fluviais.

Matosinhos e Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, ambas com 19 bandeiras azuis, são os concelhos que concentram em 2026 um maior número de galardões, de acordo com a Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE).

Segue-se Viana do Castelo, com 13 locais galardoados, mais duas do que em 2025, enquanto Póvoa de Varzim mantém oito e Vila do Conde cinco.

O Porto tem quatro praias galardoadas, Caminha tem três zonas costeiras e uma praia fluvial e Espinho tem três bandeiras azuis, segundo a informação disponibilizada pela ABAAE no ‘site’ da internet.

Na lista de praias fluviais com bandeira azul estão ainda dois locais em Braga (Adaúfe e Ponte do Bico), um em Fafe e um em Vila Verde (distrito de Braga), quatro em Macedo de Cavaleiros (distrito de Bragança) e um em Freixo de Espada à Cinta (Bragança).

Quanto às águas balneares identificadas a Norte, são 121 em 2026, de acordo com a portaria do Governo publicada no Diário da República de 30 de abril.

Este documento define todos os anos a duração da época balnear que, este ano, a Norte, é de 13 de junho a 13 de setembro.

A exceção vai para as praias de Espinho (distrito de Aveiro), onde a época balnear começou a 01 de junho, terminando a 20 de setembro, e para Pedras Ruivas, no concelho de Caminha (Viana do Castelo), que começa a 27 de junho.

Em 2025, a época balnear arrancou a 14 de junho, em 127 praias do Norte, com a bandeira azul a estar presente em 84 praias: 75 em zonas costeiras e nove praias fluviais, com seis saídas do galardão a assinalar relativamente a 2024.

Portugal conta este ano com 438 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul, menos seis que em 2024, distribuídas por 100 concelhos, destacando-se o município da Sertã, que se candidatou pela primeira vez, anunciou a Associação Bandeira Azul a 30 de abril.

De acordo com o presidente da Associação Bandeira Azul da Europa este ano, em todo o país, vão ser hasteadas bandeiras azuis em 396 praias – 350 costeiras e 46 interiores.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Ambiente: Eólicas asseguram 25,4% do consumo energético em Portugal – estudo

Ambiente: Eólicas asseguram 25,4% do consumo energético em Portugal – estudo

Em 2025, a energia eólica assegurou 25,4% do consumo de eletricidade em Portugal continental, mas as metas definidas para 2030 exigem maior ambição e aceleração de novos projetos, segundo um estudo.

O relatório “Parques Eólicos em Portugal”, elaborado pelo INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial – em parceria com a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), divulgado hoje no Dia Mundial do Vento aponta para uma produção eólica de 13,5 terawatts-hora (TWh), face a um consumo total de eletricidade de 53,1 TWh em Portugal continental.

Tendo em conta que o Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC 2030) prevê uma capacidade geradora de 10,4 gigawatts (GW) de eólica em terra (‘onshore’) e a concretização de 2 GW de eólica no mar (‘offshore’) até 2030, o estudo considera que este conjunto de metas é “muito ambicioso e exigente”.

Nesse sentido, defende que a sua concretização depende de uma “estreita colaboração entre os agentes públicos e privados”, que permita acelerar o desenvolvimento de novos projetos.

A coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, Susana Serôdio, afirmou que “efetivamente nos últimos anos tem havido aqui uma estagnação da energia eólica” e que esta fonte “não tem acompanhado o que seria expectável face ao que está no PNEC2030”.

“O primeiro [fator], claramente, é a questão do licenciamento e a falta de visibilidade de prazos, dificuldades em algumas áreas de avaliação de impacto ambiental, mas também claramente questões das condições do mercado atual e também de rede”, disse.

De acordo com o mesmo estudo, após um período de crescimento, 2025 evidenciou uma “nova estagnação da capacidade adicional instalada em Portugal”.

Em 2025, encontravam-se mapeados 446,8 megawatts (MW) de potência em fase de construção, dos quais cerca de 80% correspondem a novos projetos, incluindo os parques de Tâmega Norte, com 194,4 MW, e Tâmega Sul, com 79,2 MW.

A maioria destes novos projetos está, contudo, associada a hibridizações, isto é, à combinação de um projeto eólico com outro projeto renovável já existente, como hídrico ou solar, aproveitando pontos de rede já disponíveis.

