Vimioso: Venda de imóvel para financiar a construção do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI)

Vimioso: Venda de imóvel para financiar a construção do
Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI)

O município de Vimioso colocou em hasta pública a alienação de um imóvel urbano, de que é proprietário na cidade de Vila Real, uma venda que se destina a financiar a construção do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), na antiga escola primária de Carção.

O presidente do município de Vimioso, António Santos, explicou que o imóvel situado na avenida Carvalho Araújo, no centro da cidade de Vila Real, foi doado pelos beneméritos, José António dos Santos e Luís David dos Santos, à antiga cantina da Escola Primária de Carção.

“A localidade de Carção acolheu muitas famílias de judeus pobres e as crianças tiveram a oportunidade de estudar, graças à ajuda dos beneméritos, José António dos Santos e Luís David dos Santos. Estes dois irmãos saíram de Carção ainda jovens e mudaram-se para Vila Real. Depois emigraram para o Brasil, onde se dedicaram ao negócio das peles e enriqueceram. Antes do falecimento, José António dos Santos adquiriu no centro da cidade de Vila Real, um imóvel antigo e lindíssimo, que no seu testamento doou à cantina da escola primária de Carção. A renda deste imóvel destinava-se a assegurar a alimentação e o vestuário das crianças pobres na Escola Primária de Carção”, explicou o autarca vimiosense.




Em 1982, por causa de alterações legislativas, os bens das cantinas escolares transitaram para as câmaras municipais, o que levou a que o prédio em Vila Real, passasse para a posse do município de Vimioso.

“Para manter a intenção inicial do benemérito, José António dos Santos, de apoiar as crianças pobres, a Câmara Municipal de Vimioso está atualmente a construir na zona envolvente da escola primária de Carção, seis residências para a autonomização de pessoas portadoras de deficiência. Recentemente, o município lançou também um concurso público para a instalação na antiga escola primária de Carção, do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI). Com estas duas obras sociais, a antiga escola primária de Carção, tal como era intenção dos beneméritos, vai continuar a apoiar crianças e jovens com dificuldades motoras, mentais, económicas e sociais”, justificou o autarca vimiosense.

O futuro Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) é uma nova valéncia na área da deficiência, que se destina a apoiar pessoas dos concelhos de Vimioso, Miranda do Douro e Mogadouro, onde segundo o município vimiosense, há falta deste tipo de equipamentos sociais.

Segundo o município de Vimioso, a construção do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), em Carção, tem um custo de 1.349.152€, sendo que 933.039€ são financiados pelo programa Norte 2030.

“O município de Vimioso tem que contribuir com 416.113€. Face à dificuldade de receita própria, o município é obrigado à alienação do imóvel em Vila Real, em hasta pública. Sabemos que o município de Vila Real está interessado na aquisição do edifício”, justificou o autarca vimiosense.

Em hasta pública, o município de Vimioso informa que a venda do imóvel em Vila Real tem um valor base de 1 milhão e 265 mill euros e o prazo para a entrega das propostas de compra decorre até 31 de julho de 2026.

HA





Mobilidade: Vinhais pede novo concurso público para construção da estrada para Bragança

Mobilidade: Vinhais pede novo concurso público para construção da estrada para Bragança

O presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Fernandes pediu ao Governo que seja aberto rapidamente um novo concurso público, com valores atualizados, para a construção da estrada que liga a Bragança, depois do último concurso não ter recebido propostas válidas.

O autarca de Vinhais adiantou que o concurso público lançado por 82,5 milhões de euros, para a construção da segunda fase do troço rodoviário Vinhais-Bragança não teve propostas válidas, uma vez que as candidaturas apresentaram valores superiores.

“Houve vários valores, aquele que mais se aproximou ultrapassou em cerca de dois milhões de euros o preço base”, disse o autarca.

A segunda fase, financiada pelo Governo, consiste na construção de uma variante na localidade de Vila Verde, concelho de Vinhais, distrito de Bragança, com uma extensão de quatro quilómetros, que fará duas ligações à Estrada Nacional (EN) 103. Está ainda prevista a construção de um viaduto sobre Vale de Cabrões e outro sobre Vale do Tuela.

Segundo Luís Fernandes, para a obra ser adjudicada o Governo terá de fazer uma atualização do valor a concurso.

