Outono/Inverno: Domingo os relógios atrasam uma hora
Na madrugada de Domingo, dia 26 de outubro, os relógios atrasam uma hora, quando forem 02:00 da manhã, os relógios devem ser atrasados 60 minutos, passando para a 01:00, dando assim início ao horário de outono/ inverno.
Na madrugada de domingo (26 de outubro), os relógios atrasam uma hora, em Portugal continental e nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
Na Região Autónoma dos Açores, a mudança é feita à 01:00 da madrugada de Domingo, passando para as 00:00.
O atual regime de mudança da hora é regulado por uma diretiva (lei comunitária) de 2000, que prevê que todos os anos os relógios sejam, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora, no último Domingo de março e no último Domingo de outubro, marcando o início e o fim da hora de verão.
A 30 de março 2025, a hora legal volta a mudar, para o regime de verão.
Na União Europeia (UE), todos os 27 estados-membros voltam a debater o fim ao acerto sazonal dos relógios na primavera e outono.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que Espanha vai propor à União Europeia o fim definitivo da mudança de hora na Europa e a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu fizeram um apelo no mesmo sentido.
Durante um debate sobre o tema, todos os grupos políticos manifestaram-se a favor do fim da mudança da hora, sublinhando os impactos negativos na saúde.
O debate sobre o acerto sazonal não é novo. Em 2019, o Parlamento Europeu votou a favor do fim da mudança horária até 2021, na sequência de uma consulta pública da Comissão Europeia, em que 84% dos 4,6 milhões de inquiridos manifestaram-se a favor dessa posição.
No entanto, a medida nunca avançou por falta de consenso no Conselho da União Europeia, onde os ministros dos estados-membros não concordaram num posição comum para responder à proposta legislativa.
Bragança-Miranda: Seminário de São José vai ter uma hospedaria
O bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida informou que que o Seminário Interdiocesano de São José, na cidade de Bragança, vai ter uma hospedaria para albergar participantes em retiros, encontros e turistas, sendo que esta iniciativa visa contribuir para a sustentabilidade da Casa Pastoral Diocesana.
“A finalidade da hospedaria é oferecer uma casa de acolhimento, com 60 camas, para retiros, encontros, alguém que passa e queira ficar uns dias connosco. Pela experiência, em Portugal, não há nenhuma casa de retiros que sobreviva só com retiros.”, disse D. Nuno Almeida, em entrevista à Agência ECCLESIA.
O bispo de Bragança-Miranda explicou que “o projeto está aprovado” e têm “a parte mais estrutural” da Casa Pastoral Diocesana construída, o que lhes deu a possibilidade de rever os planos, o “arquiteto está a transformar o projeto para que seja um hotel ou uma hospedaria”, porque “não teria sentido, uma casa tão grande, com condições” para receber atividades de meio a meio ano, ou de três em três meses.
Esta alteração ao projeto inicial da Casa Pastoral Diocesana, em Bragança, vai possibilitar à diocese transmontana “receber grupos, sobretudo no que respeita ao turismo religioso”, de candidatar “esta obra aos fundos da União Europeia”, e “também rentabilizar”, quando não estiver a ser usada para retiros, para receberem hóspedes, para além de congressos, no “auditório e várias salas”.
O bispo de Bragança-Miranda destaca que o Seminário Maior de São José já tem cozinha e lavandaria, e “um espaço fabuloso”, com um “bosque muito grande”, de nove hectares e campo de jogos.
No decreto de nomeações pastorais do ano 2024/2025, em setembro de 2024, o bispo brigantino anunciou que ia passar a residir no seminário diocesano, com aqueles que o acompanham no dia a dia, “por causa da fragilidade económica da diocese”, enquanto a Cúria e os restantes serviços continuavam na Casa Episcopal.