Os projetos de reequipamento (‘repowering’), que consistem na substituição ou modernização de equipamentos existentes por outros mais eficientes, representam 14% da potência em construção, enquanto os restantes 6% dizem respeito a sobreequipamento, ou seja, à instalação de uma potência de geração superior à capacidade de injeção.

Com 6 GW de capacidade instalada acumulada, Portugal mantém-se no ‘top 10’ europeu da capacidade eólica, num ranking liderado pela Alemanha, com 77,7 GW, e por Espanha, com 33,2 GW.

Em termos geográficos, Viseu mantém-se como o distrito com maior potência eólica instalada em território nacional, com 1.231,1 MW ligados à rede, seguido de Coimbra, com 745,7 MW, Vila Real, com 696,3 MW, e Guarda, com 653,2 MW.

Évora continua a ser o único distrito de Portugal continental sem qualquer aerogerador instalado.

As regiões autónomas concentram um total de 106,4 MW operacionais, repartidos entre 63,8 MW na Madeira e 42,6 MW nos Açores.

Questionada sobre o crescimento futuro em terra, Susana Serôdio defendeu que “o futuro passa pelo reequipamento”, mas ressalvou que “existe, efetivamente, ainda margem para crescer em terra”.

A responsável acrescentou que a hibridização com solar está a ganhar relevância, devido à queda dos preços nas horas de maior produção fotovoltaica.

“À hora de produção solar, efetivamente, os preços são muito baixos e a rentabilidade dos projetos começa a ser muito pequena. E, se hibridizarem com o eólico, geram aqui outro potencial ao projeto”, afirmou.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Ensino: Novo regime de bolsas penaliza instituições do interior – Politécnicos 

Ensino: Novo regime de bolsas penaliza instituições do interior – Politécnicos

Os presidentes dos institutos politécnicos manifestaram-se contra a proposta do Governo, para o novo regulamento das bolsas e apelaram à tutela para que repense as regras, alertando que as instituições do interior são as mais prejudicadas.

A posição foi enviada esta semana ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) e o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) justificou o parecer negativo.

“Quando temos uma proposta de alteração legislativa que, em grande medida, acaba com o único fator de diferenciação positiva que havia para estudar no interior e, paralelamente, estes territórios são aqueles onde o valor da bolsa reduz, está tudo dito”, lamentou Luís Loures.

O novo modelo de ação social, que entrará em vigor já a partir do ano letivo 2026/2027, prevê que o cálculo do valor da bolsa passará a considerar o custo médio de estudar no ensino superior e o rendimento que as famílias podem disponibilizar ao estudante.

Depois de apresentar o modelo de ação social em maio, o MECI solicitou aos representantes da comunidade académica contributos em relação à proposta para o regulamento de atribuição de bolsas de estudo.

Da parte do CCISP, os presidentes dos politécnicos reconhecem o mérito dos objetivos relacionados com o reforço da justiça social e a progressividade dos apoios, mas identificam “fragilidades muito significativas” que prejudicam, em particular, as instituições localizadas no interior do país.

Desde logo, o conselho critica a revogação do programa +Superior, que visava apoiar a frequência do ensino superior em regiões do país com menor procura e menor pressão demográfica por estudantes carenciados de outras regiões.

Ao contrário do entendimento do Governo, os presidentes dos politécnicos consideram tratar-se de um programa relevante que falhava, no entanto, os objetivos por estar mal desenhado.

“Estávamos à espera que a tutela reformulasse o incentivo, não que o eliminasse”, afirmou Luís Loures, referindo, como exemplo de um dos defeitos do programa, que os alunos não sabiam, no momento da candidatura, se teriam ou não acesso à bolsa de mobilidade.

No parecer enviado à tutela, o CCISP comparou o valor das bolsas à luz das regras atuais e do novo modelo de ação social, e concluiu que os cenários de redução verificam-se sobretudo em zonas como Portalegre, Beja, Tomar, Castelo Branco e Bragança.

“Reduz porque se introduz este efeito subjacente de custo de vida real”, explicou o presidente do CCISP, argumentando que a ação social deve subsidiar não o custo de vida global, mas apenas “os custos efetivos de estudar”.

