Ensino: Disciplina de Cidadania com menos sexualidade e mais literacia financeira

Ensino: Disciplina de Cidadania com menos sexualidade e mais literacia financeira

O novo guião da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento está em consulta pública, com menos atenção a temas como a sexualidade ou bem-estar animal e mais à literacia financeira ou ao empreendedorismo.

A nova Estratégia Nacional para a Educação para a Cidadania (ENEC) foi tornada pública e visa substituir a anterior, de 2017, bem como um guião – que não existia na versão anterior – das aprendizagens essenciais para a disciplina.

Esta medida cumpre uma promessa eleitoral do Governo e responde às críticas feitas pelos setores mais conservadores de que a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento estava demasiado focada em temas que classificam como ideologia de género.

“Enquanto espaço de desenvolvimento individual e coletivo, a escola assume-se como local privilegiado para a construção de uma cultura de cidadania ativa, democrática e responsável, partilhada por todos, promovendo a coesão social”, pode ler-se no texto da ENEC, em consulta pública até 01 de agosto.

“A sociedade portuguesa, no seu contexto nacional, europeu e global, enfrenta inúmeros desafios que exigem respostas alicerçadas em valores éticos, conhecimento das regras cívicas e das instituições democráticas, empatia e solidariedade social”, refere o documento, salientando que a “Educação para a Cidadania permite aos mais jovens desenvolver capacidades de diálogo, de sentido crítico e de consciência sobre o seu papel”.

Nos temas obrigatórios e transversais, a proposta do governo destaca os direitos humanos, democracia e instituições políticas, desenvolvimento sustentável e literacia financeira e empreendedorismo.

Num segundo nível de destaque está a saúde, risco e segurança rodoviária, pluralismo e diversidade cultural e os media.

“Num contexto global em que se assiste a crescentes riscos de fragmentação social, de desinformação e de polarização, educar para a cidadania corresponde a investir na coesão social à volta de valores comuns dos direitos humanos, da igualdade e não-discriminação, que estão a base do Estado de Direito democrático português e das sociedades livres”, lê-se.

Numa análise à proposta do Governo e à estratégia em vigor, conclui-se que a atenção dada à sexualidade ou à orientação sexual deixa de existir e só é tratada no contexto de violações dos direitos humanos.

Apenas no guião de aprendizagens essenciais para o terceiro ciclo e no capítulo dos direitos humanos é que os alunos são chamados a “analisar casos históricos e atuais de violação dos direitos humanos (incluindo, entre outros, tráfico de seres humanos, abusos sexuais, violência de género, bem como violência contra pessoas com orientação sexual e identidade e expressão de género não normativas)”.

E também só nessa fase, entre o 7.º e o 9.º ano, é que o programa prevê “debater a (des)igualdade de género em contextos como a educação, o trabalho e o exercício de cargos políticos”.

No caso dos maus-tratos a animais, que é destaque no atual programa, a proposta do governo prevê que seja um dos temas a abordar no capítulo do desenvolvimento sustentável, para os alunos do 2.º ciclo, levando-os a “refletir sobre situações em que a ação humana pode comprometer o bem-estar animal”.

O convívio com outras culturas mantém-se como um dos pontos relevantes, com a proposta atual incluir o termo diversidade cultural em vez da interculturalidade que consta no atual programa.

Na proposta, o governo defende que os alunos do primeiro ciclo sejam ensinados a “manifestar abertura e curiosidade em conhecer o outro” e a “participar em iniciativas de celebração e valorização da sua cultura, bem como de outras culturas, no quadro dos valores constitucionais da sociedade portuguesa”, entre outras matérias.

Aos alunos do segundo e terceiro ciclo é pedido que valorizem “a diversidade cultural no contexto escolar”, debatam “a relevância da proteção dos direitos das minorias e das suas culturas”, reconheçam os “desafios que as pessoas migrantes vivenciam na sociedade de acolhimento”.

Só no secundário os alunos serão chamados a “refletir, criticamente, sobre consequências culturais dos atuais processos de globalização (homogeneização versus diferenciação e fragmentação)”, a “analisar diferentes formas de discriminação, como racismo, xenofobia, anticiganismo, islamofobia, antissemitismo, misoginia” e a “debater o papel do diálogo intercultural e do pluralismo na coesão de sociedades culturalmente diversas”.

