Miranda do Douro: Mário Correia apresentou “Terra de Miranda Jornada em Portugal 1918”

O livro “Terra de Miranda Jornada em Portugal 1918”, da autoria do etnógrafo, Mário Correia, foi apresentado em Miranda do Douro, no dia 22 de agosto e a obra descreve a realidade da região, no início do século XX, pelo olhar do escritor Antero de Figueiredo.

Na apresentação do livro, na Casa da Cultura Mirandesa, a presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril, felicitou o etnógrafo, Mário Correia, pelo trabalho de estudo, pesquisa e divulgação do património cultural da Terra de Miranda.

“Mário Correia, sendo natural do litoral, fez desta nossa região a sua casa há mais de 25 anos. Este novo trabalho dedicado às viagens de Antero de Figueiredo à Terra de Miranda, transporta-nos para os inícios dos século XX. Naqueles tempos, ainda existia a linha ferroviária e o comboio, o que significa que também houve retrocessos na região, pois este meio de transporte aproximava-nos de outras regiões e pessoas”, destacou a autarca de Miranda do Douro.

Por sua vez, o autor, Mário Correia explicou que a obra “Terra de Miranda – Jornadas em Portugal 1918” é uma descrição da região no início do século XX.

“O escritor Antero de Figueiredo viajou por várias regiões de Portugal e fez das ‘Jornadas em Portugal’ uma descrição eloquente do país. Recordo que no ano 1918 estávamos nos anos subsequentes à implantação da República, em Portugal, que havia sido instaurada a 5 de outubro de 1910. Com este novo regime político começam a valorizar-se mais as tradições populares”, disse.

Segundo o etnógrafo, as viagens de Antero de Figueiredo pelas regiões de Portugal, entre as quais, a Terra de Miranda, põe a descoberto as ricas tradições e caraterísticas do nosso país.

“As descrições paisagísticas são muito expressivas. No concelho de Miranda do Douro, o seu primeiro encontro permite-lhe ouvir falar mirandês, que afirma ser uma língua primitiva. Na sua passagem por Genísio, inteirou-se sobre os populares toques de sinos para afugentar as trovoadas. E em Duas Igrejas assistiu à representação do teatro popular mirandês Auto da Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, escreve no livro de comentários.

De acordo com Mário Correia, o pensamento de Antero de Figueiredo valorizou e influenciou a preservação das tradições populares.

Mário Correia é investigador de cultural tradicional, tendo criado em 2001, na vila de Sendim, o Centro de Música Tradicional “Sons da Terra”, cuja missão é recolha, estudo e investigação etnográfica, antropológica e musical.

Mário Correia é também escritor e autor de livros como “Memórias da Raia”, “Tamborileiros & Fraiteiros da Terra de Miranda”; “Pairavam abutres nas Arribas”; “Adriano Correia de Oliveira – Um Trovador da Liberdade”, entre outras obras.

HA

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