Uva: Festa dos Pombais deu a conhecer a aldeia

Uva: Festa dos Pombais deu a conhecer a aldeia

A II Festa dos Pombais realizada na aldeia de Uva, no dia 20 de julho, deu a conhecer aos visitantes o património arquitetónico, natural e cultural desta aldeia do concelho de Vimioso e simultaneamente, proporcionou o convívio entre os visitantes e a população local.

A II Festa dos Pombais iniciou-se com um passeio interpretativo.

A II Festa dos Pombais iniciou-se com uma visita guiada, durante a qual o técnico da Palombar – Conservação da Natureza e Património Rural, Américo Guedes, deu a conhecer aos cerca de 30 participantes, a história destes antigos edificados.

“Os pombais serviam de abrigo aos pombos selvagens, que eram alimentados com trigo e lentilhas, para depois servirem de alimento e fonte de fertilizante nos campos”, explicou.

Desde 2010, a organização não governamental Palombar tem vindo a reconstruir e preservar os pombais na aldeia de Uva, no concelho de Vimioso, valorizando assim o património arquitetónico local e contribuindo para a preservação de espécies, como o pombo das rochas (Columbia livia) e da coruja das torres (Tyto Alba).

“Com a conservação destas espécies protegem-se também os ecossistemas agrícolas e selvagens da região”, justificou.

Uma das visitantes na II Festa dos Pombais, Manuela Monteiro, veio de Alfena (Valongo) para visitar a filha que está a estagiar na Palombar. A visitante, que veio acompanhada da família, disse ter apreciado a visita guiada, onde teve oportunidade de conhecer a utilidade dos pombais.

Por sua vez, a filha, Ana Sousa, que está a concluir o curso “Turismo em Espaços Rurais e Naturais”, na Escola Superior Agrária de Coimbra, mostrou-se entusiasmada com o estágio curricular na Palombar.

“Sendo eu natural da área metropolitana do Porto, estou a gostar muito da experiência de viver em Uva e do estágio na Palombar. Eventos como este da Festa dos Pombais, são um bom exemplo de como é possível dinamizar o mundo rural, através da participação dos jovens. Vejam-se também os campos de trabalho e as ações de voluntariado que estas associações realizam e que trazem gente de todo o mundo para este território”, disse.

Após o passeio interpretativo aos pombais seguiu-se uma oficina para crianças, dedicada à construção das paredes dos pombais, através da técnica de reboco com terra e palha.

Na tarde de sábado, ocorreu a abertura do Mercado de Artesanato e Produtos locais. O certame foi animado com teatro de rua, jogos tradicionais, contadores de histórias, arruada de gaiteiros e um concerto musical ao final da tarde, que teve como palco um antigo pombal.

No serão da Festa dos Pombais, o destaque foi a apresentação do livro “Memórias dos Pombais”, que consiste numa recolha de histórias e testemunhos dos habitantes da aldeia de Uva.




A presidente da União de Freguesias de Uva, Campo de Víboras e Uva, Cristina Miguel, destacou a originalidade desta festa, que põe em destaque os pombais, a marca identitária desta localidade.

“Quem visitou Uva, no decorrer da Festa dos Pombais teve a oportunidade de participar em inúmeras atividades lúdicas, pedagógicas, musicais, de teatro, gastronómicas, literárias, concertos e que culminou com a apresentação do primeiro livro sobre a história desta localidade”, disse.




O livro “Memórias dos Pombais” editado pela Palombar reúne testemunhos e histórias de vida dos habitantes de Uva. A apresentação da obra contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Jorge Fidalgo.

A II Festa dos Pombais encerrou com a música do grupo Daguida e a atuação do DJ Plame.

O grupo Bioma proporcionou um fim-de-tarde musical, num antigo pombal.

HA

Miranda do Douro: Festa dos Cravos reabriu a igreja da Misericórdia

Miranda do Douro: Festa dos Cravos reabriu a igreja da Misericórdia

Após 12 meses encerrada para obras de requalificação, a igreja da Misericórdia, na cidade de Miranda do Douro, voltou a acolher no Domingo, dia 21 de julho, a celebração da Eucaristia, por ocasião da Festa dos Cravos ou Festa de Santa Isabel.

