Duas Igrejas: Caminhada interpretativa ao abrigo rupestre da Solhapa

Na manhã de sábado, dia 21 de março, realiza-se em Duas Igrejas, uma Caminhada Interpretativa ao Abrigo da Solhapa, uma gruta outrora utilizada por pastores para guardar os rebanhos, onde existem gravuras rupestres de há 12 mil anos, referentes ao período Neolítico ou Idade da Pedra.

A caminhada é organizada pelo município de Miranda do Douro, em parceria com a Junta de Freguesia de Duas Igrejas e decorre no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), onde está inserida a zona do Abrigo da Solhapa.

“Situado a cerca de três quilómetros da localidade de Duas Igrejas e nas proximidades de um povoado da época proto-histórica, o “Abrigo rupestre da Solhapa” está implantado no meio de escarpas de granito, sobranceiras ao rio Douro e a um vale, propícios à atividade agrícola e ao pastoreio e no interior da qual foram identificadas várias gravuras rupestres”, informa o Património Cultural.

Segundo os arqueólogos, este abrigo ou gruta foi utilizada desde tempos imemoriais por pastores que aí guardavam os seus rebanhos, durante os meses escaldantes de verão.

Na década de 1950, as gravuras rupestres aí existentes chamaram a atenção do padre António Maria Mourinho (1917-1995), personalidade a quem se deve boa parte das diligências para preservar a língua, a cultura e o património histórico-cultural da Terra de Miranda.

Segundo os arqueólogos, no interior do Abrigo da Solhapa, quer nas paredes, quer no próprio pavimento, existe uma diversidade iconográfica, que remonta a finais dos períodos Neolítico ou Idade da Pedra, ou seja há cerca de 12 mil anos.

No final da caminhada interpretativa, a Junta de Freguesia de Duas Igrejas oferece aos participantes um lanche convívio.

As inscrições decorrem até 19 de março e são feitas através do email: cultura@cm-mdouro.pt

Fontes: MMD e Património Cultural



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