Paradela: Roscos, fumeiro e emigrantes animam a festa de São Sebastião

Paradela: Roscos, fumeiro e emigrantes animam a festa de São Sebastião

De 15 a 24 de janeiro, a aldeia mais oriental de Portugal, Paradela, no concelho de Miranda do Douro, celebra a festa em honra de São Sebastião, num programa festivo cujos destaques são a oração da novena, confecção comunitária dos roscos, o regresso dos (e)migrantes, o acender da fogueira, a missa e o leilão dos roscos e do fumeiro.

Inês Gonçalo, natural de Paradela, explicou que a Festa em honra de São Sebastião, tem como mordomos dois rapazes e duas raparigas solteiras.

“Este ano, a responsabilidade da organização da festa coube aos jovens Matilde Gonçalo, Laura Vinhão, Marcelo Pires e Ivo Sebastião”, indicou.

Os preparativos para festa iniciaram-se a 15 de janeiro, com a novena, uma oração que se realiza diariamente, às 20h00, na igreja matriz e decorre durante nove dias.

“No decorrer da novena, em Paradela, há a tradição das pessoas oferecerem peças de fumeiro, como chouriças, salpicões, pernil, orelha de porco, que no final são leiloados e cuja receita serve para pagar as despesas da festa”, revelou Inês Gonçalo.

Outro preparativo para a festa de São Sebastião foi a apanha da lenha, um trabalho feito pelos rapazes da aldeia, para acender a fogueira que vai aquecer o ambiente, neste mês frio de janeiro.

A confecção dos roscos realizou-se a 21 de janeiro, pelas mulheres de Paradela. Os roscos são um dos ícones da doçaria tradicional, que vão adornar o ramo ou andor, que é leiloado no dia grande da festa em honra de São Sebastião.

Inês Gonçalo, mãe da jovem mordoma, Laura Vinhão, explicou que para confeccionar os roscos, é tradição pedir ovos pela aldeia, aos quais se junta farinha, açúcar e anis.

“Ao participar na confecção comunitária dos roscos revivi a minha infância, pois tive a oportunidade de estar e conviver com pessoas amigas. Foi uma jornada de trabalho muito gratificante, desde o bater os ovos, o amassar, dar forma aos roscos, até ao tarefa final de cozedura dos roscos no forno. Ao longo do dia confeccionámos dezenas de quilos de roscos e utilizámos 80 dúzias de ovos. Os roscos vão ser leiloados após a missa em honra de São Sebastião, que se celebra no sábado, dia 24 de janeiro, na igreja matriz de Paradela”, partilhou.

Na aldeia mais oriental de Portugal, Paradela, a festa em honra de São Sebastião é tão apreciada pela população, que os muitos (e)migrantes que vivem e trabalham em França, Espanha e noutras localidades de Portugal, regressam para participar na festividade.

“No serão de 22 de janeiro realiza-se a receção e um convívio com os nossos (e)migrantes, que todos os anos regressam para celebrarmos juntos a festa de São Sebastião. No dia seguinte, os (e)migrantes juntam-se aos residentes na conclusão da oração da novena, no acender da fogueira e na alvorada. É graças aos (e)migrantes que a festa atinge uma maior dimensão”, disse.

No serão de sexta-feira, dia 23 de janeiro, começa a animação musical com os concertos dos grupos L’s Sorriagos, Charanga Manaita e DJ.

No sábado, dia 24 de janeiro, o dia grande da festa tem como principais momentos a missa em honra de São Sebastião, às 11h30, seguida do leilão do ramo e das carnes (fumeiro).

«O Ramo é um andor enfeitado com roscos de maior dimensão, a que chamamos “caras” em forma de quadrado e triangulares. A montagem do ramo é um trabalho algo minucioso, já que implica o trabalho com uma agulha e um fio para segurar as caras e peças de fruta (maçãs e laranjas), numa estrutura em madeira. Os rosquinhos custam 1€, as caras em forma de triângulo custam 13€ e caras quadradas têm um preço de 15€», indicou, Inês Gonçalo.