“Aquilo que quero e pelo qual irei continuar a lutar, tal como até aqui, é que o concurso, tão breve quanto possível, seja lançado por forma a que seja aceite, digamos, pelos empreiteiros”, afirmou.

O autarca já solicitou reuniões “quer ao ministro das Infraestruturas, quer ao ministro da Coesão, quer à própria IP (Infraestruturas de Portugal) para ver quais os próximos passos que irão ser dados”, e também a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, da qual o concelho de Vinhais faz parte, questionará o Governo.

“Claro que me preocupa e muito e que me deixa muito insatisfeito, e claro que [a estrada de ligação] vai atrasar se vai ser lançado novo concurso. Há novos prazos, atrasa e é verdade que esta obra está atrasada há décadas, não é agora há seis meses, ou há um ano. Como sabemos, esta ligação há décadas que anda a ser anunciada, prometida e, portanto, agora terão de ser dados mais passos para ela ser executada”, vincou Luís Fernandes.

A agência Lusa contactou o Ministério das Infraestruturas e aguarda resposta às questões colocadas.

A primeira fase da construção da estrada Vinhais-Bragança, que consistiu na melhoria do troço existente e na redução de curvas, já está concluída desde o final de 2025. A obra custou 16,9 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A segunda fase, que tinha a conclusão prevista para 2029, também seria financiada pelo PRR, mas uma vez que não ficou concluída até junho, como era exigido, o Governo comprometeu-se com o financiamento da obra.

Fonte: Lusa | Fotos: MIH

Venezuela: Cáritas apela à solidariedade após os sismos

Venezuela: Cáritas apela à solidariedade após os sismos

A Cáritas apela à manutenção urgente da ajuda humanitária na Venezuela, após os sismos que devastaram o país e deixaram milhares de famílias a viver nas ruas.

“Isto vai demorar muito tempo, não é algo que acabe hoje e é por isso que continuamos a insistir que a ajuda não pode parar”, alertou a diretora-executiva da organização católica, Janeth Márquez, numa intervenção divulgada pela rede internacional da Cáritas.

A responsável frisou que a mobilização das agências entrou numa segunda fase, focada num plano de reconstrução assente num modelo de solidariedade prolongado.

“Passámos a noite na rua porque não podíamos voltar para casa, havia uma pessoa soterrada ao nosso lado e não podíamos fazer nada”, relatou Yahaira Azuaje, residente num dos bairros litorais mais afetados em La Guaira.

O presidente da Cáritas Venezuelana, D. José Luis Azuaje, tem percorrido as áreas de catástrofe para acompanhar as populações que ficaram subitamente “sem teto e sem esperança”.

“Saber que nós, enquanto povo venezuelano, nos sabemos levantar com um sentido de unidade é o que nos enche de esperança a todo o momento”, confessou.

organização ativou 35 centros diocesanos e mobilizou milhares de voluntários que já distribuíram nove mil toneladas de mantimentos, medicamentos e água potável aos sobreviventes.

A devastação agravou o risco de subnutrição infantil e forçou a Igreja local a reabilitar poços nas paróquias e a transformar residências sacerdotais em bancos de medicamentos.

Os abalos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a nação sul-americana no dia 24 de junho e provocaram um total de 3685 mortos confirmados pelas autoridades, além de milhares de feridos e desaparecidos.

O balanço provisório do desastre contabiliza a morte de cem cidadãos portugueses e lusodescendentes.

Donativos:

www.caritas.pt

Fonte: Ecclesia | Imagem: Cáritas Portuguesa

Calor: Concelhos em perigo máximo de incêndio rural

Calor: Concelhos em perigo máximo de incêndio rural

Em Portugal, mais de 80 concelhos do interior Norte, Centro, Alentejo e Algarve estão em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os concelhos em perigo máximo de incêndio rural pertencem aos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

O IPMA colocou ainda em perigo muito elevado e elevado mais de 80 concelhos dos distritos de Braga, Vila Real, Viseu, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

Em perigo elevado estão mais de 50 concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, porto, Aveiro, Coimbra, Santarém, Leiria, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

A 6 de julho. o Governo decretou a prorrogação da situação de alerta em vigor até às 23:59 desta quinta-feira, 9 de julho, em dez distritos de Portugal Continental.

A decisão abrange os distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Beja, Santarém, Portalegre, Évora e Faro.

