Miranda do Douro: Festa da Amizade volta a reunir idosos do concelho

Miranda do Douro: Festa da Amizade volta a reunir idosos do concelho

No feriado de 10 de junho, o Santuário de Nossa Senhora do Naso, na Póvoa, volta a acolher mais uma edição da Festa da Amizade – Encontro de Idosos Mirandeses, um encontro anual que reúne mais de um milhar de pessoas, vindas das várias localidades do concelho de Miranda do Douro.

A Festa da Amizade – Encontro de Idosos Mirandeses é organizada pelo município de de Miranda do Douro e tem como finalidade proporcionar às pessoas idosas um dia diferente, marcado pelo convívio.

“Este encontro é um importante momento de promoção do envelhecimento ativo e de combate ao isolamento social, fortalecendo os laços de amizade e proximidade entre a população sénior”, justifica o município.

No Santuário do Naso, aos participantes na Festa da Amizade é oferecido um programa diversificado, que se inicia com a celebração da eucaristia, às 11h00.

“Segue-se o almoço às 13h00 e durante a tarde há animação musical, baile, jogos tradicionais e diversas atividades de convívio, num ambiente de alegria e confraternização”, indica a organização.

Durante a tarde, a animação musical conta com a participação do Coro da Universidade Sénior, da Banda Filarmónica Mirandesa e do baile animado pelo grupo DM Music.

Programa 

11h00 – Missa

13h00 – Almoço

14h30 – Coro da Universidade Sénior – Associação Filarmónica Mirandesa

15h00 – Festa Convívio com DM Music

Fonte: MMD

Miranda do Douro: Semana Internacional de Arquivos de 8 a 12 de junho

Miranda do Douro: Semana Internacional de Arquivos de 8 a 12 de junho

No âmbito da Semana Internacional dos Arquivos, que decorre entre 8 e 12 de junho, o município de Miranda Douro promove no serão desta terça-feira, 9 de junho, à apresentação do trabalho de investigação desenvolvido no Arquivo Municipal de Miranda do Douro, pelos investigadores Anabela Leal de Barros e António Bárbolo Alves, sobre a série documental “Testamentos”.

Este ano, a Semana Internacional dos Arquivos tem como tema “Arquivos para a Justiça: direitos, memória e futuros”, um título que reflete o reconhecimento de que os arquivos são pilares fundamentais para a democracia, a defesa de direitos e a reparação histórica através da memória.

No site institucional, o Município de Miranda do Douro informa que decidiu associar-se à celebração do Dia Internacional dos Arquivos (9 de junho), mostrando, de forma prática, como os documentos do passado constroem os direitos e o futuro da nossa comunidade.

“É precisamente neste cruzamento entre justiça histórica e memória coletiva que se insere a documentação senhorial e social da nossa região”, pode ler-se.

Na cidade de Miranda do Douro, o Dia Internacional dos Arquivos é assinalado a 9 de junho, às 21h00, no Arquivo Municipal, com a apresentação do trabalho de investigação realizado pelos investigadores Anabela Leal de Barros e António Bárbolo Alves.

“O estudo incide sobre a série documental Testamentos – um acervo profundamente ligado ao tema deste ano, onde as vontades individuais se tornaram direitos salvaguardados e onde a memória da Terra de Miranda ficou perpetuada para o futuro”, informa o município.

Em todo o mundo, a Semana Internacional dos Arquivos proporciona a realização de atividades destinadas a difundir o papel crucial dos arquivos na sociedade e a incentivar a utilização do património documental neles conservado.

O Dia Internacional dos Arquivos, a 9 de junho, é celebrado desde 1948, fruto da inciativa do Conselho Internacional de Arquivos (CIA) — uma organização internacional não governamental integrada na UNESCO, que promove a gestão eficiente de documentos, bem como a preservação do património arquivístico da humanidade.

