«Eu sou a ressurreição e a vida»

V Domingo da Quaresma – Ano A

«Eu sou a ressurreição e a vida»

Ez 37, 12-14 / Slm 129 (130), 1-2.3-4ab. 4c-6.7-8 / Rom 8, 8-11 / Jo 11, 1-45 ou Jo 11, 3-7.17.20-27.33b-45

As leituras de hoje apresentam-nos Deus como comunicador de vida. Veja-se o que Jesus diz de si: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em mim, ainda que tenha morrido, viverá» (São João).

Veja-se como Deus fala ao povo de Israel: «Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar»; «Infundirei em vós o meu espírito e revivereis» (Ezequiel).

Isto tem que ver com a conceção que São Paulo tem da fé cristã (Carta aos Romanos). Segundo ele, a ressurreição de Jesus é o motivo que funda a nossa fé; é a prova clara da omnipotência de Deus que nos pode conceder também a vida. Deus já manifestou aquilo de que é capaz, ao ressuscitar Jesus de entre os mortos e constituí-lo Senhor. Assim, a fé em Cristo, morto e ressuscitado, é a fé em Deus Todo-Poderoso, que, tendo ressuscitado Jesus de entre os mortos, ressuscitará também um dia aqueles que tiverem acreditado nele.

Dito pelo próprio São Paulo: «se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós».

Podemos pensar em como a vida de Deus se nos vai dando ao longo do nosso itinerário pessoal. Haverá ocasiões em que Deus se evidencia e ocasiões em que Deus se esconde. Mas não poderemos dizer que trabalha menos nestas do que naquelas. Deus pode ressurgir dos “túmulos” da vida por que passamos. Pode atuar no coração da nossa vida quando menos esperamos; e de uma forma que não estamos em condições de medir. Então, talvez vejamos dirigido a nós o que vem na Profecia de Ezequiel: «reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Mogadouro: 30º Encontro de Futsal de Petizes e Traquinas

Mogadouro: 30º Encontro de Futsal de Petizes e Traquinas

No próximo Domingo, dia 22 de março, o pavilhão da freguesia de Mogadouro, é o recinto do 30º Encontro de Futsal Petizes e Traquinas, um evento desportivo que tem como finalidade proporcionar a mais de 300 crianças, a prática desportiva do futsal.

O Encontro é organizado pela Associação de Futebol de Bragança (AFB), em parceria com o Clube Académico de Mogadouro e conta com o apoio do Município.

Segundo a AFB, estão inscritas cerca de 300 crianças, em representação de 16 clubes e cada um destes clubes, apresenta equipas de petizes e equipas de traquinas.

No Domingo, os jogos começam às 9h00 da manhã e decorrem até às 13h30. Após o almoço, os jogos recomeçam às 14h30 e terminam ao final da tarde (19h00), com um lanche e a entrega de lembranças aos jovens jogadores.

Nos escalões de petizes (crianças com idade inferior a 7 anos) e traquinas (com idades entre os 7 e os 9 anos), os jogos têm uma duração de 15 minutos, são lúdicos e não há competição oficial.

A Associação de Futebol de Bragança (AFB) indica que nestas idades, pretende-se que as crianças aprendam a jogar em equipa, a respeitar as regras do jogo e a praticar o fair-play.

Como habitualmente acontece nestes encontros desportivos, as famílias acompanham os filhos nestas deslocações, pelo que são esperadas muitas pessoas na cidade de Mogadouro.

HA

Sendim: Podcast “You Quiero Ser Pauliteiro”

Sendim: Podcast “You Quiero Ser Pauliteiro”

O Grupo de Pauliteiros de Miranda-Sendim lançou o ‘podcast´ “You Quiero Ser Pauliteiro”, para divulgar a história desta tradição que tem como protagonistas as várias gerações de sendineses e sendinesas, que voluntariamente se dedicam à preservação da música e danças tradicionais da Terra de Miranda.

De acordo com o presidente da Associação de Pauliteiros de Sendim, Telmo Ramos, o ‘podcast´ abre uma janela para o universo pauliteiro, revelando histórias, bastidores, memórias e testemunhos de quem vive esta tradição, como os pauliteiros, pauliteiras, músicos, mestres, jovens da Escola do Pauliteiro, investigadores e artesãos.