De acordo com António Grande, associado da Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro (SCMMD), a festa anual desta coletividade celebra-se aquando da Festa da Visitação de Nossa Senhora.

“Antigamente, nesta festa ornamentava-se a Santa Casa da Misericórdia e o chão da igreja era coberto de flores, num ambiente que ajudava os fiéis a celebrarem esta data com grande devoção ”, recordou.

Segundo a tradição, no final da celebração religiosa, o sacerdote realiza a benção dos cravos, que são depois distribuídos à saída da igreja. É por esta razão que a celebração é conhecida pelo nome de “Missa ou Festa dos Cravos”.

Em Miranda do Douro, a Santa Casa da Misericórdia (SCMMD) foi fundada em 1557, por iniciativa do 2º Bispo de Miranda, Dom Rodrigo de Carvalho, que dirigiu a diocese entre 1556 e 1559.

Atualmente, a Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro (SCMMD) tem como valências: o Lar de Idosos de Miranda do Douro; a Unidade de Cuidados Continuados Santa Maria Maior; o Lar de Idosos de São Miguel, em Palaçoulo; o Lar de Idosos Senhora do Monte, em Duas Igrejas; o Centro Infantil Menino Jesus da Cartolinha; e o Serviço de Apoio Domiciliário.

Para além da assistência às pessoas mais vulneráveis, a Santa Casa da Misericórdia de Miranda do Douro desempenhou também um papel importante na cultura, ao ser um instrumento de irradiação da religiosidade e do ensino.

Em Portugal, a primeira misericórdia surgiu a 15 de agosto de 1498, em Lisboa, graças à especial intervenção da Rainha D. Leonor e com o total apoio do Rei D. Manuel I.

“O desenvolvimento da expansão marítima, da atividade portuária e comercial favoreceu o afluxo de gente aos grandes centros urbanos, como era o caso de Lisboa. Gente que vinha à procura de trabalho ou de enriquecimento, numa busca muitas vezes sem frutos. As condições de vida degradavam-se. As ruas transformavam-se em antros de promiscuidade e doença, aglomerando-se pedintes e enjeitados. Também os naufrágios e as batalhas originavam grande número de viúvas e órfãos, e a situação dos encarcerados nas prisões do Reino era aflitiva”, pode ler-se no site da SCML.

Neste contexto difícil, D. Leonor, rainha viúva de D. João II, decidiu instituir uma Irmandade de Invocação a Nossa Senhora da Misericórdia, na Sé de Lisboa, onde passou a ter sede.

Seguiu-se depois a criação de outras misericórdias por todo o país.

A Misericórdia adotou como símbolo identificador a imagem da Virgem com o manto aberto, protegendo os poderes terrenos: reis, rainhas, príncipes, poderes espirituais, Papas, cardeais, bispos, clérigos ou membros de ordens religiosas.

Uma proteção mariana que se estendeu também a todos os necessitados, crianças, pobres, doentes, presos, entre outros grupos vulneráveis.



HA

Ensino: Há mais de 54 mil vagas no concurso nacional de acesso ao ensino superior público

Ensino: Há mais de 54 mil vagas no concurso nacional de acesso ao ensino superior público

Para o ano letivo 2024/2025, abre esta segunda-feira, dia 22 de julho, a primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público, com 54.601 vagas, mais 290 do que no ano letivo anterior, anunciou o ministério da Educação, Ciência e Inovação.

Às vagas do concurso nacional, a principal via de acesso ao ensino superior público, acrescem 712 vagas previstas para os concursos locais, destinados, por exemplo, para cursos artísticos do ensino público.

Juntos, o concurso nacional e os concursos locais do regime geral de acesso totalizam 55.313 vagas, adianta o Ministério da Educação, Ciência e Inovação em comunicado.

A apresentação das candidaturas à primeira fase do concurso nacional de acesso termina em 5 de agosto, com os resultados a serem divulgados em 25 de agosto.

Para candidatos emigrantes, lusodescendentes ou com pedido de substituição de provas de ingresso por exames estrangeiros, o prazo para a submissão das candidaturas termina mais cedo, em 29 de julho.

As matrículas e inscrições dos alunos colocados na primeira fase decorrem entre 26 e 29 de agosto.

