Miranda do Douro: Fim-de-semana com consultas de várias especialidades médicas
O município de Miranda do Douro, através do Contrato Local de Desenvolvimento Social – 5G (CLDS-5G) promove no sábado e no Domingo, dias 4 e 5 de outubro, um conjunto de consultas médicas de especialidade nos centros de saúde e nos lares de idosos do concelho.
Os médicos especialistas vão ministrar consultas no Centro de Saúde de Miranda do Douro, na Extensão de Saúde de Sendim e nas Estruturas Residenciais para Pessoas idosas do concelho.
A população do concelho de Miranda do Douro tem assim a oportunidade de aceder a consultas médicas de Dermatologia, Cardiologia, Ginecologia, Otorrino (medição da audição), Ortopedia, Pediatria, Pneumologia e Urologia.
Esta iniciativa visa facilitar o acesso aos cuidados de saúde da população do concelho e resulta de uma parceria entre o município de Miranda do Douro, no âmbito do projeto CLDS-5G e o Centro de Saúde de Miranda do Douro.
O Contrato Local de Desenvolvimento Social – 5ª Geração (CLDS 5G), “Miranda un Cunceilho Cumbida” é um projeto de intervenção comunitária, cuja entidade contratante é a Câmara Municipal de Miranda do Doudo e está a ser executado pela Corane – Associação de Desenvolvimento dos Concelhos da Raia Nordestina
Em todo o país, os CLDS 5G em curso são projetos de intervenção comunitária que visam melhorar a qualidade de vida das populações.
Até agosto, a receita fiscal do Estado totalizou 39.608,8 milhões de euros, um aumento de 8,7% face ao mesmo período de 2024, indicou a Entidade Orçamental.
“Em agosto de 2025, a receita fiscal acumulada do subsetor Estado totalizou 39.608,8 milhões de euros”, lê-se na síntese de execução orçamental hoje divulgada.
Relativamente a agosto de 2024, verificou-se um aumento de 3.164,7 milhões de euros ou de 8,7%.
Do lado dos impostos diretos, houve um aumento de 1.403,2 milhões de euros devido, sobretudo, à evolução da receita de IRS – Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares, que cresceu 16,5%.
Já a receita do IRC – Imposto sobre o Rendimento das pessoas Coletivas contraiu-se 7,5%, em termos homólogos, penalizada pela redução dos pagamentos de autoliquidação, “em consequência do aumento dos pagamentos por conta entregues em 2024”.
No que diz respeito aos impostos indiretos, constatou-se uma subida de 1.761,5 milhões de euros, relativamente ao mesmo período de 2024, devido ao desempenho da receita líquida do IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado (+9,4%).
Destacou-se ainda o crescimento da receita líquida do ISP – Imposto sobre os Produtos Petrolíferos em 12,8% e do Imposto sobre o Tabaco em 15%.
Sem a prorrogação do pagamento do IVA e o pagamento de impostos diferidos em sede de IRC, em fevereiro de 2024, a receita fiscal teve um ganho homólogo de 7,9%.
No período em análise, os reembolsos fiscais tiveram uma quebra de 9,3% ou de 1.040,3 milhões de euros em comparação com agosto de 2024, com a descida dos reembolsos do IRC e do IVA a pressionarem.
Autárquicas: Mais de 9,3 milhões de eleitores inscritos para votar nas eleições
Mais de 9,3 milhões de eleitores estão inscritos para votar nas eleições autárquicas de 12 de outubro, dos quais mais de 41 mil são cidadãos estrangeiros recenseados em Portugal, segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI).
O Ministério da Administração Interna (MAI) especificou que a 28 de setembro, data em que se deu o encerramento dos cadernos eleitorais, existiam 9.303.840 eleitores inscritos para as autárquicas.
Destes, 9.262.722 são eleitores nacionais, acrescentou o MAI.
Dos restantes, 18.319 são eleitores estrangeiros da União Europeia (UE) e 22.799 são eleitores estrangeiros provenientes de fora da UE, em ambos os casos recenseados em território nacional, acrescentou.
