Opinião: Mocidade de Sendim mantém viva uma das mais emblemáticas tradições da vila

Opinião: Mocidade de Sendim mantém viva uma das mais emblemáticas tradições da vila

A tradição voltou a cumprir-se para a vila de Sendim com a celebração da Santíssima Trindade, uma data que continua a ser um dos momentos mais marcantes da identidade cultural e comunitária local. No centro das festividades esteve, uma vez mais, a Mocidade de Sendim, composta por três rapazes e três raparigas que, ano após ano, assumem a responsabilidade de representar a juventude sendinesa.

Escolhidos como mordomos da Mocidade, estes seis jovens recebem o testemunho da geração anterior e dedicam grande parte do ano à organização de iniciativas que permitem manter viva uma tradição secular. O principal objetivo do seu trabalho culmina precisamente no dia da Santíssima Trindade, quando marcam presença na romaria com o tradicional bar da Mocidade, ponto de encontro e convívio para habitantes e visitantes.

Um dos momentos mais emocionantes da celebração acontece após os atos religiosos, quando a Mocidade toma a iniciativa de rondar a igreja empunhando as históricas bandeiras da Malta de Sendim. Atrás dos jovens segue a população, de ramos erguidos ao alto, enquanto se entoam os cânticos característicos que ecoam e simbolizam a força, a garra e a união do povo sendinês. Trata-se de um ritual profundamente enraizado na memória coletiva da comunidade, transmitido de geração em geração.

Concluída a volta à igreja, a festa prossegue em direção ao Vale de Fonte de Aldeia, localmente conhecido como a “Charca”. É neste cenário que a mordomia oferece o tradicional jantar a toda a população de Sendim, reunindo centenas de pessoas à mesa num ambiente de partilha e confraternização.

Mais do que uma refeição, este momento representa um verdadeiro reencontro da comunidade. Famílias, amigos, emigrantes regressados à terra e visitantes juntam-se para celebrar as suas raízes, fortalecer laços de amizade e desfrutar de uma atmosfera marcada pela boa disposição e pelo espírito de união.

A Mocidade de Sendim continua, assim, a desempenhar um papel fundamental na preservação de uma tradição que ultrapassa o simples caráter festivo. É um símbolo de pertença, continuidade e orgulho coletivo, demonstrando que as novas gerações permanecem empenhadas em honrar e transmitir o património cultural que distingue a vila de Sendim.

Num tempo em que muitas tradições enfrentam o risco de desaparecer, a Santíssima Trindade e a Mocidade de Sendim permanecem como um exemplo vivo da capacidade de uma comunidade em manter as suas raízes, celebrando a amizade, a identidade e o espírito único que caracteriza o povo sendinês.

Texto: Sara Azevedo Nobre | Fotos e vídeo: HA

Vimioso: Parque Municipal acolhe escritores na Feira do Livro

Vimioso: Parque Municipal acolhe escritores na Feira do Livro

No âmbito do Encerramento das Comemorações dos 500 anos de Camões, o parque municipal de Vimioso acolhe a 9 de junho, a Feira do Livro “Express’ARTE”, uma iniciativa cultural que inclui a apresentação de trabalhos escolares dos alunos do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) e a participação dos escritores Manuela Bulcão e Raul Minh’Alma.

A vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Cristina Miguel, adiantou que os trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas (AEV) vão estar em exposição no parque municipal de Vimioso e referem-se ao tema “Portas e Janelas”, enquanto metáforas de abertura ao conhecimento, à cultura e à arte.

“A iniciativa está inserida nas comemorações de encerramento dos ‘500 anos de Camões’ e consiste num espaço de partilha, valorização e conhecimento das expressões artísticas dos estudantes, promovendo simultaneamente o contacto da população com os trabalhos realizados pelos alunos”, disse a autarca vimiosense.

Segundo o município de Vimioso, a iniciativa cultural inclui a participação da escritora e técnica de terapia do riso, Manuela Bulcão.