D. Nuno Almeida lembra que esta mudança “já estava prevista”, o projeto Casa Pastoral Diocesana tem “um pequeno apartamento episcopal”, com a intenção de “ter um ambiente de família”, mas antecipou essa decisão, salientando que no seminário funciona a Escola de Formação de Ministérios, o IDEP – Instituto Diocesano de Estudos Pastorais, os movimentos têm muitas atividades, e há grupos que pedem para celebrar a Eucaristia, e fazer refeições.
“A Casa Episcopal foi adaptada, nunca teve este ambiente familiar que precisamos todos. Sobretudo à noite, e ao sábado e domingo, morar sem ninguém é um pouco assustador. Esta decisão de habitar no seminário permite que façamos um dia a dia muito simples, com os sacerdotes que residem ali, também os sacerdotes idosos, os três seminaristas. E, depois, é uma casa onde há vida, porque há um andar que está ocupado por estudantes do IPB [Instituto Politécnico de Bragança, ndr.]”, desenvolveu.
Sobre a “fragilidade económica da diocese”, o bispo de Bragança-Miranda explicou que teve “a sorte de encontrar uma diocese sem dívidas, com algumas obras de vulto”, como a catedral, “mas economicamente muito frágil”, e percebem nas contas que mantêm a diocese “porque a maior parte de quem trabalha o faz voluntariamente”.
“Com os encargos fixos que a diocese tem, em termos também das responsabilidades com o seminário e com o funcionamento da cúria, estamos nesta situação frágil. Apercebemos, logo no início, que era preciso reduzir despesas, e tentarmos aumentar um bocadinho as receitas. Uma das formas de reduzir as despesas, por exemplo, foi termos só uma casa, só uma cozinha, só uma lavandaria, o aumentar a receita significa um apelo à generosidade, e também uma questão organizativa”, acrescentou D. Nuno Almeida.
O bispo de Bragança-Miranda realça que “a diocese é uma família de famílias, ou uma comunidade de comunidades”, e tem também que “ter responsabilidade em relação a cada paróquia, se um sacerdote está a passar dificuldades”, para além de ter “sempre alguém em formação”, sobretudo sacerdotes, em Salamanca e em Roma, mas também diáconos permanentes e sobretudo os leigos que trabalham nos secretariados.
Economia: Philippe Aghion recomenda investimento na inovação tecnológica
O Prémio Nobel de Economia de 2025, Philippe Aghion apelou aos países europeus para não deixarem a China e os Estados Unidos monopolizarem a inovação tecnológica.
“Acho que os países europeus precisam de perceber que não devemos deixar os Estados Unidos e a China tornarem-se os líderes tecnológicos e perder para aqueles dois países”, afirmou, em contacto com o comité Nobel, em Estocolmo.
Aghion e o canadiano Peter Howitt foram premiados por desenvolverem um modelo matemático que descreve o processo de “destruição criativa”, ou seja, quando a chegada ao mercado de um produto novo e melhor afasta as empresas que vendem os produtos mais antigos.
Philippe Aghion voltou a falar sobre a diferença de riqueza que se aprofundou entre os Estados Unidos e a zona euro desde a década de 1980.
“Após um período de recuperação da Europa em relação aos Estados Unidos em termos de Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre a Segunda Guerra Mundial e meados dos anos 80”, a diferença ampliou-se novamente, explicou o economista francês.
A principal razão é que a Europa não conseguiu implementar grandes inovações tecnológicas.
“Ficámos confinados a avanços tecnológicos médios, o que corresponde perfeitamente ao que o relatório Draghi explica, porque não temos as políticas e instituições adequadas para inovar no campo das altas tecnologias”, disse Aghion.
“Não temos um ecossistema financeiro propício à inovação”, lamentou.
Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), fez uma série de propostas para reativar a economia europeia.
De ex-membro do Partido Comunista a conselheiro económico do Presidente Emmanuel Macron, antes de se afastar, Philippe Aghion quer regular melhor o capitalismo, favorecendo a inovação.
Segundo Aghion, “o importante é adotar políticas que fortaleçam a inovação, mas ao mesmo tempo [importa] construir um sistema com real mobilidade social, um capitalismo regulado” à maneira dos modelos escandinavos, que deve “pensar nos mais vulneráveis”.