Entendem, por isso, que o único custo que deveria ser considerado de forma diferenciada, tendo em conta os diferentes contextos geográficos, é o custo de alojamento que, à luz do regime atual, já é apoiado através do complemento de alojamento.

Outra das alterações criticadas pelo CCISP diz respeito ao estatuto de estudante deslocado, que passa a ser exclusivo aos estudantes que residem a, pelo menos, 50 quilómetros, em linha reta, da universidade.

De acordo com regime jurídico em vigor, a atribuição do estatuto de deslocado “depende da inexistência, permanente ou sazonal, de transportes públicos entre a localidade da sua residência e a localidade onde frequenta o curso em que está inscrito ou da incompatibilidade de horários”.

“O que interessa é se o aluno consegue ou não deslocar-se da sua área de residência para a universidade e voltar a casa, não é se está a mais ou menos de 50 quilómetros, porque temos situações de alunos que vivem a 45 quilómetros, mas por rede viária estão a 70 ou 80 quilómetros da universidade, e outros que vivem a 55 em linha reta e por estrada só estão a 58”, justificou.

Perante as críticas apontadas, o CCISP apela ao Governo para que reveja a proposta e defende que não há condições para que as novas regras entrem em vigor já no próximo ano letivo, uma vez que os estudantes estão a pouco mais de um mês de realizar a candidatura ao ensino superior.

“Espero que o senhor ministro, depois do parecer que foi enviado, nos convoque para podermos debater e chegar a uma solução que seja de consenso”, concluiu.

Fonte: Lusa | Imagens: IPB

 

São precisos trabalhadores para a seara que é grande

XI Domingo do Tempo Comum – Ano A

São precisos trabalhadores para a seara que é grande

Ex 19, 2-6a / Slm 99 (100), 2.3.5 / Rom 5, 6-11 / Mt 9, 36 – 10, 8

«Recebestes de graça, dai de graça»: lê-se no Evangelho de São Mateus. É-nos feito um pedido no presente (dar de graça), com base em algo que aconteceu no passado (recebemos de graça).

O sentido da pertinência do pedido requer, então, viva consciência do benefício recebido no passado. Deus diz: «Vistes o que Eu fiz ao Egito, como vos transportei sobre asas de águia e vos trouxe até mim» (Êxodo). É um benefício que legitima a expectativa que Deus tem a respeito daqueles a quem ele foi concedido. Por isso, Deus exprime-a: «Se ouvirdes a minha voz, se guardardes a minha aliança…».

Deus espera que o povo, que foi libertado, o escute e lhe seja fiel. Atribui ao povo um estatuto diferenciador: «sereis minha propriedade especial entre todos os povos». Mas é um estatuto que comporta uma responsabilidade: ser perante os outros aquilo que Deus quer que se seja.

Na verdade, Deus espera poder contar connosco na sequência do que já investiu em nós: «Cristo morreu por nós»; «fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho» (Carta aos Romanos). E conta connosco em virtude do que sente pelas pessoas que tem à sua frente. «Jesus, ao ver as multidões, encheu- -se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas» (São Mateus)

São precisos trabalhadores para a seara que é grande. São precisos mãos e pés, inteligência e coração, ganas e músculos, para o muito que há para fazer. Tem de se enfrentar o que apoquenta e desgasta as pessoas: «proclamai que está perto o reino dos Céus». Tem de se acompanhá-las oferecendo cuidado e orientação: ser «pastor». É uma palavra que adquire especial significado no contexto atual de confusão de valores e escassez de razões de viver. Ser pastor implica abrir perspetivas, apontar caminhos, dar alento. Jesus iniciou isso. Depois, vieram os doze apóstolos. Agora, é a nossa vez.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Vimioso: Piscinas municipais abrem a 13 de junho

Vimioso: Piscinas municipais abrem a 13 de junho

Em Vimioso, as piscinas municipais abrem ao público, este sábado, dia 13 de junho, com entrada gratuita durante o fim-de-semana, das 14 às 19h00, informa o município através das redes sociais.

Com o final do ano letivo e a previsão da subida de temperatura no fim-de-semana de 13 e 14 de junho, o município de Vimioso decidiu antecipar a abertura das piscinas municipais.

As atividades aquáticas são uma das principais ocupações dos tempos livres das crianças e jovens do concelho e integram o programa das Férias Desportivas, promovidas pelo município.