A campanha oficial para as eleições autárquicas, que se realizam em 12 de outubro, começou a 30 de setembro e decorre até 10 de outubro, segundo o calendário divulgado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Os dados provisórios da CNE estimam que se candidatam nestas autárquicas 817 forças políticas e movimentos, dos quais 618 são candidaturas de grupos de cidadãos eleitores, 181 candidaturas de diferentes coligações partidárias e ainda de 18 partidos políticos.
De acordo com os números provisórios, no total, as candidaturas apresentaram 1.588 listas às câmaras municipais, 1.524 às assembleias municipais e 9.750 a assembleias de freguesia.
No Domingo, dia 12 de outubro, as eleições autárquicas decorrem entre as 08:00 e as 20:00. Neste ato eleitoral, vão eleger-se os órgãos dirigentes de 308 câmaras municipais, 308 assembleias municipais e 3.221 assembleias de freguesia.
Outras 37 freguesias vão escolher o executivo em plenários de cidadãos, por terem menos de 150 votantes.
Na sequência destas autárquicas serão repostas 302 freguesias que tinham sido agregadas ou extintas pela reforma administrativa de 2013, num processo que desagregará 135 uniões de freguesia.
Portugal tem 308 municípios e, na sequência das próximas autárquicas, terá 3.258 freguesias (o Corvo é o único concelho sem Junta de Freguesia, sendo as competências desta assumidas pela Câmara Municipal).
A 1 de outubro, na memória litúrgica de Santa Teresa do Menino Jesus e no início do mês do Rosário e mês missionário, ficou disponível ao público o livro «Um Mês com a Irmã Lúcia», da autoria do Carmelo de Coimbra.
Alguns meses após a publicação de “Viver na Luz de Deus” – já a caminho da 2ª edição – que “expôs o itinerário espiritual da venerável Irmã Lúcia tendo por base os escritos do seu diário, chega-nos agora esta publicação que procura apresentar, de forma acessível a todos, novos matizes da vida e espiritualidade desta carmelita descalça”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.
Pretendendo ser um livro de oração e que ajude a rezar, ao longo de 30 dias, encontra-se a Irmã Lúcia companheira de caminho na vida de todos os dias, onde, por “entre luzes e sombras, provações e alegrias, se vai entretecendo a vida de santidade a que todos somos chamados”.
Os trechos dos escritos desta carmelita, “retirados igualmente do seu diário íntimo e muitos deles inéditos”, são divididos pelos vários momentos do dia, de modo a fazer surgir “pequenos espaços de silêncio e de escuta precisamente aí, nos nossos dias agitados, de forma a reencontrarmos, sempre de novo, a Luz imensa que é Deus”.
Esta obra, primeiro fruto de uma colaboração da Província Portuguesa da Ordem dos Carmelitas Descalços com o Carmelo de Santa Teresa, “é enriquecida com um conjunto de orações da autoria do frei João Costa, OCD e ilustrações de Avelino Leite que salientam os grandes traços da vida monástica desta religiosa carmelita, vivida por fora como todas, por dentro como nenhuma, que muito apraz à sua comunidade tornar mais conhecida”.
Apicultura: Produção de mel com quebras que ultrapassam os 70% na região transmontana
A produção de mel diminuiu cerca de 70% no Parque Natural de Montesinho e cerca de 60% na região da Terra Quente Transmontana, nomeadamente em Mirandela, indicaram vários apicultores.
De acordo com a Federação Nacional de Apicultores de Portugal (FNAP), estima-se que, só na zona da Terra Quente, se tenham perdido dezenas de toneladas de mel, isto porque “as colmeias cresceram para começar a produzir e, quando estavam a iniciar a sua produção, quando havia floração, muda radicalmente a temperatura”.
“Estava um tempo bom, 20 dias depois estava chuvoso, ventoso, temperaturas baixíssimas, elas retraíram, parou a postura, as abelhas velhas morreram, não houve renovação, a quantidade de abelhas dentro da colmeia diminuiu, não fizeram recuperação, não houve produção”, explicou o presidente da FNAP, Manuel Gonçalves, também responsável pela Associação de Apicultores do Parque Natural de Montesinho.
Nesta área protegida, as colmeias foram fortemente afetadas. Maria João Pires foi uma das apicultoras afetadas no concelho de Bragança. Tem cerca de 900 colmeias, que produziram pouco mais de 20% de mel. “É muito complicado para nós, enquanto produtores, porque estávamos a contar com aquela produção para vender e, tendo uma quebra de 80%, é muito difícil escoar o produto”, disse.
