Turismo: Participação da Igreja Católica na Feira de Lisboa

A Pastoral do Turismo (PTP) e o Secretariado Nacional dos Bens Culturais (SNBCI), da Conferência Episcopal Portuguesa, avaliaram a passagem pela Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), que encerrou a 1 de março, destacando a relevância da participação da Igreja no evento.

“Há que estar no meio. E isso é muito importante. Porque eu acho que, quanto mais nós estamos em comunhão com a sociedade neste tipo de iniciativas, mais a Igreja é vista como uma presença que tem ali o seu enquadramento. E não como algo quase que é estanque, separado daquilo que é a sociedade”, defendeu Fátima Eusébio, diretora do SNBCI.

A PTP e o SNBCI estiveram presentes na 36ª edição da BTL, que decorreu entre 25 de fevereiro e 1 de março, na Feria Internacional de Lisboa, no Parque das Nações.

Fátima Eusébio faz uma “avaliação francamente positiva” da participação dos dois organismos da CEP na feira de turismo, recordando que a primeira vez que ali estiveram foi há três anos.

“Todo o património que está aqui é património da Igreja Católica representado e por isso consideramos que a presença do Secretariado também vem reforçar, precisamente, esta identidade específica deste património”, referiu.

Por sua vez, o diretor da Pastoral do Turismo – Portugal (PTP), Padre Miguel Neto, disse que a “presença do turismo religioso [na BTL] é sempre positiva” e que é um investimento que a Conferência Episcopal faz e recebe ecos.

“A igreja está presente onde estão as pessoas, onde estão os agentes desta atividade turística e também para fazer a ponte, que é a nossa função, entre agentes turísticos, operadores turísticos, hotelaria, funcionários, guias e a igreja”, indicou.

Ao longo da feira de turismo, foram apresentadas várias iniciativas no espaço do turismo religioso, entre as quais a APP SUMVIA, o sítio online “Festas, romarias e Tradições Religiosas em Portugal”, bem como a revista Invenire, do Secretariado dos Bens Culturais da Igreja.

“Este ano quisemos dar-lhe [revista] maior visibilidade”, mencionou Fátima Eusébio, que explica que a publicação aborda a componente da investigação, que “é fundamental para se comunicar informação de qualidade”.

“Nós vemos que os próprios municípios elaboram muitas vezes roteiros e é bom que os conteúdos sejam conteúdos de qualidade e qualificados. E por isso a revista tem esse contributo”, salienta.

Além disso, assinala a diretora do SNBCI, “abrange também toda uma série de boas práticas” que “são muito orientadas para a preservação” do património.

“Uma igreja que está aberta para o turismo é uma igreja que deve estar minimamente preservada, qualificada para que possa receber o turista com dignidade. E acho que isso é algo que nós próprios igreja também temos que trabalhar”, realçou.

Fonte: Ecclesia | Imagem: BTL

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