Ciclismo: Vimioso foi a meta da VII Volta ao Nordeste em Bicicleta

Ciclismo: Vimioso foi a meta da VII Volta ao Nordeste em Bicicleta

A VII Volta ao Nordeste em Bicicleta terminou a 3 de maio, na vila de Vimioso e o vencedor da classificação geral foi António Cunha, da equipa DBL Bik, tendo o ciclista revelado que o nordeste transmontano é uma das regiões de Portugal com melhores condições para a prática do ciclismo.

A VII Volta ao Nordeste em Bicicleta decorreu de 30 de abril a 3 de maio e este ano contou com a participação de 84 ciclistas, que pedalaram ao longo de 287 quilómetros, distribuidos por três etapas.

A última etapa realizou-se a 3 de maio, entre Miranda do Douro e Vimioso, com os ciclistas a pedalarem ao longo de 83 quilómetros. Na chegada a Vimioso, António Cunha, da equipa DBL Bik, venceu pela primeira vez a Volta ao Nordeste em Bicicleta.

“Em 2025, consegui ganhar uma etapa da Volta ao Nordeste e fui terceiro na classificação geral. Este ano, com a ajuda da minha equipa conseguimos controlar a corrida desde o primeiro dia. A camisola amarela estava entregue ao meu companheiro de equipa, Marco Costa, que teve a infelicidade de cair a 500 metros da meta. Ainda assim, a prova foi ganhar pela nossa equipa, o que é o mais importante”, disse o ciclista vencedor da prova.

Sobre a Volta ao Nordeste em Bicicleta, o jovem António Cunha, revelou que esta é a sua prova favorita do calendário da Federação Portuguesa de Ciclismo.

“O nordeste transmontano é uma das regiões onde gosto mais de pedalar, dado que as estradas são ótimas e as paisagens são belíssimas”, revelou o ciclista, natural de Coimbra.

No final da VII Volta ao Nordeste, o presidente da Associação de Ciclismo de Bragança, Miguel Monteiro, recordou que o principal objetivo desta prova é incentivar a prática do ciclismo e dar a conhecer a beleza natural e cultural da região.

“No distrito de Bragança há ótimas condições para a prática do ciclismo, desde as estradas com pouco trânsito e a orografia diversificada da região, com o planalto mirandês, as arribas do rio Douro, as serras de Bornes e da Nogueira, entre outras paisagens”, justificou.

O presidente da Associação de Ciclismo de Bragança, Miguel Monteiro afirmou que no futuro pretende que a Volta ao Nordeste em Bicicleta, passe por todos os 12 concelhos do distrito de Bragança.

“De ano para ano estamos a melhorar a organização da prova. O nosso objetivo é que a Volta ao Nordeste em Bicicleta passe por todos os 12 concelhos do distrito de Bragança. Neste momento, ainda não temos capacidade financeira e logística para abarcar, em simultâneo, todos os concelhos. Mas no futuro, com um projeto bem estruturado e com o apoio das entidades públicas e das empresas, acredito que somos capazes de organizar uma prova mais abrangente”, disse o dirigente associativo.

Como anfitrião da VII Volta ao Nordeste em Bicicleta, o presidente do município de Vimioso, António Santos, felicitou a Associação de Ciclismo de Bragança pela organização da prova, que tem também como meta promover turisticamente o nordeste transmontano.

“Este ano, a vila de Vimioso foi a meta da Volta ao Nordeste em Bicicleta, uma competição que trouxe quase uma centena de ciclistas, equipas técnicas, famílias e amigos à nossa região. Portanto, este evento desportivo, para além de ser um forte incentivo à prática da modalidade, é também um modo de dar a conhecer e promover o concelho de Vimioso. Aqui sobressai pela beleza natural dos rios Angueira e Maçãs, o património histórico e religioso das freguesias, a gastronomia e ainda a saúde e o bem-estar proporcionado pelos tratamentos nas Termas de Vimioso”, destacou o autarca vimiosense.


