Vimioso: Piscinas municipais abrem a 13 de junho

Vimioso: Piscinas municipais abrem a 13 de junho

Em Vimioso, as piscinas municipais abrem ao público, este sábado, dia 13 de junho, com entrada gratuita durante o fim-de-semana, das 14 às 19h00, informa o município através das redes sociais.

Com o final do ano letivo e a previsão da subida de temperatura no fim-de-semana de 13 e 14 de junho, o município de Vimioso decidiu antecipar a abertura das piscinas municipais.

As atividades aquáticas são uma das principais ocupações dos tempos livres das crianças e jovens do concelho e integram o programa das Férias Desportivas, promovidas pelo município.

Na vila de Vimioso, as piscinas municipais mantêm-se abertas ao público nos meses de junho, julho, agosto e setembro.

HA

Vimioso: Digitalização do acervo do Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso

Vimioso: Digitalização do acervo do Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso

O acervo existente no Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso vai ser objeto de digitalização e de registo audiovisual, no âmbito do projeto “MUVIP – Entre Memórias e Pixéis, um Museu para o séc. XXI”, uma iniciativa do Município de Vimioso e do MORE CoLAB – Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação.

Em comunicado, o município de Vimioso informa que o projeto é financiado pelo Programa Operacional Norte2030, no âmbito da Digitalização de Património Cultural e Coleções em Rede, com um investimento global aprovado de 141 566,85 €.

“Mais do que modernizar equipamentos, o MUVIP pretende organizar, estudar e tornar acessível um acervo que nasceu da relação profunda entre as pessoas e o seu território”, esclarece o município vimiosense.

O município de Vimioso acrescenta que nos próximos meses, para além da digitalização de documentos, vão ser realizados registos audiovisuais e a recolha de materiais que complementam a coleção, para no final criar uma exposição permanente.

“O projeto MUVIP representa um passo estruturante para o Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso, permitindo preservar e divulgar a memória do concelho, através de ferramentas digitais contemporâneas, reforçando o papel do museu enquanto espaço de conhecimento, participação comunitária e desenvolvimento cultural”, justificou a vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Cristina Miguel.

HA | Imagem: Flickr

Igreja: Festa de Santo António evoca figura de referência para o pensamento cristão

Igreja: Festa de Santo António evoca figura de referência para o pensamento cristão

A Igreja Católica celebra anualmente, a 13 de junho, a festa litúrgica de Santo António, padroeiro da cidade de Lisboa, onde nasceu em 1195, numa casa situada a poucos metros da Catedral.

Na Itália, destacou-se como pregador e primeiro professor de Teologia da recém-criada Ordem Franciscana; faleceu em 1231 e foi sepultado em Pádua, Itália, tendo a sua fama de santidade levado o Papa Gregório IX a canonizá-lo, a 30 de maio de 1232.

Pio XII proclamou-o como “doutor da igreja universal”, com o título de ‘Doctor Evangelicus’ (Doutor Evangélico); é, assim, um dos 37 doutores da Igrejas, figuras reconhecidas como exemplo de “santidade de vida, ortodoxia doutrinal e ciência sagrada”.

A proclamação aconteceu através da carta apostólica ‘Exulta, Lusitania Felix’ (Alegra-te, ó feliz Lusitânia), com data de 16 de janeiro de 1946, na qual o Papa evoca um religioso “brilhante pela santidade da vida e pela insigne fama dos milagres”, bem como “pelo esplendor da doutrina”.

O documento apresenta uma síntese do seu percurso de vida, iniciado em Portugal, onde integrou os Cónegos Regulares de Santo Agostinho; em setembro de 1220, Fernando deixou os agostinianos para integrar a ordem dos franciscanos, onde assumiu o nome de António, pelo qual é hoje conhecido, a nível global.

O jovem religioso vestiu o hábito franciscano, com o desejo de ser missionário em Marrocos, onde viria a adoecer, tendo de deixar o país; depois de uma tempestade, desembarcou na Itália e a conheceu o próprio São Francisco, que lhe confiou a missão de ensinar Teologia aos seus frades.

