Avelanoso: A castanha e a feira distinguem-se pela qualidade

Avelanoso: A castanha e a feira distinguem-se pela qualidade

A VIII Feira da Castanha e dos Produtos da Terra, que decorreu em Avelanoso, no fim-de-semana de 28 e 29 de outubro, não obstante a chuva registou a afluência de muito público, confirmando assim que esta localidade do concelho de Vimioso é cada vez mais uma referência na produção, qualidade e comercialização de castanha.

O rancho folclórico de Vimioso encerrou a VIII Feira da Castanha e dos Produtos da Terra, em Avelanoso.

Na manhã de sábado, dia 28 de outubro, a oitava edição da feira da castanha iniciou-se com a já tradicional montaria ao javali, que este ano reuniu oito matilhas de cães e 155 caçadores, muitos deles vindos de outras regiões do país.

Entre estes caçadores estava o casal, Sandra Peixe e o companheiro, Leonel Pires, naturais de São Martinho do Peso e de Algoso, respetivamente. Quando questionados sobre o que os motivou a participar na montaria ao javali, responderam que gostam muito da natureza, do convívio entre os caçadores e encaram a caça como uma atividade desportiva e de lazer.

“As montarias ao javali são um bom exemplo de como é possível atrair pessoas de outras regiões do país para a nossa região e assim dinamizar a economia local. Pelo que vejo, estes caçadores que compram os produtos locais são também os melhores promotores da nossa região junto dos familiares e amigos”, disse a jovem caçadora.

Por sua vez, o veterano caçador, Rui Freixo, que veio de Baião, no distrito do Porto, com um grupo de amigos para participar na montaria ao javali, em Avelanoso, destacou as condições excecionais da região transmontana para a prática da caça.

“Há 40 anos que temos o gosto em caçar na região de Trás-os-Montes, seja à caça ao javali, como também à caça-menor do coelho-bravo e da perdiz. Nestas viagens a Trás-os-Montes aproveitamos sempre para adquirir alguns produtos locais, como é o caso da castanha”, disse.

Do lado dos 33 produtores presentes na VIII Feira da Castanha e dos Produtos da Terra, Mafalda Gonçalves, cuja família costuma colher entre seis a sete toneladas de castanha por ano, informou que campanha iniciou-se no final de outubro e as perspectivas não são as melhores.

“Este ano há uma acentuada redução de castanha e para agravar a situação verificámos que muitas têm bicho. Por isso, nesta campanha prevemos colher apenas dois mil quilos de castanhas. Esta quebra na colheita deve-se às alterações climáticas, sobretudo o excesso de calor fora de tempo, o que não permitiu desenvolver inteiramente as castanhas nos ouriços”, explicou.

Para além da castanha, na feira em Avelanoso, a família Gonçalves comercializou outros produtos locais, como são a noz, amêndoa, avelã, mel, goji, e as tradicionais cascas de feijão.

Para a população de Avelanoso, a chegada de tantos visitantes no decorrer do fim-de-semana de 28 e 29 de outubro foi uma alegria e uma oportunidade de convívio.

“Ano após ano, a feira da castanha de Avelanoso consegue atrair a vinda de muitas pessoas, seja para participar a montaria, para comprar produtos na feira, ou para assistir aos concertos musicais e participar noutras atividades”, informou, Filipe Canedo.

Uma destas atividades foi a realização do I Passeio Micológico da Raia, que decorreu na manhã de Domingo. Segundo o organizador, o engenheiro Carlos Ventura, apesar da chuva a atividade correspondeu às expetativas, pois a freguesia de Avelanoso é particularmente rica em cogumelos silvestres.

“Avelanoso tem uma floresta diversificada, com carvalhos, freixos, pinheiros e soutos, o que é propício para o surgimento de uma grande variedade de cogumelos silvestres. Na manhã de Domingo, foram recolhidas várias espécies comestíveis e não comestíveis, para que as pessoas estejam bem informadas sobre aquelas que podem apanhar”, informou.

O especialista em micologia informou ainda que com esta atividade, pretende-se ensinar o público a apanhar corretamente os cogumelos silvestres.

“Para a apanha há que utilizar uma cesta e uma faca para cortar os cogumelos pela base do caule, de modo a mão destruir o solo”, indicou.

