Ambiente: Pagamento dos apoios aos agricultores afetados pelos incêndios em 2024

Ambiente: Pagamento dos apoios aos agricultores afetados pelos incêndios em 2024

O governo indicou que os apoios aos agricultores afetados pelos incêndios de 2024 já foram pagos na totalidade, pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte e do Centro.

Num comunicado conjunto, os ministérios da Economia e da Coesão Territorial e da Agricultura e do Mar explicaram que estes apoios abrangeram 5.081 pequenos agricultores e foram superiores a 19 milhões de euros.

Relativamente aos incêndios de 2025, segundo os dois ministérios, “já foram processados os pagamentos a mais de 2.500 agricultores”.

“Este ano, o Governo já pagou mais de 11 milhões de euros aos agricultores do Norte e Centro afetados pelos incêndios de 2025 e cujos prejuízos não excederam os 10 mil euros”, referiram.

À CCDR do Norte “chegaram 4.193 candidaturas de agricultores, das quais há 2.533 com análise concluída e 1.565 já pagas, num valor superior a sete milhões de euros”.

A CCDR do Centro recebeu 4.582 candidaturas, “tendo já sido concluídas 1.371 e pagas 1.027, num montante superior a quatro milhões de euros”.

Estes apoios foram dados aos agricultores “para compensação de prejuízos, mesmo que indocumentados”, recordaram os ministérios, acrescentando que a sua atribuição “é precedida por uma vistoria conjunta dos técnicos dos municípios e das CCDR competentes”.

São elegíveis prejuízos relacionados com “danos com animais, culturas anuais, plantações plurianuais, máquinas, equipamentos e espaços de apoio à atividade agrícola”.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Economia: Revista “The Economist” escolhe Portugal como a “economia do ano”

Economia: Revista “The Economist” escolhe Portugal como a “economia do ano”

Para a revista britânica “The Economist”, Portugal é a “economia do ano” de 2025, num estudo que compilou dados económicos dos 36 países mais ricos do mundo, destacando que Portugal conseguiu um forte crescimento do PIB, baixa inflação e um mercado de ações em alta.

Pelo quinto ano consecutivo, a revista “The Economist” elaborou um ‘ranking’ dos 36 países mais ricos do mundo para encontrar a economia com melhor desempenho.

Este ano, Portugal aparece na primeira posição, destronando Espanha, a vencedora do ano passado, e que em 2025 está com a mesma pontuação da Colômbia.

Para elaborar esta lista, a revista compilou dados de cinco indicadores económicos – inflação, o desvio da inflação, o Produto Interno Bruto (PIB), o emprego e o desempenho da bolsa de valores.

“Em 2025, [Portugal] conseguiu combinar um forte crescimento do PIB, baixa inflação e um mercado de ações em alta”, escreve a revista.

A puxar pelo PIB e pelo emprego em Portugal, segundo a “The Economist”, está o turismo, numa altura em que “muitos estrangeiros ricos estão a mudar-se para o país para aproveitar as baixas taxas de impostos”.

Em segundo lugar nesta classificação aparece a Irlanda, seguida de Israel.

Nas piores posições, aparecem sobretudo economias mais a norte da Europa: Estónia, Finlândia e Eslováquia são as últimas nesta compilação de indicadores.

Numa publicação na rede X, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que “a distinção pela revista ‘The Economist’ de que a ‘economia do ano’ foi a portuguesa é uma justa aclamação do mérito e do trabalho dos portugueses e reforça a motivação do Governo em seguir o rumo que nos trouxe até aqui nos últimos meses”.

“É a reformar com coragem e a tornar o país mais competitivo e produtivo que vamos continuar a criar emprego, a aumentar os salários e a reforçar o Estado social. Assim daremos mais bem-estar e mais futuro aos portugueses”, escreveu ainda o primeiro-ministro.

As previsões do Governo apontam para um crescimento da economia este ano de 2% e de 2,3% no próximo.