HA

Dia de Portugal: Igreja convida a «vencer o medo juntos» e à defesa da vida

Dia de Portugal: Igreja convida a «vencer o medo juntos» e à defesa da vida

O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, da Igreja Católica em Portugal, o bispo, D. Pedro Fernandes, publicou uma mensagem para a comemoração do 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, convidando o país a  “vencer o medo juntos” e à defesa da vida.

“O Portugal de sempre será o Portugal de amanhã se souber velar pela própria verdade, na defesa da vida toda e de todas as vidas. E que fique claro: a incontestável matriz cristã da identidade portuguesa impele-nos ao diálogo, que também é inter-religioso e intercultural; inspira-nos fraternidade e valorização da liberdade; convoca-nos à corresponsabilidade e à inclusão”, escreve D. Pedro Fernandes, na mensagem para o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 2026.

Entre “a gratidão e o compromisso”, o responsável católico elogia o “plural povo português, que se celebra a 10 de junho” e deseja que “seja permitido vencer o medo juntos, não divididos”, na procura de paz e no diálogo, “não nos discursos de ódio”, e “num sério ‘cumprimento’ de Portugal regido pela busca do “bem comum”.

A todos os nossos irmãos cristãos e a todos os outros nossos concidadãos, portugueses ou não, desejo, unido a Cristo, que Portugal se cumpra em nós e entre nós, como um lugar de paz e de justiça para todos.”

D. Pedro Fernandes, bispo de Portalegre-Castelo Branco, assinala que as identidades nacionais têm algo de perene, “em que a continuidade se deve assegurar”, e de dinâmico, que “contraria compreensões imobilistas, rígidas”.

“Sabemos o quanto a identidade nacional e a cultura de um povo se vão construindo e entretecendo ao longo de séculos, acolhendo diferentes inspirações e conjugando diferentes origens, nem sempre lineares. Somos o que somos graças a um longo caminho, feito de memória e criatividade”, sustentou.

Para o presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, a memória é importante quanto ao legado recebido, enquanto a criatividade, “indissociável da memória, é igualmente decisiva”.

“As nossas trajetórias históricas foram um processo criativo, em que nos soubemos reinventar, recolhendo com gratidão o dom e reinvestindo-o em novos desafios. Entre a gratidão e a construção, eis onde nos podemos ir descobrindo e afirmando”, acrescentou.

No âmbito do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o responsável católico também refere-se ao contexto global contemporâneo que “é marcado pela incerteza e por uma mudança nem sempre reconfortante”:

“Espreita-nos o medo e a tentação de nos recurvarmos sobre nós, temorosos do que aí venha e do que os outros nos tragam”.

Segundo D. Pedro Fernandes, a história, “e também a fé cristã” que o anima, dizem que “é no diálogo e no acolhimento” que se encontra a estabilidade “e as condições para evoluir”, e destaca que o Papa Leão XIV na sua primeira encíclica ‘Magnifica Humanitas’ (Magnifica Humanidade), apresenta “duas imagens sugestivas”, da Torre da Babel, “feita de identidades fechadas e autoritárias”, e da reconstrução da Cidade Santa, que, “ao tempo de Neemias, se empreendeu num esforço comunitário de envolver todos”.

É este modelo de hospitalidade que também anunciamos aos nossos concidadãos que não são cristãos. Se vivemos em experiência de emigração, sabemos o quanto custa a discriminação e a violência do preconceito, mas também o quanto é reconfortante a porta aberta, a inclusão e a permissão para caminhar juntos, aprender e, de algum modo, nos tornarmos um, com os povos que nos acolhem. Essa experiência é inestimável para vencer as tentações populistas que nos dividem e impedem de caminhar como um povo.”

Na mensagem para o 10 de junho, D. Pedro Fernandes salienta que o poeta português “tocou algo de essencial” do que se é enquanto povo que “sabe estar e sabe partir, que sabe fazer do encontro de povos e culturas uma fonte para se assumir”, e citou também Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, e Fernando Pessoa.