Outra pessoa natural de Avelanoso, Manuel Afonso, vive e trabalha em Lisboa. Tirou quatro dias de férias para ajudar a família a apanhar castanhas e para participar na VIII Feira da Castanha e dos Produtos da Terra.

“Já é uma tradição tirar férias nesta altura do ano, para apanhar as castanhas, para participar na Feira da Castanha e dos Produtos da Terra e celebrar o Dia de Todos os Santos! O mais difícil na apanha das castanhas é andar todo o dia curvado para o chão. Sobre a feira, vejo que o evento está a crescer e já é uma marca na região”, disse.

Para o sucesso deste evento, o vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, António Santos, destacou o empreendedorismo da junta de freguesia de Avelanoso.

“Graças ao conhecimento e ao dinamismo do presidente da freguesia, Fernando Rodilhão, esta feira dedicada à castanha é uma referência no planalto mirandês. A feira da castanha de Avelanoso é mais um evento bem sucedido, pois consegue cumprir o objetivo de revitalizar esta freguesia do concelho de Vimioso”, disse.

A par do retorno económico, o autarca António Santos, acrescentou que estas feiras também pretendem dar a conhecer aos visitantes o património cultural existente no concelho.

Foi o que descobriu o espanhol, Juan Miguel, vindo de Valladolid, ao ficar impressionado com as chegas de touros, que decorreram na tarde de Domingo, em Avelanoso.

“Viemos visitar esta região e em Avelanoso fiquei maravilhado com a tradição das lutas de touros mirandeses. Nunca tinha visto nada semelhante, entre animais tão grandes!”, disse.

As chegas ou lutas de touros mirandeses são uma das tradições do planalto mirandês.

Sobre a VIII Feira da Castanha e dos Produtos da Terra, o visitante espanhol que veio acompanhado da esposa e de um casal de amigos, afirmou que é um apreciador destes eventos locais, onde é possível conhecer os produtos e as tradições de cada localidade.

Outra tradição na VIII Feira da Castanha e dos Produtos da Terra, em Avelanoso, foi o magusto de castanhas assadas, que encerrou o certame e deliciou as crianças e os adultos. No decorrer do magusto, o presidente da freguesia local, Fernando Rodilhão, expressou a sua alegria pela consolidação deste certame, que todos os anos traz milhares de pessoas à localidade.

“Este ano, a feira da castanha decorreu com chuva e mesmo assim as pessoas não deixaram de vir a Avelanoso. Isso demontra bem o patamar a que chegou o certame. Ano após ano, regista-se um aumento no número de visitantes e nós queremos corresponder com o aumento da qualidade. A tenda dos expositores e concertos, por exemplo, tem maior altitude para proporcionar uma melhor sonorização acústica no interior”, disse.

Com o objetivo da oferecer qualidade ao público, Fernando Rodilhão, acrescentou que a organização da Feira da Castanha e dos Produtos da Terra também apostou na restauração.

“Este ano, ao longo dos dois dias da feira disponibilizámos o serviço de restaurante e ao todo foram servidas cerca de 1000 refeições. Pelas críticas, todas as pessoas ficaram deliciadas com as refeições e muito agradadas com o serviço apresentado”, disse.

Anualmente, a Feira da Castanha e dos Produtos da Terra, em Avelanoso, coincide com a época da apanha da castanha e é uma iniciativa organizada pela União de Freguesias de Vale de Frades e Avelanoso, que conta com o apoio do município de Vimioso.

HA

Agricultura: Governo não apoia produtores de castanha transmontanos por ser matéria segurável

Agricultura: Governo não apoia produtores de castanha transmontanos por ser matéria segurável

A ministra da Agricultura disse que o Governo não pode apoiar os produtores de castanha transmontanos, por considerar que é uma matéria segurável e que fator produtivo não foi afetado.

“Nós [Governo] não temos forma de ajudar nas quebras de produção durante as respetivas campanhas, por se tratar de uma matéria segurável e devem ser os seguros coletivos a ter a disponibilidade para poder fazer face a estas quebras de produção”, explicou Maria do Céu Antunes.

De acordo com a governante, “à primeira vista não há instrumentos para ajudar os produtores de castanha, como não houve para o escaldão da pera rocha ou das uvas, que aconteceu em pleno verão ou das granizadas que caíram num passado ainda recente”.