O Prémio Nobel da Economia foi atribuído hoje a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt por terem explicado o crescimento económico impulsionado pela inovação.
Metade do prémio, de 11 milhões de coroas suecas (cerca de um milhão de euros), foi concedida a Mokyr, norte-americano-israelita, de 79 anos e professor da Universidade do Noroeste de Illinois, EUA, por “ter identificado os pré-requisitos para um crescimento sustentável através do progresso tecnológico”.
A outra metade foi concedida conjuntamente a Aghion, francês de 69 anos radicado no parisiense Collège de France, e a Howitt, canadiano de 79 anos e professor da Universidade Brown, dos Estados Unidos, pela “teoria do crescimento sustentável através da destruição criativa”.
O trabalho dos laureados mostra que o crescimento económico não pode ser dado como certo.
“Devemos apoiar os mecanismos que sustentam a destruição criativa para não cairmos novamente na estagnação”, afirmou John Hassler, presidente do Comité que concede o Nobel de Economia.
Sendim: Feira dos Grazes no fim-de-semana de 24, 25 e 26 de outubro
No fim-de-semana de 24, 25 e 26 de outubro, a vila de Sendim, no concelho de Miranda do Douro, organiza a feira anual dos Grazes, um certame no qual participam mais de uma centena de feirantes, inclui a venda de produtos locais como o vinho e o azeite e a animação musical é protagonizada pelos concertos de Cachadinha & Amigos, Claudia Nayara e Cláudia Martins & Minhotos Marotos.
A abertura oficial da feira realiza-ze no final da tarde de sexta-feira, dia 24 de outubro, com as danças dos pauliteiros de Miranda /Sendim e os discursos do presidente da União de Freguesias de Sendim e Atenor, Luís Santiago e da presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril.
No espaço dos expositores locais e regionais, vão participar 25 produtores, com produtos endógenos como o vinho, o azeite, os produtos hortícolas, o fumeiro, a doçaria tradicional, o mel e o artesanato em cutelaria e em burel.
Segundo o programa, o serão de sexta-feira, é animado com os cantares ao desafio de Pedro Cachadinha & Amigos e as atuações dos DJ’s Mr. Ginjo e Jorge Barroso.
No sábado e Domingo, dias 25 e 26 de outubro, decorre a feira franca pelas ruas da vila de Sendim, sendo que a organização prevê a participação de 150 a 170 feirantes de todo o país, que vão expor uma grande variedade de produtos e artigos desde o calçado, vestuário, bens alimentares, árvores de fruto, entre outros produtos e artigos.
Todos os anos, a feira dos Grazes, em Sendim, antecede o Dia de Todos os Santos e por isso regista-se a afluência de muito público vindo dos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso e também da vizinha Espanha.
Consciente da importância da animação para atrair a vinda de público, a organização da feira, voltou a investir na programação musical com os concertos de Cláudia Nayara (sábado) e Claudia Martins & Minhotos Marotos (Domingo) e jovem grupo sendinês “Os Rebenta a Gaita”.
Na manhã de Domingo, dia 26 de outubro, outro dos destaques da feira é o passeio motard “Grazes em Movimento”, um iniciativa do motoclube local “Abutres do Douro”.
Ao longo do fim-de-semana, o público que pretenda visitar a vila de Sendim, no decorrer da feira dos Grazes, tem a possibilidade de jantar e almoçar nos restaurantes locais e no restaurante da Comissão de Festas em honra de Santa Bárbara, instalado no pavilhão multiusos.
Todos os anos, a feira dos Grazes, em Sendim é coorganizada pela União de Freguesias de Sendim e Atenor e o município de Miranda do Douro e conta com a colaboração da Comissão de Festas em honra de Santa Bárbara e das associações locais.