“António cumpriu fielmente o ofício do magistério, e deve considerar-se o primeiro professor da Ordem Franciscana. Ensinou primeiro em Bolonha, então primeira sede dos estudos; depois em Toulouse e, finalmente, em Montpellier, onde igualmente floresciam os estudos”, recordava Pio XII.

A carta apostólica destaca a qualidade do pensamento teológica de Santo António, “exegeta peritíssimo na interpretação das Sagradas Escrituras e teólogo exímio na definição das verdades dogmáticas, bem como o insigne doutor e mestre em tratar as questões de ascética e de mística”.

O texto cita a Carta ‘Apostólica Immensa’, do Papa Sisto IV (12 de março de 1472), no qual se referia que Santo António, com a sua “profunda sabedoria e doutrina das coisas santas e com a sua fervorosíssima pregação, ilustrou, adornou e consolidou” a Igreja Católica.

A admiração de vários pontífices pelo santo português prolongou-se ao longo dos séculos.

“António, sem distinção de raças ou de nações, a todos abençoava no âmbito da sua atividade apostólica: portugueses, africanos, italianos e franceses, a todos, enfim, a quem reconhecesse necessitados do ensinamento católico”, indica a carta apostólica.

Em 2020, por ocasião dos 800 anos da vocação franciscana do santo português, o Papa Francisco convidou os católicos a imitar a vida de Santo António, destacando a “inquietação que o levou pelas estradas do mundo a testemunhar, com palavras e obras, o amor de Deus”.

A carta, enviada ao ministro-geral da Ordem dos Frades Menores Conventuais, destacava o exemplo do religioso português perante “as dificuldades das famílias, os pobres e desfavorecidos”, bem como a “paixão pela verdade e justiça”.

Conhecido como o santo casamenteiro e das coisas perdidas, há ainda outra tradição ligada a este santo popular, o “pão de Santo António”, como símbolo de proteção e bênção, que se guarda de um ano para o outro, para que não falte o pão na mesa.

Dos Sermões de Santo António de Lisboa, presbítero
(I, 226) (Sec. XIII)


A linguagem é viva, quando falam as obras

Quem está cheio do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, como a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falamo-las, quando mostramos aos outros estas virtudes na nossa vida. A linguagem é viva, quando falam as obras. Cessem, portanto, as palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios, mas de obras vazios; por este motivo nos amaldiçoa o Senhor, como amaldiçoou a figueira em que não encontrou fruto, mas somente folhas. Diz São Gregório: «Há uma norma para o pregador: que faça aquilo que prega». Em vão pregará os ensinamentos da lei, se destrói a doutrina com as obras.

Mas os Apóstolos falavam conforme a linguagem que o Espírito Santo lhes concedia. Feliz de quem fala conforme o Espírito Santo lhe inspira e não conforme o que lhe parece!
Há alguns que falam movidos pelo próprio espírito e, usando as palavras dos outros, apresentam-nas como próprias, atribuindo-as a si mesmos. Desses e de outros como eles, fala o Senhor pelo profeta Jeremias: Eis-Me contra os profetas que roubam uns aos outros as minhas palavras. Eis-Me contra os profetas, oráculo do Senhor, que forjam a sua linguagem para proferir oráculos. Eis-Me contra os profetas que profetizam sonhos mentirosos – oráculo do Senhor – e, contando-os, seduzem o povo com mentiras e jactância, não os tendo Eu enviado nem dado ordem alguma a esses que não são de nenhuma utilidade para este povo – oráculo do Senhor.

Falemos, por conseguinte, conforme a linguagem que o Espírito Santo nos conceder; e peçamos-lhe, humilde e devotamente, que derrame sobre nós a sua graça, para que possamos celebrar o dia de Pentecostes com a perfeição dos cinco sentidos e a observância do decálogo, nos reanimemos com o forte vento da contrição e nos inflamemos com essas línguas de fogo que são os louvores de Deus, a fim de que, inflamados e iluminados nos esplendores da santidade, mereçamos ver a Deus trino e uno.