Fonte: Lusa

Vimioso: I Festival de Folclore Ibérico com danças e cantares de Vila do Conde e Zamora (Espanha)

Vimioso: I Festival de Folclore Ibérico com danças e cantares de Vila do Conde e Zamora (Espanha)

Em Vimioso, o I Festival Ibérico de Folclore, contou com as danças e cantares dos ranchos folclóricos de Vimioso, Vila do Conde e de Zamora (Espanha), um evento cultural inserido na I Feira Ibérica de Artes e Sabores, cuja finalidade é estreitar a cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha.

A presidente da Associação para o Desenvolvimento Cultural do Concelho de Vimioso (ADCCV), Elisabete Fidalgo, organizadora do festival, começou por destacar que em 2026, se celebra o 30º aniversário do Rancho Folclórico de Vimioso.

“O Festival de Folclore é provavelmente a atividade cultural que traz mais alegria, cor, graciosidade à Feira de Artes e Sabores de Vimioso. Na atuação do Rancho Folclórico de Vimioso realço que o repertório de cantigas e danças evoca os usos, costumes e os produtos e artigos expostos na feira, como a castanha, o vinho ou o azeite caraterísticos da nossa região”, disse.

A par da feira, também o festival de folclore assumiu o carater ibérico, tendo sido convidada a Associação Cultural Etnográfica La Arracada, vindo de Zamora (Espanha). De acordo com Elisabete Fidalgo, o objetivo é aprofundar os laços culturais com os grupos da vizinha Espanha.

“Dado que Vimioso é um concelho raiano faz todo o sentido convidar grupos de folclore espanhóis para participar no festival. Se Deus quiser, o Festival Ibérico vai ter continuidade com a participação de grupos vindos de outras localidades do país e também da vizinha Espanha”, disse.

A presidente da Associação Cultural Etnográfica La Arracada (Zamora/ Espanha), Soledad Arribas Fernandez, informou que o grupo de folclore existe desde 2017, com a missão de preservar e transmitir o folclore da província de Zamora.

“Na província de Zamora há uma grande diversidade de tradições, indumentária, música, cantares e danças que queremos preservar e transmitir a todas as gerações. Para além das atuações, a associação La Arracada tem um escola para ensinar o folclore às crianças e jovens”, disse.

Questionada sobre se já haviam atuado em Portugal, Soledad Fernandez respondeu afirmativamente, indicando que o grupo de Zamora atuou por exemplo, em Miranda do Douro, Bragança e em festivais em Vizela e Vagos.

“Gostamos muito de atuar em Portugal e conhecer as vossas tradições”, disse.

De Vila do Conde, o Rancho Folclórico do Monte, trouxe muitos jovens à I Feira Ibérica de Artes e Sabores de Vimioso. Entre eles, o ensaiador, José Salgueiro, informou que esta associação já existe desde 1918.

“Aceitamos com muito agrado vir participar nesta feira ibérica, em Vimioso, pois é uma oportunidade para mostrar as tradições de Vila do Conde e simultaneamente conhecer a cultura de outras localidades do país e também da vizinha Espanha. Na nossa história já participámos em festivais em Espanha, Alemanha, Itália, Canadá, entre outros países”, disse.

Em Vimioso, o Festival Ibérico de Folclore é organizado pelo Rancho Folclórico de Vimioso, uma associação cultural fundada a 25 de abril de 1996, pelo que no próximo ano celebra 30 anos de atividade.

HA


Vimioso: I Feira Ibérica de Artes e Sabores com música, vinhos e doçaria de Espanha

Vimioso: I Feira Ibérica de Artes e Sabores com música, vinhos e doçaria de Espanha

Em Vimioso, a I Feira Ibérica de Artes e Sabores contou com a inédita participação do grupo musical Amistades Peligrosas e de produtores de vinho e doçaria espanhóis, que agradeceram a cooperação transfronteiriça entre os municípios de Vimioso (Portugal) de Alcanices (Espanha), na dinamização económica, cultural e social da região fronteiriça.

Uma das novidades e atrações da I Feira Ibérica de Artes e Sabores foi o concerto musical do grupo “Amistades Peligrosas”, no serão de sábado, dia 6 de dezembro. O conceituado grupo espanhol atraiu milhares de pessoas ao certame, que decorreu no pavilhão multiusos. na vila de Vimioso.