Do concelho de Vimioso, os irmãos Daniel Fernandes e Mikel Fernandes, naturais de Argozelo, foram dois dos ciclistas participantes na VII Volta ao Nordeste em Bicicleta. No final da prova, Daniel Fernandes, de 22 anos, expressou contentamento pela sua segunda participação consecutiva na prova, que descreveu como espetacular, dura e com paisagens belíssimas.

“As paisagens do nordeste transmontano são únicas. Atualmente vivo em Oeiras e regresso sempre a casa para participar na Volta ao Nordeste em Bicicleta, uma prova que considero espetacular pelo relevo dos montes e a beleza das paisagens. Dou os parabéns à organização e desafio os jovens transmontanos a aventurarem-se no ciclismo, pois é uma modalidade que tem grande potencial no nordeste transmontano”, disse.

A organização da VII Volta ao Nordeste em Bicicleta DAITSU contou com a colaboração dos municípios de Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Bragança, Mirandela, Vila Flor, Alfândega da Fé, Miranda do Douro e Vimioso.

HA



Futebol: CCD Minas de Argozelo não conseguiu reconquistar a Taça Distrital

Futebol: CCD Minas de Argozelo não conseguiu reconquistar a Taça Distrital

O Centro Cultural e Desportivo das Minas de Argozelo não conseguiu reconquistar a taça distrital de futebol, ao ser derrotado por 2-3, pelo Futebol Clube de Vinhais, que com esta vitória encerra a época 2025/2026 com a dupla conquista da taça e do campeonato.

A final da Taça Distrital da Associação de Fuebol de Bragança, jogou-se no estádio municipal de Bragança, a 1 de maio, onde os vinhaenses inauguraram o marcador aos 38 minutos, através de um cabeceamento de Keendj (0-1).

No início da segunda parte, Miguel Gonçalves aumentou a vantagem 0-2 para o FC Vinhais. O extremo que foi eleito o homem do jogo, voltou a ser decisivo aos 72 minutos, com uma assistência para o 0-3, novamente por Keendji.

Aos 74 minutos, a equipa do Argozelo conseguiu reduzir a desvantagem por intermédio de Costinha. Ao minuto 90′, o argozelense, Kiki, ainda fez o 2-3, mas insuficiente para impedir a vitória do FC Vinhais.

No final do jogo, o treinador do CCD Minas de Argozelo, António Forneiro, lamentou o resultado e agradeceu o apoio incondicional dos adeptos.

”Somos um clube habituado a vencer e estamos tristes com o resultado, mas felizes com o que fizemos. Este público foi fantástico e até parece que fomos nós que vencemos”, disse António Forneiro.

O CCD Minas de Argozelo conquistou a Taça Distrital de Futebol, pela última vez, na época 2016/2017.

Por sua vez, o FC Vinhais inscreve pela segunda vez o seu nome na lista de vencedores da Taça Distrital de Futebol da AF Bragança, depois de ter conquistado o primeiro troféu em 2018.


Fonte e foto: AFB

Futsal: Mirandeses obrigados a vencer em Alfandega da Fé

Futsal: Mirandeses obrigados a vencer em Alfandega da Fé

No primeiro jogo da final do campeonato distrital de futsal, a equipa sénior do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) foi surpreendida em casa, ao ser derrotada por 3-5, diante da Casa do Benfica de Alfândega da Fé, o que obriga os mirandeses a vencerem fora, no jogo agendado para esta sexta-feira, 8 de maio.

O primeiro jogo da final do campeonato distrital de futsal, realizou-se a 2 de maio, no multiusos, em Miranda do Douro, onde a Casa do Benfica de Alfândega da Fé surpreendeu ao derrotar o atual tricampeão, o Clube Desportivo Miranda do Douro, por 3-5.

Na equipa de Alfândega da Fé, destaque para o desempenho de Rui Tavares, autor de três golos, coadjuvado pelos golos dos companheiros Anthony (1) e Faneca (1).

Os três goloso mirandeses, foram apontados por Miguel Castro (1), Nickas (1) e Dylan (1).