Segundo a produtora, as constantes alterações meteorológicas foram um problema, mas também os incêndios. O Parque Natural de Montesinho foi afetado por um fogo em julho, destruindo assim plantas e, consequentemente, alimento para as abelhas. Por isso, a alternativa passa por alimentar as colmeias. “Ou fazemos isso, ou as abelhas morrem”, explicou a jovem, adiantando que isto traz “mais custos” e “não há apoios”. “Ou temos dinheiro do nosso lado para investir, ou não vamos conseguir suplementar e vamos acabar por perder as colmeias, o mel e acabamos por perder tudo”, vincou.
A apicultora reclama “apoios significativos por parte do Governo”, para que os produtores se consigam manter. Considera que a quantia atribuída nos subsídios “não chega” e, por isso, nem sequer recorre à ajuda, porque “não compensa”.
Outro dos apicultores afetados foi Francisco Peres. Tem cerca de 200 colmeias em Mirandela, mas com uma quebra de produção “muito grande”. “Uma quebra na ordem dos 50% ou mais. Aqui, com estas 40 colmeias, costumo colher mil quilos de mel, este ano não cheguei aos 300 quilos”, lamentou.
Também Francisco critica os apoios atribuídos, face à crise que o setor apícola atravessa. “Estas colmeias já foram quatro vezes este ano e a ajuda só é de dois tratamentos, portanto, não chega”, apontou.
Mirandela foi um dos concelhos fustigados pelos incêndios este Verão. O presidente da Cooperativa de Mel da Terra Quente e Frutos Secos, José Domingos, adiantou que arderam mais de 10 mil colmeias nesta zona, sendo que alguns produtores chegaram a perder quase 300 colmeias, consumidas pelas chamas.
Tendo em conta este cenário, o responsável teme que pode haver apicultores que desistam da atividade. “No ano passado, a produção ficou abaixo da média, mas aceitou-se. Este ano não deu para manter as colmeias. Se estamos a trabalhar, se gastamos dinheiro – e qualquer coisa na apicultura é cara – a seguir não tem rendimento, as pessoas ponderam abandonar a atividade”, referiu.
E como diz o ditado “uma desgraça nunca vem só”, depois de uma Primavera com clima instável, de um Verão com incêndios, chega agora o Outono, com um forte ataque da vespa asiática ou velutina, que se alimenta das abelhas. “As abelhas por causa da velutina não saem das colmeias, se não as alimentarmos acabam por morrer à fome”, esclareceu o apicultor Francisco Peres, que num apiário, com cerca de 40 colmeias, tem “11 armadilhas”, onde consegui apanhar “centenas” de vespas asiáticas. “Isto é um problema muito sério”, afirmou.
Tão sério ao ponto de pôr em causa o setor agrícola e toda a existência humana, visto que as abelhas, através da polinização, contribuem para a produção de alimento. “A agricultura começa a ficar também em risco. A atividade apícola estimula tudo isto, faz com que haja produção. Se começarmos a definhar, a desistir [da apicultura], sobretudo os pomares de amendoeiras vão ter dificuldades nas suas produções”, garantiu José Domingos.
Devido aos incêndios, em toda a região Norte, segundo dados da Federação Nacional de Apicultores de Portugal, 14 mil colmeias ficaram afetadas, sendo que cerca de quatro mil foram mesmo destruídas.
Quanto aos apoios relativo ao potencial produtivo, o presidente da federação, Manuel Gonçalves, avançou que, para fazer face às quebras, os apicultores são pagos para fazerem “serviço de polinização”, nomeadamente em explorações de amendoal e nogueiral, tendo “uma receita que lhes compensa a quebra de produção que vão tendo”.
Os produtores de mel que ficaram com colmeias destruídas pelas chamas puderam também recorrer à ajuda do Governo, de 10 mil euros.
Saúde: Estado comparticipa tratamentos termais até 110 euros anuais por utente
O Estado vai comparticipar em 35%, o conjunto de tratamentos termais prescritos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), com o limite de 110 euros anuais por utente, segundo uma portaria que entrou em vigor a 1 de outubro.