O programa comemorativo do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 2026 começou no Luxemburgo, com a visita do presidente da República, e outros responsáveis políticos à comunidade lusa e lusodescendentes no grão-ducado, e vai continuar nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira; António José Seguro designou a Ilha Terceira como sede das comemorações.

O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana começa a sua mensagem com “uma especial saudação” a todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, como aos cidadãos e cidadãs que “bebem da fonte da identidade nacional e da cultura portuguesa”.

Numa partilha “quase pessoal”, D. Pedro Fernandes recorda que também experimentou”a crise do contacto com a diferença”, como tantos “compatriotas vivendo no estrangeiro, ou concidadãos de outras nacionalidades, vivendo em Portugal”, e epxlica que foi aprendendo “a fazer as sínteses”, alcançadas a partir da hospitalidade que “foi proporcionada por outros e a partir do próprio acolhimento à novidade deles”.

“Tal experiência propicia um grande enriquecimento: é precisamente diante da diferença dos outros que se torna mais clara a própria identidade e, ao mesmo tempo, é este contacto que nos permite a abertura e a permeabilidade que nos faz crescer e aprender, entre continuidade com o que somos e hospitalidade àquilo em que nos vamos tornando”, acrescentou o bispo de Portalegre-Castelo Branco, religioso dos Missionários do Espírito Santo (Espiritanos).

A Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), tem quatro obras/secretariados: a Pastoral dos Ciganos, a Pastoral do Mar, a Pastoral do Turismo e a Obra Portuguesa das Migrações (OCPM).

Fonte: Ecclesia | Fotos: Em 2026, a Ilha Terceira e o Luxemburgo acolhem as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. (Fotos: Flickr)

Espanha: Papa defende gratuidade contra «lógica do lucro»

Espanha: Papa defende gratuidade contra «lógica do lucro»

Na sua visita a Madrid (Espanha), o Papa Leão XIV elogiou o trabalho de milhares de voluntários e propôs a gratuidade como resposta a interesses económicos e financeiros.

“Num mundo continuamente influenciado pela lógica do interesse e do lucro, onde o termo crescimento se reduz à dimensão económico-financeira, é necessário pensar e viver segundo a lógica mais verdadeira, ou seja, a de um crescimento humano integral”, disse Leão XIV a 12 mil pessoas reunidas no pavilhão do IFEMA, onde decorreu o momento conclusivo da passagem do pontífice pela capital espanhola.

“A gratuidade é um fermento que faz crescer a qualidade humana, ética e espiritual de uma sociedade”, acrescentou.

A intervenção destacou que a fé cristã exige uma atitude permanente de serviço.

“Isto realiza-se através através de um estilo de vida, de uma forma de pensar e de agir que é a do Evangelho”, assinalou o Papa.

Leão XIV reconheceu os sacrifícios pessoais assumidos pelos que prepararam e acompanharam a sua visita, marcada por vários banhos de multidão pelas ruas de Madrid.

“Tiraram dias de folga no trabalho, alguns de vós dedicaram-se a tempo inteiro durante meses, mas cada um deu o que pôde, oferecendo coração, mãos, ideias, talentos, sorrisos”, agradeceu.

O encontro incluiu a exibição de um vídeo sobre ‘O Exército Silencioso’ de voluntários, testemunhos e momentos musicais.

Nuño Castrillo, um pai de família que desenvolveu a plataforma de gestão e inscrição para o evento, partilhou a sua motivação.

“Não há qualquer cálculo por trás, não esperamos nada em troca”, declarou.

A organização registou mais de 17 mil candidaturas, para um total de 10 mil vagas disponíveis, mobilizando profissionais de áreas como a saúde, segurança e protocolo.

Na capital de Espanha, o encontro terminou, após um interlúdio musical, com palavras de agradecimento do arcebispo de Madrid.