Na vila de Vimioso, as piscinas municipais mantêm-se abertas ao público nos meses de junho, julho, agosto e setembro.

HA

Vimioso: Digitalização do acervo do Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso

Vimioso: Digitalização do acervo do Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso

O acervo existente no Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso vai ser objeto de digitalização e de registo audiovisual, no âmbito do projeto “MUVIP – Entre Memórias e Pixéis, um Museu para o séc. XXI”, uma iniciativa do Município de Vimioso e do MORE CoLAB – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação.

Em comunicado, o município de Vimioso informa que o projeto é financiado pelo Programa Operacional Norte2030, no âmbito da Digitalização de Património Cultural e Coleções em Rede, com um investimento global aprovado de 141 566,85 €.

“Mais do que modernizar equipamentos, o MUVIP pretende organizar, estudar e tornar acessível um acervo que nasceu da relação profunda entre as pessoas e o seu território”, esclarece o município vimiosense.

O município de Vimioso acrescenta que nos próximos meses, para além da digitalização de documentos, vão ser realizados registos audiovisuais e a recolha de materiais que complementam a coleção, para no final criar uma exposição permanente.

“O projeto MUVIP representa um passo estruturante para o Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso, permitindo preservar e divulgar a memória do concelho, através de ferramentas digitais contemporâneas, reforçando o papel do museu enquanto espaço de conhecimento, participação comunitária e desenvolvimento cultural”, justificou a vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Cristina Miguel.

HA | Imagem: Flickr

Igreja: Festa de Santo António evoca figura de referência para o pensamento cristão

Igreja: Festa de Santo António evoca figura de referência para o pensamento cristão

A Igreja Católica celebra anualmente, a 13 de junho, a festa litúrgica de Santo António, padroeiro da cidade de Lisboa, onde nasceu em 1195, numa casa situada a poucos metros da Catedral.

Na Itália, destacou-se como pregador e primeiro professor de Teologia da recém-criada Ordem Franciscana; faleceu em 1231 e foi sepultado em Pádua, Itália, tendo a sua fama de santidade levado o Papa Gregório IX a canonizá-lo, a 30 de maio de 1232.

Pio XII proclamou-o como “doutor da igreja universal”, com o título de ‘Doctor Evangelicus’ (Doutor Evangélico); é, assim, um dos 37 doutores da Igrejas, figuras reconhecidas como exemplo de “santidade de vida, ortodoxia doutrinal e ciência sagrada”.

A proclamação aconteceu através da carta apostólica ‘Exulta, Lusitania Felix’ (Alegra-te, ó feliz Lusitânia), com data de 16 de janeiro de 1946, na qual o Papa evoca um religioso “brilhante pela santidade da vida e pela insigne fama dos milagres”, bem como “pelo esplendor da doutrina”.

O documento apresenta uma síntese do seu percurso de vida, iniciado em Portugal, onde integrou os Cónegos Regulares de Santo Agostinho; em setembro de 1220, Fernando deixou os agostinianos para integrar a ordem dos franciscanos, onde assumiu o nome de António, pelo qual é hoje conhecido, a nível global.

O jovem religioso vestiu o hábito franciscano, com o desejo de ser missionário em Marrocos, onde viria a adoecer, tendo de deixar o país; depois de uma tempestade, desembarcou na Itália e a conheceu o próprio São Francisco, que lhe confiou a missão de ensinar Teologia aos seus frades.

“António cumpriu fielmente o ofício do magistério, e deve considerar-se o primeiro professor da Ordem Franciscana. Ensinou primeiro em Bolonha, então primeira sede dos estudos; depois em Toulouse e, finalmente, em Montpellier, onde igualmente floresciam os estudos”, recordava Pio XII.

A carta apostólica destaca a qualidade do pensamento teológica de Santo António, “exegeta peritíssimo na interpretação das Sagradas Escrituras e teólogo exímio na definição das verdades dogmáticas, bem como o insigne doutor e mestre em tratar as questões de ascética e de mística”.

O texto cita a Carta ‘Apostólica Immensa’, do Papa Sisto IV (12 de março de 1472), no qual se referia que Santo António, com a sua “profunda sabedoria e doutrina das coisas santas e com a sua fervorosíssima pregação, ilustrou, adornou e consolidou” a Igreja Católica.