«O podcast “You quiero ser pauliteiro” pretende ser um espaço onde se fala de identidade, comunidade, música, trajes, disciplina, orgulho e de tudo aquilo que não cabe apenas nos paus, mas na alma de quem os levanta”, explicou o dirigente associativo.

A primeira temporada do podcast apresenta 25 episódios, que são lançados aos Domingos, às 16:00.

O grupo de Pauliteiros de Miranda – Sendim já existe desde 1956, no entanto a associação só foi constituída a 21 de junho de 2007. Dois anos depois, a 13 de julho de 2009, no feriado de elevação de Sendim a vila, foi inaugurada a Casa de l’Pauliteiro.

As Danças Rituais dos Pauliteiros nas Festas Tradicionais da Terra de Miranda já fazem parte do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

Fontes: Lusa e HA

Ambiente: Fogo controlado ajuda a travar incêndios e renova pastagens

Ambiente: Fogo controlado ajuda a travar incêndios e renova pastagens

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) está a realizar ações de fogo controlado para a prevenção de incêndios e a renovação de pastagens, tendo intervencionado cerca de 800 hectares na zona Norte, na campanha 2025/26.

“Isto é uma ação de fogo controlado com um duplo objetivo: criação de pasto para gado e também serve de mosaico para retirar carga à paisagem e servir de zona de oportunidade de combate se ocorrer um incêndio no verão”, afirmou o técnico do ICNF Artur Borges.

O responsável referiu-se à iniciativa, durante uma ação de fogo controlado na Serra do Marão, concelho de Amarante, destacou ainda o treino dos operacionais.

“O treino está sempre inerente às ações de fogo, porque o fogo controlado de inverno é o melhor treino para o verão, para o combate”, referiu.

As campanhas decorrem anualmente entre os meses de setembro/outubro e abril, mas as condições meteorológicas verificadas neste inverno, com muita chuva e vento, dificultaram a realização do fogo controlado.

Esta semana estavam reunidas condições pelo que decorreram ações um pouco por toda a região, desde Ponte de Lima, Melgaço, Montalegre, Bragança, Ribeira de Pena, Vinhais a Arouca ou Vale de Cambra

“Temos toda a gente no terreno estes dias a fazer o máximo, de manhã à noite”, afirmou Miguel Gonçalves, diretor regional adjunto do ICNF Norte.

O responsável disse que, até ao momento, foram executados mais de 800 hectares na região, cerca de 400 hectares nas serras do Marão e Montemuro, e referiu que as equipas envolvem também, entre outros, bombeiros, elementos dos gabinetes técnicos municipais das câmaras ou militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR .

Miguel Gonçalves realçou que estas ações são complementares com outras iniciativas que visam a prevenção e mitigação dos incêndios, adiantando que desde 2020, no Norte, foram instalados mais de 8.000 hectares de rede primária de faixas de gestão de combustível .

“Temos cerca de três dias sem chuva, a humidade relativa anda a rondar os 40%, 30%, com algum vento, mas é um vento seco e, portanto, temos reunidas as condições de ignição e de condução de fogo dentro de segurança”, explicou.

Há sempre um risco associado, pelo que a ação foi acompanhada por elementos da Corpo Nacional de Agentes Florestais (CNAF) do ICNF e sapadores florestais dos baldios.

“Os meios são dimensionados de acordo com a dimensão da parcela e com a meteorologia que vai estar no dia da queima”, explicou Artur Borges.

Este é o chamado fogo bom. “O fogo que nós fazemos é um fogo que é feito em condições benéficas para o território”, salientou, acrescentando que cria “uma zona tampão” que pode proporcionar uma oportunidade efetiva de combate a um incêndio.

O planeamento das áreas a intervir nas zonas de montanha também é feito com o envolvimento dos pastores.

“É um território que tem ainda gado e, portanto, nós queremos fixar as pessoas no território”, referiu Artur Borges.

E, para o produtor de vacas maronesas, José Teixeira, a renovação das pastagens representa “a diferença entre estar aberto ou estar fechado”.

A sua exploração está localizada em Canadelo, Amarante, distrito do Porto, e, segundo explicou, as suas 20 vacas adultas andam pela serra à procura de alimento e, por isso considerou “essencial que as pastagens sejam renovadas e que haja queimadas todos os anos”.

“Elas [vacas] são autónomas, a comer, a beber, e eu não tenho despesa com elas. Só assim é que se pode ser produtivo no final do ano, porque de outra forma, se estivesse aqui a alimentá-las diariamente, era impossível”, referiu.

Artur Borges salientou o “trabalho de proximidade” com os pastores “para ver o que é que eles precisam, onde é que eles precisam e conjugar isso com a estratégia de defesa do território e de gestão do mesmo”.

O fecho da época de queima, entre o final de março e meados de abril está dependente do ano hidrológico, mas também está relacionado com fatores relacionados com a reprodução das espécies e os valores ambientais a preservar.

No Marão, inserido na Rede Natura 2000, estas são preocupações que têm que ser tidas em conta.

Os trabalhos de gestão de combustível decorrem até 31 de maio de 2026.

Fonte: Lusa | Imagem: ICNF

Saúde: Programa de saúde oral cria cheque-prótese

Saúde: Programa de saúde oral cria cheque-prótese

Os utentes vulneráveis do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que necessitam de reabilitação oral vão poder aceder ao cheque-prótese, previsto no Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral 2030, que entra em vigor a 1 de janeiro de 2027.

A portaria que estabelece o novo modelo de funcionamento do programa é publicada em Diário da República e entra em vigor a 21 de março de 2026, mas a sua implementação ocorrer a 1 de janeiro de 2027, data prevista para a entrada em funcionamento da nova versão do Sistema de Informação de Saúde Oral (SISO).

O Novo Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral 2030 (PNPSO 2030) introduz alterações ao modelo de funcionamento da saúde oral no Serviço Nacional de Saúde, reforçando a capacidade de planeamento, coordenação e execução do programa, segundo a portaria, a que a agência Lusa teve acesso

Uma das principais novidades é a criação do cheque-prótese, destinado à reabilitação oral de grupos vulneráveis, alargando a resposta do programa a necessidades clínicas mais complexas.

Os critérios para identificar os utentes em situação de vulnerabilidade serão definidos posteriormente, através de portaria do membro do Governo responsável pela área da saúde

A portaria, assinada pela secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, prevê ainda a integração efetiva da área nas Unidades Locais de Saúde (ULS), promovendo a articulação entre cuidados de saúde primários, hospitalares e de saúde pública.

O modelo de organização e funcionamento dos cuidados de saúde oral nas ULS deve assentar em princípios de autonomia científica, técnica e funcional, bem como na colaboração entre diferentes profissionais, num modelo integrado por níveis de cuidados, de acordo com as orientações definidas pela Direção Executiva do SNS.

Os profissionais de saúde oral — incluindo médicos especialistas em estomatologia, médicos dentistas e higienistas orais — passam a atuar de forma articulada no âmbito do programa, assegurando a continuidade e qualidade dos cuidados prestados, bem como a equidade no acesso.

O diploma formaliza ainda a Rede Nacional de Saúde Oral, que integra o SNS, o setor social e os prestadores privados aderentes, reforçando a capacidade de resposta do sistema.

Os cuidados prestados por entidades dos setores social e privado deverão ser realizados em gabinetes devidamente habilitados, por profissionais legalmente qualificados, respeitando o âmbito das suas competências.

A portaria estabelece também a reorganização e simplificação dos cheques de saúde oral, com maior adequação às necessidades clínicas e possibilidade de emissão adicional de cheques em função da necessidade.

Em 2025, foram emitidos mais de 713 mil cheques de saúde oral, representando um aumento de cerca de 10% face ao ano anterior.

O Ministério da Saúde estima que o novo programa permita aumentar a população elegível de cerca de 850 mil para cerca de 1,6 milhões de utentes, possibilitando duplicar o número de intervenções e de cuidados prestados.

O diploma aposta ainda na digitalização integral do programa, com emissão automática de cheques, integração na App SNS 24 e criação do Boletim de Saúde Oral com os registos clínicos de saúde oral.

O novo programa reforça ainda a prevenção e a intervenção comunitária, designadamente em contexto escolar.

O documento técnico da Direção-Geral da Saúde (DGS), com as orientações estratégicas e operacionais, será publicado posteriormente.

Em paralelo, será atualizada a página da saúde oral no Portal do SNS, com um novo ‘dashboard’ interativo, que permitirá aos cidadãos localizar os gabinetes de saúde oral e os prestadores aderentes ao programa.

O SISO está em desenvolvimento no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência e permitirá suportar a emissão automática de cheques atendendo as novas regras agora estabelecidas, a monitorização da prestação de cuidados e a integração dos dados clínicos.

O Governo sublinha que esta reforma estrutural concretiza uma das prioridades do Programa do Governo, traduzindo-se numa decisão efetiva de reorganização e expansão da resposta em saúde oral, com impacto direto no acesso, na prevenção e na qualidade dos cuidados.

Fonte: Lusa | Imagem: SNS

Duas Igrejas: Caminhada interpretativa ao abrigo rupestre da Solhapa

Duas Igrejas: Caminhada interpretativa ao abrigo rupestre da Solhapa

Na manhã de sábado, dia 21 de março, realiza-se em Duas Igrejas, uma Caminhada Interpretativa ao Abrigo da Solhapa, uma gruta outrora utilizada por pastores para guardar os rebanhos, onde existem gravuras rupestres de há 12 mil anos, referentes ao período Neolítico ou Idade da Pedra.

A caminhada é organizada pelo município de Miranda do Douro, em parceria com a Junta de Freguesia de Duas Igrejas e decorre no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), onde está inserida a zona do Abrigo da Solhapa.

“Situado a cerca de três quilómetros da localidade de Duas Igrejas e nas proximidades de um povoado da época proto-histórica, o “Abrigo rupestre da Solhapa” está implantado no meio de escarpas de granito, sobranceiras ao rio Douro e a um vale, propícios à atividade agrícola e ao pastoreio e no interior da qual foram identificadas várias gravuras rupestres”, informa o Património Cultural.

Segundo os arqueólogos, este abrigo ou gruta foi utilizada desde tempos imemoriais por pastores que aí guardavam os seus rebanhos, durante os meses escaldantes de verão.

Na década de 1950, as gravuras rupestres aí existentes chamaram a atenção do padre António Maria Mourinho (1917-1995), personalidade a quem se deve boa parte das diligências para preservar a língua, a cultura e o património histórico-cultural da Terra de Miranda.

Segundo os arqueólogos, no interior do Abrigo da Solhapa, quer nas paredes, quer no próprio pavimento, existe uma diversidade iconográfica, que remonta a finais dos períodos Neolítico ou Idade da Pedra, ou seja há cerca de 12 mil anos.

No final da caminhada interpretativa, a Junta de Freguesia de Duas Igrejas oferece aos participantes um lanche convívio.

As inscrições decorrem até 19 de março e são feitas através do email: cultura@cm-mdouro.pt

Fontes: MMD e Património Cultural



Miranda do Douro: Conversa sobre a gestão da água perante as alterações climáticas

Miranda do Douro: Conversa sobre a gestão da água perante as alterações climáticas

O Arquivo Municipal de Miranda do Douro recebe esta sexta-feira, dia 20 de março, às 21h00, a visita do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, para uma conversa dedicada ao tema da “Gestão da Água em Cenário de Alterações Climáticas: Secas e Cheias”.

A sessão é de entrada livre e faz parte da iniciativa “Cumbersas Ne L Arquibo”, um espaço de encontro e reflexão dedicado a temas atuais e relevantes para a comunidade. Nesta sessão, vão abordar-se os desafios que as alterações climáticas colocam à gestão dos recursos hídricos.

Em comunicado, o município de Miranda do Douro, indica que “nos últimos anos, os efeitos das alterações climáticas têm-se tornado cada vez mais evidentes também na nossa região. Durante o verão, registam-se frequentemente períodos prolongados de seca associados a temperaturas elevadas, que colocam pressão sobre os recursos de água, a agricultura e os ecossistemas”, pode ler-se.

Por outro lado, episódios recentes de tempestades intensas trouxeram também situações de cheias e algumas derrocadas, evidenciando a crescente ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos.

Perante esta realidade, a autarquia de Miranda do Douro diz ser fundamental promover momentos de partilha de conhecimento e debate público que permitam compreender melhor estes fenómenos e refletir sobre formas de adaptação e de gestão sustentável da água.

A iniciativa “Cumbersas Ne L Arquibo” é um espaço de diálogo entre especialistas e a comunidade, de modo a aproximar o conhecimento técnico das preocupações do território e das populações.

Fonte: MMD

Dia do Pai: Bispos alertam para «influências perigosas»

Dia do Pai: Bispos alertam para «influências perigosas»

Na mensagem para o Dia do Pai, a Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF) alertou para as “influências perigosas” da atualidade sobre as crianças, apelando aos pais para que tenham uma presença equilibrada na educação dos filhos.

“Na atualidade, as influências perigosas que chegam às crianças exigem dos pais uma atenção redobrada. Não é bom uma exagerada proteção cega, incapaz de corrigir um filho”, adverte a mensagem do organismo da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para o Dia do Pai.

O documento, intitulado ‘O bom pai ama e acompanha’ e divulgado para a celebração dde hoje, aponta a figura de São José como o modelo para a missão paternal de proteger e guiar.

“A um pai não se pede que seja homem de poder ou de grande fortuna. Pede-se que tenha coração e maturidade, acompanhe os filhos com amor, esperança e paciência, considere um filho não como um problema económico, mas como o valor maior que vale a pena todos os sacrifícios”, sustenta o texto.

A CELF sublinha a importância de o pai assumir o papel de “referência” na família, vincando que essa autoridade não advém da capacidade financeira, mas do “critério e disciplina para ensinar a viver”.

“Conhecemos pais que foram pobres, mas assumiram com responsabilidade o cuidado educativo dos seus filhos; não podiam ter filhos ricos mas podiam ter filhos bem educados”, acrescenta a mensagem.

A reflexão episcopal evoca a profunda devoção do Papa Francisco ao esposo de Maria, recordando o hábito do falecido pontífice de colocar bilhetes com pedidos de ajuda e oração debaixo de uma imagem do São José a dormir que tinha na sua secretária.

“Os pais, a família, a comunidade da Igreja e também a sociedade, podem receber de São José o exemplo e o estímulo de uma vida dedicada aos outros”, indicam os responsáveis católicos, descrevendo o santo como um pai confiante que “não vivia centrado em si mesmo”.

Na reta final do documento, a comissão que acompanha a pastoral familiar em Portugal deixa uma bênção especial para as situações de maior fragilidade e exigência no seio das famílias.

“Deus abençoe todos os pais e fortaleça aqueles que vivem especiais preocupações com os seus filhos doentes ou com deficiência. Acompanhar com amor confiante revela o tesouro do coração de um pai”, conclui a mensagem.

O Dia do Pai assinala-se anualmente a 19 de março, data em que a Igreja Católica celebra a solenidade litúrgica de São José.

Fonte: Ecclesia | Imagem: RMOP

Política; Reforma do Estado deve abranger “organização administrativa e política” – Carlos Tavares

Política; Reforma do Estado deve abranger “organização administrativa e política” – Carlos Tavares

O ex-ministro da Economia e presidente da Associação Círculo de Estudos do Centralismo (ACEC), Carlos Tavares, defende que uma reforma do Estado deve abranger a organização administrativa e política do país, defendendo também incentivos fiscais e industriais.

“Quando nós falamos de reforma do Estado, normalmente tendemos a identificar com a reforma dada dos serviços públicos, com tornar as coisas mais simples, [mas] é muito mais do que isso. Isso implica a organização administrativa do país e também a organização política”, defendeu hoje o também académico num almoço-conferência prévio ao Conselho-Geral da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que decorre hoje no Palácio da Bolsa.

Para o também ex-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e do Banco Montepio, deve haver “uma nova forma de aplicar a lei eleitoral”, uma vez que “um voto no litoral, em Porto, Lisboa, onde for, não tem o mesmo valor político que tem um voto em Portalegre ou em Miranda de Douro”, no distrito de Bragança.

“Tudo isto faz parte do conceito de reforma do Estado”, defendeu, elencando ainda diferenças entre os conceitos de desconcentração e descentralização.

Quanto à descentralização, em causa está uma “descentralização do poder de decisão”, e na desconcentração em causa estão “serviços públicos que estão desconcentrados e localizados mais próximos”, o que “tem alguma vantagem” mas “não substituem nem possuem as virtudes que tem o processo de descentralização”.

Com este processo, Carlos Tavares quis também desmistificar a ideia da criação de mais ‘tachos’ na Administração Pública, esclarecendo que a ideia não é “acrescentar ao que existe”, mas sim substituir, e também a ideia de que o país é demasiado pequeno, dando o exemplo da Dinamarca, país mais reduzido que Portugal e que tem regiões.

O economista considerou ainda que “a recuperação da produtividade e o progresso das regiões do chamado interior, e o interior é, na prática, três quartos do território onde apenas está utilizado cerca de um quarto da atividade económica”, demonstra “um problema de afetação de recursos”.

“Nós não podemos ter três quartos do território mal aproveitados. Mas é que o progresso, em termos realistas, tem de ser feito pela via, mais uma vez, dos chamados setores transacionais, se quiserem, em termos mais simples, da base industrial”, vincou.

Segundo Carlos Tavares, “pela via dos serviços isso não é possível”, pois o interior “tem tão pouca população que não há dimensão populacional para justificar que os serviços sejam rentáveis e produtivos no interior”.

“Portanto, terá de ser a indústria, terão de ser as grandes empresas”, advogou, falando ainda em políticas fiscais de discriminação territorial positiva, e para Carlos Tavares “não é só o IRC, é também o IRS”, cuja taxa deve ser “muito mais baixa para as regiões do chamado interior”.

Já sobre o IRC, apontou que os atuais benefícios para instalação de empresas no interior apenas “dão para fazer umas notícias a dizer que as empresas do interior só pagam 17% ou 15% […] desde que sejam pequeninas”.

“Não é dessas empresas que o interior precisa, embora todas sejam seguramente bem-vindas. Mas são precisas grandes empresas. Para isso, nós defendemos uma outra solução fiscal”, que é o fim de regimes fiscais casuísticos para empresas, mas sim “um regime contratual de investimento só exclusivo para o interior”.

Segundo Carlos Tavares, “atrás da indústria virão os serviços”.

“Não podemos é pensar que podemos fazer ao contrário, partir dos serviços para a indústria”, vincou.

Fonte: Lusa | Imagem: ACEC

Criminalidade: Furtos de combustível em motas e máquinas agrícolas

Criminalidade: Furtos de combustível em motas e máquinas agrícolas

A Guarda Nacional Republicana (GNR) informou que os assaltos de combustível em motas e máquinas agrícolas aumentaram em 2025.

Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para os furtos de combustível numa altura em que têm vindo a assumir maior expressão devido ao aumento dos preços e de pressão sobre o rendimento das famílias.

A GNR referiu que no ano passado registou 1.700 furtos de combustíveis, menos 44 do que em 2024, uma descida “fortemente influenciada” pela redução dos furtos em postos de abastecimento, que passaram de 1.205 para 1.084 (menos 10,04%).

Esta força de segurança salientou que em sentido inverso se verificaram aumentos nos furtos de combustível em veículos motorizados, num total de 325, mais 46 do que em 2024, e em depósitos ou máquinas agrícolas e industriais, que totalizaram 290 no ano passado (mais 31).

A GNR indicou igualmente que deteve no ano passado 40 pessoas por este tipo de crime, mais dois do que em 2024, realçando que se registou um aumento nos casos associados a depósitos ou máquinas agrícolas/industriais (de 10 detidos para 19), um número igual nos furtos em veículos motorizados (11 em ambos os anos) e a diminuição nos furtos em postos de abastecimento (de 16 detidos para 10).

Os suspeitos por furto de combustível identificados pela GNR também aumentaram no ano passado, passando de 561 em 2024 para 599 em 2025 (+38).

Os dados da GNR mostram também que os furtos de combustível registaram, no ano passado, as descidas mais significativas nos distritos de Lisboa (-25%), seguido de Aveiro (-21%), Faro (-20%) e Setúbal (-15%), enquanto os aumentos mais relevantes foram em Castelo Branco (+33%), Viana do Castelo (+30%), Santarém (+14%) e Leiria (+14%).

A corporação assinala que há variações percentuais muito significativas, como é o caso do distrito de Bragança (+50%) e Guarda (+80%), o que exige “uma resposta diferenciada e ajustada às especificidades locais”.

De acordo com a GNR, o período da tarde é aquele que concentra o maior número de furtos de combustível e, em sentido inverso, a madrugada apresenta o menor número de registos.

No comunicado, a GNR recomenda a adoção de diversas medidas de segurança, nomeadamente o reforço de sistemas de videovigilância nas bombas de gasolina, estacionamento das motas em parques vigiados e iluminados e os proprietários de máquinas agrícolas e industriais devem evitar deixar os veículos ou a maquinaria em locais isolados ou sem iluminação durante períodos prolongados.

Fonte: Lusa | Imagem: GNR