Miranda do Douro: Festival Douro Superior anima as ruas da cidade
No Domingo, dia 22 de fevereiro, as ruas da cidade de Miranda do Douro são o palco do Festival “Douro Superior com Vida em Movimento”, um evento cultural no qual participam de grupos e associações culturais dos oito concelhos que integram a Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS).
De acordo com o município de Miranda do Douro, o objetivo deste festival é promover o intercâmbio cultural entre os municípios de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Carrazeda de Ansiães.
“Cada um dos oito municípios associados organiza um festival cultural, para dar a conhecer à população e aos turistas, a região do Douro Superior, um território com a sua cultura popular e tradições, expressas pelos grupos e associações culturais e recreativas. Com esta iniciativa conjunta pretende-se promover um intercâmbio cultural e a valorização turística da região”, informam.
Em Miranda do Douro, o IV Festival “Douro Superior com Vida e Movimento” inicia-se às 14h00, no largo do Arquivo, percorre algumas das principais ruas da cidade e finaliza às 18h00, no praça Dom João III.
Nesta quarta edição do festival participam o Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães, Rancho Folclórico de Riba Côa (Figueira de Castelo Rodrigo), Grupo de Gaiteiros de Bemposta (Mogadouro), Rancho Folclórico e Etnográfico do Centro Sociocultural da Coriscada (Meda), Grupo de Bombos de BombaII (Freixo de Espada à Cinta), “Zanquietos” – Grupos do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro e Tuna da Universidade Sénior de Miranda do Douro.
Em Miranda do Douro, o festival é organizado pela Associação de Municípios do Douro Superior em parceria com o Município de Miranda do Douro.
Bragança-Miranda: Paróquias ajudam vítimas das tempestades
O bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida, anunciou que no início da Quaresma vai realizar-se em todas as paróquias da diocese, uma recolha de fundos em favor das vítimas das tempestades que afetaram a região central de Portugal.
“No Primeiro Domingo da Quaresma (21 e 22 de fevereiro) o ofertório das Eucaristias reverte, solidariamente, para as vítimas das intempéries da Zona Centro”, escreve D. Nuno Almeida, na mensagem para a Quaresma e Páscoa 2026.
O bispo manifesta uma união particular a “todos os que sofreram e sofrem as consequências devastadoras das últimas intempéries”, lembrando as famílias que perderam bens e segurança nas últimas semanas.
“Sintonizamo-nos com os governantes, os profissionais de saúde e as forças de segurança dando as mãos pelo bem de todos”, refere.
D. Nuno Almeida informa ainda que a renúncia quaresmal de 2026 destina-se à substituição “urgente” das janelas do Carmelo da Sagrada Família, no Larinho, em Torre de Moncorvo.
O itinerário da Quaresma aparece-nos como um rumo de esperança, que nos leva sempre a passos e gestos concretos de caridade. É tempo de conversão pessoal, pastoral e missionária, através de uma redescoberta da relação com Deus (oração), com os outros (partilha) e connosco próprios.”
A mensagem para a Quaresma 2026, intitulada ‘Da esperança à caridade’, convida a comunidade diocesana a percorrer um itinerário de conversão que coloque no centro o cuidado com as pessoas em maior vulnerabilidade.
“Neste itinerário quaresmal e pascal, recordamos as crianças que vivem no abandono e na ausência de afetos; trazemos no coração os jovens que experimentam a incerteza relativa ao futuro”, escreve D. Nuno Almeida.
“Cuidamos a caridade pastoral que nos é devida aos doentes, aos enlutados, aos reclusos”, acrescenta.
O documento evoca as indicações deixadas pelo Papa para este tempo litúrgico.
“Leão XIV, na sua mensagem, ‘Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão’, convida-nos a escutar a Palavra de Deus com fidelidade e docilidade ao Espírito Santo”, refere a nota pastoral.