Na aldeia de Paradela, a festa prossegue durante a tarde e noite de sábado, 24 de janeiro, com as danças das Pauliteiras de Miranda, uma desgarrada de concertinas e a animação musical do grupo Renovação 3 e a atuação de um DJ.

São Sebastião

A festa em honra de São Sebastião celebra-se na data do seu martírio: 20 de janeiro.

A vida deste santo (256 – 20 de Janeiro de 288 d. C) é um exemplo de como a fé ajuda a ultrapassar os obstáculos da vida e o amor de Deus é mais forte que tudo.

São Sebastião, foi um apaixonado por Deus e um defensor dos cristãos.

Na iconografia, o mártir, São Sebastião é representado com o corpo pejado com várias setas e preso a um tronco de árvore.

HA

Presidenciais: Seguro em primeiro lugar nos boletins de voto

Presidenciais: Seguro em primeiro lugar nos boletins de voto

Nos boletins de voto, para a segunda volta das eleições presidenciais, agendadas para 8 de fevereiro, António José Seguro vai figurar em primeiro lugar, de acordo com o sorteio realizado pelo Tribunal Constitucional.

André Ventura ficará na linha de baixo dos boletins, segundo ditou o sorteio.

Seguro e Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais no dia 08 de fevereiro, depois de terem sido os dois candidatos mais votados na primeira volta realizada no domingo passado.

António José Seguro obteve 31,1% e André Ventura 23,5%, segundo o escrutínio provisório da Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna.

Para a segunda volta, os eleitores que pretendam votar antecipadamente em mobilidade podem fazê-lo no dia 01 de fevereiro. 

Na sexta-feira, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) esclareceu que os boletins de voto na segunda volta das eleições presidenciais vão ter apenas os nomes de dois candidatos.

“No estrangeiro e no território nacional, seja para o voto antecipado, seja para os dias da votação, vão ser impressos e distribuídos os boletins de voto do segundo sufrágio, com dois candidatos”, indica a CNE, em comunicado, frisando que “qualquer informação em contrário não corresponde à verdade”.

A CNE admitiu que poderá haver uma “situação excecional”, designadamente quando os boletins de voto não sejam recebidos a tempo em algum local no mundo, mas ressalva que “só nesse caso é que será utilizado o boletim do primeiro sufrágio”.

O vencedor deste sufrágio vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o seu mandato em março.

Fonte: Lusa | Imagens: CNE

Agricultura: Pagamentos do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020)

Agricultura: Pagamentos do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020)

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, indicou que até 30 de janeiro, vão ser pagos os apoios no valor de 80 milhões de euros, relativos ao Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020), que estavam suspensos desde o verão passado, devido ao regulamento europeu.

“Eu posso aqui dizer que em 30 de janeiro fica tudo resolvido, são 80 milhões de euros, nesses 80 milhões de euros também ficam pagos pedidos na ordem de 600 mil euros resultantes das candidaturas que tínhamos aberto no PEPAC no que respeita à reposição de potencial produtivo quando tivemos incêndios de 2024”, disse o ministro.

Segundo o gabinete do ministro, as normas europeias “não permitiam o pagamento de ‘overbooking’ do programa anterior com verbas do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) até janeiro de 2026. No dia 30 de janeiro, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) irá regularizar a situação, efetuando o pagamento de mais de 80 milhões de euros em investimento a mais de 2.900 pedidos de pagamento”.

O ministro, que está em audição na Assembleia da República, na comissão de Agricultura, afirmou ainda que relativamente aos “apoios de 2024 fica tudo pago até ao fim deste mês, mas também os apoios até aos 10 mil euros estão todos pagos e, em 2025, 18 milhões de euros já foram pagos”.