A admiração de vários pontífices pelo santo português prolongou-se ao longo dos séculos.

“António, sem distinção de raças ou de nações, a todos abençoava no âmbito da sua atividade apostólica: portugueses, africanos, italianos e franceses, a todos, enfim, a quem reconhecesse necessitados do ensinamento católico”, indica a carta apostólica.

Em 2020, por ocasião dos 800 anos da vocação franciscana do santo português, o Papa Francisco convidou os católicos a imitar a vida de Santo António, destacando a “inquietação que o levou pelas estradas do mundo a testemunhar, com palavras e obras, o amor de Deus”.

A carta, enviada ao ministro-geral da Ordem dos Frades Menores Conventuais, destacava o exemplo do religioso português perante “as dificuldades das famílias, os pobres e desfavorecidos”, bem como a “paixão pela verdade e justiça”.

Conhecido como o santo casamenteiro e das coisas perdidas, há ainda outra tradição ligada a este santo popular, o “pão de Santo António”, como símbolo de proteção e bênção, que se guarda de um ano para o outro, para que não falte o pão na mesa.

Dos Sermões de Santo António de Lisboa, presbítero
(I, 226) (Sec. XIII)


A linguagem é viva, quando falam as obras

Quem está cheio do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, como a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falamo-las, quando mostramos aos outros estas virtudes na nossa vida. A linguagem é viva, quando falam as obras. Cessem, portanto, as palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios, mas de obras vazios; por este motivo nos amaldiçoa o Senhor, como amaldiçoou a figueira em que não encontrou fruto, mas somente folhas. Diz São Gregório: «Há uma norma para o pregador: que faça aquilo que prega». Em vão pregará os ensinamentos da lei, se destrói a doutrina com as obras.

Mas os Apóstolos falavam conforme a linguagem que o Espírito Santo lhes concedia. Feliz de quem fala conforme o Espírito Santo lhe inspira e não conforme o que lhe parece!
Há alguns que falam movidos pelo próprio espírito e, usando as palavras dos outros, apresentam-nas como próprias, atribuindo-as a si mesmos. Desses e de outros como eles, fala o Senhor pelo profeta Jeremias: Eis-Me contra os profetas que roubam uns aos outros as minhas palavras. Eis-Me contra os profetas, oráculo do Senhor, que forjam a sua linguagem para proferir oráculos. Eis-Me contra os profetas que profetizam sonhos mentirosos – oráculo do Senhor – e, contando-os, seduzem o povo com mentiras e jactância, não os tendo Eu enviado nem dado ordem alguma a esses que não são de nenhuma utilidade para este povo – oráculo do Senhor.

Falemos, por conseguinte, conforme a linguagem que o Espírito Santo nos conceder; e peçamos-lhe, humilde e devotamente, que derrame sobre nós a sua graça, para que possamos celebrar o dia de Pentecostes com a perfeição dos cinco sentidos e a observância do decálogo, nos reanimemos com o forte vento da contrição e nos inflamemos com essas línguas de fogo que são os louvores de Deus, a fim de que, inflamados e iluminados nos esplendores da santidade, mereçamos ver a Deus trino e uno.

Fonte e foto: Ecclesia

Meteorologia: Fim-de-semana com subida da temperatura

Meteorologia: Fim-de-semana com subida da temperatura

No fim-de-semana de 12, 13 e 14 de junho, prevê-se um aumento da temperatura em Portugal continental, com a temperatura a atingir os 34º celsius no distrito de Bragança, o que agrava o risco de incêndios rurais, avisa o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.

Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas para os próximos dias tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.

Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores e evitar o uso de grades de discos.

Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.

Até sábado, dia 13 de junho, Portugal continental vai registar temperaturas elevadas, com valores da temperatura máxima variar entre 30 e 37 graus Celsius, podendo variar entre 38 e 40 graus em alguns locais do Alentejo, Ribatejo e vale do rio Douro.

Em perigo máximo de incêndio estão mais de 160 concelhos do Porto, Aveiro, Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal e Faro apresentam perigo muito elevado e elevado de incêndio.

O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até Domingo, 14 de junho, devido ao tempo quente.

Na faixa costeira ocidental, os valores mais elevados da temperatura máxima deverão registar-se a 12 de junho e na costa sul do Algarve, os valores da temperatura máxima serão ligeiramente inferiores a 30 graus.