Para hoje, o IPMA prevê uma pequena descida da temperatura máxima, com possibilidade de trovoada no interior durante a tarde.

Por causa do calor ainda estão até às 18:00 de hoje sob aviso laranja os distritos de Bragança e Guarda.

Quanto a temperaturas, as mínimas vão variar entre os 14º (Viana do Castelo e Braga) e os 19º (Faro) e as máximas entre os 22º (Viana do Castelo, Porto e Setúbal) e os 37º (Castelo Branco).

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

Vimioso: Festival Gastronómico no fim-de-semana de 11 e 12 de julho

Vimioso: Festival Gastronómico no fim-de-semana de 11 e 12 de julho

O município de Vimioso promove no fim de semana de 11 e 12 de julho, a primeira edição do Festival “Voraz”, um evento gastronómico que tem por finalidade destacar a qualidade dos produtos locais e dar ao público a oportunidade de degustar receitas tradicionais do nordeste transmontano.

A vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Cristina Miguel, explicou que o Festival Gastronómico tem o propósito divulgar a gastronomia do nordeste transmontano, através da participação dos “chefs’ de cozinha, Óscar Geadas e Hélder da Rocha.

“No sábado, dia 11 de julho, os convidados do festival são os conceituados chefs de cozinha, Óscar Geadas e Hélder da Rocha. No dia seguinte, Domingo, é a vez dos restaurantes locais “A Vileira” e “Hotel Rural Senhora de Pereiras” darem a provar as suas especialidades gastronómicas, com destaque para as carnes de vitela mirandesa e angus”, adiantou a autarca vimiosense.

Na vila de Vimioso, o festival gastronómico decorre no parque municipal, onde vai ser instalado um Mercadinho de Produtos Locais e está programada animação com cozinheiros malabaristas, música e performances.

“O evento gastronómico destina-se a todas as pessoas, famílias e grupos, interessados em degustar algumas das iguarias da nossa região. As refeições, almoço e jantar, têm um preço acessível e vão ser feitas em mesa corrida ou em mantas, numa alusão aos piqueniques comunitários e às reuniões familiares ou de amigos”, explicou Cristina Miguel.

No Domingo, 12 de julho, a Associação Empresarial e de Serviços de Vimioso (AESV) associa-se ao evento gastronómico, com a organização do Passeio de Carros Clássicos e Lambretas. O passeio inclui as visitas ao PINTA – Parque Ibérico de Natureza e Aventura, às Termas de Vimioso e um desfile pela vila que termina no parque municipal, para o almoço convívio.

“No âmbito do passeio de carros clássicos esperamos a visita de uma centena de pessoas a Vimioso. As receitas angariadas no festival gastronómico destinam-se a apoiar a Associação Empresarial e de Serviços de Vimioso (AESV), os restaurantes locais e também a comissão de festas”, indicou a autarca vimiosense.

Segundo dados do Turismo de Portugal, a restauração e a gastronomia representam mais de 30% da despesa turística. Por isso, regionalmente há um crescente investimento no turismo gastronómico, de modo a valorizar os produtos locais e a culinária, pois contribuem para a sustentabilidade económica, ambiental, social e cultural das localidades.

HA

Agricultura: Viticultores obrigados a apresentar declaração de colheita até 31 de outubro

Agricultura: Viticultores obrigados a apresentar declaração de colheita até 31 de outubro

Os viticultores devem apresentar uma declaração de colheitas até 31 de outubro de cada ano, cerca de um mês antes do que estava anteriormente estipulado, segundo uma portaria assinada pelo ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes.

No diploma, o Governo indica que o prazo de entrega, inicialmente, terminava em 15 de novembro de cada ano, tendo sido, posteriormente, alterado para o dia 30 do mesmo mês, por conveniência administrativa.

Contudo, justificou um novo ajustamento com a “atual situação do setor vitivinícola”, de modo a assegurar a conformidade dos registos obrigatórios, prevenir eventuais manipulações e reforçar a competitividade.

Ainda assim, ressalvou, que em casos excecionais poderá haver uma prorrogação.

Os viticultores associados a uma ou mais adegas ou agrupamentos e que lhe tenham entregado a totalidade da sua produção de uvas ou de mosto, “tendo reservado o direito de obter por vinificação uma quantidade inferior a mil litros para consumo do agregado familiar”, ficam isentos de apresentar a declaração, “desde que a adega ou agrupamento em causa esteja obrigado a fazê-lo”.