José Manuel Fernandes lembrou também que “está em curso também aquilo que é a reposição de potencial produtivo”, que foi aberto com o PEPAC onde no total o ministro afirma que estão disponíveis 44 milhões de euros.

Fonte: Lusa

Fiscalidade: De 62 milhões de euros de IMI de barragens concessionárias só pagaram 3%

Fiscalidade: De 62 milhões de euros de IMI de barragens concessionárias só pagaram 3%

A Autoridade Tributária (AT) exigiu às concessionárias de barragens 62 milhões de euros de Imposto MunicipaI sobre Imóveis (IMI), mas o Estado só arrecadou 3% do valor, porque as restantes liquidações estão a ser contestadas em tribunal, indicou a diretora da instituição.

A diretora da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), Helena Borges, falava no parlamento na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública de Orçamento (COFAP), onde fez um ponto de situação sobre a liquidação de impostos relativos às barragens.

Helena Borges referiu que a AT fez ou está em processo de avaliação de 400 aproveitamentos hidroelétricos (barragens) e dos que já foram avaliados e inscritos, foram liquidados – exigida a cobrança às empresas – cerca de 62 milhões de euros relativos aos anos fiscais de 2019 a 2025.

“Desses 62 milhões de euros, estão pagos dois milhões de euros, o que significa aproximadamente 3% da receita liquidada”, disse, esclarecendo que “a parte restante está a ser objeto de discussão em tribunal” e “não se traduziu ainda em cobranças, não obstante esse extenso trabalho que se desenvolveu na Autoridade Tributária ao longo destes anos”.

A cobrança do IMI que está a ser feita pelo fisco neste momento começou em 2023, na sequência de uma ordem do então secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Nuno Santos Félix, do último Governo de António Costa.

O governante mandou a AT liquidar o IMI das centrais relativos aos anos fiscais de 2019 em diante, aplicando à cobrança do IMI o sentido de um parecer de 2006 do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) relativo à qualificação jurídica dos bens incorporados nas concessionárias das barragens, cuja consequência, no entendimento do Governo, era o de que as centrais hidroelétricas devem ser consideradas prédios para efeitos do IMI.

Em resposta a críticas do Chega durante a audição, Helena Borges disse que “a AT nunca se comportou à margem das orientações que tem da sua tutela” e reforçou que as obrigações do fisco “são cumprir a lei” e as orientações da tutela (dos secretários de Estado dos Assuntos Fiscais).

Os primeiros minutos da audição ficaram marcados por críticas do Chega à atuação de Helena Borges relativamente à forma como nos últimos anos o fisco agiu relativamente à cobrança do IMI das barragens. O deputado Eduardo Teixeira perguntou a Helena Borges se sente condições para continuar a ser diretora da AT, afirmando que o Chega “pensa que não tem”.

A dirigente máxima do fisco afirmou que o deputado disse um “conjunto alargado de inverdades” sobre o trabalho do fisco e factos que “não têm aderência à realidade”, acrescentando que não estava no parlamento para ser julgada, mas sim para prestar esclarecimentos.

Em relação às condições para liderar o fisco, respondeu que “essa decisão é dos ministros das Finanças”, afirmou que o seu lugar esteve e está sempre à disposição e destacou que “a AT tem alcançado todos os seus objetivos”.

Fonte: Lusa | Fotos: HA e Flickr

Campo de Víboras: Snack-bar de petiscos traz gente à aldeia

Campo de Víboras: Snack-bar de petiscos traz gente à aldeia

A abertura de um snack-bar, no Centro Cultural Desportivo e Recreativo de Campo de Víboras, devolveu vida à esta aldeia do concelho de Vimioso, pois este espaço tornou-se o local de encontro e de convívio da população local e de visitantes, que vêm diariamente degustar os petiscos.

