Palaçoulo: Mosteiro Trapista iniciou a Quaresma
No Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, a comunidade das Monjas Trapistas, celebrou na manhã desta Quarta-feira de Cinzas, dia 5 de março, o início da Quaresma, com a eucaristia e o ritual da imposição da Cinzas.
A eucaristia de Quarta-feira de Cinzas foi celebrada ao início da manhã (8h00), no igreja do mosteiro trapista, tendo sido concelebrada por três sacerdotes, que ensinaram que a quaresma é um tempo favorável para a libertação da efemeridade da vida.
“ O que é realmente importante na vida? A nossa existência é breve e ânsia de bens materiais acaba revelar-se uma felicidade ilusória e um engano?”, interpelou o sacerdote, na homília.
Para viver mais de acordo com os valores do Evangelho, o sacerdote que presidiu à celebração eucarística indicou que a oração, o jejum e a esmola (caridade) são meios para uma conversão (mudança) inteletual, moral e religiosa.
“Na Quaresma somos convidados a melhorar a nossa vida espiritual com jejum, oração e penitência. Não somos convidados a jejuar ou fazer penitência por uma obediência irracional (sem razão), dizendo-se: a Igreja manda, eu cumpro, «ponto final». Antes, é convidado a discernir as vantagens que, para a sua vida, poderá ter aquele sacrifício, aquele esforço. Jejuar pode ser um treino para comer menos. Uma penitência pode ser abster-se de algo agradável ou fazer algo desagradável para ouvir alguém”, exortou.
Segundo a Igreja Católica, a Quarta-feira de Cinzas é, juntamente com a Sexta-feira Santa, um dos únicos dias de jejum e abstinência obrigatórios.
O jejum é a forma de penitência que consiste na privação de alimentos; a abstinência, por sua vez, consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre.
A sua concretização na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne, particularmente nas sextas-feiras da Quaresma, mas pode ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, com um caráter penitencial.
Nos primeiros séculos, apenas cumpriam o rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que queriam receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa.

A partir do século XI, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma.
Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do ‘Glória’ e do ‘Aleluia’ na celebração da Missa.
A renúncia quaresmal é uma prática em que os fiéis abdicam da compra de bens adquiridos habitualmente noutras épocas do ano, reservando o dinheiro para finalidades especificadas pelo bispo da sua diocese.
Na diocese de Bragança-Miranda, a Renúncia Quaresmal (IBAN: PT50004522164025488590831) deste ano, que é entregue nas Eucaristias do Domingo de Ramos, destina-se ao recomeço das “obras da Casa Pastoral Diocesana”.

Dom Nuno Almeida explica que precisam “urgentemente desta casa aberta a todos na hospitalidade e na espiritualidade”, para que a Igreja Diocesana “tenha um rosto sinodal missionário”.
Dom Nuno Almeida recorda as várias utilizações da Casa Pastoral Diocesana, com “um pequeno apartamento para residência do bispo”; uma casa do Presbitério, “de convívio e de formação permanente dos Pastores em todas as fases da vida sacerdotal”.
“A Casa Pastoral Diocesana pretende ser um lugar de retiros ou exercícios espirituais, de recoleções e de formação permanente dos Leigos. Aí também vai funcionar o Instituto Diocesano de Estudos Pastorais com cursos de Bíblia, Teologia, Liturgia, Pastoral, Direito Canónico, Espiritualidade e outras dimensões da Cultura Cristã, com uma biblioteca e um auditório, além dos quartos para o alojamento completo, em articulação com a igreja de S. José, cozinha, bar e lavandaria do Seminário”, indicou.
O bispo de Bragança-Miranda começa a nota pastoral ‘Avancemos unidos na esperança!’, a assinalar que o Papa Francisco, na sua mensagem para a Quaresma, recorda que, como cristãos, são “chamados a percorrer um caminho em conjunto, jamais como viajantes solitários”.
HA e Ecclesia