Miranda do Douro: Comerciantes e empresários aderem ao marketplace
No âmbito da implementação do Bairro Comercial Digital “La Nubre an Miranda”, no dia 20 de outubro, a Associação Comercial e Industrial do Concelho de Miranda do Douro (ACIMD) realizou uma sessão de apresentação do marketplace, uma iniciativa que visa concretizar a digitalização do comércio, hotelaria, restauração e serviços da cidade e do concelho de Miranda do Douro.
O vice-presidente da ACIMD, Emanuel Soares, lembrou que o Bairro Comercial Digital “La Nubre an Miranda” foi um dos 50 projetos aprovados em todo o país e por isso representa uma “oportunidade única” para o desenvolvimento da economia em Miranda do Douro.
“A nossa candidatura para a digitalização do comércio foi aprovada porque nas ruas do Mercado, 25 de abril e 1º de maio existe um grande número de espaços comerciais, com muita variedade de produtos e artigos. Na implementação do bairro comercial digital, inicialmente está a fazer-se o registo dos 45 comerciantes desta zona da cidade. Futuramente, vamos alargar esse registo a todas as empresas do concelho de Miranda do Douro”, indicou o dirigente da ACIMD”.
De acordo com a ACIMD, a implementação do projeto exige o compromisso e a participação dos comerciantes, na disponibilização e atualização regular dos seus produtos e serviços nas plataformas digitais, na decoração das montras, entre outras responsabilidades.
A Ubiwhere é a empresa que está a implementar o projeto do Bairro Comercial Digital em Miranda do Douro e segundo Rui Costa, atualmente, estão a trabalhar no desenvolvimento do marketplace, da aplicação móvel e na instalação de dois mupis digitais nas ruas da cidade.
“O marketplace é uma plataforma de vendas online onde os comerciantes e empresários têm a oportunidade de publicitar e vender os seus produtos e serviços e efetuar reservas na hotelaria e na restauração. Atualmente, estamos a fazer o registo dos comerciantes na plataforma e a demonstrar-lhes como se faz o registo dos seus produtos e serviços. Futuramente vamos agendar outra reunião, para esclarecimento de dúvidas e formação”, explicou.
Através do marketplace, cada empresa tem sua própria página para mostrar o stock de produtos, gerir as vendas, indicar os métodos de pagamento, entre outras aplicações.
Na abordagem aos comerciantes e empresários na cidade de Miranda do Douro, as maiores dificuldades para efetuar a digitalização são, segundo o responsável da Ubiwhere, a gestão diária dos emails e a atualização dos produtos e serviços nas páginas do marketplace.
Do lado dos comerciantes, Henriques Seixas, proprietário da loja “Sarita Moda”, na cidade de Miranda do Douro mostrou-se otimista com a adesão ao Bairro Comercial Digital “La Nubre an Miranda”.
“A adesão a esta iniciativa que é gratuita, é uma vantagem para os comerciantes e empresários, pois é mais um canal de venda que funciona 24 horas por dia e sete dias por semana, para todo o mundo. A nós, comerciantes, compete-nos atualizar no marketplace, as fotografias e informações sobre os nossos produtos, os preços praticados, as promoções, os saldos, etc.”, disse.
Outra vantagem do marketplace do Bairro Comercial Digital “La Nubre an Miranda” é a possibilidade de vender produtos e serviços para outras latitudes, por exemplo, para a vizinha Espanha e em vários idiomas como o português, mirandês, castelhano, francês e inglês.
“Estas iniciativas visam aproximar os negócios locais das vantagens do mundo digital. É por isso um apoio ao comércio tradicional, que de forma simples, rápida e segura permite fazer compras online com o mesmo cuidado e confiança de sempre”, assegura a Ubiwhere.
Sobre a peculiaridade de instalar um bairro comercial digital, em Miranda do Douro, Rui Costa, disse que o mais diferenciador é a tradução dos conteúdos para a língua mirandesa e a ligação à cultura da Terra de Miranda.