Vieram de Lisboa, em 2022, após a pandemia, com o objetivo de fugir do stress da grande cidade, para abrandar, ao ritmo da aldeia. Dado o talento e o gosto pela cozinha, Goreti Gonçalves, aproveitou a oportunidade e ficou com a concessão do snack-bar do Centro Cultural Desportivo e Recreativo de Campo de Víboras, onde começou a confeccionar pratos de petiscos para os clientes.

Questionada sobre as diferenças entre o trabalho numa cidade como Lisboa e numa aldeia como o Campo de Víboras, a cozinheira destacou a maior proximidade e afeição às pessoas.

“Aqui, na aldeia toda a gente se conhece e por isso há uma grande familiaridade entre todos, a ponto de as pessoas partilharem a mesa das refeições. Diariamente, visitam o snack-bar entre 30 a 80 pessoas”, disse.

O sucesso empresarial deve-se também à qualidade dos petiscos servidos no snack-bar, como o butelo, a dobrada, o cozido à portuguesa, entre outros petiscos tradicionais transmontanos.

Na aldeia de Campo de Víboras, o snack-bar do Centro Cultural Desportivo e Recreativo funciona todos os dias da semana, das 7h30 da manhã até ao fecho.

“Os meus filhos que vivem em Lisboa, quando nos visitam ficam admirados com a revolução de trouxemos à aldeia e a vinda de tanta gente ao snack-bar”, disse Goreti Gonçalves.

Para a população da aldeia, a abertura deste espaço, que funciona na remodelada antiga escola primária, é sobretudo um local de encontro e de convívio. José Quintanilha Afonso, destacou a vida que este novo serviço trouxe ao Campo de Víboras.

“Venho regularmente ao Centro Cultural Desportivo e Recreativo e sempre que contrato trabalhadores para as tarefas agrícolas, como a apanha da azeitona, aproveitamos para vir almoçar neste novo espaço, onde os petiscos são de qualidade”, disse.

Idêntica opinião tem José António Fernandes, para quem o remodelado edifício da antiga escola primária se tornou um local de encontro diário.

“Para quem vive no Campo de Víboras, uma aldeia muito despovoada, a abertura deste snack-bar é uma alegria, pois tornou-se um local de encontro e de convívio com pessoas de outras localidades. Com o avançar da idade, esporadicamente também levo refeições para casa”, disse.

O jovem, Sérgio Bernardo, elogiou a gestão do snack-bar do Centro Cultural Desportivo e Recreativo, realizada por Goreti Gonçalves, destacando o profissionalismo da equipa.

“O sucesso deve-se ao profissionalismo e à simpatia destas pessoas, que tendo adquirido uma larga experiência em Lisboa, estão agora a beneficiar a localidade do Campo de Víboras”, disse.

O presidente do Centro Cultural Desportivo e Recreativo de Campo de Víboras, Nuno Santos também elogiou o empreendedorismo e destacou o fácil acesso ao snack-bar.

“A localização do snack-bar junto à movimentada estrada nacional nº219, o conforto e a beleza do espaço e o excelente trabalho desenvolvido pela Goreti Gonçalves são as razões deste bem-sucedido projeto na aldeia de Campo de Víboras”, disse.

Questionado sobre que outras iniciativas poderiam desenvolver a aldeia, Nuno Santos, que também é o representante da localidade, na União de Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva, avançou que estão programadas várias atividades.

“É importante ter um Clube de Caça e Pesca ativo, que organize montarias ao javali, para atrair a vinda de caçadores do litoral. Dada a beleza natural da região, os passeios pedestres são outra atividade do interesse das pessoas. No concelho de Vimioso, as feiras de produtos locais são eventos do agrado das populações e um chamariz para a visita de pessoas de outras localidades. Por isso, no fim-de-semana de 2 e 3 de maio, no Campo de Víboras, vamos organizar a I Feira dos Tendeiros e dos Lavradores”, indicou o autarca.

No concelho de Vimioso, a população de Campo de Víboras é conhecida por ser gente de trabalho, dinâmica e empreendedora. Muitos dos seus habitantes tiveram que migrar para outras localidades do litoral, onde prosperaram no comércio de rendas, bordados e na ourivesaria.