A Diocese de Bragança-Miranda propõe um itinerário específico para as paróquias, enquanto o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil sugere a prática da ‘Lectio Divina’ sobre os evangelhos dominicais para os grupos de jovens.
D. Nuno Almeida convoca ainda os fiéis para a Jornada Diocesana de Formação, no próximo sábado, sobre o tema ‘Unidades Pastorais com expressão ativa de Sinodalidade’.
“Que cada um de nós se disponha, em atitude de peregrino, à conversão pessoal, pastoral e missionária a partir do centro da nossa vida: Jesus Cristo”, conclui o bispo diocesano.
A renúncia quaresmal é um gesto associado às práticas tradicionais da esmola e do jejum, no qual os fiéis abdicam da compra de bens ou serviços habituais, reservando esse dinheiro para finalidades solidárias específicas, indicadas pelo bispo da diocese, durante o tempo de preparação para a Páscoa, que se inicia hoje com a celebração das Cinzas.
Saúde: 2% do imposto do tabaco para a prevenção e controlo do tabagismo
O governo anunciou que dois por cento da receita do imposto sobre o tabaco vão ser destinados a políticas de prevenção e controlo do tabagismo, o que deve representar este ano cerca de 33,5 milhões de euros para esse objetivo.
A medida consta de um despacho conjunto dos ministérios das Finanças e da Saúde e que fixa a percentagem da receita do imposto sobre o tabaco a consignar à execução de políticas ativas de prevenção e controlo do tabagismo, definindo ainda as entidades e os programas do setor da saúde aos quais os fundos podem ser alocados.
Prevista no Orçamento do Estado para 2026, a medida justifica-se, segundo o despacho, tendo em conta que o tabagismo “continua a ser uma das principais causas evitáveis de morbilidade e mortalidade em Portugal” e que a redução da sua prevalência constitui uma prioridade de saúde pública.
O montante de receita a arrecadar este ano será transferido para a Administração Central do Sistema de Saúde, que vai assegurar a afetação dos fundos a várias finalidades, entre as quais ao Programa Nacional de Prevenção e Controlo do Tabagismo, sob coordenação da Direção-Geral da Saúde (DGS).
O despacho determina que a receita será também destinada aos vários programas nacionais para as doenças respiratórias, para as doenças oncológicas, para as doenças cérebro-cardiovasculares e de promoção da saúde oral e de saúde escolar, assim como à implementação de projetos-piloto de rastreio e diagnóstico precoce do cancro do pulmão a desenvolver nas Unidades Locais de Saúde (ULS) do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Entre outras medidas, está ainda previsto que o montante a arrecadar este ano seja destinado à implementação e expansão de programas de rastreio de base populacional e de consultas e programas de cessação tabágica a desenvolver nos cuidados de saúde primários e cuidados hospitalares das ULS, incluindo o financiamento de terapêuticas farmacológicas de apoio pelo SNS.
Um outro despacho do Ministério da Saúde determina que a maior fatia da receita a arrecadar – 35% – será destinada à implementação e expansão de programas de rastreio de base populacional, seguindo-se o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, com 22,5%. Às restantes finalidades foram destinadas percentagens que variam entre os 10% e os 1%.
Na prática, a medida permite financiar diretamente três áreas de intervenção prioritárias, a prevenção do consumo, o reforço do apoio a quem pretende deixar de fumar e o diagnóstico precoce das doenças associadas ao consumo de tabaco.
Sociedade: Contribuições de estrangeiros para a Segurança Social aumentaram
O número de pessoas estrangeiras, com contribuições pagas à Segurança Social quintuplicou, entre dezembro de 2015 e dezembro de 2025 e o montante dessas contribuições subiu oito vezes nesse período, segundo dados da Segurança Social.
Os dados relativos à situação contributiva dos trabalhadores estrangeiros e apoios sociais, estão disponíveis no ‘site’ da Segurança Social.