“Isto é da responsabilidade dos agricultores e dos seus movimentos associativos e que ainda o ano passado foram utilizados 18 milhões de euros para fazer baixar o prémio dos seguros para que os agricultores possam pagar menos. A esta altura, estamos a avaliar a situação para perceber que instrumentos se possam mobilizar para esta situação”, rematou a ministra da Agricultura.

O município de Vinhais pediu medidas para fazer face aos prejuízos avultados esperados para a campanha da castanha, num “ano trágico”.

“Há três ou quatro semanas era expectável um ano muito bom em termos de produção. O que vai acontecer é precisamente o contrário. É um ano trágico, com quebras muito grandes”, afirmou o presidente da Câmara de Vinhais, Luís Fernandes.

As perdas não serão uniformes em todas as zonas do concelho, mas expressivas. “Estaremos a falar sempre de quebras superiores a 70, 80%. Se calhar em alguns casos a rondar quase os 100%”, adiantou o autarca socialista.

O pedido foi vertido num memorando, onde se pedem medidas de compensação aos produtores, como o pagamento atempado dos subsídios, apoios aos seguros de colheitas, isenção do pagamento da Segurança Social ou mesmo a declaração do estado de calamidade, “porque isso permite outro tipo de apoios”, relembrou Luís Fernandes.

Na lista de exemplos de medidas consideradas relevantes, sugere-se ao Ministério da Agricultura a adoção de “uma estratégia ele investigação e combate às causas que estiveram na origem destes fenómenos”. 

Vinhais é um dos maiores produtores de castanha do país, com entre 13 a 15 mil toneladas por ano, o que representa cerca de 15 milhões de euros. Conta com 2.500 produtores e 10 mil hectares de soutos. 

Por outro lado, a Maria do Céu Antunes, disse ainda que aos pedidos de ajudas feitos pelos municípios de Vila Flor, Macedo de Cavaleiros e Vinhais, para fazer face às enxurradas que ocorrem nestes concelhos do distrito de Bragança.

As intempéries que ocorreram entre 27 maio e 12 de junho deixaram prejuízos agrícolas na região, que não foram contemplados nos despachos publicados em Diário da República, a 19 de julho e a 21 de agosto. Estes apoios destinam-se, respetivamente, a tratamentos fitossanitários e ao restabelecimento do potencial produtivo.

“Não primeira avaliação este três concelho não estavam incluídos nas medidas de apoios a restabelecimento do potencial produtivo, porque as quebras de produção não chegaram aos 30% .Reavaliamos e estes conselhos não têm condições para ser apoiados”, disse a ministra.

Fonte: Lusa

Agricultura: Regadio é fator determinante para aumentar a produção agrícola e fixar jovens – ministra

Agricultura: Regadio é fator determinante para aumentar a produção agrícola e fixar jovens – ministra

A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, defendeu em Alfândega da Fé que os sistemas de regadio são um fator determinante para o aumento de produção agrícola e fixação de jovens em territórios mais despovoados.

“A agricultura, para ser competitiva e atrair jovens para o setor, tem que ter a água como fator de produção. A diferença dita que, entre um hectare de sequeiro e um de regadio, o regadio produz cinco vezes mais do que o sequeiro. O regadio é capaz de ocupar territórios e atrair mais jovens para a agricultura por ser mais rentável”, indicou a governante.

Maria do Céu Antunes falava em Alfândega da Fé, no distrito de Bragança, onde procedeu à homologação do contrato de construção da barragem de Gebelim e do despacho de aprovação do projeto de execução da rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Planalto Vilar Chão/Parada, um investimento estimado em cerca de 25 milhões de euros.

“Este novo empreendimento vai ocupar mais território agrícola sustentável do ponto de vista económico, ambiental e social”, vincou a ministra da Agricultura.

A governante ficou ainda a conhecer a barragem da Camba, situada neste concelho transmontano, que dispõe de sistema de gestão da rega inovador no Nordeste Transmontano que permite o controlo à distância individualizado, através de um telemóvel ou outro dispositivo.

Trata-se do sistema de telegestão da rede de rega da barragem da Camba que permite um controlo individualizado por parte dos beneficiários e da entidade gestora, a Junta de Agricultores da Camba.

