Porto: Cooperativa Árvore acolhe “Mês do Mirandês”

Porto: Cooperativa Árvore acolhe “Mês do Mirandês”

De 6 de junho até 4 de julho, a Cooperativa Árvore, no Porto, inicia o “Mês do Mirandês”, um evento multidisciplinar com exposições, mostra de trabalhos e uma conferência dedicada à preservação e atualidade da língua e cultura da Terra de Miranda.

A cooperativa de atividades artísticas indica que o “Mês do Mirandês” pretende afirmar-se como um espaço de encontro entre a tradição e a contemporaneidade, onde a língua mirandesa surge não apenas como herança cultural, mas também como instrumento de criação artística, pensamento e afirmação identitária.

“Com esta iniciativa, a Cooperativa Árvore pretende aproximar os públicos urbanos da realidade linguística e cultural da Terra de Miranda, reforçando assim a valorização da diversidade cultural em Portugal”, justificam.

O mirandês é a segunda língua oficial de Portugal, sendo falada por cerca de 3 mil pessoas, principalmente no concelho de Miranda do Douro.

“A língua mirandesa pertence ao ramo asturo-leonês, que evoluiu do latim vulgar e possui características gramaticais próprias que a diferenciam tanto do português como do castelhano”, explicam.

Em 1999, a língua mirandesa foi oficialmente reconhecida pela Assembleia da República, considerado um marco histórico que permitiu a sua regulamentação e introdução nos currículos escolares da região. No entanto, apesar do estatuto oficial, a língua mirandesa continua a enfrentar sérios desafios na sua preservação.

Com idêntico propósito de preservar e divulgar a língua, a programação do “Mês do Mirandês” inclui a exposição “PE(r)SSONA”, da artista Balbina Mendes.

“A exposição “PE(r)SSONA” é uma reflexão contemporânea sobre identidade, pertença e memória cultural, inspirada na cultura mirandesa. Através de diferentes técnicas e materiais, como óleo, aguarela, cerâmica, serigrafia e plexiglass, a artista constrói uma linguagem visual marcada por máscaras, rostos e símbolos que exploram a relação entre o indivíduo e a coletividade. As obras evocam tradições ancestrais e questionam a forma como a identidade é construída, ocultada e partilhada”, descrevem.

O trabalho de Balbina Mendes revisita a cultura mirandesa como um espaço de mistério, autenticidade e reinvenção contínua da tradição.

“Entre texturas, cores e contrastes, a artista cria um universo simbólico onde a memória, a história e a regionalidade se cruzam, dando voz a uma herança cultural que permanece viva e em constante transformação”, escrevem.

Na sala 2 da cooperativa Árvore, está outra exposição “No Piso Térreo de um Clarão”, de Marco Silva, inspirada na ideia do jardim privado como espaço de contemplação e reflexão.

“Através da pintura e da sobreposição de luz, gesto e matéria, as obras criam um ambiente crepuscular onde o ser se revela para além da imagem. Entre luz e escuridão, estas pinturas suspendem o tempo e evocam um espaço de transição, incerteza e revelação interior”, pode ler-se.

O Mês do Mirandês também dá destaque aos trabalhos realizados pelos alunos dos Cursos Livres, evidenciando a diversidade de práticas e experiências artísticas promovidas pela Árvore.

A 27 de junho, acontece um dos momentos centrais da programação do “Mês do Mirandês”, com a conferência, às 16h00, “Terra de Miranda: património e identidade, hoje ( Tierra de Miranda: patrimonho i eidentidade, hoije)” – dedicada à preservação e à atualidade da língua e cultura mirandesas.

A conferência conta com a participação de Alfredo Cameirão, Ana Afonso, José Meirinhos e Óscar Afonso, promovendo um espaço de reflexão sobre património, território e identidade cultural.

• Alfredo Cameirão é o comissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (organismo recém-criado na dependência do Ministério da Cultura), tem um historial de envolvimento na promoção e valorização da língua e cultura mirandesas, designadamente enquanto professor, escritor e tradutor.

