Miranda do Douro: Comandante Júlio Miguel integra missão de ajuda à Venezuela
Natural de Miranda do Douro, Júlio Miguel, atual 2.º Comandante Sub -Regional de Emergência e Proteção Civil de Terras de Trás-os-Montes foi destacado para integrar a Força Operacional Nacional Portuguesa, na missão internacional de apoio e socorro à população da Venezuela, gravemente afetada pelos sismos ocorridos a 24 de junho.
Em comunicado, a corporação dos Bombeiros de Miranda do Douro destaca a dedicação, a competência e o espírito de missão que sempre distinguiram, Júlio Miguel, antigo 2.º Comandante dos Bombeiros de Miranda do Douro.
“Atualmente a desempenhar funções de 2.º Comandante Sub -Regional de Emergência e Proteção Civil de Terras de Trás-os-Montes, ao comandante Júlio Miguel, desejamos-lhe uma missão segura e bem-sucedida. Que Deus te proteja, bem como todos os operacionais que te acompanham, e vos conceda força e coragem para cumprir esta importante missão”, pode ler-se.
Na sequência dos graves sismos ocorridos a 24 de junho, na Venezuela, o Governo de Portugal acionou a Força Conjunta Nacional para apoiar a missão de busca, salvamento e Primeiros Socorros.
“A Cooperação Portuguesa resulta de um esforço de coordenação que envolveu especialmente o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde, reflectindo o compromisso de Portugal com a solidariedade internacional e com o apoio à Venezuela, país onde reside uma significativa comunidade de portugueses e lusodescendentes.”, informa o governo.
A 26 de junho partiram para a Venezuela, dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa, transportando um total de 64 pessoas, entre elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), dos Sapadores Bombeiros de Lisboa e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), reunindo capacidades especializadas em operações de busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência.
“Seguiram a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, destinada a apoiar as operações de socorro e assistência às populações afectadas”, indica o governo.
A 24 de junho, os dois grandes sismos registados na Venezuela causaram pelo menos 1430 mortos e 3328 feridos; segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
Em Portugal, a Cáritas e várias Dioceses uniram esforços para angariar donativos de emergência.
HA e Ecclesia | Foto: JM