As duas equipas voltam a defrontar-se na próxima sexta-feira, dia 8 de maio, em Alfândega da Fé.

Uma segunda vitória da Casa do Benfica permite-lhe sagrar-se campeã distrital.

No caso, do Clube Desportivo de Miranda do Douro vencer este segundo jogo, obriga ambas as equipas à realização de um terceiro e decisivo encontro, a 10 de maio, em Miranda do Douro.

Fonte: AFB

Miranda do Douro: Festival ObservArribas no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI)

Miranda do Douro: Festival ObservArribas no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI)

No fim-de-semana de 29 a 31 de maio, o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), em Miranda do Douro, é o local do festival de natureza e cultura OBSERVARRIBAS, num programa que inclui ações educativas, observação de aves, passeios de barco no rio Douro, oficinas de fotografia, palestras e outras atividades.

A Comissão de Cogestão do Parque Natural do Douro Internacional, organizadora do Festival ObservArribas, recorda que este evento começou em 2017, precisamente em Miranda do Douro.

“Depois de Figueira de Castelo Rodrigo (2024) e Mogadouro (2025), a edição de 2026 regressa às origens, a Miranda do Douro, para celebrar, de 29 a 31 de maio, os valores naturais e culturais do Douro Internacional, com especial destaque para as aves que habitam e sobrevoam as imponentes Arribas do Douro”, indica a organização.

O primeiro dia do OBSERVARRIBAS, na sexta-feira, dia 29 de maio, é dedicado às escolas.

“Estão programadas 23 atividades educativas, ambientais e culturais, pensadas para aproximar as novas gerações da natureza e do património do território”, adiantam.

No sábado e Domingo, dias 30 e 31 de amio, o festival abre-se a todos os públicos, sendo a maioria das atividades de participação gratuita.

“No fim-de-semana, o programa do festival inclui saídas de campo para observação de aves, pontos fixos de observação equipados com material ótico profissional e acompanhados por especialistas, passeios de barco nas Arribas do Douro, visita a um campo de alimentação de aves necrófagas, oficina de anilhagem, oficinas de fotografia de natureza, oficinas infantis, mesas redondas e diversas oficinas que cruzam natureza e cultura local — do mirandês à cosmética natural, passando pelo ciclo da lã e pela bola doce mirandesa”, informam.

Os passeios de barco no rio Douro são atividades pagas, que beneficiam de desconto para participantes inscritos no festival OBSERVARRIBAS.

A edição de 2026 apresenta a novidade de instalação de pontos fixos de observação junto às arribas, na própria cidade de Miranda do Douro, permitindo que qualquer visitante, com ou sem experiência prévia, possa parar, observar e descobrir as espécies que fazem deste território um dos mais ricos da Península Ibérica em biodiversidade.

O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) é a segunda maior área protegida do país e compreende os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo, numa extensão de 122 quilómetros. Esta área protegida estende-se para Espanha, para as províncias de Zamora e Salamanca, através do Parque Natural arribes del Duero.

O Festival ObservArribas – Natureza e Cultura no Douro Internacional é organizado pela Comissão de Cogestão do Parque Natural do Douro Internacional, num trabalho conjunto de todas as entidades que a integram e com a colaboração de numerosos parceiros, num esforço comum de valorização da natureza e da cultura do território.

Fontes: CCPNDI e HA

Fruticultura: Cereja de boa qualidade e em quantidade

Fruticultura: Cereja de boa qualidade e em quantidade

Os produtores de cereja no distrito de Bragança preveem uma boa campanha este ano, com fruto de qualidade, bom calibre e em grandes quantidades.

Segundo Pedro Morgado, agricultor de Vilarelhos, no concelho de Alfândega da Fé, a produção deste ano está excelente devido às condições meteorológicas.