• Ana Afonso é professora e tradutora de mirandês, tem desenvolvido um percurso académico na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e um importante trabalho de apoio ao desenvolvimento da Biquipédia, l’anciclopédia lhibre an lhéngua mirandesa (a Wikipédia em mirandês).

• José Meirinhos é professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem um longo percurso de promoção e valorização da língua e cultura mirandesas, designadamente em instituições como a Frauga - Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote.

• Óscar Afonso é diretor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tem levado a cabo análises económicas e estratégicas visando o melhor aproveitamento dos recursos naturais da região, esteve envolvido no Movimento Cultural da Terra de Miranda e na autarquia de Miranda do Douro

A Cooperativa Árvore, criada em 1963, no Porto, tem como missão a produção, divulgação e comercialização de obras artísticas e editoriaisa, assim como a formação e informação dos Cooperadores e do público em geral, na área das Artes Visuais, Estudos de Arte e em outras áreas da criação e do saber.

HA

Miranda do Douro: Concatedral e Moderno Escondido são candidatos às 7 Maravilhas de Portugal

Miranda do Douro: Concatedral e Moderno Escondido são candidatos às 7 Maravilhas de Portugal

Na edição das “7 Maravilhas de Portugal”, o concelho de Miranda do Douro participa com duas candidaturas que mostram a riqueza histórica, cultural e arquitetónica do território, como são a Concatedral de Miranda do Douro (categoria religião) e o Moderno Escondido, em Picote (categoria Século XX).

A Concatedral de Miranda do Douro, um dos monumentos mais emblemáticos da região, integra a categoria Religião e a candidatura pode ser apoiada através do número 761 207 010.

“De arquitetura religiosa quinhentista, maneirista e barroca, a antiga Sé de Miranda do Douro apresenta uma imponente planta em cruz latina, composta por três naves de igual altura, divididas por pilares de secção cruciforme, transepto saliente e cabeceira tripartida formada por dois absidíolos e capela-mor. A sua construção remonta ao século XVI, após a elevação de Miranda do Douro a cidade e sede de diocese, em 1545”, informa o município.

O projeto da antiga Sé iniciou-se em 1549 e as obras começaram em 1552, sob a direção dos arquitetos Gonçalo de Torralva e Miguel de Arruda.

“O valor histórico, artístico e arquitetónico deste monumento faz da Concatedral uma referência incontornável do património nacional”, destaca a autarquia de Miranda do Douro.

Na categoria Século XX, a candidatura do Moderno Escondido, no Barrocal do Douro (Picote), pode ser apoiada através do número 761 207 050.

“O conjunto arquitetónico do Moderno Escondido, no Barrocal do Douro (Picote) resulta do trabalho dos arquitetos J. Archer, Nunes de Almeida e R. Ramos, formados na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. A obra reflete as influências do Movimento Moderno, da arquitetura brasileira e do racionalismo italiano, num período marcado pela procura de uma identidade arquitetónica nacional”, informa o município.

Os projetos desenvolvidos em Picote conseguiram conciliar tradição e modernidade, dando origem a soluções inovadoras e de elevado valor patrimonial.

“A construção do Moderno Escondido surge no contexto do Primeiro Plano de Fomento (1953-1958), que definiu como prioridade o aumento da produção de energia hidroelétrica em Portugal. Numa das regiões mais isoladas e menos desenvolvidas do país, foi necessário criar infraestruturas modernas de produção energética e condições atrativas para acolher uma nova comunidade, dando origem a um notável conjunto arquitetónico e urbanístico que permanece como um dos mais relevantes testemunhos do modernismo português”, disse.

Em 2027 assinalam-se os 20 anos das 7 Maravilhas de Portugal, uma iniciativa que continua a promover, valorizar e dar visibilidade a alguns dos mais importantes patrimónios do país. O Município de Miranda do Douro apela à participação de todos nesta votação, contribuindo para a valorização e divulgação de dois exemplos únicos do património histórico e arquitetónico do concelho.