O sistema resultou de um investimento de 300 mil euros e está inserido numa intervenção iniciada em 2018, que começou pela reabilitação de todo o regadio da Camba, desde a adutora a ramais, com um custo total de 6,5 milhões de euros e que abrange 130 regantes repartidos por 320 hectares de área agrícola, divididos pelas aldeias de Agrebom, Saldonha e Valpereiro.

Já o presidente da câmara de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, destacou a poupança de água para regadio que já chega aos 50% por nos sistemas de rega do concelho desde 2014.

“Tanto na barragem da Camba como da Estevainha, ambas requalificadas, antes gastava-se meio milhão de metros cúbicos de água para rega. Agora o gasto é de metade, fruto de vários investimentos neste setor”, explicou o autarca socialista.

Já no que respeita à construção da barragem de Gebelim, o autarca fala num investimento que permite alargar o perímetro de rega do concelho de Alfândega da Fé em 50 hectares e que beneficiará 150 agricultores, sendo uma obra que se prevê que tenha início no final de novembro

Outra ambição local é o reforço do regadio do Vale da Vilariça, nomeadamente o alteamento da barragem da Burga e o aumento da área de rega do bloco norte, projetos que estão a ser desenvolvidos em parceria entre os municípios de Alfândega da Fé e Vila Flor.

Fonte: Lusa

Pecuária: Miranda do Douro discorda do número de mortes de bovinos indicados pela DGAV

Pecuária: Miranda do Douro discorda do número de mortes de bovinos indicados pela DGAV

O vice-presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, discorda do número avançado pela Direção Geral de Veterinária (DGAV), de 33 casos de morte por Doença Hemorrágica Epizoótica (DHE), ocorridos na região transmontana, afirmando que o número de casos é “bem mais preocupante”.

“Não posso acreditar nos números avançados pela Direção-Geral de Veterinária, porque esses dados não correspondem à realidade vivida nas explorações do meu concelho”, afirmou Nuno Rodrigues.

Em declarações, o vice-presidente da câmara de Miranda do Douro, disse que foram pedidos dados a médicos veterinários que prestam serviço naquele concelho e que foram registadas cerca de 70 explorações afetadas e mais de 700 animais infetados, havendo ainda o registo de, pelo menos, 37 mortes.

O autarca acredita que atualmente os números de animais de raça bovina mortos com DHE são “bem mais” e podem mesmo ultrapassar a meia centena, só no concelho de Miranda do Douro.

Nuno Rodrigues apelou ao Ministério da Agricultura que olhe para estes agricultores que se têm esforçado para evitar danos maiores provocados pela DHE.

“Depois de um verão muito seco esta doença agora deixa os agricultores em dificuldades porque os animais que morrem terão de ser repostos, o que agrava a situação económica das explorações pecuária”, disse.

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária disse na quarta-feira à Lusa que o principal foco, na região Norte, da Doença Hemorrágica Epizoótica se verifica em Trás-os-Montes, onde tinham sido identificados, até esse dia, 33 casos.

A DGAV indicava ainda que a DHE é uma doença viral que afeta os ruminantes, em especial os bovinos e os cervídeos selvagens, com transmissão através de mosquitos.

“A doença está incluída na lista de doenças de declaração obrigatória da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA)”, indicou a mesma fonte.

Este organismo acrescentou que, sempre que é detetada uma suspeita de doença, efetua-se colheita de amostras e envio de material ao laboratório, com a respetiva notificação da suspeita aos serviços oficiais da DGAV.

Quanto à origem DHE, a DGAV diz não poder afirmar com segurança qual a proveniência da doença nesta região, mas tratando-se de uma doença transmitida por vetor (mosquito), poderá ter origem no restante território nacional ou em território espanhol.

Questionada, a DGAV indicou ainda que não há limitação de movimentação, que apenas se aplica a trânsito animal de e para outro estado-membro ou país terceiro.

Fonte: Lusa

Amar é dar a vida pelo outro

XXX Domingo do Tempo Comum

Amar é dar a vida pelo outro

Ex 22, 20-26 / Slm 17 (18), 2-3.7.47.51ab / 1 Tess 1, 5c-10 / Mt 22, 34-40

Quando um fariseu pergunta a Jesus qual é o maior mandamento da Lei, ele não está a referir-se aos comummente conhecidos dez mandamentos, mas sim aos 613 mandamentos da Lei de Deus. É uma pergunta imensa, de resposta difícil e que abrange várias dimensões da vida de um judeu. Mas Jesus parece nem sequer hesitar, respondendo: amar Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todo o espírito; amar o próximo como a si mesmo.