«Às 11h30, a convidada vai presentear a comunidade escolar com a sessão Terapia do riso – “A felicidade sou eu”. À tarde, às 15h00, Manuela Bulcão apresenta “Vamos contar uma história”.», indica a programação.

Por sua vez, o escritor Raul Minh’Alma apresenta o livro “Fomos mais do que um erro”; às 15h30, no parque municipal de Vimioso. A apresentação decorre numa conversa com os alunos do 3º ciclo do AEV e o público, seguida de uma sessão de autógrafos.

Fonte: Lusa e HA

Vimioso: Município e Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN) oferecem melhores condições financeiras aos médicos

Vimioso: Município e Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN) oferecem melhores condições financeiras aos médicos

Para assegurar os serviços médicos no Centro de Saúde de Vimioso, o município e a Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN) assinaram a 5 de junho, um protocolo de cooperação, que consiste na atribuição de um apoio financeiro de 10€/hora, ao(s) médico(s) que prestem serviço no Centro de Saúde de Vimioso, no regime de consulta aberta.

O protocolo foi assinado no salão nobre da Câmara Municipal de Vimioso, pelo presidente, António Santos, o presidente do Conselho de Administração da ULSN, Miguel Abrunhosa e a Diretora Clínica para a área de cuidados de Saúde Primários da ULSN, Filipa Faria.

O presidente do município de Vimioso, António Santos, justifica este investimento na saúde com o imperativo de melhorar o funcionamento e a capacidade de resposta de atendimento do Centro de Saúde de Vimioso aos cerca de cinco mil utentes do concelho.

“Para concretizar esta resposta, o município de Vimioso assume o encargo de pagar 10€/hora, para além do valor pago pela Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN), aos médicos que prestem serviços em regime de consulta aberta, no Centro de Saúde de Vimioso. O apoio financeiro aos médicos contempla ainda, ao fim-de-semana, 50€ para alojamento no concelho de Vimioso”, pode ler-se no documento.

As consultas abertas, ao invés das consultas programadas, são consultas médicas e de enfermagem destinadas a dar resposta a situações de doença aguda, que necessitam de observação no próprio dia.

Para assegurar estes serviços médicos, o município de Vimioso vai pagar anualmente à ULSN, 52 mil euros, sendo que o pagamento é feito em prestações mensais. No Centro de Saúde de Vimioso, mensalmente, podem realizar-se até 434 horas de trabalho médico, em regime de consulta aberta.

O protocolo de colaboração é válido por um ano, podendo ser alterado mediante justificação.

Segundo o regulamento municipal, em Vimioso, as medidas vigentes de apoio à fixação de médicos no concelho, contemplam a disponibilização de habitação permanente ou subsídio para arrendamento ou ainda a aquisição ou construção de habitação no concelho; o pagamento de despesas mensais de eletricidade, água e internet; o pagamento de equipamento, mobiliário e eletrodomésticos; a disponibilização de uma viatura municipal para deslocações profissionais médicas às freguesias do concelho; entre outros incentivos.

Atualmente, a equipa do Centro de Saúde de Vimioso é constituída por 3 médicos de família, responsáveis pelo atendimento a cerca de 3 mil utentes do concelho de Vimioso. A estes profissionais juntam-se 9 enfermeiros e 6 secretários clínicos.

O município de Vimioso sustenta que o acesso à saúde constitui um direito universal, consagrado na Constituição e determinante na qualidade de vida dos munícipes.

HA



Ambiente: GNR sinalizou mais de 11.800 terrenos por limpar

Ambiente: GNR sinalizou mais de 11.800 terrenos por limpar

Até 30 de maio, a Guarda Nacional Republicana (GNR) registou 2.921 incêndios florestais, o que levou a 109 detenções e mais de 11.800 sinalizações de terrenos por falta de limpeza.