As segunda e terceira fases do concurso nacional realizam-se entre 26 de agosto e 30 de setembro.

As candidaturas devem ser apresentadas no sítio na internet da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).

O concurso nacional é organizado pela DGES, enquanto os concursos locais são organizados por cada estabelecimento de ensino.

Considerando todas as vias de ingresso (nomeadamente regime geral, regime especial de acesso, concursos especiais, mudança de curso e ensino à distância), o número de vagas disponíveis no ensino superior público no próximo ano letivo ascende a 78.158, de acordo com o ministério.

“Para apoiar o processo de decisão dos estudantes na escolha do seu curso foi atualizado o portal Infocursos (em http://infocursos.pt/), que disponibiliza dados e estatísticas sobre cursos superiores, proporcionando mais informação e contribuindo para apoiar os estudantes nas escolhas de curso no ensino superior no momento da sua candidatura”, assinala o comunicado da tutela.

Os alunos que pretendam ingressar no ensino superior público via concurso nacional de acesso têm duas semanas para se inscrever na plataforma ‘online’ da DGES, sendo necessária uma senha de acesso e a ficha ENES, um documento emitido pela escola com a classificação final do secundário e os resultados nas provas de ingresso.

A senha de candidatura pode ser pedida na escola que o aluno frequentou, num gabinete de acesso ao ensino superior ou então através da internet no sítio da DGES.

Também a ficha ENES contém um código de ativação necessário para a candidatura ‘online’, uma vez que sem este código não é possível avançar com o processo.

Este ano, cerca de 156 mil alunos dos 11.º e 12.º anos realizaram exames nacionais, que ainda só são exigidos para quem pretende candidatar-se ao ensino superior, uma norma transitória que surgiu com a pandemia da covid-19.

Fonte: Lusa

Ensino: Segunda fase dos exames nacionais decorre até 24 de julho

Ensino: Segunda fase dos exames nacionais decorre até 24 de julho

Já foram realizadas mais de 35.200 provas relativas à segunda fase dos exames nacionais, que decorre até 24 de julho, informa o Ministério da Educação.

De acordo com os dados do Júri Nacional de Exames (JNE), divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, na primeira semana da 2ª fase dos exames finais nacionais foram realizados a 18 de julho, 15.200 exames e no dia seguinte, 20.070.

A segunda fase de exames teve início a 18 de julho, com 11.918 alunos (dos 12.767 inscritos) a prestarem prova a Física e Química A, 118 (de 134) a Literatura Portuguesa, 3.163 (de 3.516 alunos inscritos) a Economia A e um único aluno inscrito foi ao exame de Latim A.

A 19 de julho, foi o dia da realização de provas finais de diversos códigos de Português (relativos a exames de Português como primeira língua, Português para alunos com necessidades educativas, Português como segunda língua e Português como língua não materna), com um total de 17.384 inscritos, e a que foram 15.651 alunos.

Neste dia foram também realizadas provas de Geografia A, a que foram 3.363 alunos (faltaram 285), e de História da Cultura e das Artes, a que compareceram 1.050 estudantes (não foram 110).

Esta segunda-feira, dia 22 de julho, realizam-se os exames de Matemática A, Matemática B, Matemática Aplicada às Ciências Sociais e Filosofia, relativos à segunda fase.

A 23 de julho, decorrem os exames de História A e B, Geometria Descritiva A, Desenho A e Biologia e Geologia.

A segunda fase dos exames nacionais termina a 24 de julho, com provas de Inglês, Alemão, Espanhol, Francês, Italiano e Mandarim.

A primeira fase dos exames nacionais teve 291.793 inscrições e foram realizadas 236.060 provas, de acordo com os dados do Júri Nacional de Exames.

Os resultados desta primeira fase foram divulgados a 15 de julho e as notas subiram em 13 das 25 disciplinas sujeitas a exame. Apenas em Biologia e Geologia (9,9 valores), a prova mais concorrida, a média foi negativa.

Em comparação com o ano passado, a média desceu também a Português (de 12,5 para 11,1 valores), mas os resultados dos alunos melhoraram a Física e Química (11,6 valores) e a Matemática A (12,2 valores).