Fonte: MMD | Fotos: HA e Flickr

Vimioso: Exército Português esclareceu os jovens sobre carreira militar

Vimioso: Exército Português esclareceu os jovens sobre a carreira militar

Na tarde de 2 de junho, realizou-se em Vimioso, uma sessão de esclarecimento sobre o ingresso e a carreira militar, uma iniciativa do Exército Português, que tem como objetivos informar e esclarecer os jovens sobre as várias oportunidades profissionais existentes nas Forças Armadas.

Na vila de Vimioso, a sessão de esclarecimento decorreu no auditório do pavilhão multiusos e teve como destinatários, os jovens portugueses, com idades entre os 18 e os 24 anos (ou 27 anos no caso de licenciatura).

Durante a sessão, dois militares apresentaram as condições de admissão ao Exército em Portugal, incluindo os requisitos necessários para ingresso, as fases do concurso e os critérios de seleção.

No encontro, os jovens vimiosenses foram também informados sobre as condições de remuneração e as diversas possibilidades de progressão na carreira militar.

O sargento-ajudante do Exército Português, Nuno Bapo, indicou que, atualmente, o Gabinete de Atendimento ao Público (GAP) está a realizar sessões de esclarecimento nos vários concelhos do distrito de Bragança, em colaboração com os gabinetes de Inserção Profissional (GIP).

“Estamos a informar e esclarecer os jovens entre os 18 e os 24 anos (ou 27 anos no caso de licenciatura) sobre as valências e as mais valias de ingressar no Exército Português”, disse.

Questionado sobre o interesse dos jovens do distrito de Bragança pela carreira militar, o sargento Nuno Bapo, respondeu que nas visitas às escolas se verifica interesse e vontade dos jovens em conhecer melhor as várias oportunidades profissionais existentes no Exército Português.

Na sessão em Vimioso, o jovem, Ivan Pera, com 21 anos e formação e Mecatrónica Automóvel, mostrou-se interessado em ingressar no Exército Português.

“Ao participar nesta sessão de esclarecimento chamou-me à atenção a possibilidade de continuar a utilizar a minha formação em mecatrónica automóvel, ao serviço do Exército Português e em quarteis geograficamente próximos como em Vila Real ou Chaves. Outra motivação são as condições remuneratórias e sociais que a carreira militar oferece”, disse o jovem vimiosense.

Com estas sessões de informação, o Exército Português pretende despertar os jovens para a importância da formação técnica, física e pessoal; para uma carreira profissional estável e com progressão; e para o trabalho em equipa e a liderança, ao serviço a Portugal.

HA

Vimioso: Jovens estrangeiros conhecem a agricultura e pecuária do concelho

Vimioso: Jovens estrangeiros conhecem a agricultura e pecuária do concelho

Um grupo de jovens oriundos da ilha francesa da Martinica, situada no Mar das Caraíbas, entre a América do Norte e o Brasil, está a realizar uma visita de estudo a Vimioso para conhecer a realidade agrícola e pecuária do concelho, no âmbito do projeto Erasmus.

Os jovens estudam na Escola Agrícola de Croix Rivail, na Martinica, uma ilha francesa, que tem 385 mil habitantes, situada entre as Américas e a Europa. Esta localização geográfica proporciona oportunidades de intercâmbios regulares com os países europeus, como é o caso desta visita a Portugal, através do projeto Erasmus (o programa da União Europeia (UE) que apoia a educação, formação, juventude e o desporto na Europa).

Na vila de Vimioso, o grupo de jovens estudantes da Martinica foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, que expressou alegria pela visita dos jovens e professores estrangeiros, no âmbito dos estudos em agricultura e pecuária.

No concelho de Vimioso, os jovens estudantes, acompanhados pelo agricultores António Padrão e Paula Higino, estão a conhecer a realidade agrícola do território, onde predominam as culturas de sequeiro como o olival, amendoal, os soutos de castanheiros e a vinha. Na aldeia de Uva, o grupo visitou a adega da Menina de Uva, que produz vinho a partir das vinhas e castas tradicionais desta região.