Na abertura do certame, a 5 de dezembro, o presidente do município de Vimioso, António Santos, lembrou que a origem da feira de artes, ofícios e sabores remonta ao ano 2000, tendo como finalidade a valorização e comercialização de produtos e artigos feitos pelas gentes do concelho.

“Há 25 anos atrás, acreditámos que podíamos organizar uma feira de artesanato e produtos da terra, para dignificar o trabalho das nossas gentes e vincar a nossa identidade. Ao longo deste meio século, fomos capazes de inovar e a feira de artes, ofícios e sabores cresceu no número de expositores, na qualidade dos produtos e artigos e na afluência de público”, começou por dizer o autarca vimiosense.

Sobre a mudança da designação do certame para “Feira Ibérica de Artes e Sabores”, António Santos explicou que o objetivo é aprofundar a cooperação institucional, social, cultural e comercial com as gentes da vizinha Espanha.

“Agradeço ao alcaide de Alcanices, David Carrillon, a sua pronta disponibilidade para trabalharmos juntos no desenvolvimento social, cultural e económico desta nossa região transfronteiriça”, disse o autarca de Vimioso.

Por sua vez, David Carrillon, presidente do município de Alcanices, explicou que recebeu com muito agrado o desafio lançado pelo município de Vimioso de coorganizarem a Feira Ibérica de Artes e Sabores.

“O Ayuntamiento de Alcanices colaborou na organização da feira ibérica, com o convite a produtores espanhóis para participarem no certame em Vimioso. O público espanhol também participou em várias atividades da feira, como o raid todo-o-terreno, o festival de folclore, o showcooking gastronómico e a afluência aos concertos musicais”, disse o autarca espanhol.

Na região fronteiriça, David Carrillon sublinhou que a cooperação institucional, cultural e económica é fundamental, dado que os dois lados da fronteira enfrentam problemas comuns como são o despovoamento, o envelhecimento da população e consequentemente um débil dinamismo económico.

“Inspirados pelo exemplo desta feira em Vimioso, no mês de março de 2026 vamos organizar em Alcanices, uma primeira feira com produtores e artesãos espanhóis e portugueses, para valorizar, promover e comercializar o que de melhor se produz nos dois lados da fronteira”, avançou.

Em 2027, David Carrillon informou que se celebram os 730 anos da assinatura do Tratado de Alcanices, pelo que pretende organizar um programa comemorativo ao longo de todo o ano, com os vizinhos portugueses, de atividades culturais, comerciais, desportivas e outras iniciativas.

Em Vimioso, na I Feira Ibérica de Artes e Sabores, um dos produtores espanhóis convidados foi Benjamim Garcia, da localidade de Sejas de Aliste, que apresentou os vinhos “La Mela”. O vitivinicultor disse ter recebido com agrado o convite para participar na I Feira Ibérica de Artes e Sabores, em Vimioso.

“La Mela é uma adega que está edificada na pequena aldeia de Sejas de Aliste, a 20 quilómetros de Vimioso. As vinhas estão plantadas na região da Serra da Culebra. Na adega produzimos vinhos tintos e brancos que provém de castas como a brunhal, touriga nacional e alvarinho. Dada a proximidade geográfica com o concelho de Vimioso e porque não existe a barreira física que existe nas arribas do rio Douro, foi com muito agrado e otimismo que decidi participar na feira em Vimioso”, disse.

Com a doçaria tradicional de Espanha, Maria Isabel, uma portuguesa emigrada em Alcanices, foi outra das participantes na I Feira Ibérica de Artes e Sabores, em Vimioso, onde expôs doces como os tradicionais “burrachos”.

“Os burrachos são bolos são típicos de Alcanices, que são confecionados com farinha, conhaque e canela. Na sua degustação é tradição beber licor ou vinho do Porto. Dou os parabéns ao município de Vimioso pela audácia em organizar uma feira ibérica, convidando também os produtores e artesãos espanhóis”, disse a empresária luso-espanhola.

De 5 a 8 de dezembro, a I Feira Ibérica de Artes e Sabores reuniu em Vimioso, mais de uma centena de produtores e artesãos, vindos de Portugal e Espanha.