Segundo a GNR, no âmbito da operação Floresta Segura, até 30 de maio, foram registadas “2.921 ocorrências de incêndio rural, em comparação com 795 ocorrências no período homólogo de 2025”.

Relativamente à área ardida, arderam “10.501,1 hectares, comparativamente com 3.673,4 ha no período homólogo do ano transato”, referiu a força de segurança, acrescentando que, até ao fim de maio, “foram registados 68 autos de contraordenações a queimadas ilegais, bem como 141 autos de contraordenações a queimas e fogueiras diversas (dados provisórios), tendo sido detidas 109 pessoas”.

Em comparação, até 30 de maio de 2025, tinham sido “registados 43 autos de contraordenações a queimadas ilegais e 123 autos de contraordenações a queimas e fogueiras diversas, tendo sido detidas 19 pessoas neste âmbito”.

Na gestão de combustível, para prevenção de fogos rurais, a GNR “realizou 8.548 sinalizações de terrenos para serem limpos”, enquanto no mesmo período do ano passado “foram realizadas 10.417 sinalizações”, números até 30 de maio, mas que se reportam ao final de abril.

Nas sinalizações por distrito, Leiria lidera com 1.908 (2.606 até 30 de abril de 2025), seguido de Bragança com 1.213 (1.162), Santarém com 667 (941), Viseu com 526 (798) e Coimbra com 501 (818), enquanto Évora é o menos sinalizado, com 43 terrenos (51 em 2025).

No entanto, apesar das sinalizações relacionadas com a gestão de combustíveis serem menores este ano, a GNR teve “um reforço” da sua atividade no âmbito da tempestade Kristin, nos distritos de Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Santarém, que resultaram “à volta de 3.100 monitorizações” até 30 de abril de “carga combustível que não foi recolhida dos terrenos”, afirmou em maio fonte da força de segurança.

Em relação às sinalizações nas áreas afetadas pela tempestade Kristin, a GNR sugeriu contactar diretamente o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), em Leiria, que integra a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), GNR e Forças Armadas.

Ainda assim, embora os dados relativos aos quatro distritos sejam reportados pelo CIPO, fonte da GNR salientou que a força de segurança registou até 30 de maio “cerca de 3.300 sinalizações” de carga combustível por recolher, o que, juntamente com as 8.548 registadas no resto do país, eleva para pelo menos 11.848 terrenos por limpar.

Na sequência das ações, o Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (Sepna) da GNR remeteu os ficheiros de georreferenciação com as áreas por limpar para os municípios e as entidades gestoras de infraestruturas para a regularização da situação, apesar de os prazos para limpeza ainda decorrerem.

O prazo para os trabalhos de gestão de combustível na rede secundária, no âmbito das medidas de prevenção de incêndios rurais, foi prolongado pelo Governo até 30 de junho, para todo o território nacional, após numa primeira fase apenas vigorar nos concelhos abrangidos por declaração de calamidade, devido às tempestades de janeiro e fevereiro.

Fonte: Lusa | Imagem: GNR

Calor: Cinco distritos em perigo máximo de incêndio

Calor: Cinco distritos em perigo máximo de incêndio

Vinte e cinco concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro apresentam perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com a informação disponível no ‘site’ do IPMA, vários concelhos dos distritos de Faro, Beja, Santarém, Leiria, Coimbra, Portalegre, Castelo Branco, Viseu, Guarda, Vila Real e Bragança apresentam perigo muito elevado de incêndio.

O perigo de incêndio rural vai manter-se elevado em algumas regiões, pelo menos, até ao fim de semana.

Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

O instituto prevê para esta segunda-feira, 8 de junho,, no continente, céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se mais nublado em alguns locais do litoral oeste até ao meio da manhã e a partir do final da tarde, e vento por vezes forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas das regiões Centro e Sul.