Na cidade de Miranda do Douro, a criação do bairro “La Nubre an Miranda” resulta de um trabalho conjunto entre a ACIMD e a Câmara Municipal de Miranda do Douro e dispõe de um investimento de 700 mil euros, proveniente do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).
A implementação do Bairro Comercial Digital “La Nubre an Miranda” incide em quatro áreas: a digitalização dos processos comerciais, tornando-os mais modernos e eficientes; a expansão dos negócios locais, através da venda online de produtos e serviços; o aumento da visibilidade do negócio com novas estratégias de marketing; e a conexão das ruas com rede Wi-Fi, para aproximar comerciantes e clientes.
Vinhais: Plantação de castanheiros aumenta mas campanha está atrasada
No concelho de Vinhais foram plantados este ano, entre 15 a 20 mil novos castanheiros, o que corresponde a 100 novos hectares de soutos, indicou o presidente do município, Luís Fernandes, num ano em que a campanha da apanha da castanha ainda está atrasada.
Segundo o autarca de Vinhais, “há mais plantação de castanheiros” face ao ano anterior, sendo esta uma das culturas mais importantes do concelho.
O concelho de Vinhais é um dos maiores produtores de castanha do país. Por ano, são produzidas neste concelho do nordeste transmontano entre 12 a 15 mil toneladas de castanha, gerando um volume de negócio de cerca de 15 milhões de euros.
“Nas zonas de montanha, a castanha é, talvez, uma das únicas culturas que ainda consegue apresentar rentabilidade, apesar de ser uma cultura com cada vez mais problemas e cada vez menos soluções”, afirmou o presidente da Arborea – Associação Agro-florestal da Terra Fria Transmontana, Abel Pereira.
Este ano, embora alguns produtores já andem na apanha do fruto, a campanha está atrasada “em relação aos últimos 20 anos”.
“Num ano precoce, nós estaríamos no último terço da campanha, o que quer dizer que terminaria pelo 15 de novembro. Num ano tardio, estamos no início da campanha”, disse.
Face a este atraso, o especialista considera que, este ano, “a castanha pode ser de calibre mais reduzido, porque não teve tempo de se formar”, mas não quis, para já, fazer previsões, embora esteja convicto de que “não será tão mau” como 2017, quando arderam muitos castanheiros devido aos incêndios rurais, e como 2022, onde houve locais sem produção.
Por outro lado, salientou que o atraso é benéfico, porque o “bichado não é muito intenso” e o fungo ‘Gnomoniopsis castanea’, que leva à podridão da castanha, “este ano não deve ter expressão”.
Além disso, prevê-se também que o preço aumente. “O positivo é que a castanha, quanto mais tardia for, melhor vai ser o valor, porque 50% da castanha em Portugal é consumida entre o dia 1 e o dia 11 de novembro, depende da oferta e da procura, e o preço é definido nesse período”, explicou Abel Pereira.
No ano passado, o preço da castanha ultrapassou os 2,5 euros. Este ano, por agora, varia entre “os 1,6 euros e 2,5 euros”, o que “não é mau” para um preço de partida, segundo o presidente da Arborea.
O presidente do município e o da Arborea falavam à margem da apresentação da Rural Castanea de Vinhais, que acontece entre 7 e 9 de novembro.
O certame vai já na 20.ª edição e, de acordo com o autarca Luís Fernandes, durantes estes dias são gerados “centenas de milhares de euros da venda da castanha e de outros produtos”, uma vez que a feira conta ainda com comerciantes de fumeiro, mel, azeite, entre outros.
Nesta edição, há também mais expositores, num total de 61, ou seja, mais “sete ou oito” produtores de castanha do concelho.
Uma das novidades é a prova cega de castanhas, onde os participantes, com os olhos vendados, terão de identificar a variedade da castanha que estão a provar.
No certame também não vai faltar o maior assador de castanhas do mundo, com capacidade para assar uma tonelada de castanhas em simultâneo.
Com o intuito de promover as raças autóctones, pela primeira vez o certame é palco do Concurso Nacional de Ovinos de Raça Churra Galega Bragançana Branca e Preta e o Concurso Nacional da Cabra Preta de Montesinho.