Estes dados são divulgados mensalmente, sendo que além dos dados mensais serão disponibilizados dados anuais.
Em dezembro de 2025, havia cerca de 840 mil pessoas de nacionalidade estrangeira com contribuições pagas à Segurança Social, mais 3.375 pessoas face a igual período de 2024 e um número 5,4 vezes superior aos cerca de 156 mil registados em dezembro de 2015, de acordo com os dados disponibilizados.
No final do ano passado, os estrangeiros representavam quase um quinto (17,6%) do número total de pessoas com contribuições pagas à Segurança Social, enquanto 10 anos antes o peso era de 4,5%.
Do total dos 840 mil pessoas estrangeiras com contribuições pagas à Segurança Social, cerca de seis em cada dez (62,1%) são homens, enquanto as mulheres representam 37,9%.
A maior fatia diz respeito a cidadãos brasileiros (cerca de 309 mil), seguidos pelos indianos (58 mil) e pelos angolanos (54 mil).
Por setores de atividade, apesar de, em termos absolutos, o maior número ser relativo ao setor do alojamento e restauração (129 mil), seguido pelas atividades administrativas e dos setores de apoio (122 mil) e da construção (117 mil), é no setor da agricultura, floresta e pesca, que existe o maior peso de trabalhadores com nacionalidade estrangeira (41% são estrangeiros).
Quanto ao valor dessas contribuições, aumentou 8,5 vezes nos últimos 10 anos, tendo passado de 491 milhões de euros em 2015 para 4.162 milhões de euros no ano passado.
Também o peso relativo do valor das contribuições de estrangeiros no total das contribuições pagas à Segurança Social aumentou substancialmente, passando de 3,5% em 14%, no período em análise.
No que toca ao número de beneficiários de nacionalidade estrangeira com prestações pagas pela Segurança Social, mais do que triplicou em 10 anos, de cerca de 61 mil em dezembro de 2015 para 213 mil em dezembro do ano passado, segundo os dados disponíveis.
Em causa estão todas as prestações pagas pela Segurança Social, quer sejam financiados por impostos, quer sejam financiadas por contribuições e quotizações.
No final do ano passado, as pessoas de nacionalidade estrangeira representavam cerca de 12,2% do total de beneficiários com prestações pagas pela Segurança Social, enquanto 10 anos antes o peso eram cerca de 4%.
À semelhança do que sucede com as contribuições, também nas prestações pagas pela Segurança Social a cidadãos estrangeiros a faixa etária com maior representatividade é a dos 30 aos 39 anos.
Os cidadãos com nacionalidade brasileira lideram (com 98 mil beneficiários), seguidos pelos angolanos (15 mil) e pelos cabo-verdianos (12 mil).
No que concerne ao valor das prestações pagas a pessoas de nacionalidade estrangeira, este subiu de 137 milhões de euros em 2015 para 827 milhões de euros em 2025, ou seja, sextuplicou em 10 anos.
Deste modo, o peso relativo ao valor das prestações pagas a pessoas estrangeiras no total das contribuições para a Segurança Social passou de 3,5% em dezembro de 2015 para 11,4% em dezembro de 2025.
“A diferença entre as contribuições pagas e as prestações recebidas pelas pessoas de nacionalidade estrangeira é uma diferença positiva”, realçou a secretária de Estado da Segurança Social, Filipa Lima.
Questionada sobre o facto de a disponibilização de dados poder ser vista como discriminatória, a secretária de Estado admite que “há sempre riscos”, mas considera que “todos os dados que sejam disponibilizados de forma isenta e imparcial […] contribuem para elevar a literacia”.
Referindo-se como “defensora acérrima da disponibilização de dados que são de interesse comum”, a governante justificou ainda a decisão com os vastos pedidos de informação que chegam ao ministério, bem como uma tentativa de veicular a informação de forma transparente.