Uma das novidades da proposta é a literacia financeira e o tema do empreendedorismo, com os alunos mais novos a serem chamados a “compreender a importância da poupança e os seus objetivos” ou a “diferenciar entre contrair empréstimos (junto de familiares, amigos ou bancos) e conceder empréstimos”.

Os alunos mais velhos vão elaborar orçamentos pessoais, familiares e de “um projeto empreendedor, tendo em conta as parcerias estratégicas e os recursos necessários”, bem como “validar ideias inovadoras que possam gerar valor”.

O tema dos ‘media’ tem também algum destaque na proposta em discussão pública, procurando “incentivar as crianças e os jovens a interpretar a informação e a utilizar os meios de comunicação social, nomeadamente no acesso e na utilização das tecnologias de informação e comunicação, visando a adoção de atitudes e comportamentos adequados a uma utilização crítica e segura das tecnologias digitais, da informação e dos conteúdos gerados por inteligência artificial”.

Aos mais velhos, são-lhe pedidas propostas para “transformar e melhorar o ambiente ‘online’ e o bem-estar na relação com o digital, como forma de prevenção dos riscos online (dependência, cyberbullying, discurso de ódio, polarização, trolling, sexting, sextorsão…)”.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Festival Terra Transmontana assinala elevação a Cidade

Mogadouro: Festival Terra Transmontana assinala elevação a Cidade

No fim-de-semana de 25, 26 e 27 de julho, a cidade de Mogadouro é o palco do XI Festival Terra Transmontana, um evento cultural, musical e gastronómico que decorre na zona histórica desta localidade e este ano tem como tema “Mogadouro de vila centenária a jovem cidade”.

A vereadora da Cultura do município de Mogadouro, Márcia Barros, adiantou que este ano o Festival Terra Transmontana (FTT) visa assinalar a passagem administrativa de vila a cidade.

“O foco deste festival é a celebração da nossa história, identidade e cultura de Mogadouro, até à recente elevação à categoria de cidade”, indicou a autarca mogadourense.

Recorde-se que a 13 de março de 2025, a Assembleia da República aprovou, na generalidade e por unanimidade, a elevação de Mogadouro à categoria de cidade, um momento considerado “histórico”.

A cerimónia de elevação a cidade realizou-se no dia 1 de junho, aquando da festa do padroeiro de Mogadouro, São Mamede. Na edição deste ano do Festival Terra Transmontana, o município de Mogadouro decidiu continuar a assinalar a passagem administrativa de vila a cidade.

“Na tarde de sábado, dia 26 de julho, às 17h30, vai realizar-se uma palestra sobre a história de Mogadouro, que vai contar com a participação da doutora Alegria Marques, É licenciada em História (1974) e doutorada em História da Idade Média (1990), pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde é professora catedrática e membro do Centro de História da Sociedade e da Cultura”, informou Márcia Barros.

Agendado para o fim-de-semana de 25, 26 e 27 de julho, o programa do festival apresenta um conjunto de atividades diversificado que vão decorrer junto ao castelo templário, onde são esperados cerca de 15 mil visitantes. Ao longo dos três dias do evento, a animação vai ser uma constante nas ruas da zona histórica de Mogadouro, onde vão ser instaladas 13 tascas tradicionais.

““O Festival Terra Transmontana é já uma marca da cidade e do concelho de Mogadouro. Este evento pretende revitalizar a zona histórica, onde as casas abrem as suas portas e se transformam em locais culturais, gastronómicos, de encontro e de convívio. Nas ruas envolventes ao castelo de Mogadouro, o público tem também a oportunidade de adquirir produtos Origem Mogadouro, em vários pontos de venda”, informou Márcia Barros.

No âmbito musical, o Festival Terra Transmontana (FTT) tem dois palcos instalados no Largo da Misericórdia e no Largo Conde de Ferreira. Na noite de sexta-feira, dia 25 de julho, vão atuar os grupos Triteiros, Criatura e DJ Mazeda. No serão de sábado, dia 26 de julho, sobem ao palco os Batucada, Kumpanhia Algazarra e Trio Alcatifa.