No que diz respeito à temperatura mínima, estão previstos valores de 20 graus (noites tropicais), ou ligeiramente superiores, em muitos locais.

De acordo com o IPMA, o vento tenderá a ser pouco intenso, com exceção do Algarve e terras altas, pelo que pode contribuir para um maior desconforto térmico em termos da temperatura sentida.

Por causa do tempo quente, o IPMA emitiu aviso amarelo para todos os distritos de Portugal continental, até às 21:00 de sábado, 13 de junho.

O IPMA emitiu também aviso amarelo para o distrito de Faro, por causa da agitação marítima forte, até às 12:00 de sábado.

Nos dias 14 e 15 de junho, está prevista uma descida acentuada dos valores da temperatura máxima, nomeadamente no litoral oeste, devido a uma maior influência de uma massa de ar mais fresco vinda de oeste, segundo o IPMA.

Fonte e imagem: IPMA

Ambiente: Governo abre novo concurso para apoiar compra de veículos elétricos

Ambiente: Governo abre novo concurso para apoiar compra de veículos elétricos

Abriram a 11 de junho, as candidaturas à nova fase do incentivo à aquisição de veículos elétricos, com uma dotação de 10 milhões de euros, para apoiar soluções de mobilidade mais sustentáveis, anunciou o Governo.

Promovido pelo Fundo Ambiental, o apoio destina-se a incentivar a substituição de veículos com motor de combustão por veículos de emissões nulas, no âmbito do pacote Mobilidade Verde.

Em comunicado, o Ministério do Ambiente e Energia informa que são elegíveis veículos adquiridos desde 1 de janeiro de 2025, desde que os beneficiários não tenham sido abrangidos por fases anteriores do programa e cumpram os critérios definidos no regulamento.

As candidaturas devem ser submetidas através da plataforma do Fundo Ambiental e serão analisadas por ordem de entrada, até ao limite da dotação disponível.

De acordo com o aviso publicado no site do Fundo Ambiental, os veículos ligeiros elétricos de passageiros podem receber apoios de 4 mil euros, no caso de pessoas singulares, e de 5 mil euros, no caso de instituições particulares de solidariedade social.

Para esta tipologia, o preço do veículo não pode exceder 38.500 euros, incluindo IVA e despesas associadas, ou 55 mil euros no caso de veículos com mais de cinco lugares.

O programa prevê ainda apoios para bicicletas, motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos elétricos, bem como para carregadores de baterias de veículos elétricos.

As bicicletas elétricas podem receber um apoio correspondente a 50% do valor de compra, até 750 euros, enquanto as convencionais têm um incentivo de 50%, até 500 euros. Nas bicicletas de carga, o apoio pode atingir 1.500 euros nos modelos elétricos e 1.000 euros nos restantes.

Já os motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos elétricos podem receber um incentivo até 1.500 euros.

A medida visa contribuir para a descarbonização do setor dos transportes, reduzir emissões e incentivar a utilização de modos de mobilidade mais sustentáveis, segundo o Ministério do Ambiente e Energia.

A ministra do Ambiente e Energia, citada no comunicado, defende que o incentivo contribui para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e acelerar a transição energética em Portugal.

“Estamos a reforçar o apoio a quem opta por soluções de mobilidade mais sustentáveis”, reforçou Maria da Graça Carvalho.

Fonte: Lusa | Imagem: MAE

Miranda do Douro: Congresso de Arqueologia a 11 e 12 de junho

Miranda do Douro: Congresso de Arqueologia a 11 e 12 de junho

Nos dias 11 e 12 de junho, Miranda do Douro é o local do Congresso Internacional de Arqueologia, um evento inserido nas Jornadas Europeias de Arqueologia, que conta com a participação de arqueólogos portugueses e espanhóis, a exibição do filme “O Cabeço da Mina” de Rui Pedro Lamy e as visitas guiadas ao Castelo de Miranda do Douro e ao Castro de São João das Arribas.

O Congresso Internacional de Arqueologia é um evento organizado em conjunto pelo Município de Miranda do Douro, a Rede de Castros, a Sociedade Ibérica e a Huellas del Tiempo.