A portaria fixa em dois milhões de euros o valor anual máximo de comparticipação do Estado em tratamentos termais.
Cada tratamento termal deve ter uma duração mínima de 12 dias e máxima de 21 dias e depende da prescrição do médico de medicina geral e familiar do utente no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que tem a validade de um ano.
A comparticipação abrange o conjunto de atos e técnicas que compõem cada tratamento termal, nos termos do plano de tratamentos definido pelo médico hidrologista em estabelecimento termal, na sequência da prescrição do médico de família.
Segundo a portaria, assinada pelos ministros das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e da Saúde, Ana Paula Martins, as comparticipações abrangem várias doenças, entre as quais artrite reumatoide, rinite, asma, urticárias, psoríase, diabetes, obesidade, insuficiência venosa, anemia e doenças neurológicas e psiquiátricas.
Além de consulta e acompanhamento médico, o diploma define os atos e técnicas termais: Hidropinia, técnicas de imersão, técnicas de duche, técnicas de vapor, técnicas especiais (aparelho respiratório, outras técnicas) e técnicas complementares.
Compete aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) assegurarem, no prazo máximo de 180 dias, após a entrada em vigor da portaria, a adaptação dos sistemas de prescrição eletrónica e das plataformas de acesso utilizadas pelos estabelecimentos termais.
Durante o período de 180 dias, as entidades prestadoras de tratamentos termais devem proceder também à adaptação dos respetivos sistemas de informação, ao nível da conformidade técnica e referente à faturação dos tratamentos termais comparticipados, de acordo com as normas e especificações técnicas definidas pelos SPMS.
“A entidade prestadora deve disponibilizar ao utente e aos profissionais de saúde do SNS o relatório referente aos resultados dos cuidados termais realizados, através dos meios digitais disponibilizados” pelos SPMS, refere o diploma.
Cabe à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) acompanhar a implementação do regime estabelecido na portaria, assegurando a monitorização do número de utentes, tipologia de atos e técnicas termais e despesa faturada global e por unidade local de saúde prescritora.
O Governo salienta que “a relevância do termalismo no contexto do SNS tem vindo a ser reiteradamente reconhecida, designadamente pela sua contribuição para a prevenção e controlo de patologias crónicas, melhoria da qualidade de vida dos utentes, potencial redução da despesa associada à prescrição de meios complementares de diagnóstico e terapêutica e ao consumo de medicamentos, bem como pela diminuição do absentismo laboral”.
Entrevista: “Todos temos o dever de contribuir para o desenvolvimento do concelho de Vimioso” – António Oliveira (PS)
Natural de Argozelo, o engenheiro António Oliveira regressa à política do concelho de Vimioso, como candidato do partido socialista (PS) à presidência da Câmara Municipal, nas eleições autárquicas de 12 de outubro, tendo definido como prioridades o repovoamento, o investimento público e as acessibilidades.
Terra de Miranda – Notícias: Quem é António Oliveira? Qual é o seu percurso de vida, pessoal e profissional?
António Oliveira: Sou natural de Argozelo, casado e pai de duas filhas, que já estão no ensino superior, nos cursos de medicina. Tenho 54 anos, sou engenheiro civil, com licenciatura no Instituto Superior Técnico em Lisboa e mestrado e doutoramento na Universidade do Minho. Iniciei a minha carreira profisssional nas Infraestuturas de Portugal (IP). No âmbito político, durante seis anos fui vereador na Câmara Municipal de Vimioso.
T.M.N: É o candidato do Partido Socialista (PS) nas eleições autárquicas de 12 de outubro. Porque razão decidiu regressar à política, como candidato à presidência da Câmara Municipal de Vimioso?
A.O.: Decidi candidatar-me à presidência do município de Vimioso, porque acredito que não devemos conformar-nos com a atual situação do concelho. Todos temos o dever de contribuir para o desenvolvimento do concelho de Vimioso. Na minha perspectiva, nos últimos quatro anos houve negligência, inoperância e lentidão por parte do executivo municipal.
T.M.N.: Na sua análise quais são os principais problemas do concelho de Vimioso?