A declaração deve ser submetida através do Sistema de Informação da Vinha e do Vinho (SIVV).

A portaria em causa entrou em vigor a 24 de junho de 2026.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Agricultura: 2026 com boas previsões agrícolas

Agricultura: 2026 com boas previsões agrícolas

Em 2026, as perspectivas para os mercados agrícolas da União Europeia (UE) mantêm-se otimistas, apesar do aumento dos preços por causa do conflito no Médio Oriente, avançou a Comissão Europeia, em Bruxelas.

As perspectivas a curto prazo para os mercados agrícolas da União Europeia (UE), divulgadas pela Comissão Europeia, indicam que os desafios climáticos, as doenças animais e as persistentes tensões comerciais são fatores que fazem aumentar os custos dos fatores de produção, pressionando as margens dos produtores.

Ainda assim, destaca o executivo comunitário, “prevê-se que a produção da UE aumente no que respeita às oleaginosas, aos produtos lácteos, à carne de suíno e às aves de capoeira”.

Já a produção de cereais deverá contrair-se, mas ficando próxima da média dos últimos cinco anos, enquanto se espera que a produção nos setores dos ruminantes, do açúcar e do azeite diminua.

Em 2026, Bruxelas refere também que as perspectivas macroeconómicas e do mercado da energia continuam muito incertas, prevendo-se que, este ano, o crescimento do PIB real seja de apenas 1,1%, que a inflação suba para 3,1% impulsionada pelos custos da energia, e que os preços dos alimentos aumentem no seguimento do acréscimo dos custos dos fatores de produção.

Em linha com as previsões económicas da primavera da Comissão Europeia, estas perspetivas a curto prazo pressupõem uma normalização progressiva dos mercados da energia, apoiada por uma reabertura gradual do estreito de Ormuz, encerrado na sequência da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e pela restauração de rotas marítimas fulcrais.

A disponibilidade de acesso a fertilizantes agrícolas deverá descer a níveis de 2022, quando a Rússia lançou uma guerra contra a Ucrânia, perturbando fortemente este setor.

No que respeita à meteorologia, as previsões indicam condições de cultivo geralmente favoráveis para 2026, na UE.

A Comissão antecipa que “o rendimento das culturas de inverno fique acima da média histórica, enquanto as culturas de primavera e de verão poderão sofrer com o calor e a escassez de água, particularmente nas regiões propensas à seca”.

A nível global, espera-se que um forte fenómeno ‘El Niño’ atinja o seu pico no outono, com impactos agrícolas mistos e perturbações nos mercados de abastecimento.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Entrevista: “Para que Miranda do Douro continue a ser um destino turístico de eleição há que investir na publicitação da Terra de Miranda” – Helena Barril

Entrevista: “Para que Miranda do Douro continue a ser um destino turístico de eleição há que investir na publicitação da Terra de Miranda” – Helena Barril

No dia 10 de julho, a cidade de Miranda do Douro celebra 481 anos. Ao longo destes quase cinco séculos, esta cidade histórica situada em plena fronteira com Espanha, viveu momentos marcantes como a criação da diocese em 1545; o início da construção da barragem de Miranda, em 1956; a abertura da fronteira com Espanha, em 1980. Hoje, a cidade e o concelho de Miranda do Douro são um destino turístico de eleição pela sua história, monumentos, tradições culturais e a beleza natural da região. Em entrevista, a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, afirma que a notoriedade alcançada deve-se à dedicação dos mirandeses e ao investimento na publicitação da Terra de Miranda.

Terra de Miranda – Notícias: Sra. Presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril, no dia 10 de julho, Miranda do Douro celebra 481 anos de elevação da cidade. No presente, que história continua a construir a gente de Miranda?

Helena Barril: Volvidos quase meio século, Miranda do Douro e as suas gentes continuam a ser um povo trabalhador, resiliente e com muito brio no importante legado histórico, cultural, linguístico, agropecuário e ambiental da Terra de Miranda. Na nossa história recente, de entre os vários momentos importantes desta cidade, destaco a construção das barragens de Picote e Miranda, nas décadas de 1950 e 1960, que trouxeram para esta região milhares de pessoas; e a abertura da fronteira com Espanha, que permitiu a circulação, as trocas comerciais e um maior conhecimento e empatia entre portugueses e espanhóis. Atualmente, a cidade e o concelho de Miranda do Douro ganharam muito com a abertura da fronteira, o que possibilitou o desenvolvimento de setores como o turismo, o comércio, a restauração e a hotelaria.

