NATAL DO SENHOR (SOLENIDADE)

Jesus é a Luz do mundo

Is 52, 7-10 / Slm 97 (98), 1-6 / Hebr 1, 1-6 / Jo 1-18 (Missa do Dia)

Até ao Nascimento de Jesus, Deus falou-nos pelos profetas, por aqueles que Ele escolhia para nos comunicarem a sua mensagem. Mas agora, a partir deste dia de Natal que hoje celebramos, podemos dizer, com o autor da carta aos Hebreus, que Ele nos fala pelo seu Filho. E qual é a grande mensagem que este Deus que se faz Menino tem para nós? É João quem, no Evangelho, nos aponta a grande revelação: desde o início de tudo que Jesus está, é Ele quem é a vida, e a vida é a Luz dos homens.

O Natal fala-nos de como vida e Luz são sinónimos, e de como viver longe da Luz, no meio das trevas, é ainda estar longe da vida plena. Todos nós, de uma forma ou de outra, já fizemos a experiência de andar nas trevas, de nos fecharmos à Luz ou de nos afastarem da Luz. Hoje é o dia em que anunciamos, com força, que as trevas nada podem diante da Luz. A mais periclitante chama da menor vela é capaz de derrotar a escuridão de uma catedral, de um bosque, de uma gruta. As trevas nada podem diante de Deus, principalmente de um Deus que tem a ousadia de se fazer pequeno e, desta forma, singela e surpreendente- mente, iluminar-nos.

“Desde o início de tudo Jesus está, é Ele quem é a vida, e a vida é a Luz dos homens.”

O pequeno deitado na manjedoura, aquecido pela presença dos animais, pelos olhares enternecidos de Maria e José, pelos cânticos dos pastores e dos anjos é, em si mesmo, Luz. Porque a Luz que ilumina não é feita de ruído, ainda que a presença de Deus entre nós cause barulho, nem é feita de grandes gestos, apesar de não os dispensar, nem necessita de palavras eloquentes, ainda que se possa fazer acompanhar delas. A Luz que ilumina fá-lo pela mera presença, mesmo em fragilidade e simplicidade. É isto que Deus nos aponta com o seu Nascimento, algo que é sublinhado em cada criança: cada criança tem o potencial de iluminar uma casa, assim seja cuidada, acolhida e querida. E nós, aos olhos de Deus, somos todos crianças queridas, acolhidas, desejadas e cuidadas.

Aproveitemos o nascimento de Jesus para arriscar nascer novamente, olhando para cada um dos nossos irmãos como crianças queridas e desejadas por Deus, arriscando ser Luz pelo mero facto de estar, ousando ser Luz pelo simples gesto de a reconhecer.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1548

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