Agricultura: Olival, frutos secos e fruticultura intensiva lideram rentabilidade e sustentabilidade

Em Portugal, a agricultura está a consolidar-se como um mercado estratégico para o investimento, através da combinação de práticas sustentáveis, da utilização de tecnologia e uma orientação para culturas de alto valor acrescentado como o olival, os frutos secos e a fruticultura intensiva, indica a Cocampo.

Segundo o Relatório sobre Culturas mais Rentáveis e Sustentáveis em Portugal, elaborado pela Cocampo, no atual contexto de transição para a eficiência produtiva, o estudo sublinha que a escolha das cultura e a adequação territorial são os fatores determinantes para garantir rentabilidade económica e a resiliência climática.

O equilíbrio das culturas lenhosas

A análise posiciona as lenhosas mediterrânicas — olival, vinha de qualidade e frutos secos como amêndoa e o pistácio — como as culturas com melhor equilíbrio para o investidor.

“Estes produtos beneficiam de uma procura global sólida e registam uma melhoria progressiva nos retornos históricos. A modernização, especialmente através de sistemas superintensivos, permite acelerar a recuperação do investimento com a mecanização da colheita e a otimização de custos, além de oferecer maior resiliência ao stress hídrico”, informa a Cocampo.

Fruticultura de alta margem: receitas e desafios

Para projetos com elevada capacidade técnica, o relatório indica que o abacate, os citrinos e os frutos vermelhos (mirtilos, framboesas e morangos) apresentam as maiores receitas potenciais por hectare. Contudo, o sucesso destes modelos depende de disponibilidade garantida de água e de uma infraestrutura logística exigente, dada a perecibilidade dos frutos.

Dinamismo do mercado de quintas rústicas

Os dados internos da plataforma Cocampo revelam um forte dinamismo nas quintas rústicas com vocação produtiva. Em 2025 registou-se um crescimento de 72% no volume de anúncios face ao ano anterior. A oferta concentra-se especialmente no Algarve (44,6%), Norte (14,9%), Centro (10,9%) e Alentejo (6,8%). Cerca de 48% das propriedades apresentam condições ideais para olival intensivo ou superintensivo, 18% para vinha de qualidade, 15% para frutos secos e um crescente 12% para frutos vermelhos e abacate em zonas com regadio consolidado.

“A procura privilegia claramente a segurança hídrica: as pesquisas de fincas com direitos de água ou regadio aumentaram 32%. As propriedades com características sustentáveis rodam 22% mais rápido no mercado”, destaca a Cocampo.

Segundo esta empresa, a agricultura em Portugal deixou de ser uma atividade tradicional para se tornar num setor onde convergem a tecnologia de precisão e a sustentabilidade.

“O que realmente importa já não é apenas produzir, mas otimizar o uso da água e a saúde do solo, para que cada exploração seja um ativo valioso a longo prazo”, conclui a Cocampo.

A Cocampo 

A Cocampo é uma start-up que tem como propósito desenvolver uma economia agrária sustentável, facilitando o acesso à terra e a digitalização dos mercados rurais. É a maior plataforma ibérica de anúncios especializada na compra, venda e arrendamento de propriedades rústicas, com mais de 1 milhão de hectares disponíveis na Península Ibérica.

Fonte: Cocampo

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