Castro Vicente: Feira do Bísaro no fim-de-semana de 21 e 22 de fevereiro
No fim-de-semana de 21 e 22 de fevereiro, realiza-se na aldeia de Castro Vicente, no concelho de Mogadouro, a IX Feira do Bísaro, um certame que tem o objetivo de valorizar os produtos da terra, o fumeiro e a gastronomia tradicional e cujos maiores destaques são no sábado, a matança tradicional do porco e no Domingo, a açorda de” txitxos”.
Sobre a IX edição da Feira do Bísaro, a presidente da Freguesia de Castro Vicente, Carla Lousão, explicou que o nome da feira “bísaro” remete para a existência na freguesia, da maior exploração pecuária de porco bísaro no distrito de Bragança. No certame deste ano, vão participar 20 produtores e artesãos, que vão expor produtos como o fumeiro tradicional, queijo, pão, vinho, doçaria tradicional, mel e máquinas agrícolas.
“A Feira do Bísaro já se realiza há alguns anos e em cada nova edição pretende-se renovar o certame, sempre com os mesmo objetivos: o de promover os produtos da terra e o fumeiro tradicional e simultaneamente preservar as receitas e a gastronomia local”, indicou a autarca.
Exemplo disso é a matança tradicional do porco em comunidade, agendada para a manhã de sábado, dia 21 de fevereiro.
“Com este produto típico, o porco bísaro, ao almoço vão ser servidos rojões, com batatas e feijões. No dia seguinte, Domingo, 22 de fevereiro, vão ser preparadas a açorda de txitxos, o lombo de porco salteado na panela e para os vegetarianos alguns legumes da região”, informou.
Para o primeiro dia do certame, em Castro Vicente, estão programadas atividades como: o passeio de todo-o-terreno (8h00), a abertura oficial da feira (10h00), teatro de rua (14h30 âs 18h00), oficinas de cerâmica para crianças e famílias (15h00-18h00), as conversas do Bísaro, dedicadas à confecção do fumeiro tradicional (16h30) e a degustação comentada de fumeiro tradicional com vinhos, pelo Chefe, Luís Martins.
Na animação musical, a organização preparou atuações itinerantes, um arraial e espetáculo de fogo.
No Domingo, dia 22 de fevereiro, a Feira do Bísaro, em Castro Vicente prossegue com a matutina Caminhada interpretada “Dos Porrais à selvagem ribeira do Azibo”.
“Este passeio tem uma distância de 8,5 quilómetros e os caminheiros vão certamente maravilhar-se com a beleza das paisagens sobre o rio Sabor e a ribeira selvagem do Azibo. Dada a proximidade da primavera, os caminhantes vão ter a oportunidade de ver as amendoeiras já em flor, assim como os olivais e as aves rupícolas”, disse.
O programa da Feira do Bísaro oferece em simultâneo, outras atividades como o passeio de bicicleta todo-o-terreno (BTT) de 25 quilómetros; o passeio de automóveis clássicos; e a visita interpretada à paisagem e património do Cabeço do Santo Cristo.
“O cabeço ou monte é sobranceiro à aldeia de Castro Vicente e foi ali que teve origem esta localidade, onde existe o castro ou antigo povoado fortificado, assim como um mural de pinturas a fresco e os miradouros sobre o rio Sabor”, indicou.
No almoço de Domingo, os visitantes da Feira do Bísaro têm a possibilidade de degustar o prato gastronómico tradicional da “Açorda de Txitxos”.
Na tarde de Domingo, realiza-se o IV Encontro de Cantares Tradicionais, no qual vão cantar e dançar o Grupo de Cantares das Terras de Castro Vicente, o Rancho Folclórico de Vimioso, o Grupo de Cavaquinhos da Universidade Sénior de Mogadouro e o Grupo de Cantares de Alfândega da Fé.
A IX Feira dos Produtos da Terra Bísaro é um evento organizado pela freguesia de Castro Vicente e segundo a presidente, Carla Lousão, tem muito para oferecer aos visitantes.