“Estamos mesmo com a temperatura ideal. Hoje de manhã, às 07:00 estavam sete graus, se calhar, agora estão 18 ou 19, é a temperatura ideal. Como não choveu, a cereja mantém-se, as que são regadas, no perímetro de rega, estão com os calibres mesmo fora do normal, muito acima da média. Pode vir a ser um ano muito bom”, vincou.

Com cerejas duras, de “carne branca” e com um tamanho superior a “uma moeda de dois euros”, o agricultor, que aposta apenas há três anos nesta cultura, admite que espera colher cinco toneladas, por cada um dos seus quatro hectares.

Embora a produção deste ano esteja apenas agora a ser apanhada, já está toda vendida, para o mercado do Porto e Lisboa.

“Está toda vendida porque tem altos padrões de qualidade (…) A primeira que vendi, o comprador mandou-ma reservar toda”, adiantou Pedro Morgado.

Além da boa qualidade e do bom calibre, este ano a maturação da cereja também começou mais cedo.

O presidente da Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé, Luís Jerónimo, revelou à Lusa que a cereja começou a amadurecer cerca de duas semanas mais cedo, pelo que, enquanto no ano passado a primeira apanha foi feita no final de maio, este ano poderá ser ainda esta semana.

“Tem a ver tudo com as condições climatéricas que tivemos. Não houve grandes frios, tivemos bastante chuva. Entretanto, na altura da floração a chuva parou, houve uma boa floração, depois tivemos um bom vingamento do fruto”, explicou.

De acordo com o responsável da cooperativa, que tem entre 15 a 20 hectares de cerejal, nesta primeira apanha, de variedade precoce, espera que sejam colhidas tantas cerejas como no total da produção de 2025.

“Se não houver problemas esperamos que nesta precoce poderemos andar já muito perto das 10 toneladas, que posso dizer que foi a produção total do ano passado”, adiantou, podendo chegar às 20 toneladas até ao fim da campanha.

Ainda assim, o tempo imprevisível para um fruto tão sensível pode alterar todas as previsões para esta campanha.

“Vamos ver se se mantém assim. Basta vir chuva quando ela estiver madura e depois calor e ela racha toda”, disse Luís Jerónimo, acrescentando que, a correr bem, pode haver cereja até junho.

Os últimos três anos foram de fracasso para os produtores de cereja da região, mas o cenário agora inverte-se e também no concelho vizinho, em Macedo de Cavaleiros, se espera um bom ano de produção.

“É um ano com muita quantidade e com uma qualidade bastante boa. Apesar de as árvores estarem com muita carga, a temperatura e o tempo têm estado propícios ao desenvolvimento da cereja. Tivemos uns dias mais amenos, com alguma chuva, o que potenciou o crescimento e o desenvolvimento da cereja”, disse à Lusa o presidente da Associação de Produtores de Cerejas de Lamas.

Esta associação reúne quase 170 hectares de cerejal desta aldeia e Paulo Pires aposta que, nesta campanha, vão ser colhidas entre 350 a 400 toneladas de cereja.

Quanto a preços, os produtores dizem que ainda é cedo, mas Paulo Pires avançou que, tendo em conta outras regiões onde já começou a ser a feita a colheita, os valores serão idênticos aos do ano passado.

Ao consumidor, a cereja poderá ser vendida entre os “3 e os 6 euros o quilo” e ao produtor poderá ser comprada a “metade desse valor”.

“Eu diria que o produtor poderá, este ano, contar com um preço expectável, diria eu, entre 1,5 e os 2 euros”, referiu.

No entanto, os custos de produção não são iguais aos do ano anterior.

“São bastante mais altos porque temos preços de combustíveis muitíssimo mais elevados, temos preços de todos os produtos, todos os fitofármacos e todos os fertilizantes aumentaram o seu preço (…) portanto, o custo de produção está significativamente mais alto, mas penso que será em termos de preço de mercado será um pouco balanceado por aquilo que é o volume de produção que é expectável. Havendo uma maior quantidade de cereja disponível, o preço manter-se-á, penso eu, aproximado e em linha com aquilo que tem sido os anos anteriores”, disse à Lusa Paulo Pires.