HA

Ambiente: Novas candidaturas ao concurso E-Lar

Ambiente: Novas candidaturas ao concurso E-Lar

A ministra do Ambiente e Energia, Maria Graça Carvalho, informou que o novo concurso do programa E-lar, para substituir equipamentos a gás por elétricos nas habitações, abriu a 2 de dezembro.

Após a primeira edição do concurso, o Governo pediu a Bruxelas um reforço do programa, no âmbito da reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que foi aceite.

Numa audição conjunta da Comissão de Ambiente e Energia com Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, na Assembleia da República, Maria da Graça Carvalho indicou que do programa anterior já foram emitidos 21 mil vales, no valor de 17 milhões de euros.

A ministra falou também dos grandes números do Orçamento para o Ambiente e Energia, recordou que a despesa total consolidada chega a 2.495 milhões de euros, um crescimento de 4,9% face a 2025, e referiu algumas das prioridades para o próximo ano.

Uma das prioridades, na prevenção de cheias é a avaliação das barragens nacionais.

Maria da Graça Carvalho disse que já pediu uma “avaliação rigorosa” de todas as barragens em Portugal e explicou que essa “inspeção extraordinária” é necessária porque se espera um inverno com muita chuva.

Na área dos resíduos Maria da Graça Carvalho disse também que no próximo ano vai começar a funcionar o sistema de depósito com retorno (SDR), com o funcionamento de 2.500 máquinas em oito mil postos de recolha, que irão receber embalagens de bebidas de uso único em plástico, alumínio e aço.

O Orçamento para o próximo ano, disse a ministra, será muito ambicioso em matéria de ação climática, com os ministérios a terem iniciativas relativas à Ação Climática que representam 2. 7 mil milhões de euros de despesa orçamentada, um aumento de 19,5 % face a 2025.

Na transição energética a ministra recordou medidas para fazer face a um eventual apagão elétrico e referiu que em abril do próximo ano estará pronto o chamado “mapa verde”, com zonas pré-aprovadas para produção de energias renováveis.

Maria da Graça Carvalho destacou a importância do armazenamento de energia, recordando os 40 milhões de euros afetos ao armazenamento por baterias, e disse que no próximo ano será iniciado um programa agrofotovoltaico, de produção de energia elétrica em conjunto com a pastorícia e a agricultura.

Fonte: Lusa

Mogadouro: Município vende imóvel para construção de hotel

Mogadouro: Município vende imóvel para construção de hotel

O presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel, anunciou a venda de um imóvel, em hasta pública pelo valor de 170 mil e 200 euros, a um empresário com raízes no concelho, para a construção de um hotel na cidade.

O autarca mogadourense, António Pimentel, indicou que o imóvel foi arrematado por 170 mil e 200 euros, valor acima do preço mínimo estipulado, que era 148.500 euros e que servirá exclusivamente para a construção de uma unidade hoteleira.

“A criação de uma unidade hoteleira na cidade de Mogadouro é uma prioridade. A proposta validada para este investimento, apresentada por um empresário com raízes no concelho é por isso encarda com otimismo”, disse.

De acordo com António Pimentel, o empresário é oriundo do concelho de Mogadouro e estima-se que no prazo de cerca de dois anos e meio haverá um hotel na cidade.

O imóvel urbano que durante várias décadas alojou os serviços do Ministério da Agricultura e Pesca (antigo MAP) tem uma área de 680 metros quadrados, está instalado numa das principais artérias desta cidade e encontra-se em degradação.

“O imóvel só será entregue a quem cumprir todos requisitos para as suas funções, e terá de entregar o projeto da unidade hoteleira até um prazo máximo de seis meses, e dois anos para efetuar as obras”, indicava o autarca, durante o anúncio da hasta pública, que aconteceu em meados de novembro.

Na mesma altura, o autarca de Mogadouro avançava igualmente que, caso não houvesse interessados na hasta pública, seria lançado um concurso “a preços de mercado”.

“Toda esta edificação terá de respeitar o estipulado no Plano Diretor Municipal (PDM)”, frisou António Pimentel.

A construção de uma unidade hoteleira na cidade de Mogadouro faz parte da estratégia do atual executivo municipal liderado pelo social-democrata António Pimentel, tendo em vista o desenvolvimento do setor turístico deste concelho, que tem uma “lacuna em matéria de alojamento”.