“Obrigado por nos lembrar que o Evangelho continua a ter força para tocar o coração das nossas cidades e abrir caminhos de fraternidade, no meio de um mundo cansado de divisões e ruído”, disse o cardeal José Cobo Cano.

Antes da despedida, Leão XIV abençoou as primeiras pedras de 18 novas igrejas, que vão ser construídas na Província Eclesiástica de Madrid.

O Papa Leão XIV seguiu de carro até ao Aeroporto Internacional Adolfo Suárez, em Madrid-Barajas, de onde partiu com destino a Barcelona, para a segunda etapa da visita apostólica à Espanha, que se encerra a 12 de junho, no arquipélago das Canárias.

Fonte: Ecclesia

Atenor: Qualidade musical e gastronómica sobressaem na Ronda das Adegas

Atenor: Qualidade musical e gastronómica sobressaem na Ronda das Adegas

De 5 a 7 de junho, a aldeia de Atenor, no concelho de Miranda do Douro voltou a receber a visita de muitos visitantes, nacionais e estrangeiros, para a tradicional Ronda das Adegas, um evento anual que delicia o público pela qualidade da oferta cultural e gastronómica.

Na abertura da XIV Ronda das Adegas, a presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril, realçou a longevidade deste evento cultural, musical e gastronómico que se tornou um ícone da região.

“À semelhança de outras marcas identitárias do concelho de Miranda do Douro, a Ronda das Adegas, em Atenor, também é um símbolo da Terra de Miranda, pois é uma montra da arquitetura tradicional, das tradições, das atividades económicas como a agricultura e a pecuária, dos antigos ofícios, dos produtos locais e da gastronomia, da língua mirandesa, da música tradicional e danças dos pauliteiros e dos jogos tradicionais”, destacou a autarca mirandesa.

Anualmente, a Ronda das Adegas é organizada pela Associação Cultural e Recreativa de Atenor (ACRA) e de acordo com o presidente, Vitor Rodrigues, este evento exige dinheiro e muito trabalho de planeamento e logística.

“Há já quatro edições que a Ronda das Adegas é organizada pela mesma direção da ACRA, pelo que julgo que é necessário passar o testemunho a uma direção mais jovem, com outra energia e novas ideias. No âmbito financeiro agradeço ao município de Miranda do Douro e à União de Freguesias de Sendim e Atenor pelo incondicional apoio na organização da Ronda das Adegas. Agradeço também à população de Atenor, pela hospitalidade e a confiança ao cederem os seus espaços para a instalação das adegas”, disse o dirigente associativo.

Luís Santiago, presidente da União de Freguesias de Sendim e Atenor, sublinhou o compromisso da autarquia na projeção da Ronda das Adegas, a nível regional, nacional e internacional.

“A aldeia de Atenor pela sua pequena dimensão, pela arquitetura tradicional das casas em xisto e pelo percurso circular é muito atrativa e apetecível para o público. Ao juntar a estas caraterísticas únicas, outros ingredientes como a boa música e a gastronomia, estão reunidas condições para que a Ronda das Adegas seja um evento que faça parte do calendário anual de muitas famílias, grupos de amigos e pessoas vindas da região e de outras latitudes”, justificou o autarca sendinês.

Todos os anos, o evento em Atenor, atrai a vinda de centenas e milhares de pessoas da região, do país e até do estrangeiro.

De Porto viajaram até Miranda do Douro, cinco pessoas pertencentes ao motoclube Vespa Clube do Porto, para conhecer a Ronda das Adegas. Em Atenor, os portuenses deliciaram-se com as paisagens, o património histórico, a língua mirandesa, a gastronomia e a música tradicional.

De Palmela, viajaram até Atenor, 33 pessoas do motoclube de Palmela e do grupo Motard “Os Preguiças”. Uma das motards, Iola Fernandes, revelou que já participa na Ronda das Adegas há três anos consecutivos e disse apreciar sobretudo a hospitalidade da população local.