Fonte: Lusa | Fotos: HA e Flickr

Ensino: Alunos com dificuldades na leitura

Ensino: Alunos com dificuldades na leitura

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, reconheceu que há dificuldades nas capacidades de leitura dos alunos do último ano do pré-escolar e dos 1.º e 2.º anos do ensino básico.

“Obviamente, merecem toda a nossa atenção, mas temos fragilidades que estão identificadas e temos medidas para isso”, afirmou Fernando Alexandre, acrescentando que “de uma maneira geral, os resultados são positivos”.

Em declarações aos jornalistas à margem da tomada de posse do Conselho de Administração da Agência para a Investigação e Inovação, o ministro da Educação, Ciência e Inovação foi questionado sobre um estudo divulgado que avaliou as capacidades de leitura dos alunos do último ano do pré-escolar, 1.º e 2.º anos do ensino básico.

Segundo as conclusões, cerca de metade dos alunos lê menos de 37 palavras por minuto no final do 1.º ano e 25% lê menos de 21 palavras por minuto.

Além do estudo da Edulog, realizado com 6.513 alunos no âmbito do Projeto LER, o próprio Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) realizou, em junho do ano passado, um Diagnóstico de Fluência Leitora, junto dos alunos do 2.º ano.

Admitindo não conhecer ainda as conclusões do estudo do Edulog, Fernando Alexandre disse que o seu ministério já tinha noção das dificuldades ao nível da leitura entre os alunos mais novos, através desse diagnóstico.

“Esse teste que criamos no ano passado, e que vamos repetir, é um teste muito importante, precisamente porque permite fazer o diagnóstico da fluência leitora e tomar medidas para fazer a correção”, referiu o ministro.

De acordo com os resultados do diagnóstico, realizado por quase 93 mil alunos do 2.º ano, a maioria tem níveis de compreensão de leitura alinhados com o expectável para aquela fase da escolaridade, mas cerca de 25% estão em risco de ter dificuldades no futuro.

“Tem dimensões de preocupação, porque há uma parte das crianças que revelaram ainda muitas fragilidades na leitura, mas os resultados globais, não consideraria negativos”, acrescentou.

Questionado sobre outra das conclusões do estudo do Edulog, que aponta a formação académica dos pais como o fator que mais influencia o sucesso académico dos alunos, o ministro afirmou que “a grande missão da escola pública é precisamente garantir a igualdade de oportunidades”.

“Estamos a tomar muitas medidas direcionadas – eu diria que é a primeira vez que está a ser feito de uma forma sistemática em Portugal – em que identificamos territórios e contextos que têm falhas graves, seja na falta de professores, seja no acesso ao pré-escolar, e estamos precisamente a tomar medidas para corrigir, para garantir que reduzimos esse determinismo associado ao contexto socioeconómico de que os alunos têm origem”, afirmou.

Fonte: Lusa | Imagem: Projeto Ler

Campo de Víboras: Feira homenageou os tendeiros

Campo de Víboras: Feira homenageou os tendeiros

No Campo de Víboras, a I Feira dos Tendeiros e Lavradores culminou na tarde de Domingo, dia 3 de maio, com uma palestra sobre a história dos tendeiros, os homens e mulheres que dedicaram as suas vidas ao comércio ambulante de tecidos, colchas, cobertores, bordados e outros artigos, em todo o país.

Na palestra dedicada à história dos tendeiros, o investigador, José Augusto Heleno da Fonseca, também ele natural de Campo de Víboras, descreveu os seus conterrâneos como “um povo audaz, resiliente e capaz de enfrentar os maiores desafios para conseguir os seus objetivos”.

Segundo o historiador, esta vocação comercial dos habitantes de Campo de Víboras remonta à origem judaica, mais precisamente aos judeus provenientes de Espanha, aquando da expulsão em 1492.

Alguns dos 80 mil judeus expulsos de Espanha, instalaram-se em Vimioso, Carção, Argozelo e Campo de Víboras.