A.O.: O concelho de Vimioso está a perder população e não há investimento público local. Veja-se o atual estado na avenida de Alcanices que a meu ver necessita de uma requalificação, a fachada do pavilhão multiusos e a fraca qualidade da água que chega à casa de algumas casas. Nas aldeias, ainda bem que se realizam as feiras de produtos locais, mas estes eventos merecem outras condições, com a construção de pavilhões multiusos.
“O concelho de Vimioso está a perder população e não há investimento público local.”
T.M.N.: Para desenvolver o concelho de Vimioso, quais são as suas prioridades? O que é mais importante fazer no concelho?
A.O.: Perante o problema do despovoamento e para incentivar a fixação de pessoas, uma das medidas é abdicar da taxa de participação variável do IRS. Desde 2008, cada município decide, anualmente, se fica ou não com uma percentagem da receita de IRS cobrada pelo Estado relativamente a cada munícipe. Esta taxa pode ir de 0% a 5%. Ao abdicar desta taxa, estamos a devolver dinheiro aos municípes e esta receita para o município não teria grande impacto, pois são cerca de 70 mil euros, num orçamento anual do município de Vimioso que são 13 milhões e 400 mil euros. Na minha perspetiva, a isenção desta taxa de IRS é uma boa medida para atrair novos habitantes para o concelho de Vimioso.
“Perante o problema do despovoamento e para incentivar a fixação de pessoas, uma das medidas é abdicar da taxa de participação variável do IRS.”
T.M.N.: No ensino, a não existência do secundário no Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) é um dos motivos do êxodo da população. O que pretende fazer neste âmbito?
A.O.: Atualmente, tenho consciência que é muito difícil proporcionar o ensino secundário no Agrupamento de Escolas de Vimioso. No entanto, acredito que com o desenvolvimento económico, a fixação de mais famílias e por conseguinte um maior número de crianças e jovens no agrupamento de escolas, pode ser possível abrir o secundário.
T.M.N.: Para inverter o despovoamento, que outras medidas pretende implementar?
A.O.: Outra medida importante seria alargar as áreas de reabilitação urbana a todas as freguesias do concelho e não só a algumas como acontece atualmente. Esta medida é importante, porque quando alguém pretende construir uma casa numa freguesia que está inserida numa área de reabilitação urbana, o IVA é de 6%, mas se estiver fora dessa área o imposto é de 23%. Para além do custo mais reduzido na construção, esta medida serve também de incentivo para a recuperação de muitas casas que estão ao abandono nas nossas vilas e aldeias. Esta medida destina-se por exemplo aos médicos e aos professores que lecionam em Vimioso. Em vez das viagens diárias para Bragança, há que criar condições para a fixação destes profissionais.
“Para além do custo mais reduzido na construção, o alargamento das áreas de reabilitação urbana serve também de incentivo para a recuperação de muitas casas que estão ao abandono nas nossas vilas e aldeias.”
T.M.N.: Qual é a realidade das aldeias do concelho de Vimioso?
A.O.: Há aldeias muito despovoadas e a população é maioritariamente idosa. Uma das medidas que gostaria de implementar é a criação de uma rede de transporte concelhia, para que uma ou duas vezes por semana, as pessoas das aldeias pudessem vir à sede de concelho, a Vimioso, tratar dos seus assuntos, como ir ao centro de saúde, à farmácia, às finanças, ao supermercado, etc..
T.M.N.: Já indicou medidas para o repovoamento, o investimento público, que outras prioridades define para o concelho de Vimioso?
A.O.: As acessibilidades. Refiro-me à construção da ligação Vimioso – Carção, que é sem dúvida uma acessibilidade estruturante para o concelho de Vimioso. Mas falta continuar a lutar por uma ligação digna à A4, por exemplo, com a retificação do troço de Argozelo até Outeiro. Contudo, este projeto não é autárquico é da responsabilidade do governo, pelo que compete à Câmara Municipal fazer chegar esta reivindicação ao Estado e às Infraestruturas de Portugal (IP). Outra acessibilidade importante é uma melhor ligação a Espanha, cuja estrada está há cerca de um ano interdita a veículos pesados, por causa de uma possível falha numa passagem hidráulica. A demora em reparar esta estrada municipal e o fecho ao trânsito de veículos pesados é inadmissível.