Na pecuária, os alunos franceses visitaram as explorações de bovinos mirandeses, assim como a Unidade de Transformação da Carne Mirandesa.

Na estadia em Vimioso, o grupo de jovens martinicos teve oportunidade de visitar também a igreja matriz, o Parque Ibérico de Natureza e Aventura (PINTA), em São Joanico e as Termas de Vimioso.

Bem diferente da realidade de Trás-os-Montes, o clima tropical e a agricultura na ilha francesa da Martinica assenta na produção de banana e de rum, produtos que são orientados para a exportação.

HA

HA | Fotos: HA e Paula Higino

Ambiente: ICNF nega atrasos de indemnizações a produtores após ataques de lobos

Ambiente: ICNF nega atrasos de indemnizações a produtores após ataques de lobos

O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) desmentiu atrasos no pagamento de indemnizações a produtores pecuários afetados por ataques de lobos, enquanto as associações e a academia apresentaram propostas para proteger a espécie do lobo ibérico.

“Têm sido repetidamente referidos atrasos superiores a um e a dois anos [no pagamento de indemnizações a produtores de gado afetados por ataques de lobo ibérico, previstas no atual programa de proteção da espécie]. Quero claramente afirmar que isso não corresponde minimamente à verdade”, frisou o vice-presidente do Conselho Diretivo do ICNF, Paulo Salsa, em audição na Assembleia da República, na Comissão de Agricultura e Pescas, a requerimento do PAN e do Chega.

A investigadora Raquel Godinho, do BIOPOLIS/CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, defendeu um sistema de “compensação positiva”, no qual os produtores “são compensados quando favorecem a espécie, quando têm alcateias que são reprodutoras nos seus territórios”.

Relativamente ao programa Alcateia 2025-2035, criado pelo Governo para proteger o lobo ibérico, a cientista deixou uma sugestão: “O sucesso deste programa não deveria ser medido pelo número ou agilidade das indemnizações pagas, mas pela capacidade de criar territórios onde estas indemnizações sejam cada vez menos necessárias.”

Marta Cálix, diretora de Restauro Ecológico da ARIP – Associação Rewilding Iberia PT, disse que o lobo ibérico e a política de conservação da natureza não podem “continuar dependente de um instituto como o ICNF, que acumula funções incompatíveis entre si”.

“Portugal precisa de um instituto de conservação e restauro da natureza com um mandato único, claro e exclusivamente dedicado à proteção e restauro da natureza”, sustentou.

Para a responsável, “enquanto a conservação for uma função secundária dentro de um organismo sobrecarregado, sob tutela dupla e sem recursos apropriados, vamos continuar a ter os mesmos problemas”.

“Dizer que o lobo é uma calamidade para os produtores pecuários é tapar o sol com a peneira. O que está a falhar não é a lei, é a sua aplicação. O prazo legal para pagamento de indemnizações é de 60 dias. Os atrasos têm sido de um a dois anos. É uma violação legal sistemática que agrava conflitos necessariamente”, avisou.

Marta Cálix defendeu ainda o fomento de presas selvagens como “uma das alavancas mais eficazes e menos aproveitadas para reduzir estruturalmente a predação sobre efetivos pecuários”, referindo reforços populacionais de corso e veado.

A Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural admitiu que “os prejuízos sentidos por muitos produtores são reais e exigem uma resposta pública mais eficaz”, alertando que “a evidência científica disponível não sustenta a ideia de que o abate de lobos resolve esse problema”.

“Pelo contrário, vários estudos indicam que o aumento da mortalidade pode desestruturar as alcateias e contribuir para um agravamento dos ataques no período seguinte”, sublinhou a associação, para quem “o estado atual do lobo em Portugal não evidencia uma recuperação consolidada” mas “regressões territoriais relevantes”.