“Os judeus eram conhecidos pelo grande potencial empreendedor e comercial, sendo excelentes artesãos e mercadores. No tempo em que as acessibilidades eram difíceis, com poucas e rudimentares estradas, o percurso destes mercadores ambulantes era feito através de caminhos escabrosos e da travessia de rios e ribeiras sem pontes. O transporte das mercadorias eram feito com os animais, burros, machos e cavalos”, descreveu.

Os comerciantes de Campo de Víboras vendiam uma variedade de tecidos: algodão, lá, linho, seda e cânhamo. Com o avançar dos tempos, os tendeiros começaram a vender peças de vestuário, pronto a vestir como aventais, batas, saias, blusas, calças e camisas confeccionados pelos alfaiatas e costureiras locais,

José Augusto Heleno da Fonseca indicou que os tendeiros de Campo de Víboras distribuiam-se geograficamente pelos vários concelhos da região, evitando a concorrência.

“Começaram pela venda porta-a-porta, pelas aldeias mais próximas e iam alargando o negócio com um leque mais diversificado de artigos e a maiores distâncias até chegarem ao mercado das feiras regionais. A mercadoria consistia em peças de riscado, cotim, popelina, chita, lã e flanela, que eram vendidas ao metro; colchas e cobertores, camas de roupa, toalhas de mesa e de banho; rendas, bordados e até retrosaria”, contou.

No Campo de Víboras, a atividade comercial foi transmitida de pais para filhos, durante gerações, até finais do século XX.

“Durante 500 anos, desde os mercadores ou tendeiros percorreram aldeias, vilas e cidades na sua atividade comercial. No século XX, a invenção do automóvel veio facilitar o transporte das mercadorias e a deslocação dos tendeiros para outras regiões do país. Simultaneamente, os automóveis permitiram às próprias populaçóes deslocarem-se às vilas e cidades à procura dos bens essenciais, como o vestuário, o que provocou mudanças nas trocas comerciais e na relação que até então haviam estabelecido com os tendeiros”, concluiu.

A palestra “A origem dos tendeiros” foi uma das atividades da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, que decorreu no fim-de-semana de 2 e 3 de maio. A palestra contou ainda com a participação de várias pessoas naturais de Campo de Víboras, que deram o seu testemunho de vida sobre a atividade profissional na venda ambulante de artigos.

No final do encontro, o historiador José Augusto Heleno da Fonseca, a vice-presidente do município de Vimioso, Cristina Miguel e o representante da União de Freguesias, Nuno Afonso comunicaram a intenção de construir um monumento de homenagem aos tendeiros, no Campo de Víboras.

HA

Campo de Víboras: I Feira dos Tendeiros e Lavradores deu vida à aldeia

Campo de Víboras: I Feira dos Tendeiros e Lavradores deu vida à aldeia

No fim-de-semana de 2 e 3 de maio, a aldeia de Campo de Víboras organizou a I Feira dos Tendeiros e Lavradores, um certame que visa homenagear estas duas antigas profissões e simultaneamente trazer gente à localidade através da comercialização de produtos regionais e da divulgação das tradições.

Na inauguração da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, o presidente do município de Vimioso, António Santos, felicitou a coragem e o trabalho desenvolvido por Nuno Santos, representante de Campo de Víboras na União de Freguesias, para iniciar este certame na localidade.

“Aquando da campanha eleitoral assumimos o compromisso de continuar a investir na promoção dos produtos locais e tradições, através da organização de feiras temáticas nas várias localidades do concelho de Vimioso. Felicito, por isso, o Nuno Santos, pela coragem e o trabalho desenvolvido para iniciar a I Feira dos Tendeiros e Lavradores, aqui no Campo de Víboras”, disse António Santos.

O autarca vimiosense acrescentou que o atual executivo pretende criar novos certames nas localidades do concelho, que já foram sede de freguesias, como são os casos de Matela, Campo de Víboras, Vale de Frades e Uva.