“Castro Vicente tem para oferecer ao público visitante, Desde logo, o bom acolhimento, uma excelente gastronomia e paisagens incríveis! Na gastronomia, a par da restauração na feira, existe também o restaurante Apolinário que é uma referência na região a atrai clientes durante todo o ano”, destacou.
Na freguesia de Castro Vicente, que compreende ainda as aldeias de Porrais e Vilar Seco vivem atualmente cerca de 240 pessoas.
“Castro Vicente é freguesia mais distante da sede de concelho, Mogadouro e é a única freguesia situada do lado direito do rio Sabor. Esta geografia dá-nos proximidade com os concelhos de Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros, o que faz com que o nosso código postal seja o de Alfândega da Fé, o indicativo de telefone é de Macedo de Cavaleiros e os médicos de famílias são repartidos entre os três municípios”, indicou.
No âmbito patrimonial, em Castro Vicente destaca-se a Igreja Matriz; o pelourinho como símbolo da anterior autonomia administrativa; o cruzeiro; o edifício da Misericórdia; os fontanários e a praia fluvial.
Finanças: Prazo para validar as faturas do IRS termina a 2 de março
Decorre até 2 de março, o prazo para os contribuintes validarem no portal da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), as faturas relativas ao IRS de 2025.
Num email enviado aos contribuintes, o fisco confirma que “está a decorrer até dia 2 de março, o prazo para validar as faturas relativas a 2025”.
Como este ano o último dia de fevereiro (28) é um sábado, a data-limite para a validação das faturas passa para o primeiro dia útil seguinte, neste caso, a segunda-feira dia 2 de março.
A alteração decorre das próprias regras da legislação fiscal.
No email, a administração fiscal recorda aos contribuintes que, para beneficiarem das deduções à coleta do IRS na declaração de rendimentos do ano passado, “é essencial” que associem as faturas pendentes aos setores corretos e indiquem “se tem receitas médicas para as despesas de saúde com taxa de IVA de 23%”.
“A validação deve ser efetuada por cada elemento do agregado familiar, incluindo cônjuge e dependentes”, sublinha.
O site permite associar as faturas às despesas de saúde, educação, imóveis, lares, manutenção e reparação de veículos automóveis, de motociclos e peças, de alojamento e restauração (despesas em cafés, restaurantes, pastelarias ou hotelaria), atividades de salões de cabeleireiro e institutos de beleza, ginásios, atividades veterinárias, jornais e revistas, e passes mensais ou de bilhetes em transpores públicos.
Se um contribuinte associar ao campo “outros”, a fatura fica associada ao bloco genérico das despesas gerais e familiares, contando para o limite de 250 euros dedutíveis.
Os trabalhadores independentes (com rendimentos da atividade empresarial ou profissional) ou quem acumula trabalho por conta de outrem com trabalho prestado a recibos verdes também devem separar das faturas até 02 de março, indicando quais dizem respeito à atividade profissional e quais a despesa pessoais.
As faturas podem ser validadas na página pessoal de cada contribuinte no e-Fatura (no Portal das Finanças) ou na aplicação “e-Fatura” para telemóveis e outros dispositivos móveis, refere ainda o fisco no mesmo email.
Segundo o Código do IRS, é também nesta altura que os pais separados ou divorciados devem indicar, no Portal das Finanças, a existência de residência alternada prevista no acordo de regulação do exercício das responsabilidades parentais, por causa da divisão das deduções dos filhos (de educação, por exemplo).
Os pais devem indicar “a percentagem que lhes corresponde na partilha de despesas”. Se não o fizerem ou se “a soma das percentagens comunicadas por ambos os sujeitos passivos não corresponda a 100%, o valor das deduções à coleta é dividido em partes iguais”, prevê-se no Código do IRS.