A previsão aponta ainda para uma pequena descida de temperatura no interior e uma subida da temperatura máxima no sotavento algarvio.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 9 graus Celsius (em Vila Real) e os 18 (em Faro) e as máximas entre os 21 (em Aveiro, Porto e Viana do Castelo) e os 33 (em Faro).

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA

Confiança em Deus

X Domingo do Tempo Comum – Ano A

Confiança em Deus

Os 6, 3b-6 / Slm 49 (50), 1.8.12-13.14-15 / Rom 4, 18-25 / Mt 9, 9-13

Precisamos de conhecer Deus a fundo. É fundamental perceber quem é Deus. A sua vinda a nós é certa. Ver-nos-emos seguramente frente a Ele. Essa vinda é a boa notícia. É como a vinda da «aurora»; traz-nos a luz. É como a vinda da «chuva da primavera»; irriga a nossa vida (Oseias). Precisamos, então, de ser permeáveis a Deus: ser dóceis à sua vinda e abertos ao seu modo de ser e atuar.

Deus quer «a misericórdia e não os sacrifícios» (Oseias). É que a rotina obstinada dos sacrifícios pode fechar-nos a Deus. Ficamos cheios de nós mesmos; demasiado convencidos a respeito de nós mesmos. Acabamos por nos distanciar de Deus sem nos darmos conta disso. Por conseguinte, a misericórdia é bem melhor que os sacrifícios. Ao praticá-la, estamos a ser condicentes com aquilo que Deus é.

Foi o grande conhecimento de Deus que permitiu a Abraão levar longe a sua fé. Abraão acreditou na palavra de Deus e confiou plenamente na sua promessa. Interiorizou que Deus não fala em vão.

Abraão foi capaz de andar em frente, assente unicamente nessa promessa. Acreditou mesmo que teria descendência, que «havia de tornar- -se pai de muitas nações» (Carta aos Romanos). Não se deixou abalar pelo que parecia contrariar a realização da dita promessa: o facto de ele já ser velho e também de Sara não ter tido filhos antes. Abraão mostrou uma tal confiança em Deus que este lhe tomou isso como mérito.

É também a este grande conhecimento de Deus que Jesus nos convida. Refere o perigo de alguém não conseguir olhar abertamente nem para si próprio nem para Deus por se ter muito como “justo”. Elogia a atitude de quem, sendo pecador, não foge à qualificação de si mesmo como pecador. Daí que Jesus pareça dar-se bem com o convívio dos pecadores à mesa. É o princípio dum relacionamento que os poderá levar à conversão. Daí que Jesus se atreva mesmo a chamar Mateus, um pecador, para seu discípulo. Foi uma ousadia que teve resposta pronta: Mateus «levantou-se e seguiu Jesus» (Evangelho de São Mateus).

Fonte e imagem: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Atenor: Ronda das Adegas no fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho

Atenor: Ronda das Adegas no fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho

No fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho, a aldeia de Atenor, no concelho de Miranda do Douro, volta a abrir as portas das antigas adegas e currais, para celebrar a XIV Ronda das Adegas, um evento cultural, musical e gastronómico, que evoca a antiga tradição de ir provar o vinho novo e degustar petiscos nas antigas adegas da aldeia.

O evento é organizado pela Associação Cultural e Recreativa de Atenor e à semelhança das 13 anteriores edições, o público que visite a aldeia vai encontrar adegas, tasquinhas, artesãos ao vivo, jogos tradicionais, exposições, oficinas de artesanato, visitas aos burros de Miranda, animação de rua, danças dos pauliteiros, aulas de mirandês, concertos musicais e teatro.

“Tal como acontece todos os anos, as cerca de 30 adegas e currais na aldeia de Atenor já estão todos requisitados, onde o público tem a possibilidade de provar o vinho novo e degustar petiscos como o cordeiro assado na brasa, o javali, os enchidos, a feijoada, a posta mirandesa, o frango de churrasco e o caldo verde”, informou Hirundino Esteves.