Francisco Petrucci-Fonseca, do GRUPO LOBO – Associação para a Conservação do Lobo e do seu Ecossistema, assinalou “várias falhas no sistema de compensação” aos produtores, pediu apoios agrícolas e “apoios diretos para construção e melhoramento de vedações”, bem como “a criação de uma equipa de intervenção rápida para atuar em situações urgentes, ataques a gatos protegido, danos relevantes ou em áreas sensíveis, aplicando de imediato medidas de proteção”.

O Programa Alcateia 2025-2035, lançado pelo Governo, tem em 2026 um orçamento de 3,3 milhões de euros para proteger o lobo e indemnizar produtores. Identificou no país quatro núcleos populacionais: Peneda/Gerês, Alvão/Padrela, Bragança e Sul do Douro, num total de 58 alcateias (56 confirmadas, 2 prováveis) e cerca de 300 animais.

Fonte: Lusa | Imagem: Palombar

Ambiente: Interesses económicos associados aos incêndios

Ambiente: Interesses económicos associados aos incêndios

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes, Noel Afonso, reconheceu em comissão de inquérito que há interesses económicos associados aos incêndios, mas disse desconhecer qualquer ato ilícito.

“Interesses económicos e comerciais existem, se tenho conhecimento de causa de atos ilícitos, não tenho”, afirmou Noel Afonso, questionado na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais.

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes disse que “na relação puramente comercial, os fornecedores de material fornecem material, os bombeiros compram”, mas reiterou desconhecer “atos ilícitos”.

De acordo com o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, em 2025, neste território arderam 20.938 hectares, dos quais 5.069 correspondem a área de povoamento.

Confrontado com a falta de meios ou a sua articulação no terreno, Noel Afonso reconheceu que, nos incêndios de Mirandela e Vila Flor, houve um atraso na chegada de meios, nomeadamente terrestres, devido aos restantes incêndios que assolavam o centro do país.

Ainda assim, realçou que, na sua área de intervenção, não houve reacendimentos devido ao reforço de máquinas de rasto em articulação com os municípios, que permitiram a movimentação de terra.

O comandante foi ainda questionado sobre a funcionalidade do SIRESP – Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal durante o combate aos incêndios.

“O SIRESP, em termos operacionais, em 2025, nas ocorrências que tivemos, não tivemos problemas de falhas de rede. Há zonas de sombra identificadas (…) mas temos a rede operacional de bombeiros e é essa que utilizamos quando não temos SIRESP”, esclareceu.

O incêndio de Freixo de Espada à Cinta foi ainda abordado na comissão de inquérito, relativamente ao seu combate.

Embora faça parte do distrito de Bragança, este concelho pertence à sub-região de Emergência e Proteção Civil do Douro e, por isso, a articulação de meios não é da responsabilidade do comandante da sub-região das Terras de Trás-os-Montes.

No entanto, o fogo acabou por se alastrar e chegar ao concelho vizinho de Mogadouro, obrigando à atuação da proteção civil das Terras de Trás-os-Montes.

Noel Afonso esclareceu que se tratou de um fogo de difícil combate, porque na fase inicial, no espaço de duas horas, arderam 9.000 hectares.

Fonte: Lusa | Imagem: EP

Mobilidade: Rede de transporte a pedido nas aldeias

Mobilidade: Rede de transporte a pedido nas aldeias

A partir de agosto, os nove municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes vão disponibilizar uma rede de transporte a pedido, para colmatar a falta de transportes públicos nas aldeias, avançou o presidente desta CIM-TTM, Pedro Lima.

O presidente da comunidade intermunicipal, Pedro Lima, explicou que o transporte terá uma vertente “permanente”, com as rotas associadas ao transporte escolar, e outra “de inovação com transporte a pedido”, através de uma articulação entre câmaras municipais e juntas de freguesia.

“Vai possibilitar uma resposta mais alargada, a nível territorial, e também a nível de maior flexibilidade a nível de horários deste transporte a pedido, que vai ser articulado com os autarcas e tendo por base as necessidades das populações”, sublinhou.