No Domingo, 27 de julho, último dia do Festival Terra Transmontana (FTT), o principal motivo de interesse é o desfile etnográfico pelas ruas da cidade, estando prevista a participação 800 figurantes e vários carros alegóricos, provenientes das 56 localidades do concelho de Mogadouro.

O Festival Terra Transmontana (FTT) é um evento anual organizado pelo município de Mogadouro.

Fonte: Lusa e HA

Mogadouro: Festival aéreo leva à ampliação do aeródromo municipal para fins turísticos

Mogadouro: Festival aéreo leva à ampliação do aeródromo municipal para fins turísticos

Em Mogadouro, o 14º Festival Redburros Fly-In voltou a atrair muito público para ver os aviões, assistir aos saltos de paraquedas e às acrobacias aéreas, tendo o autarca mogadourense, António Pimentel, anunciado a ampliação da pista do aeródromo municipal para fins turísticos.

O presidente do Município de Mogadouro, António Pimentel, realçou a longevidade deste evento, que já se realiza em Mogadouro desde 2010, o que dá à cidade uma maior projeção e visibilidade, nacional e internacional.

“No RedBurros Fly-In, a mudança do público para o castelo de Mogadouro melhoriu as condições de visibilidade do espetáculo, desde os saltos de paraquedas às acrobacias aéreas. Na zona histórica de Mogadouro, a par do espetáculo aéreo, os visitantes têm ainda a oportunidade de conhecer o património histórico, onde sobressai o castelo templário do século XII”, disse o autarca mogadourense.

Questionado sobre a mais-valia do aeródromo municipal de Mogadouro, António Pimentel adiantou que para além da escola de palnadores e da realização de outro eventos ao longo do ano, o município pretende ampliar a pista para os 1500 metros, com o objetivo turístico de possibilitar a aterragem de aeronaves de maior dimensão.

No sábado, dia 19 de julho, o Festival RedBurros Fly-In começou com a exposição dos aviões no aeródromo municipal de Mogadouro e registou a afluência de muito público, português e espanhol.

Do aeroclube de Leiria, André Rodrigues, veio de avião acompanhado da esposa, até Mogadouro, para participar, pela primeira vez, no festival RedBurros Fly-In.

“Viemos estrear o nosso avião nesta viagem de 1hora e 30 minutos de Leiria até o aeródromo municipal de Mogadouro. Aproveitamos a estadia para conhecer melhor esta região transmontana, a gastronomia local e a beleza das paisagens”, disse.

Entre o público, o casal de emigrantes, Eduardo Flores e a esposa, Isabel, vieram de Bemposta até ao aeródromo de Mogadouro para ver os aviões. Questionado sobre o motivo da visita, responderam que são apiaxonados pela aviação.

“Desde miúdo sempre me fascinaram os aviões e vê-los assim de perto é uma oportunidade única. Pela manhã viemos aqui ao aeródromo municipal, depois vamos almoçar e à tarde vamos ver as acrobacias aéreas no castelo de Mogadouro”, disse.

O jovem Mihai Octavian Stanescu e um grupo de 18 amigos viajaram de avião da província de Toledo (Espanha), até Mogadouro, para assistir ao festival de acrobacias aéreas.

“Sou um apaixonado pela aviação e recentemente inscrevi-me numa formação para ser piloto de aviões. O clube Barón Rojo, em Espanha, onde estou inscrito informou-nos deste festival aéreo e decidimos vir até Portugal para acompanhar o evento. Vamos ficar em Mogadouro, durante o fim-de-semana”, disse.

Um dos destaque do festival Red Burros Fly-In foram os saltos de paraquedas protagonizados pela patrulha militar Falcões Negros. Um dos saltadores da equipa de demonstração de paraquedismo do Exército Português, Edgar Resende, sublinhou que a participação neste evento em Mogadouro, propicia a proximidade com o público.

“O Festival RedBurros já é um evento de âmbito nacional e todos os anos conta com a participação de muitos pilotos e público. Tenho conhecimento de que nesta região existem muitos paraquedistas e antigos militares, o que propicia o encontro e a confraternização entre todos. No âmbito do exército português, estas demonstrações de saltos de paraquedas são também um modo de promoção da carreira militar. Após a criação do quadro permanente de praças, ocorreu um acréscimo na adesão dos jovens ao exército”, informou.