Fonte e foto: Ecclesia

Meteorologia: Fim-de-semana com subida da temperatura

Meteorologia: Fim-de-semana com subida da temperatura

No fim-de-semana de 12, 13 e 14 de junho, prevê-se um aumento da temperatura em Portugal continental, com a temperatura a atingir os 34º celsius no distrito de Bragança, o que agrava o risco de incêndios rurais, avisa o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.

Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas para os próximos dias tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.

Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores e evitar o uso de grades de discos.

Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.

Até sábado, dia 13 de junho, Portugal continental vai registar temperaturas elevadas, com valores da temperatura máxima variar entre 30 e 37 graus Celsius, podendo variar entre 38 e 40 graus em alguns locais do Alentejo, Ribatejo e vale do rio Douro.

Em perigo máximo de incêndio estão mais de 160 concelhos do Porto, Aveiro, Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal e Faro apresentam perigo muito elevado e elevado de incêndio.

O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até Domingo, 14 de junho, devido ao tempo quente.

Na faixa costeira ocidental, os valores mais elevados da temperatura máxima deverão registar-se a 12 de junho e na costa sul do Algarve, os valores da temperatura máxima serão ligeiramente inferiores a 30 graus.

No que diz respeito à temperatura mínima, estão previstos valores de 20 graus (noites tropicais), ou ligeiramente superiores, em muitos locais.

De acordo com o IPMA, o vento tenderá a ser pouco intenso, com exceção do Algarve e terras altas, pelo que pode contribuir para um maior desconforto térmico em termos da temperatura sentida.

Por causa do tempo quente, o IPMA emitiu aviso amarelo para todos os distritos de Portugal continental, até às 21:00 de sábado, 13 de junho.

O IPMA emitiu também aviso amarelo para o distrito de Faro, por causa da agitação marítima forte, até às 12:00 de sábado.

Nos dias 14 e 15 de junho, está prevista uma descida acentuada dos valores da temperatura máxima, nomeadamente no litoral oeste, devido a uma maior influência de uma massa de ar mais fresco vinda de oeste, segundo o IPMA.

Fonte e imagem: IPMA

Ambiente: Governo abre novo concurso para apoiar compra de veículos elétricos

Ambiente: Governo abre novo concurso para apoiar compra de veículos elétricos

Abriram a 11 de junho, as candidaturas à nova fase do incentivo à aquisição de veículos elétricos, com uma dotação de 10 milhões de euros, para apoiar soluções de mobilidade mais sustentáveis, anunciou o Governo.

Promovido pelo Fundo Ambiental, o apoio destina-se a incentivar a substituição de veículos com motor de combustão por veículos de emissões nulas, no âmbito do pacote Mobilidade Verde.

Em comunicado, o Ministério do Ambiente e Energia informa que são elegíveis veículos adquiridos desde 1 de janeiro de 2025, desde que os beneficiários não tenham sido abrangidos por fases anteriores do programa e cumpram os critérios definidos no regulamento.

As candidaturas devem ser submetidas através da plataforma do Fundo Ambiental e serão analisadas por ordem de entrada, até ao limite da dotação disponível.

De acordo com o aviso publicado no site do Fundo Ambiental, os veículos ligeiros elétricos de passageiros podem receber apoios de 4 mil euros, no caso de pessoas singulares, e de 5 mil euros, no caso de instituições particulares de solidariedade social.

Para esta tipologia, o preço do veículo não pode exceder 38.500 euros, incluindo IVA e despesas associadas, ou 55 mil euros no caso de veículos com mais de cinco lugares.

O programa prevê ainda apoios para bicicletas, motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos elétricos, bem como para carregadores de baterias de veículos elétricos.

As bicicletas elétricas podem receber um apoio correspondente a 50% do valor de compra, até 750 euros, enquanto as convencionais têm um incentivo de 50%, até 500 euros. Nas bicicletas de carga, o apoio pode atingir 1.500 euros nos modelos elétricos e 1.000 euros nos restantes.