Volvidos quase meio século, Miranda do Douro e as suas gentes continuam a ser um povo trabalhador, resiliente e com muito brio no importante legado histórico, cultural, linguístico, agropecuário e ambiental da Terra de Miranda.

Terra de Miranda – Notícias: Helena Barril é presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro desde setembro de 2021. Ao longo destes quase cinco anos no governo da autarquia, quais são as vossas prioridades para a cidade e no concelho de Miranda do Douro?

Helena Barril: Para que Miranda do Douro continue a ser um destino turístico de eleição há que continuar a promoção cultural do concelho, dando a conhecer os produtos locais, a gastronomia, a beleza natural da região, a língua mirandesa, as raças autóctones, o artesanato, a capa d’honras, a música tradicional, as danças dos pauliteiros e as festas de solstício de inverno. Estas expressões culturais são um reflexo da nossa identidade e são também uma marca turística da Terra de Miranda, em Portugal e no estrangeiro.

As expressões culturais são um reflexo da nossa identidade e são também uma marca turística da Terra de Miranda, em Portugal e no estrangeiro.

Terra de Miranda – Notícias: Na agropecuária, outra marca identitária de Miranda do Douro são raças autóctones, concretamente os bovinos de raça mirandesa, os ovinos mirandeses e os burros de Miranda.

Helena Barril: Sim, outra prioridade do município é apoiar a agricultura e a pecuária, pois são estas atividades que propiciam a fixação de pessoas nas aldeias. Em Malhadas, lutámos muito pela construção do Centro de Valorização e Melhoramento das Raças Autóctones (CVMRA),
que inicialmente tem por missão o melhoramento genético dos ovinos de raça churra galega mirandesa e posteriormente das outras raças. Todos os anos, organizámos os concursos das raças autóctones com a finalidade de apoiar os criadores na a preservação dos ovinos, bovinos e asininos.

Outra prioridade do município é apoiar a agricultura e a pecuária, pois são estas atividades que propiciam a fixação de pessoas nas aldeias.

Terra de Miranda – Notícias: Na cidade de Miranda do Douro e na vila de Sendim, estão a decorrer, respetivamente, as construções do hotel Vila Galé Mirandum e do matadouro intermunicipal do Planalto. Que benefícios vão trazer estes dois avultados investimentos para Miranda do Douro?

Helena Barril: Na vila de Sendim, a construção do matadouro intermunicipal do Planalto deve estar concluída nos inícios do próximo ano de 2027. O novo matadouro é uma obra há muito desejada e que simultaneamente vai permitir recuperar ambientalmente o rio Fresno e o parque envolvente na cidade de Miranda do Douro. Já o hotel Vila Galé Mirandum, cuja construção também está a decorrer a bom ritmo, antevejo que, pela notoriedade destes hóteis em Portugal e no estrangeiro, há a possibilidade de atrair a Miranda do Douro ainda mais turistas e com maior poder de compra. Este novo hotel de quatro estrelas vai criar dezenas de postos de trabalho diretos e outros indiretos, o que vai contribuir para a dinamização da economia local e regional.

O novo hotel Vila Gale vai criar dezenas de postos de trabalho diretos e outros indiretos, o que vai contribuir para a dinamização da economia local e regional.


Terra de Miranda – Notícias: Nas outras freguesias e localidades do concelho de Miranda do Douro, que investimentos estão em curso ou têm programados?

Helena Barril: No concelho de Miranda do Douro, atualmente estão em execução arranjos urbanísticos em várias localidades e obras nos sistemas de abastecimento de água em Águas Vivas, Silva e Fonte Ladrão. Já foram adjudicadas a pavimentação do caminho de Teixeira até Gregos e a requalificação da rua do Baiunco, em Sendim. A concurso estão várias empreitadas como a requalificação da Casa da Música e a requalificação da antiga Escola Primária de Sendim.

A concurso estão várias empreitadas como a requalificação da Casa da Música e a requalificação da antiga Escola Primária de Sendim.

