Vale de Algoso: Simulacro ensinou a população a agir em caso de incêndio rural

No dia 31 de março, a aldeia de Vale de Algoso, no concelho de Vimioso, foi o local escolhido para um simulacro de incêndio, uma medida do programa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras”, que tem como finalidade ensinar a população a agir em caso de incêndio rural.

O exercício em Vale de Algoso foi coordenado pela Proteção Civil, Bombeiros, GNR e a União de Freguesias.

No concelho de Vimioso, as localidades de Vale de Algoso e Vale de Pena, dada a sua orografia, estão situadas em vales, geram maior preocupação em caso de incêndios rurais. Sendo aldeias que correm um risco acrescido de perigo, torna-se importante que os habitantes saibam o que fazer e para onde se deslocar, de forma a ficarem em segurança, disse Francisco Bruçó, coordenador municipal da Proteção Civil.

«O exercício, em Vale de Algoso, decorreu no âmbito do programa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras”, implementado em Portugal, após o grave incêndio de 2017, em Pedrogrão Grande, que provocou a morte a dezenas de pessoas, fez centenas de feridos e destruiu meio milhar de casas, empresas e muitos hectares de floresta”, indicou.

Sobre o simulacro de incêndio, em Vale de Algoso, o coordenador da Proteção Civil, Francisco Bruçó indicou que a operação contou com a participação dos Bombeiros de Vimioso, da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da União de Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uvas.

“A aldeia de Vale de Algoso está situada num vale, rodeado de vegetação, o que agrava o risco de incêndio. Nesta localidade, o exercício consistiu em evacuar as pessoas para um local seguro dentro da aldeia. O refúgio deve ser uma área ampla, pavimentada e sem vegetação próxima”, explicou.

Neste exercício, os bombeiros, a GNR e a Proteção Civil tiveram ainda a missão de evacuar as pessoas idosas e os doentes que não têm capacidade de locomoção.

Para a presidente de União de Frequesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva, Cristina Miguel, esta ação de sensibilização junto da população de Vale de Algoso foi de grande importância.

“A aldeia de Vale de Algoso pela sua orografia montanhosa é uma zona menos lavrada e cultivada, o que propicia o crescimento de vegetação e por isso aumenta o risco de incêndios rurais. Dado que vale mais prevenir do que remediar, este exercício teve como finalidade preparar a população para agir em caso de incêndio”, disse.

A presidente da União de Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva, Cristina Miguel, felicitou a população pela adesão à iniciativa.

A presidente da União de Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva, Cristina Miguel, informou que com o início da primavera/verão estão a sensibilizar as populações para a limpeza da vegetação à volta da aldeia e das habitações.

“O prazo para a limpeza de terrenos está a decorrer até 30 de abril. A realização de queimadas extensivas implica a comunicação prévia à linha SOS Ambiente 808 200 520 e à junta de freguesia e à Câmara Municipal”, informou.

Limpeza de terrenos

Os terrenos rurais junto aos edifícios e às localidades devem ser limpos até dia 30 de abril de 2025.

Os proprietários ou arrendatários que sejam responsáveis por terrenos agrícolas próximos a habitações ou edifícios atividades económicas são obrigados à limpeza numa faixa de largura não inferior a 50 metros.

Na área circundante às localidades, a faixa de limpeza deve ter uma largura de 100 metros.

O programas “Aldeia Segura” e “Pessoas Seguras” está a ser implementado em todo o país, pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Associação Nacional de Freguesias e tem como objetivos incentivar à participação das populações na proteção dos aglomerados populacionais e na salvaguarda de pessoas e bens.

HA

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