São esperadas ainda as habituais jornadas técnicas do castanheiro e animação, com dois concertos.
Vilar Seco: Lobos matam três ovelhas e ferem outras sete com gravidade
A 21 de outubro, ocorreu mais um ataque de lobos a um rebanho de ovelhas na aldeia de Vilar Seco, no concelho de Vimioso, que causou a morte a três ovelhas, ferimentos “muito graves” noutros sete animais, indicou o pastor e proprietário da exploração pecuária, Isidro Fernandes.
“Verifiquei que no terreno lavrado havia pegadas de pelo menos quatro lobos”, descreveu o pastor, Isidro Fernandes, de Vilar Seco, acrescentando que os predadores “saltaram a vedação e entraram no local onde estavam as ovelhas que estavam prenhas”.
O pastor disse não ter dúvidas que “os lobos atacaram durante o dia e muito próximo da aldeia” a cerca de cem metros da sua casa.
“Os ataques têm acontecido com muita frequência nos concelhos de Vimioso e Miranda do Douro. Há que fazer alguma coisa para evitar estas tragédias”, reclamou.
Segundo o pastor, o ataque aconteceu entre as seis da manhã e as seis da tarde de terça-feira, dia 21 de outubro.
“Os lobos voltaram na madrugada de hoje mas não atacaram, porque deveriam ter sentido alguma coisa e fugiram”, indicou.
Segundo Isidro Fernandes, o ataque foi comunicado à GNR e ao Instituto da Conservação da Natureza e Floresta (ICNF).
Em pouco mais de um mês, este é o quinto ataque de lobos registado no concelho de Miranda do Douro. O último ataque de lobos registado aconteceu em 5 de outubro, em Águas Vivas, no concelho de Miranda do Douro.
Em 19 de setembro, ICNF indicou que, desde 2024, foram registados 32 ataques de lobos, nos concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro e Vimioso.
A falta de alimentos provocada pelos incêndios e o facto de o lobo ser um animal “territorial”, foram algumas das razões avançadas para os ataques, por especialistas.
As proximidades dos ataques dos lobos às aldeias também estão a sobressaltar os produtores de ovinos e caprinos deste território transmontano.
Segundo o ICNF, o lobo ibérico possui em Portugal o estatuto de espécie em perigo, que lhe confere o Estatuto de Espécie Protegida.
Em julho, foi apresentado o Programa Alcateia 2025-2035, de proteção do lobo ibérico, que tem para este ano um orçamento de 3,3 milhões de euros e contempla a revisão das indemnizações por ataques de lobos a gado, aproximando-as dos valores de mercado.
Segundo a direção do ICNF, indemnizações podem atingir valores de, por exemplo, 60 ou 70 euros por animal, quando no mercado seria de 170 ou 180 euros, realçando que não se acompanha completamente o valor do mercado, mas há uma aproximação.
Rodovias: Multas por uso do telemóvel ao volante duplicaram
As contraordenações por uso do telemóvel ao volante duplicaram no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2024, tendo as polícias multado uma média de 84 condutores por dia, num total de 7.587, segundo a Segurança Rodoviária.
O relatório da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), referente ao primeiro trimestre de 2025, destaca o aumento de 114,2% das contraordenações por uso do telemóvel durante a condução em relação ao mesmo período do ano passado.
No relatório de sinistralidade, fiscalização e contraordenações rodoviários, a ANSR dá conta de que as polícias fiscalizaram, entre janeiro e março, 75,7 milhões de veículos, quer presencialmente, quer através de meios de fiscalização automática de controlo de velocidade, um aumento de 31,2% em relação a 2024.
Este aumento da fiscalização refletiu-se nas infrações que ascenderam a mais de 327 mil, o que representa um aumento de 15,6% face ao período homólogo do ano anterior.