Este ano, os alunos do 12.º ano ainda beneficiaram das regras excecionais implementadas na sequência da pandemia de covid-19, mas os alunos do 11.º tiveram já de realizar as provas necessárias para a aprovação e conclusão das disciplinas.

Fonte: Lusa

Calor: Onze distritos sob aviso laranja

Calor: Onze distritos sob aviso laranja

Onze distritos de Portugal continental vão estar sob aviso laranja, devido à previsão de tempo quente, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os distritos de Évora, Setúbal, Santarém, Beja e Portalegre vão estar sob aviso laranja entre as 09:00 de hoje e as 18:00 de quarta-feira, referiu o IPMA em comunicado.

Já distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Castelo Branco e Braga vão estar sob aviso laranja entre as 09:00 de terça-feira e as 18:00 de quarta-feira.

O aviso laranja (o segundo mais elevado) é emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera quando existe uma situação meteorológica de risco moderado a elevado

Mais de 50 concelhos de oito distritos estão em perigo máximo de incêndio devido ao tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em perigo máximo de incêndio estão hoje mais de 50 concelhos dos distritos de Faro, Portalegre, Castelo Branco, Viseu, Santarém, Bragança, Vila Real e Guarda.

A temperatura máxima mais elevada prevista para será alcançada em Évora e Santarém, com 42 graus Celsius.

O distrito de Beja terá uma temperatura de 40 graus, Portalegre de 39 Castelo Branco 38, Vila Real 36, Bragança e Viseu 35, Guarda 33 e Faro 31.

O IPMA colocou ainda vários concelhos de todos os distritos de Portugal continente, exceto Viana do Castelo, em perigo muito elevado e elevado de incêndio.

De acordo com os cálculos do IPMA, o perigo de incêndio vai manter-se elevado em alguns distritos pelo menos até sexta-feira.

Este risco, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Fonte: Lusa

Descansar

XVI Domingo do Tempo Comum

Descansar

Jer 23, 1-6 / Slm 22 (23), 1-6 / Ef 2, 13-18 / Mc 6, 30-34

No ritmo acelerado dos nossos dias, não são muitas as vezes que escutamos alguém dizer-nos «vem comigo para um lugar longe de tudo e descansemos juntos». Mais facilmente nos desafiam para «descansar» a fazer coisas, enchendo os tempos livres com atividades. Que sabedoria a do nosso Deus, ao ver os discípulos regressarem de coração aceso pelas maravilhas que viveram e deram a viver, ao pedir- -lhes que abrandem e se afastem do ruído, para assim poderem falar uns com os outros e escutar-se.

Damos por adquirido que viver com outros basta para ficar a conhecê-los. Deixamo-nos cair na ilusão de que, ao estarmos a par do que acontece ao outro, seja porque nos relatou tal acontecimento ou porque vimos no seu perfil do Instagram ou Facebook, sabemos o que vive. Nada mais falso. É preciso espaço para que a palavra ressoe, é indispensável o silêncio para que a escuta tenha lugar, é preciso usar os ouvidos para abraçar a vida do outro.

Devíamos aprender de Jesus a sabedoria do descanso com outros. Pelo menos uma vez por semana, devíamos dar tempo à oração em família. Independentemente da idade, as nossas casas deveriam criar um «tempo-santuário», em que cada um possa olhar para a sua semana em silêncio, nas suas luzes e alegrias, entusiasmos e sombras, para depois, com simplicidade, pôr em comum o que viveu. É desta partilha de vida que nascem as relações que dão vida.

Mais do que conviver na mesma casa, devemos aprender a viver oferecendo tempo. Atualmente, este é um desafio enorme, devido às nossas rotinas marcadas pela velocidade e pela dispersão. Mas precisamos de exercitar os músculos do recolhimento e da escuta. Sem isso, aqueles músculos murcham, perdem vigor, tornando-nos meros coabitantes e não membros da mesma família.