Sobre os saltos de paraquedas realizados em Mogadouro, os quatro paraquedistas do Regimento de Paraquedistas de Tancos, saltaram de um Airbus C-295, da Força Aérea Portuguesa (FAP).

“Os saltos de paraquedas são feitos em média entre os 8 e os 10 mil pés, ou seja, 3 quilómetros de altura e demora-se cerca de 5 a 6 minutos a chegar ao solo”, indicou o paraquedista, Edgar Resende.

Após os saltos dos paraquedistas, o público presentes no castelo de Mogadouro, assistiu às acrobacias aéreas protagonizadas pelos pilotos Luís Garção, com a aeronave Extra 330-LT; Pedro Cunha Pereira, com o avião Citabria; a patrulha acrobática ibérica, com cinco aviões Yak-52; o piloto espanhol Camilo Benito, com um CAP-10; e Jorge Loureiro, com um Sukoi Su-26.

Em Mogadouro, o festival aéreo foi autorizado e supervisionado pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), a GNR e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

HA

Ambiente: Concurso para mais 16 torres de vídeo vigilância florestal

Ambiente: Concurso para mais 16 torres de vídeo vigilância florestal

A Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) lançou um concurso público para instalação de mais 16 câmaras de videovigilância na região, no valor de mais de 1,5 milhões, foi publicado em Diário da República.

A CIM-TTM adiantou que vão ser instaladas 16 novas Torres de Videovigilância, possibilitando uma cobertura de 70% do território, que se juntam aos equipamentos já existentes nas Serras de Bornes, Nogueira e Castanheira.

Este procedimento destina-se a dar continuação de um programa que foi pioneiro no país, apresentado em 2018.

O projeto, descreveu a CIM-TTM nesse ano, “visa a vigilância e monitorização das zonas florestais, contribuindo para otimizar recursos e melhorar respostas no campo da prevenção, deteção, gestão e combate a incêndios florestais” e o sistema permite sistema uma vigilância permanente, em tempo real, 24 horas por dia durante todo o ano.

Esta é uma ferramenta de apoio aos agentes da Proteção Civil e GNR, no campo da defesa e proteção da floresta contra incêndios.

O concurso tem um valor total de 1.508.172,31 euros e prevê instalar câmaras na União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo, no concelho de Bragança, segundo o anúncio concursal publicado a 18 de julho.

As propostas para este concurso aberto à União Europeia e que conta com fundos comunitários, podem ser entregues até 13 de agosto, tendo depois um prazo de execução de 16 meses.

A CIM-TTM é um agrupamento de municípios que agrega nove dos doze concelhos do distrito de Bragança – Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.

Fonte: Lusa | Foto: GNR

Economia: Preço mediano da habitação a 1.777 euros/m2

Economia: Preço mediano da habitação a 1.777 euros/m2

Em 2024, o preço mediano de alojamentos familiares foi de 1.777 euros por metro quadrado (euro/m2), representando um aumento de 10,3% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

No ano passado, o preço mediano da habitação manteve-se acima do valor nacional nas sub-regiões da Grande Lisboa (2.939 euro/m2), Algarve (2.752 euro/m2), Região Autónoma da Madeira (2.395 euro/m2), Península de Setúbal (2.117 euro/m2) e Área Metropolitana do Porto (1.986 euro/m2), de acordo com as Estatísticas da Construção e Habitação relativas a 2024.

Dos 308 municípios do país, 54 apresentaram um preço mediano superior ao valor nacional, localizados maioritariamente nas sub-regiões Algarve (14 em 16 municípios), Grande Lisboa (todos os nove municípios), Península de Setúbal (oito em nove municípios) e Área Metropolitana do Porto (sete em 17 municípios).

O município de Lisboa registou o preço mais elevado do país (4.340 euro/m2) e verificaram-se também valores superiores a 3.400 euro/m2 em Cascais (4.053 euro/m2 ), Oeiras (3.471 euro/m2 ) e Lagos (3.452 euro/m2 ). O Algarve e a Grande Lisboa apresentaram diferenciais de preços entre municípios superiores a 2.200 €/m2.