Além do uso do telemóvel ao volante, a ANSR refere que no primeiro trimestre do ano se verificou um aumento generalizado de todas as infrações, nomeadamente ausência de seguro (85,6%), falta de inspeção periódica obrigatória (79,7%) e ausência de sistemas de retenção para crianças (54,0%) e álcool (32%).
Em relação ao principal tipo de infração, excesso de velocidade, o documento assinala os aumentos de 53,3% na PSP e de 8,5% na GNR, enquanto as multas registadas no sistema de radares da responsabilidade da ANSR, denominado Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (Sincro), e pela Polícia Municipal de Lisboa diminuíram 2,6% e 7% respetivamente.
O relatório avança igualmente que a criminalidade rodoviária, medida em número de detenções, aumentou 95,2% entre janeiro e março de 2025, comparativamente a 2024, totalizando 10.800 condutores detidos, 4.805 dos quais por condução sob o efeito de álcool e 2.985 por habilitação ilegal.
A ANSR informa ainda que, entre janeiro a março, se registaram no país 8.270 acidentes com vítimas que provocaram 90 mortos, 531 feridos graves e 9.641 feridos ligeiros.
Em relação a igual período de 2019 (ano de referência para monitorização das metas de redução do número de mortos e de feridos graves até 2030 fixadas pela Comissão Europeia e por Portugal) verificaram-se menos 151 acidentes (-1,8%), menos 30 vítimas mortais (-25,0%), menos dois feridos graves (-0,4%) e menos 420 feridos ligeiros (-4,2%).
Em comparação com 2024, nos três primeiros meses de 2025 registaram-se menos 16 acidentes (-0,2%), menos 15 vítimas mortais (-14,3%), menos 25 feridos graves (-4,5%) e menos 23 feridos ligeiros (-0,2%).
A ANSR salienta ainda o aumento de 21% dos acidentes envolvendo velocípedes (bicicletas e trotinetes) em comparação com o mesmo período do ano passado e de cerca de 60% face a 2019.
Entre janeiro e fevereiro ocorreram 793 acidentes com velocípedes que provocaram oito mortos (mais 100% do que em 2024), 38 feridos graves (mais 5,6%) e 738 feridos ligeiros (mais 23%).
Apesar dos acidentes com motos terem diminuído no primeiro trimestre, o número de vítimas mortais aumentou 23%, totalizando 26.
Os dados dizem respeito às vítimas mortais cujo óbito foi declarado no local do acidente ou a caminho do hospital.
São Martinho de Angueira: Iniciou-se a apanha da castanha
Na aldeia de São Martinho de Angueira, pertencente ao concelho de Miranda do Douro, a chegada da chuva coincidiu com o início da apanha da castanha, num ano em que os agricultores locais preveem que haja uma acentuada redução na quantidade e no calibre da castanha, devido à seca prolongada durante os meses de verão.
Na aldeia de São Martinho de Angueira, o agricultor, José Fernandes, começou a apanhar as castanhas da variedade “espanhola”, que diz amadurecerem mais rápido e só mais tarde apanha as castanhas da variedade “longal”.
“Ao longo de cinco meses não choveu o que prejudicou o desenvolvimento das castanhas nos ouriços. Diz a sabedoria popular que se não chover em agosto, não há magusto! Todos os anos, apanho cerca de 1000 quilos de castanhas, mas este ano prevejo apanhar apenas 200 quilos”, indicou.
O produtor de castanhas, afirma que com as alterações climáticas, os castanheiros são muito sensíveis ao calor e secam-se com muita frequência.
Questionado sobre o modo como comercializa a colheita de castanha, José Fernandes, respondeu que é vendida a intermediários, o que nem sempre traz o devido lucro para os produtores.
“Estou convencido de que os agricultores são os que menos ganham na cadeia comercial. Habitualmente, os intermediários ou revendedores começam a pagar 0,80€/quilo de castanha, depois pode subir para 1€, 1,20€, 1,50€ e no máximo atinge os 2€/quilo”, disse.