Aqui está o centro da nossa vida. Na dúvida sobre o que devemos fazer em qualquer situação, é a este momento da vida de Jesus que podemos recorrer: amar Deus com todas as nossas forças, isto é, amar e cuidar do amor, e amar o outro. E este amor, aprendemos na Paixão de Jesus, vai muito além de um mero desejar bem: implica falar, mas também calar; implica denunciar, mas também perdoar. Implica consolar quando somos nós quem está pregado na cruz.

Esta missão que nos é confiada hoje por Jesus não é pequena. É maior do que qualquer um de nós e só poderá ser vivida assumindo algo tão belo quanto duro: nós não somos o centro das nossas vidas. As nossas vidas são muito maiores do que aquilo que somos capazes de imaginar e desejar. Vivemos verdadeiramente quando colocamos todas as nossas energias no amor pelo outro, no acolher o outro. No meio das alegrias e das interrupções, das tristezas e das grandes maratonas de serviço, o coração tem de estar sintonizado com Deus.

Quando vivemos assim, tudo nos une, tudo se torna luz, tudo se faz canção. E haverá coisa mais bela do que cantar a própria vida?

No meio das nossas indecisões, dúvidas, temores e incertezas, recordemos o essencial da nossa fé: amar a Deus de todo o coração, com toda a alma e com todo o espírito; amar o outro como a si mesmo. E confiemos! Confiemos neste caminho aberto por Jesus, o único que rompe a tirania da cruz, da dor e do sofrimento e que vai além dele. Este caminho é o da nossa felicidade.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Inverno: Hora muda na madrugada de Domingo

Inverno: Hora muda na madrugada de Domingo

Na madrugada de Domingo, dia 29 de outubro, Portugal entra na hora de inverno, com os ponteiros a recuarem 60 minutos e quando forem 2h00, volta a ser a 1h00.

Com esta mudança da hora, no domingo “ganha-se” uma hora de sono, mas “perde-se” tempo de luz do sol ao final da tarde.

O atual regime de mudança da hora na União Europeia é regulado por uma diretiva que determina que todos os anos os relógios sejam adiantados e atrasados, respetivamente, uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro, marcando o início e o fim da hora de verão e inverno.

Um grupo de peritos internacionais também propôs o fim da mudança da hora na União Europeia e o alinhamento dos fusos horários dos diferentes países, aproximando-os o máximo possível da hora solar e tornando-os permanentes.

Os peritos, que subscreveram a Declaração de Barcelona sobre Políticas do Tempo assinada em outubro de 2021 por mais de 70 instituições internacionais, defendem que as mudanças na hora legal “não têm efeitos significativos na poupança energética”, ao passo que a manutenção da mesma hora “melhora a saúde, a economia, a segurança e o meio ambiente”.

A Declaração de Barcelona sobre Políticas do Tempo de 2021 visava, entre outros fins, promover o debate sobre a mudança da hora. Portugal defende o atual regime, com uma hora de verão e com uma hora de inverno.

O horário de verão só volta a 31 de março de 2024

Fonte: RR

Atletismo: Recorde de 21.875 praticantes filiados em Portugal

Atletismo: Recorde de 21.875 praticantes filiados em Portugal

O atletismo português apresentou na última época um número recorde de atletas filiados, com 21.875 registos, superando pela segunda vez consecutiva o patamar dos 20 mil, anunciou a federação portuguesa da modalidade.

A época de 2022/23 também bateu o máximo de número de clubes filiados, que passa a ser de 670.

A primeira vez que foi superada a barreira dos 10 mil praticantes registados foi em 1994, com 10.271, pelo que se verifica mais do que a duplicação em quase 30 anos.

Face ao ano anterior, 2022, há um crescimento de 1.472. Nesse ano contaram-se 20.403 atletas, no que foi a primeira época com mais de 20 mil inscritos. A subida é de 7,21%.

Nestes números da época, 49,44 % dos filiados pertencem aos escalões de formação, 14,44% pertencem aos atletas seniores (incluindo os sub-23), com os veteranos a somarem 36,12%.

Dez associações regionais estão em claro crescimento, destacando-se a do Porto, pela primeira vez acima dos 3.036 registos (o anterior máximo era de 2.731, de 2022).