Segundo o autarca, nas aldeias onde já existem rotas de autocarro, mantêm-se, mas naquelas onde não existe sequer transporte público, que as ligue à sua sede de concelho, será feito consoante pedido da população.

“Uma aldeia que tenha a necessidade de um ou dois munícipes se deslocarem à sede de concelho, num dado dia, há uma articulação, ou seja, tentar agregar ali as pessoas, com o operador, e efetua-se esse transporte, que anteriormente não existia”, exemplificou.

Uma vez que uma parte significativa de idas à sede de concelho é feita por idosos que têm consultas no centro de saúde ou hospital, os municípios irão estabelecer um acordo com a Unidade Local de Saúde do Nordeste, para que “as consultas sejam feitas pelo menos no mesmo dia” para os utentes que são da mesma aldeia, para melhor aproveitamento do serviço de transporte.

“Nós estamos muito satisfeitos, por chegar a este ponto. (…) Foi uma luta de anos, estamos convencidos de que vai funcionar bem”, vincou o autarca.

O projeto de transporte vai custar cerca de cinco milhões de euros, durante quatro anos, aos nove municípios que compõem a CIM Terras de Trás-os-Montes, Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Miranda do Douro, Vinhais, Vimioso e Vila Flor.

De acordo com Pedro Lima, este serviço vai ter “um custo também bastante significativo para todos os concelhos envolvidos” e, por isso, esperam uma “majoração positiva” do Governo, para suportar este tipo de transporte.

“Nós sabemos muito bem que se não forem os autarcas, muitas vezes, a darem esse passo em frente, que ninguém o dará e depois quem é que sofre? É a população. (…) Nós vamos dar este passo, vamo-nos substituir ao Estado, que nos abandonou, que desistiu do território, que deixou pessoas isoladas em aldeias, que têm direito de viverem nessas aldeias e de se ligarem à sede de concelho e a todas as outras do seu país, como qualquer cidadão nacional”, contestou.

Ainda assim, o transporte será “praticamente gratuito” para os utilizadores, que terão acesso a um passe.

Fonte: Lusa | Imagem: CIM-TTM

Santulhão: Jogos tradicionais proporcionaram o convívio, a atividade física e a competição salutar

Santulhão: Jogos tradicionais proporcionaram o convívio, a atividade física e a competição salutar

Nos dias 30 e 31 de maio, realizaram-se em Santulhão, os jogos tradicionais do fito, da raiola e da corrida de sacos, atividades lúdicas que animaram a IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana e os vencedores vão agora representar o concelho de Vimioso, na final do Campeonato de Jogos Tradicionais, que este ano se realiza a 21 de junho, em Alfândega da Fé.

No concelho de Vimioso, o campeonato de jogos tradicionais iniciou-se a 16 e 17 de maio, na vila de Vimioso, aquando da festa de Santo Antão. Depois, na aldeia de Santulhão, dia 30 de maio, realizaram-se os jogos tradicionais do fito e da raiola. No Domingo, dia 31 de maio, coube às crianças participarem na corrida de sacos. Todos os participantes destacaram o caráter lúdico e social destes jogos, que simultaneamente, promovem o convívio, o exercício físico ao ar livre e uma competição salutar.

Os vencedores dos jogos tradicionais concelhios vão agora participar na final dos Jogos Tradicionais, organizados pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), um evento desportivo e cultural agendado para o dia 21 de junho, em Alfândega da Fé.

De modo individual ou em grupo, os participantes provenientes dos concelhos de Bragança, Alfândega da Fé, Mirandela, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso, Vinhais, Vila Flor e Macedo de Cavaleiros vão competir em jogos como o fito, a raiola, a malha, a relha, a tração à corda, a corrida de sacos ou os jogos do burro e da dança das cadeiras”, informa a CIM-TTM.

Em todas as modalidades é atribuído um troféu aos três primeiros classificados, assim como um certificado de participação a todos os jogadores.

