Solidariedade: Envio de ajuda humanitária para a região Centro

Os municípios de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso estão a mobilizar-se para enviar ajuda para a região Centro, angariando bens de primeira necessidade e materiais de construção.

O concelho de Miranda do Douro, através da autarquia e dos bombeiros, está a preparar o envio de materiais e produtos alimentares, para os concelhos afetados pelo mau tempo, em articulação com as autoridades locais.

“A 2 de fevereiro iniciámos a recolha de bens de primeira necessidade e donativos, bem como material de construção civil e coberturas, géneros que serão entregues nas corporações de bombeiros da região Centro, mediante as necessidades, já no próximo sábado” adiantou a presidente da câmara, Helena Barril.

Em Vimioso, a vice-presidente da Câmara Municipal, Cristina Miguel, explicou que em trânsito está um camião articulado carregado com 16 paletes de telha e roupa de cama, Noutra viatura seguem bens alimentares e produtos de higiene, principalmente para crianças, entre outros bens de primeira necessidade.

“Todo este material será entregue pelo município de Vimioso no Estádio Municipal de Leiria”, vincou a autarca que segue nesta caravana humanitária.

Por sua vez, no concelho de Mogadouro, o município, bombeiros e Agrupamentos de Escuteiros também se mobilizaram para perceber o que é mais necessário para auxiliar as populações mais afetadas dos concelhos da região Centro, com a entrega prevista de vários bens, desde o setor pecuário a bens de primeira necessidade.

“Toda a ajuda a enviar será coordenada com os autarcas das zonas afetadas, no sentido de se apurar os bens a distribuir”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Mogadouro, António Pimentel.

Dez pessoas morreram na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

 A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém são as regiões com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade em 69 concelhos, até ao próximo Domingo , dia 8 de fevereiro anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Fonte: Lusa | Imagens: MMD

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