Vimioso: Barragens da Alamela (Santulhão) e do Ramalhal (Angueira)
Na manhã desta sexta-feira, dia 24 de julho, o presidente da AQUA, S.A., Macário Correia, visitou os locais de construção das barragens da Alamela, em Santulhão e do Ramalhal, em Angueira, no concelho de Vimioso, no âmbito da Estratégia “Água que Une”, que visa a gestão eficiente dos recursos hídricos.

Na visita aos locais onde estão projetados os aproveitamentos hidroagrícolas no concelho de Vimioso, o presidente da AQUA, S.A., Macário Correia, informou que o projeto da Alamela, em Santulhão, já está na fase final da avaliação ambiental.
“Após a avaliação ambiental é lançado um concurso público para a adjudicação da obra. Este projeto hidroagrícola, em Santulhão, faz parte da estratégia do governo “Água que Une”, cuja execução é da responsabilidade da empresa Aqua, S.A.. Com a visita ao local da Alamela, em Santulhão, pretendemos averiguar o ponto de situação dos trabalhos e estabelecer os contatos com o município de Vimioso e as respetiva freguesia, para em conjunto concretizarmos este projeto hidroagrícolas, desejado pela população há 80 anos”, justificou Macário Correia.
Em Santulhão, a construção da barragem/ albufeira da Alamela para regadio estava orçada em seis milhões de euros, mas segundo o presidente da Aqua, S.A., este valor terá que ser revisto, devido ao substancial aumento das matérias, por causa das guerras.
Por sua vez, o presidente do município de Vimioso, António Santos, acolheu a delegação da Aqua. S.A., com otimisimo e a esperança de tornar realidade estas duas barragens que são “dois anseios antigos das populações”.
“A água é cada vez mais um bem precioso que importa cuidar, armazenar e utilizar com rigor. Vimioso é um concelho que é atravessado por três rios, o Maçãs, o Angueira e o Sabor, cuja água é de qualidade, dada a inexistência de poluentes. Com as construções das barragens da Alamela, em Santulhão, e do Ramalhal, em Angueira, a população do concelho vai beneficiar muito com um melhor abastecimento de água, que vai servir também para regadio, para a manutenção da biodiversidade e para o combate a incêndios”, justificou o autarca vimiosense.

Referindo-se ao projeto da barragem da Alamela, em Santulhão, o presidente do município de Vimioso, mostrou-se convencido de que este aproveitamento hidroagrícola será uma realidade até 2028.
“Em Santulhão, a barragem da Alamela vai ter uma altura máxima de 16 metros e um albufeira de 7,85 hectares, o que vai armazenar água para o regadio e a plantação de novos olivais. Este aproveitamento hidroagrícola vai potenciar uma maior produção de azeitona santulhana e por conseguinte de azeite, o produto exlibris desta freguesia do concelho de Vimioso”, justificou o autarca.

Nesta visita ao nordeste transmontano, o engenheiro Macário Correia, responsável pela implementação da estratégia «Água Que Une», esteve ainda em Macedo de Cavaleiros, Vila Flor, Alfândega da Fé, Bragança e Carrazeda de Ansiães.
“Em Macedo de Cavaleiros, a albufeira do Azibo precisa melhorias de conservação no paredão, na rede de distribuição e na central elétrica. Em Vila Flor, visitámos as obras em curso nas Olgas, assim como em Alfândega da Fé. Em Carrazeda de Ansiães, também há um projeto de construção de uma nova barragem na Veiga, para aproveitamento hidroagrícola e abastecimento urbano”, indicou.
A empresa Aqua, S.A., coordena o financiamento e construção das infraestruturas, previstas na Estratégia “Água que Une”, segundo a qual já estão a ser executados 1 500 milhões de euros.
Esta estratégia conta com quase 300 medidas para a gestão eficiente dos recursos hídricos, algumas das quais a implementar até 2050, como a construção de novas barragens, a redução de perdas nos diferentes sistemas e a interligação de bacias hidrográficas.
De acordo com o governo, liderado por Luís Montenegro, Portugal não tem falta de água, mas necessita de gerir e armazenar esse recurso, com “instrumentos e investimentos que permitem o seu aproveitamento, seja para o consumo das pessoas, seja atividades económicas – agricultura, turismo, comércio, indústria”.









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