“Chegámos no dia 4 de junho e vamos ficar em Atenor até ao dia 8 de junho, para desfrutar ao máximo da Ronda das Adegas”, disse.

Do lado da população residente, o casal Sabina Martins e Tó André, disseram que a Ronda das Adegas é um evento que traz gente e alegria durante um fim-de-semana à localidade.

“Para nós que vivemos permanentemente em Atenor, pouco importa se de ano para ano, há mais ou menos gente na Ronda das Adegas. O que importa é que este evento continue fiel à antiga tradição de abrir as adegas e os currais para provar o vinho, degustar os petiscos e proporcionar o convívio entre as pessoas locais e os visitantes”, disseram.

Para que o evento não se perca, o jovem casal de Atenor lembrou a importância de oferecer atividades diversificadas para os vários públicos, como atividades para crianças, jogos tradicionais, ioga, workshops artesanais, um mercado rural, animação de rua e e miniconcertos durante o dia.

Do estrangeiro, o casal dos Países Baixos, Frans der Adel e Manda Adel, regressaram a Atenor, pela quarta vez, para participar na Ronda das Adegas.

“Gostamos muito da tranquilidade e da beleza do planalto mirandês. Somos apaixonados pela observação das aves que há no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI). Gostamos muito de caminhar e andar de bicicleta nesta região. Na Ronda das Adegas, em Atenor, apreciamos a variedade da gastronomia, dos vinhos e dos produtos locais, que por sinal este ano há menos expositores”, disseram.

Do lado dos expositores, Luís Martins, do restaurante Baraço, edificado na aldeia do Azinhoso (Mogadouro) referiu que é importante sair do restaurante para dar a conhecer a sua gastronomia a outros públicos.

“Não basta pensar apenas na minha aldeia, é necessário e salutar ir mais longe para dar a conhecer a minha gastronomia a outros públicos. A participação na Ronda das Adegas, em Atenor, é uma ótima oportunidade, dado que é um evento muito conhecido que reúne pessoas de todo o país e do estrangeiro”, justificou o chef de cozinha.

Em Atenor, Luís Martins, presenteou o público com receitas como caldo de casulas no pote, rissol de perdiz, queijo fresco de ovelha, creme de morangos, entre outras iguarias gastronómicas.

“Tendo em consideração da sazonalidade, todos estes pratos são feitos a partir de produtos da região, como são a carne mirandesa, a perdiz, o queijo de ovelha, a manteiga de amêndoa, a bola doce mirandesa, os figos, etc. Esta seleção de pratos visa também promover a nossa região através da gastronomia”, justificou Luís Martins.

Outro produto identitário da região é o vinho. O vitivinicultor de Sendim, António Picotês, em parceria com o cozinheiro do restaurante Baraço, Luís Martins, participaram juntos na Ronda das Adegas.

“A Ronda das Adegas é um evento muito interessante que na minha opinião pode ainda ser melhorado, pois quem nos visita procura o que é genuíno na região. Ao participar neste evento, juntamente com o chef de cozinha Luís Martins, quis dar a provar os vinhos Picotês Wines, um produto de qualidade proveniente das vinhas plantadas nas arribas do rio Douro. ”, concluiu.

HA

Opinião: Mocidade de Sendim mantém viva uma das mais emblemáticas tradições da vila

Opinião: Mocidade de Sendim mantém viva uma das mais emblemáticas tradições da vila

A tradição voltou a cumprir-se para a vila de Sendim com a celebração da Santíssima Trindade, uma data que continua a ser um dos momentos mais marcantes da identidade cultural e comunitária local. No centro das festividades esteve, uma vez mais, a Mocidade de Sendim, composta por três rapazes e três raparigas que, ano após ano, assumem a responsabilidade de representar a juventude sendinesa.