Terra de Miranda – Notícias: Atualmente, está em discussão pública a instalação de um projeto eólico e outro fotovoltaico, em áreas de algumas freguesias de Miranda do Douro. Qual a posição do Município de Miranda do Douro sobre este tema?

Helena Barril: O atual executivo de Miranda do Douro é contra a instalação destes projetos energéticos, de grandes dimensões, no concelho. Estamos conscientes da necessidade de aproveitar as fontes de energia renovável, mas não concordamos com a mega instalação de paineis solares e torres eólicas de grandes dimensões no concelho de Miranda do Douro, pois grande parte do concelho faz parte do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

O atual executivo de Miranda do Douro é contra a instalação destes projetos energéticos, de grandes dimensões, no concelho.

Terra de Miranda – Notícias: Ainda sobre a produção de energia, em que fase está o processo de cobrança dos impostos pela venda da concessão das barragens de Miranda e de Picote, pela EDP à Engie?

Helena Barril: Neste momento, estamos a aguardar as decisões dos tribunais. Neste processo, é de lembrar que o município de Miranda do Douro não se amedronta perante o poder económico de grandes empresas como a EDP e a Engie. O município de Miranda do Douro vai continuar a lutar pelos direitos dos mirandeses. Num primeiro momento gostaríamos que o Imposto Municipal sobre os Imóveis (IMI) fosse cobrado, o que seria um importante acréscimo na receita própria do município de Miranda do Douro, pois envolve 800 mil euros por ano.

Terra de Miranda – Notícias: Para assinalar o Dia da Cidade, de 4 a 11 de julho, a cidade de Miranda do Douro é o palco da Semana da Cultura Mirandesa. A programação cultural inclui concertos, exposições, apresentação de livros e a homenagem a instituições e personalidades do concelho de Miranda do Douro. Este ano, quem vai ser distinguido e porquê?

Helena Barril: Em sede de executivo municipal, dedidimos por unanimidade, homenagear o atleta, Ricardo Ribas, natural de Malhadas, pelo seu percurso desportivo e pelo amor à sua terra-natal, Miranda do Douro. Outro dos homenageados é o senhor Angelo Arribas, um artesão e músico, que do alto dos seus 90 anos, continuar a acompanhar e inspirar as novas gerações de mirandeses e mirandesas. A título póstumo, a Câmara Municipal de Miranda do Douro vai homenagear Manuel André e Francisco Cangueiro, dois grandes empresários e empreendedores nas áreas gráfica e na cutelaria artesanal, respetivamente, e que nos deixaram um legado humano, familiar e profissional valiosíssimo.

Um dos homenageados é o senhor Ângelo Arribas, um artesão e músico, que do alto dos seus 90 anos, continuar a acompanhar e inspirar as novas gerações de mirandeses e mirandesas.

HA

Miranda do Douro: Nova iluminação da Muralha do Castelo

Miranda do Douro: Nova iluminação da Muralha do Castelo

A iluminação da Muralha do Castelo de Miranda do Douro foi renovada, com a substituição e o reposicionamento dos focos de luz, uma intervenção que segundo o município valoriza um dos mais importantes símbolos históricos e patrimoniais da cidade de Miranda do Douro.

A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, justificou a intervenção com a necessidade de melhorar a iluminação e o posicionamento dos focos de luz, ao longo do perímetro da muralha do castelo de Miranda do Douro.

“Após aconselhamento técnico verificou-se que havia a necessidade de melhorar a instalação e o posicionamento dos focos de luz ao longo da muralha. Com o passar dos anos, também ocorreram falhas da iluminação que obscureceram este importante monumento da cidade de Miranda do Douro. Por isso, o atual executivo levou a cabo esta obra de iluminação das muralhas da cidade, que vem assim realçar no período noturno, a história e a beleza de um monumento que rodeia a zona antiga da cidade”, justificou Helena Barril.

O município de Miranda do Douro indica que a instalação da nova iluminação ao longo da muralha do castelo, teve um custo de 96.753,00 euros.

“A conclusão desta obra coincide com o Dia da Cidade, que assinalamos a 10 de julho, data da elevação de Miranda do Douro a cidade, em 1545”, salientou a autarca mirandesa.