Mesmo que conscientes de que o turbilhão das distrações nos segue, de que a inquietação de que há mais coisas por fazer continuará a assolar-nos, construamos este tempo para estar com outros e escutar o que estão a viver. Criemos estes «tempos-santuário» em que oferecemos as nossas vidas aos outros, como alimento, para que as nossas casas se tornem, cada vez mais, fonte de vida.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Cércio: Fim-de-semana de festa em honra de Santa Marinha

Cércio: Fim-de-semana de festa em honra de Santa Marinha

No fim-de-semana de 19, 20 e 21 de julho celebra-se na aldeia de Cércio, no concelho de Miranda do Douro, a festa em honra de Santa Marinha, com um programa em que os maiores destaques são, no Domingo, o peditório pela aldeia acompanhado do grupo de pauliteiros locais e a missa campal seguida da procissão.

A festa em honra de Santa Marinha inicia-se ao final da tarde desta sexta-feira, dia 19 de julho, com a muito concorrida “Noite do Caracol e dos Patiscos”, uma iniciativa gastronómica que atrai a vinda de gente de todo o concelho de Miranda do Douro e dos concelhos vizinhos.

No dia seguinte, sábado, a festa prossegue com a degustação de petiscos e o arraial animado pela banda musical “Rilufe”.

No Domingo, o dia começa cedo com a realização do peditório pelas ruas da aldeia, acompanhado pelos Pauliteiros de Cércio. Às 14h30, celebra-se a Missa campal, seguida da procissão e a celebração religiosa culmina com o cântico dedicado a Santa Marinha.

A festa prossegue durante a tarde de Domingo e encerra ao serão com a atuação do grupo musical Midnes.

HA

Mogadouro: Festival aéreo com uma centena de aviões

Mogadouro: Festival aéreo com uma centena de aviões

O festival aéreo “Red Burros Fly In” regressa este sábado, dia 20 de julho, aos céus da vila de Mogadouro, um evento em que vão participar cerca de uma centena de aviões, que vão surpreender o público com as espetaculares acrobacias aéreas.

O festival está agendado para sábado, dia 20 de julho, numa jornada que os pilotos mais jovens da acrobacia aérea peninsular vão mostrar todo o seu potencial, com José Licfold vai vestir as cores de Portugal e Camilo Benito as de Espanha.

A estes pilotos vão juntar-se aviadores mais veteranos e com larga experiência em manobras e acrobacia aérea como Luís Garção aos comandos do seu Extra 330 LT, Pedro Cunha Pereira com um Citabria ou a Patrulha Fantasma, a única na Península Ibérica a executar manobras com aeronaves “com motores de características dissimilares” que vão colorir o céu de Mogadouro.

Para além da acrobacia aérea e exposição estática de aeronaves de vários modelos e conceitos haverá saltos em paraquedas que ficarão a cargo da experiente patrulha de paraquedistas “Falcões Negros”, do Exército português.

O Red Burros Fly In é um festival aéreo, iniciado em 2010 e nos últimos três anos o evento decorre entre o Aeródromo Municipal de Mogadouro (AMM) e zona histórica da vila.

De acordo com a vereadora do município de Mogadouro, Márcia Barros, esta mudança tem tido um retorno muito positivo, sendo por isso uma aposta ganha.

“As manobras áreas podem ser vistas na área do castelo de Mogadouro ou de uma qualquer esplanada da vila, o que proporciona um espetáculo único”, vincou.

De acordo com a organização do festival, que cabe ao município de Mogadouro, o Red Burros Fly In é já um festival de dimensão internacional, contando com a presença de várias nacionalidades e ao mesmo tempo atrai fotógrafos e apaixonados pela aviação ligeira, em geral.

“O Red Burros Fly In é um festival inspirado na tradicional feira asinina, que decorre anualmente na aldeia do Azinhoso, localidades onde está instalado o AMM, tendo como objetivo aproximar a comunidade ao mundo da aeronáutica, desde pequenos a graúdos, com o intuito de promover, divulgar e estimular o desenvolvimento da aviação no Nordeste Transmontano na vertente desportiva, comercial, militar, lazer e turismo”, avançou a autarca.

Márcia Barros indicou ainda que este festival permite dar a conhecer as tradições ligadas ao gado asinino que vêm dos tempos do rei D. Dinis (1261-1325) e aliá-la à modernidade das máquinas voadoras, juntando assim os dois conceitos.