Agora, o empresário tem cerca de dois anos e meios para a conclusão da unidade hoteleira.

A apresentação de propostas terminou a 3 de dezembro, tendo sido submetida uma única proposta em hasta pública, através de suporte eletrónico, numa plataforma encriptada.

Fonte: Lusa | Foto: MM

Igreja: Imaculada Conceição ligada à história de Portugal

Igreja: Imaculada Conceição ligada à história de Portugal

A solenidade da Imaculada Conceição, que a Igreja Católica celebra anualmente a 8 de dezembro, é feriado nacional em Portugal, um reconhecimento à importância desta data na espiritualidade e identidade do país.

O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi proclamado a 8 de dezembro de 1854, através da bula ‘Ineffabilis Deus’, a qual declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, sendo preservada do pecado original.

A primeira celebração do culto da Imaculada Conceição aconteceu na Sé Velha de Coimbra, no dia 8 de dezembro de 1320, há 700 anos, que este ano são assinalados pela Diocese, após D. Raimundo Evrard, bispo diocesano da altura, ter assinado, no dia 17 de outubro de 1320, a constituição diocesana que instituiu a festividade da Conceição de Maria.

A ligação entre Portugal e a Imaculada Conceição ganhara destaque em 1385, quando as tropas comandadas por D. Nuno Alvares Pereira derrotaram o exército castelhano e os seus aliados, na batalha de Aljubarrota.

Em honra a esta vitória, o Santo Condestável fundou a igreja de Nossa Senhora do Castelo, em Vila Viçosa, e fez consagrar aquele templo a Nossa Senhora da Conceição.

A antiga igreja de Nossa Senhora do Castelo, espaço onde se ergue atualmente o santuário nacional, afirmou-se nos finais do século XIV como um sinal desta devoção, em toda a Península Ibérica.

Depois, deu-se durante o movimento de restauração da independência que acabou com o domínio castelhano em Portugal e que culminou com a coroação de D. João IV como rei de Portugal, a 15 de dezembro de 1640, no Terreiro do Paço, em Lisboa.

O mesmo D. João IV, atento a uma religiosidade que também já envolvera a construção de monumentos como o Mosteiro da Batalha, o Convento do Carmo e o Mosteiro da Conceição, coroou a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha e Padroeira de Portugal durante as cortes de 1646.

A Universidade de Coimbra tem um papel importante em todo este processo, já que todos os seus intelectuais defenderam o dogma sob forma de juramento solene.

Após a proclamação dogmática, surgiu em Portugal um movimento no sentido de erguer um monumento nacional que assinalasse a definição de Pio IX.

Em 1869 concluiu-se esse primeiro monumento, no Sameiro, em Braga, seguindo-se-lhe a construção dum santuário dedicado à Imaculada Conceição de Maria, cuja imagem foi coroada solenemente em 1904.

Fonte: Ecclesia | Imagem: RMOP

Advento requer silêncio («deserto»)

II Domingo do Advento – Ano A

Advento requer silêncio («deserto»)

Is 11, 1-10 / Slm 71 (72), 2.7-8.12-13.17 / Rom 15, 4-9 / Mt 3, 1-12

O percurso do Advento tem quatro Domingos. Nos dois do meio (neste e no próximo) fala-se da paciência. Lê-se neste 2.º Domingo, na Carta aos Romanos: «o Deus da paciência e da consolação vos conceda que (…)». Quer dizer que não se pensa numa paciência inteiramente entregue a si mesma, mas numa paciência acompanhada de consolação. Uma e outra são necessárias para um percurso que se prolongue e mostre exigente. Ambas são dons de Deus. Peçamo-las a Ele; para aquela esperança que terá de durar o tempo que Ele entender.

São Mateus diz que muitos iam ao deserto para ouvir João Batista. Agora é a nossa vez. Precisamos de «deserto» para viver o Advento: «preparar o caminho do Senhor». Três realidades são, aqui, importantes: o deserto, a voz e nós próprios. O deserto é o espaço que nos oferece as condições. A voz é o que se faz ouvir da parte de Deus e interessa escutar. Nós somos os chamados a um autoexame e à conversão.