Se um estudante viver com os pais (fizer parte do agregado familiar) e tiver obtido rendimentos de trabalho em 2025 (por conta de outrem ou a recibos verdes) até 2.612,5 euros anuais (cinco vezes o valor do Indexante de Apoios Sociais de 2025), deve entregar, também até 02 de março, um comprovativo de frequência do estabelecimento de ensino, para não ser tributado em IRS.
O Código do IRS prevê ainda que os contribuintes possam indicar, no mesmo prazo, os elementos pessoais relevantes, como a composição do agregado familiar, para essa informação aparecer mais à frente na declaração de IRS pré-preenchida ou pronta a entregar para quem tem acesso ao IRS Automático.
Ensino: Proibição de telemóveis nas escolas até ao 9º ano
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, admitiu que o Governo poderá alargar até aos alunos do 9.ºano, a proibição de utilização de telemóveis nas escolas, caso se conclua que os benefícios são evidentes.
Em declarações aos jornalistas, à margem da sessão comemorativa do 52.º aniversário da Universidade do Minho, Fernando Alexandre disse que a decisão dependerá das conclusões de um estudo que vai ser feito.
Desde o início do atual ano letivo, é proibido o uso de telemóveis nas escolas até ao 6.º ano, mas há outras que já alargaram a proibição até ao 9.º ano.
“É uma medida que está a ser muito bem aceite, seja pelas escolas, seja pelos pais e, por isso, [o alargamento da proibição até ao 9.º ano] é uma possibilidade. Se os benefícios forem evidentes, o Governo avança para a interdição de telemóveis até ao fim do terceiro ciclo de escolaridade”, disse Fernando Alexandre.
O projeto CLDS 5 G de Mogadouro promove a 24 de fevereiro, uma sessão de esclarecimento denominada “Moga In”, integrada na Ação Valor Social e que tem como principal finalidade sensibilizar a comunidade para a temática da inclusão.
“A sessão tem como principal finalidade sensibilizar a comunidade para a temática da inclusão, promovendo uma reflexão ativa sobre o papel das instituições, empresas e cidadãos na construção de um território mais coeso e socialmente responsável”, indicam os promotores da iniciativa.
No decurso dos trabalhos serão apresentados apoios, estratégias, fundos e oportunidades de investimento disponíveis, bem como medidas que incentivam a contratação de grupos vulneráveis, reforçando a importância da integração profissional como fator determinante para a autonomia e inclusão social.
A iniciativa pretende ainda fomentar práticas de responsabilidade social, incentivando o tecido empresarial local a assumir um papel mais ativo na promoção da igualdade de oportunidades e na valorização do capital humano do concelho.
Mogadouro: Oração, jejum e caridade aproximam de Deus e dos outros
A celebração da Quarta-feira de Cinzas, em Mogadouro, realizou-se a 18 de fevereiro, na igreja de São Francisco, onde o pároco, Nélson Silva,sublinhou que o Tempo da Quaresma como preparação da Páscoa, é uma oportunidade para examinar a vida e procurar maior proximidade com Deus e os outros, através da oração, jejum e da caridade.
Na homília da missa de Quarta-feiras de Cinzas, o padre Nélson Silva começou por alertar a assembleia que “vaidade e Quaresma são incompatíveis e a conversão começa no coração”.
“Este tempo de Quaresma é uma oportunidade para realizar um exame de consciência sereno e prolongado. É uma oportunidade para examinar o nosso coração e apurar o que devemos deixar (jejuar) para ser melhores pessoas”, disse.
A Quaresma é um dos tempos mais marcantes do calendário cristão e antecede a celebração da Páscoa. Durante 40 dias, a Igreja convida os fiéis a um caminho de maior interioridade, marcado pela oração, pela partilha e pela preparação espiritual.
Sobre a oração, o sacerdote diocesano, explicou que deve ser um ato de interioridade, de íntima amizade com Deus.