Já os motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos elétricos podem receber um incentivo até 1.500 euros.

A medida visa contribuir para a descarbonização do setor dos transportes, reduzir emissões e incentivar a utilização de modos de mobilidade mais sustentáveis, segundo o Ministério do Ambiente e Energia.

A ministra do Ambiente e Energia, citada no comunicado, defende que o incentivo contribui para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e acelerar a transição energética em Portugal.

“Estamos a reforçar o apoio a quem opta por soluções de mobilidade mais sustentáveis”, reforçou Maria da Graça Carvalho.

Fonte: Lusa | Imagem: MAE

Miranda do Douro: Congresso de Arqueologia a 11 e 12 de junho

Miranda do Douro: Congresso de Arqueologia a 11 e 12 de junho

Nos dias 11 e 12 de junho, Miranda do Douro é o local do Congresso Internacional de Arqueologia, um evento inserido nas Jornadas Europeias de Arqueologia, que conta com a participação de arqueólogos portugueses e espanhóis, a exibição do filme “O Cabeço da Mina” de Rui Pedro Lamy e as visitas guiadas ao Castelo de Miranda do Douro e ao Castro de São João das Arribas.

O Congresso Internacional de Arqueologia é um evento organizado em conjunto pelo Município de Miranda do Douro, a Rede de Castros, a Sociedade Ibérica e a Huellas del Tiempo.

Nos dias 11 12 de junho, o congresso que decorre no miniauditório da cidade de Miranda do Douro, conta com a participação de especialistas em arqueologia, vindos de várias regiões e instituições de Portugal e de Espanha.

Em 2026, as Jornadas Europeias da Arqueologia (JEA), decorrem de 12 a 15 de junho e têm como tema “Arqueologia a Acontecer”.

Segundo o Património Cultural, Instituto Público, os principais objetivos das Jornadas Europeias de Arqueologia são:

  • sensibilizar os cidadãos para a riqueza e a diversidade cultural do país:
  • tornar a arqueologia mais visível junto de diferentes públicos e dos meios de comunicação social;
  • sensibilizar a população e as autoridades para a necessidade de proteger o património arqueológico;
  • atrair novos públicos aos locais onde se pratica arqueologia;
  • promover a linha de intervenção da arqueologia: “desde a escavação até ao museu”;
  • e promover a partilha de conhecimentos entre os profissionais da arqueologia e os cidadãos europeus.

“As Jornadas Europeias de Arqueologia decorrem entre os dias 12 e 15 de junho e são uma oportunidade para dar visibilidade ao património arqueológico e à importância do conhecimento do passado para a construção de um presente e de um futuro mais inclusivo, pacífico e sustentável”, indica o Património Cultural.

Quinta-feira, 11 de junho de 2026

09:30 – Inauguração – Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Dra. Helena Barril.

10:00 – Mónica Salgado (Câmara Municipal de Miranda do Douro) e José Carlos Sastre Blanco (Sociedad Ibérica de Arqueología): O projeto arqueológico da Rede de Castros: um modelo de investigação arqueológica e divulgação patrimonial.

10:30 – Mónica Salgado (Câmara Municipal de Miranda do Douro): Trabalhos arqueológicos: o Castelo de Miranda do Douro, o Berrão de Ramilo e o Castro de S. João das Arribas.

11:00 – Pausa para Café

11:30 – WORKSHOP: Cerâmicas e materiais arqueológicos de Portugal e Espanha.

12:00 – Iñaki Martín Viso (Universidad de Salamanca): Um olhar sobre os assentamentos rurais fortificados no Planalto do Douro (séculos V-VI).

12:30 – Ana Oliveira (Universidade do Porto): Notas e questões sobre povoados fortificados do nordeste transmontano.

13:00 – Discussão

13:30 – Almoço

15:30 – José Carlos Sastre Blanco (ZamoraProtohistórica): Os sítios arqueológicos da Quinta de Crestelos (Meirinhos, Mogadouro) e El Castillón (Zamora), durante a antiguidade tardia.

16:00 – Feliciano Cadierno Guerra (Universidad de Valencia), José Honrado Castro e José Carlos Sastre Blanco (Sociedad Ibérica de Arqueología): O entorno arqueológico de Peña Piñera: Campanha de prospeções 2024-2025.

16:30 – Jesús Celis (Instituto Leonés de Cultura): Investigações no Castro de la Peña del Hombre (Leão).

17:00 – Café

17:30 – Marina del Pino, Martín Bengoechea, María Luisa Osete e Fátima Hernández (Universidad Complutense de Madrid): Arqueomagnetismo na Península Ibérica: Desafios e Aplicações.

18:00 – Filme: O Cabeço da Mina – Rui Pedro Lamy.
Sexta-feira, 12 de junho de 2026

09:30 – Início dos trabalhos.

10:00 – Esteban Álvarez Fernández e Rocio Pazos García (Universidad de Salamanca): Arqueozoologia sem fronteiras: novidades sobre os estudos faunísticos no SW do Subplanalto Norte (séculos VII a.C. a VII d.C.).

10:30 – Arqueologia e valorização do património histórico na cidade de Zamora.

11:00 – Pausa para Café

11:30 – Cláudia Melo (Universidade de Évora): O património natural e cultural do Douro Internacional: caracterização para intervenção.

12:00 – Domingos Raposo (Professor de História de Miranda do Douro): Antre palabras i calhaus, un caldico de stória de la lhéngua mirandesa (Título mantido em Mirandês).

12:30 – Discussão

13:00 – Almoço

16:00 – Visita guiada ao Castelo de Miranda do Douro e ao Castro de São João das Arribas.

HA | Foto: Flickr

Turismo: Espanhóis visitaram Trás-os-Montes

Turismo: Espanhóis visitaram Trás-os-Montes

De 5 a 7 de junho, a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) promoveu uma Blog Trip, que trouxe ao território criadores de conteúdos digitais espanhóis, uma iniciativa que deu a conhecer a diversidade paisagística, cultural, patrimonial, gastronómica e humana da região.

Integrada na estratégia de promoção turística das Terras de Trás-os-Montes no mercado espanhol, os visitantes foram distribuídos por três itinerários, concebidos para proporcionar uma visão abrangente da diversidade natural, cultural e turística das Terras de Trás-os-Montes.

“Os percursos abrangeram os nove municípios do território e permitiram o contacto direto com operadores turísticos, produtores locais, agentes culturais e comunidades que mantêm vivas as tradições e a identidade deste território”, informou a CIM-TTM.

Da natureza preservada dos parques naturais às aldeias e tradições, dos castelos e miradouros aos produtos endógenos e à gastronomia regional, a Blog Trip procurou proporcionar experiências genuínas e diferenciadoras, capazes de transmitir aos visitantes a autenticidade que caracteriza este território de fronteira.

“A iniciativa contou com o envolvimento de diversos parceiros locais, empresas de animação turística, unidades de alojamento e produtores, cuja colaboração foi determinante para o sucesso da ação e para a valorização integrada da oferta turística regional”, acrescenta a CIM-TTM.

Esta ação integra o plano de promoção turística da CIM-TTM para o mercado espanhol, dando continuidade ao trabalho desenvolvido em feiras internacionais como a FITUR e consolidando a aposta na captação de visitantes provenientes de um mercado de proximidade com elevado potencial para o território.

Fonte: CIM-TTM

O homem pouco interessado em si mesmo

Cem anos do cónego Aníbal Folgado

O homem pouco interessado em si mesmo

Assinalam-se cem anos sobre o nascimento do cónego Aníbal João Folgado, ocorrido a 8 de Junho de 1926, em Picote, no concelho de Miranda do Douro. Um século depois, o seu nome permanece ligado a algumas das mais importantes iniciativas pastorais e sociais desenvolvidas na Diocese de Bragança-Miranda durante a segunda metade do século XX.