HA



Turismo: Terras de Trás-os-Montes mostram-se em Madrid

Turismo: Terras de Trás-os-Montes mostram-se em Madrid

A natureza, cultura, tradições, produtos e a gastronomia das Terras de Trás-os-Montes vão ser expostos na FITUR 2026, a Feira Internacional de Turismo, que decorre na capital de Espanha, Madrid, de 21 a 25 de janeiro.

Com a presença na FITUR 2026, os nove municípios da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), pretendem reforçar a aposta estratégica no mercado vizinho espanhol.

“Esta participação representa um passo relevante na afirmação internacional de Trás-os-Montes e no aprofundamento da ligação histórica, cultural e social com Espanha”, indica a CIM-TTM.

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) é constituída pelos municípios Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.

Pela proximidade geográfica, pelas relações transfronteiriças e pelos laços comunitários existentes, o mercado espanhol é um considerado prioritário para a promoção do destino turístico das Terras de Trás-os-Montes.

A presença na FITUR 2026 assinala a segunda participação consecutiva da CIM-TTM neste certame internacional e insere-se na estratégia de valorização e promoção da autenticidade cultural, na riqueza natural e na identidade singular da região.

Na Feira, em Madrid, as Terras de Trás-os-Montes estão instaladas no pavilhão 4, stand 4G06, onde apresentam um programa diversificado de ações promocionais dos nove concelhos, destacando a natureza, cultura e património, produtos e gastronomia, assim como experiências de bem-estar e tradições únicas que distinguem a região do nordeste transmontano.

PROGRAMA

21 DE JANEIRO – (QUARTA-FEIRA)
10h00| Abertura da Feira
12h00 | TTM Experience – sessões com operadores e imprensa espanhola (mediante convite)
15h30 | A Rota do Enoturismo de Trás-os-Montes – Comissão Vitivinícola de Trás-os-Montes
16h30 | O Ouro de Vila Flor – Apresentação e degustação de azeites
18h00 | Sorteio – 1 lugar BLOG TRIP e 1 lugar FAM TRIP
19h00 – Encerramento da Feira

22 DE JANEIRO – (QUINTA-FEIRA)
10h00 | Abertura da Feira
11h00 | Turismo Industrial Duero-Douro – Apresentação do Projeto Transfronteiriço IN-GENIOS
12h00 | TTM Experience – sessões com operadores e imprensa espanhola
16h00 | O Ouro de Vila Flor- Apresentação e degustação de azeites
18h00 | Sorteio – 1 lugar BLOG TRIP e 1 lugar FAM TRIP
19h00 – Encerramento da Feira

23 DE JANEIRO – (SEXTA-FEIRA)
10h00 | Abertura da Feira
10h30 | Lagos do Sabor – Apresentação e degustação de Produtos da Bio Região
12h30 | TTM Experience – Sessões com operadores e imprensa espanhola
15h00 | O Sabor de Vinhas- Apresentação da Feira do Fumeiro e degustação de Fumeiro
Divulgação do Parque Biológico de Vinhais
Animação com Grupo de Gaiteiros
17h00 | Conhecer Vimioso – Degustações de Produtos Locais
Oferta de Massagens pelas Termas de Vimioso
18h00 | Sorteio – 1 lugar BLOG TRIP e 1 lugar FAM TRIP
19h00 – Encerramento da Feira

24 DE JANEIRO – (SÁBADO)

10h00 | Abertura da Feira
10h30 |Sentir Vimioso – “Lançar a Manta” – Experiência de picnic com degusta
Ofertas de Massagens pelas Ter
mas da Terronha
12h30 | Rituais e Gastronomia de Mogadouro – Rituais de Inverno e degustação de Produtos
locais
15h00 | Tradições de Alfândega da Fé – Recriação e apresentação das “Burricadas de Carnaval”
17h00 | Miranda do Douro: Tradição, Cultura e Gastronomia
Apresentação Festival de Sabores Mirandeses, Exaltação da Capa de Honras e Feira da
Bola Doce Mirandesa
Degustações de produtos locais
Atuação dos Pauliteiros de Miranda
20h00 | Encerramento da Feira