Criar «deserto» em nós implicará alguma «desintoxicação tecnológica». Os meios de comunicação atafulham-nos o coração; tiram-nos o espaço interior. O Advento requer silêncio interior («deserto») para trabalharmos aquilo que somos.

A voz interpeladora que «clama no deserto» não é apenas mais uma. É a voz que ajuda a sermos a pessoa que o Criador desejou; portanto, a pessoa mais conseguida que podemos ser.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Miranda do Douro: Cidade é “Tierra Natal” até 7 de janeiro

Miranda do Douro: Cidade é “Tierra Natal” até 7 de janeiro

Com os propósitos de atrair visitantes e dinamizar o comércio, a restauração e a hotelaria, o município de Miranda do Douro organiza a “Tierra Natal”, um programa de atividades natalícias, para todas as idades, de 13 de dezembro até 7 de janeiro.

Na cidade de Miranda do Douro, a época festiva iniciou-se a 29 de novembro, com a inauguração da iluminação natalícia.

De acordo com o município, de 13 de dezembro a 7 de janeiro, a cidade transforma-se “num verdadeiro palco de magia, onde cada rua, cada luz e cada detalhe convidam a viver o espírito natalício”.

O Largo do Castelo, em Miranda do Douro, é o coração da festa “Tierra Natal”, onde a pista de gelo, com entrada gratuita, volta a ser uma das principais atrações.

Outros motivos para visitar a cidade fronteiriça são a presença do Pai Natal, os passeios turísticos no Comboio de Natal, os insufláveis, a música, a dança e a animação de rua.

“Nos últimos anos, a Tierra Natal tem sido um verdadeiro sucesso, atraindo não só a população local, mas também visitantes de vários concelhos da região e da vizinha Espanha”, informa o município.



No dia 16 de dezembro, último dia de aulas do primeiro período, a programação da “Tierra Natal”, inclui atividades para os alunos das escolas de Miranda do Douro e de Sendim, numa tarde
dedicada ao convívio, alegria e espírito natalício.

Fonte: Lusa e HA

Mogadouro: Castelos integram rota do património templário nacional

Mogadouro: Castelos integram rota do património templário nacional

O concelho de Mogadouro integra uma rota nacional dedicada ao património templário, com o objetivo divulgar a história e os castelos de Mogadouro e de Penas Roias, monumentos construídos pela Ordem dos monges-guerreiros.

A vereadora da cultura do município de Mogadouro, Márcia Barros, disse que o concelho se distingue pelo património templário que tem nos castelos de Mogadouro, erguido entre 1160 a 1165 e de Penas Roais, que teve o seu início de construção em 1166, sendo estas duas fortalezas consideradas “o expoente máximo da presença dos Templários neste território”.

“Estes dois castelos tiveram um papel crucial na defesa da linha de fronteira durante o período da Idade Média e por isso é importante dar a conhecer e expor em museu como está a acontecer”, vincou a autarca.

Organizado pelo Município de Tomar, em parceria com a CIM Médio Tejo e alguns parceiros institucionais, entre os quais a Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e o Turismo de Portugal, o encontro reuniu cerca de uma centena de participantes e assumiu-se como um momento determinante para a consolidação da Rota dos Templários enquanto produto turístico estruturante, assente na cooperação entre territórios.

No segundo dia do Encontro, o programa desenrolou-se integralmente no terreno, com visitas ao património templário da região do Médio Tejo, designadamente ao Convento de Cristo, ao Castelo de Almourol e aos dois centros de interpretação dedicados à temática templária, em Tomar e Vila Nova da Barquinha, respetivamente.

Estas visitas técnicas permitiram reforçar a articulação entre o conhecimento académico, a conceção de produtos turísticos e a experiência concreta dos visitantes, consolidando a visão integrada que esteve na base de todo o encontro.

O I Encontro da Rota dos Templários Portugal afirmou-se, assim, como um marco no caminho de valorização e promoção do património templário nacional, reforçando o compromisso das entidades organizadoras e parceiras em continuar a trabalhar em rede para projetar o Médio Tejo e Portugal no mapa das grandes rotas templárias europeias.

A Rota dos Templários Portugal é apoiada através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do Programa Regional Centro 2030.

Fonte: Lusa e AL | Foto: Flickr