Noutros espaços, os visitantes podem também adquirir produtos locais como o azeite, vinho, fumeiro, pão, frutos secos, doçaria tradicional, licores, artesanato, entre outros produtos da região.

Sobre as novidades da XIV Ronda das Adegas, Hirundino Esteves, da Associação Cultural e Recreativa de Atenor adiantou que o público que visite Atenor no fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho, tem a oportunidade assistir a workshops de fabrico de queijo artesanal e de amêndoa torrada, assim como ao trabalho de artesãos locais, concretamente à manufatura de escrinhos e ao ciclo da lã de ovelha mirandesa.

Em Atenor, os concertos musicais são outra das atrações da Ronda das adegas e nesta XIV edição, os destaques são as atuações dos grupos Al-Canti e Diabo a Sete, na sexta-feira, dia 5 de junho; e no sábado, 6 de junho, sobem aos palcos, Óscar Ibáñez e Tribo e Uxu Kalhus.

No Domingo, dia 7 de junho, aquando do encerramento da Ronda das Adegas, outra novidade é a representação da peça de teatro “Pranto de Maria Parda”, da autoria de Gil Vicente e interpretado pelo grupo Alma de Ferro, às 16h00.

“Datado de 1522, o Pranto de Maria Parda foi a primeira encomenda feita pelo rei D. João III a Gil Vicente, após as cerimónias fúnebres de D. Manuel, falecido em dezembro de 1521. Gil Vicente apresentou então um monólogo feminino, através de uma mulher velha, atrevida, mestiça (parda), sexualmente livre que deambula pelas ruas de Lisboa, lamentando a falta de vinho nas tabernas da cidade”, informa a organização.

Questionado sobre a importância da Ronda das Adegas para Atenor, Hirundino Esteves, da Associação Cultural e Recreativa de Atenor, respondeu que este evento anual atrai a vinda de milhares de pessoas, nacionais e estrangeiros, a esta aldeia do concelho de Miranda do Douro.

“Ao longo dos anos, a organização da Ronda das Adegas, em Atenor, tem projetado esta aldeia e as suas tradições, em todo o país e também no estrangeiro. É incrível como a antiga tradição de ir visitar as adegas se tornou num evento desta dimensão. O sucesso e a notoriedade alcançados motivam os habitantes locais a reabilitarem as suas casas antigas, onde existem adegas e currais, que hoje são utilizadas na Ronda das Adegas”, disse o dirigente associativo.

A “Ronda das Adegas” é um evento organizado pela Associação Cultural Desportiva de Atenor e que conta com os apoios do município de Miranda do Douro, da União de Freguesias de Sendim e Atenor e de várias empresas patrocinadoras.

HA

Espanha: Leão XIV de visita de 6 a 12 de junho

Espanha: Leão XIV de visita de 6 a 12 de junho

Entre 6 e 12 de junho, o programa da visita do Papa Leão XIV a Espanha, tem como desígnios a paz, o desarmamento e as migrações, numa viagem que conta com meio milhão de pessoas inscritas para as celebrações.

“É quase desnecessário dizer que a expectativa é grande para esta peregrinação a uma terra de antiga tradição cristã”, afirmou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, em encontro com os jornalistas.

A viagem de Leão XIV decorre entre 6 e 12 de junho e prevê um percurso de 2500 quilómetros, pelas cidades de Madrid, Barcelona, Las Palmas de Gran Canária e Santa Cruz de Tenerife.

A agenda pontifícia engloba um total de doze discursos, cinco saudações institucionais e cinco homilias.

O porta-voz da Santa Sé sublinhou a urgência de abordar a temática militar perante um momento histórico marcado pela justificação do uso de armamento.

A defesa da vida vulnerável e a reflexão sobre o progresso tecnológico constituem outras prioridades dos 23 encontros previstos.

roteiro inicia-se na capital espanhola, Madrid, com reuniões oficiais com os Reis de Espanha, às autoridades civis e o corpo diplomático.

