Viagem de estudo: “You quiero ser ambestigador na Fundaçon Champalimaud”

No passado dia 31 de janeiro, um grupo de quatro dezenas de alunos da Escola Básica e Secundária de Miranda do Douro foi recebido no Grande Auditório da Fundação Champalimaud, em Lisboa.

Antes da visita aos laboratórios de investigação em neurociência e Fisiologia e Cancro, ao hospital, ao Centro Botton onde funciona o Projeto Wurth para estudo, análise, pesquisa e desenvolvimento de novas terapias e tratamento do Cancro do Pâncreas, bem como às instalações da antiga Lota da DocaPesca onde vai ser construído um enorme e moderníssimo espaço de inovação em Inteligência Artificial, jogos de computador com funções terapêuticas houve uma sessão de boas vindas.

Depois foram projetados dois filmes sobre a atividade da Fundação, desde a história do ato fundador até à investigação científica de ponta, a nível mundial.

Os documentários informaram ainda sobre os cuidados médicos e o Prémio Visão, famoso em todo o mundo, não só pelo elevado valor em jogo mas também, e sobretudo, pelos resultados já conhecidos, mormente nas zonas mais pobres e carenciadas do nosso planeta a responsável pela equipa de procura e apoio ao financiamento das atividades científicas dos grupos que ali trabalham, teve uma animada conversa com todos os rapazes e rapazas vindas do Planalto.

Depois de ter posto à prova o conhecimento, atenção e perspicácia dos alunos, que responderam a contento, explicou, com algum detalhe os grandes projetos em curso, naquela instituição com especial foco num que está em preparação e que é muito acarinhado por todos quantos estão envolvidos no seu desenho e processo de candidatura.

Se tiver financiamento (e há a forte convicção que assim acontecerá, a curto prazo) irá constituir um marco na prática clínica: a Fundação Champalimaud, juntamente com parceiros nacionais e internacionais está a desenvolver uma terapia não invasiva de tratamento de doenças neurodegenerativas com recurso a um robot que vai permitir que o doente possa dialogar com o médico e pessoal de apoio, na sua língua nativa, qualquer que ela seja. Sim, uma das línguas que está no rol das que integrarão o cardápio inicial será, justamente, o Mirandês!

Para tornar ainda mais atrativo o trabalho dos investigadores foi revelado que uma das terapias em estudo é o uso exaustivo de jogos de computador para tratar quer a reativação das funções de memória como a mobilidade afetada ou perdida por causa de incidentes cardiovasculares.

Mesmo antes de recolherem a caixa de cartão onde estava o almoço oferecido pelos responsáveis da Fundação que foi depois degustado, em frente ao Tejo, no anfiteatro ao ar livre onde, anualmente, se anuncia e entrega o Grande Prémio da Visão, era visível, nos olhos de muitos dos mirandesicos a vontade de, um dia destes, mais cedo do que tarde, voltarem ali, já não como visitantes mas como integrantes de uma das muitas equipas com que se cruzaram, durante esta memorável visita.

José Leite

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