Fonte: Lusa | Imagem: Flickr

Criminalidade: Uso de números de telefone falsos em fraudes

Criminalidade: Uso de números de telefone falsos em fraudes

A Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Deco alertam para o crescimento do fenómeno do “spoofing”, técnica usada em burlas informáticas que falsifica números de telefone para enganar as vítimas, e pedem reforço da proteção legal e maior consciencialização dos consumidores.

Apesar de o sistema da Polícia de Segurança Pública (PSP) não permitir identificar o número exato de denúncias sobre este crime em particular, fonte oficial da entidade garantiu à Lusa que acompanham o fenómeno de perto e salienta que as vítimas só costumam apresentar queixa quando a chamada resulta efetivamente numa burla.

O “spoofing” consiste na falsificação de uma entidade (e-mail, número de telefone, ‘site’ ou endereço IP, entre outros) por forma a dar uma aparência de legitimidade e de confiança naquele contacto, tendo em vista iludir a vítima, explicou a mesma fonte oficial.

Os cibercriminosos fazem-se passar por entidades bancárias, empresas amplamente conhecidas ou instituições públicas, com o objetivo de obter os dados pessoais da vítima ou credenciais para fins criminosos, avisa a PSP.

Estas burlas podem ter consequências graves: desde o roubo de dados bancários até ao acesso a conteúdos privados nos telemóveis das vítimas, como fotografias ou contactos. Em alguns casos, os burlões convencem as vítimas a fazer transferências bancárias, muitas vezes com a promessa de investimentos fictícios.

Do lado dos consumidores, a preocupação também é crescente. Embora sem números concretos, o jurista da associação de defesa do consumidor Deco Luís Pisco confirma que “muitos consumidores procuram informar-se sobre este tipo de tentativas de burla”.

Segundo o responsável, este tipo de fraude é uma evolução das práticas de “phishing”, que atualmente já recorre a chamadas de voz (‘vishing’) ou SMS (‘smishing’), com uso de “spoofing” [usurpação de números] para simular números de telefone fidedignos.

Luís Pisco lembra ainda que os burlões “mascaram ou falsificam o número de telefone de onde enviam as mensagens ou fazem as chamadas (“spoofing”), fazendo-se passar por entidades idóneas como o Estado, bancos, prestadores de serviços públicos e privados.

A PSP reforça a importância da prevenção, aconselhando os cidadãos a duvidarem de chamadas ou mensagens genéricas, a não clicarem em “links” suspeitos, a não partilharem o número de telefone nas redes sociais e a bloquearem chamadas indesejadas.

Já a Deco alerta para o uso de técnicas de “engenharia social que exploram a ingenuidade e a iliteracia digital dos consumidores”. “Devem desligar a chamada e confirmar a veracidade da informação que lhes foi dita (ou enviada por mensagem). E nunca partilhem dados pessoais desnecessariamente nas redes sociais, em particular dados sensíveis, uma vez que estão a fornecer informação para eventuais ataques”, avisa Luís Pisco.

Ambas as entidades recomendam a denúncia de todas as tentativas de burla, mesmo que não tenham causado prejuízo. No entanto, o jurista da Deco sublinha que a legislação atual “não protege suficientemente os consumidores” e defende uma atualização urgente que obrigue as operadoras de comunicações a implementar medidas mais eficazes de prevenção e deteção.

“A legislação em vigor não protege suficientemente os consumidores nestas situações e necessita de uma atualização urgente no que respeita a medidas de prevenção, deteção e repressão destas práticas, por parte das empresas prestadoras de serviços de comunicações eletrónicas”, sustenta o jurista da Deco.

“Além disso, existe já um conjunto de soluções técnicas que permitem minorar, pelo menos, os efeitos destes ataques e que pode e deve ser implementado”, conclui.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr

Amar a Deus e ao próximo

XVI Domingo do Tempo Comum

Amar a Deus e ao próximo

Gen 18, 1-10a / Slm 14 (15), 2-5 / Col 1, 24-28 / Lc 10, 38-42

Um barco precisa de dois remos. Só com um remo, giraria à volta de si mesmo sem avançar. A vida cristã também requer o cumprimento do amor a Deus e o mandamento do amor ao próximo. As irmãs Maria e Marta são a personificação exemplar de duas atitudes que se devem complementar, pois devem ser inseparáveis: rezar e fazer!