O Papa reúne-se na segunda-feira, dia 8 de junho, com o primeiro-ministro espanhol e com os deputados do Parlamento nacional.

A dimensão pastoral inclui, no primeiro dia, uma paragem no projeto ‘Cedia 24 Horas’ para dialogar com cidadãos em situação de sem-abrigo.

O arcebispo de Madrid, cardeal José Cobo Cano, considerou que esta aproximação à estrutura da Cáritas significa que o pontífice entra no país através das “periferias” humanas.

A Eucaristia de domingo na Praça de Cibeles assinala a solenidade do Corpo de Deus, com uma procissão pelas ruas da capital espanhola.

Matteo Bruni elogiou a religiosidade popular ibérica, rejeitando a ideia de uma fé de “museu”.

A etapa na Catalunha, a partir de 9 de junho, contempla a inauguração da torre de Jesus Cristo na Basílica da Sagrada Família, assinalando o centenário da morte do arquiteto Antoni Gaudí.

A nova estrutura dodecagonal atinge 172,5 metros de altura no centro do templo.

A passagem por Barcelona integra também uma visita ao estabelecimento prisional de Brians 1 e a recitação do terço na Abadia de Montserrat.

Leão XIV dedica os últimos dois dias da viagem à emergência migratória na rota atlântica, escutando as populações acolhidas nas Ilhas Canárias, a 11 e 12 de junho.

O programa inclui deslocações ao porto de Arguineguín e ao centro de abrigo de Las Raíces para conhecer de perto o esforço de integração do arquipélago.

A intervenção principal em Las Raíces será proferida em francês para facilitar a comunicação com os estrangeiros oriundos do continente africano.

O gabinete de imprensa assinalou que, de momento, não está agendado qualquer encontro privado entre o Papa e vítimas de abusos sexuais por parte de membros do clero ou em instituições da Igreja Católica.

Esta é a primeira visita de um pontífice ao território espanhol desde a JMJ 2011, em Madrid, presidida por Bento XIV, que esteve ainda em Valência (2006), Santiago de Compostela e Barcelona (2010).

São João Paulo II esteve cinco vezes na Espanha.

Fonte: Ecclesia

Ambiente: Plataforma tecnológica ajuda proprietários a limpar terrenos

Ambiente: Plataforma tecnológica ajuda proprietários a limpar terrenos

Uma nova plataforma (que combina informação oficial, inteligência artificial e ferramentas tecnológicas) tem como utilidade ajudar os proprietários à limpeza, proteção de terrenos rústicos e prevenção de incêndios e assim assumir-se como um polo agregador na relação entre proprietários e o território.

Denominada “LandOS – A Minha Terra”, a nova plataforma tecnológica foi criada por um empresário dos Países Baixos, residente há 15 anos em Portugal e ligado ao desenvolvimento de tecnologia, casado com uma portuguesa, com família na zona de Manteigas, na Serra da Estrela, distrito da Guarda.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Rocha, que faz parte da equipa de 10 pessoas responsável pelo desenvolvimento da “LandOS”, contou que o fundador do projeto, Alexander Griekspoor, sendo originário de “um dos países mais organizado em termos de ordenamento do território”, acabou confrontado com a realidade portuguesa, no que à desorganização relacionada com os terrenos rústicos diz respeito, devido a uma questão surgida em família.

O investidor acabou por identificar “uma oportunidade enorme de poder ajudar os proprietários a navegar esta complexidade que existe, porque parece que, em Portugal, o Estado, para resolver um problema, decide sempre adicionar mais uma camada de informação, seja legislativa, seja de incentivos, apoio ao investimento ou de novas condicionantes”, argumentou.

Apesar de estar em desenvolvimento contínuo e ainda longe das suas potencialidades máximas, a “LandOS” lançou, recentemente, um primeiro módulo funcional, de acesso gratuito, onde cada proprietário pode identificar o seu terreno e conhecer as medidas necessárias para o proteger dos incêndios.