Nos dias 11 12 de junho, o congresso que decorre no miniauditório da cidade de Miranda do Douro, conta com a participação de especialistas em arqueologia, vindos de várias regiões e instituições de Portugal e de Espanha.

Em 2026, as Jornadas Europeias da Arqueologia (JEA), decorrem de 12 a 15 de junho e têm como tema “Arqueologia a Acontecer”.

Segundo o Património Cultural, Instituto Público, os principais objetivos das Jornadas Europeias de Arqueologia são:

  • sensibilizar os cidadãos para a riqueza e a diversidade cultural do país:
  • tornar a arqueologia mais visível junto de diferentes públicos e dos meios de comunicação social;
  • sensibilizar a população e as autoridades para a necessidade de proteger o património arqueológico;
  • atrair novos públicos aos locais onde se pratica arqueologia;
  • promover a linha de intervenção da arqueologia: “desde a escavação até ao museu”;
  • e promover a partilha de conhecimentos entre os profissionais da arqueologia e os cidadãos europeus.

“As Jornadas Europeias de Arqueologia decorrem entre os dias 12 e 15 de junho e são uma oportunidade para dar visibilidade ao património arqueológico e à importância do conhecimento do passado para a construção de um presente e de um futuro mais inclusivo, pacífico e sustentável”, indica o Património Cultural.

Quinta-feira, 11 de junho de 2026

09:30 – Inauguração – Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Dra. Helena Barril.

10:00 – Mónica Salgado (Câmara Municipal de Miranda do Douro) e José Carlos Sastre Blanco (Sociedad Ibérica de Arqueología): O projeto arqueológico da Rede de Castros: um modelo de investigação arqueológica e divulgação patrimonial.

10:30 – Mónica Salgado (Câmara Municipal de Miranda do Douro): Trabalhos arqueológicos: o Castelo de Miranda do Douro, o Berrão de Ramilo e o Castro de S. João das Arribas.

11:00 – Pausa para Café

11:30 – WORKSHOP: Cerâmicas e materiais arqueológicos de Portugal e Espanha.

12:00 – Iñaki Martín Viso (Universidad de Salamanca): Um olhar sobre os assentamentos rurais fortificados no Planalto do Douro (séculos V-VI).

12:30 – Ana Oliveira (Universidade do Porto): Notas e questões sobre povoados fortificados do nordeste transmontano.

13:00 – Discussão

13:30 – Almoço

15:30 – José Carlos Sastre Blanco (ZamoraProtohistórica): Os sítios arqueológicos da Quinta de Crestelos (Meirinhos, Mogadouro) e El Castillón (Zamora), durante a antiguidade tardia.

16:00 – Feliciano Cadierno Guerra (Universidad de Valencia), José Honrado Castro e José Carlos Sastre Blanco (Sociedad Ibérica de Arqueología): O entorno arqueológico de Peña Piñera: Campanha de prospeções 2024-2025.

16:30 – Jesús Celis (Instituto Leonés de Cultura): Investigações no Castro de la Peña del Hombre (Leão).

17:00 – Café

17:30 – Marina del Pino, Martín Bengoechea, María Luisa Osete e Fátima Hernández (Universidad Complutense de Madrid): Arqueomagnetismo na Península Ibérica: Desafios e Aplicações.

18:00 – Filme: O Cabeço da Mina – Rui Pedro Lamy.
Sexta-feira, 12 de junho de 2026

09:30 – Início dos trabalhos.

10:00 – Esteban Álvarez Fernández e Rocio Pazos García (Universidad de Salamanca): Arqueozoologia sem fronteiras: novidades sobre os estudos faunísticos no SW do Subplanalto Norte (séculos VII a.C. a VII d.C.).

10:30 – Arqueologia e valorização do património histórico na cidade de Zamora.

11:00 – Pausa para Café

11:30 – Cláudia Melo (Universidade de Évora): O património natural e cultural do Douro Internacional: caracterização para intervenção.

12:00 – Domingos Raposo (Professor de História de Miranda do Douro): Antre palabras i calhaus, un caldico de stória de la lhéngua mirandesa (Título mantido em Mirandês).

12:30 – Discussão

13:00 – Almoço

16:00 – Visita guiada ao Castelo de Miranda do Douro e ao Castro de São João das Arribas.

HA | Foto: Flickr