Naso: Sexta-feira Santa assinala morte de Jesus com a via sacra e adoração da Santa Cruz

A Unidade Pastoral de Santa Maria Maior, em Miranda do Douro, assinala na Sexta-feira Santa, a Paixão e morte de Jesus, com a Via Sacra “A Caminho do Naso”, desde a aldeia da Póvoa, às 13h00 e o rito da adoração da Santa Cruz, no Santuário de Nossa Senhora do Naso, às 15h00.

Num dia marcado pelo jejum e pelo silêncio, a principal celebração ocorre durante a tarde, evocando a hora da crucificação, num ambiente de despojamento onde os sacerdotes e os ministros se prostram em sinal de reverência.

A parte inicial da celebração, a Liturgia da Palavra, tem um dos elementos mais antigos da Sexta-feira Santa, a grande oração universal, com dez intenções que procuram abranger todas as necessidades e todas as realidades da humanidade, rezando pelos seus governantes, pela unidade entre os cristãos, pelos que não têm fé ou os judeus, entre outros.

O rito central engloba o beijo devocional da cruz e o pedido de perdão, apresentando-se os celebrantes com paramentos de cor vermelha, tonalidade litúrgica associada ao martírio.

O período noturno reserva espaço para as manifestações de piedade popular, destacando-se a realização de procissões do Enterro do Senhor e a recriação da Via-Sacra em várias localidades.

No Coliseu de Roma, a tradicional Via-Sacra tem início às 21h15 (menos uma em Lisboa), assumindo Leão XIV o transporte da cruz ao longo de todas as 14 estações.

As meditações deste ano foram redigidas pelo franciscano Francesco Patton, antigo custódio da Terra Santa e atual residente no Monte Nebo, na Jordânia, refletindo a dor das populações do Médio Oriente afetadas pelos conflitos.

O ciclo prossegue no Sábado Santo, um dia de expectativa assinalado pelo recolhimento espiritual e pela suspensão temporária da celebração da Eucaristia e outros sacramentos.

A Paixão de Cristo

Traído pelo seu discípulo Judas, Cristo é preso, sob a acusação de semear desordem pública por causa dos seus ensinamentos e, especialmente, de usurpar o título de Messias, “porque se fez Filho de Deus”, como dizem os responsáveis judaicos. Interrogado por Pôncio Pilatos, governador romano da região, açoitado por soldados, é condenado à morte na cruz, pena reservada a criminosos.

Em Jerusalém, Jesus sobe a colina do Gólgota (literalmente “Monte do crânio”, também designado como Calvário) e cai várias vezes, por causa da exaustão. Crucificado, expira depois de algumas horas de suplício. É descido da cruz pelos seus parentes, envolto num pano branco (sudário) e colocado no túmulo.

Fonte: Ecclesia e HA

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