“Não é preciso rezar muitos terços nem participar em muitas eucaristias no mesmo dia. É preciso sim, um momento de recolhimento e preparação para a oração diária e a participação na missa”, indicou.
Relativamente ao jejum, o padre Nélson Silva, disse que é uma prática que tem mais de 2 mil anos.
“O jejum, para além dos benefícios para a saúde do corpo, também faz bem à alma, pois ajuda-nos a dominar o apetite/desejos e eleva o espírito. Que neste tempo de Quaresma queiramos jejuar/abdicar de comportamentos e palavras que causam divisão e magoam os outros”, exortou.
Quanto à partilha, o pároco de Mogadouro informou que a renúncia quaresmal na diocese de Bragança-Miranda destina-se a ajudar as populações da região centro de Portugal, afetadas pela recente tempestade e as cheias.
“A Renúncia Quaresmal, que se entrega no Domingo de Ramos, destina-se a ajudar o Carmelo de Moncorvo, concretamente para a mudança urgente das janelas”, informou.
No decorrer da celebração religiosa realizou-se o ritual da imposição das cinzas. As cinzas são sinal de humildade, lembrando a fragilidade humana e a necessidade de voltar o coração para Deus.
“As cinzas convidam-nos a ter consciência de que somos pó e da inevitável morte terrena. Mas as cinzas são também um convite ao cuidado da alma, ao arrependimento dos pecados para viver com mais plenitude na esperança da vida eterna em Deus”, explicou o sacerdote.
No final da eucaristia, o pároco de Mogadouro agradeceu a participação dos 48 jovens estudantes universitários, que estão a realizar a Missão País, de 15 a 22 de fevereiro, no concelho de Mogadouro.
Pelo 3º ano consecutivo, a Missão País leva a Mogadouro, na pausa de semestre, estudantes universitários para uma experiência de missão, durante uma semana, desafiando os jovens a contactar com a população e a estar ao serviço das necessidades da comunidade.
As celebrações da Quarta-feira de Cinzas, na cidade de Mogadouro, concluíram-se ao serão, com uma vigília de oração, na capela de Nossa Senhora do Caminho, animada pelos jovens missionários.
A Igreja Católica inicia esta quarta-feira, dia 18 de fevereiro, o tempo da Quaresma com um apelo à conversão das relações e da linguagem, unindo a proposta espiritual do Papa Leão XIV, à urgência de reconstrução material e social em Portugal, após as tempestades.
Na sua mensagem para a Quaresma de 2026, Leão XIV desafia os fiéis a um “jejum de palavras ofensivas”, argumentando que a verdadeira penitência passa por “desarmar a linguagem” para permitir uma “escuta mais profunda do clamor dos oprimidos”.
O Papa insiste que a Quaresma não é um caminho solitário, mas um tempo de “justiça e reconciliação”.
Em Portugal, esta visão foi partilhada por D. Américo Aguiar, bispo de Setúbal, que na sua mensagem exorta à “abstinência de palavras que atingem e ferem”, bem como por D. Pedro Fernandes, que apelou a um “jejum de palavras”, dirigindo-se à Diocese de Portalegre-Castelo Branco.
As mensagens dos bispos portugueses sublinham que a dimensão espiritual do jejum e da esmola devem levar a gestos concretos de solidariedade para com os milhares de afetados pelas intempéries.
Várias dioceses decidiram canalizar a totalidade ou parte da sua renúncia quaresmal para o apoio às populações afetadas pelas cheias e ventos fortes das últimas semanas.
A renúncia quaresmal é um gesto associado às práticas tradicionais da esmola e do jejum, no qual os fiéis abdicam da compra de bens ou serviços habituais, reservando esse dinheiro para finalidades solidárias específicas, indicadas pelo bispo da diocese, durante o tempo de preparação para a Páscoa.