Escolhidos como mordomos da Mocidade, estes seis jovens recebem o testemunho da geração anterior e dedicam grande parte do ano à organização de iniciativas que permitem manter viva uma tradição secular. O principal objetivo do seu trabalho culmina precisamente no dia da Santíssima Trindade, quando marcam presença na romaria com o tradicional bar da Mocidade, ponto de encontro e convívio para habitantes e visitantes.

Um dos momentos mais emocionantes da celebração acontece após os atos religiosos, quando a Mocidade toma a iniciativa de rondar a igreja empunhando as históricas bandeiras da Malta de Sendim. Atrás dos jovens segue a população, de ramos erguidos ao alto, enquanto se entoam os cânticos característicos que ecoam e simbolizam a força, a garra e a união do povo sendinês. Trata-se de um ritual profundamente enraizado na memória coletiva da comunidade, transmitido de geração em geração.

Concluída a volta à igreja, a festa prossegue em direção ao Vale de Fonte de Aldeia, localmente conhecido como a “Charca”. É neste cenário que a mordomia oferece o tradicional jantar a toda a população de Sendim, reunindo centenas de pessoas à mesa num ambiente de partilha e confraternização.

Mais do que uma refeição, este momento representa um verdadeiro reencontro da comunidade. Famílias, amigos, emigrantes regressados à terra e visitantes juntam-se para celebrar as suas raízes, fortalecer laços de amizade e desfrutar de uma atmosfera marcada pela boa disposição e pelo espírito de união.

A Mocidade de Sendim continua, assim, a desempenhar um papel fundamental na preservação de uma tradição que ultrapassa o simples caráter festivo. É um símbolo de pertença, continuidade e orgulho coletivo, demonstrando que as novas gerações permanecem empenhadas em honrar e transmitir o património cultural que distingue a vila de Sendim.

Num tempo em que muitas tradições enfrentam o risco de desaparecer, a Santíssima Trindade e a Mocidade de Sendim permanecem como um exemplo vivo da capacidade de uma comunidade em manter as suas raízes, celebrando a amizade, a identidade e o espírito único que caracteriza o povo sendinês.

Texto: Sara Azevedo Nobre | Fotos e vídeo: HA

Vimioso: Parque Municipal acolhe escritores na Feira do Livro

Vimioso: Parque Municipal acolhe escritores na Feira do Livro

No âmbito do Encerramento das Comemorações dos 500 anos de Camões, o parque municipal de Vimioso acolhe a 9 de junho, a Feira do Livro, uma iniciativa cultural que inclui a apresentação de trabalhos escolares dos alunos do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) e a participação dos escritores Manuela Bulcão, Raul Minh’Alma e Pedro Chagas Freitas.

A vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Cristina Miguel, adiantou que os trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas (AEV) resultam do projeto educativo “Express’ARTE”, uma iniciativa realizada no âmbito do Plano Nacional de Artes.

“Os trabalhos realizados pelos alunos vão estar em exposição no parque municipal de Vimioso e visam promover o sucesso escolar e a inclusão através da educação pela arte. Os trabalhos referem-se ao tema “Portas e Janelas”, enquanto metáforas de abertura ao conhecimento, à cultura e à arte. A iniciativa está inserida nas comemorações de encerramento dos ‘500 anos de Camões’ e consiste num espaço de partilha das expressões artísticas dos estudantes, promovendo simultaneamente o contacto da população”, disse a autarca vimiosense.

Segundo o município de Vimioso, para além da exposição, a iniciativa cultural inclui a participação da escritora e técnica de terapia do riso, Manuela Bulcão.

«Às 11h30, a convidada vai presentear a comunidade escolar com a sessão Terapia do riso – “A felicidade sou eu”. À tarde, às 15h00, Manuela Bulcão apresenta “Vamos contar uma história”», indica a programação.

Por sua vez, o escritor Raul Minh’Alma apresenta o livro “Fomos mais do que um erro”; às 15h30, no parque municipal de Vimioso. A apresentação decorre numa conversa com os alunos do 3º ciclo do AEV e o público, seguida de uma sessão de autógrafos.