Ordenado presbítero em 1949, Aníbal Folgado pertenceu a uma geração que atravessou profundas transformações na Igreja e na sociedade portuguesa. A sua formação em Filosofia e Pedagogia, realizada na Universidade de Lyon, colocou-o em contacto com correntes renovadoras do pensamento católico europeu, experiências que contribuíram para moldar uma visão pastoral marcada pela valorização da pessoa humana, pela educação e pela promoção social.

Ao longo do seu percurso desempenhou funções diversificadas: professor, formador, director espiritual, reitor de seminário, responsável diocesano, missionário junto das comunidades emigrantes e pároco. Contudo, qualquer enumeração de cargos seria insuficiente para compreender a singularidade da sua acção.

Durante quase uma década acompanhou as comunidades portuguesas emigradas na Alemanha, particularmente na região de Bona. Num período em que milhares de portugueses procuravam melhores condições de vida longe da sua terra natal, Folgado encontrou uma realidade marcada pela distância, pela saudade e pela fragilidade social. A sua presença junto dos emigrantes foi muito mais do que assistência religiosa: constituiu um apoio humano, cultural e comunitário num contexto frequentemente difícil.

Regressado a Bragança, assumiu responsabilidades de relevo na vida diocesana, mas foi sobretudo no campo da intervenção social que deixou algumas das marcas mais duradouras. A implantação da Obra Kolping em Portugal, iniciada em meados da década de 1980, representou uma das suas realizações mais significativas. Inspirada no pensamento social cristão de Adolph Kolping, esta instituição procurava conjugar formação humana, qualificação profissional, dinamização comunitária e evangelização, respondendo às necessidades concretas das populações.

Poucos anos mais tarde, a criação da Fundação Betânia revelou novamente a sua capacidade de antecipar problemas e construir respostas. Numa região confrontada com o envelhecimento populacional, a desertificação e a fragilidade das redes familiares, a Fundação nasceu para acolher idosos, apoiar famílias e promover uma cultura de cuidado e dignidade. Não se tratava apenas de prestar assistência, mas de criar condições para que cada pessoa fosse reconhecida na sua humanidade e valor.

Ao mesmo tempo, Folgado manteve um forte compromisso com sectores frequentemente esquecidos ou marginalizados. O trabalho desenvolvido junto das comunidades ciganas, a atenção aos mais pobres, o acompanhamento das crianças e dos idosos e a preocupação constante com a formação humana e espiritual testemunham uma visão da Igreja profundamente enraizada na proximidade.

Quem com ele conviveu recorda não apenas o padre ou o responsável institucional, mas sobretudo o homem. Discreto, simples, avesso ao protagonismo e que parecia pouco interessado em si mesmo. Toda a sua vida, aliás, poderia ser resumida numa simples opção linguística: preferiu sempre o “nós”. A autoridade que exercia não nascia da imposição, mas da confiança que inspirava. Escutava mais do que falava, deixando a suspeita de que a atenção é, afinal, uma das formas mais raras e necessárias da caridade.

Em 2009, a Câmara Municipal de Bragança distinguiu-o com a Medalha Municipal de Mérito, reconhecendo publicamente décadas de dedicação à comunidade. A homenagem traduzia um sentimento amplamente partilhado: o de que a sua vida ultrapassava largamente os limites da acção paroquial ou eclesiástica, integrando-se na própria história social da cidade e da região.

O seu legado mais profundo não se encontra, porventura, nos edifícios, nas instituições ou nas distinções recebidas, mas nas memórias daqueles que o conheceram, nos percursos que ajudou a transformar e nas estruturas que continuam a servir muito para além do seu fundador.

Face ao individualismo e à fragmentação social, a vida de Aníbal Folgado recorda que a fé pode tornar-se força de transformação colectiva quando se traduz em serviço, proximidade e compromisso concreto com a dignidade humana.

Henrique Manuel Pereira é professor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa – Porto



Picote: Moderno Escondido nas meias-finais das “Novas 7 Maravilhas de Portugal”

Picote: Moderno Escondido nas meias-finais das “Novas 7 Maravilhas de Portugal”

O conjunto patrimonial do Moderno Escondido, em Picote, está nas meias-finais do concurso “ Novas 7 Maravilhas de Portugal”, na categoria Património do Século XX, sendo que a votação está aberta até ao dia 13 de junho.