Lisboa tem agora 3.008 inscritos, a Madeira 1.952, Coimbra 1.568, Leiria 1.560, Algarve 1.228, Setúbal 1.152, Santarém 1.022, Viana do Castelo 637 e Évora 520.

No recorde de clubes filiados destacam-se, em termos de crescimento, Lisboa, que sobe de 67 para 76, Santarém, a crescer de 27 para 32, Coimbra, que passa de 48 para 50, e Viana do Castelo, que sobe de 24 para 27.

Nesta nova época desportiva, o Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) também criou uma equipa de atletismo, formada por atletas naturais do concelho, que vão competir nas provas da Associação de Atletismo de Bragança (AAB).

Segundo o presidente do CDMD, Nuno Martins, ao longo da época 2023/2024, o clube vai organizar várias provas: a 23 de setembro passado organizou o Ultra Trail Tierra de Miranda, em Picote. Em dezembro, vai realizar-se uma corrida São Silvestre. E no próximo ano, pretendem organizar a II edição do Trail Contrabando do Café, em Paradela.

Fonte: Lusa; Foto: CDMD

Ambiente: Perseguição do lobo ibérico reduziu diversidade genética da espécie

Ambiente: Perseguição do lobo ibérico reduziu diversidade genética da espécie

Investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (BIOPOLIS-CIBIO), da Universidade do Porto, concluíram que a perseguição do lobo ibérico, em meados do século XX, originou uma “redução significativa da sua diversidade genética”.

Em comunicado, o centro de investigação da Universidade do Porto adianta que o estudo, publicado na revista científica ‘Molecular Ecology’, “revela que o declínio da população de lobo ibérico em meados do século XX levou a uma redução significativa da sua diversidade genética”.

“Após décadas de intensa perseguição pelo homem, as populações de lobo ibérico registaram um grande declínio na década de 1970, reduzindo consideravelmente a sua área de distribuição e levando à extinção desta espécie em grande parte da região centro e sul da Península Ibérica”, observa.

Para a realização do estudo, os investigadores recolheram amostras de espécimes de lobo ibérico provenientes de coleções de história natural de museus em Portugal e Espanha, entre 1910 e 1990.

As amostras foram comparadas com amostras contemporâneas de lobo ibérico.

Recorrendo a marcadores moleculares, os investigadores analisaram o genoma do lobo ibérico antes e depois do declínio populacional, tendo observado “uma diminuição significativa na diversidade genética da população atual”.

Esta diminuição da diversidade genética evidencia “o impacto que a perseguição humana pode ter na composição genómica desta espécie”.

O estudo desvendou ainda que os eventos de hibridação entre o lobo ibérico e o cão “não aumentaram nos anos 1970, não estando, portanto, associados com a extinção local das populações no centro e sul da Península Ibérica”, acrescentam os investigadores.

A investigação revela também que a hibridação com o cão é mais frequente em áreas onde a população de lobo está a expandir, embora a baixa frequência destes eventos sugira que “a integridade genética do lobo ibérico não está ameaçada”.

Os resultados do estudo destacam a importância de “uma adequada gestão e conservação de espécies selvagens”.

“As conclusões deste estudo são particularmente relevantes no contexto do regresso e expansão do lobo em várias regiões da Europa onde anteriormente tinha sido extinto, abrindo futuras direções no estudo dessas populações”, referem, citadas no comunicado, as investigadoras Raquel Godinho e Diana Lobo, do BIOPOLIS-CIBIO.

A investigação contou com a colaboração do investigador José Vicente Lopez-Bao, da Universidade de Oviedo, em Espanha.

Fonte: Lusa

Ambiente: Trabalhadores do ICNF em greve por melhores condições de trabalho

Ambiente: Trabalhadores do ICNF em greve por melhores condições de trabalho

Os trabalhadores do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) realizam a 27 de outubro uma greve nacional por melhores condições laborais e para alertar o Governo para os problemas no organismo.

Segundo o Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP), que convocou a paralisação, os trabalhadores do ICNF exigem a abertura de concursos para as carreiras de assistente técnico, vigilante da natureza, técnico superior, bombeiro sapador florestal e assistente operacional; o pagamento de trabalho suplementar e ajudas de custo em falta a todos os trabalhadores e a aplicação de isenção de horário aos trabalhadores cujo grau de complexidade assim o determine.