“As feiras anuais nas várias localidades do concelho de Vimioso são uma oportunidade para produtores, artesãos e comerciantes mostrarem e comercializarem os seus produtos e artigos. Simultaneamente, estes certames são também um incentivo para que mais pessoas, em particular os jovens, decidam fixar-se no concelho, dedicando-se a atividades como a agricultura, a pecuária, o artesanato ou o comércio”, justificou o autarca vimiosense.

O presidente do Município de Vimioso, António Santos, destacou ainda o sucesso que estes eventos têm na socialização. “Perante o problema do despovoamento e o isolamento das populações, estas feiras são verdadeiros locais de encontro, de convívio e confraternização entre pessoas de toda a região envolvente”, realçou, António Santos.

Por sua vez, o representante de Campo de Víboras na União de Freguesias, Nuno Santos, expressou grande satisfação pela bem-sucedida organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores.

“Estou muito contente porque foi o primeiro ano que organizámos este evento na aldeia de Campo de Víboras e fiquei surpreendido com a grande afluência de público, quer a população local, quer visitantes de outras localidades do concelho e da região. Para este sucesso, agradeço a participação dos vários produtores, artesãos, comerciantes, associações e comissão de festas”, disse o representante da freguesia.

Entre as várias atividades que animaram a I Feira dos Tendeiros e Lavradores, Nuno Santos, destacou a palestra dedicada à história dos tendeiros.

“A história das gentes do Campo de Víboras está ligada ao comércio itinerante, uma atividade e um saber que foram transmitidos de geração em geração. Por isso, a palestra que organizámos na tarde de Domingo, com a exposição de um resenha histórica por José Heleno da Fonseca e os testemunhos de várias pessoas, foram uma homenagem a todos os que trabalharam arduamente e elevaram o nome da nossa aldeia”, disse.

No decorrer da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, a população de Campo de Víboras mostrou-se agradada com o certame e a afluência de público à aldeia. O agricultor, António Padrão, recordou as dificuldades sentidas pela população local em viver nesta localidade, dada falta de oportunidades de trabalho, o que levou ao êxodo de muitos conterrâneos para outras regiões do país e do estrangeiro.

“Para nós, camponeses, a organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores é uma homenagem aos homens e mulheres que tiveram de trabalhar muito, quer no comércio itinerante, quer na lavoura como é o meu caso. Para quem vive todo o ano, no Campo de Víboras, é uma alegria imensa ver nascer esta feira e receber a visita de tantas pessoas. Como agricultor, este certame é uma oportunidade para mostrar o azeite, a amêndoa, a cortiça, o mel e outros produtos”, disse.

Por sua vez, Pedro Santos, veio de Lisboa, com a família para gozarem uma semana de férias na terra natal, Campo de Víboras. Nesta estadia, Pedro Santos, teve a oportunidade de colaborar na organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores e elogiou a iniciativa da freguesia.

“A organização desta feira é uma ótima iniciativa da freguesia de Campo de Víboras e do município de Vimioso. Fiquei tão feliz por ver o envolvimento e a adesão das pessoas à feira, que enviei fotografias do evento para amigos que vivem noutras localidades do país, para que no próximo ano não percam a oportunidade de participar nesta original e muto bem-vinda Feira dos Tendeiros e Lavradores”, disse.

No Campo de Víboras, a I Feira dos Tendeiros e Lavradores coincidiu com a principal festa religiosa, dedicada a Nosso Senhor dos Aflitos, que se celebrou no Domingo, dia 3 de maio.

Todos os anos, a festa em honra de Nosso Senhor dos Aflitos motiva o regresso de muitas famílias ao Campo de Víboras. A celebração religiosa inclui a celebração da missa e as procissões pelas ruas da aldeia, ornamentadas de flores.

HA

Campo de Víboras: Meia centena de pessoas subiram ao Marco Geodésico

Campo de Víboras: Meia centena de pessoas subiram ao Marco Geodésico

A I Feira dos Tendeiros e Lavradores, que decorreu no Campo de Víboras, no fim-de-semana de 2 e 3 de maio, iniciou-se com a Caminhada do Marco Geodésico, uma atividade que juntou mais de meia centena de participantes, que ficaram agradados com a beleza das paisagens e o convívio que se estabeleceu entre todos os caminhantes.