O Castelo de Miranda do Douro é um Imóvel de Interesse Público, tendo sido edificado no reinado de D. Dinis (1261-1325). As muralhas do castelo envolvem a zona antiga da cidade, que tem um traçado octogonal, tendo como praça central o Largo de D. João III. No canto sul. situa-se a antiga Sé de Miranda e as ruínas do Paço Episcopal. No lado oposto a cerca de 682 m de altitude localiza-se a Torre de Menagem, com uma das fachadas destruída.

HA | Fotos: Município Miranda do Douro (DR)

Barrocal do Douro: Corridas de carrinhos de rolamentos com 40 pilotos

Barrocal do Douro: Corridas de carrinhos de rolamentos com 40 pilotos

No fim-de-semana de 4 e 5 de julho, a aldeia do Barrocal do Douro, no concelho de Miranda do Douro, foi a pista da XIII Corrida de Carrinhos de Rolamentos e Trikes, uma prova do campeonato nacional, na qual participaram 40 pilotos vindos de norte a sul de Portugal.

O organizador do Campeonato Nacional de Carrinhos de Rolamentos, Luís Dias, indicou que participaram na XIII Corrida, no Barrocal do Douro, 40 pilotos, nas categorias de Classe A, Tradicional, Alterados, Triciclos e Ladies.

“Os pilotos vieram de várias localidades de norte a sul de Portugal, desde Lisboa, Alenquer, Leiria, Marinha Grande, Coimbra, Cantanhede Carregado, Porto, Amarante e Braga“, indicou a organização.

Para além do Barrocal do Douro, o calendário do Campeonato Nacional de Carrinhos de Rolamentos inclui outras 21 provas em várias regiões de Portugal, qu decorrem de fevereiro até dezembro (com interrupção no mês de agosto).

Na corrida no Barrocal do Douro, um dos participantes foi o piloto vimiosense, Vitor Martins, que participou pelo segundo ano consecutivo nesta competição.

“Este ano, decidi participar na competição na modalidade de triciclo, que construí com ferro, madeira e borracha. Mais importante do que qualquer prémio, participo por gosto e para apoiar a continuidade deste evento original na região. Outra motivação é o convívio e a amizade que se estabelece com os outros pilotos que vêm de todo o país”, disse.

No final da prova, o presidente da freguesia de Picote, Jorge Lourenço, afirmou que a intenção da autarquia é manter esta competição, dadas as condições existentes no Barrocal do Douro para a prática das corridas de carrinhos de rolamentos.

“De acordo com os pilotos, a estrada de 2,6 quilómetros desde o Barrocal do Douro até à barragem de Picote é uma pista propícia para as corridas de carrinhos de rolamentos e trikes, com uma descida longa e sucessivas curvas, razão pela qual pretendemos manter esta prova que faz parte do calendário do campeonato de Portugal”, indicou o autarca picotês.

Na competição deste ano, a distância do circuito foi aumentada já que após a autorização do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), os pilotos tiveram a oportunidade de chegar ao final da estrada, junto ao portão da barragem de Picote.

Outra alteração na Corrida de Carrinhos de Rolamentos e Trikes, no Barrocal do Douro, foi a realização da prova no mês julho, o que obrigou os pilotos e o público a suportar um intenso calor. Perante esta adversidade, no próximo ano, a freguesia de Picote e a organização do Campeonato de Portugal vão procurar realizar a prova noutra data, com temperaturas mais amenas.

No Barrocal do Douro, a XII Corrida de Caririnhos de Rolamentos e Trikes contou com o apoio logístico do município de Miranda do Douro, que cedeu o Centro de Acolhimento Juvenil para a estadia dos pilotos no fim-de-senana de 4 e 5 de julho.

O vice-presidente do município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, felicitou a organização deste evento lúdico e desportivo, que contribui para a promoção turística da freguesia de Picote e do concelho.

“Gostaria que no próximo ano, mais aficionados dos carrinhos de rolamentos participassem nesta corrida aqui no Barrocal do Douro. Convido, por exemplo, os habitantes da Póvoa, outra aldeia do concelho de Miranda do Douro, onde também há a tradição das corridas de carrinhos de rolamentos. No âmbito turístico é importante acolher bem quem nos visita, como são os pilotos e as suas famílias, durante o fim-de-semana da prova. Por isso, o município de Miranda do Douro pretende tornar o Centro de Acolhimentos Juvenil do Barrocal do Douro um espaço ainda mais aprazível com a substituição da caixilharia e a instalação de climatização”, disse o autarca mirandês.

HA