A distribuição a todos os trabalhadores, de fardamento e equipamentos de proteção, a distribuição de telemóveis por todos os trabalhadores que prestem serviço externo e a intervenção urgente nos edifícios e no parque automóvel estão também entre as reivindicações.

De acordo com o sindicato, os trabalhadores pedem igualmente a demissão do conselho diretivo do ICNF, que considera “um organismo que não lida bem com a democracia pluralista, com a liberdade de escolha e de opinião”.

Além da greve, os trabalhadores do ICNF têm também prevista uma concentração junto à sede do organismo em Lisboa.

De acordo com o sindicato, o ICNF tem cerca de 1.050 trabalhadores.

Fonte: Lusa

Cultura: Pauliteiros de Miranda e Capa d’honras participaram nos 20 anos do património imaterial da UNESCO

Cultura: Pauliteiros de Miranda e Capa d’honras participaram nos 20 anos do património imaterial da UNESCO

Os Pauliteiros de Miranda e uma artesã de confeção da Capa d’Honras Mirandesa, acompanhados pela presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril, participaram no dia 21 de outubro, em Lisboa, no programa comemorativo dos 20 anos da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO.

O Museu Nacional do Traje, em Lisboa, foi o local do programa Portugal Imaterial: Convenção UNESCO 2003-2023, que decorreu nos dias 20, 21 e 22 de outubro e trouxe à capital do país muitas das expressões culturais que fazem parte do património Cultural Imaterial (PCI), em Portugal.

Sobre a participação dos pauliteiros de Miranda e da arte de confecção da Capa d’Honras neste programa comemorativo, a presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril, informou que o convite surgiu na sequência da inscrição desta indumentária no inventário nacional.

“Com a recente inscrição da arte de confecção da Capa d’Honras, no Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial, o município de Miranda do Douro recebeu o convite para participar no 20º aniversário da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO. O grupo de pauliteiros de Miranda também participou, dada a candidatura que está a decorrer para inscrever estas danças tradicionais no património imaterial português”, disse.

Assim, no sábado 21 de outubro, os Pauliteiros de Miranda tiveram a oportunidade de dançar no átrio do Museu Nacional do Traje. Recorde-se que a candidatura “Dança Rituais dos Pauliteiros nas Festas Tradicionais” aguarda aprovação, após ter sido submetida no passado dia 10 de julho de 2023, ao Inventário Nacional do de Património Cultural Imaterial.

Na apresentação desta candidatura, o etnógrafo, Mario Correia, referiu que a elegibilidade da dança dos pauliteiros de Miranda a património imaterial exige o enquadramento desta manifestação cultural com as vivências comunitárias, como são as festas tradicionais.

No que se refere à Capa d’Honras, a arte de confecção desta peça de vestuário, já está inscrita no Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial. No programa comemorativo dos 20 anos do património imaterial da UNESCO, coube a uma artesã do concelho de Miranda do Douro, mostrar como se confecciona esta indumentária.

A Capa d’Honras é outra das marcas identitárias da Terra de Miranda. De porte majestoso, esta peça de vestuário é feita em lã, que depois de tosquiada e lavada, passa por um conjunto de processos de transformação (carmeagem, cardagem, fiação em torno ou em roca, tecelagem e pisoagem) que permitem fabricar um tecido final espesso, bastante impermeável e térmico.

A placa distintiva da inscrição do “Processo de Confecção da Capa de Honras” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI) foi afixada na Câmara Municipal de Miranda do Douro, junto à pintura do saudoso Aureliano Ribeiro, considerado um dos grandes artesãos da Capa de Honra Mirandesa.

No 20º aniversário da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO, em Lisboa, participaram ainda outras manifestações culturais de Portugal, inscritas no Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial. Foram os casos da Festa dos Tabuleiros, de Tomar; as demonstrações das Técnicas de Carpinaria Naval, de Vila do Conde; a demonstração de Pintura de Painel de Barco Moliceiro, de Aveiro; a Confeção dos Tapetes, de Arraiolos; a Arte da Calçada Portuguesa; um Atelier da Olaria de Bisalhães; a tiragem da Cortiça, em Coruche; a Confeção de Flores de Papel, da Campo Maior; ou o Cante Alentejano, pelo grupo coral de Serpa.

HA