Às 21h00 é a vez de Pedro Chagas Freitas apresentar às crianças, jovens e adultos de Vimioso alguns dos seus livros, com destaque para “O Hospital das Alfaces”, “Benjamim e os dias cheiros de nada” e a “Amiga Cinzenta”, entre outras obras literárias.

Fonte: Lusa e HA

Vimioso: Município e Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN) oferecem melhores condições financeiras aos médicos

Vimioso: Município e Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN) oferecem melhores condições financeiras aos médicos

Para assegurar os serviços médicos no Centro de Saúde de Vimioso, o município e a Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN) assinaram a 5 de junho, um protocolo de cooperação, que consiste na atribuição de um apoio financeiro de 10€/hora, ao(s) médico(s) que prestem serviço no Centro de Saúde de Vimioso, no regime de consulta aberta.

O protocolo foi assinado no salão nobre da Câmara Municipal de Vimioso, pelo presidente, António Santos, o presidente do Conselho de Administração da ULSN, Miguel Abrunhosa e a Diretora Clínica para a área de cuidados de Saúde Primários da ULSN, Filipa Faria.

O presidente do município de Vimioso, António Santos, justifica este investimento na saúde com o imperativo de melhorar o funcionamento e a capacidade de resposta de atendimento do Centro de Saúde de Vimioso aos cerca de cinco mil utentes do concelho.

“Para concretizar esta resposta, o município de Vimioso assume o encargo de pagar 10€/hora, para além do valor pago pela Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN), aos médicos que prestem serviços em regime de consulta aberta, no Centro de Saúde de Vimioso. O apoio financeiro aos médicos contempla ainda, ao fim-de-semana, 50€ para alojamento no concelho de Vimioso”, pode ler-se no documento.

As consultas abertas, ao invés das consultas programadas, são consultas médicas e de enfermagem destinadas a dar resposta a situações de doença aguda, que necessitam de observação no próprio dia.

Para assegurar estes serviços médicos, o município de Vimioso vai pagar anualmente à ULSN, 52 mil euros, sendo que o pagamento é feito em prestações mensais. No Centro de Saúde de Vimioso, mensalmente, podem realizar-se até 434 horas de trabalho médico, em regime de consulta aberta.

O protocolo de colaboração é válido por um ano, podendo ser alterado mediante justificação.

Segundo o regulamento municipal, em Vimioso, as medidas vigentes de apoio à fixação de médicos no concelho, contemplam a disponibilização de habitação permanente ou subsídio para arrendamento ou ainda a aquisição ou construção de habitação no concelho; o pagamento de despesas mensais de eletricidade, água e internet; o pagamento de equipamento, mobiliário e eletrodomésticos; a disponibilização de uma viatura municipal para deslocações profissionais médicas às freguesias do concelho; entre outros incentivos.

Atualmente, a equipa do Centro de Saúde de Vimioso é constituída por 3 médicos de família, responsáveis pelo atendimento a cerca de 3 mil utentes do concelho de Vimioso. A estes profissionais juntam-se 9 enfermeiros e 6 secretários clínicos.

O município de Vimioso sustenta que o acesso à saúde constitui um direito universal, consagrado na Constituição e determinante na qualidade de vida dos munícipes.

HA



Ambiente: GNR sinalizou mais de 11.800 terrenos por limpar

Ambiente: GNR sinalizou mais de 11.800 terrenos por limpar

Até 30 de maio, a Guarda Nacional Republicana (GNR) registou 2.921 incêndios florestais, o que levou a 109 detenções e mais de 11.800 sinalizações de terrenos por falta de limpeza.

Segundo a GNR, no âmbito da operação Floresta Segura, até 30 de maio, foram registadas “2.921 ocorrências de incêndio rural, em comparação com 795 ocorrências no período homólogo de 2025”.