A inclusão está também nos objetivos deste Campeonato de Jogos Tradicionais, que conta com a participação de “equipas oriundas de sete instituições de apoio a pessoas portadoras de deficiência ou incapacidade”.

Segundo a organização, este evento “celebra e preserva os jogos que marcaram gerações, promovendo atividades que incentivam a interação social, o exercício físico e o contato com a natureza”.

O projeto dos Jogos Tradicionais está integrado no programa Cultura para Todos e é financiado pelo Programa Operacional NORTE 2020.

HA

Santulhão: “Triturador de Pedra torna os solos mais fáceis de cultivar e mais férteis” – Ivo Rodrigues (Plamir)

Santulhão: “Triturador de Pedra torna os solos mais fáceis de cultivar e mais férteis” – Ivo Rodrigues (Plamir)

Na IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, foi apresentada aos olivicultores a máquina trituradora de pedra MC Cancela, uma inovação agrícola que tem por utilidade transformar as pedras em pó tornando assim os solos mais fáceis de cultivar e mais férteis para as culturas como o olival, amendoal ou soutos de castanheiros.

A demonstração do triturador de pedra realizou-se no dia 30 de maio, na zona envolvente ao Centro de Promoção de Produtos e Tradições, em Santulhão e contou com a presença de Ivo Rodrigues, representante da empresa Plamir (Mogadouro).

“Trata-se de uma máquina que é acoplada ao trator e que tem uma largura de 2,20 metros e uma potência mínima de 110 cavalos. É uma máquina da marca TMC Cancela, comercializada pela empresa Plamir, de Mogadouro, que tem como utilidade a trituração de pedras existentes nos terrenos de cultivo. ”, indicou.

De acordo com o representante da empresa Plamir, a trituração das pedras em pó acaba por enriquecer os solos, com nutrientes que podem ser absorvidos pelas plantas, o que dispensa a ulilização de fertilizantes e químicos.

“A máquina trituradora de pedras é utilizada em vários tipos de culturas desde o olival, como acontece aqui em Santulhão, mas também em soutos de castanheiros, amendoais, hortícolas, etc.. Com a trituração das pedras, os solos ficam mais fáceis de trabalhar e mais férteis”, explicou.

A máquina TMC Cancela tem um valor entre os 20 mil e os 60 mil euros, consoante a medida para acoplar no trator.

HA



Santulhão: “Duas colheres de azeite por dia fazem bem à saúde” – Helena Chéu

Santulhão: “Duas colheres de azeite por dia fazem bem à saúde” – Helena Chéu

No decorrer da IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, que decorreu em Santulhão, nos dias 30 e 31 de maio, realizou-se uma palestra sobre os benefícios do azeite para a saúde, tendo a investigadora, Helena Chéu, indicado que duas colheres de sopa de azeite por dia contribuem para a saúde e previnem doenças cardiovasculares, a diabetes e tumores.

A palestra “Azeite Virgem como alimento funcional, contributos para a saúde” foi ministrada pela professora do PIAGET Viseu, Helena Chéu, que começou por sublinhar que o azeite possui ações antiinflamatórias e antioxidantes que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares.

“É muito importante falar do azeite como alimento nuticional e funcional. O azeite é um super alimento pelas caraterísticas naturais que apresenta, como são os ácidos gordos, vitamina E, vitamina A, clorofila, magnésio, etc., que são importantíssimos para a nossa saúde”, disse.

De acordo com a investigadora, o consumo diário de azeite (duas colheres de sopa ou 30 gramas), aliado a uma alimentação saudável e à atividade física são fatores decisivos para a manutenção da saúde e a prevenção de doenças, como a diabetes, tumores, etc.

“O azeite virgem extra é o mais indicado para o consumo humano e quanto mais amargo é o azeite, mais rico é em vitaminas e polifenóis. É no verão, com a preparação das saladas que há um maior consumo de azeite”, indicou.

Em Santulhão, a palestra inserida na IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana terminou com a referência ao valor patrimonial, cultural e económico do azeite, em regiões como Trás-os-Montes.

HA