Ao entrar na página, disponível em https://proteger.aminhaterra.pt/, a Lusa constatou que, primeiro, é pedido ao proprietário que indique o município ou freguesia onde o terreno se encontra.

O módulo indica, então, o risco de incêndio na zona e como o reduzir, e propõe, entre outra informação, a criação de uma lista de verificação adaptada ao terreno específico, bastando, para tal, responder a umas poucas perguntas sobre a utilização da parcela rústica, experiência do utilizador na gestão e prevenção de incêndios, a existência de edificações ou o tipo de vegetação, entre outras.

Durante o questionário, é ainda pedido ao utilizador que identifique os limites do terreno num mapa interativo, usando ferramentas de desenho fornecidas; depois, a plataforma gera a lista de verificação – também enviada ao utilizador por correio eletrónico – compilando um conjunto de obrigações legais e serem observadas, boas práticas e outra informação.

Pedro Rocha indicou que a “LandOS” utiliza um assistente de Inteligência Artificial (IA), denominado “Bom Vizinho”, que tem como objetivo “transformar informação complexa em informação mais simples”.

“A plataforma visa apoiar o proprietário, dando-lhe clareza e ajudando-o a compreender aquilo que ele pode, deve e tem de fazer”, afiançou.

Por outro lado, a plataforma não é só uma ferramenta de prevenção do risco de incêndio, antes uma ferramenta, em contínuo desenvolvimento, relacionada com todas as questões da propriedade rústica.

“Nós temos parcelas de terreno que davam para cada português ter um quintal. São mais de 12 milhões de parcelas de propriedade privada rústica em Portugal. Mas sabemos que o território rural está muito abandonado, por mil e um fatores. Muitas das vezes a terra ficou para trás, não pode ir connosco na mala do carro e o proprietário abandona-o porque não tem outra alternativa, hoje tem uma vida urbana, ou teve de emigrar, ficou desconectado com aquele terreno e não sabe o que fazer”, ilustrou Pedro Rocha.

Embora garanta que a plataforma “será sempre tendencialmente gratuita para os proprietários”, no futuro a “LandOS” poderá desenvolver um modelo de negócio, conectando os utilizadores “com os parceiros certos”, como uma cooperativa, uma associação florestal, um solicitador ou uma empresa de limpeza de terrenos, permitindo que quem, por exemplo, resida em Lisboa, possa usufruir de serviços locais em Bragança, sem ter de se deslocar especificamente com esse propósito.

“A pessoa pode contactar diretamente estes prestadores e isso irá adicionar valor aos territórios, a pessoas que vivem lá e trabalham lá, porque a plataforma passa a encaminhar esses serviços”, explicou Pedro Rocha.

Essa colaboração poderá estender-se a municípios, podendo estes perceber “quais são os terrenos que já foram limpos, através de um consentimento informado do proprietário ou definir prioridades na limpeza onde há maior risco de incêndio. A própria plataforma pode ajudar a fazer esta gestão de recursos”, vincou Pedro Rocha.  

Fonte: Lusa

Dia Mundial do Ambiente: «A promoção da paz é um ato ecológico», afirma Juan Ambrosio

Dia Mundial do Ambiente: «A promoção da paz é um ato ecológico», afirma Juan Ambrosio

A propósito do Dia Mundial do Ambiente que se assinala a 5 de junho, Juan Ambrosio, da Rede ‘Cuidar da Casa Comum’ (RCCC), associou o cuidado da natureza à paz, falando na degradação ambiental que os conflitos provocam.

“A promoção da paz é claramente um ato ecológico, de promoção e de cuidado do ambiente, do cuidado do clima, do cuidado da casa comum, que é mais do que simplesmente o ambiente”, afirmou o teólogo, em declarações ao Programa ECCLESIA, transmitido a 5 de junho, pelas 15h (RTP2).