Relativamente à área ardida, arderam “10.501,1 hectares, comparativamente com 3.673,4 ha no período homólogo do ano transato”, referiu a força de segurança, acrescentando que, até ao fim de maio, “foram registados 68 autos de contraordenações a queimadas ilegais, bem como 141 autos de contraordenações a queimas e fogueiras diversas (dados provisórios), tendo sido detidas 109 pessoas”.

Em comparação, até 30 de maio de 2025, tinham sido “registados 43 autos de contraordenações a queimadas ilegais e 123 autos de contraordenações a queimas e fogueiras diversas, tendo sido detidas 19 pessoas neste âmbito”.

Na gestão de combustível, para prevenção de fogos rurais, a GNR “realizou 8.548 sinalizações de terrenos para serem limpos”, enquanto no mesmo período do ano passado “foram realizadas 10.417 sinalizações”, números até 30 de maio, mas que se reportam ao final de abril.

Nas sinalizações por distrito, Leiria lidera com 1.908 (2.606 até 30 de abril de 2025), seguido de Bragança com 1.213 (1.162), Santarém com 667 (941), Viseu com 526 (798) e Coimbra com 501 (818), enquanto Évora é o menos sinalizado, com 43 terrenos (51 em 2025).

No entanto, apesar das sinalizações relacionadas com a gestão de combustíveis serem menores este ano, a GNR teve “um reforço” da sua atividade no âmbito da tempestade Kristin, nos distritos de Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Santarém, que resultaram “à volta de 3.100 monitorizações” até 30 de abril de “carga combustível que não foi recolhida dos terrenos”, afirmou em maio fonte da força de segurança.

Em relação às sinalizações nas áreas afetadas pela tempestade Kristin, a GNR sugeriu contactar diretamente o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), em Leiria, que integra a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), GNR e Forças Armadas.

Ainda assim, embora os dados relativos aos quatro distritos sejam reportados pelo CIPO, fonte da GNR salientou que a força de segurança registou até 30 de maio “cerca de 3.300 sinalizações” de carga combustível por recolher, o que, juntamente com as 8.548 registadas no resto do país, eleva para pelo menos 11.848 terrenos por limpar.

Na sequência das ações, o Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (Sepna) da GNR remeteu os ficheiros de georreferenciação com as áreas por limpar para os municípios e as entidades gestoras de infraestruturas para a regularização da situação, apesar de os prazos para limpeza ainda decorrerem.

O prazo para os trabalhos de gestão de combustível na rede secundária, no âmbito das medidas de prevenção de incêndios rurais, foi prolongado pelo Governo até 30 de junho, para todo o território nacional, após numa primeira fase apenas vigorar nos concelhos abrangidos por declaração de calamidade, devido às tempestades de janeiro e fevereiro.

Fonte: Lusa | Imagem: GNR

Calor: Cinco distritos em perigo máximo de incêndio

Calor: Cinco distritos em perigo máximo de incêndio

Vinte e cinco concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro apresentam perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com a informação disponível no ‘site’ do IPMA, vários concelhos dos distritos de Faro, Beja, Santarém, Leiria, Coimbra, Portalegre, Castelo Branco, Viseu, Guarda, Vila Real e Bragança apresentam perigo muito elevado de incêndio.

O perigo de incêndio rural vai manter-se elevado em algumas regiões, pelo menos, até ao fim de semana.

Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

O instituto prevê para esta segunda-feira, 8 de junho,, no continente, céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se mais nublado em alguns locais do litoral oeste até ao meio da manhã e a partir do final da tarde, e vento por vezes forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas das regiões Centro e Sul.

A previsão aponta ainda para uma pequena descida de temperatura no interior e uma subida da temperatura máxima no sotavento algarvio.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 9 graus Celsius (em Vila Real) e os 18 (em Faro) e as máximas entre os 21 (em Aveiro, Porto e Viana do Castelo) e os 33 (em Faro).

Fonte: Lusa | Imagem: IPMA