A caminhada de sete quilómetros realizou-se na manhã de sábado, num trajeto circular à volta da aldeia de Campo de Víboras, que incluiu uma subida até ao marco geodésico, edificado a cerca de 700 metros de altitude.

Paulo Fernandes, natural do Campo de Víboras, foi um dos participantes na Caminhada do Marco Geodésico e sublinhou a importância do exercício físico, uma atividade indispensável para a saúde e a prevenção de doenças.

“Sou um praticante assíduo de desporto, quer em caminhadas e corridas. Este passeio no Campo de Víboras é uma excelente iniciativa para promover um estilo de vida saudável em todas as idades. Neste tempo de primavera, a caminhada é ainda mais agradável e em grupo torna-se um momento de convívio e boa disposição”, disse.

Questionado sobre a pertinência da organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, em Campo de Víboras, Paulo Fernandes, elogiou a audácia da freguesia em organizar o certame.

“Com a organização desta feira recebemos a visita de público de outras localidades, o que é uma oportunidade de convívio e também de negócios, pois damos a conhecer o que aqui se produz, com destaque para a olivicultura e a produção de azeite”, indicou.

Por sua vez, a jovem, Cláudia Santos, veio do Porto com um grupo de amigos, passar o fim-de-semana prolongado no Campo de Víboras e aproveitaram a estadia para participar na Caminhada do Marco Geodésico.

“Foi um passeio espetacular na natureza e o convívio entre todos os participantes tornou esta atividade ainda mais agradável. Dou os parabéns à freguesia de Campo de Víboras pela organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, um evento que promove produtos, preserva memórias e tradições e traz gente para dar mais vida à aldeia”, destacou a jovem.

Questionada sobre como se convencem pessoas do Porto, a visitar o Campo de Víboras, Cláudia Santos, respondeu que basta falar-lhes das paisagens, da gastronomia e dos vários locais de interesse turístico que existem na região.

Na aldeia de Campo de Víboras, a Caminhada do Marco Geodésico terminou com um almoço convívio, entre todos os caminhantes.

Na tarde de sábado, a I Feira dos Tendeiros e Lavradores prosseguiu, com a inauguração oficial do certame e as lutas de touros mirandeses.

À noite, na feira houve animação musical com o concerto dos “Trasga”.

HA

Portugal: Lei da Nacionalidade

Portugal: Lei da Nacionalidade

O Presidente da República, António José Seguro, promulgou o decreto do parlamento que altera a Lei da Nacionalidade, aprovado por PSD, Chega, IL e CDS-PP, mas desejava que tivesse assentado “num maior consenso”, sem “marcas ideológicas do momento”.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, António José Seguro reafirma o entendimento que expressou enquanto candidato presidencial de que esta matéria deveria “assentar num maior consenso em torno das suas linhas essenciais” distanciando-se de eventuais “marcas ideológicas do momento”.

“Para a tomada de decisão de promulgação do Presidente da República contribuiu a leitura de que os critérios mais exigentes e o aumento dos prazos para a aquisição da nacionalidade não impedem a imprescindível proteção humanitária e a desejável integração das crianças e dos menores nascidos em Portugal, filhos de imigrantes, como estabelecido no quadro jurídico nacional, designadamente o acesso à saúde e à educação”, lê-se na nota.

Este decreto foi aprovado no parlamento em 01 de abril, numa segunda versão, após inconstitucionalidades declaradas pelo Tribunal Constitucional (TC), por PSD, Chega, IL e CDS-PP, com votos contra de PS, Livre, PCP, BE e PAN, e a abstenção do JPP, e seguiu para o Palácio de Belém em 13 de abril. O Presidente da República tinha até hoje para o promulgar ou vetar.

Fonte: Lusa