Para o município de Mogadouro, esta é também uma forma de dinamização cultural e de demonstração técnica, sendo também uma oportunidade económica e comercial para os agentes turísticos no território, nomeadamente para a hotelaria e restauração.

Todo o evento será supervisionado e autorizado pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), GNR e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Fonte: Lusa

Apicultura: Apoio para apicultores já recebeu 300 candidaturas

Apicultura: Apoio para apicultores já recebeu 300 candidaturas

O aviso lançado em junho, para apoiar os apicultores recebeu, até ao momento, 300 candidaturas, anunciou o ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, numa audição parlamentar.

Até agora, “temos mais de 300 candidaturas que deram entrada”, afirmou José Manuel Fernandes, no final da segunda ronda na comissão parlamentar de Agricultura e Pescas, que contou com mais de 30 deputados inscritos.

O Governo estabeleceu o regime de apoio para a polinização natural de plantas, no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), que pode atingir 3.000 euros para quem tem, pelo menos, 500 colmeias.

Segundo um diploma, publicado em Diário da República em 24 de junho, para beneficiários com entre 10 e menos de 25 colmeias o apoio é de 125 euros e para os que detém entre 50 e menos de 150 colmeias a ajuda é de 250 euros.

Por sua vez, para quem tem entre 50 e menos de 150 colmeias o apoio é de 625 euros e os beneficiários que tenham entre 150 e menos de 250 colmeias recebem 1.324 euros.

Já os beneficiários com 250 e menos de 500 colmeias vão ter uma ajuda de 2.060 euros.

Quem tem mais de 500 colmeias pode receber um apoio de 3.000 euros.

A apresentação de candidaturas é feita por formulário eletrónico, disponível no portal da Agricultura (https://agricultura.gov.pt) e no portal do PEPAC (www.pepacc.pt).

Uns dias antes da publicação desta portaria, o ministro da Agricultura tinha anunciado, no parlamento, o lançamento do primeiro concurso no âmbito do PEPAC, com 20 milhões de euros para os apicultores.

Na audição de hoje, José Manuel Fernandes saudou o “entusiasmo” dos deputados, depois da presidente da comissão parlamentar de Agricultura e Pescas, Emília Cerqueira, ter notado que, com exceção das audições no âmbito do Orçamento do Estado, não se lembrar de uma reunião tão participada.

“Lamento que este entusiasmo não tenha sido uma constante ao longo dos últimos oito anos [referindo-se ao Governo PS]. Há questões, estou certo, que deveriam ser colocadas aos meus antecessores”, acrescentou.

Durante a sua intervenção, o líder do Ministério da Agricultura considerou também ser “inaceitável” que um agricultor ganhe menos 40%, em termos médios, em comparação com as outras profissões.

“Isto exige um esforço de todos nós. Um esforço que é maior face à degradação que existiu nos últimos anos. Espero a vossa colaboração máxima e também a vossa crítica. Convivo bem com a crítica e com a exigência”, rematou.

Fonte: Lusa

Ensino: Provas de aferição passam para o 4.º e o 6.º anos

Ensino: Provas de aferição passam para o 4.º e o 6.º anos

O governo pretende que as provas de aferição passem do 2.º, 5.º e 8.º anos para os alunos do 4.º e 6.º ano, de modo a avaliar o desempenho escolar dos estudantes.

As mudanças do modelo de avaliação externa já estavam previstas no programa do Governo e foram anunciadas pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que revelou que as novidades entram em vigor já no próximo ano letivo de 2024/2025.

Em vez das atuais provas de aferição, as novas avaliações passam a chamar-se Provas de Monitorização de Aprendizagens e serão realizadas no final do 1.º e do 2.º ciclos, sendo que os resultados ficarão registados no boletim do aluno, revelou o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, defendendo que o novo modelo irá “garantir a igualdade de oportunidades”.

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, acrescentou que as provas serão em formato digital e os enunciados nunca serão divulgados, uma vez que a ideia é fazer provas que “terão alguns itens que se repetem”, para que os resultados possam ser comparados com os resultados obtidos nos anos anteriores.

“As provas não são de acesso público”, disse o secretário de Estado, sublinhando que esta “é uma metodologia cada vez mais utilizada em vários países”, dando como exemplo as provas internacionais do PISA.

Fonte: Lusa