Sobre a pertinência de organizar uma feira da castanha, em São Martinho de Angueira, José Fernandes, adiantou que seria uma mais-valia para dar visibilidade ao produto âncora da localidade e escoar a produção a um preço mais justo.
Outro agricultor de São Martinho de Angueira, o jovem Ilídio Fernandes, proprietário de 24 hectares de castanheiros corroborou da opinião que a colheita de castanha deve ser mais reduzida e o calibre da castanha também é inferior, devido à falta de chuva nos meses de verão.
“Sim, a seca prolongada durante os meses de verão, em que não choveu nada, prejudicou bastante o desenvolvimento das castanhas e o resultado é uma acentuada quebra na produção e o menor calibre da castanha”, disse.
Nos soutos de castanheiros, Ilídio Fernandes, colhe várias variedades de castanha, como são a longal, que indica é a predominante e a mais tardia, devendo começar a cair em meados de novembro. Outras variedades de castanha existentes em São Martinho de Angueira são a martaínha, um fruto resistente; a castanha espanhola, que tem um bom calibre; e a castanha judia, considerada a mais saborosa.
“É importante ter esta variedade de castanhas, para assegurar que num ano agrícola haja alguma produção. Em 2024, apanhámos 14 mil quilos de castanha, mas este ano, prevejo uma colheita menor”, antevê o agricultor.
Dada a grande extensão dos soutos de castanheiros, Ilídio Fernandes, já recorre à apanha mecanizada da castanha, embora isso só aconteça numa fase avançada da colheita.
“Inicialmente, a apanha é manual pois há poucos ouriços no chão. Só posteriormente, quando há uma grande quantidade de ouriços e castanhas no chão, é que utilizamos a apanha mecânica”, indicou.
Após a apanha da castanha, Ilídio Fernandes, indicou que comercializa a sua produção para vários destinos, como Bragança e o Porto.
Relativamente ao trabalho realizado ao longo do ano nos soutos de castanheiros, o jovem agricultor de São Martinho de Angueira, explicou que a seguir à colheita, dedica-se à replantação dos castanheiros que secaram.
“Todos os anos, nos soutos há uma elevada percentagem de árvores mortas por causa de doenças, que há que substituir. Após a replantação, segue-se no mês de março, o tratamento dos castanheiros para combater o cancro das árvores. Em abril, começam-se as podas e as enxertias dos castanheiros novos. Em junho, faz-se a capinagem da erva nos solos ou as lavras. Em julho, com o calor há que regar os castanheiros novos para evitar que sequem”, descreveu.
Nesta altura do ano, aquand da colheita da castanha sucedem-se várias feiras e eventos dedicados a este produto. Também o jovem agricultor, Ilídio Fernandes, expressou o desejo de ver um certame dedicado à castanha em São Martinho de Angueira.
“Uma feira temática dedicada à castanha seria uma mais-valia para São Martinho de Angueira, onde a castanha é um produto muito importante para a economia da aldeia e para o concelho de Miranda do Douro”, concluiu.
Saúde: Mais de 1,2 milhões de utentes vacinados contra a gripe
Desde o início da campanha de vacinação sazonal, mais de 1,2 milhões de pessoas já foram vacinadas contra a gripe e foram administradas 716 mil vacinas contra a covid-19, segundo dados da Direção Geral de Saúde (DGS).
Na vacinação contra a gripe, 616.694 doses foram administradas em farmácias e 592.429 em estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde.
Segundo números da Direção-geral da Saúde (DGS), desde o início da campanha, a 23 de setembro, mais de 50% das pessoas com 85 ou mais anos já se encontram vacinadas contra a gripe, grupo etário que beneficia de vacinação gratuita com a vacina contra a gripe de dose elevada.
No caso da covid-19, a cobertura vacinal deste grupo etário é de 35,95%.
Na vacinação contra a covid, 367.006 foram administradas em farmácias e 349.258 em estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde.
Fonte: Lusa | Imagem: Centro de Saúde de Miranda do Douro