“A demora em reparar a estrada até Espanha, que está há cerca de um ano interdita a veículos pesados, por causa de uma possível falha numa passagem hidráulica é inadmissível.”
T.M.N.: Numa análise à sua equipa, há muitas pessoas que participam pela primeira vez como candidatos aos vários órgãos autárquicos. Este facto, por um lado revela coragem das pessoas e é salutar para a democracia, mas por outro denota tambêm inexperiência política. Qual é a valia dos seus candidatos?
A.O.: Quanto à inexperiência política vejo isso como uma mais-valia, pois esse saber adquire-se e não há ninguém que nasça com experiência política. Sobre a escolha da minha equipa, realço que há pessoas com experiência profissional na educação, é o caso do candidato Francisco Marques, que foi diretor de escolas de um dos maiores agrupamentos do país. A Sandra Pires, natural de Pinelo, tem larga experiência na área financeira. E há pessoas com um profundo conhecimento da realidade do concelho. O mais importante é reunir pessoas com vontade de trabalhar em prol do concelho de Vimioso, sem interesses e sem vícios. Um dos problemas do concelho de Vimioso é que são sempre as mesmas pessoas a fazer as mesmas coisas, não há inovação e portanto não há desenvolvimento.
“Reuni pessoas com vontade de trabalhar em prol do concelho de Vimioso, sem interesses e sem vícios.”
T.M.N.: Conseguiu renuir candidatos para todas as assembleias de freguesia no concelho de Vimioso?
A.O.: Sim, felizmente consegui reunir um conjunto de pessoas com competência em diferentes áreas profissionais. Destaco por exemplo, o candidato à freguesia de Argozelo, Francisco Lopes, com experiência em gestão e larga experiência política. Na freguesia de Angueira, o candidato é um anterior autarca, o Emílio. De um modo geral, encontrei pessoas que têm vontade de trabalhar pela sua freguesia e trazer novas ideias.
T.M.N.: Uma das críticas mais recorrentes que a população vimiosense faz aos candidatos e eleitos à Câmara Municipal de Vimioso é a não residência no concelho, mas sim na cidade de Bragança. Planeia residir no concelho de Vimioso?
A.O.: Essa crítica faz todo o sentido. Até aqui a minha vida profissional não me permitiu residir permanentemente no concelho, mas neste período de campanha eleitoral estou a morar na vila de Argozelo. E se for eleito, como eu espero, é em Argozelo que vou residir.
Miranda do Douro: Município atribui bolsas de estudo no valor total de 32.657 euros
Para o ano letivo 2025/2026, o município de Miranda do Douro aprovou a atribuição de 25 bolsas de estudo, no valor total de 32.657 euros, correspondente a 10 prestações de 130,63 euros mensais.
“O programa de Bolsas de Estudo ao Ensino Superior destina-se a apoiar o prosseguimento de estudos a estudantes economicamente carenciados e com aproveitamento escolar que, por falta dos necessários meios económicos, se vêm impossibilitados de o fazer”, indica em comunicado, a autarquia de Miranda do Douro
O período de candidaturas às bolsas de estudo decorre de 1 até 31 de outubro.
Segundo o regulamento do concurso, entre outros requisitos, podem concorrer às bolsas todos os alunos, em que o agregado familiar do candidato, tenha residência fixa no concelho de Miranda do Douro, há mais de dois anos.
Segundo o município, “as candidaturas deverão ser entregues no Balcão Único da Câmara Municipal, devidamente acompanhadas do Impresso de Candidatura e dos documentos solicitados, dentro daquele período e no horário de expediente”.
Ensino Superior: Há menos cinco mil caloiros nas universidades e politécnicos
No concurso nacional de acesso, cerca de 45 mil alunos foram colocados numa instituição de ensino superior, um número que indica que há menos cinco mil caloiros do que no ano passado.
Os resultados da última fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) foram hoje divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) que mostram que as universidades e institutos politécnicos têm agora 45.290 novos estudantes, ou seja, menos 10% do que no ano passado, quando ficaram colocados 50.612 candidatos.