Em comunicado, a Freguesia de Picote, informa que esta distinção reconhece a singularidade e o valor de um património que marcou profundamente a história de Picote, onde exsite um valioso património de arquitetura, urbanismo, arte e engenharia de excecional relevância nacional.

“Encontramo-nos atualmente numa fase decisiva da competição, sendo fundamental o envolvimento de todos para que esta candidatura continue o seu percurso de sucesso. Assim, apelamos à colaboração de todos na votação e apoio a esta candidatura, realça a freguesia de Picote.

O conjunto arquitetónico do Moderno Escondido, no Barrocal do Douro (Picote) resulta do trabalho dos arquitetos J. Archer, Nunes de Almeida e R. Ramos, formados na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.

A construção do Moderno Escondido surge no contexto do Primeiro Plano de Fomento (1953-1958), que definiu como prioridade o aumento da produção de energia hidroelétrica em Portugal.

Numa das regiões mais isoladas e menos desenvolvidas do país, foi necessário criar infraestruturas modernas de produção energética e condições atrativas para acolher uma nova comunidade, dando origem a um notável conjunto arquitetónico e urbanístico que permanece como um dos mais relevantes testemunhos do modernismo português.

As votações estão abertas até à semifinal, agendada para o dia 13 de junho.

VOTE POR TELEFONE: Ligue já para o 761 207 015 (Custo: 1€ + IVA por chamada).

VOTE PELA APP: Também pode votar através da aplicação TVI Pass.

Nas “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, o concelho de Miranda do Douro participa com duas candidaturas que mostram a riqueza histórica, cultural e arquitetónica do concelho, como são a concatedral de Miranda do Douro (categoria religião) e o Moderno Escondido, em Picote (categoria Século XX).

HA

Póvoa: Festa da Amizade proporcionou encontro, confraternização e animação

Póvoa: Festa da Amizade proporcionou encontro, confraternização e animação

No feriado de 10 de junho, o Santuário de Nossa Senhora do Naso, na Póvoa, acolheu a Festa da Amizade, o encontro anual de idosos do concelho de Miranda do Douro, num programa que se iniciou com a missa campal, seguida do almoço-convívio e da animação musical durante a tarde.

O Encontro de Idosos Mirandeses iniciou-se com a missa campal, no santuário do Naso, uma celebração que a 10 de junho é dedicada ao Santo Anjo de Portugal.

O dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal foi introduzido no calendário litúrgico português por ordem do Papa Pio XII.

Em Portugal, a devoção ao anjo da guarda intensificou-se com as Aparições do Anjo aos Pastorinhos de Fátima, em 1916, que ensinou aos videntes a oração “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

Os anjos são criaturas inteiramente dedicadas ao louvor e ao serviço de Deus. Segundo a Bíblia, os Anjos são mensageiros de Deus, em momentos decisivos da História da Salvação e estão encarregados da proteção dos homens e da Igreja.

Na homília, o padre Manuel Marques dirigindo-se às pessoas idosas das várias comunidades paroquiais do concelho de Miranda do Douro, lembrou a importància da amizade e da confraternização.

“A Festa da Amizade, organizada todos os anos, pelo município de Miranda do Douro e pelas freguesias é uma oportunidade de encontro, de convívio e de confraternização entre todos”, disse o sacerdote.

Após a missa, seguiu-se um almoço convívio para as centenas de pessoas das várias IPSS’s e freguesias do concelho de Miranda do Douro, do Lar de San Salvador em Rabanales (Espanha), Banda Filarrmónica Mirandesa. Tuna da Universidade Sénior, Bombeiros, Centro de Saúde e outras entidades do concelho.

A tarde no Santuário do Naso foi animada pelo do Coro da Universidade Sénior, a Banda Filarmónica Mirandesa e o baile musical do grupo DM Music.

HA