Ambiente: Consulta pública sobre o Parque Eólico da Fronteira

De 28 de julho até 17 de agosto, está a decorrer a consulta pública relativa à proposta do projeto de instalação de um Parque Eólico, nos concelhos de Vimioso e Miranda do Douro, pelo que todos os cidadãos podem consultar a documentação e apresentar opiniões, sugestões ou contributos sobre o projeto, através do portal Participa.

A documentação sobre o projeto “Projeto da Central Eólica da Fronteira (hibridização da Central Hidorelétrica de Picote) está disponível para consulta durante 15 dias úteis (de 28 de julho até 17 de agosto) no portal (http://participa.pt/) ou no site da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) (www.apambiente.pt).

A APA informa que na Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões, apresentadas por escrito, relacionadas com o “Projeto da Central Eólica da Fronteira (hibridização da Central Hidorelétrica de Picote).

“As exposições escritas devem ser dirigidas ao Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) até 17 de agosto, através do portal participa.pt. A participação pública é um importante instrumento de cidadania e contribui para um processo de decisão mais informado, pode ler-se.

Segundo o documento que pode ser consultado no portal participa.pt, a área de estudo da Central Eólica localiza-se nos concelhos de Vimioso (União das freguesias de Vale de Frades e Avelanoso e União das freguesias de Caçarelhos e Angueira) e Miranda do Douro (Freguesia de São Martinho de Angueira, União das Freguesias de Constantim e Cicouro, Freguesia de Genísio).

O projeto consiste na instalação de 35 aerogeradores, numa área de 5893 ha (hectares), com uma potência instalada de 157,5 MW (megawatts), agregada à sua interligação com a Central Hidroelétrica de Picote.

Em conjunto, estes dois centros electroprodutores – o Parque Eólico e a barragem de Picote – formarão uma exploração híbrida (eólica e hídrica), com o objetivo de combinar a produção de energia, num ponto de injeção comum – o da Central Hidroelétrica de Picote.

A energia produzida na Central Eólica (estimado em cerca de 489 GWh/ano) será injetada na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP), através de uma nova Linha Elétrica aérea de Muito Alta Tensão.

HA | Imagem: Projeto da Central Eólica da Fronteira (hibridização da Central Hidroelétrica de Picote)



3 comentários em “Ambiente: Consulta pública sobre o Parque Eólico da Fronteira”

  1. Mas que argumento Ambiente é só blabla ou é como se sabe para enriquecer mais os mesmos com as barragens e parques eólicos nas nossas terras e claro mais Mega Watt H mas os preços para o consumidor sempre a subir. Antes de votar era importante ter o conhecimento do valor que os concelhos iram receber €

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  2. Apetece dizer: Para poucos, os milhares de milhões; para muitos, o lixo e os tostões! A central eólica e os painéis solares que pretendem instalar em terrenos de Vale de Frades, Avelanoso, Angueira, São Martinho de Angueira, Cicouro, Constantim, na Especiosa e outras localidades, se tal acontecer, enriquecerão certamente os “DDT – Donos Disto Tudo” do costume. Quanto à gente que nelas habita ou delas é natural ou descendente, podem, se os deixarem, pagar-lhes uns “patacos” ou “tostões” para, livremente, visual e ambientalmente, poluirem a nossa riqueza natural a que, durante séculos, não prestaram a mínima atenção nem realizaram investimentos que garantissem a permanência do seu povo nestes e em muitos outros lugares que eram, e continuam ser vistos, como qual novo volfrâmio, deles extraírem muitos milhares de milhões. É como se, matando uma “ovelha” e convidando-nos para o lauto repasto, a nós, dão-nos as unhas do bicho e eles regalam-se com a boa carne. Quando muito – e, embora imagine, não sei a quem -, poderão contentar alguns com a dádiva de uma esmola de alguns ossos. Por mim, responder-lhes-ia: “Não, obrigado e passem bem!…” Para nós, o ambiente é mesmo para ser defendido e protegido para que continue bem limpo, com os rios, ribeiros e fontes com água e limpa, sem contaminantes. Alterações climáticas já nos sobram as que são resultantes dos muitos erros e crimes ambientais cometidos no passado. Queremos continuar a ver o ambiente da Terra de Miranda/Planalto Mirandês com ar respirável, água bebível, despoluídos e bem cuidados. Não queremos que, como aconteceu com as minas para extração do volfrâmio, passada tal vaga, ficaram os buracos no solo e os detritos e as águas contaminadas em redor das minas, sem qualquer tratamento. Depois da cobertura de parte significativa do nosso território com tão extensa e grave aberração visual e ambiental de tanto lixo tecnológico, o que ficará quando tal febre passar?! Se é tão bom para o ambiente que instalem tal parafernália tecnológica onde dela precisam e para onde costumam escorrer e vão desaguar os fundos comunitários e onde são aplicados a maior parte dos nossos impostos: Lisboa, a capital do País, pois, para os “capitalistas” (os habitantes da capital e os outros) o resto continua a ser província!…

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