A hipótese de haver este ano menos alunos a chegar ao ensino superior começou a ser levantada quando se soube que havia menos candidatos à 1.ª fase do CNAES, uma teoria reforçada pelos resultados das 1.ª colocações que mostraram que apenas 44 mil alunos conseguiram uma vaga, menos 12% do que no ano anterior e o número mais baixo desde 2016.
As colocações mantiveram-se sempre abaixo dos anos anteriores e esta 3.ª e última oportunidade de ingressar no ensino superior através do CNAES não foi exceção: Apenas 801 novos colocados, menos do dobro dos do ano passado.
Dos 801 novos caloiros, 471 conseguiram um lugar numa universidade e os restantes 330 num politécnico, segundo os resultados disponíveis na página da Internet da DGES.
Reitores, presidentes de politécnicos e associações de estudantes têm apontado vários motivos para a redução de alunos, desde o elevado preço do alojamento, às dificuldades económicas das famílias que não conseguem manter um filho a estudar longe de casa até à obrigatoriedade de realizar exames nacionais para terminar o ensino secundário.
O problema não estará relacionado com o número de vagas disponibilizadas pelas instituições de ensino superior. Só nesta 3.º fase, por exemplo, concorreram 3.046 alunos às 6.710 vagas disponibilizadas. Nas três fases, houve 55.292 lugares e ficaram colocados 45.290 estudantes.
A maioria dos novos alunos ficou colocada no subsistema universitário, que conta agora com cerca de 29 mil “caloiros”, registando uma taxa de ocupação de 92,8%.
Mais uma vez este ano, foi nos institutos politécnicos que ficaram mais vagas por preencher, com uma taxa de ocupação de 67,7,2% após a admissão de 16.271 novos alunos.
Os institutos politécnicos de Tomar, Bragança, Guarda e de Beja foram os que tiveram as taxas de ocupação mais baixas (menos de 40%), por oposição às universidades de Coimbra, Nova de Lisboa, Lisboa, Porto, ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e Escola Superior de Enfermagem em Lisboa, que viram ocupadas mais de 95% das vagas disponibilizadas.
Para os estudantes agora colocados, a matrícula e inscrição é realizada entre 1 a 3 de outubro junto da instituição de ensino superior.
Entre 1 de janeiro e 15 de setembro, a GNR registou 1.942 ocorrências de burlas, 4.964 crimes de furtos e 327 roubos a idosos, informou a força de segurança no arranque da operação “Censos Sénior 2025”.
Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana (GNR) refere que entre 1 de janeiro e 15 de setembro foram detidas três pessoas pela prática destes crimes de burlas, 57 pelos crimes de furto e 32 detidos por crimes de roubos.
A operação Censos Sénior, cuja edição de 2025 se inicia a 1 de outubro, Dia Internacional do Idoso, permitiu identificar no ano passado mais de 42 mil idosos que vivem sozinhos e/ou isolados.
Segundo a guarda, a operação, que envolve cerca de 420 militares, vai decorrer até 16 de novembro em todo o território nacional e envolve ações de patrulhamento e sensibilização aos mais idosos para reforçar os comportamentos de autoproteção e segurança.
A operação pretende “alertar para os comportamentos de segurança que permitem reduzir o risco dos idosos tornarem-se vítimas de crimes, nomeadamente em situações de violência, de burla e furto”.
Entre janeiro e 15 de setembro, a GNR realizou 8.160 ações de sensibilização das quais 569 ações em sala e 7.591 ações porta-a-porta.
Na edição de 2024, a GNR sinalizou 42.873 idosos que vivem sozinhos e/ou isolados, ou em situação de vulnerabilidade.
As situações de maior vulnerabilidade foram reportadas às entidades competentes, sobretudo de apoio social, para acompanhamento.
Guarda foi o distrito onde mais idosos isolados ou a viver sozinhos foram sinalizados (5.606), seguido de Vila Real (5.143), Bragança (3.367), Faro (3.496), Viseu (3.325), Beja (2.998), Portalegre (2.772), Évora (2.462) e Santarém (2.020).
Na edição do ano passado, a GNR realizou ainda 369 ações de sensibilização em sala e 4.859 ações “porta a porta”, abrangendo um total de 31.210 idosos.
A operação “Censos Sénior” decorre desde 2011, atualizando a cada ano a sinalização geográfica desta população.