Na diocese de Bragança-Miranda, o bispo, Dom Nuno Almeida, escreveu a mensagem quaresmal “Da Esperança à Caridade”.
“É fundamental sabermos a quem está ancorada a nossa vida: Jesus Cristo, o Crucificado e Ressuscitado. Ele revela-se como centro fundamental da nossa vida na Cruz, qual ponto nevrálgico que dá sentido aos caminhos da nossa vida. Assim, o itinerário da Quaresma aparece-nos como um rumo de esperança, que nos leva sempre a passos e gestos concretos de caridade. É tempo de conversão pessoal, pastoral e missionária, através de uma redescoberta da relação com Deus (oração), com os outros (partilha) e connosco próprios!, escreve D. Nuno Almeida.
O que é a Quaresma?
A Quaresma é um dos tempos mais marcantes do calendário cristão e antecede a celebração da Páscoa. Durante 40 dias, a Igreja convida os fiéis a um caminho de maior interioridade, marcado pela oração, pela partilha e pela preparação espiritual. Neste explicador, respondemos às principais perguntas sobre o significado e as práticas da Quaresma.
A Quaresma é o tempo litúrgico que prepara os cristãos para a celebração da Páscoa, o centro da fé cristã. É um período marcado pela reflexão interior, pela conversão do coração e pela renovação espiritual, convidando cada fiel a rever a sua vida à luz do Evangelho.
Quando começa e quando termina?
A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa, antes da Missa da Ceia do Senhor, que abre o Tríduo Pascal. Ao todo, são 40 dias, não contando os domingos, que mantêm sempre um carácter pascal.
Porque dura 40 dias?
Os 40 dias recordam o tempo que Jesus passou no deserto, em oração e jejum, antes de iniciar a sua vida pública. Na Bíblia, o número 40 está frequentemente associado a tempos de prova, preparação e renovação, como os 40 anos do povo de Israel no deserto. O que simboliza a Quarta-feira de Cinzas?
A Quarta-feira de Cinzas assinala o início da Quaresma. Nesse dia, os fiéis recebem cinzas na testa, acompanhadas de palavras que apelam à conversão. As cinzas são sinal de humildade, lembrando a fragilidade humana e a necessidade de voltar o coração para Deus. Quais são as práticas associadas à Quaresma?
A Igreja propõe três caminhos fundamentais: oração, para fortalecer a relação com Deus; jejum, como exercício de autocontrolo e liberdade interior; e partilha com os mais pobres, expressão concreta da caridade e da atenção aos outros. O jejum é obrigatório?
O jejum é obrigatório na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa para os fiéis que o podem cumprir. A abstinência de carne é pedida às sextas-feiras da Quaresma, como sinal de penitência e de preparação espiritual.
Porque é usada a cor roxa nas celebrações?
O roxo é a cor da penitência, do recolhimento e da sobriedade. Ajuda a criar um ambiente mais contido nas celebrações litúrgicas, sublinhando que este é um tempo de interioridade e de conversão. O que é a Via-Sacra?
A Via-Sacra é uma devoção que recorda o caminho de Jesus até à cruz, através de várias estações. É especialmente vivida durante a Quaresma, sobretudo às sextas-feiras, ajudando os fiéis a meditar sobre o sofrimento de Cristo e o sentido da entrega. A Quaresma é um tempo de tristeza?
Não. Embora seja um tempo exigente e marcado pela sobriedade, a Quaresma é vivida com esperança. É um caminho que prepara para a alegria da Páscoa, a celebração da Ressurreição.
Para que serve a Quaresma?
A Quaresma serve para ajudar os cristãos a prepararem-se interiormente para celebrar a Ressurreição de Cristo de forma mais consciente, profunda e comprometida, traduzindo a fé em gestos concretos de mudança, reconciliação e amor ao próximo.
Fonte: Ecclesia, Diocese de Bbragança-Miranda e RR | Imagem: Paróquias Astromil Rebordosa