Como Maria, não podemos dispensar a escuta da Palavra de Deus e o saborear a presença divina no nosso peregrinar a caminho do último e definitivo encontro com o Senhor. A fé é alimentada pela oração. Inspirados pelo Espírito Santo que reza em nós, somo impelidos à prática da caridade traduzida em gestos de solidariedade, atenção, respeito, dedicação e serviço cordial aos irmãos.

Se não rezamos, corremos o risco de nos transformarmos em simples funcionários que trabalham movidos pelo interesse, sem pormos o coração no que fazemos, por nos faltar a motivação evangélica de, no próximo que vemos, descobrirmos Jesus identificado com os mais pequeninos.

Ninguém pode dar o que não tem. Façamos o bem como Marta, sem esquecer que o cântaro tem de ir à fonte a fim de ser enchido para ser derramado de forma a banir a aridez e matar a sede de quem anseia por uma bebida libertadora. O Senhor é água viva, é pão da vida, é caminho, é luz do mundo, Bom Pastor, orou longamente e ensinou- -nos a rezar o Pai-Nosso.

Temos de «escolher a melhor parte», lembrados da palavra de Jesus: «Uma só coisa é necessária». Trata-se de não separar a prática do mandamento do amor, a Deus e ao próximo. Isso implica e pressupõe que sejamos cumpridores da Palavra escutada na oração pessoal privada e na participação nas celebrações coletivas, na igreja. «De que aproveitará a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras?» (Tiago 2, 26).E como conservar, intensificar, renovar a fé, sem a ir suplicar a Deus que no-la concede como dom, desejando que a cultivemos, fortalecidos pela sua graça? O Senhor concede-nos, de graça, os seus dons, a fim de que dêmos, de graça, o que de graça recebemos.

Quando vamos à Eucaristia dominical, sintamos ou imaginemos que somos como Maria a escutar! Ao sermos despedidos – «Ide em paz e o Senhor vos acompanhe» –, sejamos Marta atarefada, a agir à maneira do Bom Samaritano (domingo passado!).

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP) | Foto: Flickr

Miranda do Douro: Jovens licenciados recebem 900€/ mensais com Startup Voucher

Miranda do Douro: Jovens licenciados recebem 900€/ mensais com Startup Voucher

No dia 17 de julho, foi apresentado em Miranda do Douro, o programa StartUP Voucher (4ª edição), que consiste numa medida de apoio ao empreendedorismo jovem, ao longo de nove meses e durante este período os jovens até aos 29 anos, beneficiam de uma bolsa mensal de 900€.

A sessão de apresentação foi promovida pelo CLDS 5G – Miranda, Un Cunceilho CunBida, decorreu no auditório do arquivo municipal, em Miranda do Douro e foi ministrada pela 3INT – Incubadora para a Inovação do Interior e Negócios Transfronteiriços, sediada em Vimioso.

“O StartUP Voucher visa apoiar jovens licenciados até aos 29 anos inclusivé, no desenvolvimento de ideias de negócio, Ao longo de nove meses, os beneficiários deste programa usufruem de capacitação, mentoria e apoio financeiro, contribuindo para a transição digital, inovação e criação de emprego qualificado”, indicou a 3 INT.

Segundo a incubadora de empresas, no período de nove meses, os beneficiários do Startup Voucher desenvolvem a ideia e o plano de negócios, analisam o mercado e as suas tendências e averiguram a possibilidade de transformar a ideia num negócio concreto e e exequível.

“Os jovens para se candidatarem ao Startup Voucher têm que residir em Portugal e estar inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP)”, informam.

O Startup Voucher oferece:

- Bolsa mensal de 900€ (até nove meses, com possibilidade de duas bolsas por projeto);
- Mentoria especializada e incubação em entidades acreditadas;
- Ações de capacitação e networking;
- Prémios intercalares (2 x 1.500€) e um prémio final de concretização (2.000€).
- Os valores máximos de financiamento por projeto ascendem a 13.100€ (1promotor) ou 21.200€ (2 promotores).