25 DE JANEIRO – (DOMINGO)
10h00 | Abertura da Feira
11h00 | Festa da Cereja de Alfândega da Fé – Apresentação e degustação de produtos locais
15h00| Feira da Alheira de Mirandela – Apresentação e degustação de Produtos Locais e
Animação com música tradicional
18h00 – Encerramento da Feira

Fonte: CIM-TTM

Ambiente: GNR patrulha planalto mirandês para deteção de venenos

Ambiente: GNR patrulha planalto mirandês para deteção de venenos

A Guarda Nacional Republicana (GNR) está a realizar ações de patrulhamento especializado, para identificar a eventual utilização de venenos prejudiciais a animais. como o lobo ou aves rupícolas, nos concelhos do planalto mirandês.

“Estas ações surgem na sequência de vários alertas registados nos concelhos de Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro, relacionados com suspeitos ataques de lobo e outras espécies predadoras protegidas, a animais de explorações agrícolas e aves rupícolas, como abutres ou milhafres”, indicou fonte oficial da GNR.

Segundo a mesma fonte, estas ações contam com binómios cinotécnicos e militares especializados, têm por objetivo detectar armadilhas e venenos que prejudiquem o ecossistema e que ponham em causa a fauna e a avifauna.

“Perante este cenário, as autoridades identificaram um risco acrescido de utilização de substâncias tóxicas no meio natural, prática ilegal que representa uma ameaça grave tanto para a fauna selvagem, como para os cães utilizados na guarda e proteção dos rebanhos”, indicou a GNR.

O patrulhamento visa assim a prevenção de crimes ambientais, a salvaguarda dos ecossistemas e a proteção de animais domésticos e selvagens.

Paralelamente, a GNR procura sensibilizar a população local para os perigos associados ao uso de venenos, alertando para as consequências legais, ambientais e de saúde pública desta prática.

A 9 de janeiro, um ataque de lobos em Carção, no concelho de Vimioso, causou a morte a 14 ovelhas, a maioria cordeiros, e deixou uma em estado grave, contou o proprietário dos animais.

O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) indicou que, desde 2024, foram registados 32 ataques de lobos na região do planalto mirandês.

Também na região do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) há registo de alegados ataques de abutres a bovinos e ovinos, como é caso das aldeias de Bemposta e Vilar do Rei, no concelho de Mogadouro, em meados de 2025.

Fonte: Lusa | Imagem: GNR

Ensino Superior: Uma prova de ingresso no próximo ano letivo

Ensino Superior: Uma prova de ingresso no próximo ano letivo

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, adiantou que as alterações no acesso ao ensino superior, com a redução de duas para apenas uma prova de ingresso obrigatória, devem entrar em vigor no próximo ano letivo 2026/2027.

A intenção de mudar as regras de acesso ao ensino superior, aprovadas em 2023, pelo Governo então liderado por António Costa, foram agora confirmadas pelo ministro Fernando Alexandre, adiantando que os concursos do próximo ano letivo já vão realizar-se com as novas normas.

Durante a comissão parlamentar de Educação e Ciência, o ministro explicou que a ideia é recuperar a obrigatoriedade de apenas uma prova de ingresso, à semelhança do que acontecia até 2023, quando foram alteradas as condições de conclusão do ensino secundário e de acesso ao ensino superior.

Segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação, essas novas condições, aplicadas pela primeira vez aos candidatos para 2025/2026, foram responsáveis pela significativa redução do número de candidatos, que ficou abaixo dos 50 mil na 1.ª fase do concurso nacional de acesso, só comparado a 2018.

Por um lado, a obrigatoriedade de realizar três exames nacionais para concluir o ensino secundário deixou muitos alunos para trás e a taxa de conclusão do ensino obrigatório, no ano passado, aproximou-se dos valores registados em 2019, antes da pandemia da covid-19, quando vigoraram regras excecionais e os exames nacionais serviam apenas para ingressar no ensino superior.

Já a introdução de duas provas de ingresso obrigatórias afastou, segundo o ministro, cerca de 2.000 alunos que, tendo concluído o ensino secundário, não se candidataram ao superior.

“Quase metade da redução dos colocados resulta desta decisão que, para nós, é errada”, sublinhou Fernando Alexandre, ressalvando que concorda com as regras de conclusão do ensino secundário aprovadas pelo governo socialista.

Quanto às condições de acesso ao ensino superior, o governante já tinha afastado alterar as regras aprovadas em 2023, apesar de discordar, decisão que reverteu após conhecer as conclusões da análise à redução do número de candidatos.

“Já temos o decreto-lei pronto, já tem os pareceres positivos do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e do Conselho Nacional de Educação”, acrescentou.

Fonte: Lusa | Foto: IPB

Palaçoulo: Tanoaria J.M.Gonçalves apresenta a barrica “Aqua Pure” na Exponor

Palaçoulo: Tanoaria J.M.Gonçalves apresenta a barrica “Aqua Pure” na Exponor

De 21 a 23 de janeiro, a tanoaria J.M. Gonçalves, sediada em Palaçoulo, volta a participar na Enotécnica e Olitécnica – Feira para a Enologia, Viticultura e Indústria do Azeite, que tem lugar na Exponor, em Matosinhos e é considerada a principal montra de equipamentos, técnicas e inovações no processo de fabrico do vinho e do azeite.

De acordo com Sérgio Gonçalves, sócio-gerente da tanoaria J.M.Gonçalves, o certame bianual é uma exposição de equipamentos e produtos relacionados com a produção de vinho, desde as simples rolhas, garrafas, rótulos e cápsulas, passando pelas barricas e vasilhames de inox, até aos sofisticados softwares usados na vinha e fabrico do vinho.

“Nesta edição da Enotécnica, a tanoaria J.M. Gonçalves vai apresentar a nova barrica “Aqua Pure”, de fabrico totalmente ecológico, sem emissão de dióxido de carbono. É uma barrica fabricada com tecnologias de última geração, utilizando vapor de água com essências de rochas, a temperaturas e tempos controlados”, descreveu.

Na Exponor, a tanoaria de Palaçoulo, tem como potenciais clientes as adegas, cooperativas, comerciantes de vinho, empresários de restauração e distribuidores.

“A Enotécnia é uma feira de âmbito nacional, pelo que é visitada por representantes das várias regiões vitivinícolas de Portugal, desde o Douro, Dão, Bairrada, Beiras, Lisboa, Setúbal, Alentejo, Algarve e Madeira, sendo por isso uma oportunidade para dar a conhecer as diferentes barricas e produtos e esclarecer dúvidas técnicas sobre a madeira e as tostas”, indicou Sérgio Gonçalves.

No pavilhão 6, stand B-10, na Exponor, a tanoaria de Palaçoulo oferece ainda aos visitantes e potenciais clientes, provas de vinhos fermentados, nas diferentes barricas.

“No stand, os visitantes têm a oportunidade de provar diferentes vinhos, curados consoante o tratamento térmico das barricas, de modo a avaliar os nossos produtos e concretizar negócios”, adiantou Sérgio Gonçalves.

Questionado sobre a organização da feira do vinho no mês de janeiro, o sócio-gerente da tanoaria J.M.Gonçalves indicou que na viticultura, é a altura do ano adequada para passar o vinho dos recipientes em inox para as barricas.

A centenária tanoaria J.M.Gonçalves, Lda, fundada em 1924, em Palaçoulo, fabrica barricas, tonéis e alternativos, com madeiras nobres, devidamente certificadas e com um processo de secagem, 100% natural, que se prolonga por mais de 24 meses.

A tanoaria J.M.Gonçalves tem como principais mercados países como Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos da América, países da América do Sul e outros do continente asiático.

De 21 a 23 de janeiro, na Exponor, a Enotécnica e Olitécnica – Feira para a Enologia, Viticultura e Indústria do Azeite está aberta das 10h00 às 18h00. Até 20 de janeiro a inscrição para a entrada foi gratuita. A partir de 21 de janeiro, a entrada tem um custo de 7,00€ se adquirida online e de 15,00€ se adquirido nas bilheteiras da feira.

HA

Carção: Frades Capuchinhos assumem as paróquias do padre Aníbal

Carção: Frades Capuchinhos assumem as paróquias do padre Aníbal

Até ao final de agosto, os Frades Capuchinhos assumem as paróquias de Argozelo, Carção, Santulhão e Matela, substituindo o padre Aníbal da Anunciação, falecido a 6 de janeiro, acumulando esta responsabilidade com a administração dos cursos bíblicos na diocese de Bragança-Miranda.

O frei Hermano Filipe, superior da Comunidade dos Frades Capuchinhos, que vivem na casa paroquial em Argozelo, indicou que até ao final de agosto vão desempenhar as funções de administradores paroquiais em Argozelo, Carção, Santulhão e Matela.

“Infelizmente, o padre Aníbal partiu repentinamente e o senhor bispo, Dom Nuno Almeida, pediu-nos para assumir temporariamente estas paróquias até ao final de agosto, como administradores paroquiais. No próximo mês de setembro, em diálogo com o senhor bispo vai decidir-se consoante as necessidades destas comunidades e as nossas possibilidades”, indicou o frade capuchinho.

Na Diocese de Bragança-Miranda, os três Franciscanos Capuchinhos, também estão a acompanhar as visitas pastorais do bispo, Dom Nuno Almeida, através da oferta de Cursos Bíblicos às várias comunidades paroquiais. Questionado sobre a realidade que têm encontrado na diocese de Bragança-Miranda, Frei Hermano Filipe chamou a atenção para o desafio sociodemográfico.

“O despovoamento, o envelhecimento e a diminuição do número de jovens tem impacto na vida destas comunidades paroquiais, onde se regista um acentuado decréscimo de batizados, de casamentos, etc. Contudo, as comunidades da diocese Bragança-Miranda continuam a ser exemplos vivos de tradições, de cultura e de fé que merecem ser valorizadas e transmitidas”, disse o capuchinho.

Os Capuchinhos – Frades de hábito marrão e de capuz pequeno, surgiram em Itália, no século XVI, com o objetivo de observar rigorosamente a “Regra e Vida dos Frades Menores, escrita por São Francisco de Assis e praticar a pobreza radical, a oração contemplativa e a vida missionária anunciando a todos, o Evangelho de Jesus Cristo.

“A Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFM.Cap) é um ramo da Família Franciscana que tem São Francisco de Assis como pai e fundador. No século XVI, houve a reforma capuchinha em que os franciscanos desejavam regressar ao espírito de São Francisco de Assis (1181-1226), num estilo de vida assente na proximidade às pessoas, em particular nas regiões onde mais ninguém queria ir, como talvez seja hoje o interior de Portugal”, disse Frei Hermano Filipe.

Em Argozelo, a comunidade dos frades capuchinhos é constituída pelo sacerdote, frei Hermano Filipe e pelos freis John Naheten e Hermenegildo Sarmento, religiosos capuchinhos nascidos em Timor-Leste.

Em setembro de 2025, os três frades Capuchinhos percorreram as 321 paróquias da diocese, numa autocaravana, durante três semanas., na iniciativa ‘Caravana de Esperança’.

HA