Vimioso: Município denuncia descargas ilegais no rio Angueira

O presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, denunciou à GNR descargas ilegais no rio Angueira, a montante da freguesia de Angueira, no concelho de Vimioso, numa área integrada na Rede Natura 2000.

O autarca vimosense indicou que após a deteção desta situação no rio Angueira, foi chamado o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR em Miranda do Douro e foi ainda informada, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) sobre estas alegadas descargas ilegais no rio Angueira, numa extensão de cerca de dois quilómetros.

“A água apresenta uma cor escura acastanhada, ao longo de cerca de dois quilómetros. O que acontece é que ninguém sabe a razão para esta coloração da água. Tanto quanto sei, a primeira descarga terá acontecido na sexta-feira e a segunda no Domingo de Páscoa.”, explicou o autarca de Vimioso.

Segundo António Santos, os acontecimentos foram comunicados às autoridades e de momento o SEPNA da GNR encontra-se a investigar esta ocorrência numa zona classificada como Rede Natura 2000.

“No Domingo de Páscoa, foram comunicados os factos às autoridades. O SEPNA já está a investigar para apurar as origens deste crime ambiental”, disse António Santos.

As descargas no rio ocorreram a montante da freguesia de Angueira, no concelho de Vimioso.

Fonte oficial da GNR explicou que foi feita uma denúncia a relatar possíveis descargas poluentes no rio Angueira.

De acordo com a mesma fonte, “o SPNA da GNR encontra-se a diligenciar para verificar os factos relatados”, disse.

Nuno Bilber, habitante de Angueira, disse que na sexta-feira Santa, dia 3 de abril, “a água apresentava uma coloração cinzenta esverdeada e um cheiro idêntico ao de carne em decomposição”. 

“São descargas que aconteceram pela primeira vez neste curso de água e ainda há qualquer explicação para situação. Não temos nesta região unidades industriais com capacidade para este grau de poluição, o que nos deixa mais intrigados. Estas datas não são inocentes, já que se trata de período festivo e as autoridades poderão não estar em pleno funcionamento”, explicou Nuno Bilber.

Fonte: Lusa | Foto: AS

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