O Papa tem alertado para a destruição da natureza provocada pelas guerras, tendo escolhido como título da mensagem para o Dia Mundial de Oração e Cuidado da Criação, a 1 de setembro, a frase “Transformarão as suas espadas em relhas de arados e as suas lanças em foices”, que destaca a relação entre os conflitos armados e a degradação do Meio Ambiente.

O docente da Universidade Católica Portuguesa (UCP) destaca a posição que Leão XIV tem adotado, “sem rodeios”, perante o cenário internacional marcado por violência e divisões.

“Dizendo claramente, isto não serve, isto é mau, não há guerras justas, não há guerras santas”, lembrou.

O texto de apresentação do Dia Mundial do Ambiente, instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1972, assinala que o “planeta não discute”, “não negocia”, “ele envia sinais — elevação do nível do mar, incêndios florestais intensos, ondas de calor, geleiras derretendo”.

Para Juan Ambrosio, tudo o que está a acontecer revela o descontrolo, a não mudança de estilos de vida e o pouco cuidado dos humanos com a natureza.

“De facto, os ecossistemas ressentem-se, procuram equilíbrios, à custa de cada vez maiores tensões. E essa procura de equilíbrios, em coisas que nós vamos desequilibrando, vai provocar desequilíbrios na nossa vida e nos nossos modos de viver”, referiu.

O professor da Faculdade de Teologia da UCP alerta que sociedade não está a querer perceber os sinais evidentes dos desajustes e das “reações extremas” no meio ambiente, nomeadamente o “muito frio, muito calor, muita água, muita seca”, tudo em “polos extremos”.

“Os ecossistemas estão, de facto, desequilibrados” e “precisam, como é o tema deste Dia Mundial do Ambiente, da restauração e sustentabilidade”, realçou.

Apesar de a mudança de comportamentos ser “urgente”, Juan Ambrosio indica que é necessário ir mais longe, isto é, mudar a maneira de conceber os estilos de vida.

“A maneira como habitamos o planeta, e não só o ocupamos, e como vivemos uns com os outros, vai, obrigatoriamente, ter que mudar, na procura do bem comum. Esse critério máximo”, defendeu.

Lembrando o Papa Francisco, que na encíclica Laudato Si’ escreveu que “tudo está interligado”, o teólogo frisou que “o que se passa num ecossistema, por mais situado e regional que ele seja, acaba por ter impactos a nível global”.

Juan Ambrosio abordou ainda a assunção de políticas internacionais que permitam a salvaguarda do planeta, que considera que não deveriam estar longe da mudança de atitudes.

“Acham que está tudo bem, nada de diferente, já aconteceu isto noutros tempos. Portanto, se eles não são capazes de ver isso, então que a sensibilidade dos povos, das nações, os obrigue a ver isto”, acrescentou o professor universitário.

Em entrevista, o professor da Faculdade de Teologia da UCP recordou que cada um é responsável por aquilo que depende de si, com a consciência de que tudo está interligado.

“Temos que, em conjunto, colaborando uns com os outros, e, em corresponsabilidade, dar os passos necessários. E isso implica, de facto, mudanças de estilo de vida. Se calhar o downsizing [diminuição do tamanho] que se falava nas empresas vai ser preciso também consumirmos menos, termos menos, os recursos da terra são limitados”, disse.

Juan Ambrosio advertiu que “se alguns têm cada vez mais, isso só pode ser à custa de que alguns tenham cada vez menos”, uma vez que “os recursos são limitados”.

“Eu não estou aqui a fazer a apologia de lutar contra o consumo, não é isso que se está aqui a dizer, é outro estilo de vida que não tenha que estar constantemente a substituir coisas, se elas ainda estão perfeitamente usáveis, perfeitamente utilizáveis. Essa mudança é necessária, de facto”, referiu.

Fonte: Ecclesia