As candidaturas ao Startup Voucher decorrem de 5 de maio até 5 de agosto e podem ser submetidas através da 3INT – Incubadora para a Inovação do Interior e Negócios Transfronteiriços, cujos contatos são: Rua Fundo da Vila, nº3 (Edifício antiga residência de estudantes); 5230-317 Vimioso; E-mail: 3int@cm-vimioso.pt; Telefone: 273 518 120| 961346651.

HA

Portugal/Espanha: Festival D’Onor de 18 a 20 de julho

Portugal/Espanha: Festival D’Onor de 18 a 20 de julho

O VII Festival D’Onor inicia-se esta sexta-feira, dia 18 de julho e decorre até Domingo, dia 20, nas aldeias de Rio de Onor, no concelho de Bragança e na homónima espanhola, Rihonor de Castilla, com a qual faz fronteira, mas que, destaca a organização, é como se fosse uma “aldeia sem fronteira”.

Os Fanfare Ciocărlia são oriundos de Zece Prăjini, no nordeste da Roménia, banda conhecida como ‘brass bands’ no mundo, e encontram-se em digressão pela Península Ibérica, sendo cabeça de cartaz do festival D’Onor deste ano.

“É música de inspiração Balcãs. É música de fanfarra de um conjunto de metais. Vai aportar a este festival um espírito internacional e de músicas do mundo, e são uma grande mais-valia”, contou à Lusa David Vaz, diretor do evento e membro da associação Montes de Festa.

Expresso Transatlântico, Prieto Picado ou Ls Madrugadores, um projeto mirandês, estão também no cartaz musical, que conta com concertos durante a noite, mas também durante o dia, junto ao rio.

O campismo continua, à semelhança de outros anos, a ser gratuito, com a novidade de haver agora espaço para autocaravanas.

“Batemos o recorde de inscrições já há algum tempo. Estamos a contar com perto de 500 pessoas. Estamos neste momento com perto de 390 campistas e cerca de 60 autocaravanistas. O máximo que já tivemos foi 180, 190 inscrições. Sentimos que há um interesse enorme e que já é um marco na região”, partilhou David Vaz.

O festival começa na sexta-feira à noite, com o já habitual “Baile do Gaiteiro”, que reproduz os bailes de antigamente naquela região e onde a música é tocada de improviso.

A primeira banda a subir ao palco principal, o Palco da Faceira, são os Hardança. Este é mais um projeto musical local, nascido entre Bragança e Miranda do Douro, que “articula tradição e contemporaneidade”, descreveu a organização.

Neste projeto, acrescentou, há vozes que cantam músicas originais em português e em mirandês, acompanhadas de instrumentos como viola braguesa, bouzouki, gaita-de-foles ou saxofone.

O Festival D’Onor é um “evento que une dois povos, num só território simbólico (…) onde a cultura se vive de forma livre, comunitária e intensa”, descreveu a organização numa nota escrita com a apresentação da edição de 2025.

Além da música, cruza-se a tradição, gastronomia e experiências criativas, num festival que quer afirmar uma identidade única, “feita da força das raízes e da ousadia da criação contemporânea”.

Fonte: Lusa | Cartaz: Festival d’Onor

Mogadouro: Município investe no miradouro no Medal

Mogadouro: Município investe no miradouro no Medal

O município de Mogadouro vai investir cerca de 100 mil euros na construção de um miradouro e respetivos acessos, para permitir visitas em segurança à designada “Serpente do Medal”, um local com uma panorâmica privilegiada para contemplar os Lagos do Sabor.

“Este local foi apelidado de ‘Serpente do Medal’ devido aos seus contornos nas margens do rio Sabor, em que as vistas fazem lembrar uma serpente. O investimento deverá rondar os 100 mil euros e queremos criar condições de segurança, já que se trata de um local que atrai muitos visitantes “, disse à Lusa o presidente da Câmara, António Pimentel.

O miradouro ficará localizado na freguesia de Castelo Branco, junto a Estevais.

O projeto de arquitetura é da autoria de Vítor Mogadouro e Paulo Parreira.

No terreno para a construção do Miradouro do Medal, o município de Mogadouro assinou um contrato de comodato com uma empresa ligada às florestas, para a utilização de uma propriedade com uma área de aproximadamente de 130 hectares.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr