Mogadouro: Centro interpretativo do Douro Internacional
O município de Mogadouro vai investir cerca de 700 mil euros na reconversão da antiga Casa dos Magistrados, em centro interpretativo do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), anunciou o presidente da Câmara Municipal, António Pimentel.

Segundo o autarca mogadourense, no imóvel já funciona a sede do PNDI, pelo que faz sentido avançar com um centro de interpretação dedicado a esta área ambiental protegida.
A conversão do edifício vai realizar-se no âmbito de um “aviso público dotado de cinco milhões de euros para investimentos no PNDI, a dividir pelos quatro concelhos desta área protegida e pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), tendo este organismo abdicado de grande da verba que lhe foi atribuída, sendo [assim] canalizada para a criação deste centro interpretativo”, explicou o autarca mogadourense.
A obra já foi colocada a concurso por cerca de 634 mil euros de valor base, mais IVA, em que as propostas vão ser abertas no dia 03 de março, e não será necessário o visto do Tribunal de Contas (TdC), devido ao montante envolvido.
“Estou convicto de haverá propostas e logo a seguir à abertura das mesmas será feito o relatório de análise para depois avançar com as obras”, indicou.
António Pimentel disse ainda que este centro interpretativo do PNDI será dotado de tecnologias modernas.
“Aqui estará uma exposição permanente do melhor que o PNDI comporta, em sintonia com o ICNF” e que alberga quatro concelhos, avançou.
Este projeto abrange igualmente a Porta de Entrada no PNDI que será construída a expensas da autarquia e que ficará situada junto à fronteira com Espanha, no Cardal do Douro.
O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) é a segunda maior área ambiental protegida do país e abrange os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, e Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda.
O PNDI tem 86.834,82 hectares, abrange uma superfície adjacente ao rio Douro, sendo a vegetação dominada pela azinheira (Quercus rotundifolia, localmente conhecida por carrasco), destacando-se ainda a presença de bosques de zimbro (Juniperus oxycedrus), sobreirais (Q. suber) e manchas de carvalho-negral (Q. pyrenaica).
O Douro Internacional é uma área fundamental para a conservação da avifauna, uma das zonas mais importantes no contexto nacional e mesmo ibérico.

O destaque vai para as aves rupícolas que nidificam em zonas rochosas, como o abutre-do-egipto (Neophron percnopterus) e a águia-de-bonelli (Aquila fasciata), que por aqui se refugiaram e reproduzem.
Fonte: Lusa | Fotos: Flickr